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EU SUL SOU DO Publicação Movimento Tradicionalista Gaúcho

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T extos Organizadora do Livro Odila Paese Savaris Textos de: Alessandra Carvalho da Motta, Renata de Cássia Pletz, Maria Verônica da Costa Oliveira, T anise Leal de Mello, Alicia Costa de Oliveira, Gilda Guterres, Flávio A. Canto Wunderlich, Elaine Fossa de Barcelos, Ana Gisele Silveira, Ariele Cristine Hannecker, Alexandre da Rosa Vieira, Tiarajú Lopes, Júlia Lara, Júlia Rigo, Angela Zanin, Marina Giollo, Leonel Castellani, Vanderleia Belegante Nervo, Isadora Focher, Alessandra Hoppen, Paloma Drum Schacht, Anarlique Izaura Vieira Schneider, Marília Dornelles, Irís Kaiser Paulves, Ana Lúcia Freitas da Rosa Silva, Valdevi de Lima Maciel, Douglas Uilliam de Quadros da Silva, Liane Luisa dos Santos Peixoto, Aline Zuse, Ana Paula Pinheiro, Oscar Bessi Filho, Mirelle Gonçalves de F. Hugo, Henrique Pereira Lima, Paula Oliva Bundt, Aline Durli, Bernardete Lorenset Padoin, Antônio Ferrari, Verônica Lorenset Padoin, Luciana Rolim, Guilherme Heck, Odilon de Oliveira, Zico Fojit Ribeiro, Geisa Portelinha Coelho, José Roberto Fischborn, Simone Adriana Grings dos Santos, João Carlos Silva da Luz, Luis Soledade da Silva, T erezinha da Silva Nunes, Ana Paula Vieira Labres, Claudia Camilo, Vanuza Rempel Bussmann, Jorge Moreira, Juarez Nunes, Luiz Antônio Machado Junior, Vera Lúcia Machado, Ueslei Goulart, Fábio Rodrigo Guaragni, Enio Silveira, Carlos Fernando Schwantes Kich, Daiane T omazi, João Luiz Favari, Kátia Walkíria Lemos, Caroline Borges de Lemos, Suely Elisabeth Assmann Benkenstein e Haidé Ida Blos.

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Expedição: Realização: FUNDAÇÃO CULTURAL GAÚCHA - MTG Coordenação Editorial: ODILA P AESE SA V ARIS Edição Geral: ROGÉRIO BASTOS Projeto Gráfico: BASTOS PRODUÇÕES LTDA Diagramação e T ratamento de Imagens: LILIANE P APPEN Revisão: Sob responsabilidade das regiões tradicionalistas Ano da Publicação: 2014 Impressão e Acabamento: Gráfica Odisséia Informações: FUNDAÇÃO CULTURAL GAÚCHA Fone: 51-3223-5194 lojafcg@mtg.org.br Ficha Catalográfica: Rio Grande do Sul. Fundação Cultural Gaúcha. Movimento T radicionalista Gaúcho. Eu sou do Sul. Organizado por Odila Paese Savaris. Edição geral de Rogério Bastos. Porto Alegre, 2014. 208 p.: Il. 1. T radição – Rio Grande do Sul. 2. Regionalismo – Rio Grande do Sul. 3. História – Rio Grande do Sul. 4. Geografia – Rio Grande do Sul. 5. Movimento T radicionalista Gaúcho. I. Savaris, Odila Paese (Org.). II. Bastos, Rogério (Ed.). III. Título. CDU 39. (816.5) 981.65 918.65 Catalogação na fonte - Bibliotecária Maria Sílvia Robaina de Sousa Lessa CRB-10/665

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Sumário Apresentação 1ª Região Tradicionalista 2ª Região Tradicionalista 3ª Região Tradicionalista 4ª Região Tradicionalista 5ª Região Tradicionalista 6ª Região Tradicionalista 7ª Região Tradicionalista 8ª Região Tradicionalista 9ª Região Tradicionalista 10ª Região Tradicionalista 11ª Região Tradicionalista 12ª Região Tradicionalista 13ª Região Tradicionalista 14ª Região Tradicionalista 15ª Região Tradicionalista 06 09 15 21 27 33 41 47 55 61 69 77 83 89 95 101 16ª Região Tradicionalista 17ª Região Tradicionalista 18ª Região Tradicionalista 19ª Região Tradicionalista 20ª Região Tradicionalista 21ª Região Tradicionalista 22ª Região Tradicionalista 23ª Região Tradicionalista 24ª Região Tradicionalista 25ª Região Tradicionalista 26ª Região Tradicionalista 27ª Região Tradicionalista 28ª Região Tradicionalista 29ª Região Tradicionalista 30ª Região Tradicionalista Bibliografia 109 113 119 125 131 137 145 151 157 165 171 179 185 191 199 207

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Introdução Eu sou do Sul O tema escolhido para os festejos farroupilhas de 2014, pelo Congresso T radicionalista Gaúcho do MTG, realizado no mês de janeiro na cidade de Porto Alegre tem o objetivo de oportunizar a que cada entidade, cada localidade ou mesmo cada cidadão possa expressar ou mostrar porque tem orgulho de ser (pertencer) ao SUL. O desenvolvimento do tema permite destacar e valorizar os diferentes aspectos da formação da sociedade gaúcha e o legado cultural de cada uma das etnias formadoras: do índio autóctone, do ibérico europeu, do africano, do mameluco brasileiro, do imigrante açoriano, polonês, alemão, italiano etc. Nas escolas, os professores terão a oportunidade de destacar e fortalecer aspectos típicos locais ou regionais que se referiram aos hábitos e costumes da comunidade da qual são oriundos os alunos, tais como: a indumentária, a culinária, as crenças, a música, a dança, etc. Isso contribuirá para o fortalecimento do espírito de pertencimento necessário para a autoestima dos discentes. É evidente que um temário amplo como este necessita ser trabalhado no conceito da interdisciplinaridade e da transversalidade do ensino. Há necessidade de que toda a escola se envolva com o temário favorecendo o engajamento dos alunos. De forma prática, os alunos devem ser conduzidos para a realização de pesquisas e busca de informações fora da sala de aula, descobrindo e valorizando locais típicos da região, sítios históricos, as belezas naturais, além de perceber o entorno formado pela fisionomia geográfica, pelo clima, pela arquitetura urbana, etc. De grande valor é a posição do Professor como orientador para despertar o interesse dos alunos na exploração e na busca da informação e na construção do conhecimento. Há de ter ficado para trás o tempo em que o professor entrava em sala de aula com o conteúdo pronto e ditava para seus alunos, na maioria das vezes desconhecendo a capacidade de conhecimento e a bagagem cultural que as crianças traziam consigo, fruto das vivências e experiências adquiridas com outras pessoas no convívio familiar. Na função desempenhada pelo professor é fundamental a sua sensibilidade e capacidade de percepção para auxiliar o aluno a perceber, entender, se apropriar e se orgulhar da sua origem e do seu lugar, mesmo que haja dificuldades e problemas no espaço em que vivem. Só com orgulho de si é que será possível melhorar o ambiente e construir alternativas mais adequadas para a vida em sociedade. Se houver negação ou vergonha do que se é e de onde se vem, será impossível alterar o que está incorreto e manter o que está certo. A partir da identificação de realidade, o professor deve assumir a responsabilidade de reconhecimento e engrandecimento no processo ensino aprendizagem.

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Permitir a participação da criança e dos pais nesta construção, é um somatório positivo e certamente as metas e objetivos da aprendizagem serão alcançados tanto pelo professor como pelas crianças. A identidade cultural do povo gaúcho resulta da mescla das etnias formadoras. A compreensão de que brancos, negros e amarelos tem igual contribuição na formação da identidade de quem é do SUL, contribuirá para a eliminação ou minimização de preconceitos e discriminações que grassam no meio social. O gaúcho se expressa de formas e maneiras típicas e isso identifica a sua origem. No entanto, cada região do estado apresenta aspectos que lhe dão um colorido próprio: a campanha, as fronteiras sul e oeste, o litoral, as missões, a serra, a região colonial. Cada uma dessas regiões e mesmo cada município terá oportunidade de mostrar tudo aquilo que faz com que tenha orgulho de dizer: EU SOU DO SUL! As características nativas, a natureza, os locais históricos, o clima frio, o vento minuano, o céu azul, a abundância de rios, as lagoas, a e Revolução Farroupilha, a saga dos imigrantes, a pujança agrícola e pecuária, o amor pela liberdade, o sotaque sulino, tudo isso, e muito mais, será motivo para desenvolver uma infinidade de iniciativas nas escolas, nos CTGs, nos desfiles temáticos, de modo a que seja mostrado tudo aquilo que contribui para o nosso orgulho de ser do SUL. T eremos, desta forma, a oportunidade de reconhecer as mais variadas manifestações e as diferentes formas de expressar o orgulho de dizer: EU SOU DO SUL! Odila Paese Savaris Pedagoga

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1ª Região Tradicionalista

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rt 10 Texto e organização do capítulo: Alessandra Carvalho da Motta - diretora cultural da 1ª RT. A 1ª RT é composta pelos municípios de Alvorada, Barra do Ribeiro, Cachoeirinha, Eldorado do Sul, Gravataí, Guaíba, Glorinha, Mariana Pimentel, Porto Alegre, Viamão e Sertão Santana. Porto Alegre, capital dos gaúchos possui localização privilegiada, ponto estratégico dentro do MERCOSUL, é centro geográfico das principais rotas do Cone sul, equidistante tanto de Buenos Aires e de Montevidéu, quanto de São Paulo e do Rio de Janeiro. Para quem chega em terras gaúchas, Porto Alegre é a porta de entrada para os principais atrativos turísticos da região. Fundada em 1772 por casais portugueses açorianos. Ao longo dos anos acolheu imigrantes de todo o mundo, as etnias mais expressivas, são alemães, italianos, espanhóis, africanos, poloneses e libaneses. Na capital convivem em harmonia os mais diversos credos e religiões como, católicos, judeus, muçulmanos e protestantes. O conjunto de tudo isso faz da nossa capital, um raro espaço onde contrastes e diferenças são respeitadas e até apreciadas. A mais forte expressão geográfica de Porto Alegre é o Lago Guaíba. Dele podemos ter a melhor visão das cidades e das ilhas do Delta do Jacuí, navegando por suas águas a bordo dos barcos que fazem passeios a partir do Cais, da Usina do Gasômetro, do Cais Mauá e praia de Ipanema. O lago forma 72 quilômetros de orla fluvial, em boa parte urbanizada e aproveitada para atividades de lazer e recreação por uma população que valoriza a vida ao ar livre. As cores do pôr do sol nas águas do Guaíba são um espetáculo imperdível e o melhor cartão-postal da cidade. O também chamado de Cais do Porto foi a Porta de entrada para viajantes na cidade. Foi também o grande responsável pelo desenvolvimento que resultou na transformação da vila em capital, devido ao seu uso para comércio. Possuí 17 armazéns, que são usados para eventos culturais, como durante alguns anos abrigou a Feira do Livro e a Bienal. O Cais Mauá é uma seção do porto fluvial de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, cujas características especiais o fizeram ser protegido pelos Patrimônios Históricos Nacional e Municipal. Orgulho dos gaúchos com destaque especial, Foto: Divulgação dando boas vindas aos visitantes que chegam a Capital, está a Estátua do Laçador, ou Monumento do Laçador, que representa o gaúcho tradicionalmente pilchado (em trajes típicos), que teve como modelo o tradicionalista Paixão Cortes, tombada como patrimônio histórico em 2001. São Inúmeros os atrativos da Capital, dentre os tantos, a Catedral Metropolitana de Porto Alegre, considerada cartão-postal da capital gaúcha, mais conhecida como Igreja Matriz, foi construída entre 1921 e 1986. Em Porto Alegre destacamos a histórica Ponte da Azenha, localizada na Avenida Ipiranga sobre o Arroio Dilúvio. Ali se travou a primeira batalha da Revolução Farroupilha, que, mais tarde, após a declaração da independência da Repúbli-

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ca Rio-Grandense, passaria a se chamar “Guerra dos Farrapos”. Nossa região é privilegiada pela natureza. Em 1975, a Prefeitura Municipal de Porto Alegre criou a Reserva Biológica do Lami. Nela encontramos mata virgem e espécies cultivadas pela mão do homem. O bairro do Lami constitui-se em uma das poucas praias de águas fluviais (atualmente limpas) do Guaíba, tornando-se uma opção de lazer para a população durante o verão. No local está a reserva Biológica José Lutzemberger, onde animais em risco de extinção podem ser encontrados, dentre eles o tuco-tuco e o bugio. O Lami também é considerado um dos cenários do turismo rural no município, devido à presença de inúmeras pequenas propriedades agrícolas. A fonte de subsistência dos Guaranis e Kaingangs é o artesanato (cestarias confeccionadas a partir do cipó e da taquara) e o cultivo de pequenas roças (coleta de ervas e alimentos nos campos e matas da região). Há particularidades, sendo que os primeiros fazem esculturas em madeira e cultivam espécies alimentícias, tais como batata, feijão, milho, amendoim, cana de açúcar, abóbora e, ainda, o fumo. As tribos Charruas, além do artesanato e cultivo de espécies alimentícias, desenvolvem a criação de pequenos animais. Na cidade de Porto Alegre e nos municípios de Viamão e Capivari estão ocupadas as terras de Lomba do Pinheiro (Anhetengua) - onde vivem 15 famílias, ainda não regularizada e com menos de 10 hectares ; Lami (Pindó Poty) - acampamento onde vivem 08 famílias em menos de dois hectares; Canta Galo (jataity) - homologada com 286 hectares e onde vivem mais de 30 famílias; Itapuã (Pindo Mirim) - não demarcada, mas que foi constituído GT pela Funai para proceder sua identificação, englobando nesta demarcação as áreas da Ponta da Formiga e Morro do Coco, cerca de 15 famílias vivem nas proximidades da terra tradicional em um assentamento de 24 hectares feito pelo Estado do Rio Grande do Sul; área da Estiva (Nhundy) - localizada nas margens da RS-040 em Águas Claras, município de Viamão, área de 7 hectares cedida pelo município e onde vivem mais de 20 famílias; Capivari (Porãi) - acampamento situado no município de mesmo nome onde vivem mais de 12 famílias; Granja Vargas (Yryapu), área adquirida pelo Estado do Rio Grande do Sul de 43 hectares e onde vivem 10 famílias. Também encontramos no município de Porto Alegre, várias comunidades quilombolas. O Quilombo Família Silva, no Bairro T rês Figueiras, o Quilombo do Areal, comunidade que se reconhece como legatária do Areal da Baronesa, antigo território negro de Porto Alegre, famoso por ser isolado, pelas casas de religião, pelo carnaval de rua e por seus músicos populares. O Quilombo dos Alpes, formado por cerca de 70 famílias que vivem nos altos do Morro dos Alpes, no bairro Cascata, região da Vitória e o Quilombo Família Fideliz, como se denomina a comunidade localizada na região do bairro Cidade Baixa. Na região do DELT A DO JACUÍ SUL, destaca-se o município de Guaíba, região da antiga Sesmaria de Antônio Ferreira Leitão, por herança passou para sua filha Dona Isabel Leonor, que posterior tornar-se-ia esposa de José Gomes de Vasconcelos Jardim. Conhecida pelo título “Guaíba Berço da Revolução Farroupilha”, que surgiu da década de 1960, tornando-se oficial no ano de 2011. Nesta região, o município de Barra do Ribeiro que faz parte da bacia 11

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DA UFRCS FIGUEIRA CENTENÁRIA - ASSENTAMENTO P ADRE JOSIMO. Entre as belas paisagens de Eldorado do Sul se destaca a Figueira Centenária, situada no Assentamento Padre Josimo que chama a atenção por sua exuberância e imponência. Foto: Divulgação hidrográfica do rio Camaquã e que é banhado pelas águas do lago Guaíba, possui importantes pontos turísticos, a Praia Canto das Mulatas, balneário ao Sul da sede do município, com areias finas e limpas, numa extensão de cerca de 1 Km de comprimento por 80 metros de largura. Barra do Ribeiro fazia parte do município de Porto Alegre, surgiu em 1959. O povoamento iniciou-se 1800. O município tem esse nome devido ao encontro do Arroio Ribeiro com o Rio Guaíba, é considerado uma ilha e não península por ser cercado de água por todos os lagos. T eve origem na charqueada de António Alves Guimarães. O município de Eldorado do Sul em sua origem já servia de balneário turístico à população de Porto Alegre e de porto para os barcos que iam para a Capital, como meio de transporte. Sua ocupação iniciou por estancieiros açorianos pertencentes ao grupo pioneiro de Jerônimo de Ornellas, na metade do Século, integra a área de preservação ambiental do Delta do Jacuí e é privilegiado com a paisagem exuberante das margens do Rio Jacuí e Lago Guaíba, apresentando uma vocação natural para o turismo. A área é integrada por diversas fazendas, pousadas, sítios e parques voltados para o turismo rural. Alguns recantos de Eldorado do Sul: PRAIA SANSSOUCI, TÚNEL VERDE DO BOM RETIRO, CAPELA SÃO PEDRO, F ABRICA DE P APEL PEDRAS BRANCAS, ESTAÇÃO AGRONÔMICA Foto: Divulgação 12 Em Cachoeirinha o Horto Municipal é um orgulho para a Região. Grande berçário de espécimes vegetais, fundado em 1989, abriga mais de 50 mil mudas de 480 espécies diferentes de plantas nativas, frutíferas, exóticas, medicinais e ornamentais, sendo algumas já raras na natureza. Além do berçário de plantas, o Horto promove atividades de educação ambiental e conscientização ecológica, com a visita de grupos de estudantes, professores e funcionários de empresas. No município o Parque Doutor Tancredo Neves, é uma unidade de conservação da natureza, com área de aproximadamente 18 hectares. Merece destaque a Casa do leite, que é um espaço museológico com funções de pesquisa, preservação, gestão e comunicação do patrimônio histórico, da memória e da história de Cachoeirinha. Gravataí, fundada em 08 de Abril de 1763, é um município integrante da Região Metropolitana de Porto Alegre. Até o final do Século XIX, a grafia correta para o nome do município era “Gravatahy” que pode ser traduzido como “Rio das Gravatas” Conta com vinte e duas praças arbori-

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zadas, muitas com espécies nativas. Porém três delas são reconhecidas como atrativos turísticos: O Parque Jayme Caetano Braum, O Parcão da 79 e o Parque Pampas Safári, considerado o maior parque da América do Sul. A Igreja Matriz Nossa Senhora dos Anjos, é o principal monumento histórico do município, contribui também como atrativo turístico da cidade de Gravataí, sua construção iniciou no ano de 1772, e traz o estilo Barroco Português procedente da época em sua arquitetura. Construída nove anos depois da fundação da cidade, que então era a conhecida “Aldeia dos Anjos”. Cidade colonizada por Açorianos, a religiosidade tem grande valor para seus moradores. Lá está a CAERGS - Casa dos Açorianos do Rio Grande do Sul Localizada no Casarão dos Fonseca que foi tombado Peio patrimônio Histórico de Gravataí na tarde do dia 17 de Setembro de 2005. O município de Glorinha, antes conhecido como, Passo Grande, Rua da Glorinha, Vila da Glorinha e Nossa Senhora da Glorinha. Fundada em 04 de março de 1988. Destacam-se turisticamente a Fazenda Fruto d’agua, o Parque Municipal de Eventos “Lídio da Silva Peixoto” e a Igreja Nossa Senhora da Glória Mariana Pimentel está localizado na região norte da Serra do Erval. Reduto de imigrantes europeus, pois remonta uma colônia fundada pelo governo provincial para a fixação de imigrantes, para onde vieram, primeiramente, poloneses e a partir de 1874, colonos italianos e alemães, que cultivaram lavouras. Oferece belezas naturais, várias trilhas aos seus visitantes e moradores, essas trilhas são as principais atrações turísticas da cidade. Alvorada nasceu como município de Viamão, com a denominação de Passo do Feijó, em 1952. Em 17 de Setembro de 1965, a Lei Estadual n° 5026, garantiu a emancipação política de Passo do Feijó, que passou a chamar-se Alvorada. “A CAPITAL DA SOLIDARIEDADE”. Viamão tem várias versões sobre a origem do seu nome, a mais conhecida é a de que, a certa altura do Rio Guaíba, pode-se avistar cinco afluentes (Rios Jacuí, Caí, Taquari, Gravataí e dos Sinos), que formam a imagem de uma mão espalmada, daí surge a frase “ Vi a Mão”. Há inúmeros atrativos turísticos na região, especialmente o Parque Estadual de Itapuã, nesse refúgio ecológico foram descobertos, em 1993, pela equipe de Sérgio Baptista da Silva, 12 sítios arqueológicos guaranis, além de cinco pré-históricos e um sítio misto. Neste município está a Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, segunda mais antiga do estado, sua construção iniciou em 1767, tendo sido celebrada sua primeira missa em 1770. A construção de estilo barroco assemelha-se a uma fortificação, reflexo do período de disputas na fronteira entre os territórios português e es- Foto: Divulgação panhol na América do Sul. Destacamos ainda a Fonte da Paciência, que tem esse nome em homenagem a uma escrava sempre presente no local, segundo Adônis dos Santos, fora conhecida antes como “Fonte do Beco do Pinheiro. Servia ao abastecimento de água potável na Vila de Viamão. O registro mais antigo a respeito destas fontes, Bicas e Paciência, é o documen- 13

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to da Câmera Provincial datado de 1768, que manda construir benfeitorias em ambos locais com finalidades sanitárias. Neste município está o Largo das T rincheiras de Tarumã, onde ainda se encontra vestígios das trincheiras utilizadas pelos Farrapos. Servindo de refúgio para as tropas de Bento Gonçalves e Onofre Pires. No ano de 1935 foi implantado no local um monumento em homenagem aos heróis farroupilhas. Sertão Santana já teve outras denominações, todas semelhantes a atual, originada da pronuncia “SanfaAna do Sertão”. Predomina nesse município a cultura do fumo, bem como o plantio de arroz. Fotos: Divulgação Foto: Divulgação 14

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2ª Região Tradicionalista

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