Caleidoscópio nº 68

 

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Caleidoscópio nº 68

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Caleidoscó opio Nº 68 COLÉGIO SANTA MARIA Revista Matemática trabalhada de forma ampla e moderna Futebol inspira atividades pedagógicas Tecnologia para todos Ensino Médio relembra Golpe de 1964 Evento proporciona capacitação para pais, alunos e funcionários

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eu que fiz Homenagem especial – Alunos da Educação Infantil e do Fundamental I e II capricharam na elaboração dos presentes entregues no Dia das Mães expediente Instituto das Irmãs da Santa Cruz COLÉGIO SANTA MARIA Av. Sargento Geraldo Santana, 890/901 Jardim Marajoara – São Paulo/SP (11) 2198-0600 santamaria@colsantamaria.com.br www.colsantamaria.com.br CONSELHO EDITORIAL Irmã Diane Clay Cundiff Irmã Anne V. Horner Hoe Adriana Tiziani Maria Cristina Forti Maria Soledad Más Gandini Paula Bacchi Rosa Luiza Lucio Silvio Soares Moreira Freire Tiyomi Misawa Editora Suze Smaniotto Diretor de arte Marcelo Paton Revisão Rita de Cássia Cereser Sogi COLABORADORES Aurea Cutis Mello, Bernardo Fonseca, Bernardo Machado, Caroline Mieko Moreira, Cristiane Paulon, Edith Sonagere Nakao, Ednilson Oliveira, Fátima Regina Perazzoli, Gilberto Carvalho Soares, Glauce Regina Coral Salomão, Inês Angelini Namour, José Ricardo Rik do Val, Karina Rodrigues, Katya Jurdy Martins Bayer, Lara Polazzo, Luciana Casilli, Luciana Proença, Maurício Rodrigues, Mayra Lourenço, Marcelly Dalessio, Martins Bayer, Muriel Vieira Rubens Alves, Patrícia Kraft, Robson Veríssimo, Rosana Mendes Pereira, Rosilene Moutinho Arriola, Silvia Sonagere, Sonia Brandão, Sueli A. Gonçalves Gomes, Valéria Conte, Wallace Marante Impressão Gráfica Altamisa Tiragem 6 mil exemplares A Revista Caleidoscópio é uma publicação do Colégio Santa Maria. Não é permitida a publicação de seus textos sem a devida autorização. 02

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sumário carta 02 04 08 09 10 12 14 17 18 19 20 21 22 MOSAICO E EXPEDIENTE Irmã Diane Clay Cundiff Diretora geral do Colégio Santa Maria COTIDIANO É BOM SABER ALÉM DOS MUROS R Além da caverna NA REDE DEIXA COMIGO MAIS SABER BASTIDORES PRISMA INTERAÇÃO DEPOIS DO SANTA SANTA DO BEM ecentemente, vi uma charge sobre Platão, famoso por questionar o que é realidade e como as pessoas identificam o que é real. A ilustração mostrava um grupo dentro de uma caverna dizendo que suas sombras eram a realidade. Hoje em dia, muitos assistem à TV e acreditam que os atores fazem parte da família, assim como os jovens acabam encarando como verdadeiros os personagens dos games. O papel da escola é mostrar o que é real, fora da caverna, ampliar a visão dos conteúdos que se lê em primeiro plano, ver o que está além das primeiras impressões. Para isso é importante estender a experiência do aluno, como acontece quando ele vai a uma creche e identifica uma realidade maior do que a dele; como quando nossos professores ministram ou participam de cursos no Prisma, e acabam conhecendo a experiência de outros professores. Na troca de papéis entre alunos e funcionários, descobre-se uma realidade mais completa daquilo que está dentro da escola, o que é muito enriquecedor, pois muito do que acontece no Colégio não aparece, a maioria não sabe como as coisas são organizadas, sequer nota a presença de funções “invisíveis”. A escola ajuda a enxergar o que é invisível e, consequentemente, dar consciência de sua existência e de sua relevância. Muitas vezes, aquilo que o aluno aprende é a aparência, mas o que estamos ensinando apresenta um contexto. Com esse exercício constante, ele acaba sentindo necessidade de expandir o conhecimento dado em primeiro plano. Nesta edição, em quase todos os artigos, há experiências de desmascararmos as sombras para que não se vejam apenas as aparências, mas para que o olhar seja ampliado ao todo, nas relações pessoais, na natureza e no próprio aprendizado dentro de um contexto que desafia e problematiza. Que você também veja além da caverna enquanto estiver lendo a Caleidoscópio! REFLEXÃO | 03

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cotidiano Caleidoscópio nº 68 Preparação para a Missa de Ramos Um momento tão importante quanto a celebração da Páscoa exigiu atividades à sua altura. O 2º ano do Fundamental I deu início às festividades meditando sobre o tema “Liberdade e Vida em Nosso Caminho”, que encontra sentido na Campanha da Fraternidade. Todos foram convidados a abrir o coração e olhar com amor para as outras pessoas. A reflexão sobre o Evangelho de Mateus 21,1-11 levou os alunos a compreenderem o exemplo de Jesus junto à multidão, em Jerusalém, onde todos o aclamavam dizendo “Hosana ao Filho de Davi”. A bênção dos ramos realizada pelo Padre Pedro teve o significado de partilhar o sentido da vida entre os familiares, deixando os ramos expostos em seus lares. “Explicamos aos alunos que a Missa de Ramos antecede a Missa de Páscoa, que seria o momento de reflexão e mudança para a Ressurreição - Vida Nova, e solicitamos que cada um registrasse a sua proposta de mudança para uma ação mais fraterna em suas atitudes e relações”, explica a professora da série, Luciana Casilli. Durante os ensaios dos cantos para a missa, os alunos ainda aprenderam o sentido da letra das músicas, os momentos e rituais de uma missa. A celebração contou com a participação significativa de alunos e de familiares. Presente sublime Neste bimestre, o prédio Menino Jesus recebeu a imagem de Nossa Senhora de Lourdes, acompanhada de Bernadete, a jovem de 14 anos que teve a graça de sua aparição. Antes de participarem da celebração de acolhida, as crianças do Jardim I ao 2º ano conheceram a história da santa. Durante a celebração, os alunos cantaram “Mãezinha do Céu” e levaram flores para enfeitar a gruta. Foi um momento de amor, de paz, união e fé. Agora, sempre que visitam a gruta, todos contemplam a imagem e mandam beijos para Ela, chamada pelas crianças de “Mãezinha do Céu”. Veja mais detalhes sobre a história de Nossa Senhores de Lourdes na edição digital da Caleidoscópio, no site do Santa Maria. 04

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Na reta final da A Olimpíada de Química do Estado de São Paulo (OQSP) é realizada anualmente de setembro a junho pela Associação Brasileira de Química e tem como público-alvo os cerca de dois milhões de estudantes do Ensino Médio de escolas paulistas. Com alegria, uma vez mais o Santa Maria está na final representado Olimpíada de Química pelo aluno Guilherme A. Gusmão de Souza da 2ª Série do Ensino Médio, selecionado com a redação sobre o tema “Laboratórios Químicos Espaciais: Como funcionam e para que servem?”. A prova estava prevista para 7 de junho, no Instituto de Química da USP, durante o fechamento desta edição. XVII Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica A OBA é uma realização da Sociedade Astronômica Brasileira que tem por objetivo fomentar o interesse dos jovens pela Astronomia e Astronáutica. No Ensino Médio, a participação na prova representa um desafio adicional, pois a complexidade dos conteúdos solicitados exige um treinamento especial. Por isso, 25 alunos do Ensino Médio interessados em participar do evento vêm tendo aulas regulares de Astronomia a Astrofísica às sextas-feiras à tarde desde o início do ano letivo para se prepararem adequadamente. Esta será a primeira vez que alunos do Ensino Médio participarão da Mostra Brasileira de Foguetes, que consiste na construção de uma plataforma de lançamento, montagem e lançamento de foguetes seguindo critérios determinados. As duas provas valem medalhas. “Esperamos com interesse os resultados”, afirma o professor de Astrofísica, Ednilson Oliveira. Campanha da Fraternidade contra esse crime. “As atividades procuram enfatizar a ideia de que só há o aliciador por haver o receptador, explorando também assim as relações de consumo envolvidas nas situações de tráfico de animais”, esclarece a professora Glauce Regina Coral Salomão. Depois de estudar o assunto, os alunos realizarão, junto às outras séries, uma campanha contra o tráfico de animais, por meio de um mural com assuntos relacionados ao tema, visando principalmente à conscientização da não aquisição desses animais. Diante do tema da Campanha da Fraternidade deste ano, “Fraternidade e Tráfico Humano”, o 3º ano do Fundamental I vai estudar a vertente do tráfico de animais, a fim de contemplar as questões relacionadas ao lema “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5,1). O principal objetivo das atividades realizadas é o de identificar as práticas de tráfico em suas várias formas e denunciá-las como violação da dignidade, dos direitos e da liberdade, mobilizando e conscientizando os alunos e seus familiares | 05

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cotidiano Caleidoscópio nº 68 Eleições 2014 Palestra do sociólogo Felipe Magalhães As eleições deste ano serão trabalhadas de diversas formas no Santa Maria. No Fundamental II, além da coletânea de textos formulada pela equipe de Humanidades e da já tradicional simulação de eleições, o circuito de palestras está a pleno vapor. “Os eventos contam com a participação de representantes de ONGs, ex-candidatos, representantes do TRE, sociólogos e professores universitários”, explica Robson Veríssimo, professor de Geografia. No dia 21 de maio, os alunos do 8º e 9º ano receberam Caio Martins, integrante do Movimento Passe Livre, que esclareceu a origem das manifestações que tomaram as ruas em 2013 e compartilhou suas experiências. Poucos dias depois, foi a vez do 6º e 7º ano receberem Felipe Magalhães, sociólogo, professor, diretor de projetos da prefeitura de Santo André e ex-candidato a vereador na região do Grande ABC, que falou sobre o funcionamento do sistema eleitoral brasileiro e os bastidores da administração pública. No Ensino Médio, o debate também está bastante presente. Desde as primeiras aulas de 2014, a equipe incentiva os alunos a obterem o título de eleitor. “Nosso objetivo é fomentar o interesse dos jovens para que participem ativamente das práticas democráticas”, esclarece o professor de Sociologia, Bernardo Machado. Para reforçar, a 2ª série terá aulas sobre a história dos partidos políticos no país e a 3ª série prepara uma mesa de discussão sobre educação com alguns candidatos a deputado federal para o segundo semestre. Homenagem às mães Muitas são as aprendizagens que as crianças têm com suas mães e chegou o momento de agradecer por tantas bênçãos recebidas. Na missa realizada no dia 10 de maio, tendo como celebrante Padre Pedro, as crianças do Pré cantaram, dramatizaram a história de Moisés e recitaram como forma de agradecer pelos cuidados e pelas aprendizagens que têm com as mães. O Coral da APM abrilhantou o momento com músicas e gestos especiais. Ao término, as mães ainda foram presenteadas. Já as crianças do Jardim I e do Jardim II retribuíram os cuidados e o amor das mamães com uma homenagem envolvendo recadinhos do coração, adivinhações, dramatizações de histórias, músicas, oficina e caminhadas pelas áreas verdes do Colégio. Também receberam presentes, transmitindo toda a emoção que momentos como esses proporcionam. É falando que a gente se entende Para desenvolver a habilidade oral de seus alunos, importante recurso de comunicação, desde o Fundamental I, o Santa Maria promove apresentações e seminários para trabalhar questões como capacidade de se fazer entender, objetividade, clareza e controle das emoções diante da classe, respeito ao colega que está perante a sala e capacidade de ouvir com atenção. Os trabalhos envolvem o preparo da apresentação feita por um grupo e o empenho do aluno em passar adiante o conhecimento adquirido. No 5º ano, por exemplo, já foram apresentados trabalhos orais referentes aos livros paradidáticos, a questões de Astronomia, além de temas relacionados a conteúdos de Ciências, como o meio ambiente. Até mesmo os alunos mais tímidos, diante dessa forma de trabalho, são levados a acreditar no seu potencial de desenvolver essa habilidade tão importante no mundo moderno. 06

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A excelência nos ALUNOS 2013 NOS VESTIBULARES 2014 TOTAL DE ALUNOS 3ª série ALUNOS CANDIDATOS ALUNOS APROVADOS VAGAS CONQUISTADAS INST.PÚBLICAS INST.PARTICULARES 123 117 75 120 35 85 100% 64% 1,6 vagas por aluno 30% 70% Vestibulares 2014 A excelência de um colégio é resultado de seu projeto político-pedagógico, da ousadia dos planos de ensino e da elaboração dos conteúdos curriculares, que asseguram a instrução e apreensão de conhecimentos, com uma preocupação central na qualidade do ensino-aprendizagem. A qualidade deste trabalho educacional desenvolvido no Santa Maria se manifesta em diferentes momentos e de diversas formas. As conquistas dos alunos nos vestibulares 2014 representam um destes momentos e os resultados, uma de suas formas. Ao analisar os resultados obtidos (vide tabela acima), é possível observar que os alunos conquistaram 120 vagas em importantes universidades brasileiras. Além do evidente sucesso qualitativo, ocorreu um crescimento significativo (20%) no número de vagas conquistadas nas universidades particulares, que em 2013 foram 71 e agora se ampliaram para 85. Movimentos e aprendizagens Ao movimentar-se, a criança expressa sentimentos, emoções e pensamentos, ampliando possibilidades do uso significativo de gestos e posturas corporais. No Pré, o trabalho com a linguagem do movimento é intensificado, permitindo que atue sobre o meio físico e social. Para contemplar o tema, foram realizadas em abril as Oficinas de Aprendizagens Motoras. Por meio de vídeos, músicas, danças e exercícios dirigidos como os de alinhavo, enfiação de contas, pinçar pequenas pedras, recorte e colagem, as crianças encararam momentos desafiadores, exercitando habilidades motoras amplas e finas de grande importância para a série em que se encontram. Olimpíada de História Seis equipes de três alunos do Ensino Médio representam o Santa Maria na 6ª edição da Olimpíada em História do Brasil, organizada pela UNICAMP. A prova é dividida em seis etapas, das quais cinco são realizadas on line. Cada fase é composta por dez questões de múltipla escolha e um desafio, com exceção da última, que conterá desafios diversos e será realizada em Campinas. Diferente de outras olimpíadas, nesta o objetivo não é simplesmente testar os conhecimentos em História, mas promover a reflexão, a autonomia e a pesquisa. Em cada etapa os organizadores indicam um texto de apoio para os alunos estudarem e debaterem entre si, já que possuem uma semana para completar cada etapa on line. “Esse formato está plenamente alinhado com a proposta pedagógica do Ensino Médio do Santa Maria, que trabalha com o desenvolvimento de habilidades e competências, partindo da análise de textos, imagens e mapas, visando o desenvolvimento da autonomia e capacidade crítica”, pondera a professora da disciplina, Mayra Lourenço. A última etapa da Olimpíada será em agosto. | 07

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é bom saber Caleidoscópio nº 68 educar uma criança É preciso uma aldeia inteira para C “Amar um filho é ajudá-lo a encontrar a autoestima necessária para que ele nos deixe, assim que se sinta pronto para isso.” RUFO, MARCEL. Me larga: Separar-se para Crescer, Editora Martins Fontes, 2007. omo posso potencializar a aprendizagem dos filhos? Como atuar, mesmo não sendo professor (a), de forma a estimular o raciocínio, a desenvoltura, segurança e autoconfiança para que as crianças passem a realizar suas tarefas com competência, segurança e autonomia? Estas perguntas estão entre as principais inquietações e questões transmitidas pelos pais, tanto nos atendimentos individuais quanto nas reuniões pedagógicas, por isso foram priorizadas nesta seção, que objetiva esclarecer as dúvidas mais frequentes das famílias. As respostas, compiladas por Sueli A. Gonçalves Gomes, orientadora do 1º ano, e Tiyomi Misawa, orientadora do 2º ano, ambas do Fundamental I, são um extrato da Reunião Educacional ocorrida em abril, com a participação da psicopedagoga e psicóloga Elisa Maria Pitombo e a presença de 400 pessoas que lotaram o Auditório. O título acima, extraído de um ditado popular africano, foi o tema do encontro. Os fatores mais determinantes no desenvolvimento infantil são aqueles relacionados ao abandono de estimulação ou à superproteção por parte dos familiares. Ambos interferem negativamente. Identificar o que os filhos já dominam, o que já fazem com autonomia e propor desafios com outros níveis de complexidade estimula a curiosidade, o raciocínio e impulsiona o desejo de saber mais. Demonstrar a importância que se dá à escolaridade do filho, ouvindo suas aprendizagens e dificuldades é um grande apoio à aprendizagem. Alguns procedimentos, que não exigem conhecimentos pedagógicos e podem ajudar a rotina diária de estudos: a) Recordar a tarefa ou a situação em que a criança aprendeu alguma habilidade. b) Buscar a transferência das aprendizagens para outras situações análogas, por exemplo: ”Agora que já aprendeu a ler, que tal ler em voz alta para nós a capa deste jornal?”. c) Solicitar que demonstre como resolveu a situação desafiadora da lição. d) Elaborar em conjunto soluções para as tarefas, questionando, desafiando o raciocínio. e) Promover condições para que a criança possa caminhar com autonomia. Envie sua pergunta para o e-mail caleidoscopio@colsantamaria.com.br 08

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além dos muros Caleidoscópio nº 68 Contato enriquecedor Visita à Trilha-Escola Especial Descobertas na Fundação Dorina Nowill Já dizia o teólogo Leonardo Boff: “O amor se orienta sempre pelo outro. Significa uma aventura abraâmica, a de deixar a sua própria realidade e ir ao encontro do diferente e estabelecer uma relação de aliança, de amizade e de amor com ele.” É este amor e seu imenso potencial de transformação que mobiliza e inspira o 6º ano em seu projeto “Pessoas com Necessidades Especiais/ou Deficiências à luz do Amor e dos Direitos Humanos”, pelo qual os alunos têm uma manhã de convivência com aprendizes das seguintes escolas/ instituições: DERDIC, Fundação Dorina Nowill, APAE, ADEFAV e Trilha-Escola Especial. “O encontro proporciona o conhecimento deste universo educacional, favorece a comunicação e a interação entre diferentes realidades e possibilita que se vivenciem ações fraternas concretamente”, resume a professora de Ensino Religioso, Aurea Cutis Mello. Os alunos voltaram das visitas enrique- cidos. Luiza Lopes do 6º G, que esteve na Fundação Dorina Nowill, considerou a oportunidade muito significativa: “Lá aprendi o que podemos fazer junto a quem tem a deficiência visual, como uma dificuldade a ser enfrentada.” Desta mesma sala, Rafael Morikawa voltou do encontro afirmando que “todos são iguais e com os mesmos direitos. Além disso, aprendi todo o processo de como é feito o livro em braile e o áudio-livro.” X Fórum FAAP: experiência e aprendizagem Os alunos do Santa Maria participaram do X Fórum FAAP entre os meses de abril e maio. Mais uma vez envolveram-se de forma brilhante nessa experiência acadêmica, que simula organismos internacionais, e mergulharam em discussões com estudantes de diferentes escolas sobre assuntos atuais e de grande relevância. Durante quatro dias, demonstraram empenho e comprometimento com os estudos, sendo reconhecidos por suas habilidades acadêmicas, além de serem propositivos e amistosos. “Acreditamos que essa vivência possibilite aos educandos ampliar seus horizontes e conhecimentos”, relata a professora de História, Valéria Conte. Os prêmios e menções honrosas recebidos pelos alunos só reforçaram o trabalho e dedicação de todos os envolvidos. No ano que vem tem mais! | 09

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na rede Caleidoscópio nº 68 III Semana Interna de Tecnologia Realizado em maio, a cada ano o evento torna-se mais relevante porque, embora a tecnologia faça parte do dia a dia do Santa Maria, oferece oportunidades de repensar e ampliar o uso de diversas ferramentas 10

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F uncionários e professores que passaram pelas oficinas promovidas pelo NETi – Núcleo de Educação e Tecnologia da Informação - durante a III Semana Interna de Tecnologia puderam adquirir conhecimentos que farão diferença em suas rotinas de trabalho administrativas e pedagógicas. É o que pensa Rosemary Soluche, encarregada da Secretaria: “Certamente as oficinas agregaram conhecimentos para todos nós. Gostei muito da Edição de Vídeo e Criação Gráfica” . Para os alunos, foram montadas atividades e vivências com recursos que vão além daqueles usados nas aulas em Laboratório.  Nesta terceira edição, uma novidade empolgou as crianças do Pré ao 5º ano: atividades com projeção em três dimensões. E o aprendizado foi grande, como ilustra a professora Cláudia Sande: “O 4º ano A assistiu a filmes em 3D sobre as fases da Lua e os movimentos do Planeta Terra, conteúdos que já vinham sendo estudados nas aulas de Ciências Naturais. No mesmo dia da apresentação dos filmes, tínhamos uma avaliação, que já estava agendada, e o grupo comentou que os filmes ajudaram muito na realização da prova. Tive certeza disso ao ler os conceitos apresentados pelos alunos na avaliação”. O Laboratório Móvel foi implantado desde 2013 para o Fundamental II e o Ensino Médio e, neste ano, teve início um projeto com o uso de tablets para Educação Infantil e Fundamental I. “Já temos boas experiências de uso, mas a Semana de Tecnologia ofereceu muitas oportunidades para que os professores tivessem um contato ainda maior com a ferramenta”, afirma Muriel Vieira Rubens Alves, coordenador do NETi. O evento proporcionou momentos de capacitação básica, mas também oficinas com discussão de propostas avançadas, sempre pensando em um melhor proveito pedagógico da tecnologia, de forma a favorecer a aprendizagem. grupo foi oferecida uma oficina sobre o controle de orçamento pessoal no Excel. “As planilhas ajudarão muito. A aula foi ótima.  Com as dicas, visualizei a utilização do Excel para outros controles”, relata Renata Ferrari, mãe de aluno. Muitas outras coisas boas aconteceram durante a III Semana Interna de Tecnologia, como a participação dos alunos do Supletivo. Os resultados serão duradouros, já que as propostas não ficam presas aos cinco dias do evento. “Dele já têm nascido projetos que se estenderão por todo o ano”, revela Muriel. Amplo alcance A Semana de Tecnologia marcou também um importante passo no projeto Internet Responsável, uma iniciativa junto à equipe do 6º ano que visa à conscientização dos alunos sobre como portar-se nos ambientes virtuais. Os participantes desta oficina saíram muito envolvidos com a ideia de atuarem como agentes entre seus colegas, criando campanhas e materiais que auxiliem no combate a práticas como o cyberbullying. “Participando deste grupo aprendo a ajudar pessoas que estão tendo problemas ou causando problemas na Internet. Aprendi que, quanto mais responsável você for, menos problemas vai ter”, afirma Isabela Carvalho, aluna do 6º C. As oficinas tecnológicas também trouxeram muitos alunos aos laboratórios de informática. Criação de gifs, modelagem 3D, robótica com sucata e mixagem de áudio foram técnicas apresentadas para instrumentalizar ainda mais os adolescentes. Os pais, mães e até avós de alunos também aproveitaram o evento. A este Atividades do evento também foram destinadas a pais, professores e funcionários o Uso da tecnologia no Santa Maria é orientado por objetivos pedagógicos Filmes em 3D foram uma das atrações da III Semana Interna de Tecnologia | 11

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deixa comigo Caleidoscópio nº 68 1964 Lembrar, para quê? exta-feira, 4 de abril, foi um dia interessante. Surge no pátio interno do Ensino Médio uma grande faixa onde se lê o lema “Lembrar é resistir” , que é, antes de nosso, o lema do Museu da Resistência em São Paulo, que tem sede no prédio vizinho da estação Júlio Prestes e da nobre Sala São Paulo e que, durante as duas ditaduras que marcaram nossa infante república, foi endereço do temido Departamento de Ordem Política e Social (DOPS). Ao lado do DOI-CODI, OBAN, CISA e CENIMAR, cuidavam de colher informações, perseguir, prender, torturar e, se necessário, eliminar os “inimigos da Revolução de 1964” , os “inimigos do Brasil” . Hoje este museu – que os alunos da 3ª série visitaram em maio em seu Estudo do Meio – trata de resgatar a memória daqueles tempos. Em especial, mantém alerta o questionamento: mas, afinal, que revolução foi essa? Quem eram os nossos inimigos? Para tentar cercar essas perguntas, nos reunimos - alunos de todas as séries do Ensino Médio (é sempre bom vê-los juntos) e professores da área de Ciências Humanas - na tarde do dia 4 de abril no Auditório. Localizamos o contexto que antecedeu o golpe civil-militar de 31 de março de 1964 (e não Revolução, como se apropriaram alguns do novo regime) e procuramos entender como os militares foram engendrando alianças com setores de nossa sociedade, com representantes do governo dos Estados Unidos, do capital internacional e com a grande mídia em vários episódios (antes de 1964, pelo menos em mais três momentos: nos bastidores que levaram à morte do Presidente Vargas em 1954, na trama que tentou impedir a posse de Juscelino Kubistchek em 1955 e de João Goulart, com a renúncia de Jânio Quadros em 1961). Preparado esse terreno, assistimos ao documentário “O dia que durou 21 anos” (2013), que recolhe imagens, depoimentos e documentos que atestam o grau de envolvimento dos EUA na preparação do golpe e na consolidação do regime de força no Brasil. A professora Valéria Conte trouxe-nos alguns exemplos de textos que foram usados para desvendar o discurso oficial que preparou o golpe de 64. Trazendo a fala de instituições como o IPES e IBAD, cartilhas S 12

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Projeto do Ensino Médio revisita os acontecimentos que marcaram 1964 por meio de várias atividades da Igreja e correspondências oficiais, fizemos um exercício de leitura e interpretação que comprovou a manipulação dos fatos, a construção de um clima de medo impregnado de anticomunismo, a dicotomia bem X mal que colocou o Presidente Jango como inimigo número um da soberania nacional. Lembrete: a intervenção norte-americana nos rumos de nossa história não era ameaça à nossa independência? Para amarrar a discussão, a professora Mayra Lourenço fez um painel da produção cultural no mesmo período, privilegiando o teatro e a música. Assim, foi possível entender como o Teatro de Arena, o Oficina e o Opinião serviram de espaço de luta social e, mais tarde, de resistência à ditadura civil-militar, e como músicos do porte de Chico Buarque, Edu Lobo e Geral- do Vandré puderam falar direta ou subliminarmente a um grande número de brasileiros, sobretudo com os festivais da década de 60. Preparamos ainda um espaço de convivência na entrada do Auditório com livros, revistas, jornais, DVDs sobre o tema, que puderam ser usados para consulta e que ficaram à disposição dos alunos durante dez dias. A nossa faixa migrou da entrada do Auditório para a Biblioteca. Soubemos que muitos alunos do Fundamental, pais e funcionários vieram perguntar do que se tratava. Que bom! Atingimos nosso objetivo: mais gente pode lembrar. Tive a impressão de que ficamos com um gosto de “queremos mais”. Mais encontros, discussões, documentários, reuniões com alunos de todas as séries, professores e direção. Pensamos, então, e aproveitando este espaço, em convidar a todos, desde já, para um segundo momento. Será no final de agosto, e vamos discutir as campanhas pela Lei de Anistia e pelas “Diretas Já”. Estamos combinados! Sonia Brandão, professora de História do Ensino Médio | 13

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mais saber Caleidoscópio nº 68 Matemática na vida e o desenvolvimento do pensar Desde o nascimento, as crianças estão imersas em um universo no qual os conhecimentos matemáticos estão presentes. Na escola, consolidam os aprendizados construídos em outros ambientes e, nas diferentes etapas, precisam desenvolver o pensamento numérico 1+1 3>5? 14

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Experiências com quantidades O senso numérico é a capacidade de reconhecer, comparar, somar e subtrair pequenas quantidades independentemente da contagem. No Jardim II, a Matemática está presente em situações cotidianas, vivenciadas e planejadas para que os alunos comecem a fazer uso do vocabulário específico e se apropriem de habilidades importantes para desenvolver entre outras, a noção de quantidade. “Por meio de brincadeiras e jogos, da manipulação de materiais, das músicas e histórias envolvendo diferentes quantidades, os alunos experimentam situações significativas que favorecem o desenvolvimento do pensamento numérico”, explica a professora Fátima Regina Perazzoli. Contar os biscoitos preparados na aula de culinária; recitar a sequência numérica ao cantar; movimentar seu peão de acordo com os pontos do dado; organizar e contar um a um os objetos das coleções; fazer estimativas de quantidades utilizando as noções de mais, menos ou a mesma quantidade; parear e agrupar os objetos de acordo com critérios estabelecidos (quantidade, cor, forma ou tamanho) e resolver problemas simples são alguns exemplos de situações nas quais a Matemática está presente. “As experiências com quantidades precedem a escrita dos números, sendo primordial para que a criança construa internamente a noção de número”, esclarece a professora Marcelly Dalessio. Resolução de situações-problema Na Educação Infantil, os problemas não são necessariamente solucionados por meio das operações matemáticas, pois são perguntas que as crianças tentam responder pensando por si mesmas, fazendo uso da capacidade natural que têm de se encantar por desafios. “É um momento para desenvolver noções, habilidades, procedimentos e atitudes frente ao conhecimento matemático”, defende a professora do Pré, Rosana Mendes Pereira. As situações do dia a dia são aproveitadas, desafiando os alunos para a busca de soluções. Numa situação de jogo, em que precisam dividir as cartas igualmente pelos participantes, discutem o melhor modo de fazê-lo. No caso de sobrarem menos cartas do que participantes, também buscam soluções: deixá-las fora do jogo ou sortear quem ficará com menos cartas. Outro recurso é utilizar uma situação hipotética como “Estamos no zoológico e avisaram que o leão fugiu da jaula”. Cada um elabora uma solução e verbaliza-a ao grupo, que irá discutir sua viabilidade e eficiência. “Esse tipo de atividade permite à criança levantar hipóteses, confrontar suas ideias e checar as soluções, contribuindo para o desenvolvimento da autonomia, iniciativa e capacidade crítica do aluno”, finaliza Rosana. Alunos do Pré: solução de problemas cotidianos no aprendizado da Matemática Espaço e forma: Tangram Dimensionar as características do espaço para dispor objetos, medir, estimar em quantas partes é possível dividi-lo ou como preenchê-lo são questões e problemas da Matemática, ou mais precisamente da Geometria. Para os alunos do 1º ano do Fundamental I, identificar as figuras geométricas planas, compreender a relação entre elas e representá-las no espaço são objetivos de estudo. Uma opção metodológica para tornar a aprendizagem significativa envolve a abordagem do conteúdo por meio de desafios e jogos. O Tangram, jogo milenar chinês de sete peças (dois triângulos grandes, dois triângulos pequenos, um triângulo médio, um quadrado e um paralelogramo), revelou-se um grande aliado no ensino da Geometria das figuras planas. Com ele é possível formar até 1.700 figuras representando animais, plantas, pessoas, objetos, em qualquer disposição espacial, lado a lado. “Comparar as relações entre as figuras, sua composição e organização espacial exercita o raciocínio geométrico para a compreensão, por exemplo, do conceito de área”, esclarece a orientadora da série, Sueli A. Gonçalves Gomes. No Laboratório de Informática, surgem novos desafios, além do atraente uso dos tablets. Com a manipulação do concreto já exercitada, os alunos podem calcular apenas visualmente os encaixes das peças na moldura, movendo-as com o mouse, ou até criar uma forma desafiando o colega a descobrir quantas e quais peças usou. Matemática nas diferentes culturas A Matemática é uma das ciências que apresentam várias possibilidades de resolução. Está presente nas atividades humanas das diversas culturas como uma das formas utilizadas para interagir com o mundo físico, social e cultural. “Com essa visão, estudiosos questionam o processo tradicional de aprendizagem da Matemática, que exclui outras formas de resolução”, comenta a professora Rosilene Moutinho Arriola. “A história nos mostra que o ensino da Matemática foi organizado a partir das necessidades de cada povo”, revela. No espaço escolar, é importante para o aprendizado de Matemática que a criança se Manipulação de materiais ajuda a desenvolver o pensamento numérico no Jardim II | 15

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