Revista Jornauto 201

 

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Ano 25

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EXPEDIENTE - EDITORIAL Potencial a ser explorado O movimento mais natural que existe no mundo dos negócios é o de tentar conquistar mais espaço, mas, para isso, é precisar dar algo em troca. Um negócio só é considerado bom e normal quando as duas partes ficam satisfeitas. É exatamente em cima desse conceito que estamos trabalhando. A revista Jornauto tem um potencial que merece ser explorado. Como sabem, nosso foco é o transporte de carga, passageiros, mercado de peças e serviços. Estamos há 25 anos trabalhando com esses temas e conseguimos conquistar um importante espaço no mercado de publicações especializadas, o que foi devidamente comprovado com a edição especial de 25 anos que contou com o prestígio da grande maioria dos fabricantes de veículos, peças e implementos. No decorrer desse tempo notamos que alguns fabricantes de automóveis mantém uma constante parceria conosco e sempre nos prestigiam com seus anúncios. O motivo é simples: eles sabem que a distribuição da revista atinge somente empresários e altos executivos que decidem dentro de suas empresas, que possuem grande poder aquisitivo, além de exercer forte influência em seu segmento de trabalho e na sua vida social. Possuímos três ingredientes importantes que são: cadastro de leitores, um grande patrimônio que é atualizado diariamente. Além disso, mantemos periodicidade e temos a tiragem auditada pelo IVC. Os fabricantes de automóveis que vivem um momento de dificuldade estão, ao mesmo tempo, sentindo crescer a competição pela conquista de mercado e com perspectiva de ser maior ainda com a chegada de mais marcas com fábricas locais. Assim, estão sempre em busca de novas fontes e maneiras para divulgar seus produtos. E esta é uma proposta inovadora que merece ser estudada por todos. Temos a certeza de que a relação custoxbenefício será altamente compensadora. Gilberto Gardesani e Luiz Carlos Moraes - Diretor de Comunicação e assuntos Institucionais da Mercedes-Benz do Brasil Importante manter a eficiência Se estamos abrindo espaço para os fabricantes e importadores de automóveis, o apelo que fazemos aos fabricantes de veículos comerciais e de autopeças, é que, embora também estejam sofrendo com problemas de mercado, procurem manter as boas publicações com uma razoável programação de anúncios, mesmo porque é necessário preservar a imagem da marca e do produto diante de uma crescente concorrência, e somente nós podemos fazer isso. É muito fácil e extremamente perigoso perder participação. Recuperar é difícil, demorado e custa muito caro. Os experientes homens de marketing sabem que o mercado muda todo momento, e rapidamente. Nesse caso, manter um nome em evidência conta muito, principalmente no momento certo de mostrar presteza e eficiência na reação. Neste momento de certa dificuldade de mercado, os negócios precisam ser bem administrados para continuar sendo operacional e, de nossa parte, faremos todo esforço possível para continuar realizando o mesmo trabalho de sempre, mesmo com mudança de papel e redução de páginas (o que já se nota mesmo nos grandes jornais diários e nas revistas semanais), mas continuando a proporcionar visibilidade necessária às principais atividades de nossos parceiros de sempre. Boa leitura. Agradecimento em dobro Mais uma vez quero agradecer a todos aqueles que prestigiaram nossa edição especial de 25 anos. Já em suas mãos, poderá averiguar o prestígio que a publicação tem, com a presença de todos os tradicionais fabricantes de caminhões, de importantes encarroçadoras de ônibus, de automóveis e das principais indústrias de autopeças. Isso aumenta nossa responsabilidade em continuar fazendo um trabalho profissional para levar aos leitores, empresários que decidem dentro de suas empresas, o que de melhor e mais relevante acontece no setor. Cadastro: cadastro@jornauto.com.br Distribuição/Assinaturas: Daniela Baptista de Campos assinatura@jornauto.com.br Assistente: Giulio Gardesani Tuvacek giulio.gardesani@jornauto.com.br Edição: Gilberto Gardesani editoria@jornauto.com.br Membro da Colaboradores: Adriana Lampert (RS) Alexandre Akashi (SP) Cláudio Fernandes (SC) Eliana Teixeira (ES) Fernando Calmon (SP) Guilherme Ragepo (BA) Lidianne Andrade (PE) Luís Perez (SP) Mauro Geres (SC) Paulo Rodrigues (RS) Ricardo Conte (SP) Ricardo Divino (MG) Cultura automotiva EDIÇÃO 201- Junho - 2014 Diretoria: Gilne Gardesani Fernandez Gisleine Gardesani Tuvacek Administração: Neusa Colognesi Gardesani Uma publicação da Produção Gráfica: Agência Maná Impressão: DuoGraf Comercial: Sérgio Ribeiro sergio.ribeiro@jornauto.com.br Rua Oriente, 753 - São Caetano do Sul - SP Cep. 09551-010 PABX: (5511) 4227-1016 contato@jornauto.com.br www.jornauto.com.br Circulação Nacional: Distribuição dirigida aos diretores e principais executivos que decidem pelas marcas de veículos e peças utilizadas em suas empresas, nos segmentos de frotistas urbanos e rodoviários de cargas e passageiros, rede oficial e independente de oficinas mecânicas, retíficas, varejistas e distribuidores de autopeças, fabricantes de veículos, concessionários, autopeças, equipamentos, prestadores de serviços, sindicatos e associações de classes que representam todos os segmentos do setor automotivo brasileiro. Auditada pelo: Nosso perfil (our profile): www.jornauto.com.br 4 Revista Jornauto

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EXCLUSIVA Ford quer crescer nas duas pontas do mercado Ricardo Conte | São Paulo – SP Este ano a Ford Caminhões vai trabalhar duro nas duas pontas do mercado. A volta da produção da série F em agosto e o lançamento dos extrapesados têm papel decisivo no plano de crescimento da marca. A liadas às recentes investidas, como o remake da linha Cargo e o anunciado pré-lançamento do novo Transit global, mas ainda sem definições, a Ford reforça sua estrutura comercial da qual destacamos a Gerência Nacional de Vendas e Marketing. Em entrevista exclusiva à revista Jornauto, Antonio Baltar Jr, assumiu a responsabilidade de liderar esses desafios dessa nova fase para dar continuidade e criar estratégias e, claro, colher frutos com a ampliação de ANTONIO BALTAR JR. vendas e participação de mercado nos segmentos onde atua hoje. O executivo começou a arregaçar as mangas há pouco mais de um mês, quando completou 19 anos de carreira na empresa. Não será fácil diante de um mercado instável que registra, momentaneamente, quedas de uma indústria de caminhões que tem uma dinâmica própria, exigindo um aparato forte e diferenciado para enfrentar a alta competitividade com a invasão de novas marcas trazendo caminhões de primeiro mundo. Experiência não lhe falta já que passou pelas áreas de Produtos, Marketing, Vendas e pelos Escritórios regionais, para aproximar ainda mais os clientes à marca, conquistar outros novos e mais pontos no mercado. Uma oportunidade ímpar para sua carreira num momento decisivo para a Ford. “Lançamos muitas novidades nestes últimos anos, mas temos muito a fazer para aprimorar nosso planejamento estratégico de curto, médio e longo prazos. Será desafiadora”, disse. A palavra desafio é chave para quem trabalhou mais com automóveis e picapes e, agora, enfrentará um segmento onde o relacionamento com mercado sobrepõe às expectativas de impulso nas compras. “O relacionamento cara-a-cara é mandatório. Fico feliz por caminhões demandar isso. Tenho bom expertise. Tenho certeza que vamos ampliar nossas fatias de mercado”, complementa. Meta é manter os números Desde que assumiu o novo posto, Baltar está revendo como melhor posicionar os produtos da marca, enquanto a Ford lapida onde apontar os investimentos projetados. Acontece que a montadora se planejou para um mercado que deveria crescer entre 4% ou 5% acima de 2013, mas ficou apreensiva com as consequências geradas pela prevista elevação do PSI e IPI em janeiro último, principalmente, no primeiro bimestre que registrou queda irrecuperável. Para ele, a dificuldade de levantar crédito acabou penalizando o frotista que deseja comprar. Só não se esperava que as medidas do governo refletissem tão dura para com o mercado que agora trabalha para manter os números do ano passado, perto 150 mil unidades. “Refrutamos, digamos, um ponto fora da curva por conta da dependência do Finame. Suas taxas são atraentes a ponto de se tornarem negativas, se olharmos os índices oficiais de inflação passados. Como se sabe, 97% do volume das vendas são vinculadas a essa linha de financiamento. Quando se tem uma ruptura, afeta drasticamente o mercado de caminhões”, argumenta. O executivo não arrisca em prever o cenário econômico futuro que dependerá dos acontecimentos políticos deste ano. Contudo, vê uma indústria de caminhões se consolidando com fundamento. Na média dos últimos três anos, registra mercado anual acima de 150 mil unidades, financiamentos mais estruturados e compras projetadas por boa parte dos frotistas. “O médio e grande frotistas têm se profissionalizado, tornando mais fáceis as negociações planejadas”, aponta. Para ele, este ano ainda promete muitas emoções até se saber qual será a demanda do próximo ano. A própria Copa do Mundo se tornou fator determinante pela série de feriados decretados que encurtou os dias úteis a serem trabalhados. “É uma novidade para o setor. Vai requerer análises. Não se previa isso no nosso radar”, alega. Assim, a maior apreensão continua sendo o governo: se manterá, ou não, dando sinais da manutenção de um Finame justo para assegurar os volumes, bem como fomentar o desenvolvimento de infraestrutura do Brasil pela sua dependência no transporte de carga. Em especial, os rodoviários que têm sido a alma do negócio de caminhões, responsáveis pelo escoamento das safras recordes nacionais. Em 2013, três terços da demanda do mercado (pouco mais de 103 mil unidades) foram representados por veículos semipesados, pesados e extrapesados. Nova Transit aguarda momento certo para ser lançada. 6 Revista Jornauto

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Hora de colher frutos Foi por isso que a Ford lançou mão de sua primeira linha de extrapesados, no segundo semestre do ano passado, com os modelos Cargo 2842 4X2 com 49 toneladas e Cargo 2842 6X2 com capacidade para 56 t. Ambos permitem reboque de composições com três eixos para aplicações severas. “Sabemos que o mercado de extrapesado é difícil, fechado e exigente. Temos Ford Cargo 816: Mais Vendido em 2013 Cargo 1119 surpreende mercado Extrapesados Ford buscam seu espaço muito a falar deles ainda neste ano”, garante. Batendo de frente com uma concorrência forte de anos de atuação nesse segmento de alto valor agregado, o pesadão Ford está numa fase de achar seu espaço. Segundo o executivo, foram negociadas até abril 521 unidades. “Percebemos que uma das suas características que agrada o mercado é o baixo consumo de combustível, um dos principais custos importantes nas planilhas de frotistas, os quais trabalham com outras marcas e nos têm dado retorno positivo”, informa. Como se trata de um segmento novo para a marca, os distribuidores caminham com cautela, para melhor se relacionar com os novos clientes, que acompanham seus custos na ponta do lápis. “Isso realmente pesa e demanda profissionais especializados. Tanto que contratei, há pouco, dois engenheiros de vendas específicos para trabalhar nossos extrapesados”, antecipa. No segmento logo abaixo, a Ford destaca seus novos veículos vocacionais apresentados em novembro do ano passado, com licenciamento total acumulado de lá até abril de 4.995 unidades: o Cargo 1719 (396 unidades) para o transporte de bebidas, o Cargo 1723 (659 unidades) coletor/compactador de resíduos, o estradeiro Cargo 2429 6X2 (2.649 unidades) com nove marchas e eixo simples e o Cargo 2629 (1.291 unidades) betoneira. Como demonstração, exibiu ainda um Cargo 2429 na configuração 8x2, com eixo dianteiro direcional extra, transformado por implementador e com capacidade ampliada para 29 toneladas. Incorporam modificações que facilitam a implementação para a operação para a qual está destinada. O objetivo é agilizar a preparação do caminhão, entregando modelos que já saem de fábrica com a configuração ideal para a atividade de cada transportador. “Estamos fortalecendo nossa presença nesses subsegmentos nos quais já temos participação expressiva”, informa. Sempre abordando o primeiro quadrimestre de 2014 em relação ao ano anterior, o executivo destaca o bom desempenho no segmento de médios com o Cargo 1519 4x2, destinado para transporte urbano, que atingiu 41,2% de participação, tornando-se o mais vendido nessa categoria. “Obtivemos no período um avanço de 11 pontos percentuais comparado com o ano passado”, disse. que isola o 8 t que tem volume garantido para todos e coloca no mesmo pote as demais categorias. A Ford é o única com um produto com onze toneladas. Ampliou ainda sua fatia no segmento de leves em 3,6 pontos percentuais com o emplacamento de 2.001 unidades, fechando participação de 24,3%, em um segmento que representou 20,2% da indústria de caminhões. Com destaque, é claro, para o recém-líder dos leves, o Cargo 816, com 1.588 unidades comercializadas no período. “Temos produtos com boa relação custo/benefício e vantagem operacional”, afirma. Essa liderança foi um sucesso nas estratégias da Ford que tinha a preocupação com o que acontecia no mercado com os veículos 8 t. Por isso, manteve um leque mais amplo entre uma faixa e outra na sua gama de produtos, para não repetir o mesmo erro de um dos concorrentes que oferta 8 t, 9 t e 10 t. “Vimos esse filme antes, um caminhão acaba comendo o outro. Enfim, você vende a mesma coisa”, acredita. Linha F retorna atualizada A partir da segunda quinzena de agosto, quando a montadora começar a faturar as primeiras unidades do F-4000 e da F-350 à sua rede, a Ford se tornará ainda mais competitiva. Em especial, a F-350 que deverá recuperar uma grande fatia do mercado perdido que ninguém buscou ocupar. Na ocasião, só a saída deste modelo do mercado fez a Ford perder 3% do Série total da sua participação de mercado. Tal sua F4000 importância. Ambos os modelos foram paralisados momentaneamente para serem atualizados com novo trem de força Euro 5. Chegam para consolidar a marca, respectivamente, entre os semileves e leves. “Desde que anunciamos, estamos sendo muito procurados por clientes interessados”, informa Baltar. Essa demanda deu oportunidade para lançar em maio último evento inédito de pré-venda, ou seja, reservar os dois modelos para entrega no segundo semestre. A oferta exclusiva com condições especiais se estende até o final de junho. Os preços promocionais para a picape F-350 é de R$ 97.790,00 e o caminhão F-4000 é de R$ 112.790,00. Suas cores são as sólidas branca Ártico e vermelha Arizona, a metálica prata Dublin e a perolizada azul Califórnia. Ambos têm dois anos de garantia e as duas primeiras revisões grátis. A quantidade de veículos nesta ação depende da disponibilidade nesta fase de pré-lançamento. A reserva só pode ser feita em um distribuidor Ford Caminhões, deixando sinal de 10% do valor do veículo. “Criamos isso para o cliente fazer uma programação de compra”, comenta. Segundo Baltar, a nova linha série F chegará ao mercado com muitas novidades, como novo motor Cummins Euro 5, de 150 cv, e transmissão de cinco velocidades. Vêm equipados com freios ABS com EBD, além de ar-condicionado de série. Revista Jornauto Foco especial nos 8 a 11 toneladas A Ford acompanha de perto com um olhar muito atento ao desempenho de seus veículos de 8 t e 11 t., oficialmente, de segmentos diferentes: um leve, o outro um médio, segundo a Anfavea, que representa o setor. Com a chegada este ano do novo Cargo 1119 para aplicações urbanas e interurbanas, o modelo já conseguiu surpreender os concorrentes que oferecem produtos nas faixas de 9 t e 10 t. “Considerando essas faixas de atuação, o nosso 11 t penetra bem e já conquistou 20% de share”, afirma, ao explicar 7

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TECNOLOGIA Caminhões Mercedes recebem pacote tecnológico Gilberto Gardesani | Porto alegre – RS Com mais requintes tecnológicos, eles estão bem próximos dos que são produzidos na Europa. Bom para os transportadores brasileiros. inegável o crescimento organizacional dos transportadores que estão aperfeiçoando seus métodos de controles de desempenho de suas frotas, utilizando várias ferramentas que estão sendo oferecidas a eles por empresas especializadas. Assim, com dados cada vez mais detalhados em mãos, as suas exigências passam a ser maiores, mesmo porque eles também estão passando por uma fase de grande competitividade. Com um mercado patinando em suas vendas - prevê-se que ainda por algum tempo irá girar em torno de 150 mil unidades/ano – e com a entrada de mais competidores - é preciso oferecer mais para manter os clientes e atrair outros. Denominado Econfort, o pacote tem por base o conceito que reúne Economia+Conforto+Força/Desempenho, filosofia de desenvolvimento que o marketing e a engenharia da empresa crê resultar num maior valor agregado aos modelos Atego, Axor e Actros. O objetivo é oferecer um padrão mais elevado da potência de seus motores e, ao mesmo tempo, ser mais econômicos, resultando em alto desempenho aliando, ainda, conforto e segurança superior ao que é oferecido atualmente. O resultado é, segundo Philipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO para América Latina, obter mais produtividade e maior rentabilidade aos seus usuários. “Dessa forma, firma Schiemer, atendemos cada vez mais às demandas do mercado e dos nossos clientes, assegurando maior eficiência, proPHILIPP SCHIEMER dutividade e rentabilidade para suas atividades de transporte, com conforto superior para o motorista. Reforçamos assim a imagem da marca como provedora de uma solução completa para os clientes”. Mesmo com esse pacote de novas tecnologias, os preços dos veículos não sofrerão alterações. Como referencia, o valor do Atego 2430 começa em R$ 235 mil; o Axor, dependendo da versão (rodoviário, fora de estrada, 4x2, 6x2, 6x4, etc...) pode começar entre R$ 244 mil e a versão top pode alcançar R$ 405 mil. Já o Actros começa entre R$ 335 mil e R$ 340 mil, dependendo da versão, 6x2 ou 6x4. É passados, através de um programa especial de treinamento, aos mecânicos e motoristas, para que eles possam dar a manutenção correta e saber como utilizar esses novos recursos para obter seus grandes benefícios. O Brasil ainda não tem a estrutura necessária e poder de compra para consumir produtos com tecnologias muito avançadas e, portanto, tudo deve chegar ao seu tempo e na medida certa. Nesse caso, a Mercedes-Benz até se antecipou ao trazer para o Brasil esses importantes itens que prometem atrair os empresários do setor de transporte. Ela afirma que está aplicando o maior plano de investimentos do setor de veículos comerciais no País. São R$ 2,5 bilhões entre 2010 e 2015 em caminhões e ônibus, destinados também ao aumento da capacidade produtiva, nacionalização do Actros fabricado em Juiz de Fora, atualizações tecnológicas, além de outras ações e iniciativas. “Reafirmamos, assim, nosso compromisso com a evolução permanente dos veículos da marca Mercedes-Benz, trazendo importantes inovações e novidades para sua linha de caminhões”, diz Schiemer. O setor automobilístico não trabalha visando curtos períodos, porque, nesse caso, com as vendas em queda, esse investimento não se justificaria. A visão desses empresários é de um cenário com, no mínimo, dez anos à frente e eles sabem que o potencial futuro do país é atraente, por isso, quem não estiver devidamente preparado, não terá condições de se manter no mercado. Inovações mecânicas Podemos começar escrevendo sobre a transmissão automatizada que na Mercedes é denominada PowerShift. Agora com 12 marchas, não necessita de pedal de embreagem e de aneis sincronizadores, a eletrônica se encarrega de aplicar a marcha correta, em qualquer circunstância. Aplicada nos modelos Atego, Axor e Actros, o equipamento conta com as funções “Power” (troca de marchas em rotações mais altas para subidas e ultrapassagens), “EcoRoll” (transmissão em neutro para economia de combustível) e “Manobra” (controle preciso do veículo para manobras e movimentações no pátio), que proporcionam mais economia, produtividade, conforto e segurança. A linha Actros conta ainda com a exclusiva função “Balanceio”, que oferece um auxílio extra para sair de atolamentos. Este recurso propicia maior dirigibilidade e segurança. Pesquisas indicaram que a maioria das aplicações não exige redução nos cubos de rodas que agora passam a ser opcionais. Diz o fabricante que o principal benefício da utilização dos eixos sem redução nos cubos é a melhora no rendimento mecânico, o que resulta em menor consumo de combustível e, consequentemente, em maior rentabilidade para os clientes. No tempo certo Tudo o que está sendo aplicado agora nos produtos nacionais já é de série nos modelos oferecidos pela MB na Europa e será importante aplicar aqui um plano de conscientização nos usuários que, por sua vez, devem ser re- 8 Revista Jornauto

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O assento do acompanhante é rebatível, rádio e volante multifuncional e 34 porta-objetos. O interior está mais agradável com o novo revestimento interno e maior capacidade de absorção de ruídos tornando a cabina mais silenciosa. Novos porta-objetos incluindo cabideiro, toalheiro e iluminação aprimorada. O Axor tem três opções de cabinas: Estendida (sem pernoite), Leito Teto Baixo - LTB (pernoite) e Leito Teto Alto - LTA (pernoite com vários dias na estrada) e pode ser equipadas, opcionalmente, com uma cama king size 50cm mais larga. Suspensão Pneumática Resumo dos principais recursos do ECONFORT Linha Atego Dependendo do percurso, do tipo de piso e da topografia, esse item é totalmente desnecessário. Outro equipamento que as empresas de transporte especializadas em produtos sensíveis já não abrem mão é a suspensão pneumática traseira, que passa a ser aplicada de série na linha Actros rodoviária. A Mercedes garante que seu conjunto de suspensão é robusto, com aplicação de 4 bolsões em cada eixo. Esse sistema, sem dúvida, oferece maior proteção à carga, agilidade no processo de engate/desengate da carreta e um comportamento excelente de estabilidade, absorção das irregularidades da estrada, precisão direcional e conforto. Como top de linha da marca, o Actros tem outros itens diferenciados como gerenciamento inteligente de frenagem com respostas até 20% mais rápidas, ABS, ASR, EBD, freio-motor Top Brake, bloqueio de deslocamento em rampa e freios a disco. Três motores equipam essa linha: OM 501 LA de 6 cilindros e 456cv, OM 502 LA de 8 cilindros e 551cv nas versões rodoviárias e OM 501 LA de 6 cilindros e 435cv de potência no modelo off-road. 2430 Nova curva de torque; câmbio automatizado Mercedes PowerShift; EcoRoll, Power e Manobra; novo eixo traseiro HL-4; nova suspensão da cabina; novo interior da cabina; novo banco pneumático, kit de componentes para 8x2; tanques de 600 litros. 2426 - Nova suspensão da cabina; novo interior da cabina;novo banco pneumático, kit de componentes para 8x2; tanques de 600 litros. 1729 S - Novo interior da cabina; novo banco pneumático. 1726 4x4/1729 HD - novo banco pneumático. 1419/1719/1726- Nova suspensão da cabina; novo interior da cabina; novo banco pneumático. Linha Axor Cabina, capítulo à parte Não faz muito tempo, e isso deve ser dito, a maioria das empresas de transporte não davam muita importância a esse item. Ar condicionado, por exemplo, era um equipamento opcional e difícil de ser vendido. Com a crise de falta de motoristas, que vem se acentuando nesses últimos tempos, tudo mudou, a procura aumentou e os fabricantes passaram Actros 2546 Megaspace a equipar seus veículos com ar condicionado de série. E não é só isso, passaram a equipar suas cabinas com suspensão a ar, mais seguras, camas maiores e mais confortáveis, além de outros detalhes. O conceito Econfort da Mercedes-Benz tem tudo isso e muiActros 2546 Megaspace to mais. O Actros, por exemplo, tem uma exclusiva cabina Megaspace com piso plano e 1,92m de altura e 2,26m de largura. Está dotada de um sistema que abastece o ambiente com ar resfriado que funciona à noite, apenas com dois ventiladores ligados, ideal nas paradas para desAtego 2430 canso ou em filas de espera. 2541/2544/2536 Novos eixos sem redução nos cubos 6x2, funções Mercedes PowerShift, suspensão pneumática no chassi, suspensão a ar na cabina leito, novo interior da cabina, novo banco pneumático, nova cama, novo entre-eixos 3.100mm. 2641/2644 Novos eixos sem redução nos cubos 6x4, funções Mercedes PowerShift, suspensão pneumática no chassi, suspensão a ar na cabina leito, novo interior da cabina, novo banco pneumático, nova cama. Linha Actros 2546 Novos eixos sem redução nos cubos 6x2, Mercedes PowerShift. 2646/2655 Novos eixos sem redução nos cubos 6x4, Mercedes PowerShift. Revista Jornauto 9

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TECNOLOGIA Semipesado Volvo VM com transmissão I-Shift Gilberto Gardesani | Penha - SC A tendência é ampliar a oferta de veículos comerciais equipados com transmissões automatizadas. Mais conforto, segurança e economia. caixa de câmbio automatizada batizada de I-Shift, produzida pela Volvo na sua unidade de Curitiba, é sucesso no mercado e já está presente em mais de 90% dos caminhões extra-pesados da linha FH, que recentemente comemorou 20 anos de lançamento no mercado nacional. Agora, essa caixa foi introduzida também nos caminhões semi-pesados VM. “É uma transmissão que experimentou um sucesso espetacular em poucos anos”, destaca Álvaro Menoncin, gerente de engenharia de vendas da Volvo. “Decidimos equipar a linha VM com a caixa I-Shift porque os benefícios para a operação de transporte são enormes. O transportador, que já tinha aprovado a linha VM, agora tem ainda mais razões para escolher o caminhão”, observa Francisco Mendonça, gerente de caminhões VM do Grupo Volvo América Latina. É a mesma transmissão utilizada na linha FH. Lançada no Brasil em 2003, em 2006 já equipava quase 10% dos veículos vendidos. Em abril, antes mesmo de ser colocado à venda, a fábrica já tinha recebido cerca de 50% dos pedidos de VM equipados com essa caixa. A ÁLVARO MENONCIN I-Shift custa R$ 20 mil mais do que as caixas mecânicas da Eaton que equipam as versões com motor de 270 cv e R$ 15 mil mais do que as versões com motor de 330 cv que utilizam caixas mecânicas fabricadas pela própria Volvo. As alavancas de freio da carreta e de estacionamento que ficavam no lado direito do banco do motorista foram reposicionadas e agora ficam no painel do veículo, com fácil alcance das mãos. Outras inovações introduzidas com o novo VM são a conexão de pendrive (entrada USB) no painel e a conexão auxiliar de áudio, que pode ser usada para dispositivos MP3 e celular, por exemplo. Existe opção de banco do motorista com descanso de braço e também a posição do rádio – na parte superior da cabine ou na tradicional posição no painel. Vantagens inegáveis Menoncin dá um exemplo prático de como esse tipo de transmissão pode proporcionar inúmeras vantagens não só aos operadores nos quesitos conforto e segurança, mas também para o transportador que pode obter mais produtividade, disponibilidade, economia e durabilidade de todo o conjunto mecânico. Diz ele que, em um trajeto de cerca de 400 km entre Curitiba e São Paulo, o motorista faz entre 400 a 600 mudanças de marchas. Cada mudança de marcha é um esforço adicional e tira um pouco da atenção e concentração do operador. A Volvo garante que a I-Shift é mais moderna que as transmissões semelhantes existentes hoje no mercado. Por se tratar de uma caixa mecânica que utiliza eletrônica, tem embreagem normal, mas não tem pedal. Portanto, o motorista não precisa fazer nenhum esforço e não se preocupa em trocar marchas. O sistema inibe a troca indevida. Opera no modo automático e no modo manual. Tudo é feito de forma eletrônica e, nas duas formas de uso, as trocas são precisas e sem solavancos. A volvo instalou no painel um display no qual o motorista pode monitorar em que marcha está naquele momento e quais são as outras disponíveis, tanto para baixo como para cima. Possui 12 marchas à frente e duas à ré. FRANCISCO MENDONÇA Oferta estendida A transmissão I-Shift está disponível para os seguintes modelos: VM 330cv 4x2 cavalo mecânico; VM 270cv 4x2, 6x2 e 8x2 rígidos; VM 330cv 4x2, 6x2 e 8x2 rígidos; VM 270cv 6x4 e 8x4 rígidos; e VM 330cv 6x4 e 8x4 rígidos. Foram realizados mais de um milhão de quilômetros de teste durante os 3,5 anos de desenvolvimento para se chegar a um produto que o fabricante considera tecnicamente perfeito para operação nesses veículos. As versões mecânicas continuam disponíveis. A 10 Revista Jornauto

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Feira Líder Mundial da Indústria Automotiva de 16 a 20. 9. 2014 “Truck Competence”, “Alternative Drive Technologies” e “Car Wash City” – são apenas três das principais áreas de foco na Automechanika. Aproveite ao máximo esta plataforma de negócios para descobrir os mais recentes desenvolvimentos e estabelecer contatos. Treinamentos e palestras certificados na Academia da Automechanika são a preparação ideal para temas do futuro. www.automechanika.com info@brazil.messefrankfurt.com Tel. +55 11 39 58-43 70

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LOGÍSTICA TW Transportes investe na expansão da frota e filiais Adriana Lampert | Carazinho - RS A ideia é renovar de 10% a 15% dos 250 veículos próprios, além de estruturar novas filiais, uma delas próxima à matriz. A empresa está localizada em uma área de 25 mil m² em Carazinho, na Região Norte do Rio Grande do Sul. A aquisição de novos caminhões, prevista para ocorrer até o final de 2014, faz parte do plano de manutenção da idade média da frota (cinco anos), explica o CEO da transportadora, Alexandre Schmitz. Somando 48 anos de atuação no mercado, a TW atua no ramo de cargas fracionadas, pesadas e químicas. O leque de produtos é variado, desde confecções, passando por metal mecânico até implementos agrícolas. O forte, no entanto, sempre foi o abastecimento do comércio em geral, o que é bom para quem está localizado em uma região eminentemente agrícola. “A empresa acaba sendo influenciada pelas safras, por mais que não transporte cereais a granel. Frustrações de colheita sempre se tornam situações complicadas de enfrentar”, destaca Schmitz, emendando que para este ano a previsão de crescimento do faturamento é de 15% - ou seja, menor do que os 26% que incrementaram o caixa da transportadora em 2013. Ano atípico “Em 2012, faturamos R$ 160 milhões e no ano seguinte, foram R$ 213 milhões”, calcula Schmitz, explicando que a baixa na estimativa deste ano está mais vinculada ao período eleitoral e ao advento da Copa do Mundo do que a questões de campo. “Além disso, o ano passado foi um ano atípico, muito bom. Mas em 2014, já sentimos que a economia desacelerou”, comenta o empresário. Em vista deste cenário, as metas ALEXANDRE SCHMITZ da empresa, que no início do ano previam injeção de recursos no valor de R$ 20 milhões, se reduziram à metade, reforça. Ainda assim, o CEO da TW tem metas de aumentar o número de representantes comerciais na Região Sul e na capital do estado de São Paulo, que já somam 50 unidades. Outras nove, incluindo a matriz, são próprias, e empregam 1.500 funcionários. “Ao todo, são 3 mil colaboradores diretos e indiretos e uma frota de 500 veículos próprios e terceirizados”, enumera Schmitz. A equipe da rede própria, que recebe participação dos resultados da empresa, é treinada lá dentro. “Os colaboradores iniciam na carga e descarga, e, com o tempo, formamos a maioria dos nossos motoristas.” Os profissionais da TW Transportes dirigem desde Vans para entregas pequenas, até carretas pesadas, principalmente das marcas Ford e Scania. Expansão futura A expansão da empresa fundada por Waldemar Schmitz – pai de Alexandre, que apostou no potencial do mercado de transportes rodoviário de cargas em 1966, trabalhando com apenas dois caminhões da marca Mercedes-Benz – começou a tomar corpo em 1992. O fundador já havia falecido, e a família tratou de tocar o negócio, ainda sob o nome de Transportes Waldemar. Em 2006, a marca passou a se chamar TW Transportes e adotou o slogan “Aproximando Mercados”. A nova identidade visual também serviu para reforçar e atualizar suas diretrizes. Atualmente, além das representantes e filiais, a TW conta com três CDs na Região Sul do País, e soma mais de 15 mil clientes na carteira. Para 2016, a pretensão é atuar também em solo internacional. “Estamos estudando uma possível fusão em algum outro país do Mercosul”, adianta o presidente da companhia. 12 Revista Jornauto

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CONCURSO Foi dada a partida. Quem é o melhor? Gilberto Gardesani | Piracicaba - SP Esta é a quinta edição promovida pela Scania que espera ter 50 mil participantes. As inscrições para o concurso de Melhor Motorista do Brasil, tanto presencial quanto online vão até 27 de julho. D e caráter mundial, essa competição visa, não só dar mais visibilidade à marca e mostrar as qualidades de seus produtos, mas também aumentar e valorizar os conhecimentos desses profissionais que espalham a riqueza nacional por todo esse imenso território. Além disso, existe uma falta crônica d e profissionais no mercado. Segundo a Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte (Fabet) e outras entidades do setor, existem mais de 130 mil vagas abertas. E ainda de acordo com a Fabet, o que potencializa esse crescimento de postos de trabalho é a chamada lei do descanso, lei 12.619, em está em vigor desde abril de 2012, que garante ao profissional descanso maior entre a jornada de trabalho. Com isso, muitas transportadoras estão em busca de outros motoristas para conseguir cumprir os prazos de entrega de cargas. Inscrições: locais e prazos As inscrições estão abertas desde 22 de abril e podem ser feitas pessoalmente em diversos pontos credenciados: concessionárias da Rede Scania, Rede Noma, Rede Bridgestone/Bandag, Rede Graal e unidades do Sest Senat. A lista completa de locais está no site da ação. Caso prefira, os interessados têm até 27 de julho para efetuar o cadastro pelo site www.melhormotorista.com.br. A competição que originou o Melhor Motorista de Caminhão foi criada pela Scania em 2003, na Suécia, batizada de Young European Truck Driver (Jovem Motorista de Caminhão Europeu). No balanço geral mundial, a marca já recebeu mais de 200 mil inscrições para o desafio, e pouco mais de 100 mil – ou seja, mais da metade – somente no Brasil. O País passou a organizar sua ação local a partir de 2005. “A competição MMCB quer em sua quinta edição mais uma vez trazer para a sociedade a importância do motorista de caminhão. Queremos resgatar seu orgulho pela profissão e mostrar que muitos preconceitos históricos são fruto de desconhecimento do dia a dia da estrada”, afirma Eronildo Santos, diretor de Vendas de Veículos da Scania no Brasil. “Também queremos atrair os jovens para perto dessa atividade, além de conscientizar o setor de transportes sobre a importância do treinamento para atingir resultados, como a segurança nas estradas e a rentabilidade nos negócios”. ERONILDO SANTOS Premiação e valorização profissional Somente o fato de querer participar já demonstra que o profissional tem confiança nas suas habilidades e, com certeza, irá potencializá-las durante as várias etapas, aliás, muito bem criadas e desenvolvidas pela Scania. As empresas saberão, certamente, reconhecer isso em seus profissionais do volante. “Vale a pena ressaltar que um motorista valorizado e qualificado pode gerar uma economia de combustível de até 10% – um dado valoroso num mercado que trabalha com margens bem apertadas de rentabilidade”, salienta Santos. O fabricante informa que todos os inscritos na competição ganharão um curso online com o tema “Atendimento Eficaz”, totalmente gratuito. Aqueles que passarem pela prova teórica online, segunda fase, ganharão o curso Série de Logística – Conceitos e Aplicações, do Sest Senat. Todos os 28 campeões regionais ainda recebem o curso de Treinamento de Motoristas Scania “Master Driver”, de 40 horas. Na grande final, o vencedor da competição receberá um pacote de prêmios no valor de R$ 40 mil (aumento de R$ 10 mil em relação à última edição), distribuídos em aparelhos eletrônicos, móveis e eletrodomésticos. Além disso, ele ganhará uma viagem com acompanhante para conhecer a matriz da Scania, na Suécia, um jogo de seis pneus da Bridgestone e um curso de 40 horas do Sest Senat. O segundo e o terceiro colocados ganham uma série de prêmios, entre eles uma viagem com acompanhante para um resort no Brasil, um jogo de seis pneus da Bridgestone, kits promocionais e um curso de 40 horas do Sest Senat. Revista Jornauto 13

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FÁBRICAS Foton iniciou a construção da fábrica em Guaíba, RS Gilberto Gardesani | Guaíba – RS Com capital próprio, empresa vai investir 320 milhões de reais entre construção da fábrica e suas operações comerciais no Brasil. O cupará o mesmo terreno que estava destinado à fábrica da Ford, com 1,5 milhão de metros quadrados. A área construída terá 200 mil metros quadrados. A Foton Aumark do Brasil é uma empresa criada e liderada por Luiz Carlos Mendonça de Barros para representar, com exclusividade, a marca Aumark da Beiqi Foton Motors Co. O Grupo BAIC é um dos mais importantes conglomerados industriais da China, constituindo-se no maior fabricante de LUIZ CARLOS MENDONÇA veículos comerciais do mundo, com 700 mil unidades anuais em 2013. A expectativa é começar a produzir no primeiro semestre de 2016 com um índice de 60% de nacionalização. O investimento na construção da fábrica é inteiramente nacional. “Fizemos isso porque, se fôssemos utilizar dinheiro da China, teríamos que sofrer auditorias constantes, o que mais atrapalharia do que ajudaria”, revela Mendonça de Barros. “Depois, se a BAIC quiser comprar a fábrica, é outra história”.Ele revela que arriscar capital é ação inerente de empresários. “Esse é o negócio deles, e eu faço parte desse time, disse Mendonça de Barros e, no meu caso, como não tenho muita intimidade com o mercado de caminhões, montei uma equipe de especialistas que não tem como errar”. Ele se refere à contratação de Orlando Merluzzi, ex-Ford, como vice-presidente do conselho gestor da empresa que, por sua vez, trouxe consigo Antonio Dadalti, ex-Volkswagen/Iveco e Eustáquio Sirolli, ex-Mercedes-Benz, entre outros pesos ORLANDO MERLUZZI pesados. Produtos e estratégia Edificar uma fábrica, equipá-la e produzir caminhões não é problema para quem sabe e tem experiência no assunto. Tudo depende unicamente de seus próprios conhecimentos, basta ter dinheiro, mas o problema maior reside num dos aspectos mais cruciais desse tipo de negócio. Montar uma rede de revendas e de prestação de serviços eficiente. Para isso, é preciso convencer empresários e/ou pessoas de posse para investir em um negócio sem a expectativa de retorno rápido. Ai entra o talento de quem já fez isso para colocar os argumentos necessários, com poder de convencimento. Essa operação conta com investimento de R$ 70 milhões. Para Ricardo Mendonça de Barros, diretor de operações comerciais da Foton Aumark do Brasil, o objetivo é chegar a 90 concessionárias da marca até o final de 2016. A Foton produzirá caminhões leves e médios: 3,5/6,5/8,5 e 10 toneladas. Já se sabe que terão motores Cummins e transmissões ZF. As cabinas serão importadas prontas. RICARDO MENDONÇA Mendonça de Barros revelou que suas pretensões são ainda maiores e, para 2017, está previsto o início da produção dos caminhões médios e semipesados de 13/15 e 17 toneladas. Gerando inicialmente 150 empregos diretos e 900 indiretos, a fábrica terá capacidade para produzir 21 mil unidades por ano, em turno único, e atenderá o mercado local, América do Sul e África. “Logicamente esse volume não será atingido nos primeiros anos de produção, uma vez que a Foton Caminhões tem um plano consistente de crescimento em participação de mercado no Brasil, em cada segmento em que atuar”, destaca Merluzzi. Um grupo de técnicos da fábrica chinesa esteve no Brasil em visita a 28 fornecedores de peças e componentes. A conclusão deles é que o produto brasileiro será melhor do que o chinês, disse Mendonça de Barros. A Foton está autorizada a importar 8,5 mil unidades sem o imposto adicional e já equipadas com aibags, mas a empresa considera que serão necessárias apenas 3,5 mil até o início da produção nacional. 14 Revista Jornauto

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PICAPES A nova geração da Ranger Sport Gilberto Gardesani | São Paulo - SP A primeira versão Sport foi lançada em 1997. Disposta a crescer nesse mercado, a Ford está apostando no desejo dos usuários por produtos mais completos e sofisticados. D A Ford tem forte tradição nesse mercado com produtos mundialmente reconhecidos e premiados. Aqui, o mercado de picapes médias quase dobrou nos últimos cinco anos: em 2008 foram licenciadas 92 mil unidades, em 2010, 126 mil, em 2012, 161 mil e no ano passado 181 mil. A Ford comercializou, em 2011, 15 mil unidades, número que se repetiu em 2012, mas em 2013 conseguiu colocar 22 mil no mercado. Hoje, a Ford disponibiliza uma linha completa de produtos com três tipos de motores, cabinas simples e duplas. Essa versão Ranger Sport da nova geração, com cabina simples, é um produto mais dirigido para quem quer espaço para carga, basicamente, frotistas, mas tem outros tais como comerciantes e fazendeiros que gostam desse tipo de produto que vem equipado apenas com motor 2.5 litros flex, 4 cilindros, o mesmo aplicado no Fusion, com 173 cv utilizando etanol. O fabricante já disponibiliza os modelos XL/XLS equipados com motor 2,2 litros movidos a diesel e esse 2.5 flex, com cabinas simples e duplas, como produtos de entrada. “Essa versão Sport atende ampla faixa de clientes que buscam um veículo de espírito jovem e moderno, que pode rodar nas vias das cidades e ampliar sua utilização como uma picape de verdade para as escapadas de fim de semana, por exemplo. A ampla caçamba tem capacidade de carga ideal para o trabalho e também para o esporte e aventura”, reforça Adriana Carradori, gerente de Marketing do Produto da Ford. de direção com regulagem de altura, abertura interna do tanque de combustível, chave tipo canivete e console no teto com luz de leitura. “Neste segmento, a Ranger Sport tem uma combinação única de preço, competitivo quando comparado com seus competidores diretos e até mesmo com algumas picapes compactas, acrescenta Adriana” Motor 2.5 litros flex Com três anos de garantia, a Ford Ranger Sport está muito bem equipada e vem com motor 2.5 Flex de 16 válvulas da conhecida família Duratec. É, segundo o fabricante, o quatro cilindros mais potente e avançado do segmento que foi desenvolvido exclusivamente para o Brasil. Tem potência de 173cv@5.500rpm com etanol, torque de 243Nm e 168cv@5.500rpm com gasolina e torque de 236Nm. Seu bloco é fundido totalmente de alumínio e tem tecnologia de comando variável de válvulas eletrônico (iVCT). “O novo motor traz a reconhecida tecnologia flex da Ford – a melhor da categoria – e padrão global de manufatura para oferecer alta eficiência com baixo consumo e emissões”, afirma Adriana. A Ford destaca que outra conveniência oferecida pela Ranger Flex é o acesso externo ao reservatório de partida a frio. Não é preciso abrir o capô para abastecer o reservatório de gasolina, basta abrir a tampa embutida no aplique do para-lama dianteiro esquerdo. A transmissão é manual com cinco velocidades e conta com uma sinalização no painel que indica o momento ideal de troca de marcha que, para os mais atentos, favorece uma direção econômica. Dirigir essa picape é um prazer não só pela ergonomia, mas pelo desempenho de seu motor, extremamente silencioso e com um torque poderoso. A alavanca de câmbio curta, instalada no console central, reforça a sua esportividade. Revista Jornauto ADRIANA CARRADORI Características Oferecida por R$ 67.990, o diferencial nessa versão são os apliques frontais no para-choque, santantônio, faixas laterais nas portas e na caçamba, adesivo e soleiras exclusivas, Destaque também para as rodas de liga leve de 17 polegadas, pneus todo terreno 265/65 R17 ATR, faróis de neblina, retrovisores elétricos, travas elétricas com controle remoto e diferencial traseiro deslizante. Está, obviamente, equipada com ar-condicionado, tem os comandos de áudio no volante, piloto automático, CD/MP3-player com entrada USB, conexão Bluetooth e tela de LCD de 4,2 polegadas. É uma versão completa que traz ainda direção hidráulica, vidros elétricos com acionamento a um toque para o motorista, computador de bordo com sete funções, freios ABS nas quatro rodas com EBD, airbags, alarme volumétrico, coluna 15

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