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nesta edição capa feliz 4º aniversário capa editorial 2 editorial informe cultural i congresso internacional da glmmg 3 destaques o plano mestre 3 quem inventou as lojas universitárias 5 os grandes iniciados um tratado sobre iniciações 8 ritos maçônicos o templo maçônico nos diversos ritos.10 trabalhos a maçonaria e o anglicanismo 11 a importância da cidade de york para a maçonaria 12 reflexões a inveja 15 boas dicas livro 15 lançamentos livros 16 editorial seja pois o motivo das tuas ações e dos teus pensamentos sempre o cumprimento do dever e faze as tuas obras sem procurares por recompensa sem te preocupares com teu sucesso ou insucesso com o teu ganho ou o teu prejuízo pessoal não caias porém em ociosidade e inação como acontece facilmente aos que perderam a ilusão de esperar uma recompensa das suas ações jhs a brimos este editorial comemorando 4 anos ininterruptos de publicação mensal de nossa revista chegamos a 48 edições em que pudemos partilhar ensinamentos conscientização e muita informação aprendemos mais enriquecemo-nos muito culturalmente e conseguimos com excelência reunir um seleto grupo de mais de 16.500 leitores que entendendo a sinceridade de nossos propósitos ajudaram-nos a fazer uma revista para tratar a cultura maçônica com a seriedade merecida festa de aniversário pede roupa nova portanto nossa revista tomou um banho de loja em sua formatação a fim de levar a riqueza de seu conteúdo com a leveza de uma bela apresentação afinal nessa festa que ganha o presente é você estamos conseguindo manter nosso propósito inicial estimular o estudo no seio das lojas despertar o interesse pela pesquisa pela investigação séria dos fatos valorizar o momento sublime do ¼ de hora de estudo engajar nossos leitores em fazer maçonaria de verdade em seu aspecto cultural observamos durante esse período um crescente surgimento de novos periódicos maçônicos por todo o brasil mas principalmente a qualidade deles uma demonstração do interesse do povo maçônico em conhecer nossa ordem em sua história doutrina e ensinamentos o interesse pelo estudo tem motivado cada vez mais fóruns encontros seminários e congressos maçônicos um dado muito positivo como uma reação no tocante à evasão de alguns irmãos desmotivados por não encontrarem propósitos e ensinamentos no cotidiano de suas lojas conscientes de que podemos contribuir positivamente para o engrandecimento de nossa ordem a revista arte real não abre mão de manter acesa a chama do entusiasmo de um eterno aprendiz que sedento pelo saber mantém-se aberto à reflexão sobre conceitos e opiniões alheias não discriminando suas origens quando lançamos uma nova edição a resposta do leitor tem sido imediata em forma de mensagens de apoio de sugestões de opiniões e de críticas as mais diversas servindo-nos como um verdadeiro sextante a nos orientar em nossos próximos passos em busca da excelência desse altruístico trabalho graças aos nossos prestimosos irmãos colaboradores temos conseguido manter um alto padrão com relação às matérias publicadas digase de passagem abordadas com muita propriedade por seus signatários sem falar de nossos parceiros culturais que se engajaram nessa empreitada e anunciaram suas empresas e serviços em nossa revista viabilizando a produção e a distribuição da mesma gratuitamente para nossos leitores revista arte real 48 2
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estamos à frente deste trabalho em nossa humilde condição de editor responsável pois entendemos ser uma missão confiada pelo gadu em prol de uma maçonaria melhor como podemos ver trata-se de um trabalho coletivo altruístico e feito com muito amor esse é o segredo do sucesso dedicação comprometimento firmeza de propósitos seriedade e respeito pelo leitor que possamos comemorar outros aniversários conforme a vontade do pai celestial e que os frutos desse trabalho se expressem em forma de uma ordem mais unida consciente de seus objetivos no eterno trabalho de tornar feliz a humanidade esta edição de aniversário traz o plano mestre um breve trabalho estimulando o estudo da cabalah ainda na coluna destaques a origem e a importância das lojas universitárias em matéria própria quem inventou as lojas universitárias na coluna os grandes iniciados a matéria um tratado sobre iniciações visando a nos conscientizar das responsabilidades ao optarmos pelo estreito caminho da iniciação o templo maçônico nos diversos ritos de autoria do irmão josé castellani elucida-nos quanto aos detalhes da ornamentação do templo em cada rito o que nos fará entender as invencionices e enxertos principalmente no rito escocês deixando-o cada vez mais longe de sua originalidade a coluna trabalhos nos convida a um estudo da maçonaria inglesa através das matérias a maçonaria e o anglicanismo e a importância da cidade de york extraída do site da grande loja do rio grande do sul e de autoria do meu querido irmão fernando paiva respectivamente finalizando a coluna reflexões apresenta a matéria a inveja o título dispensa comentários que possamos nos encontrar em outras tantas edições vindouras informe cultural i congresso internacional da glmmg gerais de 6 a 9 de abril de 2011 belo horizonte será a capital maçônica mundial com a presença de várias delegações de todo o brasil e do exterior como parte da programação será comemorado o 182º aniversário do supremo conselho do grau 33º do reaa da maçonaria para a república federativa do brasil maiores informações no site da glmmg http www.glmmg.org.br v em aí o i congresso internacional da grande loja maçônica de minas destaques o plano mestre n michael laitman ão é segredo nenhum que a cabalá não começou com medo de forças naturais o que nos impelia a cabalá relacionarmo-nos com a natureza como uma força superior a nós sendo íntimas com ela por um lado e temendoa por outro as pessoas aspiraram não a apenas aprender sobre seu mundo circundante mas o mais importante a determinar o que ou quem o governava essa atual propaganda modista de holywood ela na verdade esteve por aí há milhares de anos quando apareceu pela primeira vez as pessoas eram muito mais próximas à natureza do que são hoje elas sentiam uma intimidade com a natureza e nutriam um relacionamento com ela naqueles dias tinham poucas razões para separarem-se dela não eram tão autocentradas e alienadas do seu ambiente natural como somos hoje de fato naquele tempo a humanidade era uma parte inseparável da natureza e nutria sua intimidade com ela além do mais a humanidade não conhecia o suficiente sobre a mesma para sentir-se segura ao invés disso tínhamos revista arte real 48 3
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o termo cabalista vem da palavra hebraica kabbalah recepção a língua original da cabalá é o hebraico uma linguagem desenvolvida especialmente por e para cabalistas para ajudá-los a se comunicarem uns com os outros sobre assuntos espirituais muitos livros de cabalá foram escritos em outras línguas também mas os termos básicos são sempre em hebraico para um cabalista o termo criador não significa uma entidade distinta sobrenatural mas o próximo nível que um ser humano deve alcançar quando busca conhecimento superior a palavra hebraica para criador é boreh e contém duas palavras bo venha e re eh veja assim tal palavra é um convite pessoal para se experimentar o mundo espiritual naqueles dias antigos não podiam esconder-se dos elementos da natureza como fazem hoje não podiam evitar suas dificuldades como fazemos em nosso mundo feito pelo homem e o mais importante o temor da natureza e ao mesmo tempo a proximidade a ela impulsionaram muitos a procurarem e a descobrirem o plano dela para eles e simultaneamente para todos nós aqueles pioneiros na investigação da própria queriam saber se ela realmente tinha um objetivo e se tinha qual deveria ser o papel da humanidade nesse plano mestre aqueles indivíduos que receberam o mais elevado nível de conhecimento o do plano mestre são conhecidos como cabalistas um indivíduo singular entre esses pioneiros foi abraão quando descobriu o plano mestre não apenas o investigou em profundidade mas antes de tudo falou dele para os outros compreendeu que a única garantia contra o mistério e o medo era o fato de que as pessoas entendessem completamente o plano da natureza para elas e assim que compreendeu isso não economizou esforços ensinando quem quisesse aprender por essa razão abraão tornou-se o primeiro cabalista a iniciar uma dinastia de professores de cabalá os estudantes mais dignos se tornavam a próxima geração de professores que então passava o conhecimento para a próxima geração de estudantes os cabalistas se referem ao autor do plano mestre como o criador ao plano em si como o pensamento da criação em outras palavras e isso é importante quando os cabalistas falam sobre a natureza ou sobre as leis da natureza estão falando sobre o criador e vice-versa quando estão falando sobre o criador estão falando sobre a natureza e as leis dela estes termos são sinônimos o conhecimento que os primeiros cabalistas adquiriram fez mais do que ajudá-los a entender como as coisas trabalhavam por trás dos bastidores com ele puderam explicar através da cabalá fenômenos naturais que todos nós encontramos foi apenas natural então que se tornassem professores e que o conhecimento passado para nós virasse a base tanto para a ciência antiga quanto para a moderna talvez pensemos em cabalistas como pessoas isoladas escondidas em sombrias câmaras iluminadas por velas escrevendo palavras mágicas bem até o fim do século xx a cabalá foi de fato mantida secreta a aproximação clandestina em direção a ela evocou numerosos contos e lendas que circundavam sua natureza mesmo sendo a maioria desses contos falsos ainda iludem e confundem mesmo os mais rigorosos pensadores gottfried leibnitz um grande matemático e filósofo abertamente expressou seus pensamentos sobre como o sigilo afetou a cabalá porque os homens não tinham a chave certa para o segredo a sede por conhecimento foi finalmente reduzida a todas as sortes de trivialidades e superstições que trouxeram à frente um tipo de `cabalá vulgar com pouca coisa em comum com a verdadeira como também diversas fantasias sob o falso nome de mágica e isto é o que transborda nos livros mas a cabalá não foi sempre um segredo de fato os primeiros cabalistas eram bastante abertos com relação ao conhecimento deles e ao mesmo tempo muito envolvidos com suas sociedades frequentemente eram os líderes de suas nações de todos esses líderes o rei davi é provavelmente o melhor exemplo conhecido de grande cabalista e também um grande líder revista arte real 48 4
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o envolvimento dos cabalistas em suas sociedades ajudou os eruditos seus contemporâneos a desenvolverem as bases do que nós conhecemos agora como filosofia ocidental a qual depois se tornou a base da ciência moderna referente a isso eis aqui o que johannes reuchlin humanista erudito clássico e especialista em línguas e tradições antigas escreveu em seu livro de arte cabbalistica meu professor pitágoras o pai da filosofia obteve seu ensinamento dos cabalistas foi o primeiro a traduzir a palavra kabbalah desconhecida de seus contemporâneos para a palavra grega philosophia a cabalá não deixa vivermos nossas vidas no pó mas eleva nossa mente às alturas do conhecimento mas os filósofos não eram cabalistas por não estudarem a cabalá não podiam entender integralmente a profundidade do conhecimento cabalístico como resultado o conhecimento que deveria ser desenvolvido e tratado de forma bastante específica foi desenvolvido e tratado incorretamente quando tal conhecimento migrou para outras partes do mundo onde não existiam cabalistas no momento também tomou um rumo diferente assim a humanidade fez um desvio mesmo tendo a filosofia ocidental incorporado partes do conhecimento cabalístico ela acabou tomando uma direção completamente diferente a filosofia ocidental gerou ciências que investigaram nosso mundo material que percebemos com nossos cinco sentidos mas a cabalá é uma ciência que estuda o que acontece além do que os nossos sentidos percebem a mudança na ênfase conduziu a humanidade na direção oposta do conhecimento original que os cabalistas obtiveram a cabalá tornou-se oculta há cerca de 2.000 anos a razão foi simples não havia demanda por ela desde aquele tempo a humanidade se ocupou com o desenvolvimento de religiões monoteístas e depois da ciência ambas foram criadas para responder às questões mais fundamentais do homem qual é o nosso lugar no mundo no universo qual é o propósito de nossa existência em outras palavras por que nascemos mas hoje mais do que nunca muitas pessoas sentem que o que foi lapidado por 2.000 anos não vai mais ao encontro de suas necessidades as respostas providas pela religião e pela ciência não mais as satisfazem essas pessoas estão buscando em outra parte por respostas às mais básicas perguntas sobre o propósito da vida elas se voltam a ensinamentos orientais a previsões do futuro à mágica e ao misticismo e algumas se voltam à cabalá por ter sido a cabalá formulada para responder a essas questões fundamentais as respostas que ela provê são diretamente relacionadas a elas ao tornarmos a descobrir antigas respostas sobre o sentido da vida estamos literalmente emendando a ruptura que ocorreu quando nos afastamos da cabalá e aproximamo-nos da filosofia compilado do livro a cabala revelada o guia da pessoa comum para uma vida mais tranquila de autoria de michael laitman cuja leitura recomendamos quem inventou as lojas universitÁrias a o contrário do que imagina o senso comum as lojas universitárias não são novas nem uma invenção do grande oriente do brasil a maior obediência maçônica do mundo latino há muito existem em outros países inglaterra irlanda estados unidos canadá e austrália a primeira loja universitária devidamente constituída foi a university lodge nº 74 de londres no dia 14 de dezembro de 1730 por iniciativa dos maçons da loja urso do arado nº 63 que se reunia na taberna de mesmo nome dessa loja revista arte real 48 5
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universitária participou além de estudantes da universidade de oxford e cambrige um dos baluartes da moderna maçonaria jean théophile désaguliers 1683 1744 considerado o pai da maçonaria especulativa moderna a westminster and keystone lodge segunda do gênero fundada em 1722 tornou-se universitária em 1855 em 1873 assim como a university lodge nº 74 ela passou a reunir os estudantes de cambridge e oxford outro exemplo de maçom ilustre pertencente a uma loja ligada à área acadêmica agora nas artes literárias foi oscar wilde 1854 1900 um dos maiores escritores do século xix ingressou na loja universitária apollo a 23 de fevereiro de 1875 sendo menor de idade iniciaram-no com licença especial também as lojas universitárias de oxford e cambridge a apollo e a isaac newton respectivamente apresentavam licença automaticamente renovada a cada ano para iniciar candidatos abaixo de 21 anos segundo o irmão william carvalho historiador maçônico a loja universitária apollo era então como é ainda hoje uma loja prestigiosa na maçonaria inglesa a loja original alfred na universidade de oxford nº 455 fundada em 1769 abateu colunas em 1783 acordou em maio de 1818 e em dezembro constitui-se como loja apollo nº 711 um ano depois a palavra universitária agregou-se ao seu título a loja universitária apollo agora com o número 357 continuou a praticar seu ritual numa maneira tradicional e dentro de seu estilo histórico os ocupantes de cargos usam calças mais curtas à altura do joelho fraques gravata-borboleta branca meias de seda e sapatos rasos e leves como o fazem há mais de dois séculos um traje como se vê que deve ter causado uma forte impressão em wilde pelo seu senso estético e refinamento tanto assim que usava o traje em solenidades públicas profanas em 9 de janeiro de 1882 uma semana depois de sua chegada aos eua para sua série de palestras e conferências wilde já no palco pela primeira vez no famoso chickering hall na 5ª avenida com a rua 18 usava o seu traje maçônico da loja apollo todos absolutamente todos aguardavam ansiosos o discurso inteligente do dândi inglês já que a capacidade do teatro de 1247 lugares completamente lotado rivalizava com os lugares em pé inteiramente apinhados o coronel w f morse o empresário do tour de conferências introduziu wilde que caminhou lentamente em direção ao pódio usando o traje conspícuo de sua loja universitária calças pelo joelho meias de seda e sapatos baixos e rasos com fivelas brilhantes a audiência atônita não sabia como reagir alguns dos presentes pensavam que esse traje era uma vestimenta da corte inglesa e ninguém sabia que wilde usara esse traje pela última vez na reunião da loja apollo em oxford nos estados unidos existem entre outras as lojas havard e boston university ainda nos estados unidos das lojas ligadas a universidades muitas funcionam no próprio campus e outras são independentes existem aquelas que só admitem alunos ou ex-alunos de uma determinada universidade e outras que são abertas admitindo estudantes e não-estudantes muitas vezes professores outra característica é que algumas dessas oficinas têm apenas seis sessões ordinárias ao longo do ano algumas preferem iniciar os estudantes nos primeiros anos do curso para que sejam mestres quando se formarem algumas dessas lojas têm mais de 200 membros a denominação de loja universitária já existia no brasil desde 1975 com o surgimento da loja universitária nº 1928 de bragança paulista sp fundada a 20 de agosto daquele ano federada ao grande oriente do brasil depois surgiu a fraternidade acadêmica piratininga nº 2862 na cidade de são paulo fundada a 20 de abril de 1995 também federada ao gob idealizada pelo então grande secretário geral de relações maçônicas exteriores adjunto ao gob o eminente irmão rubens barbosa de mattos 1937 2003 grão-mestre honorário do grande oriente de são paulo que exerceu o cargo de grão-mestre estadual no período junho/1991 a junho/1995 essa loja é revista arte real 48 6
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seis no rito brasileiro três no rito adonhiramita uma no rito de york ou de emulação das 29 oficinas do tipo universitárias quinze trabalham no rito escocês antigo e aceito seis no rito francês ou moderno cinco no rito adonhiramita e três no rito brasileiro então em 2007 contávamos no gob com quarenta e uma lojas escocesas quatorze modernistas nove brasileiras oito adonhiramitas e uma inglesa ligadas à área acadêmica a rigor não existe maçonaria universitária o que existe são lojas maçônicas chamadas de acadêmicas e universitárias as leis que as regem são as mesmas regendo qualquer outra loja maçônica federada ao grande oriente do brasil o que não poderia ser diferente a única diferença é que essas agremiações privilegiam a iniciação de universitários de professores e demais candidatos ligados à área acadêmica reúnem-se em condições de hora local e frequência que buscam conciliar as atividades da ordem com as do estudante as lojas acadêmicas e as lojas universitárias propriamente ditas são muito semelhantes uma da outra a única diferença está no título distintivo que adotaram porque de resto funcionam com os mesmos objetivos e da mesma maneira como dissemos são lojas maçônicas iguais às outras oficinas federadas sendo uma loja maçônica igual a outra qualquer irmãos podem ser chamados para a fundação de uma oficina desse tipo sendo ligados à área acadêmica ou não e do mesmo modo os candidatos não terão que ser única e exclusivamente oriundos de instituições de ensino superior para compor os seus quadros matéria extraída do site da augusta e respeitável loja simbólica universitária filosofia e cultura nº 3814 http filosofiaecultura.blogspot.com federada ao gob e jurisdicionada ao goeg oriente de anápolis considerada no meio maçônico a primeira loja genuinamente universitária a fraternidade acadêmica piratininga é patrocinada pela histórica loja piratininga a fidelíssima nº 140 fundada a 28 de agosto de 1850 a iniciativa para se fundar esse tipo de loja primeiramente foi do grande oriente do brasil que contava em 2004 com 53 lojas ligadas à área acadêmica segundo as fontes da guarda dos selos do gob na época 35 fraternidades acadêmicas e 18 lojas universitárias das lojas do tipo fraternidades acadêmicas vinte e três trabalhavam no rito escocês antigo e aceito sete no rito francês ou moderno três no rito adonhiramita e duas no rito brasileiro das lojas do tipo universitárias oito trabalhavam no rito francês ou moderno seis no rito adonhiramita três no rito escocês antigo e aceito uma no rito brasileiro então em 2004 tínhamos no gob vinte e seis lojas escocesas quinze modernistas nove adonhiramitas e três brasileiras ligadas à área acadêmica atualmente 2007 segundo os dados da grande-secretaria geral da guarda dos selos do grande oriente do brasil existem 73 lojas maçônicas acadêmicas e universitárias federadas ao poder central assim distribuídas uma no acre uma no maranhão duas no distrito federal duas em goiás duas em pernambuco duas no rio de janeiro duas em rondônia três no espírito santo três no paraná cinco em santa catarina dezenove em minas gerais trinta e uma no estado de são paulo obtivemos então num período de três anos de 2004 a 2007 um aumento considerável de 20 lojas ligadas à área acadêmica no seio da obediência mãe da maçonaria brasileira do total de 73 oficinas 44 são fraternidades acadêmicas e 29 lojas universitárias das 44 oficinas do tipo fraternidades acadêmicas vinte e seis trabalham no rito escocês antigo e aceito oito no rito francês ou moderno revista arte real 48 7
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os grandes iniciados um tratado sobre iniciaÇÕes ausonia klein que há uma alquimia espiritual e uma transmutação física e o conhecimento de ambos nos é comunicado nas iniciações para os neoplatônicos é a união da parte com o todo a harmonização é uma das chaves para que ocorra o equilíbrio físico mental e espiritual necessário ao iniciante as energias que se apresentam em todas as iniciações manifestam-se sempre conforme relatos dos iniciados como chispas luminosas luzes encantadas símbolos dançantes multicoloridos que são vistos ouvidos ou sentidos segundo alguns ocultistas as primeiras iniciações começaram com rama há 4 ou 5 mil anos a.c sacerdote da antiga cítia na Ásia foi um rei espiritual do planeta terra o inspirador da paz e o primeiro legislador a interligar a vida humana ao ciclo das estações do zodíaco para edouard schure foi quem primeiro fixou os signos do zodíaco dessa forma legou-nos as doze primeiras grandes iniciações os doze passos do zodíaco que o ser humano tem que percorrer passo a passo para melhor dominar seus instintos emoções purificar pensamentos palavras e ações conscientizar-se da ilusão da separatividade para exercer a regra máxima da purificação do iniciante a primeira pedra do templo da sabedoria o silêncio os mistérios de samotrácia seguem os seguintes passos a purificação a recepção a revelação a amizade e a comunicação com deus a iniciação egípcia tem por maior passo a pergunta feita ao adepto antes de ser admitido nos mistérios conheceis quem sois ser humano em sua evolução ampliou em mênfis no egito os passos do iniciante são os das 7 virtudes morais na iniciação à esfinge um dos sagrados passos é o da revelação do único e verdadeiro atributo humano ser a iniciação ao pentágono consiste na reforma ou sublimação interior do homem pelas lutas interiores a iniciação de cagliostro se dirige ao espírito à energia à abnegação à confiança no futuro à glorificação de deus em si a iniciação maçônica sabedoria-ciência das coisas em seu rito francês assinala que quem deseje realizar os mistérios terá que viajar só sem temor purificado pelo fogo água e ar por ter vencido o medo e a morte e preparado sua alma para receber a luz terá direito de sair do seio da terra e ser admitido na revelação dos grandes mistérios das iniciações realizadas no antigo egito grécia roma podemos lembrar algumas que ainda hoje são realizadas em locais sagrados os sete atributos da lira de apolo os sete oceanos os mistérios de elêusis de samotrácia Órficos de ceres de baco a sagrada iniciação dos trinta e dois caminhos do sepher jetzirah o livro sagrado da sabedoria secreta os vinte e dois caminhos o sua sensibilidade em relação aos segredos da natureza alguns se destacaram pelo grau de conhecimento conseguido através dessa percepção passando a transmiti-los a todos que manifestavam interesse em adquiri-los sem discriminação assim os conhecimentos adquiridos por alguns foram utilizados de forma extremamente egoísta e em benefício próprio usando a sabedoria recebida para tirar vantagens físicas e materiais o conhecimento gera o poder o conhecimento absoluto o poder absoluto por essas razões os mestres limitaram os conhecimentos a serem proporcionados às pessoas em geral o acesso aos mistérios tornou-se uma prática que deu início às chamadas iniciações as iniciações como nos ensina helena blavatsky são cerimônias de mistérios mantidas ocultas dos profanos e dos nãoiniciados para platão são a conquista progressiva dos estados de consciência no livro de job lemos revista arte real 48 8
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secretos das letras do sagrado alfabeto hebreu as de Ísis osíris hórus e as do sagrado sol central que desde a época do continente mu são em número de quatro a do sol central ou sol perfeito a do sol poder da suprema inteligência a do sol visível a do mistério do espírito e da palavra a sagrada iniciação budista nos declara em um dos seus mistérios sendo um se torne múltiplo sendo múltiplo volte a ser único pode aparecer e desaparecer sem encontrar resistência passar através das paredes montanhas como se fosse ar se fundir com a terra e emergir dela como se fosse água caminhar sobre a água sem que ela se abra como se fosse terra atravessar os ares tocar com suas mãos o sol e a lua astros poderosos e maravilhosos e com seu corpo chegar até o mundo de brahma outras iniciações como a yoga hindu da revelação os mantras védicos os upanishads iluminam a mente para a verdade brahmânica do homem e de deus dos deuses e dos mantras o conhecimento divino das forças supremas de luz agni indra soma o mito de angiras entre tantos levam-nos a uma prosternação e como nos diz sri aurobindo a verdade a retidão a imensidade dos vedas nos conduzem à plenitude e à imortalidade iniciar de acordo com e alfonso fundador da escola de iniciação filosófica é realizar no ser humano a transmutação da consciência humana em divina e todas as iniciações indianas nos conduzem a essa transmutação não podemos deixar de mencionar a sagrada iniciação do shri chakra contido no texto do bhavana upanishad que nos conduz ao nosso próprio centro e a obter os dons divinos da generosidade da vontade da consciência cósmica entre tantos outros fornecidos pelos mestres rishis sadus e yogas etc as iniciações reikianas redescobertas pelo dr mikao usui no século passado formas tão puras e simples de sutil canalização energética são realizadas pelos mestres através do dom divino da energia do amor transformando religando purificando transmutando energeticamente o ser humano desenvolvem em cada um a sua própria mestria concedem uma maior consciência e capacidade para que nos possamos assumir integralmente alinhando mente corpo e espírito aos princípios constitutivos do homem nos torna uno com o universo e assim como um canal energético auxiliamos cada ser a tomar para si a cura de que necessita dr mikao usui a obtenção do conhecimento do eu deus do amor ao eu superior ao deus em nós nos torna harmoniosamente sintonizados com o universo-amorunicidade-deus graças à iniciação em reiki em todos os processos iniciáticos uma verdade é comum a todos a religação com o uno com o amor com a conscientização de que devemos realizar em nós o divino mantermos sempre em permanente estado de vigília todos os nossos centros gurdijeff faz parte dos caminhos iniciáticos dos adeptos a reverberação contínua do eu sou a sagrada atenção o silêncio são os mistérios maiores da unicidade divina contida nas iniciações todos os passos mistérios terão que ser percorridos dentro de nós para que possamos ser iniciados não chegaremos ao caminho se não nos convertermos no caminho lembrarmos sempre que todos os grandes iniciados jesus buddha lao-tsé orfeu krishna moisés hermés e tantos mais realizaram o divino no humano eles são as verdadeiras encarnações do verbo os mediadores da consciência cósmica universal pois transcenderam todos os estados de consciência para realizarem a vontade divina do sagrado Único o amor revista arte real 48 9
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ritos maçônicos josé castellani lado no retângulo do oriente acima do altar vê-se o delta radiante com o nome hebraico de deus ou a figura de um olho no centro o qual será ladeado pelas duas grandes luminárias terrestres o sol no lado correspondente ao orador e a lua no correspondente ao secretário a mesa do 1º vigilante fica no ocidente e a do 2º no sul ou meio-dia a estrela flamejante de cinco pontas estará na parede sul ou pendente do teto sobre o lugar do 2º vigilante no meio-dia já no rito moderno ou francês as duas colunas vestibulares são da ordem coríntia sendo b à direita da entrada e j à esquerda tendo sobre o capitel romãs entreabertas as mesas das três dignidades ficam em posição elevada sobre pelo menos um degrau o oriente fica em posição elevada separado do restante do templo por um gradil há a corda de 81 nós abrindo-se em borlas em ambos os lados da porta de entrada o teto pode ser estrelado ou não existindo apenas a necessidade da presença do sol e da lua além das nuances de cor que mostram a transição da noite para o dia das trevas para a luz no retângulo do oriente atrás da cadeira do venerável está o delta luminoso com um olho no centro não há pavimento quadriculado ou mosaico nem colunas zodiacais no ocidente perto da coluna j uma grande estrela flamejante de cinco pontas em cujo centro se encontra a letra g de geometria os lugares de ambos os vigilantes ficam no ocidente no rito schroeder o templo é todo construído em um só plano sem degraus ou partes mais elevadas não existe gradil de separação entre o oriente e o restante do templo a coluna b está à direita de quem entra enquanto a j fica à esquerda não se vê estrela flamejante nem colunas zodiacais na parede oriental atrás da cadeira do venerável encontrase um triângulo equilátero com a letra g no centro ou o conjunto de esquadro e compasso com a mesma letra o templo maçônico não é igual em todos os ritos embora alguns dos elementos decorativos sejam comuns a todos eles assim cada rito tem as suas particularidades no tocante à decoração embora nem sempre esta possa ser seguida à risca considerando que muitas vezes várias lojas ocupam o mesmo templo que geralmente é do rito dominante o escocês no caso do brasil sempre é interessante todavia que os obreiros conheçam essas particularidades quando visitam lojas de outros ritos para que não passem por desnecessários constrangimentos e possam melhor aquilatar as diferenças por isso são abordadas a seguir de maneira sintética as principais características dos templos e as diferenças entre os dos diversos ritos praticados no brasil e também em outras partes do mundo o rito brasileiro já começa a ser praticado em outras obediências sul-americanas no rito escocês as colunas vestibulares são egípcias desproporcionais com a representação estilizada de folhas de papiro e flores de lótus as duas plantas sagradas do antigo egito a coluna j está à direita da entrada e a b à esquerda o oriente fica em plano mais elevado separado do restante do templo por um gradil há o pavimento quadriculado ou mosaico ocupando todo o solo do mesmo existe a corda de 81 nós que deve ser de sisal de preferência e não moldada em gesso ela se abre em borlas em ambos os lados da porta de entrada o teto possui decoração estelar os signos zodiacais estarão representados no teto ou por meio das colunas zodiacais sobre as quais se encontram os pentáculos que representam o planeta e o elemento inerente a cada signo as colunas zodiacais são doze meias colunas jônicas ou pilastras que ocupam as paredes sul e norte seis de cada revista arte real 48 10
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não há pavimento quadriculado ou mosaico existe o tapete central aberto no início dos trabalhos e fechado ao final deles com os símbolos dos três graus a pb a pce a 47ª proposição de euclides referente aos triângulos retângulos em torno do tapete três colunas porta-velas jônica no ângulo nordeste dórica no ângulo noroeste e coríntia no centro da parte sul do tapete ou no ângulo sudoeste há somente um altar onde fica o venerável não existindo altar dos juramentos separado não há decoração estelar do teto no rito brasileiro a coluna b está à direita da entrada a j à esquerda sobre a b uma esfera celeste sobre a j uma terrestre o oriente é mais elevado e separado do restante do templo pelo gradil o altar dos compromissos fica à frente do altar no oriente no retângulo do oriente atrás do altar o delta luminoso com olho central rodeado pela lua lado norte pelo sol lado sul e por uma constelação o teto é estrelado e no centro da parte oriental o cruzeiro do sul veem-se a corda de 81 nós e o pavimento quadriculado junto ao venerável a estátua de minerva atenas dos gregos símbolo da sabedoria junto ao 1º vigilante a estátua de hércules héracles dos gregos símbolo da força e ao lado do 2º vigilante a estátua de vênus afrodite dos gregos símbolo da beleza cada uma dessas estátuas permanece respectivamente sobre as colunas jônica dórica e coríntia no rito de york a porta de entrada não é central mas sim colocada mais para a esquerda na parede ocidental a coluna j à direita da entrada b à esquerda não existe gradil de separação entre oriente e ocidente os três pedestais venerável 1º vigilante e 2º vigilante ficam sobre um só degrau nota-seo pavimento quadriculado com três pedestais ou colunas junto a ele na parte oriental ocidental e sul respectivamente no centro geométrico do templo uma grande letra g pendente do teto ou a blazing star estrela flamejante com a letra g no centro o pedestal do 1º vigilante está na linha longitudinal do templo de leste para oeste bem em frente ao do venerável o 2º vigilante como rito escocês e no schroeder estará no sul meio-dia sobre o altar e as mesas dos vigilantes ficam colunetas das ordens jônica dórica e coríntia respectivamente de acordo com o andamento da sessão as colunetas dos vigilantes são móveis com a sessão aberta a do 1º vigilante fica levantada a do 2º abaixada com a sessão encerrada ou suspensa ocorre o contrário tal prática tem sido imitada indevidamente por lojas do rito escocês trabalhos a maÇonaria e o anglicanismo e m 1485 ascendeu ao trono da inglaterra henrique vii iniciador da dinastia tudor a nova dinastia cujos principais representantes foram henrique viii 1509 a 1547 e elizabeth i 1558 a 1603 estabeleceu um regime monárquico absolutista a afirmação do absolutismo foi facilitada com a reforma religiosa o rompimento com roma se deu por ocasião da questão surgida em torno do divórcio entre henrique viii e catarina de aragão o soberano inglês desejando casar-se com ana bolena solicitou ao papa clemente vii a anulação do seu casamento com aquela que só lhe dera filhas a recusa do papa levou o monarca a proclamar o ato de supremacia em 1534 homologado pelo parlamento que colocou a religião da inglaterra sob a autoridade monárquica henrique viii passou a se interessar pelo movimento reformista religioso que se difundia na europa por ele nutrindo simpatia crescente revista arte real 48 11
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elizabeth i intensificou o apoio de seu antecessor ao protestantismo e com ela no trono a igreja anglicana implantou-se definitivamente com suas características um misto de crenças calvinistas apoiadas sobre a organização de parte do catolicismo conforme foi estabelecido no ato dos 39 artigos em 1563 impulsionada por esse sentimento religioso expansionista a monarquia tentou intervir na igreja presbiteriana da escócia para enfraquecer a seita a iniciativa fez eclodir uma guerra civil forçando o rei da inglaterra a reunir o parlamento para pedir recursos a oposição no parlamento resistiu ao pedido derrotando a concessão o rei mandou prender líderes oposicionistas que desencadearam um movimento revolucionário conhecido como revolução puritana a maioria no parlamento liderada por oliver cromwell pertencente ao puritanismo venceu e mandou aprisionar e decapitar o rei proclamou a república e designou cromwell para governar como lorde protetor com a morte de cromwell em 1658 abriu-se um período de crise institucional que conduziu à restauração da dinastia dos stuart carlos ii em 1660 e jaime ii em 1685 jaime ii pretendeu restabelecer a primazia da religião católica desprezando a preferência da maioria protestante foi facilmente vencido pela burguesia capitalista e pelos mercadores da cidade de londres na chamada revolução gloriosa de 1688 o parlamento saiu fortalecido todavia o povo não se sentiu vitorioso pois considerou-a um movimento aristocrático foi a época em que evoluíram liberalidades em resposta à rigidez do puritanismo e eclodiram as polêmicas religiosas emergiu o caos dos costumes os dogmas foram atacados e ridicularizados a religião sofre na inglaterra o seu maior período de retrocesso uma reação foi necessária para neutralizar o avanço da corrupção e da libertinagem surgiram a partir de 1700 numerosas sociedades para a reforma da conduta como foram intituladas na época com atuação firme e eficiente elas mobilizaram os setores mais conservadores do povo inglês e empenharam-se em reconduzi-lo ao sentimento de respeito pelos seus antigos princípios éticos e morais a maçonaria profissional denominada entre os maçons operativa se integrou no movimento depois de um período de progresso proporcionado pelas frentes de trabalho criadas pelo incêndio em londres em 1666 voltara a entrar em decadência também perdera grande parte do seu caráter original e se transformara em mera fraternidade de socorros mútuos adotando postura voltada para o culto a deus e à preservação de uma mensagem de moral natural de tolerância e de fraternidade as lojas das corporações de ofício procuraram meios para sobreviverem à crescente precariedade de sua situação funcional e financeira abriram suas portas para profissionais de áreas estranhas à construção os aceitos estas entidades se transformaram em cultos de incentivo à religiosidade e ao aprimoramento dos valores relativos à cidade as atividades das sociedades para a reforma da conduta constituídas predominantemente pela burguesia visaram principalmente às massas pois não se sentiam encorajadas a criticar os costumes da nobreza inglesa a maçonaria continuou sendo procurada por interessados provenientes de variados setores da sociedade britânica o processo transformou a maçonaria operativa em especulativa quando a maioria em cada loja foi formada por nobres intelectuais e representantes de outras atividades profissionais essa nova maçonaria foi incumbida de atuar junto às classes superiores visando a melhores resultados na campanha de aprimoramento da conduta social foi o período que antecedeu a fundação da grande loja em londres com base nos preceitos do anglicanismo e do simbolismo influenciado-os pelo iluminismo cientificista extraída do site http www.glojars.org.br revista arte real 48 12
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a importÂncia da cidade de york para a maÇonaria a importância da cidade de york para a maçonaria pode ser facilmente constatada vejamos antiguidade da maçonaria em york determinar com exatidão quando e onde nasceu a maçonaria é tarefa muito difícil sendo alvo de intensas e apaixonadas discussões alguns autores tendem a puxar as origens de nossa ordem para tempos remotos antigo egito e outras épocas anteriores a cristo todavia não podemos negar que a maçonaria como ela é atualmente surgiu em 1717 na inglaterra contudo existem evidências da existência de lojas maçônicas funcionado em londres e york anteriores ao famoso ano de 1717 acredita-se por exemplo que por volta de 1690 existia pelo menos uma loja em york e sete em londres sabe-se com certeza oliynik 1997 que em 1705 existiam quatro lojas em londres uma em york e outra em scarbouough sabe-se também da existência de outras lojas operativas em york entre os anos de 1690 e 1700 sem nenhum rito e sem formalismo alguns autores conforme veremos a seguir afirmam que a maçonaria já existia em york no ano de 926 quando o príncipe edwin convocou para ter lugar em york uma reunião de todos os maçons da europa tal fato é muito discutido não sendo confirmando por autores importantes uma lenda como o próprio nome está dizendo não tem obrigação de ser verdade uma lenda é uma lenda e não um fato apesar de a lenda de york aparecer com certa frequência na literatura mesmo na do século xix o fato que ela narra não pode ser comprovado diferentes autores alguns muito bem conceituados versam a respeito da lenda como exemplo citamos autor obra e ano j g findel história da franco-maçonaria 1861 a grande história da franco-maçonaria gould-história concisa 1836 1915 albert g mackey a história da franco-maçonaria 1807 1903 w j hughan história da franco-maçonaria em york f a woodford conexão de york franco-maçonaria na inglaterra de acordo com a lenda em 926 a c em york durante o domínio do rei athelstan ocorreu o primeiro congresso maçônico convocado pelo príncipe edwin durante esse encontro edwin teria sido eleito chefe da ordem e os maçons dele receberam diplomas certificados e patentes a lenda é rica em detalhes de acordo com a mesma em 926 fernando paiva em quase todas as cidades da inglaterra existiam lojas maçônicas mesmo com a uniformidade entre as leis e princípios elas mantinham pouco contato entre si o rei athelstan arquiteto educado pelos sacerdotesarquitetos antes de ser elevado ao trono fez educar nessa arte o segundo de seus filhos o príncipe edwin para nomeálo depois chefe ou grão-mestre da confraria o príncipe edwin desejoso de reconduzir a confraria de acordo com as antigas leis e costumes a reconquistar o seu lugar isso em 926 quando ocorreu a famosa reunião de todos da europa convocou todos os maçons de seu reino para uma reunião em york solicitando que trouxessem todos os documentos sobre a sociedade salvos da destruição oliynik 1997 ainda durante a reunião teria sido escrita a carta de york ou constituição de york um dos documentos mais antigos da maçonaria no qual as primeiras constituições foram baseadas os historiadores negam tal evento por um motivo simples não conseguem comprovar a existência do príncipe edwin na época citada acredita-se que exista uma confusão com edwin rei na northumbria que viveu de 568 a 623 ou seja 300 anos antes de acordo com a lenda de york esse documento foi elaborado durante a referida reunião dos maçons em 926 segundo o irmão oliynik 1997 em 1807 a constituição teria sido traduzida do latim para o inglês e em 1808 do latim para o alemão pelo irmão schneider publicada pelo editor e irmão krause o documento também ficou conhecido como manuscrito de krause a constituição de york se compõe de três partes preâmbulo história da arte de construir no exterior e no interior da inglaterra estatutos particulares vinham depois as obrigações conforme texto abaixo york sempre foi famosa por abrigar guildas confrarias e associações operárias como sabemos essas estão intimamente relacionadas com a origem da maçonaria moderna uma guilda pode ser definida como sendo uma revista arte real 48 13
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associação de caráter solene ou um grupo de pessoas que se reúne com um determinado fim comum são estabelecidas confrarias ligadas por algum tipo de juramento expressando a vinculação entre si por meio de formas rituais de comer e beber na coleção história da vida privada organizada por paul veyne as guildas são assim tratadas tendo por base documentos do clero medieval mais bem conhecidas são essas comunidades que o clero denuncia sob o nome de conjurações e outros chamam de guildas homens de toda a espécie camponeses artesãos e sobretudo comerciantes juram uns aos outros de igual para igual manter-se juntos custasse o que custasse tais juramentos ocorriam em 26 de dezembro dia do festim do deus pagão jul quando podiam aliar-se com os espíritos dos mortos e com os demônios que subiam à superfície os futuros confrades preparavam então gigantescos banquetes onde todos se empanturravam até vomitar e bebiam até alcançar o estado no qual mediante perturbação de todos os sentidos podiam entrar em comunhão com as forças sobrenaturais todavia de acordo com o mesmo autor as guildas eram verdadeiras organizações de autodefesa executando papel fundamental na luta contra piratas e invasores como os vikings o nome guilda deriva do inglês arcaico geld pagamento jóia que cada confrade tinha de depositar para entrar na organização sendo esse pagamento uma constante em todas as guildas as guildas mais antigas eram provavelmente festins sacrificiais pagãos sendo posteriormente a carne e o sangue de uma vítima substituídos pela cerveja e pela comida de um banquete com o tempo surgiram guildas com diferentes propósitos as guildas clericais surgiram precocemente e com diferentes finalidades talvez a finalidade mais importante de uma guilda clerical fosse a construção de igrejas existiam ainda as guildas mercantis que apareceram com a intensificação da vida urbana e consequentemente das relações comerciais outro tipo de guilda são aquelas que desempenharam papel importante nos assuntos cívicos existiam também as guildas urbanas relacionadas com as artes e ofícios o sistema corporativo das guildas entrou em declínio no século xvi devido a uma série de fatores dentre eles mudanças nas condições de trabalho e mudanças nas rotas comerciais nessa mesma época deu-se início à maçonaria especulativa ressaltamos ainda que não podemos confundir as guildas com as associações operárias geralmente possuindo 3 graus aprendiz companheiro e mestre e também surgindo a partir do século xvi a grande loja de york e o conflito entre os antigos e os modernos o rito emulação apesar de alguns autores afirmarem diferente por exemplo o irmão astaphai afirma que o presente rito foi inventado na escócia em 1777 pelos jesuítas o irmão oliynik 1997 afirma que o rito de emulação surgiu a partir da lenda de york nasceu a partir da fusão entre a grande loja de londres e os antigos maçons de york sua criação pode ser assim entendida no século xviii a maçonaria na inglaterra enfrentava sérios problemas internos estando em franca decadência esses problemas se originaram porque a grande loja de londres constituída originalmente por quatro oficinas teve influência muito limitada as outras lojas existentes na inglaterra continuavam a respeitar as antigas obrigações e o princípio das lojas livres isto é não se agrupavam em nenhuma organização obediência irmão naudon 1968 o centro da resistência era a velha loja de york surgiu então o movimento dos antigos maçons que criaram para brigar em condições semelhantes a mui antiga e ilustre sociedade dos maçons livres e aceitos ou a grande loja dos maçons francos e aceitos posteriormente transformada na grande loja de york a qual se opunha à grande loja de londres a grande loja de londres se autodenominava de grande loja da inglaterra por sua vez a grande loja de york se denominou de a grande loja de toda a inglaterra os maçons da grande loja de york eram conhecidos por antigos os pertencentes à grande loja da inglaterra eram chamados de modernos os principais pontos de discórdia eram omissão das preces transposição dos modos de reconhecimento no 1° e 2° graus descristianização do ritual provocado pelas constituições de anderson ignorância e negligência dos dias santos realização de posses e de festas em dias que não eram os de são joão omissão da preparação do candidato segundo os costumes abreviação no ritual negligência das instruções inerentes a cada grau cessação da leitura dos antigos deveres nas iniciações eliminação da espada na cerimônia de iniciação desuso da cerimônia de instalação de venerável afastamento do antigo método de arrumar a loja ignorar os diáconos essa situação durou quase sessenta anos até 1813 foi quando o duque de dussex tornou-se grão-mestre dos modernos e seu irmão de sangue o duque de kent grãomestre dos antigos nessa época as duas grandes lojas cuja rivalidade perdera o objetivo doutrinário reconciliaram-se e fundiram-se em 27 de dezembro de 1813 realizou-se um ato solene de reunião das duas grandes lojas esse ato ratificou um acordo prévio firmado em 25 de novembro de 1813 a nova potência passou a se chamar de grande loja unida da inglaterra ou grande loja unida dos antigos franco-maçons da inglaterra em 1815 foram publicadas as constituições da nova potência a grande loja unida da inglaterra decidiu também trabalhar no rito dos antigos que haviam adquirido o hábito de chamar-se de maçons de york donde surgiu o nome errôneo de rito de york buscava-se com isso a harmonização dos rituais posto que até então ainda existiam diferenças locais ocasionando variações de ritos rito de logic bristol west end etc surgiu então o ritual de emulação revista arte real 48 14
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reflexões a inveja t autor ignorado em sua existência na face da terra desde que o homem ser racional passou a habitá-la basta ver relatos inseridos nas escrituras sagradas a partir do livro gênese ela impregna as pessoas e os indivíduos embebidos pela inveja se preocupam negativamente com o sucesso de alguém que não causou nenhum mal a eles e a terceiros a ponto de o invejoso exteriorizar o seu descontentamento ela a inveja exala além dos poros de forma gratuita sem controle de quem a possui a demonstração na maioria das vezes é clara a pessoa não se contém tem necessidade de soltar a língua ou produzir ações nefastas isso é próprio do invejoso os estudiosos a definem como a aversão de um indivíduo ao que o outro tem e ele não mas nada faz para ter ou quer possuir dons e até mesmo ser exatamente como o outro É um misto de desgosto e ódio pela alegria ou prosperidade de outrem um desejo excessivo doentio esses seres não medem os esforços despendidos por alguém para alcançar o sucesso e depois para manter-se no topo que nem sempre é perene cada caso é um caso e a conquista da vitória exige sacrifícios isto é não surge da noite para o dia muitos tentam mas nem todos conseguem o que não impede de tentar quantas vezes for possível e quase sempre depende tão somente do indivíduo aliás aí está um fator marcante vencedores são aqueles que nunca desistem que também pode ser motivo de admiração positiva ou desagrado mas aqueles que ficam sem graça com o desempenho do próximo numa atividade seja ela qual for sem motivo justificável somente por acharem que o destaque foi ou é desmerecido coitados são muito pequenos dizem que inveja de homem é pior do que ferida aberta coisa de louco e isso acontece a todo instante É triste e maléfica a vida de um sujeito que cultua a inveja porque a paz de espírito dá saúde ao corpo mas a inveja destrói como câncer ou a saúde do coração é a vida da carne a inveja a podridão dos ossos pv 14:30 o mundo dita regras e vejamos a inveja é diretamente proporcional ao sucesso isto é quanto mais uma pessoa tem realce positivo em determinado segmento da sociedade em face do grau de inteligência talento e conduta sofrerá mais inveja o que comprova o seu valor perante o meio em que atua ou na comunidade em que está presente no dia-a-dia o único lugar em que o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário no mais sem sacrifícios é difícil contudo há os que chegam às alturas em decorrência de herança polpuda e rendosa com benefícios de duração até por exemplo a quarta geração ou mediante premiação da loteria sorte é para quem tem e pronto ou por meios escusos são exceções da regra os invejosos naturalmente deixam a descoberto a retaguarda porque se preocupam em demasia com os outros e esquecem de realizar suas tarefas com brio fazendo-as de qualquer jeito carecem de ajuda são dignos de dó o contagiado pela inveja necessita de apoio de cuidados de profissionais da saúde ou seja de psicólogos ou de psiquiatras não é brincadeira não a inveja mata É claro que estamos nos referindo à inveja nociva a inveja também pode ser em virtude da falta de capacidade de quem a pratica pensem nisso boas dicas i ndicamos como livro de cabeceira convite aos mistérios maçônicos uma insólita viagem ao símbolo perdido de livro autoria do irmão moacir josé outeiro pinto editado pela kcm editora saiba mais informações sobre o livro e como adquirilo em promoção especial para os leitores de nossa revista acessando o site abaixo http www.mjouteiropinto.com.br/site/livro.html revista arte real 48 15
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