Sinpol Agosto 2014

 

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Jornal Sinpol de Agosto de 2014

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Informativo Oficial do Sindicato dos Policiais Civis - Ano XX - Agosto de 2.014 - nº 213 O Jornal do Sinpol mostra a grave situação enfrentada pela Polícia Civil em toda a região, por conta do baixo efetivo. Em apuração feita pela reportagem, somente nos oito distritos, cinco especializadas e na Central de Flagrantes de Ribeirão Preto, existe um policial para atender 3.824 habitantes. A situação em toda a região não é diferente. Segundo o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, isso tem refletido na produtividade da Instituição. Para piorar a situação, segundo Eumauri, a reengenharia volta a ser planejada pela cúpula da Polícia Civil e deve começar a fechar distritos policiais após as eleições. Veja reportagem especial na página 09. APENAS UM POLICIAL CIVIL PARA 3.824 HABITANTES Antes de assaltar lotérica, homem entrou no local buscando informações sobre seu FGTS, enquanto observava o ambiente. Pouco depois ele voltou armado, rendeu as funcionárias e levou o dinheiro do caixa. Ao sair, danificou equipamento de segurança que gravava as imagens. Ele não contava que, com seus dados de FGTS, fosse identificado pela Polícia Civil e indiciado por conta de seu perfil em uma rede social. Saiba mais na página 02. IDENTIFICADO POR REDE SOCIAL  Futura sede social recebe acabamento de gesso e assentamento de piso é próxima etapa;  Jornal do Sinpol comemora 19 anos de existência;  Jurídico obtém novas vitórias e prepara ofensiva contra governo para garantir integralidade e paridade ao policial civil que se aposentar;  Dr. Luiz Carlos Pires publica o artigo “Um homem de bem”;  SSP cria grupo de trabalho para tratar da Reestruturação E MAIS: Foto: Arquivo Jornal do Sinpol Impresso Especial 9912250402 - DR/SPI Sinpol CORREIOS POLICIAIS CIVIS PRENDEM HOMEM QUE ROUBOU SINPOL - Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto Rua Goiás, 1.697 - Campos Elíseos - Ribeirão Preto - SP CEP: 14085-460 - Fone: (16) 3612-9008 Fone Jornal: (16) 3610-2886 - jornaldosinpol@uol.com.br Agosto/2014 Equipe do 5º DP de Ribeirão Preto conseguiu localizar e prender um homem que vinha sendo procurado após ter sido reconhecido em imagens durante um assalto a um posto de combustíveis. Ele roubou o mesmo estabelecimento cinco vezes e, por suspeitar que sua companheira pudesse ter denunciado à Polícia, atirou no rosto da mulher. Veja na página 03. CINCO VEZES MESMO POSTO DE COMBUSTÍVEIS

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INGENUIDADE LADRÃO “GALÔ Um pequeno detalhe foi o suficiente para que a equipe do 1º DP (Distrito Policial) de Ribeirão Preto descobrisse o autor de um assalto praticado contra uma casa lotérica. No dia 02 de julho uma casa lotérica localizada na Avenida 9 de Julho, no bairro Higienópolis, região nobre da cidade, foi assaltada. Um homem armado entrou no estabelecimento e, mediante ameaça, conseguiu roubar R$ 7.800. Na saída, o assaltante teria danificado o aparelho de gravação das câmeras de segurança. Assim que o caso foi relatado, a equipe do 1º DP passou a investigar para tentar chegar até o autor do assalto. E foi graças à astúcia dos investigadores que o caso foi esclarecido. Segundo o investigador José Antonio, as funcionárias da casa lotérica relataram que um rapaz, aparentando entre 20 e 25 anos, teria entrado na casa lotérica momentos antes do assalto. De acordo com o relato, o rapaz tem boa aparência e conversa bem. Ele entrou sem levantar suspeitas e, quando foi atendido pela caixa, questionou se poderia fazer uma retirada de uma parcela do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) naquele terminal. Ele exibiu um extrato com seus dados pessoais. A caixa orientou-o a procurar uma agência da CEF (Caixa Econômica Federal), pois aquele timo de movimentação, a princípio, não poderia ser feito em uma casa lotérica. O jovem agradeceu e saiu. “Acreditamos que, neste momento, ele estava fazendo o reconhecimento do local para, em seguida, cometer o assalto”, avaliou o investigador José Antonio. Pouco depois, o rapaz retornou à casa lotérica, desta vez exibindo um revólver e anunciou o assalto. Ele rendeu a gerente do estabelecimento e exigiu que as duas outras funcionárias passassem o Jovem que assaltou casa lotérica esqueceu dados pessoais e, mesmo danificando câmeras de segurança, acabou reconhecido dinheiro que estava no caixa. Assim que pegou o dinheiro e antes de sair do estabelecimento, o assaltante danificou o sistema de captação de imagens das câmeras de segurança do local para, só então, ir embora levando o dinheiro roubado. A câmera danificada foi encaminhada para um perito para ver se é possível identificar as imagens. Todavia, um pequeno detalhe chamou a atenção dos policiais do 1º DP que atenderam a ocorrência: um extrato abandonado no balcão da casa lotérica. Nele constavam os dados pessoais de A.H.A., eletricista de profissão. “Imediatamente fizemos uma pesquisa e constatamos que o CIC e o RG constantes no extrato conferiam. Entramos em uma rede social da internet, o Facebook, e localizamos um jovem de boa aparência, residente em Sertãozinho. Levamos os dados obtidos no Facebook até as funcionárias da casa lotérica e o reconhecimento foi imediato”, explicou o investigador José Antonio. De acordo com os policiais civis, o rapaz não apresenta antecedentes criminais. A equipe está concluindo o inquérito e reunindo as provas para indiciar A. por assalto à mão armada. Espertalhão Em outro caso, um homem acusado de estelionato foi preso no dia 16 de julho pela Polícia Civil de Ribeirão Preto. A.P.S. foi detido por volta de 13h00 em um shopping da cidade, após ter utilizado um cartão de crédito com dados bancários de outra pessoa. As investigações se iniciaram após a Polícia Civil tomar conhecimento, através de um boletim de ocorrência registrado por uma vítima, de que seu cartão de crédito havia sido usado indevidamente no dia 08 de julho. Policiais civis do 1º DP (Distrito Policial) de Ribeirão Preto iniciaram o rastreamento dos locais de uso do cartão e foram notificados no momento exato em que ele estava sendo utilizado em um estabelecimento comercial. Desta maneira, conseguiram deter o usuário do cartão e sua esposa. Trazidos à delegacia, S., de 30 anos, confessou que comprou o cartão de um desconhecido e que, apesar de ostentar seu nome, possuía dados bancários de outra pessoa. Neste caso, a vítima que registrou o boletim de ocorrência. Apesar de estar junto ao indiciado, a esposa garantiu que não sabia nada sobre o fato. Após a constatação junto ao Registro de Segurança do Banco de que os dados do cartão eram de outra pessoa, S. foi preso por estelionato. A equipe prossegue com o objetivo de identificar a pessoa responsá- É IDENTIFICADO PELO FACEBOOK vel pela clonagem do cartão. A equipe do 1º DP tem como delegado titular o dr. Udelson Canova Simionato e o delegado assistente, dr. Diógenes Santiago Neto, além dos escrivães Guilherme, Verônica e Cirene e do investigador José Antonio. “A falta de policiais civis é berrante em todas as unidades. No 1º DP, que atende o centro da cidade, conta com apenas dois delegados, três escrivães e três investigadores, dois deles de férias. Mesmo com a equipe completa, é impossível trabalhar com perfeição. Esses policiais civis são abnegados. E o governo não se dá conta de que sacrifica a categoria de forma desumana, com a falta de efetivo”, lamenta Eumauri Lúcio da Mata, presidente do Sinpol. Equipe do 1º DP que atuou no esclarecimento do assalto à casa lotérica 02 Agosto/2014

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A ÇÃO Homem é suspeito de roubar cinco vezes o mesmo posto de combustíveis e atirou no rosto da mulher desconfiado que ele o houvesse denunciado para a Polícia Policiais civis do 5º DP (Distrito Policial) de Ribeirão Preto conseguiram efetuar a prisão de M.G.S., de 39 anos, que estava foragido depois de ter atirado no rosto de sua companheira, V.A.S.S. O disparo, segundo o homem capturado no dia 21 de julho, teria sido feito porque S. desconfiou que a companheira tivesse denunciado-o para a Polícia, que estava investigando assaltos cometidos contra um posto de combustíveis da Zona Norte da cidade. O homem é acusado de ter roubado cinco vezes o mesmo posto de combustíveis. Os assaltos eram feitos por um homem em uma motocicleta que teria sido apreendida na favela do bairro Adelino Simioni. Ao levantar os dados, foi constatado que a moto havia sido comprada de uma revenda e não houve transferência para o nome do comprador. Com a moto apreendida, S. pediu à mulher que fosse até a garagem e solicitasse um recibo em seu nome para poder dar queixa de furto. A mulher foi até o 5º DP com um registro de ocorrência de furto da moto, mas os policiais civis disseram que ainda precisavam investigar se aquele veículo havia sido utilizado em ações criminosas. Anotaram o endereço da suposta vítima e prosseguiram as investigações. A motocicleta apreendida também havia tido a cor das rodas adulteradas. O policial civil Braga prosseguiu nas investigações e teve acesso às imagens gravadas nos roubos do posto de combustível, verificando o porte físico do assaltante e observou que, no dia 12 de junho, horas antes de um dos assaltos ocorrer, um homem com as mesmas características e com um anel no dedo mindinho entrou no estabelecimento, comprou alguns produtos e saiu. Mais tarde, o assaltante com as mesmas características e com anel semelhante rendeu o funcionário e roubou o local. Braga apresentou as imagens para alguns moradores e obteve a confirmação de que se tratava de S., que tinha várias passagens policiais e recentemente saiu do sistema carcerário após cumprir pena. Como a mulher não conseguiu retirar a moto e suspeitando que ela tivesse passado informações à Polícia Civil, S., durante uma discussão, disparou sua arma contra o rosto da companheira e fugiu do local. O fato ocorreu no dia 19 de junho. Felizmente V. sobreviveu e acabou, em depoimento, confirmando que o companheiro a obrigou a registrar o furto da moto e tentar recuperar o veículo que encontrava-se retido pela Polícia Civil. Também viu as imagens de S. comprando um refrigerante e, depois, de um homem com capacete cometendo o assalto e confirmou que nas duas imagens. Depois de tentar matar a mulher, S. fugiu do local. A delegada titular do 5º DP, dra. Sílvia Elisa Ruivo Valério Mendonça, pediu a prisão temporária que foi concedida pela Justiça. O homem estava escondido na Favela do Brejo, na Vila Elisa e foi preso pelos seguintes policiais civis do 5º DP: Braga, Cremasco, Boscolo, Geraldo e Ricardo, além de Henrique e Foca da DISE (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de Ribeirão Preto e de Amaral, da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher). A ação foi coordenada pela dra. Sílvia. Ao ser preso, S. teria dito que se arrepende de ter atirado contra a mulher e que é doentemente apaixonado por ela, mas que o fez porque se sentiu traído. As investigações prosseguem pois há suspeitas de que, além do posto de combustíveis, ele tenha cometido outros roubos na zona norte da cidade. Nova titularidade A dra. Sílvia está no comando do 5º DP desde a metade do mês de julho. Ela assumiu no lugar do dr. Sérgio Salvador Siqueira que, por conta da LCF (Lei Complementar Federal) 144/2014, que estabelece em 65 anos de idade o limite para a aposentadoria compulsória. Segundo o chefe dos investigadores do 5º DP, Cremasco, a unidade tem uma média de 30 BOs esclarecidos por mês. “As investigações são feitas em campo, na rua, com campanas, métodos tradicionais e, sobretudo, com muita informação”, garantiu Cremasco. Na opinião do presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, o efetivo atual do 5º DP é insuficiente sequer para dar conta de um terço do serviço que vem sendo feito pela equipe. “São todos heróis. Recursos humanos são, sem dúvida, o principal problema, não só do 5º DP, mas de todos os distritos de nossa região. Um absurdo. Uma área com extrema violência ter pouquíssimos policiais civis atuando é inconcebível”, dispara Eumauri. O 5º DP conta com dois delegados: a titular, dra. Sílvia e o dr. Fernando Tadeu Viana. São quatro escrivães: o chefe dos escrivães, Ricardo, além de Morazoti, Sílvia e João José. Também são quatro investigadores que atuam no 5º DP: o chefe de investigação, Cremasco, além de Boscolo, Moreti e Geraldo. Outro policial civil atuante é o carcereiro Braga. POLICIAIS CIVIS PRENDEM ASSALTANTE “ROMÂNTICO” Equipe do 5º DP que conseguiu capturar homem responsável por cinco assaltos ao mesmo posto de combustíveis e por tentar matar a companheira CLÍNICA MÉDICA CARDIOLÓGICA e ONCOLÓGICA de SÃO JOAQUIM Dr. Adel Miguel CLÍNICA MÉDICA - CARDIOLOGIA Dr. Rodrigo Jorge Massi ONCOLOGIA - CIRURGIA GERAL R. Voluntário Geraldo, 1157 - São Joaquim da Barra - SP Telefax: (16) 3818-1122 Agosto/2014 03

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Eu vivo e respiro Polícia Civil há 40 anos. Por isso posso afirmar: nunca vi uma situação tão preocupante quanto a que estamos vivendo atualmente. A imprensa tem mostrado diversas reportagens mostrando que os resultados obtidos nas delegacias são ruins, sobretudo porque apenas um número muito baixo de ocorrências é solucionado. Não precisa ser vidente para entender o que está acontecendo. A situação nas delegacias está uma calamidade. Temos material, mas não temos policial. É impossível trabalhar desta forma. Temos diversos delegados assumindo mais de uma delegacia na região. E até mesmo em Ribeirão Preto isso tem acontecido. As cidades de Santa Cruz da Esperança, Guatapará, Santo Antonio da Alegria e Cássia dos Coqueiros, por exemplo, não contam com delegados fixos. Em Ribeirão Preto, o delegado do 7º DP (Distrito Policial) também atua no 4º DP. Se falarmos em investigadores, escrivães e nas outras 11 carreiras, a situação é tão ou mais preocupante. Nesta edição do Jornal do Sinpol, publicamos uma reportagem feita após minuciosa pesquisa feita nos oito DPs, nas cinco especializadas e na Central de Flagrantes em Ribeirão Preto. Se pegarmos o número de policiais civis efetivamente exercendo suas funções, tirando aqueles que estão de férias ou afastados, temos a macabra média de um policial para um grupo de 3.824 habitantes. Cada ano que passa a situação dos policiais civis em todo o Estado piora. O governador Geraldo Alckmin e seu partido, no poder a duas décadas, estão acabando com a segurança pública em todo o Estado. Não é de hoje que tenho mostrado o caos ALCKMIN ESTÁ ACABANDO COM A SEGURANÇA PÚBLICA vivido. Antes perguntávamos para o policial civil qual o seu maior descontentamento. A resposta era unânime: salário. Mas os salários continuam baixos. Porém, com as condições desumanas a que são submetidos pela falta de recursos humanos, os policiais civis hoje apontam justamente o baixíssimo efetivo como principal problema enfrentado. E o governo parece que não está empenhado em resolver essa questão. Tanto que, na calada da noite, a tal da reengenharia, volta a ganhar forma. Essa história de juntar o nada com coisa nenhuma volta a assombrar a população e os policiais civis e toda a população. Sabemos que está sendo articulada a junção dos oito DPs de Ribeirão Preto, transformando-os em apenas dois. Como ocorreu em São Carlos, onde cinco DPs viraram apenas dois. Já que não investe efetivamente em contratação de novos policiais civis para reforçar o efetivo e nem se preocupa em pagar dignamente os servidores da Instituição, o governo tenta “reduzir a criminalidade” afastando a população das delegacias. Sim, pois essa história de juntar vários distritos numa única unidade, a tal da “superdelegacia”, é conversa para boi dormir. Vai juntar os policiais civis dando a impressão de que aumentou o número de funcionários. Mas o serviço e o número de funcionários serão os mesmos. Bem, talvez, na concepção do governo, não seja, pois muitos crimes de pequena importância deixarão de serem registrados e isso ajuda nas estatísticas. Mas a população continuará se sentindo insegura. Temos que sempre descentralizar, não centralizar. As delegacias têm é que ser aber- EDITORIAL EXPEDIENTE O Jornal do Sinpol é uma publicação oficial, de circulação mensal, do Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto. Rua Goiás, 1697 - Campos Elíseos CEP: 14085-460 - Ribeirão Preto - SP e-mail: sinpolrp@sinpolrp.com.br Diretoria: Presidente: Eumauri Lúcio da Mata Vice-Presidência: Célio Antonio Santiago, Darci Gonzales, João Gonçalo Palaretti, Dorlei Morales, Luís Henrique Maringolli de Lima e José Gonçalves Neto; Suplentes: Adilson Massei, Sérgio Ribeiro dos Santos, Luiz Henrique Batista, Carlos Henrique Carneiro Scarparo, Targino Donizete Osório, Adhemar Pereira da Costa e Cláudio Expedito Martins; Secretários: Fátima Aparecida Silva e Doracy Alves da Silva; Suplentes: José Álvaro Ament Júnior e Luís Henrique Zanoello. Diretores Financeiros: Júlio Cesar Machado e Carlos Henrique Pischiotini; Suplentes: José Angelo Marques e Josiane Kátia P. do Nascimento. Patrimônio: Arnaldo Vaz Ferreira; Suplente: Olavo Elias dos Santos. Conselho Fiscal: Prisclia Yoshi S. Hashimoto, Clévis Samuel Lors de Faria e Diva Rodrigues dos Santos; Suplentes: Robert Schmengler Guilhaume, Marisa Lelis Takata e Jefferson Pessoti; Delegados Sindicais: Antonio Carlos Schivo e Josiane K. P. de Souza; Suplentes: Décio Kury Marques e Hélio Augusto da Silva. O JORNAL DO SINPOL É UMA PUBLICAÇÃO EXCLUSIVA DO LABORATÓRIO DE NOTÍCIAS R. Paschoal Bardaro, 633-A - Jd. Irajá Ribeirão Preto - SP Fone/fax: (16) 3610-2886 DIRETOR DE JORNALISMO: Adalberto Luque - MTb 19.218 EDITOR CHEFE: Júlio Castro O Jornal do Sinpol não se responsabiliza por especificações ou informações que não estejam previstas no contrato de publicidade AS COBRANÇAS SERÃO FEITAS EXCLUSIVAMENTE POR: Sub Ten Res PM Oswaldo Bonfim Martha J. Araújo Luque DEPARTAMENTO COMERCIAL: CONTATOS EXCLUSIVOS DEVIDAMENTE AUTORIZADOS: Fernando Mendonça Antonio Pereira Alvin Aparecido Donizete Tremura Vanderlei Garcia da Costa Marco Aurélio Marcos Antonio Fernandes Marcos Lara Israel Leal de Souza EDITORAÇÃO ELETRÔNICA: Laboratório de Notícias Fone: (16) 3610-2886 e-mail: jornaldosinpol@uol.com.br Os artigos assinados não refletem, necessariamente, o conceito do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. tas, estarem mais próximas do povo. O mais curioso é que tramam a tal da reengenharia em surdina. Dificilmente será implementada antes das eleições, até porque Alckmin não vai querer correr risco. Mas deve ser colocada em prática logo em seguida ao pleito que vai eleger o novo governador do Estado. Aproveitando esta oportunidade, convido a todos os associados para que pensem muito e votem conscientes nestas eleições. Lembrem-se que o partido do atual governador está há 20 anos no governo e nossa situação só fez piorar. Outro ponto importante: precisamos ter representatividade. Vote em candidatos policiais civis ou comprometidos com a nossa causa. Temos vários que estão se lançando e precisamos criar uma bancada, exatamente como faz a PM, para termos voz, termos quem nos defenda em todas as esferas, principalmente a política. Nesse momento, devemos nos manter unidos, pois, como sempre, a luta é demorada. Basta ver que, mal conquistamos uma vitória, vem outra batalha pela frente. Foi o que ocorreu com a sanção da Lei 144/2014, que sepultou de vez a hipótese de que a 51/1985 não era recepcionada pela Constituição Federal. Nós bem que alertamos: após a sanção da nova Lei, o governo anda em busca de pareceres para negar ao policial civil em vias de se aposentar o direito à paridade e integralidade. Pense nisso e em todo o mais que foi exposto aqui. Lembre-se: Alckmin está acabando com a segurança pública. Bom voto. EUMAURI LÚCIO DAMATA Presidente do Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto) Falecimento A diretoria do Sinpol comunica, com pesar, o seguinte falecimento: + Carlos Afonso Aurélio da Silva, investigador aposentado, ocorrido no dia 02 de agosto. O Sinpol manifesta seus sentimentos aos familiares. Notas Cantina para o Associado A Cantina da Chácara do Sinpol, sob o comando de Paulo e Cristina, tem agradado bastante aos associados. Além de porções, aos sábados e domingos estão sendo servidos pratos feitos. A cerveja, o suco e o refrigerante estão sempre na temperatura ideal. Sempre com novidades para os associados. Maiores informações e reservas nos telefones (16) 99398-6912, com Paulo ou (016) 99398-8820 com Cristina. Atualização de dados Sinpol Para atualização de dados e de situação profissional, principalmente dos recémaposentados, o Sinpol está promovendo um recadastramento de todos os associados. Participe da atualização e garanta o recebimento de toda correspondência que enviamos, procurando a Secretaria do Sinpol, ou enviando e-mail para secretaria@sinpolrp.com.br. Atenção policial civil A diretoria do Sinpol alerta a todos os policiais civis associados que, se receberem intimação para comparecer à Corregedoria ou a qualquer outro órgão, para depoimento, busquem antes orientação no Departamento Jurídico do sindicato. É direito constitucional que em todo e qualquer depoimento, o depoente esteja assistido por um advogado. Pensionistas O Sinpol solicita às pensionistas que verifiquem seus holerites, pois há informações de que a SPPrev não tem efetuado corretamente os pagamentos no que diz respeito aos 7% de reajuste. Algumas pensionistas não têm direito ao aumento, porém a SPPrev tem cometido erros. Qualquer dúvida, entrar em contato com a Central de Atendimento do Sinpol, pelo telefone (16) 3612-9008, falar com Fátima, para esclarecer a situação. Errata Em nossa última edição, o título da reportagem publicada na página 6 continha uma imprecisão. Na verdade, o título correto é “Moléstias incuráveis isentas de IR somente para servidores inativos”. Novos Associados Associaram-se ao Sinpol em junho os seguintes policiais civis: - João Antonio Dionízio, perito criminal; - Milton Caetano Faria, escrivão; - Magaly Rubio de Morais, papiloscopista; - Walkiria Vendematti Masieiro, escrivã; - Marilda Poppi R. de Barcellos, investigadora. A diretoria do Sinpol dá boas vindas aos novos associados e está à disposição de todos os policiais civis que quiserem integrar o quadro associativo do sindicato. 04 Agosto/2014

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R ADAR Produto de furtos Vários objetos apreendidos pela Polícia Civil de Ribeirão Preto no dia 01 de julho foram encontrados em uma residência no bairro Ipiranga, zona norte, e podem ter sido furtados de várias residências. Os policiais civis encontraram forno de micro-ondas, adega de vinhos climatizada, panela elétrica, jogos de videogame, televisor de 24 polegadas, câmeras digitais, notebooks, bijuterias e perfumes diversos. A investigação foi realizada pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Ribeirão Preto e resultou na detenção de L.D.S.V.S., de 28 anos; J.B.S., de 26 anos e G.S.V., de 23 anos, que estavam na residência e admitiram que tais equipamentos são resultado de crime praticados. Os suspeitos foram ouvidos e vão responder por crimes de furto e receptação. A equipe da DIG mantém as diligências para descobrir os proprietários dos equipamentos e a que furtos eles estão relacionados. Recuperação Policiais civis de Ribeirão Preto recuperaram, no dia 03 de julho, parte de uma carga roubada de uma empresa, ocorrido no dia 11 de junho. Na ocasião, foram levadas cerca de mil baterias automotivas de várias marcas. No início de julho, os policiais civis estiveram em uma borracharia localizada no bairro Tanquinho, zona norte da cidade, e encontraram 179 baterias que estavam escondidas sob uma lona. O proprietário da borracharia, A.B., de 38 anos, afirmou que mantinha o material em seu estabelecimento após pedido de um desconhecido, para que ele armazenasse o produto no local em troca de algum dinheiro. Depois de feita a verificação e reconhecimento por parte da vítima de que o material era mesmo da empresa, B. foi detido pelos policiais civis da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Ribeirão Preto. Ele vai responder por receptação. Como neste tipo de crime cabe fiança, a mesa foi arbitrada em R$ 3 mil reais. O acusado pagou e vai responder o processo em liberdade. Prisões A Polícia Civil de Ribeirão Preto deteve três pessoas em uma residência localizada no bairro Ipiranga, zona norte da cidade. Havia informações que um procurado da justiça estaria residindo na casa. Por voltadas 7h30 do dia 16 de julho, os policiais civis entraram na casa e prenderam J.F.S., que tinha mandado de prisão expedido pela 2ª Vara Criminal de Ribeirão Preto. Também na residência, detiveram M.V.F.O., de 21 anos e apreenderam o adolescente J.D.V.R., de 15 anos. Ambos estavam em outro cômodo anexo à casa principal. Com a entrada da Polícia Civil os dois tentaram jogar drogas pela janela para se livrar do flagrante, mas foram surpreendidos e trazidos à sede da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Ribeirão Preto. Foram apreendidos materiais para embalagem de drogas, pequena quantidade em dinheiro, 58 cápsulas com cocaína, 12 porções de maconha e quatro pedras de crack. M. foi preso por tráfico e corrupção de menores. O adolescente foi encaminhado à Vara da Infância e Juventude. Espertalhão Policiais civis de Luiz Antonio esclareceram dois casos num curto espaço de tempo. No dia 17 de julho, após ter seu estabelecimento comercial novamente furtado - já havia sido vítima outras vezes - registrou boletim de ocorrência, descrevendo um rapaz como autor dos roubos. Os policiais civis analisaram as imagens da câmera de segurança e reconheceram o adolescente L.A.M.M. como autor dos roubos. O jovem admitiu ter praticado os assaltos e disse que cometia os crimes por ser usuário de drogas, com o objetivo de sustentar seu vício. Em outro caso, um homem foi agredido quando saía de uma festa por t r ê s p e s s o a s . L . H . A . M . , D . F. R . S . e M.A.R. agrediram com violência T.B.B.S.M., de 30 anos. Os três foram identificados e indiciados por lesão corporal dolosa. Recuperado Um veículo modelo Saveiro foi recuperado pela Polícia Civil no dia 18 de julho, na Fazenda da Barra, em Ribeirão Preto. O carro foi produto de furto, registrado na cidade de Serrana em 24 de junho e a equipe de investigação o abortou após manterem vigilância no local. J.A.S.A., de 32 anos e L.H.R., de 38 anos, estavam no interior do carro e foram presos por receptação e adulteração de veículo, que usava placas de um modelo semelhante da cidade de Batatais. A dupla trabalhava na fazenda. Foram apreendidos ainda dois implementos agrícolas que estavam na caçamba da caminhonete. Os policiais civis da DIG de Ribeirão preto, autores da prisão, vão prosseguir nas investigações com o objetivo de apurar se há outros participantes e a origem dos implementos agrícolas apreendidos. Nem Igreja escapa Policiais civis do 5º DP (Distrito Policial) de Ribeirão Preto prenderam, no dia 14 de julho, J.P.S., de 33 anos. A equipe do 5º DP encontrou vários produtos furtados em sua residência. Levado até a delegacia, ele admitiu o roubo. Porém, durante o depoimento, os policiais civis conseguiram identificar outros quatro casos onde as características dos furtos coincidiam com a forma de agir de S. Entre os locais furtados, estava uma igreja. O rapaz assumiu a autoria dos demais casos. Os policiais civis investigam para saber se há outras ações da qual ele teria participado. Alegando que seria morto, ele não deu nome de supostos comparsas, nem de quem acolheu produtos furtados. Foto: Deinter-3 / Polícia Civil Parte da carga de baterias roubada de empresa de Ribeirão Preto foi recuperada em borracharia na zona norte da cidade Agosto/2014 05

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ARTIGO UM Dia desses encontrei-me com Teófilo. Há anos não nos víamos; na verdade, desde a época em que cursávamos o ginasial, o que o fazíamos no Gyminasio (assim mesmo a grafia) Estadual “Capitão Virgílio Garcia”, na cidade de São Simão. Ótimo colega. Estudioso, educado, bom filho. E namorador. Como boa-pinta que era, não faltavam garotas que o assediassem. Tinha, no entanto, predileção por uma, em especial, que o encantava. Menina de boa família – o pai, médico, a mãe, professora e de situação financeira definida – e, além do mais, bonita e extremamente prendada nas lides domésticas. Como seu nome, Teófilo, incomum, soasse um tanto quanto estranho e, não raras vezes, motivo de pilhérias, nós, seus amigos, o chamávamos por Téo. Melhor, não? Vai daí que Téo, já quando ao término do ginasial, surpreendeu-nos com a notícia de que resolvera abraçar a carreira eclesiástica e sua mãe, católica fervorosa, já estava a ultimar seu enxoval pois que, por aqueles dias, deveria apresentar-se em o Seminário já à época (meados do século passado) existente em Ribeirão Preto, onde, internado, iniciaria os estudos que o levariam a tornarse padre, para gáudio de seus familiares. Acresce dizer que Téo, há muito tempo, auxiliava o pároco de sua Igreja durante a liturgia, eis que aplicado coroinha. Eu, que nessas alturas já o julgava no mínimo a ocupar cargo de destaque na hierarquia eclesiástica, qual não foi minha surpresa quando meu amigo confessou-me HOMEM DE BEM Por: Dr. Luiz Carlos Pires (*) que, após passados quase quatro anos no Seminário, resolvera, depois de muito meditar, desligar-se da Ordem eis que não mais se sentia vocacionado à vida sacerdotal. Como amigos íntimos que éramos, desde nossa adolescência, não me assaltou pudor em arguir-lhe a razão de ser de tão importante decisão em sua vida. Simples, redarguiu-me ele: muito embora aqueles anos todos passados no Seminário, preparando-se para o ministério do Cristo, “raros os dias em que não se pusesse a pensar, com intensidade crescente, na antiga e primeira namoradinha”, aquela a que linhas acima me referi. E como fazer? E os votos de castidade que a vida sacerdotal lhe imporia? Após muito refletir, disse-me ele, chegou à conclusão que não teria forças para se tornar o verdadeiro apóstolo que um dia julgara poder ser. E, assim, voltou – ouso dizer – para as lides do mundo profano. Enveredou para o magistério onde, até recentemente aposentar-se, lecionava filosofia em um dos inúmeros colégios da nossa Ribeirão Preto, sendo – o que sempre lhe pareceu – muito querido por seus alunos, o que lhe era motivo de grande orgulho e realização profissional. Ah, ia me esquecendo do mais importante: havendo deixado o Seminário, reencetara o namoro com Lourdinha, na verdade o primeiro e único amor adolescente que os anos devotados à vida religiosa não tiveram o condão de apagar de sua memória. Em curto espaço de tempo achavam-se casados, de cujo feliz consórcio advieram quatro filhos, três meninas e um menino (que, com certeza, não veio a ter o mesmo nome do pai. Já imaginaram TEÓFILO JÚNIOR?!) Do tempo que juntos estivemos, nesse fortuito encontro, causou-me funda impressão a forma carinhosa com que se referia meu amigo Téo à sua consorte e a seus filhos..., reluziam seus olhos ao confidenciar-me as traquinagens de seus outrora pequenos filhos e o amor e carinho incondicional que lhes devotava, ainda hoje, quando já adultos, bem assim como à eleita de seu coração, e a quem houvera por bem passar junto até ao último dia de sua existência. Despedimo-nos com forte abraço, não sem antes nos prometermos novo encontro. Ao nos afastarmos, não pude deixar de conjecturar comigo mesmo quão insondáveis são os caminhos do Senhor. Perdeu a Igreja, com certeza, zeloso pastor a conduzir seu rebanho com extremado amor. O mesmo amor, pude sentir, que devotava à sua Família – e há algo tão ou mais importante que a família, mormente quando tem à frente experiente timoneiro a conduzila a seguro porto? Julho, 2014 (*) Dr. Luiz Carlos Pires é membro da Academia de Letras, Ciências e Artes da AFPESP e da dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo; ex Delegado Regional de Ribeirão Preto; ex Professor da Academia de Polícia “Doutor Coriolano Nogueira Cobra” 06 Agosto/2014

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SINDICALISMO Resolução do secretário Fernando Grella Vieira determinou formação de GT para tratar da proposta de reestruturação da Polícia Civil O titular da SSP (Secretaria da Segurança Pública), dr. Fernando Grella Vieira, baixou a Resolução SSP-93, de 28 de julho de 1014, que institui o GT (Grupo de Trabalho), com o objetivo de debater a reestruturação das carreiras da Polícia Civil. Atualmente a Instituição conta com 14 carreiras: delegado, escrivão, investigador, agente policial, carcereiro, papiloscopista, auxiliar de papiloscopista, agente de telecomunicações, perito criminal, médico legista, auxiliar de necrópsia, atendente de necrotério, desenhista técnico-policial e fotógrafo técnico-policial, além de uma carreira de apoio à atividade policial, o oficial administrativo. Neste ano, depois de muitas cobranças por parte das entidades que representam os policiais civis, dentre as quais, o Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto) - fundador da Feipol/SE (Federação Interestadual dos Trabalhadores Policiais Civis da Região Sudeste) e um dos mais atuantes na defesa dos policiais civis -, o governo apresentou um projeto de reestruturação, dividido em 15 anteprojetos. A ideia é analisar todos os anteprojetos e discutir com as entidades sua viabilização. “Quando isso nos foi proposto, achamos um avanço por parte da equipe de governo. Mas, como tudo o que é bom dura pouco, logo vimos que pode ser mais uma manobra do governo para ganhar tempo. Um projeto para longo prazo. Cobramos tanto o dr. Grella, quanto o dr. [Luiz Maurício de Souza] Blazeck para que houvesse celeridade e definiu-se, então, a criação de um grupo de trabalho para tratar das questões. Inicialmente seis itens seriam avaliados. Agora o dr. Grella determinou a constituição do GT. Mas, curiosamente, enquanto discutem isso calmamente, o governo continua dando suas estocadas. Enquanto o secretário cria um grupo para definir após cerca de 60 dias, a PGE [Procuradoria Geral do Estado] e a SPPrev vão ‘fabricando’ pareceres para tentar não aposentar o policial civil com paridade e integralidade”, dispara Eumauri (leia matéria a esse respeito nesta edição). Veja, a seguir, a íntegra da Resolução SSP93, de 28/07/2014. “Constitui Grupo de Trabalho para analisar propostas de aprimoramento da estrutura, organização e carreiras da Polícia Civil. O Secretário da Segurança Pública, Considerando as propostas apresentadas visando aprimoramento na estrutura, organização e carreiras da Polícia Civil Considerando a necessidade de desenvolvimento de estudos sobre a viabilidade das propostas apresentadas e sua sistematização, resolve: Artigo 1º- Fica instituído Grupo de Trabalho para análise das propostas apresentadas pela Delegacia Geral da Polícia Civil objetivando mudanças na estrutura, organização e carreiras. Artigo 2º- O Grupo de Trabalho instituído por esta Resolução será formado por: I – um representante do Gabinete do Secretário da Segurança Pública, que exercerá a função de Coordenador; II – três representantes da Delegacia Geral de Polícia. Artigo 3º- Caberá ao Coordenador: I – Convocar os integrantes do grupo para a realização das atividades; II – Concentrar todas as informações relativas às atividades a serem desenvolvidas, mantendo as partes envolvidas informadas sobre o andamento dos trabalhos; III – Demandar informações e análises por parte de órgãos da SSP e da Polícia Civil, para subsidiar suas atividades; V – Elaborar o relatório final e apresentá- gurança Pública. Artigo 5º- Esta Resolução entra em vigor lo ao Secretário da Segurança Pública para na data de sua publicação. deliberação. Dr. Fernando Grella Vieira Artigo 4º- O Grupo de Trabalho terá praSecretário da Segurança Pública do Eszo de 60 dias para encerrar as atividades, encaminhando relatório ao Secretário da Se- tado de São Paulo” SSP INSTITUI GT PARA REESTRUTURAÇÃO Eumauri: O SSP criou o grupo de trabalho para avaliar a reestruturação em pelo menos 60 dias, mas o governo anda fabricando pareceres para não aposentar com integralidade e paridade Agosto/2014 07

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ESPECIAL Bem ao estilo do filme que rendeu o Oscar para a atriz Maryl Streep em 1982, o cotidiano dos policiais civis diante da brutal falta de recursos humanos faz com que gravidade defina qual crime será investigado O drama da polonesa Sofia emocionou o mundo a partir de 1982, com a brilhante interpretação de Maryl Streep. Adaptado do livro homônimo de William Clark Styron, o filme “A escolha de Sofia”, que rendeu Oscar de melhor atriz para sua protagonista, conta a história de uma mulher polonesa que foi capturada por soldados nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Ela tentava contrabandear presunto para levar à mãe moribunda e foi presa com os dois filhos pequenos, um casal, Jen e Eva. Levada a um campo de concentração, um oficial nazista obrigou Sofia a fazer uma importante escolha. Um de seus filhos seria morto na câmara de gás e o outro sobreviveria caso ela fizesse a escolha. Se não escolhesse nenhum dos dois, as duas crianças seriam mortas pelos nazistas. A pressão e a tortura psicológicas foram extremas para obrigar Sofia a fazer sua escolha. Lágrimas à parte, o termo ganhou força para nominar momentos extremos em situações diversas. Tem sido muito utilizado para exemplificar momentos vividos, por exemplo, por profissionais da saúde, diante de recursos escassos e de pouco material humano. Muitos médicos já admitiram ter escolhido entre seus pacientes os que morreriam e os que teriam a chance de lutar pela vida. Seja por falta de leito, de medicamento ou de condições gerais, houve casos relatados onde o médico foi obrigado a escolher aquele que acreditava que tivesse mais chance de sobreviver. Por mais cruel que isso possa parecer, serve na verdade para escancarar a inércia e a falta de vontade da classe política que dirige a máquina estatal e acaba prejudicando diretamente à população. Pois o dilema vivido nas [policiais civis] são tão vítimas quanto nós”, disse. Frustração O vereador em Ribeirão Preto e delegado de Polícia, dr. Samuel Zanferdini, revela que existe um grande sentimento de frustração entre os policiais civis, pela situação vivida na Polícia Civil. “Nós, policiais civis, nos sentimos frustrados quando recebemos as pessoas na delegacia sabendo que, possivelmente, não conseguiremos ajudá-las. Há um número bastante elevado de ocorrências e falta de estrutura. Infelizmente temos que trabalhar com prioridades, não podemos investigar tudo por conta da falta de pessoal. O problema é bem mais amplo do que se imagina. Diariamente os escrivães e investigadores são obrigados a ir até o Fórum para levar inquéritos, por exemplo. Isso atrapalha o processo de investigação. Mas também há a sensação da impunidade. Temos feito em toda cidade um grande trabalho, com muitas prisões. Mas de nada adianta esclarecermos um crime de furto, por exemplo, prendendo o criminoso e, logo em seguida, ele é solto por uma justiça branda, por vezes conivente. Isso tem sido sentido pela própria população que, muitas vezes, acaba não registrando a ocorrência e camuflando a real dimensão do problema”, avalia dr. Zanferdini. De acordo com a reportagem do jornal A Cidade, a região do Deinter-3 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior) tem 145 mil crimes sem inquérito, em todas as 93 cidades que compõem o órgão, com sede em Ribeirão Preto. De acordo com a reportagem do A Cidade, o diretor do Deinter-3, dr. João Osinski Júnior contestou a informação. Ele teria dito que a Continua na página 09 A ESCOLHA DE SOFIA Reprodução A Instituição está em xeque: apenas um policial civil para cada 3.824 habitantes telas por Maryl Streep, Kevin Kline e Peter MacNicol, dirigidos por Alan J. Pakula, chega à realidade dos policiais civis. Nunca, em toda a história da Polícia Civil, houve um número tão reduzido de efetivo. No mês de julho, o jornal A Cidade publicou uma reportagem onde apresentava dados estatísticos coletados com números alarmantes. Genericamente, a pesquisa do jornal indicou que a cada 33 boletins de ocorrência registrados, apenas um torna-se inquérito. “Isso tem que ser muito bem analisado. É claro que falando em termos de números absolutos, é o que ocorre. Mas o que tem acontecido com os policiais civis, diante da brutal falta de recursos humanos, é ter que escolher de acordo com a gravidade do crime o que será investigado. Não é questão de produtivi- dade. O problema mesmo é a falta de gente para trabalhar nas diversas carreiras e conseguir que a máquina funcione para todos”, lamenta o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata. Ouvido pela reportagem do A Cidade, o conselheiro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e coordenador do Centro de Estudos e Pesquisa em Segurança Pública da PUCMG, Flávio Sapori, é contundente. “A Polícia Civil precisa, urgentemente, de mais estrutura e investimento”, avaliou. De acordo com o coordenador do Observatório de Violência da USP de Ribeirão Preto, Sérgio Kodato, ouvido na mesma reportagem do Jornal A Cidade, a questão é grave, gerando, principalmente, “um sentimento de grande frustração e insegurança na população. Eles 08 Agosto/2014

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Continuação da página 08 ordem é investigar todas as ocorrências, sem exceção. “A investigação é feita previamente ao inquérito, que somente é aberto quando há indícios de materialidade e autoria do crime. Se não houver, é feito um relatório e ficamos no aguardo da descoberta de novos elementos”, disse na ocasião o dr. Osinski. “Infelizmente somos obrigados a discordar do dr. Osinski. Na verdade o problema existe e é muito mais sério do que se imagina. A razão disso tudo é a falta de efetivo. A investigação, de fato, ocorre nas diligências feitas pelos policiais civis, numa etapa que antecede a abertura do inquérito. Mas todos sabem que é preciso selecionar quais crimes serão investigados. Fica impossível investigar tudo o que é relatado. O número de policiais civis disponível para isso é infinitamente inferior à real necessidade. Há casos em que cada escrivão teria que relatar uma média de 20 inquéritos por dia. Fica impossível realizar este trabalho. E ainda há agravante. Se o policial civil não faz o trabalho a contento, acaba se sujeitando a procedimentos administrativos por parte da Corregedoria. No caso dos investigadores, escrivães e delegados, por exemplo, tudo envolve prazos para se cumprir. Portanto, se um inquérito é aberto, tem que ser concluído dentro do prazo. Há ainda a questão de o inquérito ser devolvido para maiores apurações e o prazo é diminuto. Caso não seja cumprido, implica em penalização de policial civil”, justifica Eumauri. O escrivão tem muitos inquéritos. O investigador tem muitos casos. O delegado tem muito o que analisar. Além de tudo isso, ainda há o atendimento cotidiano nos DPs (Distritos Policiais) e unidades especializadas, feito independente de se estar atuando ou não em outros casos. Mas a situação não é exclusividade das três carreiras descritas. “A situação é calamitosa em todas as carreiras. Seja o carcereiro que agora vem sendo aproveitado em outras áreas, sem que ganhe nada a mais por isso, o que é outro problema a se pensar. Seja o auxiliar de necrotério, o perito que atende uma re- gião enorme e depende, inclusive, de locomoção e, muitas vezes, se sujeita a jornadas muito além daquela para a qual foi contratado diante da falta de profissionais. Seja também o agente, o papiloscopista, o auxiliar de papiloscopista. O fato é que a Polícia Civil está caminhando para a falência diante da falta de efetivo. E o governo não faz nada para mudar essa situação. Os concursos são feitos de forma muito lenta e a conta-gotas, isto é, demorando muito para repor. É uma covardia querer creditar na conta dos policiais civis a inércia da Instituição. Ninguém deixa de apurar nada porque quer. Não se deixa de instaurar inquérito porque quer. Infelizmente é impossível agir como deveríamos, tamanha é a dificuldade de recursos humanos na Polícia Civil”, denuncia Eumauri. Defasagem A questão da defasagem de funcionários na Polícia Civil atinge todo o interior. “Nas reuniões em que participamos com demais sindicalistas durante nossa luta na Campanha Salarial, o assunto não é outro: em todo o Estado, a falta de recursos humanos é bastante sentida, principalmente no interior. Os concursos são insuficientes para repor a necessidade. Acredito que pelo menos 25 mil policiais civis, muito bem distribuídos e não lotados apenas na Grande São Paulo, são necessários para que a Polícia Civil passe a funcionar razoavelmente. E para atrair mais policiais civis, é preciso pagar dignamente. Por isso os concursos não atraem tanta gente como se poderia esperar. A carreira é de alto risco e o salário é de fome: um dos piores do Brasil, em todas as carreiras”, dispara Eumauri. No dia 29 de julho, a reportagem do Jornal do Sinpol fez um levantamento apenas na cidade de Ribeirão Preto, embora o problema afete todo o Estado, como atesta Eumauri. Não foram levantados dados da Seccional, do Deinter-3, da Inteligência e de unidades administrativas ou da Polícia Técnico Científica que também sofre com a carência de recursos humanos. A pesquisa se limitou apenas aos oito DPs Eumauri: os policiais civis são verdadeiros heróis (Distritos Policiais), à Central de Flagrantes e às cinco Especializadas: DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), DPI (Delegacia de Proteção ao Idoso e de Proteção aos Animais), DIJU (Delegacia da Infância e Juventude), DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e DISE (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes). Portanto, nas unidades onde há atendimento à população - à exceção do Necrim (Núcleo Especial Criminal) e do setor de Cartas Precatórias da Seccional - a Polícia Civil conta com o seguinte quadro: 31 delegados, 91 investigadores, 66 escrivães, sete agentes de telecomunicações, 20 carcereiros, um agente policial e dois auxiliares de papiloscopista. Deste número, há nove investigadores, cinco escrivães e dois carcereiros afastados, além de seis delegados, 15 investigadores, 10 escrivães e um carcereiro de férias (veja gráfico). Para prestar atendimento em geral à população, investigar crimes, tocar inquéritos e realizar todo o procedimento de Polícia Judiciária, a Polícia Civil disponibiliza, em Ribeirão Preto, 218 policiais civis, dos quais, 48 estão afastados ou de férias. No dia 29 de julho havia, portanto, de acordo com levantamento feito pela reportagem do Jornal do Sinpol, 170 policiais civis para atender uma população, segundo a Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Ribeirão Preto, de 650 mil habitantes. Ou seja, um policial civil para cada 3.824 habitantes. “Claro que ainda há os policiais civis que atuam em outras carreiras ou os da Polícia Técnico Científica. Esse levantamento que fizemos mostra apenas a chamada ‘linha de frente’. Mas a situação é preocupante em todas as 14 carreiras. O problema já foi detectado e amplamente difundido: falta pessoal. Para resgatar a Polícia Civil, a solução é contratar. Para contratar, em primeiro lugar, é preciso pagar dignamente o policial civil. Em segundo lugar, agilizar os concursos públicos. A máquina do governo é emperrada por natureza. Se não respeitam nem mesmo nossa data base, que é março, que dizer do respeito à Instituição e à própria população que recorre à Polícia Civil?”, indaga o presidente do Sinpol. Continua na página 10 Agosto/2014 09

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Continuação da página 09 Reengenharia Há alguns anos, o governo iniciou um projeto que prometia agilizar o atendimento policial, reunindo num único prédio várias unidades. O projeto foi iniciado na área do Deinter9, com sede em Piracicaba. Cidades próximas a Ribeirão Preto e que pertencem a este Deinter, como Pirassununga, Leme e Araras, passaram a agrupar as unidades. “O que se viu foi uma tremenda maquiagem. Juntaram o nada com o coisa nenhuma pra dar a impressão de que tinha mais policiais civis trabalhando. Considero isso um golpe. Em um só golpe, tentaram - mas não conseguiram - maquiar a falta de funcionários da Polícia Civil e desestimular a população a registrar ocorrências, o que, na teoria, contribuiu para a redução, num determinado momento, das estatísticas de criminalidade. O Sinpol sempre denunciou essa manobra. Delegacia tem que estar à disposição da população, sempre perto do povo. Não tem que fechar, mas abrir mais delegacia. Claro que com estrutura, funcionários para isso”, adverte Eumauri. Na região do Deinter-3, várias cidades já passaram pelo processo de reengenharia. Foi o caso de São Carlos, onde cinco DPs foram agrupados em apenas dois, além de juntar outras unidades. Para Eumauri, isso dificulta principalmente para a população. Em Ribeirão Preto, o Deinter-3 chegou a iniciar tal processo. Os plantões foram fechados. O 2º Plantão, que atendia na região dos Campos Elíseos, foi desativado e criou-se a Central de Flagrantes, que trabalha 24 horas por dia, todos os dias da semana. A questão é que a Central de Flagrantes, que conta com seis equipes, cada qual com um delegado, três investigadores, três escrivães, um carcereiro e um agente de telecomunicações, tem sido alvo de reclamações por quem necessita relatar uma ocorrência, pela demora no atendimento. “O problema não está com os policiais civis que atendem na Central de Flagrantes. Muito pelo contrário. O problema está na concepção desta unidade, que também foi maquiada para dar a falsa impressão de que há policiais civis suficientes. Isso não é verdade”, dispara Eumauri. Na ocasião, cogitou-se desativar o 7º DP, em Bonfim Paulista, unificando-o com o 4º DP. Na teoria isso não ocorreu, pois a unidade continuou funcionando, diante dos protestos dos moradores de Bonfim Paulista. Mas na prática, o 7º DP tem funcionado como uma espécie de “base fixa” do 4º DP. A delegacia de Bonfim Paulista conta com um delegado, que também atua no 4º DP e apenas um investigador e um escrivão. Apesar de não haver nada oficial, os rumores de que, possivelmente após as eleições, a reengenharia será implantada em todas as unidades, voltou a circular. “Onde há fumaça, há fogo. Estamos atentos e vamos lutar para que isso não aconteça”, promete Eumauri. De acordo com os rumores, possivelmente após as eleições, o prédio onde já funcionaram os supermercados Gimenez, Carrefour Bairro e Pão de Açúcar, na avenida Maurílio Biaggi, no bairro Santa Cruz, poderá receber o 1º, 4º, 7º e 8º DPs, além da Central de Flagrantes. Já em outra área, haveria a unificação em um único prédio do 2º. 3º, 5º e 6º DPs. Também haveria a junção de DIG e DISE num único prédio. Porém, nada foi oficialmente confirmado. “A questão é que falam sobre a produtividade, sobre a falta de apuração e sobre a falta de esclarecimento de crimes como se o policial civil fosse responsável. Isso é um absurdo. Percorro todos os DPs e especializadas de Ribeirão Preto, todas as unidades policiais em nossa região, na área do Deinter-3. Sei que os policiais civis daqui, da região e de todo o Estado são verdadeiros heróis, abnegados, que trabalham em condições desumanas. Agora vem o governo querendo continuar com a reengenharia. Isso é uma vergonha. Imaginem um policial civil para mais de 3.800 habitantes. Como imaginar que ele dará conta de tocar um inquérito, de investigar um crime, de esclarecer um furto ou roubo. Claro que devemos priorizar os crimes mais graves, sem funcionários suficientes. É o que nos resta. Mas há que se ressaltar que, apesar de tudo, os crimes graves têm sido esclarecidos com louvor. Os responsáveis, dentro do que diz respeito ao trabalho de Polícia Judiciária, têm sido punidos, de acordo com o que a Lei permite. Nós mesmos aconselhamos os policiais civis para que tomem cuidado em seu trabalho, não abracem o mundo, porque isso pode acarretar problemas para ele próprio. A crise existe, está escancarada e não é juntando delegacias e desestimulando o povo a prestar queixas que o quadro vai mudar. Só haverá mudança com vontade política, com contratação de recursos humanos de forma ágil e dinâmica. E, acima de tudo, com uma remuneração digna. O resto é falácia”, conclui Eumauri. Raio-X das unidades policiais de Ribeirão Preto * Levantamento realizado no dia 28 de julho de 2014 nos DPs, especializadas e Central de Flagrantes, onde concentram-se a maioria dos atendimentos feitos diretamente à população; * Em todas as unidades foi tabulado o efetivo total, contando com policiais civis afastados e em férias; * O delegado do 7º DP também integra o quadro de delegados do 4º DP. SUA BASE SEU FUTURO Rodovia Brigadeiro Faria Lima, km 426 - Barretos - SP Fone: (17) 3322-2888 - Fax: 3322-4817 10 Agosto/2014

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ERRAMOS Foto: Divulgação JORNAL DO SINPOL COMEMORA 19 ANOS Edição, que circulou pela primeira vez em agosto de 1995, marcou o início de uma trajetória de informação ininterrupta há quase duas décadas O Jornal do Sinpol circulou, pela primeira vez, no mês de agosto de 1995. Desde então, tornou-se referência para os policiais civis por abordar em suas páginas assuntos de interesse de toda a categoria, sempre através de lutas travadas pelo Sinpol, além de noticiar o trabalho dos policiais civis de toda a região e até mesmo de outros importantes centros do Estado. Em pouco tempo, conquistou o leitor por sua seriedade e tornou-se referência, graças à credibilidade que construiu junto à categoria. Sua primeira edição circulou com 32 páginas. Logo em sua primeira edição, foram 96 anunciantes que acreditaram no projeto. O Jornal do Sinpol, na verdade, circulou pela primeira vez em outubro de 1994. Porém o projeto era de apenas uma edição, quando o sindicato ainda era presidido por José Rubens Vieira, como forma de prestação de contas. Apenas o diretor de jornalismo do atual formato do Jornal do Sinpol, Adalberto Luque, participou desta edição. A parceria entre o Laboratório de Notícias - empresa que edita e comercializa os espaços do jornal - e o Sinpol começou, efetivamente, no mês de julho de 1995 e a primeira edição, fruto desta parceria, circulou há exatos 19 anos, no mês de agosto. Àquela altura, o Sinpol tinha Eumauri Lúcio da Mata na presidência, já que José Rubens havia se afastado para assumir na Câmara Municipal de Ribeirão Preto, pois fora eleito vereador. Desde então, são sempre 11 edições por ano (a primeira edição de cada ano é bimestral, circula pelos meses de janeiro e fevereiro e as demais são mensais). A primeira equipe de redação do Jornal do Sinpol reuniu os jornalistas Adalberto Luque, Alexandre Roma e Júlio Castro. Roma faleceu em 2001. Adalberto e Júlio continuam até hoje. Outros grandes jornalistas também escreveram nas páginas do jornal. Nomes como Milton Cosmo, Carlos Masson, Israel Leal de Souza, o cartunista Pelicano, entre outros, colaboraram com a empreitada. A cobrança em carteira é feita, desde a primeira edição, pelo Ten PM Osvaldo Bonfim. Atualmente em sua 213º edição, sem nunca ter deixado de circular, sendo entregue sempre em dia, o Jornal do Sinpol comemora seus 19 anos de existência e agradece a todos os policiais civis e anunciantes e, sobretudo, à diretoria do Sinpol, na pessoa do atual presidente Eumauri Lúcio da Mata, por acreditarem neste projeto. Sempre evoluindo com a categoria. Dr. Otacílio José Barreiros e sua esposa, sra. Teresa Cristina Saadi Alem Barreiros Em nossa última edição, publicamos uma foto do entrevistado do mês, dr. Otacílio José Barreiros com uma legenda errada. Na foto, republicada novamente, estão a agente policial aposentada Lourdes Rodrigues, o dr. Otacílio e o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata. Porém, no momento do fechamento do jornal, equivocadamente, foi feita uma legenda com o seguinte texto errôneo: “o vereador e presidente da Câmara Municipal de Pirassununga e sua esposa, durante visita, ao lado do presidente do Sinpol, Eumauri (dir.): Apocirp na memória”. A legenda foi feita, como já dito, de forma equivocada e pedimos desculpas ao dr. Otacílio, sua esposa, sra. Teresa Cristina Saadi Alem Barreiros, ao presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, à agente policial Lourdes Rodrigues e a todos os leitores do jornal do Sinpol. Seguem as fotos com as devidas legendas. O dr. Otacílio é ex-policial civil, promotor aposentado, vereador e presidente da Câmara Municipal de Pirassununga. Quando deixou a Polícia Civil para atuar na promotoria, manteve-se filiado ao Sinpol, situação que permanece até os dias atuais, demonstrando seu respeito e admiração pelo sindicato. A agente policial aposentada Lourdes Rodrigues, dr. Otacílio e o presidente do Sinpol, Eumauri, durante encontro onde as lembranças dos tempos de Apocirp foram resgatadas Reprodução da primeira edição do Jornal do Sinpol, que circulou em agosto de 1995 Agosto/2014 11

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ANIVERSARIANTES A vida é um milhão de novos começos movidos pelo desafio sempre novo de viver e fazer todo sonho brilhar. Feliz Aniversário aos nascidos em Setembro! 01 Jayme da Silva Ribeiro Filho Luiz Carlos Pires Ernesto Renan de Morais Ronaldo Alessandro Perussi Estevo Fernando Tavelin Antonio Cândido Naves 02 Sirlei Murari Élcio Marcos Bezerra Wandson de Sousa Roberto Leandro Del Sant Rodrigo Angelo da Costa 03 Carlos Elias Thomé Speltz Ana Lúcia Leite Sérgio Kreniski Augusto César Vaquero Marques 04 Carlos Afonso Aurélio da Silva 05 Salazar Furloni Agnaldo Modesto 06 José Ventura Perroni Marcus Vinícius Souza Pedrozo Wagner Issa Farah Cynthia Patrícia Campos Tavoti 07 Evandro de Oliveira Gilmar Roberto Gregório Joel Martins Luiz Francisco Tonetti Ailton Faion Luiz Alberto Galíssia 08 Wilson Graciano Ribeiro Luís Quirino do Nascimento Cléia Maria Jardim Avila Júlio César Cocito Sônia Aparecida Vieira Rodrigues 09 João Carlos Fuzzio Cadelca José Gaspar Ciachero Cirene Aparecida dos Santos Americano Antonio Juraci Crovador Luís Henrique da Silva 10 Ismael Ribeiro de Mendonça Cícero Jesus de Souza Rodrigo da Silva 11 Márcio Luiz de Vicentes Virgílio Ferreira Fernandes Walter Martins Donizeti de Fátima Camilo Ieda Luciane Barcellos Leite Pádua 12 Alcides Batista de Oliveira Cláudia Adriana M. Nicoleti da Silva Gianete Martins Garcia Anderson Rodrigo Dionizio Edson Aparecido da Silva Eduardo Rodrigues Martinez 13 Humberto Tozi Mateus da Silva Gumiero Daniel Bassi Cláudia Cristina Carmello dos Santos 14 Carlos Roberto Cardoso Maria Therezinha Lourenço de Biaggi Isildo Pereira Valdimir Azarias da Silva Marcelo Luís Megda Dario de Souza Sidney Rodrigues Martinez 15 Luiz Fernando Junqueira Azevedo Maria do Rosário Leone F. Agostinho Walter José Francisco José Eduardo Velludo Elaine Bombonato Pereira Marcos Antonio de Oliveira 16 Fabiana Leal Ribeiro Nelson Abadias Rogério Batista da Silva 17 Maria Imaculada Silva Ricoldi Daniel de Oliveira Pires Fábio Alcione Tavares José Roberto Gibim Fernando Donizette Antonialli Evania Borges Dias de Menezes 18 Eduardo Baratella Alexandre Roberto Machado 19 Dorlei Morales Paula Elena de Carvalho José Álvaro Ament Júnior Ocimara Aparecida Paiola 20 Francisco de Assis Furtado Wilson Abdalla Mansur Zaquia Júlio Cesar Lourenço 21 Joval Pereira Borges Everson Leandro Deloi 22 Carlos Alberto Lino Elaine Aparecida de Oliveira 23 Marcelo José Greghi Haroldo Chaud Mauro Ferreira dos Santos 24 Rubens Loyola Leite Reinaldo Barboza Maria Ap. Boncompagni Lellis e Silva Iguatemy Brasil Machado de Camargo Mercedes Gonçalves de Godói 25 Gerson Antonio de Oliveira Conceição Aparecida da Silva Celso Gerolim Marcos Antonio Rodrigues Adriano Romanini de Andrade Sérgio Luiz Corrêa 26 Targino Donizeti Osório Ruth Iracema Valentin Reina Riberto Cassiani Nelson Valentim de Moraes 27 Paulo Sérgio Pin Divaldo Rodrigues dos Santos Vanderly Tomé Soraia Pinhone Ravagnani Gustavo André Alves José Roberto Hussar 28 Milton Rodrigues Dorival de Paula e Silva Paulo César de Sousa Benedito Aparecido Vezzoni Sebastião Domingos Pereira 29 Sérgio Lemos da Silva Luís Henrique Maringoli de Lima Kyoshi Airton Ogassavara Rosângela Maria de Toledo 30 Israel Francisco Pereira Ricardo Souza Silveira Emerson Pereira José Roberto Cavallini TRANQUILIDADE MEMÓRIA NO CENTRO O 1º DP (Distrito Policial) de Ribeirão Preto sempre obteve destaque por garantir tranquilidade na área central da cidade. Vários policiais que por lá passaram ajudaram a escrever uma história de qualidade da Polícia Civil. Em 1999, a unidade, instalada no mesmo prédio da rua Duque de Caxias esquina com rua Marcondes Salgado, tinha uma equipe que agia com rapidez e eficiência. A investigação tinha na chefia Ronaldo Nogueira de Moura e a equipe era formada por Oswaldo Daguano, Carlos Vedovato Neto, Jorge Caram Sabbag Júnior, Marli Pontoglio, Luís Ramos Pena, Antonio Fernando Garcia, Hedemil Gomes Felipe, Élvio Gomes, Dante Gali e Ademar Pereira da Costa. Na foto acima, feita na sala de investigação do 1º DP em 1999, a partir da esquerda, Luís Ramos Pena, o popular Luís Tiroteio, já falecido; o chefe dos investigadores Ronaldo Nogueira Moura e Oswaldo Daguano. O Sinpol lembra aos aniversariantes que é preciso fazer o recadastramento anual junto ao Banco do Brasil, em qualquer agência ou naquela onde receber seus vencimentos ou, em caso de portabilidade, no banco em que o beneficiário optou. Quem não se recadastrar corre o risco de ter os vencimentos suspensos. O Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto está mantendo um acervo de imagens relacionadas à Polícia Civil. Para tanto, a Diretoria está incentivando a participação de associados que tenham em seus arquivos fotografias que possam ilustrar diferentes aspectos da história da Instituição. “Temos certeza que muitos colegas guardam várias fotos com lembranças de reuniões, eventos e de situações cotidianas dentro da Instituição, com um valor inestimável pelas lembranças que representam”, ressalta o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata. Os interessados em colaborar com esse resgate da memória da Polícia Civil da região podem entrar em contato com a Secretaria do Sinpol, através dos telefones (16) 36129008, 3625-3890 e 3979-2627, ou do e-mail sinpolrp@sinpolrp.com.br. “As fotografias serão digitalizadas e prontamente devolvidas aos seus proprietários”, garante Eumauri. O material reunido pelo Sinpol será publicado no Jornal do Sinpol e no site da entidade (www.sinpolrp.com.br). DO FUNDO DO BAÚ 12 Agosto/2014

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JURÍDICO Além das vitórias em favor dos associados, departamento do Sinpol se prepara para ingressar com ações de mandados de segurança garantindo paridade e integralidade aos policiais civis Assim que a LCF (Lei Complementar Federal) 144/2014 foi sancionada, o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, fez um comentário demonstrando conhecer a forma como o governo do Estado de São Paulo trabalha. E estava certo. A LCF 144/2014 foi sancionada no dia 14 de maio. “Nossa avaliação é que o Governo não terá outra alternativa, senão aceitar a aposentadoria voluntária com rendimentos integrais, mas, em se tratando do PSDB, Alckmin e companhia limitada, não ficaremos surpresos se o parecer da PGE limitar os valores da integralidade ou da paridade, não por ter base jurídica, mas por questões políticas, visando manter os policiais na ativa, obrigando-os a se socorrerem da Justiça”, disse Eumauri apenas uma semana após a aprovação da Lei. Pois a SPPRev, através de sua consultoria jurídica, fez consulta à PGE (Procuradoria Geral do Estado) e obteve o parecer 788/2014, de 20 de junho, assinado pelo procurador Igor Volpato Bedone. Neste parecer, mantém-se a integralidade e nada é dito sobre a paridade, o que pode significar que o governo não pretende aplicar tal direito do policial civil, pois há a determinação de não se aplicar o que não consta da LCF. Integralidade garante os vencimentos integrais do servidor no cargo efetivo ao se aposentar. Já a paridade garante a igualdade dos reajustes salariais aplicados aos policiais civis da ativa. São direitos do servidor público de acordo com a aposentadoria especial. Segundo o advogado do departamento jurídico do Sinpol, dr. Ricardo Ibelli, tanto a LCF 51/1985, quanto a LCF 144/2014, são omissas quanto à questão da paridade. “Este assunto é tratado pela CF [Constituição Federal] de 1988 e pela EC [Emenda Constitucional] 41/ 2003, de 19 de dezembro de 2003. Portanto, de acordo com o entendimento do departamento jurídico do Sinpol, vamos continuar promovendo ações de Mandado de Segurança para que seja respeitado o direito dos policiais civis no tocante à aposentadoria especial, com paridade e integralidade. Vamos continuar lutando para respeitar o direito líquido e certo dos policiais civis. Inicialmente ingressaremos com ações de Mandado de Segurança contra o diretor do DAP [ Departamento de Administração e Planejamento] da Polícia Civil do Estado de São Paulo e contra a Fazenda Pública do Estado de São Paulo, exatamente como vínhamos fazendo - e obtendo sucesso - no caso da LCF 51/85”, explica o dr. Ibelli. Mais vitórias E mesmo enquanto se prepara para novas ações, o departamento jurídico continua obtendo vitórias em favor dos associados. No mês de julho foram duas sentenças favoráveis. Numa delas, foi negado provimento ao recurso interposto pela Fazenda Pública no caso da aposentadoria especial pela LCF 51/ 1985. A 13ª Câmara de Direito Público, ao negar provimento, garantiu em primeira e segunda instâncias o direito do investigador de Franca, Marcos Reginaldo de Souza Silva, de se aposentar nos moldes da LCF 51/85, garantindo-lhe paridade e integralidade. “Foi mais uma importante vitória, que inclusive resultou no acórdão publicado. Uma vitória consumada conquistada pelo departamento jurídico do Sinpol”, comemora Eumauri. O outro caso beneficiou os médicos legistas do IML (Instituto Médico Legal), dr. João Arnaldo Damião Melki e o dr. José Eduardo Velludo. Ambos impetraram uma ação de Mandado de Segurança pleiteando uma liminar que lhes garantisse o direito de continuar em atividade. Ocorre que, com a sanção da LCF 144/2014, o governo passou a adotar 65 anos para a idade limite para a aposentadoria compulsória. Antes a compulsória se dava aos 70 anos. Após consulta à PGE (Procuradoria Geral do Estado), o governo adotou os 65 anos, conforme previsto na LCF 144/2014, mediante parecer neste sentido emitido pela PGE. “Isso pegou muita gente de surpresa. Tivemos muitos colegas, que já tinham atingido os 65 anos de idade e se viram aposentados de uma hora para outra. Muitos até tentaram e obtiveram liminares, mas todas foram cassadas pelo presidente do TJSP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo), desembargador José Renato Nalini, e acabaram aposentados”, explicou Eumauri. Segundo o dr. Ibelli, os médicos legistas, dr. Melki e dr. Velludo, obtiveram a liminar e, no mês de julho, tiveram a sentença publicada. “A sentença foi favorável e o juiz concedeu a segurança, isto é, deu a sentença para determinar à autoridade coatora que se abstenha de aposentar compulsoriamente os impetrantes. Até onde temos conhecimento, esta foi a primeira vitória neste sentido”, revela o dr. Ibelli. “É muito importante porque o governo, de uma hora para a outra, passa a utilizar a Lei 144/2014, no ponto que lhe interessa. São ajustes que podem ser feitos com algum tempo para que os policiais civis possam digerir a mudança. De qualquer forma, obtivemos novas vitórias e vamos continuar lutando pelos direitos dos policiais civis”, conclui Eumauri. GOVERNO QUER EVITAR PARIDADE PELA 144/2014 Dr. Ibelli: “respeito ao direito líquido e certo da aposentadoria especial, com integralidade e paridade no vencimento” Agosto/2014 13

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TÚNEL DO TEMPO DEPUTADO Então deputado estadual, Léo Oliveira esteve com o presidente do Sinpol em maio de 1997, durante visita ao DGP da época, dr. Braga Braun vem, dr. Neto imprimia muita agilidade à especializada. Em reportagem repercutindo a mudança, dr. Neto disse à época, estar contente por ter a oportunidade de um novo desafio em sua carreira. Porém o assunto continuou repercutindo na mídia, inconformada com sua saída da DIG. Naquele ano de 1997, o então GPPE passou a se chamar GARRA, ganhando mais efetivo e equipamento de ponta para a época. O delegado responsável pelo novo departamento era o dr. Sérgio Siqueira, hoje no 5º DP de Ribeirão Preto. A questão sindical também recebia importante destaque na edição 21. Eumauri falava de sua peregrinação pelas cidades da região para levar informações sobre a luta do Sinpol em prol da categoria. Ele havia se reunido com policiais civis em Jaboticabal e Casa Branca, por exemplo, para tratar destas questões. Na editoria “Herói Anônimo”, o ex-PM e investigador aposentado Bernardo Silva Matheus, falou sobre sua carreira e sobre casos que o marcaram profissionalmente. Na editoria “Perfil”, o entrevistado foi o agente de telecomunicações Raimundo de Oliveira. Mas a campanha salarial fervia em 1997 e foi o grande assunto. Eumauri e integrantes da Coligação das Entidades de Classe da Polícia Civil reuniram-se, durante o mês de maio, com secretários do governador Mário Covas, como José Afonso da Silva e Fernando Gomes Carmona, para tratar de reajuste para a categoria. O entrevistado da edição 21 foi justamente o então delegado Geral, dr. Braga Braun. Ele elogiou a atuação do Sinpol; garantiu que as portas da DGP, durante sua gestão, estariam abertas para o sindicato; defendeu a legitimidade da representação sindical e admitiu que era preciso dar uma resposta à sociedade para conter a crescente criminalidade. Um dos temas em questão era a desmilitarização das forças policiais. Eumauri, sempre atento às questões que interessem à categoria, não se negou a avaliar a questão. Segundo ele, o governo deveria dar mais poderes à Polícia Civil e, no caso de um comando único, o ideal, segundo o sindicalista, é que fosse dado a um policial civil de carreira. Mas Eumauri via brechas no projeto que possibilitariam reduzir o número do efetivo, o que seria temerário. Em âmbitos gerais, Eumauri defendeu a desmilitarização. Além de Uberaba, duas outras cidades foram objetos de reportagens. Avaré e Campinas tiveram abordagens econômicas, turísticas e de qualidade de vida retratadas no Jornal do Sinpol. Em “Causus”, um golpe utilizado ainda nos ACOMPANHOU EUMAURI EM VISITA A DGP A edição 21 do Jornal do Sinpol, que circulou em junho de 1997, teve como principal destaque a reunião realizada na sede da DGP (Delegacia Geral de Polícia), em São Paulo, entre o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata; o então titular da DGP, dr. Luiz Paulo de Braga Braun; o então deputado estadual Léo Oliveira e o então diretor do Dermurp (Departamento de Estradas de Rodagem do Município de Ribeirão Preto), José Rubens Vieira. Durante o encontro, Eumauri cobrou do dr. Braun igualdade de tratamento nas negociações com o governo em relação à Polícia Militar. Em editorial, o então - e atual - presidente do Sinpol, criticou a atitude do governador à época, Mário Covas, em se negar a negociar com os policiais civis e elogiou o delegado Geral por estar sempre de portas abertas para os representantes da categoria. Em matéria de turismo, a cidade de Uberaba mostrava seus encantos e suas possibilidades. Também mostrava a força da Polícia Civil na cidade mineira, que estava sempre atenta no combate à criminalidade. O então vereador em Uberaba, Jesus Manzano, também policial civil mineiro, elogiou o trabalho do Jornal do Sinpol em divulgar aquela região. Um dos assuntos mais comentados àquela época foi a “troca de cadeiras” promovida pelo então delegado Seccional de Ribeirão Preto, dr. José Manoel de Oliveira. As mudanças envolveram o dr. Akira Fujiyama (falecido em 2014), o dr. Vanderlei Viola, o dr. Celso Botelho, o dr. Norberto Bocamico, o dr. Marcos Cesar Borges, o dr. Antonio Sérgio Pereira e o dr. José Gonçalves Neto. A mudança do dr. Neto da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) para o 8º DP (Distrito Policial), àquela época, causou descontentamento por parte da imprensa. Apesar de jo- dias de hoje começava a ser arquitetado. O chamado “Golpe da Mercadoria”, onde falsas empresas eram instaladas, faziam compras, recebiam os produtos e não pagavam as faturas. Da noite para o dia, sumiam com tudo, causando grandes prejuízos. A reportagem especial mostrava o risco de se armar. Relatava vários casos de cidadãos comuns que, diante de uma banal discussão, pelo fato de estarem armados, não pensavam duas vezes antes de atirar. Além de vários relatos, o alerta de autoridades do setor para o risco de se tornar criminoso da noite para o dia. Outra discussão tratada na questão do cidadão armado era o risco de abastecer o arsenal do crime, com furtos e assaltos onde as armas legalizadas roubadas eram repassadas aos marginais. Uma edição com muita polêmica e reflexão. Reprodução da capa da edição 21 do Jornal do Sinpol 14 Agosto/2014

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NOVA SEDE As obras da construção da futura sede social do Sinpol prosseguem dentro do planejado. Já é possível ter uma ideia de como o projeto vem sendo tratado e o que o imóvel vai oferecer para todos os policiais civis e para a sociedade ribeirão-pretana em geral. O local vai contar com um grande e estruturado salão de festas, tornando-se uma opção a mais para o policial civil que pretenda organizar seus eventos com qualidade e eco- nomia. Além disso, terá salas para abrigar todos os departamentos, além de um auditório para eventos e cursos de aprimoramento profissional que poderão ser realizados nas dependências do Sinpol. O imóvel, segundo o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, vai beneficiar não somente a categoria como também os moradores daquela região e a sociedade ribeirão-pretana em geral. Atualmente está sendo aplicado ges- OBRAS PROSSEGUEM so no acabamento e forro. A próxima fase será o assentamento do piso. O prédio está sendo edificado na Avenida Francisco Massaro Farinha, esquina com a rua Pedro Pegoraro, que é uma travessa da Av. Leão XIII, na Ribeirânia, atrás do Campus da Unaerp (Universidade de Ribeirão Preto) e terá área total construída de 1.600 m², está sendo erguido em um terreno com área total de 2.247,95 m². O presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, convida todos os associados que tenham interesse em visitar as obras e conhecer como será a nova sede social do sindicato. Os custos da obra também estão à disposição de todos os interessados, com total transparência. Uma comissão de associados foi formada para acompanhar passo a passo o que é investido no local. As obras foram iniciadas no dia 06 de março de 2012. Acompanhe nas fotos a evolução da obra. Agosto/2014 15

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