Revista Jornal Empresários Abril 2014

 

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Hartung quer voltar ao Anchieta Se o PMDB quiser, o ex-governador vai disputar a eleição com seu ex-aliado Renato Casagrande. Página 16 ® do Espírito Santo ANO XV - Nº 172 www.jornalempresarios.com.br ABRIL DE 2014 Findes reelege Marcos Guerra FOTO: THIAGO GUIMARÃES Página 8 Lucro da Cesan será investido para melhorar a qualidade de vida O Governador Renato Casagrande autorizou a aplicação do lucro líquido de R$ 70, 7 milhões em obras comunitárias. Página 5 Samarco inaugura a quarta usina de pelotização em Ubu Investindo R$ 6,4 bilhões,a empresa produz 30,5 milhões de toneladas de pelotas de minério. Página 15 Governo suspende cobrança do pedágio da Terceira Ponte Casagrande surpreendeu a todos com a decisão questionada pela Rodosol que afirma: “Estão mentindo para o povo do Espírito Santo”. Página 17

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2 ABRIL DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS EDITORIAL❫❫ Marcos Guerra outra vez DELFIM NETTO A Federação das Indústrias do Espírito Santo – FINDES tem como papel essencial ser a ponte do desenvolvimento do setor industrial espírito-santense. Com atuação voltada para a criação e o fomento de novas oportunidades de negócio, de representação e articulação político institucional do setor e da qualificação da indústria, a FINDES avançou em resultados e em representatividade sob a gestão do atual presidente, Marcos Guerra. A carreira sólida na indústria e seu histórico de dedicação ao associativismo fazem de Guerra um empresário referência no setor e um grande destaque à frente da Federação. Priorizando o apoio às micro e pequenas empresas, tem realizado brilhante trabalho na condução da instituição. Unanimidade entre os sindicatos filiados, O mandato de Marcos Guerra se destaca na história da Federação por marcas importantes. A consolidação da relação com o poder público e a ampliação do diálogo com os sindicatos fez com que a FINDES conseguisse superar importantes desafios históricos da instituição e promover um plano robusto de investimentos, da ordem de R4 150 milhões, voltado em sua maioria para iniciativas de educação e qualificação do setor. Além do importante montante de investimentos do maior plano da história da FINDES, outro grande destaque da gestão de Guerra está na promoção de ações, iniciativas e investimentos na interiorização da indústria, criando novas oportunidades em todas as regiões do Espírito Santo. Fortalecendo as pequenas e médias indústrias e fomentando o associativismo, a FINDES promoveu a aproximação entre as indústrias e encurtou caminhos para o desenvolvimento. Os resultados alcançados até então irão ainda se multiplicar. À frente da Federação até 2017, Marcos Guerra irá conduzir o setor a um novo patamar de desenvolvimento, com sua visão empreendedora, focada no crescimento com qualificação. Dedicado à conclusão dos projetos e à implementação do plano de investimentos em sua totalidade, seguirá certamente para o sucesso superando metas com responsabilidade e compromisso que marcaram sua primeira gestão. ■ Trágico autoengano imensa crise social e econômica que há seis anos o mundo está vivendo e que – segundo dados oficiais da OIT - mantem desempregados ou semiempregados nos Estados Unidos, na União Europeia e no norte do continente africano mais de 40 milhões de cidadãos que viviam honestamente do seu trabalho, foi resultado de uma conjunção diabólica: 1) o autoengano de um certo segmento do setor financeiro que afirmava ter descoberto a pedra filosofal que lhe permitia calcular o risco embutido no futuro, com 2) o mais absoluto laxismo da quase totalidade dos bancos centrais do Hemisfério Norte que acreditaram nisso. Essa tremenda crise, batizada apenas de “Grande Recessão” , confunde o entendimento das pessoas sobre o papel fundamental do “mercado financeiro” que é essencial para o desenvolvimento econômico porque coordena, através da taxa de juros real, a poupança de A milhões de cidadãos com as necessidades de financiamento de milhares de empreendedores. Estes expandem a sua atividade para suprir a demanda presente dos mesmos cidadãos cuja poupança lhes será devolvida no futuro, acrescida dos juros. É evidente que essa taxa de juros real revela uma relação de confiança entre o presente e o futuro, o que sugere que ela tem uma cointegração com a produtividade física do capital e está longe de ser um fenômeno puramente monetário. Em condições normais é através da taxa básica de juro nominal, descontada da “expectativa” de inflação futura da sociedade, que os bancos centrais controlam a taxa de juro real e, consequentemente o nível de atividade e do emprego. O problema é que desde a crise as “condições normais” desapareceram do mapa. Para tentar retornar à “normalidade” , no Hemisfério Norte os bancos centrais mu- daram sua forma de fazer política monetária e os governos mudaram sua política fiscal. Hoje, quase seis anos passados, essas políticas revelam um resultado paradoxal: taxas de inflação declinantes e uma imensa acumulação de dívida pública, com resultados absolutamente lentos em matéria de crescimento e de emprego. Nos Estados Unidos, com a taxa de desemprego acima de 6,5% (6,7% em março) que era um dos parâmetros principais do FED para mudar as diretrizes sobre os juros, a comunicação dos membros do FOMC após a última reunião foi que vão olhar para um número maior de indicadores e continuar esperando a taxa de inflação se aproximar em algum momento de 2%, “nos próximos dois anos” , antes de decidir sobre a mudança dos juros de curto prazo. As preocupações do comitê de política monetária e de Janet Yellen, a nova presidente do Banco, se moveram para eliminar os ruídos da má comunicação (herdada da administração Bernanke) para convencer o mercado que o programa vai continuar como dantes e que não estão impacientes para aumentar as taxas de juros. As estimativas são de que as previsões da maioria do comitê (há informações de que dois de seus membros esperam taxas de juros maiores em 2015) apontam para o final de 2015 a revisão do programa. Como a comunicação continua desajeitada, o Brasil tem que estar preparado para qualquer eventualidade; a condição necessária para isso é manter com firmeza a credibilidade da política fiscal. ■ Antonio Delfim Netto é professor emérito da FEA-USP, exministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento. contatodelfimnetto@terra.com.br EUSTÁQUIO PALHARES valor prevalecente dos grandes operadores capixabas é o de que a sustentabilidade é um conceito difuso, ainda padece de contornos românticos que não podem entravar projetos econômicos pelo que estes representam de geração de renda e emprego. Concedem, num misto de inconsciente cinismo e velada demagogia, que os órgãos que velam pelas restrições e condicionamentos que retardam o ritmo de implantação desses empreendimentos não fazem mais do que se curvarem às leis, não merecendo reprovação. Com isso subtendem que as leis, sim, necessitam serem revogadas para que o ritmo de implantações e instalações de novas plantas flua sem retardamento. “Não são culpados, apenas cumprem a lei” , argumentam. Uma postagem na Internet, dessas centenas que sempre nos provocam admiração pela verve e perspicácia, observa que “povo rico não é aquele em que todo mundo tem carro, mas onde os ricos usam o transporte público” . Considerei um admirável parâmetro. Aqui, a nossa noção de riqueza ainda está no valor econômico imediatamente aferível, no pragmatismo imediatista, na noção de que a insalubridade do nosso am- E viva o piorgresso! O biente é um determinismo histórico e como tal inevitável. Só assim para entender, por exemplo, uma oitava usina da Vale em Tubarão. Ok, o ritmo produtivo da mineradora reboca toda a dinâmica de um arranjo produtivo estratégico, como o setor metalmecânico, impactando também outros fornecedores de serviços que geram uma cadeia de valor ainda por ser mais precisamente dimensionada. Uma usina de pelotização num adensamento urbano como a Grande Vitória só pode ser tolerada como o estupro inevitável desencadeado há décadas e agora irremediavelmente consumado. Mas agora, segunda década do terceiro milênio, com o valor migrando do átomo para o bit, com a Economia Criativa emergindo como a valoração do simbólico, com o já assentado primado da Economia do Conhecimento, com, enfim, a comoditização de bens de consumo e de alta manufatura, como veículos, eletrônicos, equipamentos que mesmo sofisticados se confundem pelas mesmas características e funcionalidades, admitir que precisamos aceitar o estágio primitivo da transformação de matérias primas em semi elaborados como minério e aço, é assumir um pragmatismo inconsequente. E também um claro indicador da miopia dos estamentos mais ricos da nossa sociedade. As contas estão mais do que apuradas. Por maior incremento na renda tributária ou na geração de empregos que uma atividade francamente degradante possa oferecer – em alguns casos inclusive demandando uma mão de obra momentaneamente indisponível – as demandas sociais que ela suscita a partir dos aglomerados urbanos que gera evidenciam um descompasso. As políticas públicas requeridas nos vários serviços devidos pelo ente público excedem largamente a contribuição mensurável que esses empreendimentos oferecem. E não estamos aqui incluindo um passivo ambiental que não se limita ao desconforto funcional mas ao aspecto da salubridade. Não por acaso recentemente a OMS emitiu nota sustentando que viver em ambientes poluídos, quer pela atividade indústria ou pelo excesso da frota automobilística, inutiliza a abstenção do tabagismo. Ou seja, mesmo que a pessoa não fume, prevenindo-se de doença, ao viver nesses ambientes ela está tão exposta quanto qualquer fumante. O problema do Espírito Santo está mais do que identificado. Diz respeito à incapacidade do que temos por elites dirigentes em pensar grande. A visão de futuro se amesquinha e reproduz nossa exiguidade territorial. Tudo bem que soa romântico, mesmo, esperar que os interesses eleitorais oxigenados por financiamentos de campanha se sobreponham a visões de futuro de médio prazo. Isso é atributo de estadista, dos que enxergam gerações à frente e assumem a política como o compromisso verdadeiro com a polis . Aqui, a nossa diminuta extensão territorial parece sustentar a tese antropológica de que o homem reflete seu habitat nos usos e costumes. Com nossa pequenez que não chega a meio por cento do território nacional, acostumamo-nos à ideia da colônia que reproduz defasadamente os ritos da metrópole. O que temos por redenção econômica há muito está proscrito pelas sociedades voltadas para o homem como, de fato, a medida de tudo e em nome do qual as condições materiais devem ser providas e asseguradas. ■ Eustáquio Palhares é jornalista eustaquio@iacomunicacao.com.br É publicado por Nova Editora - Empresa Jornalística do Espírito Santo Ltda ME - Insc. Municipal: 1159747 - CNPJ: 09.164.960/0001-61 Endereço: Praça San Martin, 84, salas 111 e 112, Edifício Alphaville Trade Center - Praia do Canto, Vitória - Espírito Santo - CEP: 29055-170 Diretor e jornalista responsável Marcelo Luiz Rossoni Faria rossoni@jornalempresarios.com.br Repórter fotográfico Antônio Moreira Colaboradores Antonio Delfim Netto, Eustáquio Palhares e Jane Mary de Abreu Site: www.jornalempresarios.com.br E-mail: jornal@jornalempresarios.com.br Impressão: Gráfica JEP - 3198-1900 Diagramação Liliane Bragatto redacao@jornalempresarios.com.b Contato comercial comercial@jornalempresarios.com.br Telefone (27) 3224-5198 As opiniões em artigos assinados não refletem necessariamente o posicionamento do jornal.

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4 ABRIL DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS JANE MARY DE ABREU Na escola de Deus... E u fico me perguntando às vezes: Que graça teria a vida se não fossem os problemas? Na verdade, aquilo que chamamos de problemas são exercícios de tolerância, paciência, superação e etc. Estamos matriculados numa escola chamada Vida, onde as lições se sucedem dia após dia. Se estamos impacientes demais, o Professor dessa escola vai nos mandar uma experiência X para que possamos desenvolver a paciência. O professor Deus, senhor de pouca conversa e muita generosidade, é criterioso, está sempre atento às necessidades de cada aluno. Não se descuida de ninguém… Ao intolerante serão destinadas lições que lhe permitirão vencer essa limitação. Aos apressados, lições para desacelerar os passos. Se está sobrando amor em determinado aluno, o professor Deus certamente lhe dará uma missão especial – acolher os colegas de turma para ensinar-lhes o que ele já sabe. O importante é que na escola de Deus ninguém fica sem aprender, todos têm as mesmas oportunidades de evoluir. E nenhum aluno dessa escola deve se sentir exaltado ou diminuído por estar fazendo uma determinada lição. Adiantado e atrasado são julgamentos humanos que não fazem parte do critério de avaliação do Professor. Nenhum aluno sabe qual será a próxima lição, ninguém sabe o que lhe será destinado na aula seguinte. Às vezes o Professor decide verificar o nosso aprendizado e nos faz voltar a uma antiga lição. “ Mas como? Por que tenho que passar novamente por isso?” Não é assim que a gente reage quando não gosta de uma lição? Mas é bom que toda classe saiba que não existem falhas na condução do aprendizado, o plano de aula é perfeito! De uma coisa todo aluno da escola do Professor Deus pode ter certeza: todos nós caminhamos para a aprovação final. Não existe essa estória de juízo final – isso é criação humana para formar os guetos religiosos e manter a poderosa indústria da fé ativa e dando lucro. O Professor Deus é puro amor, pura liberdade, como poderia se tornar um juiz? Se Ele prega em suas aulas que o julgamento reduz uma pessoa e empobrece a existência, como o próprio Professor não aprenderia a sua lição? Tem alguma coisa errada na estória que andaram lhe contando fora da nossa sala aula. Relaxe… liberte-se da culpa, do medo e de toda ideia de pecado. Na escola Vida é permitido errar enquanto se aprende. Por aqui ninguém é perfeito ainda, temos a existência inteira para aprender. Não existe na escola do professor Deus a disciplina Castigo, tudo que Ele faz é nos permitir consertar uma situação desagradável que nós mesmos criamos em determinado momento da vida. O reajuste é necessário porque no Universo tudo vive em harmonia, e nós somos partes dele. Se ferimos alguém, vamos ser feridos também; Se roubamos, seremos roubados; Se assassinamos, seremos assassinados, nesta ou em outras vidas. Do mesmo jeito que atingimos uma pessoa, seremos atingidos. A Justiça Divina funciona igual para todos, ela não tem caráter punitivo, busca somente o restabelecimento da harmonia entre os filhos de Deus. Isso não passa por acreditar ou não na reencarnação. Passa por ter conhecimento ou não da dinâmica do Universo. Quando alguém diz: não acredito nisso, está limitando o seu conhecimento espiritual, limitando a sua jornada. O mais inteligente é mergulhar na questão, estudá-la atentamente, e só depois emitir um parecer, mes- mo assim sabendo que todas as certezas humanas são precárias. Não sou espírita, não sou budista, nem pertenço a qualquer religião ou seita. O que eu compartilho com as pessoas são minhas experiências. O Deus em que eu boto fé não é emprestado de ninguém, não veio das escrituras, eu o experimentei dentro de mim, por isso falo dele com muita intimidade. Não o encontrei confinando em nenhum templo, nem prisioneiro de qualquer dogma, eu o percebo livre, leve e solto, manifestado em todas as coisas do Universo e em todas as pessoas. É um Deus que dança! Com a mesma leveza eu me relaciono com a reencarnação. Não é algo que eu tenha ouvido de alguém e esteja repetindo, é uma constatação que a vida já me deu. Sou uma antiga buscadora espiritual, já duvidei muito, já andei por muitos caminhos... Como diz a música de Renato Teixeira, ando devagar porque já tive pressa... trago esse sorriso porque já chorei demais... Foi tão intensa a busca que eu desconfio que o Universo resolveu me presentear com algumas certezas – a de que somos antigos habitantes deste planeta; a de que a vida tem uma inquebrantável continuidade; a de que a morte representa apenas o próximo passo; e a de que a reencarnação é o óbvio! Importante é entender que o amor é o único mandamento, a única religião que realmente une as pessoas. Você e eu somos colegas de turma, ninguém é superior ou inferior, somos todos alunos, aprendizes da vida, com as mesmas perplexidades e as mesmas angústias. Crescer sempre dói um pouquinho, mas é uma dor santa, redentora, uma dor que nos liberta da ignorância espiritual, que é a causa de todo sofrimento humano. Devemos, portanto, nos acolher mutuamente, praticando dia a dia a regra de ouro do nosso querido Professor: Faça ao outro aquilo que você gostaria que o outro lhe fizesse. Ame como gostaria de ser amado, perdoe como gostaria de ser perdoado! Esta é a pedagogia dessa linda escola chamada Vida. ■ Jane Mary de Abreu é jornalista, consultora de marketing político e empresarial e palestrante motivacional, com foco no endomarketing, descompressão de ambientes e espiritualidade no trabalho. janemaryconsultoria@gmail.com

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14 ANOS VITÓRIA/ES ABRIL DE 2014 5 Lucro da Cesan é investido em obras No exercício de 2013, a empresa apurou lucro líquido de R$ 70,7 milhões governador Renato Casagrande autorizou, durante a apresentação do Balanço 2013 da Cesan, que o lucro líquido de R$ 70,7 milhões da empresa seja reinvestido em obras para melhorar a qualidade de vida da população. O Balanço da Cesan apresenta investimento total realizado em 2013 como o maior dos últimos três anos, totalizando R$ 247,7 milhões em obras e serviços destinados a atender aos cidadãos. "Estamos realizando o maior investimento em saneamento da história do Espírito Santo, que chegará a R$ 1 bilhão em quatro anos, para continuarmos a elevar, dia a dia, a qualidade de vida da nossa população, e vamos investir os lucros da empresa também em benefícios para todos", destacou Casagrande. O presidente da Cesan, Paulo Ruy PRINCIPAIS INVESTIMENTOS REALIZADOS: ■ Complementação e ampliação do “sistema de reservação” de Santa Maria/ Nova Ro- sa da Penha –Cariacica; ■ 1ª etapa do reservatório Araquém – Guarapari; ■ Construção de reservatório semienterrado de 750 m³ – Iúna; ■ Substituição da adutora de água tratada DN 1000 mm – trecho 5ª Avenida –Vila Velha; ■ Ampliação de redes em Santa Teresa; ■ Ampliação das redes de distribuição de Conceição da Barra; ■ Implantação da automação da estação de tratamento de água de Nova Venécia; ■ Ampliação do sistema de abastecimento de água (SAS) tratada de Jacaraípe, Nova Almeida e Praia Grande – Serra/Fundão; ■ Construção de reservatório de água tratada e duas estações elevatórias em Con- O Carnelli, enfatizou que a média de esgoto tratado do Espírito Santo está acima da média nacional. “A Cesan está entre as cinco melhores empresas do Brasil e há onze anos consecutivos acumulamos resultados positivos. Atualmente somos considerados uma excelência no setor de saneamento do país” , afirmou. O presidente lembrou ainda que o Governo do Estado quitou dívidas e aumentou a capacidade de investimentos da Companhia. Somente em 2013, um valor de R$ 110 milhões foi investido com recursos próprios da Companhia, sendo R$ 43 milhões do lucro reinvestido, e o restante por meio de financiamentos da Caixa e BNDES, além de repasses da Funasa, OGU e do Governo do Estado, com R$ 97,7 milhões. Os investimentos realizados para ampliar a cobertura de esgoto tratado e melhorar o abas- tecimento de água na Região Metropolitana da Grande Vitória e no interior do Espírito Santo somaram R$ 247,7 milhões, totalizando cerca de R$ 680 milhões nos últimos três anos. Em 2014, estão previstos investimentos da ordem de R$ 298 milhões. Esses investimentos efetuados pela Cesan se refletem no aumento da cobertura de esgotamento sanitário do Espírito Santo, que hoje está acima da média nacional, como explica Paulo Ruy. “A Cesan atende hoje mais da metade da população capixaba com cobertura de esgoto, sendo que a média na Região Sudeste é de 41,2%. Estamos trabalhando para alcançar a meta de 70% dos moradores com coleta de esgoto em suas residências” , declarou. Foram aplicados R$ 100,7 milhões em obras de abastecimento de água, R$ 103 milhões em obras ceição da Barra; ■ Ampliação do SAS de Guarapari (2ª etapa); ■ Ampliação e melhorias do SAS da Sede – Santa Maria de Jetibá; ■ Ampliação do SAS de Atílio Vivacqua (1ª e 2ª etapa); ■ Setorização e complementação de redes de distribuição de São Gabriel da Palha. ■ Esgotamento sanitário chegou a ,1milhão de consumidores ■ Complementação do sistema de esgotamento sanitário (SES) Guarapari – Centro; ■ Ampliação do SES de Meaípe, Enseada Azul, e Nova Guarapari – redes e elevatórias; ■ ES de Ponta da Fruta (1ª etapa) – Vila Velha; ■ SES de Jardim Limoeiro e adjacências – Serra; ■ Ampliação do SES de Manguinhos – Serra; ■ SES de Nova Venécia - 2ª etapa; ■ SES de Pinheiros - 2ª etapa; ■ SES de Afonso Cláudio; ■ Implantação e Ampliação do SES de Vila Valério; ■ Implantação do SES e Águia Branca, em parceria com o município. de esgotamento sanitário, e R$ 31,3 milhões em ações de desenvolvimento institucional/operacional e aquisição de ativos necessários ao processo industrial no valor de R$ 12,7 milhões. “O processo de planejamento estratégico vem possibilitando que toda a Companhia trabalhe de forma harmoniosa e consciente, proporcionando a obtenção dos resultados desejados, levando à efetividade o processo de evolução da Cesan. Estamos cumprindo nossa missão de prestar serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário de forma sustentável, buscando a satisfação da sociedade, dos clientes, acionistas, empregados e fornecedores” , afirmou o presidente da Cesan, Paulo Ruy Carnelli. ■

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6 ABRIL DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS Torcedor se prepara para a Copa Durante os jogos da copa do mundo, torcedores prometem colorir as cidades com as cores verde, amarelo e azul poucos meses do início da Copa do Mundo no Brasil, o clima é de festa e é hora de colorir a cidade e as empresas de verde e amarelo. Na Central de Aviamentos São Paulo, por exemplo, a procura já é grande por diversos produtos em verde e amarelo, que oferece mais de 200 opções para curtir a copa com diversão. A motivação dos torcedores é tão grande que desde o início do ano muitas festas de aniversário já tiveram como tema o Brasil, abusando de itens decorativos em verde e amarelo. Há várias opções de guirlandas, perucas, óculos divertidos, colares havaianos e tiaras para embalar a festa. Outro produto oferecido é um capacete com suporte para duas latinhas de cerveja ou refrigerante. Quem preferir a tradicional bandeira pode encontra-la em vários formatos, para carro, mesa, bicicleta ou em forma de varal. Os estrangeiros também encontram bandeiras da sua terra natal, pois há várias opções de outros países. Um dos itens mais procurados por empresas são bolas em vinil em verde/amarelo, para serem pendurados no teto. Elas são usadas para decoração das repartições nessa época do ano e também lojas, postos de gasolina e condomínios. Uma novidade para este ano são os produtos de decoração de festa junina em verde e amarelo. Há muitas opções de bandeirinhas, luminárias em papel crepom e balões de seda nas cores da bandeira nacional. A preparação dos torcedores também entra no vestuário. Mesmo com a Copa sendo em junho, algumas lojas de Vitória já estão preparadas para atender os capixabas que vão querer, literalmente, vestir a camisa A FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Preparação com um ano de antecedência Para assistir os jogos do Brasil na Copa e ver Neymar em campo, os torcedores já se preparam desde o ano passado, quando começou a corrida pelos sorteios dos ingressos. Nessa hora, valeu tudo para os fãs do futebol, até colocar o nome de muitos amigos e parentes para tentar conseguir os jogos mais concorridos. O empresário Márcio Castello Miguel vai assistir a todos os jogos do Brasil da primeira fase. Ele também garantiu os ingressos da segunda fase, inclusive da tão concorrida final, sempre na expectativa de que o Brasil se classifique como o primeiro da chave. Cada um dos sete ingressos custou em média R$ 200. Ele vai encarar essa aventura e maratona de jogos com mais nove amigos a bordo de um motor home, construído com esse intuito. “Como os gastos iam ser muito grandes com passagem e hospedagem, decidimos construir um motorhome. Alguns conseguiram dois ingressos, outros quatro e alguns todos, mas vamos todos realizar o sonho de ver os jogos do Brasil na Copa.” O custo para fazer o motor home, segundo ele, foi semelhante aos gastos com passagem e hospedagem no mês da Copa, mas a vantagem foi o investimento em um patrimônio que os amigos vão poder utilizar em outras ocasiões. ■ Quem vai acompanhar os jogos da Seleção Brasileira já encontra grande variedade de artigos para animar a torcida e mostrar a paixão pelo futebol e pelo país. Além de roupas e acessórios, os esmaltes nas cores da bandeira nacional também são muito procurados nessa época do ano; na Contemporânea, por exemplo, já é possível encontrar esmaltes em verde, amarelo e azul. A Carla Buaiz Joias apostou em brinco verde e azul para incrementar a produção nos dias dos jogos. A Ranking Esportes já está equipada com peças oficiais. Segundo o empresário, Luciano Bermudes, além da camisa oficial da seleção para homens, mulheres e crianças, a loja também possui a bola oficial que entrará em campo em todos os jogos da Copa. “Camisetas, bolsas e outros acessórios com tema ‘Brasil’ ou nas cores da seleção também já estão fazendo o maior sucesso entre os capixabas. Imagina quando chegar o grande dia” , contou. Empresárias de moda da ilha também estão investindo em peças nas cores da bandeira do Brasil. As empresárias Alice Heringer, da Dona de Luxo, e Aline Eisenlohr, da Mulher Ativa, já garantiram peças bem brasileiras em suas coleções outono inverno 2014. Segundo a empresária Alice Heringer, da loja Dona de Luxo, o clima de copa vai se refletir no visual de homens e mulheres este ano. E muito mais do que usar peças com a bandeira do Brasil, a dica é investir em looks modernos e sofisticados com as cores amarelo, azul e verde. “Tricô nos tons da bandeira vão ser os queridinhos das mulheres, bem como shorts e calça jeans em amarelo, azul ou verde” , explica. E para receber os grupos de amigos na hora das partidas, bares vão elaborar decoração especial durante o mês da competição, e transmitirão todos os jogos. No Golaço, que fica em Jardim Limoeiro, na Serra, depois da exibição dos jogos do Brasil haverá roda de samba para embalar os torcedores. As lojas estão com grande varidade de artigos nas cores usadas nos uniformes dos jogadores da seleção brasileira

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8 ABRIL DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS Marcos Guerra é reeleito para presidir a Findes Dirigentes de 31 sindicatos reconheceram o trabalho de Marcos Guerra à frente da Findes nanimidade. Assim foi o reconhecimento do primeiro mandato do empresário do setor de vestuário Marcos Guerra, reeleito por mais três para a presidência da Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (Findes), com 100% dos votos dos 31 sindicatos filiados à entidade máxima do setor industrial no Estado. Guerra apresenta um leque amplo de realizações, com destaque para investimentos na área de ensino profissionalizante, desenvolvimento sustentável e competitividade. O Sistema Findes começou a desenvolver, a partir da primeira gestão de Marcos Guerra, o maior plano de investimentos da história da entidade: R$ 150 milhões, dos quais, mais de 80% estão voltados à educação profissional. “No decorrer desses três anos, conseguimos superar muitos desafios e desenvolvemos projetos importantes dentro do Sistema. Ações de interiorização em prol de uma indústria diversificada com maior valor agregado, educação, associativismo, relacionamento institucional e investimentos, que têm sido os pilares de nossa gestão” , afirma o presidente. Uma das marcas da gestão de Marcos Guerra foi ampliar a interlocução com os sindicatos, buscando demandas visando maior competitividade da indústria local, a partir da ampliação das oportunidades de profissionalização de mão-de-obra. Valorização da indústria A valorização da indústria, dentro de parâmetros de sustentabilidade, e a ampliação do diálogo com o poder público, em todos os níveis, são marcas da gestão do presidente Marcos Guerra. Projetos desenvolvidos em parceria com prefeituras e governo do Estado geraram bons resultados, tanto para a classe empresarial como para trabalhadores. Em janeiro deste ano, a Findes promoveu um encontro com representantes do governo do Estado em busca de novas oportunidades para o setor e, ao mesmo tempo, visando o crescimento das finanças públicas. Representantes de cerca de 60 indústrias associadas estiveram reunidos na quinta-feira, dia 9 de janeiro, no Edifício Findes, com a equipe econômica do governo do Estado, em encontro coordenado pelo presidente Marcos Guerra, para definir ações de recuperação das indústrias capixabas. As reivindicações apresentadas foram: ■ Secretaria da Fazenda - Crédito de ICMS acumulado para pagar fornecedores. - Postergação do pagamento do ICMS de dezembro e janeiro; poderá ser pago a partir de março, em cinco vezes sem juros. - Máquinas atingidas por chuvas serão dispensadas de contratos. - Desconto no ICMS para aquisição de máquinas. - Bancos com linhas de créditos reduzidas para a indústria: Banestes e Bandes. ■ Bandes - Simplificação e agilidade no cadastro e na liberação de crédito. - Linhas de crédito sem valor específico, podendo superar R$ 1 milhão, de acordo com a necessidade e a capacidade da empresa. - 60 meses de prazo para capital fixo e 48 meses para capital de giro. ■ BNDES - Prorrogação de linha de crédito por até 120 meses com teto de R$ 500 mil (capital fixo ou de giro). - Redução de 50% na taxa dos consultores do Bandes (de 2% para 1%). ■ Banestes - Recuperação da infraestrutura: R$ 500 milhões de investimento em obras em todo o Estado. - Linhas de crédito. - Recomposição da carteira de crédito para as indústrias que já têm empréstimos contratados- carência de seis meses com taxas diferenciadas. - Benefícios- empréstimos de um milhão- sendo R$ 500 investimento, e R$ 500 giro. ■ U “Procuramos ouvir os industriais e atendê-los com nossos serviços do SESI, SENAI e IEL, de acordo com a demanda de cada um. Acredito que o nosso trabalho credenciou- nos a buscar um segundo mandato para a conclusão de nossos projetos. Nesse novo ciclo, iremos agir para superar as nossas metas, o que nos exige ainda mais responsabilidade e comprometimento” . No primeiro mandato, o presidente Marcos Guerra desenvolveu ações de incentivo à educação e à interiorização do desenvolvimento da indústria. Ganharam destaque a Escola Móvel, instalada em Governador Lindenberg em 2013, as Agências de Treinamento Municipal (ATM), iniciativa inovadora para geração de mão de obra qualificada em parceria com as prefeituras, e o SENAI Centromoda Colatina, uma mini fábrica moderna que habilita trabalhadores para o mercado. O fortalecimento das oito diretorias regionais do Sistema Findes, bem como o lançamento da série “Caminhos Para o Desenvolvimento Regional”, verdadeira bússola de oportunidades e potencialidades de todas as regiões, enfatizaram a preocupação da atual gestão com o fortalecimento das indústrias localizadas no interior. As ações de incentivo ao associativismo, como o Dia DE Associar-se, integraram diferentes setores e fortaleceram os sindicatos industriais. O presidente Marcos Guerra vai cumprir mandato até 2017

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10 14 ANO Maio é mês bom para o comércio Com um histórico de segunda maior data comercial do ano, atrás apenas do Natal, maio promete aquecer o comércio em 2014 presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Vitória (CDL), Carlo Fornazier, afirmou que como no último mês de dezembro o Estado foi afetado por fortes chuvas, o comércio, que geralmente bate recorde de vendas nessa época, foi prejudicado com a redução do movimento no Natal. Os lojistas esperam recuperar o crescimento em maio, mês das mães e noivas. “O mês das mães geralmente é a segunda data do ano de maior movimentação. Temos expectativa de aumento de 3,5% em vendas e lucro” , afirmou. De acordo com Carlo Fornazier, os produtos mais adquiridos nessa época são os tradicionais para mães de todas as idades, como roupas, perfumes, O joias e até presentes tecnológicos, como celular, smartphone ou tablet. CASAMENTOS - Além do Dia das Mães, maio também é marcado por um grande número de festas de casamento, devido à tradição de ser o mês das noivas. Assim, há um aquecimento de vendas para presentes e também em artigos que envolvem as festas, como vestuário. Um dos motivos para escolha do mês de maio foi a influência da Igreja Católica, que o consagra à Maria, mãe de Jesus Cristo e também pela comemoração do Dia das Mães. Nas igrejas, a concorrência é tão grande, ao lado de meses como setembro e dezembro, que algumas chegam a abrir agenda para cerimônias com antecedência de dois anos. O secretário da Igreja Santa Rita, Jonas Oliveira, disse que maio é um dos meses mais procurados, junto com julho e setembro. Ele destacou que assim que a agenda é aberta, rapidamente é preenchida, principalmente nos horários de sábado à noite, quando a paróquia, localizada na Praia do Canto, realiza dois casamentos. Quem tiver pressa, precisa escolher horários como sexta à noite ou sábado de manhã, ainda disponíveis para esse ano. Muitas vezes a procura da igreja se dá depois da escolha do cerimonial, que também é procurado com antecedência. O proprietário do Itamaraty Hall, Gustavo Lima Corrêa, afirmou que a demanda está superaquecida, e está sendo distribuída por todo o Carlo Fornazier espera que as venda do comércio aumentem em maio ano. Em geral, os casais têm fechado a festa com um ano e meio de antecedência. “O que tem surgido cada vez com mais frequência são noivos querendo fazer a cerimônia de casamento dentro do cerimonial. A procura aumentou muito. Isso pode ser feito de duas formas, ou as pessoas alugam um espaço extra ou realizam onde vai ser a festa mesmo” , afirmou. ■

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OS VITÓRIA/ES ABRIL DE 2014 11 Sob medida fica mais elegante xclusividade e caimento perfeito. Esses são alguns dos motivos pelos quais a procura por roupas feitas sob medida tem aumentado nos últimos anos, principalmente quando o assunto é moda voltada para festas. O estilista Josué Vasconcelos, especializado em moda festa feminina, diz que muitas mulheres o procuram porque preferem exclusividade. “Tem gente que gosta de fazer roupa sob medida, mesmo tem um corpo padrão, que consegue adquirir pronta-entrega. Mas elas preferem fazer por causa da exclusividade, para não ter risco de encontrar alguém igual nas festas. Outras ainda escolhem a roupa sob medida para disfarçar imperfeições ou valorizar algumas regiões do corpo, como um seio com silicone, por exemplo,” , explicou Vasconcelos. Vasconcelos destacou que outra vantagem da roupa de festa sob medida é adiantar as tendências. Muitas mulheres veem um modelo em uma festa de celebridades no exterior e já procuram fazer modelos parecidos, antes que cheguem às lojas. Nesse caso, priorizam o ineditismo. E Ele afirmou que a maioria das peças sob medida são voltas para festas, mas também há procura por clientes mais idosas, que não conseguem encontrar boas roupas na pronta-entrega. Nesses casos são desenvolvidos modelos para trabalho e para o dia a dia, para valorizar o corpo e deixar as clientes mais elegantes. No caso dos homens, as vantagens de uma roupa sob medida também passam pela elegância e pela exclusividade, além de adquirir uma peça adequada ao biótipo. O estilista Ivan Aguilar, referência em alta costura, destacou que nos últimos anos, com o aumento da classe alta, a procura por peças exclusivas cresceu vertiginosamente. “Antes, somente as pessoas com o peso acima do normal ou com características únicas como 'alto demais' ou 'magro demais', ou alguma dificuldade de encontrar algo pronto para usar consumiam roupa sob medida, mas agora este luxo também passou a fazer parte do cotidiano de pessoas sem problemas para encontrar roupas na pronta entrega. As peças mais procuradas ainda são o costume e o terno, mas ele ressaltou que a demanda aumen- FOTOS: ANTÔNIO MOREIRA Muitas pessoas preferem adquirir roupas sob medida, mas encontram dificuldades por falta de opções tou muito para camisas feitas sob medida. O atendimento é sempre feito com hora marcada. “Traçamos um perfil do cliente e de sua necessidade. As escolhas dos tecidos e cortes são feitas com orientação dos vendedores, e às vezes eu interfiro” , destacou Aguilar. Segundo Aguilar, quando os homens precisam de novas roupas, eles procuram um bom paletó, camisas brancas mais descoladas, camisas escuras, calças jeans de qualidade e um bom sapato preto, ou o clássico café. ■

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12 ABRIL DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS BNDES tem programa para pequenos negócios A dotação orçamentária do programa é de R$ 500 milhões, com vigência até dezembro de 2015 Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) criou um programa para estimular investimentos em inovação e aumentar a competitividade das companhias de menor porte. Com dotação orçamentária de R$ 500 milhões, o Programa BNDES de Apoio à Micro, Pequena e Média Empresa Inovadora (BNDES MPME Inovadora) já está operando, e sua vigência (prazo para que os pedidos de financiamento deem entrada no Banco) segue até 31 de dezembro de 2015. Poderão solicitar apoio — por meio da rede de agentes financeiros credenciados ao BNDES (na qual se incluem bancos comerciais públicos e privados e agências de desenvolvimento) — empresas com faturamento anual de até R$ 90 milhões que tenham, a partir de 2011, realizado investimentos em Prêmio Sebrae de Jornalismo tem 1.395 inscritos Um total de 1.395 trabalhos disputa a sexta edição do Prêmio Sebrae de Jornalismo. O número de inscritos é 9% superior ao do ano passado, quando 1.279 matérias concorreram à premiação. Quase 40% dos trabalhos são de jornais e revistas, participando na categoria de Jornalismo Impresso. Telejornalismo, Web jornalismo e Radio jornalismo receberam 324, 300 e 122 inscrições, respectivamente. O prêmio de Fotojornalismo é disputado por 62 trabalhos e 50 cinegrafistas concorrem à premiação de melhor Reportagem Cinematográfica. Os profissionais das regiões Sudeste e Nordeste foram os que mais pautaram temas do empreendedorismo. Foram inscritas 524 matérias dos quatro estados da região Sudeste e 392 das nove unidades federativas nordestinas. Centro-Oeste, Sul e Norte têm, respectivamente, 188, 162 e 129 trabalhos na disputa. A etapa estadual já começou e até maio serão divulgados os vencedores das seis categorias em cada unidade da federação. Os classificados passarão ainda pela fase regional antes de disputar a premiação nacional, dia 12 de agosto, em Brasília (DF). ■ O serviços tecnológicos por meio do Cartão BNDES ou acessado os programas Sibratec, Sebraetec ou Senai Sesi de Inovação. Também podem acessar o programa companhias que tenham patente concedida ou pedido de patente válido no ano do protocolo da operação, ou nos dois anos anteriores. Para essas empresas, serão apoiados os investimentos complementares a seus processos inovadores. O programa também apoiará o plano de negócios, a implantação ou modernização e os investimentos no desenvolvimento de novos produtos e processos de empresas localizadas em Parques Tecnológicos e incubadoras ou que tenham, em sua composição societária, fundos de investimento em participações e/ou fundos mútuos de investimento em empresas emer- gentes, regulados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). As micro, pequenas e médias empresas que atenderem a algum desses critérios poderão contar com recursos do BNDES MPME Inovadora também sob a forma de capital de giro, fortalecendo sua capacidade financeira. Condições – A taxa de juros poderá ser fixa (4% ao ano) ou variável. Além de estar disponível às empresas de controle nacional, o financiamento com taxa fixa também pode ser oferecido às empresas de controle estrangeiro que exerçam atividade econômica correspondente aos setores especificados em legislação pertinente (Decreto 2233/97). Em contrapartida, as empresas de controle estrangeiro cujos setores não estejam contemplados no citado Decreto são alcançadas pelo programa por meio da utili- zação da taxa variável. Para capital de giro isolado, a taxa será formada pelo custo financeiro SELIC, acrescido da remuneração do BNDES de 0,4% (ou 1,3% para empresas com faturamento anual entre R$ 16 milhões e R$ 90 milhões) e da remuneração da instituição financeira credenciada, que deverá ser negociada com cada cliente. A participação do BNDES será de até 90% do valor dos itens financiáveis para financiamentos com taxa variável e de 100% para aqueles com taxa fixa. O limite do financiamento por cliente por ano é de R$ 20 milhões, com prazo para pagamento de 10 anos, incluída a carência de 3 a 48 meses. Nos casos de capital de giro isolado, o limite anual por cliente é de R$ 10 milhões, com prazo de financiamento de até três anos, incluída carência de 3 a 12 meses.

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14 ANOS VITÓRIA/ES ABRIL DE 2014 13 Estacionamento é receita extra Com o aumento do número de veículos nas áreas urbanas da Grande Vitória, shoppings e bancos lucram com o aluguel de vagas s falhas e a superlotação no sistema de transporte público e o congestionamento nas principais áreas comerciais e residenciais da Grande Vitória, aliados ao aumento da frota de veículos em todo o Estado, são condições que favorecem o mercado de estacionamento. Com um número em torno de mais de 1,5 milhão de veículos circulando, torna-se cada vez mais difícil conseguir uma vaga nas ruas, na hora de ir ao trabalho, banco, médico ou fazer compras. Com isso, o estacionamento acaba sendo uma ideia de negócio cada vez com potencial mais lucrativo, pois nos tempos atuais, as pessoas não podem se dar ao luxo de perder tempo, preferindo pagar para estacionar seu veículo em um prédio comercial, por exemplo, ao invés de ficar circulando à procura de uma vaga nas vias públicas. A falta de segurança nas ruas também é outro motivo que impulsiona os motoristas a incluírem esse tipo de despesa no orçamento ao sairem de casa. Outro fator é o valor da multa para veículos estacionados em locais proibidos, R$ 85,13 – além da incidência de quatro pontos negativos na carteira–, ser muito superior ao comercializado por algumas horas pelas empresas de estacionamento. FOTO: ANTÔNIO MOREIRA A Para o Sebrae, estacionamento é um bom negócio. Apesar do Sebrae/ES ter declarado à reportagem que não possui informações setorizadas sobre o negócio, dados do órgão nacional mostram que este é um ramo atraente, oferecendo margens de lucro não inferiores a 30%. Os interessados em entrar nessa atividade precisam apenas de um galpão bem localizado e alguns funcionários. Estacionamentos vivem de outras atividades, portanto a proximidade de universidades, centros comerciais, bares, restaurantes e hotéis é fundamental para a sobrevivência do empreendimento. Locais em que estacionamentos tem grande importância para a movimentação dos negócios são os shoppings. De acordo com a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), o Brasil hoje tem 496 shoppings e suas vagas para veículos somam 741.632 unidades. A estimativa da associação, com base em dados atuais, é de que ainda sejam inaugurados 37 novos empreendimentos ao longo de 2014. No ano passado, a média de circulação de pessoas nos shoppings do Brasil era de 415 milhões por mês. Em Vitória, deixar o carro durante uma hora em prédios comerciais que contam com em- presas que controlam estacionamento custa em média R$ 3,00. A cada hora adicional geralmente é cobrado mais R$ 1,00. Nos shoppings da Grande Vitória os valores são ou fracionados ou cobrados pelo período de quatro horas de permanência. No Shopping Vitória, a primeira meia hora custa R$ 2,50; a segunda meia hora tem o mesmo valor e a partir de uma hora a mais, cada 30 minutos custam R$ 0,50. No Shopping Mestre Álvaro, na Serra, estacionar durante quatro horas custa R$ 5, valor considerado promocional. O período de quatro horas no shopping Norte Sul custa R$ 4,00. Já no aeroporto de Vitória, a primeira hora custa R$ 4,00, até a segunda hora, R$ 5,50 e até a terceira hora R$ 8,00. A Estapar, que administra os estacionamentos dos Shoppings Praia da Costa e Mestre Álvaro, além de outros em condomínios da Grande Vitória, foi procurada para falar sobre o funcionamento dos estabelecimentos e da sua relação com os shoppings e condomínios, mas não deu retorno até o fechamento desta edição. A Fibra, que administra os estacionamentos do Shopping Norte Sul e do Shopping Outdoor Place, em Jardim Camburi, afirmou que o valor cobrado serve apenas para custear a operação. O Ministério Público ingressou com ação judicial e conteve os abusos Justiça determina cobrança fracionada Após muitas críticas sobre a cobrança mínima de estacionamento em estabelecimentos comerciais e bancos da Grande Vitória, o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), juntamente com o Instituto Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) entraram com uma Ação Civil Pública contra a cobrança fracionada. No último dia 25 de março, a 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, deu parcial provimento, por maioria de votos, à apelação do MPES e Procon, em face de Ação Civil Pública impetrada contra 25 empresas administradoras de estacionamento e estabelecimentos comerciais, bancários e hospitalares. Os órgãos alegam que o consumidor não tem o direito de pagar somente pelo tempo utilizado no estacionamento. A cobrança agora terá que ser fracionada de acordo com o tempo de permanência do cliente. Até essa decisão da Justiça, a cobrança de estacionamento era feita de meia em meia hora, a cada hora ou ainda referente à permanência de quatro horas, de acordo com as regras do estabelecimento. O desembargador revisor, Telêmaco Antunes de Abreu Filho, decidiu pelo estabelecimento de cobrança fracionada de estacionamento, com o cálculo “proporcional a 15 minutos de permanência além do limite mínimo de gratuidade”, ou seja, o cálculo terá como referência ¼ de hora. Em seu voto, o revisor entendeu que “a cobrança realizada pelos recorridos revela-se contrária às normas protetivas do Direito do Consumidor”, porque o valor cobrado pode ser superior ao serviço correspondente utilizado. Ainda de acordo com o desembargador Telêmaco, a norma impugna apenas o regime de cobrança, os estabelecimentos continuam a ter disposição de suas propriedades, não havendo, portanto, violação ao Direito de Propriedade. Ao que o revisor inferiu “ser plenamente possível a intervenção do Judiciário para verificar possível cobrança abusiva de estacionamento”. A Ação Civil Pública foi proposta em 2008 pelo MPES e Procon Estadual e julgada improcedente em 2011. O recurso foi formulado pelo MPES e pelo Procon com o objetivo de pedir a reforma da sentença de primeiro grau, em 2011, que reconhecia a ilegitimidade do primeiro em propor sobre o tema e a revisão dos valores cobrados em estacionamentos da Grande Vitória. As empresas ainda podem recorrer da decisão. Questionado se vai pedir que a decisão da Justiça passe a valer imediatamente, o MPES enviou nota, afirmando que “aguarda o envio oficial da decisão da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça para se manifestar sobre o caso em tela.” O Procon foi procurado, sobre o mesmo assunto, mas não retornou até o fechamento da edição. ■

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14 ABRIL DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS BENEDITO CALIXTO - EVANGELHO NAS SELVAS, 1893 Anchieta espera turistas religiosos A canonização do padre José de Anchieta deve aumentar o fluxo turístico da cidade e a prefeitura planeja melhorar a prestação dos serviços o último dia 3 de abril, o padre José de Anchieta foi canonizado pelo Vaticano. O decreto aconteceu mais de 400 anos após a abertura do processo que pedia a canonização do jesuíta espanhol. Ele foi declarado santo devido ao seu trabalho missionário no Brasil, principalmente pela catequização dos índios no período de missões jesuítas em diversas províncias do país. No Brasil, Anchieta percorreu vários estados como São Paulo e Bahia criando comunidades jesuítas, até se estabelecer no Espírito Santo, escolhendo a então Rerigtiba, atual município que leva seu nome, para viver. José de Anchieta morreu na aldeia de Rerigtiba em 9 de junho de 1597 e seu corpo foi transportado pelos índios até a Catedral de Vitória, onde foi sepultado. A Terra do Beato, como é conhecida Anchieta, agora quer se tornar referência em turismo religioso no Brasil. O prefeito Marquinhos Assad destacou a importância do turismo para o município. “O Turismo é um dos três pilares da economia do município de Anchieta. A canonização certamente vai aquecer este segmento e fomentar o comércio e a prestação de serviços em Anchieta. Todos os anos o município recebe um considerável número de turistas para conhecer e participar das festividades que marcam o falecimento N do fundador da cidade. Com a canonização certamente esse número vai aumentar muito, e vamos estar preparados para atender bem essa demanda.” Segundo a gerente estratégica de Cultura e Patrimônio Histórico, Renata Genevieve, o ideal é que o fluxo de turistas no município se espalhe durante todo o ano, e não fique concentrado em datas festivas. “Dentro do eixo religioso há locais interessantes para visitar, entre eles, o Museu do Beato, Igreja da Assunção e Centro Cultural. Há ainda enorme procura pela caminhada ‘Os Passos de Anchieta’ , que acontece todos os anos. E fora desse eixo temos um litoral deslumbrante, como as praias de Iriri, Cas- telhanos e Ubu, o circuito dos imigrantes, onde se localizam as Ruínas do Rio Salinas, Casarão de Quarentena, local onde os imigrantes ficavam em observação por 40 dias após desembarcarem no Rio Benevente.” Em reunião com o empresariado local, uma equipe da prefeitura destacou que o município precisa se preparar em todos os setores para receber o grande número de turistas, desenvolvendo principalmente setores importantes, como hoteleiro, comércio e alimentação. Os empresários se manifestaram e sugeriram a criação de uma comissão que visite municípios brasileiros que recebem estes turistas, como Juazeiro do Norte, na Bahia FOTOS: ARQUIVO JE Eustáquio Palhares contou com apoio de Lucas Izoton para o projeto Passos de Anchieta Após a canonização, deve aumentar o fluxo de turismo religioso na cidade de Anchieta e Aparecida, em São Paulo. O obje- lhares, que contou com o apoio do tivo é conhecer a logística empre- empresário Lucas Izoton. gada, tanto pelo poder público O percurso, que começa em Viquanto privado, nessas cidades. tória e dura quatro dias, termina PASSOS DE ANCHIETA - A ci- no Santuário Nacional: um condade de Anchieta, localizada a me- junto formado pela Igreja de Nosnos de 100 km de Vitória, tem a ofe- sa Senhora da Assunção, pelas esrecer aos visitantes muito além da cavações arqueológicas e pelo mubeleza e do aconchego de seus bal- seu da cidade. neários. Mesmo com o acesso até à Anchieta também oferece um cidade sendo todo asfaltado, mui- passeio de barco pelo rio Beneventos visitantes chegam também ao te, que leva o turista às antigas ruídestino a pé. nas numa autêntica viagem no O objetivo é fazer o trajeto Pas- tempo, relembrando a época dos sos de Anchieta, que reproduz a jesuítas. O percurso dura em méperegrinação feita pelo santo, que dia 40 minutos. lá morou e faleceu no século XVI. A Ilha do Papagaio é outra atraNeste mês José de Anchieta, que ção - único local que ainda abriga dá nome a cidade, foi canonizado os papagaios de penas verde e verpelo Papa Francisco. melha, símbolos de Anchieta. Não Essa caminhada é feita por fiéis deixe também de visitar o conjuntodos os anos. São 105 km percor- to arquitetônico do Centro da ciridos a pé por andarilhos de todo o dade, como o museu de Anchieta, Brasil e do exterior, a exemplo do o antigo Hotel e as igrejas centenáque acontece com o Caminho de rias. No quesito culinário, delicieSantiago de Compostela, na Espa- se com os quitutes caseiros, como nha, e o evento foi idealizado em pães, bolos, geleias e doces que dão 1998 pelo jornalista Eustáquio Pa- água da boca. Divirta-se! O caminho do santo A canonização do Padre Anchieta vem abençoar os esforços que alguns setores mais lúcidos do Espírito Santo fazem para que o Estado assuma o potencial de economia criativa que hoje representa o segmento ou estágio mais refinado na geração de valores de uma comunidade. Mesmo que seja um evento restrito ao universo católico, ou seja, objeto de uma fé determinada, o fato se reveste de grande impacto para uma economia do simbólico, cuja percepção de valor extrapola largamente as mensurações físicas. Personagem controvertido da nossa história no que se refere aos aspectos do sagrado e mesmo desfrutando de uma contemporização com as exigências da sua própria religião – a evidência científica de dois milagres – que transigiu em conceder-lhe o título pelo empenho devocional, Anchieta é um dos maiores vultos históricos do Brasil no século XVI. Foi um tempo em que a identidade nacional estava por ser erigida e o esforço de povoamento confinava-se no extenso litoral, sem lograr romper a muralha verde da imponente mata atlântica. É nesse cenário que o vulto de José de Anchieta se impõe, primeiramente pela integridade de sua devoção à sua fé, por mais que a contemporaneidade viesse a lhe questionar. Uma fé que deixava as sombras da idade média encerrada poucas décadas antes e a serviço de um clero que em seu nome imolava pessoas nas fogueiras da inquisição. Anchieta chegou ao Brasil no esforço católico da contra reforma que restringia os domínios católicos e a opressão papal. Mas os aspectos profanos de religião e poder não contaminam o fervor do jovem que aos 19 anos desembarca em Salvador com a prescrição de levar o evangelhos aos trópicos, pela necessidade de se antecipar à pregação luterana. E também pela indicação de que tais ares seriam benévolos à tuberculose óssea que lhe recurvava a espinha, tornandoo corcunda ainda tão jovem. MÉTODO -Anchieta é tido merecidamente como primeiro mestre do Brasil e nesse sentido é pertinente a manifestação dos professores que buscam institucionaliza-lo como o patrono de sua profissão. Suas prédicas através de peças e autos antecipava em séculos a constatação da moderna neurofisiologia de que histórias e contos são modos reconhecidamente eficazes de transmissão de conhecimentos orais visto que lidam com a imaginação, com criações mentais elaboradas pelo hemisfério direito do cérebro que é a área da criação. Formadas as imagens, elas se retêm indefinidamente na memória, diferentemente dos conceitos apreendidos racionalmente. Pelo mesmo aspecto cita-se as parábolas bíblicas trazidas por Jesus. O próprio leitor pode constar se evocar as estórias da sua infância, até hoje presentes nas lembranças onde muitos conhecimentos posteriores se dissiparam. Anchieta foi absolutamente integro em relação à sua devoção e à causa em que acreditava e essa atitude lhe confere a dimensão moral e espiritual. Mesmo nos episódios que eventuais detratores entendem que tisnam a sua santidade. Em um tempo em que se recusava ao aborígene a existência da alma, o jovem basco via neles as ovelhas desgarradas do conhecimento de Deus a serem integradas ao grande rebanho. Sua contribuição a um processo de miscigenação também foi preciosa já que via a necessidade da formalidade dos acasalamentos na união de colonizadores e nativos sempre provendo o sacramento do matrimônio. Diferentemente, por exemplo, do que ocorreu na América do Norte onde esse caldeamento não ocorreu, devido ao intransponível preconceito étnico. O Espírito Santo já se antecipara à percepção da dimensão do vulto de Anchieta pelo fervor que parte da população capixaba lhe dedica. A cidade que leva o seu nome certamente sempre teve muito a ganhar por isso, inclusive porque cidades de santo são melhor identificadas quando são de pequeno e médio porte, a exemplo do que se vê na Europa. Talvez um inspirado momento desse tributo ocorreu com a criação de Os Passos de Anchieta, projeto que resgata a rota original de perambulação e caminhada do evangelizador ao longo de cem quilômetros do litoral, entre a cidade onde escolheu terminar seus dias, aos 63 anos de idade, e o colégio de São Tiago, de que se ocupava praticamente como uma atribuição pós-missão evangelizadora da qual já tinha se liberado. Os Passos de Anchieta nasceram para dotar o Espírito Santo de uma rota histórica, turística e religiosa, antecipando o advento da Economia Criativa. Seus idealizadores acreditaram na construção de uma mística que se produz pela própria reflexão e introspecção que toda caminhada proporciona. Daí o conceito dos dois caminhos: um externo, de cem quilômetros para desfrute de exuberantes cenários que se alternam; outro interno, quando em reflexão as pessoas tendem a trocar o pensar pelo sentir, adentram o santuário do coração e ali revisitam papéis e sentimentos esquecidos pelo ritmo de seus cotidianos. FRUTOS - Depois de obter repercussão e reconhecimento nacional, Os Passos de Anchieta produziram um admirável efeito: semearam caminhos por todo o Brasil, desde que com sua divulgação pessoas de várias localidades buscaram identificar em suas regiões fatos históricos, patrimônios naturais, apelos turísticos que mesmo não emoldurados por grandes histórias pudessem atrair quantos se interessam por atividades de contatos mais prolongados com a natureza. Assim surgiram o Caminho das Missões, Caminho da Luz, Caminho dos Anjos, Rota dos Imigrantes e o caminho ostensivamente inspirado no projeto capixaba que o Estado de São Paulo criou com o nome de Os Passos dos Jesuítas. Muitos criadores desses projetos tributam aos Passos de Anchieta a inspiração de replica-lo em suas realidades. Maior destaque confere-se à Estrada Real, em Minas Gerais, que liga Diamantina à Paraty, no Rio de Janeiro. Esta rota resgata uma antiga trilha de diamantes percorrida pelos tropeiros que extraiam as riquezas de Minas para a Corte Portuguesa, escoando-a pelo Rio de Janeiro de modo quase clandestino. Não por acaso esse projeto surge posteriormente à divulgação nacional de Os Passos de Anchieta, num esforço empreendido pelo Governo do Estado em 1998, época em que ele foi implantado por um grupo de pessoas que viriam a fundar a Abapa – Associação Brasileira dos Amigos dos Passos de Anchieta. Aos 16 anos de existência, Os Passos de Anchieta, assiste, enfim a tão esperada consagração do seu mentor, para efeito de reconhecimento nacional. Para os idealizadores do projeto, sua estatura como homem ou como santo nunca ensejou qualquer questionamento. ■

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14 ANOS VITÓRIA/ES ABRIL DE 2014 15 Samarco inaugura quarta usina Com investimentos de R$ 6,4 bilhões, a empresa aumentará produção em 37%, totalizando 30,5 milhões de toneladas/ano Samarco inaugurou dia 3 de abril na Unidade de Ubu, em Anchieta, a quarta usina de pelotização, um dos maiores projetos privados do País. Com investimentos de R$ 6,4 bilhões, o projeto permitirá à empresa um salto de 37% na produção, que passa a ser de 30,5 milhões de toneladas de pelotas de minério de ferro por ano. “A entrega do projeto possibilitará à empresa atuar em um novo patamar. A ampliação da capacidade de produção consolida a posição da Samarco como uma das maiores exportadoras do Brasil e a coloca entre as principais fornecedoras de pelotas de minério de ferro do mundo” , ressalta Ricardo Vescovi, diretor-presidente da Samarco. A produção atingirá sua capacidade de produção nominal em 2015. O projeto contemplou a construção da quarta usina de pelotização, com capacidade de produzir 8,25 milhões de toneladas de pelotas de minério de ferro por ano, de um terceiro concentrador, com capacidade de 9,5 milhões de t/ano, na unidade de Germano (localizada entre os municípios de Ouro Preto e Mariana, em Minas Gerais), e de um terceiro mineroduto da Samarco, construído paralelamente aos outros dois já existentes. Com 400 quilômetros de extensão, ele passa por 25 municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo e tem capacidade para transportar 20 milhões de toneladas de polpa de minério de ferro por ano. Já o Terminal Portuário de Ubu, até agora apto a escoar 23 milhões de toneladas/ano, foi adaptado e teve sua capacidade de movimentação de carga aumentada para até 33 milhões de toneladas/ano, garantindo todo o escoamento da produção. A quarta usina de pelotização da Samarco gerou 13 mil empregos no pico das obras. Com a conclusão do empreendimento (após 35 meses de obras) foram gerados, aproximadamente, 1.100 empregos, entre diretos e indiretos. A Samarco já contratou quase a totalidade desses profissionais, que atuarão na operação das novas plantas. Dentre as iniciativas voluntárias relacionadas ao projeto, destaca-se a carboneutralização. Isso quer dizer que o balanço das emissões de gases de efeito- estufa, durante a fase de construção, foi igual ou inferior a A Ricardo Vescovi é presidente da Samarco zero. É o primeiro grande projeto de expansão no Brasil totalmente carboneutro. Foram adotadas medidas de compensação como o plantio de seringueiras e espécies nativas da Mata Atlântica e a reabilitação de áreas protegidas, com investimento de R$ 1,7 milhão. Indicadores - A execução da Quarta Pelotização permitiu à Samarco fazer um levantamento inédito e mostrar os efeitos do projeto para os Estados do Espírito Santo e de Minas Gerais. De forma voluntária, a Samarco monitorou, por meio de indicadores socioeconômicos, as possíveis interferências do projeto nos sete municípios de influência direta nas unidades de Ubu (Anchieta, Guarapari e Piúma) e Germano (Catas Altas, Mariana, Ouro Preto e Santa Bárbara). Foram avaliados e monitorados os seguintes temas: saúde, educação, segurança pública, mobilidade, trabalho, renda e geração de tributos municipais, estaduais e federais desses municípios. O processo foi participativo e compartilhado entre lideranças da Samarco, sociedade civil, iniciativa privada e poder público. Os investimentos em infraestrutura abrangerão também obras para a reforma do Hospital Municipal, em Piúma; a instalação da Unidade de Saúde de Jabaraí e a pavimentação do bairro Porto Grande, em Guarapari; e a construção da Casa do Cidadão, em Anchieta. No total, a Samarco aplicará R$ 12,2 milhões em ações definidas no Termo de Compromisso Socioambiental. Investimentos - A quarta usina de pelotização não apenas permitiu o aumento da capacidade de produção da Samarco, como também contribuiu com o desenvolvimento econômico e social das regiões próximas às operações da mineradora. “As comunidades vizinhas se beneficiaram da criação de empregos, capacitação de mão de obra local, geração de tributos, compras locais e investimentos diversos realizados pela Samarco em cada região” , afirma Ricardo Vescovi. O Programa de Investimento Social, por exemplo, foi desenhado com base na consulta e no diálogo com as cerca de 60 comunidades de 25 municípios da área de influência da expansão. Foram desenvolvidas pelas próprias comunidades 72 iniciativas que receberam apoio da empresa. As ações, com foco em educação e geração de renda, estão sendo executadas. Além dos investimentos sociais, a Samarco entregou também equipamentos em 23 municípios capixabas e mineiros. O aporte foi repassado aos municípios envolvidos nas obras do empreendimento ao longo de 2012 e 2013. Além de adotar critérios técnicos predefinidos, como extensão e tempo de execução das obras, a empresa ouviu os prefeitos das cidades beneficiadas antes de definir a aplicação dessa verba. Caminhões, tratores, pás-carregadeiras, automóveis e equipamentos hospitalares foram entregues às prefeituras. Nessas duas iniciativas, a Samarco desembolsou, de forma voluntária, cerca de R$ 8,6 milhões. ■ Com inauguração da quarta usina, Samarco se coloca entre as maiores do mundo Empresa tem compromisso socioambiental Outra inovação do projeto de expansão da Samarco foi a assinatura do Termo de Compromisso Socioambiental. O termo foi firmado entre o Estado do Espírito Santo, com interveniência técnica do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (IEMA), o Ministério Público, os municípios de Anchieta, Guarapari e Piúma e a Samarco. “Foi uma forma pioneira e inovadora de atuar, envolvendo setor público e sociedade civil, discutindo juntos e delimitando as responsabilidades dos envolvidos”, afirmou Ricardo Vescovi. No contexto do Termo de Compromisso Socioambiental foi elaborado o Plano de Uso e Ocupação da Rede Hoteleira. Ele teve o objetivo de evitar a ocupação desordenada dos imóveis da região e a distribuição regular dos leitos disponíveis, garantindo que os trabalhadores das empresas contratadas se hospedassem em locais apropriados, causando o mínimo de impacto nos municípios. No início do processo de regularização de hotéis e pousadas, em fevereiro de 2012, havia apenas sete desses estabelecimentos regulares nos três municípios da Área de Influência Direta. Com o envolvimento das prefeituras, por meio das Secretarias de Turismo e Fazenda e das Associações Comerciais e Empresariais, esse número passou para 77 hotéis e pousadas. O Plano Integrado de Prevenção, Controle e Fiscalização de Áreas Ocupadas e/ou em Risco de Ocupação foi outra ação do Termo de Compromisso Socioambiental. Ele resultou no levantamento, produção e publicação de dados cartográficos e cadastrais de Guarapari, Anchieta e Piúma, visando a subsidiar o planejamento territorial e estratégico dos municípios. Outro produto do plano foi a instalação do Núcleo de Inteligência e Imagem, responsável pelo monitoramento, análise e disponibilização de informações para o planejamento do território, a instituição de políticas habitacionais, o combate à ocupação irregular do solo, entre outros. A Samarco disponibilizou equipamentos, softwares e treinamentos para a operacionalização do núcleo. MARCOS DO PROJETO Um dos maiores projetos privados do País. Foram investidos R$ 6,4 bilhões. Esse valor é 20% maior que o PIB de Anchieta, Guarapari e Piúma juntos em 2010 (R$ 5,3 bilhões). O valor é, ainda, 2,3 vezes o PIB de Mariana (R$ 2,8 bilhões) e 16% maior que o PIB de Ouro Preto (R$ 5,5 bilhões) *; ■ 13 mil empregos gerados no pico das obras. Para se ter ideia, o número representa 33% do total de moradores dos municípios capixabas (26 dos 78) e 66% das cidades mineiras (565 dos 853) **; ■ R$, 3,8 bilhões em compras realizadas nos dois Estados (R$ 1,8 bilhão para o projeto em Ubu e R$ 2 bilhões em Minas Gerais); ■ 35 meses de obras; ■ 3,7 milhões de refeições foram oferecidas nos restaurantes das unidades ao longo de três anos (dois milhões em Ubu e 1,7 milhão em Germano); ■ O forno de pelotização, construído na unidade de Ubu, é o maior do mundo, com 204 metros. ■ Foram utilizados 170 mil m³ de concreto, material suficiente para construir dois Maracanãs (projeto de 1950) ou reformar todo o Complexo da Pampulha para a Copa do Mundo de 2014; ■ O projeto utilizou 3,1 mil quilômetros de cabos, quantidade que daria para ligar Vitória a Belém do Pará; ■ Utilizadas 200 mil toneladas de aço, quantidade que equivale a aproximadamente 400 mil carros populares; ■ Aproximadamente R$ 590 milhões em impostos gerados pelas obras do P4P em Germano, Ubu e mineroduto; ■ É o primeiro megaprojeto de expansão no Brasil totalmente carboneutro. Foram compensadas aproximadamente 150 mil toneladas de CO2 equivalente; ■ 1,4 mil pessoas foram qualificadas nos dois Estados nas áreas de eletromecânica e construção civil; ■ Foram investidos R$ 250 milhões em meio ambiente; ■ 63,1 milhões de homens-hora trabalhados totais e sem registro de acidente fatal; ■ 1,4 milhão de horas de treinamentos de segurança. ■ Entre 2005 e 2013 (oito anos), foram gerados pela Samarco cerca de R$ 7,4 bilhões em tributos. No intervalo de 2014 a 2018, com a operação do P4P, deverão ser gerados cerca de R$ 12 bilhões; ■ R$ 1,9 bilhão é o valor total que a Samarco recolherá em tributos, em 2014, com a operação das novas plantas. E, a partir de 2015, a estimativa é que ultrapasse a marca de R$ 2 bilhões. Em 2013, o valor foi de R$ 1,4 bilhão. ■ * Dados 2010 / ** Dados IBGE

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