Informativo CNG 08

 

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Filiado à: CEA #SINASEFEemGREVE há 31 dias! | Nº 08 | 21 de maio de 2014 A Educação não é uma prioridade de Dilma Somente após 30 dias em greve e os bloqueios que fizemos nas sedes do MEC e do MPOG que o governo nos recebeu. Sem a presença do Ministério da Educação, que faltou à audiência, fomos recebidos pelo secretário de relações do trabalho do MPOG, Sérgio Mendonça. Mas nossas notícias sobre o que deveriam ser de um início de negociação não seguem bem esse rumo, infelizmente: apesar da recepção na sede do Ministério do Planejamento, nenhuma negociação foi iniciada e tudo que tivemos foram negativas categóricas às nossas reivindicações. O governo Dilma, que destinou irresponsavelmente mais de R$ 30 bilhões à Copa da Fifa e lançou nesta semana um plano de R$ 151 bilhões destinado ao agronegócio, nos repetiu, na mesa que deveria ser de negociação, a resposta que deu à Fasubra na segunda-feira (19/05): não tem nada para nós e nada para o conjunto dos servidores públicos federais. Mesmo às vésperas da Copa do Mundo, o governo não transigiu e demonstrou que não possui nenhuma intenção em atender as reivindicações dos trabalhadores da Rede Federal de Educação. Nossa greve atinge hoje quase 160 unidades de ensino em 19 das 27 unidades federativas, mas ainda assim o governo se mostra inacessível a debater propositivamente nossa pauta. Então, que fazer? A greve continua! Ainda que nosso movimento tenha conseguido se reunir por duas vezes em menos de 30 dias com o governo, superando nesse quesito as greves anteriores, o governo ironizou nossa mobilização. Então se ele quer “pagar pra ver” a capacidade de nossa mobilização, apostando que nossa pressão é um blefe, vamos dobrar a aposta na greve. Nossa greve continua e as adesões, a partir de agora, devem se intensificar. Não é momento de recuo algum! Os companheiros da Fasubra, em greve desde 17 de março, também demonstraram que o caminho a se adotar não pode ser o do derrotismo: vamos até a vitória! Em ano de Copa do Mundo, com as “novas” jornadas de junho prestes a acontecer, e com a Presidenta despencando a cada nova pesquisa de intenção de voto divulgada, qual interesse haveria do governo em enfrentar uma nova greve unificada dos federais? Servidores da Cultura, Fasubra e SINASEFE já estão em greve; a Condsef indica 10 de junho como data para deflagração de seu movimento paredista; e servidores do judiciário também já aprovaram paralisação por tempo indeterminado. Então a palavra de ordem não pode ser outra: é greve, pois temos greves em curso em todas as bases. Onde a greve já é uma realidade, ela deve ficar ainda mais forte. E onde ela ainda não começou, devemos inicia-la: essa é nossa tarefa. Por isso, na 122ª PLENA esse desrespeito do governo será o foco dos nossos debates e temos absoluta certeza de que a base do SINASEFE demonstrará sua disposição para a luta. A greve continua e que essa intransigência de Dilma seja combustível para nosso movimento. Vamos mostrar ao governo que já que ele não tem disposição para negociar, nós, ao contrário, possuímos muita disposição para construir a maior e mais longa greve da história da Educação Federal. Se Dilma não negociar, a Copa vai terminar antes de nossa greve! Histórico da negociação Desde a greve de 2012 que o SINASEFE reivindica ao governo Dilma questões essenciais aos trabalhadores da Rede Federal de Educação, tais como o direito de reposicionamento dos aposentados; a transposição ao PCCTAE dos técnicoadministrativos em educação que ainda estão no PGPE; o dimensionamento da força de trabalho e a racionalização da carreira dos TAE; a democratização das IFE; o fim da terceirização na Rede; a reestruturação das carreiras de técnicos e docentes; entre outros pontos que constam em nossa pauta de reivindicações. Debatemos isso, de maneira propositiva, durante todo o ano de 2013, nos GT oferecidos como parte do acordo da greve de 2012 e em outros fóruns com o Ministério da Educação. Mas o governo sempre se mostrou pouco receptivo a fazer concessões e em todos os fóruns o resultado foi o mesmo: os problemas permaneceram e as soluções prometidas não vieram. Por isso que no final do ano passado, durante a 119ª PLENA do SINASEFE, começamos a debater a possibilidade de greve para 2014 e nos unimos ao Fórum de Entidades Nacionais dos SPF que, no início deste ano, lançou a proposta de greve geral do funcionalismo público federal. O que pedimos, até aqui, foi muito pouco: tentamos negociar. Mas o governo sequer abriu essa oportunidade. Se Dilma disse no ano passado que “ouviu as vozes das ruas”, certamente ela entendeu tudo errado. O tratamento dispensado pelo governo à Fasubra e ao SINASEFE demonstra que a Educação não é uma prioridade e nem é tratada como serviço essencial à população pelo governo Dilma; uma postura que vai na contramão das reivindicações das manifestações de junho de 2013, onde saúde e educação públicas de boa qualidade eram as principais exigências da população. É por direitos que estamos em greve e vamos à luta, até a vitória! expediente Este informativo é uma publicação do SINASEFE NACIONAL Comando de Greve Alci Lemos (IFPE), Alexandre Fleming (Sintietfal), Camila Ferreira (IFSP), Deusair Martins (Sintef-GO), Fabiano Faria (Sintifrj), Flávio Martins (Pelotas), Gabriel Magalhães (Sintietfal), Lindon Johnson (IFPA), Melina Santesi (Ifes), Paula Vielmo (IFBA), Samanta Maciel (Ifes) e Silvana Pineda (Aprofcmpa) Jornalistas Mário Júnior | MTE-AL 1374 Monalisa Resende | MTE-DF 8938 Contatos (61) 3879-7558 cngsinasefe2014@hotmail.com imprensa@sinasefe.org.br

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