Revista Barbante - Ano III - Nº 05 - 22 de maio de 2014 - Edição especial de aniversário

 

Embed or link this publication

Description

cultura, literatura, educação, ciências e tecnologia

Popular Pages


p. 1

revista ANO III - Nº 05 - 22 DE MAIO DE 2014 - EDIÇÃO ESPECIAL ISSN 2238-1414 O ser poesia Edição de aniversário

[close]

p. 2

Editorial A revista Barbante completou aniversário no dia 15 de março de 2014, dois anos de nascimento, dois anos encantando o público leitor com o cheiro da literatura dos nossos poetas, pesquisadores e escritores de todos os lugares do mundo, do Brasil e do estado do Rio Grande do Norte às nossas páginas. Cheiro de tapioca, chimarrão, maniçoba, vatapá, feijoada e tantos outros. Sempre digo que sozinhos, eu, Christina Ramalho e o conselho editorial não fazemos a Barbante, mas vocês que nos enviam carinhosamente trabalhos para serem publicados. São dois anos de muita luta, dificuldades, obstáculos e força de vontade para continuar, porque nunca devemos esquecer dos nossos sonhos, afinal são eles que purificam o sangue de artistas desassossegados que corre em nossas veias. Somente agora decidimos publicar a edição de aniversário da Barbante, mês de maio, dois meses depois da primeira edição quando descobrimos que era possível seguir em frente, que recebemos as amáveis respostas do nosso público leitor. Nesta edição, homenageamos a poesia por constituir o ser da Barbante ao longo desses anos, transformando-se em totalidade, alteridade e exterioridade. Ser, colocar-se no lugar do outro, proximidade do outro, eis o que nos explica o filósofo Enrique Dussel, e assim luta a Barbante por um mundo mais humano e melhor. Agradeço, emocionada, todo o carinho que a Barbante sempre recebeu do nosso público leitor, sendo acolhida e abraçada por todos com respeito e admiração. Feliz aniversário para todos nos! Boa leitura, Rosângela Trajano Editora. REVISTA BARBANTE - 1

[close]

p. 3

BEIJA-FLOR-DE-GRAVATA-VERMELHA – GABI PELOSI Adonias Ivo de Sousa Andréia Cristyane REVISTA BARBANTE - 2

[close]

p. 4

Faces E na despedida Ela despiu-se No ar Palavras frias divagavam Devagar ela saiu E sumiu no fim do caminho E surgiu uma nova face A outra face No mesmo caminho Sem vestes santificadas Ela cantou, cantou... Não chores! Sorriu com olhar sombrio E abriu suas abas de serpente. Adonias Ivo de Sousa REVISTA BARBANTE - 3

[close]

p. 5

Mundo Em você está meu mundo Onde posso deleitar Num ninho quente De grades e correntes Desejo que me aprisiona E me confina Num ninho ardente De grades e correntes Em você está meu mundo Onde a liberdade De minhas asas Ruflam silenciosamente Pouso em seus desejos Viajo nas lembranças E aconteço nos sonhos Me faço e me desfaço Na embriaguez do prazer Que me toma Em você está meu mundo Onde o medo me expulsa E o desejo me culpa Eu me expulso do meu mundo Não posso ficar Nunca serei sua vida E pra sempre serei Sua saudade. Adonias Ivo de Sousa REVISTA BARBANTE - 4

[close]

p. 6

A cutia Eu vi uma cutia Na casa da vovó Maria Não sei o que ela tinha Mas quando ela via Vovó Maria Ela corria Eu também corria Mas já não via Mais a cutia Que logo que corria Se escondia Um dia descobri porque a cutia corria Vovó Maria queria que ela fosse o prato do dia Coitada da cutia! Andréia Cristyane REVISTA BARBANTE - 5

[close]

p. 7

A minhoca Loloca ... procurando uma toca uma oca uma loca Loloca não quer aparecer Ela quer mesmo é se esconder, se chamar, ela não vai responder... Loloca sai bem de fininho procurando um caminho. Loloca é uma minhoquinha especial Quer ser chamada pelo nome para não ser confundida E ai você vai ver Ela logo aparecer Uhhhhhh essa minhoca... Digo LOLOCA! Andréia Cristyane REVISTA BARBANTE - 6

[close]

p. 8

Uhhh os passarinhos! Logo ao amanhecer Lá estão eles a cantarolar São versos diferentes Não posso identificar Mas possuem uma sintonia Com os de perto Com os de longe Pois posso escutar São eles os passarinhos Que estão a cantarolar Sem preocupação ou estresse Estão sempre a nos encantar São eles tão pequeninos São eles, os sabiás, que vivem a nos emocionar Você já parou para contemplar? Se sim, sabe do que estou a falar Se não, procure escutar Pois vale a pena ouvir A canção do sabiá! Andréia Cristyane REVISTA BARBANTE - 7

[close]

p. 9

MAÇARICO-BRANCO - GABI PELOSI Carla Cabral Leonardo Bezerra Rosângela Trajano REVISTA BARBANTE - 8

[close]

p. 10

Sem título Minha salada  de palavras cruas vocifera. Uma alma nua vem pedir um reflexo de si. Tanto faz que não tenho a  minha parcela; quero ver o que me supera. São tantos transeuntes empalidecidos por epitáfios que rola a  multidão aqui. Um mais um é nada. E nada é mil. Carla Cabral REVISTA BARBANTE - 9

[close]

p. 11

Tela Olhamos tanto pelas falsas janelas do mundo que não vemos o  homem que vive morrendo de fome Que nome Qual praça Sem teto É voto certo! É  Seu traje É um traste Qual parte vou desobedecer? Sem pança  balança Nem lado De cima Embaixo E se foi. Num clic, É um espaço, Num Esc, fechou. Carla Cabral REVISTA BARBANTE - 10

[close]

p. 12

Fome Ser seminu suja com comida as mãos na rua. Ele não me vê Ele não se  quer Ele não está lá pra ninguém. Carla Cabral Carla Cabral é professora de Ciências, Tecnologia e Sociedade da Escola de Ciências e Tecnologia da UFRN e poetisa. REVISTA BARBANTE - 11

[close]

p. 13

Amor em faces I O amor é um pouco de tudo Tudo de bom Bom em todas as brigas Brigas terminadas em beijos Beijos que significam, amor. II O amor, quando severo É pobre E quando pobre É falso E quando falso não é amor. III O amor está Nas rosas e nos beijos Nas horas e nas auroras Quando não encontrado É por estar preso E se não libertado É por não ser o amor. Leonardo Bezerra REVISTA BARBANTE - 12

[close]

p. 14

Clementina Não pensarei duas vezes Nem esconderei minha paixão Bem cedo Prenderei teu sossego Nas cordas do meu violão. Leonardo Bezerra REVISTA BARBANTE - 13

[close]

p. 15

Confusão O que eu faço? faço nada ou nada faço. O que eu digo? digo tudo ou tudo digo. Penso que penso, mas tenho certeza, que não existo. Leonardo Bezerra REVISTA BARBANTE - 14

[close]

Comments

no comments yet