Revista-Comercio-Industria-JUNHO-2014

 

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ÍNDICE Artigos 05 | Da redação Sônia Maria Marques pinta 07 | Editorial Ivan Roberto Peroni Cidade Política nas escolas 55 | Parlamento Jovem o retrato do Brasil em tempos de crise A sugestão é de que a situação da CTA deve ser discutida por profissionais do setor e não por políticos. Muito palpite em hora errada. 36 | Pesquisa Jaime Vasconcellos - Indústria da transformação é quem está garantindo mais emprego na cidade 37 | Jurídico Thaís Costa Domingues Interessante artigo sobre “a dispensa por justa causa” nas empresas Mulheres no volante? Elas ensinam a dirigir e são procuradas no mercado de trabalho em Araraquara 28 | Visita Governador Geraldo Alckmin traz a pedido do deputado Massafera, quase R$ 34 milhões em obras para a cidade 34 | Recordação Nas noites de Araraquara O Barril se transformava num pedaço do céu 40 | Homenagem O outro lado da vida de Joacyr Braghini que partiu em maio: a família e a AABB 20 | Instrutora de Autoescola A vereadora Edna Martins retoma o antigo projeto com o objetivo de politizar alunos nas escolas de Araraquara Equoterapia 52 | No trote do cavalo O jornalista Jean Cazellotto acompanhou em maio a chamada “terapia sobre cavalos” realizada na Hípica e no Pinheirinho para fortalecer o equilíbrio de crianças com dificuldade de andar e falar Capa Economia Vilacopos Loja especializada em produtos descartáveis e artigos para festas comemora 25 anos em junho. A empresa é um orgulho para o comércio da cidade. Vilacopos, 25 anos Mateus Ordine discorre sobre o fim da substituição tributária em nosso país 30 | Smartphone No ano passado as vendas em Araraquara cresceram 123%. Maravilha! 32 | Programa Empreender 22 | Tributos O tributarista Roberto Roberta Spagnuolo fala bem do produto PÁG. 68 Fernanda Brilhante, na Equoterapia PÁG. 10 História Foi lançado em Araraquara pela ACIA e o SEBRAE para atender Minimercados, Confecções (vestuário) e Material de Construção PÁG. 52 Sindicato Rural Arquitetura & Construção 56 | Casa Cor Goiás 45 | O e-Social Na prática como é que ele 12 | ACIA, 80 anos depois Documentos mostram as razões que levaram os empresários de 34 a se reunirem para a fundação de uma entidade de classe vai funcionar entre os produtores rurais 46 | O jovem agricultor rural Um projeto do Senar e do Sindicato Rural Veja as tendências que acabam de acontecer numa das mais importantes mostras de arquitetura e design no país Edna Martins, como pré-candidata a deputada federal visita a RCI Atual vereadora, Edna Martins tem em sua vida uma história de lutas pautada pelo trabalho, respeito e o carinho pela comunidade. Recebida no final de maio em nossa redação pelo diretor da “Comércio & Indústria”, o jornalista Ivan Roberto Peroni e demais profissionais que integram a revista, Edna não nos surpreendeu por sua atenciosidade e a forma transparente e responsável com que avalia o atual cenário político de Araraquara. Por sua formação (socióloga) pondera nas suas colocações, observa a necessidade do município ter sua representatividade na Câmara Federal após a saída de Dimas Ramalho, hoje ocupando outra função, e, se mostra perfeitamente segura ao papel que terá para nos representar em Brasília. Com tanto “paraquedista” caindo na cidade em busca de votos, é fundamental que pensemos em escolher alguém que seja nosso para que não tenhamos no futuro, que lamentar e mendigar benefícios a quem, na maioria das vezes, nem sabe onde estamos e o que precisamos para a nossa terra. TUDO MUDOU Aproximadamente 1,3 mil araraquarenses com mais de 70 anos continuam a trabalhar, mesmo com a chegada da aposentadoria, segundo aponta o Censo de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dado representa 11% do total de habitantes dessa faixa etária (13.825 pessoas). Edna Martins e Ivan Roberto Peroni 4

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DA REDAÇÃO Sônia Maria Marques Futebol Amador 59 | Santana Futebol Clube Poderia ele ser chamado de “o amado mestre” pela dedicação e amor ao nosso esporte. Leonardo Crocci Filho aparece na reportagem de Rafael Zocco, mostrando os anos dourados do nosso futebol amador Em tempos de crise, futebol e eleições Da crise moral e econômica que vem assolando o país, não há como ficar alheio às situações vividas nas grandes cidades, como as que têm ocorrido ultimamente. Parte da população se revolta e coloca nas ruas, os movimentos que já se tornaram frequentes, sejam por moradias, com pessoas reivindicando propriedades para se instalarem, outros, porque houve aumento da tarifa de ônibus, outra parte porque não houve majoração salarial (motoristas de ônibus) deixando os grandes centros, no caos. Há também, os que protestam pela realização da Copa do Mundo. São tantas as mobilizações em que a população descontente toma parte que devemos perguntar: “Como será daqui pra frente?”. O nosso ‘’país tropical abençoado por Deus’’ está a cada dia, às voltas com um novo problema e a cada manifestação da população, há o embate contra o governo – municipal, estadual, federal, resultando em desgastes de ambos os lados. Hoje, o que se vê, são lojistas, empresas e muitos outros setores colocando o pé no breque para poderem atravessar esse período plenamente maquiado, sem perspectivas ainda, se no futuro, as coisas poderão voltar à normalidade, o que nos parece um pouco difícil. A maioria da população tem na ponta da língua a frase ‘’deixa... depois da Copa vêm as eleições”, mas o que temos visto, é que, depois das eleições, tudo continuará igual, pois quer nos parecer que os políticos se perderam pelo caminho e a eles só resta uma solução: recolocar o ser humano como meta prioritária. EDIÇÃO N°107 - JUNHO / 2014 Documento 66 | Samuel Brasil Bueno O historiador optou em falar de Paulo Elias Antônio, que por mais de 20 anos presidiu a CTA Saúde 68 | Estado de alerta de proteína proibido nas academias da cidade 72 | Gastronomia Onde comer bem e sem culpa? Melancia, bem no centro da cidade é uma ótima opção Whey protein é um suplemento Variedade 75 | Em foco Os fatos e as pessoas que circulam em eventos da cidade 82 | Luiz Carlos Bedran Nosso colunista escolheu um tema que o leitor vai gostar: “Junho”, mês de festa junina, Santo Antônio e Copa do Mundo Leonardo Crocci Filho, presidente do Santana PÁG. 48 Fé em Deus e pé na tábua Já neste começo de mês, as festas juninas começam a pipocar por todos os cantos. Uma das mais tradicionais é a de Santo Antônio (até o dia 13), numa agradável mistura de quermesse com o reencontro dos moradores da Vila Xavier. Só que a festa se globalizou: agora toda Araraquara participa. Da mesma forma, outras igrejas acendem suas esperanças em busca de recursos provenientes da gastronomia: São José (18, 19 e 20), embora não sendo santo do meio entra na rota com o consentimento de Antônio, João e Pedro. São Geraldo, também vai no embalo (6 e 7), fazendo sua quermesse para garantir o faturamento e sustentação de suas obras sociais. A novidade fica por conta de duas santas: Nossa Senhora das Graças (13 e 14) e Nossa Senhora Aparecida (27, 28 e 29). O que na verdade chama a atenção do público é que, fugindo às bençãos juninas derramadas pelas igrejas neste período, só uma festa se apresenta fora do cenário religioso: é o Arraiá da Bondade, organizada pela APAE e cujo perfil REVISTA de solidariedade se multiplica ano após ano para favorecer uma causa plenamente justa: o tratamento que a entidade se vê quase que obrigada a dispensar para crianças que apresentam algum tipo de deficiência física. É justo que exista a cooperação da sociedade em todos os eventos, comendo, bebendo, se divertindo enfim. Se as instituições religiosas têm a necessidade desse apelo para desenvolver suas ações sociais ou reforma dos templos, merecendo ajuda, logo a festa junina da APAE apresenta um outro tipo de necessidade, que é conquistar recursos para socorrer quem padece duas ou mais vezes ao longo da sua existência. Importante é que todos estão envolvidos pela religiosidade ou solidariedade, trabalhando convictos de que, em assim agindo o mundo será melhor. 5 Diretor Editorial: Ivan Roberto Peroni Supervisora Editorial: Sônia Marques Redação: Rafael Zocco, Jean Cazellotto Depto. Comercial: Gian Roberto, Silmara Zanardi, Marcos Assumpção, Marcello Furtado, Roseli Carvalho Design: Mário Francisco, Carolina Bacardi, Fernando Oprime, Bete Campos Tiragem: 5 mil exemplares Impressão: Grafinew - (16) 3322-6131 A Revista Comércio & Indústria é distribuida gratuitamente em Araraquara e região INFORMAÇÕES ACIA: (16) 3322 3633 COORDENAÇÃO, EDITORAÇÃO, REDAÇÃO E PUBLICIDADE Fone/Fax: (16) 3336 4433 Rua Tupi, 245 - Centro Araraquara/SP - CEP: 14801-307 marzo@marzo.com.br

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EDITORIAL CTA: melhor será se os políticos estiverem fora do seu futuro A atual situação financeira da Companhia Tróleibus Araraquara desenhada pela sua administração, quer nos parecer bem mais grave que a pintura feita. Não é de hoje que a empresa caminha insegura buscando alternativas que possam lhe dar de volta uma vida saudável, mas, deparando com a severidade das leis e ações bem mais políticas que administrativas ou técnicas, a CTA está mergulhada em crise pautada por erros, falhas e até mesmo mazelas que há muitos anos tornam a companhia quase inviável. Pelo menos é o apontamento que se faz, agora que a discussão em torno da venda de suas linhas para a iniciativa privada ganha acelerada dimensão. Verdade seja dita: não somos especialistas em transporte coletivo e nem temos essa pretensão, contudo é nosso dever e quase obrigação evitar que uma empresa de passado digno e honrado fique exposta à ingerência e disputa política. Estes que discutem sobre o que fazer com a CTA já tiveram a oportunidade de mostrar se a companhia nos moldes antigos ou atuais é viável ou não. Se no momento o estado da CTA é pré-falimentar, a coerência indica que algum caminho deve ser buscado o mais rápido possível. Não há, neste caso, como contestar a iniciativa do seu presidente Silvio Prada, que sugere a adoção de medidas urgentes. Ora, o surgimento de políticos “palpitando” que a CTA é lucrativa ou então uma fonte inesgotável de recursos para um transporte coletivo com alto padrão de qualidade, tem passado da conta. A discussão não deveria ser dessa forma. O encaminhamento de sugestões ou soluções deveria vir através de técnicos ou profissionais que vivem única e exclusivamente de procedimentos executados no setor. O jornalista não vai se envolver em questões médicas, um produtor rural não extrairá o dente de ninguém, da mesma forma o político - prefeitos e vereadores - devem passar um “zíper na boca” e deixar que o caso CTA seja discutido por entendidos do setor. Curioso é que muitos dos que falam em preservação, jamais se preocuparam em manter a história da companhia e do tróleibus mesmo que em uma pequena linha como fonte de turismo Há um lado que busca uma reestruturação pontuada pela modernidade, no caso conceder as linhas para uma empresa privada, tornando-se uma agência reguladora; há o outro que mergulha seu conservadorismo por entender que a CTA é um patrimônio da cidade e como tal deve ser preservado. Neste contexto, se voltarmos ao passado, está a retirada dos cabos e rede de energia elétrica que moviam os antigos tróleibus (vendidos de maneira barata), sem a preocupação na época de que pelo menos uma das linhas, mesmo que pequena, fosse mantida para preservar o passado e se transformar em atração para pequenos passeios como acontece em inúmeras cidades da Europa. Ninguém contestou. Aliás, não é de hoje que pouco ou quase nenhum valor tem se dado à conservação dos bens públicos e históricos no município. Nos últimos 30 anos, páginas da nossa história foram trituradas pela inabilidade política de maneira geral. Ao prever o destino da CTA, o prefeito Marcelo Barbieri demonstra bom senso; se futuramente a decisão dos conselheiros da companhia for pela contratação de auditores e profissionais que indiquem soluções confiáveis - melhor ainda. Se a alternativa é negociar as linhas com a certeza de bons frutos que se faça urgentemente, exigindo-se que a população tenha transporte coletivo de alto nível, como o existente em cidades médias do nosso Estado. Para o usuário da CTA que se abstém da discussão pela descrença na classe política, pouco importa se a linha será pública ou privada: ele quer qualidade, conforto e segurança na prestação do serviço. Mas, para que isso aconteça, é imprescindível que ocorra a compreensão de todos permitindo que os especialistas assumam essa discussão. Já não se pode mais confundir a CTA como porto a ancorar os anseios de oportunistas ávidos em dela tirar proveito. 7

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FESTIVAL DE PRÊMIOS Lojistas enaltecem promoção da ACIA e SINCOMERCIO Cerca de 100 mil raspadinhas no dia 30 de abril começaram a circular no comércio da cidade premiando o consumidor que comprasse nas lojas que aderiram à promoção Raspou, Achou, Ganhou. A campanha se encerra no Dia dos Namorados. 12 de junho. Esta é a data limite para que os consumidores de Araraquara e região possam ser contemplados com R$ 50 ou R$ 100. Os valores estão sendo distribuídos desde 30 de abril quando ocorreu a abertura da promoção Raspou, Achou, Ganhou, organizada pela ACIA e SINCOMERCIO visando a ampliação das vendas e o fortalecimento do comércio local, por ocasião do Dia das Mães e Dia dos Namorados. Para Antônio Deliza Neto, a parceria tem a intenção de premiar o consumidor através de um prêmio instantâneo. “Começou no dia 30 de abril para atingir o Dia das Mães e termina em 12 de junho envolvendo o Dia dos Namorados, duas datas importantes do calendário anual do nosso comércio”, disse Deliza. Muitos clientes já foram premiados nas lojas que aderiram à campanha, o que valoriza a iniciativa e prioriza o consumidor a comprar no comércio local. Até o Dia dos Namorados ainda existe a chance de muitos serem premiados pois são R$ 40 mil reais em prêmios (600 premiados). De acordo com o regulamento, o cliente tem direito a um vale-brinde a cada compra efetuada. O próprio estabelecimento comercial determina o valor ou condições para que o consumidor tenha acesso à raspadinha. Nas Supermercado 14 na promoção Drogarias, o vale-brinde é válido para efeito de troca apenas em produtos de higiene pessoal e perfumarias. O presidente da ACIA, Renato Haddad, diz que movimento deste porte une a classe em torno de melhores vendas: “Temos consciência de que vivemos um período atípico em função da Copa do Mundo e também eleições, onde alguns setores são atingidos. O papel da ACIA e do SINCOMERCIO é promover ações isoladas despertando a atenção do consumidor”, completa. A campanha colocou no comércio local cerca de 100 mil raspadinhas ou vale-prêmios, número considerável, assegura Renato ao agradecer a participação de dezenas de empresas interessadas em aumentar suas vendas e principalmente, tornar a cidade um pouco mais atraente neste período. Até o dia 12 deste mês, o consumidor pode comprar nas lojas conveniadas à promoção. A Neide Calçados no Shopping Lupo também participa da campanha da ACIA e do SINCOMERCIO 8

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Diretores e colaboradores em frente à loja, agradecidos pela confiança da comunidade ao trabalho da Vilacopos MATÉRIA DE CAPA Show de prêmios em junho marca os 25 anos da Vilacopos Andrelino Alves Pinto Filho e seus filhos José Luiz e Paulo André têm muito a comemorar neste mês em que a casa se veste de festa junina: o aniversário da Vilacopos, que pelo seu perfil ético e de carinho para com os consumidores, se tornou numa das mais conceituadas lojas de descartáveis e artigos para festa. Para festejar mais um ano de fundação da Vilacopos, Paulo André Alves Pinto quer presentear os seus clientes com o sorteio de prêmios em junho e julho. Segundo ele, é uma forma de retribuir a fidelização que se formou durante os 25 anos da empresa já consolidada no mercado. “A loja cresceu muito e isso se deve ao consumidor que sempre procuramos atender com muito carinho, seguindo o que foi traçado pelo nosso pai - Andrelino, a partir de primeiro de 10 junho de 1989”, acrescenta José Luiz que com o irmão Paulo, hoje administram a Vilacopos, que começou num pequeno espaço de 300m² com vendas no atacado e varejo com produtos descartáveis e artigos para festa. Atualmente são mais de 800m² em uma área total de 2.600m² já se prevendo o futuro da empresa. A fixação da marca Vilacopos está em cada evento que se organiza na cidade: “O diferencial da nossa loja está na qualidade dos produtos, nos preços e no atendimento que realizamos através da convivência que temos com nossa clientela; é importante manter este vínculo, receber o consumidor e torná-lo cada vez mais próximo da Família Vilacopos”, assegura Paulo André. De fato, este perfil familiar pode ser observado quase que diariamente pois quem for à loja, certamente encontrará a figura sempre saudável do seu fundador - Andrelino Alves Pinto Filho, a relembrar fatos que pontuam a fundação da empresa, como por exemplo a entrega do Prêmio Barão de Mauá, através da Gazeta Mercantil em 1998 e do Caderno Por Conta Própria. De 800 participantes, a Vilacopos ficou entre os 10 melhores, o que se tornou um orgulho para o comércio da cidade na época. É importante destacar também que todo trabalho feito na Vilacopos tem a efetiva participação de Sandra (esposa de Paulo) e Cidinha, sempre voltadas para o bom atendimento da loja. José Luiz e sua esposa Cidinha, Andrelino e Paulo. Trabalho pautado pela união familiar, respeito e atenciosidade ao cliente, formando uma história no comércio da cidade

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Ao completar 25 anos de existência, a Vilacopos mantém o privilégio de ser uma das lojas líderes pelos produtos que oferece e fáceis de serem encontrados em seus corredores bem distribuídos A premiação se transformou num estímulo para novos investimentos principalmente em artigos para festa, onde os consumidores encontram tudo que precisam em um mesmo lugar: doces, guloseimas, chocolates, confeitos, velinhas, convites variados, embalagens descartáveis, e também uma linha completa de enfeites e adereços para aniversários, casamentos, formaturas, confraternizações e outros eventos. O atendimento é diferenciado, com 50 funcionários treinados. “Não importa o tamanho da festa. Nós garantimos a qualidade dos produtos usados para que a pessoa possa ter uma comemoração inesquecível. Nós personalizamos seu pensamento, sua ideia”, garante Paulo André, que ressalta o sucesso das festas temáticas, como a Festa de Boteco, Festa dos Anos 70 e 80, Halloween e outras. Presentes em todo tipo de comemoração, além dos copos, pratinhos e muitos outros itens descartáveis que são ótimas opções para servir uma grande quantidade de convidados, a Vilacopos tem toda a linha de descartáveis de DIA DOS NAMORADOS E FESTAS JUNINAS Para 12 de junho, o Dia dos Namorados, a Vilacopos oferece diversas cestas de acordo com o gosto do cliente. “Montamos as cestas a partir do valor que a pessoa pretende gastar. Desde as mais caras às mais simples, porém não menos atrativas e bonitas”, explica José Luiz. Com a chegada das festas juninas e julinas, a loja disponibiliza produtos para a decoração como bandeirinhas, balões, painéis, enfeites de mesa, estalinhos para as crianças, de acordo com a legislação, doces como pé-de-moleque, paçoca e ingredientes para o preparo das demais gostosuras da época. Na verdade, a Vilacopos consegue com seus produtos e adereços, preservar e resgatar a tradição das festas juninas e julinas, mantendo sempre acesa essa chama de alegria e felicidade. “Trabalhamos de forma carinhosa com datas consideradas tradicionais pelos brasileiros; isso representa um orgulho, pois temos que deixar para outras gerações o que os nossos pais nos ensinaram e mostraram em nossa infância”, conclui José Luiz. Além disso, a Vilacopos mantém em sua loja, uma sala própria para a realização de cursos, com professores das próprias marcas (da qual está sendo dado o curso), como os de chocolates (truffas, ovos de páscoa), da Garoto, Harald, Mavalerio, Sicao; cursos de bolos (farinha Nita). Os cursos são para pessoas que querem aprender o básico e também para quem quer se aprimorar, pois terão assim uma fonte de renda extra. A montagem das cestas se dá também em datas como o Dia das Mães, Natal, Dia dos Pais, Dia das Crianças ou então num café da manhã. O atendimento dos serviços se faz para hotéis, bares, restaurantes, rotisseries, sorveterias e empresas (principalmente no final do ano com as cestas natalinas). A loja para diferenciar os pedidos, utiliza diversas embalagens desde papéis até caixas, de vários tamanhos, formatos e desenhos. alumínio especial para festas (inclusive para assados) nas decorações de final de ano. No final de cada festa ou evento, independente do número de convidados, chega a hora de deixar tudo limpo e em ordem, e a Vilacopos, na linha de limpeza apresenta um mix de produtos que ajudam não só nessas ocasiões, mas também no dia a dia de casas e empresas. A loja é de fácil localização e possui um ambiente amplo, agradável, com produtos dispostos a facilitar as compras e estacionamento. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira das 8h às 19h e aos sábados das 8h às 18h. 11 ATENDIMENTO VILACOPOS Rua Rui Barbosa, 1050 - Vila Xavier Fone: (16) 3301 2600

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DOCUMENTO Proposta da ACIA era anular alta dos impostos 1934. Araraquara ainda respirava o clima tenso da Revolução de 1932 ou Guerra Paulista, movimento armado em nosso Estado para derrubar o Governo Provisório de Getúlio Vargas e a promulgação de uma nova constituição para o Brasil. Foi em meio a esta tempestade que nasceu a ACIA, com o objetivo de também protestar pela elevação dos impostos logo que Armando Sales de Oliveira foi nomeado Interventor no Estado de São Paulo. Terminada a Revolução Constitucionalista de 1932 em 4 de outubro, após 87 dias de combate, o presidente Getúlio Vargas buscando ficar bem com São Paulo que se rebelara contra a ditadura da época, aceitou indicar * Reportagem baseada em dados extraídos da Ata de Fundação da Associação Comercial e Industrial de Araraquara A Loja Árabe Barateira, de João Nemer Matuk, funcionava ao lado da União Syria, na Rua São Bento, n° 37, nos anos 30 um paulista para ser o Interventor no próprio Estado. Assim, Armando Sales de Oliveira, engenheiro e político brasileiro, graduado pela Escola Politécnica de São Paulo, se tornou interventor federal entre 21 de agosto de 1933 a 11 de abril de 1935 e governador (eleito pela Assembleia Constituinte) de 11 de abril de 1935 a 29 de dezembro de 1936. Com a promulgação da nova Constituição de 1934, Sales de Oliveira foi eleito governador pela Constituinte, permanecendo no cargo até o final de 1936. Envolvida por este foco é que surgiu a Associação Comercial e Industrial de Araraquara, a convite da Associação Comercial de São Paulo para engrossar os protestos contra a elevação dos impostos no Estado de São Paulo. Consta que havia a necessidade do governo paulista em restabelecer o caixa após a revolução, medida que desagradou os empresários da época, que não estavam ainda refeitos dos impactos causados pela crise da cafeicultura no Brasil. Assim, no dia 16 de junho de 1934 foi realizada uma reunião preliminar com o objetivo de ser estudada a possibilidade de se fundar a associação. O encontro dos empresários, cerca de 18, aconteceu na União Syria de Araraquara, na Rua São Bento, n° 37. Ficou decidido que a ACIA seria fundada e que cada um dos participantes deveria levar dois ou mais comerciantes ao encontro. Curiosamente, a fundação da ACIA no dia 30 de junho tornou-se histórica pelo seu palavreado, até mesmo com ares de nostalgia: Heitor de Souza Pinheiro era o prefeito de Araraquara no período de fundação da ACIA. Na época já fazia parte do nosso comércio a concessionária Chevrolet tendo à frente Graciano R. Affonso que se tornou a primeira associada da ACIA (1934). A empresa funcionava em anexo ao posto de gasolina na Rua São Bento esquina da Avenida Brasil “Numa noite fria, mais exatamente em 30 de junho, um grupo formado de 52 empresários se reuniu na sede da lendária sociedade União Syria, localizada na época na rua São Bento, n° 37, para fundar uma Associação Comercial. Em assembleia geral, uma comissão provisória definiu que no dia 7 de julho do mesmo ano, seria eleita a primeira diretoria”. Nesta noite de 30 de junho, durante a assembleia, o comerciante José do Amaral Sampaio pediu a palavra e sugeriu que fosse formada uma comissão para elaboração dos estatutos. Benevenuto Colombo, o escolhido para presidir a ACIA dentro de uma comissão provisória, designou o próprio Sampaio e mais João Vieira Fernandes e Domingos Lia para que na assembleia de posse da diretoria no dia 7 de julho, apresentassem o estatuto da entidade. E foi o que aconteceu. Como Benevenuto estava presidindo a ACIA provisoriamente, foi preciso se proceder a eleição para a escolha da primeira diretoria e indicado pela maioria - em votação secreta 12

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O interventor e governador Armando Sales de Oliveira criticado na época pela alta dos impostos, motivando a criação de novas associações comerciais no Estado - ele obteve 31 votos; seu amigo Herculano Oliveira, também farmacêutico, ficou como primeiro secretário com 35 votos. Eleita, a diretoria tomou posse uma semana depois, 14 de julho. Em 1935 é que os reais motivos da fundação da ACIA surgiram: como entidade forte na região e uma das primeiras associações comerciais de São Paulo, a finalidade estava clara. Ela surgira para engrossar os protestos contra o Governo do Estado que havia majorado os impostos de forma abusiva. Na reunião de 13 de março de 1935, por exemplo, o empresário Miguel Haddad chegou a sugerir que os comerciantes de Araraquara deixassem de recolher os impostos até que o Estado se manifestasse. Valeriano Alvarez contestou e disse que melhor seria formar uma comissão que coletaria assinaturas dos comerciantes para entrar com uma representação contra a Secretaria da Fazenda. Na comissão, além de Valeriano, estavam os empresários Ferrúcio Mione, Raphael Logatti, Antônio Deliza e José Fernandes Goes, que algumas semanas depois encaminharam o documento com as assinaturas para o Secretário Estadual da Fazenda pedindo a anulação do ato de majoração dos impostos. Como um filme a ser visto 80 anos depois, o pedido foi negado. Na época chegou a ser discutida a ideia do fechamento do comércio por algum tempo para pressionar o governo, o que não foi aceito. 13

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HISTÓRIA Como era Benevenuto Colombo, fundador e presidente da ACIA Benevenuto Colombo tinha um perfil diferenciado em relação aos padrões da época. A vida profissional o levara a isso e a diferença em relação aos outros comerciantes estava na visão empresarial, na coragem de investir, o que transmitia elevada dose de confiança e liderança. Tais características lhe deram a oportunidade de ser fundador e primeiro presidente da ACIA. Benevenuto Colombo nasceu em 06 de outubro de 1891, em Bariri (90 quilômetros de Araraquara). Era o único filho, juntamente com mais seis filhas de Bárbara Bonatelli Colombo e Maximiliano Colombo. Mudou-se para Jaú ainda adolescente, para ajudar um amigo de seu pai em uma farmácia. Casou-se em 1920, no então distrito de Gavião Peixoto, com Leonilda Rubino. Alguns anos depois, em 1922, concluiu o curso de farmácia na primeira turma da faculdade, em Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba. Colombo, como era conhecido, juntamente com seu pai, foram até Gavião Peixoto, onde compraram uma farmácia para começar seu próprio negócio. Em 1926, fechou o estabelecimento no distrito e mudou-se para Araraquara, onde abriu a primeira farmácia da cidade, na esquina da Rua Gonçalves Dias com a José Bonifácio (por muitos anos uma tapeçaria e hoje revenda de telefones celulares). Ali se iniciou a “Pharmacia Colombo”, até meados da década de 30, passando o estabelecimento para seu primo Cristóvão. Benevenuto com os pais Bárbara e Maximiliano e os filhos Álvaro e Marina Benevenuto Colombo em 1934, como presidente da ACIA Em 1934, Benevenuto e mais outros comerciantes da cidade, decidiram fundar uma espécie de sindicato para representar a classe empresarial em Araraquara. Fundaram então, a Associação Comercial e Industrial de Araraquara. Como militante político e empresário, enxergava a necessidade da criação desta associação. Do casamento com Leonilda, nasceram seis filhos: Álvaro, que faleceu antes de completar dois anos de vida, decorrente de uma doença desconhecida na época, Marina, Paulo, Nice, Carlos e Sônia. De acordo com Maria Auxiliadora Colombo Arnoldi, neta de Benevenuto, ele foi um exem- plo na família. “Era sempre muito brincalhão e sorridente. Adorava as netas e eu na verdade me sentia a preferida dele”. Cristiana Arnoldi Ciomino é filha de Maria Auxiliadora e bisneta de Colombo. Ela se recorda dele com detalhes. “Ele era carinhoso comigo e com minha mãe. As únicas crianças que ele pegou no colo durante a vida fomos nós duas”, relembra. Antes de iniciar sua carreira de farmacêutico em Gavião, Colombo foi juiz de paz, subdelegado de polícia e subprefeito do distrito, hoje cidade. Sempre recebeu atenção das autoridades e era influente no local. Após começar com a carreira na política, Benevenuto não parou mais, sendo um dos fundadores da Acia. Por longos anos, foi também mesário da Santa Casa de Misericórdia. Na virada do século XIX, o casal Bárbara e Maximiliano Colombo com os filhos: Maria, Rosália, Tisbe, Luzia, Rosinha, Amábile, Benevenuto e Sofia. Maximiliano era um próspero fazendeiro na região de Araraquara. 14 Casa em Gavião Peixoto onde Benevenuto Colombo morou em 1923; lá ele manteve sua primeira farmácia

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Na virada do século XIX a Família Colombo reunida na Fazenda da Doca, em Nova Europa Por ser de família tradicional na cidade, após sair da presidência da Associação Comercial de Araraquara para cuidar da mulher Leonilda, que acabara de adoecer, Benevenuto Colombo não trabalhou mais e vivia rodeado dos amigos, jogando baralho no clube Araraquarense, onde foi tesoureiro por muitos anos. Colombo faleceu aos 86 anos, em Santos, no dia 12 de outubro de 1977, 6 dias após seu aniversário. Ele visitava a irmã que residia naquela cidade, e não teve tempo de despedir-se daqueles que ficaram. Deixou filhos, netos e bisnetos, que relembram dele com carinho, uma pessoa de referência em Araraquara. Benevenuto recebeu uma homenagem de Araraquara, dando seu nome para uma rua no Jardim Eliana, na Zona Sul da cidade. Benevenuto Colombo e a filha Marina em seu último aniversário, comemorado no dia 6 de outubro de 1977. Colombo morreu seis dias depois Maria Auxiliadora Colombo Arnoldi foi Miss Araraquara em 1966. Neta de Benevenuto Colombo, ela se destacou no cenário da cidade na época. O passado e o presente se juntaram em um único retrato. Ao fundo, Maria Auxiliadora com a filha Cristiana ainda pequena, na década de 70. Hoje, mãe e filha seguram um quadro bordado por uma das tias, com a árvore genealógica da família Colombo, uma das mais conceituadas da cidade. A bisneta Cristiana Arnoldi Ciomino e a neta de Benevenuto, Maria Auxiliadora Colombo 15

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