Revista Jornal Empresários Maio 2014

 

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® do Espírito Santo ANO XV - Nº 173 www.jornalempresarios.com.br MAIO DE 2014 Sob o comando do empresário José Lino Sepulcri,a Federação do Comércio (Fecomércio) comemora 60 anos de atividade em defesa do empresariado e levando cultura e conhecimento para os empregados do setor. Páginas 10 e 11 Banestes tem lucro de R$ 30,6 milhões No resultado do primeiro trimestre, o balanço do banco registra patrimônio líquido de R$ 989 milhões. Página 12

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2 MAIO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS EDITORIAL❫❫ Fecomércio, 60 anos: muito a comemorar o completar 60 anos de atividades neste mês, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio) tem muito a comemorar. Em sua longa história, a entidade tem gerado incessantes benefícios, seja no aprimoramento da prática empresarial, na valorização dos colaboradores e em reivindicações de âmbito nacional, cujos resultados representam significativa contribuição ao desenvolvimento do Estado. Criada em 1954, fruto de um sonho do empresário Américo Buaiz, o Sistema Fecomércio consolidouse como uma das mais representativas entidades sindicais do Espírito Santo, exibindo uma folha de prestação de serviços das mais importantes. Reunindo mais de 20 sindicatos patronais, a Fecomércio desenvolve programas de modernização e disciplinamento que colocam a atividade comercial em todo o Estado sempre à frente. Por meio de ações consolidadas pelo Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), o Sistema Fecomércio dá importante contribuição para a formação e qualificação de mão-de-obra, ofertando cursos e treinamentos em vários segmentos e, desse modo, suprindo a demanda do setor. Do lado social, o sistema mantém à disposição do seu público vários serviços relacionados à saúde e lazer, fechando um leque de realizações que colocam o setor em destaque na economia. Fora do âmbito do setor propriamente dito, o Sistema Fecomércio contribui com projetos sociais importantes para reduzir as desigualdades. Um desses programas é o Mesa Brasil, relacionado à segurança alimentar. Mantido pelo Sesc, em parceria com o Banco Ceasa-ES, consiste na captação de alimentos excedentes, próprios para consumo, e sua distribuição a entidades sociais. A oferta de serviços da Fecomércio contribui não somente para o setor que a entidade representa. Seus resultados alcançam a toda a comunidade e, dessa forma, a entidade se constitui em uma das mais importantes instituições do Estado, principalmente pelas ações que visam um desenvolvimento integrado, com benefícios para um contingente cada vez maior de pessoas. ■ DELFIM NETTO m que pese o exagero das extrapolações sobre os efeitos dos jogos do campeonato mundial de futebol sobre o humor da sociedade brasileira, o fato é que não há nenhuma correspondência profunda entre os resultados esportivos (positivos, na maioria) e a realidade de nossa economia. Não foi assim no passado, não é no presente e não será no futuro. Dessa forma, é uma grande bobagem imaginar que haverá um “aumento de frustrações” por causa do fraco crescimento do PIB, “se perdermos a Copa” ... Até porque: 1º) não existe esse sentimento na população trabalhadora; 2º) Não vamos perder; 3º) O torcedor está “vacinado” , desde o tal “maracanazzo” de 1950. Mesmo na questão inflacionária, recente levantamento do Datafolha revelou um número menor de pessoas (em re- A O exagero e os fatos E lação à pesquisa anterior) que espera que a inflação vá crescer. Então, porque apostar no oposto? O Banco Central trabalha para manter a taxa de inflação em torno da “meta” estabelecida pelo governo, que é de 4,5% ao ano, com uma banda de tolerância de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo (portanto, entre 2,5% e 6,5%) para acomodar flutuações de curto prazo advindas de emergências dificilmente previsíveis ou impossíveis de serem contornadas, como, por exemplo, fenômenos climáticos adversos. Qual é a situação atual? Os fatos são os seguintes: 1º) no período 2000-2013, a taxa de inflação média registrada foi de 6,5% (o limite superior da banda de tolerância). Não há desculpa para tal laxismo e 2º) a taxa de inflação acumulada nos últimos 12 meses terminados em março de 2014 é de 6,15%, a dos serviços de 9,1% e a da alimentação 7,1% e, há preços reprimidos. E, 3º) estamos num daqueles eventos imprevisíveis e incontornáveis no momento em que há pouco espaço livre na banda de tolerância: uma seca de proporções catastróficas afeta os preços agrícolas e põe em dúvida o suprimento de água e o custo da energia hidráulica. Não é, portanto, sem razão que a sociedade manifesta sua preocupação, uma vez que a probabilidade da taxa de inflação superar o limite de tolerância superiores da banda é muito alta. É preciso, entretanto, relativiza-la: 1º) porque a pressão sobre os preços de alimentos tende a acomodar-se naturalmente dentro do ano (já há sinais dessa acomodação); 2º) porque como o Banco Central afirmou na sua Ata da reunião do COPON de 1-2/4 num longo pará- grafo (32) que já aumentamos a taxa de juro básica em 375 pontos desde abril de 2013 e seus efeitos “tem se propagado normalmente por intermédio dos principais canais de transmissão e assim tendem a continuar nos próximos trimestres; 3º) porque o aumento do preço da energia (elétrica e petróleo) vai sendo adiado e não terá efeito em 2014 e 4º) porque como disse o presidente Tombini, não há metas intermediárias dentro do ano calendário. Vamos manter a inflação dentro de nossa banda, pois nosso sistema é estabelecido para atingir o objetivo no fim do ano” . Provavelmente, será obtido. ■ Antonio Delfim Netto é professor emérito da FEA-USP, exministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento. contatodelfimnetto@terra.com.br EUSTÁQUIO PALHARES destruição criativa desenrolase avassaladora qual uma tsunami e muita gente acha que ainda é uma realidade distante e abstrata. O conceito schumpteriano se recicla por outro termo, o da disrupção que certamente entrará no vocabulário dos executivos, principalmente dos executivos de mídia após o já antológico trabalho de Caio Túlio Costa, “Um modelo de negócio para o jornalismo digital” elaborado a partir de sua temporada na Columbia University Graduate School, de Nova Yorque. No alentado trabalho o reconhecido jornalista identifica os fundamentos que balizarão toda a fantástica revolução que a mídia já experimenta e que ainda se desdobrará erradicando os princípios que a nortearam até aqui. Aplicado ao universo da mídia – embora possa ser adaptado para vários outros setores, - o estudo de Túlio Costa fala da nova cadeia de valores que substitui a que vigorou em tempos analógicos, identifica o fosso cultural que separa nativos digitais de nativos analógicos – o que permite entender os novos comportamentos de consumo -, a questão tecnológica, novos conteúdos de notícias e mesmo novo formato de informações e, fundamentalmente, espraia o leque das opções de financiamento do negócio da comunicação que não pode mais se respaldar no sub- Disruptivo A sidio que a publicidade sempre proporcionou aos veículos (alô agências, acordem!) Se a mídia impressa desmorona e a mídia eletrônica não comporta uma simples tentativa de replicar o formato impresso, cabe identificar comportamentos e práticas que viabilizem a continuidade do negócio em outras plataformas. Dentre as quais reinará absolutamente soberano o smartphone ou o mobile. Isso definirá inclusive uma nova linguagem de vídeo posto que os planos de enquadramento sempre trabalharão tendo por referência displays de até seis polegadas quadradas. Mas o aporte mais instigante do espetacular trabalho de Caio Túlio Costa diz respeito à irreversibilidade de um comportamento disruptor. O termo nomeia o ato de demolir, extinguir, desmanchar ou interromper uma prática, costume, hábito ou processo. Não há como frear a disrupção em tempos de mudanças tecnológicas aceleradas. Assim, tanto quanto o CD e o DVD fizeram a disrupção com o vinil, o smartphone com o computador e mesmo com os notebooks, a fotografia digital com a fotografia tradicional, de impressão em filme, ou como a educação á distância (quantas vezes a criança ou aluno pode rever a aula paciente e didaticamente aplicada em um vídeo?) em relação á edu- cação convencional com o deslocamento urbano cada vez mais comprometido. Para a mídia clássica já é disjuntiva a nova forma de coleta e distribuição de informações obsoletando radicalmente a velha estrutura de apuração/produção, processamento por impressão ou emissão e distribuição. Aqui em Vitória, pelo menos um grupo de comunicação sintonizou essa tendência e, ainda com a timidez requerida pela absorção gradual de uma nova cultura, já trabalha nessa perspectiva. Bem, o que se percebe é que a disrupção engolfa o conjunto do comportamento social porque tudo se define pela comunicação. A nossa mídia mostrou-se refratária, apegase ao modelo já esgotado e será inexoravelmente varrida. O conservadorismo da mídia só é sobrepujado pelo reacionarismo da classe política. Quando as manifestações de junho passado irromperam como a mais admirável massa humana que já ocupou as nossas ruas estava explícito o impulso da disrupção. Num primeiro momento, o sistemão retrógrado teve competência de manipular e refrear o movimento com um vandalismo providencial ou encomendado que culminou por inibir as pessoas de bem que foram a rua para, até sem o racionalizarem, promover a disrupção. O movimento foi refreado mas é certo que as causas que o inspiraram seguem latejando. Um novo rompante, talvez então irrefreável, está encomendado porque as causas não se modificaram. O que se espera é que o conceito da disrupção evangelize minimamente nossa classe política, Que promessas de mudanças, mais que slogans de campanha, se tornem compromissos que alteram completamente nossa percepção do ofício público. Proibir venda de álcool é disruptor, fechamento de bares, é disruptor, nova modelagem de segurança, é disruptora, restrição progressiva ao carro é disruptora, divisão do espaço urbano compartilhandoo com outros modais é disruptora, vigência da lei do mais fraco na mobilidade urbana é disruptora, jornada escolar de oito horas com cinco refeições e currículo com práticas esportivas e culturais é disruptora, legislação ambiental restritiva é disruptora. Bem, há muita disrupção para acontecer. Seu prazo vai depender estritamente do nível de discernimento de nossas classes dita dirigente que pode antecipa-la e navegar no seu fluxo ou simplesmente ser arrastada e descartada por incompetência em não atinar para um novo tempo. ■ Eustáquio Palhares é jornalista eustaquio@iacomunicacao.com.br É publicado por Nova Editora - Empresa Jornalística do Espírito Santo Ltda ME - Insc. Municipal: 1159747 - CNPJ: 09.164.960/0001-61 Endereço: Praça San Martin, 84, salas 111 e 112, Edifício Alphaville Trade Center - Praia do Canto, Vitória - Espírito Santo - CEP: 29055-170 Diretor e jornalista responsável Marcelo Luiz Rossoni Faria rossoni@jornalempresarios.com.br Repórter fotográfico Antônio Moreira Colaboradores Antonio Delfim Netto, Eustáquio Palhares e Jane Mary de Abreu Site: www.jornalempresarios.com.br E-mail: jornal@jornalempresarios.com.br Impressão: Gráfica JEP - 3198-1900 Diagramação Liliane Bragatto redacao@jornalempresarios.com.b Contato comercial comercial@jornalempresarios.com.br Telefone (27) 3224-5198 As opiniões em artigos assinados não refletem necessariamente o posicionamento do jornal.

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4 MAIO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS FOTOS: ANTÔNIO MOREIRA Soluções caseiras para problemas do cotidiano A jornalista Jane Mary Abreu lançou o livro Tudo é perfeito do Seu Jeito, dia 8, na livraria Saraiva udo é perfeito do jeito que é se propõe a ser um descanso para seus leitores, apresentando soluções simples, caseiras e de custo zero, para problemas complexos do cotidiano. A respiração, segundo a autora, a jornalista e publicitária Jane Mary Abreu, é a alquimia da felicidade. E o silêncio, o caminho para encontrar Deus dentro de nós. Depressão? Significa que você está desespiritualizado, distante da sua essência divina, precisando se conectar com o Universo, a fonte criadora da vida. Ansiedade? Você está vivendo ou no passado ou no futuro, ignorando o presente, onde a vida acontece de fato. Saiba que só existe um lugar, aqui! Só existe um tempo, agora! Doença? Ela nada mais é que um despertador, sinalizando que algo Eustáquio com Jane no lançamento do livro T em você precisa mudar e depressa. Não é o corpo que adoece, é a alma. Toda doença é um pedido de amor. Medo da morte? Bobagem, a morte é a maior de todas as ilusões. Uma jornada termina e outra começa. Tudo vai se transformando, e sempre para melhor. A vida é uma jornada sem fim. Apego? Ele é a causa de todo o O livro da jornalista Jane Mary tem receitas para problemas complexos sofrimento humano. Somos hóspedes neste planeta, nada por aqui tem a promessa de ser eterno. Tudo existe para ser desfrutado por um determinado tempo. A genialidade é soltar... Tudo que chega é bom, tudo que parte também... Tudo é perfeito do jeito que é começou a ganhar forma depois da autora ter sobrevivido a um aneurisma cerebral, que prometia ser devastador. Mas o que parecia ser o fim se revelou na verdade um belíssimo recomeço de vida, repleto de infinitas possibilidades. A autora, que é jornalista e publicitária andou por lugares místicos, falou com milhares de pessoas através de artigos publicados em jornais e por meio de mensagens veiculadas na internet pelo projeto Bom Dia Coração. Buscou a felicidade nos mais diversos lugares, mas acabou encontrando o sentido da vida cavando o próprio quintal, no silêncio. Fez então a melhor descoberta de sua vida: Eu já sou a felicidade que procuro! Nasceu daí o desejo de compartilhar suas experiências e aprendizados com todos os buscadores espirituais que, assim como ela, já descobriram que a vida é uma viagem que fazemos juntos e que o amor é o elo que nos liga definitivamente à Consciência Suprema, o Deus que existe dentro de cada um de nós, a fonte de toda a felicidade. Na visão da autora, a principal tarefa do ser humano é fazer a própria luz brilhar. O mundo não precisa do retoque humano, porque tudo que existe nele é criação divina, portanto, tudo é perfeito do jeito que é! ■ JANE MARY DE ABREU Impossível? O que isso? automóvel é apenas uma novidade, uma moda passageira. O cavalo está aqui para ficar.” (Presidente do Michigan Bank em 1903, aconselhando o advogado de Henry Ford a não investir na Ford Motor) “Hitler é um sujeito esquisito que nunca chegará a Chanceler. O máximo a que ele pode aspirar é a chefia do Departamento de Correios e Telégrafos.” (Marechal Hindenburg, presidente da Alemanha, em 1931) “O avião é um invento interessante, mas não vejo nele qualquer utilidade militar.” (Marechal Ferdinand Foch, titular de estratégia na Escola de Guerra da França, em 1911) “Não gostamos do som de vocês. Além disso, conjuntos de guitarras não têm futuro algum” . (Executivo da Gravadora Decca descartandose dos Beatles, em 1962) “O cinema será encarado por algum tempo como uma curiosidade científica, mas não tem futuro comercial.” (Auguste Lumiére, a respeito do seu próprio invento, em 1895) “A televisão não dará certo. As pessoas terão de ficar olhando sua tela e a família norte-americana média não tem tempo para isso.”(Jornal The New York Times na apresentação do protótipo de um aparelho de TV, em 1939) “Reagan não tem pinta de presidente.” (Um executivo da United Artists rejeitando a contratação do ator para um dos papéis em The Best Man) “O “Creio que no mundo existe mercado para apenas uns 5 computadores. Não há qualquer razão para as pessoas terem um computador em casa.” (Thomas Watson, presidente da IBM, em 1943) Já pensou se o mundo tivesse acreditado nos pessimistas que disseram as sandices que você acabou de ler? Aparentemente são pessoas inofensivas, precavidas demais, cuidadosas em excesso talvez... Não penso assim, eles são na verdade demolidores de sonhos, pessoas que por desconheceram a nossa origem divina, gravitam na lógica e vivem expressando suas precárias certezas como se fossem verdades absolutas. Quanto mais ignorante espiritualmente uma pessoa é, mais pontos finais ela usa em suas dissertações sobre a existência. Quanto mais sábia, mais reticências ela emprega em suas manifestações, no velho estilo de Sócrates – tudo que sei é que nada sei... É bobagem ficar tentando prever o futuro e antecipar o movimento da vida. A existência foge a qualquer entendimento humano, ela não está sob o nosso controle, portanto, é um mistério para ser vivido instante a instante, dia após dia. O amanhã definitivamente não nos pertence e ele está sujeito a todos os milagres que estão disponíveis a nós diariamente. O que hoje nos parece uma loucura, amanhã certamente será uma grande realização. O negócio é entender que somos pequeninas partículas divinas espalhadas por esse mundo afora, podemos realizar tudo aquilo que desejarmos sincera e profundamente. Se o seu sonho for íntegro, se não prejudicar ninguém, se tiver o objetivo de só trazer felicidade para as pessoas à sua volta, você pode ter a certeza que ele se realizará. O que o Universo programou para todos os seus filhos é um mundo de abundância e de realização plena, uma vida repleta de amor e paz. Os pessimistas existirão sempre, não há como evitá-los. O que você pode fazer para não deixar que os demolidores de sonhos perturbem a sua jornada de sucesso é agir como o sapinho surdo... Era uma vez um tempo em que os bichos falavam e até disputavam eleição. Vários sapinhos se candidataram para disputar o título de melhor da região. O desafio era subir uma torre muito íngreme, quase impossível de ser trafegada. Isso excitava a multidão, que se aglomerou em torno dos concorrentes. Começou a competição e a multidão dizia em coro: “Não vão conseguir. Isso é impossível. Ninguém até agora conseguiu” . Os sapinhos iam desistindo sucessivamente, um a um eles foram abandonando o seu sonho, menos um que subia tranqüilo, indiferente aos gritos dos pessimistas. No final da competição, todos desistiram, menos aquele. A multidão quis saber o que havia acontecido, qual era o segredo daquela valen- tia toda. Como ele pôde ter vencido o que parecida impossível a um sapo? Quando foram perguntar ao sapinho como ele havia conseguido chegar ao topo da torre, descobriram que ele era surdo. Aquele sapinho valente, que não deu ouvidos à multidão, estava se guiando unicamente pelo coração, que não conhece essa história de impossível. Tudo é possível a um coração que crê, assim me ensinava a minha avó, assim eu me conduzo pela vida afora, desafiando o tal do impossível que, infelizmente, tem engessado muitas pessoas. Olho para os demolidores de sonhos com compaixão, ouço respeitosamente seus pontos de vista, mas não lhes dou ouvido, literalmente eles não sabem o que dizem. Cultivam um tipo de mente que só conhece o medo e a escassez, por isso vivem encolhidos, completamente ignorantes a respeito de sua origem divina. Somos filhos do dono do mundo, somos portadores de infinitas possibilidades, mas ainda tem gente que não se deu conta dessa realidade. Por que se contentar com um punhadinho de areia, se temos uma praia inteira disponível? Que mania é essa que a maioria das pessoas tem de achar que a grama do vizinho é mais verde e que o outro é mais capacitado? Deus não tem filhos prediletos, todos nós temos as mesmíssimas condições de prosperar e realizar os nossos sonhos. A questão é policiar os pensamentos, fazer deles nossos aliados na cons- trução de nossos sonhos, porque é na mente que os sonhos são edificados ou demolidos. Quando penso grande, acredito grande, atuo grande, sonho grande, trabalho grande, perdoo grande, imagino grande, amo grande, realizo grande Uma coisa puxa a outra. Grande em termos espirituais significa ser ilimitado, aberto às possibilidades que nunca imaginaria para mim. Eu posso não experimentar o grande sucesso nos moldes do mundo, mas o grande sucesso espiritual é estar além de limitações, além do que parece ser impossível, para experimentar a felicidade no coração. Nossa tarefa especial nesta existência é a de ser como uma árvore frondosa que espalha seus galhos e suas folhas para que todos possam usufruir de sua natureza generosa. A árvore sabe que seu papel é dar sombra, abrigo, frutos e oxigênio para os seres humanos e animais. Quando nos conectamos com a nossa natureza, a nossa essência divina, automaticamente entramos em sintonia com o amor, que não conhece o impossível, que tudo pode e tudo vence. Já dizia Camões: “Não há impossíveis que o amor não realize” . Assim é! ■ Jane Mary de Abreu é jornalista, autora do livro Tudo é perfeito do jeito que é. www.janemary.combr janemaryconsultoria@gmail.com

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14 ANOS VITÓRIA/ES MAIO DE 2014 5 Concessionária “A” pela 15ª vez A Comercial de Veículos Capixaba (CVC), uma das empresas do Grupo Lider, recebeu o prêmio concedido pela Chevrolet dia 7 CVC Serra recebeu, no dia 7 de abril último, a certificação ‘Concessionária A’ do presidente da General Motors do Brasil, Santiago Chamorro. Esta é a 15ª vez que a empresa conquista o prêmio, conferido pela montadora após rigorosa avaliação dos indicadores mais importantes das suas operações. “O processo de avaliação é complexo e segue critérios rígidos, incluindo itens como satisfação dos clientes, alta performance em participação de mercado na sua área de atuação, bom desempenho em vendas de peças e prestação de serviços (pós-vendas), além de qualidade das instalações e alto nível de treinamento dos funcionários” , afirmou o presidente da GM. Durante o evento realizado na CVC Serra, Bráulio Braz, presidente do Conselho do Grupo Lider, A do qual a CVC faz parte, agradeceu o empenho dos colaboradores da concessionária para a conquista da certificação. O empresário lembrou que muitos deles estão na revenda desde o início, há quase 30 anos, o que é motivo José Braz Neto é diretor do Grupo Lider de orgulho para o conglomerado. MAIS PREMIADA - De acordo com o diretor do Grupo Lider José Braz Neto, é uma grande satisfação receber o título de ‘Concessionária A’, pois se tr ata de um reconhecimento não só da GM, mas também do cliente CVC. Isso porque ele participa de uma pesquisa de opinião com grande peso na avaliação das revendas. “A CVC Serra está entre as concessionárias que mais conquistaram essa premiação no País, que é a mais importante da GM” , acrescenta. O diretor da concessionária, Francisco de Assis Soares, atribui o resultado ao comprometimento de cada colaborador da CVC Serra, pois somente com o envolvimento de toda a equipe é possível obter elevado desempenho comercial. O fundador do Grupo Lider, José Braz, e a diretora Juliana Braz Ca- Diretores do Grupo Lider com o prefeito Audifax Barcelos na entrega do certificado nêdo também prestigiaram o evento ao lado de funcionários e parceiros da revenda. A solenidade ainda contou com a presença de gestores de concessionárias do conglomerado, do gerente regional de Operações da GM Eduardo Pires e do gerente distrital de Vendas da montadora Celso Martins. Audifax Barcelos, prefeito da Serra, também participou do evento e falou da importância da CVC para o município no que tange à geração de emprego e renda. CVC VITÓRIA - Em sua passagem pelo Espírito Santo, o presidente da GM conheceu a CVC Vitória, inaugurada em fevereiro último. Segundo Santiago Chamorro, a GM tem na CVC grandes parceiros: a família Braz e os funcionários da concessionária. O executivo saiu muito satisfeito com o que viu na Serra e em Vitória e com o potencial de crescimento das marcas GM e CVC no Espírito Santo. Ele elogiou “as instalações fantásticas, a organização e força do Grupo Lider, e a energia e vibração das equipes.” . A CVC tem uma trajetória de 28 anos no mercado capixaba e traz na sua essência a solidez do Grupo Lider, um conglomerado com 67 concessionárias de veículos automotores localizadas em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. Neste último, estão 17 delas. No Espírito Santo, 60% das vendas Chevrolet são realizadas pelas revendas CVC Serra, Vitória, Colatina, Cachoeiro de Itapemirim, Guarapari e Guaçuí. ■

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6 MAIO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS Findes define nova diretoria Os representantes dos sindicatos fotam unanimes aprovando a diretoria Os sindicatos que integram a Federação das Indústrias indicaram dois nomes, um para o cargo de diretor e outro para a suplência a mesma forma como o presidente da Findes, Marcos Guerra, foi reeleito em abril passado, a chapa de diretores, vice-presidentes e conselheiros apresentada por ele na segunda-feira 12 de maio foi aprovada à unanimidade. Todos os 30 sindicatos presentes à votação validaram a chapa completa, conforme previsto no regulamento, para a gestão 2014/2017. Os escolhidos vão compor a Diretoria Plenária, o Conselho Fiscal e representar a Findes como delegados na Confederação Nacional da Indústria (CNI). Cada um dos sindicatos indicou dois representantes para votação – um titular e um suplente. A posse da nova diretoria, bem como do presidente eleito, será realizada no final de julho, quan- CONFIRA A LISTA COMPLETA DA NOVA DIRETORIA: DIRETORIA PLENÁRIA Presidente - Marcos Guerra 1º Vice-Presidente – Gibson Barcelos Reggiani Vice-Presidente – Aristóteles Passos Costa Neto Vice-Presidente – Benizio Lázaro Vice-Presidente – Clara Thais Rezende Cardoso Orlandi Vice-Presidente – Élder Elias Giordano Marim Vice-Presidente – Egídio Malanquini Vice-Presidente – Houberdam Pessotti Vice-Presidente – Leonardo Souza Rogério de Castro Vice-Presidente – Manoel de Souza Pimenta Neto Vice-Presidente – Sebastião Constantino Dadalto 1º Diretor Administrativo – Élcio Alves 2º Diretor Administrativo – Luciano Raizer Moura 3º Diretor Administrativo – José Augusto Rocha 1º Diretor Financeiro – Tharcicio Pedro Botti 2º Diretor Financeiro – Ronaldo Soares Azevedo 3º Diretor Financeiro – Flávio Sergio Andrade Bertollo DIRETORES: Almir José Gaburro Atílio Guidini Elias Cucco Dias Emerson de Menezes Marely Ennio Modenesi Pereira II José Carlos Bergamin José Carlos Chamon Luiz Alberto Souza Carvalho Luiz Carlos Azevedo Almeida Luiz Henrique Toniato Loreto Zanotto Mariluce Polido Dias Pre Neviton Helmer Gasparini Ocimar Sfalcini Ortêmio Locattelli Filho Ricardo Ribeiro Barbosa Samuel Mendonça Sérgio Rodrigues da Costa Silésio Resende de Barros Tullio Samorini Vladimir Rossi CONSELHO FISCAL: - Titulares: Bruno Moreira Balarini Ednilson Caniçali José Angelo Mendes Rambalducci - Suplentes: Adenilson Alves da Cruz Antonio Tavares Azevedo de Brito Fábio Tadeu Zanetti DELEGADOS REPRESENTANTES JUNTO À CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA (CNI) - Titulares: Marcos Guerra Gibson Barcelos Reggiani - Suplentes: Lucas Izoton Vieira Leonardo Souza Rogério de Castro D do se encerra o mandato atual. “A reeleição por unanimidade aumenta nossa responsabilidade para o segundo mandato” , disse o presidente Marcos Guerra, reeleito no dia 10 de abril com 100% Marcos Guerra foi reeleito dos votos. “Nesse novo ciclo vamos trabalhar para superar nossas metas, o que nos exige ainda mais comprometimento. Continuaremos ouvindo e atendendo às demandas de cada setor para fortalecermos a indústria capixaba” , enfatizou. A presidente do Sindicato das Indústrias de Confecções de Roupas em Geral do Estado do Espírito Santo (Sinconfec), Clara Orlandi, foi a primeira a votar e destacar a força dos nomes apresentados. “O presidente Marcos mais uma vez deu uma demonstração da liderança democrática que exerce: soube prestigiar todos os segmentos da indústria e convidou a todos para continuarem trabalhando pelo crescimento do Espírito Santo” , argumentou Clara. ■

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8 MAIO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS Pacotes de férias de inverno Muitos turistas fazem opção por pacotes de férias no exterior por causa dos preços praticados pela rede hoteleira mês de julho, período de férias escolares de inverno, também é alta temporada para o setor de Turismo. Nessa época do ano, os destinos mais procurados no Brasil e América do Sul são para quem quer aproveitar e curtir o frio e até neve, em estações de ski. A Europa também é um destino significativo neste mês, visto que é verão no hemisfério norte e assim os turistas podem aproveitar melhor cidades que normalmente tem baixas temperaturas na maior parte do ano. Segundo a gerente de vendas da Tourlines, Marcela Piassi, geralmente nesse período a procura maior é por viagens em família, além das feitas em casais. “Gramado e Canela, na Serra Gaúcha, são destinos sempre procurados pelos capixabas, pois os eventos nas cidades são frequentes. Em julho, quando as temperaturas caem, a procura aumenta muito. A estrutura hoteleira em Canela está muito boa, e vem sendo uma excelente opção” , afirmou. No Brasil, também são muito procuradas as cidades de Campos do Jordão, em São Paulo, e Curitiba, no Paraná. Campos do Jordão, que fica na Serra da Mantiqueira, é a cidade mais alta do Brasil, pois fica a 1.628 metros de altitude. As baixas temperaturas dessa época do ano, por volta de 10 graus em junho e julho, e a arquitetura baseada em construções europeias atraem muitos turistas no período do inverno. O Já a capital do Paraná tem temperatura média de 12 graus em junho e julho e também atrai turistas, que visitam locais como o Jardim Botânico, Ópera de Arame e Museu Oscar Niemeyer, entre outros. Já na América do Sul, a procura por capitais como Buenos Aires, na Argentina, e Santiago, no Chile, aumenta consideravelmente devido ao clima frio. Buenos Aires tem arquitetura em clima europeu e oferece aos turistas muitos shows de tango, variadas atrações culturais, além da gastronomia, conhecida pelas carnes de cortes nobres e pelo doce de leite e alfajor. Para quem gosta de aproveitar a neve e fazer esportes de inverno, como ski e snowboard, os destinos ideais são Bariloche, na Argentina, e as estações de esqui do Vale Nevado, Pucon e Chillan, no Chile. DISNEY - Os parques temáticos de Orlando, nos Estados Unidos, são tradicionalmente muito procurados para viajar nessa época do ano, principalmente em programas de excursões. Segundo Tia Penha, especialista em levar grupos de capixabas para a Disney há 35 anos, a maioria dos passageiros ainda são adolescentes que não abrem mão de conhecer o mundo mágico do Mickey. E este ano não será diferente. Nem mesmo a Copa do Mundo vai atrapalhar quem quer curtir as férias de julho nos parques de Orlando. FOTO: ANTÔNIO MOREIRA As agências registram grande demanda por pacotes de viagens para o exterior Tia Penha conta que haverá pacotes especiais esse ano para que os passageiros possam aproveitar os parques sem perder os jogos do Brasil. “Nós vamos colocar telões em lugares estratégicos e será feita uma torcida organizada mandando vibrações positivas da Terra do Mickey diretamente para o Brasil” , explica. O complexo de parques da Disney está dividido em Magic Kingdom, que recebe cerca de 17 milhões de visitantes por ano, o Disney Animal Kingdom com 9,6 milhões de turistas a cada ano, além do Epcot, com 11 milhões de visitantes e Disney’s Hollywood Studios com 9,6 milhões/ano. ■ Opções de pacotes para curtir as férias de julho DISNEY ■ DISNEY COM NOVA YORK/ORLANDO - 16 DIAS Saídas nos dias 25 e 26 de junho ParteAéreaapartirde: U$2.150,00 + taxas (valor a confirmar) Forma de Pagamento: - Entrada à vista + Saldo parcelado em 05 prestações fixas, sem juros, nos cartões de crédito. OBS.: Preço sujeito à confirmação pela Cia Aérea. Parte Terrestre: U$ 3.210,00 (por pessoa, em apto quádruplo). Forma de Pagamento: - Entrada de U$ 500,00 + Saldo parcelado até Junho/2014 (cheque de pessoa física, sujeito a aprovação cadastral). Maisinformações:TiaPenhaTours - 3134-9555 ■ DISNEY MAGIC (Somente Or- ParteAéreaapartirde:U$ 1.990,00 + taxas (a confirmar) Forma de Pagamento: - Entrada à vista + Saldo parcelado em 05 prestações fixas, sem juros, nos cartões de crédito. OBS.: Preço sujeito à confirmação pela Cia Aérea. Parte Terrestre: U$ 2.590,00 (por pessoa, em apto quádruplo). Forma de Pagamento: - Entrada de U$ 500,00 + Saldo parcelado até Junho/2014 (cheque de pessoa física, sujeito a aprovação cadastral). Maisinformações:TiaPenhaTours - 3134-9555 ■ ORLANDO Saída: 21 de julho Valor por pessoa: R$ 5.177,50 (valor sujeito à alteração) Inclui: aéreo saindo de Vitoria+ 7 noites de hospedagem hotel 4* com café da manha+ transfer + 4 dias de ingresso Disney + seguro de viagem Mais informações: Tourlines 3200-3136 ■ SANTIAGO EM JULHO - NEVE Saída dia 23 de julho - 5 noites Hotel Providencia (3 estrelas), voo TAM – preço a partir de U$ 1679 (por pessoa). Os pacotes acima incluem: -Passagem área São Paulo / Santiago / São Paulo – voando TAM classe econômica -Traslados em Santiago: Aeroporto/Hotel/Aeroporto -5 noites de hospedagem em Santiago incluindo café da manhã -Visita panorâmica pela cidade de Santiago com duração de meio dia – regular -Excursão regular a Vinícola Santa Rita incluindo degustação e almoço (sem bebidas) -Excursão regular de dia inteiro ao Valle Nevado (não inclui: almoço, aluguel de equipamento, aulas, passes ou meios de elevação). -Seguro Viagem – Plano Turista Maisinformações:TiaPenhaTours - 3134-9555 ■ GRAMADO Saída: 24 de julho Valor por pessoa: R$ 2.159,00 (valor sujeito à alteração) Inclui: aéreo saindo de Vitoria, 7 noites de hospedagem hotel 4* com café da manhã, transfer e três passeios. Mais informações: Tourlines 3200-3136 ■ BUENOS AIRES Saída: 24 de julho Valor por pessoa: R$ 2.077,00 (valor sujeito à alteração) Inclui: aéreo saindo de Vitoria, 4 noites de hospedagem hotel 4* com café da manhã, transfer e city tour. Mais informações: Tourlines 3200-3136 lando) - 13 dias Saída no dia 27 de junho E VINHO Saída no dia 18 de julho - Cinco noites Hotel Las Condes (4 estrelas), voo TAM – preço a partir de U$ 1589 (por pessoa). - Ou cinco noites Four Points Hotel (4 estrelas), voo TAM – preço a partir de U$ 1650 (por pessoa). Saída dia 20 de julho - 5 noites Hotel Diego de Velazquez (3 estrelas), voo TAM – preço a partir de U$ 1464 (por pessoa). Saída dia 22 de julho - 5 noites Hotel Atto Las Condes (4 estrelas), voo TAM – preço a partir de U$ 1570 (por pessoa).

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10 14 ANO Há 60 anos, o comércio do undada em 7de janeiro de 1954 e recebendo a Carta Sindical, o documento legal de constituição, em 28 de maio do mesmo ano, a Federação do Comércio do Estado do Espírito Santo comemora este ano o 60º aniversário de sua fundação que coincidiu com o surgimento de um espírito associativista e de união entre o ainda tímido comércio capixaba. O espírito de associativismo ainda era rarefeito na ocasião, no Espírito Santo, diferentemente do que ocorria em centros mais fortes economicamente. Não havia um antagonismo entre o capital e o trabalho que levasse cada uma das partes a se entrincheirar nos sindicatos, patronal ou laboral. O que motivou o empresariado de então foi o propósito de se unir em torno de demandas comuns nas quais o ente público era o interlocutor. A legislação sindical exigia um mínimo de cinco sindicatos para a criação de uma federação, quórum superado com Desde sua fundação, em 1954, a Federação do Comércio do Estado do Espírito Santo tem se destacado por meio d F folga pelos onze sindicatos patronais que subscreveram a ata da fundação da entidade. Representados por delegados designados estritamente para aquela finalidade, foram signatários do documento de fundação da Federação do Comercio do Estado do Espírito Santo o Sindicato dos Representantes Comerciais de Vitória, Sindicato dos Lojistas do Comércio de Vitória, Sindicato dos Lojistas do Comércio de Cachoeiro de Itapemirim, Sindicato dos Lojistas do Comércio de Colatina, Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios de Vitória, Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios de Colatina, o Sindicato do Comércio de Gêneros Alimentícios de Cachoeiro de Itapemirim, Sindicato do Comércio Atacadista de Gêneros Alimentícios de Vitória, Sindicato do Comércio do Café em Geral de Vitória, Sindicato do Comércio de Café em Geral de Colatina e Sindicato de Hotéis e Similares de Vitória. O empresário José Lino Sepulcri é presidente da Federação do Comércio A necessidade da representação Luiz Gabeira, presidente do Sindicato dos Representantes Comerciais de Vitória, sindicato mais antigo entre os participantes do encontro, dirigiu a reunião onde ficou demonstrada a necessidade das empresas de comércio contarem com uma entidade que as representasse. Discutiuse, então, votando no mesmo instante, o estatuto da nascente federação. Cogitou-se uma chapa única, mas não houve consenso sobre a proposta, realizando-se então uma votação secreta. A eleição definiu a primeira diretoria provisória da Federação do Comércio, integrada pelo presidente Américo Buaiz, representante do Sindicato do Comércio Atacadista de Gêneros Alimentícios, com uma diretoria constituída por Manoel Alberto Silva, Clemente Capeletti, Bernardino da Silva Gonçalves, Luiz Gabeira e Cícero Miranda. A escolha de Américo Buaiz apenas fez jus ao espírito de liderança do empresário, inclusive em propor a criação da entidade a partir de sugestão do governador Jones dos Santos Neves, para que o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial-Senac e o Serviço Social da Indústria, já estabelecidos no Estado desde 1947 passassem a ser controlado por capixabas. Até então as duas entidades, criadas no Governo de Getúlio Vargas, em 1946, sugiram para suprir as deficiências do próprio setor público na formação profissional e na assistência social ao universo de trabalhadores. O país já experimentava tensões de ordem trabalhista por conta da organização sindical dos trabalhadores e a agenda de reivindicações que eles colocavam. O financiamento das atividades das duas entidades correria à conta do próprio empresariado com contribuição compulsória de percentual incidente em suas folhas de pagamento. E, com efeito, com o surgimento da Fecomércio o controle do Sesc e do Senac passou à alçada da entidade capixaba já em 1954. CAFEICULTURA POR INDÚSTRIA - O empresariado do comércio do Espírito Santo passou a dispor, desde aí, de um canal de encaminhamento de suas demandas, um status político que lhe credenciava a se manifestar tanto sobre os temas que afetavam mais diretamente o setor quanto nas discussões de interesse coletivo, mais amplo. Isso foi particularmente importante porque logo depois assumiu o governo Francisco Lacerda Aguiar que, numa predileção por suas origens, passou a priorizar o apoio ao setor agropecuário com ênfase nas cooperativas. Já no âmbito federal, o governo privilegiou o esforço de industrialização, tido como estratégico para implementar o desenvolvimento nacional. De 1954 a 2014 a Federação do Comércio, contou com sete presidentes: Américo Buaiz, Rubens Gomes, João Saade, Darcy Brasileiro da Silva, Luiz Gabeira, Antônio Oliveira Santos, Hamilton Rebello e José Lino Sepulcri. A capacidade de mobilização e a força política da Fecomércio se fizeram valer de modo acentuado quando surgidas as reformas econômicas das quais resultaram a mudança na filosofia tributaria que trouxe em seu bojo a instituição do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias, ICM, anos depois passando a tributar as atividades de serviços, donde a nova sigla: ICMS. Na década de 60, quando o governador Cristiano Dias Lopes bradou que “os galhos da cafeicultura são frágeis para sustentar a economia...” e que “O Espírito Santo é um Nordeste sem Sudene” , em alusão ao fundo fiscal de financiamento a empreendimentos naquela região do Brasil, o Espírito Santo estreava o seu arranque industrial. Também foi contemplado com um fundo fiscal, o Funres, constituído por deduções do Imposto de Renda que os contribuintes, pessoas física e jurídica, poderiam fazer em seu favor, descontadas do imposto a pagar. O Funres viria a se constituir no grande mecanismo de poupança cogitado para financiar os investimentos da industrialização com que se buscava compensar a erradicação dos cafezais, determinada pela baixa produtividade da cultura. Surgiu o Banco do Estado do Espírito Santo, Banestes, sucedendo ao Banco de Crédito Agrícola, e o Banco de Desenvolvimento do Estado do Espírito Santo- Bandes, como uma evolução da Companhia de Desenvolvimento do Espírito SantoCodes O Governo do Estado também ofereceu sua contrapartida, editando uma lei, a 2469, que permitia deduções do ICM devido pelo contribuinte capixaba para destinação ao Funres. E promulgou a lei 2480 que concedia descontos de até 80% do ICM que viesse a ser gerado pelos projetos que se implantassem no Espírito Santo, até o limite do investimento realizado, reforçando a base da poupança doméstica que seria alocada para a industrialização. O Senac oferece grande quantidade de cursos de especialização

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OS VITÓRIA/ES MAIO DE 2014 11 Espírito Santo ganhava voz Agenda diversificada Em julho de 1999, a Federação do Comércio, Serviços e Turismo ganhou seu endereço definitivo, a Casa do Comércio, um edifício de 10 pavimentos que, além de abrigar a entidade, provê-lhe receitas de locações para atividades comerciais. Nos últimos anos, a agenda da Fecomércio tem sido diversificada na medida em que irrompem as mais variadas demandas. Sobressaem-se nessa agenda os dissídios coletivos, prezando pelas negociações que contemplem a efetiva realidade e possibilidade do setor, a extensão das jornadas de funcionamento que conciliem o interesse empresarial, o direito do colaborador e o interesse do consumidor. E também ações de caráter comunitário, como o debate sobre a segurança que afeta o comércio tanto diretamente, pelos prejuízos imediatos, como indiretamente pela criação de um clima de insegurança que inibe e intimida o fluxo de clientes. A atual direção da Fecomércio, ao assumir o mandato em 22 de junho de 2006, cercou-se de uma assessoria técnica e administrativa para melhor subsidiar e respaldar o seu processo decisório. O atual presidente, José Lino Sepulcri, ainda em sua primeira gestão, definiu uma agenda de realizações a ser implementadas integralmente de modo que não avançassem além de seu período, assegurando-se de sua plena concretização. Disso resultou a expansão do complexo do Sesc, de Praia Formosa, com o que o empreendimento atingiu o total de 500 unidades hoteleiras sendo referência de um dos mais arrojados conjuntos do gênero de centro de turismo, com unidade hoteleira, parque aquático e restaurantes do sistema Sesc nacional; ou a conclusão dos Centro de Atividades de São Mateus, Aracruz e Colatina, como também a expansão de núcleo de ensino em Linhares, a implantação de complexo educacional em Cachoeiro de Itapemirim e, ainda mais arrojado, a aquisição do velho Teatro Glória, interrompendo o processo de franca decadência de um dos mais emblemáticos patrimônios históricos de Vitória para torná-lo um centro cultural que mudará radicalmente a referência das atividades culturais e artísticas do município na medida em que suas instalações viabilizarão a realização de várias atividades de dança, exposições, cinema, teatro, biblioteca, enfim o conjunto das manifestações artísticas que ainda hoje não dispõe de um local que as acolha condignamente. EXPANSÃO - Ainda na agenda de realizações, projeta-se em Domingos Martins um hotel escola acolhendo funções de hospedagem e gastronomia, que será decisivo para o impulso turístico da região, tanto pela capacitação de mão de obra em hotelaria e gastronomia quanto pela disponibilidade de serviços que lhe estarão acopladas. Virá somar-se às unidades de turismo de Guarapari e Praia Formosa, em Santa Cruz, enquanto em Venda Nova do Imigrante o braço de capacitação profissional do Sistema Fecomércio, o Senac entrega à região o Centro de Atividades Demolindo Perim, com capacidade de atendimento a 400 alunos de toda a região, operando em três turnos. Serra e São Mateus também receberão unidades de formação profissional, seguindo uma política de interiorização do sistema, que busca promover a inclusão social através da capacitação, proporcionando empregabilidade ao trabalhador e que represente, para o empregador, uma forma de promover ganhos de produtividade. Esses novos empreendimentos virão expandir a já vasta rede de equipamentos que assinalam a presença do Sistema Fecomércio no conjunto dos principais municípios capixabas, como Vitória, Vila Velha, Cariacica, Serra, Cachoeiro de Itapemirim, Guarapari, Domingos Martins, Santa Teresa, Colatina, Linhares, São Mateus e Aracruz. PARCERIAS - A entidade busca expandir seu patrimônio investindo na construção de imóveis que proporcionem fontes complementares de renda, como o fez com o terreno ao lado da atual sede, onde ergue um edifício comercial. O amplo leque de realizações do Sistema Fecomércio, encabeçado pela Federação do Comércio, não desfoca de um dos princípios que lhe deram origem, a mediação conciliadora com a força de trabalho representada pelos respectivos sindicatos laborais. A Fecomércio empenhouse na construção de um clima de parceria e alinhamento de interesses, conduzindo as negociações das convenções coletivas prevenindo impasses ou a prevalência de qualquer mentalidade de vencidos e vencedores. Os empresários gradativamente assumem a consciência de que capital e trabalho são complementares e indissociáveis na geração da riqueza e valorizar o capital humano é uma decisiva contribuição social que oferecem no sentido de fazer valer esse entendimento. O sistema, também em fidelidade ao espírito de sua concepção, busca promover o desfrute de seus serviços pela sua clientela preferencial que é o conjunto dos comerciários. Para incentivar o uso mais constantes das suas unidades de turismo e com isso desfrutar de momentos de lazer, recreação ou de aprimoramento profissional em suas unidades capacitantes, o sistema tem praticado descontos que incentivem os colaboradores a desfrutarem dos serviços e instalações que são colocados à sua disposição com padrões de excelência são reconhecidos nacionalmente. ■ de programas que resultaram em fortalecimento do setor, com ações sociais e capacitação de mão de obra O Sesc Guarapari é uma das referências da Fecomércio O Sesc Praia Formosa, em Santa Cruz, possui 500 unidades hoteleiras Em São Mateus, o Sesc possui um moderno centro de lazer

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12 MAIO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS FOTO: BANCO DE IMAGENS DO JE Banestes alcança patrimônio líquido de R$989 milhões Sob o comando do economista Guilherme Dias, o Banestes mantém uma série de resultados positivos e registrou no primeiro trimestre lucro líquido de R$ 30,6 milhões Guilherme Dias divulgou o resultado do trimestre Banestes divulgou o balanço referente ao primeiro trimestre de 2014. Os números demonstram uma evolução no desempenho operacional e financeiro do banco. O resultado operacional alcançou R$ 52,4 milhões, e o lucro líquido foi de R$ 30,6 milhões, representando um crescimento, respectivamente, de 6,4% e 0,2%, quando comparados ao primeiro trimestre de 2013. O patrimônio líquido do Banestes chegou a quase R$ 1 bilhão, atingindo a cifra de R$ 989 O milhões. Este valor representa um crescimento de 31,5% em relação a 31 de março de 2013. O Índice de Basileia foi de 14,8%, sendo que o mínimo exigido pelo Banco Central é de 11%. A margem apurada no Índice de Basiléia constitui uma base sólida para o Banestes continuar crescendo suas operações de orédito. A carteira de crédito cresceu 13,3%, em comparação com o período do ano anterior. Os destaques foram as carteiras de crédito Imobiliário, Industrial e Consignado, que evoluíram 75,3%, 53,4% e 15,1%, respectivamente. Este crescimento indica a estratégia do banco de fortalecer o crédito ao setor produtivo e à base de clientes, observando também os segmentos de menor risco. Nos três primeiros meses do ano, o faturamento do Banescard (cartão de débito e crédito do Banestes) cresceu 40,1%, desempenho acima da média nacional na área de cartões, superando as expectativas divulgadas pelo Banco, no início do ano, de crescimento na faixa de 34% a 37%. Os recursos captados e administrados pelo banco aumentaram 14,3%, com destaque para a poupança, que registrou uma evolução de 19,9%, refletindo a ampla participação da instituição no varejo bancário. Nos três primeiros meses de 2014, o Banestes remunerou os acionistas, a título de juros sobre capital próprio, em R$ 9,0 milhões. Deste montante, R$ 8,3 milhões foram destinados ao Tesouro Estadual – acionista majoritário do banco –, cujos recursos são investidos conforme as prioridades do orçamento estadual. Segundo o presidente do Banestes, Guilherme Dias, os resultados são amplamente positivos e estão alinhados com o plano de negócios do Banco. “Há que se ressaltar que estes resultados foram obtidos num ambiente econômico desafiador. Ao nível macroeconômico, vivemos uma conjuntura de alta de juros, baixo crescimento e pressões inflacionárias. No Estado, o início do ano foi marcado pelos esforços de reconstrução em muitos municípios afetados pelas enchentes de dezembro” , assinalou. ■

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14 ANOS VITÓRIA/ES MAIO DE 2014 13 Shopping Vila Velha fica pronto em 31 de julho O novo shopping possui 74 mil m2 de área para aluguel e com capacidade de estacionamento de 3.300 veículos em área coberta Shopping Vila Velha, maior centro de compras do Espírito Santo, está em fase de acabamento e tem inauguração marcada para o dia 31 de julho. O empreendimento, que fica na Avenida Luciano das Neves, centro do município, é uma parceria entre o Grupo Incospal, a Littig e a BRMalls. Ao todo, o shopping oferece 74 mil m2 de ABL (área bruta locável), com 185 lojas-satélite, 22 âncoras e megalojas, praça de alimentação com 28 operações, gourmet Center com seis restaurantes, Cinema Multiplex com oito salas, Game Center, um hipermercado de 8 mil m² e um estacionamento coberto com 3.300 vagas. Duas entradas para facilitar acesso O Shopping Vila Velha terá dois acessos com igual importância. Um pela Avenida Luciano das Neves, principal via que liga a terceira ponte a todo o fluxo no sentido sul capixaba, e outra pela Avenida Juscelino Kubitschek, onde fica a Universidade Vila Velha, maior do município. As duas entradas foram projetadas com amplas áreas envidraçadas, permitindo a integração visual da área interna do shopping com a cidade. Os acessos contarão com tratamento paisagístico e iluminação especial. Os malls são amplos, com pés direitos de mais de 20 metros de altura e vão abrigar áreas de estar com sofás, poltronas, jardins, etc. A Praça de Alimentação e o Setor Gourmet terão pés direitos duplos com iluminação natural, vistas para o exterior, ambientação com mobiliário contemporâneo e vegetação natural. Quem vai administrar o empreendimento é a BRMalls, maior empresa de shoppings da América Latina, que está à frente de grandes shoppings, como o Fashion Mall e Norte Shopping e Shopping Tijuca, no Rio de Janeiro, e Shopping Recife, em Pernambuco. O Shopping Vila Velha está situado no vetor de crescimento da cidade, próximo às praias de Itapoã e Itaparica, em processo de adensamento e também de importantes concentrações comerciais – Polo Central de Vila Velha (1,9km) e Polo da Glória (2,0km). O centro de compras ficará localizado a 5 minutos de um dos principais terminais rodoviários de Vila Velha; ao todo, 18 linhas passarão ao redor do SVV. Na região de entorno do shopping, 44% dos domicílios pertencem às classes A e B. Na área primária, o percentual sobe para 60%, o que representa 95 mil pessoas. A renda familiar anual nos moradores da região é de R$ 48.438 até R$ 57.400. O Como a previsão de inauguração é no final de julho, as lojas já começaram a montar as suas instalações, enquanto o shopping finaliza as obras de acabamento. Os empreendedores instalaram no local o Serviço de Atendimento ao Lojista (SAL), para dar suporte durante o processo de montagem das lojas. O SAL possui uma estrutura física e online para oferecer consultoria no desenvolvimento dos projetos arquitetônicos das lojas, integração de equipes de trabalho, entrada de materiais e acompanhamento da execução das obras dos lojistas. O Shopping Vila Velha já se encontra com mais de 90% das áreas comercializadas com marcas de abrangência regional, nacional e internacional, como C&A, Renner, Riachuelo, Marisa, Lojas Americanas, Casas Bahia, Cinemark, Vivara, Dadalto, Mega Saraiva, Avenida, Sipolatti, HD Kids, Camicado, Polishop, entre outras. Diversas marcas chegam pela primeira vez ao Estado, como a loja de artigos esportivos Decathlon, que está presente em 17 países, por exemplo. Outra novidade que é destaque é a loja internacional de óculos escuros Sunglass Hut, que atua em 12 países e oferece produtos de diversas marcas em um só lugar. O centro de compras também atraiu marcas inéditas no Espírito Santo, como o restaurante Tex-Mex Si Señor; Kalunga, papelaria, material de escritório e informática; Wetzels Pretzels; Game Center Playland; loja de roupas femininas XPTO; loja de calçados femininos Shoeshop, a loja de departamento Le Biscuit e outras. Já confirmaram presença no Shopping Vila Velha restaurantes como o Outback, o argentino Argento Parrilla, Cia do Churrasco e Rock Burguer. Estabelecimentos como Farm, Carmen Steffens, Maria Filó, Mr Black Café, Território (loja de esportes de aventura) também são destaque no novo centro de compras. O empreendimento contará ainda com diversos serviços ao público, como casas de câmbio, academia, espaço de pequenos serviços, como chaveiro e costureira, casa lotérica, hipermercado, além de serviços bancários, a exemplo do Banestes, recém-confirmado no centro de compras. ■

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14 MAIO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS Cheques sem fundos têm queda Apesar da queda mensal, foi o pior abril dos últimos cinco anos, aponta Serasa Experian. O percentual de devolução atingiu 2,13% O percentual de devoluções de cheques pela segunda vez por insuficiência de fundos foi de 2,13% em abril deste ano, é o que revela o Indicador Serasa Experian de Cheques Sem Fundos. No mês passado, foram devolvidos 1.339.857 cheques e compensados 62.795.824. Em abril do ano passado, esse percentual foi 2,09%; já em março de 2014, houve 2,21% de devoluções. Apesar do recuo em relação a março, a devolução de 2,13% registrada em abril/14 foi a mais alta dos últimos cinco anos para um mês de abril, perdendo apenas para a inadimplência com cheques ocorrida em abril/09 (devolução de 2,22% do total de cheques compensados). Já no acumulado do primeiro quadrimestre de 2014, o percentual de devolução de cheques sem fundos foi de 2,11%, superior à devolução de 2,09% ocorri- da ao longo dos primeiros quatro meses de 2013. Segundo os economistas da Serasa Experian, o patamar mais elevado da inadimplência com cheques neste ano em relação ao ano passado é reflexo de uma conjuntura dominada pelo encarecimento do custo do crédito (altas sucessivas das taxas de juros) e pela elevação da inflação. Tais fatores afetam negativamente a capacidade dos consumidores em honrar em dia os seus compromissos. NOS ESTADOS - Roraima liderou o ranking estadual dos cheques sem fundos nos primeiros quatro meses de 2014, com 12,30% de devoluções. O Amazonas, por sua vez, foi o estado com o menor percentual (1,22%). Entre as regiões, a Norte foi a que liderou o ranking, com 4,37% de cheques devolvidos, ao passo que a região Sudeste foi a que apresentou o menor percentual (1,64%). ■ CONFIRA ABAIXO O RANKING COMPLETO DE CHEQUES DEVOLVIDOS DE JANEIRO A ABRIL DE 2014: No Espírito Santo, a devolução de cheques em abril/14 foi de 2,45% do total de cheques compensados, menor que a devolução de 2,50% registrada em março/14. Em abril/13, a devolução de cheques pela segunda vez por falta de fundos no Espírito Santo havia sido de 2,30% do total de cheques compensados.

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14 ANOS VITÓRIA/ES MAIO DE 2014 15 Home Office é uma tendência Trabalhar em casa é uma opção para profissionais liberais, porém demanda muita organização e disciplina o mundo corporativo dominado pela tecnologia que deixa as distâncias mais curtas e agiliza as atividades do dia a dia, o trabalhador que desempenha suas funções em casa vem ganhando cada vez mais espaço no mercado de trabalho. O regime home office é uma escolha tanto de grandes empresas, como de profissionais autônomos, que encontram na flexibilidade de horário as principais vantagens desse tipo de trabalho. Com isso, para muitas pessoas fica mais fácil manter uma vida saudável, praticando atividades físicas e regulando a alimentação. A qualidade de vida fica ainda mais completa pelo fato da pessoa não precisar passar pelo estresse de se deslocar até o local de trabalho, o que normalmente envolve enfrentar trânsito pesado nos horários de pico. A redução de estresse também é comum nesse tipo de rotina, pois a pessoa não lida diretamente com a pressão e não passa por possíveis problemas de relacionamento com outros colegas. Trabalhar em casa permite estabelecer vários tipos de rotina. Há os que seguem o expediente padrão, pois atendem a demandas de em- N presas nesse horário e outros que podem cumprir um expediente próprio, que permita maior flexibilidade nas atividades do dia a dia. Mas é preciso ter foco para cumprir as metas, e driblar a vontade de ficar na frente na televisão. Quem trabalha em casa, mas segue horário de escritório é o analista de TI Juliano Santos, 27 anos. Para ele, a principal vantagem é não sofrer as pressões comuns dos clientes do ambiente de trabalho. “Trabalhar em casa requer muito mais organização e muitas vezes até estico o horário, entro mais cedo e fico trabalhando até mais tarde. Como trabalho acessando o sistema, utilizamos servidores remotos para trabalhar” , explicou. Juliano, que trabalha em uma empresa prestadora de serviço para uma grande companhia, explicou que a oportunidade de trabalhar em casa surgiu quando foi preciso liberar espaço para outras atividades nas instalações da empresa. Foi então que parte dos funcionários terceirizados passou a utilizar o acesso remoto aos sistemas. Para manter a rotina, ele montou um posto de trabalho num quarto vago de sua residência. Já a fotógrafa Sandra Bisi, que FOTO: ANTÔNIO MOREIRA A fotografa Sandra Bisi executa parte de suas tarefas profissionais em casa montou um escritório dentro de casa, observa outras vantagens no home office. Para ela, o principal benefício é a qualidade de vida, com um tempo mais flexível para fazer esportes, manter uma alimentação saudável e, principalmente, passar mais tempo com os filhos, de 16 e 18 anos. Mas ela lembrou que é preciso ter foco para fazer as atividades planejadas, pois a casa oferece muitas distrações, como a televisão. “Logo quando acordo, começo a planejar o meu dia para dar conta de entregar todos os serviços” , frisou. Até 2006, Sandra trabalhava no setor automotivo e em horário comercial. Hoje, trabalha fotografando eventos sociais e fazendo books, sempre externas. Em casa, recebe os clientes e trata as fotos. “Faço o meu horário e hoje tenho tempo para fazer exercícios e manter uma alimentação saudável. Consigo descansar depois do almoço e, principalmente, dar mais atenção para meus filhos. Quando eram menores tinha pouco tempo para ficar com eles. Hoje percebo a importância disso” , ressaltou. ■

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