Revista-Comercio-Industria-Outubro-2014

 

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Revista-Comercio-Industria-Outubro-2014

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ÍNDICE Artigos Economia Tristeza 14 | Última decolagem 18 | GVT Gigante da telecomunicação 05 | Da redação Sônia Maria Marques fala da esperança do lojista vender mais até o final do ano 07 | Editorial Ivan Roberto Peroni, depois da poeira baixada, expõe sua opinião sobre o que aconteceu na OnOff 30 | Jurídico Dra. Thaisa Domingues alerta o consumidor sobre produtos defeituosos 31 | Pesquisa Jaime Vasconcellos revela que quase 40% dos empregos gerados em 2014 foi por “nanicos” 74 | Luís Carlos Bedran compartilha de sua viagem à Aparecida, lugar sagrado para os católicos Azul Linhas Aéreas se despede de Araraquara; o que será do Bartholomeu ninguém sabe... Azul dá adeus a Araraquara PÁG. 14 Especial - I 26 | Do fundo do baú O repórter Jean Cazellotto conta a história de Adalberto Lucatelli, responsável pela implantação do Corpo de Bombeiros em Araraquara na década de sessenta francesa chega em Araraquara, sendo a primeira companhia a ser 100% cabeada com fibra óptica, novidade para a cidade 19 | Bilionários Alguns brasileiros que têm pés na cidade e aparecem pela primeira vez na lista dos afortunados da Revista Forbes. A Família Zaher está entre elas trabalhando com a Educação Especial - II 41 | Ensino Capa Borsari Imóveis e CASAALTA Construções Empreendimentos Ilhas do Mediterrâneo e Residencial Castellmonte oferecem segurança, lazer, além de parcelas que cabem em seu bolso pág. 08 Lucatelli pág. 26 Alunos do Liceu Monteiro Lobato organizaram com seus professores uma feira que mostra o retrato do consumismo e sustentabilidade Cidade Seo Dito ou Escurinho, era assim que o pessoal lhe chamava; hoje a esposa Clotildes e o filho Buíra servem um bom lanche no quiosque em frente a Igreja de Santa Cruz 12 | Natal Como será ele em Fachada Castellmonte 2014 em nossa cidade para o fortalecimento das vendas se há a desconfiança da inadimplência 16 | Contabilistas Araraquara conquista a Regional do SESCON pela força da sua classe 17 | Economia Experiência para ampliar estacionamento na Avenida Sete começa a ser feita 34 | Tecnologia Manoel Soffner assume o ITEC e anuncia nova edição do Biz Games 35 | Segurança Cães especiais para localizar desaparecidos em Araraquara Lembrança 32 | Cantina do Nhô Bento Dono da cantina e depois da Lanchonete do Hotel Uirapuru, o Escurinho fez história na gastronomia da cidade Golpe de Mestre I: Parque Infantil Como foi anunciado na edição de setembro da nossa revista, começou a diminuir a incidência de sujeira causada por pombos no Parque Infantil. Após limpeza da área, mais poda de árvores e colocação de holofotes com lâmpadas amarelas para imitar o pôr do sol, fizeram os pombos procurar outras árvores, utilizadas como dormitórios noturnos. Golpe de Mestre II: Paraíso Com toda obra quase pronta, a Via Parque do Jardim Paraíso já está na fase de paisagismo. O trecho remodelado entre a Avenida Doutor João Pires de Camargo e Avenida Antônio Honório Real, na zona norte de Araraquara, abrigará uma nova ciclovia em meio a um imenso jardim, onde serão construídas ciclofaixas e pista de caminhada, segundo projeto elaborado pelo coordenador de Mobilidade Urbana, Coca Ferraz. 4

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DA REDAÇÃO Agronegócios Sônia Maria Marques 37 | A cachaça As melhores bebidas destiladas do país são aprovadas em Araraquara graças à parceria do Sindicato Rural, Senar e Faculdade de Ciências Farmacêuticas da UNESP Natal, mistura de esperança, experiência e boas vendas Futebol Amador 51 | Usina Tamoio Com direito a hino No final de setembro foram premiadas as melhores cachaças do Brasil em nossa cidade pág. 37 próprio, filme, personalidades, a Usina foi um dos destaques de Araraquara e região na década de 1960; conheça muitas histórias da equipe campeã da cidade acompanhando o trabalho de pesquisa do repórter Rafael Zocco. Na época do amadorismo, o time da Usina era o primo rico Seu nome está na rua 58 | Samuel Brasil Bueno Imposto de Renda 44 | Solidariedade Saiba como destinar parte do que você paga ao governo, para as nossas instituições Historiador fala sobre a vida de Dagmar Fedozzi Cataneu, formada em Serviço Social pelo Colégio Progresso, dedicou-se ao serviço filantrópico durante sua vida Arquitetura e Construção 45 | Jardim Os encantos dos jardins Variedades verticais em locais pequenos 48 | Expoflora Araraquarenses invadem Holambra para conhecer feira de jardinagem 65 | Em foco Os fatos e as pessoas que circulam em eventos da cidade; nesta edição tudo que aconteceu no Jantar das Celebridades realizado em setembro no Bazuah Apesar de o brasileiro ser conhecido por deixar as pendências para serem resolvidas na última hora, as lojas de Araraquara já se preparam para as vendas de Natal. Em alguns pontos, o clima natalino já chegou. Mas não é só de árvores de Natal e papais noéis que vive a data mais rentável para os comerciantes. Nos últimos anos, a bem da verdade, o varejista tem vivido da esperança: a esperança de um bom faturamento para compensar os meses seguintes: janeiro, fevereiro e março, quando normalmente há queda na comercialização dos produtos ou artigos. Essa esperança na maioria das vezes, se alia à experiência dentro do ramo que atua, quando não, tudo se embala com a própria fé de que o poder divino trará a recompensa de bons momentos. Só que ultimamente a coisa não tem sido assim. Tem comerciante que está comendo o pão que o diabo amassou por conta da crise econômica e a esta altura, só Deus sabe o que acontecerá agora que as eleições já se passaram. Os últimos meses foram de vacas magras: o desemprego e a inadimplência são vilões nos índices apontados pelos institutos de pesquisa, contrariando o aceno positivo do governo. O período de boas vendas, o Natal, é tradição. Há o consumo natural, ninguém pode negar, contudo, a grande dificuldade estará na liberação de crédito, pois tem loja em nossa cidade, que ficou quase uma semana impossibilitada de aprovar um cadastro por conta da inadimplência. Hoje em dia, o comerciante tem que ficar com um olho no peixe, outro no gato, sem se descuidar da frigideira. R E V I S TA Assentando a vida dos Assentados em Araraquara do ITESP e assentados da reforma agrária de doze cidades da região, estiveram no evento, que ocorreu na quadra de esportes da escola rural do Assentamento Monte Alegre. Esta foi a úlVereador Jeferson Yashuda durante reunião do tima reunião da ITESP com assentados para definir entrega dos série iniciada com títulos de propriedade das áreas ocupadas o Seminário LatiPela oitava vez em nosso Estado foi no-Americano sobre Políticas Agrária e debatida a situação dos assentados ru- Fundiária, em outubro do ano passado, rais, desta feita, daqueles que estão em em São Paulo. Depois, os debates ocornosso município e na região. Em discus- reram no Mirante do Paranapanema são a entrega dos títulos de propriedade (onde há 37 assentamentos da refordos lotes dos assentamentos, ou seja, a ma agrária) até chegar em Araraquara. O presidente em exercício na documentação definitiva de propriedade da área de terra. O diretor executivo Câmara Municipal, vereador Jeferson da Fundação Instituto de Terras do Esta- Yashuda, na oportunidade conversou do de São Paulo, Marcos Pilla, técnicos com os assentados sobre o caso. 5 e agronegócio COMÉRCIO INDÚSTRIA EDIÇÃO N°111 - OUTUBRO / 2014 Diretor Editorial: Ivan Roberto Peroni Supervisora Editorial: Sônia Marques Redação: Rafael Zocco, Jean Cazellotto Depto. Comercial: Gian Roberto, Silmara Zanardi, Marcos Assumpção, Heloísa Nascimento Design: Mário Francisco, Carolina Bacardi, Fernando Oprime, Bete Campos Tiragem: 5 mil exemplares Impressão: Grafinew - (16) 3322-6131 A Revista Comércio & Indústria é distribuida gratuitamente em Araraquara e região INFORMAÇÕES ACIA: (16) 3322 3633 COORDENAÇÃO, EDITORAÇÃO, REDAÇÃO E PUBLICIDADE Fone/Fax: (16) 3336 4433 Rua Tupi, 245 - Centro Araraquara/SP - CEP: 14801-307 marzo@marzo.com.br

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EDITORIAL OnOff: Falta de fiscalização só pode dar no que deu. Confusão. Tem certas situações em que nos sentimos impotentes de fazer qualquer tipo de julgamento. E o caso da OnOff é um deles. Aquilo que aconteceu com repercussão nacional, poderia na verdade ter encontrados limites, porém, como conter a apologia feita ao sexo, se até o nome da festa estava direcionado a esta tendência em meio à bebida rolando livre. Mas isso tudo quer nos parecer de menos. Da mesma forma não nos cabe julgar qualquer mulher, por mais santa que seja. O livre arbítrio já é um caminho a ser percorrido, pois são mulheres maiores e vacinadas, qualquer uma delas faz o quer, dá o que quer. As consequências chegam depois, pelo menos é a lógica. Em se tratando de um estabelecimento comercial que ao longo do tempo demonstrou prezar os bons costumes, também podemos dizer que só o tempo responderá se valeu a pena afundar um pé na história de Sodoma e Gomorra, onde prevalecia a imoralidade. Tudo que se avaliou num primeiro momento para a OnOff foi negativo, pois se um pé está de um lado (do que aconteceu), o outro pé ainda escorrega na tradição, família e propriedade, aquela sociedade que propunha em sua base, o amor à ordem cristã e aversão à desordem. Por tudo que vimos e ouvimos até agora em relação ao caso, há uma situação que foge totalmente do foco: a lacração do estabelecimento por estar supostamente com o auto de vistoria do Corpo de Bombeiros vencido e por ter realizado um evento em desacordo com as atividades previstas no alvará de funcionamento. Está claro: se é restaurante tem que funcionar como restaurante; se não tem alvará não pode funcionar. A situação quer nos parecer definida de forma bastante clara: se a OnOff não tivesse organizado o evento, continuaria trabalhando na clandestinidade e, se o evento não tivesse sido espalhado pelas redes sociais com fotos e comentários, ninguém teria tomado medida de lacração, que aliás só foi adotada porque houve uma transgressão às normas legais. O que nos entristece, é que ações punitivas neste país só ocorrem após a manifestação da opinião pública. De um lado e também do outro, enquanto puder empurrar com a barriga lá vamos nós; um finge que paga e outro finge que fiscaliza. Tal como o ocorrido em Santa Maria, vem a pergunta: de quem Publicidade da festa é a culpa? Dos proprietários, do Corpo nas redes sociais de Bombeiros ou da Prefeitura Municipal? Qualquer vendedor de extintor de incêndio sabe quando vence um alvará, quer dizer então que são mais organizados pois vão ao estabelecimento verificar a renovação da carga dos aparelhos. A OnOff, queiram ou não, tem sua parcela de culpa, mas é preciso ter bom senso para dimensioná-la através dos riscos a que expôs a sociedade. Da mesma forma que agiu contra a casa noturna, a Prefeitura Municipal deveria ir contra aqueles que têm organizado festinhas de embalo em chácaras dentro do perímetro urbano, onde entram duzentos ou mais veículos que ficam estacionados em cima de capim seco e com um único portão para entrada e saída. Se um maluco decidir jogar um cigarro aceso que seja, neste capim, é claro que o fogo promoverá o efeito de um Etna em erupção. Explosão pra todo lado. São festas regadas na maioria das vezes por bebidas à vontade, drogas e menores de idade. Se a polícia - chamada pela vizinhança aparece - a desculpa é sempre a mesma: “estamos fazendo uma festinha de aniversário para o meu irmão”. É dificil impedir a realização destes eventos onde o Poder Público é lesado pelo não pagamento de taxas e impostos? Diria que não, pois todo tipo de festa com esse perfil está nos sites especializados em divulgar ou organizar eventos, ou nas redes sociais. Mas, falta iniciativa e o comprometimento dos setores competentes em pesquisar e fiscalizar tais situações. Não basta neste momento tripudiar sobre a casa noturna; vamos dividir essa mazela com aqueles que recebem dinheiro público para cumprir seu dever. E nesta cidade não é só a OnOff que apresenta irregularidades no seu funcionamento. São muitos. Os que estão trabalhando dentro da legalidade não devem temer. Não existe mais meia verdade ou lei pela metade. Cinquenta anos atrás, Geraldo Vandré já dizia - quem sabe faz a hora, não espera acontecer. E em casos assim, enquanto existir apadrinhamento, tudo estará caminhando na escuridão... 7

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MATÉRIA DE CAPA A Borsari Imóveis está com as chaves do seu novo apartamento * imagem ilustrativa da fachada * Residencial Ilhas do Mediterrâneo: O projeto encontra-se aprovado pela Prefeitura de Araraquara, processo n° 008.076/12, alvará de construção n° 000.552/13. Incorporação registrada sob o n° R2 na matrícula 116.579 CRI/Araraquara. A CASAALTA Construções e a Borsari Imóveis lançam dois empreendimentos na Vila Melhado: Ilhas do Mediterrâneo e Castellmonte; confira o que é melhor para você. Para quem está em busca de tranquilidade, lazer e principalmente segurança, a CASAALTA e a Borsari Imóveis trazem duas novidades para Araraquara. Os condomínios Ilhas do Mediterrâneo e Castellmonte, cujas obras já iniciaram, estão próximos ao centro da cidade e oferecem entre outros benefícios, flexibilidade nas condições de pagamento com financiamento imediato pela Caixa Econômica Federal, com garantia de entrega, e/ou financiamento direto pela construtora, além do FGTS. A Borsari Imóveis está no mercado há mais de 30 anos, carregando consigo importantes conquistas imobiliárias para Araraquara. Além destes empreendimentos, a CASAALTA também tem outros projetos em Araraquaram, como destaque para o residencial popular no final da Avenida Maurício Galli, que deve ser lançado ainda este ano. ILHAS DO MEDITERRÂNEO De acordo com Alexandre Borsari, diretor da imobiliária, este empreendimento conta com 112 unidades de três dormitórios, além da sacada gourmet e uma suíte. São 69m² de área privativa com elevador. Outra opção, segundo ele, são os apartamentos com dois dormitórios nos mesmos padrões e sala estendida, para uma família que 8 seja um pouco mais reduzida, mas não quer abrir mão de espaço. As duas alternativas possuem duas vagas na garagem. CASTELLMONTE Alexandre explica que o Residencial Castellmonte tem 160 apartamentos divididos em dois blocos, localizado na avenida Capitão Noray de Paula e Silva. As disposições das unidades neste empreendimento variam de acordo com a preferência do cliente. São quatro opções de apartamentos com dois quartos e áreas privativas que partem de 54m² e possuem uma ou duas vagas na garagem, além da sacada gourmet e elevador, diferencial dos dois empreendimentos. Os dois residenciais oferecem segurança e lazer: portaria 24 horas, ampla área de lazer com piscina e playground, espaço fitness,

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* imagem ilustrativa da fachada * Residencial Castellmonte: O projeto encontra-se aprovado pela Prefeitura de Araraquara, processo n° 008.075/12, alvará de construção n° 000.551/13. Incorporação registrada sob o n° R2 na matrícula 116.578 CRI/Araraquara. além de praças de convívio, que são lugares ideais para desfrutar da natureza sem sair de seu condomínio. CASAALTA CONSTRUÇÕES Com 36 anos de história, a CASAALTA que tem sede em Curitiba e escritórios em Bauru, Brasília, Campinas, Florianópolis, Porto Velho e Uberlândia e mantém obras em oito estados brasileiros e em especial no interior de São Paulo, investe em residenciais para clientes que sonham em ter o próprio apartamento e querem sair do aluguel com projetos em Americana, Araraquara, Bauru, Botucatu, Campinas, Jaú, Limeira, Marília, Matão, Mogi Mirim, Piracicaba, Ribeirão Preto e São Carlos. São parcelas que cabem no seu bolso! Atualmente a construtora é a 7ª maior construtora e a que mais cresce do Brasil em volume de metros quadrados construídos segundo o ranking ITC (Inteligência Empresarial da Construção) e também é a 66ª construtora em faturamento no Ranking da Engenharia Brasileira – 500 grandes da construção, o que mostra que atualmente é a construtora que mais cresce no Brasil. Apartamento decorado Residencial Ilhas do Mediterrâneo Ambiente decorado do Residencial Ilhas do Mediterrâneo no plantão da Avenida Adhemar de Barros, na Vila Melhado; apartamentos de 69m² * Móveis, armários, eletrodomésticos e demais acessórios são sugestões decorativas e não fazem parte do contrato. Consulte o memorial descritivo Planta baixa do Residencial Castellmonte com várias opções de metragem * Imagens ilustrativas das plantas. Móveis e demais acessórios são sugestões decorativas e não fazem parte do contrato. Consulte o memorial descritivo Antônio e Alexandre Borsari, proprietários da Borsari imóveis Serviço Castellmonte e Ilhas do Mediterrâneo Plantão de vendas e apartamento decorado na Avenida Adhemar Pereira de Barros, 425, em frente ao Teatro de Arena. Telefone do plantão: 3472 0980 9 Serviço Borsari Rua Maria Janasi Biagioni, 556 Telefone: (16) 3301 1020 www.borsariimoveis.com.br

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PENSE GLOBAL, COMPRE LOCAL Entidades reforçam campanha para consumidor comprar aqui Reunião da ACIA em setembro focou dois assuntos importantes: reforçar a ação proposta em campanhas passadas do consumidor comprar em sua cidade e a decoração a ser feita por ocasião do Natal. Entre os alertas feitos para quem compra fora, está a dificuldade para a troca de mercadoria adquirida. O que se observa hoje, é que nos Estados Unidos ou Europa, o hábito de comprar no comércio local se fortalece cada vez mais. Não é de agora que a ACIA e o SINCOMERCIO têm procurado conscientizar o consumidor a agir neste sentido, seguindo a prática de americanos e europeus: “pense global, consuma local”. Nos últimos anos, essa tendência mundial conquista cada vez mais os consumidores e chama a atenção para a importância do mercado da cidade na geração de renda e qualidade de vida, diz o presidente da ACIA, Renato Haddad. Por sinal, foi ele o criador da frase “compre no comércio local, bom para todos”. A fórmula é simples. Ao comprar nos estabelecimentos da cidade, o consumidor promove o desenvolvimento do município, ajuda no aumento de novas oportunidades de emprego, gerando mais investimentos em diversas áreas, além de contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população. Antônio Deliza Neto, presidente do SINCOMERCIO, define bem a questão: “Dar preferências aos comerciantes locais também é uma forma de incentivar o empreendedorismo e fazer com que o seu dinheiro fique na sua cidade, no seu bairro. “É preciso destacar que ao valorizar o comércio local, o cidadão inicia um ciclo virtuoso, as empresas aumentam suas receitas, compram mais produtos e contratam mais funcionários, gerando emprego e renda, e o município por sua vez, arrecada mais, e gera mais investimentos e desenvolvimento Nos Estados Unidos veem-se por todos os lugares cartazes com os dizeres buy local, locally grown, locallyproduced, locally owned – os comerciantes, agricultores e proprietários de empresas fazem questão de anunciar que vivem na comunidade onde trabalham. 10 Geraldo José Cataneu, do setor de materiais para construção em todas as áreas”, explica. O empresário Geraldo José Cataneu, que atua no ramo de materiais de construção, sugere que todo movimento deve envolver o comércio de uma forma geral: “A cobertura de uma campanha tem que ser simultânea para atender todos os bairros e os estabelecimentos que neles atuam”, argumenta. Carlos Segura, diretor na ACIA e SINCOMERCIO, entende que é complexa a situação mesmo com toda disposição das entidades em impedir a evasão para o comércio da região. Ele salienta que o mercado local é forte, dispõe de qualidade e bons preços: “Então temos bons motivos para fazer o movimento crescer”.

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De fato, para o consumidor que quer ganhar tempo e busca conforto e praticidade, fazer as compras perto de casa também é vantagem. Adquirir produtos e serviços em estabelecimentos que estão no caminho de casa ou do trabalho, evitam alguns transtornos tão comuns nos grandes centros urbanos e shoppings centers, como falta de vagas para estacionar e lojas superlotadas. Potencializar e fortalecer este setor da economia, também é uma preocupação de entidades como ACIA e SINCOMERCIO já em prontidão para insistir na conscientização do consumidor. Carlinhos Segura, empresário na área de colchões Mas a grande dor de cabeça do consumidor, diz Renato Haddad, é comprar em outra cidade, e caso precisar efetuar uma troca: os gastos com viagem, pedágio, alimentação, acabam se tornando inviáveis e sai mais caro o molho do que o peixe, correndo ainda o risco da loja não aceitar a substituição do produto. Tanto na Associação Comercial quanto no SINCOMERCIO, já se perdeu a conta de consumidores que recorreram ao Departamento Jurídico das entidades em busca de informações sobre produtos adquiridos fora de Araraquara e que apresentando problemas, “as lojas se negaram em fazer trocas alegando estar fora do prazo determinado pelo estabelecimento”. De fato, diante da impossibilidade de uma viagem imediata, acaba ocorrendo atraso para a troca, vence o prazo determinado por lei e não há como se cumprir o acordo. São inconvenientes encontrados por alguns consumidores que compram no comércio da região Renato Haddad, na Alameda, um dos mais agitados corredores comerciais da cidade 11

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HORAS Confie no monitoramento de quem atua há mais de 18 anos no mercado e que é referência no setor. 24 SEGURANÇA PROJETO Como será o Natal de 2014 em Araraquara Investir na decoração é o caminho delineado pela ACIA a partir de agora, visando dar ao comércio um clima natalino para as festas de final de ano em Araraquara. O projeto se reforça com uma publicidade que conscientize o consumidor a investir no comércio local. Há pouco mais de 60 dias para abertura do comércio à noite, como acontece todos os anos, a Associação Comercial e Industrial de Araraquara busca oficializar sua programação natalina, com atrativos que poderão aquecer as vendas neste período. Em julho os estudos mantidos pela diretoria da ACIA apresentavam uma visão diferenciada sobre o que poderá ser feito em relação aos natais anteriores; uma das alternativas seria reforçar a parceria com a Prefeitura e o SINCOMERCIO. Na oportunidade, diz Roberto Abud, coordenador do setor de Comércio da ACIA, foi proposta a colocação dos enfeites que ao longo dos anos, a entidade vem adquirindo e novas peças que seriam compradas para ampliação deste patrimônio. Com isso, afirma o dirigente, atingiríamos outras áreas comerciais com a decoração. Atualmente, esse material está armazenado em um dos espaços da Prefeitura Municipal no Centralizado. São fios, lâmpadas, arranjos e até mesmo as árvores colocadas em pontos estratégicos da cidade. O material Árvore instalada em anos anteriores na Praça de Santa Cruz Novo endereço: Av. Queiroz Filho, 194 | (16) 3311.8800 a partir dos próximos dias, passará por revisão e aguardará a chegada das peças que serão adquiridas, justifica o presidente da ACIA, Renato Haddad. Paralelamente, em parceria com a secretaria municipal de Cultura, a ACIA definirá a programação a ser cumprida a partir do dia primeiro de dezembro, quando o comércio passará a abrir das 9h às 22h. Chegada do Papai Noel, shows, apresentação de corais com músicas natalinas, promoções que incentivem o consumidor a comprar em nosso comércio, intensificação de campanha publicitária, são iniciativas que projetam um Natal capaz de atingir os bairros e os corredores comerciais de Araraquara. parmkt.com.br Papai Noel, a imagem que privilegia as crianças nas ruas da cidade em dezembro 12 Roberto Abud é coordenador da ACIA e um dos articuladores do projeto natalino

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TRANSPORTE AÉREO Não faz nem um ano que a Azul Linhas Aéreas chegou na cidade, esquentou seus motores e deu adeus às ilusões, alegando que falta gente para bancar sua permanência em Araraquara. Reportagem: Jean Cazellotto No começo da noite do dia 16 de setembro, a notícia dada ao prefeito Marcelo Barbieri não poderia ser pior: a Azul irá encerrar suas atividades no início de novembro. Com isso, a cidade volta a não ter voos regulares partindo do Bartholomeu de Gusmão. Reinaugurado no dia 12 de dezembro de 2013, o aeroporto foi o “menino dos olhos” de Barbieri, que fez de tudo para captar recursos e conseguir a reforma e ampliação, de acordo com o que a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) solicitara. Segundo a nota enviada para a imprensa, a desistência de operar na cidade deve-se “ao baixo movimento de clientes apresentada nesta rota, tornando a sustentação do voo economicamente inviável”, informou. Desde o voo inaugural, com a presença do prefeito de Araraquara e até do governador do Estado, Geraldo Alckmin, a Azul alterou os horários e frequências de seus pousos e decolagens por três vezes. A última delas foi em meados de julho, onde retirou mais da metade dos voos entre Araraquara e Campinas. BARTHOLOMEU DE GUSMÃO O aeroporto possui um amplo espaço para refeições. O proprietário do 14 Bis Café, Alexandre Garavello Gonçalves, investiu no local, que era um ponto para potencial crescimento, mas foi surpreendido ao saber que a Azul encerraria suas atividades no Bartholomeu. “A Azul começou a falhar a partir do momento em que diminuiu os horários dos voos de Araraquara para Campinas. Tem muita gente que não sabe que o aeroporto existe”, afirma. Neste momento, Alexandre tenta se reinventar para manter o café em funcionamento. “Penso em outras alternatiBarthomeu de Gusmão terá que reinventar novos projetos para viabilizar outras empresas 14

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Sinalização da Azul em Araraquara vive o momento final de um curto romance vas, como lanches delivery, happy hour, promoção com porções. Tenho que pagar as minhas contas. Quem sabe outra empresa aérea se interessa por Araraquara?”, indaga positivo. Atualmente, a Azul está com apenas um voo partindo de Araraquara para Campinas, às 14h15, de domingo a sexta. Para voltar para a cidade, o passageiro deve esperar até o outro dia, quando parte de Campinas um voo às 12h56, nos mesmos dias. De sábado não há operação. Se nenhuma empresa estiver disposta a aterrissar em Araraquara, o Bartholomeu de Gusmão dependerá apenas de voos particulares, que são poucos por dia. Para quem já havia comprado passagens para depois do dia primeiro de novembro partindo de Araraquara para outros destinos, pode acessar o portal da Azul e solicitar o reembolso. Alexandre, do 14 bis Café, investiu, porém a saída lhe deixa o prejuízo A Azul Linhas Aéreas Brasileiras confirmou no final de agosto, que começará a partir de 2015 a aterrissar nos EUA. Com o encerramento das operações na cidade, a Azul não sabe o que fazer com seus funcionários. As opções são duas: podem ser demitidos ou serão transferidos para a sede da companhia em Campinas. 15

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