Revista-Comercio-Industria-Maio-2014

 

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Edição 106

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ÍNDICE Artigos 05 | Da redação Sônia Maria Marques Cidade 08 | Comércio Dias de agitação com o Dia das Mães enaltece a Feirinha de Doação de Animais 07 | Editorial Ivan Roberto Peroni Como Waldemar De Santi conseguiu se tornar uma lenda na política regional 28 | Pesquisa Jaime Vasconcellos Após pesquisa ele anuncia: Inadimplência tem salto de 59% no primeiro trimestre de 2014 29 | Jurídico Iran Carlos Ribeiro faz uma análise do Projeto do novo Código de Defesa do Consumidor e a regulamentação do comércio eletrônico no país e dos Namorados e a hiper promoção que dá prêmios em lojas que disseram sim à campanha 12 | Aniversário Sendo data cheia - 80 anos - a Acia faz um grande baile com o conjunto Demônios da Garoa no dia 28 de junho 32 | Homenagem Cidade se despede de Waldemar De Santi no melhor estilo: aplaudindo o que ele fez como prefeito 36 | Avenida Sete de Setembro Nossos repórteres circularam por ela e sentem os efeitos da revitalização no comércio noturno Mais de mil pessoas passaram pelo velório do antigo prefeito Economia Capa Sindicato Rural 14 | Débito ou Crédito Na cidade as micro Sicoob Iesacred Os segredos apontados por Antônio Gaban para que a cooperativa se tornasse uma das mais conceituadas instituições financeiras do Estado Antônio Gaban Jederson Silva Braga, do Ponto Auto PÁG. 10 PÁG. 20 empresas aderem às máquinas de cartões 16 | O passado volta Lembram dos mascates? As vendas retornam com o porta a porta e o que comprar? 21 | A vida dos mais velhos Carros seminovos dão banho de vantagens no zero km 40 | Indústria da música O repórter Rafael Zocco mostra a cara das bandas que agitam o rock nas casas noturnas de Araraquara 55 | Deu na Revista Exame Araraquara volta a estar entre as melhores cidades do Brasil para investir 44 | Dia da soja no campo Com incentivo do Sindicato Rural estudantes vão ao campo conhecer o plantio da soja 46 | O negócio caipira Turismo Rural pode começar por Bueno Saúde 48 | Os animais em nossas vidas Em Araraquara, cães ajudam mulheres a vencer o câncer. A RCI ouviu histórias fantásticas de pessoas que melhoram após a adoção de animais Atleta que vale ouro Ela será presidente da Seccional da Academia de Letras do Brasil A escritora e poetisa araraquarense Michelle Franzini Zanin deve assumir uma seccional da Academia de Letras do Brasil que será implantada na cidade, tendo como vice Elisabete Franzini Zanin. Ela foi fundada em 2001 no Rio de Janeiro por Mario Roberto Carabaial Lopes. Em Araraquara, a apresentação oficial da academia será realizada em novembro. Michelle também é membro das mais importantes Academias de Letras Nacionais e Internacionais, delegada cultural do Conselho Nacional Heráldica, Ciências, Letras e Artes e Consulesa dos Poetas Del Mundo e cidadã benemérita do município. Em dezembro do ano passado a jovem escritora recebeu o Diploma Pena de Ouro, por conta de sua poesia Amor Espetacular. Roseli do Carmo Gustavo da Silva está voltando para Araraquara após participar do 8° Campeonato Panamericano de Basquetebol Máster, que este ano aconteceu em Lima, no Peru. Ela foi convocada para a seleção brasileira de Basquetebol Máster na categoria 40+ em virtude da sua expressiva condição física e técnica apresentada nos últimos eventos. Michelle Franzini Zanin, a nossa poetisa 4

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Grecco e Faixa DA REDAÇÃO Documento 56 | Samuel Brasil Bueno Sônia Maria Marques A história de João Vitor Nascimento Maurício, o menino que queria ser prefeito da cidade e hoje é nome do Centro Municipal de Saúde João Vitor Para acabar com a vida de cão Louvável sob todos os aspectos o objetivo da Feirinha de Adoção de Animais Carentes no Parque Infantil, normalmente realizada aos sábados. Na busca por novos lares para cães e gatos, filhotes e adultos que foram abandonados ou perdidos, é que os animais procuram por novos donos. Organizada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a Feirinha conta com a ajuda de voluntários envolvidos na Proteção Animal que solicitam que as pessoas colaborem com as adoções e a guarda responsável. Todos os cães e gatos que participam da Feirinha foram resgatados das ruas, são castrados, vermifugados, vacinados e microchipados. Para adotar um animal, o interessado deve ser maior de 18 anos, passar por uma entrevista, apresentar CPF e RG, e se comprometer a cuidar do animal adotado. Os interessados em adotar gatinhos devem levar uma caixa para transporte do animal; já para adoção de cachorros devem levar coleira e guia. Além de encontrar novos lares para os animais, a Feirinha também tem o objetivo de alertar para a guarda responsável, já que abandonar animal é crime de acordo com a lei federal 9605/98. Os voluntários das associações, durante a Feirinha, divulgam informações sobre a guarda responsável, mostrando aos interessados que a adoção é um ato de responsabilidade. Está de parabéns o Edivaldo à frente deste setor na Secretaria de Meio Ambiente, associações, ongs e voluntários que se dispõem em cuidar destes bichinhos. EDIÇÃO N°106 - MAIO / 2014 Futebol Amador 59 | Flamengo da Vila Furlan PÁG. 56 Rebeldes, mas bons de bola. Flamengo está na série de reportagens sobre os clubes amadores que reinaram nos anos 60 e 80 Variedades 64 | Dia da Aeromoça O poder incrível de cães e gatos em nossas vidas O repórter Jean Cazellotto traz a história da aeromoça araraquarense Maibi Sambrano 67 | Em Foco Os fatos e as pessoas da cidade 74 | Luiz Carlos Bedran Ele escreve artigo com o título Minha Mãe PÁG. 48 Unesp apresenta mais uma novidade De uns tempos para cá a Unesp decidiu botar sua cara nas coisas que faz. A universidade parece que guardava para si tudo que realizava e olha que tem trabalhos fantásticos. Um deles acaba de ser lançado. A qualidade do ensino de idiomas nas escolas de educação básica e média no Brasil deixa a desejar. Isso pode ser constatado quando se analisa a baixa taxa de proficiência entre os alunos, que costumam estudar a língua estrangeira por mais de dez anos e, ainda assim, não conseguem dominar um segundo idioma. Pensando em melhorar este quadro, uma equipe formada por desenvolvedores de games e pesquisadores lançou em abril um jogo que auxilia e torna lúdico o aprendizado de inglês para crianças a partir de 7 anos de idade. A iniciativa do grupo Ludo Educativo resultou da parceria entre o Centro de Pesquisa para o Desenvolvimento de Materiais Funcionais, com participação da Unesp, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen). O jogo Verb Rabbit auxilia o ensino de inglês, fixando os conteúdos dados em sala de aula. O game possui dois módulos, cada módulo com dois treinos e duas corridas. A corrida é liberada após o jogador realizar o treino obrigatório. Segundo os desenvolvedores do game, a temática do inglês foi escolhida pois é REVISTA Diretor Editorial: Ivan Roberto Peroni Supervisora Editorial: Sônia Marques Redação: Rafael Zocco, Jean Cazellotto Depto. Comercial: Gian Roberto, Silmara Zanardi, Marcos Assumpção, Marcello Furtado Design: Mário Francisco, Carolina Bacardi, Fernando Oprime, Bete Campos Tiragem: 5 mil exemplares Impressão: Grafinew - (16) 3322-6131 A Revista Comércio & Indústria é distribuida gratuitamente em Araraquara e região INFORMAÇÕES ACIA: (16) 3322 3633 COORDENAÇÃO, EDITORAÇÃO, REDAÇÃO E PUBLICIDADE Fone/Fax: (16) 3336 4433 Rua Tupi, 245 - Centro Araraquara/SP - CEP: 14801-307 marzo@marzo.com.br uma disciplina essencial para pessoas de todas as idades e vem sendo pouco explorada em jogos educativos desse gênero. A pesquisadora do CDMF Elisabeth Pizoni foi responsável pela preparação da metodologia do jogo. Parabéns pelo trabalho. 5

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EDITORIAL De Santi, na história política da cidade se transformou em lenda É triste olhar a cidade sem o Waldemar de Santi. Por mais de 80 dias na UTI da Beneficência Portuguesa, ele enfrentou sua mais problemática campanha, embora tendo um importante aliado, o Pai Celestial que é Aquele que clamamos pela presença nos momentos mais difíceis da nossa passagem por aqui. Nas outras, De Santi tirou de letra, embora sua afinidade tenha sido com números. Como bom contabilista, se tornou amigo inseparável das vitórias que o transformaram no mais lendário dos políticos e quando afastado da vida pública, fez Araraquara perder uma referência. Para ele, político do povo humilde, era hora de partir. A exemplo de tantos outros que partiram antes, cansou da hipocrisia. De Santi foi o que foi: audacioso, corajoso, honesto; tentado por corruptos, se absteve das falcatruas que resguardadas as proporções, são as mesmas que levam hoje o país a perder alguns valores: a ética e o respeito. O valor econômico capenga, maquiado por números e índices que não espelham a realidade, é o que resta. O “Wardemá” de alguns era diferente e tinha a sua própria ideologia de compromisso com a cidade. Me lembro que num dia de céu aberto, realizou uma negociata que entrou para a história: saio do MDB e entro para o PDS se devolverem para Araraquara a Região Administrativa. Dito e feito. Não se importava se estava se aliando a Paulo Maluf; interessante é que a cidade retomava o que perdera anos antes mesmo tendo cinco deputados em uma única gestão: Pedro Marão, Scalamandré Sobrinho, Leonardo Barbieri, Oswaldo Santos Ferreira e Amaral Gurgel. O prefeito então deixava o partido que sempre sonhou ter nas mãos, para a prática de uma política voltada para o desenvolvimento da cidade. Por tão menos, anos mais tarde, o próprio PT que mais criticava Maluf, foi pedir seu apoio na eleição de Fernando Waldemar De Santi e Reginaldo Galli, amigos inseparáveis Haddad para prefeito de São Paulo. E olha que o Lula teve que participar do encontro na casa do Maluf. Eram fatos assim que faziam De Santi, o “calabrês”, ser cada vez mais popular. Ele sentia o cheiro do povo, atendendo uma vez por semana no improvisado gabinete do térreo, as pessoas que o procuravam. Nada de conversar com secretário, diretor disso ou daquilo ou com a minha secretária. O povo falava com De Santi, reclamava diretamente com ele. Depois disso, feliz da vida, ia ao Restaurante do Cidinho para se reunir com seus fiéis companheiros. Ele era autêntico, na sua loja de refrigeração, Prefeitura, no Cidinho ou no Bar do Zinho que em inúmeras ocasiões se transformou em seu comitê eleitoral. Aliás, não me lembro do De Santi ter montado em período eleitoral algum comitê para ganhar eleição. Sua conversa era frente a frente com o eleitor. Sua política morava na rua. É pena que partiu, mergulhado talvez em pensamentos, refletindo sobre as coisas que fez para manter um caráter inatacável; imaginando quem sabe a vida maravilhosa ao lado de dona Carmem e da filha Júnia, lá do outro lado. Lembrando os tempos de garoto, entregando leite nas madrugadas da sua cidade e do serviço de empacotador na Fábrica de Meias Lupo. Tal como na música do Chico, “Mirem-se no exemplo, daquelas mulheres de Atenas”, seria importante nos transportarmos à realidade que hoje vivemos, e, olharmos De Santi como exemplo: a nós, de cidadão; aos políticos, de decência e ética; de família, marido e pai honrado; de fidelidade, aos amigos que sempre respeitou e os manteve encorajados para enfrentar qualquer desafio. Até mesmo agora, quando os visitam para chorar com ele essa dor que não tem fim. 7

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FESTIVAL DE PRÊMIOS Promoção agita a cidade no Dia das Mães e Dia dos Namorados O SINCOMERCIO e a ACIA se unem e cumprem importante papel com o objetivo de movimentar a economia da cidade. São duas promoções em uma única campanha, dada a proximidade dessas datas significativas no calendário anual do nosso comércio. Para ampliação das vendas e o fortalecimento do comércio local em maio/junho/2014, por ocasião do Dia das Mães e Dia dos Namorados, a ACIA e o SINCOMERCIO estabelecem parceria para a promoção – Raspou, Achou, Ganhou com o objetivo simultâneo de premiar os consumidores através de um prêmio instantâneo. De acordo com o regulamento, o cliente tem direito a um Vale-Brinde a cada compra efetuada, com o próprio estabelecimento comercial, determinando o valor ou condições para que o consumidor tenha acesso à raspadinha (valor mínimo estipulado de R$ 50 para ter direito ao Vale-Brinde). Nas Drogarias, será válido para efeito de troca, apenas em produtos de higiene pessoal e perfumarias. Os consumidores estão concorrendo a 600 prêmios instantâneos, no valor total de R$ 40.000,00. A promoção será realizada no período de 30 de abril a 12 de junho de 2014, envolvendo duas datas importantes do calendário comercial. O prêmio instantâneo será gasto exclusivamente nas lojas conveniadas à promoção. COMO COMEÇOU Em março foi realizada a primeira reunião dos diretores da ACIA e SINCOMERCIO com Raspadinha começou no dia 30 de abril proprietários e representantes de lojas da cidade. Na ocasião foi feita uma exposição do projeto, havendo grande interesse de todos em participar. Na verdade, diz o presidente da ACIA, Renato Haddad, estamos conseguindo unir o Dia das Mães e o Dia dos Namorados em uma promoção única, num espaço de pouco mais de 40 dias, incentivando o lojista a participar e o seu cliente a comprar. Sentimos que há uma necessidade de integração entre as entidades, os comerciantes e o consumidor. Para Araraquara é interessante o movimento e assim evitar a saída de quem consome em outras cidades da região. O presidente do SINCOMERCIO, Antônio Deliza Neto, tem a mesma opinião e observa que a promoção tem um caráter de integração. As entidades cumprem sua finalidade e só alcançaremos os nossos objetivos se de fato o empresário fizer a sua parte para o fortalecimento da sua relação com o público. Se o resultado for positivo, é evidente que daremos sequência às promoções. Neste período pelo menos 100 mil raspadinhas estarão circulando pelo comércio local com a possibilidade de que em todas as lojas, haverá clientes premiados com R$ 50,00 ou R$ 100,00. Com ações assim é que tornaremos o comércio cheio de atrativos. Renato e Toninho Deliza Primeiro encontro realizado para exposição do projeto, na sede da ACIA 8

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MATÉRIA DE CAPA O Sicoob Iesacred agora deixa a limitação de ser apenas uma cooperativa de empresários e empregados e passa a ser uma instituição de livre admissão O Sicoob Iesacred passa a ser de todos e com poder de realizar todas as operações bancárias O Sicoob Iesacred a partir de agora abre suas portas a todo cidadão que deseja estar como cooperado em uma instituição financeira - movimentando contas, aplicando, realizando os mais diversos tipos de operação e ainda participando das sobras no final de cada exercício. É a chamada Livre Admissão. Para o mercado financeiro regional a notícia apresentada pelo Sicoob Iesacred em abril não poderia ser melhor: ela deixa a limitação de ser apenas uma cooperativa de empresários e empregados e passa a ser uma instituição de livre admissão. Foi mais uma grande conquista do presidente Antônio Tomazetti Gaban e seus companheiros de diretoria, entre eles Walter Francisco Orloski, da área administrativa, que acompanhou todo processo de expansão e transformação do Sicoob Iesacred em uma das maiores cooperativas de crédito no interior de São Paulo. Mas o que é Livre Admissão no vocabulário cooperativista e mercado financeiro? É fácil explicar: o Sicoob Iesacred quando começou tinha como cooperado apenas o comerciante ou industrial; depois vieram os empregados das empresas e agora, qualquer cidadão pode abrir conta no Sicoob Iesacred e realizar os mesmos tipos de operações feitas por um banco convencional. A HISTÓRIA Limitada aos funcionários de uma empresa, porém sediada numa Região estrategicamente localizada no interior de São Paulo, com elevado nível de qualidade de vida e atraindo novas indústrias importantes, o Sicoob Iesacred percebeu um potencial de crescimento. Primeiro incorporou uma pequena cooperativa de crédito local, abrindo-se para pequenos empresários. Depois, com orientação da Cecresp, passou para a categoria de livre admissão. Antônio Tomazetti Gaban, diretor presidente da cooperativa, fala das boas perspectivas após as mudanças promovidas no estatuto social e a chancela do Banco Central. Ele ainda se diz disposto a se unir a outras cooperativas, “uma 10 tendência inevitável para o fortalecimento do setor”, acredita. Investimentos foram feitos em dois novos e amplos Postos de Atendimentos e está tudo pronto para colher os louros de uma decisão tomada na hora certa. REVISTA COMÉRCIO & INDÚSTRIA – A Antônio Gaban, diretor presidente do Sicoob Iesacred

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Profissionais que atuam e dão o equilíbrio necessário para que o Sicoob Iesacred se agigante cada vez mais: Walter Francisco Orloski, Samantha Batistela Tokuda, Deives Marcelo da Costa, Renata Orloski, Claudio Antônio Salmazo, Ana Paula da Silveira Silva, Carlos Henrique Bonavina, Susana Lucy Yamada e Natane Velcy Araújo cooperativa estava bem posicionada, aglutinando funcionários do Grupo Iesa (Ex-Villares) e pequenas empresas do setor vestuário, fruto de uma incorporação. Por que decidiram abrir ainda mais o leque de opções e foram para a livre admissão? ANTÔNIO GABAN – Por uma questão estratégica. O mercado hoje está muito competitivo e para sobrevivermos e continuar a oferecer produtos financeiros para nossos cooperados, é necessário ampliar a base de associados e criar escala. RCI – Como foi o processo e quanto tempo levou da decisão à autorização do BC? AG – Demorou aproximadamente um ano. Tivemos total apoio da Cecresp, que nos ajudou no planejamento e formatação do projeto para encaminhamento ao Banco Central. E validamos a estratégia em Assembleia. RCI – Como estão se preparando para atender a nova demanda? AG – Além da sede dentro da Iesa, temos dois novos PAs localizados em áreas externas: um no centro de Araraquara, com boas instalações, em 240m², caixas eletrônicos, muito bem equipado e outro no centro de Matão, um pouco menor, mas também com toda infraestrutura. Trabalhamos com todos os produtos e serviços Sicoob, como cartões, cheque especial, Previ, BNDES, consórcio, seguros, cobrança, folha de pagamento e câmbio. Recentemente contratamos uma ex-gerente de banco elitizado, com experiência em negócios e iremos contratar mais um funcionário. Temos um time completo e agregaremos mais gente e mais estrutura aos poucos, de acordo com a demanda. RCI – Qual a expectativa? AG – As perspectivas são muito positivas devido ao potencial de crescimento da cidade. Temos hoje quase 3 mil associados. Queremos dobrar o número ainda este ano. Já havíamos crescido 30% em 2013. Temos uma condição de boa solidez, patrimônio de 9 milhões, 17 milhões em ativos. Com tal patrimônio podemos emprestar 20% do PR (patrimônio de referência), o que significa cerca de R$ 1,5 milhão. RCI – Ou seja, tem uma boa margem para ampliar a carteira de crédito. Como pretende atrair novos associados? AG – Isso mesmo, temos capital para emprestar. Após a aprovação do Banco Central para atuarmos com livre admissão, estamos nos propagando para comunicar essa nova fase para o público externo. Vamos investir em todas as mídias possíveis. Podemos atender Pessoa Física e Jurídica, isso faz uma grande diferença num objetivo de crescimento e fortalecimento da cooperativa. Queremos mostrar 11 os diferenciais do Sicoob, o fazer diferente, ser uma instituição financeira ainda mais sólida sem descuidar dos princípios cooperativistas. O cooperado é o patrão e não o capital. RCI – A livre admissão será uma tendência para o cooperativismo de crédito? AG – Não tenho dúvidas disso. É o modelo ideal e a saída para o cooperativismo de crédito sobreviver à concorrência até desleal de outras instituições financeiras e fazer a diferença realmente para as pessoas, os associados e a economia regional. Principalmente cooperativas de capital-empréstimo. Hoje a economia e a tecnologia pressupõem redução de custos constantes e enxugamento de pessoal. É uma condição de instabilidade para a cooperativa de funcionários. Os grandes bancos estão investindo maciçamente no varejo, área tradicional e de origem do cooperativismo. RCI – Encerrou-se então o processo de fusões já que agora abriram totalmente o quadro social? AG – De jeito nenhum. Estamos sempre abertos a conversar com outras cooperativas, para união, fusão, o que for melhor para os cooperados. O Sicoob Iesacred hoje é um orgulho para Araraquara e região: um poder que atinge números fantásticos pela sua seriedade.

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ANIVERSÁRIO DA ACIA Demônios da Garoa, um show para reviver a história da ACIA Uma noite muito especial será vivida pelos empresários da cidade no dia 28 de junho: coquetel, jantar, show com o grupo Demônios da Garoa e baile animado pela Banda Doce Veneno. O evento marcará o aniversário de fundação da ACIA ocorrido em 30 de junho de 1934. Imagine uma festa no mais alto estilo com direito a uma viagem ao passado para relembrar a fundação da Associação Comercial e Industrial de Araraquara. Era um tempo de romantismo, sonho e poesia. Operários com seus uniformes acinzentados ou azulados, caminhando apressados nos fins de tarde como a buscar as cadeiras ajeitadas nas calçadas para uma conversa que atravessava o começo da noite e se transformava em inspiração para o trabalho do dia seguinte. Foi neste clima em uma noite fria de 30 de junho que os senhores das nossas indústrias e do nosso comércio decidiram fundar uma associação que lhes desse poder e representatividade na discussão das questões econômicas, políticas e sociais do município. Tamanha passou a ser essa força que vários foram os empresários que se transformaram em prefeitos, vices, deputados e vereadores. Alimentada desde o início por industriais, comerciantes, prestadores de serviços e até mesmo profissionais liberais, a ACIA se engajou em campanhas memoráveis, algumas marcadas pela ousadia dos seus diretores e a união do seu quadro associativo dentro de um comércio emergente e proporcional ao crescimento dos bairros. Da pequena cidade de 40 mil habitantes em 1934, onde o centro, Vila Xavier, São Geraldo, São José e Fonte Luminosa pontuavam a esperança do crescimento, Araraquara acelerou esse processo a partir dos anos 60. Ela então possuía seus 80 mil habitantes, se familiarizando com as memoráveis conquistas da Ferroviária no futebol brasileiro, a fixação dos trolleibus como transporte coletivo, o início da canalização do Córrego do Ouro e construção da Via Expressa. Seus cinemas Odeon, Paratodos, Nove de Julho e Coral, anunciavam o clássico La Dolce Vita, com Marcelo Mastroianni e a atriz Brigitte Bardot reinava como maior símbolo sexual da década. O lazer se completava nas noites de Araraquara com José Abud inaugurando O Boliche; algum tempo depois no mesmo lugar, veio o Restaurante Gimba com o ineditismo do self service; a Casa Barbieri dividia seu espaço com Formação do Grupo Demônios da Garoa em 1943, nove após a fundação da ACIA a Cabana, uma loja de eletrodomésticos da própria família. O 27 de Outubro fechava sua sede; em frente ao 27 e ao lado da Kibelanche surgia o Pacos 70, referência visionária aos anos 70 que despontavam. Em todas as ações, comércio e serviços se misturavam; a indústria parecia não sair do lugar e não se observava nenhum esforço neste sentido pela própria carência da mão-de-obra. Lupo e Nigro, já como grandes indústrias, se garantiam com o mercado existente, enquanto as pequenas empresas desenhavam um perfil familiar. A tecnologia forçou com o passar dos anos, à mudança de hábitos e costumes; a explosão econômica decorrente da vinda de empresas e a transformação da cidade num pólo tecnológico também deu à ACIA um outro conceito que se ajusta aos novos tempos. Não há como trabalhar o presente e visualizar o futuro sem reviver o passado, pois há que se reconhecer e valorizar o esforço dos nossos antepassados. A Nigro e a Lupo seguem como duas tradicionais empresas da cidade, participando da expansão econômica, gerando emprego com a fabricação de artefatos de alumínio e meias, respectivamente Nigro 12

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CRÉDITO OU DÉBITO Na cidade, as microempresas aderem às máquinas de cartões É débito ou crédito? A pergunta pode parecer batida. Porém, quando é feita por camelôs ou comerciantes que vendem de porta em porta soa inusitada, no mínimo. Mas dá para se ver que é cada vez maior o número de comerciantes informais em Araraquara que possuem máquinas que aceitam o chamado “dinheiro de plástico.” Está cada vez mais acessível ter uma máquina de cartões nos estabelecimentos comerciais ou de serviços. Você pode chegar em qualquer comércio com vários adesivos de diversas bandeiras. A pergunta soa num abrir e fechar de olhos: “crédito ou débito” para pagar seu produto? Em Araraquara, a facilidade de pagar com o cartão invadiu as microempresas. Pode-se passar no crédito ou débito até mesmo em bancas de jornais. É o caso da Banca do Correio, pioneira na cidade neste ramo a aceitar cartões. Roberto Barbosa da Silva é o proprietário da banca instalada ao lado do Correios na Avenida Brasil. “Estou aqui há 28 anos e há 14 pelo menos 8 utilizo as máquinas como forma de pagamento para meus clientes. Várias pessoas já me falaram que vêm até aqui apenas pelo fato de poder passar cartão. Tenho um cliente que compra todo dia e me paga por semana, apenas utilizando o cartão”. Usar um cartão na hora de pagar tem suas vantagens e desvantagens e o cliente deve ficar de olho, pois pode ser uma armadilha, caso seja usado sem controle, mas também pode trazer benefícios, como descontos, mi- Na atualidade até mesmo os camelôs que vendem bolsas femininas, brinquedos, relógios e celulares aceitam cartões, e alguns deles possuem até mais de uma máquina. Nos bairros mais afastados, a realidade é a mesma, com vendedores de porta em porta usando também as maquininhas que recebem pagamento no cartão de débito /crédito.

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Roberto Barbosa da Silva, na Banca do Correios, há 8 anos opera com a máquina. Segundo ele, muitos consumidores optam por pagar no cartão pela segurança de não ter que andar com dinheiro no bolso. Outros comerciantes alegam que às vezes perdem clientes por não ter a máquina. lhas em viagens de avião e outros recursos. Os juros cobrados pelos bancos podem variar e algumas agências oferecem até 40 dias para pagar a fatura. A taxista Melise Evelin da Silva, do ponto de táxi da Matriz, está no ramo há dois anos e já disponibiliza esse serviço de cartão para os passageiros. “Eu uso a máquina como um diferencial em relação a outros taxistas, porém, às vezes acaba não compensando pois tenho que forçosamente, pagar uma mensalidade – de R$ 89 reais – além da porcentagem que é descontada toda vez que aceito o cartão. É uma estratégia que usamos para atrair os empresários que possam ter um cartão corporativo. Tenho um cliente que vem sempre para Araraquara e me contata por eu ter este serviço, que é mais uma opção de conforto”, relata. Eduardo de Souza é o proprietário da revendedora Ultragaz, no São Geraldo e usa quatro máquinas de cartões para conseguir atender seus clientes. “Começamos a utilizar o sistema de pagamento com cartões há 4 anos, por solicitação dos nossos clientes. Atualmente, quase metade das entregas são pagas por cartão”. O empresário ainda diz que em questão de segurança, não há dúvida que utilizar os serviços da máquina é melhor do que circular com dinheiro na rua. “Quando falamos de segurança, é melhor nós termos a máquina, mas a operadora cobra uma taxa mensal de cada máquina, então financeiramente, para nós é melhor o dinheiro”, finaliza. Para uma empresa se credenciar e poder usar os recursos do pagamento via cartão, é necessário ter um CNPJ ativo, conta bancária em nome da empresa em um dos bancos credenciados – Banco do Brasil, Bradesco ou HSBC – e os dados cadastrais que podem ser encontrados no site www.cielo.com.br. Além do crédito e débito, as operadoras têm várias opções de serviços, como a venda no crédito parcelado, sem juros e também o crediário. As máquinas da Cielo aceitam as principais bandeiras do mercado, como Visa, MarterCard, AmericanExpress, Alelo, Sorocred, entre outras. Expor produtos na Internet, ter um site, oferecer ao cliente a opção de pagar sua compra via boleto bancário, fazer consultas ao SPC e Serasa são algumas das facilidades que agregam valor a micro e pequenas empresas. Muitos empreendedores no entanto desistem das ferramentas ao verificar o custo, mas há opções que cabem no orçamento de pequenos negócios, como a própria máquina que gera o “dinheiro de plástico”. Eduardo Souza, revendedor da Ultragaz 15

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