Rinoceronte em Cápsula, de Rafael Puertas de Miranda

 

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Livro digital de poesias lançado em 2010, que reúne vinte poemas de Rafael Puertas de Miranda. Mogi das Cruzes (SP - Brasil).

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rinoceronte em cápsula ­ versão digital rafael puertas de miranda © rafael puertas de miranda projeto gráfico e revisão rafael puertas de miranda imagem de capa rhinoceros of albrect dürer 1471-1528 ilustrações clipping net dados internacionais de catalogação na publicação cip miranda rafael puertas de 1980 rinoceronte em cápsula 1ª edição versão digital rafael puertas de miranda ­ mogi das cruzes s.n 2010 isbn 1 poesia brasileira cdd ­ b869.91 Índice para catálogo sistemático 1 poesia literatura brasileira b869.91 [2010 1ª edição todos direitos desta edição digital reservados à rafael puertas de miranda prof_rafaelpuertas@yahoo.com.br

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para raquel como se dissesse ar.

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perdurabo cavaleiro da branca rosa tua sombra é pedra e romanceiro sina da seta sangue que se aproxima fecha o cenho dá mão a linha e curva-te logo que o sol tão cedo não descaminha nigredo lenho o que perdura com o emblema cala com a boca rinha com a espada cura a chaga sela a agonia sem desconcerto forjaste agora a tua insígnia acácia nova enxerga o dia ermida certa o teu início é tua via aperta o passo o arco o guia centauro cálice não tarda a hora que te confia 5|página-rinoceronte em cápsula

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inauditos tampouco suspeito primeiro o pregado desgosto porque quem se perde nota delgada sombra entorta o que percebo e metade morto até o avesso roto importa impedido toco palavra inerte sabendo fundo o abismo inaudito que me olha a quem compete o esquecimento já que a chuva viva molha a boca podre cheia complicação desbota quando remédio algum resolveu minha demora afundo ainda bebendo do copo que me sufoca seco tato em parede nua premeditando escora a roupa no varal já vomitou a hora suspenso o meu riso insano hoje celebrará faz tempo o pouco do muito que me suporta 6|página-rinoceronte em cápsula

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palco da noite lá vem a neblina pairando sombria véu ancião a luz adormece teimosa e vadia do poste oração o risco perdido socorro ou abrigo passagem em vão o gume da faca a língua desfila avesso do chão suado e tranquilo rasgado silêncio já é procissão nem dor nem incenso caleidoscópio lento angústia do cão são tantas palavras são poucas as horas lisura no não sorrindo incauto libidinoso alto liquido canção 7|página-rinoceronte em cápsula

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mercadoria nestas eras de sonhos mortos só quimeras enlatadas animam parcialmente espíritos duvidosos e vazios produtos todos são cada vez menos mas as marcas ainda são as mesmas o tempo inexiste em ócio a carne é sabor angústia o carrasco é o ponteiro do relógio e há recreio de bílis que mais ácidas derretem até a lógica e quando iluminado pela lâmpada de mercúrio encontro o meu cansado reflexo em espelho sujo espumando saliva fria reclamo o rótulo que me falta consumindo-me grátis mercadoria poema publicado em portugal jornal mudar de vida ­ nº 08 lisboa junho de 2008 p 15 poema publicado no uruguai cuba chile e argentina livro letras intimistas poemas y poemas en prosa isbn 978 9974-8082-4-9/2007 8|página-rinoceronte em cápsula

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o vaso grego o vaso grego na estante é o nada vestindo velada armadura frágil cavalo de tróia e ventre do não a veste do oco umze roum À carlos drummond de andrade download o homem baixou ou foi o arquivo 9|página-rinoceronte em cápsula

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dama da noite guarda contigo este emblema da flor do maracujá a tua mão é a pluma que me alumbra e não em vão perfuma a escuridão de alguma tão oculta estação canção odor que doce afunda o breu da rua e é talvez a muda lamentação de flor avesso nua treva lua e desilusão fagundes varela 10 p á gina rinoceronteemc á psula

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par a mariposa moça pousa beija na flor o seu amor e o afeto no abeto pela noite ofusca o teto sem cor afinal qual estrela em um encontro na mata brilharia muito mais quente 11 p á gina rinoceronteemc á psula

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noturno ando escuro na noute quieta no breu uma estrela singela congela com a minha melancolia nua a lua lume cheia e serena a sorrateira sereia cega signos sinistros que não servem para mim sozinho as madrugadas são profusas trevas sem verbo sem lágrimas sem grandes mentiras só friagem que vem de dentro de ser-em-situação soturna 12 p á gina rinoceronteemc á psula

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helena guerra silenciosa colorida tinta emblema da treva distinta e justificativa presa a beleza de helena não finda cativa porque é ainda letra 13 p á gina rinoceronteemc á psula

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entre bares saborosos paraísos líquidos regam desejos ancestrais sem temperamentos pálidos és esquálido diante de tua sombra tênue gama de riscos corpos copos medos interiores e reflexos alucinados de seres o tempo todo vitoriosos todos são verdades inventadas nestas horas mortas que não passam pingam Êh choro que não vem e é dor ponta encravada no espírito teimoso e ébrio que só sorri só sorri 14 p á gina rinoceronteemc á psula

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linha À augusto dos anjos sombras despertam a triste figura que rói recentes entranhas desalmadas contorcidas carcaças nem bem enterradas palpitam com o viver de tal criatura e o silêncio no abismo escavado só se faz novamente quando o verme insistente e faminto chega ao cerne do pútrido alimento inanimado certo talvez esta seja a resposta que incomoda qualquer homem e entorpe quem em sã consciência aceita a aposta vamos camarada desafie a morte deixarás a miséria da alma oposta serás nada e aqueles a tua sorte 15 p á gina rinoceronteemc á psula

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