A VOZ DA UMEN_ano 4_numero 11_2014

 

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Boletim Informativo Eletrônico da União da Mocidade Espírita de Niterói

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Ano 4 - Nº 11 Março/2014 EDITORIAL Estamos em um ano de muita importância para o movimento espírita porque “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, a terceira obra da codificação organizada por Allan Kardec, completa 150 anos da sua primeira publicação. Em 29 de Abril de 1864 foi publicado na França, por Allan Kardec,”O Evangelho Segundo o Espiritismo”. Em língua francesa, “L’Évangile Selon le Spiritisme”, destaca as questões éticas e comportamentais do ser humano. Nele são abordados os Evangelhos canônicos sob a ótica da Doutrina Espírita, tratando com atenção especial a aplicação dos princípios da moral cristã e de questões de ordem religiosa como a da prece e da caridade. Publicado no boletim “A VOZ DA UMEN” – 4º trimestre de 1960 A MULHER EGÍPCIA Colaboração Miguel Taveres de Golveia N Na introdução da obra, Kardec divide os relatos em cinco partes: os atos ordinários da vida de Jesus, os milagres, as predições, as palavras que serviram de base aos dogmas, e os ensinamentos morais. Segundo Kardec, se as quatro primeiras foram, ao longo da história, objeto de grandes controvérsias, a última tem sido ponto pacífico para a maior parte dos estudiosos. A principal preocupação de Kardec era extrair dos Evangelhos os princípios universais da ética e da moral e demonstrar sua consonância com aqueles defendidos pelo Espiritismo. Com essa obra, encerra as diversas especulações que a Doutrina dos Espíritos deveria ser somente estudada na área da ciência espírita. Traz para o movimento nascente o Evangelho do mestre Jesus, como luz para clarear os passos da Humanidade em seu processo evolutivo. Neste boletim apresentamos: -Biografia de “SIR William Crokes” colaboração Lúcia M. Barbosa - Artigo “A mulher Egípcia” de Miguel Tavares de Gouveia, publicado em 1960 - Artigo “Meditações” de Alcides Albuquerque, publicado em 1959 - “Lembrete” da jovem Eliza Maciel, publicado em 1998 - Entrevista com “Aloir Rocha” colaboração Cláudia Lemos - Artigo:”Na Edificação de um Mundo Melhor” de Sufra - Artigo: “Não Basta Olhar, é Preciso Ver” de Francisco Rebouças -Estudando a Doutrina Espírita, “O Espiritismo” “A VOZ DA UMEN” está aberta para a participação de todos, através de artigos, poesias, contos, relatos de fatos históricos da UMEN, etc, enviando para o e-mail: umen.divulgacao@gmail. com, assunto: BOLETIM A VOZ DA UMEN. o pitoresco e milenário Vale do Nilo, onde se ergueu a imponente e respeitável civilização egípcia, com suas titânicas pirâmides e esfinges, a mulher gozava uma situação bem melhor do que em muitos países modernos. Tida como rainha do lar e flor de lótus da existência humana, todos a tratavam com deferência e generosidade. As heranças se faziam pelo lado feminino e quando o rapaz se casava todas as suas propriedades passavam de direito, à esposa. O divórcio, exceto no caso de adultério, só poderia ser requerido, pela mulher. Os gregos, acostumados com a reclusão de suas companheiras, quando aportaram ao Egito ficaram assombrados ao verem as mulheres livremente transitarem pelas ruas e estradas, dinamicamente afeitas aos negócios e outras atividades que na Grécia só aos homens eram permitidas. A iniciativa do amor, com toda a sua Graco, ternura e poesia, partia da mulher. Era ela quem endereçava as primeiras declarações, externando a candidez de sua alma e os seus mais misteriosos sentimentos do coração. Nos papiros milenários que a arqueologia encontrou, podemos ler as declarações de amor mais CONTINUA UNIÃO DA MOCIDADE ESPÍRITA DE NITERÓI Coordenação Waldir Jesus Barbosa Colaborador e pesquisa Cláudia Lemos Francisco Rebouças Raul Muniz Revisão Lúcia Martins Barbosa Programação visual Marcelo Tiburcio Vanni Editoração Eletrônica Shumora Manutenção WEB Daniel Rosado Carneiro Órgão de divulgação da A Equipe Site: www.umen.org.br

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encantadoras e ternas, e sentir a sutileza e profundidade da afeição feminina; mesmo a cerca de 5.000 anos. Em uma carta endereçada por uma jovem ao seu bem amado, encontramos essas singelas palavras, impregnadas de cristalina beleza, natural de um coração apaixonado: “ Oh! Meu amado, o maior anseio do meu coração é tornar-me tua esposa por toda a vida e eterna rainha de teus haveres ...” Outros papiros dedicam carinhosos hinos de louvor e reconhecimento à mulher, sobretudo, à mãe: “Enquanto possui tua esposa, enche-lhe o coração de alegria e felicidade; ela é campo fértil para seu dono.... Se a afligires, a sua ruína estará iminente ...” (Ptahotop) “Não te esqueça jamais de tua mãezinha... Foi ela quem te amamentou e te norteou os primeiros passos e, depois, de te abrigar generosamente por tantos meses, ela te trouxe ao mundo: conduziute amorosamente nos braços por 3 longos meses, entregando sempre com alegria o seu seio à tua boca faminta e permanecendo indiferente à tua sujeira...; quando cresceste e chegaste à idade de ingressar na escola, foi ela quem diariamente conduziu o pão e a cevada...” Como se vê, são soberbos e encantadores poemas de ternura, gracilidade o reconhecimento. Embora essa situação rósea da mulher egípcia fosse, posteriormente, prejudicada pela influencia asiática, conservou-se contudo, em essência, constantemente bela e exuberante, florida de uma graça toda primaveril. Colaboração Elisa Maciel LEMBRETE Falou-se muito no mês de dezembro, sobre o sentimento natalino, sobre Jesus. Só que Jesus não deve ser lembrado apenas nessa época, no Natal; não se pode falar da solidariedade e da fraternidade somente no mês 12 do ano. E os outros 11 meses? Nós o esquecemos completamente, esquecemos que o mundo não existe somente o nosso umbigo e que várias pessoas precisam de nós e que nós precisamos dos outros É preciso lembrar sempre dos ensinamentos do nosso Irmão Maior e tentar praticá-los sempre. Necessário se faz que comecemos aos poucos, quem sabe uma vez por ano, uma vez a cada mês, uma vez a cada semana até chegarmos a lembrar e a vivenciar todas as horas do dia o Evangelho, construindo um mundo melhor mais harmônio e equilibrado, seguindo o rumo a nossa evolução, fraternalmente. Publicado no Boletim A VOZ DA UMEN – janeiro de 1998

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MEDITAÇÕES Haverá razão para nos desesperarmos diante dos sofrimentos e desilusões que nos batem à porta? Haverá, realmente, justiça Divina, quando uns vivem em eterno sofrimento e outros cheios de riquezas e honrarias? Estas e muitas outras perguntas afloram à nossa mente, sob a tormenta da dor que nos fere. Para aquele que nem sequer de longe, ouviu falar nas lições e no exemplo vivo do Cristo, ou mesmo aquele que ouviu, mas não compreendeu o alcance de suas palavras, todas estas indagações são inexplicáveis. Os que tiveram a feliz oportunidade de ouvir pregações evangélicas, onde foram mostrados todos os sofrimentos pelos quais passou Jesus, seu modo de agir diante deles e compreenderam o que Ele nos quis explicar. Não tem razão para se entregarem ao desespero. Entre aqueles que se dizem espíritas e fielmente seguem a Doutrina, não se pode conceber que se entreguem ao desânimo diante das tribulações. Estando ciente da reencarnação, não se trata de novidade o estágio de nossas almas por outros corpos em épocas distintas. Sabemos que Deus é extremamente justo e bom. Quer ver a volta de seus filhos, triunfantes nas lutas empreendidas pela evolução. Compreenderemos então, que não poderemos chegar ao nosso Pai, cheio Alcides Albuquerque de mazelas e, assim, o soerguimento e a renuncia que nos são impostos pela dor, limparão nossas almas de todas essas chagas. Quem poderá negar que, se hoje passamos por diversos sofrimentos, não é para futuramente termos oportunidades de participar de missões, nas quais tenhamos que enxugar o pranto de entes queridos que sofrem o que sofremos agora? Ah! meus amigos, quantos vivem sofrendo e a única coisa que aflora da boca é um sorriso. Qual o filho que vê sua mãe desesperar-se diante dos sofrimentos que por ele passa? Todo sacrifício é pouco para ver seu filho satisfeito. Na realidade, todos aqueles que já compreenderam que somos todos irmãos, não podem afirmar que são felizes porquanto sua felicidade completa reside na alegria de todos os seres do mundo. Vê-se ai, então, a impossibilidade da existência dessa palavra: “Felicidade” no mundo em que vivemos, porque os próprios irmãos vivem a se digladiar. Tenhamos aquela fé que remove montanhas, naquele o qual nos prometeu que não nos deixaria órfãos e todo seu evangelho é de conforto para os que sofrem. “Bem aventurados os que choram porque serão consolados...” Publicado no Boletim A VOZ DA UMEN – maio/junho de 1959 Assim, somos forçados a reconhecer que, se hoje sofremos, a culpa não pode ser imposta a outra pessoa que não seja a nós mesmos. Precisamo-nos ajudar mutuamente, para que possamos sair vitoriosos nesta jornada de caminhos pedregosos e inseguros que é a vida terrena.

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WILLIAM CROOKES 1832 - 1919 A rainha Vitória, da Inglaterra, nomeou-o com o mais alto título daquele país: “Cavalheiro”. A par de todas as atividades, ocupou a presidência da Sociedade de Química, da Sociedade Britânica, da Sociedade de Investigações Psíquicas e do Instituto de Engenheiros Eletricistas. Na ocasião em que William Crookes passou a se interessar pelos fenômenos paranormais, houve uma grande expectativa por parte do grande público. Seu nome era por demais conhecido nos meios científicos, e o seu veredicto seria, naturalmente, aceito como decisivo julgamento do movimento então chamado Spiritualism. PRIMEIROS CONTATOS William Crookes conhecia, certamente, a repercussão nada favorável do relatório da London Dialectical Society, de 20 de julho de 1870. Pairava no ar uma hostilidade surda contra o Spiritualism. É difícil explicar exatamente essa aversão aos fatos do Espiritismo. A influência da Filosofia Positivista – que se difundira entre as elites culturais da Europa – talvez esclareça isso em parte. A má vontade com relação ao movimento era evidente, especialmente por parte da imprensa e do meio científico. Se Crookes decidiu sondar tão perigoso terreno, é porque naturalmente confiava no método científico positivo, com o qual se achava familiarizado. Seu Palácio de Buckingham em Londres O HOMEM Nasceu em Londres, Inglaterra, no dia 17 de junho de 1832. Foi o maior químico da Inglaterra, segundo afirmativa de ”Sir” Arthur Conan Doyle, o que ficou constatado pela trajetória gloriosa que esse ilustre homem de ciência desenvolveu no campo científico. Mencionado como sendo um dos mais persistentes e corajosos pesquisadores dos fenômenos supranormais, desenvolveu importante trabalho na área da fenomenologia espírita. Sir William Crookes pode ser considerado um dos mais proeminentes físicos do século XIX. Na área da divulgação científica, ele foi fundador do Chemical News, em1859 e editor do Quarterly Journal of Science, em 1864. Em 1880, recebeu uma medalha de ouro e o prêmio de 3 mil francos, da Academia de Ciências da França. interesse pelo movimento despertou após ter assistido a uma sessão com a médium Mary Marshall (1842–1884), em julho de 1869. Em dezembro de 1869, Crookes assistiu às sessões do célebre sensitivo J. J. Morse (1848–1919), o mais extraordinário médium psicofônico daquela época, e ficou bastante impressionado. Em 1869, os médiuns J.J.Morse e Sra. Marshall serviram de instrumento para que Crookes realizasse as suas primeiras investigações. AS INVESTIGAÇÕES Numerosos cientistas de renome, mesmo diante dos fatos mais convincentes, hesitaram em proclamar a verdade, com receio das consequências que isso poderia acarretar aos olhos do povo. Crookes, porém, não agiu assim. Ele penetrou o campo das investigações com o intuito de desmascarar, de encontrar fraudes, entretanto, quando constatou que os casos eram verídicos, insofismáveis, ele rendeu-se à evidência, curvou-se diante da verdade, tornou-se espírita convicto e afirmou: - “Não digo que isto é possível; digo: isto é real!” Em julho de 1870, depois que Henry Slade chegou a Londres, Crookes anunciou sua decisão de investigar seriamente os fenômenos espíritas. E acrescentou: «Prefiro entrar na investigação sem noções preconcebidas sejam quais Sabe-se que o relatório da London Dialectical Society já tivera péssima recepção por parte da imprensa e também por grande parte dos intelectuais de então. E sua comissão, de 33 membros, era formada por homens ilustres. A única explicação para essa reação seria o fato de a comissão ter concluído que os fenômenos do Espiritismo eram reais. Rainha Vitória

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Apesar de ter realizado várias experiências mediúnicas, as mais notáveis levadas a efeito por esse ilustre cientista, foram realizadas através da médium Florence Cook, quando obteve as materializações do Espírito que dava o nome de Katie King, fato que abalou o mundo científico da época. Crooks e a materialização de Katew King forem, como do que possa ou não ser, mas com todos os meus sentidos em alerta e prontos para transmitirem a informação ao cérebro; acreditando, como creio que não temos, de nenhuma maneira, esgotado todo o conhecimento humano ou examinado as profundezas de todas as forças físicas». O anúncio foi recebido pela imprensa com especial entusiasmo. A expectativa geral era que, dessa vez, o Spiritualism teria a abordagem correta, colocado em sua exata posição e avaliado em suas devidas proporções. Entre 1869 e 1875, Crookes realizou um número enorme de sessões com os mais variados médiuns, as de maior importância, no seu laboratório pessoal. FLORENCE COOK A jovem Florence Cook tinha apenas 15 anos de idade quando se apresentou a Sir Willian Crookes, a fim de servir de medianeira para as pesquisas científicas que vinha realizando. São dela as seguintes palavras: “Fui à casa do Senhor Crookes, sem prevenir a meus pais e nem a meus amigos. Ofereci-me em sacrifício voluntário sobre o altar de sua incredulidade.” Na sua obra “Fatos Espíritas”, faz completo relato de todas as experiências realizadas com o Espírito materializado de Katie King, que não deixa dúvida quanto ao poder extraordinário que possui o Espírito de dar a forma desejada, utilizando a matéria física. O TESTEMUNHO DE CROOKES Apesar do ataque cerrado de que foi alvo, por causa de seus relatórios sobre os fenômenos que observou e investigou durante vários anos, sir William Crookes nem uma só vez titubeou em afirmar sua convicção da realidade dos fatos por ele pesquisados. Diante da British Association at Bristol, na sua palestra presidencial, em 1889, ele declarou: “Trinta anos se passaram desde que eu publiquei um relatório de experiências, visando demonstrar que além do nosso conhecimento científico existe uma Força exercida por inteligência diferente da inteligência ordinária, comum aos mortais. Não tenho nada a retratar. Mantenho-me fiel às minhas afirmações já publicadas.” Na realidade, eu poderia acrescentar muito mais, além disso». E numa entrevista para a The International Psychic Gazette, em 1917, ele repetiu: «Nunca tive jamais qualquer ocasião para modificar minhas idéias a respeito. Estou perfeitamente satisfeito com o que eu dissenos primeiros dias. É absolutamente verdadeiro que uma conexão foi estabelecida entre este mundoe o outro.» (Fodor, N. –Encyclopaedia of Psychic Science. USA: University Books, 1974, p.70). William Crookes foi o marco inicial do período científico da história da parapsicologia. Nenhum levantou tanta celeuma em torno de suas afirmações acerca dos fenômenos que observou; nenhum teve a reputação tão atacada; e nenhum foi tão firmemente honesto em suas convicções científicas quanto ele. Willian Crookes desencarnou em 04 de abril de 1919, em Londres, Inglaterra. Bibliografia ABREU, C. Bezerra de Menezes Subsídios para a História do Espiritismo no Brasil, até o ano de 1895. Anuário Espírita de 1966, Araras, 1966 www.autoresespiritasclassicos.com Lúcia Martins Barbosa Em 22 de abril de 1872, numa sessão em que se achavam presentes a mãe, os irmãos e uma irmã da médium, além da criada Mary, materializou-se, parcialmente e pela primeira vez, o Espírito Katie King.

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NÃO BASTA OLHAR, É PRECISO VER “A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz”.¹ A Doutrina Espírita nos assevera que a visão não é exclusividade dos olhos físicos, esclarece-nos que a visão é propriedade vasta e complexa do Espírito imortal que se dilata e se enriquece constantemente, à medida que nossos sentimentos e emoções se desenvolvem e se aprimoram. Se desejarmos realizar, aquisições psíquicas de clarividência nas vastas oportunidades que a vida nos oferece, guardemos a pureza de coração, afim de que essa pureza, em se exteriorizando através da nossa percepção, nos equilibre o emocional, mantendo-nos vigilantes e trabalhando no desenvolvimento do Bem e da paz. Quem procura observar o “lado bom” dos acontecimentos, o “melhor e mais nobre das pessoas” e a “verdadeira utilidade” das coisas materiais , está conquistando preciosos tesouros da Visão. Porque também já nos achamos perdidos na ignorância e hoje por acréscimo da misericórdia Divina, já podemos desfrutar de algumas bênçãos de luz, precisamos estender o serviço do socorro a tantos quanto nos seguem na retaguarda. As paixões perturbadoras dos valores mundanos têm nos prendido, nas trevas do egoísmo e do ódio, levando-nos ao gelo da indiferença e o enrijecimento do coração para as virtudes espirituais, acelerando em nós o fogo da incompreensão, do desvario, do desregramento ou da intemperança. Urge desenvolver as virtudes sublimes do Espírito que todos trazemos no íntimo do Ser, e conseguiremos descobrir os horizontes da nossa gloriosa imortalidade. Busquemos seguir os princípios morais do Vidente Divino que soube compreender as fragilidades humanas, com respeito, amor e perdão, convictos de que assim agindo, com absoluta certeza, começaremos, desde agora, a penetrar na intimidade sublime de nossa própria iluminação. Bibliografia: 1 - Mateus, 6:22. Francisco Rebouças. Quando encontrarmos um irmão caído na estrada, façamos o possível para que também ele possa despertar para as alegrias da vida, mas não esqueçamos que para isso, será indispensável estender-lhe fraternalmente as nossas mãos. Muitos olham apreciando alguém ou alguma coisa na vida comum, entretanto, raros sabem realmente ver como convém. NOSSA GRATIDÃO Ao chegarmos em Niterói no ano de 1978, recém casados, com 2 filhos pequenos, fomos logo procurar uma Casa Espírita, pois sabíamos da importância da evangelização para os nossos pequenos e para nós também. E assim, chegamos até a UMEN, às reuniões de sábado à tarde de evangelização, e logo já organizamos as reuniões dos pais, com Solange e Renê Pessa, Marilda, Lícia, Marcia e Victor Hugo, Marilúcia e Miguel, Catharina e Paulo Miranda e outros tantos amigos, com filhos pequenos como os nossos que frequentavam essa Casa de amor. Os filhos foram crescendo, vieram outros filhos e netos, e aos poucos fomos nos tornando tarefeiros nos diversos setores da Casa. Dificuldades na vida familiar, passamos por inúmeras vezes e sabíamos que sempre fazem parte do nosso crescimento espiritual, mas a ajuda dos bons Espíritos, com a luz do Evangelho do Sr. Jesus e a confiança em Deus, não nos faltaram e sempre sabíamos que vocês, queridos amigos, estavam junto de nós para nos dar apoio e palavras de incentivo. É por isso que queremos agora, quando estamos nos mudando para a cidade de Petrópolis, agradecer a todos e a cada um por todos esses anos de fraternal convivência. Se em algum momento ofendemos alguém, foi ainda pela nossa ignorância, pelo qual pedimos perdão, e pedimos ao Sr. JESUS que nos envolva e ilumine hoje e sempre nesta jornada evolutiva. Vera e Waldir Barbosa

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FEVEREIRO UMEN PROMOVE SEMINÁRIO SOBRE ACOLHIMENTO A MORADORES DE RUA Coordenação: Edvaldo Roberto de Oliveira A UMEN recebeu no dia 9 de fevereiro de 2014, das 9:00 às 12:30,Edvaldo Roberto de Oliveira, que versou sobre o acolhimento aos Moradores de Rua. A maioria dos tarefeiros do setor responsável por esse trabalho esteve presente, além de frequentadores da própria UMEN e de outras Instituições Espíritas. O palestrante ressaltou a importância do DAPSE (Departamento de assistência e Promoção Social Espírita) como espaço de convivência e evangelização desses irmãos, apontando como fator preponderante a questão da qualificação dos tarefeiros, no que diz respeito ao preparo doutrinário tão necessário para a articulação entre as tarefas e os próprios trabalhadores. Em referência ao E.S.E. cap. XI, item 12 “ o Cristo jamais se escusava; não repelia aquele que o buscava, fosse quem fosse: socorria a mulher adúltera, como o criminoso; nunca temeu que a sua reputação sofresse por isso. Quando o tomareis por modelo de todas as vossas ações?” Edvaldo destacou a relevância do trabalho diagnóstico na conversa ‘olho no olho’, na construção de uma relação horizontal. Esclareceu, ainda, que cada Casa deve organizar esse trabalho de acordo com a sua estrutura, em que as regras do e para o grupo receptivo se fazem necessárias, tanto no sentido pedagógico como no organizativo do Centro; ensejando ao assistido um sentimento de pertencimento, num trabalho eminentemente cristão. Foi uma manhã de aprendizado e intercâmbio muito intensos. Agradecemos ao companheiro Edvaldo Roberto por compartilhar conosco um pouco do seu conhecimento acerca do Serviço Social na Casa Espírita. Edvaldo Roberto afirmou que são três as causas que levam o indivíduo à rua - o desemprego, o rompimento do vínculo familiar e as drogas. Assim, o expositor discorreu sobre a Ética do Cuidado, citando alguns autores contemporâneos na área de Psicologia, Filosofia e Teologia. FEVEREIRO UMEN RECEBE NA SEMANA DE SEU ANIVERSÁRIO O ESCRITOR RICHARD SIMONETTI - 17/02/2014 A UMEN recebeu com muito carinho, no dia 16, na semana de seu aniversário de 66 anos de fundação, Richard Simonetti, da cidade de Bauru - SP. Escritor espírita com mais de 50 obras publicadas. É colaborador assíduo de jornais e revistas, como Correio Espírita, Reformador, O Clarim e Folha Espírita, entre outros. Agradecemos a presença dos representante do CEERJ, Hélio Ribeiro e dos diversos CEU`s de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, assim como muitos companheiros representando diversas casa espíritas. FOI NOTÍCIA NA U.M.E.N. EM 2014 Sua palestra, com o tema Receita de Vida, foi alegre e trouxe uma visão da Doutrina Espírita, com muitos ensinamentos para a vida e para nosso crescimento espiritual.

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NA EDIFICAÇÃO DE UM MUNDO MELHOR! Sabemos perfeitamente o que devemos fazer em relação às nossas obrigações para com Deus, para conosco, para com o próximo e para com a vida, mas, habitualmente, nos detemos nos obstáculos e divergências, perdendo tempo e oportunidade de seguir adiante trabalhando e progredindo. Muitas vezes, não damos ouvidos à sinceridade e à franqueza dos amigos valiosos que nos convidam à coragem e à persistência na execução de nossos deveres, no entanto, nos deixamos levar com extrema facilidade, com os que choram, blasfemam e se lastimam deixando-se escravizar pela revolta e pelo desânimo, ao invés de seguir corajosamente dispostos a transpor os entraves momentâneos do caminho evolutivo. Associamo-nos com facilidade à falange dos queixosos, e passamos a censurar a sociedade como se não fizéssemos parte dela, condenamos veementemente o afastamento de determinados companheiros das atividades que partilhamos, como se eles não tivessem o direito de desistir como e quando desejarem. Esquecemos que não estamos engajados na obra do Cristo para fiscalizar o comportamento do próximo, para distribuir culpas e deitar reclamações improcedentes, e sim para cooperar decisivamente na construção de uma sociedade mais esclarecida e humanizada a caminho da paz e do progresso moral espiritual em todo o planeta. Quando nos deixamos levar pelos sentimentos doentios, deixando-nos incomodar por inquietações e discórdias, azedume e tristeza, é chegada a hora de dar a volta por cima, entendendo que precisamos levantar e ouvir a voz de Jesus nos dizendo que não estamos aqui para ser servidos e sim para servir. É chegada a hora de compreender que cada pequenina realização, é um tijolo simbólico que assentamos na edificação para a qual fomos convidados a realizar pelas Divinas Leis que nos dirigem os destinos na Terra. Não importa que a desordem, a discórdia e a ignorância estejam fazendo o maior alarde em torno de nós. O importante será erguer o pensamento, usando os sublimes sentimentos que estão gravados no fundo dos nossos corações, para utilizar as nossas mãos, palavras e atitudes na construção e edificação do Reino de Deus em nosso caminho. Autoria: SUFRA

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ESTUDANDO A DOUTRINA ESPÍRITA O Espiritismo 5. O Espiritismo é a ciência nova que vem revelar aos homens, por meio de provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual e as suas relações com o mundo corpóreo. Ele no-lo mostra, não mais como coisa sobrenatural, porém, ao contrário, como uma das forças vivas e sem cessar atuantes da Natureza, como a fonte de uma imensidade de fenômenos até hoje incompreendidos e, por isso, relegados para o domino do fantástico e do maravilhoso. E a essas relações que o Cristo alude em muitas circunstâncias e dai vem que muito do que ele disse permaneceu ininteligível ou falsamente interpretado. O Espiritismo é a chave com o auxilio da qual tudo se explica de modo fácil. 6. A lei do Antigo Testamento teve em Moisés a sua personificação; A do Novo Testamento tem-na no Cristo. O Espiritismo é a terceira revelação da lei de Deus, mas não tem a personificá-la nenhuma individualidade, porque é fruto do ensino dado, não por um homem, sim pelos Espíritos, que são as vozes do Céu, em todos os pontos da Terra, com o concurso de uma multidão inumerável de intermediários. É, de certa maneira, um ser coletivo, formado pelo conjunto dos seres do mundo espiritual, cada um dos quais traz o tributo de suas luzes aos homens, para lhes tornar conhecido esse mundo e a sorte que os espera. Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. itens 5 a 7 Francisco Rebouças

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ALOIR DE SOUZA ROCHA Membro colaborador da UMEN há aproximadamente 60 anos, foi o nosso escolhido para ser entrevistado desta edição. D esde seu ingresso na UMEN, vem atuando em diversas áreas da casa, realizando palestras, coordenando reuniões mediúnicas, entre outras atividades. Nessa entrevista, vamos abordar o tema “A importância da mediunidade bem conduzida nas reuniões mediúnicas”, aproveitando sua vasta experiência nesse assunto para esclarecermos mais algumas dúvidas a respeito deste tema. 1- Na sua opinião, existe um “roteiro seguro” para o desenvolvimento do trabalho mediúnico dentro da Casa Espirita? Em caso afirmativo, qual seria esse “roteiro”? R-Partimos do pré-suposto de que o companheiro frequentador da Casa Espírita já estudou as obras básicas da Doutrina, e especialmente o Livro dos Médiuns e o Céu e o Inferno, estreitamente ligadas ao tema, entre as quais: “Nos domínios da Mediunidade” e “Desobsessão”, de André Luiz, “Diálogo com as Sombras”, de Hermínio Miranda e “Devassando o Invisível” de Ivone Pereira. Após a leitura atenta, dessas obras, o tarefeiro e a Direção da Casa Espírita já saberiam como proceder. 2-Qual a importância da reunião como forma de ligação com o plano espiritual? R-O trabalho mediúnico, dentre dos critérios sérios colocados pela Doutrina, é a porta aberta para que a instituição espírita possa ouvir as advertências e os estímulos dos amigos espirituais da Casa. Por outro lado, é um dos recursos de que podemos nos utilizar, para esclarecer e trabalhar os nossos sentimentos, junto aos que, “do outro lado”, ignoram, muitas R-Penso que os livros de conteúdo doutrinário espírita, sobre esse tema, são suficientemente esclarecedores. Apenas para reavivar essa matéria, pude observar que a humildade é um dos valores espirituais mais importantes e difíceis de ser desenvolvido pelo espírito humano. Precisamos dela em todos os dias de nossa existência. 4-Lendo a vasta literatura espírita em relação à mediunidade, nela encontramos obras de André Luiz, Hermínio de Miranda entre outros, nos esclarecendo sobre a preparação que os mentores fazem para cada reunião mediúnica que é realizada nas Casas Espíritas. Como deve ser o preparo dos membros de uma reunião mediúnica para a manutenção do elevado padrão vibratório preparado anteriormente pelos mentores das reuniões? R-Não nos ocorrem ideias ou informações que possamos acrescentar, além do que já se escreveu sobre esse assunto. Uma de minhas sugestões é a de que, no momento de nossa prece feita na noite que precede essas tarefas, ou pela manhã desse dia, que todos os seus participantes utilizem desse somente para envolverem, com carinho, os demais tarefeiros do grupo. Importante, ainda, é evitar-se, ao entrar no recinto desses trabalhos, conversas de assuntos não atinentes a essa tarefa. Também se deve esperar que cada um dos tarefeiros se considere um elo importante dessa corrente do bem. Cláudia Lemos vezes, o seu atual estado e sofrem sem verem o termo de suas dores e aflições. Por outro lado, é a oportunidade de tentarmos desviar de suas atuações infelizes, àqueles que se utilizam de variados processos de vingança, o que só podemos fazer, com os argumentos do Cristianismo, à luz do Espiritismo. 3-No livro de André Luiz, “Nos Domínios da Mediunidade”, no cap.15, aborda-se sobre o tema ser médium, como segue: “Ser médium não quer dizer que a alma esteja agraciada por privilégios ou conquistas feitas ...Precisamos da Doutrina do Espiritismo, do Cristianismo Puro, a fim de controlar a energia medianímica, de maneira a mobilizá-la em favor da sublimação espiritual na fé religiosa...” Como o médium, consciente do compromisso assumido, deve se preparar para alcançar a meta de uma mediunidade educada nos princípios acima mencionados? “Não nos ocorrem ideias ou informações que possamos acrescentar, além do que já se escreveu sobre esse assunto. Uma de minhas sugestões é a de que, no momento de nossa prece feita na noite que precede essas tarefas, ou pela manhã desse dia, que todos os seus participantes utilizem desse somente para envolverem, com carinho, os demais tarefeiros do grupo.”

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