Revista Jornal Empresários Junho 2014

 

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FOTO: BANCO DE IMAGENS DO JE Vale investe R$ 4,5 milhões em pesquisas climáticas A Vale e a Ufes inauguraram, dia 9, o Complexo Laboratorial de Mudanças Climáticas, que vai realizar estudos nas áreas de silvicultura tropical, ecologia e manejo de florestas tropicais. Página 10 Mercado imobiliário passa por ajuste Na opinião do presidente do Sinduscon, Aristóteles Passos Costa Neto, o mercado imobiliário do Espírito Santo mudou o perfil e ingressa em uma nova fase, muito atraente e com qualidade. Página 7 ® do Espírito Santo ANO XV - Nº 174 www.jornalempresarios.com.br JUNHO DE 2014 FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Seminário reunirá maçons O Grão Mestre do Grande Oriente da Maçonaria do Espírito Santo, empresário Américo Pereira da Rocha, está à frente da organização do 16º Seminário que vai reunir em Guarapari maçons e seus familiares . Página 12

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2 JUNHO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS EDITORIAL❫❫ O pedágio outra vez elo menos por enquanto, usuários e a população do entorno não estão se beneficiando com a cobrança do pedágio no trecho da BR 101 que corta o Estado do Espírito Santo, entre o Rio de Janeiro e a Bahia. A situação caótica do primeiro dia da cobrança, 18 de maio, com lentidão de tráfego e engarrafamentos, reduziu-se no primeiro mês, mas a insatisfação ainda é grande. Isso pode ser notado, principalmente, entre os moradores das áreas de pedágio. A Eco 101, concessionária da via, não consegue atender satisfatoriamente o volume de reclamações, a maioria de pessoas que levam filhos à escola, vão ao supermercado e realizam outras tarefas do dia-a-dia e por isso mesmo se recusam a pagar o pedágio. E empresa analisa caso a caso, num processo demorado, segundo os moradores. Além disso, a burocracia para com provar que realmente reside nas imediações do pedágio é considerada complicada, implicando, também, em despesas. O processo de privatização desse trecho da BR 101 foi, desde o início, marcado com uma série de contratempos. Primeiro, a empresa perdedora a concorrência, a Rodovias Capixabas, que entrou com processo judicial contra a vencedora, gerando atraso nas obras. Passado algum tempo, as duas se uniram a formaram a Eco 101. De estranhar é a cobrança do pedágio ser autorizada sem que as obras de duplicação da rodovia tenham sido iniciadas, o que irá ocorrer somente as partir de 2015. O que se tem, hoje, são obras paliativas em acostamentos, com melhoria na sinalização e assistência um pouco melhor a quem trafega pela via. Desse modo, o usuário que já paga uma série de taxas que deveriam ser direcionadas para a manutenção das vias públicas, se vê bancando mais uma despesa, que, pela lógica, caberia à concessionária. Afinal de contas, o contrato de concessão resulta em elevados lucratividade, devendo necessariamente se precedido de investimentos por parte da empresa. ■ DELFIM NETTO parentemente, os analistas que se ocupam dos temas econômicos entre nós, não se distinguem pela objetividade, mas pelas crenças que cultivam e que insistem em apresentar como resultado de “suas ciências” . Simplificadamente poderíamos dividi-los em duas tribos principais. De um lado os que visivelmente são maioria nos grandes veículos de comunicação e que se creem neoliberais e, de outro, os que se afirmam heterodoxos, o que lhes permite uma ampla liberdade de contestação, praticamente sem fronteiras... Neoliberais são aqueles que se consideram “certinhos” e, fundamentalmente acreditam que há uma ordem “natural” na organização econômica da sociedade através de “mercados” . Ela pode ser “revelada” pela análise da ação dos agentes em resposta aos in- P Analistas A centivos que aqueles lhe proporcionam. Caberia ao Estado apenas garantir o desimpedido funcionamento dos mercados (propriedade privada) e providenciar o fornecimento de bens públicos (segurança, justiça, valor da moeda etc.) que não podem ser eficientemente produzidos por ele. A combinação (mercados + Estado) levaria à combinação “ótima” do uso dos fatores de produção e à satisfação máxima dos agentes. “Evidentemente” , uma combinação que garantiria à sociedade manter sempre um nível natural do desemprego A intervenção do Estado é, portanto, dispensável e, no limite, perturbadora do equilíbrio “natural” . Do outro lado, a tribo mais interessante e que se crê heterodoxa, inclui toda a sorte de contestadores da existência daquela “ordem” liberal: keynesianos e mar- xistas em todas as suas infinitas matizes, neo-desenvolvimentistas, ecologistas, “políticos ambientais” , politicólogos, historiadores, geógrafos, niilistas, anarquistas e “tutti quanti” . Cada um com seu próprio diagnóstico de nossos problemas e, obviamente, com receitas infalíveis para resolvê-los, desde que lhes fosse dado ilimitado “poder” para implementá-las. Felizmente, nem sempre obtêm a parcela de poder desejado. Quando o tiveram, produziram os desastres do século XX. Se de um lado é evidente que não existe ordem “natural” no universo econômico, do outro é também evidente que não é possível superar impossibilidades físicas como distribuir o que não foi produzido, por exemplo -- com medidas que pareçam “politicamente corretas” . O fracasso do “poder” é sempre justificado pela falta de “mais po- der” , até atingir o “poder absoluto” . O caminho mais custoso para enfrentar os problemas é o da ruptura com o sistema vigente e entregar-se a um ente “sobrenatural” , portador da santíssima trindade: a onipotência, a onipresença e a onisciência, o partido incontestável, como sugerem nas entrelinhas alguns dos nossos contestadores... Um exemplo daquela divisão é o respeito sacrossanto dos membros da primeira tribo à opinião das Agências de “ratings” . E o solene desprezo das demais tribos à ortodoxia das “notas” , cujo anúncio é ansiosamente esperado pelas rivais. Nem uma coisa, nem outra, mas é inútil ignorá-las, porque o “mercado” não as ignora... ■ Antonio Delfim Netto é professor emérito da FEA-USP, exministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento. contatodelfimnetto@terra.com.br LUIZ MARINS omeça a temporada de caça ao voto. Os discursos se repetem, raramente se renovam. Entre os que nada almejam além de uma boquinha da duração de um mandato encontram-se os que sinceramente se movem por um genuíno espírito público, ou segundo o jargão apropriado, “republicano” , que os inspira a deter um mandato para transformar a política em coisa séria. Uma pretensão gigantesca, mesmo que autêntica, desde que há muito a prática política deixou de ser o exercício da promoção do interesse social para ser um reles jogo de poder, em nome do qual as alianças mais espúrias e contraditórias podem ser construídas. Se é que em algum momento realmente conseguiu realizar-se segundo o espírito que deveria norteála. A regra que vigora é elementar: quem não jogo o jogo é escarrado, cuspido, pelo sistema político que age fisiológica e corporativamente. Temos uma Constituição parlamentarista e um regime presidencialista. Inclusive aqui no Estado, o que manieta o Executivo, do ponto de vista constitucional, deixando-o à mercê do Legislativo, mas apenas teoricamente. Porque na prática, o Executivo sobrepaira os demais poderes com os quais deveria se ombrear e exerce o mando de fato. Vide As promessas até de boa fé... C a recente discursão na Assembleia Legislativa quando da aprovação do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias que rechaçou uma emenda que reduzia de 20 para 10% a parcela do orçamento que o Executivo poderia utilizar sem necessidade da autorização do Legislativo. A maioria governista bancou a integridade da proposta, fazendo valer os 20%, mesmo que esvaziando o poder de negociação da própria casa que os abriga. Talvez seja o efeito de uma cultura latina que cultua o patriarcalismo ou o paternalismo projetado na figura de um presidente. Do mesmo modo como a sociedade parece perceber o Estado-Pai supridor de todas as suas necessidades. Então, em temporada de caça ao voto, repetem-se as promessas. Educação, Saúde, Segurança, Transportes, Habitação, Saneamento, mesmo Cultura e Esportes configuram o cardápio que é prometido com a mesma ênfase com que é cobrado. O eleitor/consumidor repete o ritual do conformismo e da resignação. Dispõe-se, no máximo, a tentar escolher outro candidato portador das mesmas promessas na esperança de que agora, sim, elas se cumpram. Segue-se a opera bufa em que os papéis periodicamente se repetem. E as condições sociais precárias se agu- çando até estourarem a qualquer pretexto e pelo motivo mais prosaico mas suficiente para detonar toda uma pressão que se intensifica na exata proporção em que suas causas permanecem. Qual seria o discurso novo já que é redundante a história do cara que por ser conhecido acha que detém capital eleitoral para se reeleger; ou do outro , com mandato, que foi prestigiado na inauguração de uma obra na sua base e por isso se sente habilitado a colher o voto do reconhecimento; ou de um terceiro que acena com uma história de militância para atestar uma vocação política prematura, que não se manifestou oportunisticamente apenas na época das eleições? Tudo soa a clichês desgastados. Talvez fosse o momento de transformar o período eleitoral e a exposição de candidaturas e propostas para realmente inovar. Que tal uma abordagem didática para o desavisado eleitor, mostrando-lhe o que de fato um deputado estadual pode fazer? E o que ele pode fazer se sua opinião não coincidir com a do Partido que é compromissado com uma aliança, eventualmente, com o partido do poder de plantão? Quais as prerrogativas do Legislativo para fazer valer as prometidas conquistas. Pode, mesmo prometer? E um deputa- do federal, que promessa mais consistente do que a mera auto exaltação do candidato poderia oferecer? Por exemplo, uma proposta de disputar cargos importantes no Congresso como estratégia para, aí sim, fazer valer esse cargo na troca de benesses para o seu Estado? É impressionante como o Espírito Santo destoa dos pequenos estados brasileiros que mesmo inexpressivos fazem valer, pelo voluntarismo de seus representantes, a sua representação estadual no Congresso. A grande plataforma política será a promoção de ideias a serem assumidas pela sociedade como grandes bandeiras de lutas. Ideias objetivas que se tornem tanto mobilizadoras como verdadeiros compromissos de campanha. A extinção dos terrenos de marinha, já aliás empunhada, é um grande exemplo; outro, a desoneração dos agentes produtivos que mais empregos criam no país, os pequenos negócios; outra ainda a revisão do tamanho do Estado Brasileiro, caríssimo à parcela da sociedade que o financia. O que não faltam são ideias mobilizadoras. Essas seriam – e são – as melhores promessas. ■ Eustáquio Palhares é jornalista eustaquio@iacomunicacao.com.br É publicado por Nova Editora - Empresa Jornalística do Espírito Santo Ltda ME - Insc. Municipal: 1159747 - CNPJ: 09.164.960/0001-61 Endereço: Praça San Martin, 84, salas 111 e 112, Edifício Alphaville Trade Center - Praia do Canto, Vitória - Espírito Santo - CEP: 29055-170 Diretor e jornalista responsável Marcelo Luiz Rossoni Faria rossoni@jornalempresarios.com.br Repórter fotográfico Antônio Moreira Colaboradores Antonio Delfim Netto, Eustáquio Palhares e Jane Mary de Abreu Site: www.jornalempresarios.com.br E-mail: jornal@jornalempresarios.com.br Impressão: Gráfica JEP - 3198-1900 Diagramação Liliane Bragatto redacao@jornalempresarios.com.b Contato comercial comercial@jornalempresarios.com.br Telefone (27) 3224-5198 As opiniões em artigos assinados não refletem necessariamente o posicionamento do jornal.

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4 JUNHO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS Ações contra inundações Prefeitura de Vila Velha institui o primeiro gabinete de gestão de drenagem do município, que vai direcionar as ações município de Vila Velha vem se preparando para o enfrentamento do problema histórico das inundações, e agora conta também com um Gabinete exclusivo para debater medidas relacionadas ao assunto. Instituído pela Prefeitura, o Gabinete de Gestão Integrada Municipal da Drenagem (GGIM) reúne representantes dos governos municipal, estadual e da sociedade civil. A ideia é estabelecer um fórum permanente de discussão, ouvindo a população de Vila Velha, por meio, por exemplo, da participação de representantes dos Grupos de Acompanhamento de Obras (GAOs), que comparecerão à reunião mensal do Gabinete. Em cada uma dessas reuniões, serão debatidos temas diferentes, relacionados à drenagem e prevenção aos alagamentos. O Município de Vila Velha tem relevo predominantemente plano e está sob influência de dois grandes corpos hídricos, o mar e o rio Jucu. Essas condições geográficas fazem com que, historicamente, a cidade tenha diO prefeito de Vila Velha Rodney Miranda instituiu o Gabinete de Gestão Integrada Municipal de Drenagem ficuldades quanto ao escoamento das águas pluviais. Pa- Apoio Popular Comunitário. que trabalham com recursos nível do mar, o que dificulta o do diversas ações para dimira amenizar o problema das Entre as instituições esta- hídricos gerais. Outro fator im- escoamento da chuva. Para nuir o impacto das chuvas coinundações no Município, es- duais que participam do Ga- portante é que ouvimos a so- planejar as próximas ações, no mo as obras no Canal da Costão em curso duas grandes binete estão Cesan, Secreta- ciedade, para, juntos, tomar- que respeito ao combate aos ta, a limpeza permanente dos obras de macrodrenagem. ria de Estado de Saneamento, mos decisões importantes” , alagamentos, o professor Pau- canais, desassoreamento do A Macrodrenagem do Ca- Habitação e Desenvolvimento afirma Alberto Pêgo, ambienta- lo Canedo, um dos nomes Canal Garanhuns, entre tannal do Congo terá abrangên- Urbano (Sedurb) e Secretaria lista e membro do Gabinete. mais respeitados no país no tas outras. Até o final de 2016 cia de 13 bairros de Vila Ve- Extraordinária de Projetos EsO Gabinete irá orientar e campo da drenagem, está rea- serão mais de R$ 500 milhões lha, da Grande Jucu. Dentre peciais e Articulação Metro- promover ações no que diz lizando um grande estudo so- aplicados para combater as o que será feito, estão incluí- politana (Sepam). Entre as se- respeito à drenagem das águas bre as bacias hidrográficas do enchentes no município. Esdos a limpeza do fundo do cretarias do Município que pluviais de Vila Velha, um mu- Município. O professor tam- sa é uma das prioridades da canal principal e a implanta- participam estão: Secretaria nicípio que apresenta grande bém é membro do Gabinete. administração” , afirma o preção de rede de manilhas e ga- de Infraestrutura, Projetos e parte de suas terras abaixo do “A prefeitura está realizan- feito Rodney Miranda. lerias. Essa obra de macro- Obras (Semipro), Secretaria drenagem beneficiará mais de Meio Ambiente (SEMMA) e de 50 mil pessoas. Secretaria de Serviços Urba- NÚCLEO DE GESTÃO E COMITÊ DE DRENAGEM ATUAM NA PREVENÇÃO No Canal da Costa, as obras nos (SEMSU). O Gabinete de Gestão Integrade macrodrenagem tem Dos trabalhos que foram da Municipal da Drenagem abrangência de 12 bairros, analisados na primeira reu(GGIM) é mais uma ação da sendo beneficiados mais de nião do Gabinete estão: a Prefeitura de Vila Velha no que 170 mil habitantes. As inter- constituição de um centro de diz respeito ao debate sobre as venções incluem a limpeza do documentação técnica dos questões de drenagem. Hoje, já Canal, o alargamento do mes- projetos de drenagem em Viexistem no Município o Núcleo mo, em determinados pontos, la Velha, visitas técnicas a oude Gestão da Drenagem e o Coe a retirada das rochas. Todas tros lugares que enfrentam o mitê de Drenagem da Prefeituessas obras permitirão uma problema de inundações e a ra de Vila Velha. fluidez mais eficaz das águas organização de seminários Entre as atribuições, o Núcleo das chuvas. no Município sobre o tema. define as diretrizes gerais para “O prefeito está imbuído O Centro permitirá planejar a drenagem e faz a gestão de proem resolver o problema dos melhor futuras medidas com jetos sobre o tema. O Comitê é alagamentos em Vila Velha. relação à prevenção aos alaformado por representantes de A instituição do Gabinete de gamentos. diferentes secretarias e, com baGestão Integrada Municipal “Há dois fatores importantes Obra de macrodrenagem do Canal do Congo se em estudos e fundamentade Drenagem demonstra a que podemos destacar. No Gações técnicas, debate, por exemUm dos estudos considerados versidade Federal do Rio de Jadeterminação e o compro- binete de Gestão Integrada plo, se um determinado projeto no debate é o desenvolvido pelo neiro (UFRJ), que propõe o mamisso em enfrentar o proble- Municipal de Drenagem é viável do ponto de vista do es- professor Paulo Canedo, do La- nejo das águas pluviais de alguma na cidade” , diz Gustavo (GGIM) temos a opinião quacoamento das águas. boratório de Hidrologia da Uni- mas bacias metropolitanos. ■ Campos Mendonça, repre- lificada das principais instituisentante do Movimento de ções municipais e estaduais O

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14 ANOS VITÓRIA/ES JUNHO DE 2014 5 JANE MARY DE ABREU Os caçadores de amor ma cena chama a atenção quando se observa mais atentamente a movimentação de pessoas durante a noite. A night não é exclusividade dos jovens, ela é frequentada por pessoas de todas as gerações, e todas à sua maneira estão buscando a mesma coisa: amor! Os pretextos são os mais variados – vontade de se divertir, conhecer gente, rir um pouco – mas no fundo no fundo a maioria das pessoas sai de casa para buscar algo que possa tirálas da incômoda sensação de solidão e abandono. Quem perdeu um amor, acha que se colocar uma pessoa no lugar do ex, vai ficar tudo bem. É a mesma funcionalidade do estepe - o pneu furou, coloca-se outro no lugar. Mas calma, estamos falando de gente, será que nesse caso a coisa não teria que ser diferente? Não tem sido. As substituições são praticamente automáticas, tudo para evitar estar sozinho consigo mesmo. Os caçadores de amor não aprenderam a gostar da própria companhia, por isso empreendem uma busca desenfreada, ansiosa, compulsiva – parece que estar sozinho virou o pânico da grande maioria, o mal que todos querem evitar a qualquer preço. A sensação é que todo mundo quer ter alguém do lado para ostentar e dizer ao mundo: Olha aqui, eu sou amado! Não estou abandonado nem jogado fora... Não importa a qualidade do cora- U ção de quem está ao lado, muito menos o caráter da pessoa, porque no mundo que elegeu a superficialidade e a velocidade como suas principais características, a única regra é resolver tudo rapidinho, na proporção de 100 olhadas no celular e uma nos olhos de quem que está na frente. A coisa tá feia e, pelo andar da carruagem, eu desconfio que daqui a pouco tempo olhar nos olhos de uma pessoa vai virar assédio sexual... Busca-se ansiosamente o amor em toda parte – nos bares, nas festas, nas boates, na internet, nos casamentos, nas formaturas, em qualquer lugar. Os frequentadores da noite formam um contingente enorme de pessoas carentes e todas estão vendo no amor a única possibilidade para a cura de suas mazelas. Agem como se o amor fosse um antibiótico capaz de matar a terrível bactéria da solidão e do abandono, instalada em muitos corações... Achar que é o amor cura, é uma verdade absoluta que ninguém pode contestar. O equívoco é limitar o amor ao campo da sensualidade e atribuir ao ser amado poderes que ele definitivamente não tem, como, por exemplo, preencher o vazio que se instalou dentro de uma pessoa. Esse vazio é na verdade um chamado da alma, que sinaliza a necessidade de recolhimento e de silêncio... silêncio que cala a mente e nos permite ouvir o coração. O vazio sinaliza que algo dentro de nós precisa mudar, indica que vida da forma como está sendo vivida não satisfaz mais... é chegada a hora de abandonar os cuidados excessivos com o corpo, deixar de lado o mundo das aparências e focar na alma, no essencial, naquilo que faz a vida valer a pena em qualquer circunstância. O vazio existencial nada mais é que a ausência de Deus, o amor mais puro, a nossa única necessidade. A sensação de abandono surge quando soltamos a mão de Deus e começamos a trilhar o mundo guiados unicamente pelo ego, essa força medonha dentro de nós que vive nos motivando a olhar para fora e querer sempre mais – mais poder, mais dinheiro, mais isso mais aquilo. O ego não se satisfaz com nada, gera em todos nós uma angustiante sensação de incompletude e escassez. A gente adquire uma porção de coisas, mas está sempre faltando algo, é um inferno! Quando a mente se deixa possuir pelo ego, passamos a racionalizar a vida e nesse contexto o amor perde totalmente o seu significado, vira negócio, instrumento de troca e barganha. As meninas românticas de ontem agora são jovens empreendedoras, que investem pesado, sobretudo, no amor – querem um bom partido para casar. Não é o coração mais quem decide sobre o destino de um relacionamento, é o cérebro. A palavra final não é mais da emoção, mas da matemática. As pessoas sensíveis estão completamente marginalizadas, só os em- preendedores vorazes fazem sucesso no mundo da velocidade, e com um detalhe: a exigência é que esse empreendedor venha pronto, porque as meninas modernas não querem mais construir sua própria história de felicidade, elas querem a coisa pronta, querem apertar um botão e ver a coisa funcionando, dando lucro e prazer imediatos. O curioso é que a auto-estima anda tão baixa e os sonhos tão rasos, que só o prazer já satisfaz. Ninguém se acha digno da felicidade plena que o Universo programou para todos os seus filhos. Basta um carrinho novo, um vestido ou um terno de grife, um três quartos de frente para o mar, férias na Disney para as crianças, compras em Miami e tudo bem! Isso tem sido felicidade para milhões de pessoas, que esbanjam dinheiro, ostentam poder, mas que por dentro estão famintas de amor. Os olhos denunciam a infelicidade coletiva, eles perderam o brilho natural. O certo é que, independente de todo avanço da Ciência e da Tecnologia, todos querem o básico: amor! E todos estão buscando amor no lugar errado: do lado de fora. Se o amor foi perdido dentro, como é possível encontrá-lo em outro lugar que não seja o coração? Amar exige coragem, muita coragem, para mergulhar dentro de si e encontrar no silêncio do coração o verdadeiro sentido da vida. O amor está muito além da sensualidade, muito além da barganha amorosa entre os casais, muito além dos núcleos familiares, muito além do que imagina o cérebro humano, ele transcende a tudo isso. Os que já mergulharam para dentro de si não saem mais à procura do amor, nem de noite nem de dia. Essas pessoas já não responsabilizam os outros pela sua própria felicidade, não chamam a atenção do mundo para as suas dores, já abandonaram o papel da vítima, não sofrem mais com a solidão e nem com o abandono. Elas jamais vão ser vistas vagando pela noite, mendigando algo que existe em abundância dentro de todos os seres humanos, porque já compreenderam que Deus é a nossa única necessidade e a maior de todas as felicidades. Uma pessoa com esta consciência atrairá com certeza outra pessoa com esta mesma consciência, e juntas elas viverão uma linda história de amor. Na espiritualidade, os iguais se atraem e você não precisa sair noite afora caçando um amor. Basta desejá-lo profundamente que o Universo se encarregará de trazê-lo a você. Simples assim... ■ Jane Mary de Abreu é jornalista, autora do livro Tudo é perfeito do jeito que é. www.janemary.combr janemaryconsultoria@gmail.com

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6 JUNHO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS CNI lança relatório de sustentabilidade O documento, realizado em conjunto com o SESI, o SENAI e o IEL, contém informações sobre gestão financeira e recursos humanos Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Serviço Social da Indústria (SESI), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) lançaram o Relatório de Sustentabilidade. Em sua primeira edição, a publicação reforça a transparência das entidades que integram o Sistema Indústria. Traz informações institucionais, de gestão financeira e de recursos humanos. Também relata as principais ações e os resultados de 2013. De acordo com o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, o intuito é que o documento seja um instrumento de diálogo da entidade com diversos públicos, entre os quais empresários, trabalhadores, representantes do governo, acadêmicos e jornalistas. “O objetivo é manter essa interação permanente e estruturada” , destaca Andrade na apresentação do relatório. No relatório, os leitores poderão conferir, por exemplo, que o SESI e o SENAI ultrapassaram as metas de gratuidade definidas até 2014 em acordo com os Ministérios da Educação, do Trabalho e Emprego e da Fazenda, em 2009. O SESI destinou mais de 57% da receita líquida de contribuição compulsória para a educação básica e continuada e ações educativas gratuitas. Esse percentual já superou a meta de 33,33% A estabelecida para 2014. Já o SENAI repassou 67,2% da receita líquida de contribuição compulsória para vagas gratuitas em cursos de educação profissional, superando a meta de 66,6% previstas para 2014. O documento destaca ainda que a CNI, o SESI, o SENAI e o IEL pretendem estar entre as melhores empresas para se trabalhar. Para isso, desenvolvem, desde 2012, o Programa Evolua, que busca conjugar o desenvolvimento dos funcionários com a constante melhora dos resultados alcançados pelo Sistema Indústria. Em 2013, as quatro entidades do Sistema empregavam 861 pessoas, das quais 477 são mulheres e 384 são homens. Além disso, o quadro de funcionários é caracterizado pela alta escolaridade: 82% têm nível superior e, desses, 56,5% possuem especialização, mestrado ou doutorado. RESULTADOS – Além dessas informações, o relatório apresenta a estrutura de governança, as principais ações e resultados em 2013 e as estratégias futuras de atuação das entidades. Entre os destaques da CNI no ano passado está o lançamento do Mapa Estratégico da Indústria 2013-2022, que norteou a elaboração do Relatório de Sustentabilidade. O documento, construído com base em consultas a mais de 500 líderes empresariais, define os dez fato- res chaves para o Brasil ganhar competitividade e crescer mais e melhor na próxima década. Entre esses fatores estão a educação, a inovação e os custos de produção. Entre os destaques da área de educação em 2013 está que o SENAI realizou 3,4 milhões de matrículas na educação profissional nas 817 unidades espalhadas pelo país. O SESI realizou mais de 1,9 milhão de matrículas na sua rede de ensino, que inclui educação infantil e fundamental, ensino médio, educação de jovens e adultos e educação continuada. O IEL capacitou mais de 38 mil gestores em programas de educação executiva. Na área de inovação, o destaque são os investimentos de R$ 1,9 bilhão em 25 Institutos SENAI de Inovação e 60 Institutos de Tecnologia, que pretendem facilitar os processos de pesquisa e desenvolvimento e estimular iniciativas de inovação e formação de parques tecnológicos. Em 2013, foi inaugurado o Instituto de Eletroquímica, em Curitiba. Os programas de qualidade de vida do SESI atenderam mais de 3,4 milhões de trabalhadores em 2013. Ao todo, foram realizados mais de 2,4 milhões de atendimentos em ações comunitárias e aproximadamente 2,3 milhões de pessoas assistiram a atrações culturais patrocinadas pela entidade. ■ CONFIRA ALGUNS DESTAQUES DO RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2013 CNI ■ Lançou o Mapa Estratégico da Indústria 2013-2022, que define os dez fatores chaves para o Brasil ganhar competitividade e cres- cer mais e melhor na próxima década; Assumiu a presidência da Brazil Industries Coalition (BIC), entidade que defende os interesses do setor privado nacional em Washington; ■ Apresentou documento com 101 Propostas para Modernização Trabalhista, em que aponta os principais problemas da legislação trabalhista, detalha as consequências e enumera os ganhos que as empresas e trabalhadores teriam com a mudança das normas; ■ Preparou estudo Centro-Oeste Competitivo, que apresenta os investimentos necessários para aperfeiçoar o sistema logístico e de infraestrutura da região; ■ Realizou o evento CNI Sustentabilidade, cujo tema da 2ª edição foi Água: oportunidades e desafios para o desenvolvimento do Brasil, com o intuito de promover o diálogo sobre tendências, tecnologias, oportunidades e desafios para nortear a indústria na busca da competitividade com sustentabilidade. ■ SESI ■ Realizou mais de 1,9 milhão de matrículas em cursos de educação infantil, fundamental, ensino médio, educação de jovens e adul- tos, educação continuada e minicursos; ■ Ultrapassou 1,6 milhão de atendimentos em ações educativas direcionadas ao desenvolvimento de competências profissionais, edu- cação, responsabilidade social e qualidade de vida; ■ Atendeu mais de 3,4 milhões de trabalhadores em programas de segurança e saúde no trabalho e qualidade de vida; ■ Superou a marca de 1 milhão de doses de vacinas aplicadas em trabalhadores, dependentes e comunidade. SENAI ■ Realizou 3,4 milhões de matrículas na educação profissional; ■ Emitiu aproximadamente 3 mil certificados profissionais a trabalhadores; ■ Atendeu mais de 20 mil empresas em serviços técnicos e tecnológicos; ■ Promoveu mais de 200 novas ideias de alunos e instrutores durante o Grand Prix SENAI de Inovação. IEL ■ Capacitou mais de 38 mil gestores empresariais em programas de educação executiva; ■ Atendeu quase 5 mil empresas em serviços de consultoria; ■ Beneficiou mais de 161 mil estudantes em programas de estágio; ■ Ultrapassou 10 mil instituições de ensino conveniadas.

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14 ANOS VITÓRIA/ES JUNHO DE 2014 7 FOTOS: BANCO DE IMAGENS DO JE Mercado imobiliário passa por ajuste Depois de passar por grande expansão, com muitos lançamentos feitos por empresas de outros estados, o setor vive um período de acomodação mercado imobiliário mercado vive um momento do Espírito Santo mu- de acomodação após um pedou o perfil e entra em ríodo de forte crescimento uma nova fase, com re- com grande oferta de imóveis dução da quantidade de lan- principalmente provocado peçamentos nos últimos dois la presença de grandes emanos, mas continua atraente. Segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Construção Civil do Estado do Espírito Santo (Sinduscon-ES), Aristóteles Passos Costa Neto, isso é bom para o comprador. Costa Neto falou sobre o assunto ao Jornal Empresários. Leia a entrevista: Jornal Empresário: A redução de lançamentos coloca o mercado imobiliário no Estado em nova fase. Mesmo assim, continua atraente? Aristóteles: Sim. O nosso Aristóteles é presidente do Sinduscon O presas nacionais em nosso Estado. Esse período passou, as empresas nacionais deixaram o mercado, portanto, estamos vivento esta fase de ajuste com o retorno forte das empresas locais. Entendo que este ajuste representa o alcance de equilíbrio entre oferta e demanda e que no futuro próximo retornaremos aos lançamentos imobiliários. Em nossa avaliação, o mercado, neste momento, está beneficiando o comprador, pois as unidades disponíveis tem sido objeto de promoções com preços extremamente atraentes. Quais são os segmentos que apresentam novas oportunidades de investimentos? O mercado passa por ajustes após período de grande oferta Aristóteles: O momento é de imóveis voltados para comércio e serviços. Salas, lojas, hotéis e imóveis com vocação para logística são as vedetes do momento Fala-se da chegada de empresas de outros estados no setor. Quais são essas empresas, onde e de que forma elas atuam? Aristóteles : Não vemos dessa forma. Acabo de mencionar o processo de retorno das empresas às suas origens. Assim, não há processo migratório de empresas de outros Estados para cá. O que acontece são alguns investidores do mercado, tipo Fundos de |Investimentos Imobiliários com disposição de apostar em produtos locais. Somente isso. Isso implica em mudança de perfil do mercado? Aristóteles: Um pouco, se considerarmos que os investidores institucionais apostam em produtos de sucesso. Isso requer muita pesquisa e identificação do produto adequado. Com isso podemos ter algumas novas tendências presentes em nosso mercado. ■

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8 JUNHO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS Morador reclama do pedágio De acordo com o contrato de concessão, as grandes obras na BR 101, entre elas a duplicação, começam em 2015 o contrário do esperado, o primeiro mês do início da cobrança do pedágio do trecho da BR 101 que corta o Espírito Santo, foi marcado por tráfego lento da rodovia BR 101, protestos de moradores das áreas de entorno das praças de pedágio e a promessa de que as coisas vão melhorar. Essa nova fase começou um ano depois de superados os entraves burocráticos com as instituições públicas, no dia 18 de maio. O trecho administrado pela empresa vai da divisa com o Rio de janeiro até o entroncamento com a Bahia. Ao todo são sete praças de pedágio distribuídas ao longo de 475 quilômetros sob a administração da Eco 101. De um lado, motoristas reclamam da lentidão que enfrentaram em alguns pontos da rodovia, de outro a empresa afirma que as obras de duplicação da via começam apenas em 2015. Por enquanto, os usuários terão acostamento, guincho e outras pequenas melhorias. O prazo para que todas as obras sejam completamente concluídas é de 24 anos. As sete praças ficam localizadas A em trechos de Pedro Canário, São Mateus, Aracruz, Serra, Guarapari, Itapemirim e Mimoso do Sul. A tarifa mais barata, de R$ 1,60, é cobrada em Mimoso do Sul. A mais cara, de R$ 3,80, é a de São Mateus. Algumas melhorias já foram feitas e serviços como guincho e socorro médico são oferecidos aos que passam pela BR-101. Os usuários, principalmente caminhoneiros, reclamam por ter que pagar mais de R$ 21,70 para cruzar o Estado e questionam a qualidade do asfalto. Os moradores das áreas no entorno das praças de pedágio protestam e não querem pagar, enquanto a Eco 101 afirma que está estudando caso a caso as reclamações, visando achar uma saída. Além disso, a cobrança do pedágio deve gerar alterações nas tarifas das passagens de ônibus. Os moradores, que em muitos casos saem apenas para levar os filhos à escola e tarefas domésticas, querem isenção da taxa de pedágio. Eles reclamam do atendimento e afirmam que o retorno é demorado. A empresa colocou à disposição dos usuários o telefone 0880 7701 101 FOTO: ANTÔNIO MOREIRA A cobrança do pedágio na BR 101 gera descontentamento e protestos de moradores e, por meio desse canal, alguns já foram beneficiados. Mas o caminho burocrático para conseguir isenção não é fácil: os moradores que desejarem usufruir do benefício deverão encaminhar ao Setor de Ouvidoria da Concessionária os seguintes documentos: • Comprovante de propriedade do imóvel de residência (exemplo: matrícula do imóvel, contrato de locação ou contrato de compra e venda), com data de aquisição anterior ao início da cobrança de pedágio; comprovante de propriedade do veículo, com data de aquisição anterior ao início da cobrança de pedágio. O veículo deverá ter a mesma titularidade do comprovante de propriedade do imóvel de residência, ou deverá ser apresentada uma comprovação de parentesco entre o requerente e o proprietário do imóvel. • Documento que comprove a necessidade de deslocamento e passagem pela Praça de Pedágio (exemplo: contrato de trabalho, atestado de matrícula da instituição escolar). ■

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14 ANOS VITÓRIA/ES JUNHO DE 2014 9 FOTOS: ANTÔNIO MOREIRA Cariacica atrai investidores O município, que só colecionava problemas, experimenta um bom momento da administração municipal om uma população beirando os 400 mil habitantes, o que o coloca em terceiro lugar na Grande Vitória, à frente da capital, Cariacica ainda carrega a marca do município que abriga a maioria dos bairros pobres, violentos e perigosos, assim como invasões e loteamentos irregulares. Esse cenário, no entanto, começa a muda a partir de uma série de medidas e investimentos oficiais e da iniciativa privada. A inauguração do estádio Kleber Andrade, após quatro anos de reforma, a abertura do shopping Moxuara, o primeiro da cidade, e as melhorias na BR-101, com duplicação de vias e a construção de um viaduto nas proximidades da Ceasa, são algumas das obras emblemáticas da nova Cariacica. Além disso, a construção de cerca de 250 salas de escritórios e novos condomínios residenciais contribuem para mudar o perfil da cidade. Até 2015, Cariacica deve receber um aporte de investimentos de cerca de R$ 3 bilhões. Desse montante, a maior fatia deve ser aplicada pela Arcelor Mittal (R$ 1,3 bilhão). C Shopping Moxuara incrementa o comércio do municipio Ao todo, 17 grandes empresas devem investir no município, entre elas a Estre Ambiental S/A; JAC Motors (Grupo Sérgio Habib); RG Log; Safi Máquinas; Energy Trade; Gabardo; Grupo Lagoa e a Transportadora Flexa de Prata. Na esteira desses investimentos evoluem o volume de emprego e o Produto Interno Bruto (PIB), criando condições para mudar um cenário histórico extremamente desfavorável. Os novos investimentos representam a elevação da receita de ISS, a principal fonte arrecadadora do município, que necessita ter a máquina administrativa modernizada, a fim de alcançar eficiência sem penalizar o contribuinte. O SONHO DO ESTÁDIO - Adquirido pelo Governo do Estado junto ao até então endividado Rio Branco, em 2008, o Kleber Andrade começou a ser reconstruído em abril de 2010. Nesse período foram mais quatro anos de obras com diversas interrupções e greves, que ocasionaram a mudança da empreiteira contratada e o aumento do valor total, de R$ 70 milhões para R$ 130 milhões. Foram concluídos o campo de futebol, parte das arquibancadas - seis mil, dos 21.152 lugares estão liberados - iluminação, vestiários (atletas), sanitários (públicos), áreas de lanchonetes, além da cobertura. Segundo a Secretaria de Estado de Esportes e Lazer (Sesport), a estrutura completa estará pronta até o final do ano, com a finalização do edifício Educacional, de dois pavimentos, que abrigará inúmeras atividades sociais geridas em parceria com a Prefeitura de Cariacica. Outros grandes empreendimentos estão em andamento. Um deles foi anunciado pelo presidente da Coca-Cola no Espírito Santo, Renato Barbosa, no final do ano passado. Trata-se do projeto de ampliação da fábrica e de sua produção no Estado, no valor de R$ 146 milhões, criando cerca de 400 empregos diretos. Até 2015 o grupo Sá Cavalcante Estádio Kleber Andrade investirá R$ 527 milhões em Cariacica. O grupo está implantando um centro empresarial de R$ 152 milhões e um condomínio residencial com duas mil unidades, orçado em R$ 180 milhões. Os investimentos, que fazem parte do plano de expansão da empresa, colocarão de vez Cariacica na rota do mercado imobiliário do Estado. O condomínio residencial será erguido num terreno de 125 mil metros quadrados, a cerca de 800 metros do shopping e próximo ao Terminal de Campo Grande. As duas mil unidades do empreendimento, dividido em cinco fases, farão parte do programa Minha Casa, Minha Vida. Segundo projeções da Secretaria da Fazenda de Cariacica, o ano de 2014 já mostra que o município deve contabilizar um incremento de 58% no número de empresas que compõem seu parque de negócios, em relação ao ano anterior. ■

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10 JUNHO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS Pesquisa climática tem apoio da Vale A Vale investiu R$ 4,5 milhões e construiu, em convênio com a Ufes, o Complexo Laboratorial de Mudanças Climáticas A Vale e a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) inauguraram dia 9 de junho, o Complexo Laboratorial de Mudanças Climáticas, estrutura que mereceu investimentos da ordem de R$ 4,5 milhões por parte da empresa. Inédita no Espírito Santo e um dos melhores do Brasil em termos de pesquisas relacionadas ao tema, estrutura servirá como base para a realização de estudos sobre florestas tropicais brasileiras e os impactos das mudanças climáticas sobre esses biomas. Projetado para a execução de pesquisas nas áreas de silvicultura tropical, ecologia e manejo de florestas tropicais, e para apoiar estudos sobre recuperação de áreas degradadas, o complexo faz parte do Departamento de Engenharia Florestal do Centro de Ciências Agrárias da Ufes, localizado no município de Jerônimo Monteiro, no Sul do Espírito Santo, e ocupa uma área de 1.600 metros quadrados. A criação dos laboratórios permitirá também o aprofundamen- to das pesquisas que já vêm sendo realizadas no núcleo, onde são reproduzidos diferentes cenários climáticos e ambientais, como aumento de CO2 e de temperatura, flutuações da disponibilidade de água e de nutrientes no solo e de como as plantas reagem a cada um dessas variáveis. Além de financiar a construção do prédio onde o núcleo está instalado, o investimento feito pela Vale é aplicado também na viabilização de bolsas de pesquisa sobre os temas em questão, bem como em outros custos envolvidos na realização desses estudos. Ao todo são 19 bolsas de mestrado que contemplam alunos que estejam regularmente matriculados nos programas de mestrado ofertados pela universidade. Cerca de 12 professores, além de 25 alunos de mestrado e oito de doutorado, farão uso dos laboratórios A Floresta Tropical é um dos ecossistemas mais complexos do mundo, o que a torna ainda pouco conhecida dada à elevada diversidade biológica que abriga. A ideia de se estruturar um núcleo específico para estudos relacionados ao tema é testar métodos e conhecer mais as espécies e a eficiência dessas pesquisas e, assim, aplicá-los em demandas reais, quando possível. ■ Solenidade de inauguração do Complexo Laboratorial de Mudanças Climáticas SAIBA MAIS SOBRE A ESTRUTURA DOS LABORATÓRIOS ■ Analisador de gases a infravermelho (IRGA) - o equipamento mede trocas gasosas das plantas relacionadas a fotossíntese, transpiração e condutância, entre outros ■ Estação meteorológica automática – faz a mensuração de como as espécies florestais reagem às variações climáticas, especialmente àquelas relacionadas à temperatura. ■ Laboratório de geoprocessamento – trabalha com imagens de satélite de alta resolução para mapeamento, zoneamento das áreas em potencial para plantio. Técnicos já efetuam pesquisas na área de silvicultura tropical

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12 JUNHO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS FOTO: ANTÔNIO MOREIRA XVI Seminário reunirá maçons em Guarapari Criado há 16 anos, o Sermaçom se transformou em evento nacional m evento que nasceu há 16 anos, unicamente com características regionais, ganhou porte e hoje movimenta maçons de todo o território brasileiro, inserindo-se no calendário nacional da instituição. Trata-se do XVI Seminário Regional da Maçonaria do Grande Oriente do Brasil U (Sermaçom), que será realizado no período de 22 a 24 de agosto, nas dependências do SESC de Guarapari. O Estado do Espírito Santo se prepara para receber maçons de todo o país, com previsão de um mil participantes, segundo Américo Pereira da Rocha, grão-mestre do Grande Oriente no Esta- PROGRAMAÇÃO DO SERMAÇOM 2014 Dia 22 de agosto – sexta-feira ■ 14 ÀS 22 HORAS: início do credenciamento e recepção dos participantes - Almoço não incluso ■ 20 HORAS: abertura oficial – auditório Praia do Morro ■ 21 HORAS: jantar de boas vindas - restaurante Vila Marítima com coquetel incluso no pacote e música ao vivo Dia 23 de agosto – sábado ■ 7 ÀS 9H30M: café da manhã – restaurante Vila Marítima ■ 9 ÀS 17 HORAS: recreação e esporte ■ 10 ÀS 10H40M: palestra sobre “Alcoolismo” – Daniel Freitas Júnior ■ 10H40M ÀS 12H: palestra sobre “Autoestima” – Dr. Sérgio Oliveira Valentim ■ 12 ÀS 14H20M: almoço – restaurante Vila Marítima ■ 22 ÀS 2 HORAS: baile com o cantor Altemar Dutra Filho. Será servido roda de bote- co incluso no pacote. Dia 24 de agosto – domingo ■ 7 ÀS 9H30M: café da manhã – restaurante Vila Marítima ■ 12 ÀS 14 HORAS: almoço – restaurante Vila Marítima ■ ATÉ 14 HORAS: encerramento do. “A organização, o nível das palestras e a oportunidade de confraternizar-se com os irmãos motiva a todos, sem contar com a parte de lazer e diversão, que este ano contará com um show do cantor Altemar Dutra, que também é nosso irmão” , diz o grão-mestre. Ele destaca a presença já confirmada do grão-mestre do Grande Oriente do Brasil, Marcos José da Silva, de Brasília. Com ele, virão funcionários encarregados da entrega aos participantes de nova identidade da Maçonaria, o GOBCard Internacional. Para Américo Pereira da Rocha, isso atesta o prestígio do evento, em nível nacional, que “coloca o Espírito Santo em lugar de destaque” . PARTICIPAÇÃO - “A cada ano, há um fluxo muito grande de irmãos que nos prestigiam e participante do Sermaçom, que, realmente, é uma grande oportunidade de realizarmos um grande congraçamento” , explica o grãomestre. As inscrições para o XVI Sermaçom podem ser feitas na sede do GOB do Espírito Santo e nas lojas maçônicas de todo Brasil. “É facultado Américo Pereira Rocha é o grão mestre do Grande Oriente do Brasil-ES aos irmãos de outras potências a participação no evento, bem como a pessoas que não pertençam à Maçonaria. Para estes, basta ser indicado por um maçom”, diz o grão-mestre Américo Pereira da Rocha. Toda a programação do XVI Seminário Regional da Maçonaria do Grande Oriente do Brasil será desenvolvida no SESC de Guarapari. A organização do evento, como ocorre todo ano, busca reduzir o custo, a fim de garantir maior participação dos irmãos de todo o Brasil. ■

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14 ANOS VITÓRIA/ES JUNHO DE 2014 15 Pequenas e grandes empresas se unem para produzir mais Parcerias geram aumento médio de 34% no faturamento e 26% na lucratividade dos pequenos negócios, demonstra pesquisa do Sebrae Luiz Barreto, diz que há conflito entre pequenas e grandes empresas P equenas empresas – aquelas que faturam entre R$ 360 mil e R$ 3,6 milhões por ano –costumam considerar as grandes empresas como concorrentes. No entanto, quando mudam essa visão e passam a trabalhar em parceria em uma mesma cadeia produtiva, crescem os negócios, com ganhos financeiros, e principalmente a qualidade e produtividade de todas elas. É isso o que demonstra um estudo inédito do Sebrae sobre os resultados dos projetos de encadeamento produtivo, que identificam as de- mandas das grandes empresas e desenvolvem as pequenas para se tornarem suas fornecedoras ou distribuidoras. Entre as pequenas companhias atendidas pelo Sebrae, o aumento médio no faturamento foi de 34% e de 26% na lucratividade. Já para 90% das grandes companhias, a qualidade dos produtos e serviços oferecidos pelas pequenas aumentou e em 20% dos casos os prazos de entrega foram reduzidos, gerando maior produtividade. “Existe ainda muito desconhecimento: a grande empre- sa acha que o pequeno não é capaz e a pequena acha que o grande não é para ele. Mas eles podem ter papéis complementares, desde que haja preparação para isso” , avalia o presidente do Sebrae, Luiz Barretto. Hoje são 116 projetos nacionais e regionais de Encadeamento Produtivo no Sebrae, que envolvem mais de 19 mil pequenas empresas e cerca de 60 companhias de grande porte, as chamadas âncoras, das cadeias do aço, automotiva, de alimentos, do petróleo e gás, do transporte aéreo e da beleza, entre outras. A esti- mativa de negócios entre elas é de R$ 4,5 bilhões. Há várias oportunidades de negócios, como uma pequena indústria que passa a fornecer peças e componentes para a produção de uma siderúrgica e até um salão de beleza que se torna distribuidor autorizado de produtos de beleza de uma marca mundial. “As grandes companhias têm vários requisitos de qualidade, prazos, capacidade de produção etc. Nosso trabalho é adequar os pequenos para isso e, dessa forma, eles se tornam mais competiti- vos e ganham mercado. É um círculo virtuoso para toda a economia” , completa o presidente do Sebrae. Na pesquisa, um terço dos pequenos empresários revelou que após receberem do Sebrae as consultorias técnicas sobre planejamento, finanças, inovação, marketing organizacional, logística, entre outras ações, as reclamações das grandes empresas diminuíram. E para 60% das âncoras, a presteza e a flexibilidade das pequenas para atender suas necessidades emergenciais melhorou. ■

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