A VOZ DA UMEN_ano 4_numero 12_2014

 

Embed or link this publication

Description

Boletim Informativo Eletrônico da União da Mocidade Espirita de Niterói

Popular Pages


p. 1

Boletim Informativo da União da Mocidade Espírita de Niteroi - UMEN - ano 4 - nº 12 - Setembro/2014 A Independência do Brasil: Sete de Setembro

[close]

p. 2

Boletim Informativo da União da Mocidade Espírita de Niteroi - UMEN - ano 4 - nº 12 - Setembro/2014 NESTA EDIÇÃO: EDITORIAL E stamos lançando mais um exemplar da nossa querida “A VOZ DA UMEN”. O jornal continua trimestral e após uma pausa no trimestre Raul Muniz Editorial - Raul Muniz O meio ambiente e a nossa responsabilidade como espíritas - Fernanda Père Lachaise - Ricardo No combate ao vício A assistencia social distribuiu Sete de Setembro - Márcia Raiva e Mortalidade em Pacientes Infartados Estudando a Doutrina Espírita - Francisco Foi Notícia na UMEN Rebouças Leonardo Soares Almeida Oliveira Pardo passado, volta a ser publicado com a ajuda de novos integrantes. A primeira publicação do jornal foi em agosto de 1951, portanto, está completando 63 anos. Resgatamos duas matérias da edição de julho/agosto de 1970 que nos trazem alguns dizeres antitabagistas e um relato da campanha do quilo, temas sempre presentes em nossa casa. A campanha antitabagismo, presente em exemplares antigos, continua ainda hoje. Neste número temos algumas matérias escritas por companheiros de nossa casa, conhecidos de todos e que se esforçaram em trazer um pouco da experiência de cada um. Ricardo esteve em Paris visitando o túmulo de Kardec e nos trouxe a impressão mediúnica do local. Marcia preparou um texto sobre a Independência do Brasil como relatada no livro “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho” e que mostra a importância de Tiradentes em nossa independência. Francisco preparou excelente artigo sobre a importância da leitura para o espírita. Léo nos trouxe algo importante sobre Medicina e Espiritismo. Gabriel e Julia buscaram palavras de Chico Xavier, separando-as para nossa leitura e Fernanda nos trouxe a sua experiência profissional na causa espíritoecológica. Carla e Elaine fizeram um trabalho maravilhoso na editoração e nas notícias da UMEN. Os assuntos são muito interessantes e temos a certeza de que vão agradar os nossos leitores. Devido ao alto custo de impressão, A Voz continuará sendo enviada por e-mail, estando disponível também no site www.umen.org.br. Críticas e sugestões de assuntos poderão ser enviadas para o e-mail: umen.divulgaçao@gmail.com. Boa leitura. Órgão de divulgação da UNIÃO DA MOCIDADE ESPÍRITA DE NITERÓI Coordenação: Raul Muniz Revisão: Lúcia Martins Barbosa Colaboração e Editoração eletrônica: Carla Antunes Nilza Barroso Colaborador: Elaine Passos Manutenção WEB: Maurício Pessanha Site: http://umen.org.br/ Facebook: UMEN - União da Mocidade Espírita de Niterói

[close]

p. 3

O meio ambiente e a nossa responsabilidade como espíritas Fernanda Maria Neri Pardo C omo todas as criaturas integrantes da Terra o homem interage com os outros seres e com o meio ambiente de modo a interferir positiva ou negativamente no equilíbrio natural do planeta. Essa interferência pode acontecer de forma sistêmica ou pontual, ser generalizada no globo terrestre ou acontecer em regiões específicas. Por simples observação em nosso entorno podemos detectar inúmeras modificações causadas pela ação humana nos sistemas naturais resultando, infelizmente, na maior crise ambiental da história de nosso planeta. Nunca na história natural tantas espécies da fauna e da flora estiveram ameaçadas, os ciclos hidrológicos e químicos foram tão perturbados, a contaminação dos solos, da atmosfera e da água se deu de modo tão avassalador. Alterações do clima, redução da água potável pelo uso indevido deste recurso, assoreamento de corpos de água são ainda exemplos de nossas ações equivocadas sobre a Natureza. Em contrapartida, justamente pelo estudo e observação de mentes atentas a tantos impactos, nos dois últimos séculos as ciências voltadas ao estudo do meio ambiente evoluíram significativamente. Dentre estas a Ecologia, termo cunhado inicialmente por Ernest Haekel em 1866, que por definição designa a investigação das relações entre todos os seres vivos e destes com o meio ambiente em seu entorno. De lá para cá crescentes mudanças de paradigmas e de consciência ambiental aconteceram até os tempos atuais resultando em formas mais justas de lidar com as questões relativas ao meio ambiente. Face à gama de informações existentes acerca dos impactos ambientais que causamos a todo instante e aos recursos de que dispomos para a busca de soluções ou formas de mitigar esses impactos, não poderemos jamais alegar ignorância sobre o tema ambiental. Uma vez que tenhamos como base a doutrina espírita, que nos situa como seres espirituais atuando nos planos material e espiritual, estejamos certos de nossa maior responsabilidade em atuar positivamente em também nas questões relativos ao meio ambiente. A verdadeira vida real é a espiritual, bem o sabemos. Mas esta não pode ser a justificativa para nosso descuido e desinteresse das questões que urgem serem conhecidas para as necessárias mudanças de nossos pensamentos e por conseqüência, de nossos maus hábitos junto a milhares de outros companheiros de jornada. Espíritos imortais que somos, onde quer que estejamos, por onde quer que passemos e com quem estivermos lembremos sempre da nossa imprescindível possibilidade e condição de colaboração no equilíbrio do Universo e da vida das criações divinas. Considerando este belo planeta azul, onde nos foi dada a oportunidade de estar, lembremos que somos apenas pequeninas peças na imensa e perfeita obra do Criador. Apenas viajores com passagens fugazes por aqui. Mas uma vez que saibamos que nossos pensamentos e atos interferem determinantemente psicosfera da Terra, que sejam nossas, as iniciativas e os exemplos de agir corretamente em nosso dia–a-dia, em tudo que diz respeito à melhoria do ambiente em que vivemos, bem como a colaboração para a conscientização daqueles menos favorecidos pela informação. ♥

[close]

p. 4

E Visita ao Túmulo de Kardec e, as segundas, chemins (caminhos em francês). Cada avenida e cada caminho tem um nome e delimitam as quadras, que por sua vez também são numeradas. O túmulo de Kardec é o de número 2, na quadra 44. Tudo isso consta do mapa do cemitério, que compramos na entrada. Então, seguindo o mapa, consegue-se encontrar, com relativa facilidade, a sepultura de nosso mestre Lionês. O túmulo de Kardec tem inspiração druídica, em virtude de sua existência anterior na Gália, de onde veio o pseudônimo do professor Rivail. Sobre o túmulo de Kardec existe um dólmen, que é uma construção formada por uma grande pedra achatada, colocada sobre outras em posição vertical. Na pedra do alto do túmulo de Kardec está escrito o lema da doutrina espírita: "Nascer morrer, renascer ainda, progredir sem cessar, tal é a lei”. (Naître, mourir, renaître encore et progresser sans cesse, telle est la Loi ). Ricardo Oliveira Père Lachaise stive recentemente na França junto com minha mãe, oportunidade em que visitamos o túmulo de Allan Kardec e, numa conversa com Raul, contei sobre nossa viagem, e, em particular, da visita que fizemos ao cemitério de Père Lachaise, onde Kardec foi sepultado. Dessa maneira, como tirei fotos do cemi tério - o qual muitas pessoas têm vontade de conhecer – e um novo número da Voz da UMEN estava para sair, resolvi colaborar, pois, além de tudo, gosto de escrever. A visita foi no penúltimo dia em que estivemos em Paris, 19 de junho de 2014, para agradecer a oportunidade que a vida nos deu e a proteção espiritual recebida durante toda nossa estadia. O dia estava muito agradável. Fomos ao cemitério de metrô, onde pegamos a linha 03 e descemos na estação que leva o nome do cemitério – Père Lachaise. O cemitério fica no 20º “arrondissement” de Paris, a mais ou menos três quilômetros da Praça da Bastilha. (os arrondisements correspondem a uma divisão administrativa da cidade de Paris, num total de vinte arrondissements municipais). O cemitério é o maior de Paris e é uma das atrações turísticas da cidade (entre outras, de maior destaque - Torre Eiffel, Igreja de Notre Dame, Museu do Louvre, etç..). É lá onde está enterrado, além de Kardec, o cantor Jim Morrison, escritores como Oscar Wilde, Honoré de Balzac e Marcel Proust, atrizes como Sarah Bernhardt, cantoras como Édith Piaf e compositores como Frédéric Chopin. Mas eu e mamãe fomos lá mesmo visitar o túmulo de Kardec. E como encontrar a sepultura de Kardec? O cemitério é todo cortado por ruas maiores e menores: as primeiras são chamadas avenues (avenidas) Protegido pelo dólmen encontra-se o busto de Allan Kardec, colocado sobre um pilar onde se encontra a inscrição com esta epígrafe: Busto de Kardec “Todo efeito tem uma causa; todo efeito inteligente tem uma causa inteligente; a potência da causa inteligente está na razão da grandeza do efeito”.

[close]

p. 5

Durante nossa visita observamos o carinho e o respeito das pessoas com Kardec: preces, meditação, silêncio, emoção, alegria, satisfação. Pelo que soubemos, o túmulo de Kardec é um dos mais visitados do cemitério. E, de fato, além de tudo, é bonito, bem conservado e cheio de flores, como se pode ver nas fotos. Aproveitamos a visita para pedir ao nosso mestre que proteja e ilumine nossa UMEN, seus tarefeiros, freqüentadores, dirigentes, nossos guias e orientadores espirituais, nossas famílias e amigos e que a doutrina espírita e o amor cristão cada vez mais envolva toda a humanidade. ♥ Ricardo Oliveira e Regina Maris NO COMBATE AO A ASSISTÊNCIA VÍCIO DO FUMO SOCIAL DISTRIBUE No mês de julho, o Grupamento de Assistência Sócioeconômica distribuiu aos matriculados 630 quilos de gêneros alimentícios, 120 peças de roupas diversas, principalmente agasalhos, afora 75 cobertores e 5 enxovais completos de recémnascido. Prosseguem todos os trabalhos e são mantidas todas as campanhas aqui já referidas. E aqui o nosso apelo para que não se esqueçam de que o seu quilo é precioso à mesa do assistido. A Voz da UMEN - Julho/Agosto de 1970 Interessante prospecto vindo de Belo Horizonte foi reproduzido como contribuição da Semana Espírita Macaense e resulta, segundo seu próprio contexto, da recordação de uma aula no plano espiritual. Seu conteúdo reverbera o vício do fumo. Diz a mensagem: "Não se apegue às desculpas, porque, no fundo, você sabe que tudo isso é mentira. Cada maço de cigarro que você fuma é menos pão e leite para o seu lar. Cada fósforo que você risca é suor que queima sem proveito Lembre-se que tenho algumas afinidades com a tuberculose e o câncer Que esta útil iniciativa seja mais divulgada e que toque realmente, a sensibilidade de muitos, são os nossos desejos." A Voz da UMEN - Julho/Agosto de 1970

[close]

p. 6

INDEPENDÊNCIA DO BRASIL: SETE DE SETEMBRO imputadas aos seus despojos físicos, Tiradentes recebia carinhosamente nos braços de Ismael a elucidação do plano superior: “— Irmão querido — exclamava ele — resgatas hoje os delitos cruéis que cometeste quando te ocupavas do nefando mister de inquisidor, nos tempos passados. Redimiste o pretérito obscuro e criminoso, com as lágrimas do teu sacrifício em favor da Pátria do Evangelho de Jesus.” Prosseguia ainda o nobre instrutor: - “Se o Brasil se aproxima da sua maioridade como nação, ao influxo do amor divino, será o próprio Portugal quem virá trazer, até ele, todos os elementos da sua emancipação política, sem o êxito incerto das Colégio Piratininga revoluções feitas à custa do sangue fraterno, para m importante conclave espiritual no Colégio multiplicar os órfãos e as viúvas na face sombria Piratininga em São Paulo, extensa falange do plano da Terra...” A história, já nossa conhecida, relata que ao invisível se reunia, sob a orientação de Ismael zelador espiritual do Brasil, para deliberar sobre os retornar a Portugal por questões politicas, D. João graves acontecimentos ocorridos. Visando atenuar VI deixara aqui seu filho D. Pedro, para que a expectativa vigente em todos os corações ligados mantivesse o vinculo governamental da coroa à pátria do Evangelho, Ismael elucida portuguesa. O país mergulhava então em período carinhosamente: “— A independência do Brasil, meus irmãos, já se opressivo no campo da politica e da economia, mas encontra definitivamente proclamada. Desde 1808, a caravana de Ismael, sempre presente, desvelavaninguém lhe podia negar ou retirar essa liberdade. se pelo cultivo das ideias liberais no coração da pátria e, através A emancipação da de processos Pátria do indiretos, Evangelho procurava consolidou-se, espalhar por porém, com os todos os setores fatos verificados da terra do nestes últimos dias Cruzeiro as e, para não sementes da quebrarmos a força fraternidade e dos costumes do amor. terrenos, “É então que escolheremos agora a personalidade uma data que espiritual assinale aos daquele que fora pósteros essa o Tiradentes liberdade Proclamação da Independência, de François­René Moreaux (1844) procura o indestrutível." Na verdade os ideais de independência já se mensageiro de Jesus, solicitando-lhe o conselho faziam presentes mesmo no século anterior. esclarecido, quanto à solução do problema da Ainda que traído e incompreendido, Tiradentes independência: chamara para si a responsabilidade do frustrado — Anjo amigo — inquire ele — não será agora o movimento da “Inconfidência mineira” e a 21 de instante decisivo para nossa atuação? Por toda abril de 1792, sem precisar tomar parte nas ações parte há uma exaltação patriótica nos ânimos. As Márcia Almeida E

[close]

p. 7

Tiradentes possibilidades estão dispersas, mas poderíamos reunir todas as forças, para o fim de derrubar as últimas muralhas que se opõem à liberdade da Pátria do Evangelho. — Meu irmão —, pondera Ismael sabiamente — o momento da emancipação brasileira não tardará no horizonte de nossa atividade; todavia, precisamos articular todos os movimentos dentro da ordem construtiva, a fim de que não se percam as finalidades do nosso trabalho. O problema da liberdade é sempre uma questão delicada para todas as criaturas, porque todos os direitos adquiridos se fazem acompanhar de uma série de obrigações que lhes são correlatas. Cumpre considerar que toda elevação requer a plena consciência do dever a cumprir; daí a delicadeza da nossa missão, no sentido de repartir as responsabilidades. Precisamos difundir a educação individual e coletiva, dentro das nossas possibilidades, formando os Espíritos antes das obras. No problema em causa, temos de aproveitar a autoridade de um príncipe do mundo, para levar a efeito a separação das duas pátrias com o mínimo de lutas, sem manchar a nossa bandeira de redenção e de paz com o pungente espetáculo das lutas fratricidas. Cerquemos o coração desse príncipe das claridades fraternas da nossa assistência espiritual. Povoemos as suas noites de sonhos de amor à liberdade, desenvolvendo-lhe no espírito as noções da solidariedade humana.” A independência do Brasil já estava na verdade proclamada com a audaciosa desobediência de D. Pedro às determinações da metrópole portuguesa, ao exigir seu imediato retorno, que ficou conhecido como o “Dia do Fico”. Dirigindo-se a Tiradentes, que se encontrava presente à reunião no Colégio Piratininga, entre os companheiros de imensa falange do plano invisível, rematava Ismael: “— O nosso irmão, martirizado há alguns anos pela grande causa, acompanhará D. Pedro em seu regresso ao Rio e, ainda na terra generosa de São Paulo, auxiliará o seu coração no grito supremo da liberdade. Uniremos assim, mais uma vez, as duas grandes oficinas do progresso da pátria, para que sejam as registradoras do inesquecível acontecimento nos fastos da história.” Tiradentes acompanhou o príncipe na volta ao Rio de Janeiro e às margens do rio Ipiranga, este deixa escapar o famoso grito de “Independência ou Morte!”, sem suspeitar de que era dócil instrumento de um emissário invisível, que velava pela grandeza da pátria. Como elucida Humberto de Campos: “- Eis por que o Sete de Setembro passou à memória da nacionalidade inteira como o Dia da Pátria e data de sua libertação. Tal fato representa a adesão intuitiva do povo aos elevados desígnios do mundo espiritual, ainda que não possa ser percebido da maioria dos estudiosos de nosso plano.”♥ Texto baseado no livro “Brasil coração do mundo, pátria do Evangelho” de Humberto de Campos, psicografia de Francisco Cândido Xavier, capítulos: “ A inconfidência mineira” , “No limiar da independência” e “ A independência”.

[close]

p. 8

RAIVA E MORTALIDADE EM PACIENTES INFARTADOS variabilidade da frequência cardíaca. Os pacientes foram acompanhados por uma média de 97 meses para eventos maiores, tais como morte cardiovascular e infarto não fatal. Neste período aconteceram 51 eventos. A análise multivariada indicou que aqueles com uma pontuação mais elevada de raiva e irritabilidade tinham uma probabilidade 2,3 vezes maior de ter um novo evento em relação aos de pontuação menor. Da mesma forma, os que tinham os maiores valores na avaliação do perfil de stress tinham um risco de novos eventos aumentado em 1,9 vezes. O que é muito importante é que estes valores são superiores a todos os outros biomarcadores clínicos, eletrocardiográficos e de laboratório considerados. Os autores recomendam o levantamento do perfil dos pacientes infartados antes da alta hospitalar, para acompanhamento psicológico daqueles com risco mais elevado. Devemos ressaltar que esta é uma amostra pequena, mas significativa no tempo de acompanhamento (mais de 8 anos em média). Serve como estímulo para novas Leonardo Soares C aros amigos espíritas, todos sabemos o papel importante que as emoções têm na vida diária e na saúde das pessoas. As emoções negativas, como raiva, depressão, isolamento social e hostilidade, assim como ansiedade e stress, são cardiotóxicas, enquanto as positivas, como empatia, imaginação e bom humor são cardioprotetoras. Um interessante trabalho, apresentado no Congresso Europeu de Cardiologia, em 2011, em Paris, mostrou o resultado de um estudo com 228 pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio, em 13 Unidades Coronarianas da Itália. Os pacientes foram submetidos a dois questionários específicos para avaliar o perfil psicológico de cada um: um para determinar sentimentos de raiva, hostilidade e irritabilidade reprimida, e outro para definir o nível de ansiedade e stress. Também foram considerados os fatores de risco tradicionais, tais como sexo, idade, alterações nos marcadores de necrose miocárdica, função do Ventrículo Esquerdo Cardíaco e a pesquisas, da relação das emoções positivas e negativas com a cardiopatia isquêmica e a influência que a abordagem apropriada tem na recuperação total do paciente. Desta maneira, podemos perceber que a Medicina começa a estudar este assunto que já foi abordado por Emmanuel, através da psicografia de Francisco Cândido Xavier, no livro “O Consolador”, na pergunta 181. "A cólera não resolve os problemas evolutivos e nada mais significa que um traço de recordação dos primórdios da vida humana em suas expressões mais grosseiras. A energia serena edifica sempre, na construção dos sentimentos purificadores; mas a cólera impulsiva, nos seus movimentos atrabiliários, é um vinho envenenado de cuja embriaguez a alma desperta sempre com o coração tocado de amargosos ressaibos.” ♥ Título do artigo de referência: 3754: Anger predicts long­term mortality in patients with myocardial infarction, Abstract, ESC Congress 2011. Baseado em artigo publicado em “Diagnósticos em Cardiologia” Ano 14 Nº47 NOV/DEZ – 2011.

[close]

p. 9

ESTUDANDO A DOUTRINA ESPÍRITA NECESSIDADE DA ENCARNAÇÃO Francisco Rebouças 25. É um castigo a encarnação e somente os Espíritos culpados estão sujeitos a sofrêla? A passagem dos Espíritos pela vida corporal é necessária para que eles possam cumprir, por meio de uma ação material, os desígnios cuja execução Deus lhes confia. É-lhes necessária, a bem deles, visto que a atividade que são obrigados a exercer lhes auxilia o desenvolvimento da inteligência. Sendo soberanamente justo, Deus tem de distribuir tudo igualmente por todos os seus filhos; assim é que estabeleceu para todos o mesmo ponto de partida, a mesma aptidão, as mesmas obrigações a cumprir e a mesma liberdade de proceder. Qualquer privilégio seria uma preferência, uma injustiça. Mas, a encarnação para todos os Espíritos, é apenas um estado transitório. E uma tarefa que Deus lhes impõe, quando iniciam a vida, como primeira experiência do uso que farão do livre arbítrio. Os que desempenham com zelo essa tarefa transpõem rapidamente e menos penosamente os primeiros graus da iniciação e mais cedo gozam do fruto de seus labores. Os que, ao contrário, usam mal da liberdade que Deus lhes concede retardam a sua marcha e, tal seja a obstinação que demonstrem, podem prolongar indefinidamente a necessidade da reencarnação e é quando se torna um castigo. - S. Luís. (Paris, 1859.) 26. NOTA. - Uma comparação vulgar fará se compreenda melhor essa diferença. O escolar não chega aos estudos superiores da Ciência, senão depois de haver percorrido a série das classes que até lá o conduzirão. Essas classes, qualquer que seja o trabalho que exijam, são um meio de o estudante alcançar o fim e não um castigo que se lhe inflige. Se ele é esforçado, abrevia o caminho, no qual, então, menos espinhos encontra. Outro tanto não sucede àquele a quem a negligência e a preguiça obrigam a passar duplamente por certas classes. Não é o trabalho da classe que constitui a punição; esta se acha na obrigação de recomeçar o mesmo trabalho. Assim acontece com o homem na Terra. Para o Espírito do selvagem, que está apenas no início da vida espiritual, a encarnação é um meio de ele desenvolver a sua inteligência; contudo, para o homem esclarecido, em quem o senso

[close]

p. 10

moral se acha largamente desenvolvido e que é obrigado a percorrer de novo as etapas de uma vida corpórea cheia de angústias, quando já poderia ter chegado ao fim, é um castigo, pela necessidade em que se vê de prolongar sua permanência em mundos inferiores e desgraçados. Aquele que, ao contrário, trabalha ativamente pelo seu progresso moral, além de abreviar o tempo da encarnação material, pode também transpor de uma só vez os degraus intermédios que o separam dos mundos superiores. Não poderiam os Espíritos encarnar uma única vez em determinado globo e preencher em esferas diferentes suas diferentes existências? Semelhante modo de ver só seria admissível se, na Terra, todos os homens estivessem exatamente no mesmo nível intelectual e moral. As diferenças que há entre eles, desde o selvagem ao homem civilizado, mostram quais os degraus que têm de subir. A encarnação, aliás, precisa ter um fim útil. Ora, qual seria o das encarnações efêmeras das crianças que morrem em tenra idade? Teriam sofrido sem proveito para si, nem para outrem. Deus, cujas leis todas são soberanamente sábias, nada faz de inútil. Pela reencarnação no mesmo globo, quis ele que os mesmos Espíritos, pondo-se novamente em contacto, tivessem ensejo de reparar seus danos recíprocos. Por meio das suas relações anteriores, quis, além disso, estabelecer sobre base espiritual os laços de família e apoiar numa lei natural os princípios da solidariedade, da fraternidade e da igualdade. ♥ Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. IV, itens 5 a 7 FOI NOTÍCIA NA UMEN Seminário: Planejamento Reencarnatório m um clima de harmoniosa fraternidade, foi realizado no dia 27 de abril, na UMEN, o seminário intitulado Planejamento Reencarnatório, sob a coordenação da expositora Carmem Silveira. Trazendo os principais conceitos e esclarecimentos sobre o tema com base nas obras básicas da Doutrina Espírita, a expositora conduziu o encontro de maneira dinâmica e elucidativa, conversando sobre a reencarnação e o processo de planejamento reencarnatório, discorrendo sobre as provas escolhidas, a benção do esquecimento e as possibilidades de escolha das provas e/ou missões de acordo com a evolução moral de cada espírito. A expositora deixou também uma mensagem aos jovens, para a necessidade de que esses estejam sempre em contato com o estudo doutrinário e a evangelização, mesmo havendo os empecilhos materiais e impedimentos sociais, pois essa é a melhor forma de se abastecerem de vibrações positivas e conhecimento cristão que os ajudarão a conduzir melhor as suas vidas e os deixarão espiritual e moralmente mais preparados para lidarem com as mazelas que surgirão no caminho. E Carla Antunes

[close]

p. 11

Seminário: Os Desafios da Família no Século XXI Carla Antunes F cidade de Niterói. O assunto principal da exposição foi relacionado ao preparo dos pais para receberem aqueles que serão seus futuros filhos na vereda familiar. A expositora mencionou, igualmente, as questões referentes aos processos de “naturalização” de posturas e condutas equivocadas da sociedade que acabam sendo assimiladas no ambiente familiar, transformando por vezes o campo vibratório do lar, pela falta de vigilância e discernimento. Os momentos finais do evento foram reservados para debater perguntas e comentários feitos pelos presentes, num clima fraterno e interativo, em que Lúcia Moysés buscou um diálogo que pudesse promover de forma ilustrativa e agradável o esclarecimento de um tema tão importante em nosso âmbito familiar. oi realizado no dia 03 de maio, das 18 às 20 horas, na UMEN, o seminário intitulado Os Desafios da Família no Século XXI, sob a coordenação da expositora Lúcia Moysés. Com o intuito de proporcionar um momento de conversa fraterna entre os companheiros presentes ao evento, a expositora trouxe temas relacionados aos desafios da família no momento atual da humanidade, temas esses abordados em seu último livro Educar os filhos, compromisso inadiável, cujo lançamento foi realizado na FESTA JUNINA DA UMEN e FEIRÃO BENEFICENTE PRÓ CASA MARIA DE MAGDALA nossa estimada Equipe de Eventos, com muito carinho, dedicação e alegria; não mediram esforços para tornar possível esse encontro fraterno tanto na Festa Junina da UMEN quanto no Feirão Beneficente Pró Casa Maria de Magdala. Ressaltamos que os responsáveis pelo setor de alimentação, assim como os que doaram sucos, refrigerantes, doces salgados deliciosos, foram bastante elogiados pela qualidade dos quitutes e pela presteza no atendimento. A Festa Junina, muito animada, agradou crianças e adultos. O trabalho no Feirão foi primoroso e o “bacalhau” foi um sucesso, com pedidos da organização do evento para que no próximo ano, aumentemos a quantidade das refeições, visto que várias pessoas não conseguiram provar o nosso almoço. Parabenizamos a Coordenação do DERT pela realização desses encontros em que nos confraternizamos alegremente e nos divertimos bastante! A

[close]

p. 12

8° ENCONTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO O Teatro Popular de Niterói encontro teve como palestrante Haroldo Dutra Dias e também a participação de músicos espíritas do município de Niterói, como Robson Ribeiro e Anatasha Meckenna. Para tratar dos desafios enfrentados pela comunicação social espírita nos dias de hoje, Haroldo utilizou o capítulo “Nós Devemos”, do livro “Levantar e Seguir” ditado pelo espírito Emmanuel. A página lembra a nossa responsabilidade com o próximo, já que todos nós somos devedores de alguma forma, pois “é justo que quem saiba se constitua em devedor de quem ignora, quem tenha se reconheça como devedor de quem não possua”. Graças a esse equilíbrio, temos espíritos afortunados que estão sempre cuidando de nós. As novas tecnologias também foram lembradas por ele. Haroldo defendeu a utilização dos novos meios de comunicação (Facebook, XAVIER, Francisco Cândido. Levantar e seguir. Twitter, podcast, aplicativos, vídeos e filmes) para Ditado pelo espírito Emmanuel. 2. ed. São Paulo: propagação da doutrina espírita, citando Paulo GEEM, 2007. como um precursor deste proceder, pois o apostolo dos gentios utilizou o que havia de mais moderno em sua época para difundir o evangelho, as cartas. Lembrou também da importância de Paulo como orador e que o seu exemplo deve ser seguido pelos expositores espíritas. Na parte da tarde Haroldo Dutra esteve no Instituto Espírita Bezerra de Menezes e fez uma palestra direcionada aos jovens. Ele contou a sua história de vida para alertar sobre a responsabilidade com as escolhas que fazemos e em como nossas ações ou omissões definirão nossas vidas. Haroldo terminou a exposição reforçando a importância da casa espírita, principalmente para os jovens que estão vivenciando uma parte importante de suas vidas como a escolha da profissão, relacionamentos e exposição ao álcool e as drogas. Elaine Passos

[close]

Comments

no comments yet