05/2014 - Serviço Limpo

 

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05/2014 - Serviço Limpo

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Informativo dos Empregados em Asseio e Conservação MAIO 2014 A luta contra a escravidão continua Pelo fim da marginalização, discriminação, intolerância, baixos salários e falta de oportunidades Página 4 Página 2 Copa Soçaite tem início este mês Página 3 Dia do Trabalhador Ditadura deixa marcas na organização do trabalho Latuff

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maio/2014 VI Copa SECI de Futebol Soçaite Jogos têm previsão de início para dia 18 No dia 06/05, às 18h30, acontecerá a reunião de entrega das carteirinhas para a inscrição na VI Copa de Futebol Soçaite. Sendo assim, os representantes dos times que desejam participar do torneio deve comparecer a essa reunião. A Copa Soçaite já conta com a inscrição de sete times, sendo seis da categoria comércio e serviços e um convidado. O prazo final para a inscrição é o dia 10 do mês de maio. Para participar, o trabalhador deve ser empregado no comércio ou de asseio conservação e ter o cartão de associado. Para fazer o cartão de sócio, o trabalhador deve comparecer a sede da entidade munido da carteira de identidade, CPF, carteira de trabalho e o último contracheque. O Sindicato fica na Av. 28 de Abril, 621, sala 302, no Centro de Ipatinga. Associado ao SECI tem desconto A Clínica Mais Você oferece consultas com diversos especialistas, exames e tratamento odontológico com preços acessíveis. O valor das consultas é partir de R$45,00. Basta o trabalhador e/ou dependentes apresentar o cartão de sócio, atualizado, para obter descontos nos vários serviços prestados pela clínica. Especialidades Médicas: - Alergologia/imunologia - Cardiologia - Cirurgia geral - Clínica médica - Dermatologia clínica - Dermatologia estética - Endocrinologia - Gastroenterologia - Geriatria - Ginecologia - Médico da família - Neurologia - Pediatria - Pneumologia - Psiquiatria - Oftalmologia - Ortopedia - Oncologista Serviços: - Exames laboratoriais - Exames de imagens - Exames cardiológicos - Exames oftalmológicos - Consultor jurídico - Controle de absenteísmo - Clínico de plantão - Odontologia - Plantão de laboratório - Fisioterapia - Fonoaudiologia - Psicologia - Nutricionista Clínica Mais Você Irregularidades no local de trabalho O empregado deve procurar o Sindicato e denunciar a empresa Para que o SECI desempenhe melhor o seu papel, é preciso que os trabalhadores ajudem a entidade. Denuncie as irregularidades ocorridas no seu local de trabalho. É necessário que o empregado liste todos os problemas e vá até a sede do Sindicato, munido da carteira e trabalho e o contracheque. Caso não possa comparecer a entidade, o trabalhador pode fazer a denúncia através do telefone, site e ou e-mail. Av. 28 de abril, 621 – Sala 302, Ipatinga/MG. (31) 3822-1240. www.seci.com.br Filie-se ao SECI Sindicato sorteará uma moto 0 km para seus associados O SECI sorteará uma moto zero km. O modelo da moto, o local, a data e a hora do sorteio ainda serão definidos, mas o trabalhador já pode começar a se preparar. Irão participar do sorteio todos os sócios que estejam em dia com suas obrigações sindicais e com o seu cartão atualizado. O trabalhador que ainda não tem o cartão deve ir até a sede da entidade e apresentar a Carteira de Identidade, CPF, Carteira de Trabalho, o comprovante de residência e o último contracheque. Ao fazer ou renovar o seu cartão, o trabalhador ganha brindes e pode participar do sorteio. A Clínica Mais Você está localizada na Rua Mariana, 120, no Centro de Ipatinga. O horário de funcionamento é de segunda a sexta de 8h às 18h e sábado de 8h às 12h. Telefone: (31) 3822-6725/3827-8680

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maio/2014 Primeiro de abril de 1964, não é mentira, militares tomam o poder no Brasil. Com o apoio da elite conservadora e dos Estados Unidos, instauram uma Ditadura de 21 anos. Alegavam defender o país de uma suposta ameaça comunista. A ação do golpe foi pensada, planejada e dirigida por empresários (banqueiros, industriais, comerciantes) e executada pelos militares. Tudo isso, orientado pelo governo dos Estados Unidos. O Brasil era governado pelo presidente Jango, que propunha reformas de base. Sua intenção era colocar em prática a reforma agrária, reforma universitária e outras mudanças no cenário político e econômico do país. Todas essas propostas de uma sociedade justa eram apoiadas pelas classes menos favorecidas e rejeitadas pela classe dominante. Essas mudanças iriam favorecer principalmente a classe trabalhadora. Sendo assim, “o golpe foi contra os operários da cidade e os trabalhadores do campo”, afirma o escritor Vito Giannotti. Os patrões queriam liberdade total para explorar a mão de obra dos trabalhadores. Para isso, era necessário acabar com as greves e ocupações de terras. Os trabalhadores exigiam aumento de salários e novos direitos e a burguesia não admitia diminuir seus lucros. A ditadura fechou o congresso nacional, encerrou os partidos existentes e decretou intervenção em centenas de sindicatos. Vito explica que, “era preciso acabar com as greves e por isso todos os sindicatos de lutas sofreram intervenções. Os militares precisavam exterminar as organizações de lutas no campo e as Ligas Camponesas para que não houvesse intromissões dessas classes nesse período”. Durante a ditadura, centenas de lideres operários e rurais foram presos e ou assassinados. A DITADURA IMPLANTOU O MEDO E O TERROR GENERALIZADO. Foram centenas de presos, torturados mortos e desparecidos em todos os estados do país. Como as organizações de luta já estavam desestruturadas pelo governo, as multinacionais, sobre tudo as norte americanas, puderam se instaurar no Brasil. Os lucros dessas empresas eram exorbitantes e em 69/70 tem início a fase chamada de “Milagre Econômico”. Nesse período a indústria obteve um crescimento forte, isso à custa de salários baixos, horas extras e do comprometimento da saúde do trabalhador. Nestes anos, o Brasil foi campeão mundial de mortes por acidentes de trabalho. Além de toda a exploração, a repressão sofrida era intensa. Quem protestasse era considerado “subversivo”, podia perder o emprego, ser preso e torturado. O período da ditadura terminou, mas até hoje os resquícios podem ser observados. Para que mudanças ocorram, é necessária a união da classe trabalhadora. “Os trabalhadores precisam criar uma verdadeira força política própria para impor uma nova sociedade, através da implantação de uma sociedade justa, livre e solidária. Ou seja, para implantar o socialismo. A história não se faz nem em dias, anos ou décadas. É isso, ou vamos continuar a viver na sociedade injusta, na barbárie de hoje, onde poucos vivem maravilhosamente bem e milhões se arrastam na dureza e na miséria”, conclui Vito. EDITAL O SECI - SIND. DOS EMPREGADOS COM. ATAC. VAREJ. ARM. TUR. HOS. AG. AUT. CART. IPATINGA convoca todos os seus associados com direito a voto para uma assembleia que acontece no dia 15 de maio, na sede da entidade localizada na Av. 28 de abril, 621, sala 302, Centro, Ipatinga. A assembleia será realizada as 18h30 em primeira convocação com a presença de 50% mais um dos sócios, ou as 19h com qualquer número de presentes. A pauta do dia é a discussão e aprovação da compra de imóveis para uso da categoria.

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13 de maio de 1888. A princesa Isabel assina a Lei Áurea que acaba com a escravidão, sem se preocupar em criar formas de inserir os negros na sociedade. Abandonados à própria sorte, eles são levados a cometer crimes e criarem novos modelos de habitação. Para saber os reflexos que a falsa libertação dos escravos teve na História, o Informativo Comerciário entrevistou o Presidente do Centro de Estudos da Cultura Ancestral Brasileira, Reginaldo Consolatrix Maia. Informativo Comerciário – O que motivou a princesa Isabel a abolir a escravidão? Reginaldo Consolatrix – O modelo escravista já estava desgastado. Isso motivava a criação de grupos de resistência, até nas classes mais favorecidas. A sociedade também se modificava do ponto de vista econômico. As marcas do que viria a ser a industrialização já se anunciava. A sociedade começava a se organizar de uma maneira onde as trocas se intensificaram. É introduzido o trabalho assalariado, que era mais interessante para as classes dominantes do que o escravismo de cor. Ou seja, é muito mais uma conquista da “Casa Grande” do que da senzala, sem diminuir todo o sangue derramado e a importância de todas as lutas e resistências. IC - O que aconteceu com os negros “libertos” no que se refere à sua sobrevivência, isto é, trabalho e moradia? RC - Os escravos foram simplesmente expulsos de seu habitat, sem nenhum tipo de ajuda para continuar sua vida fora das fazendas. Eles ficam à deriva e vão se organizar em favelas e Maltas*. Nesse período não existia emprego para os ex-escravos. Além disso, houve inúmeras tentativas de extermínio de negros, como a guerra do Paraguai. Eles foram mandados para o campo de batalha, com a oferta de ganhos futuros, mas a intenção era enviá-los para o campo da morte. Esse é um processo vivo e permanente na disputa de poder. Se pegarmos as estatísticas, dentro da proporcionalidade, vamos observar que os pardos e negros são os assassinados, os que estão envolvidos em disputas com a polícia, os que moram em morros e que sobram do lado de fora dos hospitais. Ou seja, as dificuldades da pós-escravidão tem efeitos até hoje no Brasil. IC - Fatos recentes como o assassinato do Alailton Ferreira, no Espírito Santo, Cláudia Silva, no Rio de Janeiro, e a tortura de um adolescente negro, também no Rio, podem estar ligados à forma como se deu a libertação dos escravos? RC - Sim, na medida em que naquele momento não houve uma libertação humana. Mas, também devemos considerar que a “Casa Grande” mandou à sua maneira nesses últimos séculos. Produzindo um extremo acúmulo de riquezas e uma marginalização cada vez mais intensa. Tudo que temos atualmente é resultado desse processo. É necessário pensar que a sociedade brasileira tem 500 anos de uma mistura intensa de raças. Não tem a compreensão de cidadania. O racismo velado, humorado, acontece atualmente e se tirarmos uma fotografia do extrato social nesse momento, vamos ver que a escravidão negra, está viva na sociedade brasileira. IC - Que elementos estão por trás das manifestações racistas como aquelas sofridas pelos jogadores Tinga e Arouca, pelo juiz de futebol Márcio Chagas e pelos médicos cubanos? RC - Nós vivemos hoje, um tipo de dominação, que não é explícita, mas se dá através do consumo, do salário e da vida útil definida dos bens. Isso faz a sociedade se movimentar. Na economia moderna, do ponto de vista econômico, qualquer indivíduo pode chegar ao topo. Porém, do ponto de vista político as leis e a organização social são excludentes para os negros. O racismo vai se manifestar sempre que tiver uma simbologia, um negro, mesmo com ascensão econômica. IC - As políticas públicas de caráter afirmativas, implementadas pelos últimos governos, como as cotas para negros nas universidades, ajudam a corrigir as injustiças praticadas contra os negros? RC - Temos um cinismo, uma hipocrisia social que se renova a todo tempo. Um exemplo disso é o projeto Fome Zero. Levar alimento a todos que têm fome é uma ação indiscutível do ponto de vista ético, social e antropológico. Mas como a nossa sociedade vê isso? Com hipocrisia: “está dando o peixe, têm é que ensinar a pescar”, “criando um bando de ociosos, de vagabundos”. A “Casa Grande” tenta estereotipar a ação de levar alimento às periferias, como um erro do ponto de vista da ideologia deles. Em 500 anos as elites dominaram o país, nada foi feito de concreto, para a inclusão da periferia. Recentemente nós incorporamos à dinâmica social 30 milhões de pessoas. No entanto, a sociedade faz a leitura que isso é um ato paternalista. A mesma coisa acontece com essas políticas de correção. Se identificamos, por exemplo, que a maioria dos negros ficam fora das universidades, é mais do que justo que se crie medidas de correção para os danos que foram acumulados ao longo do tempo. Jubileu do Grucon Em primeiro de junho o Grucon realiza o 7ª Jubileu da Comunidade Negra do Vale do Aço. A festividade conta com a participação de entidades culturais e religiosas de várias cidades, dentre elas Santana do Paraíso, Ipatinga, Coronel Fabriciano e João Monlevade. A acolhida ocorrerá às 11h, no Santuário de Nossa Senhora da Piedade, no bairro Córrego Alto, em Coronel Fabriciano. A programação terá início com um piquenique. Posterior, às 13h, será a vez do momento cultural, com congado, palestras e capoeira. Ás 16h terá a missa de Ação de Graças. O evento é aberto ao público. Maltas* fenômeno onde os negros se agrupavam e assaltavam armazéns em busca de suprimentos para levar para os morros e aglomerados de negros. SECI Av. 28 de Abril, 621 - Sala 302 Centro - Ipatinga/MG Telefax: (31) 3822-1240 seci@seci.com.br www.seci.com.br COORDENADOR GERAL: Cláudio M. F. Tomaz DIRETOR RESPONSÁVEL: Antônio Ademir da Silva REDATORA: Vanessa Mourão DIAGRAMAÇÃO, FOTOLITO E IMPRESSÃO: Gráfica Art Publish (31) 3828-9020 artpublish@artpublish.com.br TIRAGEM: 1.100 exemplares

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