Principia 11ª ed.

 

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Principia 11

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"Trazendo a ciência ao seu dia-a-dia" rincípia 1º Semestre - 2014 Pág. 05 O CLUBE DE ASTRONOMIA CARL SAGAN realiza dentro da UFMS ações visando a divulgação e popularização da astronomia como porta de entrada para as outras ciências. Campo Grande - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul Semente, Feira e Frutos Ao passar pelos corredores da UFMS, por vezes, encontra‐se uma feira. Mel, salgados, doces, verduras, frutas e outros produtos compõem um cenário diferente do cinza habitual do local. Pág. 02 O ASTEROIDE COM ANÉIS Descoberto o primeiro sistema de anéis em torno de um asteroide, o Chariklo, em um estudo realizado usando vários telescópios espalhados pela América do Sul e liderado pelo astrônomo brasileiro Felipe Braga Ribas, do Observatório Nacional (ON). Pág. 04. Palestras, observações e exibição de documentários são alguns exemplos das atividades que o Clube realiza com apoio da Casa da Ciência de Campo Grande e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Espaço Oficina......pág. 07 Lua Sangrenta......pág. 05 Dica de filme: Desafio da Viola..........................pág. 08 foto: Carlos Augusto Di Pietro (15.04.2014) Caça Palavras........pág. 08 MAPA CELESTE DO MÊS DE SETEMBRO POR QUE A MATEMÁTICA NÃO TEM PREMIO NOBEL? Pág. 06 Cidade Universitária ­ Caixa Postal 549 ­ CEP: 79070­900 Fone: (0xx67) 3345­7031 ­ Fax: (0xx67) 3345­7513 Email: jornalprincipia@gmail.com Campo Grande, MS ­ Brasil

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2 rincípia 11ª edição - 2014 PROJETO MUDA VIDA DE PRODUTORES FAMILIARES Por Lander Paz S E M E N T E , F E I R A E F R UT O S Ao passar pelos corredores da UFMS, encontra‐se uma feira. Mel, salgados, doces, verduras, frutas e demais produtos compõem um cenário diferente do habitual do local. Alguns não sabem da existência da feira, outros, o motivo dela. E vale conhecer, é um ambiente cheio de estórias. Essa feira é realizada todas as terças‐ feiras de manhã, no local conhecido como “área dos Bancos”, no corredor central. Lá, são comercializados produtos orgânicos e agroecológicos de produtores familiares que são assistidos pela Incubadora de Cooperativas da Universidade. Além do ponto de comercialização, a feira é um marco na mudança da vida dos produtores. “Quando eu cheguei aqui eu tinha uma casa de apenas duas pecinhas, hoje eu tenho uma casa grande que consegui com o conhecimento, com a feira aqui, com a produção de orgânicos. Consegui abrir minha produção para novos mercados. Nossa estrutura veio daqui. Meu marido não saía de casa, tinha problemas com depressão. Hoje é ele que vende nossos produtos aqui”, conta Eva da Silva de Andrade, produtora familiar. Dona Eva conta que a feira mudou sua vida e a forma de se relacionar com a sua produção. “Para mim, aqui foi um leque que se abriu para tudo, para saúde, família. Aqui você se sente bem porque sabe que as pessoas gostam do que você faz. Pra gente foi bom. Hoje temos agrônomo que nos dá auxílio, veterinário, também, todos da UFMS que nos dão suporte”. Ela não abandona esse espaço, mesmo não sendo o de maior renda. Essas terças, atualmente, não são as maiores fontes de renda dos produtores, mas são dias de que eles não abrem mão. Autoestima e a oportunidade de conversar diretamente com quem consome o que vem de suas propriedades. Ivan Pires, Técnico Administrativo, fez da ida à feira rotina nesse dia da semana: “Venho na feira, pois, como é de origem de produção coletiva a gente acaba adotando essa ideia. Vale a pena pela qualidade, preço e atendimento, e no fim, a gente conversa com as pessoas, sabe de onde é, sabe o nome do filho, é muito bacana”. Esse ponto de comercialização é apenas um dos passos do Projeto Semente. PR OJ ET O SEM EN T E O projeto é realizado pela Incubadora de Cooperativas da UFMS e coordenado pela professora Mirian Aveiro. A organização começou a partir de um edital da Financiadora de Estudos e Projetos, a Finep. A partir desse edital, montou‐se a Incubadora que tinha como primeiro objetivo estruturar a agricultura familiar no estado, já que, segundo a professora Mirian, o estado de Mato Grosso do Sul tem 180 assentamentos e produz apenas 20% do que é consumido aqui. Dentro desse grupo, havia outro, de produtores egressos de outros programas, que produziam produtos orgânicos e agroecológicos e questionaram qual o projeto da Incubadora para eles. “Nós não tínhamos pensado nada, até então nosso foco era produzir alimentos e não

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11ª edição - 2014 na forma de manejo. Então, começamos a diagnosticar de que forma poderíamos colaborar com esse grupo de produtores de orgânicos, que tentavam sobreviver em meio à agricultura convencional”, conta Miriam. Foi então que se buscou orientação para o que poderia ser feito. Miriam continua, “tínhamos informações fragmentadas, mas nada de ação que trouxesse de fato informação para que pudéssemos organizar uma cadeia produtiva. Fomos ao Mapa para saber como iniciaremos o processo, lá fomos orientados a iniciar com uma feira de agroecologia. Porque assim, oportunizaríamos a exposição desse produtor, já que o que mais se cobra nesse tipo de cultura é um espeço de comercialização”. O primeiro ponto foi mapear os produtores e programar a logística do empreendimento. “O projeto Semente começou no campus de Campo Grande da UFMS para que os produtores começassem a ter o encontro com o consumidor. Porque, até esse momento, eles estavam vivendo do mito do preço alto. Só que ele vendia o produto, por exemplo, a R$ 2,00 para um supermercado e o supermercado vendia a R$ 7,00. O produtor não via esse recurso, mas ao mesmo tempo, levava a fama de ser o elemento que estava impedindo que o orgânico tivesse o preço mais acessível.” O preço, aliás, foi um dos mitos que precisavam ser quebrados. Uma pesquisa feita pela equipe da Incubadora mostrou isso. Perguntando aos consumidores se comprariam orgânicos e agroecológicos, os maiores problemas detectados eram a falta de espaço para comercialização e, o principal, o preço alto. A feira veio por quebrar isso. Agora existe um espaço e o preço é acessível. “Estamos completando dois anos de feira em junho. As conquistas foram grandes”, orgulha‐se a professora Miriam Aveiro, e para a professora o espaço é o resultado de como o conhecimento e as ações dentro da academia estão dando resultados em um segmento da sociedade, é a prova de que “a teoria é uma coisa e a prática é a mesma coisa”, como diz. rincípia 3 PR ÓX I M OS PASSOS O segundo passo do projeto Semente já foi dado. Em Jaraguari, a 50km da UFMS, na propriedade da dona Eva Andrade, há um espaço de cinco hectares que serve de unidade demonstrativa. Lá, há produção de convencional e de orgânico de forma paralela. “Lá nós temos produção de berinjela, jiló, abobrinha, quiabo, dentro do sistema convencional de um lado e do outro lado, de forma orgânica. Todo primeiro sábado do mês temos capacitação aberta para incubados e não‐incubados lá em Jaraguari”, conta Miriam Aveiro. O terceiro, é a construção do Mercasol, o Mercadão Solidário e Agroecológico. O que está dificultando a caminhada é a falta de um local para a construção do mercado. “Tínhamos ganhado o estacionamento ao lado do Moreninho, mas com a conversa de copa, se ia ter ou não em Campo Grande, as doações foram revogadas. Agora, estamos estudando se teremos um espaço na UFMS ou vamos solicitar uma área pública para construir o Mercasol ”, revela. Na planta, o Mercasol terá 32 boxes, uma sala de aula de capacitação, uma cozinha industrial com capacitação, um restaurante natural. “O ciclo funcionará assim, o produtor expõe seu produto, parte vai ser direcionado para o restaurante, o que não for comercializado vai para a cozinha e virará outros produtos, como compotas, por exemplo. Teremos também um laboratório de análise de alimentos para dar a garantia para o consumidor de que o produto é saudável”.

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4 rincípia 11ª edição - 2014 O Primeiro Sistema de Anéis em Torno de um Asteroide Por Renan Aryel Fernandes da Silva No sistema solar há quatro corpos celestes com um sistema de anéis ao seu redor, os grandes planetas Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, que fazem parte do que os astrônomos chamam de sistema solar externo. Agora, para surpresa da comunidade cientifica, foi descoberto que o asteroide Chariklo, localizado entre as órbitas de Saturno e Urano, também é possuidor de um sistema de anéis. ofuscando a estrela, com os dados obtidos por diversos observatórios a equipe pôde reconstruir não só a forma e tamanho, mas também a espessura, orientação e outra propriedades dos anéis. Pelas estimativas, Chariklo tem 250 quilômetros de diâmetro, seus dois anéis aparentemente bastante confinados têm sete e três quilômetros de largura cada, com um espaço vazio de nove quilômetros entre eles. Pela simetria no gráfico vemos que se trata de um possível anel de partículas em torno do asteroide, formado talvez pela colisão com algum outro corpo, mas a sua origem ainda é incerta. A descoberta foi feita com base nos dados obtidos de diversos locais da América do Sul: sete sítios no total, incluindo o Observatório de La Silla da Agência Espacial Europeia (ESO). A campanha de observações foi organizada por Felipe Braga Ribas (Observatório Nacional), que é também autor principal do artigo publicado sobre a descoberta na revista Nature. Chariklo faz parte de um grupo de objetos chamados Centauros, que orbitam o Sol entre as órbitas dos planetas Saturno e Urano, sendo ele o maior dos Centauros conhecidos até então. A observação programada de Chariklo foi realizada no dia 3 de junho de 2013, pois nesse dia as previsões sobre sua órbita mostravam que ele passaria na frente de uma estrela (UCAC4 248‐108672) quando visto da América do Sul, e foi isso o que aconteceu, porém, os telescópios captaram algo a mais do que a ocultação da estrela. Quando Chariklo passasse na frente da estrela, ocorreria o fenômeno que em astronomia chamamos de “ocultação”, que é quando o brilho da estrela sofre uma redução de intensidade devida à passagem de algum objeto grande o suficiente na sua frente (entre os observadores e a estrela), a mesma técnica pode ser utilizada para descobrir planetas ao redor de outras estrelas. Ao analisar os dados notou‐se que pouco antes de Chariklo ocultar a estrela e um pouco depois também, o brilho sofria duas pequenas reduções, isso indica que existe algo a mais De acordo com os astrônomos, esse tipo de anel pode ter sido formado devido à presença de algum ou alguns pequenos satélites orbitando Chariklo. Diante disso, têm ainda mais expectativas em relação a esse asteroide. Por novas observações, poderão descobrir ou não a presença de satélites naturais em torno desse Centauro. Dado tempo suficiente, esses anéis podem formar um pequeno satélite. O estudo da formação e desenvolvimento desses anéis pode nos levar a um melhor entendimento da formação de outros satélites do sistema solar, inclusive a formação da Lua. Segundo Felipe Braga, “Não estávamos à procura de anéis, nem pensávamos que pequenos corpos como o Chariklo os poderiam ter, por isso esta descoberta e a quantidade extraordinária de detalhes que obtivemos do sistema foi para nós uma grande surpresa!”. Os líderes do projeto deram aos anéis os nomes informais de Oiapoque e Chuí, dois rios que se encontram próximos dos extremos norte e sul do Brasil, porém os nomes oficiais ainda serão definidos pela União Astronômica Internacional (IAU) segundo critérios pré‐estabelecidos. fonte: http://www.eso.org/public/brazil/news/eso1410/

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11ª edição - 2014 rincípia Por Renan Aryel Fernandes da Silva 5 Ações do Clube de Astronomia Doação de Um Telescópio O Clube de Astronomia Carl Sagan neste ano de 2014 está realizando uma série de palestras, exibição de documentários e observações abertas dentro da cidade universitária. Até o mês de julho são esperados oito eventos abertos em prol da divulgação de ciências. Os eventos são divulgados em cartazes espalhados pelo câmpus, por e‐mail e nas redes sociais. A Casa da Ciência conta agora com mais um instrumento para uso em divulgação e popularização da ciência, um excelente telescópio de montagem Dobsoniana de 10'' doado por um admirador e autoditada em astronomia amadora, o Sr. Claudio Roberto Fernandes. Claudio entrou em contato com o Clube de Astronomia e ofereceu‐se para fazer essa explêndida doação, o coordenador do Clube consultou o prof. Hamilton Perez Soares Corrêa e repassou a Claudio o procedimento legal para realizar a doação. A doação oficial foi realizada publicamente no dia 23 de maio de 2014, na presença dos membros do Clube e da prof. Isabela P. Cavalcante representando a Casa da Ciência de Campo Grande durante o quinto evento do Clube de Astronomia Carl Sagan. O Clube de Astronomia foi fundado em 26 de setembro de 2007, como projeto pioneiro da Casa da Ciência de Campo Grande, com a missão de popularizar a astronomia, não somente por sua beleza, mas como forma de sensibilizar o público para a perspectiva da ciência. A presença de acadêmicos, professores e pessoas de diversas profissões prestigia e mantém o Clube ativo desde sua criação. Para saber quando e onde acontecem as ações do Clube, acesse o blog pelo endereço eletrônico cacarlsagan.blogspot.com.br ou entre em contato pelo e‐mail cacarlsagan@gmail.com, na rede social Facebook basta curtir a página do Clube de Astronomia Carl Sagan. "Lua de Sangue" Foi amplamente divulgado pelos meios de comunicação o evento em que a Lua ficaria vermelha, e também que esse eclipse era o primeiro de uma sequência rara de quatro eclipses totais seguidos. O próximo eclipse visível em Campo Grande, acontecerá no dia 28 de setembro de 2015. Para saber mais a respeito da "Lua de Sangue", acesse o blog do Principia e leia a matéria completa sobre o fenômeno. http://jornalprincipia.blogspot.com.br/ Tudo aquilo que o homem ignora, não existe para ele. Por isso o universo de cada um, se resume no tamanho de seu saber. Albert Einstein

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6 rincípia 11ª edição - 2014 Por Andréa Eloísa Pereira Curiosidade: Por que a Matemática não tem Premio Nobel? O Prêmio Nobel foi dividido em cinco categorias, Física, Química, Literatura, Paz e Medicina, existindo um outro prêmio semelhante ao do Prêmio Nobel que também foi criado por Nobel para a área de Economia, mas esse ganhou o nome de Prêmio do Banco da Suécia de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel, pois foi criado pela Fundação Nobel. Mas a Matemática não tem prêmio?? Existem vários rumores envolvendo o nome de Alfred Bernhard Nobel, que foi químico, inventor da dinamite, e Magnus Gösta Mittag‐Leffler, que foi um dos matemáticos mais influentes de seu tempo, seu trabalho mais conhecido fala da representação analítica de uma função de uma variável complexa, o que se tornou um teorema com o seu nome. Mas quais são esses rumores que envolvem os nomes de dois grandes cientistas? Nobel também foi o criador do Prêmio Nobel. E como cientista prestigiou as áreas de Física e Química. Mas terá ele se esquecido da área de Matemática? Por que a Matemática não tem Prêmio Nobel?? Existem vários rumores e cada um com a sua versão! A versão franco americana diz que Mittag‐ Leffler teve um caso amoroso com a esposa de Nobel, e por vingança ele não destinou esse Prêmio à área de Matemática. A versão sueca fala que Mittag‐Leffler, sendo um dos melhores e mais conhecidos matemáticos suecos na época em que Nobel estaria escrevendo o seu desejo de instituir o seu prêmio, Nobel pensou que Mittag poderia ser um dos primeiros a receber e por isso não concedeu o prêmio à área da Matemática. Já a versão Garding‐Hörmander diz que as duas versões não são verdadeiras! A franco‐ americana, porque Nobel nunca se casou, e a versão sueca, porque foi construída no meio acadêmico e também, porque Mittag‐Leffler e Nobel quase não tiveram nenhum tipo de relacionamento. Na área da Matemática existe a Medalha Fields, criada pelo matemático John Charles Fields, entregue a primeira vez em 1932. A Medalha Fields traz de um lado a efígie de Arquimedes com seu nome em grego (APXIMH∆ ) e a seguinte inscrição: “TRANSIRE SVVM PECTUS MUNDOQVE POTIRI”, que significa “Superar as próprias limitações e dominar o Universo”. Jornal Principia Desde 2008 divulgando os projetos da Casa da Ciência de Campo Grande e demais ações de extensão e pesquisa dentro da UFMS. Todas as 11 edições já publicadas do informativo podem ser acessadas gratuitamente pelo site da Casa e também pelo blog: jornalprincipia.blogspot.com.br. Prevemos mais uma edição impressa e veiculada em 2014. Desde 2008, quando foi efetivado o projeto do jornal, sempre contamos com o apoio de bolsistas e voluntários para que cada edição fosse concretizada, esperamos poder continuar este projeto por um longo tempo, com uma equipe que se renova a cada ano. O Que é Scribus? "Scribus é um Software Livre, equivalente ao PageMaker e InDesign, premiado na categoria paginação profissional para Linux, MacOS X, OS/2 e Windows com uma combinação de "press­ready", output e novas abordagens para paginação. Desde seu humilde início em 2001, o Scribus tem crescido rapidamente." Este informativo é completamente diagramado usando o Scribus, quase todas as edições do Principia foram feitas usando esse software. Experimente software livre você também. fonte: http://wiki.softwarelivre.org/Scribus

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11ª edição - 2014 rincípia 7 Espaço Oficina Por Andréa Eloísa Pereira O “Espaço Oficina” é um Projeto de Extensão pertencente ao programa Casa da Ciência e iniciou suas atividades no ano de 2007. Sua missão é promover a educação ambiental e científica, a inclusão social, o acesso à informação e a geração de renda que através do cooperativismo, se dá a confecção de brinquedos lúdico‐científicos. Suas atividades se iniciaram na Experimentoteca do grupo PET da Química, cedida pela professora Dra. Márcia Helena de Rizzo da Matta, onde se realizaram oficinas com crianças do bairro Nova Lima. A ideia inicial de utilizar as instalações do Estádio Morenão para a realização das oficinas não se concretizou porque apesar de terem sido finalmente reformadas em 2012, a presença de morcegos nos corredores tornava o local insalubre, dificultando a visita das crianças como a qualquer público. Por esse motivo o local se estabeleceu como a Oficina da Casa da Ciência, onde estão sendo recuperados e utilizados os equipamentos da antiga oficina mecânica do departamento de Física, possibilitando suporte técnico a quem dela precisar, embora com corpo técnico limitado. A partir do final de 2012, com a fundação do edifício sede da Casa da Ciência, o Projeto Espaço Oficina manteve suas atividades nesse local, mas de forma provisória. Finalmente, no início de 2014, com o apoio do Vice‐Reitor João Ricardo Filgueiras Tognini, o Espaço Oficina funciona em espaço cedido pela APITT/PROPP, na sala 3 do Espaço Empreendedor, no Complexo Multiúso. O trabalho está a todo vapor, desenvolvendo jogos e passatempos matemáticos voltados para a comunidade e alunos, proporcionando o ensino e a divulgação da matemática de forma prática. Em 2009, o “Espaço Oficina” migrou para uma sala do Estadio Morenão, com acesso pelo portão 32, onde foram preparadas as oficinas de brinquedo realizadas com as crianças do Projeto Córrego da Bandeira, acampamento “Oziel Pereira” e a aldeia indígena “Limão Verde”, além de oficinas lúdico‐científicas com alunos e monitores do grupo ANARCO, Câmpus de Aquidauana, durante a Semana Nacional de Ciência & Tecnologia (SNCT) de 2011, e oficina ministrada no Armazém Cultural, durante a SNCT de 2012. Venha conferir, é só procurar a Andréa, pelo telefone (67)3345‐7395 (à tarde) ou pelo e‐ mail: espacoficina@gmail.com.

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8 rincípia 11ª edição - 2014 Desafio da Viola ‐ Dica de Filme Por Adriana Rodrigues Corvalan Para a dica de filme desta edição do informativo, trouxemos algumas opções do cinema regional. Lançados neste ano os filmes de curta metragem “Desafio da Viola” e “Enterro”, fazem parte da série Lendas Pantaneiras da produtora Render Brasil e contam com a participação especial de músicos consagrados de Mato Grosso do Sul, como Marcelo Loureiro (Desafio de Viola) e Paulo Simões (Enterro). O filme “Desafio de Viola” conta a história de Augusto, interpretado por Bruno Moser, que disposto a aprender a tocar viola faz um acordo ingênuo que o faz perder a própria alma para o demônio "Pé Preto", interpretado por Espedito Di Montebranco. Sua única chance de salvação é contar com a ajuda de um anjo "violeiro", interpretado pelo músico e ator Marcelo Loureiro. Em um duelo musical entre céu e inferno tudo pode acontecer E mais uma dica do cinema regional é o filme “Do Sul ‐ Do Mato Grosso do Sul” estrelado pelo cantor Marcelo Loureiro e outros grandes artistas do estado, que pode ser encontrado na versão Web no youtube. São dicas para quem quer saber mais sobre a cultura do nosso Estado de Mato Grosso do Sul e dar boas risadas. Caça‐Palavras coordenadora geral: Dorotéia de F. Bozano gestora: Isabela P. Cavalcante coordenador de capacitação: Hamilton Perez S. Corrêa Casa da Ciência Jornal Principia organização: Isabela Porto Cavalcante Ministério da Ciência e Tecnologia Pró­reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Estudantis PREAE editoração e arte: Renan Aryel Fernandes da Silva Miguel Gonzales Martins revisão: Isabela Porto Cavalcante Miguel Gonzales Martins colaboração: Landerssoni Vargas Costa Paz Naiara Neiza Viana Machado Adriana Rodrigues Corvalan Miguel Gonzales Martines Andréa Eloísa Pereira

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