Revista Benchmarking Edição 10 - Janeiro/Julho 2014

 

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Conteudos de sustentabilidade, artigos, entrevistas, depoimentos, agenda e materias especiais - todas exclusivas

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Edição 10 - Janeiro a Julho de 2014 R e v i s t a BENCHMARKING Aprendendo com os detentores das melhores práticas Marilena Lavorato Idealizadora Benchmarking Brasil Heloísa Schurmann Presidente Instituto Schurmann Benchmarking Brasil conta com a participação de especialistas de vários países Lester Brown President Earth Policy Institute Jacquelyn Ottman Fundadora da Comunidade Global WeHatetoWaste XII Bench Day Os Legítimos da Sustentabilidade 2014

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Benchmarking Brasil Programa de Sustentabilidade 2015 Inspira Empresas e Pessoas na busca das Melhores Práticas Socioambientais Legítimos da Sustentabilidade Ranking Benchmarking Os Melhores da Gestão Socioambiental Brasileira Inscrição de Cases de Janeiro a Março de 2015 www.benchmarkingbrasil.com.br

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Editorial A Revista Benchmarking trás em sua 10ª edição, entrevistas, matérias e depoimentos exclusivos de grandes nomes da sustentabilidade, nacionais e internacionais. Em Páginas Verdes entrevistamos com exclusividade, Jacquelyn Ottman, uma das maiores estrategistas em sustentabilidade do mundo. Em Vozes da Sustentabilidade, depoimento de Lester Brown, um dos mais influentes pensadores do mundo, segundo o jornal Washington Post, e também de outras personalidades falando sobre «sustentabilidade», um conceito ainda em construção e com diferentes significados, segundo a visão de cada um deles. Em trajetória, matéria exclusiva sobre a Família Schurmman que se prepara para sua 3ª volta ao mundo. A cobertura da 12ª edição do Programa Benchmarking Brasil é o ponto alto da revista. Além dos Rankings, a performance do Programa também poderá ser conferida nesta edição. Este ano, em virtude da Copa do Mundo, o Programa antecipou sua realização para início de junho e superou as expectativas pela qualidade da programação, das empresas participantes e do público presente. A 12ª edição teve excelente índice de adesão de empresas entrantes, ou seja, das 32 certificações, mais de 50% pertenciam as empresas que pela primeira vez marcaram presença no Ranking Benchmarking dos detentores das melhores práticas. O Programa já certificou 311 práticas, cujos resumos (edições 2011, 2012, 2013 e 2014) serão publicados em «BenchMais 3, as melhores práticas socioambientais do Brasil» que será lançado em 2015. Durante a realização do 12º Bench Day, foi assinado contrato de parceria do Programa Benchmarking com a ABNT para certificação da metodologia de seleção dos cases para o Ranking. Mais uma vez, Bench Day reuniu a massa crítica da sustentabilidade do país. Autoridades, lideranças e especialistas atuantes nos 03 setores da economia, estiveram presentes no maior intercâmbio de boas práticas socioambientais do Brasil. Veja cobertura do 12º Bench Day e os 03 Rankings dos legítimos da sustentabilidade em 2014. E para encerrar, na seção «Acontecendo», as principais atividades desenvolvidas pelo Instituto MAIS para a construção da cultura de sustentabilidade. Além dos encontros técnicos realizados, o I+ foi fonte para matérias e entrevistas na mídia especializada e na TV aberta sobre a crise hídrica em São Paulo. O ano ainda não terminou, mas o primeiro semestre foi bastante produtivo. Boa leitura. Marilena Lino de Almeida Lavorato Idealizadora do Programa Benchmarking Brasil e Editora da Revista Benchmarking Expediente Revista Benchmarking – Aprendendo com os detentores das melhores práticas - Conselho Editorial: Marilena Lino de Almeida Lavorato (Programa Benchmarking Brasil) e Alberto Augusto Perazzo (FIDES - Fundação Instituto de Desenvolvimento Empresarial e Social) - Jornalista: Gabriela André Produtção - Fabiana Amaral. Colaboradores desta edição em artigos técnicos: Antonio Luis Aulicino, João Alexandre Paschoalin Filho e Marilena Lino Lavorato - Fotos da capa: Beatriz Arruda, Gustavo Trentin, e outros - Fotos das matérias: Gustavo Prado e outros - Projeto Gráfico: One Star .com Gestor Web: Alexandre T. Prado. Produção Executiva: Mais Projetos - Versões Eletrônica e Impressa- Contatos: imprensa@institutomais.org A Revista Benchmarking não se responsabiliza pelos conceitos e opiniões emitidos em artigos e frases assinadas, sendo de responsabilidade exclusiva de seus autores. A reprodução, no todo ou em parte, de suas matérias só é permitida desde que citada a fonte e autor.

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SUMÁRIO R e v i s t a BENCHMARKING Aprendendo com os detentores das melhores práticas Páginas Verdes Entrevista exclusiva com Jacquelyn Ottmann, uma das mais respeitadas estrategistas em sustentabilidade do mundo 5 Benchmarking Brasil 2014 Certificadas 32 Práticas de sustentabilidade de 31 Organizações. Gestores e Empresas que são referências e exemplos inspiradores pela excelência de suas práticas 10 Ranking Benchmarking Os legítimos da sustentabilidade em práticas, projetos, trajetórias e inovações 12 8 22 Galeria Vozes da Sustentabilidade Visão e pensamento de um conceito em construção Matéria Especial Expedição Oriente: Terceira volta ao mundo da Família Schurmann pelo mar 25 Artigos Técnicos 03 artigos exclusivos de pesquisadores e executivos sobre temas atuais e diferenciados: Governança, Resíduos e Comportamento Ambiental 32 Acontecendo Eventos e ações que formam massa crítica em sustentabilidade realizados no primeiro semestre de 2014 40 Edição 10 – Janeiro a Julho de 2014

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Jacquelyn Ottman Por Marilena Lavorato Nós projetamos a comunidade global WeHateToWaste.com como forma de inovação social. A Revista Benchmarking traz em páginas verdes a visão de uma das mais respeitadas estrategistas em sustentabilidade do mundo. Jacquelyn Ottman, pensadora, autora e consultora de empresas líderes mundiais, compartilhou sua visão sobre competitividade e inovação nesta entrevista exclusiva. Jacquelyn iniciou sua carreira em agências de publicidade de Nova York e se especializou em estratégias de negócios & sustentabilidade. Por mais de 25 anos, liderou movimentos sustentáveis no mundo corporativo. Foi co-fundadora da Conferência de Marcas Sustentáveis, co-presidente da Rede Mundial de Designers Verdes de NY chapter of O2 e durante sete anos presidiu o júri do American Marketing Association, que concede o Prêmio Especial Edison para as inovações ambientais de Novos Produtos. É co-fundadora do Comitê de Negócios Sustentáveis da Columbia Business School Alumni Club de Nova York, membro do Conselho Consultivo para Projeto de Desenvolvimento Sustentável (UK), e do Centro de Pequenos Negócios e Meio Ambiente (Washington,DC). No mundo corporativo é uma raridade encontrar profissionais como Jacquelyn, que conquistou tanto respeito e prêmios falando sobre este complexo assunto: “negócios e sustentabilidade”. O seu primeiro livro, “Marketing Verde: Desafios e Oportunidades para a Nova Era do Marketing” (1993) foi considerado uma das melhores publicações sobre negócios. Em 2003, ela foi premiada com o Innovation Grant EPA dos EUA. Em 2005, foi nomeada entre os "25 Campeões Ambientais do Ano" ao lado de nomes como Robert F. Kennedy Jr. e George F. Pataki, governador de Nova York. Em 2011, seu livro "As Novas Regras do Marketing Verde" foi nomeado Top 40 da Sustentabilidade pela Universidade de Cambridge (Reino Unido). Sua iniciativa WeHatetoWaste.com, está definindo caminhos e tendências para o 'wasteless' (sociedade sem resíduos), propondo um novo estilo de vida para os consumidores vorazes ao redor do mundo. Nesta entrevista Jacquelyn fala sobre movimentos da sustentabilidade que estão transformando os negócios e os hábitos de consumo. Uma rara oportunidade de contato com uma das melhores cabeças e uma das mais requisitadas consultoras do mundo corporativo quando se trata de “estratégias e inovações sustentáveis”, e que a Revista Benchmarking traz com exclusividade para seus leitores. Você é uma das pioneiras do marketing verde atuando como estrategista há mais de 25 anos. Como vê a trajetória das organizações neste período em relação as suas estratégias de sustentabilidade? A maioria dos meus clientes quando comecei a fazer Consultoria Ambiental foram Empresas Fortune 500 (¹), que estavam tentando tornar-se verdes a partir do zero. Eles procuravam consultores para conquistar credibilidade, e parceiros de outras organizações para somar conhecimento. Muitas dessas empresas são líderes no mercado hoje. Mas, sou bem ciente em reconhecer que o processo levou em muitos casos, 25 anos. Going Lean é uma tendência de comportamento para o uso moderado dos recursos. Páginas Verdes 5 Jacquelyn Ottman, Fundadora da Comunicade Global Wehatetowaste.com

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Você dedicou especial atenção aos rótulos ecológicos tais como Energy Star e USDA Certified Biobased. Como vê a contribuição dos rótulos para a construção de um consumo mais responsável e verde? Rótulos ecológicos desempenham um papel muito importante incentivando o mercado a desenvolver ofertas ambientalmente competitivas que ajudam os consumidores a identificarem opções ecológicas nos pontos de vendas, enquanto realizam suas compras. O rótulo ecológico é uma forma de garantia para o consumidor. É uma importante ferramenta que diferencia o produto, esclarece e orienta o consumidor e ainda associa a marca a práticas sustentáveis. Por exemplo, a Energy Star significa que o produto é eficiente em energia. No entanto, tem o dever de usar a marca para lembrar os consumidores a desligarem a impressora, a lâmpada, o ar condicionado, eletroeletrônico em geral, mesmo quando não estão em uso. Como vê o atual estágio da humanidade em relação a cultura de sustentabilidade? Existem países que estão mais avançados e com uma cultura mais sólida sob este aspecto? Uma das formas mais estimulantes que temos aprendido com a nossa comunidade online WeHateToWaste.com é que diferentes culturas têm diferentes abordagens para a prevenção do desperdício. Há muitas coisas que podemos aprender e nos inspirar, desde abordagens distintas para o mesmo problema até a prevenção do desperdício de uma cultura para outra. Por exemplo, os japoneses têm um princípio chamado "muda" (²), traduzindo grosseiramente significa “o último pedaço de valor dos recursos”. Todos nós podemos nos beneficiar com isso. Seu mais recente livro lançado em 2013 “Como fazer credíveis Reivindicações de Marketing Verde” aborda a variável ambiental sob uma nova ótica. Como é esta abordagem? A Comissão Federal do Comércio atualizou suas orientações para o Marketing Ambiental em outubro de 2012. No livro, nós atualizamos os comerciantes sobre o que essas publicações significam, e fornecemos orientações práticas para evitar o greenwash, intencional ou não. Os pontos chaves atualizados no Guia Verde da Comissão Federal do Comércio são a transparência e o cuidado com exageros, seja em palavras ou imagens. As pessoas não estão em condições extremas a ponto de tomar 'banho de balde'; mas podem optar por um chuveiro de baixo fluxo bem projetado. Podem também usar a criatividade para reaproveitar sobras e consertar coisas. Com a evolução do sistema, veremos cada vez menos o uso de termos como Eco‐friendely e similares, assim como, a associação de imagens de bebês, planetas e margaridas com sustentabilidade. Por exemplo, as palavras "eco-friendly" ou mesmo "verde" sugerem que o produto seja mais verde do que a concorrência (ou a sua versão anterior) em cada etapa do ciclo de vida de sua matéria prima até a venda. Por isto, se torna necessário dedicar atenção ao uso destas palavras. Mas, acredito que a longo prazo, com a evolução do sistema, veremos cada vez menos o uso de termos como estes, assim como, a associação de imagens de bebês, planetas e margaridas com sustentabilidade. Páginas Verdes 6 Jacquelyn Ottman, Fundadora da Comunicade Global Wehatetowaste.com

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Porque “Going Lean” é o novo verde? Going Lean é uma tendência de comportamento para o uso moderado dos recursos. Aquele que tem esta tendência aumenta a chance de tornar-se cada vez mais 'verde'. Usando menos água para lavar a roupa, provavelmente irá usar menos detergente e o mais importante, menos energia também. Tudo será consumido em menor volume. Esta tendência é também mais ampla do que o simplesmente 'verde'. Há muitas razões para que alguém queira usar os recursos naturais com moderação, incluindo salvar o meio ambiente. Mas, também devemos ser comedidos por outras razões: economizar dinheiro, e sentir-se bem por questões de lógica e ética por exemplo. Se os consumidores forem motivados para se tornarem “Lean” (menos consumistas e com disposição para minimizar desperdícios e aumentar os valores), eles se tornarão verdes naturalmente. O que faz um No-Waste Lifestyle Look Like? A imagem do No-Waste Lifestyle está surgindo a partir de várias histórias e dicas que são postadas no WeHateToWaste.com. Até agora, parece que o estilo de vida está focado em marcas que ajudam os consumidores a obterem produtos sem embalagem, que ajude-os tomarem banho utilizando menos água, e a reduzirem o desperdício de alimentos. Em poucas palavras, NoWaste Lifestyle é agradável na medida em que utiliza o poder do design, da tecnologia e criatividade para garantir um nível elevado de conforto sem desperdício. As pessoas não estão em condições extremas a ponto de tomar 'banho de balde'; mas podem optar por um chuveiro de baixo fluxo bem projetado. Podem também usar a criatividade para reaproveitar sobras e consertar coisas. Você diz que o seu livro “As Novas Regras do Marketing Verde”, lançado em 2011, traz soluções práticas que podem ajudar os consumidores a prosperarem durante os anos magros que estão por vir. Pode nos dar algum exemplo prático? Os especialistas estão prevendo que em 2050, existirão 9.5 bilhões de pessoas no planeta, e em 2030 haverá mais de 3 bilhões de pessoas mudando para a classe média (principalmente dos países que compõem os BRICs). Ao mesmo tempo, restrições significativas ocorrerão com os recursos naturais, uma vez que a sociedade de consumo é muito ativa. Então, o que estamos tentando fazer no WeHateToWaste.com é reunir uma comunidade de pessoas de todo o mundo que já estão vivendo com menos desperdício, para compartilhar suas histórias, estratégias e ideias com medidas práticas de forma que todos possam aprender. Isso pode inspirar os consumidores a realizarem compras e se comportarem de forma diferente (reciclagem, compostagem, reutilização, etc), e também, fornecer ideias valiosas para novos produtos e serviços. Os consumidores podem se beneficiar AGORA - por causa da escassez de recursos em algumas áreas. Por exemplo, 80% da Califórnia está passando por condições de seca climática neste momento. Portanto, todos podem aprender com aqueles que, por qualquer motivo tiveram seus recursos limitados. Nós projetamos a comunidade global WeHateToWaste.com como forma de inovação social. Deste modo, qualquer pessoa pode usar o site consumidores, empresas e até mesmo concorrentes da nossa empresa. Mas, somente membros de nossa comunidade podem realizar pesquisas de mercado e sugerir novas ideias para nossos clientes. Para saber mais, visite o link: http://ow.ly/vMzly Páginas Verdes 7 Jacquelyn Ottman, Fundadora da Comunicade Global Wehatetowaste.com

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Existe no mercado uma nova geração de marcas que tenha habilidade para equilibrar sustentabilidade com orçamentos enxutos? E visão para apostar no crescimento da reciclagem de materiais? Os melhores exemplos de empresas que estão se beneficiando com a reciclagem são TerraCycle e RecycleBank. A TerraCycle faz novos produtos a partir do resíduo de embalagem coletada nas escolas. Eles estão usando o poder da tecnologia para tornar mais interessante a compra de produtos feitos com material reciclado. A RecycleBank utiliza técnica de gamification (³) para premiar os consumidores de vários municípios com a reciclagem de garrafas e latas. A comunidade WeHateToWaste, está apresentando uma publicação do Tom Szaky, fundador da TerraCycle. Confira: http://www.wehatetowaste.com/tom-szaky-terracyclerecycle-right Qual foi sua principal motivação para lançar em 2013 o WeHateToWaste.com, uma comunidade global on-line de influenciadores e marcas para partilhar informação sobre novos estilos de vida e nãodesperdício? Eu sei que há várias razões pelas quais eu pessoalmente estou empenhada em ajudar o meio ambiente, mas o que mais me motiva é acabar com o desperdício. Outras motivações são: proteger os animais, consumir alimentos saudáveis, evitar o uso desnecessário de produtos químicos e desfrutar da natureza. Então, quando olhei para o futuro e vi os recursos naturais projetados para escassez, eu disse a mim mesma, este é um desafio global para o qual estou motivada a encontrar soluções. Tenho 59 anos de idade. Então, se há uma questão que eu gostaria de focar para o resto da minha carreira, esta questão é o combate ao desperdício. Qual o perfil dos integrantes do WeHateToWaste, e quais são os temas de maior interesse da comunidade? As que fazem parte do WeHateToWaste são como o próprio nome sugere, pessoas que odeiam ver as coisas indo para o lixo. Então, desenvolveram um estilo de vida em que não tenham que comprar o que não precisam. Podem reciclar, andar de bicicleta ou ir a pé para o trabalho. E muitos são tão apaixonados pela causa, que tendem a ter empregos em empresas, governo, ONGs, ou simplesmente em comunidades que se relacionam com a sustentabilidade. Pelo conhecimento que adquiriram, são influenciadores e formadores de opinião. Quando você realmente se preocupa com o desperdício, quer influenciar e tornar mais fácil a realização do objetivo da redução do desperdício. Este programa (Benchmarking Brasil) me parece maravilhoso! Assim como no WeHateToWaste, os relatos, publicações e histórias que as pessoas encaminham constam em um banco de dados próprio descrevendo cada estratégia e cada prática. Páginas Verdes 8 Jacquelyn Ottman, Fundadora da Comunicade Global Wehatetowaste.com

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No Brasil temos o programa Benchmarking Brasil que a exemplo do WeHateToWaste, também reúne especialistas e gestores para compartilhar as melhores práticas socioambientais. Como vê a iniciativa? Este programa me parece maravilhoso! Assim como no WeHateToWaste, os relatos, publicações e histórias que as pessoas encaminham constam em um banco de dados próprio descrevendo cada estratégia, e cada prática para lidar com os resíduos. No‐Waste Lifestyle é agradável na medida em que utiliza o poder do design, da tecnologia e criatividade para garantir um nível elevado de conforto sem desperdício. Benchmarking Brasil A fotografia da gestão socioambiental brasileira O Programa Benchmarking Brasil recebe inscrições de cases para o Ranking dos Detentores das Melhores Práticas Socioambientais do País no período de janeiro a março de 2015 www.benchmarkingbrasil.com.br Páginas Verdes 9 Jacquelyn Ottman, Fundadora da Comunicade Global Wehatetowaste.com

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BENCHMARKING BRASIL Inspira EMPRESAS E PESSOAS NA BUSCA DAS MELHORES PRÁTICAS DE SUSTENTABILIDADE O 12° BENCH DAY superou expectativas pela qualidade da programação, do público presente e das práticas certificadas. Foram 32 práticas de instituições localizadas em 9 diferentes estados da federação. "Cada prática certificada pelo Programa Benchmarking, significa que um pedacinho do Brasil ficou melhor ambientalmente ou socialmente, e que ao ser compartilhada, servirá de referência e inspiração a outras organizações" Diz Marilena Lavorato, idealizadora da iniciativa. Dr. Fábio Prieto, Presidente do TRF 3ª Região Dr. Gilberto Natalini, Vereador da Cidade de São Paulo Público atento nas apresentações Benchmarking Nos seminários foram apresentados os cases Benchmarking das organizações, e os Projetos de inovações verdes de alunos de escolas técnicas parceiras (Senai SP e Centro Paula Souza). Na solenidade, foi conhecido o Ranking dos melhores da sustentabilidade em 2014. A 12ª edição do Programa Benchmarking certificou 32 práticas de sustentabilidade corporativa (Bench Sr), 10 projetos de inovações tecnológicas sustentáveis de jovens talentos (Bench Jr), 05 obras de artistas que inserem a sustentabilidade em seus trabalhos como forma de expressão e/ou técnica (Bench Artes), e Marilena L. Lavorato, Idealizadora Benchmarking Brasil prestou homenagem a quem transforma realidades com seu trabalho e dedicação (Bench Pessoas). Bench Day é um evento fechado as empresas Benchmarking e convidados especiais. Foi realizado nos dias 03 e 04 de junho, no auditório do TRF3 (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região, Av. Paulista, 1842 - 25° andar - Torre Sul, em São Paulo/SP. BENCHMARKING Os legítimos da sustentabilidade em 2014 10

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Inspira 12ª Edição 04 de junho de 2014 São Paulo/SP BENCH DAY BENCHMARKING 11 Os legítimos da sustentabilidade em 2014

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BENCHMARKING BRASIL A Fotografia da Gestão Socioambiental Brasileira Trajetória e resultados Apoio: No período de 2003 a 2014 contou com a participação de 160 especialistas de 20 diferentes países na comissão técnica e apoio de expressivas instituições representativas como a FIESP, FIEMG, FIESC (IEL), FNQ, Sebrae SP, TRF3 - Tribunal Regional Federal da 3ª Região, Instituto Brasil Pnuma, Câmaras de Comércio: Alemã, Francesa, Espanhola, Argentina, Britânica, e apoios internacionais: IAPMEI (Ministério de Economia e Inovação de Portugal), UNEP (United Nations Environment Programme - Nairobi, Quenia) e Agency Holaverde (Alemanha). Abrangência: O Programa Benchmarking Brasil é uma das mais abrangentes iniciativas de fomento a sustentabilidade. Congrega participantes dos 03 setores da economia pertencentes a 26 diferentes ramos de atividade, sendo que Mineração, Alimentos/Bebidas e Energia são os ramos que mais contribuíram com práticas de excelência, sendo 28, 28 e 36 cada. Já as categorias gerenciais que tiveram mais práticas certificadas foram: Educação, comunicação e informação socioambiental, e, Ferramentas e Políticas de Gestão, com 92 e 55 respectivamente. Isto confirma uma preferência por conscientização e estratégia para investimentos em projetos de sustentabilidade. . Participação de grandes empresas: O Programa Benchmarking Brasil recebeu mais de 800 inscrições durante o período 2003-2014, e certificou 311 práticas de 172 empresas localizadas nas 5 regiões do país. A maioria delas são grandes corporações. Isto ocorre porque conhecimento e expertise demandam corpo técnico técnico especializado, o que significa investimento em capital intelectual e estruturas tecnológicas. Mas, na lista das instituições com práticas certificadas encontramos também pequenas e médias empresas, além de ONGs, Universidades e Instituições Governamentais, comprovando que a sustentabilidade é viável a todos. Com criatividade, talento e disposição, é possível viabilizar grandes projetos e inovar. BENCHMARKING 12 Os legítimos da sustentabilidade 2003-2014

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BENCHMARKING BRASIL A Fotografia da Gestão Socioambiental Brasileira Inovação Contínua: O programa tem vocação para inovar. A cada edição, novos frutos da mesma e grande fonte surgem. Livros, revistas, guias, encontros técnicos, feiras, congressos e seminários, além de exposições e homenagens. Benchmarking Brasil lançou a Série BenchMais com 02 volumes já publicados. A revista Benchmarking (10 edições nas versões impressa e digital), Cultura de Sustentabilidade com Benchmarking das Artes, Benchmarking Pessoas e Benchmarking Junior. FIBoPS Técnica com Congresso de Boas Práticas, Encontros técnicos, entre outros. Em 2014 fez parceria com a ABNT para certificação da sua metodologia. Independência e Pluralidade: Benchmarking Brasil é uma iniciativa independente, plural e democrática que construiu o maior banco digital de práticas certificadas com livre acesso na internet do país. A realização do Programa Benchmarking Brasil é da MAIS Projetos com o apoio do Instituto MAIS e de outras instituições associativas/ representativas, brasileiras e internacionais. Pesquisas e Números: O Programa Benchmarking Brasil surgiu a partir de uma pesquisa com empresas em 2002 e a partir daí foi se aperfeiçoando anualmente pelos especialistas que participam da comissão técnica. Ao longo destes anos contribuiu efetivamente com a construção de massa crítica em sustentabilidade reunindo e compartilhando as melhores práticas socioambientais. A metodologia de avaliação foi desenvolvida e é aperfeiçoada anualmente pelos integrantes da Comissão técnica (160 especialistas de 20 diferentes países até o momento). (*) Benchmarking é um ferramenta de gestão que não se limita na simples identificação das melhores práticas, mas, principalmente, no seu compartilhamento para elevar o nível técnico e promover a excelência das práticas aplicadas em determinada área do conhecimento corporativo. "Benchmarking é um método sistemático de procurar os melhores processos, as ideias inovadoras e os procedimentos de operação mais eficazes que conduzam a um desempenho superior" (Bogan,Christopher) Cultura de Sustentabilidade: Em 2013, o Programa Benchmarking Brasil foi o grande vencedor (1º colocado) da Categoria Humanidades do Prêmio von Martius de Sustentabilidade da Câmara Brasil Alemanha. BENCHMARKING 13 Os legítimos da sustentabilidade 2003-2014

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BENCHMARKING BRASIL A Fotografia da Gestão Socioambiental Brasileira A cada nova edição do Programa Benchmarking Brasil, nota-se o aprimoramento da gestão socioambiental brasileira. O Ranking Benchmarking oferece indicadores para se monitorar movimentos relevantes da sustentabilidade na área empresarial. Observa-se como a sustentabilidade está sendo aplicada pelas empresas, como por exemplo, o grau de aprimoramento do modus operandi (sistemas de gestão), as áreas que recebem mais atenção, e até mesmo, os segmentos e ramos de atividades mais comprometidos e por isto, mais avançados em suas boas práticas socioambientais. Com um olhar mais atento podemos ver o surgimento de tendências e novos cenários se formando. O foco do Programa Benchmarking está no “como” as empresas e instituições estão aplicando a sustentabilidade em seus negócios. As práticas certificadas registram o comportamento das organizações no quesito “sustentabilidade”, e através delas podemos ver a regularidade, a coerência e a inovação das empresas. Por exemplo: Regularidade: Esta é a principal característica da organização quando ela realmente incorpora os princípios da sustentabilidade em seu modelo de governança. E ao observar as empresas Benchmarking, nota-se que um número reduzido de instituições tiveram folego para emplacar novas práticas a cada edição. Poucas organizações conseguem marcar presença em todas edições de forma a perenizar sua condição Benchmarking em práticas de sustentabilidade. Coerência: Nem todo discurso é legítimo. Pelo contrário, a grande maioria não tem lastro e comprovação. Mas quando se olha para as práticas Benchmarking, nos deparamos com empresas que comprovam convergência entre seu discurso e prática. Detalharam seus “modus operandi” para especialistas e obtiveram índice técnico nas avaliações. Inovação e atitude: As particularidades encontradas nas práticas certificadas permitem dizer que pequenas empresas e até mesmo ONGs podem ter excelentes cases de sustentabilidade, desmistificando o tabu de que apenas as grandes se preocupam com esta questão. Empresas dos 03 setores tiveram práticas certificadas comprovando que a sustentabilidade independe do porte, ramo ou setor da organização. Modus Operandi do Programa: Para ser certificada, a empresa deve se inscrever e ser avaliada por uma comissão técnica multidisciplinar composta por especialistas de vários países que avaliam as práticas sem ter acesso ao nome da organização. As empresas que concorrem ao Ranking assinam um termo de compromisso relativo a sua participação e autorização de publicação da prática inscrita, entre outros quesitos que se declara apta a cumprir. Somente depois desta fase é que sua prática é avaliada pela Comissão técnica. Existe também um acordo de confidencialidade, onde as empresas não aprovadas são mantidas em absoluto sigilo e desconhecimento, inclusive da Comissão Técnica, que pela metodologia não tem acesso ao nome da organização no processo de avaliação. BENCHMARKING 14 Os legítimos da sustentabilidade 2003-2014

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BENCHMARKING BRASIL A Fotografia da Gestão Socioambiental Brasileira Benchmarking Brasil contribuí para a transparência das relações empresariais com suas comunidades Até o momento, 172 empresas de 26 diferentes ramos de atividades tiveram seus cases certificados e foram reconhecidas como detentoras das melhores práticas de sustentabilidade em uma das 10 categorias gerenciais: arranjos produtivos; educação e comunicação socioambiental; energia; emissões; ferramentas e políticas de gestão; manejo e reflorestamento; pesquisa e desenvolvimento de novos produtos; proteção e conservação; recursos hídricos e resíduos. Suas práticas com os devidos créditos foram publicadas em livros, portais e revistas especializadas e estão disponíveis no maior banco digital de boas práticas de livre acesso do país. Também são apresentadas nos encontros técnicos I+ e outros eventos corporativos. Mais informações no site www.benchmarkingbrasil.com.br Nos gráficos acima e ao lado temos: 1. Práticas certificadas e novas empresas entrantes em cada edição. 2. Ramos de atividades e segmentos representados em cada edição. BENCHMARKING 15 Os legítimos da sustentabilidade 2003-2014

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