Revista Primeiro Plano nº20

 

Embed or link this publication

Description

Resíduo não é lixo O enorme desafio da Política Nacional de Resíduos Sólidos em buscar resolver um problema ambiental grave no país, agregar valor aos materiais, reduzir custos e envolver toda a sociedade na discussão de consumo e produção de lixo.

Popular Pages


p. 1



[close]

p. 2

nesta ediÇÃo atitude atitude 2 6 minhocasa entrevista com marcus rissel diretor da regional sul da natura resíduo não é lixo 12 o desafio de agregar valor aos materiais reduzir custos e envolver a sociedade na discussão aÇÃo simples e inovadora fazer com que cada pessoa saiba exatamente o quanto de resíduos produz e como reaproveitá-los essa é uma das propostas da minhocasa uma iniciativa única no país que apresenta soluções simples e práticas para a destinação adequada de resíduos orgânicos a ideia é transformar em adubo natural de excelente qualidade o resíduo orgânico produzido nas casas e empresas por meio de sistemas inovadores de minhocultura compostagem e biofertilização projetados para grandes e pequenos espaços em áreas urbanas e rurais atuando desde 2004 a iniciativa começou por pessoas impelidas pelo sonho de criar alternativas sustentáveis viáveis do sonho individual veio a ação através do instituto coopera e a partir de 2008 criamos a micro empresa seiva nativa trouxemos às cidades a minhocultura que ao menos os adultos conheceram bem desde sua infância as minhocas são acondicionadas num kit minhocasa de acordo com cada necessidade a idéia já nos rendeu reconhecimento e prêmios nacionais É assim com nossa solução acreditamos que estamos fazendo a nossa parte para um mundo mais sustentável cesar cassab danna www.minhocasa.com

[close]

p. 3

opinião por clemente ganz lÚcio sustentabilidade ambiental e o trabalho de reciclagem 30 incluir caminhos das tecnologias sociais 40 em destaque opinião le monde por silvio caccia bava primeiras impressões 52 55 planeta arte a arte do lixo 32 36 agenda global opinião por olivier genevieve a sustentabilidade do setor sucroalcooleiro 46 49 soluções saideira tudo vira lixo 56 58 ensaio lixo meu mundo kadu moliterno 50 editorial a sociedade brasileira tem um grande desafio no século xxi conciliar crescimento econômico à igualdade social preservando o meio natural essa tarefa árdua sabe-se não é só do brasil mas de todos os países preocupados com o seu futuro muitas das pedras a serem utilizadas na construção desse caminho já estão em prática e requerem um esforço concentrado de todos os setores da sociedade um exemplo é a nova política nacional de resíduos sólidos que ficou em debate no congresso nacional por mais de duas décadas e que teve nos últimos dias de 2010 a sua regulamentação decretada o que não quer dizer que o assunto esteja resolvido os conflitos com essa nova legislação e as perspectivas sustentáveis que ela desenha são o tema da matéria de capa desta edição em outras seções o tema lixo é reapresentado sob a forma de arte educação e poesia além de exemplos bem sucedidos na gestão de resíduos como vem sendo realizado no arquipélago de galápagos e na capital da inglaterra mais uma vez contamos com a parceria do curso de fotografia da univali florianópolis na produção e composição das imagens sobre o tema principal da edição e também pautaram o ensaio este número traz ainda em meu mundo uma entrevista com o ator kadu moliterno que fala da importância da solidariedade e da consciência ambiental mostra também os princípios que norteiam a atividade da gigante de cosméticos natura e suas apostas na biodiversidade brasileira relata os resultados da cop 16 realizada no méxico e apresenta soluções inteligentes para um mundo cada vez mais antenado na sua pegada ecológica um excelente ano e boa leitura expediente diretor odilon luís faccio direção de redação maria josé h coelho mte/pr 930 jp editora chefe alessandra mathyas mte/sc 755-jp redação alessandra mathyas e valéria cunha secretaria e distribuição lilian franz colaboradores rosa maria castilhos fernandes ana lúcia suárez maciel gilmar gomes cássio luciano becker olivier genevieve parceiros institucionais departamento intersindical de estatísticas e estudos socioeconômicos dieese · fundação vale do rio doce fvrd · instituto de manejo e certificação florestal e agrícola imaflora · instituto observatório social · instituto ethos de empresas e responsabilidade social · rede de tecnologia social rts · universidade do vale do itajaí univali a revista primeiro plano é uma publicação do instituto primeiro plano edição nº20 janeiro 2011 edição de arte cristiane cardoso mte/sc 634-jp capa maria josé h coelho foto da capa cleber tomas/univali fotografia sérgio vignes os artigos e reportagens assinados não representam necessariamente o ponto de vista das organizações parceiras e da revista primeiro plano a divulgação do material publicado é permitida e incentivada desde que citada a fonte www.primeiroplano.org.br r joão pinto 30 ed joana de gusmão s 803 · 88010-420 florianópolis sc brasil · fone 55 48 3025-3949 · contato@primeiroplano.org.br

[close]

p. 4



[close]

p. 5



[close]

p. 6

entrevista a essência dos produtos é a sustentabilidade natura é uma gigante do setor de cosméticos no mundo líder de mercado no brasil conta com 4821 colaboradores no país e outros 1440 na argentina chile méxico peru colômbia e frança a força de vendas da companhia é formada por mais de 1,1 milhão de consultoras sendo 941,9 mil no brasil e 177,7 mil no exterior em 2009 a empresa fechou o portfólio com 685 produtos 103 deles correspondendo a lançamentos e relançamentos apresentados no decorrer do ano passado o grande destaque da natura é a importância que a companhia dá à sustentabilidade em todas as suas atividades e a valorização da biodiversidade brasileira nesta entrevista o diretor da regional sul da natura marcus rissel fala dos projetos e dos compromissos sociais de uma empresa antenada no novo milênio a 6 primeiroplano janeiro 2011

[close]

p. 7

diretor da regional sul da natura pp quais são os produtos que demandam uma cadeia produtiva natural e que comunidades envolvem marcus rissel na natura desde sempre temos a preocupação com o desenvolvimento sustentável não apenas na produção dos nossos produtos mas em todas as nossas atividades não queremos apenas ter produtos sustentáveis com baixo impacto ambiental queremos e trabalhamos para que toda a nossa empresa seja sustentável a natura é reconhecida no brasil e no mundo por sua busca constante em permear a sustentabilidade ao dia a dia dos negócios o uso sustentável da biodiversidade brasileira constitui uma de nossas prin cipais plataformas de inovação o lançamento da linha natura ekos em 2000 marcou o primeiro passo nessa direção os produtos da linha utilizam ativos da biodiversidade brasileira extraídos de maneira sustentável para produzir perfumes xampus sabonetes cremes dentre os ativos utilizados nesta linha podemos citar andiroba castanha buriti camomila maracujá mate verde pitanga e cacau a linha utiliza 14 ativos da biodiversidade brasileira cujo fornecimento e repartição de benefícios geraram ao longo desses anos mais de r 8,5 milhões em recursos dessa forma natura ekos apoia o desenvolvimento social o fortalecimento da economia e o cuidado com o meio-ambiente nas comunidades em 2010 inauguramos o maior projeto de sustentabilidade da marca os novos sabonetes de murumuru cupuaçu maracujá e cacau com 20 a 50 de óleo da biodiversidade brasileira extraídos de ativos comprados de oito novas comunidades com isso passamos a beneficiar mais 263 famílias e dobramos os recursos financeiros revertidos por ano pp as matérias primas citadas são da amazônia há projetos similares em outras regiões do país marcus rissel nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável e a valorização da biodiversidade brasileira também envolve comunidades da região sul do país uma delas é o turprimeiroplano janeiro 2011 cleber passus marcus rissel 7

[close]

p. 8

entrevista cupuaçu um dos ativos utilizados da linha ekos os produtos da linha ekos utilizam ativos da biodiversidade brasileira extraídos de maneira sustentável para produzir perfumes xampus sabonetes cremes vo localizada na região centro-sul do paraná a parceria com a cooperativa de produtos agroecológicos florestais e artesanais do turvo coopaflora começou em 2004 e envolve atualmente 40 famílias o primeiro ativo fornecido pela coopaflora foi a pitanga planta nativa da região com o tempo a diversidade dos insumos adquiridos no paraná aumentou hoje vem da comunidade além da pitanga carqueja camomila capim-limão hortelã funcho e melissa os ativos são utilizados em produtos da linha ekos e nos chás da linha frutífera pp quais projetos a natura desenvolve na área de responsabilidade social junto à sociedade e colaboradores marcus rissel nossa trajetória é permeada pelo compromisso de estabelecer manter e valorizar relações pautadas pela ética transparência e diálogo aberto e permanente com todos os públicos de interesse desde colaboradores consultores acionistas e comunidades do entorno até o consumidor final em 2009 entre os públicos beneficiados por nossos investimentos em responsabilidade corporativa que registraram elevação mais significativa estão consultoras e consultores com aumento nos investimentos em educação e capacitação e sociedade especialmente pelo crescimento dos investimentos em patrocínios e projetos de parceiros da sociedade civil em meio ambiente novamente tivemos como destaque os projetos de compensação das emissões de gases de efeito estufa gee selecionados pelo programa carbono neutro o programa crer pra ver é um dos nossos projetos de destaque criado em 1995 destina todo o dinheiro arrecadado com a venda de produtos exclusivos 8 primeiroplano janeiro 2011

[close]

p. 9

fábio chiba carlinhos brown no natura musical investimento na cultura brasileira da linha para investimentos em projetos educacionais desenvolvidos em escolas públicas em 2009 ampliamos a ação do programa com o projeto trilhas que fornece tecnologia educacional para apoiar o trabalho de professores e diretores de escolas públicas que atendem crianças de quatro a seis anos não podemos deixar de citar também o movimento natura que tem como objetivo conscientizar e mobilizar nossos consultores e consultoras em ações e projetos por meio dos quais possam atuar como agentes de transformação social em 2009 tivemos 13 projetos nas diferentes regiões do brasil envolvendo 45.467 consultoras e consultores adesão ao programa crer pra ver Água de viver a mata atlântica é aqui reciclagem de produtos natura mulheres da paz papo de responsa ações de autoestima e de geração de renda em comunidades populares entre outros pp quais os critérios da empresa para o investimento em patrocínios marcus rissel dentro das nossas políticas de apoio e patrocínios investimos em iniciativas voltadas para três temas principais a valorização da cultura brasileira o desenvolvimento sustentável e o fortalecimento da sociedade civil com o natura musical lançado em 2005 já patrocinamos mais de 130 projetos em todo país o programa valoriza a diversidade da música brasileira e dá oportunidade aos talentos que temos no país em 2009 algumas iniciativas de destaque que contaram com o nosso apoio foram o grupo cultural afroreggae o incremento do banco do dna de espécies da flora brasileira realizado pelo jardim botânico do rio de janeiro e a exposição mulheres do planeta apoiarmos iniciativas como com o natura musical lançado em 2005 já patrocinamos mais de 130 projetos em todo país primeiroplano janeiro 2011 9

[close]

p. 10

entrevista cleber passus o consumidor da natura está muito mais consciente sobre temas que envolvem a sustentabilidade e sobre como esse engajamento pode fazer diferença no presente e futuro de todos nós essas também é uma forma de nos tornamos protagonistas das transformações positivas da nossa sociedade pp como vê o crescimento da empresa e o reconhecimento dos seus clientes em função da adoção de práticas sustentáveis no cotidiano e na confecção de seus produtos marcus rissel atualmente o consumidor da natura está muito mais consciente sobre temas que envolvem a sustentabilidade e sobre como esse engajamento pode fazer diferença no presente e futuro de todos nós ao longo da nossa história procuramos realizar negócios baseados num modelo de gestão que promova o crescimento econômico e a perpetuação da empresa e que ao mesmo tempo reconheça os impactos ambientais e sociais com os resultados financeiros positivos que obtivemos no último ano e nosso crescimento constante fechamos o ano de 2009 com uma receita líquida de r 4,9 bilhões sendo 18,6 maior que a obtida no mesmo período de 2008 podemos afirmar que estamos no caminho certo de nossa estratégia de negócios e que nossos consumidores compartilham da mesma filosofia que nós e por isso consomem nossos produtos também em 2009 o market share da natura em seu mercado-alvo no brasil cresceu de 21,4 em 2008 para 22,5 conquistamos bons resultados em relação à aceitação de nossa marca que continuou a manter altos índices segundo a pesquisa de imagem brand essence ipsos a avaliação global alcançou 81 e a preferência de nossos consumidores atingiu 46 30 pontos percentuais superior ao segundo colocado visando aperfeiçoar o monitoramento da qualidade das relações com nossos públicos no ano passado incorporamos ao indicador de lealdade que anteriormente era medido apenas pelo grau de satisfação dois novos índices de avaliação a intenção de continuar o relacionamento com a companhia e a intenção de recomendar a natura junto aos consumidores atingimos 46 de lealdade ampliamos ainda a nossa presença no brasil chegando a 3,5 milhões de novos domicílios que vieram se somar aos mais de 20 milhões de lares onde a marca natura já está presente 10 primeiroplano janeiro 2011

[close]

p. 11



[close]

p. 12

resÍduo cleber tomas/univali entenda os conceitos acordo setorial ato de natureza contratual firmado entre o poder público e fabricantes importadores distribuidores ou comerciantes tendo em vista a implantação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto ciclo de vida do produto série de etapas que envolvem o desenvolvimento do produto a obtenção de matérias-primas e insumos o processo produtivo o consumo e a disposição final coleta seletiva coleta de resíduos sólidos previamente segregados conforme sua constituição ou composição controle social conjunto de mecanismos e procedimentos que garantam à sociedade informações e participação nos processos de formulação implementação e avaliação das políticas públicas relacionadas aos resíduos sólidos ecoeficiência compatibilização entre o fornecimento a preços competitivos de bens e serviços qualificados que satisfaçam as necessidades humanas e tragam qualidade de vida e a redução do impacto ambiental e do consumo de recursos naturais a um nível no mínimo equivalente à capacidade de sustentação estimada do planeta geradores de resíduos sólidos pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado que geram resíduos sólidos por meio de suas atividades nelas incluído o consumo gestão integrada de resíduos sólidos conjunto de ações voltadas para a busca de soluções para os resíduos sólidos de forma a considerar as dimensões política econômica ambiental cultural e social com controle social e sob a premissa do desenvolvimento sustentável logística reversa instrumento de desenvolvimento econômico e social caracteriza 12 primeiroplano janeiro 2011

[close]

p. 13

resíduo não é lixo política nacional de resíduos sólidos busca resolver um problema ambiental grave no país agregar valor aos materiais reduzir custos e envolver toda a sociedade na discussão de consumo e produção de lixo o desafio é enorme proporcional à desinformação da população d esde agosto de 2010 o setor produtivo nacional está preocupado com as mudanças que toda a sociedade brasileira ­ indústria comércio serviços administrações públicas deverá adotar com a aprovação da política nacional de resíduos sólidos a proposta ficou 21 anos em tramitação no congresso nacional e os especialistas dizem que a redação final é o que de mais moderno existe no mundo atualmente resultado de um amplo processo de negociação entre os setores interessados essa lei que estamos construindo não irá resolver os problemas do passado mas evitar que eles se aprofundem no futuro explica wal frido de assunção ataide especialista na área que assessorou os parlamentares relatores da proposta no congresso nacional entre as principais determinações da nova política estão a logística reversa fabricante tem que dar destinação correta aos resíduos do seu produtoe a proibição de lixões os que ainda existirem deverão ser transformados em aterros sanitários também veda a importação de qualquer tipo de resíduo e obriga que christopher alisson/univali do por um conjunto de ações procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial para reaproveitamento em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos ou outra destinação final ambientalmente adequada padrões sustentáveis de produção e consumo produção e consumo de bens e serviços de forma a atender as necessidades das atuais gerações e permitir melhores condições de vida sem comprometer a qualidade ambiental e o atendimento das necessidades das gerações futuras reciclagem processo de transformação dos resíduos sólidos que envolve a alteração de suas propriedades físicas físicoquímicas ou biológicas com vistas à transformação em insumos ou novos produtos rejeitos resíduos sólidos que depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento e recuperação por processos tecnológicos disponíveis e economicamente viáveis não apresentem outra possibilidade que não a disposição final ambientalmente adequada aterros ou recuperação energética responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos conjunto de atribuições individualizadas e encadeadas dos fabricantes importadores distribuidores e comerciantes dos consumidores e dos titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos para minimizar o volume de resíduos sólidos e rejeitos gerados bem como para reduzir os impactos causados à saúde humana e à qualidade ambiental decorrentes do ciclo de vida dos produtos reutilização processo de aproveitamento dos resíduos sólidos sem sua transformação biológica física ou físicoquímica primeiroplano janeiro 2011 13

[close]

p. 14

resÍduo instrumentos do plano nacional de resíduos sólidos · planos de resíduos sólidos · coleta seletiva · logística reversa · acordos setoriais · educação ambiental · incentivos fiscais financeiros e creditícios · sistemas de informações ambientais sinir sinisa ctf · licenciamento ambiental estados e municípios elaborarem um plano de coleta seletiva e destinação adequada dos resíduos esse último ponto aliás não será uma obrigatoriedade somente do poder público mas empresas de médio porte condomínios escolas comércio e todos os espaços de grande concentração populacional deverão seguir um plano de gestão de resíduos o qual será monitorado e fiscalizado pelos órgãos ambientais competentes a sociedade terá até 2015 para se adequar totalmente à nova lei cujas regulamentações finais foram publicadas no fim do ano pela presidência da república a lei não se aplica aos rejeitos radioativos que são regulados por legislação específica os principais princípios da pnrs são da prevenção e da precaução a lei estabelece penalidades para o poluidor e prevê incentivos ao cidadão engajado como mecanismos de recompensa ao protetor poluidor-pagador e protetor-recebedor também prioriza que as compras públicas sejam de materiais recicláveis ou contendo reciclados na sua composição isso é importante pois segundo ricardo lopes garcia do departamento de meio ambiente da federação das indústrias de são paulo fiesp não adianta incentivar a reciclagem se não tem mercado e o poder público é o maior comprador do país a visão sistêmica na gestão dos resíduos sólidos é outro princípio que visa considerar as variáveis ambiental social cultural econômica tecnológica e de saúde pública com respeito às diversidades locais e regionais desenvolvimento sustentável cooperação entre os segmentos da sociedade responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto ecoeficiência e o reconhecimento do resíduo sólido reutilizável e reciclável como um bem econômico e de valor social gerador de trabalho e renda e promotor de cidadania são outros princípios que norteiam a lei christopher alisson/univali regulamentação segundo walfrido ataíde muitas empresas e instituições alegam não tomar atitudes de encaminhamento adequado de seus resíduos por conta da insegurança jurídica impasse entre os órgãos de fiscalização e normatização e outras entidades como o conama ­ conselho nacional de meio ambiente com a pnrs partimos de um ambiente sem lei para a segurança jurídica o artigo 2° 14 primeiroplano janeiro 2011

[close]

p. 15

dá poder de lei a todas as normas que já existiam explica a afirmação de ataíde ameniza uma das grandes preocupações do setor produtivo a regulamentação da lei havia um temor por parte do setor produtivo de que o governo definisse as metas ao setor produtivo com base na produção tem que ser de forma progressiva e de acordo com as variáveis do produto além disso a indústria da reciclagem não está preparada para a demanda que virá comenta wanderley coelho baptista analista de políticas e indústria da confederação nacional da indústria cni para ele walfrido ataíde responde não tenham medo a regulamentação não mudou o princípio da lei esta diz o que fazer aquela como fazer não há surpresas e a indústria estará preparada se houver planejamento o decreto presidencial que regulamenta a lei foi publicado no diário oficial da união em 23/12/2010 ainda assim há vários pontos da lei que entraram na pauta das preocupações prioritárias das indústrias a começar pela logística reversa de acordo com ricardo lopes garcia especialista em meio ambiente da fiesp não é possível lixo bom a empresa age de são josé/sc que há 20 anos atua com gestão ambiental elaborou a partir da sua experiência junto a empresas uma proposta para as prefeituras darem a destinação adequada e ainda aproveitar o potencial energético e econômico dos seus resíduos intitulado lixo bom o programa global de gestão de resíduos sólidos municipais prevê o processamento total dos resíduos orgânicos e não-orgânicos sem a necessidade de destinação de qualquer resíduo para aterros pode ser elaborado e desenvolvido em parceria com a administração pública local através do modelo de projetos ppp parceria público-privadas ou mesmo concessão comum em concordância com a legislação e regulamentação federal a proposta inclui logística e planejamento do recebimento recolhimento de resíduos inclusive entulhos da construção civil eco-pontos e programa de coleta seletiva com recompensa individual/residência do lixo domiciliar www.agetec.com.br primeiroplano janeiro 2011 15

[close]

Comments

no comments yet

YOUBLISHER
About
What Others Say
Sitemap
Impressum

PUBLISHERS
Login
Signup
Tutorials
FAQ
Support

BUSINESS
Overview
Advertising
Support

DEVELOPERS
API

LEGAL
Report a Copyright Violation
Copyright FAQ
Terms of Use
Privacy Policy