Revista Jornal Empresários Julho 2014

 

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® do Espírito Santo ANO XV - Nº 175 www.jornalempresarios.com.br JULHO DE 2014 Vila Velha dá desconto para receber dívida. Página 8 FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Terreno na Ilha do Frade é o mais valorizado em Vitória O preço do metro quadrado é alto em Vitória e a Ilha do Frade tem a área mais valorizada. Quem afirma é o especialista e perito Claudionor de Araújo Caldas, que atua no mercado há mais de 30 anos . Página 11 Desempenho da indústria será melhor no segundo semestre A previsão é feita pelo presidente da Findes, empresário Marcos Guerra. Ele acredita que investimentos da Samarco, Marco Polo e Itatiaia vão reverter desempenho fraco registrado no primeiro semestre. Página 12 FOTO: ANTÔNIO MOREIRA BRT vai custar R$ 800 milhões O corredor exclusivo para ônibus terá 35 quilômetros e as obras já foram iniciadas . Página 4 Shoppings empregam 25 mil Aos 21 anos, o Shopping Vitória, o maior centro de compras do estado, emprega em suas lojas 4.500 pessoas. Página 14

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2 JULHO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS EDITORIAL❫❫ Emprego garantido concentração da atividade comercial em shoppings centers, em detrimento do chamado comércio de rua, vem gerando um crescimento na oferta de emprego na Grande Vitória, que somente neste ano ganha mais dois centros comerciais de expressão: o shopping Moxuara, em Campo Grande, Cariacica, e o Boulevard Vila Velha, significando a geração de mais de dois mil empregos. Ocupações de vendedor e atendente disparam na frente e atraem principalmente a camada mais jovem da população, de acordo com o setor de RH de um grande shopping de Vitória. Seguindo a tendência surgida nos anos 80, esses empreendimentos fixaram a natureza do seu negócio no comércio varejista, observando-se o aumento de sua participação nesta atividade. Isso impactou enormemente de forma positiva a geração de novos empregos. A disputa pelo consumidor e a construção crescente de novas unidades levam à expansão de novos formatos de shopping centers. A tendência é de ampliação de sua função, ofertando também variados tipos de serviço, lazer e cultura. Isso ocorre pela concentração de espaços próximos e, principalmente, por se tratar de locais com maior segurança para o consumidor, que, além de estar mais protegido, economiza tempo ao evitar o deslocamento pior vias geralmente com trânsito ruim. Na Grande Vitória o tipo desses centros comerciais tem características regionais, englobando lojas de mercadorias em geral, com cerca de 50% alugados a lojas de vestuário, lojas de departamentos, alguns supermercados, além e cinemas. Dentro desse cenário, há empregos para todos os níveis de escolaridade, com maior predominância do ensino do médio. Esses empreendimentos sempre vêm acompanhados de plantas imobiliárias no entorno, representando fontes geradoras de novos empregos e fator de desenvolvimento para a área onde estão localizados. Esse fato é altamente positivo, também, pela valorização de bairros de periferia dos grandes centros. ■ DELFIM NETTO indústria brasileira está pagando um alto preço pelos equívocos que vem sendo cometidos nos últimos trinta anos. São erros que se somam na orientação das políticas econômicas que lamentavelmente se repetem - ou não são corrigidos ao longo dos anos – cuja consequência mais dramática foi a de desligar do resto do mundo setores de ponta da nossa manufatura, devido à perda das condições mínimas de competição. Hoje, segmentos importantes da indústria paulista, extremamente sofisticados e dinâmicos do setor de produção de bens de capital lutam para sobreviver diante da retirada das condições isonômicas para enfrentar a concorrência no mercado externo e mesmo em nosso próprio mercado submetido muitas vezes à competição desleal e predatória. A realidade é que todos os ramos de nossa economia, mas em parti- A Indústria castigada A cular o setor manufatureiro são castigados pela maior taxa de tributação que existe em países de renda per capita semelhante à nossa; o que não seria tão fora do normal se cumpríssemos o mínimo necessário que é desonerar as exportações de todos os impostos. A execução de medidas pontuais de desoneração é frequentemente ignorada: as indústrias não têm como receber os valores das indenizações creditadas pelo imposto pago. Nem mesmo o “Reintegra” que é um projeto novo é liberado, com pagamentos retardados. Não é só a cobrança dos impostos nas exportações: submeteu-se a indústria â maior taxa de juros do mundo, atingindo níveis quase inimagináveis. Com a manutenção dessa taxa de juros produziuse uma supervalorização do câmbio que prejudicou enormemente o setor industrial, eliminando sua vantagem competitiva. Mais ainda, concentramos nosso esfor- ço nas exportações regionais, presos ao Mercosul, sem buscar acordos mais amplos de comércio. Hoje, nenhum país produz tudo sozinho e nós desligamos nossa indústria do resto do mundo. É preciso dar mais liberdade a importação de insumos quando vão ser usados nas exportações. Nós tínhamos tudo isso no passado, uma desoneração completa da tributação, tínhamos taxas de juros reais competitivas e tínhamos um sistema de drawback “verde-amarelo” , que dava à indústria nacional a condição de se somar à indústria mundial de forma eficaz. Apesar de continuar suportando uma indecente carga de impostos e ter que lidar com a valorização cambial (nossa moeda reassumiu a liderança dentre os países emergentes, com alta de 6,36% em relação ao dólar desde o início do ano), a indústria paulista conseguiu manter um ritmo de atividade razoavelmente equilibrado até o mês de junho: segundo o IBGE, a produção física que registrara uma queda acumulada de 4,7% desde o início do ano, em razão principalmente dos problemas vividos pelo setor automobilístico, aumentou 1% em maio em relação ao mês anterior. Este aumento ajudou a diminuir a intensidade do recuo da produção industrial de 0,6% no país, em maio último – de acordo com a Autarquia. Diante da redução da oferta de emprego industrial e perspectiva de demissões especialmente no setor de produção de veículos em São Paulo, o governo recomeçou esta semana o programa de desonerações tributárias com o objetivo de estimular a atividade fabril e garantir os níveis de emprego. ■ Antonio Delfim Netto é professor emérito da FEA-USP, exministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento. contatodelfimnetto@terra.com.br EUSTÁQUIO PALHARES Cinismo e cumplicidade muito estimulante perceber o espasmo de um jornalismo atento, crítico, que vai na contramão das informações quase esterilizadas pelos dead lines das redações, dos leads prontos a partir das pautas, como na matéria do repórter Vitor Vogas, de A Gazeta, sobre a declaração de bens do ex-governador Paulo Hartung e do atual, Renato Casagrande. O profissional deu-se ao trabalho, até elementar mas admiravelmente proativo, de confrontar declarações dos dois períodos dos governantes ao tempo das respectivas assunções dos cargos. Oito anos depois de declarar bens no valor de R$ 1.312 mil, o ex-governador exibe um rol de bens que não vai além de R$ 555 mil; o atual governador exibe patrimônio de R$ 564 mil, denotando uma redução residual de 1,5% sobre os R$ 564 mil declarados quando assumiu o Governo. Nada que os desmereça, em tese, porque afinal essa é a praxe do jogo que é exercida não apenas pelos dois políticos. Mas evidencia a hipocrisia de um sistema que se desnuda a partir de É um procedimento elementar. Houve quem já idealizasse um corruptômetro que se basearia na projeção da remuneração de um político ao longo dos mandatos exercidos. A Revista Veja, há anos fez isso com Antônio Carlos Magalhães, o imperador da Bahia, deixando à mostra que subtraída sua remuneração de parlamentar – devidamente atualizada – em 30 anos de mandato sobrava um patrimônio colossal erigido por conta desse texto é interativo, o leitor que suponha... Os valores declarados do patrimônio certamente não correspondem ao valor venal, mas nisso, convenhamos, todo mundo, sem exceção, se beneficia da complacência do fisco, num assentimento tácito do Poder que político algum ousa romper. Antes de fazê-lo certamente a classe política se interessaria em gravar patrimônios e heranças de modo há poupar um pouco o peso o Estado joga sobre a renda pessoal e a produção. Mas isso é coisa que realmente não transita no banquete das elites que bancam as bancadas do Congresso. Há dois aspectos a considerar, então. O valor do que se declara e, muito principalmente, o que se declara. Depois, laranjas passam a ser apenas os testas de ferro daqueles que se deixam pegar nas operações ardilosa e pacientemente montadas pela Polícia Federal com direito á chegar junto com a imprensa para flagrar os transgressores e cujo maior crime, parece, foi o de terem se deixado pegar. Quando se discute a sucessão estadual essas coisas tramitam como meros dados protocolares, declarações de fulano e beltrano alcançando determinado valor. Todo mundo sabe que aquilo é ficção para a Justiça Eleitoral ver, mas se ela, a quem compete velar pela administração da Justiça aceita, legitima e endossa, certamente não haverá D. Quixote a investir contra novos moinhos e levantar uma questão tão óbvia. O patrimônio aparente de muita gente aqui no Estado contrasta de modo afrontoso com o que se declara mas como isso é prática coletiva torna-se consenso também. Com todo mundo de rabo preso não há espaço para vestais que se insurjam contra esse cinismo descarado. Infelizmente a Política tem se distanciado da causa que a engendrou como solução de convivência na sociedade há 2.500 anos, para se tornar um jogo de poder pelo poder, em que personalismos e voluntarismos se sobrepõem ao que seria uma verdadeira e legitima agenda da sociedade. Assim, a questão é se aliar agora para se inimizar depois, consagrando a pérola cínica de que “política é momento” . Realmente, houve um momento em que Paulo Hartung apresentou Renato Casagrande como melhor opção para o Espírito Santo; houve outro momento – aliás, o mesmo – em que Casagrande, então indicado, não via em Hartung os defeitos que hoje, fustigado, encontra em seu desafeto. Consola mesmo é saber que nós, o povo, temos o que merecemos. Mesmo! ■ Eustáquio Palhares é jornalista eustaquio@iacomunicacao.com.br É publicado por Nova Editora - Empresa Jornalística do Espírito Santo Ltda ME - Insc. Municipal: 1159747 - CNPJ: 09.164.960/0001-61 Endereço: Praça San Martin, 84, salas 111 e 112, Edifício Alphaville Trade Center - Praia do Canto, Vitória - Espírito Santo - CEP: 29055-170 Diretor e jornalista responsável Marcelo Luiz Rossoni Faria rossoni@jornalempresarios.com.br Repórter fotográfico Antônio Moreira Colaboradores Antonio Delfim Netto, Eustáquio Palhares e Jane Mary de Abreu Site: www.jornalempresarios.com.br E-mail: jornal@jornalempresarios.com.br Impressão: Gráfica JEP - 3198-1900 Diagramação Liliane Bragatto redacao@jornalempresarios.com.b Contato comercial comercial@jornalempresarios.com.br Telefone (27) 3224-5198 As opiniões em artigos assinados não refletem necessariamente o posicionamento do jornal.

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4 JULHO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS FOTO: ANTÔNIO MOREIRA BRT está orçado em R$ 800 milhões Em Vitória, a obra do BRT foi iniciada na Avenida Leitão da Silva ma das principais obras de mobilidade do governo do Estado para a Grande Vitória, o BRT (Bus Rapid Transit), corredor exclusivo para ônibus, vão custar aproximadamente R$ 800 milhões, com financiamento do BNDES em sua primeira etapa, além dos custos com desapropriação e remoções de interferências urbanas. Esse modelo, segundo o governo, foi avaliado como um dos mais apropriados para desafogar o trânsito na Grande Vitória. O BRT Grande Vitória terá 35 quilômetros de extensão e vai ligar as cidades de Serra, Vitória, Cariacica e Vila Velha, contando com 10 terminais e 43 estações e com capacidade para transportar 30 mil passageiros por hora. A primeira etapa de implantação do BRT já está em licitação. A previ- U são é de que as obras comecem ainda em 2014. Os ônibus utilizados nesse sistema serão maiores do que os que circulam hoje na Grande Vitória, podendo transportar mais pessoas e terão ar-condicionado, além de motores mais limpos, gerando até 50 vezes menos poluentes que os ônibus atuais. O projeto também prevê a implantação de estacionamentos e bicicletários em locais estratégicos, objetivando integração multimodal. O corredor exclusivo para ônibus vai ter embarque à esquerda, estações com piso no mesmo nível do assoalho dos ônibus, e também exibirão informações sobre linhas e horários, além de promover a separação total entre os coletivos e demais veículos. “Haverá maior aproveitamento e requalificação do espaço ur- bano, agilidade operacional e conforto. Redução do tempo de viagem significativo, encurtando caminhos e distâncias. É o desempenho do metrô com a flexibilidade do ônibus” , declarou o secretário de Transportes e Obras Públicas, Fábio Damasceno. A expectativa é de que a redução no tempo de viagem chegue a 40% em comparação ao percurso feito hoje entre as cidades. Também há previsto para uso de ônibus articulados e superarticulados. Os coletivos vão sair de Laranjeiras, na Serra, passar pela Avenida Fernando Ferrari, Avenida Nossa Senhora da Penha, Praça do Cauê e Centro de Vitória. Já em Cariacica, os ônibus passam por Jardim América e Avenida Carlos Lindenberg, chegando ao Corredor Bigossi, em Vila Velha. A licitação para início das A Av. Leitão da Silva terá pistas exclusivas para o transporte coletivo obras, iniciada no começo do ano, foi suspensa pelo Tribunal de Contas até o ajuste de irregularidades no processo. ■ JANE MARY DE ABREU Por que as pessoas gritam? m sábio indiano perguntou a um de seus discípulos: por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas? Gritamos porque perdemos a calma, respondeu o discípulo. Mas por que gritar quando a outra pessoa está ao lado, questionou o sábio? Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça, esclareceu o discípulo. E o sábio voltou a perguntar: mas não é possível falar em voz baixa? Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma delas convenceu o sábio. Ele então ensinou: “Quando duas pessoas estão aborrecidas, tomadas pelo ódio, seus corações se afastam muito. Para encurtar esta distância, a fim de que possam ouvir uma à outra, precisam gritar muito. Quanto mais aborrecidas, mais forte terão que gritar... a distância entre os seus corações é enorme” . O sábio prosseguiu: “Por outro lado, o que acontece quando duas pessoas estão enamoradas? Elas não gritam porque seus corações estão muito próximos, quase não existe distância entre eles. Às vezes seus corações estão tão próximos que nem falam, U somente sussurram... E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar... apenas se olham e isso basta! O silêncio une as almas, quebra distâncias, aproxima os corações. Amores profundos são cultivados no silêncio... Quando vocês discutirem, não permitam que seus corações se afastem muito. Não digam palavras que os distanciem demais, pois chegará o dia em que a distância será tanta que não mais será possível encontrar o caminho de volta.” A experiência máxima da vida é a do silêncio. Nenhuma palavra, por mais doce e bem elaborada que seja, consegue ser mais eficiente do que o silêncio na comunicação com nós mesmos e com os outros. E por que algo tão poderoso é tão pouco usado no cotidiano das pessoas? Porque a maioria vive sob o domínio da mente egóica, que é tagarela por excelência. Ela gosta de gastar palavras porque adora se exibir e mostrar conhecimento. Toda pessoa que não se aprecia vive para impressionar os outros. O tagarela é sempre uma pessoa em busca do reconhecimento dos outros, está sempre se submeten- do à avaliação alheia, pronto para atender as solicitações. É como se quisesse dizer: olha, eu sou melhor do que todos, pode me comprar, eu valho o preço que você quer pagar por mim. Tem auto-estima baixa e por isso age como se fosse uma mercadoria. O tagarela também gosta de se sobressair destacando os defeitos dos outros. Neste caso, a Psicanálise recomenda que tenhamos precaução. O psicanalista Carl Jung foi o primeiro a descobrir que o ser humano enxerga no outro aquilo que mais precisa corrigir em si mesmo. Quanto mais uma palavra ou uma ação frequentar o discurso de uma pessoa, mais ela dá sinais de que carece daquilo que condena no outro. O outro é na verdade um espelho, funciona para nos conduzir ao nosso próprio aperfeiçoamento. É por isso que os iluminados batem numa mesma tecla há milhares de anos: nossos adversários são nossos maiores mestres. Somente eles têm a capacidade de nos levar às profundezas do nosso ser, seja nos ferindo ou nos mostrando nossas imperfeições através de sua própria face. Ramana Maharshi é reconheci- do em todo o Oriente como o Mestre do Silêncio. Passou pela terra entre 1879 a 1950. Viveu no sul da Índia, onde ensinava aos seus seguidores que o silêncio é o idioma da espiritualidade universal. Mas é preciso compreender que esse silêncio não é simplesmente exterior, ele ensinava. Não é apenas através das palavras que se fala. Os olhos falam, os ouvidos falam, o tato fala, enfim, cada um de nossos sentidos tem uma linguagem. O verdadeiro silêncio manifesta-se, portanto, interiormente. Por conta da capacidade incrível de Maharshi se manter em silêncio, conta-se na Índia uma história interessante: em certa ocasião, chegou ao Ashram (local onde o mestre se reúne com os devotos para transmitir ensinamentos) a notícia de que Mahatma Gandhi estava a caminho para receber a bênção de Sri Ramana. Todos se alegraram e aguardavam a visita com muita curiosidade, uma vez que Gandhi já era bastante conhecido - o seu trabalho em prol da não-violência ecoava pelo mundo todo. Criou-se a expectativa sobre a conversa entre os dois grandes mestres. Esperava-se que abordassem temas referentes às causas sociais, aos entraves políticos pelos quais o país passava, enfim, assuntos complexos e polêmicos. Quando Mahatma Gandhi chegou ao Ashram, cercado pela multidão curiosa, aproximou-se do mestre, curvou-se diante dele e aguardou silenciosamente. Após algum tempo, Sri Ramana Maharshi disse: Sim! Gandhi levantou-se, agradeceu e se retirou em completo silêncio. Gandhi havia atravessado toda a Índia, viajando de Nova Delhi a Tiruvannamalai para estar com Ramana, a fim de receber dele a orientação para o seu trabalho. Uma vez ouvida a resposta positiva do mestre, não havia mais o que dizer, tudo que precisava fazer era voltar ao trabalho e continuar a missão. Qual a necessidade das palavras? O silêncio é a linguagem do amor, a fala do buscador espiritual. ■ Jane Mary de Abreu é jornalista, autora do livro Tudo é perfeito do jeito que é. www.janemary.combr janemaryconsultoria@gmail.com

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14 ANOS VITÓRIA/ES JULHO DE 2014 5 FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Rodosol não soube conquistar usuário Protestos e auditoria do Tribunal de Contas levaram o Governo do Estado a suspender a cobrança do pedágio na Terceira Ponte As ações de marketing efetuadas de forma equivocada surtiram efeito contrario ezesseis anos depois de firmado, o contrato de concessão da RodoSol para administrar a Rodovia do Sol e a Terceira Ponte, que deveria durar até 2023, passa por sua mais grave crise, com o risco de ser cancelado por via judicial. Desde 1998, quando foi criada, a empresa trilha uma trajetória acidentada, resultante, em grande parte, da falta de diálogo com a comunidade em consequência da falta de ações capazes de levar ao público sua forma de atuação e, também, pela baixa qualidade dos serviços prestados. A Rodossol surgiu a partir de uma demanda do Governo do Estado do Espírito Santo, através de licitação de concorrência pública. No contrato, a RodoSol administra e opera a rodovia, iniciando-se no km zero na Terceira Ponte e terminando no km 67,5 em Meaípe. A falta de transparência registrada desde o início desse processo leva D a população a confundir concessão com privatização. Assim, nove anos antes do término do contrato milionário, o grupo RodoSol se vê às voltas para a ameaça de ter que paralisar os serviços na Terceira Ponte, cuja cobrança do pedágio já está suspensa pelo governador Renato Casagrande. Segundo o contrato de concessão, a RodoSol deveria promover inúmeros benefícios como construção, gerência e melhorias no serviço de atendimento. A empresa deveria ter executado obras visando preservar e ampliar a vida útil da rodovia e da Terceira Ponte, garantindo sua boa utilização. Isso inclui sinalização e obras civis. No entanto, uma rápida passagem nas duas vias dá para observar remendo nas pisas, falta de sinalização horizontal em muitos pontos, sujeira e ausência de capina. No posto da Polícia Militar localizado na entrada da Barra do Ju- cu, cavaletes de plásticos, fabricados com material de baixa qualidade e ainda por cima danificados, estão jogados no acostamento, sem utilização. Chama a atenção frase afixada nos equipamentos: “Adquirido com o dinheiro do pedágio” . Ao longo das vias, a empresa colocou câmeras, cujas imagens são armazenadas, mas não se sabe por quanto tempo. O monitoramento permanente do tráfego deveria funcionar com maior rigor, com inspeções permanentes, a fim de evitar abusos por parte dos motoristas, pedestres, e impedir a presença de animais no asfalto, levando perigo a todos. EQUILIBRIO – A RodoSol reclama da falta de equilíbrio financeiro e afirma, por meio de seus canais de comunicação, que em algumas ocasiões, o “governo (poder concedente) alterou unilateralmente o contrato, não autorizando o reajuste nas épocas pre- vistas, ou exigindo obras que não constavam do instrumento assinado com a concessionária, sem compensar essas alterações, o que levou a desequilíbrios econômicofinanceiros. Quando isso acontece, a concessionária pode não ter condições de cumprir as metas e obras pactuadas, pela falta dos meios necessários” . O contrato passou por um crivo do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCEES), revelando irregularidades contratuais da ordem de R$ 800 milhões. A cobrança do pedágio da Terceira Ponte foi suspensa e agora aguarda-se o desenrolar do processo, que poderá resultar no cancelamento do contrato. A RodoSol contratou o escritório de um dos mais renomados advogados do país, Sérgio Bermudes, para cuidar do caso. A suspensão da cobrança do pedágio na Terceira Ponte vai se transformar no lon- ga disputa judicial. BR-101 – Mas, se por um lado o grupo RodoSol corre o risco de perder o contrato da Terceira Ponte e da Rodovia do Sol, por outro tem a compensação de outro, igualmente robusto em termos financeiros: depois de brigas judiciais, o grupo Rodovias Capixabas, formado por empresários sócios da Rodosol e o grupo Águia Branca, uniu-se ao Eco Rodovias, nascendo daí a Eco – 101, que passa a administrar o trecho da BR-101 que corta o Espírito Santo. A cobrança do pedágio começou no dia 18 de maio, muito antes de serem iniciadas as obras importantes de melhoria como, por exemplo, a duplicação das pistas. Os usuários estranharam, mas como tudo já está de acordo com o contrato. E os protestos já começam a aparecer, certamente por conta da falta de diálogo com as comunidades, que se repete mais uma vez. ■

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6 JULHO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS Aplicativo para táxi de Vitória Os apps mudaram a forma de chamar um táxi; só em Vitória são mais de mil taxistas usando os aplicativos sperar um táxi se tornou bem mais fácil depois da criação de aplicativos de celulares que buscam os carros mais próximos para atender ao chamado dos clientes. Antes, além de um contato de um ponto de táxi, de uma cooperativa, ou até do celular do taxista, era preciso muita paciência e um agendamento prévio para ser atendido. Agora basta um clique para chamar um táxi, e ainda saber quem é o motorista, qual o modelo do carro, e outros detalhes. Ricardo Silva, representante da região sudeste do aplicativo Easy Táxi, garante que em cerca de dez minutos o táxi chega até o passageiro. “O aplicativo busca um táxi em até dois quilômetros de distância do passageiro, você tem a certeza de onde o táxi está ou de onde ele está vindo, o que garante a agilidade desse pedido” , afirmou Silva. Há um ano funcionando em Vitória, o Easy Táxi já conta com mais de mil taxistas cadastrados na Grande Vitória. A empresa criada por Tallis Gomes nasceu em abril de 2012 no Rio de Janeiro, sendo a pioneira da América latina e hoje está presente em mais de 40 cidades brasileiras e em 27 países diferentes, com o aplicativo sendo usado ao todo por mais de 127 cidades pelo mundo. Atualmente é considerado o maior aplicativo de serviço mobile do E FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Em Vitória, é hábito dos motoristas de táxi permacer nos pontos à espera de clientes mundo, e já conta com mais de 120 mil taxistas cadastrados e a tendência é que esse número aumente ainda mais ao longo do ano, com a adesão dos próprios taxistas ao smartphones. Segundo Ricardo Silva, a aceitação do aplicativo pelos taxistas e pelos passageiros é muito boa. “O taxista fica satisfeito porque ele não paga nada, seu tempo fica otimizado e seu leque de clientes aumenta. Já para o passageiro, há a segurança de pegar um táxi que foi previamente cadastrado, a rapidez, além de a pessoa poder avaliar o taxista e o atendimento que recebeu” , contou o gerente de operações. De olho nessa tendência, a Prefeitura Municipal de Vitória está com um projeto que vai regular esses aplicativos dentro da Capital. “Queremos regulamentar os aplicativos para melhorar a qualidade da prestação de serviço dessas empresas aos usuários” , destacou José Eduardo de Souza Oliveira subsecretário de transportes de Vitória. O município tem uma legislação própria para taxistas rodarem na Capital e quando entrar em vigor a regulamentação dos apps de táxis, será a primeira cidade do País a contar com essa legislação. Conforme o subsecretário explicou, há ainda a intenção da Prefeitura de Vitória em criar um aplicativo exclusivo para os taxistas. “O projeto já está em aprovação no governo, a expectativa é que se resolva ainda no primeiro semestre, falta definir alguns detalhes, mas vamos concluir até julho uma legislação adequada para essas empresas atenderem ainda melhor os passageiros” falou Oliveira. ■ LUIZ MARINS O ser humano precisa de reconhecimento O “Reconhecimento” é um dos fatores de sucesso mais importantes para nós mortais. Pouco adianta atingirmos um determinado sucesso se não formos reconhecidos, Há até aquela piada de que um sujeito vivia solitário numa ilha e salvou a Sharon Stone de um naufrágio, ficando sozinho com ela na ilha por duas semanas. Depois desse tempo, ele pediu a ela que se vestisse de homem e desse a volta na ilha. Encontraramse do outro lado da ilha e ele virou-se para ela (vestida de homem) e disse: - Zé! Você não vai acreditar no que eu vou lhe contar. Estou sozinho numa ilha com a Sharon Stone! Estar com a Sharon Stone numa ilha, sozinho, poderia ser muito bom, mas era preciso que alguém soubesse disso, isto é que alguém “reconhecesse” aquele feito. Da mesma forma em nossa empresa. É preciso que chefes e colegas percam o medo de elogiar, de “reconhecer méritos” nas pessoas. Temos a tendência de repetir comportamentos que nos são positivamente reforçados e o valor do reconhecimento está justamente aí. Quando “reconhecemos” um valor, esse valor tende a multiplicar-se tanto para a pessoa que foi alvo de nosso reconhecimento quanto para as demais pessoas. Assim, o reconhecimento é fundamentalmente importante para o sucesso pessoal e profissional de qualquer pessoa. Um “muito obrigado” , um bilhete de reconhecimento, uma carta, um cumprimento sincero valem muito e nós sabemos disso. Temos que perder o medo de agradecer e reconhecer nos outros pessoas que nos auxiliam e nos ajudam a obter o que queremos. Ninguém vence sozinho. Sabemos disso. E se sabemos disso deveremos também saber “reconhecer” isso com ações concretas de “reconhecimento” e gratidão. Vejo diretores, gerentes, supervisores, pais e mães que têm medo de elogiar. Ainda existem “superiores” que acham que “chefiar” é encontrar erros, punir. Inseguros na sua chefia essas pessoas vivem a buscar alguma coisa para criticar. É preciso que nos acostumemos a pilhar nossos subordinados fazendo as coisas certas para que possamos reforçar esses comportamentos através de elogios. Quando uma pessoa só é cobrada pelos seus erros, vai desenvolvendo uma auto-estima baixíssima e os erros começam a se multiplicar até que a pessoa começa a acreditar não ser capaz de acertos até mesmo nas coisas mais simples. Faz parte também do reconhecimento dar crédito a quem realmente merece. Assim, também tenho visto chefes que “furtam” idéias de seus subordinados dizendo serem aquelas idéias de sua propriedade ao invés de creditá-las ao verdadeiro autor. Um chefe que tem o hábito (sic) de furtar idéias de seus subordinados acabará ficando isolado, pois que nenhum de seus colaboradores virá com idéias novas com o medo de têlas furtado pelo chefe. Por incrível que possa parecer essa é uma prática muito comum de chefes inseguros que não compreendem que sua chefia será a cada dia mais valorizada quanto mais suportada pelo seu pessoal subordinado. Há tempos atrás, um chefe precisava “bajular” seus superiores para manter-se no cargo. Hoje parece ser o oposto. Ele precisa ser apoiado pelos seus subordinados para manter-se. E esse suporte será maior quanto maior for a capacidade de um chefe em oferecer reconhecimento ao trabalho, esforço, dedicação e comprometimento de seus subordinados. Pense nisso. Sucesso! ■ Luiz Marins é antropólogo contato@marins.com.br

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14 ANOS VITÓRIA/ES JULHO DE 2014 7 Ambulantes voltam às ruas Frutas, legumes, roupas, panos de limpeza e até cofres são vendidos livremente nas ruas por camelôs raticantes de comércio ambulante, comércio eventual ou simplesmente camelôs, como essa atividade é mais conhecida. o nome pouco importa para o fato de que milhares de pessoas enchem ruas e avenidas da Grande Vitória, diariamente, com barracas das mais diferentes formas para enfrentar a batalha pela sobrevivência. As leis existem, mas a fiscalização dos órgãos municipais se mostra a cada dia mais impotente para coibir os abusos. Assim, avenidas importantes como a Jerônimo Monteiro, Vitória, República e Reta da Penha, na capital, Expedito Garcia, em Cariacica, Champagnat, Vila Velha, ruas e praças de toda a Região Metropolitana, como a Costa Pereira, Getúlio Vargas e a pracinha de Goiabeiras, em Vitória, registram um crescimento incomum, para desgosto de donos de lojas legalmente estabelecidos. Em decorrência da recente P FOTOS: ANTÔNIO MOREIRA crise na economia, esse comércio informal cresce cada vez mais e o resultado é o fortalecimento da categoria de trabalhadores denominados ambulantes. Sem carteira de trabalho assinada, eles tentam driblar, de forma criativa, as demissões ocorridas na indústria. Dezenas de barracas, vendendo os mais diversos tipos de produtos, são instaladas nas praças, ruas e viadutos das cidades. Essa atividade, que em tempos considerados normais já tem um crescimento alto, ganhou grande incentivo a partir do mês de maio, com a proximidade da Copa do Mundo. Verdadeiras lojas ambulantes com produtos relacionados ao futebol ganharam as ruas das cidades nos dias de jogos, para desespero de comerciantes. O volume é tão grande que fica difícil para a fiscalização a aplicação de multas com base no Código de Posturas (CP). Em Vitória, o CP é regido pela Lei 2.481/77, Alguns ambulantes têm pontos fixos de venda em Vitória que exige licença concedida pela Secretaria de Desenvolvimento da Cidade. A fiscalização, no entanto, não consegue coibir o crescimento desenfreado desse tipo de comércio. Cofres, poltronas de vime, adereços para jardim, redes, óculos de sol, carteiras, mudas de árvores enxertadas, tapetes, frutas e verduras e umas infinidade de produtos podem ser encontrados ao longo da avenida Jerônimo Monteiro, uma das mais importantes de Vitória. A movimentação prejudica o fluxo de pedestres nas calçadas, sem que a fiscalização consiga achar uma solução para o problema. ■ Frutas são vendidas nas ruas

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8 JULHO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS Contribuintes devem R$ 400 milhões O município de Vila Velha, por meio do programa Revive, dá desconto de até 100% sobre juros e multas para quitar dívida tributaria gora ficou mais fácil para os moradores de Vila Velha quitar seus débitos com o município. A Prefeitura está com dois projetos de recuperação fiscal para facilitar o pagamento de dívidas relacionadas ao Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU), Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISSQN), Imposto Sobre a Transmissão de Bens Imóveis e de Direitos (ITBI) e outros débitos de origem tributária ou não tributária. O valor da dívida em aberto de pessoas físicas e jurídicas para com a Prefeitura de Vila Velha gira em torno de R$ 400 milhões. São aproximadamente 45 mil contribuintes inadimplentes. Devido a essa inadimplência, o município deixa de destinar cerca de R$ 100 milhões para a Educação e R$ 60 milhões para a Saúde, o que efetivamente poderia melhorar os serviços prestados pela municipalidade. No primeiro semestre do ano passado, com o objetivo de recuperar a saúde financeira da cidade, o fisco municipal aplicou 3.663 autos para contribuintes inadimplentes, valor que ultrapassa a casa dos R$ 15 milhões relacionados ao IPTU, ISSQN, ITBI e outras taxas. Somente com o IPTU, a inadimplência gira em torno de 60%. De acordo com a secretária de Finanças, Adinalva Maria da Silva Prates, “além da ação efetiva e permanente dos fiscais de renda, desenvolvemos políticas de recuperação fiscal que possibilita ao contribuinte regularizar sua situação. Ficando em dia com a Prefeitura, ele ainda ajuda a melhorar a infraestrutura de Vila Velha, pois 25% dos recursos arrecadados são investidos na educação, 15% na saúde e os outros 60%, na melhoria da prestação de serviços aos munícipes, além de investimentos como drenagem, pavimentação e construção de praças, entre outros” . REVIVE II - O programa de Recuperação Fiscal do Município de Vila Velha (REVIVE II) foi instituído por meio da Lei nº 5.526/2014, e concede descontos de até 100% sobre juros e multas para o contribuinte que optar por pagar à vista (cota úniREVIVE II - PRAZOS E DESCONTOS Débitos até dezembro de 2012 poderão ser quitados em parcela única, de acordo com os prazos de pagamentos e descontos da tabela abaixo: ATÉ 31 DE JULHO ATÉ 29 DE AGOSTO ATÉ 30 DE SETEMBRO ATÉ 31 DE OUTUBRO ATÉ 28 DE NOVEMBRO 100% DE DESCONTO NOS JUROS E MULTA 95% DE DESCONTO NOS JUROS E MULTA 90% DE DESCONTO NOS JUROS E MULTA 85% DE DESCONTO NOS JUROS E MULTA 80% DE DESCONTO NOS JUROS E MULTA A ca) os débitos com a cidade. Para o aposentado José Nilton de Miranda, morador do bairro Praia de Itapoã, o Revive é a chance para colocar o seu IPTU em dia. “Essa é uma excelente oportunidade e todo mundo deve aproveitar” , disse. PARCELAMENTO DE DÍVIDAS - Além do Revive II, o contribuinte também pode optar por quitar débitos através do parcelamento das dívidas. O programa de Parcelamento de Dívida foi instituído a partir da Lei Municipal nº 5.533, publicado no dia 22 de maio deste ano, e possibilita divisão para o pagamento dos débitos em atraso com o município. O prazo varia de 6 a 60 vezes, sendo obrigatório o pagamento de 10% do valor total da dívida à vista. No entanto, o contribuinte não está isento de juros e multa. Para obter o benefício do programa, o contribuinte deve ter no mínimo seis meses em atraso. O prazo de duração deste programa é permanente e os débitos contemplados na Lei nº 5.533/14 dizem respeito ao exercício anterior. Já para optar pelo programa Revive II, o prazo termina em novembro. De acordo com Luiz Renato Azevedo da Silveira, proprietário de um imóvel no bairro Itapuã, “o parcelamento irá favorecer muito o replanejamento das minhas contas familiares, pois permitirá a viabilização do pagamento de impostos atrasados para com o município gerados em um momento de dificuldade financeira” . COMO FAZER PARA QUITAR A DÍVIDA? - Os interessados em quitar as dívidas devem protocolar solicitação na Prefeitura de Vila Velha (Avenida Santa Leopoldina, 840, Itaparica), optando por um dos dois programas, Revive II ou Parcelamento de Dívidas, portando os seguintes documentos: Nos casos em que o cadastro já esteja atualizado com os dados do atual contribuinte, a Pessoa Física ou Jurídica deve anexar ao pedido cópia do documento de identificação (com foto) e CPF do contribuinte; ou Procuração, no caso de representante legal (atualizada e dentro do término Contribuintes do município de Vila Velha fazem acordo para quitação de débitos tributários Somente no 1º semestre do ano passado, contribuintes deixaram de recolher R$ 15 milhões de IPTU, ISSQN, ITBI e outras taxas do prazo ou pela conclusão do negócio (Art. 682, IV, Lei 10.406/02 - Código Civil Brasileiro), com poderes para reconhecer e confessar dívida, desistir de defesa, impugnação ou recurso; Certidão de Óbito e/ou Número do Processo Judicial, em caso de inventário aberto. CADASTROS DESATUALIZADOS - Nos casos de cadastro não atualizado, o contribuinte deve anexar a seguinte documentação: Pessoa Física: cópias de carteira de identidade, CPF, comprovante de residência, comprovante do imóvel (escritura do contrato de compra e venda) se for o caso, procuração no caso de representante legal com poderes para reconhecer e confessar a dívida e desistir de defesa, impugnação ou recurso, bem como documentos pessoais do procurador. Pessoa Jurídica: cópias do contrato social e demais alterações, CNPJ, carteira de identidade do sócio e CPF do sócio responsável pelo acordo, procuração no caso de representante legal com poderes para reconhecer e confessar dívida e desistir de defesa, impugnação ou recurso, bem como documentos pessoais do procurador. A Secretaria Municipal de Finanças irá entrar em contato com o contribuinte, quando optar pelo Revive II, em até 15 dias, informando se o mesmo está apto a aderir ao programa. E em até 30 dias, para o Programa de Parcelamento de Dívida, também informando se o mesmo está apto a aderir ao programa. IMPORTÂNCIA DE FICAR EM DIA - De acordo com o art. 194, da Lei Municipal nº 3.375/97, os contribuintes que estiverem em débito de tributos, multas e tarifas com a municipalidade não poderão obter licença, alvará, habite-se, serviços sujeitos à fiscalização, certidões em geral, receber pagamentos de quaisquer quantias ou créditos que tiverem com a Prefeitura, participar de licitações em qualquer de suas modalidades, celebrar contratos ou termos de qualquer natureza com a administração municipal. ■ Mais informações sobre os programas de recuperação fiscal podem ser obtidas através do telefone 3149-7224.

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10 JULHO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS Governo equipa Vigilância Sanitária Municípios recebem 45 carros e equipamentos para fortalecer ações de fiscalização de empresas no interior Vigilância Sanitária de 41 municípios e das quatro Superintendências Regionais de Saúde receberam do Governo do Estado 45 veículos parafortalecer as ações de fiscalização e controle. O valor investido na compra dos carros foi de R$ 2.650.500,00. Os veículos automóveis fazem parte do projeto de Qualificação das Ações deVigilância Sanitária (Qualivisa), lançado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). A iniciativa prevê ainda a entrega de instrumentos para auxiliar nos trabalhos desses agentes. Os carros, os cursos e os equipamentos ultrapassam os R$ 4,5 milhões em investimentos. A entrega simbólica das chaves foi feita pela subsecretária da Saúde Rosane Mageste, que representou o secretário de Estado da Saúde, José Tadeu Marino. Ela destacou que além de instrumentalizar asvigilâncias sanitárias, o Estado também está investindo na qualificação das equipes. “Os carros que estão sendo entregues aqui hoje são importantes, mas devemos lembrar queinvestir em treinamentos e qualificações é mais A Foram investidos R$ 4,5 milhões na aquisição de veículos e equipamentos importante ainda. Eu sei o quanto é difícil o trabalhodas vigilâncias sanitárias, por isso é preciso ter conhecimento para desempenhar as ações e evitarque a população seja prejudicada” , destacou Mageste. AUTOMÓVEIS - Os carros são do modelo minivan, quatro portas, motor 1.4, de marca Fiat Doblô. A especificaçãodo automóvel foi feita pelos técnicos da Vigilância Sanitária Estadual com base nas necessidades dos municípios. Levou em conta o espaço para transporte de passageiros e equipamentos de trabalho. Ao todo, 66 municípios aderiram projeto. Mas a escolha dos 41 nesta primeira etapa foi pautada exclusivamente na avaliação técnica. Para a cessão da minivan, os agentes estaduais priorizaram núcleos de vigilância sanitária que não contam com veículo exclusivo, o número de habitantes dacidade e quantidade de estabelecimentos para inspeção. As Superintendências Regionais de Saúde de Colatina, São Mateus, O Governo do Estado já investiu R$ 1.533.434,00 em qualificação Vitória e Cachoeiro de Itapemirim, que também atuam na fiscalização sanitária, foram contempladas com uma minivan cada uma. TREINAMENTO - O Qualivisa entregará, em breve, instrumentos usados no trabalho da vigilância sanitária. São 82 notebooks, 14 computadores de mesa, 29 impressoras multifuncionais 29 câmeras fotográficas, 41 termômetros digitais, 40 aparelhos de fax, 59 projetores multimídia, 69 trenas e 78 equipamentos de GPS, totalizando 441 itens. O investimento é de mais de R$ 435 mil. A vertente educacional do projeto prevê seminário anual e curso básico e de especialização para todos os profissionais dos núcleos de vigilância sanitária municipais e do Estado, como forma de educação permanente - completando assim o ciclo de melhorias na área. Ao longo do ano, aproximadamente 300 desses agentes devem passar por qualificação com investimento superior a R$ 1.533.434,00. ■

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14 ANOS VITÓRIA/ES JULHO DE 2014 11 FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Área na Ilha do Frade é a mais valorizada Em Vitória, onde existem poucos terrenos livres para construção, o m2 chega a custar R$ 9.000,00 Claudionor Caldas é perito e corretor om cada vez mais escassez de imóveis em Vitória, os poucos terrenos disponíveis nos bairros mais procurados da capital acabaram sofrendo grande valorização nos últimos anos. Nos mais valorizados e em regiões privilegiadas, por exemplo, próximas de áreas de lazer e regiões comerciais, a liquidez é alta. Segundo Claudionor de Araújo Caldas, que é corretor de imóveis e perito avaliador, as áreas supervalorizadas ainda são os terrenos na Ilha do Frade, em média custando mais de R$ 2.200,00 o m2. Outra particularidade da região são os tamanhos dos terrenos, a maioria tem acima de 600 m², o que leva o valor do imóvel para mais de R$ 2 milhões. Um dos bairros onde ocorreu a maior valorização nos últimos 10 anos, segundo Caldas, foi Bento Ferreira. A procura por áreas para construir empreendimentos no local foi tanta que hoje quase não há terrenos disponíveis no bairro. “Hoje em Bento Ferreira quase não temos disponibilidade de imóveis, um dos últimos terrenos, de 600 m2 valia cerca de R$ 1.800.000,00. Para efeito de comparação, em 2003, vendi um terreno no bairro de 890 m² por R$ 800 mil” , detalhou. Recentemente foi vendido um terreno localizado na Avenida Nossa Senhora da Penha, ao lado de um posto de gasolina por R$ 9.000,00o m2. C De acordo com Caldas, a Enseada do Suá também apresentou grande valorização nos últimos anos, principalmente quando Plano Diretor Urbano (PDU) liberou as áreas para aproveitamento comercial. Caldas disse que depois da mudança o valor do m² passou de R$ 1 mil para R$ 3 mil. Quando o assunto é liquidez, a Praia do Canto é o bairro que está na frente nesse quesito, segundo avaliação de Caldas, seguido por Bento Ferreira e Jardim Camburi. A Praia do Canto ainda é um dos bairros mais procurados, pelas facilidades oferecidas, com muitas lojas, restaurantes e vida noturna e os apartamentos, por serem em sua maioria mais antigos, possuem maior metragem. Ele explicou que há um fator que atrapalha a liquidez na Praia do Canto: o valor do condomínio. “Os prédios de um apartamento por andar tem condomínio alto, o que inviabiliza a validez do produto. Tenho um apartamento para vender na Aleixo Neto há mais de um ano, com 160 m², duas vagas e fica no 8º andar. Custa R$ 800 mil, preço razoável para a região, mas o condomínio custa R$ 1.100,00, praticamente o dobro de outros da região, que ficam em torno de R$ 500,00 e R$ 600,00 e tem quase o mesmo tamanho e qualidade, a diferença é o número de apartamentos por prédio." Apesar da poluição, a Ilha do Frade tem o m2 mais valorizado e possui ainda muitas áreas livres Jardim Camburi, que recebeu grande crescimento nos últimos anos na área residencial, também tem tido grande valorização em imóveis comerciais. “O valor do m² em Jardim Camburi está na faixa de R$ 1.800,00. Já uma loja no mesmo bairro tem metro quadrado por R$ 12.000,00, e uma sala comercial custa por volta de R$ 7.000,00. E nesse valor, a obra é entregue rebocada e sem piso, pois o acabamento é feito pelo proprietário. Então, o custo é mais barato que residencial. A rapidez na venda dos imóveis comerciais tem sido muito maior que dos residenciais” , afirmou. O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Espírito Santo (Sinduscon-ES), Aristóteles Passos Costa Neto afirmou que Jardim Camburi, em Vitória; Laranjeiras, na Serra e Itaparica, em Vila Velha, são três bairros da Grande Vitória que têm apresentado bons resultados para os investidores. “São regiões que cresceram e dispõe hoje de boa infraestrutura de serviços e comércio. O que valoriza um imóvel é o tipo de produto e toda a comodidade e conforto que oferece aos seus compradores. Uma re- gião com escolas, posto de saúde, supermercado, e todos os demais tipos de serviços e comércio nas proximidades elevam a qualidade de vida dos moradores e, portanto, promovem valorização imobiliária” , afirmou Costa. Costa acrescentou que outro item importante, que é componente de valorização imobiliária é a mobilidade urbana, ou seja, locais onde já há boa disponibilidade de transporte público. “Dai podermos afirmar que os três bairros por mim mencionados são bons exemplos de áreas com boa valorização nos últimos anos” , ressaltou. ■

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12 JULHO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS Indústria tem semestre fraco Investimentos efetuados pela Samarco, Vale, Itatiaia, Bertolini e Marco Polo podem impulsionar a economia do Espírito Santo indústria do Espírito Santo se prepara para ganhar forças no segundo semestre de 2014. Até o momento, o crescimento foi insignificante comparado ao ano anterior. Após um ano difícil com fechamentos em queda, como aconteceu em 2013 com baixa de 7% e em 2012 com baixa de 6,2%, esses primeiros seis meses ainda não são positivos. No entanto as perspectivas não são tão impressionantes quanto as que marcaram o Estado em 2010, quando teve a produção física industrial abalizada com crescimento de 22,3% , e em 2011, com 6,8%. “Eu esperava mais da indústria, realmente o crescimento foi pequeno, mas estou apostando muito no segundo semestre, com o novo que está chegando, embora ainda veja muito aquém da necessidade do Estado, chegaremos ao fim do ano com resultado positivo em relação ao ano anterior” , destacou Marcos Guerra, presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes). As apostas do presidente estão em investimentos que estão acontecendo em todo o Espírito Santo. São aportes que somam R$24,88 bilhões, investidos em projetos que vão gerar mais de 44,5 mil oportunidades de emprego, que vão desde a implantação até à operação desses investimentos. “Temos vários projetos importantes sendo inaugurados e também em construção, como a quarta usina da Samarco, a oitava usina da Vale, a Bertolini em Colatina, A a Itatiaia em Sooretama e a Jurong em Aracruz, além da Marco Polo em São Mateus, em fase de construção” , destacou o presidente. A crise de 2008 levou a uma queda de 32% no comércio mundial na comparação dos primeiros semestres de 2009 e 2008. Nesse mesmo período, as exportações brasileiras caíram 23% e as do Estado do Espírito Santo, 32,7%, evidenciando a dependência do Estado na produção e exportação de commodities para sustentar nosso crescimento. Mais de 50% da economia do Estado é voltado para o mercado internacional, o que a torna mais vulnerável a choques externos. “As crises internacionais refletem muito aqui dentro do Espírito Santo, contudo, quando a situação financeira internacional melhora, aqui também ganhamos mais estabilidade” comentou Guerra. Em relação aos dados divulgados pelo IBGE no começo do mês de junho, que mostravam que até esse momento o País passava pelo maior recuo da produção industrial nacional, batendo a casa dos 5,8% (um número que não assustava tanto desde o ano de 2009, quando a retração da produção ficou em 7,3%), o presidente da Findes tranquiliza a situação do Estado. “Estamos praticamente nivelados, tivemos um decréscimo ano passado em comparação ao ano de 2012, mas se compararmos os trimestres anteriores, estamos no mesmo nível” , enfatizou o presidente. Enquanto em todo ao País se fala do cenário econômico abalado, principalmente pelo empresariado pessimista, investindo menos em produção e consequentemente fazendo o mercado recuar em consumo. Marcos Guerra explica que o que tem acontecido é fruto do índice de confiança baixo, com a produtividade caindo, reflexo do mercado internacional que tem comprado menos, causando a perda da competitividade, e destaca que é preciso criar uma política voltada para o resgate da indústria nacional. “Falta um projeto de resgate de curto, médio e longo prazo, a indústria precisa de ajuda, precisamos de recursos mais baratos. O governo federal contribui com as empresas que fazem maior lobby, e muitas vezes reduz a inflação na marra, prejudicando quem produz dentro do País. Então, para conter a inflação, ele aumenta o juro, o que acaba prejudicando a produção; a indústria precisa de capital de giro, mesmo não vendendo ela tem que produzir, tem que tocar seu negócio e o custo físico é muito alto” , enfatiza o presidente da Findes. Mesmo com todas as notícias pessimistas em relação à economia nacional, o Espírito Santo está em 14° lugar dentro do ranking dos principais estados produtores no Brasil. “A indústria capixaba não está mal, nós crescemos muito nos últimos anos, mas não conseguimos manter o nível de crescimento dos últimos cinco anos. Mesmo assim estamos um pouco acima da média” , confirma Guerra. O presidente da Findes ain- Marcos Guerra acredita em melhor desempenho da indústria no segundo semestre da destacou a grande participação produtiva do interior do Estado e falou de uma integração que fortalecerá a economia local. “O Estado está no caminho certo, estamos trabalhando com indústria diversificada e bastante participação do interior. Percebemos assim o quanto é saudável para o Espírito Santo essa participação, tudo aqui é muito próximo, eu acredito que no futuro breve nós não teremos mais interior, tudo vai ser integrado aumentando ainda mais nossa capacidade de produção” , finalizou Marcos Guerra. ■

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14 ANOS VITÓRIA/ES JULHO DE 2014 13 FOTO: BANCO DE IMAGENS JE Patrimônio líquido do Banestes é de R$ 1 bilhão O Banco do Estado do Espírito Santo é hoje modelo de eficiência, obtendo resultados que remuneram seus acionistas O economista Guilherme Dias tem obtido excelentes resultados para o Banestes Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes) atingiu R$ 1.007.515.735,43 em Patrimônio Líquido, conforme balancete apurado em 31 de maio último. A marca tem simbolismo expressivo, em termos de escala de operação no sistema bancário, refletindo um alto nível de capitalização e viabilizando forte presença no mercado de crédito regional. Em 2014, o crescimento do Patrimônio Líquido do Banestes resultou da adição do lucro líquido acumulado, nos cinco primeiros meses, de R$ 54,8 milhões, deduzido do pagamento de juros sobre capital próprio no montante de R$ 15 milhões aos acionistas. Desde 2003, o Banestes mantém uma trajetória de crescimento e capitalização, multiplicando em 11,7 vezes o Patrimônio Líquido. O fortalecimento patrimonial é indispensável para a maior in- O serção do Banestes no financiamento das atividades produtivas e das necessidades de seus clientes. No decorrer destes 11 anos, o banco se fortaleceu, ganhou mais representatividade no mercado capixaba e nacional, elevando a sua carteira de crédito em 7,8 vezes, alcançando a cifra de R$ 4,3 bilhões, em maio do corrente ano. Em simultâneo ao crescimento patrimonial e das operações de crédito, a sustentação de uma trajetória de rentabilidade permitiu ao Banestes distribuir R$ 367 milhões aos seus acionistas desde 2003. Estes valores atualizados pelo IPCA alcançaram a cifra de R$ 466 milhões. Do total de recursos distribuídos aos acionistas R$ 403 milhões foram destinados ao Tesouro Estadual, acionista controlador, aplicados conforme prioridades de investimento definidas no orçamento Estadual. O presidente do Banestes, Gui- lherme Dias, destacou que “ultrapassar a marca de R$ 1 bilhão de Patrimônio Líquido fortalece a estratégia de tornar o Banestes cada vez mais eficiente, sólido e competitivo, cumprindo sua missão de agente financeiro e catalisador do desenvolvimento do Espírito Santo” .■

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14 JULHO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS FOTO: BANCO DE IMAGENS DO JE Shoppings geram 25 mil empregos diretos na GV No Shopping Vitória, o maior centro de compras do estado, trabalham 4.500 pessoas Shopping Vitória funciona desde 1993 À s l0 horas J.V. já está a postos num dos departamentos de uma grande loja, à espera de clientes, imprescindíveis para alcançar a meta de R$ 30 mil e, desse modo, fazer jus a um rendimento de pouco mais de R$ 1.200 mensais, somando o salário fixo de R$ 747,00 às comissões de 1.5%. Da mesma forma que J.V. outros trabalhadores se posicionam para movimentar o setor, formando um contingente de 25 mil, em média, que garantem sua sobrevivência nos shoppings centers da região. O setor do comércio é um dos principais responsáveis pela expansão de novos empregos no Espírito Santo e continua a revelar sua importância à economia local. A previsão é de que os números aumentem em função da abertura de novos empreendimentos e também das contratações temporárias em datas comemorativas, que muitas vezes acabam em emprego formal, segundo dados da Federação do Comércio. Enquanto J.V. se esforça para ter no contracheque pouco mais de R$ 1.200, R.G. trabalha para cumprir a mesma meta e atingir R$ 1.875,00. Na loja que ele trabalha o salário fixo é de R$ 1.187, e as comissões, de 2% se a meta for cumprida. Todos esses trabalhadores têm carteira assinada e recebem também vale transporte e plano de saúde para uma jornada de trabalho de seis horas diárias. “Como não tenho vale ali- mentação, gasto grande parte do que recebo em comida” , diz um vendedor, que, como os outros, são impedidos de dar entrevista, sob pena de ficar desempregado. Apesar do desabafo, a maioria se diz satisfeita porque tem uma renda garantida, mesmo que pequena. “O comércio está fraco e é preciso muito esforço para conseguir chegar à meta” , diz H. C. ressaltando que gosta do trabalho e se empenha para fazer o melhor atendimento. Na frente desse contingente de trabalhadores, o shopping Vitória exibe a marca de 4.500 empregos, em média. Erguido de frente para o mar e numa das áreas mais nobres da Grande Vitória, desde junho de 1993, o shopping é o maior centro de compras da capital. Com arquitetura arrojada, iluminação natural e varandas panorâmicas, possui 320 lojas de produtos diversos, praça de alimentação com 28 restaurantes e fast-foods, cinemas e estacionamento amplo, o shopping Vitória ocupa hoje mais de 200 mil m² de área construída, totalizando 380 operações entre lojas, stands e quiosques. Em 2007 foram inaugurados novos cinemas, instalados em parceria com a Cinemark, maior operadora de cinemas do país. O complexo é equipado com oito salas de exibição e conta com seis lojas âncoras, grifes nacionais e internacionais e marcas exclusivas. Em segundo lugar vem o Shopping Mestre Álvaro, do grupo Sá Cavalcante, com 3.200 empregos. O empreendimento nasceu com a característica de ser um shopping metropolitano e de ser o ponto norte dos investimentos da Sá Cavalcante na Grande Vitória, já que ao sul, em Vila Velha, está o Shopping Praia da Costa, do mesmo grupo, que responde com três mil vagas. FOTO: ANTÔNIO MOREIRA As lojas contratam funcionários com remuneração no regime de comissão Nessa estratégia de desenvolvimento, a empresa traz investimentos para os dois municípios que mais crescem no Estado, sendo R$ 185 milhões no Shopping Mestre Álvaro e R$65 milhões na expansão do Shopping Praia da Costa. Do mesmo grupo é o shopping Moxuara, o primeiro do município de Cariacica, inaugurado este ano. O shopping representa um investimento total de R$ 370 milhões. O município de Cariacica se tornou conhecido por ser uma das áreas comerciais de maior valor no Estado, contabilizando cerca de 70% das atividades locais têm ligação com setor de serviços e comércios. O shopping Moxuara tem 236 lojas, 11 megalojas e âncoras, uma área Player, com quase mil metros quadrados, 28 operações na praça de alimentação, com capacidade 1.180 lugares e 38 quiosques distribuído pelo shopping. Além de cinco salas de cinema, com 1.300 lugares, que será inaugurado em agosto deste ano. O estacionamento é gratuito e tem 1.560 vagas. Vila Velha desponta na frente como sede de grandes shoppings na região metropolitana. Além do Praia da Costa, do grupo Sá Cavalcante, o município tem ainda o Boulevard, na rodovia do Sol, e se prepara para receber no segundo semestre deste ano o shopping Vila Velha, do grupo Metron, que em sua fase inicial garantirá dois mil novos empregos. Grande Vitória tem oito grandes estabelecimentos Região Metropolitana da Grande Vitória conta com sete grandes shoppings centers e até agosto deve contar com mais um em operação plena, totalizando oito estabelecimentos. São eles o shopping Vitória, Norte-Sul e Jardins, na capital, Mestre Álvaro e Laranjeiras, na Serra, Praia da Costa, Boulevard em Vila Velha. Além desses, funcionam alguns de menor porte, como o Boulevard e Centro da Praia, o primeiro a ser construído em Vitória, shopping Rio Branco e Praia Shopping, na região de praia do Canto e Santa Lúcia. As lojas desses centros comerciais também contribuem para manter o nível de emprego em alta no setor do comércio. O mais novo empreendimento é o shopping Vila Velha, a ser inaugurado no final de julho. Ocupa uma área total de mais de 148 mil m² e na primeira fase a área bruta locável será de 64 mil m², chegando a 108 mil m² pós expansão. As instalações incluem gourmet center com quatro restaurantes, praça de alimentação com 28 opções, game center, hipermercado com 8 mil m², 185 lojas, 13 âncoras, nove megalojas, estacionamento com 3,3 mil vagas, além de um projeto para construção de três torres comerciais. As oportunidades de emprego em todos os shoppings da região em sua maioria são para vendedores, supervisores, gerentes, atendentes, vitrinistas e estoquistas, além de garçons, cozinheiros, eletrotécnicos e técnicos em refrigeração, bombeiro hidráulico, pedreiro e pintor. O nível de remuneração obedece, em sua maioria, aos acordos salariais firmados com os sindicatos de cada categoria. No caso de vendedores, a grande maioria percebe, mensalmente, o salário mais comissões, levando-se em conta o alcance da meta, que geralmente é de R$ 30 mil. Essa é a regra, embora existam estabelecimentos que pagam salários e comissões maiores. A expansão de empreendimentos para a implantação de shoppings recebeu grande incentivo nos últimos 10 anos, mas a Região Metropolitana da Grande Vitória ocupa o oitavo lugar na região Sudeste no ranking da Asbasce, organização voltada para os negócios desse setor. ■

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