O ESCOTISMO NA FORMAÇÃO DE NOVOS LÍDERES - Leonardo Leonardi Stringal de Souza

 

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O ESCOTISMO NA FORMAÇÃO DE NOVOS LÍDERES

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O ESCOTISMO NA FORMAÇÃO DE NOVOS LÍDERES Leonardo Leonardi Stringal de Souza Pós Graduação em Gestão de Pessoas - Faculdade Doutor Leocádio José Corrêia. Rua José Antônio Leprevost, 331 CEP 82640-070, Curitiba – PR. RESUMO A liderança pode ser observada e analisada em diversos momentos de forma única, cada um embasado em sua singularidade com características distintas, naturalmente devido ao contexto em que se encontra. O desenvolvimento humano e social se deve a essa premissa formal ou informalmente, mas em todo o momento que surge uma nova liderança, o âmbito educacional impera nas demais características, utilizando toda a bagagem de conhecimento gerado pela estrutura educacional da sociedade em geral. O modelo básico de educação não consegue suprir as necessidades e demandas educacionais necessárias para a formação dos líderes que estão a surgir, as famílias possuem um papel fundamental, porém não está conseguindo exercer com êxito devido a diversos fatores socioeconômicos, eis que se fortalecem os métodos informais de educação como o escotismo, que supre as necessidades educacionais existentes na formação, resultando na elevação das expectativas na formação do ser, na formação dos novos líderes. Palavras Chave: liderança; educação; escotismo; formação. 1 LIDERANÇA “Para se tornar um líder, primeiro você deve tornar-se humano” já dizia Confúcio. Desse principio o líder, desde o inicio de sua formação, precisa compreender a importância do ser em seu contexto, tendo ciência de si e dos outros em sua singularidade e assim crescer e desenvolver competências individuais e coletivas. Hoje o significado de liderança tem sofrido um grave e errôneo entendimento passando a ser ligado diretamente ao cargo exercido por determinado individuo em determinada posição e não ao perfil e a capacidade de gerir e guiar uma equipe de forma coerente e correta ao objetivo proposto. Para liderar não basta possuir diplomas e ou méritos acadêmicos, ser formado em determinada instituição ou outra, pois como nos remete o significado da própria palavra “forma, moldado conforme as regras dotadas e impostas”. Ser líder é unir as qualidades que já são de domínio, a ponto de guiar em condutas éticas e morais, valorizando as pessoas rumo ao resultado desejado e esperado. Com isso todos os indivíduos possuem a capacidade de se tornarem lideres, pois não se nasce líder e sim se torna líder. 2 O MUNDO GLOBALIZADO A velocidade e a quantidade de acontecimentos que se sobrepõe a sociedade globalizada exigem

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pessoas com alto poder de síntese, tomadas de decisões e espírito de equipe. As novas tecnologias conduzem as empresas a um patamar de comunicação, de possibilidades e caminhos sem precedentes, como jamais visto, em todo o globo. A interatividade e a conectividade exigem uma capacidade cada vez maior de lidar com diversos assuntos ao mesmo tempo. O que necessita de uma canalização de forças, principalmente intelectuais, em forma de planejamentos estratégicos, que transpareçam nas operações dos processos desejados e enfim, nos resultados obtidos. Mas para tal fim os profissionais desse novo mercado precisam estar além do perfil, até então conhecido pelas empresas. A complexidade exige que seja compreendida a inter-relação das áreas do conhecimento, para sua aplicação prática, principalmente nos níveis estratégicos organizacionais, em que os líderes são os fatores de sucesso. 3 EDUCAÇÃO NO BRASIL O Brasil em termos históricos é um pais jovem, e suas relações educacionais não são diferentes. Criando um paralelo de desenvolvimento entre sua descoberta em 1500 e a preocupação pela educação pública nacional, que surgiu a partir da Revolução de 1930, já se conclui de primeira, uma defasagem educacional de 430 anos. Levando em consideração todo o desenvolvimento escravista que acarretou graves reflexos negativos na psique populacional e as grandes formas de maus tratos e opressões sofridas pela sociedade brasileira em geral, ainda hoje estão claras as dificuldades de aprendizado e crescimento humano. No decorrer da história esta realidade não mudou muito. Com a abolição da escravidão em 1888, que se aconteceu de forma abrupta sem a preparação da estrutura social, dezenas de milhares de famílias apenas foram "libertados" dos grilhões físicos, mas a opressão social e educacional continuou a assombrar toda a população. Em 1891 foi estabelecida a Republica Federativa, que descentralizou o poder do país, dando maior autonomia aos estados, mas quanto ao sistema educacional a mesma divisão tradicional permaneceu em educação popular e a de elite. A década de 20 foi influenciada pelas grandes movimentações de desenvolvimento e urbanismo. Começaram a surgir pressões por novos métodos e sistemas de educação. Influenciados pelo progresso Europeu e Norte Americano, alguns educadores começaram a modernizar suas praticas para atender as exigências da modernização do mercado. Com a constituição de 1946 foram retomados os ideais liberais, e com eles todo cidadão passa a ter direito a educação. Com isso a responsabilidade para tal passou a ser do Estado. Com a tomada do poder pelo regime militar em 1964 foi afirmada a importância pela educação, mas o foco era a adaptação do sistema educacional aos requisitos do rápido crescimento econômico. "Em 1971 foi atribuído aos estados e municípios a principal responsabilidade pela manutenção das escolas de 1° e 2° graus, sem jamais promoverem os recursos financeiros que lhes

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possibilitariam assumir tal cargo" segundo Plank (2001 p.71). Em 1988 conforme a constituição vigente houve mais uma renovação nos princípios educacionais, assinalando a prioridade na alocação de recursos para a educação básica de 1° grau, entre outros fatores, como a autonomia dos municípios em seus sistemas. O que se observa em todos os momentos da sociedade é uma preocupação do poder público em apenas cumprir seu papel em oferecer a educação formal. Ou seja, um conteúdo programático estabelecido por uma minoria, direcionada para uma maioria multi cultural sem considerar a evolução social familiar. Plank (2001, p.67) ressalta de forma clara em sua obra Política educacional no Brasil: caminhos para a salvação pública quando diz que "até bem recentemente, a característica que definia o sistema educacional brasileiro era a divisão institucional entre a educação acadêmica para crianças da elite e a educação elementar e técnica para as classes menos favorecidas, sem praticamente nenhuma articulação entre as duas", como consequência clara dessa demanda deficitária observa-se a escassez de qualificação profissional no mercado de trabalho brasileiro, o que gera por si, uma necessidade de intermediação de mão de obra internacional, principalmente nos cargos de liderança e gestão. 4 PROCESSO EDUCACIONAL DOS PROFISSIONAIS NO BRASIL Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) estabelecem metas e objetivos a serem cumpridos no decorrer do período letivo, já pré-determinado e limitado. Segundo a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) em 200 dias ou 800 horas, os projetos políticos e pedagógicos das instituições de ensino básico, fundamental e médio devem se adequar e se moldar dentro dessa limitação temporal. Os objetivos gerais deixam clara a preocupação com o resultado na formação do cidadão. Mas foca enfaticamente nas matérias didáticas, divididas em áreas como língua portuguesa, área de matemática, ciências naturais, história, geografia, artes educação física e língua estrangeira. E que de forma interdisciplinar os temas sejam, abordados e outras formas de trabalho que mensurem os aspectos sociais e com isso gerem mentalidade no desenvolvimento do ser humano. Os caminhos direcionados tanto pela LDB como pelo PCN incentivam e dizem para atuar os temas na pratica, de forma lúdica e assistida, que envolva o educando de forma plena em seu ambiente de convívio, com o objetivo de criar cidadãos críticos e pensantes. Os mesmos que devem atuar no mercado futuro de trabalho globalizado, como líderes, seja em corporações, na política, em trabalhos sociais ou como trabalhadores e inovadores. Mas, a realidade vem esbarrando em um fato crítico que resulta diretamente na ineficiência do método educacional básico brasileiro, a infraestrutura. O que envolve diversos segmentos, como a própria estrutura física das escolas, a estrutura de formação dos profissionais de educação, a valorização dos profissionais da educação, a alimentação de qualidade para os jovens, material didático diversificado e de qualidade, tecnologia, entre diversos outros, que somados e

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inseridos numa cadeia causal, resultam na baixa qualidade de ensino e na fragilidade do propósito das políticas pedagógicas escolares. Jaume Trilla (2006) discorre de forma clara e coerente no livro A Pedagogia da Felicidade, superando a escola entediante “a escola tradicional não foi pensada para satisfazer os interesses das crianças enquanto crianças, se não para ajudar na produção dos homens adultos em que devem converter-se”, sendo assim “não precisamente para satisfazer as necessidades que corresponderiam a essa fase da vida”. E em consequência os valores morais e sociais do cotidiano passam a ser como obrigação pela imposição social, e não pela busca do conhecimento e desenvolvimento o que mais tarde se refletira nas tomadas de decisões no futuro. Porém, não se pode apenas designar a responsabilidade da formação do ser a escola. As famílias possuem um papel fundamental no desenvolvimento do ser. O convívio social através do exemplo e proximidade estimulam a autoestima (característica essencial para liderança e aprendizado). O psicólogo norte-americano Burrhus Frederic Skinner pela Teoria do Reforço, conclui que as ações com consequências positivas sobre o indivíduo, fazem com que as práticas tendam a ser repetidas no futuro. Sendo assim o papel da educação familiar é primordial. A base da formação em valores que estimulam o pensamento coletivo será reproduzido nas atitudes futuras. 5 ESCOTISMO NO BRASIL Segundo a União dos Escoteiros do Brasil Região do Paraná (UEB-PR) "O Escotismo é um movimento educacional de jovens, sem vínculo a partidos políticos, voluntário, que conta com a colaboração de adultos, e valoriza a participação de pessoas de todas as origens sociais, raças e credos, de acordo com seu Propósito, seus Princípios e o Método Escoteiro concebido pelo Fundador Baden-Powell e adotados pela UEB. A União dos Escoteiros do Brasil (UEB) define o Escotismo como "um movimento educacional de jovens, sem vínculo a partidos políticos, voluntário, que conta com a colaboração de adultos e valoriza a participação de pessoas de todas as origens sociais, raças e credos, de acordo com seu Propósito, seus Princípios e o Método Escoteiro concebidos pelo Fundador BadenPowell e adotados pela UEB". O Propósito do Movimento Escoteiro é contribuir para que os jovens assumam seu próprio desenvolvimento, especialmente do caráter, ajudando-os a realizar suas plenas potencialidades físicas, intelectuais, sociais, afetivas e espirituais, como cidadãos responsáveis, participantes e úteis em suas comunidades, conforme definido pelo seu Projeto Educativo. 6 MÉTODO DO ESCOTISMO NA EDUCAÇÃO Os princípios educacionais do escotismo são definidos já em sua promessa, no momento em que o jovem se compromete a assumir a responsabilidade de seu desenvolvimento, bem como sendo a base moral que sustenta e se

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adapta aos progressivos graus de maturidade de cada individuo. Sendo assim, tendo como principio o Dever para com Deus, tendo consciência de seus princípios espirituais e a vivência que busca a religião que o expresse de forma não coercitiva, sempre respeitando os demais jovens que o cercam. Dever para com o próximo: a lealdade, a promoção da paz, a compreensão e a cooperação local, nacional e internacional exercitadas pela "Fraternidade Escoteira", e com participação ativa no desenvolvimento da sociedade com o respeito à dignidade do homem e ao equilíbrio da Natureza e o Dever para Consigo Mesmo, que é o momento em que o jovem se torna o real responsável pelo seu próprio crescimento e desenvolvimento equilibrado. O método consiste primeiramente como o mencionado, a aceitação do jovem e o desafio de assumir de forma efetiva seu próprio desenvolvimento. A metodologia aplicada pelas faixas de idade e de maturidade exerce de forma efetiva a necessidade real de trabalho e comportamento do jovem. A limitação de numero de jovens nas denominadas tropas auxilia no acompanhamento individual, o que caracteriza o acompanhamento específico de cada jovem em seu contexto e realidade. São orientados e instruídos por adultos que partilham dos mesmos princípios. O método educacional escoteiro toma como principio seis pontos básicos para o desenvolvimento humano, sendo eles social, intelectual, emocional, caráter, espiritual e o físico, divididos em competências que estimulam a pratica das ações correspondentes aos pontos mencionados. A didática adotada através de especialidades propiciando ao jovem uma oportunidade de conhecimento de diversas áreas. A conquista se dá de modo que o jovem por principio próprio busca um conhecimento especifico em determinada área como, por exemplo, primeiros socorros, prevenção ao uso de drogas, segurança, entre outros divididos em áreas como ciência e tecnologia, cultura, desportos, serviços e habilidades escoteiras, ou seja, existe uma gama de oportunidades em busca do conhecimento, principalmente através da pratica dos mesmos, estimulando a criatividade, o trabalho coletivo. Assim o próprio jovem começa a estabelecer áreas de preferencia de atuação, o que facilita a orientação educacional e profissional, que posteriormente surgirá com mais ênfase. 7 PROCESSO EDUCACIONAL Segundo a obra “As características essenciais do escotismo” (2008) da Word Scout Organization e a Apostila do Curso Preliminar nas linhas de Dirigente Institucional e Escotista (2010) ministradas e formuladas pela União dos Escoteiros do Brasil, o planejamento sistemático é gradual baseado na idade do jovem, sendo caracterizados como Lobinhos de 07 á 10 anos, Escoteiros de 11 á 14 anos, Seniores de 15 á 18 anos e Pioneiros de 18 á 21 anos, propondo trabalhos focados a cada nível de desenvolvimento físico, social, biológico, emocional e espiritual, tendo como base comum, as seguintes características: . Primeiramente, parte-se do principio a aceitação da Promessa e da Lei Escoteira que é quando o

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individuo se propõe e assume voluntariamente o compromisso de se portar conforme a Lei que diz “Prometo pela minha honra fazer o melhor possível para cumprir os meus deveres para com Deus, minha pátria, ajudar o próximo em toda e qualquer ocasião e obedecer a Lei Escoteira”. Em seguida aprender fazendo: valorizando a educação através da prática, o treinamento para a autonomia focada na liberdade moral e intelectual baseada na autoconfiança e iniciativa própria, valorizando a vida em equipe denominadas nas Tropas "Sistemas de Patrulha", incluindo a descoberta e aceitação progressiva de responsabilidade, a disciplina assumida voluntariamente, e a capacidade de cooperar sendo liderado assim como liderando e por final o desenvolvimento pessoal com orientação individual, levando em consideração o ponto de vistas dos jovens, a confiança nas potencialidades de cada jovem e seções com números limitados de jovens de faixa etária própria, conforme o mencionado anteriormente. 7.1 Sistemas de progressão na formação no método escoteiro É plenamente entendível que na formação do ser humano existem fases de maturidade e inteligibilidade, o que facilita e ajuda no aprendizado quando compreendido e aplicado através de um método consistente e objetivo. No método educacional proposto pelo escotismo há a divisão por Estágios de Desenvolvimento que considera da idade dos 07 aos 11 anos na Infância Intermediaria, dos 11 aos 15 anos Pré-adolescência e dos 15 aos 21 anos como Adolescência. Com essa compreensão dos estágios as atividades aplicadas correspondem às expectativas e a realidade psicológica, social, emocional e espiritual de cada individuo, potencializando o autoconhecimento e o conhecimento coletivo nas atividades em equipe, focadas nas ações em grupo. As progressões se dão pela forma de meritocracia. Ou seja, quanto mais consciente e comprometido com sua promessa (base moral) assumindo a responsabilidade por si, de seus atos e as consequências dos mesmos, através das atividades, metas e objetivos propostos em seu cotidiano, mais “alta” será sua progressão, com isso e através do exemplo o jovem já começa a perceber sua influencia social e a responsabilidade que o cerca, assim se tornando naturalmente um líder integral entre seu grupo de convívio. 8 OBJETIVOS DO ESCOTISMO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL O método escoteiro de educação tem por finalidade o desenvolvimento do ser como cidadão de caráter e consciente de sua participação na transformação social, através de uma metodologia lúdica, baseada na meritocracia do próprio esforço em busca de um objetivo. Desenvolvida e focada em seis competências intrínsecas que são a Afetiva, Social, Emocional, Física, Espiritual e o Caráter. O escotismo não vem como uma proposta de mudança na LDB (Lei e Diretrizes da Educação Básica) ou da PCN (Parâmetros Curriculares Nacional), mas sim como complementação educacional

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na formação, como dito anteriormente. As instituições formam profissionais qualificados para exercer e executar tarefas técnicas. Mesmo que voltadas às áreas humanas a prática e a vivência no método escoteiro complementa as habilidades e aguça os sentidos para a responsabilidade social. Assim como vemos nos grandes personagens da sociedade brasileira: como José Alencar Gomes da Silva (ex-vice Presidente da Republica), Juscelino Kubitchek (ex-presidente da Republica), Roberto Marinho (ex presidente das organizações Globo) Luciane Dambacher (Medalhista Olímpica no Salto em Altura), Zilda Arns, entre outros, e também em figuras internacionais que atuam e ou atuaram como CEO (Chief Executive Officer) Bill Gates (Fundador da Microsoft), Barack Obama (presidente dos EUA), Bear Grylls (apresentador do programa À prova de tudo), Muhammad Yunus (O Banqueiro dos Pobres e Prêmio Nobel da Paz 2006), Neil Armstrong (Astronauta). Enfim existem inúmeros casos em que a formação nos princípios adotados pelo escotismo fez e continua fazendo a diferença, agregando valor às tomadas de decisão. Que existe a diversificação de perfis profissionais e exigências do mercado é notório. Tatiana Gianini (2012, p.82) menciona no artigo "As lições das presidentes" a pesquisa feita entre diretores e presidentes de empresas de todo mundo revelou que existem dezessete competências consideradas cruciais para exercer uma função de liderança ou de comando, que são: tomadas de iniciativas, pratica do próprio desenvolvimento, transparência, integridade e honestidade, condução de equipes para resultados concretos, ajuda a outras pessoas a desenvolver-se, inspirar motivação, construção de relacionamentos, colaboração e trabalho em equipe, Estabelece metas desafiadoras, promove mudanças, resolve problemas e analisa questões, comunicação clara e objetiva, conecta sua equipe com o mundo exterior, inova, possui experiência profissional e desenvolve perspectivas estratégicas. As características mencionadas no artigo de Gianini, o escotismo trabalha o despertar nos jovens de forma lúdica através do sistema de patrulha, ou seja, o trabalho em equipe, em que o resultado esta diretamente ligado no momento de desenvolvimento do jovem em particular, porém as noções das características profissionais passarão a ser de conhecimento revelado, sendo dessa forma na vida adulta a facilidade e o melhor desempenho nas tarefas designadas ou papéis assumidos, características essas que são esperadas em um líder integral. 9 CONSIDERAÇÕES FINAIS A escola de ensino formal é hipossuficiente para a formação de líderes, seja no âmbito corporativo, na vida publica ou mesmo no terceiro setor. O escotismo através de sua metodologia pode ser uma alternativa que mereça atenção do poder público e da sociedade em geral pela sua consistência ao complementar a educação formal oferecida pela rede publica e ou privada de ensino. O processo de formação das características de liderança consiste na sua base, devendo ser

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fundamentada e embasada nos valores morais e sociais, calcadas no conhecimento teórico e principalmente na aplicação de tais conhecimentos. A pratica e o exercício do cotidiano e continuo internalizam o conhecimento e o desenvolvem resultando no real saber. O método educacional escoteiro oferece a complementação na educação, através do estimulo. Para que o jovem traga para si a responsabilidade por si e de seus atos, incentivando de acordo sua realidade considerando seu estagio de desenvolvimento e o seu momento de vivencia, na descoberta do mundo e novas fronteiras, em busca da autonomia. O método educacional formal é excelente na transferência do conhecimento técnico. A educação familiar compõe o quadro na formação do ser e o escotismo preenche as lacunas existentes. Assim, na cooperação mutua entre os métodos educacionais se conquista de forma efetiva o alcance ao objetivo máximo, que seria enfim, o despertar do ser crítico e consciente de si, dos outros e do mundo nos indivíduos sociais, ou seja, líderes plenos e conscientes que buscam sempre o melhor da cada um, em seu grupo de trabalho e convívio. REFERÊNCIAS BRUEL, A. L de O. Políticas e legislação da educação básica no Brasil. Curitiba. Ed. IBPEX. CHIAVENATO, I. Gestão de pessoas. 6. ed ( reimpressão). Rio de Janeiro. Ed. Elsevier, 2010. FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à pratica educativa. 27. ed. Paulo. Ed. Paz e Terra. 1996. São GIANINI, T. As lições das presidentes. Revista Veja. Ed. Abril. Edição 2267, ano 45 n° 18. .82-91, 2012. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Parâmetros curriculares nacionais: apresentação dos temas transversais e ética. 8 vol. Brasilia 1997. PARO, V. H. Por dentro da escola pública. São Paulo. 3 ed. Ed. Xamã. 1995. PLANK, D. N. Política educacional no Brasil: caminhos para a salvação pública. Porto Alegre. Ed. Artmed, 2001. TRILLA, J. A pedagogia da felicidade: superando a escola entediante. Porto Alegre. Ed. Artmed, 2006. Teoria do Reforço de Skinner. Disponível emhttp://www.psicolouco .com/ Skinner/teoria-do-reforco.html. Acesso em 14/06/2013 UNIÃO DOS ESCOTEIROS DO BRASIL. Escotismo. Disponível em http://www.escoteirospr.org.br/index. php?option=conteudo&Itemid=14 Acesso em:10/03/2013. UNIÃO DOS ESCOTEIROS DO BRASIL. Apostila do cursante: Linha Dirigente institucional e escotista. Curitiba. 2010. WORD SCOUT ORGANIZATION. The essential characteristics of s couting. Traduzido: BRODESCHI, F e CASAGRANDE, M. M. As características essenciais do escotismo. Curitiba, 4 Ed. 2008.

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