Caleidoscópio nº 57

 

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Caleidoscópio nº 57

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Revista do colégio santa maria – n0 57 interconectados Como peças que se encaixam com perfeição, os funcionários sustentam toda a estrutura do Colégio

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m e n s a g em A beleza educa E stamos empenhados em construir o novo prédio do Ensino Médio, cuja obra já pode ser vista por quem chega sentada na Semana Padre Moreau. Mas poucas pessoas sabem o que significa manter em ordem uma escola do porte do Santa Maria, com cerca de 3 mil alunos e quase 400 funcionários. Para que isso aconteça, um contingente de dedicados profissionais se mobiliza diariamente em funções estratégicas. Temos absoluta consciência de que o planejamento pedagógico e o aproveitamento dos alunos dependem da infraestrutura que a escola criou. O ambiente educa. Os cuidados com o jardim educam. A eficiência da recepção na guarita ou na secretaria também educa, assim como a forma como se prepara uma refeição, a limpeza das salas de aula e das áreas externas, os serviços de manutenção e até o costume de colocar plantas nos banheiros. A beleza e a estética educam, igualmente, ao comporem um ambiente favorável ao aprendizado e ao bom relacionamento. São esses os motivos pelos quais destacamos nesta revista as pessoas que representam as equipes de infraestrutura do Santa Maria, que trabalham alinhadas, em harmonia. Como num quebra-cabeça, todas as partes precisam estar conectadas e interligadas, para que possamos admirar o resultado final. ao Colégio vindo da avenida Interlagos. A previsão é que esteja pronto no primeiro semestre de 2012 e, atualmente, cuidamos com atenção dos detalhes básicos do projeto. À primeira vista, parece uma tarefa bem diferente do trabalho que realizamos na área pedagógica. Contudo, os processos são similares, no sentido de que ambos dependem de muito planejamento e depois se concretizam no tempo certo, quando poderemos, então, apreciar o resultado. Embora fiquemos ansiosos para ver o prédio concluído, é preciso ter pa­ ciência e assegurar, antes de mais nada, que ele esteja apoiado em fundações sólidas. Quando a obra termina, o que chama a atenção das pessoas são a funcionalidade da construção e, sobretudo, sua beleza arquitetônica. Poucos se lembrarão da importância dos alicerces, do que de fato mantém o prédio de pé. Por isso, nesta Caleidoscópio, decidimos dedicar espaço às pessoas cujo trabalho não é tão visível quanto o do professor, mas é igualmente essencial para o perfeito funcionamento do Colégio. Em geral, o que chama atenção é o que dá errado, o que não funciona como se esperava. Quando tudo corre bem, num evento ou na rotina de uma escola, ninguém presta atenção. O que os pais veem é o produto final do trabalho do Colégio, o professor que dá uma boa aula e a produção dos alunos, que há poucos dias foi tão brilhantemente apre- Irmã Diane Clay Cundiff Diretora-geral do Colégio Santa Maria Revista bimestral do Colégio Santa Maria – No 57 – Outubro de 2011 – caleidoscopio@colsantamaria.com.br COLÉGIO SANTA MARIA Av. Sargento Geraldo Santana, 890/901 Jardim Marajoara, São Paulo, SP Telefone (11) 2198-0600 santamaria@colsantamaria.com.br www.colsantamaria.com.br Equipe de redação Irmã Diane Clay Cundiff, Irmã Anne V. Horner Hoe, Ana Cristina Proietti Imura, Camila Giamarino, Edith Sonagere Nakao, Maria Lúcia Sanches Callegari, Maria Soledad Mas Gandini, Sueli Aparecida Gonçalves Gomes Produção editorial Editor: Ricardo Marques da Silva MTb. 10.937 Editor de arte: Renato Akimasa Yakabe Produtora: Camila Giamarino Revisora:Sonia Regina Yamadera Fotos: acervo do Colégio Santa Maria Impressão: CompanyGraf 2 caleidoscópio  outubro

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e d u c a ç ã o infantil reza e conhecim u t a n , a ç ento n a i r c que são próprias da infância: correr, escorregar, cair, rolar e saltar; ter amigos com quem possa brincar, discutir, dividir, fazer planos; observar pequenos animais. Enfim, relacionar-se com o meio do qual faz parte. Nessa convivência, gradativamente, a criança compõe-se como sujeito desses espaços, apropriando-se do seu corpo e das regras da cultura na qual está inserida. As vivências ao ar livre suscitam encontros, permitem movimentos amplos e favorecem a percepção. No contato direto com o gramado, a areia, o barro, a água, a chuva, o sol, o canto dos pássaros, a textura dos troncos das árvores e as cores das flores elas aprendem, interiorizam novas descobertas e novas sensações. Esse movimento constrói um sentimento fundamental: o de pertencimento a esse espaço e a essa cultura, desenvolvendo sentidos e sentimentos relacionados à natureza. A interação com o ambiente é fundamental para o crescimento saudável. Para a criança, são momentos de descobertas e aprendizagem. O espaço privilegiado que o Colégio Santa Maria nos oferece proporciona às crianças vivências diversificadas. Nós, educadores, temos como objetivo propiciar experiências significativas e de qualidade, para que a criança incorpore no seu dia a dia o cuidar: cuidar de nós mesmos, cuidar do outro e cuidar dos espaços que são nossos. Claudia Regina Simões Lacerda, professora do Jardim I A A criança constitui sua identidade na interação com o es- paço físico e social. Ela precisa se ocupar de atividades

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e d u c a ç ã o infantil como se formam leitores e escritores mesmo tempo, significativo e capaz de levar os alunos e alunas a compreender como a língua funciona? Como fazer com que usem e explorem a língua, com disposição e curiosidade, tanto na oralidade como na leitura e na escrita? Inseridos no mundo letrado, os alunos do Pré vivenciam práticas sociais de leitura e escrita. Antes mesmo de se iniciarem na educação básica, eles já começam a se apropriar de informações a respeito da escrita e de seus usos. Nas primeiras séries da Educação Infantil, eles têm suas experiências enriquecidas pelas interações que estabelecem com outras crianças, adultos e situações de ensino e aprendizagem. Enfrentam desafios para os quais necessitam se comunicar oralmente, compartilhar suas experiências de leitura e colocar em jogo seus conhecimentos como escritores iniciantes. Considerando os conhecimentos prévios, algumas sequências de atividades são organizadas para permitir o contato com situações diversificadas, nas quais se fazem necessárias a leitura e a escrita e possibilitam avanços e a apropriação de novos conhecimentos. Nessa perspectiva, tem início um trabalho mais formal e sistematizado, por meio do Caderno de Leitura e Escrita. A apresentação de situações reais, nas quais tenham que utilizar estratégias de leitura e ajustar o que sabem de memória ao que está escrito, desencadeia reflexões relativas à escrita convencional. Interagindo com os diferentes gêneros textuais oferecidos, educamos o olhar para a leitura e para a escrita, mesmo antes de dominarem o código alfabético. Para ler, por exemplo, uma parlenda ou uma lista de nomes, apoiam-se em diferentes estratégias de leitura: antecipação, inferência, decodificação, seleção e checagem. São momentos enriquecedores que possibilitam avanços significativos no processo de alfabetização, a partir da criação de um contexto favorável à aprendizagem. Também permitem que os alunos desenvolvam habilidades para ler e escrever de maneira autônoma e, mais tarde, se constituam em leitores e escritores competentes. Gabriela Kraft Herane e Fátima Regina Trigo Perazzoli, professoras do Pré 4 caleidoscópio  outubro C omo desenvolver um trabalho com a linguagem que se mostre, ao

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3 o ano ef sustentabilidade A produção e o destino do lixo são questões relevantes. É evidente que a coleta seletiva e a reciclagem permitem o reaproveitamento de materiais que seriam descartados. No entanto, podemos pensar em ações anteriores a isso; ou seja, sempre que possível, evitar que o lixo seja produzido. O incentivo ao uso de embalagens e produtos reaproveitáveis nos faz refletir a respeito de uma forma de cuidar do ambiente natural e está ligado à redução do consumo de produtos supérfluos e desnecessários. A partir dessa reflexão, os alunos do 3o ano vêm realizando, na hora do lanche, pequenos gestos que podem fazer diferença: trazer frutas, sanduíches, biscoitos e bolachas em potes plásticos que serão levados de volta para casa, em vez de utilizar o papel-alumínio para embrulhá-los, colocar o suco em garrafinhas retornáveis e utilizar colheres de metal no lugar das descartáveis. “Precisamos trazer bolachas em potes para ajudar o meio ambiente. Quando temos um pacote grande e não podemos trazer tudo, abrimos o pacote, pegamos uma quantidade adequada, colocamos no pote e tra- nos pequenos gestos zemos para a escola. Assim, não criamos lixo”, diz a aluna Júlia Hedda Lima Pastana, do 3o ano C. Mariana Foleto, do 3o D, afirma: “Trago sempre uma toalha de pano e uma vasilha de plástico. Faço isso para economizar papel”. “Eu sempre trago guardanapo de pano e as frutas dentro de potes. Quando termino de comer, não preciso colocar lixo nos cestos”, comenta Pedro Braile, do 3o D. Para incentivar o uso de toalhas de pano, as professoras propuseram que os alunos trouxessem os lenços utilizados na dança da Festa Junina, que foram decorados com desenhos. Além de soltar a criatividade nas ilustrações, os alunos reaproveitaram o adereço, transformando-o em mais um recurso para colaborar com a diminuição do volume de lixo no Colégio. Aprender a preservar o ambiente pode estar em ações simples. Cuidar dos recursos naturais é consumir corretamente, sem exagero ou desperdício. Maria Elizabeth da Costa e Eliane Aparecida Rodrigues Martins Scheeffer, professoras do 3o ano EF outubro  caleidoscópio 5

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7o ano de seres humanos, suas vontades, liberdades e leis. Onde repousa o olhar sobre o trabalho e sua sacralidade. A cidade tende ao movimento como as árvores da floresta procuram pela luz do sol. A experiência do nosso estudo do meio se relaciona com o projeto de série do 7o ano, ao investigar, de forma crítica, o significado de conceitos como cidadania, democracia, identidade cultural, meio ambiente e sustentabilidade, pela perspectiva de que a produção desses significados pode ser determinante para entender o papel das sociedades e dos indivíduos na manutenção da vida no planeta. Nesse sentido, é importante entender os diferentes as cidades e suas memórias L ugar de passagem e caminho obrigatório das mudanças. Onde nasce a cidadania dos agrupamentos níveis de responsabilidades entre os governos e as sociedades que efetivamente podem decidir pelo fomento à pesquisa e aplicação de novas formas de exploração, menos agressivas ao meio ambiente. A opção por dividir as classes e visitar lugares diferentes (Salto, Santos e Paranapiacaba) buscou produzir muitos olhares e captar os diversos sentidos possíveis da memória: preservar, criticar, compreender, relacionar, explicar ou, simplesmente, dizer algo sobre o que passou. Um pensamento importante de se ter é aquele que transforma por meio da experiência vivida. É por isso que viemos até aqui: para viver uma história e, assim, produzir uma memória. Enfim, viemos transformar a nós mesmos. Viva a experiência! Helio Moraes, professor de História Santos: um pouco de sua história Santos foi fundada por Brás Cubas. É uma das cidades mais antigas do Brasil; portanto, histórica. Seu povoamento começou por volta de 1540. Quem vai a Santos como turista aproveita muito, pois há lugares interessantes para conhecer, como o Monte Serrat, a Bolsa Oficial do Café, o Jardim Botânico e o maior jardim à beira-mar do mundo. Também existem muitos monumentos, azulejos, máscaras, estátuas e pinturas. monte de Santos. Lá tem um bondinho que usa o sistema funicular, ou seja, enquanto um sobe o outro desce, e também é possível subir e descer pela escada. O Monte Serrat recebeu esse O Monte Serrat é o segundo maior nome em homenagem à Nossa Senhora do Monte Serrat, que é a padroeira de Santos. A Bolsa Oficial do Café foi inaugurada em 1922, funcionando como uma bolsa de valores. Na época, os corretores se sentavam em uma sala com 70 cadeiras para negociar. Os classificadores experimentavam os cafés e os classificavam. Em 1996, foi inaugurado o Museu da Bolsa. A praça da República, em Santos, tem o monumento mais antigo da cidade, com a estátua de Vitória B. de Rizzo, aluna do 7o B Brás Cubas, seu fundador. Santos possui uma ilha onde só podem entrar funcionários, pois tem um porto no qual é realizada muita exportação de petróleo e de gás. Isabela Trevelato de Souza, 7o D 6 caleidoscópio  outubro

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Salto: a cidade e seu rio Salto recebe esse nome por causa de uma grande cachoeira que existe lá, denominada Salto Grande. Ali, o rio Tietê tem relação praticamente com tudo. Ele recebe grande quantidade de resíduos orgânicos que, quando passam por suas quedas (muitas), misturam-se com o oxigênio, criando uma espuma de cheiro nada agradável. Salto tem 108 mil habitantes. Há 300 anos a cidade comemora a Festa da Padroeira. Na cidade, há muito mais escolas públicas do que particulares. As bicicletas são pouco utilizadas, por isso carros e ônibus são as opções. Em Salto, 90% do esgoto é tratado e colocado no aterro. Também existem reci- clagem e multas altas para as fábricas que poluem o rio. O lixo hospitalar é incinerado em outras cidades. As áreas rurais são mínimas, mas há fábricas antigas, do tempo do Império, algumas de tecelagem. Há também a mais antiga fábrica de papel de São Paulo, a Brasital. Em Salto, ocorre um barulho constante do movimento do Tietê e há pouca poluição visual – ali, como em São Paulo, o prefeito baniu os outdoors. Paula Cundari, 7o E Paranapiacaba: a lenda Quando visitei Paranapiacaba, uma pequena e graciosa vila pela qual antigamente passavam muitos trens, descobrimos que esse adorável lugar escondia uma triste história. vinicius yuji no altar. Esperou, esperou e esperou. Todos os convidados encheram a cabeça da noiva, dizendo que o noivo estava só brincando com os sentimentos dela, que tudo era uma armação. A moça ficou tão triste que cansou de viver. Ela subiu, ainda vestida de noiva, num penhasco muito alto que havia na vila. E se jogou de lá. Dizem que seu véu cobriu toda a vila e, desde então, o espírito da mulher morta retorna à vila quase todos os dias em forma de neblina. Duvida? Sofia S. Gabriel, 7o A Há muito tempo, havia ali um belo rapaz, filho do homem mais poderoso do lugar. O pai desse rapaz tinha mania de grandeza e vivia insistindo com o filho para que este se casasse. O filho se apaixonou por uma bela e humilde moça. Os dois marcaram o casamento, mas o pai do rapaz foi contra, dizendo que seu filho deveria se casar com uma mulher rica e nobre. Mas o filho não o ouviu. No dia do casamento, o pai, enfurecido, prendeu o rapaz no sótão da casa onde viviam. A moça esperou o noivo Toques finais Esse estudo marcou, para a equipe do 7o ano, uma experiência diferente. Dividir os grupos e diversificar os lugares de visitação trouxeram a possibilidade de composição de olhares de maneira “caleidoscópica” e produziram perspectivas e imagens plurais. O trabalho de cada componente curricular apareceu na seleção de olhares e temas explorados pelos alunos. Foi assim que observamos as contradições nas paisagens, marcando o estudo de Geografia; percebemos as relações do homem com o meio ambiente e pudemos aplicar o que é tratado em Ciências; exercitamos nossos olhares sobre os movimentos arquitetônicos, enfatizando o trabalho de Matemática; buscamos desvendar memórias a partir dos estudos de História; localizamos influências com as dicas dos estudos em Inglês, Espanhol e Ensino Religioso. Para os registros escritos e a produção das fotografias, contamos com as dicas e a supervisão dos trabalhos realizados em Português e Artes Visuais, além do apoio dos recursos do Departamento de Informática. Ao que tudo indica, a experiência tocou a todos. Denise de Col, orientadora do 7o ano • Para conhecer outros textos produzidos pelos alunos a partir da visita a Salto, acesse http://salto7ano.webnode.com.br/news/asilhas-cristina-costa/ • Para conhecer outros textos dos alunos que visitaram Paranapiacaba, acesse http:// paranapiacaba7ano.webnode.com.br/ • Quer ler os textos pr oduzidos pelos alunos que visitaram Santos? Acesse http:// santos7ano.webnode.com.br/ • Para ver fotos produzidas pelos alunos e participar do concurso votando em sua preferida, acesse um dos endereços acima e procure “Concurso de Fotografia” caleidoscópio 7 Saiba mais outubro 

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4o ano Na Semana Padre Moreau, uma casa “responsável” com o objetivo de entender e refletir a respeito do modo como as pessoas vivem e convivem entre si e com o planeta. Exploramos a natureza, seus elementos, os cuidados e as atitudes que todos devemos ter a partir da nossa própria casa, a fim de que compreendêssemos que somos uma família humana, uma comunidade terrestre com um destino comum. Para isso, construímos uma casa de verdade, que retratou nosso dia a dia. A sala foi organizada como um lugar de encontro, de conversa em família, onde são fundamentais tanto a energia dos relacionamentos quanto a energia elétrica. O quarto representou os anos 60, a moda, os itens de consumo, o vestuário e, é claro, os sonhos da época. Consumir conscientemente não é não consumir. É consumir menos e de modo diferente, como um instrumento para o bem-estar e não como um fim em si mesmo. No banheiro, pensamos num patrimônio do planeta, a água, responsabilidade de todos nós, cuja preservação deve partir do uso racional na nossa própria casa. Na cozinha, desenvolvemos a ideia de uma instalação sustentável, preocupandonos com o desperdício de alimentos que poderiam ser aproveitados em muitas receitas, ampliando e diversificando o cardápio das famílias brasileiras. No jardim, com o Jogo de Percurso, os visitantes foram desafiados a conferir suas atitudes diárias: “O futuro do planeta não depende da sorte e, sim, de seus atos”, era a mensagem. O Painel do Tempo foi um convite à reflexão: quanto tempo determinado objeto, deixado a céu aberto, levará para se decompor? Na oficina Reaproveitamento do Papel, mostramos como a dobradura de jornal pode substituir as sacolas plásticas, que demoram para se decompor e degradam o meio ambiente. Devemos somar forças para criar uma sociedade global sustentável baseada no respeito à natureza, nos direitos humanos, na justiça econômica e na cultura da paz. É assim que, a partir de agora, olharemos a nossa casa. Como você tem olhado a sua? Equipe do 4o ano 8 caleidoscópio  outubro D urante a Semana Padre Moreau os alunos do 4o ano exercitaram o olhar crítico, analisando e comparando as diferentes épocas vividas pelas famílias brasileiras,

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9 o ano educação financeira: aprendizagem para a vida A proveitando um dos temas abordados no 9o ano, relativo à Matemática Financeira, procuro desenvolver um trabalho mais aprofundado que permita ao aluno refletir a respeito do dinheiro. Saindo das discussões em sala de aula, neste ano tivemos a oportunidade de aprofundar o tema em três momentos distintos. Pelo programa educacional da BM&FBovespa, fizemos uma visita ao Espaço Bovespa e, durante duas horas, os alunos assistiram a uma palestra, à simulação de um pregão eletrônico e a um filme em 3D. Beatrice Ranieiri, do 9 B, explicou: “A ida à o “O seu dinheiro você pode economizar Para no futuro usar Ao invés de você gastar, pode investir Para seu futuro garantir Não há o que temer Basta você querer” Pedro Kisters, 9o B tra Zarif, do 9o D, acrescentou: “Agora, quando ouço ou leio a respeito de bolsas ou crise econômica, consigo entender o assunto e até discuti-lo”. João Pedro Borges Santos, do 9 o F, disse: “Nós crescemos ouvindo fatos desse mundo tão complexo: o mercado financeiro. Porém, a rapidez com que o mercado escreve sua história sempre pareceu maior do que nossa capacidade de assimilação. Mas agora tivemos a oportunidade de ir direto ao ambiente de negócios e conversar com profissionais da área. Pudemos ver esse mercado, entender seus pilares e esclarecer dúvidas conceituais que dificultavam a interpretação de notícias. Foi uma excelente oportunidade para os que aceitaram parar um momento e olhar com atenção nosso sistema econômico e suas relações em um mundo globalizado”. Lucilene Silverio, professora do 9o ano outubro  Bovespa teve seu principal ponto de interesse no próprio espaço físico. Os telões das cotações e a simulação de uma operação de compra de ações foram relevantes”. Na semana seguinte, em setembro, um profissional da Bovespa veio ao Colégio para ministrar o curso Educar Teen, destinado a adolescentes. Também recebemos a visita de José Eduardo Brigagão, diretor do Banco Pactual, para debater com os alunos questões de interesse deles. Letícia Harumi Yada, do 9o D, comentou: “O que aprendemos pode ser a diferença. São experiências únicas, que ficarão para sempre”. Carla Guerrera Esteves Cin- caleidoscópio 9

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especial f u n c i o n á r i o s por ano um momento de reflexão, aprendizado e integração entre seus colaboradores. Foi o que vivenciamos no dia 6 de agosto. Já na chegada era possível notar uma esfera especial, a começar pelo cuidado nos detalhes do chá preparado para a recepção dos funcionários. Aprendíamos, a partir dali, que é preciso ter o mesmo cuidado com o nosso “CHA” pessoal – o Conhecimento, as Habilidades e as Atitudes necessárias para levar adiante a missão do Santa. Aliás, nossa missão. Sim, pois quando paramos naquela manhã de sábado para assistir a pequenos trechos do documentário Lixo Extraordinário, de Vik Muniz, fomos quase arrebatados e desafiados a lançar um novo olhar para o nosso trabalho, assumindo um posicionamento de integração e comprometimento com o todo. Olhar de quem observa uma obra de arte. “Quando você se aproxima, vê a matéria-prima, e quando se afasta vê a imagem”, ensina Vik Muniz. Assim é o nosso trabalho no Colégio. Olhando de longe, é possível vislumbrar a grande obra da qual fazemos parte: a educação. Mas é ao olhar de perto os detalhes, as relações e cada gesto dos funcionários que fica evidente o interesse em aprender e ensinar, buscando a cada dia uma atitude melhor. Por isso, esta homenagem a todos os funcionários do Colégio, nesta Caleidoscópio. Nos bastidores da escola há um sentimento comum facilmente detectado nos depoimentos desta edição: o de fazer parte. É isso o que faz todo o esforço valer a pena e o que nos impulsiona a avançar, compreendendo que cada ação e que cada pessoa são preciosamente importantes, pois, como diria o Sr. Valter, 99 não é 100. (E é preciso ressaltar que os funcionários que deram os depoimentos das páginas que se seguem, em nome dos demais colegas, se entusiasmaram muito e, sem exceção, escreveram mais do que caberia no espaço disponível na revista. Portanto, pedimos desculpas pelos cortes que se tornaram necessários nos textos.) Muriel Rubens, coordenador de Tecnologia Educacional T nos bastidores reinamento e motivação contínua são elementos imprescindíveis na relação do ser humano com seu trabalho. Ciente disso, o Colégio Santa Maria promove duas vezes

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Na era do computador C onheci o Santa Maria no início de 1994, como professora. No mesmo ano, foi aberto o primeiro Laboratório de Informática. Deixei a sala de aula e, com a coordenadora do setor, Regina Simões, aceitei o desafio de trazer o mundo tecnológico até os alunos. Víamos a felicidade nos olhos das crianças a cada clique no mouse, nas animações e, ainda mais, ao produzirem seus próprios projetos. Elas contavam os dias esperando a próxima aula, pois nem todos tinham equipamento em casa. O envolvimento de alunos e professores aumentava a cada dia e buscávamos sempre trazer novos desafios, novos recursos, equipamentos e capacitação para acompanhar as inovações que o mercado oferecia. A “novidade” passou a ser necessidade, e o setor de informática educacional acompanhou as mudanças. O Colégio conta hoje com três laboratórios bem equipados, e somos o NETi – Núcleo de Educação e Tecnologia da Informação do Colégio Santa Maria. Muitos alunos que acompanhei nesses 17 anos estão hoje formados. Sinto um orgulho enorme ao reencontrá-los e saber que são bem-sucedidos e que não esquecem os momentos em que estivemos juntos. Joyce Willis Azevedo Cruz, NETi A raiz que sustenta a planta Contribuo com criatividade e iniciativa para desenvolver da melhor forma as minhas tarefas. Comparo meu trabalho ao crescimento de uma planta e me vejo como a raiz que a sustenta e a ajuda a crescer. Assim como uma semente, que plantamos, regamos, vemos crescer e colhemos os frutos, são os nossos alunos, que auxiliamos a se desenvolver e depois se tornam cidadãos comprometidos com a sociedade em que vivem. Trabalho num ambiente cercado de flores, pássaros e o tagarelar das crianças e cuido de tudo mantendo uma boa relação com minha equipe de trabalho. Jazilene Ramos de Sales, auxiliar de ensino O Colégio Santa Maria tem a missão de formar indivíduos conscientes e comprometidos com a sociedade e com o mundo, por meio da excelência no ensino. Acreditando nisso, desenvolvo minha função com seriedade e disponibilidade, pois a formação de todos eles depende também da minha dedicação. Meu trabalho é contribuir com as aulas de reforço e o acompanhamento nas salas de aula, ao lado das professoras. Também atuo no aspecto social, auxiliando nas inter-relações dos alunos com a sua classe e com as outras salas.

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especial f u n c i o n á r i o s Melhor a cada dia Acredito que atuando bem no Laboratório de Informática, auxiliando os alunos, tirando dúvidas e realizando na oficina de xadrez um trabalho não só para formar jogadores, mas também como instrumento de auxílio em outras matérias, ajudo a desenvolver habilidades que contribuem para o desempenho do aluno e também para o crescimento deles como indivíduos. A cada dia procuro melhorar meu desempenho, buscando conhecimento, lendo e apreendendo novas tecnologias. Dessa forma, contribuo para aumentar também a eficiência do Colégio. Para mim, o trabalho com a oficina de xadrez torna muito visível o compromisso de educar do Colégio, principalmente quando participamos de torneios, sempre com resultados positivos. Nesse momento, vê-se a capacidade de raciocínio dos alunos. A cada dia percebo o quanto o trabalho no Colégio me faz crescer, pois, ao buscar informações para desempenhar melhor minha função, acabo agregando conhecimento também à minha vida. Hoje, eu me sinto muito mais capacitada do que no ano passado, e é claro que continuarei melhorando, sempre. Amanda Ferreira de Moura, Laboratório de Informática A lição de minha mãe O Santa Maria não é apenas uma escola e, sim, um desafio permanente, tanto para os alunos como para os funcionários. Temos que fazer o nosso melhor, e acredito que conseguimos porque, como disse o Muriel, somos bons o suficiente para estar aqui. Temos de dar o melhor de nós em todos os momentos. Devemos valorizar o que fazemos. E de que maneira? Fazendo com carinho. Tratando os companheiros de trabalho e as outras pessoas com respeito e tendo compromisso com a função. E é muito importante manter nossos sonhos vivos, mesmo que pareça difícil alcançá-los. Apesar de ter pouca instrução, minha mãe sempre ensinou aos filhos que devemos ter amor pelo que fazemos e sempre estar à disposição do outro. Princípio básico e simples. Mas tão complexo na vida real. Cada um de nós é parte desta instituição. A importância e a qualidade do Santa estão em cada profissional. Paulo Freire disse que quando se aprende, se ensina, e quando ensinamos, aprendemos. Disse também que contribuímos com a formação do próximo por meio de bons exemplos. Os atos são mais fortes do que discursos. Muitos colegas, talvez até inconscientemente, agem dessa forma, sendo amorosos e gentis. Para isso é necessário treino. Não cai do céu. Devemos sempre treinar nossa paciência, nossa disponibilidade e nossa eficiência. Não apenas no Colégio, mas em todos os momentos da vida. Ivair Moreira, Extracurricular

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As marcas que deixamos O Santa Maria é uma escola viva. Na Biblioteca, procuro T odos nós somos educareceber a todos com a mesma disposição e gentileza. Se for necessário ser mais firme, não me preocupo, dou bronca e converso, pois os alunos sabem que poderão sempre contar comigo. Quero mostrar aqui trechos do depoimento de Helena Bucheb, do 7o A, que reflete as marcas que deixamos: “Pude ter o prazer de uma vivência com você. Aprendi muito. Admiro o seu trabalho e pude ver que as coisas não são tão fáceis como eu pensava. Obrigada por tudo. Adorei você. Abraços carinhosos”. Isaura Paula do Nascimento, Biblioteca dores. Pensando bem, todos somos educadores e aprendizes, o tempo todo e ao mesmo tempo. Estamos atuando e nos modificando, aprendendo, querendo melhorar como funcionários, mas principalmente como pessoas. Em todos os espaços da escola é possível ver funcionários interferindo com dedicação e – por que não? – dando “broncas” quando necessário. O dia a dia no Colégio é intenso e exige diplomacia, organização, tolerância, rapidez e qualidade. Cada um faz a sua parte visando a um bem maior: os nossos alunos. Regina Knopp Marquardt, assistente de direção O bem maior Todos são responsáveis Trabalho no Santa Maria desde 2008 e posso dizer que T rabalho no Santa Maria desde grande parte do que sei aprendi ao longo desses anos aqui. Na equipe de Jardinagem, temos um relacionamento muito construtivo. Um aprende com as críticas e os elogios do outro. A liberdade é grande, e assim podemos mostrar nosso trabalho e ser reconhecidos. Onde houver um jardim, um vaso, estaremos por lá. Por isso acabamos tendo um contato próximo com quase todo mundo. Os alunos aprendem no dia a dia a importância da natureza e do respeito ao meio ambiente. Vemos isso nas pequenas atitudes deles, o que faz o trabalho no Santa Maria ser ainda mais prazeroso. Wilton Barreto, Jardinagem 1998, na Segurança, e nossa equipe é composta de 20 funcionários. É como se fosse uma grande família. Aprendemos uns com os outros, erramos, opinamos e crescemos em todos os momentos que passamos aqui dentro. Trabalhar aqui é um grande prazer. Cuidar da segurança de um Colégio com uma área tão grande é um desafio, e me dá muito orgulho ver que o respeito ao verde é levado a sério e repassado às crianças. Ao longo desses anos, aprendi muita coisa. Sinto orgulho de trabalhar num Colégio que oferece educação de alta qualidade e tem uma estrutura de funcionários completa. Roberto Quirino da Silva, Segurança Prazer e orgulho

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especial f u n c i o n á r i o s É bom ser reconhecido Faço parte da família Santa Maria há sete anos. Sou Comecei a trabalhar no Santa Maintegrante do setor da Manutenção, onde cuido do serviço de mão de obra civil. Aprendi ao longo da vida que serviço só é bem-feito quando o fazemos com amor e, dessa maneira, encarei os desafios e agarrei as oportunidades. E, aqui no Santa, as coisas funcionam da seguinte maneira: as pessoas acreditam na sua capacidade, oferecem um desafio e, se você corresponder, vão lhe oferecer cada vez mais oportunidades. Um desafio do qual me orgulho muito foi a construção das fontes que hoje embelezam o Colégio. Dediquei-me ao máximo, construí com muito carinho, e no dia da inauguração foi gratificante sentir o respeito e a admiração das pessoas. O Santa nos proporciona isso, reconhecimento. Da minha casa eu trago a alegria e a paz da minha família, que forma minha estrutura pessoal, e os relacionamentos dentro do Colégio não deixam por menos. Meus colegas são como irmãos, todo mundo se ajuda, não existe diferença de cargo nem de tempo de serviço. Se eu puder, vou ajudar um novato, da mesma maneira que ajudaria alguém que está aqui há anos. O respeito como profissional e como pessoa é um valor indispensável para trabalhar no Santa. Aqui aprendemos a admirar o trabalho do outro. No que depender de mim, continuarei meu trabalho com a mesma dedicação, para que possa continuar contribuindo para a melhoria deste Colégio que honra seu compromisso perante os funcionários e como fonte de educação para tantos alunos que já passaram por aqui. Cícero Anselmo dos Santos, Manutenção ria em 1999, como servente. Depois setor de Limpeza, que veio como reconhecimento de muita dedicação e, principalmente, como prova de confiança no trabalho que exercia. Sempre busquei meios para oferecer uma limpeza cada vez melhor, de acordo com a qualidade que o Colégio merece. Prezamos a união, a confiança, a liberdade e o saber ouvir, para que exista um relacionamento cada vez melhor. No Santa, somos uma grande família. Muito do que aprendi aqui eu levo para casa e passo para minha família. Os anos de trabalho aqui representam um crescimento imenso na minha vida. Edilene Gomes de Almeida Noé, Limpeza assumi o cargo de encarregada do Uma família Sinto-me um educador A fim de contribuir para o funcionamento do Colégio, procuro ser um bom profissional e também um bom colega, sempre disponível. Sinto orgulho de trabalhar aqui e a cada dia aprendo mais um pouco. É do que faço aqui que tiro o meu “pão de cada dia” e torno possível a educação da minha filha. Por trabalhar aqui, sinto-me um educador também ,e quando vejo coisas erradas, oriento os alunos e ajudo, contribuindo para o crescimento de todos. Realmente amo o meu trabalho. Acordo às 4 da manhã, atravesso a cidade desde a Serra da Cantareira, onde moro, e venho feliz para cá. Denis Batista Lopes, Manutenção

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Por um mundo melhor Há nove anos entrei no Santa Maria, em um ambiente Comecei a trabalhar no Santa Maria em 1995. O traque sempre esteve aberto para quem estivesse realmente a fim de crescer. Comecei a aprimorar meus conhecimentos, aprendendo cada vez mais com os desafios. O estímulo para o nosso crescimento, pessoal e profissional, é uma constante neste Colégio. Cada um dá o melhor de si. Do Santa Maria, carrego muitos aprendizados, entre os quais o de tentar enxergar sempre além, a não me limitar e, principalmente, o respeito pelo ser humano. Recentemente, participei do projeto do aquecedor solar. Foi uma experiência incrível. Sinto-me feliz ao ver crianças empenhadas em fazer o bem desde a sua vida na escola. Edimilson de Souza, Manutenção balho na limpeza é inteiramente feito em equipe, e é esse espírito de união o que mais colabora para nos tranquilizar e nos dá confiança para realizar tarefas que, à primeira vista, parecem impossíveis, como deixar o Colégio limpo e pronto após um evento que recebe quase 10 mil pessoas, como a Festa Junina. É a confiança no nosso trabalho, a amizade, o companheirismo e a liberdade para dar uma opinião o que torna possível fazer, e muito bem-feito, um trabalho tão grande. Carrego comigo o fato de que cada dia oferece um aprendizado. Venho trabalhar com a cabeça e o coração abertos para aprender o que cada um tem para me ensinar. Depois de tantos anos, os lados profissional e pessoal se misturam. O Santa Maria se tornou uma continuação da minha casa, o afeto pelo lugar e pelas pessoas é semelhante ao que sinto pelo meu lar e pela minha família. Assim como na nossa casa, no Santa tenho meu cantinho preferido. Carrego um amor imenso pelo Prédio São José e pelas pessoas que durante uma época marcante se mostraram muito especiais na minha trajetória aqui dentro. Quando falo do Santa Maria, não consigo separar a admiração pelo lugar como instituição de ensino e pela empresa onde trabalho. Ambas são maravilhosas, e trabalhar em um lugar em que o foco é a educação me faz querer aprender sempre mais. Uma das melhores coisas que o Santa despertou em mim foi o amor pela leitura, e como me sinto melhor com isso em minha vida! Só tenho a agradecer. Francisca Paulo da Silva, Limpeza De coração aberto Aprendizado constante Cheguei ao Santa há 15 anos, uma vida. Aqui o profissional tem que ir além, e um setor não funciona com perfeição sem o outro. Das coisas que aprendi, a principal delas foi a me relacionar. Eu era extremamente tímida e, hoje, já me sinto à vontade para expressar minha opinião, no trabalho e na vida pessoal. Com união e carinho, cuidamos dessa parte tão importante, que é o alimento. A grande lição que o Santa me ensinou foi que cada experiência, seja boa ou ruim, é uma grande oportunidade de aprendizado. Zilda Maria Barbosa, Cozinha

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