Jornal Imprensa Sindical - Edição nº 109

 

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ANO XIII | 109a EDIÇÃO Saiba sobre o planejamento de segurança para a Copa 2014 Os ministérios da Justiça e da Defesa divulgaram dia 29 de maio nota de esclarecimento sobre a segurança durante a Copa do Mundo 2014. RAMALHO - SP IMPRENSA SINDICAL JUNHO/2014 Leia a nota na íntegra: Em relação ao tema segurança da Copa do Mundo, os ministérios da Justiça e Defesa esclarecem que: 1. O planejamento de segurança para a Copa assegura ação integrada e coordenada entre as forças de segurança dos Estados e as forças dos minis- térios da Justiça e Defesa; 2. Em consonância com este planejamento, o governo federal disponibilizou efetivos complementares das Forças BRASIL Armadas para reforçar áreas de interesse operacional, desde que exista a concordância do governo estadual; 3. Esta disponibiliza- ção de reforço em nada altera as competências e funções dos entes responsáveis pela segurança da copa, já definidas no Plano Operacional. LU ALCKMIN 15 meses de atuação e muitos ganhos para a população Página 16 Ramalho da Construção, deputado estadual-PSDB/SP Dilma anuncia medidas para aumentar o percentual de biodiesel no óleo diesel Página 14 15ª formatura da Escola de Qualificação Profissional do Fundo Social de Solidariedade reúne mais de 1.800 alunos no Palácio dos Bandeirantes Página 9 SÃO PAULO PTB-SINDICAL Centro Integrado de Comando vigiará 24 horas entorno da Arena Corinthians Página 6 SECOVI - SP SOMOS TODOS REFÉNS... Página 3 Geraldo Alckmin, governador de São Paulo Ramalho Junior, presidente do PTB Sindical do Estado de São Paulo Plano Diretor Estratégico vai encarecer a produção de moradia em São Paulo Página 9 Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP QUÍMICOS - BAHIA GRÁFICOS - SP AEROVIÁRIOS - SP Categoria participa ativamente do processo eleitoral que elegeu a nova direção do Sindiquímica para os próximos três anos Página 14 SUPLICY CUT - SP Sindicatos brasileiros em estado de atenção Página 16 Nilson do Carmo Pereira, diretor executivo do Sindicato dos Gráficos de São Paulo Reginaldo Alves de Souza, Mandú, presidente do SAESP Aeroviários na copa do mundo: aviões lotados e bolsos vazios Página 11 Simulação mostra preparo de equipes de segurança e saúde em caso de acidente com múltiplas vítimas A Copa de todos nós! Página 7 HADDAD RIO GRANDE DO SUL Eduardo Matarazzo Suplicy (PT-SP), senador da República LUTO CUT São Paulo reafirma bandeira pelo Plebiscito popular que propõe mudanças radicais nas estruturas de poder no país Página 4 Mesa de palestrantes da Plenária Estatutária Monumentos recebem iluminação especial durante a Copa do Mundo Fernando Haddad, prefeito de São Paulo Página 8 Tarso Genro, governador do Rio Grande do Sul Página 10 SINDUSCON - SP FORÇA SINDICAL Foto: José Luiz/PMG Mais que um líder, um grande companheiro Página 8 Sergio Watanabe, presidente do Sinduscon-SP Responsabilidade pelo crescimento é do Estado Página 7 Miguel Torres, presidente da Força Sindical PARÁ MARANHÃO COPA E OLIMPÍADA: Brasil se compromete com o Trabalho Decente Página 4 GUARULHOS-SP Prefeito Sebastião Almeida entrega licenças e o selo “Ei, Tô Legal, Sou Microempreendedor Individual” Almeida anuncia R$ 76 milhões em novos investimentos Página 8 Foto: Arquivo-Secom/Handson Chagas ITUIUTABA - MG BAHIA Cohab Minas e Secretaria de Desenvolvimento Social entregaram A equipe da Secretaria de Desenvolvimento –SEDS entregou escrituras a moradoescrituras Página 10 Social res dos conjuntos habitacionais Sol Nascente Governadora em exercício discute política de combate à violência contra mulher Página 10 Governadora em exercício, Luzia Nadja Nascimento Roseana sanciona lei que vai impulsionar o setor agroindustrial maranhense Página 12 Governadorado Maranhão, Roseana Sarney Novo Mercado do Rio Vermelho agrada comerciantes e clientes; governo investiu R$ 28 milhões em reforma Página 15 Jaques Wagner, governador da Bahia Anuncie no IMPRENSA SINDICAL (11) 3666-1159 99900-0010 95762-9704

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Opinião As utopias nacionalistas sob a forma do nazi fascismo que, a partir de uma nação poderosa, de “raça pura”, redesenharia a humanidade, impondo-se a todo mundo. Atualmente a utopia da saúde total, gestando as condições higiênicas e medicinais que visam a imortalidade biológica ou o prolongamento da vida até a idade das células (cerca de 130 anos). A utopia de um único mundo globalizado sob a égide da economia de mercado e da democracia liberal. A utopia de ambientalistas radicais que sonham com uma Terra virgem e o ser humano totalmente integrado nela. Essas são as utopias maximalistas. Propunham o máximo. Muitas deles foram impostas com violência ou geraram violência contra seus opositores. Temos hoje distância temporal suficiente para nos confirmar que estas utopias maximalistas frustraram o ser humano. Entraram em crise e perderam seu fascínio. Daí falarmos de tempos pós-utópicos. Mas o pós se refere a este tipo de utopia maximalista. Elas deixaram um rastro de decepção e de depressão, especialmente, a utopia da revolução absoluta dos anos 60-70 do século passado como a cultura hippie e seus derivados. Mas a utopia permanece porque pertence ao ânimo humano. Hoje a busca se orienta pelas utopias minimalistas, aquelas que, no dizer de Paulo Freire, realizam o “possível viável” e fazem a sociedade “menos malvada e tornam menos difícil o amor”. Nota-se por todas as partes a urgência latente de utopias do simples melhoramento do mundo. Tudo o que nos entra IMPRENSA SINDICAL | JUNHO/2014 | PÁGINA 2 Editorial Desde 1950 o Brasil não sedia uma Copa do Mundo de Futebol. Naquele ano, a seleção brasileira precisava apenas de um empate contra o Uruguai para ganhar o título, mas o Uruguai venceu de virada por 2x1. O jogo aconteceu no Rio de Janeiro, no estádio Maracanã, construído especialmente para a Copa. Agora, 64 anos depois, o time brasileiro tem novamente a chance de ganhar em casa e levar o título pela sexta vez, já que é o único país pentacampeão do mundo. O ano de 2014 é agitado. Temos pela frente uma Copa do Mundo de Futebol e em seguida, eleições para presidência da República, governadores de Estado, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais (no caso do Distrito Federal). Portanto, para não bagunçar o coreto, vamos colocar ordem nas coisas. Que venha a Copa e vamos torcer fervorosamente para o Brasil. Depois, que venham as eleições e vamos eleger nossos reperesentantes com consciência. Vamos exercer nossa cidadania para fechar o ano com tudo resolvido. A casa precisa de ordem, depois de tantos visitantes se espalhando por nossa pátria bela e amada. E depois de tantas panfletagens, que sujam nosso ambiente, e da poluição sonora gerada pelos candidatos aos cargos públicos. Depois da festa, ordem, depois do dever cívico, ordem. Assim pretendemos chegar ao progresso. Agradecemos a todos os anunciantes pela contribuição e aos que colaboraram com matérias para o enriquecimento do conteúdo do jornal IMPRENSA SINDICAL. O tempo das utopias mínimas viáveis pela muitas janelas de informação nos levam a sentir: assim como o mundo está não pode continuar. Mudar e se não der, ao menos melhorar. Não pode continuar a absurda acumulação de riqueza como jamais houve na história (85 mais ricos possuem rendas correspondentes a 3,57 bilhões de pessoas, como denunciava a ONG Oxfamintermón em janeiro deste ano em Davos). Para esses, o sistema econômico-financeiro não está em crise; ao contrário, oferece chances de acumulação como nunca antes na história devastadora do capitalismo. Há que se pôr um freio à ferocidade produtivista que assalta os bens e serviços da natureza em vista da acumulação, produz gases de efeito estufa que alimenta o aquecimento global. Se não for detido, poderá produzir um armagedon ecológico. As utopias minimalistas, a bem da verdade, são aquelas que vêm sendo implementadas pelo governo atual do PT e seus aliados com base popular: garantir que o povo coma duas ou três vezes ao dia, pois o primeiro dever de um Estado é garantir a vida dos cidadãos; isso não é assistencialismo mas humanitarismo em grau zero. São os projeto “minha casa-minha vida”, “luz para todos”, o aumento significativo do salário mínimo, o “Prouni” que permite o acesso aos estudos superiores a estudantes socialmente menos favorecidos, os “pontos de cultura” e outros projetos populares que não cabe aqui elencar. Na perspectiva das grandes maiorias, são verdadeiras utopias mínimas viáveis: receber um salário que atenda às necessidades da família, ter acesso à saúde, mandar os filhos à escola, conseguir um transporte coletivo que não lhe tire tanto tempo de vida, contar com serviços sanitários básicos, dispor de lugares de lazer e de cultura e com uma aposentadoria digna para enfrentar os achaques da velhice. A consecução destas utopias mínimas cria a base para utopias mais altas: que tenhamos uma verdadeira democracia participativa de base popular, aspirar que os povos se abracem na fraternidade, que não se guerreiem, se unam todos para preservar este pequeno e belo planeta Terra, sem o qual nenhuma utopia máxima ou mínima pode ser projetada. O primeiro ofício do ser humano é viver livre de necessidades e gozar um pouco do reino da liberdade. E por fim poder dizer: “valeu a pena”. Leonardo Boff é teólogo e escreveu Virtudes para um outro mundo possível, 3 vol. Vozes, 2005 por Leonardo Boff - Carta Capital Não é verdade que vivemos tempos pós-utópicos. Aceitar esta afirmação é mostrar uma representação reducionista do ser humano. Ele não é apenas um dado que está ai fechado, vivo e consciente, ao lado de outros seres. Ele é também um ser virtual. Esconde dentro de si virtualidades ilimitadas que podem irromper e concretizar-se. Ele é um ser de desejo, portador do princípio esperança (Bloch), permanentemente insatisfeito e sempre buscando novas coisas. No fundo, ele é um projeto infinito, à procura de um obscuro objeto que lhe seja adequado. É desse transfundo virtual que nascem os sonhos, os pequenos e grandes projetos e as utopiasmínimas e máximas. Sem elas, o ser humano não veria sentido em sua vida e tudo seria cinzento. Uma sociedade sem uma utopia deixaria de ser sociedade, lhe faltaria um fator de coesão interna, um rumo definido pois afundaria no pântano dos interesses individuais ou corporativos. O que entrou em crise não são as utopias, mas certo tipo de utopia, as utopiasmaximalistas vindas do passado. Os últimos séculos foram dominados por utopias maximalistas. A utopia iluminista que universalizaria o império da razão contra todos os tradicionalismos e autoritarismos. A utopia industrialista de transformar as sociedades com produtos tirados da natureza e da invenções técnicas. A utopia capitalista de levar progresso e riqueza para todo mundo. A utopia socialista de gerar sociedades igualitárias e sem classes. O avanço cultural e eleitoral da direita por Theófilo Rodrigues Expediente ESTE JORNAL É FILIADO À ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE JORNAIS (ANJ) Jornal IMPRENSA SINDICAL www.jornalimprensasindical.com.br Matriz: Largo Santa Cecilia, 62 - CEP 01225-010 - São Paulo - SP. Fone: (11) 3666-1159 Diretor Responsável Carlos Alberto Palheta Jornalista Responsável: Mara Oliveira - MTB 12437-0/SP Publicidade e Propaganda Carlos Alberto Palheta (11) 99900-0010 Diretoras Executivas Raimunda Duarte Passos e Jéssika Carla Passos Palheta Fones (11) 3666-1159 | (11) 95762-9704 400 MIL EXEMPLARES. DISTRIBUIÇÃO NACIONAL Produção: Kerach Comunicação Projeto Gráfico e Diagramação: Mara Oliveira E-mail: maraoliveira23@hotmail.com Fones (81) 9651-5071 | (81) 9460-9586 E-mails: kerach23@hotmail.com | kerach23@ig.com.br www.kerachcomunicacao.com.br OBS.: MATÉRIAS ASSINADAS NÃO REFLETEM NECESSARIAMENTE A OPINIÃO DO JORNAL, SENDO DE EXCLUSIVA RESPONSABILIDADE DE SEUS AUTORES. O CONTEÚDO DOS ANÚNCIOS É DE INTEIRA RESPONSABILIDADE DE SEUS ANUNCIANTES. Dia 25 de maio o povo europeu foi para as urnas. Diversos países realizaram eleições para escolher seus representantes para o Parlamento Europeu. Além disso a Ucrânia elegeu seu novo presidente. O resultado foi um verdadeiro balde de água fria para os cosmopolitas e internacionalistas de todo o mundo. A vitória da direita anti-imigrantes foi generalizada no Parlamento Europeu enquanto um bilionário assumiu a presidência da Ucrânia. Também no domingo ocorreram eleições municipais na Venezuela onde candidatas anti-chavistas venceram. Mas o que tudo isso significa para o Brasil? Na França o partido da extrema-direita, Frente Nacional, foi o maior vitorioso da eleição para o Parlamento Europeu que ocorreu dia 25 de maio. O partido de Jean Marie Le Pen e de sua filha Marine Le Pen alcançou 25% dos votos dos franceses ampliando a voz da xenofobia e do racismo no país. Para os desavisados, é aquele que disse em recente comício que a solução para o fim da imigração na Europa seria o mortal vírus africano Ebola. “O ‘Sr. Ébola’ é capaz de resolver tudo isso em três meses”, afirmou um sombrio Le Pen. Gente finíssima. O partido conservador UMP ficou em segundo lugar com 20% dos votos, enquanto o Partido Socialista, do presidente François Hollande, em terceiro com 14%. O que mais impressionou foi o alto nível de abstenção que passou de 57%. Na Alemanha, o partido conservador CDU, de Angela Merkel, venceu a eleição para o Parlamento Europeu mais uma vez. Contudo, o dado mais relevante está no fato de pela primeira vez, o partido neonazista alemão NPD ter eleito um representante para o Parlamento Europeu. Na Inglaterra o Partido da Independência do Reino Unido (UKIP), de extrema direita, liderado por Nigel Farage e que se posiciona abertamente contra a imigração também foi o vitorioso na eleição para o Parlamento Europeu. Isso num país que já é dirigido pelo Partido Conservador do primeiro-ministro David Cameron. Já na Dinamarca foi o anti-imigrantes Partido do Povo Dinamarquês o grande vitorioso. Na Ucrânia o magnata PetroPoroshenko, conhecido como o “rei do chocolate”, acabou de vencer a eleição presidencial do país. Em sua primeira declaração pública disse que irá governar o país como se fosse sua empresa, a Roshen. O que isso quer dizer ainda não se sabe. Do lado de cá do Atlântico a Vene- zuela realizou também no dia 26 de maio eleições em dois municípios. Candidatas da oposição antichavista, Patricia de Ceballos e Rosa de Scarano conquistaram as prefeituras de San Cristóbal, capital do Estado de Táchira, e de San Diego, em Carabobo, respectivamente. Patricia de Ceballos ganhou a prefeitura de San Cristóbal com 73,4% dos votos, enquanto Rosa de Scarano conquistou 87,8% dos votos em San Diego. O Brasil não parece ser um caso diferente do que vem ocorrendo no resto do mundo. Não que a direita esteja ganhando eleições por aqui nos últimos anos. Todavia, suas ideias vêm ocupando certo espaço no imaginário social e político. O principal candidato do campo conservador para as eleições que ocorrerão em outubro deste ano, Aécio Neves, do PSDB, afirma publicamente que está “preparado para medidas impopulares”. Seu principal consultor econômico, Armínio Fraga, em entrevista para o jornal Estado de São Paulo mencionou quais serão as balizas do programa econômico do PSDB: (1) para reduzir os custos do governo será necessário baixar o salário mínimo que está muito alto; (2) para baixar a inflação terá que aumentar a taxa de desemprego. Tudo isso sob a elegante insígnia de “choque de gestão”. No entanto, não é apenas na dimensão eleitoral que a direita vem arregaçando suas mangas. No espectro simbólico e cultural o preconceito truculento e reacionário também vem crescendo. Após alguns comentários recheados de ódio feitos pela comentarista do Jornal do SBT, Rachel Sheherazade, uma série de crimes de vingança e linchamento começaram a ocorrer por todo o país, como o caso da jovem que foi agredida até a morte no interior de São Paulo. Papel tenebroso televisionado absurdamente por uma concessão pública e que encontra sócios em grande parte dos meios de comunicação. O Brasil que na luz do dia vem retirando milhares de pessoas da condição da pobreza, desenvolvendo suas forças produtivas, redistribuindo renda e avançando nas relações sociais de produção não pode perder para o Brasil da minoria obscura que quer o ódio elitista e a volta do passado. O Brasil não merece tal retrocesso. Mas isso depende da nossa capacidade criativa de construir e vocalizar um projeto coletivo de futuro, feito de baixo para cima e alicerçado na solidariedade. Como diria Martin Luther King, “o que me preocupa não é o grito dos maus, mas sim o silêncio dos bons”. Theófilo Rodrigues é mestre em Ciência Política pela UFF e doutorando em Ciências Sociais pela PUC-Rio.

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IMPRENSA SINDICAL | JUNHO/2014 | PÁGINA 3 Sindical PTB-Sindical - SP TRADUÇÃO PARA O INGLÊS SOMOS TODOS REFÉNS... aumentou em quase três horas. Ônibus nãos existe para atender esta grande metrópole. Depois da copa e das eleições de outubro para governadores e presidente da República a passagem de ônibus vai aumentar, este é o acordo com o seu partido. Os “Gringos” já foram embora do nosso país, a imprensa mundial já retornou para suas edições sede, e o povo paulistano volta a ficar refém de uma prefeitura mal administrada. Em segundo lugar vem o governador Geraldo Alckmin, que por conta do seu secretariado fraco vem acabando com sua boa reputação como político. Veja a segurança, quando sobram policiais na região central da capital faltam policiais nas periferias da cidade e nas cidades do interior, que por sua vez precisam investir na Guarda Civil para cobrir um papel que deveria ser do Estado. Em Itaquera, local palco da abertura da “Copa do Mundo”, só há 10 viaturas de polícia militar para fazer rondas e, destas 10 viaturas, quatro estão no Hospital Santa Marcelina para serem babás de presos (bandidos), duas viaturas estão se revezando nas bases e, se não faltar gasolina, outras quatro vão fazer o impossível para deixar a população de Itaquera, Parque do Carmo, Jd. Nossa Senhora do Carmo, Vila Carmosina, em segurança. “Isto sim, é que é uma Vergonha”. Mas a população da Zona Leste pode ficar tranquila, pelo menos na época da Copa irão “trombar” com um poderoso efetivos de policiais militares, civis e guardas metropolitanos, sem contar com o apoio do Exército e da Força Nacional. Senhor governador agora é tarde para mudar o seu secretariado, mas se o senhor passar desta eleição nomeie como seus secretários, não políticos e sim técnicos de cada área, para Educação (Professor(a) do Estado), Saúde (Médico(a) da Rede pública estadual). Segurança, para essa sim, tem que ser um policial militar com bagagem e currículo exemplar e não necessariamente precisa ser um oficial, pode ser um policial de rua que enfrenta a criminalidade de frente e faz valer o que todo bom policial tem que fazer: proteger a população e as pessoas de bem, mesmo que o outro lado (bandidos) tenha que pagar com sangue. Nossa presidenta Dilma, apostamos várias fichas na senhora, mas o resultado não está sendo satisfatório, os altos impostos e a carga tributária estão ainda muito altos, o governo está com superlotação de cargos nomeados, a quantidade de ministérios é absurda para um país que precisa crescer. Por outro lado eu sei que a senhora não consegue acabar com esses ministérios, pois tem que agregá-los aos partidos aliados e ao seu partido, mas a conta está ficando cara demais, e quem paga ela somos nós eleitores e contribuintes. Pedimos socorro à senhora, que já demonstrou inúmeras vezes que é uma mulher de punho forte. Por outro lado a senhora terá que comprar uma briga muito séria com seus militantes e aliados, não dá mais para o país ficar refém de pessoas que só querem tirar proveito de seus cargos e, com isso, ficar fazendo lobby com dinheiro do povo. Na Segurança, jogo a culpa também na senhora. Nossas fronteiras estão desprotegidas há décadas. O tráfico de drogas e mercadorias estão correndo pelos rios e chegando aos nossos filhos; filhos estes, que serão o futuro de nossa pátria. Quando eu era pequeno brincava nos corredores da Cohab 1 com os meus amigos de “Polícia e Ladrão”, naquela época ninguém queria ser o LADRÃO, a polícia era respeitada e admirada pela população. Hoje os nossos jovens quando brincam de polícia e ladrão, todos só querem ser o ladrão, porque presidenta, a impunidade está tão descarada que nós estamos invertendo o papel de uma sociedade democrática para uma sociedade em que cada um sobreviva da forma que der. Esta sociedade que os senhores governantes querem para o nosso país, uma sociedade sem que um ser humano respeite o outro, em que se perdeu o uso daquela famosa frase “O seu direito começa quando termina o do outro”. Volte com a obrigatoriedade das nossas crianças na escola, a cantarem o hino nacional e da bandeira, para que o sentimento do patriotismo volte para os corações deles. Saber cantar o hino é mais do que saber cantar uma simples canção, é devolver para cada cidadão o direito de pensar e agir pela pátria, “PÁTRIA AMADA BRASIL”. Como sugestão para os meus leitores, peço que escutem uma música da Cantora Roqueira e Baiana PITTY, segue somente um trecho para analisarmos “REINSTALAR O SISTEMA...”. WE’RE ALL HOSTAGES in the city increased by almost 3:0. Bus Nos exists to serve this great metropolis. After the World Cup and the October elections for Governors and President of the Republic the bus fare will increase, this is the deal with his party. The “Gringos” are gone from our country, the world press has already returned to his headquarters, and people editions paulistano back getting held hostage by a poorly-administered city. In second place comes the Governor Geraldo Alckmin, who on account of their weak Secretariat comes over with his good reputation as a politician. See security, when there are cops in the central region of the capital shortage of cops on the outskirts of the city and in the towns of the interior, which in turn need to invest in the Civil Guard to cover a role that should be the rule. In Itaquera, local stage of the opening of the “World Cup”, there are only 10 units of military police to make rounds and, these 10 cars, four are in Hospital Santa Marcelina to be babysitters of prisoners (bandits), two units are taking turns in the bases and, if gasoline, other four will do the impossible to let the population of Itaquera, Parque do Carmo, Jd, Nossa Senhora do Carmo, Kiran Village, safely. “Now that it’s a Shame”. But the population of the East zone can rest easy, at least at the time of the World Cup will “in contact” with a powerful effective military police, civilians and guards metropolitans, not counting with the support of the army and of the national force. Governor now is too late to change his secretariat, but if you walk down this election name as its clerks, not politicians, but technicians in each area, to education (teacher of the State), health (doctor of public Network). Security, for this has to be a military police officer with luggage and exemplary curriculum and do not necessarily need to be an officer, can be a street COP who faces front and crime makes it worth every good COP has to do: protect the population and the good people, even if the other side (bad guys) have to pay with blood. Our President Dilma, bet various chips on the Lady, but the result is not satisfactory, the high taxes and the taxes are still too high, the Government is with overcrowding of named positions, the amount of ministries is absurd for a country that needs to grow up. On the other hand I know that you can’t end up with these ministries, because have to aggregate them to allied parties and to his party, but the account is getting too expensive, and who pays for it is us voters and taxpayers. We help the Lady, has shown countless times that is a woman of strong fist. On the other hand you will have to buy a very serious fight with its militants and their allies, the country can’t be held hostage by people who just want to take advantage of their positions and thus be lobbying with people’s money. On security, the game also fault the Lady. Our borders are unprotected for decades. Drug trafficking and goods are running through rivers and reaching our children, these children, who are the future of our motherland. When I was a kid playing in the hallways of Cohab 1 with my friends of “cops and robbers”, at that time nobody wanted to be the THIEF, the police was respected and admired by the population. Today our young people when they’re playing cops and robbers, they all just want to be the Thief, because President, impunity is so blatant that we are reversing the role of a democratic society to a society in which each survive the way der. the Lords society rulers want for our country, a society without a human being respects the other, in which they lost the use of that famous phrase “your right begins when ends on the other”. Come back with the obligation of our children at school, singing the national anthem and the flag, so that the feeling of patriotism back to their hearts. Sing the anthem is more than knowing sing a simple song, is return to every citizen the right to think and act for the fatherland, “BELOVED HOMELAND BRAZIL”. As a suggestion for my readers, I ask you to listen to a song by Rock and Bahian PITTY, follows only a snippet to analyze “reinstall the system ...”. Ramalho Junior President of PTB Sindical do Estado de São Paulo, executive Director of Sintracon-SP, FGTS Advisor, Counselor of the Senai-SP and above all, a brazilian citizen who wants to continue believing in this country Aproveito esta edição para retratar o sentimento do povo com relação aos seus governantes e legisladores. O Assunto Segurança “Nunca Antes na História de País” foi tão abordado e questionado pela imprensa e pelos povos de todo o mundo. Estamos prestes a receber visitantes do mundo inteiro para prestigiar um grande evento chamado “Copa do Mundo”, que para nós brasileiros é uma questão de orgulho e de cultura esportiva, afinal, o futebol está presente no nosso DNA. Por outro lado a Copa ocorre durante o processo eleitoral onde parlamentares e governantes do Brasil tentarão se reeleger ou simplesmente se eleger, homens e mulheres comuns, porém políticos que poderão se “maquiar” diante da Copa para mais uma vez iludir o povo brasileiro. Os nossos Atletas da Seleção brasileira não têm nenhuma culpa nesta história que mais uma vez se escreve no nosso Brasil. Como cidadão, temos o dever de torcer e acreditar que pelo menos no mundo do futebol tudo vai dar certo. Mas chamo a atenção dos meus leitores para que o sentimento do patriotismo não fique apenas no gramado, e sim dentro dos nossos corações e do nosso dedo indicador, quando em outubro deste ano podemos votar com consciência nos nossos candidatos, que acreditamos serem os melhores para nós e para todo o povo brasileiro. Que quem torcer e vestir a camisa verde e amarela –cores símbolos da nossa bandeira neste ano de eleição, em outubro–, possa colocar “lá” apenas políticos sérios e comprometidos com a defesa da soberania brasileira e com a defesa da vida dos brasileiros e daqueles que aqui vivem. Somos todos reféns de governantes fracos... Vou começar pelo protocolo, em primeiro lugar o senhor prefeito Fernando Haddad, que aqui em São Paulo introduziu corredores de ônibus por toda a cidade, com isto o trânsito, que na cidade já era caótico, contribui ainda mais nos Arrastões (roubos) a veículos e pessoas que em virtude do trânsito PARADO são assaltadas. E não para por aí. O tempo que se leva para chegar de um ponto a outro da cidade Ramalho Junior Presidente do PTB Sindical do Estado de São Paulo, diretor Executivo do Sintracon-SP, conselheiro do FGTS, conselheiro do Senai-SP e acima de tudo, cidadão brasileiro que quer continuar acreditando neste País I take this issue to portray the feeling of the people with regard to their rulers and legislators. The Security Issue “never before in the history of Country” was so approached and questioned by the press and by people from all over the world. We are about to receive visitors from all over the world to honor a great event called “World Cup”, which for us Brazilians is a matter of pride and sports culture, after all, football is present in our DNA. On the other hand the Cup takes place during the electoral process where parliamentarians and rulers of Brazil will attempt to re-elect or simply get elected, ordinary men and women, but politicians who will be able to “make up” before the World Cup to once again evade the Brazilian people. Our Athletes of the Brazilian team have no guilt in this story that once again writes in our Brazil. As a citizen, we have a duty to hope and believe that at least in the world of football everything will be all right. But I call the attention of my readers for the feeling of patriotism is not just on the lawn, but in our hearts and our index finger, when in October of this year we can vote with conscience in our candidates, who we believe to be the best for us and for the entire Brazilian people. Who twist and wear the Green and yellow-shirt colors symbols of our flag in this election year, in October – can put “there” only serious political and committed to the defense of Brazilian sovereignty and with the defense of the lives of Brazilians and those that live here. We are all hostages of weak rulers. Let me start from the Protocol, first the Lord Mayor Fernando Haddad, who here in Sao Paulo introduced bus lanes throughout the city, with this traffic, which in the city’s chaotic, contributes even more on Trawlers (robberies) to vehicles and people who by virtue of the traffic STILL get mugged. And it doesn’t stop there. The time it takes to get from one point to another

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IMPRENSA SINDICAL | JUNHO/2014 | PÁGINA 4 Sindical CUT-SP CUT São Paulo reafirma bandeira pelo Plebiscito popular que propõe mudanças radicais nas estruturas de poder no país O grupo Mistura Popular abriu com alegria e música a oficina sobre o Plebiscito por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político dia 29 de maio, segundo dia da 14ª Plenária Estatutária da CUT São Paulo, que ocorre no Centro Cultural Adamastor, em Guarulhos. O coordenador Raimundo Bonfim, da Central dos Movimentos Populares, afirmou que a necessidade da reforma política não é de hoje. “Muitas foram as tentativas e propostas para mudar as estruturas de poder a partir das mobilizações dos movimentos e é inegável que nos protestos de junho essa bandeira estava colocada pela juventude”. Há quase um ano, a presidenta Dilma Rousseff propôs a abertura de uma Constituinte. “Essa proposta foi negada pelos grupos elitistas do Congresso”. Os movimentos social e sindical têm organizado comitês em todo Brasil. São mais de 400 grupos espalhados pelo país, organizados em bairros, regiões e nos Estados. No último dia 24 de maio, 1.110 militantes do campo e da cidade participaram do Curso dos Mil de São Paulo, na quadra dos Bancários, no centro da capital paulista. A proposta de mudança nas estruturas, afirma Bonfim, não se refere a questões apenas eleitorais. “O plebiscito luta pelo financiamento público de campanha eleitoral, mas também por uma maior re- Mesa de palestrantes da Plenária Estatutária Na Plenária Estatutária, militantes sindicais se comprometem a fortalecer os comitês locais presentação de mulheres, negros e indígenas nas cadeiras do Congresso e participação efetiva do povo em conselhos e em outros espaços de poder”. Os sindicatos cutistas, que participaram da 14ª Plenária, assumiram o compromisso de fortalecer, dialogar e ampliar a participação no Plebiscito até a votação popular. As ur- nas serão montadas entre os dias 1º e 7 de setembro de 2014 em todo o país. A consulta popular fará uma única pergunta à população: “Você é a favor de uma constituinte exclusiva e soberana sobre o sistema político?”. Acompanhe as informações no plebiscitoconstituinte.org.br. FORÇA SINDICAL - SP COPA E OLIMPÍADA: Brasil se compromete com o Trabalho Decente O governo federal, as centrais sindicais e os patrões assinaram um termo de compromisso para garantir o Trabalho Decente no setor de turismo e hospitalidade na Copa do Mundo de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016, no Brasil, com ênfase no combate ao trabalho infantil e à exploração sexual. De adesão espontânea por parte de empresários e órgãos e entidades públicos, entre outros, envolvidos direta ou indiretamente com a realização da Copa e com os Jogos Olímpicos de 2016, o acordo vem em boa hora. As condições de trabalho nas empresas são deprimentes e perigosas. Segundo a OIT, ocorrem 337 milhões de acidentes de trabalho não fatais por ano no mundo todo, que provocam no mínimo três dias de afastamento. A cada ano, 2,31 milhões de pessoas são mortas por acidentes ou doenças ocupacionais. Outro dado preocupante é o relacionado às atividades laborais das crianças e adolescentes. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), nos últimos dois anos e meio, a fiscalização descobriu que oito a cada 10 crianças e adolescentes encontradas pela fiscalização realizavam ocupação perigosa ou insalubre, o que é proibido para menores de 18 anos. Por isso, a Força Sindical e as demais centrais vêm há muitos anos na luta para erradicar o trabalho precário, infantil, a exploração sexual e o tráfico de pessoas. Sempre exigimos dos governos e dos patrões o respeito incondicional aos direitos fundamentais no trabalho conforme estabelecem convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) –que foram ratificadas pelo Brasil–, e a legislação brasileira. Miguel Torres, presidente da Força Sindical Crescem no país o número de empresas e a quantidade de pessoas ocupadas O Cadastro Central de Empresas (Cempre) contava, em 2012, com um total de 5,2 milhões deempresas e outras organizações formais ativas. O número de pessoas ocupadas chegou a 46,2 milhões (o equivalente a 86,6%) e o de sócios ou proprietários, a 7,1 milhões (13,4%). O salário médio mensal pago chegou a R$ 1.943,16, o equivalente a 3,1 salários mínimos. Os dados indicam que, em relação a 2011, houve crescimento de 1,3% no número total deempresas e de 2,3% no percentual de empregados. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento reúne informações cadastrais e econômicas de empresas e organizações diversas (administração pública, entidades sem fins lucrativo, pessoas físicas e instituições extraterritoriais) formalmente constituídas. Na mesma base de comparação, o número de sócios cresceu, em um ano, 2,2% (152,5 mil). De um ano para outro, o total de salários e outras remunerações aumentou 7,1% e o salário médio mensal expandiu 2,1% em termos reais. A pesquisa constatou também que, de 2011 para 2012, a participação de órgãos da administração pública apresentou redução passando de 18,1% para 17,2% o número de pessoal ocupado total. O estudo do IBGE mostrou que, em 2012, as entidades empresariais representavam 89,9% das organizações cadastradas, respondendo por 76,3% do pessoal ocupado total. A seção comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas atingiu maior participação em três das quatro variáveis analisadas: número de empresas e outras organizações (41,8% do total), de pessoal ocupado total (22,2%) e de pessoal ocupado assalariado (19,1%). Segundo o IBGE, essa seção aparece pelo terceiro ano consecutivo como a principal atividade absorvedora de pessoal ocupado assalariado, com 8,9 milhões de pessoas. Na avaliação dos técnicos do IBGE, em 2012, a diferença de pessoal ocupado assalariado foi ampliada a favor da seção comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas, que se consolidou na primeira colocação, com 573,2 mil pessoas assalariadas a mais (8,8 milhões de pessoas), em relação às indústrias de transformação, com 8,3 milhões de pessoas. O IBGE ressaltou ainda a participação da seção indústrias de transformação, que aparece na segunda colocação nas quatro variáveis analisadas, assim como nos dois anos anteriores: número de empresas e outras organizações (8,4%), pessoal ocupado total (16,7%), pessoal ocupado assalariado (17,9%) e salários e outras remunerações (19,1%). A administração pública, defesa e seguridade social destacou-se com a maior participação em salários e outras remunerações (23,7%), contudo, assim como em 2011, manteve-se na terceira colocação em pessoal ocupado total (13,8%) e em pessoal ocupado assalariado (16,0%), “apesar de ter somente 0,3% das empresas e outras organizações ativas”, ressalta o instituto. Com o Cempre, o IBGE procura analisar as organizações inscritas no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), da Secretaria da Receita Federal, que no ano de referência declararam informações às pesquisas econômicas do IBGE e/ou aos registros administrativos do Ministério do Trabalho e Emprego. A atualização de dados cadastrais e econômicos do Cempre é feita anualmente, conjugando informações provenientes das pesquisas nas áreas de indústria, construção, comércio e serviços. Educação financeira chegará a quase 3 mil unidades públicas até 2015 Você tem controle sobre o dinheiro que recebe? Sabe que dia entra e qual o valor? Você planeja o que fazer com sua receita? Como faz esse planejamento? Segundo a Associação de Educação Financeira do Brasil (AEF-Brasil), essas e outras questões devem ser respondidas desde cedo e fazer parte do currículo escolar. Por meio do projeto Educação Financeira nas Escolas, até o fim de 2015, 2.962 escolas públicas de ensino médio terão acesso à formação. O projeto é executado em parceria com a Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação e o Grupo de Apoio Pedagógico do Comitê Nacional de Educação Financeira (Conef). Em uma experiência piloto em 2010 e 2011, foi testado em 891 escolas públicas do Tocantins, Rio de Janeiro, de Minas Gerais, São Paulo, do Ceará e Distrito Federal e contou com a participação de aproximadamente 27 mil estudantes e 1,8 mil professores, segundo dados da AEF-Brasil. — Os jovens servem de multiplicadores da educação financeira em suas famílias. De modo que nas famílias em que os filhos receberam esse material, o grau de informação mudou –explica o superintendente de Proteção e Orientação aos Investidores da Comissão de Valores Mobiliários, entidade que atualmente preside o Conef, José Alexandre Vasco. Ele diz que o material usado em sala de aula ficará disponível online para que seja usado também nas escolas que não serão inicialmente contempladas. O projeto piloto ganhou um relatório do Banco Mundial: O Impacto da Educação Financeira no Ensino Médio, A Experiência do Brasil. A instituição constatou o aumento de 1% do nível de poupança dos jovens que passaram pelo programa. Segundo os cálculos da entidade, isso pode contribuir para o crescimento também de 1% do Produto Interno Bruto brasileiro, uma vez que a poupança vira investimento. Os alunos passaram a fazer uma lista com os gastos todos os meses e a negociar o pagamento ao fazer uma compra. A experiência nas escolas será um dos assuntos tratados na primeira Semana Nacional da Educação Financeira, com atividades previstas em várias cidades do país. Além de palestras e seminários, a população poderá receber orientações gratuitas e participar de mutirão de renegociação de dívidas. O evento começou dia 6 de maio e a programação está disponível na Internet.

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Economia O Índice de Confiança da Indústria (ICI), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) apresentou queda de 5,1% em maio sobre abril, passando de 95,6 para 90,7 pontos, na pior marca desde dezembro de 2008 (-9,2%). Esse nível está bem abaixo da média histórica (105,5 pontos) apurada na pesquisa Sondagem da Indústria de Transformação. A queda constrasta com as melhorias divulgadas em setores importantes para a economia, como a criação de empregos e a redução nos níveis inflacionários. Os entrevistados, porém, manifestaram-se mais pessimistas tanto em relação ao momento atual quanto ao desempenho previsto no curto prazo. Houve recuos de 5,1% no Índice da Situação Atual (ISA) que atingiu 92,3 pontos, e de 5% no Índice de Expectativas (IE) com 89,2 pontos. Para 8,3% dos consultados, a demanda do mercado está forte –proporção inferior à medição passada (11,5%). Os que classificaram a demanda como fraca passaram de 17,3% para 21%. Quanto à avaliação sobre o que os industriais esperam para os próximos três meses, o indicador apontou a quarta redução seguida, de 7%, no mais baixo nível desde 2009 (100,3 pontos). Das 1.219 consultadas, 22,4% disseram que acreditam em aumento da produção ante 27,1% que tinham essa mesma opinião, em abril. Já a parcela que prevê uma produção menor cresceu de 12% para 15,3%. O levantamento mostra ainda ter ocorrido um ligeiro aumento no Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci), de 84,1% em abril para 84,3% em maio. IMPRENSA SINDICAL | JUNHO/2014 | PÁGINA 5 Índices de confiança caem apesar dos sinais positivos na economia Serviços Já o Índice de Confiança de Serviços (ICS) também caiu, atingindo a marca de 5,7% em maio na comparação com abril, maior queda desde dezembro de 2008, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV) dia 28 de maio. Assim, o indicador chegou a 106,8 pontos em maio, menor que os 113,3 pontos no mês anterior, quando o índice havia recuado 3,1%. O nível atingido em maio é o menor desde abril de 2009 (103,5). De acordo com a FGV, o Índice da Situação Atual (ISA-S) teve queda de 4,6% em maio sobre abril, depois ter caído 3,8% no mês de abril. Por sua vez, o Índice de Expectativas (IE-S) recuou 6,6% em maio, ante queda de 2,5% em abril. Salário real O salário médio mensal pago pelas empresas e outras organizações, no entanto, apresentou aumento real de 10,1% entre 2009 e 2012. O crescimento real se deu em todos os anos, tendo fechado 2012 com alta de 2,1% (para R$ 1.943,16), em relação a 2011, quando o salário médio real já havia subido 4,7%. Os dados fazem parte da pesquisa Cadastro Central de Empresas (Cempre), que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgando dia 28 de maio, com informações cadastrais e econômicas de empresas e outras organização formalmente constituídas no país. Os dados indicam também que a melhora na qualidade e no número de empregos fez com que o total de salários e outras remunerações pagos por empresas e organizações, entre 2008 e 2012, acumulasse crescimento de 35,3% e se desse em todos os anos analisados pela pesquisa. Em 2012, esse aumento foi 7,1%. Ferrovia Norte-Sul será ‘coluna vertebral’ do país, afirma presidenta Trecho de 855 quilômetros da Ferrovia Norte-Sul, entre as cidades de Palmas (TO) e Anápolis (GO), complementando o segmento que já opera desde 2007 entre Palmas e Açailândia (MA), foi inaugurado dia 22 de maio pelo governo. Durante a inauguração, a presidenta Dilma Rousseff disse que a ferrovia funciona como uma “coluna vertebral” do sistema de logística do país, aproximando o interior do litoral para escoamento e distribuição da produção. — (A ferrovia) é uma coluna vertebral que vai permitir que um Estado como Goiás, que é o do interior, seja Estado perto do mar, dos navios. Ela coloca o litoral aqui, transforma Goiás num polo logístico, porque será crucial para articular todos os sistemas de transporte do Brasil, tanto os que se dirigem ao Sul, quanto aqueles que se destinarão ao Norte –avaliou. Dilma elogiou o senador e ex-presidente José Sarney, responsável pela concepção e início da construção da Norte-Sul, há 27 anos. A demora na continuidade da linha férrea, segundo Dilma, se deve a um período em que o projeto não recebeu investimentos. — Tivemos grandes dificuldades, primeiro porque no período anterior não havia uma prateleira na qual você chegasse e pegasse um projeto pronto e licitasse, tinha que começar do nada –explicou. “Se fomos capazes de fazer o trecho original, construiremos o trecho que nós mesmos projetamos”, acrescentou Dilma, em referência à próxima parte da linha férrea, que ligará Anápolis a Estrela do Oeste (SP), que já está em construção. Quando o projeto da Norte-Sul foi retomado, em 2007, Dilma era ministra-chefe da Casa Civil. A etapa da Norte-Sul inaugurada agora atravessa 34 municípios e demandou a construção de 35 pontes, 36 viadutos e dois túneis. A obra teve investimentos de R$ 4,2 bilhões oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Mais uma vez, os bilionários brasileiros Por Jaciara Itaim - de São Paulo O tema da concentração de renda e da riqueza está cada vez mais frequente nos debates fomentados pelos meios de comunicação em todo o mundo. Não é por acaso que o livro publicado pelo francês Thomas Piketty –“O capital no século XXI”– desponta nas listas dos mais vendidos, inclusive na pátria que mais se orgulha de sua forma capitalista de organização. Os norte-americanos parecem cada vez mais interessados em desvendar e compreender a complexa natureza desse modo de produção, tão bem estudado por Marx ainda no século XIX. Uma das formas de manifestação do caráter concentrador desse regime é a reprodução ampliada das desigualdades e o processo de constituição de fortunas. Desde aquelas mais identificadas com a acumulação “primitiva” de capital até a manutenção e a ampliação de impérios econômicos consolidados. Essa abordagem pode se referir à comparação da potência econômica entre diferentes países ou mesmo entre as inúmeras corporações transnacionais do mundo comercial, industrial e financeiro. Além disso, há instituições que se dedicam ao acompanhamento da evolução do patrimônio de indivíduos e de famílias por todos os continentes. Se retirarmos o caráter de fofoca e colunismo social de tais levantamentos, o material levantado serve como instrumento de avaliação do fenômeno da acumulação de riqueza e de concentração da renda. O grupo “Forbes”, por exemplo, oferece publicações periódicas a esse respeito, tendo se tornado bastante conhecido por suas listas de bilionários nos Estados Unidos e no resto do globo. Apesar de não assegurar um procedimento metodológico detalhado, o apanhado do conjunto da obra não deve ser desprezado. Assim, o ordenamento rigoroso pode levar a algum tipo de questionamento das razões que teriam levado um banqueiro suíço a ter sido ultrapassado por um príncipe saudita do petróleo naquele determinado ano. Mas o conjunto do levantamento apresenta uma importante tendência do movimento da concentração da riqueza. Desigualdade aumentou entre ricos e pobres Desse ponto de vista, é interessante registrarmos como tem ficado a posição do Brasil ao longo dos últimos anos. Apesar de todo o esforço dos governos em anunciar a redução dos índices de pobreza e a melhoria da qualidade de vida da maioria de nossa população, muitos estudiosos vimos alertando para o fenômeno do aumento da desigualdade social e econômica. A avaliação da suposta melhoria da distribuição de renda olhando apenas para os dados da PNAD do IBGE revela-se como um tremendo equívoco. É a velha lenga-lengada “nova classe média”, conceito que comporta um casal em que cada cônjuge receba um salário mínimo mensal. Isso porque o recorte dos 10% “mais ricos” da população na comparação com os 10% “mais pobres” registra, essencialmente, informações dos assalariados de maior renda com os de rendimentos mais baixos. Para se comparar a real disparidade entre os que muito têm e os que quase nada possuem, é necessário observar com uma lupa mais refinada o movimento no interior do segmento dos efetivamente ricos. Assim, outros estudos mais sérios –como o “Atlas da Riqueza” ou o “Atlas da Exclusão Social”– demonstram que os 0,1% mais ricos ficaram proporcionalmente muito mais ricos do que os demais 99,9% da população. A concentração aumentou. A desigualdade se aprofundou. De acordo com o economista e professor Marcio Pochmann, apenas 5 mil famílias deteriam o equivalente a 45% da riqueza em nosso país. Assim, para fazer um estudo mais sério seria necessário obter outras informações oficiais, como os dados do Imposto de Renda e dos registros patrimoniais em cartórios. Esse contraponto é necessário para contextualizar as melhorias realmente verificadas na base de nossa estrutura social. É o caso da redução do desemprego, dos aumentos reais no salário mínimo, do Programa Bolsa Família e da ampliação dos benefícios da previdência social. Esses avanços são inequívocos. Ocorre que tudo isso é “fichinha” quando seus valores são comparados às benesses dirigidas aos que se situam no topo da pirâmide da sociedade brasileira. A “evolução” dos brasileiros na Forbes Assim, a divulgação recente de versões atualizadas das listas da Forbes vem confirmar tal fenômeno observado em nosso país. Em 2003, a tradicional lista da revista de negócios dos Estados Unidos contava com apenas 3 brasileiros que haviam conseguido superar a mítica barra de 1 bilhão de dólares. Os três pertenciam ao sistema financeiro, liderados pelo banqueiro do grupo Safra –que contava à época com um patrimônio avaliado em US$ 3,6 bi. Uma década mais tarde, a presença dos bilionários brasileiros aumentou de forma significativa e superando qualquer tipo de comparação com outros índices da economia. Em 2013, a lista de bilionários de todo o mundo apresentava a incrível marca de 65 brasileiros. Devidamente depurada da presença do já decadente Eike Batista, a lista oferece um painel bem representativo da forma como se configura o panorama do capital em nossas terras. As posições mais destacadas são aquelas do sistema financeiro, seguidas do oligopólio dos meios de comunicação, do setor da construção civil e das atividades ligadas ao agronegócio. O banqueiro e controlador do quase-monopólio da cerveja Ambev, Jorge Lemann, lidera a pesquisa dos brasileiros –registra um patrimônio estimado em US$ 22 bi. Alguns meses depois, agora no mês de maio, a Forbes publicou outra forma de con- solidação de tais informações. Assim, foi divulgada uma lista agregando as famílias mais ricas, uma vez que havia casos em que vários indivíduos do mesmo grupo familiar estavam presentes no rol dos bilionários. Nesse caso, há 15 grupos familiares brasileiros constantes na listagem. No total, eles somam um patrimônio acumulado de US$ 122 bi, algo equivalente a 5% do nosso PIB. Ao unificar a fortuna dos irmãos Roberto Irineu, José Roberto e João Roberto, o grupo dos Marinho (Globo) passa a ocupar o primeiro posto com US$ 29 bi. A exemplo do verificado com a distribuição dos indivíduos bilionários, na sequência da revista aparecem as famílias envolvidas com o sistema financeiro (5), com a construção civil (3), com o agronegócio (2), entre outros. Bilionários com a ajuda do setor público Ora, tais informações apenas vêm confirmar as avaliações a respeito do processo de concentração do patrimônio e de aprofundamento das desigualdades sociais e econômicas. O sistema capitalista tem um componente intrínseco de concentração de riqueza, que só tende a se aprofundar caso não haja nenhum tipo de compensação na esfera das políticas públicas. Esse é o caso típico das medidas de tributação debatidas atualmente em vários países do próprio mundo desenvolvido, a exemplo da taxação das transações financeiras e do imposto sobre as grandes fortunas. Vale o registro que os setores de maior grau de “bilionariedade” são exatamente aqueles mais bem agraciados pela generosidade das políticas públicas em nossas terras. Os banqueiros e similares do financismo, em razão da política de juros estratosféricos e a submissão do Banco Central às práticas abusivas de “spreads” e tarifas. As empresas de construção civil que se locupletam nas tetas do orçamento público, por meio das obras públicas, dos projetos de infra-estrutura e de programas como “Minha casa, minha vida”. Não por acaso pertencem a esse ramo os maiores doadores de campanhas eleitorais. Os grupos dominantes dos meios de comunicação, que operam por concessão pública e recebem verbas vultosas do governo federal. As empresas do agronegócio e do extrativismo, tão bem agraciadas com facilidades para exportar produtos de baixo valor agregado e contribuir para a degradação irresponsável e criminosa do meio ambiente. Enfim, são esses os bilionários brasileiros. Gente que bate com orgulho no peito, vociferando a respeito de uma suposta maior eficiência do setor pri- vado. Mas que, na verdade, só conseguiu construir seu patrimônio graças ao apoio e à ajuda do setor público. Jaciara Itaim é economista e militante por um mundo mais justo em termos sociais e econômicos

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IMPRENSA SINDICAL | JUNHO/2014 | PÁGINA 6 São Paulo Centro Integrado de Comando vigiará 24 horas entorno da Arena Corinthians CICCR conta com videowall e mais de 30 pontos de observação Para reforçar a segurança na capital durante a realização da Copa do Mundo, está em funcionamento desde o dia 23 de maio, o Centro Integrado de Comando e Controle Regional. O CICCR vai operar a partir da Luz, no centro da cidade, 24 horas por dia, sete dias por semana, entre 10 de junho e 18 de julho, e funciona como um centro de coordenação da Operação de Segurança da Copa do Mundo, integrando e monitorando informações de pelo menos 41 órgãos. Instalado em imóvel da Secretaria Estadual de Planejamento e Desenvolvimento Regional, o CICCR conta com um videowall que recebe imagens de 30 câmeras instaladas no entorno da Arena Corinthians, em Itaquera, e em outros pontos estratégicos, além de cinco Centros de Controle Móveis (três carretas e duas plataformas de observação elevada), para que a Polícia Militar monitore jogos e outros eventos relacionados à Copa. “Exemplo prático: qualquer alteração no acesso ao estádio, na entrada das pessoas, na saída do estádio, é filmada. E tudo é acompanhado simultaneamente, para orientar a ação de segurança, de defesa, de trânsito, a partir deste Centro Integrado de Comando e Controle Regional”, explicou o governador Geraldo Alckmin. Já estão em funcionamento as salas de operações (NOC – Network Operations Center), de atendimento, de armazenamento de dados (Datacenter), de crise, planejamento, escolta e administração, além dos equipamentos do Centro. Segundo o governador, serão quatro áreas importantes de atuação: de segurança e defesa, Defesa Civil e Bombeiros, agências e uma área de mobilidade e trânsito. “Estas áreas, com inúmero atores, sejam do governo federal, sejam do Estado, sejam do município, [trabalham em conjunto]”, comunicou Alckmin. Legado da Copa para o Estado Após a Copa do Mundo, o Centro Integrado de Comando e Controle Regional ficará para o Estado de São Paulo, que terá sua administração compartilhada entre as Secretarias de Segurança Pública e de Planejamento e Desenvolvimento Regional, tendo como um coordenador um delegado da Polícia Federal. A respeito da parceria com o governo federal em ações para a Copa do Mundo, o governador Geraldo Alckmin disse que “este é um bom exemplo de um legado, porque foram investidos R$ 66 milhões pelo governo federal na área de tecnologia e R$ 2,5 milhões pelo Estado para reformar e adaptar todo o prédio. E tudo isto vai ficar para o Estado, porque a hora em que acabar a Copa do Mundo, o CICCR ficará como um centro de inteligência para o Estado. Aqui está um bom exemplo de legado na área da segurança pública e da Defesa Civil”. Governador Geraldo Alckmin, secretário de Segurança Pública, Fernando Grella, e secretário de Planejamento e Desenvolvimento Regional, Julio Semeghini, visitam o Centro Integrado de Comando e Controle Regional

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IMPRENSA SINDICAL | JUNHO/2014 | PÁGINA 7 Suplicy A Copa de todos nós! Sul, aproximar brancos e negros. Ainda no início do seu governo, quando eram muito evidentes os sinais do Apartheid, da discriminação racial na África do Sul, Nelson Mandela teve a ideia de convidar os jogadores, sobretudo os brancos, da seleção de rugby, para treinarem, se prepararem para o campeonato internacional que iria ser realizado na África da Sul. Prepararam-se num bairro relativamente pobre e, em que, sobretudo, a população era de negros. E eis que, nos estádios durante a disputa das seleções dos diversos países, negros e brancos estavam ali, torcendo para a sua seleção. Também o presidente Nelson Mandela foi um dos que propugnou para que em 2010 se realizasse a última Copa do Mundo na África do Sul, porque percebeu que o futebol constitui-se numa maneira, inclusive, de contribuir para a paz entre povos rivais, principalmente entre povos que tenham grandes desavenças. Aliás, um dos fenômenos mais importantes da história do futebol relacionados à boa relação entre povos aconteceu, com o Santos Futebol Clube, de Pelé. Em 1969 ano, o clube excursionou pela África e levou raros momentos de calma e felicidade para moradores de regiões devastadas. Por conta da presença do Alvinegro no continente, duas guerras civis, foram paralisadas; combates no Congo e na Nigéria foram cessados, durante o tempo em que a delegação santista ficou no continente, no começo de 1969. Em menos de dez dias, o clube interrompeu os conflitos entre a República do Congo e a República Democrática do Congo; e a Guerra de Biafra, na Nigéria. Não era interessante para os países terem combates enquanto o Santos estava lá, e a guerra foi paralisada por alguns dias, como muito bem explica Guilherme Nascimento, historiador do Santos. Levantamentos feitos pela FIPE –Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, ligada à USP –Universidade de São Paulo, mostram que a Copa das Confederações acrescentou R$ 9,7 bilhões á economia brasileira. A expectativa é de que a Copa do Mundo movimente três vezes esse valor, como R$ 30 bilhões. Mais do que todos os gastos em estádios e aeroportos, portos, segurança, telecomunicações e obras de mobilidade urbana relacionadas à Copa. No caso do Mundial de 2014, os únicos investimentos feitos exclusivamente por causa da Copa se limitam a R$ 8 bilhões, obras nos estádios. Desse total, o Governo Federal financiou R$ 4 bilhões por meio do crédito do BNDES. O dinheiro volta com juros para os cofres do banco. Todos os produtos fabricados e os serviços prestados para realização da Copa do Mundo geram riqueza que se espalha pelo País. Quarenta e nove por cento da renda gerada pela Copa das Confederações, ano passado, ficaram nas seis cidades-sedes dos jogos; os outros 51% se difundiram pelo Brasil. Tenho a convicção de que, em que pese devamos estar atentos às críticas sobre as prioridades de investimentos que os resultados econômico-financeiros dos investimentos realizados, o grande movimento de turistas e equipes que virão ao Brasil estimularão a economia. Recursos serão gerados para que então, nas áreas mais prementes da educação, da saúde, do transporte público e das áreas mais diversas, teremos benefícios tão significativos que iremos realmente verificar que, além de trazer grande alegria para todos nós que amamos tanto o futebol, que efetivamente a Copa vai gerar benefícios à sociedade brasileira, inclusive àqueles que hoje observam que está um tanto caro o ingresso para a Copa do Mundo. Será importante que a CBF –Confederação Brasileira de Futebol, garanta um grande número de ingressos acessíveis à população mais carente como anunciado. Eduardo Matarazzo Suplicy (PT-SP), senador da República Estamos há menos de 15 dias da abertura da Copa do Mundo 2014, em São Paulo, com o jogo entre as seleções do Brasil e da Croácia. Desejo a cada um dos jogadores da seleção brasileira, que vão ter enorme responsabilidade perante todos nós, que tenham o maior sucesso e, se possível, que conquistem a Copa do Mundo para o Brasil, fazendo com que, 64 anos depois de termos sido derrotados, no Maracanã, pelo Uruguai, possamos agora não apenas chegar à final, mas conseguir vencer. Desejo, também, sor- te a todos os países que aqui vierem jogar e, sobretudo, reitero a todos os brasileiros que tenhamos um procedimento efetivo de boas vindas aos estrangeiros e às equipes, que estarão disputando a Copa do Mundo. O futebol, como os esportes em geral, constitui por excelência uma forma de confraternização de união dentre os povos. O filme “Invictos” mostra a história de como Nelson Mandela percebeu que poderia, justamente por meio do rugby, o esporte mais apreciado na África do Sinduscon-SP Responsabilidade pelo crescimento é do Estado SERGIO WATANABE A indústria da construção começou no final de maio a entregar um manifesto aos candidatos à Presidência da República. Intitulado “Construindo uma agenda para o futuro do Brasil”, o documento lista uma série de ações destinadas a retomar o desenvolvimento do país com pujança e fomentar o crescimento do setor. Redigido pelo SindusCon-SP (indústria da construção) e pela Abramat (indústria de materiais de construção), o documento conta com o apoio de dezenas de entidades do setor. A íntegra do manifesto é a seguinte: “O Brasil precisa de um projeto para o futuro, hoje Nos últimos anos, tivemos a oportunidade de vivenciar os benefícios de uma economia relativamente estável e de incentivos à indústria da construção. Projetos como o Minha Casa Minha Vida, PAC e desonerações contribuíram para que o setor finalmente saísse de um período de décadas de estagnação. Políticas públicas voltadas para o crescimento da renda e do emprego também foram e continuam sendo importantes. Mas hoje o clima que prevalece é de incerteza, devido à falta de políticas federais, estaduais e municipais de longo prazo que ataquem questões estruturais. A cadeia produtiva da construção tem convicção que, se ajustes profundos não forem feitos, as próximas décadas terão um sabor amargo para toda a sociedade. A iniciativa privada tem um papel fundamental para o crescimento do País, por meio do suprimento de bens e serviços de qualidade, geração de empregos, inovação, qualificação da mão de obra e pagamento de tributos. Mas é do Estado, em todas as esferas, a responsabilidade de criar as condições favoráveis para o crescimento sustentado, pois não é possível tomar decisões de investimento com base em políticas públicas que oneram desproporcionalmente o setor privado ou políticas pontuais que podem ser extintas a qualquer momento. A partir da assinatura deste manifesto, a indústria da construção desenvolverá uma série de iniciativas e estudos para contribuir com este debate, com foco em: * Fortalecer a estabilidade macroeconômica Buscar em um horizonte de 10 anos: redução da inflação para 3% ao ano; queda da relação dívida bruta/PIB; e manutenção da taxa de juros reais de 3% a 4% ao ano. Avançar na inserção do Brasil nas cadeias globais de produção Buscar em um horizonte de 15 anos: reduzir a carga tributária para 25% do PIB. Induzir o desenvolvimento industrial, desonerando impostos sobre investimentos em inovação e tecnologia. * Manter as desonerações, simplificar e reduzir a carga tributária para toda a cadeia da construção e manter o cres- cimento do financiamento imobiliário As desonerações concedidas nos últimos anos foram fundamentais para o crescimento setorial e devem se tornar perenes, com racionalização da tributação. o Em relação à desoneração da folha de pagamento, o governo federal deve facultar ao empresariado a opção pelo regime de tributação do INSS, além de estender o benefício a todos os setores econômicos. o A Receita Federal deve ser fiel aos objetivos das desonerações ao regulamentá-las, (tornando-as permanentes) e não criando acréscimo tributário ou regras de exceção que acabam por inviabilizar o próprio objetivo de desonerar cadeias produtivas. o Nas esferas estadual e municipal, os governos devem dar fim à bitributação de impostos como o ICMS e ISS, que tem como efeito nocivo onerar o custo dos empreendimentos e desestimular a industrialização e utilização de novas tecnologias no canteiro de obras. o Os modelos de licitações públicas devem ser revistos, em especial no que diz respeito ao tabelamento de preços, postura totalmente contrária ao princípio da livre concorrência, que beneficia o próprio Estado. o Garantir uma demanda de financiamento imobiliário compatível com a taxa de juros de longo prazo nos próximos 10 anos. o Assegurar a continuidade dos programas de qualificação de mão de obra. * Ter a segurança jurídica como princípio fundamental do Estado Brasileiro As regras jurídicas e regulatórias devem ser consolidadas e mantidas, inclusive na instância judiciária. A “coisa julgada” deve ser perseguida e cumprida pelo judiciário e pelo governo. É necessário ter segurança jurídica em processos licitatórios, em licenciamentos e aprovação de obras, bem como no que se refere ao pagamento de precatórios. * Implantar reformas microeconômicas indutoras de aumento da produtividade Os mecanismos de financiamento precisam de um marco regulatório estável e perene. * Revisar, atualizar e adequar a legislação trabalhista As regras trabalhistas vigentes não se adequam à realidade atual. É preciso realizar um amplo estudo e modernizar as relações de trabalho. É necessário ter segurança jurídica nas relações de trabalho, em especial no que tange à terceirização de atividades, mecanismo que induz o empreendedorismo e geração de empregos à medida que atividades-meio são delegadas a terceiros, fomentando, portanto, o desenvolvimento econômico. * Acelerar e ampliar os investimentos em infraestrutura Além de serem importante fonte de negócios para o cresci- mento setorial, esses investimentos elevam os níveis de eficiência sistêmica da cadeia e da economia como um todo. É preciso ampliar esses investimentos, que no Brasil correspondem a apenas 2,2% do PIB, para o patamar dos países desenvolvidos, que é de 5,1% do PIB. * Tornar os programas habitacionais em políticas permanentes de Estado O Minha Casa, Minha Vida promoveu grande avanço e deve ser incorporado na agenda de políticas públicas. É necessário zerar o déficit habitacional brasileiro em um horizonte de 10 anos e promover a ocupação sustentável do solo urbano. Atualmente, os recursos para a execução do programa precisam ser aprovados no orçamento da União, e há necessidade de uma fonte de recursos perene para que ele não fique à mercê de manobras pontuais e interesses políticos.” Esperamos que o próximo governante, seja quem for, abrace essa agenda, que certamente viabilizará a construção de um Brasil melhor. SERGIO WATANABE é presidente do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo), vice-presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) e diretor da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo)

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IMPRENSA SINDICAL | JUNHO/2014 | PÁGINA 8 São Paulo - SP Monumentos recebem iluminação especial durante a Copa do Mundo A Secretaria de Serviços, por meio do Departamento de Iluminação Pública (Ilume) está desenvolvendo projetos de iluminação especial para diversos monumentos e pontos turísticos de São Paulo. Na maioria dos casos, a iluminação tem a ver com eventos importantes realizados na cidade, ou, ainda, como uma forma de apoiar iniciativas e campanhas de interesse da sociedade. As intervenções são feitas diretamente nas fachadas dos edifícios, o que os tornam pontos atrativos de luz espalhados pela cidade. A iluminação especial começou a ganhar destaque a partir de 4 de março, quando cinco monumentos –Monumento às Bandeiras (região do Parque do Ibirapuera), Prefeitura, Viaduto do Chá, Teatro Municipal e Praça da Sé (centro da cidade)– foram destacados nas cores verde e amarelo, uma alusão aos 100 dias que estavam faltando para a abertura da Copa do Mundo, devendo permanecer assim até 13 de julho, com o término da competição. Com a proximidade do evento, a iluminação desses pontos ganha, a partir de 29 de maio, a companhia da Biblioteca Mário de Andrade, prédio da Secretaria Estadual da Educação (antigo Colégio Caetano de Cam- Guarulhos - SP Prefeitura entrega novos certificados aos MEIs Foto: José Luiz/PMG pos), esquina das avenidas São João e Ipiranga e Edifício Itália (centro), Ponte das Bandeiras (região Norte), Ponte Estaiada do Tatuapé (zona Leste), Ponte Estaiada Octávio Frias de Oliveira (zona Sul), Estátua Borba Gato (zona Sul) e Parque da Independência (frente ao Museu do Ipiranga). Recentemente, como forma de apoiar a Semana contra o abuso e exploração infanto-juvenil, a maioria desses locais foi iluminada de azul e rosa, casos específicos da Biblioteca Mário de Andrade, Monumento às Bandeiras, Pontes das Bandeiras e do Tatuapé, Estátua Borba Gato, Teatro Municipal e luzes do Lago do Ibirapuera. Um dos principais cartões-postais da cidade, o Viaduto do Chá recebe atenção especial. Além da parte de baixo ser destacada por lâmpadas de LED, os tradicionais postes ornamentais usados na iluminação do leito carroçável ganharam luzes verdes e amarelas. Lâmpadas de LED também estão presentes na Ponte das Bandeiras e na Biblioteca Mário de Andrade. Marco inicial no nascimento da cidade de São Paulo, o Pátio do Colégio já é dotado de iluminação especial, branca para realçar a fachada da igreja que é da mesma cor. Para não fugir dessa característica, a opção encontrada foi a projeção de luzes levemente amareladas. Para o secretário de Serviços, Simão Pedro, a iluminação especial é um compromisso da prefeitura de tornar a cidade ainda mais bela. No que se refere às cores verde e amarelo, como forma de homenagear a Copa do Mundo, ele diz: “Trata-se de um dos eventos mais importantes do mundo, o que deixa a cidade orgulhosa, principalmente por abrigar a partida inaugural entre Brasil e Croácia. Essa iluminação é uma forma de dizer que receberemos bem os turistas e que, mais do que nunca, estamos no clima da Copa”. A Prefeitura de Guarulhos entregou na última semana de maio, novas licenças e o selo “Ei, Tô Legal, Sou Microempreendedor Individual” para mais de 400 empreendedores –dos quais, 100 pessoalmente. A cerimônia foi realizada no Paço Municipal e contou com a presença do prefeito Sebastião Almeida, que parabenizou os presentes pela decisão de buscar saídas para regularização de seus negócios. “É muito importante que, a partir de agora, vocês possam tocar seus estabelecimentos com tranquilidade e com garantias de que terão acesso a benefícios como salário-maternidade, auxilio doença, ou aposentadoria por invalidez”, disse o prefeito. Segundo Almeida, Guarulhos tem hoje quase 30 mil estabelecimentos cadastrados no programa do “Microempreeende- dor Individual”, o MEI. Ele lembrou que a iniciativa de apostar na expansão dos empreendedores foi iniciada em seu primeiro mandato, por meio da lei 6748/2010, e que as vantagens oferecidas pelo programa incluem a participação em cursos oferecidos pelo Sebrae e por acesso a linhas de crédito junto a bancos como a Caixa Econômica Federal. “A longevidade de um negócio muitas vezes depende de alguns segredos, técnicas e regras que temos de aprender. Muita gente trabalhou a vida inteira empregada e agora tem novos desafios para tocar: o próprio negócio”, completou o prefeito. O secretário Luis Carlos Teodoro lembrou que os MEIs estão autorizados a prestar serviços a órgãos públicos. “Por enquanto, essa possibilidade se estende às áreas da Educação e da Saúde, em que se pode oferecer serviços de reparos, na conservação de imóveis ou equipamentos, entre outros. Os interessados devem procurar uma escola municipal ou Unidade Básica de Saúde”, disse Teodoro. Para obter a licença, basta pagar uma taxa mensal de até R$ 42,20. Qualquer pessoa que trabalha por conta própria em atividade comercial, industrial ou de prestação de serviços, desde que fature até R$ 60 mil por ano, pode ser um empreendedor individual. Mais informações pelo telefone (11) 2475-7922 ou pessoalmente no Fácil Empresarial (avenida Emílio Ribas, 1.120, Gopoúva). Mais que um líder, um grande companheiro Na manhã do dia 26 de maio, perdemos o gerente de Base do Sintracon-SP, Elton Luís dos Santos, o Tuli, vítima de um infarto. Ao longo de 17 anos de sindicato, Tuli foi um guerreiro incansável da luta diária pelos direitos dos trabalhadores da construção, e contribuiu muito para a maior mobilização e consciência política da categoria. Tuli esteve à frente da equipe de base do Sintracon-SP, Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil de São Paulo e visitava diariamente obras de construção em São Paulo e região metropolitana para conhecer e diminuir o abismo social que muitos trabalhadores ainda vivem. Ele deixa a esposa e dois filhos, e descansará em sua cidade natal, Pindamonhangaba, no interior de São Paulo.

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IMPRENSA SINDICAL | JUNHO/2014 | PÁGINA 9 Secovi-SP Plano Diretor Estratégico vai encarecer a produção de moradia em São Paulo Claudio Bernardes Após 12 anos, a cidade analisa as bases de um novo Plano Diretor. Afora as propostas que permeiam este debate, é relevante o pano de fundo sobre o qual se discutem os conceitos que devem ser inseridos no Plano, principalmente, no que diz respeito a uma das funções precípuas da cidade: oferecer espaços para as pessoas habitarem. De um lado, temos aqueles que, de forma democrática e legítima, defendem a manutenção de privilégios por uma vida em bairros de baixa densidade, com poucos habitantes e, portanto, com um alto custo de infraestrutura urbana per capta. A argumentação para tanto é calcada no repúdio ao que chamam de “interesses do mercado imobiliário”. Mas, quais seriam esses “interesses”, cujo combate justificaria impedir o desenvolvimento da cidade? O interesse do mercado imobiliário é produzir moradias em quantidade e preços compatíveis com a demanda da cidade. O que há de tão errado nisto? Por que aqueles que precisam morar em áreas com boa infraestrutura urbana, e com condições de menor tempo de deslocamento entre a moradia e o trabalho, devem ser expulsos para locais mais periféricos ou municípios vizinhos, mantendo as vantagens daqueles que já habitam aquelas áreas? Como estaria hoje nossa cidade se, nos últimos 12 anos, o mercado imobiliário não tivesse produzido mais de um milhão de residências? O que teria acontecido com os preços dos imóveis e onde essas pessoas estariam morando? É necessário que todos nós, como sociedade interessada no bem da cidade, façamos uma reflexão antes de aceitar de imediato jargões atirados ao vento, sem fundamentação adequada. Os movimentos por moradias sociais, também de forma legítima, e com o que concordamos, defendem seu direito à habitação. Mas inexplicavelmente alguns desses movimentos estampam em suas manifestações palavras de ordem contra, novamente, “os interesses do mercado imobiliário”. Ora, maior ainda o contrassenso. Bem sabemos que se não houver um modelo que permita a construção de moradias populares, via parceria entre o mercado e o poder público, os governos dificilmente resolverão o problema habitacional nas cidades brasileiras, como vem ocorrendo nos últimos anos. Devemos sim, juntos, buscar modelos equilibrados que permitam encontrar a melhor alternativa econômica para essa empreitada, resgatando uma dívida social cuja solução não pode mais esperar. O Plano proposto, e de forma acertada, objetiva resolver os problemas de mobilidade na cidade. A alternativa trazida no projeto de lei enviado à Câmara, e correta em minha opinião, foi o adensamento ao longo dos eixos de transporte de massa, com diminuição do custo per capta dos investimentos públicos. Na proposta, o espaço para efetuar esse adensamento correspondia a 6% do total da área do município. Portanto, nada que os eventuais críticos a esse modelo pudessem dizer exagerado. Infelizmente, o substitutivo elaborado na Câmara Municipal reduziu a área para cerca de 2,5% da cidade, comprometendo significativamente os resultados esperados. Não bastasse isto, o preço a ser pago como contrapartida ao município para construção nesses eixos subiu de forma incompatível, podendo, só este item de custo de produção, aumentar o preço final dos imóveis entre 10% e 60%. Nas áreas da cidade fora desses eixos, foram rebaixados os coeficientes de aproveitamento. Assim, essa medida, por si só, aumenta o preço final dos imóveis em mais 13%. Além disso, propõe-se que fora dos eixos se estabeleça, e de maneira generalizada na cidade, um limite máximo de altura nas edificações de 28 metros. Se estendida para toda a cidade, sem uma avaliação especifica das áreas atingidas, a medida, além de encarecer igualmente as edificações (consideradas a eficiência de projeto e as economias de escala), também não tem lógica urbanística. Devemos em conjunto procurar as melhores soluções urbanísticas para São Paulo, mas não podemos esquecer que existem pessoas que querem e precisam morar na cidade de forma adequada. Claudio Bernardes é presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação) Lu Alckmin - Ação Social 15ª formatura da Escola de Qualificação Profissional do Fundo Social de Solidariedade reúne mais de 1.800 alunos no Palácio dos Bandeirantes Formandos participam da cerimônia de conclusão dos cursos das Escolas de Moda, Beleza e Construção Civil A primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo (FUSSESP), Lu Alckmin, recebeu dia 19 de maio, no Auditório Ulysses Guimarães, no Palácio dos Bandeirantes, mais de 1.800 formandos da Escola de Qualificação Profissional do FUSSESP. Os alunos das unidades do Parque da Água Branca, Palácio dos Bandeirantes, São João, Sol Nascente, Casa da Solidariedade II e de 4 Centros de Integração da Cidadania (CICs) participaram da cerimônia e receberam o certificado de conclusão e um kit de trabalho referente ao seu curso. Desde 2011, a Escola de Qualificação Profissional capacitou nos cursos das Escolas de Moda, Beleza e Construção Civil, além de Padaria Artesanal, mais de 35 mil pessoas. “Com estes projetos, estamos dando a oportunidade para que os alunos e suas famílias tenham uma vida melhor por meio da qualificação profissional”, afirmou Lu Alckmin. Aos interessados em frequentar os cursos da Escola de Qualificação Profissional do FUSSESP, não é exigida escolaridade mínima. Os alunos recebem vale-transporte, uniforme, material didático, lanche e uma bolsa-auxílio de R$ 420 para aqueles que não recebem nenhum benefício do governo. A próxima turma iniciará as aulas em 27 de maio, em todas as unidades do FUSSESP da capital e da grande São Paulo. Para mais informações sobre os cursos, entrar em contato pelos telefones (11) 2588-5848 / (11) 2588-5943 ou acessar o site www.fundosocial.sp.gov.br.

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IMPRENSA SINDICAL | JUNHO/2014 | PÁGINA 10 Brasil Rio Grande do Sul Simulação mostra preparo de equipes de segurança e saúde em caso de acidente com múltiplas vítimas O exercício de simulação de resgate de múltiplas vítimas em caso de atentado por produtos químicos e radioativos mostrou que em 80 minutos a Força Estadual de Saúde e o Comando Militar do Sul, com apoio da EPTC e Brigada Militar, conseguiram resgatar 30 pessoas contaminadas. O treinamento foi realizado dia 28 de maio, junto ao Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, e teve por objetivo a preparação das equipes para a defesa, segurança e atendimento de saúde durante a Copa do Mundo Fifa 2014. A secretária estadual da Saúde, Sandra Fagundes, acompanhou as atividades de resgate. O governo do Estado, por meio da pasta da Saúde, investiu R$ 30 milhões na criação da Força Estadual de Saúde e desenvolveu estruturas, equipes e procedimentos que poderão ser utilizados regularmente em caso de incidentes com múltiplas vítimas em qualquer região do Estado. Simulação Inicialmente, figurantes que representavam a torcida encontravam-se na fila para compra de ingressos para um jogo quando um desconhecido deixa uma mochila preta perto do local. O fato chama a atenção da segurança que logo aciona os órgãos responsáveis. Um dispositivo de dispersão radiológica é acionado remotamente e passa a liberar o agente radioativo, cloreto de Césio 137, de forma combinada com o agente químico Dimetilamina. Durante a ação, o local foi isolado rapidamente e ativada a força de contingência. Logo começou o resgate das vítimas, que passaram pela to Médico Avançado da de saúde aeromédica fize- referência Mãe de Deus, descontaminação, acolhi- Força Estadual de Saúde. ram o transporte das víti- Pronto Socorro e Cristo mento e triagem no Pos- O Samu 192 e a equipe mas para os hospitais de Redentor. MG - Ituiutaba Cohab Minas e Secretaria de Desenvolvimento Social entregaram escrituras As escrituras entregues foram dos conjuntos habitacionais Sol Nascente e Ipiranga A equipe da Secretaria de Desenvolvimento Social –SEDS, recebeu na noite de 22 de maio, vários moradores dos conjuntos habitacionais Sol Nascente e Ipiranga (antigo Capão da Lagoa). Para receberem as escrituras foram convocados 22 moradores, porém compareceram e receberam sua documentação no evento apenas 14. Aproveitando a oportunidade, o diretor de Habitação da Cohab Minas, Daniel Marinho de Miranda, pediu para os moradores que receberam suas escrituras repassassem para os demais moradores que procurem a SEDS, para regularizarem sua situação. “Estamos com uma parceria com a Secretaria, pois vemos que desta forma é melhor e mais rápido para todos, contudo pedimos que quem ainda está com a situação pendente não perca tempo. Hoje estamos felizes porque estamos repassando, depois de muitos anos, estas escrituras para cada um destes moradores”, ressaltou Daniel. Ao usar da palavra, a secretária de Desenvolvimento Social, Sônia Correa do Carmo, parabenizou a todos os beneficiados e lembrou que ter a casa própria é mais que um sonho realizado. “Hoje como trabalhamos com o Programa Minha Casa Minha Vida, convivemos com inúmeras pessoas lutando para conquistar o sonho da casa própria. A vocês que hoje receberam as escrituras de suas casas desejo que sejam felizes, valorizem e zelem por esta tão grandiosa conquista”, disse Sônia. O presidente da Câmara, Francisco Tomáz, agradeceu o empenho do diretor de Habitação da Cohab Minas, Daniel Marinho de Miranda, pelo esforço em resolver as pendências da Cohab em nossa região. O evento aconteceu na sede da Secretaria de Desenvolvimento Social e contou com a presença da secretária de Desenvolvimento Social, Sônia Correa do Carmo, do diretor de Habitação da Cohab Minas, Daniel Marinho de Miranda, da coordenadora do Departamento de Habitação da Prefeitura de Ituiutaba, Cleidislene Silva, do diretor da SAE, Rubens Vaz, além dos representantes do legislativo, o presidente Francisco Tomaz (Chiquinho), Joliane Mota, Célio Reis e Gemides Bechior. Pará Governadora em exercício discute política de combate à violência contra mulher Foto: Pedro Revillion/Palácio Piratini Governadora em exercício (esq.), desembargadora Luzia Nadja Guimarães Nascimento A governadora do Pará em exercício, desembargadora Luzia Nadja Nascimento, recebeu, na tarde de 26 de maio, no Comando Geral da Polícia Militar, em Belém, representantes da Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República. A reunião, que discutiu políticas de enfrentamento à violência contra a mulher no Estado, também teve a participação de integrantes da Coordenaria de Políticas para as Mulheres do Pará e do Tribunal de Justiça do Estado (TJE). “O principal objetivo des- se encontro é reunir poderes de diferentes esferas em razão de uma política efetiva de proteção às mulheres do Estado, pois acreditamos que o envolvimento dos diferentes poderes é fundamental para a concretização dessas ações”, afirmou Nadja Nascimento, que também representou a presidência do TJE na reunião. Segundo a secretária adjunta de Enfrentamento à Violência contra Mulheres, Rosângela Rigo, a reunião com governadora em exercício faz parte das ações do programa Mulher, Viver Sem Violência, do governo federal. A iniciativa é para reforçar as estratégias de melhoria e rapidez no atendimento às ví- timas da violência de gênero no Estado e ampliar a rede de serviços públicos do governo federal, Estados, municípios, tribunais de justiça, ministérios e defensorias públicas por meio do Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. “A gente já iniciou uma atividade de prevenção e orientação na Ilha do Marajó, em parceria com um barco da Caixa Econômica, levando informações de violência e apresentando quais serviços essas mulheres podem procurar ao passar por qualquer tipo de violência, mas o nosso objetivo é ir muito além dessa região e chegar, de fato, a casa de todas as mulheres do Estado, através do nosso Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência”, explicou Rosângela Rigo. Na reunião foi proposta a criação de um grupo de trabalho incluindo representantes de todas as esferas do poder Executivo e Judiciário. A ideia é fiscalizar e ampliar os serviços públicos de segurança, justiça, saúde, assistência social, acolhimento e trabalho, emprego e renda por meio do programa Mulher, Viver sem Violência. Para Rosângela Rigo, a violência contra a mulher ainda é uma realidade muito presente no Brasil, por isso ela destaca a necessidade de ações integradas entre diversas esferas. No mês passado, pesquisa divulgada pela Secretaria de Políticas para Mulheres apontou o Pará como o segundo Estado onde as mulheres mais ligaram para o disque-denuncia (180), informando casos de violência. O Estado registrou 809,44 telefonemas por 100 mil habitantes em 2013, perdendo apenas para o Distrito Federal, com 1.171,02 registros por 100 mil habitantes. “Esses números mostram que as mulheres paraenses estão perdendo o medo de denunciar os crimes cometidos contra elas, mas só isso não basta. Precisamos de um Estado que, de fato, ampare essas mulheres para elas se sentirem seguras. Estejam elas no campo, nas águas ou nas florestas”, ressaltou Rosângela.

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IMPRENSA SINDICAL | JUNHO/2014 | PÁGINA 11 Aeroviários - SP Aeroviários na copa do mundo: aviões lotados e bolsos vazios Enquanto as empresas aéreas comemoram os recordes de ocupação de suas aeronaves e consequentemente o aumento dos lucros, os trabalhadores da aviação trabalham cada vez mais e ganham cada vez menos. As previsões indicam que a ocupação das aeronaves baterá todos os recordes até hoje alcançados, fazendo com que a lucratividade cresça substancialmente. Para o cumprimento de metas agressivas, as empresas têm estabelecido níveis ousados de produtividade que, como regra, têm sido atingidos pelos trabalhadores. O problema é que na hora do reconhecimento, em forma de salários diretos e indiretos, as empresas se fazem de desentendidas e viram as costas para qualquer tipo de reivindicação. As condições laborais beiram à desumanidade, resultando em salários que estão sempre muito aquém de contemplar a capacidade e o esforço profissional de cada empregado. Para os tempos de Copa do Mundo, as empresas trataram de aperfeiçoar o aparato tecnológico de atendimento, modernizando os processos de gestão e todas as formas de maximização dos lucros e minimização de custos. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil –ANAC– indicam que a demanda por transporte aéreo doméstico de passageiros cresceu 8,2% em março de 2014, em comparação com o mesmo período de 2013, atingindo o seu maior nível para o mês nos últimos dez anos. Com este resultado, a demanda doméstica completou seis meses consecutivos de crescimento. Quanto ao cumprimento de suas obrigações com seus empregados, as empresas negligenciam direitos consagrados pela legislação trabalhista como, por exemplo, o pagamento dos adicionais de insalubridade e/ou de periculosidade. As empresas atuam na perversa correspondência de “dois pesos e duas medidas”. Quando o assunto diz respeito à modernização dos processos operacionais, elas buscam a vanguarda. Quando o assunto diz respeito ao cumprimento da legislação trabalhista, elas assumem uma postura do “tempo do onça”. O Sindicato dos Aeroviários no Estado de São Paulo – SAESP– vem travando árduas batalhas, inclusive no campo judicial, contra as empresas, principalmente GOL e TAM, que teimam em desconhecer que os seus “colaboradores” atuam num segmento norteado por muitas ocorrências de atividades desenvolvidas em condições insalubres e/ou perigosas. Em vez de reconhecerem os direitos de seus empregados, as empresas partem para a intimidação, mediante práticas que chegam ao limite do assédio moral. As empresas optaram pela estratégia empresarial da “baixa tarifa e do baixo custo” e trataram de cortar itens onerosos, como o caso dos suntuosos serviços de bordo. Substituíram refeições por bolachinhas e afins. Depois, implantaram serviços cobrados e daqui a pouco, do jeito que a coisa vai, estarão cobrando até por copinhos d’água. A lógica ficou por conta da economia de escala, pois à medida que puderam oferecer tarifas mais baixas, passaram a contar com maior ocupação das aeronaves. O resultado é que atingiram o patamar próximo a 80% no aproveitamento de assentos. Com o sucesso da política lastreada no “low cost-low fare”, a voracidade das empresas aéreas recaiu sobre os trabalhadores, esquecendo-se que o setor demanda profissionais altamente qualificados e que não podem ser tratados no pacotão do baixo custo. Contrapondo-se a tais ações empresariais, o Sindicato dos Aeroviários no Estado de São Paulo –SAESP– tem lutado e enfrentado grandes obstáculos, como as práticas antissindicais adotadas pelas empresas, pelas quais impedem o acesso dos dirigentes da entidade à suas dependências, bloqueando o contato da entidade de classe com a sua base. Uma prática recorrente do patronato tem sido a de procurar, por todas as formas, jogar seus empregados contra o sindicato que os representa. Era de se esperar que com resultados econômicos e financeiros tão expressivos, que as empresas materializassem bons programas de participação nos lucros e/ou resultados para os seus empregados; mas isso não ocorre. Em torno desse assunto, elas fazem um verdadeiro mistério, pois além de metas mirabolantes, pautam-se por fórmulas contábeis que resultam em nada a pagar ou então em pífios valores a serem pagos aos trabalhadores. E é por esta razão que o SAESP entende ser mais do que justa a reivindicação do pagamento de um ABONO COPA JÁ, para todos os trabalhadores nos transportes aéreos. Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas –ABEAR–, as empresas realizarão 16 mil voos extras durante a Copa do Mundo e a ligação entre as cidades sede aumentará 31%. Serão oferecidos 67,8 mil voos durante o Mundial de Futebol, acarretando um aumento de 9,7% de aumento na oferta de assentos, correspondendo a 645 mil novos assentos que serão adicionados aos atuais 6,6 milhões regulares. Como se vê, os ventos sopram a favor das empresas, fazendo com que os trabalha- dores se desdobrem. É mais do que lógico pensar que a contrapartida salarial e de condições dignas de trabalho façam parte de todo o processo; o que não tem sido verificado ao longo dos anos que se passaram. É preciso equilibrar o jogo! Se os aviões pousam e decolam cada vez mais lotados, não faz nenhum sentido que os bolsos dos trabalhadores fiquem sempre vazios... Reginaldo Alves de Souza, Mandú, presidente do SAESP

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Geral Maranhão Foto: Arquivo-Secom/Handson Chagas IMPRENSA SINDICAL | JUNHO/2014 | PÁGINA 12 Roseana sanciona lei que vai impulsionar o setor agroindustrial maranhense Social), Olga Simão (Cultura) e Márcio Coutinho (Assuntos Políticos); além do presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged), Fernando Lima; presidente da Federação das Indústrias do Maranhão, Edilson Baldez; e produtores rurais. A governadora destacou que a agroindústria tornou-se um dos setores mais importantes da economia do Maranhão e do país. “Produzimos 1,3 milhão de leite por dia. Quase metade dessa produção está em municípios como Açailândia, Imperatriz, Bom Jesus das Selvas, São Francisco do Brejão e Senador La Rocque. Tenho certeza que, com esta nova lei da agroindústria familiar, aumentaremos a produção de leite e fortaleceremos as unidades industriais que compõem sua cadeia produtiva, incentivando a produção de queijo, iogurte, linguiça, farinha e manteiga”, disse a governadora. A medida permitirá que a Aged tenha maior flexibilização para regularizar agroindústrias maranhenses. “A sanção desta lei era um sonho de todos os produtores rurais do Maranhão. Produtores que vinham sofrendo ao longo dos anos dificuldades de comercializar seus produtos no mercado. Com a aprovação da lei na Assembleia e a sanção pela governadora, esse produtores poderão, a partir de agora, colocar seus produtos no supermercado”, detalhou o secretário Claudio Azevedo. Após a sanção da lei, a Aged tem prazo de 180 dias para regulamentá-la. O presidente da Agência, Fernando Lima, disse que no máximo em 30 dias o órgão já terá as regras que servirão para o registro desses estabelecimentos. “Haverá maior flexibilidade em termo de instalações e equipamentos. Agora, evidentemente, que a Aged não vai deixar de mão o controle do produto que vai ser fornecido”, disse. O secretário Mauricio Macedo disse que a lei sancionada pela governadora vem somar com o programa Made In Maranhão uma vez que vai garantir uma inserção de produtos de forma mais facilitada no mercado. “A medida vai de encontro a uma política de desenvolvimento das micro e pequenas empresas maranhenses”, observou. Made in Maranhão Durante a solenidade também foi realizada a I Mostra do Programa Made In Maranhão, da Secretaria de Estado do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Sedinc), que tem como principal objetivo a inserção competitiva das empresas maranhenses nos mercados interno e externo, por meio da inovação tecnológica, da produtividade e da qualidade. Na mostra, produtores rurais de várias regiões do Estado expuseram seus produtos. A governadora Roseana Sarney conversou com os expositores e fez a degustação de sorvetes, mousse, sucos, queijos e mel que foram levados pelos produtores para o evento. Lançado em novembro do ano passado, o Made in Maranhão conta atualmente com 56 empresas que aderiram ao programa. A meta anual é alcançar 150 empresas. Para o presidente da Fiema, Edilson Baldez, a sanção da lei, que visa desburocratizar a regularização da agroindústria, possibilitará um equilibro na balança comercial maranhense, que ao invés de importar mais para consumir, vai consumir os produtos produzidos no Estado e exportar o excedente. “Antes desta lei, a legislação que amparava os pequenos era a mesma para os grandes. Nós precisamos facilitar a vida do pequeno produtor para que ele possa produzir o que consumimos aqui”, destacou. O proprietário da empresa Polpa de Frutas Sufruts, Hamirton Almeida, ressaltou que a medida da governadora abre para eles um novo mercado, a exemplo das grandes redes de supermercados onde até então não podiam comercializar seus produtos. “Com isso, é mais renda e emprego para o povo maranhense”, disse Hamirton Almeida. Roseana Sarney em visita a estande com produtos da agricultura familiar maranhense A regularização de agroindústrias artesanais maranhenses ficou mais fácil com a sanção da Lei de Produtos Artesanais, assinada dia 19 de maio pela governadora Roseana Sarney. A lei beneficia os estabelecimentos agroindustriais ou sob gestão individual ou coletiva de agricultor familiar, com área útil construída não superior a 250m2, que produza, beneficie, prepare, transforme, manipule, fracione, receba, embale, reembale, acondicione, conserve, armazene, transporte ou exponha à venda produtos de origem vegetal e animal, para fins de comercialização. “A Lei que sanciono hoje muda completamente a economia no setor da agroindústria em nosso Estado. Milhares de produtores, que não tinham como sair da informalidade, a partir de agora poderão regularizar a sua ativi- dade e participar de forma mais eficiente do processo produtivo”, disse a governadora Roseana Sarney. “Essa é uma medida que faz com que a agroindústria familiar de pequeno porte aumente ainda mais a produção e a qualidade dos produtos de origem animal, vegetal ou mista e isto representa também mais geração de emprego e renda”, completou a governadora. O evento, realizado na área externa do Palácio dos Leões, contou com a participação de deputados estaduais, entre eles o presidente da Assembleia Legislativa, Arnaldo Melo; do deputado federal Gastão Vieira; secretários de Estado Cláudio Azevedo (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Mauricio Macedo (Indústria e Comércio), Anna Graziella Costa (Casa Civil), Jura Filho (Turismo), Carla Georgina (Comunicação Roseana Sarney, entre Cláudio Azevedo e Anna Graziella, confere em estande de produtos artesanais Desemprego é o menor na série histórica brasileira, segundo IBGE A taxa de desemprego do Brasil recuou a 4,9% em abril, recorde para esses meses. O número divulgado dia 22 de maio pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou abaixo da expectativa em pesquisa da agência inglesa de notícias Reuters, cuja mediana apontava 5,2%. A Pesquisa Mensal de Emprego (PME) mostrou aumento do desemprego brasileiro em janeiro e fevereiro depois de atingir a mínima histórica de 4,3% em dezembro de 2013. Mas, em março, interrompeu essa tendência ao cair a 5%, num movimento que já mostrava menos pessoas saindo em busca de colocação. — Percebemos que o que vem trazendo para baixo a taxa de desemprego é a população desocupada, que expressa a menor procura – destacou a técnica do IBGE Adriana Beringuy. Segundo o IBGE, a população desocupada caiu 3,3% ante março, chegando a 1,173 milhão de pessoas, com queda de 17% sobre um ano antes. Os desocupados incluem tanto os empregados temporários dispensados quanto desempregados em busca de uma chance no mercado de trabalho. Já a população ocupada cresceu 0,1% em abril tanto na comparação mensal quanto anual, totalizando 22,941 milhões de pessoas. — A ocupação não tem apresentado movimentos para expandir e absorver empregados como se viu no passado. Hoje há um cenário de estabilidade na geração de vagas –acrescentou a técnica. O IBGE informou ainda que o rendimento médio da população caiu 0,6% no mês passado sobre março, e subiu 2,6% sobre um ano antes, atingindo R$ 2.028,00. A taxa de desemprego continua em níveis baixos num cenário de inflação alta e juros elevados, que encarecem o crédito e o consumo. Além disso, a atividade econômica continua sem dar sinais consistentes de recuperação, num momento em que a presidente Dilma Rousseff vai tentar a reeleição. Apesar de ainda robusto, o mercado de trabalho vem perdendo força nos último meses. Na véspera, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostrou que abril teve a pior criação de vagas para esse período desde 1999, com abertura de 105.384 vagas formais de trabalho.O IBGE trabalha para substituir a PME por uma pesquisa mais abrangente, chamada de PNAD Contínua. Depois de adiar a publicação de seus resultados, o instituto decidiu manter a divulgação da pesquisa e os dados do primeiro trimestre de 2014 devem ser informados em 3 de junho. Nível regional Embora a taxa de desocupação tenha ficado estável de março para abril para o conjunto das seis principais regiões metropolitanas do país, envolvidas na Pesquisa Mensal de Emprego (PME), quando a comparação é feita em relação a abril do ano passado os dados da pesquisa, no entanto, indicam que o desemprego caiu 1,3 ponto percentual no Rio de Janeiro; 1,5 ponto em São Paulo e 0,8 ponto em Porto Alegre. Nas três regiões metropolitanas pesquisadas –Recife, Salvador e Belo Horizonte– o índice ficou estável. A Pesquisa divulgada pelo IBGE indica que o número de desempregados chegou a cair em abril deste ano 16% na região metropolitana de Belo Horizonte, 27,9% no Rio de Janeiro, 22,8% em São Paulo e 19,5% em Porto Alegre. Mantendo estabilidade no período em Recife e Salvador. Em abril, o nível da ocupação (proporção de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade ativa) foi estimado em 53% para o total das seis regiões investigadas, mostrando estabilidade em relação ao mês anterior, mas caindo 0,6 ponto percentual em relação aos 53,5% de abril do ano passado. Regionalmente, na comparação mensal, o cenário mostrou estabilidade em todas as regiões. Na comparação com abril do ano passado, duas regiões apresentaram redução: Recife (1,8 ponto percentual) e Belo Horizonte (1,4 ponto percentual). As demais regiões mantiveram-se estáveis.

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IMPRENSA SINDICAL | JUNHO/2014 | PÁGINA 13 “O fraco rei faz fraca a forte gente.” Sustentabilidade Luís de Camões Pesquisadores criam novo tipo de plástico reciclável Pesquisadores norte-americanos criaram por acidente uma nova variedade de plástico reciclável, segundo um estudo publicado na revistaScience. A descoberta poderá ser usada para fazer peças rígidas e gelatinosas e aplicada na fabricação de carros, aviões e eletrônicos mais baratos e menos poluentes. Jeanette Garcia, do centro de pesquisa da IBM em San Jose, nos Estados Unidos, descobriu o novo tipo de plástico ao esquecer de incluir um dos três componentes de uma reação química para produzir um tipo de plástico conhecido como “thermoset”. — Acabei com esse pedaço de plástico na mão e tinha que descobrir o que era –disse Garcia à agência britânica de notícias BBC. — A primeira coisa que fiz foi pesquisar a literatura científica para ver se isso já tinha sido feito antes, porque achava que sim já que se tratava de uma reação química bastante simples. Por ser leve e resistente, o plástico “therPotencial inovador moset” é usado em carros modernos e aeronaves, — Seu potencial é muitas vezes misturado enorme –disseCharlFaul, a fibras de carbono. químico de materiais da Universidade de Bristol. James Hendrick, que Mas nenhum tipo deste plástico podia ser chefiava a pesquisa feita na IBM, explica que uma reciclado –até agora. A nova variedade peça feita com este pláspode ser dissolvida em tico poderá ser facilmenácido, o que a reverte a te reparada ou reciclada seus componentes origi- em vez de ser jogada fora nais, que podem ser reu- quando sofrer algum tilizados. dano ou terminar sua vida útil. — Isso nos permitirá economizar muito dinheiro e diminuir o desperdício –disse Hendrick. O cientista ainda prevê usos inovadores para o novo material: “Ainda estamos descobrindo suas propriedades, mas, sempre que um novo polímero é descoberto, isso leva uma série de novos materiais.” Lazer Horóscopo 21/03 a 19/04 Culinária Caldo verde super gostoso INGREDIENTES • 1 kg de batatas • 2 calabresas cortadas em tiras • 1 pedaço pequeno de Bacon cortado em tiras • 1 caldo de costela • 2 dentes de alho • 2 temperos de saquinho sazon do vermelho • 2 xicaras de chá de couve manteiga cortada bem fina • Quanto baste de azeite para refogar MODO DE PREPARO Rende 20 porções 1. Coloque as Batatas para cozinhar na panela de pressao por uns 15 minutos depois que começar a chiar 2. Enquanto cozinha a batata coloque o azeite e frite o alho assim que dourar coloque a calabresa e o bacon, dê uma leve fritada e após coloque a couve, misture e espere ela murchar, reserve 3. Bata as batatas com um pouco da quantidade de água do cozimento no liquidificador, com o fogo ligado misture-a com a calabresa, bacon e a couve 4. Acrescente o caldo de costela e o tempero ferva e sirva Conte a sua história. Veja sua trajetória e abençoe cada experiência. Cansaço. Procure se organizar para relaxar. Algumas coisas devem ser abandonadas mesmo que isso doa. A luz precede a escuridão. As núvens negras começam a esmaecer. Cante. Quem canta seus males espanta. 20/04 a 20/05 21/05 a 21/06 22/06 a 22/07 http://www.tudogostoso.com.br/receita/127837-caldo-verde-super-gostoso.html Humor Deputado paulista propõe lei para combater “Nova Ordem satânica” 23/07 a 22/08 23/08 a 22/09 Viva a vida como ela é. Sem esperar nada além. Não perca a esperança. A mudança ocorre. Pode não ser o que você quer. É o melhor para você. Os destinos colocam pessoas em nosso caminho. Não é atoa. Tudo tem uma razão de ser. Alguém pode entrar em sua vida apenas para lhe passar uma mensagem. Escute-a. Quando se ouve o coração, se ouve a alma. O essencial se encontra nessa escuta. 23/09 a 22/10 23/10 a 21/11 22/11 a 21/12 22/12 a 19/01 20/01 a 18/02 Cuidado com os momentos de realização. É neles que podemos colocar tudo a perder pela euforia. A distância é apenas física. As almas se encontram quando se amam. Fonte: http://www.umsabadoqualquer.com/1375-deputado-paulista-propoe-lei-para-combater-nova-ordem-satanica/ 19/02 a 20/03

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Geral Químicos-Bahia Aconteceu, entre os dias 5 e 11 de abril, o processo eleitoral para a escolha da direção do Sindiquímica e do Conselho Fiscal, triênio 2014-2017. Concorreram ao pleito: a Chapa 1- Lutar e avançar e cinco candidatos ao Conselho Fiscal. A Comissão Eleitoral considerou a eleição tranquila, pois não foi registrado nenhum incidente durante o pleito. Foram instaladas 43 urnas –fixas e itinerantes– que funcionaram nas fábricas do ramo; na sede, em Salvador e nas subsedes de Feira de Santana, Candeias e Camaçari. De acordo com a Comissão, o processo eleitoral do Sindiquímica transcorreu normalmente em todos os locais de votação, sendo que 80% dos associados participaram do pleito. Ao todo são mais de 3.000 sócios. Por isso, a Comissão destacou a lisura, transparência das eleições e a ativa participação dos trabalhadores e trabalhadoras das categorias ligadas ao ramo químico. A apuração dos votos aconteceu na noite do dia 11/4, na sede do sindicato após a chegada de todas as urnas, inclusive as que funcionaram nas subsedes e outras cidades do interior da Bahia. Foram instaladas 11 mesas apuradoras. Presentes na apuração, o Secretário Nacional da Juventude da CUT, Alfredo Santos; o Secretário de Administração e Finanças da CUT-BA, Manoel Moura Ribeiro; a Secretária Regional Nordeste de CNQ, Luciola Conceição; e dirigentes de vários sindicatos ligados à CUT. Passavam das 23h quando a Comissão Eleitoral anunciou o resultado da eleição: a Chapa 1-Lutar e avançar obteve 95% dos votos apurados. Ao total, foram contabilizados 2.756 votos, dos quais a Chapa 1 obteve 2.636; foram computados também 89 votos brancos e 31 nulos. Sindiquímica e trabalhadores se mobilizam contra fechamento da fábrica da Dupont em Camaçari Desde que a Dupont anunciou a decisão de fechar a fábrica de defensivos agrícolas, em Camaçari, o Sindiquímica vem atuando em várias frentes para evitar a desativação da planta. No início do mês de abril, dirigentes do sindicato se reuniram com o Secretário Estadual da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, com o objetivo de pedir ajuda do governo para evitar a saída da Dupont da Bahia. O secretário Correia manifestou preocupação com o fato e se solidarizou com os trabalhadores da Dupont. Além disso, diretores do Sindiquímica que estão participando de um encon- IMPRENSA SINDICAL | JUNHO/2014 | PÁGINA 14 BRASIL Dilma anuncia medidas para aumentar o percentual de biodiesel no óleo diesel A presidenta Dilma Rousseff anunciou edição de Medida Provisória que aumenta a adição obrigatória do biodiesel no óleo diesel, durante cerimônia no Palácio do Planalto, dia 28 de maio. O percentual de mistura aumenta de 5% para 6% a partir de 1º de julho, e para 7% do dia 1º de novembro em diante. Cada ponto percentual representa aumento de 600 milhões de litros na demanda pelo biocombustível, o que, para Dilma, mostra a maturidade do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel. “Nós conseguimos assegurar que 24 horas por dia, 365 dias do ano, B6 e B7 serão atingidos com tranquilidade, sem estresse. A nossa produção na pequena agricultura familiar e na grande agricultura de soja sustenta esse programa. Daí porque saímos de uma situação em que na escala dos países produtores de biodiesel, nós não existíamos. Nós saímos de uma situação de não existência para uma situação de 3º lugar”, exaltou. Dilma ressaltou que incluir a agricultura familiar na cadeia do biodiesel era um dos objetivos do programa, e que a integração da matriz energética com o setor permite o desenvolvimento para os produtores deste biocombustível. Ela afirmou que esse avanço foi possível porque a matriz brasileira sempre foi diferenciada. “Primeiro porque diante da crise do petróleo, nós respondemos com a questão da mistura na gasolina do etanol. Depois, porque nós tivemos a tecnologia flex-fuel, que garantiu que quem tivesse carro podia escolher como ele combinava, na bomba, a relação dessa gasolina já misturada com etanol com mais etanol ou não. Ficava a critério do consumidor. Agora a nossa parte significativa foi justamente essa da mistura no biodiesel, porque era um avanço na matriz de combustível brasileira no sentido da sustentabilidade”, analisou. Por fim, a presidenta também considerou relevante o fato de que pelo lado do uso do biodiesel, o governo não está onerando o conjunto da população brasileira. “Por todos os lados que a gente olhe, esse é um programa muito bem-sucedido. E eu acho que seria importante dizer uma outra questão: não podemos, de maneira alguma, desconhecer que cada vez que a gente introduz combustível na matriz, temos de avaliar o efeito sobre os preços, sobre a inflação, porque senão seríamos inconsequentes. Nós temos certeza, por todos os dados, que nessa conjuntura presente, a situação que estamos vivendo, não há impacto significativo nos preços”, explicou Dilma. O ministro de Minas e Categoria participa ativamente do processo eleitoral que elegeu a nova direção do Sindiquímica para os próximos três anos tro internacional, nos Estados Unidos, pretendem se encontrar com os diretores da multinacional. Paralelo a isso, várias assembleias já ocorreram na porta da fábrica, em Camaçari. Segundo a Dupont, o encerramento das atividades da planta foi motivado por questões financeiras devido aos altos custos de manutenção da unidade e também da matéria prima, base para a fabricação de herbicidas e fungicidas. Entretanto, o sindicato teve acesso às informações que mostram que, só no ano passado, a Dupont lucrou US$ 88 milhões na produção de herbicidas para defensivos agrícolas, com forte aumento nas vendas nos países da América Latina, destacando-se o Brasil resultado da “safrinha” do milho. Além disso, durante anos, o marketing da Dupont era feito em cima da política de segurança com retorno financeiro altamente lucrativo. A verdade é que o Sindiquímica-BA há muito tempo vem alertando sobre a política de gestão administrativa adotada pela multinacional que parou de investir em tecnologia, provocando o sucateamento dos equipamentos da planta de Camaçari. Pior ainda, o processo de reestruturação da empresa promoveu mais desemprego e dos 400 trabalhadores contratados na década de 1980 restaram apenas 56, em 2014. Essa política contraria, inclusive, os programas de incentivo à indústria dos governos estadual e federal que oferecem renúncia fiscal e outros benefícios, em contrapartida, as empresas devem criar empregos e investir na produção para dinamizar as economias nacional e local. Acidentes Para o sindicato, a falta de investimentos por parte da Dupont colocou em risco a saúde e segurança dos trabalhadores e agravou o sucateamento de equipamentos. Os funcionários não esquecem o grave acidente ocorrido, no dia 22 de setembro de 2005, na unidade de Dicloro Nitrobenzeno (DCNB) da Dupont, que custou a vida do operador Leandro Vieira Mira, 27 anos. Leandro morreu vítima de uma explosão seguida de incêndio na unidade 13, às 22h55. Ele teve o corpo completamente queimado. Outro acidente, em 1996, uma explosão de um trecho da tubulação de ácido nítrico na unidade 14, matou dois funcionários e deixou três feridos, quando a fábrica pertencia a Prochom. Organização das mulheres é tema de seminário no Sindiquímica Com o auditório do Sindiquímica lotado aconteceu o 2º Seminário de Gênero, no final do mês de março, concluindo as atividades do mês da mulher programadas pela Secretaria de Gênero. Presente na mesa de abertura, a diretora executiva da CUT, Rosana Sousa, destacou a importância da mulher na maior central da América Latina. Rosana apresentou a organização das mulheres e os avanços conquistados pela Central e entidades filiadas no que tange os direitos das mulheres. A dirigente mostrou os principais desafios para as mulheres cutistas nos próximos anos, a exemplo, cumprir a paridade e ocupar mais cargos na direção da CUT. A secretária de Mulheres da CUT/Bahia, Vera Carvalho, detalhou as atividades que estão sendo desenvolvidas na Bahia, em 2014, incluindo o calendário do plebiscito popular. A ex-vereadora Marta Rodrigues (PT) queixou-se da pouca participação das mulheres na política-partidária, mesmo que a legislação eleitoral destine 30% das vagas às mulheres. A secretária de Gênero, Luciola Conceição, falou sobre as conquistas das mulheres nas diversas categorias que formam o ramo e a luta por ampliar esses direitos nas campanhas salariais. A programação do seminário prosseguiu com três palestras: A Inserção da Mulher no Mercado de Trabalho da RMS 2013/2014, economista e supervisora da PED-RMS/DIEESE, Ana Margaret Simões; Feminismo na contemporaneidade, representante da Marcha Mundial das Mulheres, Liliane Oliveira; Mulheres baianas no centro do debate, assessora jurídica da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), Ana Carolina Alencar. Estavam presentes no seminário, a presidente do Sindicato das Assistentes Sociais, representantes do Sintsef, Sincotelba, estudantes, além da categoria e dirigentes sindicais da Bahia. Energia, Edison Lobão, estimou que o Brasil, com a ampliação na porcentagem de biodiesel, vai deixar de importar 1,2 bilhão de litros de óleo diesel por ano. “A nova mistura possibilitará a plena utilização da capacidade de produção instalada no Brasil. Atualmente, temos 57 unidades aptas a processar cerca de 7,5 bilhões de litros (de biodiesel) por ano. (…) Essa elevação está perfeitamente alinhada à política brasileira de diversificação da matriz energética, enfatizando energias renováveis e limpas”, disse Lobão. Em seu discurso, o ministro citou a participação e o desenvolvimento da agricultura familiar paralelamente à cadeia do biodiesel. Segundo ele, após a criação do programa, em 2003, foi formada uma rede de fomento e desenvolvimento que auxiliou os pequenos produtores do setor.

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Manobras entre Rússia e China estabelecem nova correlação de forças no Pacífico A fase ativa das manobras conjuntas da Rússia e da China com o nome de Cooperação Naval 2014 terminou dia 27 de maio com exercícios de fogo real de artilharia contra alvos flutuantes e aviões-alvo não tripulados. A barragem de artilharia pode ser vista a quilômetros, em uma demonstração inusitada da cooperação militar entre os dois países-membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Em nível estratégico, as manobras deixaram clara a intenção russa de colaborar com os chineses na segurança da região, onde os japoneses têm aumentado o poderio bélico em torno de ilhas em disputa no Pacífico. A frota fez o regresso a Xangai, segundo informe do serviço de imprensa do Ministério da Defesa da Federação Russa. A força naval russa da Frota do Pacífico saiu de Vladivostok em 14 de maio e, em 18 de maio os navios chegaram à China para participar nos exercícios navais conjuntos. Dia 22 de maio teve início a fase ativa das manobras. “As forças principais de ambas as partes estiveram envolvidas em busca, detecção e ataque a um submarino do inimigo convencional”, informa o comunicado. Depois dos exercícios, os navios de ambos os países prosseguiram para o ancoradouro, onde se procedeu aos abastecimentos e à preparação para a passagem até ao porto de Xangai, informa o serviço de imprensa da marinha russa. Poder de fogo Os dirigentes dos dois países, agora, escolhem uma região para realização de futuras manobras. Os resultados destes exercícios serão analisados mas, hoje está claro que a Rússia e a China irão efetuar doravante operações marítimas de grande porte à margem de ações antipirataria e antiterrorismo ordinárias. Em uma situação imaginária, foi descoberto um alvo aéreo não identificado que se aproximava de navios de guerra de ambos os países. Para identificá-lo, levantaram voo um avião russo Su-30MK2 e um chinês J-10. Como se apurou, o “infrator” era um drone do “adversário”, capaz de alvejar a esquadra. Mas o sistema antiaéreo russo AK-630, com a capacidade de 6 mil disparos em um minuto, esburacou-o, fazendo dele uma “peneira” e impedindo assim a sua intervenção. De repente, se deteta um sinal de outro perigo, desta vez, de um submersível “alheio”. Este alvo, também detetado a tempo, ficou aniquilado por meio de cargas de profundidade. Todos os cenários foram treinados com êxito. Tais exercícios se realizam pelo terceiro ano consecutivo. E os cenários se tornam cada vez mais complicados. Antes, era preciso treinar a interação de dois navios. Hoje, para tanto, foi criado um grupo de navios misto. Para participar de manobras no mar de China Oriental a foi envido um destacamento de embarcações da Frota do Oceano Pacífico, incluindo o cruzador lança-mísseis Varyag, um destroyer, um navio de luta antissubmarina, um navio de desembarque e navios de apoio e escolta. Ao todo, da parte russa, das manobras participaram seis navios de superfície e embarcações de apoio, dois helicópteros e uma unidade de fuzileiros navais. A China destacou seis vasos de guerra. Estratégia de interação A sua atuação conjunta implicou o cumprimento de missões técnicas complicadas. De notar que os navios chineses se encontravam sob o comando russo e vice-versa. Até a barreira linguística não impediu que os marinheiros cumprissem com sucesso todas as missões incumbidas, constata o comandante do destacamento de navios russos, da Frota do Oceano Pacífico, Serguei Lipilin: — A fase de preparativos na costa decorreu muito bem. Na fase marítima, os navios russos e chineses vieram demonstrar uma boa interação e os hábitos práticos. Foram executados os tiros sobre alvos marítimos e aéreos –afirmou o comandante. As manobras foram inauguradas pelos presidentes Vladimir Putin e Xi Jinping no decurso de uma visita oficial à China do líder russo. Claro que ambos os líderes tinham supervisionado a estratégia da interação russo-chinesa no mar. Mas essa foi a primeira vez em que os chefes dos dois países inauguraram as manobras conjuntas. O fato de um ato de abertura solene ter sido incluído na agenda das negociações significa a existência de uma nova realidade geopolítica surgida após a crise na Ucrânia. É notório que no espaço aquático do mar de China Oriental se realizam exercícios militares dos EUA e da Coreia do Sul, o que deixa apreensiva a China. Por isso, as manobras russo-chinesas têm sido encaradas como uma resposta adequada às manobras conduzidas por países próximos da OTAN. No entanto, tanto a Rússia, como a China não confirmam uma intenção de criar uma aliança militar na ausência de premissas e condicionantes reais para isso. Foi salientado o caráter defensivo dos exercícios em que os militares podem treinar ações conjuntas, atendendo aos desafios diversos. Geral IMPRENSA SINDICAL | JUNHO/2014 | PÁGINA 15 Vladimir Putin diz que nova Guerra Fria é improvável O presidente russo, Vladimir Putin, disse que uma nova Guerra Fria, em consequência à crise da Ucrânia, é improvável, e afirmou que não está tentando reconstruir a União Soviética ao anexar a ex-península ucraniana da Crimeia. Em entrevista a várias agências de notícias, incluindo a agência inglesa de notícias Reuters, Putin culpou o Ocidente pela violência e a instabilidade política ucraniana e afirmou esperar que a Europa e os Estados Unidos estejam dispostos a ceder. — Não gostaria de pensar que esse é o começo de uma nova Guerra Fria. Não é do interesse de ninguém e acho que não acontecerá –afirmou Putin, sentado em uma grande mesa ao lado de jornalistas no ambiente externo de um palácio em São Petersburgo. Ele negou que os planos de formar um bloco de comércio com duas ex-repúblicas soviéticas, Cazaquistão e Belarus, tenham a intenção de reconstruir a União Soviética, dissolvida em 1991. — Eles tentam colocar um rótulo na gente, um rótulo de que estamos tentando restaurar um império, a União Soviética, subordinar todo mundo. Isso absolutamente não corresponde à realidade –afirmou Putin. “É uma arma de guerra midiática.” A crise na Ucrânia fez as relações entre Ocidente e Oriente chegarem ao seu pior patamar desde o fim da Guerra Fria, ocorrida há duas décadas, com o fim da União Soviética. Putin também disse a um grupo de jornalistas estrangeiros, nos bastidores do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, que a Rússia representa os interesses de mais países, e que não pode concordar em ser tratada sem igualdade. Criticando as sanções impostas pelos Estados Unidos e a Europa devido à crise ucraniana, ele afirmou que a Rússia não será isolada internacionalmente por conta da crise. — Acho que a ideia de isolar um país como o nosso só pode ser temporária. É impossível –afirmou. A Rússia assinou um acordo de 30 anos para prover gás natural para a China, no valor de US$400 bilhões. Bahia Novo Mercado do Rio Vermelho agrada comerciantes e clientes; governo investiu R$ 28 milhões em reforma O investimento do governo da Bahia no novo Mercado do Rio Vermelho, um dos pontos comerciais mais tradicionais de Salvador, já pode ser conferido de perto por milhares de pessoas desde o início do funcionamento, no dia 15 de maio. O mercado tem oito mil metros quadrados, 171 boxes e um estacionamento com 240 vagas. Inicialmente, 50 boxes foram ativados, mas todas as lojas estarão funcionando na primeira semana de junho, quando o governador Jaques Wagner inaugura o mercado. Boxes com frutas, peixaria, verduras, e temperos, além de lojas de artesanato, atraem a atenção dos clientes. A empresária Patrícia Farias, 38 anos, aprovou as novas instalações. “Está tudo mais organizado, mais amplo, com muita variedade de produtos e mais limpo. Isso deixa o local mais agradável”. Os comerciantes também estão otimistas com o espaço. Eles acreditam que a organização do estabelecimento deve atrair ainda mais consumidores. Os resultados são aguardados com entusiasmo e expectativa. “Temos clientes fiéis, pessoas que já nos conhecem há anos e queremos trazer mais. Há um espaço excelente no novo mercado, em que podemos inovar e atender bem o público”, afirmou a proprietária de uma loja de artesanato, Maria de Fátima Carvalho. Investimentos Proprietário de uma peixaria, João Silva Nunes disse que os comerciantes da Ceasinha aguardaram com ansiedade a liberação da nova estrutura. Para ele, a partir de agora as vendas vão aumentar. “Há 20 anos esperávamos por essa nova estrutura, que nos oferece condições dignas de trabalho e de atender ao cliente. Aqui, temos espaço para o cliente se locomover, higiene, escadaria, estacionamento adequado. E para o cliente ainda damos os descontinho para agradá-lo”. Para a realização das obras da nova Ceasinha, que tiveram início em janeiro de 2012, foram investidos R$ 28 milhões. A área comercial construída foi ampliada em 88% - passou de 4.637 metros quadrados para 8.725 metros quadrados. Os espaços comerciais aumentaram de 100 para 140, sendo 171 boxes no total; e as vagas de estacionamento 140%, de 100 para 240 (179 são cobertas). A construção do mercado ficou sob a responsabilidade da Axxo e a supervisão das obras foi feita pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), vinculada à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano (Sedur). O governo da Bahia também obteve um patrocínio do Grupo Petrópolis, fabricante da cerveja Itaipava, que cobriu os custos de instalação para o novo mercado, antes previstos para recair sobre os comerciantes. O projeto do novo Mercado do Rio Vermelho, que também é considerada uma área de lazer, ampliou a capacidade de comercialização de produtos e expansão da área de gastronomia, com novos e antigos bares e restaurantes reunidos em uma praça de alimentação com diversas opções para baianos e turistas, com acesso independente e horário de funcionamento diferenciado.

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