Revista Pensares

 

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Publicação Anual do Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua

Popular Pages


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ensar(es) 1999-2014 Revista Escolas | João de Araújo Correia Nº 19 - Junho 2014

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Escolas João de Araújo Correia «Deparou-se-nos há dias (...) uma árvore feliz. Foi um acontecimento! Árvore feliz é coisa rara como homem feliz. (...) Ficaríamos a contemplá-la até ao fim do mundo se ninguém nos dissesse: vamos, que são horas.» João de Araújo Correia, Pátria Pequena (1961) AS ESCOLAS TAMBÉM PODEM SER FELIZES

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ensar(es) 01 Índice Editorial: 40 Anos (1974-2014) A. Marcos Tavares A felicidade Ana Almeida A vida Ivo Fonseca Anatomia de uma história João Couto A vida sem ser vivida Beatriz Fonseca A vida e o sentido Isabel Gonçalves O amor Ana Araújo Os direitos dos homossexuais Ana Fernandes Não sei escrever Daniela Ferreira Como definir a felicidade Carolina Ferreira Tempos Fernanda Sousa O livro da minha vida Telma Rodrigues Uma coisa sei... Diana Gomes Porquê? Carlota Pinto Só contigo quero estar António Santos As três humilhações do homem A. Marcos Tavares Darwinismo nos dia de hoje Bruno Marques A pena de morte Diogo Teixeira A estrela Soraia Pereira Ajustar o justo Luísa Monteiro A sede Gonçalo Trindade 02 04 05 06 08 09 10 11 12 13 14 16 17 18 19 20 22 24 25 26 27 28 30 31 32 33 34 35 36 38 40 41 43 44 46 48 50 52 54 56 58 60 A casa José Artur Matos O borboto nunca é poético Ana Meireles A minha pátria Mísia Reima A força que surge Maria Carlos Bullying Serelena Fernandes Minha inspiração Gerson Guedes Casos de vida ou de morte? Tiago Alves Os caminhos do humano Manuel Ferreira Educação sexual Carlota Martins Quantas vezes Senhor... Hugo Santos Será que a homossexualidade... Luana Silva O medo Nicole Vieira Homem em construção Raquel Babo O menino de peixes verdes no olhar Conceição Dias Avaliação e autonomia das escolas Manuel Mesquita O próximo terramoto Elisa Guichard Participar / cooperar / partilhar João Rebelo Vida, valores e... Sociedade Catarina Meneses Ser ou não ser? Inês Mesquita Interculturalidade Clara Pinto Palavra puxa palavra Joana Santos

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ensar(es) 40 anos (1974 – 2014) O uvido colado ao aparelho de rádio, conseguia perceber lá longe, por entre ruídos vários, a Emissora Nacional (EN). - Por favor, mantenham-se nas suas casas. - O aviso, constantemente repetido, era enquadrado por marchas militares. No dia 25 de Abril de 1974, com 18 jovens anos, encontrava-me fora de Portugal por motivos pessoais a que não era alheia a situação política e social que se vivia. Contacto com o país só à noite, escutando a EN, única rádio portuguesa que conseguia sintonizar. Um colega tinha entretanto ouvido rumores e alertou-me que algo tinha sucedido ou estava a suceder na terra lusa. Não acreditei, ao princípio, porque os tentáculos da repressão e da censura não permitiam veleidades. Só perante o aviso repetido e as marchas militares me convenci de que, afinal, algo de novo e de belo estava a acontecer. Recordo-me bem da emoção que sentia ao ver, nas TVs lá de fora, as imagens de cidadãs anónimas colocando cravos vermelhos na bocarra dos fuzis. As armas passaram a perfumar o povo, já não vomitavam repressão. A alegria nas celebrações do dia 1 de maio de 1974 foi esfusiante, das maiores festas de que guardo memória. Cumpriram-se 40 anos. Muitas coisas mudaram. A maioria para melhor, convenhamos. O reconhecimento das liberdades individuais e dos direitos sociais e políticos, amordaçados no regime de Salazar e Caetano, só por si justificavam totalmente o 25 de Abril. Mas a tremenda crise social, económica e financeira que hoje se atravessa é má conselheira e ouvem-se, com certa frequência, vozes saudosistas, por parte de uns, e a reclamar uma nova revolução, por parte de outros. e 02 Editorial

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ensar(es) 03 De facto, o 25 de Abril ainda se não cumpriu. Não tem sentido, todavia, o saudosismo: retornar ao passado seria como regressar às trevas e, felizmente, tal já não é possível. É necessária, sim, a transformação de mentalidades para a recuperação dos seus ideais. Mudou muita coisa, mas também demasiadas coisas continuam iguais. A corrupção, o chico-espertismo, o compadrio, a inveja mesquinha, a burocracia asfixiante, o provincianismo tacanho continuam a corroer a sociedade portuguesa. As instituições, com especial alarme para a Justiça e para o Parlamento, estão completamente desacreditadas. As principais funções sociais do Estado, como a saúde, a educação e a segurança têm-se degradado assustadoramente. Fazer cumprir o 25 de Abril traduz-se cada vez mais num esforço de mobilização da sociedade civil, tão mortiça entre os portugueses, na defesa da justiça atempada, das leis sem artimanhas, da transparência na gestão da coisa pública (res publica) e na revitalização da saúde e da educação, alicerces de toda a sociedade verdadeiramente justa e democrática. Neste número 19 da Pensar(es), queremos homenagear os construtores do 25 de Abril e apelar à mobilização de todos na defesa esforçada dos seus ideais mais nobres. A. Marcos Tavares José Artur Matos

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ensar(es) 04 A Felicidade Ana Almeida . Aluna do 10º F ‘‘ A ntes de tudo, quero referir a minha extrema dificuldade em abordar uma questão filosófica de uma forma tão fria, limpa e racional, pois a minha pergunta inicial desdobra-se sempre em centenas de outras perguntas, daí que estas pequenas experiências de filosofar terminem sempre bastante rapidamente e de uma forma bastante confusa. Hoje vou tentar explorar um tema recorrente: a felicidade. Podem chamar-lhe de cliché ou falta de originalidade, mas a verdade é que todos os Homens, durante toda a vida, procuram a felicidade. Segundo muitos filósofos, a felicidade é intrinsecamente valiosa, ou seja, a felicidade é valiosa por si só e não pelo que ela nos possa proporcionar. A maior parte das coisas a que damos valor só valem por aquilo que nos podem proporcionar, como no caso do dinheiro – só damos valor ao dinheiro pelas coisas que podemos comprar com ele. Mas como definir a felicidade? A maior parte das pessoas associa a felicidade a um bem-estar, a uma sensação de prazer, alegria. No entanto, não penso que a felicidade possa ser um sentimento. Para mim, a felicidade são momentos, pequenos relâmpagos na vida das pessoas. E é por isso que eu considero que o ser humano está destinado a não poder ser feliz. Penso que o Homem é uma espécie triste e crédula, pois acredita piamente nas histórias que conta acerca dele mesmo, acredita no seu intelecto, na sua grande inteligência e racionalidade que nos distingue de todas as outras espécies. Pois eu acho que a nossa suposta inteligência é uma maldição que não nos permite simplesmente ser felizes. Mal alcançamos uma pequena meta, queremos logo a próxima. Estamos sempre a calcular, a analisar, a relacionar, sempre em busca de algo novo e exótico que possa trazer uma centelha especial para a nossa vida e, sem darmos por isso, a felicidade foge-nos por entre os dedos.Se a felicidade são momentos, nunca conseguiremos ser felizes. Shutterstock Podem chamar-lhe de cliché ou falta de originalidade, mas a verdade é que todos os Homens, durante toda a vida, procuram a felicidade.

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ensar(es) 05 A vida A vida é uma viagem, Uma viagem a decorrer. Uns dias com sol, Outros a chover. E a vida continua, Sempre, sempre sem parar. Às vezes estamos contentes E outras vezes a chorar. Mas esta viagem tem um fim, Um fim que jamais alguém quererá. Será tranquilo? Ninguém saberá! Até lá, aproveitemos Essa viagem, que é a vida. Que só nós comandamos, Mas nunca impedimos de ser sofrida. E assim é … a vida, Como uma viagem a decorrer. Uns dias com sol, Outros a chover. Ivo Fonseca . Aluno do 12º C

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ensar(es) 06 Anatomia de uma História João Couto . Aluno do 12º B ‘‘ Os dias são História em contínuo desenvolvimento através desta frágil interação entre protagonistas, a sua sociedade e o meio em que decorrem. Os dias passam. Os protagonistas movimentam-se numa rotina interiorizada ao longo do tempo, agindo de forma automática e irracional. Surge como se se tratasse de um movimento inapto e instintivo, superior às vontades do sujeito. Olha-se e diz-se: são inocentes autómatos. Sim, eles são inocentes. Concebem-se como seres que fazem o que querem, donos da sua própria vontade, quando na verdade nada mais são do que o produto do que outrem quer que sejam. As suas vontades, opiniões e manifestações de suposta rebeldia ou amadurecimento não passam de reflexos de algo que eles sonham vir a ser, que nada mais é do que o resultado da influência de uma educação (ou sua ausência) anterior. Modern Times - Charlie Chaplin

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ensar(es) Mas nada disto os torna inocentes. O que os leva a serem caracterizados de inocentes é o facto de não terem consciência disso. Ainda mais inocentes são aqueles que já se aperceberam da sua condição, mas decidiram aceitá-la como um precioso legado. É mais fácil manter o que já se tem, do que partir à procura de algo que não se revela de forma evidente. É mais fácil seguir os outros do que partir num novo caminho. E certamente será mais fácil, para os respetivos protagonistas, que estes factos sejam aceites por eles mesmos, como posições originais e radicais, do que reconhecer que se trata de um procedimento “estandardizado” e desenhar uma nova conduta a adotar. Por estas razões, sim, eles são autómatos. Surgirão, no entanto, protagonistas que se movimentam numa rotina igualmente interiorizada. À primeira vista manifestam comportamentos igualmente automáticos, formulados de maneira quase irracional, como os anteriores. Apresentam-se também como inocentes autómatos aos olhos do observador mais desatento. No entanto revelam uma característica única que os diferencia: a existência de espírito crítico. Surgem assim os protagonistas que compõem a história. 07 Uma História é como qualquer organismo vivo. E uma sociedade é como qualquer História. Reagirá à existência de elementos estranhos ou diferentes tentando reprimi-los ou destruilos, mantendo-se igual, ou incorporando-os, procurando adaptar-se a eles, realizando uma aprendizagem com os mesmos procurando a transição para um novo estado de equilíbrio. Os dias são História em contínuo desenvolvimento através desta frágil interação entre protagonistas, a sua sociedade e o meio em que decorrem. Um dia passa, o equilíbrio ficou ainda mais desequilibrado, no entanto não se vê qual será a reação do organismo, ou da História, ou da Sociedade. Eliminará e/ou continuará a reprimir alguns protagonistas para a manutenção do equilíbrio prévio? Ou adaptar-se-á às novas influências exercidas por estes protagonistas? Isto trata-se da Anatomia de uma História. Não é a Anatomia de uma História em particular, mas antes de uma simples História, como qualquer outra que surge ao longo do tempo e nos influencia. É a Anatomia de uma História coletiva e isto é algo que não nos devemos esquecer, pois todos os protagonistas têm responsabilidade na maneira como esta se desenvolve. É necessário que ocorra a tomada de consciência de que as ações pelos mesmos no seu decorrer, apesar de por vezes nos parecem insignificantes, trarão consequências futuras. Uma página em branco numa história ou o longo silêncio dos seus protagonistas, não significa que acabou a história ou que tudo o que se passa é aceite. A existência de espírito crítico revela-se como um ótimo instrumento de diferenciação nesta massa amorfa de protagonistas. Apesar de se revelar semelhante àqueles mais próximos, este protagonista tem a consciência do que o rodeia e será isto que marcará o seu percurso. Consoante as suas análises, mais aprofundadas ou não, este irá atuar sobre o meio que o rodeia. Apesar de atuar sobre o meio que o rodeia, as suas ações na maior parte das vezes não são visíveis, uma vez que, ao se revelar diferente dos que o rodeiam, assinará o seu desaparecimento. A sua ação será visível através do pensamento e das suas ações perturbadoras do equilíbrio, de caráter negativo ou não, mantido pelos demais protagonistas. A sua influência acabará por ser manifestada a nível do coletivo, cabendo à sociedade adotar uma estratégia de reação a esta perturbação do seu equilíbrio. No silêncio e calma da noite, o escritor confrontado com o desafio de uma página em branco e a revolta nascida do silêncio dos seus protagonistas, prepara-se para escrever uma nova história. Surge então um novo dia.

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ensar(es) 08 A vida sem ser vivida Viver simplesmente não chega! Quero deixar a minha marca. Ser um ser triunfante Uma alma não vale nada. Não quero viver no escuro Sinto que estou a desaparecer Cada bocado de mim vagueia Como se fosse uma aventureira. A noite traz o passado, Os maus pressentimentos. Não quero voltar atrás Nem por arrependimentos. Viver somente sossega O que já não existe. A luz regressa Será que conseguiste? Regressa no escuro, Pois no escuro te foste A luz que acabou Foi pelo sufoco. Pesadelos cruéis que me chateais Deixai-me em paz! Quero sonhar, imaginar, Mas sem desesperar. A noite serve para descansar, Mas para mim é uma guerra Uma guerra, que não tem fim Nem eu saio vencedora! O sossego para mim não existe, Meus pensamentos dominam O meu querer, o meu sentir E, acima de tudo, o meu sonhar. Estou farta desta angústia De não saber o dia de amanhã E nem viver o hoje, Pensando em ontem. O passado e o futuro ocupam O meu presente, o meu ideal. Beatriz Fonseca . Aluna do 12º C

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ensar(es) 09 A vida e o sentido Isabel Gonçalves . Aluna do 10º B ‘‘ integrantes dalgum teatrinho sujo. Deste modo, viveríamos para morrer. Experienciaríamos uma vida sem objetivo absolutamente nenhum, diante de algo que ultrapassa a inteligência humana. E se nos deixarmos embrenhar nesta controvérsia, ela há-de consumir-nos até nos deixar num estado deplorável, desacreditados e céticos. Portanto, é natural que o Homem se agarre a crenças - que muitas vezes são injustamente alvo de descrédito – para tentar explicar este domínio metafísico. O certo é que, ao encararmos essa possibilidade, começamos a especular sobre a verdadeira razão da nossa existência… Se realmente pensarmos que a vida não tem sentido, podemos considerar isso mesmo como o sentido da vida: o facto da mesma não ter um sentido definido. Por outro lado, procurar um “sentido da vida” universal e aplicável a todas as pessoas é impossível, uma vez que cada um de nós é unicamente singular. Sendo assim, a questão que nos devemos colocar a nós próprios não é “Para quê estamos aqui e existimos?” - porque o ser humano não é um objeto ao qual possamos consignar uma função ou utilidade! Cada um de nós representa uma ínfima gotinha no oceano do Universo, contudo sem nós o oceano seria incompleto! Devemos sim admitir a realidade de que, já que cá estamos e somos, é-nos dado livre arbítrio para decidir em prol do que usamos a nossa vida. Viver para os outros, para um emprego, em função do sucesso, da popularidade, viver para nós próprios. Isso constitui o nosso modo de encarar a vida; antes que sejamos encarados por ela. Apegarmo-nos demasiado àquilo sobre o qual não possuímos conhecimento suficiente para explicar é inútil. Nada podemos fazer para alterar a nossa existência, no sentido de decidir existir ou não… - excetuando casos extremos - simplesmente viver do melhor modo que conseguirmos (interpretem como quiserem) o que dessa condição advém! V Se realmente pensarmos que a vida não tem sentido, podemos considerar isso mesmo como o sentido da vida: o facto da mesma não ter um sentido definido. ivemos. Somos. Existimos. Pensamos, comemos, dormimos, passamos os dias ocupados nas nossas atividades e o dia passa por nós. Criamos uma rotina e envolvemo-nos nesse ciclo do habitual, do que é conhecido e seguro, do que não se impõe como inexplicável e não suscita dúvidas na profundidade do nosso ser. Mas quando, falando seriamente, nos perguntam: “Qual o sentido da vida?”, ficamos, diga-se, “à nora”. Será que já tentámos alguma vez travar essa espiral de acontecimentos mundanos do nosso quotidiano, e parámos para refletir? Para começar, o sentido disto tudo que tomamos por garantido pode nem existir. Podemos ser somente um conjunto de fantoches inanimados nas mãos de um Deus que tudo planeia e organiza,

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ensar(es) 10 O Amor Ana Araújo . Aluna do P12º A ‘‘ Oh amor! Que será isso? A única coisa capaz de destruir tanto como o amor é o fogo. “Amor é fogo que arde sem se ver” já dizia Luís de Camões, são chamas que invadem o nosso coração e logo de repente um nome surge na nossa mente, surge um nome, uma pessoa, um olhar, um calor e de seguida uma pequena raiva e uma enorme vontade de afastar tudo aquilo do nosso coração para evitar aquele sofrimento constante que invade a nossa alma diariamente. Oh amor! Que será isso? A única coisa capaz de destruir tanto como o amor é o fogo. O fogo, uma vez que começa a arder, destrói e consome tudo ao seu redor lentamente e no final apenas cinzas restam… Exatamente como o fogo, o amor, destrói completamente o coração deixando-o resumido a desespero, lágrimas, dor e destroços. Full HD Wallpapers O amor, sentimento tão nobre e cruel, um tanto ou quanto agridoce, o único capaz de mudar o nosso estado de espírito em poucos segundos: ora estamos com uma alegria imensa ora os nossos olhos derramam lágrimas de tristeza pura.

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ensar(es) 11 Os direitos dos homossexuais Ana Fernandes . Aluna do 10º F senão uma forma de exclusão social? É um direito do Homem ter igualdade de direitos. Que poder temos nós para prejudicar alguém apenas baseando-nos na sua orientação sexual? Somos todos iguais, somos todos Homens, logo todos devemos ser respeitados. Um casal homossexual deve ter o direito de adotar. Muitas vezes é usado o argumento de que as crianças necessitam de uma figura materna e paterna e não de dois pais ou duas mães. Mas isso realmente importa se a criança estiver feliz?! Na verdade existem bastantes casais heterossexuais que por diversas razões não conseguem proporcionar um lar com ambiente saudável e de amor aos filhos. Não seriam estas crianças muito mais felizes se vivessem com um casal homossexual que lhes transmitisse amor e carinho? Temos que deixar de viver no preconceito e ideias feitas da família tradicional. Família é sempre família desde que haja amor e união entre as partes, não é só um homem, uma mulher e crianças. As pessoas devem ter em mente que, para uma criança ser adotada por um casal homossexual, teve que primeiro ser abandonada por um heterossexual. Será que nos podemos considerar um país livre e democrático se não concedemos igualdade de direitos a TODOS os cidadãos? ‘‘ A Que poder temos nós para prejudicar alguém apenas baseando-nos na sua orientação sexual? Somos todos iguais, somos todos Homens, logo todos devemos ser respeitados. igualdade de direitos entre os homossexuais e os heterossexuais é um tema controverso que tem vindo a ser uma constante nos últimos anos. Por mais que tentemos negá-lo a verdade é que na nossa sociedade a ideia de um casal de duas pessoas do mesmo sexo ainda não é totalmente aceite e continua a haver um grande preconceito associado. Mais recentemente no nosso país, um dos temas principais a ser discutidos é a adoção por casais homossexuais sendo este ainda um pouco tabu na nossa comunidade. O primeiro artigo da Declaração Universal dos Direitos do Homem diz que “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direito (…) ”. Pois se tanto tentamos combater o racismo por que razão continuamos a roubar os direitos a estes casais? O que é a homofobia

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ensar(es) 12 Não sei escrever Depois de muitas frases riscar e folhas queimar, dei-me por vencida: não sei escrever, não sei os meus sentimentos descrever nem realidades criar Gostava de saber escrever, de todos os preconceitos vencer, novas realidades criar e contratempos ultrapassar . Gostava de às palavras dar significado e aos sentimentos um carácter revolucionário. Queria personagens criar e acontecimentos relatar. Quero saber escrever, para te poder descrever para poder te conquistar e lá no fundo te amar. Quero acontecimentos retratar e dessa forma os imortalizar. Quero saber escrever e dessa forma viver. Daniela Ferreira . Aluna do 12º B

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ensar(es) 13 Como definir a felicidade? Carolina Ferreira . Aluna do P10º A ‘‘ A definição de felicidade é relativa. A felicidade não é visível, mas sim sentida. É uma parte de nós que precisa de ser descoberta e trazida para o exterior. U A definição de felicidade é relativa. A felicidade não é visível, mas sim sentida. É uma parte de nós que precisa de ser descoberta e trazida para o exterior. Ninguém consegue ser feliz isolado do mundo e das pessoas, porque a felicidade é dar o melhor de nós aos outros sem esperar nada em troca, é ouvir os outros e não os julgar, é apoiá-los nos momentos mais difíceis da sua vida, é nunca abandonar ninguém, mesmo sabendo que esse alguém possa estar errado. Ninguém pode ter a certeza sobre o que é a felicidade, ou sobre como ela se processa. Por isso, apenas de uma coisa tenho a certeza, que é a de não existir uma definição exata para a palavra felicidade. Carolina Ferreira ma pergunta muito frequente. Somos felizes com dinheiro, com as drogas, ou com o álcool? Ou serão as noitadas com os amigos, os jantares de convívio os momentos com a família que nos fazem felizes? Somos felizes sempre ou num determinado espaço de tempo? Será que somos realmente felizes? Num momento estamos felizes, para logo estarmos deprimidos.

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