Revista Jornal Empresários Agosto 2014

 

Embed or link this publication

Description

Revista Jornal Empresários Agosto 2014

Popular Pages


p. 1

® do Espírito Santo ANO XV - Nº 176 FOTO: ANTÔNIO MOREIRA www.jornalempresarios.com.br FOTO: ANTÔNIO MOREIRA AGOSTO DE 2014 Fim das filas com a venda automatizada de alimentos Depois de deixar um curso de medicina nos Estados Unidos, Carla Cavalcante retornou a Vitória e introduziu novos hábitos com máquinas de auto-atendimento para lanches. Página 14 M Murad é referência em cursos de pós graduação Eduardo Ferraz e Marcos Murad, diretores da instituição de ensino, destacam a qualidade dos cursos e a parceria que a Fundação Getúlio Vargas (FGV) mantém com entidades internacionais. Página 7 Sicoob ES, R$ 3 bilhões em ativos Bento Venturim, presidente do Sicoob ES, ressalta a boa gestão para o sucesso do banco. Páginas 8 e 9 Cursos do Senai chegam ao interior do Estado As ações da instituição, que pertence ao Sistema Findes, beneficiam todos os segmentos da indústria. Páginas 10 e 11 Comerciantes se queixam da violência. Página 6

[close]

p. 2

2 AGOSTO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS EDITORIAL❫❫ O sucesso do Sicoob-ES o atingir o patamar de R$ 3 bilhões, o Sicoob (Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil) no Espírito Santo demonstra o acerto da gestão desta unidade do maior sistema cooperativo de crédito do país. Com mais de dois milhões de associados, a instituição está presente em 23 estados e no Distrito Federal, por meio de uma rede com mais de dois mil pontos de atendimento. Atuando no Espírito Santo desde 1989, a instituição financeira conta hoje com 89 agências distribuídas em todas as regiões do Estado. A estrutura obedece às normas que regem o sistema cooperativo brasileiro, resultando na formação de bases sólidas aliadas à experiência desenvolvida, inicialmente, em municípios do interior. Esses fatores foram essenciais para o crescimento, também, na Região Metropolitana da Grande Vitória. A partir de 2006, com alterações em sua estrutura operacional, o sistema registrou grande crescimento no Estado. Naquele ano, as instituições, que antes só atuavam com crédito rural, foram transformadas em cooperativas de livre admissão e, desse modo, pessoas de todos os segmentos da economia puderam ser sócias das cooperativas do Sicoob. Uma das importantes marcas do sistema é o resgate da credibilidade das cooperativas, principalmente no que diz respeito ao atendimento ao associado. Por meio de ações realizadas de modo complementar, que visam principalmente atender às necessidades financeiras e à proteção do patrimônio do cooperado, verdadeiro dono e associado, o sistema garante a cada dia maior rentabilidade, em todos os aspectos. Essa garantia é fruto de uma gestão responsável e eficiente, que resulta em uma vasta oferta de produtos e serviços. Vale ressaltar a linha completa de opções de investimentos e aplicações, com taxas competitivas, segurança e liquidez. ■ EUSTÁQUIO PALHARES á de algum tempo tenho me valido desse precioso espaço e da liberdade editorial que o meu publisher Marcelo Rossoni me concede para pontuar atitudes que subsistem inercialmente e que definem a prevalência de padrões que já não tem mais razões de existir desde que se extinguiram as causas que os geraram. Ocorre-me a metáfora da estrela que se apaga mas cuja cintilação se projeta por anos-luz de modo que seja contemplada mesmo que já não exista mais. Assim os paradigmas. Tenho percebido como os ditos paradigmas se desestruturam, desmoronam e normalmente somente quando desabam fragosoamente são percebidos. Qual o muro de Berlim, em 1989 – taí um chiste que não canso de repetir ruindo fragorosamente sobre a cabeça de uma esquerda que nem 24 horas antes o prenunciara. A esquerda que tanto recriminava a família, como instituição burguesa ( e o tempo veio a desmentí-la formalmente pela via do sentimento), ou o tesão e, como a mais burguesa das manifestações, A A força da inércia.... J a liberdade, aspiração egoísta que não se justificava enquanto todos os homens não fossem iguais. Exceto, claro, as nomenklaturas soviética, cubana ou albanesa e suas mordomias e sinecuras. Hoje podemos ver os jornais trazendo informações de...ontem, quando toda a comunicação já fluiu por um novo main stream; vemos as pessoas portando relógios como adereços e ornamentos , quando a função de mostrar horas já está embutida no mesmo mobile onde se lê o e-mail, se interage pelo whats up, se posta o tweet, ou o texto do facebook. O carro é o próximo paradigma a ser enfrentado no contraponto ao adensamento urbano que revoga o direito ao transporte individual quando isso implica a ameaça de uma pane total, o travamento total da urbe. Ou que se viabilizava quando apenas 20% da população podia desfrutá-lo. E aí, além dos home offices já insinuados na década passada consagrando o reconhecimento de que a atividade intelectual dispensa a presença física (já que desde que digitado e conectado o conheci- mento elaborado ou produzido está no mundo), surge a possibilidade de transferir a transmissão do conhecimento pela via virtual. Isso evidencia outra obviedade: se a garotada de hoje já monta qualquer artefato consultando a Internet, googles e youtubes, qual o sentido das escolas insistirem com aulas presenciais? Porque os conteúdos disciplinares não podem ser transmitidos virtualmente inclusive possibilitando um aprimoramento do aprendizado? Questões que não são de pronto compreendidas geram inibição no aluno para que sejam repetidas, ao passo que tendo a oportunidade de vários replays ele pode se inteirar melhor daquilo que lhe exige uma assimilação mais gradual. Numa concessão ao velho hábito, pode-se manter até a velha lousa, o quadro negro, mas o certo é que a presença virtual do professor, didático, paciente e podendo se repetir à exaustão, determinará um aprendizado mais efetivo. Ainda admitindo a prevalência dos paradigmas, imagine que nos testes de proficiência previna-se a cola, a resposta ilegíti- ma porque repassada por outro. Aí se firma um princípio que na tradição escolar se apoiava na importância do diploma enquanto na nova realidade este valor está no conhecimento efetivo. Quem se dispõe a estudar vai fazê-lo em uma sala de aula ou no recolhimento dos seus aposentos. Claro que deverão ser instaurados novos hábitos que começam pela disciplina e pela perseverança. Mas a mobilidade que o novo sistema proporcionará certamente compensará em muito qualquer eventual conveniência que ainda remanescer do esquema tradicional de repasse de ensino. Quem faz um curso certamente se move pela apreensão do seu conteúdo para aplicação prática na vida profissional. O mercado não comporta a mera titularidade, as coleções de diplomas, cujo portador, no seu cotidiano, não exibe a competência que tais diplomas deveriam atestar. ■ Eustáquio Palhares é jornalista eustaquio@iacomunicacao.com.br LUIZ MARINS A ansiedade pode matar a venda C hego no balcão e sou prontamente atendido pelo vendedor. Quando comecei a dizer a ele o que queria, chegou um outro cliente e ficou ao meu lado. Imediatamente o vendedor virou-se para esse outro cliente e disse: " – Um momento eu já vou atendê-lo". O vendedor voltou-se para mim e disse: " – Pois não, desculpe, o que mesmo o senhor deseja?". Quando comecei novamente a dizer o que queria chegou um terceiro cliente. O vendedor me pediu licença e dirigiu-se ao terceiro cliente e disse: " – Um momento eu já vou atendê-lo". Voltou-se novamente para mim, pediu desculpas e disse: " – Pois não, vamos lá então...". Desde o momento da chegada do segundo cliente, eu percebi pelos olhos, pelo jeito e comportamento do vendedor que ele não estava prestando a mínima atenção ao que eu estava dizendo. Ele estava preocupado em não perder os outros dois clientes ao meu lado. A cada dois minutos, enquanto eu tentava explicar o que queria, ele virava-se para os dois clientes e dizia: " – Só mais um momentinho que já vou atendê-los". E novamente voltava-se para mim querendo que eu fosse o mais rápido possível. Quando percebi que ele estava mais preocupado em vender para os outros dois clientes do que me ouvir, acredite, chegou um quarto cliente, contando comigo. E ele novamente virou-se para essa quarta pessoa e disse: " – Um momento e eu já vou atendê-lo". Não tive outra reação a não ser me despedir e ir embora sem comprar. Fiquei por uns minutos na porta da loja observando. Ele fez a mesma coisa com os demais clientes. Não ouviu nada do que eles lhe diziam e a cada instante virava-se para os demais e dizia: " – Só mais um momentinho que já vou atendê-los". Pouco tempo depois, todos os clientes saíram da loja sem comprar. O que aconteceu? Ocorreu que a ansiedade de querer vender para todos os clientes que chegavam fez com que ele não vendesse para nenhum. Todos os clientes com quem conversei disseram que viam nos olhos do vendedor que ele não estava ouvindo nada do que diziam. Ele queria vender para o "outro" e o "outro" e o "outro" e assim não vendeu para ninguém! Na ânsia de querer ganhar comissão de vendas, sozinho, ele não deixava que outros colegas atendessem os novos clientes que chegavam. Ele queria tudo para ele. Não vendeu. Não ganhou nada. Será que isso que aconteceu comigo e acontece todos os dias com dezenas de clientes e vendedores, também não está acontecendo conosco em nossa vida pessoal e profissional? Seja em vendas ou no que quer que façamos, a ansiedade pode ser um grande fator impeditivo do sucesso. Fazemos uma coisa ou uma tarefa qualquer, pensando o tempo todo na próxima, na próxima e na próxima sem prestar atenção ao que estamos fazendo no momento. E tudo sai mal feito. E tudo é feito pela metade, sem qualidade. Assim como a ansiedade matou a venda, tem matado muitos profissionais e até empresas. A competição acirrada que estamos experimentando, o fluxo negativo de caixa, o ciclo de vida curto dos produtos faz com que a ansiedade seja quase inevitável. Mas se existe uma "ansiedade positiva" que nos empurra para frente, ela, na verdade é quase sempre negativa e pode derrubar o nosso sucesso pessoal e profissional. Justamente quando a concorrência é maior e o poder está com o cliente e com o mercado e não mais conosco é que precisamos nos diferenciar pela calma, atenção aos detalhes, conhecimento, comprometimento. E isso não se consegue com demasiada ansiedade. Daí também a importância de revermos os velhos métodos de comissionamento por vendas. As empresas pagam um salário base baixo e o restante de forma variável pelas vendas de cada vendedor. Na ansiedade e na necessidade de garantir um ganho razoável, o vendedor torna-se um poço de ansiedade. Quem perde é a empresa. Ele não venderá com tanta ansiedade. E é preciso que nos lembremos das velhas aulas de psicologia que ensinavam que a ansiedade gera tensão que por sua vez gera mais ansiedade que gerará ainda mais tensão. Esse círculo vicioso ansiedade-tensão-ansiedade é quase sempre fatal para o sucesso. Pense nisso. Acabe ou pelo menos controle a sua ansiedade nestes tempos competitivos em que vivemos. ■ Luiz Marins é antropólogo contato@marins.com.br É publicado por Nova Editora - Empresa Jornalística do Espírito Santo Ltda ME - Insc. Municipal: 1159747 - CNPJ: 09.164.960/0001-61 Endereço: Praça San Martin, 84, salas 111 e 112, Edifício Alphaville Trade Center - Praia do Canto, Vitória - Espírito Santo - CEP: 29055-170 Diretor e jornalista responsável Marcelo Luiz Rossoni Faria rossoni@jornalempresarios.com.br Repórter fotográfico Antônio Moreira Colaboradores Antonio Delfim Netto, Eustáquio Palhares e Jane Mary de Abreu Site: www.jornalempresarios.com.br E-mail: jornal@jornalempresarios.com.br Impressão: Gráfica JEP - 3198-1900 Diagramação Liliane Bragatto redacao@jornalempresarios.com.b Contato comercial comercial@jornalempresarios.com.br Telefone (27) 3224-5198 As opiniões em artigos assinados não refletem necessariamente o posicionamento do jornal.

[close]

p. 3

14 ANOS VITÓRIA/ES AGOSTO DE 2014 3

[close]

p. 4

4 AGOSTO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS FOTO: BANCO DE IMAGENS JE Servidor pressiona Luciano Rezende por melhor salário Várias categorias profissionais mostram que os valores pagos em Vitória estão muito baixos Luciano já se reuniu com servidores encimentos de R$ 5.400 contra os atuais R$ 2.609,60 e alteração da nomenclatura do cargo para analista executivo – administrador, contador, economista e estatístico. Estas são as reivindicações dos analistas de gestão pública do município de Vitória que se encontram na mesa do prefeito Luciano Santos Rezende à espera de uma definição. O documento foi entregue em fevereiro deste ano, acompanhado de um quadro comparativo com servidores de outros municípios brasileiros do mesmo porte de Vitória, acatando sugestão que o prefeito Luciano Santos Rezende apresentou, em reunião realizada no dia 9 de janeiro, em seu gabinete. Segundo o estudo, os vencimentos praticados no mercado para os profissionais graduados em administração, contabilidade, economia e estatística colocam os valores pagos pela Prefeitura de Vitória em níveis muito baixos. Uma pesquisa documental levantou dados estatísticos de 5573 municípios brasileiros disponibilizados no site do IBGE V a fim de identificar aqueles que possuem um PIB próximo ao de Vitória, foram selecionadas 10 cidades, com PIB entre 25.212.467 e 37.205.791, visando estabelecer um comparativo dos salários praticados nos municípios. De acordo com o estudo, Vitória apresenta um PIB de 28.357.258. Apesar disso, é o município que paga o pior salário aos servidores, ocupando a última colocação, remunerando os servidores com menos da metade do que é praticado em cidades como São José dos Campos (SP), Duque de Caxias (RJ), Goiânia (GO), Betim (MG), Santos (SP) e São Bernardo do Campo (SP). De acordo com o estudo, Vitória apresenta um PIB de 28.357.258. Apesar disso, é o município que paga o pior salário aos servidores, ocupando a última colocação, remunerando os servidores com menos da metade do que é praticado em cidades como São José dos Campos (SP), Duque de Caxias (RJ), Goiânia (GO), Betim (MG), Santos (SP) e São Bernardo do Campo (SP). RENDA – A pesquisa elaborada pelos servidores apurou a renda per capita dos habitantes dos municípios brasileiros junto ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que mede o poder de compra da população e ajuda a descobrir o grau de desenvolvimento econômico de uma determinada cidade, que vem a ser PIB X VENCIMENTOS a soma dos vencimentos de toda a população, dividida pelo número de habitantes. Vitória é colocada como a primeira entre as capitais e a terceira no ranking geral, desbancando metrópoles como Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro. No entanto, quando se verifica o valor dos vencimentos pagos aos cargos de contador, administrador, economista e estatístico, constata-se, se- gundo o estudo, enorme diferença entre o que é pago por Vitória e as demais capitais e até mesmo outros municípios do interior. O impacto financeiro gerado pela reestruturação nos vencimentos dos atuais 67 servidores do cargo de analista de gestão pública representa, de acordo com a pesquisa, um custo adicional de apenas 0,205% em 2015 e 0,207% em 2016. ■ FONTE: Fonte: Elaboração própria com dados do IBGE, Portal de Transparência e Acesso a Informação de cada prefeitura. JANE MARY DE ABREU Por que as pessoas gritam? m sábio indiano perguntou a um de seus discípulos: por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas? Gritamos porque perdemos a calma, respondeu o discípulo. Mas por que gritar quando a outra pessoa está ao lado, questionou o sábio? Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça, esclareceu o discípulo. E o sábio voltou a perguntar: mas não é possível falar em voz baixa? Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma delas convenceu o sábio. Ele então ensinou: “Quando duas pessoas estão aborrecidas, tomadas pelo ódio, seus corações se afastam muito. Para encurtar esta distância, a fim de que possam ouvir uma à outra, precisam gritar muito. Quanto mais aborrecidas, mais forte terão que gritar... a distância entre os seus corações é enorme” . O sábio prosseguiu: “Por outro lado, o que acontece quando duas pessoas estão enamoradas? Elas não gritam porque seus corações estão muito próximos, quase não existe distância entre eles. Às vezes seus corações estão tão próximos que nem falam, somente sussurram... E quando o amor é mais intenso, não U necessitam sequer sussurrar... apenas se olham e isso basta! O silêncio une as almas, quebra distâncias, aproxima os corações. Amores profundos são cultivados no silêncio... Quando vocês discutirem, não permitam que seus corações se afastem muito. Não digam palavras que os distanciem demais, pois chegará o dia em que a distância será tanta que não mais será possível encontrar o caminho de volta.” A experiência máxima da vida é a do silêncio. Nenhuma palavra, por mais doce e bem elaborada que seja, consegue ser mais eficiente do que o silêncio na comunicação com nós mesmos e com os outros. E por que algo tão poderoso é tão pouco usado no cotidiano das pessoas? Porque a maioria vive sob o domínio da mente egóica, que é tagarela por excelência. Ela gosta de gastar palavras porque adora se exibir e mostrar conhecimento. Toda pessoa que não se aprecia vive para impressionar os outros. O tagarela é sempre uma pessoa em busca do reconhecimento dos outros, está sempre se submetendo à avaliação alheia, pronto para atender as solicitações. É como se quisesse dizer: olha, eu sou melhor do que todos, pode me comprar, eu valho o preço que você quer pagar por mim. Tem auto-estima baixa e por isso age como se fosse uma mercadoria. O tagarela também gosta de se sobressair destacando os defeitos dos outros. Neste caso, a Psicanálise recomenda que tenhamos precaução. O psicanalista Carl Jung foi o primeiro a descobrir que o ser humano enxerga no outro aquilo que mais precisa corrigir em si mesmo. Quanto mais uma palavra ou uma ação frequentar o discurso de uma pessoa, mais ela dá sinais de que carece daquilo que condena no outro. O outro é na verdade um espelho, funciona para nos conduzir ao nosso próprio aperfeiçoamento. É por isso que os iluminados batem numa mesma tecla há milhares de anos: nossos adversários são nossos maiores mestres. Somente eles têm a capacidade de nos levar às profundezas do nosso ser, seja nos ferindo ou nos mostrando nossas imperfeições através de sua própria face. Ramana Maharshi é reconhecido em todo o Oriente como o Mes- tre do Silêncio. Passou pela terra entre 1879 a 1950. Viveu no sul da Índia, onde ensinava aos seus seguidores que o silêncio é o idioma da espiritualidade universal. Mas é preciso compreender que esse silêncio não é simplesmente exterior, ele ensinava. Não é apenas através das palavras que se fala. Os olhos falam, os ouvidos falam, o tato fala, enfim, cada um de nossos sentidos tem uma linguagem. O verdadeiro silêncio manifestase, portanto, interiormente. Por conta da capacidade incrível de Maharshi se manter em silêncio, conta-se na Índia uma história interessante: em certa ocasião, chegou ao Ashram (local onde o mestre se reúne com os devotos para transmitir ensinamentos) a notícia de que Mahatma Gandhi estava a caminho para receber a bênção de Sri Ramana. Todos se alegraram e aguardavam a visita com muita curiosidade, uma vez que Gandhi já era bastante conhecido - o seu trabalho em prol da não-violência ecoava pelo mundo todo. Criou-se a expectativa sobre a conversa entre os dois grandes mestres. Esperava-se que abordassem temas referentes às causas sociais, aos entraves políticos pelos quais o país passava, enfim, assuntos complexos e polêmicos. Quando Mahatma Gandhi chegou ao Ashram, cercado pela multidão curiosa, aproximou-se do mestre, curvou-se diante dele e aguardou silenciosamente. Após algum tempo, Sri Ramana Maharshi disse: Sim! Gandhi levantouse, agradeceu e se retirou em completo silêncio. Gandhi havia atravessado toda a Índia, viajando de Nova Delhi a Tiruvannamalai para estar com Ramana, a fim de receber dele a orientação para o seu trabalho. Uma vez ouvida a resposta positiva do mestre, não havia mais o que dizer, tudo que precisava fazer era voltar ao trabalho e continuar a missão. Qual a necessidade das palavras? O silêncio é a linguagem do amor, a fala do buscador espiritual. ■ Jane Mary de Abreu é jornalista, autora do livro Tudo é perfeito do jeito que é. www.janemary.combr janemaryconsultoria@gmail.com

[close]

p. 5

14 ANOS VITÓRIA/ES AGOSTO DE 2014 5 Vitória tem excesso de arrecadação O prefeito Luciano Santos Rezende (PPS), baixou os decretos 16.023 e 16.027 abrindo crédito adicional suplementar de R$ 24.425,013 mês de junho deste ano representou o fim de dificuldades financeiras da Prefeitura de Vitória, agravadas, segundo o discurso oficial de gestores públicos, desde o fim do Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap), em 2013. Em dois decretos publicados em junho passado a Prefeitura revela que há recuperação na arrecadação do município, ou seja, há dinheiro em caixa. Os decretos de números 16.023, de 20.06.2014, e 16.027, de 27 de junho deste ano, assinados pelo prefeito Luciano Santos Rezende, autorizam novos gastos no total de R$ 9 milhões, sob a justificativa de excesso de arrecadação. Várias secretarias foram contempladas. O fim do Fundap foi aprovado no último dia 24 de maio pelo Senado Federal, sendo substituído pela proposta do governo federal que unifica em 4% a alíquota do Imposto sobre Mercadorias e Serviços (ICMS) que é cobrada sobre produtos importados em operações interestaduais. A nova regra passou a vigorar a partir de janeiro de 2013 e teve o objetivo de acabar com a chamada "guerra dos portos". Com isso, a maioria dos municípios ficou prejudicada, pois o dinheiro arrecadado sobre as importações é dividido entre o Estado e municípios. Em 2012, o ICMS gerado pelas operações de importação somou R$ 1,740 bilhão. Em entrevistas à imprensa, o prefeito Luciano Santos Rezende tem batido na tecla de que dificuldades financeiras decorrentes do fim do Fundap o levam a ter cautela com os gastos. "Todos os municípios do país passam por dificuldades financeiras. Os do Espírito Santo receberam castigo maior com o fim do Fundap. Vitória, então, nem se fala, pois perdeu as empresas fundapianas sediadas na cidade e que empregavam muita gente", afirma o prefeito em uma de suas entrevistas coletivas. RECUPERAÇÃO - No decreto O FOTO: ANDRÉ LUIZ SILVA SOBRAL Do total do crédito adicional suplementar, decretado pelo prefeito Luciano, R$ 9 milhões são decorrentes do excesso de arrecadação de número 16.027, assinado em junho passado, o prefeito Luciano Santos Rezende abre um crédito adicional suplementar de R$ 11.908.513, destinado às secretarias de Educação, Esportes e Lazer, de Obras, Saúde, Serviços, Cidadania e Direitos Humanos, Comunicação, Desenvolvimento das Cidades, Fazenda, Habitação, Meio Ambiente e Segurança Urbana. O excesso de arrecadação, neste decreto, é de R$ 3 milhões. No mesmo mês, foi publicado o decreto número 16.023, informando um excesso de arrecadação de R$ 6 milhões. Isso possibilitou a destinação de recursos suplementares para as secretarias de Transportes e Infraestrutura Urbana, Serviços, Esportes e Lazer, Administração, Cultura, Fazenda e Secretaria de Governo. Esta última administra o gabinete do prefeito Luciano Santos Rezende. Os recursos, segundo a justificativa, “são provenientes da anulação de dotações orçamentárias consignadas no orçamento vigente e do excesso de arrecadação” , sendo um dos destaques a Secretaria de Serviços. No decreto de número 16.023, o crédito adicional para essa secretaria é de R$ 11.500.000,00, para operação dos serviços de limpeza urbana no município. Os recursos foram aplicados, entre outras obras, na construção, reforma e ampliação de edificações, manutenção de serviços administrativos, revitalização do centro de Vitória, controle e monitoramento ambiental da cidade, modernização e aparelhamento da Guarda Municipal e democratização da comunicação pública. SEGURANÇA - Reestruturação do Grupamento Escolar da Guarda Municipal, com recursos de R$ 36.890, 00, projeto Vitória de Todas as Cores, que representa um custo de R$ 300 mil e revitalização do Centro da cidade, com investimentos de R$ 36.100,00 estão entre as obras que a Prefeitura de Vitória contemplou com o decreto de número 16.027, publicado em junho passado. Desse modo, o prefeito Luciano Santos Rezende autoriza a abertura de crédito suplementar, garantido em parte por excesso de arrecadação. O total desse crédito adicional é de R$ 11.908.513, 00 dos quais R$ 3 milhões são de excesso de arrecadação, conforme está no documento assinado pelo prefeito e seu secretário de Fazenda, Alberto Jorge Mendes Borges. Uma das rubricas do documento destina recursos de R$ 2 milhões para a Assistência Farmacêutica Básica e R$ 4.184.201,00 para intervenções nas redes de drenagem e esgotamento sanitário. As obras de drenagem foram iniciadas no último dia 11 e representam as duas últimas frentes de trabalho necessárias para ampliar a capacidade de acumulação e transporte das águas de chuvas da Grande Maruípe. Serão concluídas as galerias de macrodrenagem na Rua das Palmeiras, no bairro Itararé, e na Avenida Maruípe. Essas duas intervenções concluem as obras na bacia de drenagem Cândido Portinari, que representa 20% do território de Vitória, apresenta alagamentos em vários pontos da cidade, sendo os mais críticos a praça de Eucalipto, as ruas Arlindo Sodré, José Mazzoco e José Leão Borges e as avenidas Leitão da Silva e Coronel José Martins Figueiredo, receberá investimento de R$ 92,5 milhões, com aporte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Para obras de contenção de encostas, com o decreto 16.027 a Prefeitura de Vitória destinou R$ 1.633.000 e mais R$ 48.160 para a realização do mapeamento e monitoramento das áreas sob risco de deslizamento. Em chuvas ocorridas em 2013/2014 foram registradas graves ocorrências, causando prejuízos elevados. Um dos casos de deslizamento de encostas ocorreu na rua Barão de Monjardim, com a destruição total do restaurante Sol da Terra. Esse fato movimentou formadores de opinião, por se tratar de estabelecimento tradicional da cidade, muito frequentado por apreciadores de comida natural. O decreto garante recursos às secretarias de Educação, para manutenção de serviços administrativos (R$ 108.128), construção, reforma e ampliação de edificações (R$ 2.724.108), esporte e lazer (R$ 3.604) e ainda para as secretarias de Obras, Cidadania e Direitos Humanos, Saúde, Serviços e Comunicação, esta última com recursos de R$ 1 milhão, sob a rubrica “democratização da comunicação pública” . Estão contempladas no mesmo decreto as pastas de Desenvolvimento da Cidade, Fazenda e Habitação. No decreto de número 16.023, além dessas secretarias estão contempladas ainda as pastas de Cultura, Transportes e Infraestrutura Urbana, Administração e Secretaria de Governo, que gerencia os gabinetes do prefeito e vice-prefeito. O excesso de arrecadação informado nesse decreto é de R$ 6 milhões, publicado com a justificativa de que os recursos “são provenientes da anulação de dotações orçamentárias consignadas no orçamento vigente e do excesso de arrecadação, conforme demonstrativo” .■ A equipe comandada pelo secretário Alberto Borges realiza trabalho eficiente

[close]

p. 6

6 AGOSTO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS Violência detona comércio de rua De janeiro a junho de 2014 foram registrados 11.475 roubos e furtos, 63 assaltos por hora, segundo dados oficiais movimentação em torno da Copa do Mundo e o aumento do número de viaturas nas ruas de Vitória não foram suficientes para alavancar as vendas do comércio varejista da cidade, situação que atinge todos os municípios da Grande Vitória. No centro desse cenário, a violência assume o lugar de destaque ancorada por roubos e assaltos, muitos deles registrados à luz do dia. Recente levantamento dos órgãos de segurança do governo do Estado aponta uma redução de 26% no número de ocorrências policiais na região metropolitana. Esse dado, no entanto, não anima os comerciantes, que se sentem prejudicados pela falta de uma política integrada, juntamente com outras ações do poder público. Em Vitória, uma das reclamações mais freqüentes é direcionada para a iluminação precária na maioria das ruas e avenidas da cidade, o que favorece a prática de arrombamentos e outros atos criminosos. “A violência é um dos A fatores para que o comércio seja prejudicado” , desabafa José Lino Sepulcri, presidente da Federação do Comércio e Serviços do Espírito Santo (Fecomércio). Para o dirigente empresarial, o cenário está cada dia mais sombrio, desde as passeatas em protesto contra os serviços públicos, que provocaram não apenas prejuízos nas vendas, bem como por meio de depredações. Ele defende a realização de ações permanentes e condena José Lino Sepulcri, da Fecomércio políticas fragmentadas para conter a violência. “A cada dia que passa a dimensão da violência aumenta e a gente não sabe mais a quem recorrer. A tendência é a pior possível e se não houver uma aproximação dos órgãos de segurança, com ações integradas entre os poderes públicos, não sei onde a gente vai chegar” , declara. Os roubos a pessoas e assaltos a estabelecimentos comerciais são mais freqüentes em locais com poder aquisitivo mais elevado ou de grande movimentação de pessoas, como centro de Vitória, Praia do Canto, Jardim da Penha e Jardim Camburi. De janeiro a junho, foram registrados 11.475 roubos e furtos, 63 assaltos por hora. Os dados são da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e incluem assaltos a pessoas em vias públicas, a estabelecimentos comerciais, roubo de veículos e de residências na Região Metropolitana da Grande Vitória. Na capital, ocorreram 2.1754 crimes contra o patrimônio. FOTOS: ANTÔNIO MOREIRA A iluminação precária da maioria das ruas de Vitória facilita a ação criminosa A falta de iluminação pública e policiamento ostencivo e eficaz são fatores apontados para o aumento da prática de crimes. A maioria das ruas e avenidas de Vitória é escura, criando um cenário propício à prática de crimes. Além disso, a falta de um policiamento ostensivo, como ocorreu durante a Copa do Mundo, também favorece as ações violentas. O aumento das ocorrências levou comerciantes da Praia do Canto, um dos maiores alvos dos bandidos, a solicitaram à Polícia Militar um reforço da Patrulha da Madrugada, que hoje funciona somente até às 23 horas. Eles estão assustados com os freqüentes arrombamentos a lojas, vandalismo e assaltos à mão armada, facilitados pela iluminação pública precária do bairro. Para os comerciantes, a Guarda Municipal não é eficiente, considerando o reduzido número de viaturas para atender a toda a cidade. ■

[close]

p. 7

14 ANOS VITÓRIA/ES AGOSTO DE 2014 7 M Murad é referência em MBA Credenciada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a empresa oferece diversos cursos de pós-graduação elo oitavo ano consecutivo a M. Murad é considerada a melhor conveniada do país da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Esse reconhecimento é da própria FVG, instituição de ensino cuja excelência acadêmica é referencial entre profissionais brasileiros e também do Ministério da Educação e Cultura (MEC). “Oferecemos em Vitória os cursos de Pós-Graduação (MBA) desde 1999 e esse reconhecimento muito nos orgulha e nos credencia para afirmar que os profissionais capixabas fazem o melhor MBA do país sem precisar sair de Vitória. Os alunos FGV de Vitória também podem embarcar para um complemento no exterior (EUA, Europa ou Ásia) através das parcerias internacionais que a FGV P possui com renomadas universidades estrangeiras” , diz Eduardo Ferreira Ferraz, diretor da instituição. Ele informa que um dos diferenciais da M. Murad é que seu corpo docente é formado por professores da FGV, com sólida formação acadêmica e vasta experiência de mercado. “Como a FGV está presente em todas as capitais do Brasil, o professor FGV consegue passar para os nossos alunos um panorama nacional do mercado, do que está acontecendo nas cinco regiões do Brasil, isso enriquece muito o conteúdo apresentado em sala de aula” , assinala. Esse cenário é promissor e resulta em ampliação da demanda, como explica Eduardo Ferraz: “Os cursos de MBA em Gerenciamento de Projetos e MBA em Gestão Empresarial apresentam a maior demanda. Os três cursos de Direito (Tributário, Empresarial e Civil) também tiveram uma boa procura esse ano. Como novidade para 2014, lançamos o curso de MBA em Gestão de Negócios de Incorporação e Construção Imobiliária, e a aceitação do mercado da construção civil foi muito boa” . No total, a M. Murad oferece 15 diferentes programas de pósgraduação, sendo 12 na área de negócios e três em Direito. Desde 1999, já formou mais de 200 turmas de pós-graduação da FGV em Vitória, uma marca expressiva e que consolida a experiência da instituição na organização e condução dos programas de ensino da FGV. EDUCAÇÃO - A Fundação FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Getúlio Vargas (FGV), com quem a M. Murad mantém convênio no Espírito Santo, completou 70 anos em 2014 e ocupa posição de destaque no Brasil e no mundo quando o assunto é educação continuada. É a instituição de ensino líder no ranking do MEC e com a maior nota no IGC (Índice Geral de Cursos), índice que demonstra a qualidade dos cursos de graduação e pós-graduação das instituições de ensino do Brasil. A qualidade acadêmica da FGV é motivo de orgulho para o país, sendo eleita pelo quinto ano seguido entre os 30 melhores think tanks do mundo. É o que aponta o Global Go To Think Tanks Rankings 2013, divulgado anualmente pela Universidade da Pensilvânia. O ranking da Universidade da Pensilvânia é elaborado desde 2006 pelo departamento de Relações Internacionais da instituição e considerou quase sete mil think tanks de 182 países. Os think tanks são organizações que realizam pesquisas, se engajam, produzem e difundem conhecimentos em temas estratégicos. O papel desses centros é analisar políticas públicas, resolver seus impasses, encontrar soluções, além de promover o progresso do saber, e debates junto à sociedade. ■ PÓS-GRADUAÇÃO / MBA Gestão e Negócios ■ NEGÓCIOS DE INCORPORAÇÃO E CONSTRUÇÃO IMOBILIÁRIA ■ GESTÃO EMPRESARIAL ■ GERENCIAMENTO DE PROJETOS ■ MARKETING ■ GESTÃO DE PESSOAS ■ GESTÃO COMERCIAL ■ LOGÍSTICA E SUPPLY CHAIN MANAGEMENT ■ COMÉRCIO EXTERIOR E NEGÓCIOS INTERNACIONAIS ■ GESTÃO DE SAÚDE ■ GESTÃO ESTRATÉGICA DE SERVIÇOS ■ PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS Direito ■ MBA EM DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL ■ MBA EM DIREITO TRIBUTÁRIO ■ LL.M EM DIREITO EMPRESARIAL Pós – MBA ■ PÓS-MBA INTELIGÊNCIA EMPRESARIAL ■ PÓS-MBA EM COMUNICAÇÃO E MARKETING DIGITAL ■ PÓS-MBA EM GERENCIAMENTO AVANÇADO DE PROJETOS A M. Murad oferece ainda cursos de curta duração e cursos corporativos. Eduardo Ferraz e Marcos Murad destacam as parceirias que a FGV mantém com importantes entidades internacionais

[close]

p. 8

8 14 ANO Sicoob Espírito Santo já admi Sicoob Espírito Santo passou a administrar R$ 3 bilhões em ativos no final do primeiro semestre deste ano. Esse é um dos principais resultados apresentados pela instituição financeira no período, e que evoluiu 34% em relação aos seis primeiros meses de 2013. O primeiro bilhão do Sicoob ES foi prospectado ao longo de 20 anos (1989 a 2009). O segundo, a instituição registrou nos três anos seguintes. Depois, com um ano e meio, conquistou o terceiro. “O ritmo de crescimento do Sicoob nos permite a certeza de que obteremos mais avanços em pouco tempo” , afirma o presidente da cooperativa no Espírito Santo, Bento Venturim. A instituição inaugura no próximo dia 4 de agosto a décima agência na Grande Vitória, completando 89 no Estado. LUCRO - O lucro (sobras, na linguagem do cooperativismo) obtido pela instituição até o final de junho deste ano foi de R$ 84,3 milhões, 31,8% acima do registrado nos seis primeiros meses de 2013. Nailson Dalla Bernadina, diretor executivo, destaca que o resultado expressivo é consequência do aumento dos negócios dos sócios com as cooperativas e da eficiência na administração dos recursos. Já as receitas com serviços chegaram a R$ 30,3 milhões, uma alta de 25,9 % em relação ao primeiro semestre de 2013. Somente as operações com cartões geraram R$ 3,1 milhões, 84,2 % a mais. O resultado também foi impulsionado pelos seguros, que geraram R$ 7,2 milhões no semestre, um crescimento de 18,6%. CONFIANÇA - O aumento do volume de depósitos foi ainda mais significativo. Passou de R$ 1,2 para R$ 1,6 bilhão, uma evolução de 36,5%. O presidente comemora a confiança consolidada dos clientes: “Os números confirmam a manifestação dos nossos associados em recente pesquisa, que registrou um índice de satisfação de 82%” . Na avaliação do presidente do Sicoob ES, Bento Venturim, os números mostram a solidez da instituição. “Pautada na formação técnica e em métodos de gestão arrojados, a cooperativa se consolidou como um Sistema que contribui de maneira efetiva para o êxito econômico e social do Estado” , declara. TRANSPARÊNCIA - Para Venturim, o crescimento da instituição se deve também ao fa- O aumento do volume de depósitos foi também significativo. Passou de R$ 1,2 bilhão para R$ 1,6 bilhão, represen O Bento Venturim, presidente do Sicoob ES, destaca os métodos de gestão arrojados no crescimento da instituição financeira to de todos os profissionais e dirigentes da cooperativa voltarem seus esforços para a satisfação dos associados, que são donos do negócio e participam da administração, da fiscalização e da divisão dos resultados de maneira transparente. “O Sicoob é uma instituição financeira cooperativa reconhecida por sua capacidade de gerar soluções adequadas e sustentáveis para seus clientes. O resultado desse trabalho se revela na transformação da vida de muitas pessoas e no crescimento de centenas de empresas” , afirma. SATISFAÇÃO - Além do crescimento financeiro, o Sicoob ES apresenta altos índices de aprovação entre os correntistas. De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Futura entre outubro de 2013 e janeiro último, 82% dos clientes estão satisfeitos com a cooperativa. Foram ouvidos 6.208 associados (pessoas físicas e representantes de empresas). Quando se avalia a satisfação do cliente em relação às agências, todas alcançam índices superiores a 90%. O grande diferencial dessa avaliação, segundo o diretor do Instituto Futura Orlando Caliman, é determinado pela elevada qualidade do atendimento, seja do gerente, do caixa, e de todos os serviços prestados pela instituição financeira. Outros dados que chamam a atenção são o percentual de 97,3% dos associados afirmarem que não pretendem encerrar a conta, e 97% deles declararem que recomendariam o Sicoob a parentes e amigos. VANTAGENS - Na opinião de Bento Venturim, o grande número de associados satisfeitos é fruto da crescente identificação da sociedade com o cooperativismo de crédito, em virtude das inúmeras vantagens que o Sistema oferece. “Um dos diferenciais do Sicoob é dividir o lucro com os associados, que são donos do negócio. Os resultados são distribuídos de acordo com o volume de transações realizadas com a cooperativa no decorrer do ano. Outra vantagem são custos competitivos em relação ao mercado” , afirma. A instituição é aberta a empresas e a pessoas físicas e trabalha com os mesmos produtos e serviços que os bancos tradicionais oferecem, como contas-correntes, cartões de débito e de crédito (Mastercard, Visa e Cabal), se- guros, consórcios, empréstimos, investimentos (poupança, previdência privada e aplicações diversas), domicílio bancário e folha de pagamento, porém, com taxas menores. Também é possível realizar a movimentação por internet, tablet e celular por meio de um sistema premiado e reconhecido em todo o Brasil. Em 2013, o aplicativo do Sicoob foi escolhido o melhor mobile banking do país no prêmio e-finance, o mais conceituado entre a comunidade de Tecnologia da In- formação no setor financeiro. Os associados têm a mesma segurança que os clientes de bancos convencionais com cobertura assegurada de R$ 250 mil por cliente. CAPILARIDADE - Terceira maior rede em pontos de atendimento do Estado, a instituição está presente em 66 municípios capixabas e tem três agências no Rio de Janeiro. No Brasil, opera em 25 estados e no Distrito Federal, com 2,2 mil pontos de atendimento e 2,7 milhões de associados. A formação técnica da equipe garante excelência no atendimento

[close]

p. 9

OS VITÓRIA/ES AGOSTO DE 2014 9 inistra R$ 3 bilhões em ativos Um braço forte do cooperativismo financeiro Figurando atualmente entre os maiores bancos brasileiros, o Bancoob foi constituído em 1996 pelas cooperativas que integram o Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob) com o objetivo principal de proporcionar a esse conjunto de instituições a sua plena autonomia operacional. Superado esse desafio inicial, o Bancoob passou então a ocupar-se do acesso a fontes de recursos financeiros complementares (BNDES, Funcafé, dentre outros) para atender às necessidades das cooperativas e de seus cooperados. Em seguida, foi a vez da padronização da plataforma tecnológica utilizada pelas cooperativas do Sicoob ocupar a agenda principal do Bancoob, que mais tarde, em 2008, transferiu essa responsabilidade para o Sicoob Confederação. Atualmente, o Bancoob tem trabalhado com o objetivo de dotar as cooperativas do Sicoob e sistemas parceiros de um portfólio de produtos e serviços financeiros completo, capaz de atender às necessidades dos seus cooperados. Hoje, por intermédio do Bancoob, as cooperativas operam com um amplo portfólio e são capazes de oferecer soluções financeiras compatíveis com aquelas disponibilizadas pelos principais bancos brasileiros. As cooperativas podem oferecer aos seus associados, serviços de crédito, investimento, cartões, previdência, consórcio, crédito imobiliário, seguros, cobrança bancária, adquirência de meios eletrônicos de pagamento, dentre outros. De acordo com diretor-presidente do Bancoob, Marco Aurélio Almada, o sucesso do Bancoob reflete, diretamente, o bom momento vivido pelas cooperativas que trabalham com o banco. “O Bancoob é um termômetro dos negócios praticados pelas cooperativas. Se o Banco vai bem, é sinal de que as cooperativas que utilizam os nossos serviços estão obtendo sucesso em seu objetivo de atender plenamente às necessidades dos seus associados. E essa é a nossa grande razão de ser” , explicou. Em 2013 os ativos totais do Bancoob tiveram aumento de 22%, se comparados a 2012, chegando a R$ 18,1 bilhões. Já nos primeiros 6 meses de 2014, o Bancoob cresceu quase 20%, ultrapassando R$ 21,5 bilhões em ativos totais. Em quatro anos (2009 a 2013), os depósitos mantidos no banco saltaram de R$ 3,5 bilhões para R$ 13,6 bilhões. Apesar de pouco tempo de existência, em comparação a outros bancos brasileiros, o Bancoob tem contribuído de forma decisiva para o progresso das cooperativas, que avançam rapidamente para serem reconhecidas como a principal instituição financeira propulsora do desenvolvimento econômico e social dos associados. SOBRE O BANCOOB - O Banco Cooperativo do Brasil S.A. (Bancoob) é um banco comercial privado, especializado no atendimento a cooperativas financeiras. A instituição integra o Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob) e seu controle acionário pertence a entidades filiadas ao Sistema. São subsidiárias do Bancoob as empresas Cabal Brasil, Bancoob DTVM e Ponta Administradora de Consórcios. O Bancoob também é fundador e patrocinador da Fundação Sicoob Previ. Juntas essas empresas viabilizam soluções financeiras nos segmentos de cartões, fundos de investimento, consórcios e previdência. SOBRE O SICOOB - O Sicoob é a maior instituição financeira cooperativa do país com mais de 2,7 milhões de associados. É composto por uma rede de cooperativas singulares filiadas, cooperativas centrais, e a Confederação Nacional das Cooperativas do Sicoob (Sicoob Confederação) e o Bancoob e suas empresas ligadas. O Sicoob possui a sexta maior rede de atendimento entre as instituições financeiras que atuam no país, com mais de 2,2 mil pontos e está presente em 25 estados e no Distrito Federal. As cooperativas contam com aproximadamente 800 correspondentes, além de canais eletrônicos como internet banking para pessoa física e jurídica, atendimento via celular e caixas eletrônicos. ntando uma evolução de 36,5%, confirmando a confiança dos clientes Marco Aurélio Almada, presidente do Sicoob O papel da Confederação A Confederação Nacional das Cooperativas do Sicoob Ltda. Sicoob Confederação é uma cooperativa de terceiro grau, segundo a legislação cooperativista e, como instituição, possui personalidade jurídica própria. Foi constituída pelas cooperativas centrais do Sistema - Centrais Sicoob, com a finalidade de defender seus interesses, promovendo a padronização, supervisão e integração operacional, financeira, normativa e tecnológica. Define ainda, políticas e estratégias de comunicação e marketing, principalmente em relação à marca Sicoob. Por meio da Confederação, as cooperativas de crédito do Sicoob, de primeiro e segundo nível, têm acesso a serviços de auditoria direta e indireta, ouvidoria e relacionamento com associado, capacitação de pessoas, informações gerenciais e soluções tecnológicas como o Sisbr - Sistema de Informática do Sicoob. Criado em 2001, o Sisbr integra operacional e nacionalmente as cooperativas do Sicoob, agregando o que há de mais moderno da área de tecnologia para proporcionar toda a infraestrutura e facilidade que o negócio precisa. A Confederação representa a materialização da proposta de consolidação, organização e fortalecimento do Sicoob, com vistas à atuação sistêmica, formanAgência do Sicoob na Enseada do Suá, em Vitória do, em conjunto com as Cooperativas Centrais, Cooperativas presentação das cooperativas do Organização das Cooperativas Singulares e o Bancoob (Banco Sicoob também é exercida em Brasileiras (OCB), na busca do Cooperativo do Brasil), uma parceria com os demais sistemas aperfeiçoamento da regulamengrande rede compartilhada. A re- cooperativos, por intermédio da tação que disciplina o segmen- to. Em sintonia, os órgãos cooperativos ampliam o campo de atuação, fazendo esforço adicional em benefício de todos. ■

[close]

p. 10

10 AGOSTO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS FOTO: FABIO MARTINS Cursos do Senai chegam ao interior do Estado Todos os segmentos da indústria são beneficiados com as ações da instituição de ensino Solange Siqueira, superintendente do Senai-ES Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-ES) amplia suas atividades no interior do Espírito Santo, para acompanhar a política que visa reduzir a concentração de projetos industriais na Grande Vitória. No mês passado, foram oferecidas 795 vagas, em 10 modalidades de cursos, em seis unidades, com destaque para três municípios fora da região metropolitana, Colatina, Linhares e Cachoeiro de Itapemirim. Serra, Vila Velha e Vitória também foram contemplados. “Todos os segmentos industriais demandam profissionais qualificados. A principal razão é que para manterem sua competitividade no mercado cada vez mais disputado, investem em novas máquinas e O equipamentos e que devem ser operados por profissionais mais capacitados” , explica a superintendente do Senai-ES, Solange Siqueira. No Espírito Santo o Senai atua em diversas áreas tecnológicas: metalmecânica, ele- troeletrônica, automação industrial, têxtil e vestuário, madeira e mobiliário, polímeros (plástico), refrigeração e climatização, minerais não metálicos (rochas), automotiva, construção civil, segurança no trabalho, tecnologia da inforFOTO: ANTÔNIO MOREIRA O órgão atua em diversas áreas tecnológicas mação e gestão, dentre outras. Os serviços oferecidos alcançam a todo o Estado por meio das nove unidades fixas do Senai-ES (Vitória, Vila Velha, Serra, Anchieta, Cachoeiro, São Mateus, Colatina, Linhares e Aracruz) e do Centro Integrado de Ações Móveis (que realiza atendimento nos municípios capixabas por meio de módulos educacionais, unidades móveis e kits móveis). Além disso, as ações articuladas com os municípios de Ibiraçu, São Gabriel da Palha, Santa Tereza, Itaguaçu, Vitória e Guaçuí deram origem a ATMs – Agências de Treinamentos Municipais, que visam atender as necessidades de formação de mão de obra da indúnstria. Assim, a entidade possui os seguintes dados relativos às matrículas em Educação Profissional: 121.855 matrículas realizadas, em 2013. Para este ano estão previstas 156.754 matrículas. A atuação alcança todo o Estado, por meio das ações móveis e da Escola Móvel a Educação Profissional, em nível de Qualificação, Aperfeiçoamento e Iniciação Profissional, é levada aos diversos municípios capixabas. As unidades móveis já passaram por 45 municípios. O público de baixa renda pode garantir a gratuidade. Para isso, o aluno precisa apresentar, no ato da matrícula, uma declaração de próprio punho alegando ter baixa renda. É preciso também estar cursando o 2º ou o 3º ano do ensino médio ou já ter concluído.

[close]

p. 11

14 ANOS VITÓRIA/ES AGOSTO DE 2014 11 Falta mão de obra qualificada As áreas mais carentes de mãode-obra qualificada variam de acordo com uma série de fatores, mas tradicionalmente as áreas transversais, presentes em quase todas as empresas industriais, requerem técnicos em mecânica, eletricidade, automação e informática. Como a oferta se move junto ao desenvolvimento econômico e contínuo crescimento das empresas, o que nem sempre ocorre em todos os segmentos ao mesmo tempo, pontualmente acontecem demandas específicas em diferentes setores, como por exemplo, na construção civil. No início do ano, o presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) Marcos Guerra, sistema ao qual o Senai pertence, anunciou investimentos de R$ 150 milhões no Estado para ampliar os serviços de qualificação profissional, sendo que aproximadamente R$ 90 milhões são para o interior. Os municípios contemplados são Aracruz, Linhares, Colatina, São Mateus, Nova Venécia, Anchieta e Cachoeiro. SALÁRIOS - Os salários estão diretamente ligados, na maioria das vezes, aos tipos de empresas e negócios que operam, seus patamares tecnológicos e nas regiões FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Mecânica, eletricidade e informática são as áreas mais carentes de profissionais qualificados onde estão instaladas. Os salários iniciais estão em torno de R$ 1.500,00, podendo chegar a R$ 2.500,00 entre três e cinco anos atuando na mesma área de formação. Manter-se atualizado, será sempre um instrumento fundamental para alcançar melhores salários. O Senai-ES oferece atualmente 245 cursos em cinco modalidades: iniciação profissional, aprendizagem industrial básica, qualificação profissional, habilitação técnica e aperfeiçoamento profissional . A metodologia consiste em trabalhar de forma articulada as teorias e práticas, visando o desenvolvimento das competências requeridas pelo mercado, conforme a Classificação Brasileira de Ocupações. A seleção é variável, depende do programa ou da forma em que o curso será ofertado, e a seleção é feita seguindo os preceitos legais e as articulações com parceiros. O público alvo é diversificado, conforme modalidade. Os cursos técnicos são destinados ao egressos ou cursistas do ensino médio. As qualificações profissionais destinadas aos que possuem mais de 16 anos e que desejam ter uma formação. O aperfeiçoamento é destinado aos profissionais que tem formação ou trabalham em determinada área e que desejam se aperfeiçoar ou que precisam atender a exigências legais para exercício de sua profissão. As iniciações visam despertar o interesse de pessoas para determinadas áreas industriais. São 16 escolas móveis que atendem a todo Estado. As escolas móveis são ambientes de ensino e de prestação de serviços que atuam como oficinas volantes. Deslocam-se para atender às necessidades de capacitação e de desenvolvimento tecnológico em todas as regiões do Estado, complementando o atendimento prestado pelas unidades fixas. A facilidade de deslocamento e de instalação são características das escolas móveis. Podem ser instaladas nas dependências das unidades fixas ou em locais que disponham das condições necessárias ao desenvolvimento das atividades. ■

[close]

p. 12

12 AGOSTO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS Novo conceito para apreciar o vinho A Wine 4 Friends inaugura em Vitória uma forma especial de degustar a bebida, como em países da Europa entrada é simples, sem esconder o extremo bom gosto: um discreto jardim, paredes com tijolos aparentes, mesas rústicas com tampo em mosaico português, luminárias em forma de lança e quadros nas paredes dão o toque de um cenário medieval em pleno burburinho da rua Joaquim Lírio, na Praia do Canto, em Vitória. É assim que se chega ao primeiro winebar da cidade, uma espécie de clube do vinho, um lugar para “viver o vinho de forma mais intensa e rica” , segundo seu idealizador, Carlos Magalhães, um ex-gestor de empresas com extensa folha de serviços em grandes corporações e “sempre, sempre” , grande apreciador de vinhos. O Wine 4 Friends tem apenas quatro meses de funcionamento, mas nasceu há muito tempo entre os sonhos de Magalhães, o que o levou pelos quatro cantos do planeta, especialmente na Europa, em busca de conhecer melhor o assunto, que envolve sua existência desde criança, por ser uma tradição da família, de origem portuguesa. “É coisa de berço” , diz ele. “Queria uma casa que remetesse ao que existe na Europa, com elementos que pudessem compor uma atmosfera apropriada para se viver o vinho. É a materialização de um sonho, servir vinho, conviver com pessoas apreciadoras de vinho, enfim, criar um ambiente onde a satisfação seja, sempre, o foco principal” , diz Carlos Magalhães. A Wine 4 Friends foi projetada pela arquiteta Gabriela Dallaortto e reúne elementos típicos de uma adega. Depois do gradil da entrada, das paredes e mesas rústicas, chega-se a espaços tipicamente europeus, sem esquecer das modernidades, como máquinas para servir vinho e outros equipamentos de tecnologia atual, uma adega climatizada com mais de 500 rótulos e grupo de quatro garçons e um sommelier experiente, Bóris Acevedo, que garantem um alto padrão de atendimento. Magalhães ressalta que a Wine 4 Friends não é um restaurante propriamente dito, mas exibe um cardápio onde se destacam a salameria e queijos, para acompanhar os sabores do vinho, a preço justo, “para todos os gostos e todos os bolsos” , como diz. Lá são oferecidos produtos de primeira linha a preços que variam de R$ 30 a R$ 7 mil a garrafa, que podem ser degustados em taças de cristal puro. A casa oferece comida quente, com destaque para o Cuscuz marroquino com filé suíno e molho de laranja e Frango Tay com arroz e cubos de socol à moda. A FOTOS : ANTÔNIO MOREIRA Carlos Magalhães: sua paixão pelos vinhos vem de família e o levou a pesquisar em vários países antes de abrir a Wine 4 Friends A difícil arte da combinação "A idéia de que vinho e queijo são pares perfeitos é mito. O queijo é um dos alimentos mais problemáticos para a combinação com o vinho", diz Carlos Magalhães, com a concordância do sommelier Bóris Acevedo. Ele explica que foram os franceses da região de Provence os primeiros que se tem conhecimento em apreciarem este fantástico casamento entre o queijo e o vinho. Alguns povos já o consumiam em suas mesas, porém foi mais especificamente na França que este hábito se tornou uma arte. "Para vender vinho, sirva queijo" era o ditado das vinículas francesas. Perfeitos quando combinados corretamente ou um desastre gastronômico quando não, criou-se um mito sobre o assunto conforme atesta a especialista Joanna Simon, autora do livro "Vinho e Comida" (Companhia das Letras). A dificuldade na combinação provém das características conflitantes entre os dois alimentos. O queijo tem sabor forte e, em geral, é gorduroso. Além disso, é salgado e pode ser ácido. E, em alguns casos, como no do Bóris Acevedo, o sommelier e gerente da casa, demonstra a praticidade da máquina de servir vinhos brie, apresenta uma textura que "reveste" a língua, dificultando a degustação. Já os vinhos podem ficar mais amargos no contato com o sal e têm seu sabor recoberto, se não forem tão ácidos quanto o queijo. Algumas parcerias, porém, superam o problema, seja por oposição de sabores, seja por aproximação. É o caso do salgado queijo roquefort com o doce vinho Sauternes ou do ácido chèvre com o também ácido vinho Sancerre. Como essas são exceções, algumas regras gerais ajudam na escolha. Os vinhos brancos do-

[close]

p. 13

14 ANOS VITÓRIA/ES AGOSTO DE 2014 13 FOTOS : ANTÔNIO MOREIRA Vinho Bodegas Vizar Wine 4 Friends combina com bacalhau assado com aspargos Vinho Kuyen by Antyal combina com mini arroz integral com tiras de file mignon Vinho Neyen combina com couscous marroquino com file suíno e redução em laranja Vinho Angelica Zapata combina com talharim de pupunha com medalhão de file mignon Vinho Sino da Romaneira combina com frango thai com arroz e cubos de socol ces costumam fazer mais sucesso que os brancos secos. E os brancos secos se saem melhor que os tintos secos. REGRA CLÁSSICA – A harmonização de queijos e vinhos é tradicional e, por ser um produto isolado, sua combinação pode parecer mais fácil. Mas não se engane, principalmente quanto aos queijos fortes, que geralmente matam os vinhos. Vamos nos ater a certas regrinhas básicas, e aos princípios das combinações, que seguem textura e sabor: Quanto mais duro for o queijo (parmesão, por exemplo), mais tânico pode ser o vinho. As uvas são suficiente- mente robustas para não perder a estrutura. Quanto mais cremoso o queijo, mais acidez o vinho deve conter. Vinhos doces ou generosos (tais como Sauternes, Porto ou Madeira) acompanham bem os queijos azuis, pois equilibram a pungência destes: o Roquefort cai bem com Sauternes, o inglês Stilton faz combinação clássica com o Porto e o gorgonzola combina com tintos potentes. Queijos frescos e sem casca, como os cremosos, o mascarpone ou a mozarela pedem vinhos brancos leves. Vinhos tintos de classe e mesmo brancos parecem insinuar sua adequação com queijos macios, de casca rica, como Cammembert, Brie e Gouda, desde que não muito curados. Os queijos mais suaves, do tipo Emmenthal e Gruyère, aceitam vinhos tintos pouco tânicos, suaves. Vinhos brancos leves e aromáticos combinam com queijos de massa mole, tais como os frescos de cabra e a ricota. Você pode combiná-los com um Chardonnay, por exemplo. (Riesling ou Chardonnay), rosés ou tintos jovens e frescos, como o Beaujolais francês e o italiano Bardolino. ■ A casa apresenta uma decoração de extremo bom gosto

[close]

p. 14

14 AGOSTO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS A vez do alimento automatizado A empresária Carla Cavalcante buscou inovar e aos poucos contribuiu para mudar hábitos do consumidor no ES atividade existe no Brasil há 20 anos, mas somente agora chega ao Espírito Santo. Aos poucos, a “vending machines” , que se traduz por alimentação automatizada, ampliam espaços e começam a mudar hábitos de consumo, inserindo a população no processo de substituição da mão-de-obra humana por máquinas. Em vários locais da Grande Vitória, a população já conta com os “serviços” de grandes máquinas, onde qualquer pessoa pode comprar seu lanche rápido, sem a necessidade de atendimento. Basta colocar uma moeda no local indicado, escolher os produtos, aguardar alguns segundos, para sair com o suco, refrigerante e o salgadinho escolhido. Para o ES, quem trouxe essa atividade foi a empresária Carla Cavalcante, ex-estudante de medicina nos Estados Unidos, país em que viveu 18 anos e onde se familiarizou com avanços da tecnologia para comodidade. Ao ter que retornar ao Brasil, há quatro anos, para tratar de negócios da família, ela e seu esposo, Luiz Augusto Borba, acataram a ideia de um amigo e fundaram a Vitali Alimentação Automatizada. “A quase médica virou empresária, mas para que tudo desse certo, foi necessário me especializar” , afirma Carla, e aponta o curso de técnico em administração que fez para poder encarar a nova atividade, totalmente diferente do que havia estudado até então. “Queria me especializar em dermatologia e desenvolver um trabalho junto às comunidades pomeranas, no Espírito Santo” , conta, sem saudosismos. A Vitali Alimentação Automatizada atende hoje a mais de 30 A mil pessoas, com oferta de cerca de 300 produtos, segundo Carla Cavalcante. As máquinas estão instaladas em diversos pontos da Grande Vitória, geralmente em locais de grande fluxo de pessoas, como hospitais e escolas. As máquinas são importadas da Itália e dos Estados Unidos e “oferecem um atendimento garantido 24 horas sete dias da semana” , como diz Carla, ressaltando que, por não depender de mão-deobra, representam economia e mais comodidade para os estabelecimentos onde estão instaladas e, igualmente para o consumidor, que deixa de enfrentar filas. “Estamos avançando devagar, com cautela, pois o brasileiro ainda não tem o hábito, a cultura de usar esse serviço, muito comum nos Estados Unidos e na Europa. Em alguns países, além de bebidas quentes e frias e salgadinhos, pode-se comprar uma serie de outros produtos, como livros e peças íntimas para mulher” , diz a empresária. Ao comprar a ideia do novo negócio, Carla conta que sentiu a necessidade de buscar ferramentas necessárias à empresa. Foi desse modo que se matriculou em um curso de técnico em administração, no Senac, concluído em julho de 2011. “Com o curso obtive conhecimento sobre a melhor forma de gerenciar a empresa. Hoje, deixei de ser aluna para ser palestrante para os alunos, futuros empresários, como eu” , explica ela. Durante o curso, ela pôde observar que nos intervalos das aulas formava-se uma fila muita grande quando os alunos iam para a lanchonete. Ofereceu sua máquina de lanches e hoje o problema está resolvido. FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Carla Cavalcante importa as máquinas da Itália e dos Estados Unidos Empresária destaca o pós-venda “O segredo do nosso sucesso vai além de vender bons produtos. Nossa qualidade de serviço é o que nos faz crescer tão rápido no mercado. Temos um sistema de atendimento ao cliente (SAC) que funciona todos os dias da semana e 24 horas. Sempre escutamos os clientes e devolvemos o dinheiro desde uma moeda de 50 centavos até 5 reais, o que for que o cliente se disser prejudicado” , afirma Carla. A Vitali só oferece produtos de marcas muito conhecidas e repeitadas no mercado. “ As grandes marcas estão sempre à frente no que há de novidade no mercado. “Comprando meus produtos de grandes marcas eu acompanho as novidades e fico a frente também, trazendo os melhores produtos para os clientes. Gosto de vender chocolates importados e diferentes tais como o Kit Kat, Snickers, M&M, Twix. Vendo também Lolo, Galak, Sensações, Alpino, alguns chocolates mais comuns porque faço pesquisa e escuto meus clientes” . Além do lado empresarial, Carla desenvolve ações voluntárias. “Faço então palestras gratuitas para as escolas ensinando aos novos empreendedores como se abre uma empresa, no que implica e conto como iniciei a minha. Gosto muito de falar com os jovens empreendedores. ■

[close]

p. 15

14 ANOS VITÓRIA/ES AGOSTO DE 2014 15

[close]

Comments

no comments yet