Manual de Paisagismo do CNCS

 

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Manual de Paisagismo do Clube Naturista Colina do Sol

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Manual de Paisagismo Segunda Edição Abril 2014 1

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Clube Naturista Colina do Sol Horário de atendimento Portaria (Central de Atendimento) Segunda a Sexta Das 08:00 hs às 20:00hs Sábados e Domingos Das 09:00 hs às 20:00 hs Secretaria Segunda a Sexta Das 08:00 hs às 18:00 hs Sábados, Domingos e Feriados Das 09:00 hs às 18:00 hs Para maiores informações, ligue: +55 (51) 9959.3490 | (51) 9655.2139. E -mails: colinadosol@colinadosol.com.br - secretaria@colinadosol.com.br Endereço e Correspondência: Estrada da Grota s/n Morro da Pedra. Caixa postal 170 – Colina do Sol CEP 95600-000 – Taquara/RS

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MANUAL DE PAISAGISMO Primeira Edição Agosto de 2000 Este Manual de Paisagismo é um dos instrumentos mais importantes para que a Colina do Sol atinja os objetivos para os quais foi idealizada. O naturismo é um ponto fundamental para a Colina do Sol, o naturista, também. Sendo uma das principais metas da Colina transformar-se numa pequena comunidade de moradores naturistas, que consigam dela tirar seu sustento e viver dentro de condições dignas, é fundamental que a Colina do Sol, em si, seja economicamente viável. A viabilidade desse centro naturista é alicerçada sobre o atrativo turístico que ela representa, capaz de atrair turistas naturistas e, com eles, recursos financeiros que, uma vez absorvidos pela comunidade, giram internamente, auxiliando no sustento das famílias residentes. Para preservar seu apelo turístico, que garante o fluxo anual de clientes e a atração de novos residentes, é indispensável que a área, como um todo, transmita uma sensação de beleza e harmonia aos sentidos dos seus usuários.

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Não houvessem normas claras e padrões bem estabelecidos com relação ao estilo das construções, praças, ruas, iluminação pública, etc., cada novo morador ou “cabaneiro” traria seu próprio estilo às suas intervenções sobre o solo e na arquitetura de sua casa. Com os vários níveis diferentes de gostos e poder aquisitivo dos frequentadores da Colina do Sol, certamente teríamos mansões e malocas, lado a lado, além de chiqueiros de porcos ao lado de belos jardins japoneses. É importante que haja, por parte de todos os usuários da Colina do Sol, especialmente por parte dos administradores e concessionários, a consciência da necessidade das normas de paisagismo e do respeito às mesmas. O TEMA DA COLINA DO SOL O estilo arquitetônico desenvolvido na Colina do Sol é o resultado de quase dez anos de pesquisas, no Brasil e no exterior, na busca de um padrão de construção que aliasse o bom gosto nas formas e materiais a um projeto de baixo custo. Somente desta forma, conseguimos desenvolver a Colina do Sol dentro de um estilo que supre as expectativas paisagísticas das pessoas mais exigentes, sem excluir os menos abastados. Não se criando distorções sociais nem ostentação como elemento de status, podemos preservar as relações fraternas e igualitárias produzidas pelo ambiente naturista. A temática desenvolvida na Colina do Sol leva em consideração as atuais preocupações ecológicas, uma vez que não utiliza madeiras nativas e sim pinus e eucaliptos – madeiras que foram plantadas para serem colhidas, como o milho ou o feijão. O romantismo do estilo arquitetônico das casas vem ao encontro do desejo de afastamento do ambiente urbano, onde o concreto, o alumínio e o aço são os elementos mais comuns. Assim, o turista, o veranista e mesmo o morador da Colina do Sol podem inserir-se facilmente num ambiente de sonho, 4

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auxiliados por tudo o que veem ao redor, como se estivessem vivendo num outro mundo ou outra época, deixando as preocupações e o stress no mundo que ficou do lado de fora. Daí a importância de ocultarmos os cabos elétricos, de telefone, antenas de TV, etc., ou seja: tudo o que possa quebrar visualmente a coerência com o sonho romântico de uma comunidade rústica, de vida natural e fraterna, onde não há muros nem cercas, onde há poucas distorções socioeconômicas, onde o carinho e o aconchego das casas de madeira faz-nos sentir leves e em paz com a natureza e com o ambiente que nos cerca. A QUEM SE APLICA ESTE MANUAL Os principais usuários deste manual devem ser os “cabaneiros”, ou mesmo concessionários comerciais que atuem em algum ponto fixo, com uma loja. É natural o desejo de embelezar com plantas e ornamentos o redor de sua casa, mas o seu gosto pode ser bem diferente do gosto do seu vizinho. De modo geral, na Colina do Sol, quando as pessoas saem de casa, vão para locais distantes das mesmas, onde se encontram as áreas de esportes, praia, centro comercial. Quando estão em casa, geralmente estão dentro de casa. Quem está dentro de sua casa não vê suas paredes externas, nem sequer suas próprias floreiras são avistadas da janela, pois, geralmente, estas são plantadas junto às paredes. Com mais facilidade se pode ver as paredes externas da casa do seu vizinho e suas floreiras. Assim, podemos perceber que quem mais vê o lado externo da minha casa – e até mesmo as minhas floreiras – é o meu vizinho e não eu mesmo. Mais lógico seria você decorar a parte externa da casa do seu vizinho e ele a da sua. Como isso seria realmente difícil de ser aceito e implementado, optou-se por definir um estilo único, com muitas variações que, de forma geral, agrada a todos ou, pelo menos, não desagrada a ninguém. 5

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NORMAS DE PAISAGISMO As normas abaixo aplicam-se a todos os usuários da Colina do Sol, em especial concessionários residenciais e comerciais, que atuam direta ou indiretamente sobre a paisagem e estilo arquitetônico do Centro Naturista Colina do Sol: Infrações a estas normas, bem como todo e qualquer assunto relativo ao paisagismo e à ecologia na Colina do Sol serão objeto de análise e decisão pela Comissão de Paisagismo, em primeira instância e pelo Conselho Deliberativo do CNCS em segunda instância. Art. 1o – É proibido qualquer tipo de intervenção no solo, nas fachadas das casas, nas árvores e plantas, nas águas e praias, que esteja em desacordo com o estilo paisagístico da Colina do Sol, determinado pelas Resoluções da Comissão de Paisagismo do CNCS. Parágrafo Único: Ao infrator do acima disposto, poderão ser aplicadas as penas de Advertência, Suspensão e Exclusão dos quadros sociais, considerando-se a desobediência, a reincidência, a falta de reparação e a abrangência dos danos causados como elementos atenuantes ou agravantes na definição das penalidades. Art. 2o – A execução de construções ou qualquer tipo de intervenção no solo, que não esteja prevista nas Resoluções da Comissão de Paisagismo do CNCS, deve ser previamente objeto de consulta e deliberação pela comissão. Parágrafo Único: Resoluções ou autorizações específicas da Comissão de Paisagismo poderão ser revogadas, por meio de solicitação fundamentada, encaminhada ao Conselho Deliberativo do CNCS. Art. 3o – Concessionários residenciais ou comerciais que venham a ser notificados de irregularidades paisagísticas nas áreas de sua titularidade terão um prazo de 30 dias, após notificados, para a execução da devida correção. Parágrafo Primeiro: Caso não seja solucionado o problema após o prazo acima citado, será a Taxa de Manutenção da respectiva concessão onerada em 6

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multa, a partir do mês subsequente, devendo ser paga em dobro, e dobrando novamente de valor no mês seguinte e assim, sucessivamente, até que seja sanada a irregularidade. Parágrafo Segundo: O disposto no parágrafo acima não isenta o concessionário de responder, paralelamente, a processo disciplinar, podendo ainda ser condenado nas penas cabíveis. Estas normas foram aprovadas pelo Conselho Deliberativo do CNCS, em reunião realizada no dia 20 de agosto de 2000, passando a vigorar a partir dessa data. Resolução da Comissão de Paisagismo n.01 20 de agosto de 2000. Antenas: deverão ser instaladas fora da vista dos transeuntes; consulte previamente. Balanços, redes, etc., amarrados em árvores ao redor da casa devem ser recolhidos após o uso. Botijões de gás e aquecedores: deverão ter abrigo fechado ou com treliças. Canos, mangueiras de gás, fios elétricos e de antenas devem ser escondidos. Cordas de varal em locais aparentes devem ser recolhidas, bem como as roupas. Cortinas: poderão ser lisas ou rendadas, brancas ou em tons de marrom. Em caso de cortinas coloridas, use forro nas cores sugeridas. Não coloque adesivos nos vidros. Duchas externas devem ser camufladas. Enfeites aparentes serão passíveis de solicitação de retirada. Extintor de Incêndio: Abrigo fechado ou treliças, porém, com sinalização. 7

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Mangueiras de jardim: use e guarde fora da visão das vias de acesso. Mobílias de jardim poderão ser brancas ou pretas. Para outras cores, consulte a Comissão. Obras executadas pelos concessionários das cabanas deverão estar de acordo com as normas, com ART (Anotação de Responsabilidade Técnica/CREA), e concluídas dentro de prazos estabelecidos. Sempre com consulta prévia da Comissão de Paisagismo. Placas comerciais: cada estabelecimento poderá ter placas na própria fachada ou em pedestais padronizados ao lado das vias de circulação. Os projetos ou layouts das placas deverão ser submetidos à aprovação da Comissão de Paisagismo. Porão das Cabanas: Não devem ficar expostos canos, entulhos, etc.. Materiais depositados embaixo das casas, à vista das vias de acesso, poderão ser considerados lixo e estarão sujeitos a recolhimento. Estes porões deverão ser fechados com treliças, cepos de madeira roliça, pedra ou floreiras. Tela para mosquitos: grafite, cinza ou preta. Vasos e floreiras: poderão ser utilizados em tons de cerâmica ou pretos. Outras cores, consulte previamente. Resolução da Comissão de Paisagismo N.02 Orientações Gerais Abril de 2014 O estilo arquitetônico das edificações da Colina do Sol visa a sua inserção natural no meio ambiente, de forma que elas enriqueçam a paisagem por complementaridade e não por contraste. Para isto, usamos materiais naturais como madeira, troncos roliços, pedras ferro e basalto, e cores que dialoguem sutilmente com o seu entorno. 10

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Para mantermos esta unidade visual, preservando as características que tornam o nosso projeto original tão atraente e perfeitamente integrado ao meio ambiente, criamos estas normas complementares que pretendem ressaltar o que nos é peculiar, preservando-o, e eliminar gradativamente aquilo que nos distancie deste objetivo. ÁREAS PÚBLICAS: 1. A limpeza e manutenção das áreas sociais, vias de circulação e edificações de uso comum são responsabilidade e atribuição do Conselho Deliberativo do CNCS, que deverá zelar pela boa aparência e estado do Clube. 2. As praças, parques e edificações de uso comunitário terão seu esboço e plano de realização definidos pelo Conselho Deliberativo, respeitando-se o projeto arquitetônico do CNCS e a preservação da harmonia paisagística. 3. O Conselho Deliberativo do CNCS deve manter as copas podadas de todas as árvores que se situam em frente à Sede Social, de forma a preservar permanentemente a vista do pôr do sol que se observa daquele ponto. 4. Sócios e visitantes são responsáveis pelo bom uso das áreas comuns, protegendo a natureza e mantendo limpas as ruas, gramados, piscina e praia, não só pelo dever social, mas, principalmente, por acato ao preceito naturista de respeito ao meio ambiente, aos outros e a si próprios. 5. É de responsabilidade do Conselho Deliberativo do CNCS a manutenção da limpeza do pomar e cuidado básico das frutíferas. Sócios e visitantes podem colher apenas as frutas para seu consumo próprio no CNCS. INFRAESTRUTURA Aspectos formais: 1. As ruas devem ter uma largura mínima de 6m, sempre que possível, e revestimento de saibro, permitindo o bom tráfego de carros e pessoas. 11

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A vegetação lateral deverá ser mantida limpa e podada, evitando sua invasão no leito da via. As águas pluviais devem ser desviadas do leito da estrada, evitando a erosão da mesma. Sempre que necessário, deverão ser colocados canos impedindo que esta água corra sobre o leito da via. 2. A iluminação pública deve ser feita utilizando-se postes de madeira roliça autoclavada, com 2,5m de comprimento, e colocados com 25m de distância entre eles. As lâmpadas devem ter potência entre 5w e 7w, de claridade suave (amarelada). Em pontos de maior necessidade de claridade, poderão ser instaladas lâmpadas mais potentes, mas sempre de claridade suave e não branca. A fiação da rede de iluminação deve ser subterrânea, com isolamento duplo e bitola de 2,5mm², implantada de forma a não interferir na manutenção das ruas e em futuras edificações. 3. A rede elétrica destinada a atender as cabanas deve ser subterrânea, com condutores duplamente isolados e dimensionados de acordo com a previsão de carga, não podendo ser de bitola inferior a 6mm². 4. A rede de distribuição de água deve ser subterrânea e implantada de forma a não interferir na manutenção das ruas e em futuras edificações. 5. O esgoto, não havendo rede própria, sempre que possível deverá ser lançado em fossa com dimensão mínima de 3m³, com paredes de alvenaria e com furos na parte inferior, para facilitar a absorção. A tampa deverá ser de concreto e colocada a uma profundidade mínima de 20cm. ÁREAS RESIDENCIAIS Conforme normas internas, as áreas externas às das edificações são de uso comum e estão sujeitas às diretrizes do CNCS. 1. A possibilidade de interferência paisagística do concessionário deve 12

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respeitar o Plano de Zoneamento. 2. O concessionário é responsável pela manutenção e limpeza da área em que interferiu. 3. O concessionário é responsável pela boa apresentação e manutenção da limpeza da área no entorno de sua cabana, evitando lixo, sujeira e/ou objetos estranhos à paisagem que se visualiza 4. O jardim deve harmonizar-se com a vegetação local, embelezando-a, sem descaracterizá-la, estando sujeito a controle por parte da Comissão de Paisagismo. A supressão e o plantio de árvores de maior porte deverão ser previamente autorizados pela Comissão de Paisagismo. 5. O acesso às cabanas, tanto de carros quanto de pedestres, deve ser feito com materiais de uso permitido no CNCS: saibro, pedra ferro natural ou pedra basalto irregular. 6. A utilização de ornamentos e enfeites na área externa da cabana, como esculturas, bonecos, portais, vasos coloridos ou exóticos e outros objetos que interfiram com a unidade paisagística do clube, deverá ser previamente aprovada pela Comissão de Paisagismo (passíveis de solicitação de retirada). Sugerimos a utilização de tons de cerâmica. 7. Por oferecer riscos à saúde, devido à proliferação de larvas de mosquitos, e por provocar aumento no consumo de água e de eletricidade, o que além de aumentar os gastos do CNCS é ecologicamente incorreto, é proibida a construção de fontes, lagos, piscinas e outros reservatórios de água na área residencial. Nas casas em que já existam piscinas exteriores, elas deverão ser cobertas com tampas apropriadas, para evitar o acúmulo de água parada e proliferação de insetos, bem como possíveis acidentes, devendo ser removidas ou aterradas dentro do prazo de 24 meses a partir da data da aprovação dessas normas. 8. A secagem das roupas deve ser feita de forma discreta, preferencialmente sem ser vista por quem passa pela rua. Caso isto não seja possível, o 13

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varal não deverá ser utilizado nos feriados e finais de semana. 9. As antenas devem ser colocadas preferencialmente na área edificada e da forma mais discreta possível. De preferência, ocultadas por meio de estrutura apropriada ou vegetação. Qualquer sinal de comunicação, que seja fornecido via cabo, tem que estar protegido por dutos subterrâneos. 10. O armazenamento de lenha deverá ser feito, preferencialmente, em área coberta da cabana. Não sendo possível, a lenha deverá ser perfeitamente empilhada dentro da área de interferência do concessionário, de forma a não impedir a passagem usual de pedestres. É vedado o uso de lonas para cobrir os montes de lenha. 11. O lixo das construções deve ser levado para local previamente indicado pelo CNCS para descarte deste tipo de lixo, por oferecer risco de ferimentos a sócios e funcionários, devido à enorme quantidade de pregos e outros materiais perfurantes que contêm. Deve ficar perfeitamente limpa a área ao redor das cabanas, tão logo seja concluída a construção. Sugerimos que o responsável pela remoção deste material seja mencionado já no contrato da obra. 12. As passagens tradicionalmente usadas por pedestres em ruas sem saída deverão ser mantidas. 13. Ao descumprimento de quaisquer das normas acima aplicar-se-á o disposto no Art. 3º das Normas de Paisagismo. 14. Essas normas, na parte que tange às áreas residenciais, deverão ser anexadas a todos os novos contratos de transferência de Concessões Habitacionais, com a assinatura de ciência do novo concessionário, que se compromete a cumpri-las. 14

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ZONEAMENTO DE INTERVENÇÃO NO SOLO Centro Naturista Colina do Sol Para preservar os diversos interesses dos usuários, bem como resguardar espaços ambientais destinados às espécies silvestres, o desenvolvimento urbano da Colina do Sol será organizado de acordo com as seguintes zonas: Quesito Zona 1 Zona 2 Sobre o solo 80m2 Área Total 200m2 4 metros da parede Raio de 12,5 m do centro da concessão Permitida Acesso e Pátio 4 metros da parede Total fora da Margem de Corte Zona 3 Sobre o solo 120m2 Área Total 300m2 Raio de 12,5 m do centro da concessão Raio de 12,5 m do centro da concessão Permitida Acesso e Pátio Raio de 12,5 m do centro da concessão Distância máxima entre árvores 6 metros Zona 4 Sobre o solo 200m2 Área Total 400m2 Raio de 12,5 m do centro da concessão Raio de 12,5 m do centro da concessão Permitida Acesso e Pátio Raio de 12,5 m do centro da concessão Distância máxima entre árvores 12 metros Limite de Área Sobre o solo 50m2 Construída Área Total 120m2 2 metros da parede 3 metros da parede Proibida Acesso 1 metro da parede Margem de Corte Limpeza de Mato Escavação Aterro Floreiras Densidade de Total fora da Florestamento Margem de Corte 15

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