Jornal Perspetiva

 

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Jornal Escolar do Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua

Popular Pages


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EDITORIAL Caríssimos leitores O “Perspetiva” regressa ao convívio da comunidade escolar, de novo em versão eletrónica, à semelhança do que sucedeu no ano letivo transato. Pretendemos que este órgão interno de informação seja uma montra das capacidades e dos corpos profissionais que constituem o nosso Agrupamento de Escolas, incentivando e publicitando a pesquisa, a investigação, a reflexão, a escrita de vários registos jornalísticos, desde a notícia à reportagem, à entrevista, ao artigo ou à crónica. Assim, os textos a publicar, na sequência da nossa intenção de contribuir para formar cidadãos livres, autónomos, criativos e reflexivos, deverão abordar qualquer tema pertinente, seja em relação ao espaço vital do nosso estabelecimento de ensino, seja em relação ao mundo entendido na sua vastidão. Neste sentido, esperamos da comunidade escolar uma participação ativa, através de rubricas noticiosas, de âmbito escolar e não escolar, de reportagens, obrigando os alunos a sair do meio escolar em busca da informação, de entrevistas a membros da comunidade escolar restrita a ou outros elementos cuja colaboração seja considerada pertinente – autarquia, instituições de saúde, instituições representativas do tecido económico regional, forças policiais, instituições desportivas e culturais – de artigos, de trabalhos de pesquisa/investigação, de rubricas sobre bibliofilia ou outras temáticas. Saudamos todos os que ousem aderir ativamente a este nosso e vosso jornal, assim como os leitores, de quem esperamos uma adesão que nos conforte e simultaneamente se nos torne exigente. Em nota final, no sentido de operacionalizar a colaboração de todos, apresentamos o nosso novo email: perspetiva.aejac@outlook.pt. A equipa responsável

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Comemoração do Dia do Não Fumador Para comemorar o Dia do Não Fumador, dia 17 de novembro, os alunos das Escolas EB 2,3 e Secundária Dr. João de Araújo Correia desenvolveram trabalhos alusivos ao tema, os quais foram expostos nas respetivas escolas. Alguns destes trabalhos foram selecionados para participar num concurso promovido pelo Centro de Saúde com o tema “Fumar? O melhor é nem começar…”. Teresa Vicente Coordenadora dos Diretores de Turma do 3.º Ciclo

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Cada vez existem mais seres e menos humanos Joana Machado 12.º B A humanidade está a regredir a cada raio de sol que é abafado pela luz lunar. Olho à minha volta, observo as pessoas, os seus comportamentos os seus atos e a forma como se relacionam com os outros e, ao mesmo tempo que as observo e as analiso, concluo que os seres humanos não são tão humanos como parecem, pois ignoram quem lhes estende a mão a pedir esmola, ignoram quem lhes pede comida, ignoram quem lhes pede ajuda, simplesmente passam e seguem em frente. Afinal eles não têm nada a ver com isso, não é? Afinal não são eles quem chora, quem morre por não ter nada que comer. Rejeitam e fazem de conta que não é nada com eles, e eu pergunto: Como é que são capazes? COMO? Não sentem A DOR, O DESESPERO, de quem já não tem razões para viver, NÃO SENTEM? Eu admiro as pessoas desfavorecidas, porque elas, sim, são humanas e seres também, são pessoas que, apesar das suas lutas diárias, ainda conseguem sorrir, rir, abraçar, aconselhar quem fica ao seu lado, a conversar, a partilhar tristezas e a multiplicar alegrias, quem as ouve e quando digo “ouvir”, é mesmo ouvir, é ouvir o que não falam, é olhar para a sua alma e ouvir a sua voz que geme, que grita de dor, mas de tanta dor, desilusão, solidão, de sonhos destruídos, que nos obriga a refletir se temos mesmo problemas, se as nossas guerras são tão sangrentas como as delas. Eu orgulhome destes seres, destes humanos, pois eles conseguem valorizar um gesto de bondade, um sorriso de uma criança, um abraço de um adolescente, sem repugnância, sem nojo, sem vergonha de abraçar um mendigo. Deveria ter vergonha quem passa e esquece, deveria ter vergonha quem é cruel e ruim, quem não é humano, quem se acha superior, pois vergonha é rejeitar quem precisa de atenção, ajuda e carinho. A humanidade está a desaparecer cada vez mais rapidamente, hoje eu posso contar pelos dedos da mão quem se importa, quem realmente faz alguma coisa, quem ajuda um pedinte, um desalojado, um adolescente perdido nas trevas… E então, eu apenas vos peço, peço a quem estiver a ler este texto, a quem o ouvir, que reflita se realmente são seres humanos ou se serão apenas seres, seres frios, cruéis e maldosos. Pensem, mas pensem bem, e juntem-se a mim nesta luta, porque sozinha não consigo travá-la. Juntos venceremos a injustiça do mundo, a desigualdade e, por fim, voltaremos a ser cada vez mais humanos e, cada vez menos seres apenas.

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Cidadania e Política na ESJAC Tu decides! No âmbito do estudo do discurso argumentativo na disciplina de Português e da relação dos jovens com a política, promoveu-se um encontro entre alunos do ensino secundário e representantes da JSD e JS da Régua. Numa iniciativa dinâmica e interativa, os jovens alunos do 11.º B, 11.º F e 12.º A puderam constatar, através das suas próprias atitudes e decisões, o que é a política e quais os instrumentos de que uma sociedade democrática dispõe para praticar uma cidadania consciente e responsável. Maria Inês Alves, a responsável pelo encontro, pretendeu mostrar que a distância entre os jovens e a política reside, muitas vezes, no preconceito contra os políticos, fruto da grave crise económico-social que o país atravessa, no pressuposto de que a posição individual é pouco significativa, nas desvantagens da democracia representativa ou, ainda, no desconhecimento das ideologias políticas dominantes e dos meios ao dispor do cidadão para agir e marcar a diferença. André Costa, André Marques, Rui Pinto e Luís Quinas Guerra foram os convidados que, brilhantemente, mantiveram o auditório interessado e entusiasmado com as suas propostas de interação, salientando a importância de cada indivíduo no rumo e no desenvolvimento da sua cidade e do seu país. Peso da Régua, 06 de novembro de 2013 Teresa Silva Soares – Professora de Português

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DAR É RECEBER Arrancou no dia 27 a campanha “Dar é Receber”, que visa a recolha de alimentos, roupa e brinquedos. Quem quiser contribuir deverá dirigir-se ao átrio do pavilhão administrativo, onde se encontram pontos de recolha. Para mais informações, dirija-se a um dos elementos da equipa Comenius.

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Ladrões de si mesmos “Fui o homem escolhido para ditar a sentença, olha o meu peito erguido para vingar o planeta”, talvez uma frase forte para uns, fraca para outros , porém, com a sua razão de ser. Será que não devemos pagar pelo que fazemos? Será que devemos fechar os olhos a tudo? Não, há que abri-los e “calar bocas”. “Petróleo – óleo mineral de cor negra, constituído por uma mistura de hidrocarbonetos, que tem grande importância industrial”, e porque não “Petróleo – óleo mineral de cor negra, fonte de riqueza imaginária dos EUA pela qual morrem milhares de famílias”? Talvez fizesse muito mais sentido. Os EUA, essa potência que mata por petróleo, mata os seus irmãos por uma riqueza! Eles que tiram filhos a mães com o objetivo de irem para o Afeganistão, sendo a probabilidade de morte muito elevada… para vigiarem os progressos do petróleo por lá! Essa potência que invade o Iraque, dizendo que este tem armas nucleares, mesmo sabendo que é mentira, apenas para ter a noção de como estão a nível de poços de petróleo e, seguidamente, os roubar! Nestes casos, talvez poucos compatriotas tenham morrido, mas… E em Pearl Harbor? O verdadeiro motivo de os Americanos por lá permanecerem era o petróleo e aí sim, massacre total. Famílias inteiras despedaçadas, mães que agora choram lágrimas negras, sobreviventes que não querem recordar os trágicos momentos vividos! Mas quem não quer recordar o passado sempre presente com esses mesmos são os sobreviventes de Hiroxima e Nagasaki! As bombas nucleares que arrasaram tudo, só porque eles QUEREM, PODEM e MANDAM e não podem fraquejar, têm de jogar pelo seguro, não estejam também eles (Países Asiáticos) a fabricar uma bomba nuclear, e, com essa máquina de matar, aniquilar milhões de pessoas! Dívidas de biliões de dólares! E Portugal está em crise? “A partir de terça-feira não têm dinheiro para pagar salários a funcionários e reformas” . Portugal jamais se levantará e estamos em crise económico-financeira? No entanto, com tantas dívidas, continuam a ser a maior potência Mundial. Não dá para entender esta situação, são tão GRANDES de nome e tão pequenos na realidade que até “mete dó”. Com tudo isto, mais alguma coisa e o restante, a definição de petróleo talvez seja melhor desta forma: “Petróleo – matéria-prima esgotável pela qual já morreram milhões de pessoas”. Cláudio Parauta N.º 6 – 12.º C

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Memorias do Passado Havia em tempos idos, um rio… sem nome, que se estendia ao Sol, qual ondulado de serpente! Ia andando, andando, desde o nascente ao desaguar,… aos meus olhos, suas águas pareciam um espelho porque, do que conhecia, só um espelho com isso se parecia. Em jeito intrigante, o espelho desvanecia-se. Só tinha olhos para o rio distante, com um saudoso e profundo olhar. O que iria dizer ao rio, que havia no meu tempo, vendo-o espraiar-se na linha do horizonte! Onde dois olhos, ávidos, fixos e pasmados, o fitavam sem tréguas nem cansaço. Eram dois grandes olhos, que esperam apenas por amor de esperar. E porque não galgar sobre os telhados, das casas baixas com varandas verdes? Ai, e se fosse um rio a voar com asas grandes, grandes, flutuantes, e a poisar onde bem lhe apetecia, espreitando pelos vidros das janelas das casas baixas com varandas verdes. Ai que bom seria! Espreitar não, que é feio, mas ir até bem longe e tocar nele e nele ver os dois olhos esverdeados, refletidos, numa lenta, evolução. Como era bom! Descaem-se as pálpebras e, deixo de… não há rio, nem olhos, nem casas,… nem nada. Resta apenas uma imensa saudade, do Rio que continua a correr, a correr… Céu Coutinho Prof.ª do grupo 110

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‘Mais uma vez ela deu o braço a torcer’ Beatriz Moreira 11.º D Esta foi a frase a que a Associação de Apoio à Vitima (APAV) deu ênfase no dia 25 de Novembro, alusivo ao Dia Internacional Contra a Violência contra as Mulheres. Na verdade, a Associação de Apoio à Vitima registou, em 2012, 20311 crimes, o que equivale a mais 10% face ao ano de 2011, que na maioria dos casos são de violência doméstica. O sexo feminino é o mais susceptível de ser alvo de violência doméstica, apesar de o sexo masculino também ter registos desse crime, apresentando aproximadamente 15,5% de vítimas, segundo os números oficiais da Direção Geral da Administração Interna, o que significa uma grave violação dos direitos humanos por parte de ambos os sexos. Não há um perfil típico do agressor, pois a violência doméstica é transversal a todas as classes sociais, religiões ou etnias, sem ter uma idade específica mas, de acordo com a APAV, grande parte dos agressores é casada, tem entre os 25 e os 45 anos, com baixa auto-estima e normalmente pratica o crime sob o efeito de álcool ou de outras substâncias ilícitas. A vítima, por si só, tem geralmente uma baixa auto-estima, ‘cega’ pelo sentimento de medo e de perda que sente pelo companheiro e com uma fraca personalidade. Os tipos de violência a que a vítima pode estar sujeita são a violência física (a mais comum) ou a violência psicológica, o que afeta também os que com esse casal coabitam, nomeadamente as crianças e idosos. O ditado popular ‘Entre marido e mulher não se mete a colher’ está totalmente desactualizado quando o assunto é a violência doméstica, pois esta é considerada um crime público e, por isso, as populações devem denunciar esta grande cobardia e acolher os violentados.

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A minha camisola nova Ricardo Sequeira 11.º A O ritmo frenético volta a fazer parte da rotina. O primeiro dia de aulas, por mais temido que seja, é sempre ansiado por qualquer um de nós, jovens estudantes. – Ora bolas! Estou atrasado … – dirijo-me a mim próprio num tom de culpa e meio desesperado, como se alguém vindo do nada me pudesse ajudar a atrasar o mundo cinco minutos, só cinco miseráveis minutos. Não há tempo a perder, corto de forma desajeitada a etiqueta da minha camisola nova, uma das prendas que o pai natal jamais poderia esquecer. De seguida, o pequenoalmoço é tomado, ou melhor quase tomado, pois sem aviso surge o imponente vulto do autocarro. Não há tempo para mais… agarrar no saco e sair a correr! Como é hábito quando chego à sala de convívio, cumprimento todos os meus colegas, os mesmos colegas que já não via desde o fim das tão apressadas férias. Entretanto chega o Miguel, que não se acelera a saudar-me de modo hipócrita, esboça um sorriso forçado e com voz baixa por fim fala: – Bom dia. Com a mesma dedicação retribuo a saudação que ele a mim dirigiu, até que... algo lhe prende o olhar. Foca-se na ‘marca’ da minha tão cool camisola nova, quase se atreve a perguntar algo, no entanto é brutalmente atalhado. Alguém me chama e, mesmo desconfiado, eu abalo apressadamente. Claro que este episódio me deixou a refletir durante todo o dia! Apenas posso concluir que as pessoas não se enganam quando afirmam que a sociedade contemporânea está rotulada, corrompida e extremamente debruçada sobre a vida alheia. Isto já não vos aconteceu? Não é a camisola que vai definir o que eu sou ou o que posso vir a ser, muito menos o carro, a casa ou o supérfluo telemóvel. Abramos os nossos horizontes e, por favor, dediquem-se ao discurso, não à etiqueta!

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“Escritura de una carta a los Reyes Magos” No passado mês de dezembro os alunos do 9.º C, incentivados pela sua professora de espanhol, Fátima Fraga, participaram no quarto concurso “Escritura de una carta a los Reyes Magos”, tendo o aluno José Lopes, número dezasseis, ficado com o primeiro prémio dentro da sua categoria (9.º Ano), pelo que está de parabéns! Participaram no concurso alunos de espanhol do 3.º ciclo e secundário das escolas do distrito, nomeadamente, da Escola Fernão de Magalhães de Chaves, do Agrupamento de Escolas de Vila Pouca de Aguiar, do Agrupamento de Escolas Dr. João de Araújo Correia de Peso da Régua, do Agrupamento de Escolas Morgado de Mateus, do Agrupamento Diogo Cão e da Escola Secundária de S. Pedro de Vila Real, com a finalidade de levar a cabo os seguintes objetivos: divulgar aspetos civilizacionais e culturais espanhóis; ativar o conhecimento da língua e da cultura espanhola; fomentar e consolidar hábitos de escrita; promover a criatividade e a imaginação. Transcrevem-se as cartas premiadas:

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7.º Ano Queridos Reyes Magos: Este ano me porté muy bien, por eso quería pediros estos regalos muy especiales: La película real: “La paz en el mundo”. Un juego para la PSP: “El fin de la guerra entre las naciones en 3D”. Los libros: “Se acaba la pobreza en el mundo” y “Un joven rico ayuda a un joven pobre a tener una cena de Navidad en paz”. Herramientas para que toda la gente del mundo tenga una cena de Navidad muy feliz. Un par de pantuflas: “El héroe de la navidad”. La colección de los libros: “La mejor y más perfecta Navidad de siempre en el todo el mundo”. El dvd: “Todo para el fin de la desigualdad”. Una cajita llena de turrones de felicidad y de alegría para todos. Un bombón relleno de salud para toda la gente. Me despido mandando un millón de besos y unas felices fiestas de Navidad. Juanjo Maria João Sousa, N.º 22, 7.º E, Escola de S. Pedro de Vila Real

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8.º Ano Chaves, 20 de diciembre de 2013 “La Estrella” Queridos Reyes Magos, Yo no soy persona de pedir mucho y no suelo pedir nada. Pero, este año, por primera vez, os voy a pedir algo. Es que tengo una hermana con ocho años que es muy mona y divertida. Siempre sonríe mismo en días tristes. Es su sonrisa que me anima a seguir mis sueños. Pero, hace una semana, mi hermana se fue al hospital y los médicos le dijeron que tiene leucemia. Tuvo que quedarse allí. No os voy a pedir que la curéis, para eso están los médicos. Lo único que os voy a pedir es una cosa muy sencilla. Mi hermana ya no sonríe cuando voy a visitarle. Ella quería volver a casa para poder poner la estrella en la cumbre del árbol de navidad, pero los médicos le han dicho que no puede. Así, os pido que le llevéis un árbol y que le ayudéis a poner la estrella, esa estrella de Belén que trae toda la esperanza del mundo. Por favor, devolvedle su sonrisa. Con cariño, Leonor Sofia Bermudez Vogensen, N.º 22, 8.º D, Escola Fernão de Magalhães de Chaves

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9. º Ano Martes, 10 de diciembre de 2013 Queridos Reyes magos, Sé que en esta altura debéis estar preocupados con todos los deseos de juguetes, ropas de marca y todas esas cosas materiales, pero me gustaría pedir algunos deseos que, en mi opinión, serían más importantes. Debo admitir que me molesta un poco en esta época del año ver todos los deseos consumistas y egoístas de algunos niños pero yo creo en las segundas oportunidades y por eso os escribo para pedir que en 2014 se hagan algunos cambios. No creo en milagros pero tengo fe que se pueden cambiar las actitudes Este año mi más sincero deseo es que como la estrella iluminó Melchor, Gaspar y Baltasar también ilumine las mentes de los seres humanos para que estos miren alrededor y se den cuenta que deben acabar con el egoísmo, la indiferencia, la crueldad, la envidia, la hipocresía, los prejuicios y así empiecen a vivir en un mundo de amor sin conflictos. Sé que este año os pido algo casi imposible pero como Nelson Mandela diría: “Lo imposible es sólo una opinión”. Atentamente, José Lopes José Lopes Coutinho, N.º 16, 9.º C, Escola Secundária João de Araújo Correia, Régua

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10.º Ano Chaves, 12 de diciembre de 2013 “Coraje” Queridos Reyes Magos, Creo que todas las cartas para los reyes magos empiezan de la misma manera, hay siempre una cierta monotonía en todas ellas, todas tienen deseos de paz en el mundo pero pensemos un poco... ¿De verdad hay personas que creen que para la paz mundial basta escribir una carta y todo queda arreglado? ¡No! Primero creo que es importante pedir que la mentalidad de algunas personas cambie, que dejen de pensar solo en ellas propias, pero no soy yo que debo pedir eso pero las propias personas pues se dieron cuenta que no se gustan a ellas mismas. No se puede soñar mucho. Debemos empezar por pequeñas cosas, por ejemplo, pedir resoluciones para nosotros y después, cuando estemos bien con nosotros mismos, podemos empezar con los otros. Así que lo que yo quiero es coraje, porque lo que hace falta para soñar es coraje. Coraje para ayudar a los demás y para poder cambiar pequeñas cosas que podrán tener mucha importancia. Con coraje seguro conseguiremos cambiar el mundo. Besitos, Bea Ana Beatriz Ferreira da Costa, N.º 2, 10.º A, Escola Fernão de Magalhães de Chaves

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11.º Ano Chaves, 10 de diciembre de 2013 “Necesitamos buenos sentimientos” Queridos Reyes Magos, Este año os escribo no para os pedir regalos sino para que llevéis otras cosas. Lo que yo quiero, en realidad, es que la vida de las personas se vuelva un poco mejor porque estamos pasando por tiempos muy difíciles y muchas personas no tienen dinero ni siquiera para comer. Las personas no están siendo capaces de soportarse unas a las otras. Llevad el egoísmo, la indiferencia, la crueldad y la ignorancia de los adultos. Muchos de ellos no tienen conocimiento del daño que hacen cuando no respetan a las otras personas. O sea, la mayoría de los adultos solo piensan en ellos mismos y por eso hay mucha envidia y codicia. Solo quiero que llevéis todo esto y que traigáis dos cosas: salud y paz. El mundo está necesitando de eso para poder sobrevivir y continuar cuidando de la creación de Diós. Me despido con un abrazo, o mejor, tres. Juan Carlos José Pedro Alves da Costa, N.º12, 11.º D, Escola Fernão de Magalhães de Chaves

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