Caleidoscópio nº 52

 

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Caleidoscópio nº 52

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Revista do colégio santa maria – n0 52 As imagens da Festa Junina refletem a riqueza de um trabalho que se desenvolve durante o ano inteiro no Colégio 2o ano 4o ano 3o ano 1o ano

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educação infantil 7o ano 6o ano educação infantil 1o ano 4o ano educação infantil 5o ano 3o ano 9o ano 6o ano educação infantil 3o ano

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Formação de cidadãos competentes academicamente, éticos e solidários, pautados nos valores cristãos e nas relações humanas No Santa, alunos de todas as séries, acompanhados por profissionais das áreas envolvidas, atuam de forma interdisciplinar em diversos projetos solidários e ambientais ao lado da comunidade, desenvolvendo uma prática de aprendizagem voltada para os conteúdos formais e também para a formação da consciência social, de modo a estimular a reflexão e a aplicação do conhecimento em situações sociais concretas. Com ações objetivas, a produção de saberes ocorre a partir da participação em atividades educativas variadas, por meio de experimentação, de estudos do meio, vivências, pesquisas, aulas expositivas e trabalhos com projetos em grupo cooperativo, entre outras, sempre considerando o avanço das tecnologias de informação e comunicação. No Ensino Médio, os alunos contam, no currículo regular, com aulas diversificadas de livre escolha que colaboram para a formação de suas aptidões: inglês por nível, espanhol, simulados e programas preparatórios para o vestibular, desenvolvendo assim, condições para ingressar nas melhores universidades do país. Com mais de 60 anos de tradição, o Colégio Santa Maria reúne valores cristãos, educação humanista e excelência acadêmica. Venha nos visitar. Matrículas para 2011 Primeira sondagem: 28/8/10. Inscrições antecipadas na Secretaria. Para mais informações e agendamento de visita, ligue para 2198-0600, ramais 606 /639, ou envie um e-mail para andrea@colsantamaria.com.br Av. Sargento Geraldo Santana, 890/901 – CEP 04674-225 Jardim Marajoara – São Paulo – SP – Telefone (11) 2198-0600 www.colsantamaria.com.br – santamaria@colsantamaria.com.br

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m e n s a g e m Códigos, linguagens, metáforas Sempre que escrevo esta Mensagem, penso numa imagem, numa metáfora, em algo que sintetize o conceito da edição. Nesta Caleidoscópio, o tema são Códigos e Linguagens – ou seja, quase tudo o que existe na vida, pois tudo é mensagem. Todo o mundo usa códigos, contidos nas palavras escolhidas, no tom de voz, nas cores, nas roupas. Quando se pensa, então, na Festa Junina do Santa Maria, com todas as suas cores e a diversidade de trajes, encontram-se códigos das muitas culturas, das muitas emoções, das muitas experiências vividas pelos alunos e professores. Por isso, ao planejar a capa desta revista, não conseguimos escolher uma única foto, como sempre fazemos, porque queríamos transmitir a riqueza de todos os códigos e todas as linguagens representadas nesse evento. Decidimos, então, produzir uma inédita capa tripla, um autêntico pôster que traduzisse em imagens a beleza e o colorido do evento. Mas tudo é tão grandioso na nossa festa que, mesmo em três capas, os códigos e as linguagens parecem pobres diante da rica experiência da música, da sensação de encontrar ex-alunos, de ver o entusiasmo dos integrantes da APM e das pessoas que vêm se divertir num ambiente tão ricamente enfeitado pelos funcionários do Colégio. Algumas pessoas nos perguntam se poderíamos dividir a Festa Junina em dois dias, ou em dois fins de semana, e respondemos: imagine! Nunca conseguiríamos duplicar toda essa emoção, todo esse movimento, e como vamos separar as famílias que têm filhos em séries diferentes? Nossa Festa Junina é única, o ápice de um trabalho que começa logo no início do ano, quando os professores planejam os temas das séries e depois os incorporam a questões culturais que podem ser expressas por meio da música, da dança, dos trajes. O passo seguinte é transmitir essa mensagem aos alunos e às famílias, de forma pedagógica e lúdica. Então, há muita coisa envolvida na nossa Festa Junina. É o foco, o centro das atividades que se desenvolvem no primeiro semestre letivo, envolvendo os componentes curriculares, os movimentos corporais, as artes e, especialmente, o espírito de colaboração, a oportunidade de cada um se sentir parte de um grupo maior, de aprender a decidir em equipe. No levantamento do mastro entra o aspecto religioso, e quando se oferecem os frutos e as flores, lembramos a necessidade de cuidar do meio ambiente, de proteger o planeta e valorizar a vida, as culturas e nossa própria história. A própria festa é a metáfora, os códigos e as linguagens do que se faz no Colégio, enquanto os demais artigos publicados na revista são um desdobramento do ensino oferecido aos alunos. A Festa Junina é como o centro de uma margarida, enquanto as pétalas são os artigos que tratam de códigos e linguagens. Ou o contrário: os artigos são o miolo da flor e a festa é o brilho das pétalas. Um completa o outro. Esperamos que quando estiver lendo esta revista você reviva o espírito da festividade e tenha nas férias de julho a continuidade dessa celebração da vida. Irmã Diane Clay Cundiff Diretora-geral do Colégio Santa Maria Revista bimestral do Colégio Santa Maria – No 52 – Julho de 2010 COLÉGIO SANTA MARIA Av. Sargento Geraldo Santana, 890/901 Jardim Marajoara, São Paulo, SP Telefone (11) 2198-0600 santamaria@colsantamaria.com.br www.colsantamaria.com.br Equipe de redação Irmã Diane Clay Cundiff Irmã Anne V. Horner Hoe Ana Cristina Proietti Imura Daniel Vasconcelos Paula Bacchi Silvio Soares Moreira Freire Tiyomi Misawa Produção editorial Editor: Ricardo Marques – MTb. 10.937 Editor de arte: Renato Akimasa Yakabe Produtor: Daniel Vasconcelos Revisora: Sonia Regina Yamadera Fotos: acervo do Colégio Santa Maria Impressão: CompanyGraf Capas: fotos de Éric B., João Neto e Elaine Ribeiro/FOTOjump 4 caleidoscópio  julho

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CARTAS Tudo perfeito “À direção, coordenação, professores, auxiliares, demais funcionários, APM, voluntários e alunos que participaram da organização e da realização da Festa Junina do Colégio Santa Maria, nossos parabéns! Estava tudo perfeito. Somos os avós da Maria Eduarda, do 2o G, e do João Victor, do 2o F. E afirmamos com propriedade, pois atuamos na área da educação há mais de 40 anos e sabemos da importância de se resgatar as tradições. Ficamos encantados com as apresentações do 1o e do 2o ano. Que alegria contagiante dos participantes e da plateia que lotou o Ginásio! Nossos convidados ficaram impressionados com tanta dedicação. Enfim, mais uma vez, parabéns a todos!” Vovó Neide e Vovô João Uma festa emocionante “No dia 23 de junho, fizemos uma festa junina no Hospital Pedreira, para encerrar o semestre, e foi um sucesso! Os alunos do Ensino Médio do Santa Maria, como sempre, animaram com muita alegria o andar da pediatria. Médicos, enfermeiras, seguranças, pacientes e acompanhantes se alegraram com o “casório” e as danças. Foi gratificante ver tantas pessoas participando, até criança em cadeira de rodas passeando pelo túnel com um olhar de encantamento, lindo, emocionante! Recebemos uma carta do hospital elogiando nosso trabalho (à esquerda). Os alunos leram no ônibus e ficaram felizes, e eu mais ainda!” Rosilene Arriola Moutinho, professora do 2o ano EF e voluntária no projeto que o Ensino Médio realiza no Hospital Pedreira julho  caleidoscópio 5

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e x - a l uno sempre seremos aprendizes Ex-aluno conta aspectos de sua formação que o levaram a optar por um enfoque social no trabalho jornal, que haviam saído de suas casas por problemas de agressão física ou social. Conversei com as diferenças, medos e preconceitos. Aprendi mais uma lição! Anos mais tarde, já na faculdade, por indicação de uma grande amiga do Santa, montei um grupo star sempre aprendendo é um desejo, uma sina. Diferentes para atuar em um Hospital Dia – um “manicômio aberto”, onde deficientes mentais passam a manhã e a tarde, para observação e tratamento, e retornam a suas casas à noite; o trabalho aconteceu no Capes Itapeva. A proposta era fazer uma oficina de artes para usuários do hospital. Desenvolvemos então uma sequência de atividades relacionadas a desenho e escultura. Outras oficinas se apropriavam de seus espaços e mais pessoas integravam os grupos. Decorridos quatro meses, um grande evento marcou o Dia da Luta Antimanicomial. O ambiente, até então um ambulatório, tornou-se uma “sala de recreação”. Prova concreta para mim, então estudante de arquitetura, que essa profissão é responsável por criar espaços e construções, combinar cheios e vazios, compor a paisagem, a imagem e o imaginário das cidades e dos cidadãos. Agradeço ao Colégio Santa Maria, por ter me ensinado a analisar e escolher, sem me ditar um caminho. Gustavo Pereira Lima Wiering, arquiteto formado na FAU-USP, aluno do Santa Maria de 1983 a 1996 enfoques atuam e penetram em nossas personalidades, com filtros definidos na infância e determinados pela formação – formação de caráter, de personalidade, oportunidade ímpar de nos conhecermos, de nos formarmos conscientes de nosso “eu”, definições firmes para escolhas futuras. “Só quem sabe-conhece, escolhe”, diz o pensador Aristóteles, em A Política. A primeira grande escolha é a faculdade. Com maior liberdade, e conduzidos por nossas convicções, invadimos os mundos dos outros. Choques. Novas descobertas, outros modos de se ver e construir relações. Os conceitos de respeito às diferenças e atenção às críticas foram os que mais marcaram minha passagem pelo Santa Maria. Enriqueci com as propostas de trabalhos multidisciplinares e com a visão de mundo focada em análises avessas a conclusões formadas através do “olhar de janela”. É preciso sair e conhecer. Momento marcante no Colégio: visita ao Albergue de Mendigos, na avenida Washington Luís. Vê-los recebendo o “sopão” e preparando-se para dormir foi inesquecível. Idos de 1993, ou algo assim. Inesquecível por ter me deparado com pessoas bem informadas, que liam 6 caleidoscópio  julho E

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educação i nfantil música: A uma linguagem poderosa o ninar um bebê, automaticamente cantarolamos alguma cantiga. Mais do que apenas acalmar a criança, a música é uma linguagem de conotação emocional, que exerce impacto sensorial sobre o corpo. Pesquisadores até defendem a estimulação musical do bebê dois meses antes do nascimento, quando sua audição está formada. Para as crianças em idade escolar, a música, além de aguçar a percepção auditiva, promove o desenvolvimento da habilidade espacial e a coordenação motora global, pois geralmente é trabalhada nas aulas que incluem o gestual, o movimento. Os diferentes ritmos estimulam ainda as percepções de tempo e espaço. As atividades não visam necessariamente à formação de músicos (embora, muitas vezes, despertem talentos), mas propiciam a abertura de canais sensoriais, de modo a facilitar a expressão de emoções, ampliar a cultura geral e contribuir para a formação integral, pois congrega um processo contínuo de construção que envolve os sentimentos, a experimentação, a reflexão e a criação. Os alunos e as alunas do Pré do Santa Maria têm duas aulas semanais de Musicalização, que envolvem o contato com gêneros musicais, o ensino do acompanhamento de melodias com batimentos rítmicos por meio de instrumentos de percussão e o canto. Notamos que, além do prazer que provocam, as aulas de música promovem o desenvolvimento da concentração, da memória, da socialização, da acuidade auditiva e até mesmo do autocontrole e do controle da voz. É certo que, ao entoar melodias em conjunto, alunos e alunas aprendem a modular a voz e têm grandes chances de se tornar adultos afinados. Estudos atuais da neurociência revelam ainda que a linguagem musical e a maneira como notas e acordes se estruturam recebem suporte dos mesmos circuitos cerebrais que ajudam a combinar palavras em frases. Essa descoberta confirma a hipótese de que a educação musical durante o período em que se desenvolvem as habilidades linguísticas e lógicas tem impacto positivo na aprendizagem das crianças, pois a divisão dos compassos numa melodia relaciona-se com a linguagem matemática – e tudo isso sem falar do prazer estético e de sua repercussão numa formação humanista. Gabriela Kraft Herane, professora do Pré C 7 caleidoscópio  junho julho  caleidoscópio 7

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e d u c a ç ã o infantil fazendo arte: uma experiência sensorial P incel, tinta, mãos, papel... Experimentação, sensações, revelação! É assim que iniciamos as aulas de Artes na Educação Infantil. Mas, o que é arte? A arte é um fenômeno humano. Por meio da arte, damos sentido e significado ao mundo que nos rodeia. É uma atividade criadora, que busca representar experiências coletivas e individuais por meio da expressão plástica, estética, sensorial, e também emocional, cognitiva e social. As atividades de arte proporcionam reflexão, fazem aflorar sentimentos, treinam a percepção. Por meio desse trabalho, educamos o olhar das crianças para que percebam a simplicidade, a beleza e a harmonia de objetos, dos ambientes e das pessoas e possam, futuramente, decifrar as imagens deste mundo tão visual. Aqui no Colégio, mais especificamente na Educação Infantil, o ensino de Artes está integrado a todas as áreas do conhecimento. Por meio de experimentações, as crianças exploram, percebem e descobrem novas sensações. É muito prazeroso observar nossos pequenos se entregarem por inteiro às suas atividades – e vale 8 caleidoscópio  julho junho

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“Precisei de toda uma existência para aprender a desenhar como as crianças” Pablo Picasso dizer que é por inteiro mesmo! Afinal, quem nunca os viu chegar em casa com manchas de tinta na roupa, no cabelo, nas mãozinhas? As atividades desenvolvidas no Jardim I têm o objetivo de possibilitar o início da expressão-produção artística, por meio de explorações, apreciações, olhares e interpretações. Uma grande variedade de materiais compõe esse universo: argila, giz, canetas, massa, tintas, terra, carvão, água, anilina, pincéis de diferentes tamanhos e espessuras, papéis e outros suportes. Apresentamos diversas possibilidades quanto à forma de usá-los, para que possam, ao poucos, apropriarem-se e estabelecerem ligações íntimas com esses materiais. O importante é criar, imaginar, revelar, descobrir, sentir. A liberdade de criação permite à criança explorar seus sentimentos e revelá-los ao mundo por meio da arte. Vamos deixar nossas crianças viverem essa fase tão importante da vida com intensidade e possibilidades. Vamos deixar que essas mãos tão pequeninas descubram o mundo e o agarrem com todas as forças. Claudia, Luciana e Rosane, professoras do Jardim I junho julho  caleidoscópio 9

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e d u c a ç ã o infantil alto na balança, ela não cairá? movimentar-se é preciso S erá que a criança pode pular dessa altura? Pode correr no chão de cimento, subir em árvore? Se der um impulso mais Criança é sinônimo de movimento; movimentando-se, vive e manifesta suas emoções. É pelo movimento que ela interage com o meio ambiente (alcança seus objetivos e satisfaz suas necessidades); é por meio dele que também se relaciona com o outro, descobre quem é e o que é capaz de fazer. Expressa sua criatividade e soluciona problemas motores. A criança não “tem” corpo – ela “é” o corpo. Movimentar-se muito e em todas as direções: isso é aconselhável. A criança não deve ser impedida de agir e interagir, privada de viver nesse incansável borbulhar – brincando, explorando, investigando e aprendendo –, para que não se tornr insegura ou intranquila. Considerando também a falta do hábito de se movimentar nos dias de hoje, principalmente porque as crianças não têm mais oportunidades de brincar nas ruas, subir em árvores, ter contato frequente com a natureza, sugerimos a exploração dos espaços naturais que a escola pode oferecer. Espaços de brincadeira, criação e construção, de apreender o mundo com maior precisão, de desenvolver habilidades motoras e, principalmente, de transformar um corpo frágil – “corpo que cai, que tropeça com facilidade, que tromba com o colega, que não sobe no trepa-trepa, na árvore...” – em um corpo que fala, cria e aprende com o movimento. Os espaços da escola devem, portanto, desafiar e convidar as crianças a andar, subir, descer, pular, rolar, balançar, engatinhar... Enfim, 10 caleidoscópio  julho Criança é sinônimo de movimento; movimentando-se, ela vive e manifesta suas emoções

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convidamos as crianças ao desenvolvimento desse corpo cheio de capacidades. Uma criança que cresce num ambiente favorável a esse desenvolvimento motor terá mais consciência de seu corpo (imagem e esquema corporal) e maior domínio da lateralidade, do equilíbrio, da tonicidade, do espaço e do tempo e adquirirá, com mais tranquilidade, a coordenação dos gestos e movimentos mais refinados. Movimentos refinados e habilidades que requerem mais atenção e concentração durante a execução das atividades; as crianças precisam desse refinamento para segurar o lápis ao desenhar e escrever, momento tão esperado da alfabetização. Por isso, convidamos nossas crianças a se movimentar, pois, ao se derramarem pelos espaços das brincadeiras e explorações, com total abertura e entrega, se tornarão competentes não apenas para ler e escrever, mas para decifrar o mundo com mais segurança, criticidade e autonomia. Afinal, o que vivemos corporalmente construimos cognitivamente. Eliane Lima e Karina Rodrigues, professoras do Jardim II julho  caleidoscópio 11

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1 o a n o ef jornal mural em tempo de comunicação virtual D esde que o homem existe, ele sente a necessidade de se comunicar. Uma das primeiras formas encontradas para registrar a mensagem que queria transmitir foi a escrita pictográfica; ou seja, por meio de desenhos. No decorrer da história, muitos outros meios de comunicação foram criados, até chegarmos à comunicação em tempo real, a comunicação virtual alunos aprenderam que devem usar o verbo no presente, descrevendo a ação expressa na imagem. Hoje, os textos já estão maiores, com apoio nos próprios desenhos. O calendário de troca é seguido à risca, pois as classes querem se ver representadas em suas conquistas, contando suas novidades. Visitem o Prédio Menino Jesus, avaliem nosso Comu- por várias mídias. Nesse cenário moderno estão os alunos e alunas do 1o ano do Ensino Fundamental do Santa Maria, construindo a leitura e a escrita e querendo comunicar suas aprendizagens e descobertas no mundo letrado. Comunicando, o nosso jornal mural, tornou-se um instrumento dinâmico de comunicação rápida e eficiente. Procuramos envolver os alunos e as alunas e tentamos seguir as seis regras básicas de um veículo de comunicação (segundo a Associação Brasileira de Jornalismo Empresarial – Aberje): ter periodicidade regular, estar bem localizado, ser bem escrito, ser fácil de ler, ser bem diagramado e ser atraente. O mural é exposto na varanda central do Prédio Menino Jesus, e cabe às oito classes de 1o ano atua­ lizar as matérias, trazer novidades e escrever no gênero de foto-legenda, pois a imagem é um grande apoio para a leitura do nosso público. Assim, os 12 caleidoscópio  julho junho nicando – O Jornal Mural do 1o Ano e enviem sugestões. Alunos, alunas e professoras agradecem! Patrícia Kraft Souza, professora do 1o ano G do Ensino Fundamental

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2 o ano e f de ensino e aprendizagem Blog: um aliado no processo A palavra blog vem da abreviação de weblog – web (tecido ou teia, também usada para designar o gem, a organização do pensamento e o uso significativo da leitura e da escrita. “Acessamos sempre para ver as novidades, ler e postar recadinhos. O conteúdo é rico, sempre atualizado, e valoriza a conquista dos alunos”, relata Tatyana Gaspar, mãe da aluna Yolanda, do 2 o ano A (na ambiente de internet) e log (diário de bordo, registro). Trata-se, em resumo, de um diário on-line que permite que os usuários registrem conteúdos que ficam disponíveis em ordem cronológica, com a vantagem de oferecer um espaço para comentários dos leitores. Atualmente, os blogs deixaram de ser apenas diários on-line para assumir funções muito mais significativas no processo de comunicação. Se você acha que blogs são para adolescentes que gostam de espalhar suas aventuras pela rede, pode se preparar para rever esse conceito. Seu dinamismo e a possibilidade de ampliar a difusão de ideias fazem do blog um aliado para quem procura ou produz conhecimento. Assim, torna-se um grande aliado no processo de ensino e aprendizagem. “A escola pode ser um espaço de inovação, de experimentação saudável de novos caminhos.” (Moran, José Manoel. Educação e Tecnologias: Mudar para Valer!) Quando acessam o blog, os alunos e as alunas encontram uma espécie de arquivo de documentos que pode promover a comunicação, a ampliação da lingua- foto abaixo) . A conexão possibilita a ampliação da aula. “O blog do 2o ano, para mim, é um pedacinho da sala de aula, porque nele eu aprendo, me divirto e mato a saudade da turma e dos professores. Adoro os vídeos, as dicas e o mural de recados. Eu e minha família adoramos explorar o site do Colégio para acompanhar as novidades e até mesmo para saber o cardápio do refeitório”, diz Tatyana. No blog do 2o ano, também é possível conhecer projetos desenvolvidos na série. O blog aproxima pessoas, difunde ideias, permite reflexão e troca de experiências e amplia a visão de mundo. Esse recurso pode ser um diferencial na educação e auxiliar significativamente no aprimoramento da escrita e da leitura e nas relações interpessoais. O blog serve de estímulo ao relacionamento e promove o contato frequente com a informática. Conheça o blog do 2o ano neste endereço: http://criancasqueaprendem.blogspot.com/. Sílvia Sonagere, professora do 2o ano EF junho julho  caleidoscópio 13

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3o ano ef você ainda escreve cionamento e muitos outros. A linguagem escrita, tão presente nas práticas sociais, facilita e organiza a vida das pessoas. A todo momento estamos expostos a uma quantidade imensa de textos escritos, e fazemos uso deles porque a sociedade na qual estamos inseridos já não permite que seja de outra forma. A escola promove grande quantidade de situações de escrita, o que contribui com a aprendizagem e a atribuição de significados para os alunos. A diferenciação e a classificação de textos escritos a partir dos gêneros trazem a compreensão da funcionalidade e das transformações pelas quais os suportes passaram ao longo dos anos. Os alunos do 3 ano do Ensino Fundamental resgatam, o O cartas? doçura, a autora conta a história de Pepe, um garoto que aprende a ler e a escrever cartas a fim de ajudar o avô a preparar a documentação necessária para alcançar a tão sonhada aposentadoria. O assunto faz parte do projeto de inserção social, que tem o idoso como tema central. As famílias são convidadas a participar, e nada melhor do que contar com a ajuda dos avós. Cada aluno escreve uma carta para seus avós, pedindo informações de sua infância e juventude. As cartas são enviadas pelo correio e, logo em seguida, recebemos as respostas cheias de entusiasmo e recordações, que ajudam toda a classe a ampliar seus conhecimentos a respeito do modo de vida das pessoas na cidade de São Paulo nas décadas de 1950 e 1960. Por fazer parte de uma situação comunicativa real, a função da carta é estudada em sua essência, e as informações presentes na maioria delas dão conta do quanto já foi fundamental sua utilização. Para os alunos, é sempre surpreendente perceber a importância desse tradicional meio de comunicação, ainda vivo e indispensável para muita gente. Maria Elizabeth da Costa, professora do 3o ano EF s meios de comunicação estão cada vez mais diversificados: e-mails, chats, MSN, sites de rela- na sala de aula, um gênero de extrema importância entre os meios de comunicação: a carta pessoal. Pouco usada nos dias atuais, a carta acabou sendo substituída pela praticidade e a rapidez com as quais os novos suportes se instalaram na maioria dos ambientes. Integrado ao projeto Aprendendo com a Melhor Idade, o trabalho de elaboração de cartas pessoais é desenvolvido a partir da leitura do livro De Carta em Carta, de Ana Maria Machado. Com muita

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4 o ano ef a linguagem das cores A comunicação vai muito além das palavras. A linguagem não-verbal está presente em nossa vida, mesmo quando não se percebe. Uma mensagem ca, um gesto e até mesmo por uma cor é decodificada involuntariamente. Dentre os códigos de linguagem, cabe uma atenção especial às cores. É muito comum recebermos mensagens por meio delas. Basta lembrar de uma partida de futebol: cartão vermelho ao jogador – foi expulso! É o caso também do semáforo: mudou a cor, mudou a mensagem. Reagimos às cores segundo nossas raízes culturais, o simbolismo associado a elas e nossa sensibilidade. As emoções que as cores nos transmitem têm variados significados. Segundo René-Lucien Rousseau em A Linguagem das Cores (Editora Pensamento), “as cores formam uma ponte entre a ciência e a arte, entre a física e a metafísica, entre a natureza e Deus”. As cores utilizadas pelos pintores são um dos elementos da composição plástica e visual que, assim como a linha e a forma, constroem os sentidos das obras de arte. O artista que conhece e domina o uso das cores pode atingir mais profundamente todos os que apreciam sua obra, comunicando-lhes a mensagem certa e transcendendo os limites físicos e temporais do seu trabalho. Assim como na arte, o conhecimento da cor se torna fundamental para a boa elaboração das propostas em sala de aula. Uma vez que o conteúdo a respeito da Edivania Rego e Lucilei Aparecida Spitaletti, professoras do 4o ano julho  transmitida por meio de uma obra de arte, uma músi- cor foi assimilado, a criação e a produção se tornam pessoais e autênticas. Nas aulas de Artes do 4o ano, utilizamos a estrutura da cor por meio do círculo cromático – as cores primárias (amarelo, vermelho e azul), as secundárias e, na sequência das misturas, as terciárias. A partir do diagrama do círculo cromático, os alunos percebem o universo de possibilidades. O estudo de cores tem como objetivo fornecer as informações necessárias para o bom emprego desse elemento na leitura das imagens a que somos diariamente submetidos. “Gosto de usar azul e vermelho porque são cores bem vibrantes”, diz Victor Zóia. Giovanna Salim afirma: “Quando vejo as cores quentes, sinto uma felicidade, parece que está entardecendo”. João Victor acrescenta: “As cores frias me fazem sentir liberdade”. caleidoscópio 15

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