PPP EDUCAÇÃO INFANTIL 2014

 

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EDUCAÇÃO INFANTIL

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CENTRO EDUCACIONAL INFANTIL EVANGÉLICO CRIANÇA FELIZ “JESUS DISSE: DEIXAI VIR A MIM TODAS AS CRIANCINHAS, NÃO AS EMBARACEIS PORQUE DAS TAIS É O REINO DE DEUS” PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO SÃO JOSÉ 2014 1

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SUMÁRIO 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. APRESENTAÇÃO IDENTIFICAÇÃO DO CEI INTRODUÇÃO MISSÃO VISÃO VALORES PRINCÍPIOS OBJETIVOS HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO CONCEPÇÃO DE CRIANÇA CONCEPÇÃO INTERACIONISTA CRIANÇA E AVALIAÇÃO RELAÇÃO FAMÍLIA-INTITUIÇÃO-COMUNIDADE PLANO CURRICULAR FUNDAMENTOS ÉTICO-POLÍTICOS PRINCÍPIOS BÍBLICOS 17. FUNDAMENTOS DIDÁTICO-PEDAGÓGICOS 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. ORGANIZAÇÃO DO COTIDIANO PRINCIPAIS ATIVIDADES CAPACITAÇÃO DOS PROFESSORES QUADRO FUNCIONAL ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO RELAÇÃO PROFESSOR-CRIANÇA METAS DE ATENDIMENTO PERFIL SÓCIO ECONÔMICO DA COMUNIDADE ATENDIDA REGIMENTO DE FUNCIONAMENTO ANEXOS REFERÊNCIAS 2

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1. APRESENTAÇÃO NOME E LOCALIZAÇÃO DO CENTRO EDUCACIONAL INFANTIL Centro Educacional Infantil Criança Feliz - CEI Rua: Otto Julio Malina,1306 - Ipiranga (0**48) 33579400 85.501-050 São José - SC O Projeto Político Pedagógico do CEI Criança Feliz, mantida pela CVM, mais conhecida como Creche e Orfanato Vinde a mim as criançinhas, nasceu com o propósito de pensar, avaliar e redirecionar o atual processo educativo da instituição, bem como se adequar a Lei 9394/96 que rege o sistema educacional brasileiro. Os conteúdos foram construídos, pensados e projetados pelas crianças e profissionais envolvidos que atuam neste Programa. Projeto que tiveram, em seus realizadores, seus olhos voltados para a realidade presente nas práticas diárias e também para a necessidade de transformações e mudanças. Primeiramente se fez necessário conhecer a realidade individual e social de cada criança, a partir da interação e observação diária com elas e com seus familiares, para uma compreensão mais adequada da forma de funcionamento de cada criança, assim como os conceitos permeados por este funcionamento, a fim de construir um plano de ação com base nas necessidades reais do público alvo atendido. Outras atividades também foram imprescindíveis para construção deste Projeto Político Pedagógico, tais como: - conversas informais com docentes e equipe administrativa que possibilitaram a coleta de alguns dados; - questionários a cada docente buscando entender e avaliar o presente, além de apontar melhorias para o futuro; - reuniões com os pais refletindo sobre o desenvolvimento de seus filhos; - encontros junto aos docentes para discussão de idéias e elaboração dos textos que resultaram o presente documento. Através das reuniões com os profissionais e com os pais buscou-se uma reflexão desta realidade relacionando com um embasamento teórico mais apropriado as necessidades e prioridades das crianças e da instituição. 3

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Nosso objetivo é de melhor servir a comunidade para que possamos crescer juntos a cada dia como profissionais, instituições e pessoas, auxiliando assim o processo de construção físico e intelectual da criança. 2.0 - IDENTIFICAÇÕES DO CEI Desde sua criação até a presente data, o CEI Criança Feliz tem primado por um relacionamento aberto, sincero e em constante crescimento com aqueles que têm sido seus parceiros e têm entregado os filhos aos cuidados desta instituição Com o decorrer dos anos, esse relacionamento CEI – família tem sido aprimorado e estendido também a toda à comunidade. Hoje, o CEI Criança Feliz – Educação Infantil está autorizada pela Resolução 003/99 do Conselho Municipal de Educação de São José de acordo com o Parecer nº20/07 e é mantida pela CVM e conta com duzentos e setenta e oito crianças. O alvo almejado é que a dedicação da equipe e o trabalho com cada criança, famílias e comunidade seja aprimorado a cada ano e sustentado por Deus, para que Ele manifeste-se na prática diária atuando como elo sustentador nesta ação pedagógica. 3. INTRODUÇÃO A sociedade contemporânea está cada vez mais globalizada e em todas as instâncias vê-se uma tendência cada vez maior da qualificação e organização do trabalho. A educação e conseqüentemente o centro de educação infantil, não podem mais estar à margem desta situação, tendo em vista que ela é a gênese da formação científica e profissional do ser humano, quiçá sua única fonte de aquisição de conhecimentos. Assim, depara-se neste momento com a importância da Educação Infantil, como agente formador e transformador. A Educação Infantil constitui-se como um espaço privilegiado no qual a criança inserida em uma cultura prossegue sua caminhada para aprender, relacionando-se com novos ambientes e preparando-se para dar sua contribuição no processo social de se fazer cidadão. 4

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Atualmente o Centro de Educação Infantil deixou de ter aquele velho caráter assistencialista que apenas “cuida” e também sanitarista que acha que a criança é um ser frágil. Ao contrário deste paradigma a Instituição de Ensino hoje é um local que oportuniza a apropriação dos saberes visando à formação de cidadãos “Sujeitos de direitos”, éticos, críticos e conscientes de seu papel na sociedade. Orientado por objetivos educacionais claros, o processo de humanização será alcançado na medida em que a criança vivencia experiências positivas de socialização. Daí a importância de ter-se um Projeto Político Pedagógico que seja norteador de nossa prática, um leme para nossas ações do cotidiano, para que as mesmas não se percam em meio aos embates do dia-a-dia. O PPP é uma proposta flexível a ser concretizada nos projetos educacionais, planejados semanal, e anualmente. Nela estão contidas as tendências pedagógicas utilizadas na Creche, bem como o sistema de estimulação, acompanhamento do crescimento e desenvolvimento das crianças. As metas aqui propostas efetivar-se-ão em parceria com toda a comunidade escolar e com o real comprometimento de todos os profissionais que a elaboraram. Fundamenta-se na construção de um conhecimento que não é pronto e acabado, mas que está em permanente avaliação e reformulação, de acordo com os avanços dos principais paradigmas educacionais da atualidade ou outras alterações que se fizerem necessárias. Não deseja ser, portanto um manual de ação pedagógica, mas um caminho aberto para ser enriquecido pela dinâmica da prática, tanto nos aspectos estruturais, como nos conteúdos e metodologia educacionais praticados. Pretende-se que este PPP seja o impulsor e condutor do bom desempenho deste CEI. 5

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4. MISSÃO Socializar o atendimento à população de baixo poder aquisitivo, em parceria com organizações governamentais, não governamentais e pessoas físicas, na busca de soluções para os problemas das crianças, adolescentes e adultos excluídos, visando à formação de mulheres e homens críticos e responsáveis, promovendo valores e rompendo paradigmas. 5. VISÃO Ser referência na área social, buscando aprimoramento contínuo e inovador pelas ações. 6. VALORES • • • • • • • • • Prática de uma ética adequada a todos; Transparência; Credibilidade; Competência; Melhoria contínua; Excelência nas atividades desenvolvidas; Integridade; Valorização das pessoas; Seriedade. 7. PRINCÍPIOS • • • • • • • • Resultado dos serviços prestados; Compromisso com os mais carentes; Valorização da equipe de trabalho; Cuidar de vidas; Profissionalismo; Organização; Responsabilidade; Busca de reconhecimento dos serviços oferecidos. 6

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8. OBJETIVOS • • • • • • • • • • • Promover o desenvolvimento pleno e integral das crianças de cinco meses a cinco anos; Valorizar os conhecimentos histórica e socialmente adquiridos; Estimular as múltiplas competências; Produzir conhecimento; Garantir o pleno exercício de seus direitos como sujeito ativo de sua história; Ampliar suas experiências e seus conhecimentos sobre a realidade local e universal; Elaborar e apropriar-se de sua autonomia; Da atenção individual enquanto ser social; Do movimento, do contato com a natureza e da expressão corporal em espaços amplos; Promover brincadeiras, teatralidade, musicalidade, poesia, historias e artes plásticas; Garantir livre expressão e manifestação de sua criação e de seu imaginário; 9. HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO A Creche e Orfanato Vinde a Mim as Criancinhas - CVM, uma entidade filantrópica particular, sem fins lucrativos, foi fundada em 1º de novembro de 1978 e atende as necessidades comunitárias tendo como finalidade o amparo à infância desprovida de cuidados, proteção e orientação inadequada. A CVM mantém seus princípios dentro das Escrituras Sagradas de Jesus Cristo, visando uma formação dos indivíduos fundamentada na fé e amor cristão, para superação das adversidades do dia a dia. Tem como princípio que, “a vida em família é a mais alta expressão da civilização”, e que “nenhuma criança deverá ser retirada do lar, apenas por motivo de pobreza”. Ampara a criança, buscando proporcionar um futuro melhor e digno para todos. Iniciou suas atividades graças a pessoas abnegadas inabaláveis, colocaram o ideal de amor ao próximo como gerador vivo desta batalha para um mundo melhor. 7

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Esta é uma guerra travada com carinho, bondade, assistência e compreensão. Tudo começo pequeno no tamanho, mas enorme no objetivo. Amparando a criança carente em todos os momentos, forjava de imediato o caráter digno de uma vida, proporcionando um futuro melhor e justo para todos. Muitas foram às dificuldades, muita promessa não cumprida, mais nada desfaleceu o ideal inicial. Atendendo uma população constituída de pessoas de baixa renda, devido sua localização próxima aos bairros de pequeno potencial econômico, mantendo programas de desenvolvimento comunitário. Sem férias ou interrupções na assistência, são 24 horas diárias de dedicação com doze meses diretamente legados a criança e ao adolescente. Aqui meninos de rua transgridem a ansiosa vida de rua e aprendem nova profissão. Considerando a necessidade de melhorar a eficiência do atendimento integral da criança e adolescente, através de ações concretas, criamos mecanismos capazes de assegurar a qualidade de melhor atender, garantindo respeito do estatuto da criança e adolescente, onde a família tem que ser o fator principal de todo atendimento. O trabalho até aqui desenvolvido tem demonstrado uma maturidade alcançado a experiência de todos os envolvidos. Chegamos aqui graças ao apoio e confiança de pessoas, empresas e instituições que acreditam em um futuro melhor e mais humano para todos. Acreditamos que este trabalho seja uma oportunidade e um recurso sério para realizar mudanças positivas e completas, visando um mundo mais justo, mais igualitário e mais fraterno para essas crianças e adolescente. A tanto o que fazer, mesmo que muito já tenha sido feito; felizmente todos podem participar pois é uma luta que a gloria só se sentirá no coração. O resultado obtido pela CVM, nestes 30 (trinta) anos deixa clara a importância desta instituição para as mais dez mil famílias assistidas nos vários programas desenvolvidos, tais como: Educação infantil (creche e pré-escola) Casa lar (orfanato), Comunidade Terapêutica (Centro de recuperação) e cursos profissionalizantes, entre outros. O trabalho até aqui desenvolvido foi árduo, mais os seus resultados demonstram que foram importantes. O trabalho produzido até então, é de grande alcance social, fornecendo uma assistência aos mais desprovidos, principalmente crianças e adolescentes, contabilizados em números que evidenciam sua expressão. Melhorando a qualidade e eficiência do atendimento, através de ações concretas, foi construído mecanismos capazes de assegurar uma melhor qualidade garantindo os 8

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princípios de Jesus Cristo, e assegurando Adolescente ECA. os preceitos do Estatuto da Criança e Ao longo destas três décadas de existência, a CVM vem contribuindo para um melhor desenvolvimento de milhares de crianças e adolescentes, chegando até aqui, com a ajuda de Deus, pela sua ação de sensibilizar pessoas, que deram apoio e acima de tudo confiaram em um futuro melhor. 10. CONCEPÇÃO DE CRIANÇA O ser humano é feito de tempo e, cada temporalidade tem a sua especificidade. Miguel Arroyo É desta maneira que o CEI-Criança Feliz percebe a criança, um Sujeito temporal, social, íntegro e de direitos, mas também com necessidades. É na interação com outras pessoas que estas necessidades vão sendo satisfeitas. Além das necessidades físicas – alimentação, abrigo etc., elas têm também as necessidades psicológicas e afetivas – carícias, incentivos, que constituem seu desenvolvimento. Este se dá a partir das interações com o meio e ao acesso que este lhe dá aos instrumentos sejam físicos (comida, colher, mesa) ou simbólicos (cultura, costumes, tradições, conhecimentos). Desta forma, respeitamos a temporalidade delas sabendo que agora é hora de brincar, de jogar, de imaginar, recrear. Também sabemos que a criança é um sujeito social, razão pela qual não as dissociamos de sua herança cultural partindo desta para construir novas aprendizagens. Quando falamos em aprendizagem, não estamos falando em espaços tradicionalmente organizados – com mesas e cadeiras enfileiradas e conteúdos “empurrados”. Falamos em utilizar seu conhecimento prévio para construção de novos, 9

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lançando mão das ferramentas peculiares à idade, valorizando a percepção dos mesmos e a relação que se dá entre os pares. Nosso grande desafio é construir uma abordagem ampla em torno do desenvolvimento social e cultural da criança – manifestado no físico, na mente, nas múltiplas linguagens, e nas relações da criança com adultos e outras crianças, sendo contemplados todos os direitos da criança. Essa idéia tem que ficar bem clara. Não é tempo da escola, não é ciclo da escola, nem progressão continuada ou descontinuada, nada disso. É algo mais elementar. É partir do pressuposto de que cada pessoa, em cada tempo da vida, vai se constituindo como sujeito cognitivo, afetivo, ético, cultural, social, corpóreo, estético etc., em cada tempo. Então, a preocupação fundamental passa a ser esta: como entendermos melhor o que acontece em cada tempo da vida, como entendermos melhor, em cada tempo, a mente humana, a socialização, as aprendizagens, a construção das identidades. Em síntese, como organizar o processo pedagógico escolar para dar conta dessa diversidade de tempos, ciclos de sociabilização, de aprendizado, de construção dos sujeitos humanos. (Miguel Arroyo) 11. A CONCEPÇÃO INTERACIONISTA A concepção interacionista considera que fatores biológicos e sociais não podem ser dissociados e influenciam-se mutuamente, existindo a reciprocidade entre o indivíduo e o meio. Ela vê a aquisição de conhecimentos como um processo de construção lenta e gradual que se inicia com o nascimento e continua por toda a vida. Essa construção vai depender da relação que o indivíduo estabelece com o ambiente, da forma como percebe e responde às solicitações e estimulações do meio. São fundamentais as interações que a criança estabelece com os adultos e outras crianças. A Instituição é o palco da ação pedagógica, onde deve acontecer toda a vivência da criança no caminho da construção do seu conhecimento, proporcionando um ambiente físico, emocional e social que atenda às reais necessidades de todos que dela fazem parte. 10

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O professor é o mediador entre o pensamento original da criança (um ser que pensa e que tem uma série de hipóteses sobre o mundo, baseadas em suas experiências e nas interações que estabelece em seu meio cultural) e o reconhecimento socialmente organizado. Tem o papel, além de mediador, de facilitador, de orientador dos ambientes físico, emocional e social, necessitando para tanto, conhecimentos teóricos, estudos constantes, prática pedagógica e comprometimento. Tem como instrumentos a reflexão, a observação, a avaliação e o registro. O professor deve respeitar o pensamento infantil, propiciando a construção da auto-estima, contribuindo para o amadurecimento físico, social, cultural, intelectual, cognitivo, emocional e espiritual da criança. O aluno é o centro da aprendizagem e o professor o centro do processo de ensino, sendo que a infância é um rico período de aprendizagem que deve ser vivenciado em todos os aspectos. Do lúdico ao exercício de todas as competências infantis por este que é um cidadão pleno, de pouca idade, com direitos e deveres. A partir disso, a interdisciplinaridade é parte integrante de nossa proposta pedagógica, porque é uma possibilidade de resgatar o homem na sua totalidade uma vez que ele é um sujeito inteiro, é um todo. Para isso é necessário estabelecer relações econômicas, políticas, sociais e culturais. De modo geral, o caminho da produção e do acesso ao conhecimento, deve encontrar suporte em metodologias que proponham ultrapassar os limites da reprodução, repetição e cópia dos materiais existentes. Assim a pesquisa e a interação, são meios importantes para que os conhecimentos não se restrinjam à repetição dos outros, mas impliquem na compreensão crítica e produção de conhecimento próprio. Quando se pensa em ambiente ensino/aprendizagem, inúmeras condições se fazem necessárias, como por exemplo, a escolha de ferramentas adequadas de colaboração. Para efetivar uma interação de qualidade é necessário que as ferramentas estejam organizadas e estruturadas de maneira acessível aos professores e alunos para que haja um envolvimento ativo dos participantes. Experiências mostram que o envolvimento ativo tem um efeito estimulante sobre a aprendizagem. A interação deve ser buscada pelo professor de acordo com os objetivos da atividade, de uma maneira planejada e não somente porque existem recursos para tal. 11

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As crianças não aprendem porque o mestre as ensina, ou as estimula, mas só aprendem quando interagindo com ambiente, constroem suas próprias hipóteses. 12. A CRIANÇA E A AVALIAÇÃO A avaliação é entendida, prioritariamente, como um conjunto de ações que auxiliam o professor a refletir sobre as condições de aprendizagem oferecidas e ajustar sua prática as necessidades colocadas pelas crianças. È um elemento indissociável do processo educativo que possibilita o professor definir critérios para planejar as atividades e criar situações que gerem avanços na aprendizagem das crianças. O trabalho de reflexão do professor se faz pela observação e pelo registro. A observação do grupo, além do constante, deve fazer parte de uma atitude sistemática do professor dentro do seu espaço de trabalho. O registro dessas observações e das percepções que surgem ao longo do processo, tanto em relação ao grupo quanto ao percurso individual de cada criança fornece alguns parâmetros valiosos que podem orientar o professor na escolha dos projetos a serem trabalhados. Podem também ajuda-lo avaliar a adequação destes conteúdos, colaborando para um planejamento mais afinado com a necessidade do grupo de crianças. A oferta de materiais diversificados possibilita diferentes experiências e propostas de atividades interessantes que incentivam as ações exploratórias das crianças. Avalia-se, portanto, a criança num contexto geral, de forma sistemática, continua e dinâmica tendo como objetivo principal à melhoria da ação educativa. 13. RELAÇÃO FAMÍLIA- INSTITUIÇÃO - COMUNIDADE As crianças têm o direito de serem amadas e educadas no seio de suas famílias. O Estatuto da criança e do adolescente reafirma, em seus termos, que a família é a primeira instituição social responsável pela efetivação dos direitos básicos da criança. Assim procuramos sempre estabelecer um diálogo aberto com as famílias considerando-as como parceiros interlocutores no processo educativo infantil. 12

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Procura-se fazer com que a educação infantil tenha um significado pessoal para as crianças envolvidas no processo educacional, assim é indispensável conhecer as crianças bem como sua família e comunidade. Para aproximar-se da família e entender suas necessidades e anseios proporciona-se continuamente atividades que as envolvam, tais como: - Participação dos pais no processo pedagógico - Exposição de trabalhos realizados com as crianças - Confecções de presente pelas próprias crianças oferecidas aos pais - Participação dos pais nos conselhos comunitários - A comunicação desde o primeiro dia de aula, entre família e professor. - Formatura com a participação direta dos pais -- Aniversário da instituição com presença dos pais e comunidade em geral. 14. PLANO CURRICULAR O Referencial Curricular para Educação infantil de acordo com a lei de diretrizes e bases da educação nacional “Lei nº. 9394, de 22 de dezembro de 1996” definem dois âmbitos de experiências: Formação pessoal e social e conhecimento de mundo. Assim pautamos nosso plano curricular no referido documento. A - Formação pessoal e social Identidade: o Para a faixa etária de 5 meses á 5 anos mantém- se a importância da identificação pelo nome e manifesta o interesse pela sua representação gráfica. o Identificar-se seu nome dos outros através de jogos e brincadeiras trazerem a historia do nome através da pesquisa com a família. o Pesquisa sobre a historia de cada um o Permite que a criança explore o tema identidade e gênero brincando com estes papeis tanto masculino quanto feminino. 13

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o Compreender a sexualidade infantil como um processo amplo, cultural e inerente ao desenvolvimento das crianças, auxiliando-as diante das ações exploratórias nas mesmas ou das perguntas que fazem a respeito do tema. o Desenvolver as atitudes de respeito às particularidades de cada família. Imagem: o Trabalho em frente ao espelho, possibilitando as diferentes manifestações da criança como: Fantasias diversas, roupas, sapatos, acessórios, etc. o Fazer com que a criança perceba suas características e a dos outros procurando desenvolver o respeito e a diversidade não esquecendo que esta ação precisa partir dos adultos com quem as crianças convivem na instituição. o Explorar todas as possibilidades de autoconhecimento da criança. Independência e autonomia: Possibilitar as crianças ferramentas e situações necessárias para que desenvolvam suas capacidades de escolhas e tomadas de decisão, estimulando assim o exercício da cidadania. Esta é uma boa opção para trabalhar o processo da colaboração entre os membros do grupo. Interação: O domínio da fala favorece o intercâmbio de idéias realidade e ponto de vista. Favorecer o diálogo na construção do conhecimento, compartilhar duvidas, expressar suas ansiedade. A cooperação consolida-se com a interação. 14

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Jogos e brincadeiras: Transforma-los em atividade de rotina. Estas atividades estarão presentes e todos os momentos, pois, podem ser usados para qualquer eixo de trabalho. Os jogos são atividades que respondem as necessidades lúdicas, intelectuais e afetivas entre outros. O Jogo e os brinquedos oferecem a oportunidade de entrar a situação real e imaginaria com outro sobe diversas formas. Simultaneamente ou alternadamente, o jogo significa confronto e colaboração, antagonismo e cooperação. Jogar um contra o outro é também brincar juntos. Um adversário no jogo também é um parceiro. Brincar é uma das atividades fundamentais para o desenvolvimento da identidade e autonomia. O fato da criança desde muito cedo poder se comunicar por meio de gesto, sons e mais tarde representar determinado papel na brincadeira, faz com que ela desenvolva sua imaginação. Nas brincadeiras as crianças podem desenvolver algumas capacidades importantes, tais como atenção, a imitação, a memória, a imaginação. Amadurecem também algumas capacidades de socialização, por meio da interação, da utilização e experimentação de regras e papéis sociais. Segurança, Cuidados e Proteção o Oferecer um ambiente seguro e confortável não significa cerceá-la das oportunidades de explorar o ambiente, que deve ser organizado de modo a permite que a criança desenvolva atitudes para seu bem estar; o Orientar as crianças a usarem os utensílios, brinquedos e objetos de forma segura; o Cuidados com todas as matérias usados pelas crianças, desde a sala até os espaços coletivos da instituição. 15

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