Revista Vetscience, Número 3, 2014

 

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Revista Vetscience, Número 3, 2014

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ÍNDICE 03. ENDOCRINOLOGIA 03. ENDOCRINOLOGIA VETERINÁRIA - A Precisão e a Segurança do Radioimunoensaio 05. DIAGNÓSTICO DE DOENÇAS ENDÓCRINAS: PROVAS FUNCIONAIS 07. OBESIDADE CANINA 09. Principais alterações hormonais em equinos: correlação clínico – laboratorial 11. HIPERPARATIREOIDISMO SECUNDÁRIO RENAL 13. HIPOADRENOCORTICISMO: ENFERMIDADE RARA OU SUB-DIAGNOSTICADA EM NOSSO MEIO? 14. FUNÇÃO TIREOIDIANA – VALOR DO K TIREOIDEO 13. MEDICINA VETERINÁRIA 17. GERIATRIA 17 . PARÂMETROS CLíNICO-LABOPREVENTIVA RATORIAIS NO CÃO IDOSO 15 . QUALIDADE DA COLETA DE AMOSTRAS BIOLÓGICAS EM MEDICINA VETERINÁRIA 21. DERMATOLOGIA 21. DERMATITE ATÓPICA – DIAGNÓSTICO CADA VEZ MAIS COMUM NOS CÃES 23. ALERGOLOGIA 23. ENTENDENDO A ALERGOLOGIA VETERINÁRIA 25. ASMA E BRONQUITE EM CÃES E GATOS 27. BIOLOGIA MOLECULAR 29. HEMATOLOGIA 27. DIAGNÓSTICO DA LEPTOSPIROSE E TOXOPLASMOSE POR PCR – REAL TIME 29. ANEMIA HEMOLÍTICA EM CÃES E GATOS(1) 31. LEISHMANIOSE VISCERAL CANINA 33. PATOLOGIA 33. APLICAÇÕES DAS COLORAÇÕES ESPECIAIS NO DIAGNÓSTICO HISTOPATOLÓGICO 36. MEDICINA LAB. DE FELINOS 39. MEDICINA LAB. DE SILVESTRES 36. ACNE FELINA 37. COLETA DE SANGUE PARA ANÁLISES LABORATORIAIS EM FELINOS 39. COLETA DE AMOSTRAS EM AVES SILVESTRES DICAS E ORIENTAÇÕES 31. MITOS E VERDADES NO DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DA LEISHMANIOSE VISCERAL CANINA EXPEDIENTE Editores /publishers: Dr. Luiz Eduardo Ristow . CRMV-SP 5560S . CRMV-MG 3708 . ristow@tecsa.com.br Dr. Afonso Alvarez Perez Jr. . afonsoperez@tecsa.com.br Equipe de Médicos Veterinários TECSA . tecsa@tecsa.com.br CIRCULAÇAO DIRIGIDA A revista VetScience® Magazine é uma publicação do Grupo TECSA dirigida somente aos médicos veterinários, como parte do Projeto JORNADA DO CONHECIMENTO, criado pelo mesmo. Este projeto visa a universalização do conhecimento em Medicina Laboratorial Veterinária. A periodicidade é Bimestral, com artigos originais de pesquisa clínica e experimental, artigos de revisão sistemática de literatura, metanálise, artigos de opinião, comunicações, imagens e cartas ao editor. Não é permitida a reprodução total ou parcial do conteúdo desta revista sem a prévia autorização do TECSA. Os editores não podem se responsabilizar pelo abuso ou má aplicação do conteúdo da revista VetScience magazine. Projeto Gráfico e Diagramação: Contatos e Publicidade: Haja Comunicação . haja@hajacomunicacao.com comunicacao@tecsa.com.br Av. do Contorno , nº 6226 , B. funcionários, Belo Horizonte- MG – CEP 30.110-042 PABX-(31) 3281-0500 Tiragem: 5000 revistas Publicação Bimestral Na Internet: www.vetsciencemagazine.com ISSN: 2358-1018 Grupo TECSA – 20 anos de precisão, tecnologia e agilidade.

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Dr. Afonso Perez Diretor Executivo Dr. Luiz Ristow Diretor Técnico O MELHOR CUSTO-BENEFÍCIO PARA VOCÊ, MÉDICO VETERINÁRIO Caros Colegas, Neste Terceiro número da VetScience, o TECSA laboratórios comemora o seu 20 º Aniversário. Desde o começo o TECSA já se preparava para atingir o posto de melhor Lab. Veterinário da América Latina! Para que isto fosse possível investimos durante anos em consultorias, equipamentos sofisticados e precisos, profissionalização de equipes, sistemas de garantia da qualidade, otimização de processos e, sobretudo em INOVAÇÃO. O TECSA Laboratórios tem a inovação no seu DNA. • Inovação na Gestão administrativo-financeira - visando maximizar e automatizar processos. Para isto possui equipe de consultores com práticas reconhecidas mundialmente para otimização de recursos e procedimentos, com conseqüente diminuição de perda/retrabalho e assim redução de custos. Através da gestão pela excelência e por ser o TECSA hoje, o maior laboratório de Patologia Clínica/Anatomia Patológica Veterinária da América Latina - com um volume médio de 4 milhões de análises ano, conseguimos importantes negociações com fornecedores nacionais e internacionais. Todos estes fatores nos levaram a alcançar o melhor custo-benefício, mantendo Qualidade Classe Mundial. Hoje o TECSA se encontra em um patamar de eficiência e oferta de exames que supera muitos laboratórios no mundo, mas com valores que atendem a realidade socioeconômica do Brasil. Dentro desta política sempre ficou claro que todos os nossos ganhos em escala iriam ser revertidos para estabelecer preços justos ao cliente e priorização do desenvolvimento de novas tecnologias; • Inovação na Logística de Materiais Biológicos - A qualidade da amostra está diretamente relacionada aos padrões estabelecidos de coleta, armazenamento e transporte. Estes determinam a confiabilidade e garantia do resultado encontrado. Sabe-se que a implantação de procedimentos padrões (POPs) é o primeiro passo para que haja o controle destas variáveis. O TECSA desenvolveu e padronizou o uso da exclusiva Bolsa Canguru, que estabeleceu a forma apropriada de envio de amostras veterinárias, sem que possíveis derramamentos contaminem os pedidos de exames. Por outro lado, após várias experiências com empresas especialistas em transporte de biológicos do mercado, o TECSA criou sua própria empresa de Logística – a LOGLIFE - que já nasceu atuando em 26 Estados e mais de 200 cidades no País. Com uma rede de funcionários próprios e com o padrão TECSA de atendimento! Na Loglife as inovações e os controles, gerando qualidade das amostras, são tantos que os maiores Labs. Humanos se tornaram clientes Loglife! • Inovação em Exames e Metodologias – O TECSA foi o primeiro laboratório veterinário a realizar exames com a metodologia ELISA no segmento veterinário, o que gerou uma redução significativa no prazo de entrega de resultados , que antes duravam ate 20 dias. A entrada do TECSA revolucionou todo o mercado de análises veterinárias. Impôs um padrão de qualidade certificado (ISO9001/DNV/INMETRO, PRIMEIRO DA AMÉRICA LATINA) onde todos os processos e insumos são diferenciados. O TECSA sempre utilizou Kits de procedência certificada e considerados padrão–ouro no mundo, não aceitando utilizar kits baratos oriundos de países com histórico de baixa qualidade. Além disto, foi o TECSA quem trouxe ao Brasil os melhores métodos e os melhores kits para doenças que até então não eram nem diagnosticadas por aqui. Após Pesquisas e intercâmbios empresa – universidades, conseguimos viabilizar um menu de exames inovadores, de tal forma que hoje somente raros laboratórios dos EUA possuem a mesma gama de opções de diagnóstico animal que o TECSA lhes oferece. São 20 anos de pesquisas, estudos, intercâmbios, investimentos financeiros e capacitação em equipes. Somos mais de 130 profissionais garantindo a posição que o TECSA conquistou e o reconhecimento que temos em todos os segmentos da Medicina Veterinária no Brasil. Mas nada disto importa se não for para lhe atender – colega médico veterinário – se não for para facilitar sua atuação e para lhe engrandecer e lhe gerar orgulho em ter ao seu lado uma empresa Brasileira com Qualidade Padrão Mundial. Dr. Afonso Perez Dr. Luiz Ristow

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ENDOCRINOLOGIA ENDOCRINOLOGIA VETERINÁRIA A Precisão e a Segurança do Radioimunoensaio Os animais, assim como os seres humanos, podem apresentar uma série de distúrbios hormonais que em geral são caracterizados por um conjunto de sinais determinando síndromes que, apenas ao exame clínico, não permitem um diagnóstico conclusivo. Portanto torna-se necessário tanto para fins diagnósticos como para avaliação do tratamento, a realização de exames laboratoriais que envolvem provas hormonais específicas, além de avaliações indiretas demonstradas por provas hematológicas e bioquímicas. A casuística de endocrinopatias abrange disfunções relacionadas principalmente às glândulas Tireóide, Adrenal e Pâncreas (endócrino), sendo Diabetes, Hiperadrenocorticismo, Hipotireoidismo e Hipertireoidismo as mais frequentes doenças hormonais. Para o diagnóstico dessas e outras enfermidades do sistema endócrino existem várias metodologias de análises e uma boa gama de kits. Porém, em sua imensa maioria, trata-se de Kits p/ Lab. Humano e metodologias testadas e aprovadas para análises humanas. A grande diferença entre as dosagens hormonais em animais e em seres humanos está na concentração de determinados hormônios e também na sua biodisponibilidade, o que torna a grande maioria dos kits e métodos diagnósticos dos Labs. Humanos inapropriados para as análises hormonais em medicina veterinária . Desde a década de 60 a metodologia de RADIOIMUNOENSAIO-RIE está disponível para a medicina veterinária, por isto quase a totalidade dos trabalhos científicos sobre endocrinopatias estão referenciados com dados da metodologia de RIE. Desde a sua implantação esta metodologia se mostrou insubstituível para o uso pelo médico veterinário, sendo infinitamente superior aos métodos de Quimioluminescencia e Elisa , pois apresenta leitura de níveis hormonais muito baixos – picogramas – o que não é possível em métodos que foram desenvolvidos para humanos . As características do método RIE o tornam o mais preciso e seguro para o diagnóstico dos hormônios seja em mamíferos, aves ou em outras espécies . Os kits de RIE são os únicos que podem ser utilizados para dosagem de hormônios em animais silvestres de forma confiável. Sua extrema precisão , aliado ao fato de poderem dosar hormônios de quase todas as espécies de animais de estimação, fizerem com que este método fosse considerado o Padrão Ouro em hormonologia e até hoje insubstituível para o endocrinologista que precisa de dados confiáveis e precisos. Hormônios disponíveis em metodologia RIE : COD-EXAME 293 70 635 69 275 154 71 147 74 624 636 73 626 72 621 HORMÔNIOS Avaliação Hormônios Sexuais LH Estradiol Estradiol - RIE Progesterona FSH Testosterona Avaliação da Função Tireoidiana/Paratireoidiana TSH T4 Total T4 Livre T3 Total - - RIE T4 Total Pós-Levotiroxina T4 Livre - - RIE T4 Livre Diálise – análise de 1ª escolha Avaliação da Função Pancreática Exócrina Insulina Avaliação da Função Adrenal Cortisol Pós-supressão com Dexametasona (Basal, 4 e 8 horas) - RIE PRAZO (DIAS) 2 dias 2 dias 3 dias 2 dias 2 dias 5

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ENDOCRINOLOGIA Avaliação da Função Adrenal (continuação) COD-EXAME HORMÔNIOS 646 Cortisol Pós-estímulo com ACTH - RIE 218 ACTH Hipersensível 634 Relação Cortisol/Creatinina Urinária PRAZO (DIAS) 2 dias PERFIS FACILITADORES 124- Curva glicêmica (Glicose - Até 5 determinações) 320 - Perfil Andrológico (Espermograma + Testosterona) 581 - Perfil Glicêmico (Glicemia de Jejum + Glicohemoglobina + Frutosanima + Dosagem de Insulina) 336 - Perfil Hipotireoidismo (Hemog., Colesterol, Fosf. Alcalina , TSH, T4 Livre ) 334 - Perfil Hiperadrenocorticismo (Hemog., Sódio, Potássio , Uréia , Cortisol Basal) 339 - Perfil Cão Obeso (Hemog. , TSH , T4 livre , Cortisol Basal , Colesterol Total, Glicemia, Uréia e Creatinina ) 332 - Perfil Geriátrico II (Hemog. ; Urina Rotina ; Glicose ; Uréia : Creatinina; T4 Livre ; TGP (ALT)) 352 - Perfil Reprodutivo Patologias (Hemog., Estrógeno, Testosterona, Progesterona,Citologia Vaginal, Brucelose) 695 - Perfil Tireoidiano (T4Total;T4 Livre;TSH) PRAZO (DIAS) 01 03 01 03 03 02 02 03 02 Equipamentos de RIE – TECSA LABORATÓRIOS 6

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ENDOCRINOLOGIA DIAGNÓSTICO DE DOENÇAS ENDÓCRINAS PROVAS FUN CI O NAI S 1. HIPERADRENOCORTICISMO O hiperadrenocorticismo é uma desordem endócrina comum, causada pela secreção excessiva de cortisol pelo córtex adrenal por disfunção desta glândula ou por hiperestímulos oriundos da Hipófise. É mais frequente em cães adultos e idosos, sendo incomum em gatos e outros animais domésticos. Alguns estudos têm demonstrado que animais com excesso de cortisol circulante também apresentam concentrações elevadas de hormônios sexuais, sugerindo que a dosagem destes também poderia auxiliar na confirmação da doença. O diagnóstico endócrino desta enfermidade é realizado após a confirmação da suspeita de hiperadrenocorticismo pelos dados de anamnese, exame físico, resultados laboratoriais (urinálise e perfil bioquímico), achados radiográficos e/ou ultrassonográficos. As principais técnicas utilizadas para o diagnóstico desta enfermidade são o radioimunoensaio, quimioluminescência, entre outros. Somente a dosagem do nível basal de cortisol não tem valor diagnóstico, devido ao fato de que tanto o cortisol quanto o hormônio corticotrófico (ACTH) são secretados esporadicamente, o que leva a ocorrência de valores mais altos ou mais baixos de acordo com o período do dia. Por este motivo são necessárias provas específicas para o diagnóstico desta enfermidade como, por exemplo, o teste de supressão pela dexametasona e a estimulação pelo ACTH. 2. TESTE DE SUPRESSÃO PELA DEXAMETASONA A dexametasona é um potente glicocorticóide sintético que quando administrado em pequenas doses normalmente suprime a liberação de ACTH e, conseqüentemente, do cortisol. Portanto, este teste baseia-se no fato de que o eixo hipófise-adrenal mostra-se resistente à supressão induzida pela dexametasona nos pacientes com hiperadrenocorticismo. Em animais normais e naqueles com hiperplasia idiopática cortical adrenal, o cortisol plasmático é reduzido 8h após a injeção EV de 0,01mg/kg de dexametasona, sendo que também se recomenda a análise de amostra coletada 4h após a aplicação da droga. A supressão apenas parcial do cortisol plasmático (duração de 3 a 6 horas) ocorre quando há hiperplasia cortical adrenal associada a tumores funcionais hipofisários, sendo que nenhuma supressão significativa acontece em animais com tumores funcionais do córtex adrenal. Uma alta dose de dexametasona, no teste de supressão, pode ser benéfica na diferenciação dos casos questionáveis de excesso de cortisol ocasionados por tumores funcionais hipofisários, daqueles originados por um tumor do córtex adrenal. Os níveis de cortisol, na maioria dos animais com tumores hipofisários, tornam-se deprimidos com esta dose mais elevada do medicamento, ao passo que não há depressão quando o excesso de cortisol é causado por tumores funcionais do córtex adrenal. apresentam uma resposta exagerada à estimulação pelo hormônio corticotrófico e podem, portanto, ser diferenciados daqueles animais saudáveis. 4. HIPOADRENOCORTICISMO O hipoadrenocorticismo ou Síndrome de Addison é uma endocrinopatia pouco freqüente em cães, e ainda mais incomum em gatos. Pode ser classificada de acordo com a origem em: hipoadrenocorticismo primário e secundário. O hipoadrenocorticismo primário caracteriza-se pela deficiência na secreção de glicocorticóide (cortisol) e mineralocorticóide (aldosterona) pelo córtex adrenal, causada geralmente por destruição imunomediada desta glândula. No hipoadrenocorticismo secundário (menos freqüente) tem-se secreção deficiente de glicocorticóides em consequência ao déficit hipofisário de ACTH. É importante ressaltar que a secreção de glicocorticóides pelas adrenais é estimulada pelo ACTH. Na falta deste hormônio, a camada fasciculada do córtex adrenal (camada responsável pela produção de glicocorticóides) sofre atrofia. Nota-se que a produção de mineralocorticóides está preservada uma vez que a camada responsável pela sua produção (camada glomerulosa do córtex adrenal) não é controlada pelo ACTH, mas sim pelo sistema renina-angiotensina. Os sinais clínicos são muito variáveis e dependem da severidade e da evolução da doença. Alguns cães apresentam sinais crônicos e intermitentes (por exemplo, êmese e diarréia) enquanto que outros apresentam quadros agudos e chegam ao hospital veterinário em choque (hipotensos, bradicárdicos e hipoglicêmicos). As alterações clínicas não são específicas e sim comuns a uma variedade de outras doenças. No entanto, deve-se suspeitar de hipoadrenocorticismo crônico quando uma doença tem seus sintomas exacerbados pelo estresse 7 Figura 1: Animal com hiperadrenocorticismo apresentando perda de pelo e distenção abdominal. Fonte: (1) 3. TESTE DE ESTIMULAÇÃO PELO ACTH Em contrapartida, o teste de estimulação pelo ACTH baseia-se no fato de que, tanto animais acometidos por adenomas hipofisários (secretores de ACTH) quanto aqueles que possuem tumores adrenocorticais funcionantes

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ENDOCRINOLOGIA e respondem a tratamentos inespecíficos e à terapia de suporte. O diagnóstico baseia-se nos achados clínicos, exames laboratoriais complementares (hiponatremia, hipercalemia, hipoglicemia e hipostenúria) e teste funcional. Ainda que os sinais clínicos estejam presentes e os exames complementares sejam compatíveis com hipoadrenocorticismo, um diagnóstico definitivo requer a comprovação do mau funcionamento da adrenal. Para tanto, utiliza-se um teste funcional (teste de estimulação com ACTH). Bibliografia • 1. Peterson, Mark E. Cushing’s Syndrome: A Common Hormonal Disorder in Dogs. Animalendocrine. [Online] 17 de Março de 2011. [Citado em: 15 de Julho de 2014.] http://animalendocrine.blogspot.com.br/2011/03/cushings-syndrome-common-hormonal.html. EXAMES DO TECSA LABORATÓRIOS (LABORATÓRIO DE REFERÊNCIA NACIONAL) QUE AUXILIAM NO DIAGNÓSTICO DE HIPERADRENOCORTICISMO E HIPOADRENOCORTICISMO: MATERIAL Sangue em tubo tampa roxa Sangue em tubo tampa roxa (enviar plasma congelado) Sangue em tubo tampa vermelha Sangue em tubo tampa vermelha Sangue em tubo tampa vermelha Sangue em tubo tampa vermelha Sangue em tubo tampa roxa e vermelha Sangue em tubo tampa roxa, cinza e vermelha Urina em frasco estéril COD/EXAMES 39- HEMOGRAMA COMPLETO - PET E ANIMAIS SILVESTRES 218- ACTH - HORMONIO ADRENOCORTICOTROFICO 619- DOSAGEM DE CORTISOL BASAL (RADIOIMUNOENSAIO) 630- DOSAGEM DE CORTISOL POS ACTH (RADIOIMUNOENSAIO) BASAL + POS ESTIMULO COM ACTH 621- CORTISOL POS SUPRESSAO DEXA 3 DOSAGENS (RADIOIMUNOENSAIO) 634- RELACAO CORTISOL CREATININA URINÁRIA 334- PERFIL HIPERADRENOCORTICISMO (hemograma completo + sodio + potassio + ureia + dosagem de cortisol basal ) 788- CHECK UP GLOBAL DE FUNCOES COM HEMOGRAMA 234- URINA ROTINA PRAZO DIAS Mesmo dia 2 Dias 2 Dias 2 Dias 2 Dias 2 Dias 3 Dias 1 Dia 1 Dia O novo site do TECSA Laboratório agora pode ser acessado também, através de tablets, smartphones e até mesmo com conexões 3G. Visual super moderno que facilita o acesso em poucos cliques, sem haver necessidade de passar por várias páginas. Novo visual, facilidade, dinamismo e rapidez de acesso, sem complicação, tudo ao seu alcance! Novo site TECSA Laboratórios, modernidade em poucos cliques! TECNOLOGIA EM SANIDADE ANIMAL em um clique www.tecsa.com.br 8

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ENDOCRINOLOGIA OBESIDADE CANINA 1. INTRODUÇÃO É cada vez mais frequente e preocupante, a quantidade de cães obesos atendidos nas clínicas e hospitais veterinários. Segundo o último levantamento da Associação Médica Veterinária Americana, 40% dos cães dos Estados Unidos carregam quilos extras. No Brasil, a estimativa é que 30% dos cães sejam obesos. Má alimentação, sedentarismo, castração e predisposição genética são alguns dos principais vilões do sobrepeso. A obesidade é um distúrbio grave em animais: é fator de risco para problemas respiratórios e cardiovasculares e ainda predispõe a dores nas articulações. O mais difícil é convencer os donos de que a situação é séria e requer tratamento e que eles são os principais responsáveis pela obesidade do seu animal de estimação. Em muitos casos o animal pode até correr risco de vida. 2. FATORES PREDISPONENTES • MÁ ALIMENTAÇÃO com que o animal ingira mais energia do que gasta (balanço energético positivo) e esta energia excedente é armazenada principalmente em forma de tecido adiposo. É comum abusar de ossinhos, bifinhos e biscoitos que contém muitas calorias (um biscoito médio em forma de ossinho tem cerca de 90 calorias). • SEDENTARISMO Os cães estão vivendo cada vez mais confinados, muitos vivendo em apartamentos que não possuem área física para se exercitarem e, além disso, acompanham o estilo de vida do dono que mal sai de casa e se o fazem, é somente no momento das necessidades, passando praticamente o dia todo deitados ou dormindo. Quanto mais eles engordam, mais sedentários ficam, e com isso a capacidade de se locomoverem fica mais dificultada. • CASTRAÇÃO Cães e cadelas castrados apresentam o dobro da probabilidade de se tornarem obesos – o distúrbio é mais freqüente entre as fêmeas. Com a castração, elas deixam de produzir hormônios que atuam na inibição do apetite e consequentemente comem mais do que o necessário. No caso dos machos, a retirada dos testículos interrompe a produção de hormônios andrógenos, importantes para instigá-los a se movimentar. • PREDISPOSIÇÃO GENÉTICA Cães de algumas raças, como labrador, Golden Retriever, Collie, Cocker Spaniel, Beagle e Dachshund têm predisposição a engordar. Há alterações nos hormônios que controlam a saciedade, como a leptina, produzida pelas células adiposas. Cães obesos têm resistência à substância, ingerindo maior quantidade de alimentos. 2. SINAIS CLÍNICOS A obesidade é identificada basicamente pela inspeção visual do animal, pela palpação da quantidade de tecido adiposo no tórax, no dorso e na região pélvica e pela pesagem do animal. Um cão normal deve ter suas costelas facilmente palpáveis e o contorno corporal deve ter forma de ampulheta quando visto de cima. É mais difícil avaliar a obesidade em gatos, por causa da diferente distribuição de gordura nesta espécie. As seguintes alterações são observadas em um cão obeso: •Dificuldade em palpar as costelas; •Ausência de cintura visível; •Necessidade de afrouxar a coleira; •Dificuldade para caminhar; •Locomoção vagarosa; •Respiração curta/ofegante; •Animal dorme mais que o normal. 3. COMPLICAÇÕES Assim como no ser humano, nos cães a obesidade predispõe a doenças ou agrava as pré-existentes, como por exemplo: -  Expectativa de vida diminuída:  Já foi demonstrado através de um estudo que durou cerca de 13 anos e analisou 48 Labradores que a obesidade diminui a longevidade em cães. -  doenças osteo-articulares: a obesidade leva a problemas ósseos em todas as idades do cão.  Cães filhotes de raça grande, com Bibliografia 1. Canine Obesity – A HUGE Problem…. A place for paws. [Online] 17 de Abril de 2011. [Citado em: 16 de Julho de 2014.] http://www.aplaceforpaws.com/blog/ canine-obesity-a-huge-problem. 2. Becker, Karen. Why are So Many Pet Owners Allowing Their Companions to Get Fat? Halthy Pets. [Online] 06 de Julho de 2012. [Citado em: 16 de Julho de 2014.] http://healthypets.mercola.com/ sites/healthypets/archive/2012/07/06/ high-risks-of-pets-obesity.aspx. Figura 1: Exemplo de cão obeso (imagem superior) e o mesmo animal no peso ideal (imagem inferior). Fonte: (2) Muitos proprietários desconhecem que a maioria das rações disponíveis no mercado atendem perfeitamente as necessidades nutricionais dos cães. No entanto, além da ração, muitos proprietários também fornecem petiscos e comida caseira como arroz, feijão e angu fazendo 9

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ENDOCRINOLOGIA - Diabetes Mellitus: cães obesos podem desenvolver  resistência a insulina endógena, o que pode agravar a intolerância a glicose em animais já predispostos à diabetes. Os cães podem acabar desenvolvendo diabetes tipo 1 (insulino-dependente). - Hipertensão: em condições experimentais demonstrou-se que aumentos ou reduções moderadas no peso corpóreo aumentam ou diminuem a pressão sanguínea arterial média nos cães. - Problemas Dermatológicos: tais como dermatite de prega cutânea, seborréia e dermatite por Malassezia podem ser mais comuns em cães obesos. - Risco cirúrgico e anestésico aumentado: O risco anestésico depende da técnica empregada, mas pode haver superdosagem de medicação bem como  recuperação anestésica lenta pelo depósito de drogas lipossolúveis na gordura corporal.  O tempo cirúrgico, por exemplo de uma cirurgia de castração em fêmeas (ovariohisterectomia) pode ser muito maior numa cachorra obesa. Outras doenças que podem ser induzidas pela obesidade são a hiperlipidemia, lipidose hepática e pancreatite. O animal obeso deve passar por um exame físico completo, além de exames laboratoriais, incluindo hemograma, urinálise, bioquímicos e em alguns casos  exames hormonais, para avaliar a possibilidade de causa de base levando a obesidade ou doença concomitante. Figura 2: Escala de peso – Muito magro a Obeso. Fonte: (1) ingestão excessiva de alimento podem desenvolver Osteodistrofia Hipertrófica, além de agravar sintomas de displasia coxo-femoral. A artrite também pode ocorrer, pois a obesidade aumenta a força sobre as articulações, podendo levar à destruição da cartilagem.  Cães obesos podem exacerbar doenças do disco intervertebral piorando o prognóstico. E de certa forma problemas osteoarticulares tendem a complicar a obesidade, pois os animais com dor ficam mais sedentários devido à restrição de atividade física, instalando um círculo vicioso. - Distúrbios Circulatórios:  a obesidade aumenta o risco de insuficiência cardíaca congestiva  por aumentar as necessidades de perfusão da massa gordurosa desenvolvida. - Condições Respiratórias Crônicas:  ocorre restrição do volume pulmonar, devido aos depósitos  de gordura intratorácica, assim como deslocamento do diafragma pela gordura abdominal. APOIO DIAGNÓSTICO TECSA LABORATÓRIOS - O TECSA Laboratórios oferece inúmeros exames para o diagnóstico da obesidade e doenças correlacionadas. Os seguintes exames são oferecidos com os respectivos prazos de entrega: MATERIAL Sangue em tubo tampa roxa, cinza e vermelha Sangue em tubo tampa vermelha Sangue em tubo tampa vermelha Sangue em tubo tampa roxa, cinza e vermelha Sangue em tubo tampa vermelha Sangue em tubo tampa vermelha Sangue em tubo tampa roxa e cinza Sangue em tubo tampa roxa e cinza 10 COD/EXAMES 339- PERFIL OBESIDADE (hemograma, TSH, cortisol basal, colesterol total, glicose, uréia, creatinina, T4 livre) 626- T4 LIVRE - DIALISE (PRE-RADIOIMUNOENSAIO) 624- T3 TOTAL - RADIOIMUNOENSAIO 788- CHECK UP GLOBAL DE FUNCOES COM HEMOGRAMA 107- LIPIDES TOTAIS 97- COLESTEROL TOTAL E FRACOES (TOTAL+LDL+VLDL+HDL) 581- PERFIL GLICEMICO (Glicose, Glicohemoglobina, Frutosamina, Insulina) 234- URINA ROTINA PRAZO DIAS 2 Dias 2 Dias 2 Dias 1 Dia 1 Dia 1 Dia 1 Dia 1 Dia

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ENDOCRINOLOGIA Principais alterações hormonais em equinos: correlação clínico – laboratorial Frederico Miranda Pereira A endocrinologia veterinária é a especialidade responsável pelo diagnóstico e tratamento de doenças que afetam as glândulas endócrinas (produtoras de hormônios). Os hormônios são substâncias químicas que controlam o metabolismo, o crescimento, o desenvolvimento e a reprodução, além de atuarem na adaptação dos animais ao meio ambiente. As glândulas endócrinas situam-se em diferentes partes do corpo, sendo que as principais são: hipotálamo, hipófise, tireóide, pâncreas, adrenais, ovários e testículos. Essas glândulas podem desenvolver problemas no seu funcionamento de forma a produzir hormônios em quantidade insuficiente ou em excesso. A endocrinologia de equinos é uma especialidade que tem se destacado progressivamente nos últimos anos às custas da melhor capacitação e especialização dos médicos veterinários e de testes diagnósticos mais apurados e disponíveis nos laboratórios. Os distúrbios mais frequentes encontrados nos equinos são aqueles envolvendo o pâncreas, pituitária e tireóide. 1. SÍNDROME METABÓLICA EQUINA(SME) A Síndrome Metabólica Equina é caracterizada por uma resistência crônica à insulina, sendo esta definida por uma redução na capacidade da insulina em estimular tecidos. A SME pode ser diagnosticada através da história clínica, detecção de obesidade ou depósitos de adipócitos regionais e nos exames laboratoriais. Cavalos suspeitos devem ser testados para resistência à insulina, submetendo uma amostra de plasma para medição dos valores basais de glicose e insulina.Para determinar o valor de glicemia e insulinemia é aconselhado fazer um período de jejum de pelo menos 6 horas antes da colheita de sangue, uma vez que o valor de insulina está falsamente aumentado em alguns cavalos após as refeições. A determinação destes parâmetros deve também ser adiada caso o paciente se encontre com episódios agudos de laminite, onde o valor de cortisol e leptina podem também auxiliar o diagnóstico: leptina acima de 7,3 ng/mL pode ser usado como preditivo de laminite. O teste de açúcar oral é o mais utilizado. Deve-se coletar as amostras sanguíneas para avaliação de glicose em tubo para coleta de sangue a vácuo de tampa cinza e as amostras para avaliação de insulina em tubo para coleta de sangue a vácuo de tampa vermelha. Muitas vezes cavalos com SME possuem baixos níveis de T4, tendo sido detectada uma correlação negativa entre os níveis de insulina e a concentração de T4. Cavalos suspeitos de SME podem ser testados para hipotireoidismo através da medição da concentração de T4 e T3 no soro. O diagnóstico de hipotireoidismo pode ainda ser comprovado através da medição das frações de T4 e T3. O TECSA Laboratórios oferece inúmeros exames para diagnóstico de SME. Os seguintes exames são oferecidos com os respectivos prazos de entrega: EXAMES REALIZADOS NO TECSA LABORATÓRIOS COD. 105 72 626 164 66 MATERIAL PRAZO EXAME Glicose - Glicemia Tubo tampa cinza 1 Dia Dosagem de Insulina Tubo tampa vermelha 2 Dias T4 Livre pós Diálise Tubo tampa vermelha 2 Dias Tubo tampa vermelha 2 Dias T4 Total Tubo tampa vermelha 2 Dias T3 Total da dopamina, ocasionando a proliferação das células melanotrópicas e, consequentemente, produzindo quantidades excessivas de pro-opiomelanocortina (POMC) e peptídeos derivados. Somado ao hormônio adrenocorticotrófico (ACTH), este aumento do POMC resulta na hipertrofia e hiperplasia do pars intermedia da pituitária. A DPIP é reconhecida por pesquisadores como principal endocrinopatia geriátrica dos equinos. Os sinais clínicos apresentados são: hirsutismo, cobertura de pelos longos e crespos que inicialmente se restringe ao Figura 1: Síndrome de Cushing Equina. Fonte: Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia. 2. DISFUNÇÃO DA PARS INTERMÉDIA DA PITUITÁRIA (Síndrome de Cushing) A Disfunção da Pars Intermedia da Pituitária (DPIP), também conhecida como Síndrome de Cushing, é uma doença neurodegenerativa caracterizada pela diminuição dos neurotransmissores pescoço, base da calda e aspecto palmar e plantar dos membros; perda de peso por perda de massa muscular promovida pelo aumento do catabolismo protéico em resposta ao aumento do cortisol, embora o apetite permaneça normal ou aumentado. A principal complicação da DPIP é a laminite crônica. Aproximadamente 50% dos cavalos com Sindrome de Cushing apresentam laminite. A expansão do tumor pela sela diafragmática pode provocar a compressão do hipotálamo e do quiasma óptico, o que resulta em cegueira e déficits neurológicos. Existem diversos testes no TECSA Laboratórios que são utilizados no auxílio ao diagnóstico da DPIP, sendo que o teste inicial deve incluir hemograma completo, perfil bioquímico sérico e urinálise. Indica-se também fazer o teste de insulina, uma vez que os níveis de insulina plasmática são regularmente mais 11

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ENDOCRINOLOGIA altos em equinos com adenoma de pituitária, podendo chegar a 125,3 mU/ml. 3. TIREÓIDE EQUINA A glândula tireóide tem função importante no crescimento e maturação de órgãos, além de estimular o consumo de oxigênio, a síntese e o catabolismo EXAMES REALIZADOS NO TECSA LABORATÓRIOS MATERIAL PRAZO COD. EXAME 39 Hemograma Completo Tubo tampa roxa 0 Dias 324 Perfil Bioquímico Sérico Tubo tampa vermelha 1 Dia 234 Urina Rotina Tubo para uriina 1 Dia 72 Dosagem de Insulina Tubo tampa vermelha 2 Dias Cortisol pós Supressão Tubo tampa vermelha 2 Dias 156 da Dexametasona de proteínas, a taxa metabólica basal, ajudar na regulação do metabolismo de lipídeos, dentre outras. Existe uma grande discussão sobre a ocorrência de hipotireoidismo equino, com apenas poucos trabalhos que confirmam a presença de hipotireoidismo. Aparece, em alguns casos, de forma iatrogênica, por meio de uso prolongado de medicações sistêmicas à base de iodo. O hipotireoidismo congênito (Bócio) ocorre em potros ao nascimento devido à deficiência ou ao excesso de iodo, ingestão de plantas goitrogênicas ou deficiência de selênio, todos relacionados à dieta da égua. Estes potros muitas vezes nascem fracos, com hipotermia, alopecia e anormalidades músculo esqueléticas, como contratura e ruptura de ten- dões e atraso no desenvolvimento ósseo. Os sinais clínicos que caracterizam o hipotireoidismo são: apatia, letargia, gordura localizada no pescoço, anormalidade da pelagem, apetite reduzido, letargia e edema dos membros posteriores. Pesquisadores estão concordando que muitos dos sinais clínicos do hipotireoidismo são semelhantes aos da Síndrome Metabólica Equina (SME), por isso a importância também em avaliar o animal para SME. Também encontraram alguns sinais clínicos semelhantes à Disfunção do Pars Intermedia da Pituitária (Cushing). Para o diagnóstico laboratorial do hipotireoidismo equino e, dentro do que é encontrado disponível no mercado para equinos, os testes sugeridos são: EXAMES REALIZADOS NO TECSA LABORATÓRIOS COD. EXAME 626 T4 Livre pós Diálise 164 T4 Total 66 T3 Total MATERIAL Tubo tampa vermelha Tubo tampa vermelha Tubo tampa vermelha PRAZO 2 Dias 2 Dias 2 Dias realizadas e melhores testes sejam desenvolvidos, os diagnósticos devem ser baseados na combinação de um histórico bem feito, de sinais físicos, de testes laboratoriais e de diagnósticos diferenciais com a doença de Cushing equina e a Síndrome Metabólica Equina. 4. DIAGNÓSTICO DE GESTAÇÃO EM ÉGUAS E VIABILIDADE FETAL A análise do nível de progesterona não é suficiente para confirmar a gestação da égua, pois o exame informa apenas se a égua está produzindo este hormônio em níveis suficientes para a manutenção da gestação. Recomenda-se a realização do exame PMSG (Gonadotrofina Coriônica Equina), quando as éguas estiverem entre o 45º e o 90º dia de gestação. Éguas gestantes que apresentem índices inferiores a 10 U.I. por ml podem correr o risco de perder a gestação, sendo necessária a manutenção de terapia com progesterona. Do 90º dia em diante, a análise de estrógenos totais é utilizada para confirmar a gestação e monitorar a viabilidade fetal. Este teste inclui sulfato de estrona e tem nível de confiabilidade de aproximadamente 99%. Aproximadamente duas semanas antes do parto, os níveis de estrógenos totais reduzem rapidamente para 300 pg/ml. Nas éguas, os progestágenos se elevam e os estrógenos totais caem antes do parto. Esta rápida elevação dos progestágenos pode ocorrer em função da secreção de corticóide pelo feto. T4 total, T4 livre pós diálise e T3 total, e todos esses exames você encontra no TECSA Laboratórios. Existem vários fatores que podem alterar os valores de T4 total. Desta forma, não é caracterizado que o animal seja hipotireóideo, apesar do nível de T4 total estar abaixo da normalidade. Exemplos destes fatores são tratamentos com fenilbutazona ou corticosteróide, fatores nutricionais, mudança de rotina etc. Assim, até que mais pesquisas sejam Bibliografia • http://www.ufrgs.br/lacvet/restrito/pdf/cushing_equinos.pdf • www.betlabs.com.br • www.escoladocavalo.com.br 12

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ENDOCRINOLOGIA HIPERPARATIREOIDISMO SECUNDÁRIO RENAL 1. a doença Trata-se de uma síndrome caracterizada pela elevada concentração de paratormônio (PTH) biologicamente ativo secundária a uma falência renal crônica (IRC). Em geral, deve-se à ausência absoluta ou relativa de síntese de calcitriol, embora também esteja ligado a baixas concentrações de cálcio iônico. Afeta mais comumente cães do que gatos. calcitriol é deficiente em pacientes com insuficiência renal crônica severa e o reduzido número de túbulos funcionais é incapaz de compensar os níveis de PTH ,podendo esse atuar como uma toxina urêmica e promover nefrocalcinose e a progressão da falha renal. 3. SINAIS Os sinais envolvem as alterações clínicas comumente presentes na insuficiência renal, variando de acordo com o grau de acometimento dos rins: poliúria, polidipsia, anorexia, letargia, vômitos, eliminação de urina durante a noite, constipação, diarréia, hipertensão, cegueira, ptialismo e fraqueza muscular com ventro-flexão cervical. Osteodistrofia também pode ocorrer, sendo um achado comum em cães jovens acometidos severamente pela doença. trações normais a aumentadas de fósforo e elevada concentração de PTH. 5. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL O exame laboratorial é baseado na avaliação semanal da taxa de filtração glomerular através da determinação dos níveis de uréia e creatinina sérica; dosagem de fósforo e cálcio sérico, cálcio ionizado, urinálise e, mensalmente, a concentração de PTH. Para tal, oTECSA Laboratórios oferece inúmeras análises: • Uréia – Material 2,0 mL de sangue total, sem anticoagulante (tubo tampa vermelha) ou 1,0 mL de soro; • Creatinina – Material 2,0 mL de sangue total, sem anticoagulante (tubo tampa vermelha) ou 1,0 mL de soro; • Perfil Facilitador - Perfil Renal (Uréia + Creatinina) – Material 2,0 mL de sangue total, sem anticoagulante (tubo tampa vermelha) ou 1,0 mL de soro; • Fósforo – Material 2,0 mL de sangue total, sem anticoagulante (tubo tampa vermelha) ou 1,0 mL de soro; • Cálcio – Material 2,0 mL de sangue total, sem anticoagulante (tubo tampa vermelha) ou 1,0 mL de soro; • Cálcio Iônico – Material 2,0 mL de sangue total, sem anticoagulante (tubo tampa vermelha) ou 1,0 mL de soro; • Urina rotina – Urina coletada em frasco estéril, mínimo de 5,0 mL (cistocentese ou micção natural, nesse caso coletar jato médio); • Razão Proteína/Creatinina Urinária – Urina coletada em frasco estéril, mínimo de 5,0 mL (cistocentese ou micção natural, nesse caso coletar jato médio); • PTH – Paratormônio Intacto – Material 2,0 mL de sangue total, sem anticoagulante (tubo tampa vermelha) ou 1,0 mL de soro; • Histopatologia (biópsia) – Fragmento de órgão em formol 10%. Figura 1: Localização anatômica da parathyreóide no cão. Fonte: (1) Figura 2: Rim com lesão crônica e paratireoide aumentada (seta). Fonte: (2) 2. FISIOPATOLOGIA A hiperfosfatemia secundária a falência renal leva a diminuição da atividade de 1a-hydroxylase nos rins, levando a uma diminuição na produção do calcitriol. A redução da massa renal tubular funcional também contribui para a síntese reduzida de calcitriol. Sua concentração basal normal exerce efeito de feedback negativo na síntese de PTH pelas glândulas paratireóides. Baixas concentrações séricas de calcitriol e cálcio iônico resultam em estimular a produção de PTH e hiperplasia da glândula paratireóide. O aumento da produção crônica de PTH eleva os níveis séricos de calcitriol e a concentração de cálcio. A síntese do 4. DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS Os diagnósticos diferenciais envolvem: • Hiperparatireoidismo Terciário: nefropatia hipercalcêmica, devido a ausência de feedback negativo das glândulas paratireóides, onde se tem altos níveis de cálcio sérico ionizado; • Adenocarcinoma de glândulas apócrinas paranais e Linfoma: níveis de PTH encontram-se reduzidos devido à hipercalcemia determinada por essas neoplasias; • Hiperparatireoidismo primário: hipercalcemia (total e iônica), concen- 13

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ENDOCRINOLOGIA Bibliografia • 1. Smith, Drs. Foster &. Hyperparathyroidism in Dogs . Pet Education. [Online] [Citado em: 16 de Julho de 2014.] http://www.peteducation.com/ article.cfm?c=2+2097&aid=299. • 2. Urinary Review Session. SYSTEMIC LESIONS . [Online] [Citado em: 16 de Julho de 2014.] http://www.vet.uga.edu/ivcvm/courses/vpat5215/ urinary/uremia/UREMIA_4.htm. MATERIAL Sangue em tubo tampa roxa Sangue em tubo tampa roxa, vermelha e cinza Sangue em tubo tampa vermelha Sangue em tubo tampa vermelha Sangue em tubo tampa vermelha Sangue em tubo tampa vermelha Urina em frasco estéril Fragmento de órgão fixado em formol a 10% COD/EXAMES 39- HEMOGRAMA COMPLETO - PET E ANIMAIS SILVESTRES 788- CHECK UP GLOBAL DE FUNCOES COM HEMOGRAMA 545- CALCIO IONICO 419- PARATORMONIO VETERINARIO - PTH 102- FOSFORO 349- PERFIL RENAL (Uréia e Creatinina) 234- URINA ROTINA/ 193- RAZAO PROTEINA CREATININA URINARIAt 86- HISTOPATOLOGICO COM COLORACAO DE ROTINA – HE PRAZO DIAS Mesmo Dia 1 Dia 1 Dia 3 Dias 1 Dia 1 Dia 2 dias 4 Dias

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ENDOCRINOLOGIA HIPOADRENOCORTICISMO: ENFERMIDADE RARA OU SUB-DIAGNOSTICADA EM NOSSO MEIO? O hipoadrecorticismo, também conhecido como síndrome de Addison, é uma disfunção endócrina resultante da deficiência da produção de glicocorticóides e mineralocorticóides, que tem sido relatada pela literatura como uma “enfermidade” pouco comum em cães e raríssima em felinos, mas hoje em dia a casuística tem aumentado na espécie canina. Quanto à causa dessa síndrome, elas podem ser classificadas como Primárias e Secundárias. A primária é idiopática, podendo se tratar de processo imunomediado, overdose de mitotano, doença granulomatosa ou metástase de neoplasias. A secundária ou iatrogênica é conseqüente da interrupção de terapia longa com glicocorticóides, deficiência isolada de ACTH, pan-hipopituitarismo e tumor de hipófise não–funcional. Sua patofisiologia relaciona-se à inabilidade da aldosterona (mineralocorticóide) em exercer seu papel regulatório na excreção de potássio e retenção de sódio, levando a diminuição do volume efetivo circulante, que por sua vez, contribui para a azotemia pré-renal, hipotensão, desidratação, fraqueza e depressão. A hipercalemia (juntamente com outros distúrbios metabólicos) pode resultar em toxicidade do miocárdio, ao passo que a deficiência na produção de glicocorticóides (cortisol) contribui para vômitos, anorexia, melena, letargia e perda de peso, além de predispor à hipoglicemia e resultar em excreção deficiente de água livre de sódio, o que se verifica clinicamente como incapacidade de concentrar urina determinando PU/PD (poliúria e polidipsia). O diagnóstico é laboratorial, uma vez que não há sinais patognomônicos e envolve as seguintes análises: HEMOGRAMA COMPLETO, no qual pode ser verificada anemia, eosinofilia e linfocitose. Amostra: Sangue (1,0 mL) em tubo tampa roxa (EDTA) DOSAR: SODIO, POSTÁSSIO, CLORETO (Cloro), CÁLCIO, FOSFATASE ALCALINA constiuem-se componentes séricos alterados que merecem avaliação e complementam o diagnóstico. Amostra: Sangue (2,0 mL) em tubo de tampa vermelha (SEM ANTICOAGULANTE) URINA ROTINA frequentemente revela incapacidade de concentração urinária. Amostra: Urina (3,0 mL) em tubo coletor tipo seringa (Monovet) CORTISOL BASAL disponível nas metodologias de Eletroquimioluminescência ou Radioimunoensaio (mais sensível). Amostra: Sangue (2,0 mL) em tubo de tampa vermelha (SEM ANTICOAGULANTE) CORTISOL PÓS ACTH disponível nas metodologias de Eletroquimioluminescência ou Radioimunoensaio , no qual os animais portadores da síndrome apresentam cortisol em níveis indetectáveis, não responsivo ao estímulo de ATCH. Amostra:Sangue (2,0 mL) em tubo de tampa vermelha (SEM ANTICOAGULANTE) ACTH: sua dosagem no plasma de pacientes com níveis eletrolíticos dentro da normalidade permite diferenciar o hipoadrenocorticismo primário do secundário. Amostra: Sangue (1,0 mL) em tubo tampa roxa (EDTA). Amostras que serão transportadas por período maior que 4 horas, solicitamos o envio do plasma congelado. Cálculo da relação Cortisol/ACTH para o diagnóstico do Hipoadrenocortisismo primário em cães O método é uma alternativa a estimulação com ACTH. A estimulação com ACTH é o método mais habitualmente utilizado para diagnosticar a enfermidade de Addison em cães, mas o cálculo da relação Cortisol/ACTH é um sistema mais barato y totalmente confiável segundo os resultados de um estudo desenvolvido pela Universidade Estatal de Mississippi. Cientistas da Universidade de Veterinária do Estado do Mississippi-USA , validaram um método confiável e mais barato que a estimulação com ACTH para diagnosticar hipoadrenocorticismo primário, ou enfermidade de Addison, em cães. O método se baseia no cálculo da relação cortisol/ACTH no soro sanguíneo.Neste estudo o grupo com hipoadrenocorticismo (HAD) mostrou concentrações basais de cortisol significativamente mais baixas e de ACTH mais altas que os grupos sem Hipoadreno (P < 0,001). Desta forma, a relação cortisol/ACTH foi significativamente menor no grupo HAD que noss outros dois grupos (P < 0,001). Ficou confirmado que a Ralação Cortisol/ACTH permite diagnosticar de forma precisa o cão que sofre de hipoadrenocorticismo primário. *Lathan P, Scott-Moncrieff JC, Wills RW. Use of the Cortisol-to-ACTH Ratio for Diagnosis of Primary Hypoadrenocorticism in Dogs. J Vet Intern Med. 2014 Jun 25. doi: 10.1111/jvim.12392. Figura 1: O cão de água Português é uma das raças com pré-disposição a sofrer a enfermidade de Addison (Foto: Langhaartyp - CC License) 15

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