Caleidoscópio nº 67

 

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Caleidoscópio nº 67

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Caleidoscó opio Nº 67 COLÉGIO SANTA MARIA Revista Provas para a certificação de Cambridge agora fazem parte do currículo Os alunos do Santa Maria aumentaram a leitura na Biblioteca Pe. Moreau Conheça a abrangência dos projetos sociais em 2014 o poder da música Estudos mostram os benefícios da música na aprendizagem

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eu que fiz Produções dos alunos do Jardim mostram a beleza da iniciação do aprendizado expediente Instituto das Irmãs da Santa Cruz COLÉGIO SANTA MARIA Av. Sargento Geraldo Santana, 890/901 Jardim Marajoara – São Paulo/SP (11) 2198-0600 santamaria@colsantamaria.com.br www.colsantamaria.com.br CONSELHO EDITORIAL Irmã Diane Clay Cundiff Irmã Anne V. Horner Hoe Adriana Tiziani Maria Cristina Forti Maria Soledad Más Gandini Paula Bacchi Rosa Luiza Lucio Silvio Soares Moreira Freire Tiyomi Misawa Editora Suze Smaniotto Diretor de arte Marcelo Paton Revisão Rita de Cássia Cereser Sogi COLABORADORES Alexandre da Silva Oliveira, Edith Sonagere Nakao, Fabíola Iszlaji, Fernanda S. Lugatto, Fernando Siliano Reyes, Flávia Manzione, Gilberto Carvalho Soares, Karina Rodrigues, Maíra Bedran Gouveia, Muriel Vieira Rubens Alves, Renata Ferrari, Roberta Edo, Sueli A. Gonçalves Gomes Impressão Gráfica Altamisa Tiragem 6 mil exemplares A Revista Caleidoscópio é uma publicação do Colégio Santa Maria. Não é permitida a publicação de seus textos sem a devida autorização. 02

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sumário carta 02 03 04 05 06 07 08 10 12 14 17 18 20 22 MOSAICO E EXPEDIENTE CARTA RADAR ALÉM DOS MUROS COTIDIANO É BOM SABER BASTIDORES NA REDE DEIXA COMIGO MAIS SABER PRISMA SANTA DO BEM DEPOIS DO SANTA REFLEXÃO Irmã Diane Clay Cundiff Diretora geral do Colégio Santa Maria A coerência entre a teoria e a prática N o início de abril, participei de um congresso em Austin (Texas) com educadores, padres, irmãs e leigos que lecionam em escolas da Congregação da Santa Cruz em vários países, principalmente dos Estados Unidos. O grupo se reúne há nove anos com o objetivo de trocar informações sobre projetos educacionais. Havia mais de 250 pessoas, entre elas os diretores dos quatro colégios Santa Cruz do Brasil. Neste ano fui convidada a apresentar, em duas sessões, o projeto do Santa Maria. Falei sobre a necessidade de uma educação exigente, pautada pela diversidade de conhecimentos, na qual o aluno vai precisar se adaptar, na sua vida pós-escola, em grupos e culturas variados com múltiplas habilidades. Na prática, isso significa que, se antes, todos poderiam ter o mesmo conhecimento, hoje, na nova educação, baseada em novas habilidades sociais, cognitivas e tecnológicas, os alunos precisam aprender a aplicar situações inéditas com base nessa aprendizagem. O Santa Maria tem uma metodologia bastante diversificada em termos de currículo que não omite nenhum tipo de aprendizagem importante, integrando, por exemplo, música, matemática, física e língua portuguesa. Aqui os alunos aprendem por experiências próprias e/ou de terceiros (juristas, cientistas). O aprendizado acontece por meio da troca de informações e, principalmente, da reflexão. Fala-se muito em redes sociais. No congresso, abordei três significados para essas redes: a Internet, as relações interpessoais e projetos que dão sustento a pessoas com vulnerabilidade econômica ou social. Apresentei, principalmente, a rede de fazer o bem, afinal, todo ser humano faz parte de uma rede social interplanetária e não pode se omitir de sua responsabilidade social. Com toda essa formação, ao término do ciclo no Santa Maria, o aluno será capaz de arriscar-se para tomar decisões e, quem sabe, se errar, reencaminhar a decisão e retomar a caminhada. Quando voltei ao Brasil, encontrei sobre a minha mesa o esboço desta edição da Caleidoscópio. Fiquei satisfeita, porque o conjunto de artigos traz exemplos do que eu apresentei em Austin, inclusive com os detalhes da rede social que faz o bem. Depois de ler a revista e curtir estar em casa, decidi enviar uma cópia desta edição para todos os participantes do congresso. Acredito que gostarão de identificar na prática o que expliquei em palavras. | 03

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radar Caleidoscópio nº 67 Novos espaços para o Jardim I Os alunos do Jardim I ganharam novas salas. Os quiosques, antes usados para aulas de Artes, transformaram-se em salas amplas que permitem atividades simultâneas e diferenciadas. Para construir um ambiente acolhedor e atraente às crianças dessa faixa etária, a equipe docente do Colégio criou um projeto com cinco cantos: Jogo Simbólico, onde ficam diversos brinquedos, Espaço do Encontro, local em que acontece a “roda da conversa”, Atelier, para as atividades de artes visuais, Cantinho da Leitura, onde as crianças podem manusear os livros que ficam disponíveis, e Espaço do Lanche. Esta disposição de sala permite a interação e a independência das crianças. “É um lugar que não se refere apenas ao espaço físico, mas também às relações afetivas e interpessoais, é um espaço de encontro”, define a professora Karina Rodrigues. Do lado de fora dos quiosques, os alunos ainda contam com o parquinho e o jardim para outros tipos de atividades. Fomento do saber Em 2014, por ocasião das eleições, os professores de História e Geografia do Fundamental II realizarão uma série de discussões e atividades com os alunos sobre o tema. Como subsídio, será utilizada uma coletânea de textos selecionados pelos professores. A leitura desse material, inclusive pelos familiares e demais membros da Comunidade Santa Maria, pode fomentar o conhecimento, reflexão e debates sobre o assunto. Por isso, a coletânea será disponibilizada, na íntegra, no site do Colégio e divulgada a todos os departamentos da escola, a partir do dia 10 de abril. Vamos saber mais sobre este importante momento político do nosso país? Acesse www.colsantamaria.com.br. Troca de experiências O Santa Maria realizou uma dinâmica entre seus funcionários para troca de conhecimentos entre os setores. Os colaboradores participaram de oficinas diferentes das suas áreas de atuação para aprender o trabalho diário de seus colegas. Os depoimentos de diversos funcionários participantes mostram que a experiência propiciou-lhes aprendizagens não apenas para o trabalho como para a vida pessoal, pois as aulas envolveram temas como Gestão e Orçamento Familiar, Pintura e Jardinagem, Cozinha e Preparação de Eventos. A passagem pelas diferentes oficinas possibilitou a todos compreender a complexidade do funcionamento de uma escola de grande porte: a recepção carinhosa dos seguranças, a simpatia das recepcionistas, o cuidado nas informações oferecidas aos pais pelas secretárias, os jardins bem cuidados, os prédios em bom funcionamento, a comida bem preparada e os cursos de formação profissional oferecidos aos professores para uma escola de excelência acadêmica. “A vivência foi importante para percebermos a dependência entre os setores e os funcionários. Devemos sempre nos renovar por meio de gentilezas e sorrisos”, declara a funcionária Andrea Cristina Gomes Formalhio, que participou da Oficina de Aposentadoria/Tesouraria. 04

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além dos muros Caleidoscópio nº 67 Conhecimento Alunos do 2º ano conhecem os bastidores do Zoológico aprofundado A partir do projeto “O bem-estar coletivo” , das pesquisas e dos estudos feitos sobre a sustentabilidade do planeta e a qualidade de vida, os alunos do 2º ano do Ensino Fundamental I visitaram os bastidores do Zoológico para ampliar os conhecimentos além da sala de aula. Esse estudo de meio não só sensibilizou o grupo a refletir sobre quais mudanças de comportamento contribuem com o equilíbrio da natureza, como também mostrou a responsabilidade de cada um como integrante deste mundo, mesmo que por meio de pequenas ações. A visita começou com uma trilha pela Mata Atlântica e a observação da fauna existente. Durante a caminhada, os alunos foram convidados a pensar sobre as atitudes negativas que levam à degradação do meio ambiente e, consequentemente, à diminuição da qualidade de vida e à possível extinção dos animais. Eles perceberam que atitudes individuais influenciam positiva ou negativamente no bem-estar de todos os seres vivos. Os alunos também estudaram as características dos diferentes animais, a alimentação, a reprodução e o habitat. Tendo em vista o bem-estar dos animais em cativeiro, a visita exclusiva ao setor de alimentação possibilitou aos estudantes conhecerem as necessidades nutricionais das espécies e os cuidados com a higiene dos locais onde as dietas são preparadas (fábrica de ração, área de preparo e biotério). “Realizar a aula em campo, com certeza, possibilitou aprofundar os conhecimentos estudados em sala de aula e contribuiu para a consciência ambiental dos alunos. Preocupados com o equilíbrio da natureza, voltaram para o Colégio com muitas ideias de mudanças que podem praticar para conservar o nosso planeta”, revela a professora Maíra Bedran Gouveia. | 05

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cotidiano Caleidoscópio nº 67 Semear para Colher Diferenciar solo para plantio em outros tipos de solo é um dos objetivos do Projeto Meio Ambiente do 4º ano do Fundamental I. “Nada melhor do que percebermos essa diferença cultivando uma horta, o que fizemos no início de março”, explica a professora Renata Ferrari. Solo preparado, sementes selecionadas, chegou o momento do plantio. Cenoura, beterraba, rabanete, alface, pepino e mostarda foram escolhidos para o trabalho de observação da germinação e cuidados com a terra. Entre regas e limpeza do terreno, a cada semana foi possível perceber a transformação das mudas. Todos notaram que umas brotam mais rápido, outras nem tanto; que as chuvas ajudam todo o processo e a luz e o calor do Sol são importantes para o resultado final: a colheita. Agora é esperar e consumir essas delícias! Amigos da escola Alguns pais de alunos do Santa Maria atuam, das 18h às 19h30, nas aulas de reforço e recuperação pedagógica dos estudantes do Supletivo. Quer participar do programa? Envie e-mail para ceciliaferraiol@colsantamaria.com.br Palestra de alto nível No final de março, os alunos do Supletivo lotaram o Auditório Sister Charlita para assistirem a uma palestra de Wálter Maierovitch sobre assuntos relacionados à Campanha da Fraternidade deste ano – tráfico humano, tráfico de órgãos, tráfico de crianças, exploração sexual infantil e trabalho escravo. Foi um encontro instrutivo e enriquecedor, pois os alunos fizeram perguntas e comentários à altura da formação humanizadora que o Santa Maria busca construir. Maierovitch é jurista de renome internacional, comentarista da rádio CBN e colunista da revista Carta Capital. Outras linguagens Trabalhar diferentes habilidades amplia o acervo de memórias, o que se torna um facilitador para novas aprendizagens. Com esse objetivo, a Educação Infantil realizou, no mês de março, o evento “Desenvolvendo outras Linguagens”, atividade que envolveu as áreas de Artes, Música, Expressão Corporal, Linguagem Oral e Movimento. Baseados na história “A Lagarta Comilona”, os alunos do Pré participaram de oficinas que permitiram representar corporalmente o animal retratado, associar sons de instrumentos aos movimentos dos personagens, tocar instrumentos no ritmo das músicas, dobrar e desdobrar tecidos e responder a comandos orais e visuais. Já o Jardim I e o Jardim II vivenciaram propostas relacionadas à expressão por meio das linguagens artísticas, do movimento e da música em atividades como rodas cantadas e músicas com gestos, circuito de habilidades motoras amplas (correr, engatinhar, equilibrar-se, pendurar-se, pular na cama elástica etc) e preparação da “pintura explosiva”, que proporcionou o levantamento de hipóteses, aguçando o olhar investigativo e a curiosidade. Sem dúvida, essas oficinas ajudaram a ampliar as possibilidades de aprendizagem e de expressão dos alunos por meio de diferentes linguagens, de forma lúdica e envolvente. 06

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é bom saber Caleidoscópio nº 67 Universo escolar A revista Caleidoscópio inaugura nesta edição a seção É Bom Saber, que objetiva esclarecer dúvidas pedagógicas apresentadas pelas famílias com certa frequência. As respostas foram elaboradas por Maria Cristina Forti, orientadora do 6º ano do Fundamental II, e Rosa Luiza Lucio, orientadora do 5º ano do Fundamental I. Para participar, envie sua pergunta para caleidoscopio@colsantamaria.com.br Como posso colaborar no cumprimento das lições de casa? Como posso ajudar meu filho a se organizar para os estudos em casa? É de extrema importância na formação de hábitos de estudo que a família garanta ao filho um espaço reservado e apropriado para guardar os materiais escolares e outro para realizar as lições de casa, estudos diários e trabalhos. Os pais podem supervisionar a organização desse espaço, mas é preciso que os filhos, desde as séries iniciais, tenham delimitadas as próprias responsabilidades no que se refere às iniciativas para separar o material para as aulas do dia, arrumar a mochila, consultar a agenda escolar e estabelecer as prioridades na execução de tarefas e trabalhos agendados. É importante, ainda, que a família viabilize uma rotina que contemple a distribuição adequada do tempo a ser dedicado às diferentes atividades do filho (o que pode variar entre as famílias). Quanto mais novo é o filho, mais os pais precisam acompanhar a realização das tarefas. No entanto, isso não significa facilitar ou pensar por ele. Um pouco de dificuldade faz parte de uma tarefa desafiadora e bem elaborada. O que os pais podem fazer é solicitar a leitura em voz alta dos enunciados; perguntar o que ele acha que deve ser feito naquela atividade ou questão; apontar quando há erros e, nesses casos, solicitar que os identifiquem e os corrijam. Mesmo assim, é importante o aluno descrever a dificuldade encontrada no exercício. Além disso, os pais podem colaborar muito mostrando quando houver deficiências nas questões estéticas, ou seja, letra mal traçada, excesso de rasuras, descuido com o material impresso (folhas amassadas, por exemplo). Com filhos mais velhos, os questionamentos dos pais podem também dirigir-se aos conteúdos propriamente ditos, dialogando, tecendo comentários e demonstrando interesse por eles. | 07

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bastidores Caleidoscópio nº 67 Incentivo à Biblioteca Pe. Moreau atua para fomentar interesse pelos livros entre alunos, famílias e funcionários do Santa Maria leitura N 08 o ano de 2013, a Biblioteca Pe. Moreau passou por uma reformulação na sua organização, criando um novo arranjo na identificação dos livros para que o aluno tenha autonomia na busca de suas leituras. Os frutos dessas mudanças são percebidos no aumento considerável das estatísticas de empréstimo/consulta. “Uma biblioteca mais atualizada e organizada de forma a facilitar a localização da informação e dos livros reflete numa demanda maior de buscas e frequências”, explica a bibliotecária Cristina Troller. O número de empréstimos e consultas chegou a 44.616 no ano passado, representando um aumento de 76% na comparação com 2012. Desse total, 17.301 livros foram emprestados na Biblioteca do Infantil; 16.560 livros saíram da Biblioteca Central e ainda 6.554 livros foram usados internamente para pesquisas. Professores e funcionários emprestaram 3.753 livros e as famílias, que também têm acesso ao acervo, levaram 448 exemplares. Alcançar esses resultados em plena era digital demonstra que no Colégio Santa Maria a leitura está em alta e que a pesquisa no acervo da Biblioteca traz a segurança de uma orientação que não se encontra nas consultas livres à internet. “A Biblioteca se posiciona como propulsora de acesso democrático à cultura da leitura”, resume Cristina. Projetos especiais Além da nova organização e atualização de acervo, a Biblioteca elaborou alguns projetos que têm por finalidade aproximar as famílias das atividades realizadas durante a

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Alunos da Educação Infantil em aula de contação de histórias Registros de leitura são feitos nos Bibliodiários Hora do Conto (encontros quinzenais para incentivo à leitura) e registrar com os alunos os momentos de fantasia e imaginação. A Bibliochila é uma mochila que viaja para a casa dos alunos do Jardim II e Pré, levando um livro e um Bibliodiário. Nesse diário, a família registra os momentos que a Bibliochila esteve com eles, como foi a leitura do livro, brincadeiras, fotografias etc. Além de incentivar a leitura, o projeto permite que a família conheça um pouco mais do trabalho realizado pela Biblioteca, assim como traz relatos emocionantes de convivência familiar e leitura. Já no projeto Meu Pequeno Livro, cada criança do 1º e 2º anos do Ensino Fundamental I registra os momentos que passa na Biblioteca, de formas variadas, conforme cada atividade é realizada durante os encontros. Os alunos de 3º, 4º e 5º anos também fazem um relato, mas cada Hora do Conto é descrita por um aluno diferente, assim é possível demonstrar em várias linguagens o que acontece na Biblioteca. “Para os alunos do Fundamental II, estamos elaborando um projeto que aumente ainda mais o número de empréstimo de livros entre eles”, antecipa Cristina. O número de empréstimos e consultas em 2013 chegou a 44.616, um aumento de 76% na comparação com o ano anterior Com o Ensino Médio, a Biblioteca participa no projeto de inserção social, realizando atividades que envolvem a leitura e a contação de histórias. ”Ensinamos aos nossos alunos algumas técnicas para contar histórias na creche em 2013 e neste ano estamos preparando histórias para o asilo”, revela a bibliotecária. Essa atividade permite ampliar o incentivo ao gosto pela leitura, não somente aos alunos do Santa Maria, mas também para fora dos muros da escola, envolvendo famílias e outras instituições atendidas. E o trabalho não para por aí. Aguarde mais novidades em 2014! A equipe da Biblioteca Pe. Moreau Alunos do 4º ano em atividade de leitura | 09

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na rede Caleidoscópio nº 67 Reprodução da tela do Edmodo ão é de agora que existe uma importante discussão sobre o uso de redes sociais na educação. Sabendo do crescente interesse que a geração atual demonstra por esse uso da Internet, o NETi – Núcleo de Educação e Tecnologia da Informação – tem pesquisado ferramentas que atendam a essa demanda. “Embora alguns defendam o uso do próprio Facebook, nós optamos pela ferramenta Edmodo, uma rede social usada no mundo todo, exclusivamente voltada para a educação. Os resultados têm N 10 útil e inteligente nos mostrado que foi uma boa escolha”, revela o coordenador da área, Muriel Vieira Rubens Alves. A aplicação do Edmodo teve início no 5º ano, em 2012, juntamente com o Projeto Ativamente, uma gincana em que todos os alunos competem resolvendo desafios de de raciocínio. Hoje, no entanto, os alunos e as professoras fazem uso mais amplo do que isso: há uma constante troca de informações, conteúdos e tarefas entre eles. “É muito comum nos depararmos com situações nas quais os próprios alunos se ajudam entre si, dando dicas, postando conteúdos adicionais ou apenas lembrando que é dia de prova”, cita Muriel. Tudo acontece em um ambiente seguro e restrito ao grupo. Aliás, esta é uma grande vantagem no uso da ferramenta: é um grupo fechado, controlado pelo professor e que pode ser acompanhado pelos pais, com uma senha própria para isso. A experiência foi tão enriquecedora que não parou no 5º ano. Hoje, as séries do Fundamental II têm usado com entusiasmo os recursos contidos no ambiente online. Os professores postam tarefas, agenda, matéria para revisão e tiram dúvidas constantemente de seus alunos. Isso quando Rede social,

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um colega já não respondeu prontamente ao questionamento de outro. É uma troca muito importante e uma forma eficaz de utilizar a tecnologia na educação em uma comunicação que ultrapassa os muros da escola, já que os alunos estão o tempo todo conectados. Para isso, eles podem usar ainda o aplicativo do Edmodo em seus tablets ou celulares com acesso a informações de estudo na palma de suas mãos. Além do mais, é uma ótima oportunidade de fazer bom uso das redes sociais, colocando nelas uma dose a mais do que tem sido cada vez mais escasso: conteúdo relevante. Os tablets têm a seu favor a mobilidade para atividades no cotidiano escolar iniciantes e avançados para aqueles que querem aprofundar-se nas melhores estratégias e ainda integrar nossa equipe de enxadristas representantes do Colégio em diversos torneios”, ressalta Muriel. Mas a novidade deste ano ficou por conta do projeto Xadrez no Recreio. Em alguns dias do mês, os alunos têm à disposição todo o material montado para que joguem durante os intervalos de aula. Tudo monitorado por um professor que organiza e também auxilia os alunos quanto às dúvidas sobre as jogadas. A empolgação é grande e alguns “campeões” contam até com torcida organizada. é feito no Fundamental II e Ensino Médio, com os netbooks, o objetivo é trazer a tecnologia para dentro da sala de aula. As propostas são planejadas entre o NETi e os professores, visando sempre o desenvolvimento de habilidades e competências importantes aos alunos.  As primeiras turmas a utilizar os tablets foram do Pré, com uma atividade que desenvolve a atenção e a memória, assim como o 3º e 4º anos que, por sua vez, trabalharam com aplicativos de Astronomia, em preparação à OBA -Olimpíada Brasileira de Astronomia. Já o 5º ano aproveitou para iniciar o Projeto Ativamente respondendo aos primeiros desafios no tablet e também fez neles os registros de um estudo do meio na área do prédio Menino Jesus para observar os espaços verdes e as espécies vegetais existentes no Colégio. As crianças, claro, adoraram a novidade. Tabuleiro multifuncional O Santa Maria valoriza o jogo de Xadrez como uma excelente ferramenta no desenvolvimento de habilidades como raciocínio, criatividade, autocontrole e concentração. Exatamente por isso, incentiva e oferece novas oportunidades para que as crianças tomem contato com o jogo, que também é um esporte. No 1º bimestre, os alunos do 3º ano têm aulas de iniciação ao Xadrez em que aprendem utilizando o computador e também os tabuleiros. “Oferecemos ainda oficinas para Tablets com uso pedagógico O Santa Maria adquiriu tablets para uso dos alunos da Educação Infantil e Fundamental I durante as aulas. Assim como já Em alguns dias do mês, alunos podem jogar xadrez durante o intervalo das aulas. Tablets foram adquiridos para atividades da Educação Infantil e Fundamental I | 11

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deixa comigo Caleidoscópio nº 67 A caminho da certificação internacional ficação de proficiência internacional. Para aplicar esse projeto, várias medidas foram tomadas, a começar pela estruturação das classes, divididas por níveis de conhecimento linguístico, o que permite que o aluno frequente aquele mais adequado ao seu desempenho no idioma, considerando-se as quatro habilidades fundamentais – Listening, Speaking, Reading e Writing. Tais habilidades são o eixo central do planejamento do curso, que se desenvolve em três aulas semanais, com número reduzido de alunos. Responsáveis em colocar esse projeto em prática, os professores Claudia Mendes, Mary Carmen Monreal e Maurício Leite são habilitados e certificados para ensinarem nos parâmetros exigidos por Cambridge. Para isso, elaboram planejamentos que envolvem a precisão do diagnóstico linguístico de cada aluno e recorrem a aulas inteiramente ministradas no idioma inglês. Santa Maria passa a oferecer exame da Universidade de Cambridge a seus alunos A 12 partir de 2014, todos os alunos das das 2ª e 3ª séries do Ensino Médio terão a oportunidade de receber a certificação de Proficiência em Língua Inglesa pela Universidade de Cambridge, Inglaterra. Isso mesmo! O Ensino Médio vem investindo na excelência do aprendizado da Língua Inglesa ao longo dos últimos anos a fim de que o aluno termine a escolaridade básica com uma certi-

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Foto da Universidade de Cambridge A importância da certificação de Cambridge Uma das mais antigas e renomadas instituições de ensino no mundo, a Universidade de Cambridge, já teve representantes agraciados pelo Prêmio Nobel 87 vezes. O certificado de Cambridge, aceito por universidades brasileiras de competência acadêmica reconhecida, como Unicamp, UERJ, UFSC, USP e FGV, entre muitas outras, é vitalício. Além disso, grandes empresas nacionais e internacionais têm exigido a certificação em língua inglesa em seus processos seletivos, como é o caso do Banco Central do Brasil, da General Motors, IBM, Petrobras, Volvo e HP. As certificações oferecidas atualmente pela instituição britânica para alunos do Colégio Santa Maria são o PET (Preliminary Professores de Inglês do Ensino Médio habilitados para os preparativos da certificação: Mary Carmen Monreal, Maurício Leite e Claudia Mendes English Test), o FCE (First Certificate English) e o CAE (Cambridge Advanced English). Os estudantes das 2ª e 3ª séries do Ensino Médio, que já vêm sendo preparados nos dois últimos anos, participarão de um simulado em junho e realizarão os exames nos dias 13 de setembro e 11 de outubro, conforme calendário escolar. A aplicação dos exames acontecerá no próprio espaço do Colégio em parceria com a São Paulo Open Centre - centro autorizado pela Universidade de Cambridge para esta finalidade. Esse novo serviço prestado pelo Santa Maria não acarreta custos extras nas mensalidades. “A incorporação destes exames ao currículo constitui passo fundamental para a construção da excelência acadêmica que desejamos”, sintetiza Roberta Edo, coordenadora da área de linguagens e códigos do Ensino Médio. | 13

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mais saber Caleidoscópio nº 67 Acordes que ensinam A música é uma grande aliada à aprendizagem, especialmente na alfabetização 14

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quilo que a neurociência hoje comprova, Platão, o grande filósofo que viveu na Grécia Antiga, já recomendava entre os anos 427 a.C e 347 a.C: que educadores se dedicassem ao ensino da música para o desenvolvimento intelectual e físico dos alunos a fim de “possibilitar ao corpo e à alma toda a perfeição e a beleza que podem ter”. Mas de onde vem essa potência? Estudos na área neurocientífica comprovam que a aprendizagem ocorre de maneira mais eficiente diante de três condições: - Quando se favorece a possibilidade de mais entradas de informações para o cérebro. - Quando várias áreas desse órgão são ativadas e funcionam de forma inter-relacionada, formando conexões. - Quando há emoção envolvida. As entradas de informações para o cérebro vão além da visão, da audição, do olfato, do paladar e do tato, ampliando de um mínimo de nove para um máximo de 33 diferentes percepções. Quando se produz um som, canta-se ou toca-se uma música para uma criança, as entradas são abertas. As várias entradas - Diante de um estímulo sonoro, imediatamente a criança ativa sua audição e, orientada por ela, busca a fonte com os olhos curiosos. Seu corpo inquieto é estimulado pela vibração, pelo ritmo, reagindo com o movimento, ativando a orientação espacial e equilíbrio, impulsionando a expressão corporal. O movimento - Para a criança pequena, movimento e música estão intimamente ligados, nascem simultaneamente da mesma necessidade de expressão corporal. E, para dançar, é indispensável adquirir uma escuta finamente elaborada, perceber os graves e agudos, as subidas e descidas melódicas, descobrir os acentos tônicos para que o corpo faça trajetórias no espaço de acordo com o tempo e o caráter plástico da melodia. Cantar fazendo gestos, dançar, bater palmas, pés são experiências importantes, pois permitem que se desenvolva o senso rítmico, a coordenação motora. A A escuta, a atenção e a concentração - O estímulo sonoro de qualidade melódica e rítmica faz com que a criança refine a sua escuta. Esse refinamento envolve a identificação da fonte sonora, a percepção dos parâmetros do som (timbre, altura, intensidade e duração) e a ação de entender e compreender, ou seja, de interpretar o que foi captado pelo ouvido. Para que esse refinamento aconteça, é necessário um estado de atenção que, se mantido, leva à concentração, ou seja, o refinamento da escuta é acompanhado pela ampliação da capacidade de atenção que leva à concentração. Não é qualquer som ou ritmo, entretanto, que favorece esse refinamento, mas a melodia rica em harmonia e cadência. A estética e a cultura - Ao ouvir música, a criança entra em contato com a combinação entre ritmo, melodia e harmonia e vai desenvolvendo a fruição estética, o gosto musical. Daí a importância de boas escolhas musicais. Cabe a nós, adultos, enriquecer seu repertório com gêneros diversos, de diferentes povos, de diferentes épocas, de diferentes compositores: música de qualidade harmônica e rítmica. Música e linguagem - As frases musicais, como a linguagem, são organizadas em torno de regras, ou seja, de uma sintaxe. Essa sintaxe geralmente traz uma narrativa semelhante à da linguagem escrita. A imaginação, a função simbólica e a criatividade - Quem não se transporta para uma situação ao ouvir uma música? A criança pequena faz isso com maestria, se bem trabalhada. Ela é capaz de imaginar uma situação, de vivenciar papéis, de dar diversos sentidos a um mesmo objeto ou a movimentos corporais. Socialização e afetividade - A música promove a comunicação entre as pessoas, provoca envolvimento emocional. Além disso, é fator de humanização, de congregação com os adultos, com seus pares e com crianças mais velhas. A música exerce papel fundamental na formação da identidade cultural. Alunos do 1º ano em aula de música | 15

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