Caleidoscópio nº 58

 

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Caleidoscópio nº 58

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REVISTA DO COLÉGIO SANTA MARIA – N0 58 ESPECIAL O TRABALHO DE INSERÇÃO SOCIAL MÉRITO ACADÊMICO ALUNOS DO SANTA MARIA SE DESTACARAM EM 2011

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MENSAGEM Natal o ano inteiro N este período que antecede o Natal, como manda o hábito, todos pensam em como busca de excelência, de benefícios coletivos. Quando alguém se supera, toda a sociedade ganha porque, atualmente, na era da internet, qualquer conhecimento é rapidamente compartilhado. Quando tinha 18, 19 anos, Steve Jobs já começava a criar tecnologias que mudariam a cultura mundial. E quem pode dizer que hoje, aqui no próprio Colégio, não estejam sendo desenvolvidos talentos que um dia também contribuirão de maneira decisiva para o progresso social? Não há como saber, mas é possível, isso sim, estimular a criatividade, a inovação e o espírito de superação. Todos os campos do conhecimento são impulsionados por pessoas que criam, inovam e têm o dom da originalidade. Por exemplo, os alunos do 3o ano do Ensino Médio estão realizando um projeto de empreendedorismo relacionado à sustentabilidade, perfeitamente sintonizados com as demandas atuais. Portanto, a capa da revista e a matéria na página 9 representam uma homenagem a todo aluno que estuda bastante, que se dedica e que não se intimida em buscar parâmetros e se testar perante outros jovens de sua idade, a m de superar barreiras especí cas e descobrir como seguir em frente. A todos, um bom Natal, cheio de “presenças” fraternas. presentear as pessoas. Porém, nesta edição da Caleidoscópio, decidimos chamar atenção para os “presentes” que os alunos do Santa Maria entregam o ano todo a quem mais necessita deles. Os alunos doam seu tempo, seu carinho, sua emoção e suas pequenas habilidades em organizar jogos ou trabalhos artísticos ou, às vezes, apenas a disposição de sentar ao lado de alguém solitário, para alguns minutos de conversa. O que eles têm a dar é sua atenção e sua curiosidade a respeito da vida do outro. Isso signi ca energia, luz, alegria, risos. E existe algum presente mais bonito e mais importante do que esse? Jesus decidiu viver entre os homens para dedicar sua vida a nós, com sua presença amorosa. É essa lição que orienta os alunos do Colégio quando, ao longo do ano, visitam creches e lares de idosos, participam de ações dedicadas à preservação da natureza ou integram qualquer outra iniciativa de inserção social. Não é uma celebração de um dia e, sim, a expressão de uma conduta, de um compromisso em fazer o bem e se aproximar de seu semelhante, para conhecê-lo melhor. Em algum momento de sua trajetória escolar, o aluno do Santa Maria passa por essa experiência – e a leva durante a vida inteira, sempre presente na memória. *** Também homenageamos nesta revista todos os alunos que se destacaram em concursos, olimpíadas ou outro tipo de disputa acadêmica. Embora se imagine que uma medalha ou um troféu seja uma conquista individual, na verdade, o que está em jogo é um trabalho mais amplo de Irmã Diane Clay Cundiff Diretora-geral do Colégio Santa Maria Revista bimestral do Colégio Santa Maria – No 58 – Dezembro de 2011 – caleidoscopio@colsantamaria.com.br COLÉGIO SANTA MARIA Av. Sargento Geraldo Santana, 890/901 Jardim Marajoara, São Paulo, SP Telefone (11) 2198-0600 santamaria@colsantamaria.com.br www.colsantamaria.com.br EQUIPE DE REDAÇÃO Irmã Diane Clay Cundiff, Irmã Anne V. Horner Hoe, Ana Cristina Proietti Imura, Camila Giamarino, Edith Sonagere Nakao, Maria Lúcia Sanches Callegari, Maria Soledad Mas Gandini, Sueli Aparecida Gonçalves Gomes PRODUÇÃO EDITORIAL Editor: Ricardo Marques da Silva MTb. 10.937 Editor de arte: Renato Akimasa Yakabe Produtora: Camila Giamarino Revisora: Sonia Regina Yamadera Capa: foto de João Neto Impressão: CompanyGraf 2 CALEIDOSCÓPIO DEZEMBRO

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educação infantil Imaginação e cultura no nosso caso, do desenvolvimento infantil. Sabemos, por exemplo, que a infância constitui um período fundamental para a formação do indivíduo, que está constantemente apreendendo as informações do mundo. A criança se desenvolve biológica e culturalmente; ou seja, sua ação depende da maturação orgânica e das possibilidades que o meio lhe oferece. Por isso precisamos propiciar vivências e experiências significativas que possibilitem que as informações às quais ela tem acesso sejam reelaboradas, criando-se novas estruturas de pensamento e, consequentemente, conhecimento. Embora as crianças de hoje estejam inseridas numa sociedade repleta de imagens, os pesquisadores dizem que há diminuição do universo imaginativo. Portanto, é função da escola cuidar intencionalmente do desenvolvimento da imaginação, base de todas as aprendizagens futuras. A criança, por meio da experimentação, da exploração e das pesquisas, estabelece relações entre o que já foi aprendido e os novos saberes. Dessa forma, seu cérebro cria novas conexões neuronais e armazena na memória de longa duração os diversos aprendizados. Portanto, planejamos momentos que propiciem um desenvolvimento saudável às nossas crianças: brincar, A partir das pesquisas em neurociência, aprendemos imaginar, cantar, desenhar, ouvir histórias e dramatizar são ações fundamentais para o desenvolvimento da muito a respeito do desenvolvimento humano e, função simbólica, da percepção e da memória. Ao elaborar os projetos, pretendemos contemplar todas as áreas do conhecimento, interligando-as aos conteúdos da série e articulando as diversas linguagens. Por exemplo, ao trabalhar com poesias, dramatizamos, assistimos a filmes, cantamos, desenhamos, declamamos, pintamos e até cozinhamos. Assim, aguçamos todos os sentidos. Aprimoramos e criamos conexões a partir de um único trabalho, contemplando as múltiplas inteligências e as individualidades. Certamente, todos podem promover situações culturais e de aprendizagem. Mas é no meio escolar que ocorre a ampliação mais significativa das experiências humanas, pois há um elemento fundamental: o outro. O conhecimento é construído na interação física e social e, nesse processo, modificamos e somos modificados. Claudia Regina Simões Lacerda, Luciana Boggi Proença e Rosane Callegari, professoras do Jardim I dezembro  caleidoscópio 3

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e d u c a ç ã o infantil vamos à feira? N o fim de agosto, as turmas de Jardim II recuriosidade natural pelos números. Enfim, cada criança encontrou sua maneira de vencer os desafios e explorou estruturas de raciocínio lógico, escolheu estratégias e desenvolveu habilidades. Além do conhecimento lógico-matemático, outras áreas foram trabalhadas: listas de compra, a origem da feira, a rotina e o perfil dos trabalhadores e a apreciação de obras de arte sobre o tema. Foi gratificante observar o envolvimento das crianças em uma divertida e prazerosa brincadeira que se tornou espaço de elaboração, investigação e construção de muitos conhecimentos. E você, costuma ir à feira? Não perca essa oportunidade de levar seus filhos para incentivar ainda mais o desenvolvimento das noções matemáticas conceituais – e não se esqueça de parar na barraca do pastel! Maria Beatriz B. Rossetti e Fernanda S. Lugatto, professoras do Jardim II ceberam um lindo presente: uma barraquinha de feira contendo frutas, hortaliças e legumes. No princípio, a curiosidade tomou conta das crianças e a exploração se deu de forma espontânea. Num segundo momento, propusemos situações vividas no cotidiano, como comprar e vender produtos. Nosso objetivo: trabalhar, de forma lúdica, noções conceituais matemáticas fundamentais para a compreensão de determinados conteúdos. A comparação dos produtos, a classificação e a correspondência termo a termo para efetuar a contagem e o pagamento das compras são exemplos das noções trabalhadas. Pagar pelo produto adquirido: eis outra questão desafiadora. Questionamentos e hipóteses surgiram entre os alunos e alunas do Jardim II: “Como vamos pagar se não temos cartão de crédito?” “Onde vai ficar o banco para a retirada do dinheiro?” São discussões que mostram a criança integrada ao cotidiano familiar e sua 4 caleidoscópio  dezembro

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1 o ano ef Alfabetização e letramento: as conquistas do 1º ano D o universo de 219 alunos matriculados no 1o ano do Ensino mas, compreen­ der a formação das sílabas, decifrar o que está escrito. É preciso inserir o letramento nesse processo, ou seja, usar os textos que os alunos e alunas trazem, inserir outros, relacioná-los com uma variedade de gêneros trazidos à sala de aula por meio da leitura diária. É isso que permite a reflexão a respeito da escrita: como escrever e o que escrever. Não é possível pensar na escrita sem relacioná-la à prática de leitura. Aprende-se a escrever também por meio dos textos de terceiros. É com a convivência com textos de diversos gêneros que nos inscrevemos nessa teias. Assim, os alunos e as alunas do 1o ano tiveram a oportunidade de interagir com adivinhas, parlendas, quadrinhas, músicas, poesias, legendas, textos informativos, histórias em quadrinhos e contos, integrando a oralidade, a audição, a leitura e a escrita. O resultado? Apreciem algumas criações. “Eu sei ler!” “Eu sei escrever!” “Eu aprendi letra cursiva!” Cássia A. José Oliveira, professora do 1o ano EF dezembro  Fundamental em 2011, 117 vieram de diferentes escolas de Educação Infantil: um grande desafio para nossa equipe de professoras alfabetizadoras. A motivação dos alunos era clara: “Quero aprender a escrever, quero saber ler”. E tudo o que queríamos era ensinar, da forma mais atrativa e produtiva possível. Quanta expectativa! Aprender não é mágica, ninguém pode fazer isso por nós. É necessário ter esforço, dedicação, momentos de reflexão e de frustração, mas também muitas brincadeiras, descobertas, prazer, alegria – encontros verdadeiros entre quem ensina e quem aprende. Saber ler e escrever vai muito além de aprender as letras, relacionar grafemas a fone- caleidoscópio 5

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2 o a n o e f a matemática A matemática está presente em nossas necessidades cotidianas. Deve ser considerada como uma forma de compreender e atuar no mundo e de pertencer Identificamos as ideias matemáticas em embalagens de alimentos, receitas médicas, números de telefone, calendários; enfim, em situações que são fruto da construção humana. Assim, quando chegam à escola, os alunos já têm uma história, um conjunto de experiências que são socializadas com seu grupo, adquirindo sentido. Cabe à escola recorrer a esses conhecimentos e ampliá-los, pois é fundamental que se observem padrões e regularidades e se apliquem os conhecimentos adquiridos na resolução de problemas, a fim de desenvolver formas de raciocínio e estratégias e de ser perseverante na busca de soluções. O 2 ano do Ensino Fundamental o do dia a dia gem se situa entre os séculos 4o e 5o, na Alemanha, nossos alunos puderam vivenciar momentos desafiadores e registrar as estratégias de cálculo para elaborar o conceito da multiplicação a partir dos pinos caídos no arremesso da bola. É importante acrescentar que, como nas demais áreas do conhecimento, o registro escrito exerce um papel fundamental na estruturação do pensamento, auxiliando na validação das hipóteses ao confrontá-las com as dos colegas. As regras – Vejamos, por exemplo, a descrição do jogo de boliche feita por Paola Dutra Esteves, aluna do 2o ano F: “Material necessário: 10 garrafas plásticas, 1 bola pequena, 1 régua grande. Como jogar: você é obrigado a jogar a bola na mira dos pinos para acertar. Depois, marque os pontos em uma folha. Regras: pegar a régua e colocar no chão a uma distância certa dos pinos. Cada pessoa joga na sua vez. Cada garrafa vale 2 pontos. Se alguém derrubar todas as garrafas, ganha 10 pontos. Vence quem ganhar mais pontos”, ela ensina. Adriana Breviglieri Pechi Antonio e Glaucia Savioli Fisner Piva, professoras do 2o ano do Ensino Fundamental à sociedade no seu contexto social, cultural e natural. do Colégio Santa Maria se preocupa com o desenvolvimento dessas habilidades e competências dos alunos. O jogo de boliche é um exemplo de material utilizado pela série a fim de instrumentalizar a aprendizagem do conceito de multiplicação. Por meio desse jogo milenar, cuja ori6 caleidoscópio  dezembro

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NOSSA SOBREVIVÊNCIA A SOBREVIVÊNCIA DOS OCEANOS, 5 O ANO EF O s alunos do 5o ano iniciaram em 2011 o estudo dos oceanos. Realizamos o estudo de meio dos fundamental para a vida na Terra: a produção de oxigênio. Após a palestra, Giulia Moretti, do 5o D, comentou: “Cerca de 70% do oxigênio da atmosfera é produzido pelo toplâncton durante a fotossíntese”. Mesmo com tanto avanço cientí co e tecnológico, ainda se sabe muito pouco sobre os oceanos. Crescimento das cidades, expansão das indústrias, aumento da população, pesca, poluição... O impacto da ação do homem tem colocado em risco a saúde dos oceanos, podendo acarretar a extinção em massa das espécies marinhas. Ana Beatriz Mitsutani, do 5o D, adverte: “Quando um recife de coral é destruído, estamos matando também milhares de espécies que moram nesse ecossistema”. Patrícia Ribeiro deixou-nos esta re exão: “Antes de tudo, é preciso mudar a percepção sobre os oceanos. Conhecimento é o primeiro e mais importante passo para a compreensão de que há limites para o que podemos fazer ao mundo a nossa volta, sem prejudicar nossa própria sobrevivência e nosso bem-estar”. Pensem nisso. Equipe do 5o ano DEZEMBRO ecossistemas litorâneos, zemos debates, assistimos a vídeos e nos encontramos com a oceanógrafa Patrícia Bianca Ribeiro, do Instituto Oceanográ co da USP. Os alunos se surpreenderam ao descobrir que a água que ingerimos pode ser a mesma que existia na época dos dinossauros! “Se o ciclo da água for interrompido, todos os seres vivos da Terra serão afetados”, alerta Augusto Lima Alves, aluno do 5 D. o Foi nos oceanos que a vida se iniciou. “O mar abriga várias espécies de peixes, plantas e crustáceos. Muitas dessas espécies nos alimentam”, lembra Tiago Tortella, aluno do 5o D. Além de nos fornecer alimento, os rios e os mares servem para o transporte de pessoas e mercadorias. Tiago Tortella complementa: “Também usamos os oceanos para nos divertir. Navios e lanchas enchem os mares, pessoas mergulham para observar as belezas FOTO DE FUNDO: NASA do fundo do mar e banhistas lotam as praias”. Em sua palestra, a oceanógrafa Patrícia Ribeiro ressaltou a importância dos oceanos num processo CALEIDOSCÓPIO 7

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8O ANO A ARTE EXCELÊNCIA ACADÊMICA NA excelência acadêmica na área de Arte não está ligada apenas a aptidões, que o cerca. Essa experimentação é essencial para o processo de construção do indivíduo. A área de Arte favorece a integração das demais áreas, pois proporciona uma visão mais global e sensível do mundo. A aptidão artística vem como consequência, permitindo que o aluno aprenda a se expressar de forma mais consciente e adequada, seguindo padrões e regras de composição, até chegar ao nível de excelência para o 8o ano. Adriana Felix Pistori, professora de Arte mas também ao desenvolvimento da sensibilidade. É por meio do contato com a história da arte, seus artistas e suas obras que o indivíduo tem a oportunidade de desenvolver o senso estético e a sensibilidade para olhar, perceber e sentir toda a linguagem emocional ali contida. A sensibilidade também está ligada à experimentação do aluno com os diversos tipos de material artístico. É dessa maneira que desenvolverá sua criatividade e expressará ideias, sentimentos e percepções do mundo EDUCAÇÃO E TRABALHO A SERVIÇO DA VIDA alunos, das competências em comunicação, texto e gramática. Isso equivale a abrir espaço para que possam exercitar e ampliar sua capacidade de comunicação oral e escrita nas mais diversas situações sociais. O processo de trabalho a partir da leitura de A revolução dos O ensino de língua contempla focos necessariamente inter-relacionados, que implicam o desenvolvimento, nos esse conhecimento nas diferentes situações. Isso está presente neste trecho da resenha crítica da aluna Amanda Silvério Ferrari, do 8o C: “A revolução dos bichos conta a história de uma revolução de animais cansados de ser explorados. Eles expulsam os humanos da fazenda e fazem a promessa de uma sociedade harmoniosa, na qual todos serão iguais. Porém, em certo momento, os porcos tomam o poder e oprimem os demais animais, tornando-se ditadores. No Brasil, muitos líderes se assemelham ao ‘governo’ do porco Napoleão. No mundo, há países que ainda sofrem com ditaduras. E, em todos os casos, sempre encontramos aqueles que só querem tirar vantagem, que só pensam em si próprios e se tornam lideres; aqueles que, no livro, são os ‘porcos’. A trama tem inúmeras relações que são facilmente percebidas e, em cada relação, uma crítica”. Sonia Regina Yamadera, professora de Língua Portuguesa bichos, de George Orwell (Companhia das Letras), promoveu situações de troca entre os componentes curriculares e de interação, com propostas em que os alunos foram convidados a repensar os valores apresentados no enredo, a recorrer às suas experiências pessoais, a estabelecer relações históricas. Os procedimentos para o trabalho com a língua não são estanques e, sim, interativos. O aluno que verdadeiramente aprende contextualiza os conteúdos e é capaz de expor 8 CALEIDOSCÓPIO DEZEMBRO

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mérito quem se destacou em Parlamento Jovem, Olimpíadas Brasileira e Paulista de Química... Foram muitos os eventos de mérito acadêmico nos quais os alunos do Santa Maria se destacaram em 2011. Esse grupo representa, de fato, um número bem maior de O limpíadas Brasileira e Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica, Olimpíada Paulista de Matemática, alunos que, com qualidades semelhantes, não participaram de eventos. Assim, a homenagem que o Colégio presta aos destaques do ano na capa desta Caleidoscópio se estende a todos aqueles que levam os estudos a sério, participam e têm consciência de seu papel na sociedade. Conheçam a seguir quem brilhou neste ano. medalha de bronze na OBA. Luiz Felipe Guain Teixeira, do 3o ano, conquistou medalha de bronze na OBA e na Olimpíada Paulista de Química, além de menção honrosa na Olimpíada Brasileira de Química, ficando em 40o lugar na classificação nacional e em quarto lugar no estado de São Paulo. Além disso, Luiz Felipe foi o terceiro colocado para o curso de Física no vestibular Unesp 2012. Matheus Bellini, do 3o ano, também brilhou no vestibular, classificando-se em primeiro lugar para o curso de Matemática da Unesp. 2011 Olimpíadas e vestibular Organizada anualmente pela Sociedade Astronômica Brasileira, a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) é quase um território dos alunos do Santa Maria, tantas são as premiações. Em 2011, do 3 ano do Ensino Fundamental, o ganharam medalha de ouro Vicente Costa Leal Torrico, André Mouri Ishii e Matheus Almeida Aranha; Letícia Martins Peñaranda conquistou a medalha de prata e Laura Bach Santa Catarina, Julia Savian Serai, Vitor Pedro G. Fanucchi e Maria Letícia Neves Hansen ganharam bronze. No 4o ano, Gustavo Breviglieri Pechi e Kenzo Komatsu Takano receberam medalha de prata. No 5o ano, ganharam ouro André Fontanez Bravo e Nelson Alves Yamashita. No 6 , foram medalhistas Caetano Gabriel Basso, Kenzo Ishibashi o Outros destaques Giovanna Mantovani Salim, do 5o E, venceu o 7o Concurso Cultural Ler e Escrever é Preciso – Ecofuturo, cujo tema foi “Vamos cuidar da vida”. Criado para incentivar o hábito da leitura e da expressão autoral, o concurso registrou a participação de mais de 4.500 redações de todo o país. Giovanna Milano Mota, do 5o G, e Giovanna Camargo, do 5o A, destacaram-se no concurso de frases promovido pela Sabesp para comemorar o Dia Mundial da Água. Entre mais de 300 frases inscritas, Giovanna Milano ficou em primeiro lugar e Giovanna Camargo em nono na categoria de 9 a 11 anos. Pedro Geiling Cardoso Falcone, do 8o E, foi o terceiro colocado no Parlamento Jovem Paulistano e teve seu projeto publicado no Diário e Sophia Faula Leite de Oliveira. No 7 ano, Bruno Akira Toshimitsu Oda e Henrique Cao balleria Mesquita conquistaram bronze na OBA, enquanto Pedro Takahaski Fernandes e Lucas Giusti Kolbe ganharam, respectivamente, prata e bronze na Olimpíada Paulista de Matemática (OPM). No 8o, conquistaram medalha na OBA os alunos Arthur Neto dos Santos e Julia Geiling Cardoso Falcone. No 9o ano, Gustavo Ingnieri ganhou prata, enquanto Giovanna Giorgii, Carolina di Senna, Gabriel Diniz e Fabrizio Boer foram duplamente premiados, com medalhas na OBA e também na OPM. No Ensino Médio, Victor Moraes de Oliveira, do 2o ano, obteve medalha de ouro na OBA e de prata na Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA). Tiago Dias Guimarães, do 3o ano, ganhou Oficial. Ele será o representante do partido Natureza na décima edição do Parlamento Jovem Municipal, como um “jovem vereador”. No 9o ano, Fernanda Guedes, Marilia della Barba e Cinthia Isawa foram destaques no Projeto Social – Trabalho Voluntário. dezembro  caleidoscópio 9

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e special inserção s o c i a l Q Para sempre na memória uando relembram o período em que estudaram no Santa Maria, os ex-alunos, invariavelmente, citam os trabalhos de inserção social e afirmam que a experiência marcou a vida deles e influenciou suas atitudes e sua trajetória profissional. De fato, não há como esquecer o contato com as crianças das creches, com pessoas com necessidades especiais, com idosos dos lares da terceira idade ou com as comunidades de regiões como o Vale do Ribeira e Telêmaco Borba. É um passo definitivo para a descoberta do outro, para a percom tanta proximidade. cepção clara das diferenças sociais, de contextos que, embora dolorosamente reais, nunca seriam conhecidos Para o Santa Maria, a construção do conceito de cidadania e responsabilidade social, desde as séries da Educação Infantil, é um de seus papéis mais relevantes. Algumas dessas experiências de inserção estão em destaque nas páginas seguintes e explicam, em grande parte, por que os alunos do Colégio se tornam adultos participantes, ativos, responsáveis e comprometidos. na pediatria. Além das músicas e brincadeiras, cada voluntário se veste com uma fantasia e pinta o rosto. Para nós é muito recompensador. Gosto tanto deste projeto que há dois anos participo dele. Em 2011, estou me dedicando três vezes por semana ao voluntariado no hospital. Allan Massaini, aluno do 3o ano do Ensino Médio O trabalho dos alunos aqui no hospital faz bem para as crianças e para os acompanhantes. Quando eles estão aqui, todos esquecem os problemas. As crianças não reclamam da dor. Todos se contagiam com a alegria deles. Maria do Carmo, recreacionista do Hospital Regional Sul O trabalho do Ensino Médio No Ensino Médio, as atividades de inserção acontecem semanalmente no Hospital Regional Sul, no Hospital Geral de Pedreira, na Creche Verbo Divino e no Centro Santa Marta, com aulas de informática para alunos do Supletivo. O contato com essas instituições é uma experiência que nos possibilita aprender muito com o outro, pois a realidade nos desafia a refletir sobre a vida, rotinas, hábitos de consumo, práticas sociais, crenças, sentimentos, valores e projetos de vida. Conheçam, a seguir, mais detalhes desse trabalho, na visão de professores, alunos, pais e representantes das instituições. Paulo Pedro Felipe, coordenador dos projetos de inserção social Projeto Arte É Saúde – Hospital Regional Sul A dinâmica do trabalho voluntário no Hospital Regional Sul é muito boa, porque há apoio e espaço. Um grupo fica entretendo as pessoas no pronto socorro infantil e outro atua Projeto Arte É Saúde – Hospital Geral de Pedreira O trabalho no Hospital Geral de Pedreira começou em 2010, com um grupo de voluntários que já havia atuado no Hospital Regional Sul. Nesses dois anos, aprendi muito. Descobri que a dedicação gera 10 caleidoscópio  dezembro

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e nsi no m é dio confiança por parte da instituição, que abre as portas ao voluntariado. Gabriel Single Toledo, aluno do 3 ano do Ensino Médio o O Centro de Educação Infantil – Instituto Verbo Divino parabeniza a dedicação e o compromisso dos alunos voluntários do Santa Maria, seus gestores e educadores pelo excelente trabalho feito sei que daqui para a frente só depende de mim continuar me aperfeiçoando. Luiz Gonzaga de Macedo, aluno do Supletivo Na monitoria no Supletivo, eu mais com as crianças em nossa instituição. Há mais de dez anos essa parceria vem proporcionando alegria e vivências significativas às crianças do Parque Santo Antônio. Instituto das Mensageiras de Santa Maria aprendi do que ensinei, pois muitas lições de vida e de superação vou levar para o resto da minha vida. Entrei no Santa Maria em 2011 e foi a monitoria que me ajudou a conhecer pessoas novas e a ficar mais entrosado com as coisas que ocorrem no Colégio. Pedro Guilherme Pirillo, aluno do 1o ano do Ensino Médio O projeto beneficia tanto as crianças hospitalizadas quanto os próprios alunos voluntários, proporcionando uma vivência diferenciada. Luzia Medeiros, pedagoga do Hospital Geral de Pedreira Esse contato com os adolescentes foi muito importante para o meu filho. Ele ficou mais alegre, mais ágil, batendo palmas. Parabéns! Anderson, pai de Deivison, de 5 anos Campanha Solidária A Campanha Solidária é uma parceria com a área de Educação Física, que organiza competições esportivas entre as turmas do Ensino Médio, quando os alunos se mobilizam para ajudar instituições que prestam serviços de assistência social. O objetivo é vincular o evento esportivo à prática da solidariedade. Os alunos participam de todo o processo de organização da campanha, até a entrega das doações. Nas três etapas realizadas em 2011, foram arrecadadas 6.659 fraldas, doadas ao Amparo Maternal; 2.556 quilos de alimentos, entregues nas comunidades do Vale do Ribeira atingidas por enchentes; e 2.834 produtos de higiene pessoal, doados ao Lar de Idosos Luz Divina, no Grajaú. dezembro  Informática para Todos Quando se aprende a lidar com o computador, novos horizontes se abrem. Isso não é diferente para o aluno do Supletivo. Apesar da diferença de idade, o respeito por quem está ensinando é muito grande. É prazeroso constatar que o que antes representava um obstáculo hoje significa oportunidade. Sandra Rossi, professora do Supletivo Adorei as aulas de informática e a equipe de voluntários. O conhecimento de informática nos ajuda muito na hora de conseguir emprego. Agradeço a todos e Creche Verbo Divino Na Creche Verbo Divino, semanalmente, os voluntários interagem com crianças de 2 a 4 anos. Percebemos que todos os nossos problemas se tornam minúsculos quando estamos com elas e que o brilho no olhar de cada uma não tem preço. Acreditamos que nós temos muito mais a aprender do que a ensinar. Bianca Guedes e Beatriz Ferreira, alunas do 3o ano do Ensino Médio caleidoscópio 11

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e special en s i no mé dio inserção s o c i a l os 33 de telêmaco C erta vez um adolescente fez-me esta pergunta: “É possível mudar o mundo e aproveitar a vida?”. Ou seja, como se engajar em causas sociais, cultivar a solidariedade e, simultaneamente, considerar as instâncias individuais, particulares de nossa vida privada? Como escreveu o poeta João Cabral de Melo Neto, “é difícil defender com palavras a vida”. Dessa forma, é melhor deixar a própria vida responder. Em junho, recebi um convite do professor Paulo Felipe para participar de uma viagem a Telêmaco Borba, no Paraná, onde a Congregação da Santa Cruz possui um centro pastoral. De 27 de julho a 3 de agosto, esteve em Telêmaco um grupo de 25 alunos, três ex-alunos, três professores, minha esposa, Viviane, e o motorista Agnaldo: 33 pessoas. O número 33 é um signo repleto de sentidos. Jesus tinha 33 anos quando morreu. Quando se acrescenta o número 3 (o número de dias em que Jesus esteve no sepulcro) se obtém 333, um símbolo dos passos que o homem precisa dar para renascer – morte, ressurreição e ascensão. Irmã Rosa acompanhou o grupo dos 33 de Telêmaco. Ela nos disse: “É preciso amar a terra, os seres vivos. O amor e a bondade são como diamante: brilham para sempre”. Irmã Rosa é uma das parteiras de um mundo diferente, um ser humano imprescindível. Sinto que os 33 de Telêmaco também o são. Jorge Miklos, professor do Ensino Médio Nada é por acaso Pensando em como escrever memórias e lembranças de Telêmaco Borba, resgato, emocionada, experiências que vivi e tudo o que aprendi. Percebi que, ao passar na vida de muitas crianças e comunidades, levei um pouco deles e deixei um pouco de mim. Tenho certeza de que não nos encontramos por acaso. Nossa missão é compartilhar o que temos de melhor: solidariedade, respeito, zelo, amor. Eliane Lima, professora do Jardim II A Mais do que uma viagem Somos o que fazemos. Se você faz boas ações, você é uma pessoa boa, e uma pessoa boa é amada por muitos. Foi com esse pensamento que viajamos ao Paraná para passar uma semana promovendo atividades e ajudando as comunidades de lá. Se alguém perguntar o que ganhamos com isso, aposto que todos iremos responder que o sorriso de uma criança, o abraço e o choro de pessoas quando vamos embora e a alegria que havia entre nós, voluntários, são coisas que o dinheiro não consegue pagar. Vimos pessoas que lutam pelo que querem e, por mais difícil que seja a vida, nunca se lamentam. Mais do que uma simples viagem, foi uma lição de vida. Acredito que a vida seja como um quebra-cabeça que vai se preenchendo com as experiências que adquirimos. E faço um apelo a você, aluno do Ensino Médio: junte-se ao grupo de trabalho voluntário e se dedique à construção de um mundo melhor. Vitor Campos da Paz Silva, aluno do 1o ano do Ensino Médio 12 caleidoscópio  dezembro

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PrÉ MoMenTos Que FaZeM a n osso projeto de inserção social, no abrigo solar da alegria, tem como objetivo favorecer o contato dos DiFerença felizes ao sentir a felicidade deles”. em relação à integração, é um momento de enorme valor, pois eles se divertem nos ambientes diferentes, interagem e partilham juntos. as crianças curtem bastante e relembram momentos únicos que viveram. e nós, educadores, ficamos as ações em prol dessa instituição sempre tiveram grande adesão, e as contribuições foram significativas. o Natal está chegando e já iniciamos uma nova campanha. Nas rodas de conversas, nossos alunos já planejam como vão participar. Junte-se a nos em mais esse momento que faz a diferença. Monica Farinelli e Rosana Mendes Pereira, professoras do Pré alunos com crianças de uma realidade social diferente. essa instituição acolhe órfãos ou menores retirados do convívio familiar por sofrerem maus tratos. Há desde recém-nascidos até crianças de 7 anos, que recebem vestuário, alimentação, assistência educacional, de saúde e lazer, o que os prepara para reintegrar-se às famílias biológicas ou a uma nova família, em caso de adoção. a coordenadora do abrigo, em seu depoimento, retrata a riqueza da nossa presença: “É um trabalho muito bonito e de grande importância para a vida das nossas crianças. 1 o a N o eF em seguida, uma vez por mês, cada sala visitou a creche. Nossos alunos levavam seus conhecimentos para partilhar e eram recebidos com lanche, brincadeiras e atividades-surpresa preparadas com cuidado pelas educadoras marisa e Gina. esta é a meta: aprender com o outro. conhecer outro modo de vida, outra escola, com procedimentos próprios e, assim, ampliar o universo de referências. Nossas professoras preparam “aulas especiais” em que contam histórias e confeccionam personagens. e os alunos também ensinam – brincando, é claro. a troca entre as crianças sensibiliza quem a presencia. Nem sabemos quem aprende mais, se nossos alunos ou as crianças da creche, pois essa riqueza não pode ser medida: pode apenas ser sentida nos olhares, nos sorrisos, na expectativa de um novo encontro, nas atitudes. Elaine Soares da Silva, professora do 1o ano EF dezembro Troca enriQueceDora mais uma unidade. as crianças da instituição, com idade entre 2 e 5 anos, nos visitaram no início do ano, participando de atividades de música, artes e brincadeiras nos parques. Nossos alunos as acolheram com muito carinho, ajudando as menores a usar os aparelhos do parque, partilhando o lanche preparado coletivamente e ensinando parlendas e cantigas que haviam aprendido recentemente. Foi uma alegria ver as crianças correndo pelo colégio, guiadas pelos nossos alunos e chamadas pelos nomes. o projeto de inserção social do 1o ano envolve a creche Nossas crianças que, neste ano, ganhou caleidoscópio 13

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e special 2 o a n o ef inserção s o c i a l Vivenciar outras realidade diferente daquela a que estão habituados e vivenciam momentos de partilha. Procuramos desenvolver atitudes de compromisso e reflexão que promovam uma ação transformadora e, quem sabe, auxiliem na construção de uma sociedade mais justa e solidária. Iniciamos o ano recebendo a visita da irmã Esmeralda, uma das responsáveis pelo Abrigo. Ela nos contou como foi sua infância e sua juventude e como tomou a decisão de seguir a carreira religiosa. Contou também como é a rotina das crianças na Vila Acalanto. Suas palavras semearam encantamento. Seus relatos transbordaram amor pelo próximo! C realidades Ao longo de 2011, todas as classes do 2o ano visitaram o Abrigo para compartilhar saberes e sentimentos. Respeito, solidariedade e aprendizagem não faltaram nessas visitas, e todos os envolvidos acabaram percebendo que amor compartilhado é amor multiplicado. Em uma das visitas, convidamos a dentista Silvia, mãe de Bruno Giusti, do 2o C, para dar uma palestra sobre higiene bucal. “Foi gratificante ensinar o que eu sei para as crianças e as cuidadoras do Abrigo. Quem ajuda o outro ajuda a si mesmo”, disse a dra. Silvia. Ana Heloísa e Vinícius, alunos do 2o E, afirmaram: “Gostamos muito de tomar lanche com nossos novos amiguinhos, ir ao berçário e segurar os bebês. Ficamos felizes em saber que as crianças de lá também podem ter uma família que as adotem e as amem como os nossos pais”. Irmã Regineide, da Vila Acalanto, acrescentou: “É uma alegria receber as visitas do Santa Maria. É um momento de partilha, interação e convivência com as crianças. Parabenizamos o Colégio pela disposição em construir um mundo melhor, em que as diferenças são colocadas de lado. Para nós, tudo é importante: a visita, a partilha do lanche, as comemorações, as brincadeiras, as palestras que fazemos juntos e as doações. Para que haja um mundo melhor, é preciso amar-nos uns aos outros, fazer com que o outro seja importante na nossa vida e, para que isso aconteça, devemos começar mesmo pelas crianças. Que Deus abençoe a todos nós”. Rosilene Moutinho Arriola e Sílvia Sonagere, professoras do 2o ano EF om o projeto de inserção social no Abrigo Vila Acalanto, os alunos do 2o ano observam uma 14 caleidoscópio  dezembro

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3 o a no ef Abraçando a diversidade “A prendendo com a melhor idade” é o tema que permeia os estudos do 3o ano. O objetivo é Depoimentos dos moradores do Espaço Aberto construir o conceito do envelhecimento com dignidade, alunos conheceram o Estatuto dos Idosos, discutiram sua representação na sociedade e vivenciaram momentos inesquecíveis ao lado de seus avós, de quem ouviram histórias e ensinamentos. respeito e preservação dos direitos fundamentais. Os Idália Sbano, 81 anos: “Dentre os momentos mais felizes que tive nesses 14 meses em que estou aqui, destaco, como jornalista que sou, uma das visitas feitas pelos alunos do Santa Maria. Eles fizeram o papel de jornalistas e nos entrevistaram com brilho, competência e entrosamento entre gerações. Foi perfeito”. Merece destaque a visita ao Asilo Ondina Lobo e ao Espaço Aberto, onde os alunos aprenderam, na prática, valores como respeito, dignidade e amor. Esse contato entre gerações envolve emoções, sentimentos, atitudes e são essenciais para preparar o olhar dos mais jovens. É na escola que os alunos desenvolvem habilidades, ampliam as relações sociais e são preparados para o futuro. Incentivá-los a ser agentes multiplicadores no cuidado e no respeito com o idoso é uma de nossas metas. “Acho que o projeto faz com que tenhamos a consciência de ajudar os idosos e respeitá-los no dia a dia”, disse Pedro Paiva, do 3o G. “Visitando o Ondina Lobo e o Espaço Aberto, aprendi a solidariedade, o respeito e o amor”, completou Lara Sobreira Ferraz Egídio, do 3o G. Katya Jurdy Martins Bayer, professora do 3o ano EF Silvio Alves: “Com as crianças, vieram as lembranças de 25 anos atrás, quando meu filho Marco Aurélio ingressou no Santa Maria. Com muita emoção, comentei isso com as crianças, porque sinto saudade de quando eu tinha as minhas próprias crianças”. Nicodemos Rocha: “Achei muito interessante as piadinhas das crianças. Elas são muito educadinhas, principalmente o Nicolas. Eu quero que eles venham sempre nos visitar, porque é uma juventude que está crescendo com educação, e eles vieram nos ensinar várias coisas que tínhamos esquecido com o passar do tempo”. Depoimentos dos moradores do Ondina Lobo: Loraci, 77 anos: “Acho as crianças do Santa Maria maravilhosas. Tocam bem seus instrumentos. Me perguntam sempre: o que a senhora faz aqui? Respondo: tenho aula de pintura em tecido, cuidados médicos e inclusão digital”. Tales, 88 anos: “Eu adoro os alunos do Santa Maria. Eles trazem muita alegria com sua presença e música. Mostro para eles meu trabalho”. Zulmira, 93 anos: “Gosto muito dos alunos porque eles trazem alegria, cantando e nos abraçando. Trabalhei 40 anos com um artista chamado Nho Totico, que dirigia um programa na rádio onde apresentava uma sala de aula com seus alunos. Com ele aprendi a amar as crianças”. Francisco, 80 anos: “Gosto quando os alunos do Santa Maria vêm nos visitar. Sei cantar, toco cavaquinho e já fiz versos para as professoras do Colégio: Colégio Santa Maria/tem o nome da mãe de Jesus/Colégio que ensina e educa as crianças/A caminhar no Caminho de Luz”. Rubens, 85 anos: “Essas crianças lembram sempre minha infância. Agradeço ao Colégio que envia crianças inteligentes que testam nossa capacidade com perguntas difíceis”. Pedro Mariano, 86 anos: “Sou repentista e faço quadrinhas para os alunos que nos visitam. Faço perguntas que eles não sabem responder. Me divirto muito com eles”. dezembro  caleidoscópio 15

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