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pramangas pramangas pramangas pano pano 2009 2009 2009
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lenço dos namorados consulte o programa
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sabendo tecer não desperdices fio sabendo falar não desperdices as palavras laos 1
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engenheirobibliotecáriopintor electricistamúsicosapateiro agricultorarquitectoestucador professorfazendeiropadeiro advogadoinformáticopedreiro médicocozinheirotrapezista artesãoalfaiateengraxador ofícios enxertadorcabeleireiroactor gestorfotógraforadiologista enfermeirocarpinteirocostureira dentistacalceteiroourives pescadorserralheirocaçador ilustradoreconomistadesigner cientistaarqueólogocarteiro técnicodecontasfisioterapeuta restauradortradutorpoeta engenheirobibliotecáriopintor electricistamúsicosapateiro agricultorarquitectoestucador professorfazendeiropadeiro advogadoinformáticopedreiro médicocozinheirotrapezista artesãoalfaiateengraxador enxertadorcabeleireiroactor gestorfotógraforadiologista enfermeirocarpinteirocostureira a poesia está na rua 29 fev >21 mar 2006 2 2007
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À sexta edição a poesia está na rua a evidência da história e da cultura locais acolhe-nos em toda a sua plenitude É tempo de olhar para o têxtil sem o estigma do passado aceitando-o e reinterpretando-o como parte essencial na constituição da nossa identidade todos nós nascidos nesta terra banhada pelo ave se procurarmos um pouco no nosso passado encontramos alguém que nos seja próximo que tenha estado ligado à fileira têxtil fiação tinturaria tecelagem ou confecção ou se quisermos mais recentemente às áreas da investigação do design ou da colocação do produto no mercado por isso esta indústria está na nossa carta genética e confere-nos características únicas que em tempos de crise mais urge valorizar chegou o momento de olharmos a tradição que nos engrandece e que nos faz distintos de outros em qualquer lugar do mundo.as marcas de um século de existência são marcas vivas esculpidas nos corpos de muitos tirsenses marcas que se perpetuam hoje nos edifícios históricos reabilitados e em indústrias modernas que lograram adaptar-se aos desafios de uma economia global É bonita a imagem da poesia como teia a poesia é a teia do tear que as nossas avós moveram para com elas tecerem tecidos panos transformáveis em mantas em roupa de casa ou pessoal lençóis toalhas camisas e muitas outras aplicações sempre necessárias e aconchegantes com as palavras se constroem as teias que se entrelaçam com fios de poesia para constituírem o tecido o pano que nos aconchega os poemas somos um povo de poetas poetas que escrevem e poetas que lêem as palavras dos outros para com elas interpretando-as se aconchegarem precisamos da poesia esta é a razão do sucesso deste evento que teimamos reproduzir a cada ano com uma energia e vontade renovadas porque precisamos da poesia a poesia está na rua nas fábricas nas escolas nos locais de trabalho e por certo em casa também o presidente castro fernandes 3
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pano a poesia está na rua 2009 pramangas 4
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É das terras minhotas a mais linda que eu conheço e que maior sensação desperta aos seus visitantes pela beleza da sua paisagem e pelo seu formosíssimo rio com os seus curiosos açudes que tanto concorrem para a vida industrial das suas importantes fábricas que são sem dúvida uma fonte de riqueza para o paiz joão pimentel «santo tirso» in jornal de santo thyrso 1.11.1923 a actividade têxtil tem uma antiquíssima tradição no concelho de santo tirso marcando indelevelmente a actividade económica e o tecido social na nossa região por isso a escolha do tema para este ano da iniciativa apoesia está na rua promovida pela câmara municipal de santo tirso e que decorrerá até ao próximo dia 21 de março com o título pano pramangas a edição deste ano promete continuar a surpreender pela forma como se enquadra a poesia nas cenas do nosso quotidiano voltando a fazer do concelho de santo tirso um espaço aberto de recepção e de circulação invadindo escolas jardins fábricas bares lojas ruas feiras e mercado etc etc lugares onde não é habitual que se possa parar o mundo e ler um poema através desta iniciativa para além de promover a poesia no concelho pretendemos proporcionar à comunidade em geral uma participação activa neste processo procuraremos urdir uma teia de relações de cooperação com as outras instituições e equipamentos culturais de natureza municipal ou privada com os agentes culturais que actuam no concelho com a comunidade escolar associativa etc já na sua sexta edição este evento ano após ano vem granjeando cada vez mais prestígio para o que contribui a participação e o empenho de todos os agentes envolvidos a quem gostaria de deixar aqui expressos os nossos agradecimentos tal como o caminho se faz caminhando assim por etapas nós levaremos os livros aos lugares de contingência fazendo o caminho ao contrário estamos a abrir caminhos e isso é de importância fundamental quando falamos de cultura vereadora da cultura júlia godinho 5
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2005 2006 >a poesia e o surrealismo >a poesia faz bem à saúde a poesia está na rua a poesia está na rua engenheirobibliotecáriopintor electricistamúsicosapateiro agricultorarquitectoestucador professorfazendeiropadeiro advogadoinformáticopedreiro médicocozinheirotrapezista artesãoalfaiateengraxador ofícios enxertadorcabeleireiroactor gestorfotógraforadiologista enfermeirocarpinteirocostureira dentistacalceteiroourives pescadorserralheirocaçador ilustradoreconomistadesigner cientistaarqueólogocarteiro técnicodecontasfisioterapeuta restauradortradutorpoeta engenheirobibliotecáriopintor agricultorarquitectoestucador fé na poesia 10 fev a 21 mar professorfazendeiropadeiro advogadoinformáticopedreiro médicocozinheirotrapezista artesãoalfaiateengraxador enxertadorcabeleireiroactor gestorfotógraforadiologista enfermeirocarpinteirocostureira 6 oficio 29 fev >21 mar de poeta electricistamúsicosapateiro
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c prá rua poesia ela a poesia está onde a vida se revela no amanhecer no sabor do café no lento afago de uma brisa desde há seis anos sempre que a primavera levanta ferros o poema é o corpo de uma cidade em que lugares comuns habitados por gente se transformam em refúgios iluminados por poetas e dizedores sendo a mais alta expressão da cultura portuguesa a poesia é a mais humilde das artes a que não necessita de nenhum artifício ou de algum traje a que no fôlego de um verso dito nos interpela ou emociona em santo tirso a poesia está na rua verso de sophia que sempre nos acompanha e congrega vontades junta criadores inventa e reinventa espaços e o poema agiganta-se une o que se supunha desavindo da mais longínqua freguesia ao centro da cidade os versos dão expressão e vida às mais variadas manifestações culturais e artísticas o que no princípio julgávamos ser um acto desmedido impossível foi-se tornando num acontecimento que coloca santo tirso no mapa dos eventos singulares mas a poesia só ganha aqui direitos de cidade porque é uma festa porque faz amigos porque nos faz acreditar que é ainda possível desarrumar conceitos salvando a imaginação porque a expressão poética não é banalizada porque fazemos da poesia um instrumento de ousadia por aqui já passaram grandes poetas antónio ramos rosa cruzeiro seixas manuel antónio pina tolentino de mendonça,antónio osório assistimos incrédulos e emocionados a comunicações e conversas que encheram literalmente o salão nobre do município nos cafés nas fábricas nos lares nas escolas nos conventos no hospital nas farmácias nas lojas na feira enfim nas ruas sentimos a recompensa de um sorriso de um aplauso afinal sempre que lemos um poema a arte acontece obrigado senhor presidente e estimado amigo castro fernandes por permitir que a poesia ande à rédea solta as comissário alberto serra 7
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os poetas homenageados a poesia está na rua não posso adiar o amor para outro século não posso ainda que o grito sufoque na garganta ainda que o ódio estale e crepite e arda sob montanhas cinzentas e montanhas cinzentas não posso adiar este abraço que é uma arma de dois gumes amor e ódio não posso adiar ainda que a noite pese séculos sobre as costas e a aurora indecisa demore não posso adiar para outro século a minha vida nem o meu amor nem o meu grito de libertação não posso adiar o coração antónio ramos rosa colho uma palavra há muito abandonada na areia receando os dentes acerados do horizonte sete países em forma de orquídeas olham lá do fundo da névoa os rios que correm de lua a lua as pedras ainda penteiam as penas desgrenhadas no acto de amar todas as cores estão no espaço e deixam mudas as palavras principalmente aquela que para ti colhi há séculos abandonada na areia a poesia e o surrealismo artur do cruzeiro seixas 8
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a poesia faz bem à saúde tanto silÊncio para cá de mim e para lá de mim antes e depois e entre mim eu isto é palavras formas indecisas procurando um eixo que lhes dê peso um sentido capaz de conter a sua inocência uma voz uma palavra a que se prender antes de se despedaçarem contra tanto silêncio são elas as tuas palavras quem diz «eu» se tiveres ouvidos suficientemente privados podes escutar o seu coração pulsando sob a palavra da tua existência entre o para cá de ti e o para lá de ti tu és aquilo que as tuas palavras ouvem ouves o teu coração as tuas palavras «o teu coração» manuel antónio pina fé na poesia a noite abre os meus olhos caminhei sempre para ti sobre o mar encrespado na constelação onde os tremoceiros estendem rondas de aço e charcos no seu extremo azulado ferrugens cintilam no mundo atravessei a corrente unicamente às escuras construí minha casa na duração de obscuras línguas de fogo de lianas de líquenes a aurora para a qual todos se voltam leva meu barco da porta entreaberta josé tolentino mendonça ofício de poeta a inocente mala se eu fosse uma coisa amaria ver-me como comboio-correio longo e nocturno devassando o interior contemplado de fugida por pinhais e estrelas lobos penhascos e embruxados bom parar em todas as estações cabecear de sono beber vinho ser banco de campónios crianças contrabandistas aldeã que reza desdentada e solícita em cada carruagem existe sempre um voluntário palhaço que golfa sua alegria coroá-lo com o clarim do galo e deixar em todos os lugares as ânforas de barro das paixões quase sempre mal-avindas fortuitas temerosas colaborar encher a inocente mala do carteiro antónio osório 9
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os poetas têm isto de belo reclamam-se de cem vozes e para os seus poemas desejam cem bocas e cem línguas nem que seja a de um pobre actor trágico ler e ouvir ouvir ler ouvir e depois ler usamos dois sentidos ao ler a visão ao ouvir a audição são dois modos de percepção e de conhecimento Às vezes a ouvir fechamos os olhos para percebermos só através da audição sem nos distrairmos com outros estímulos também a leitura é uma recreação entre o poeta e o auditor existe o dizedor o dizedor também é poeta porque recria o poema e quem ouve o auditor como dizia manuel antónio pina na edição a poesia está na rua de há dois anos também é poeta ao recriar novamente este é o momento de agradecer aos dizedores pela sua disponibilidade pela sua integração sem eles a poesia não estaria na rua presidente da câmara municipal de santo tirso castro fernandes ler é um prazer mas saber ler não é apenas descodificar signos é reelaborar textos que podem ser de diversas formas interpretados consoante aquele que o lê eu não sei ler mas sei ouvir e asseguro que tem sido um prazer ouvir as vozes que dizem poesia e que se vão fixando e permanecendo unidas pelo afecto o tempo que passa sob o abrigo da poesia confirma que o caminho é este e a nossa rua é larga e imensa muito obrigada equipa maravilha vereadora da cultura da cmst júlia godinho josé antónio de pinho sobral torres antónio sousa rui leal josé augusto guerra luís silva textos retirados do papiro oferecido aos dizedores em 2008 11
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relendo pérsio o pessoa nunca leu pérsio senão teria sabido que para o poeta etrusco os poetas têm isto de belo reclamam-se de cem vozes e para os seus poemas desejam cem bocas e cem línguas nem que seja a de um pobre actor trágico curvando-se sob a dicção atormentada do palco «onde iremos parar e quantas vezes terás de ouvir o poema para satisfazer a ânsia da tua garganta?» os que preferem o doce estilo nobre porém terão de esperar que a névoa cubra a colina helicónia e o fumo dos metais em fusão enrola-se ao longo dela arrastando os guinchos do porco que o camponês conduz ao sacrifício das musas assim o poema é feito no forno onde cozem os primeiros pães e nenhum deus corrige as suas imperfeições não se arriscando a que os seus dedos se queimem na côdea queimada debaixo dela porém a inspiração fermenta «falas como te vestes diz-me pérsio calculando a aplicação das palavras ao tabuleiro da estrofe e não adianta corrigir os vícios quando a culpa se sobrepõe ao jogo.» então prefiro falar do que é essencial esse fumo que se desprende da lenha ainda húmida e que deixa ver nos seus intervalos o rosto da amada aqui uma única língua me basta a que uso neste verso que arrasta o sentimento até à última fibra do coração atento perscruto o fruto dos olhos que me espreitam de entre o fogo imagem que traduz esta relação comum podia explicar melhor mas de tão usada a metáfora gastou-se e quando lhe toco queimo as mãos como sucede aos deuses mil são as espécies dos homens e mil os seus hábitos cada um tem o seu próprio querer e vive com um sentimento que nem todos partilham aqui estendo o pão sobre a mesa parto-o e vejo a refeição chegar ao fim mas ninguém pergunta de onde veio o trigo quem moeu a farinha e que outras mãos a amassaram o que é importante para eles é que a levedura tenha chegado ao fim e o miolo se desfaça na boca como as sílabas deixando o actor trágico sem emprego cartografia de emoções nuno júdice publicações dom quixote 12
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josé antónio de pinho sobral torres professor de profissão há já nove anos que aceitou o desafio de contribuir para a construção de uma escola diferente onde o humanismo é uma constante onde oafecto é o lema do bom viver no dia-a-dia uma escola diferente uma escola de afectos o grande objectivo na construção desse sonho de escola é o de contribuir para a formação de jovens dotando-os de uma carga significativa dessa afectividade com responsabilidade e valores onde a poesia possa habitar na edificação de seres humanos mais completos atentos e preparados para as adversidades do século em que vivemos desde os primeiros momentos em que aceitou fazer parte da primeira equipa da poesia está na rua iniciativa da câmara municipal de santo tirso contribuiu sempre como dinamizador e participante entusiasta acompanhando sempre as iniciativas e colaborando na organização dos vários momentos de acção foi com paixão que se deixou levar na aventura da iniciativa e foi com essa paixão que contagiou colegas alunos e a comunidade educativa em geral levando a escola à poesia e a poesia à escola onde aliás reside uma boa parte do seu sonho de vida foi também na concretização desses projectos que se viveu com entusiasmo algumas das iniciativas levadas a cabo a nível de escola nomeadamente nos vários momentos de tertúlia poética onde de uma forma dinâmica e entusiasta o professor sobral torres envolveu ilustres convidados da comunidade poética de santo tirso professores alunos e a comunidade em geral proporcionando momentos de descontracção poética aliada à musica que inunda o seu coração vivenciando-se momentos de verdadeiraarte a forma como se entregou desde sempre ao projecto como se a ele pertencesse e a forma como conseguiu envolver as várias entidades e pessoas faz-nos acreditar que é com fé perseverança e força que se consegue realizar um sonho mesmo nos momentos mais adversos a luta por um sonho será sempre válida na sua alma reside poesia a sua vida é preenchida pela poesia a poesia está presente na sua formação aarte é a sua formação É com ardor amor e paixão que contagia todos que o rodeia contribuindo para que de uma ou de outra forma todos nós possamos tornar-nos mais ricos culturalmente seres humanos mais preenchidos de amor de fé mais ternos e benevolentes um bem-haja sara clavel sobral torres antónio sousa não sei o que a poesia lhe fez o que sei é que para ele a poesia é tudo estar com ele é saber que a qualquer momento poderemos ser brindados com uma expressão poética ou até com um poema completo que se adequa ao tema da conversa que discorre anda sempre com um poema na algibeira que é como quem diz na cabeça É um apaixonado pela poesia tudo faz para que ela seja rainha deslumbra-se e faz-nos deslumbrar com as palavras encantadas dos poetas e sente-se precisa dos poemas como do pão para a boca é deles que se alimenta por isso sempre que o tema é poesia lá o vemos a assistir ou quase sempre a dizê-la e vêse di-la com amor com o carinho que se devota às coisas mais queridas repito para ele a poesia é tudo pseudo-biografia a s rui leal tem alma de poeta sabe recolher as palavras acariciá-las e revesti-las de novos sentidos mestre na arte de falar põe a poesia ao serviço da sua vida pessoal e profissional desafia os seus próprios limites e modela a seu gosto o seu percurso pessoal e profissional como se de um poema se tratasse manuela peixoto 13
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