Quico Pequeno

 

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Livro Infantil

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Recapar pneus ajuda a natureza A Bandag é líder mundial em recapagem de pneus, um tipo de atividade que interessa a todos nós. É que a recapagem renova a vida dos pneus de caminhões e ônibus permitindo que eles rodem muito mais. Com isso ganham os transportadores que fazem uma grande economia já que, ao invés de comprar um pneu novo, podem recapar, ou seja, renovar o pneu e ganha também a natureza porque recapagem é reciclagem. A Bandag está presente em 114 países e está no Brasil há 32 anos. Faça como a Bandag: renove e recicle seus conhecimentos lendo mais. Boa leitura!

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GILBERTO GARDESANI ILUSTRAÇÕES DE FERNANDES E DE PIERI Mensagem: Não há nada mais importante no mundo do que a vida familiar. Por isso, quero que minhas crianças se amem, se respeitem e se ajudem. Quero que, mesmo à distância, nunca se isolem uns dos outros. Quero que participem e acompanhem, de uma forma ou de outra, a vida de cada um. Quero que os mais fortes ajudem os mais fracos, que tenham compreensão e compaixão por quem passar por dificuldades, pequenas ou grandes, que fatalmente surgem na vida de cada um.

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uico nasceu numa floresta onde as árvores crescem umas bem perto das outras e seus galhos se entrelaçam como se fossem irmãos num longo e carinhoso abraço. Ele era um macaquinho muito bonito e seus pais estavam orgulhosos. Tratavam Quico com muito carinho e sua mãe o levava por toda parte em suas costas. A família costumava andar sempre junta à procura de alimento e para defender-se dos perigos que existem na floresta. Quico gostava daquela vida de eterno movimento, sempre agarrado ao pêlo da sua mãe, pulando de galho em galho. Era muito divertido e ficou triste quando sua mãe lhe disse que já tinha crescido o suficiente para poder andar sozinho, além de estar ficando pesado demais para ela. No início, sentiu muita dificuldade para caminhar pelas árvores, pois ainda não tinha equilíbrio e habilidade suficientes para isso. Mas, aos poucos, com a ajuda da mãe e a orientação do pai, foi ganhando confiança e perdendo o medo. E, com algum tempo, já conseguia acompanhar seus pais quase com a mesma velocidade.

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Foi crescendo e agora não ficava o tempo todo junto deles, unia-se aos outros macaquinhos para brincar na mata e também buscar comida onde seus pais haviam lhe ensinado.

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Um dia, Quico estava com aquele bando de amigos que costumava sair para comer frutas quando foi atacado por uma onça que quase conseguiu pegá-lo. Escapou graças aos truques que seu pai havia lhe ensinado e por estar sempre atento. Quando sentiu pela sombra da onça que ia ser atingido, pulou para o lado sem se preocupar em procurar antes um galho e estes segundos foram vitais para ele. Seu pai havia lhe dito que sempre existia a possibilidade de ter um galho ao seu lado, ou mais abaixo para se agarrar. Um pulo às cegas era um risco menor do que ser apanhado pelas patas daquele feroz animal.

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A partir desse dia, Quico começou a sentir-se indefeso na mata. Olhava para seus pais e via que eles eram pequenos e fracos para enfrentar uma onça e queria crescer, ser grande. Um dia, Quico ouviu dos velhos de seu bando uma história muito interessante e ficou curioso. Eles falavam de macacos enormes que eram fortes e ferozes. Quando batiam no peito e gritavam, todos os outros animais fugiam de medo. Era assim que ele queria ser, grande e forte para enfrentar a onça e expulsá-la da floresta. Temia pelos seus pais quando ficassem velhos e lentos. Quico não parava de pensar nisso e um dia subiu no galho mais alto, da mais alta árvore que encontrou e lá de cima pode ver como era grande a floresta. Até onde sua vista podia alcançar havia árvores.

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Ficou horas apreciando aquela paisagem e sonhando com mil aventuras que poderia ter, viajando por aquelas distantes matas. Quanta coisa nova poderia ver! Será que conseguiria achar aqueles seus parentes gigantes? Algum tempo depois, apesar de ser ainda muito jovem, tomou a firme decisão de partir para aquelas distantes e desconhecidas regiões avistadas lá de cima daquela árvore. Numa manhã, bem cedo, saiu e foi embora. Viajou dias e dias pela floresta. Viu muitas coisas, mas não tão diferentes do que existiam na região onde vivia. Os perigos, sim, eram maiores e uma noite teve que fugir do galho onde dormia porque uma enorme cobra quase o pegou.

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E, fugir de noite, numa mata desconhecida, foi muito difícil para ele. Ficou apavorado e depois disso resolveu voltar para casa. Mas, no dia seguinte, quando se preparava para empreender a viagem de volta, ouviu um enorme barulho na mata e procurou um galho com bastante folhas para se esconder. Ficou ali bem quieto, ouvindo aqueles gritos que nunca havia escutado antes e que rapidamente se aproximavam dele. Espiava para a direção de onde vinham e sentia as árvores balançarem com se fossem um forte vento.

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Quico tremia de medo. De repente, viu um bando de enormes macacos se aproximando e ele estava bem no caminho deles. Finalmente! Ali estavam eles, os seus primos grandes. Saiu de onde estava e ficou bem diante deles para ser visto. O bando de gorilas parou e um, que parecia ser o líder, aproximou-se e examinou-o de todos os lados. Olhavam uns para os outros e conversavam em uma língua que Quico não entendia. Pouco depois, o chefe chamou uma enorme macaca e disse alguma coisa que parece ter sido uma boa notícia. Ela se aproximou, pegou Quico no colo, olhou, cheirou, examinou bem e, o que pareceu ser uma eternidade para ele, terminou com um grande grito. Juntos começaram a gritar e pular. As árvores tremiam e parecia que tudo ia cair com aquele alvoroço. Todos pareciam muito alegres e a macaca segurava Quico tão apertado em seu peito que quase o sufocou. Depois de algum tempo de festa, continuaram a viagem e Quico percebeu, então, que tinha encontrado uma nova família e desta vez com uma mãe enorme e forte, justamente como queria.

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Estava feliz porque o seu sonho tinha se realizado. A nova mãe de Quico era uma gorila que tinha perdido o seu bebê há pouco tempo e estava feliz por ter encontrado um novo filho. Tinha bastante leite e fazia Quico mamar o tempo todo. Ele já tinha deixado de se alimentar no peito de sua verdadeira mãe, mas aquela era uma nova vida e achava que com aquele leite iria crescer e ficar forte como ela. O tempo passou e o pequeno macaco aprendeu a língua e os costumes daquele seu novo povo. O bando nunca ficava muito tempo no mesmo lugar. Quando a comida acabava, partia em busca de uma nova região onde todos pudessem se alimentar. A mãe de Quico não o largava um só instante e fazia-o comer muito. Estava preocupada porque ele não crescia. Só a barriguinha dele aumentava com tanta comida. Todos começaram a comentar o fato do macaco que não crescia. Sua mãe chorava muito porque os outros filhotes zombavam dele chamando-o de Quico Pequeno. Isso deixava Quico também muito triste. Por mais que bebesse do leite daquela enorme macaca e por mais frutas que comesse, não conseguia crescer. Continuava pequeno, pequeno demais para viver com aquela gente e com os macacos de sua idade que eram muito maiores do que ele.

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Brincavam com Quico como se fosse uma bola, jogando-o para o alto e deixando-o cair até que um outro o pegasse num galho lá embaixo ou numa outra árvore. Estava por demais infeliz e decidiu então abandonar aquele povo e voltar para sua gente. Pelo menos eram todos do seu tamanho e não iria ser objeto de zombarias e humilhações. Só sentia deixar aquela segunda mãe. Mesmo pequeno, ela o amava muito e ele sabia o quanto a macaca iria sofrer com a sua fuga. Tinha deixado uma mãe e um pai infelizes e agora iria fazer outra mãe chorar por ele, mas era a única maneira, não suportava mais. Novamente, numa manhã bem cedo, enquanto todos dormiam,

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partiu em busca daqueles que tinha abandonado pelas aventuras de uma nova vida. Teve muitas aventuras, realmente encontrou uma nova vida, mas não conseguiu ser feliz e deixou tristeza nos outros. Caminhou muito pela floresta procurando a região onde nascera. Tinha viajado por toda parte com os grandes macacos e não sabia como localizar seu antigo povo novamente. Muito tempo se passou até que, ajudado pela sorte, encontrou um bando de macacos de sua raça. Mas não era sua gente. Não conhecia ninguém e mal conseguia entendê-los. Quase havia esquecido sua própria língua.

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