Revista Jornal Empresários Março 2014

 

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® do Espírito Santo ANO XV - Nº 171 www.jornalempresarios.com.br MARÇO DE 2014 Em entrevista exclusiva concedida ao Jornal Empresários®, Carlos Costa, diretor da empresa, revela como a TelexFree atua no mercado virtual e enfrenta as ações judiciais motivadas por disputa de mercado. Páginas 8 e 9 R$ 1 bilhão para saneamento Renato Casagrande anunciou o investimento na solenidade que marcou a passagem do Dia Mundial da Água. Página 14

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2 MARÇO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS EDITORIAL❫❫ Lugar de polícia é nas ruas frase que serve de título a este editorial certamente é muito ouvida há anos, em um processo repetitivo longe da realidade, pois o que se observa em Vitória é exatamente o oposto: não tem polícia nas ruas. Em contrapartida, aumentam diariamente os casos de violência, atingindo a população nos quatro cantos da cidade, alcançando lugar de destaque nas estatísticas que tratam de casos de morte no país. O Brasil mantém o duvidoso título de país com mais representantes no ranking das 50 cidades mais violentas do mundo, lançado anualmente pela Ong Conselho Cidadão pela Seguridade Social Pública e Justiça Penal, do México, no qual Vitória ocupa a 14ª posição. Além dos homicídios, que representam o nível extremo da violência, outros tipos de criminalidade, como tentativa de homicídio, lesão corporal, ameaça, estupro, roubo, furto e tráfico de entorpecentes, são constatados cotidianamente no município de Vitória. A cidade mantém um alto índice de violência, registrando homicídios que atingem patamares significativos, colocando-a como o terceiro maior índice da classificação por capitais, inferior somente a Porto Velho e Recife, valores respectivos de 67,2 e 65,4 homicídios por 100 mil habitantes. Um quadro visivelmente assustador. Fala-se em polícia nas ruas, mas o que se vê no dia a dia não traduz essa realidade. Facilmente, a população pode observar que isso não é verdadeiro, como também não o é a tão falada Guarda Municipal da Prefeitura de Vitória. O efetivo é reduzido, o número de viaturas também. Enquanto isso, os criminosos se multiplicam, segundo os registros policiais. O tempo passa e não se tem notícia de um programa direcionado para o combate à criminalidade, numa somatória de esforços condizente com a importância da cidade de Vitória. Sem uma análise profunda do problema, a população tende a permanecer acuada, forçada a conviver com bandidos, em curva ascendente na qual o cidadão é sempre o mais prejudicado. Lugar de polícia é nas ruas, claro, mas é necessário haver um plano de ação eficiente e objetivo. O que se espera é que o discurso não fique apenas em frases bonitas, mas que a segurança seja real. ■ DELFIM NETTO A Fed vulnerável Banco Central dos Estados Unidos enviou ao Congresso americano, no dia 11 de fevereiro, o seu habitual relatório de início de ano sobre política monetária, o “MonetaryPolicyReport” , divulgado mundialmente. O documento incluiu um enigmático capítulo denominado “Estresse Financeiro e Vulnerabilidade nas Economias Emergentes” , onde foram relacionados 15 países (dentre eles o Brasil), tidos como os mais vulneráveis aos efeitos do programa americano de “enxugamento monetário” que o Federal Reserve iniciou no terceiro trimestre do ano passado. O estudo não dá detalhes de como foi calculado o tal “índice de vulnerabilidade” , informando apenas que foi construído com base em seis indicadores, mas sem revelar a receita de como eles foram combinados num único indicador. Trata-se, na verdade, de uma O mixórdia de documento, porque mistura os índices, não mostra como foram apurados ou construídos e, no final, a ponderação provavelmente é subjetiva. Sem esclarecer como o indicador final foi obtido, apenas aponta que o Brasil é o penúltimo da classe e depois compara tudo isso com o nível da desvalorização cambial. Nenhum país desenvolvido é relacionado. Só sabemos que na montagem dos índices Taiwan tem nota 4, a Turquia tem nota 12,5 e o Brasil é listado como a segunda economia “mais fragilizada” dos emergentes, com nota 12... Não se dá nenhuma informação sobre a questão principal: a “Vulnerabilidade” existe em relação a que? À ameaça de um default? A uma crise no balanço em conta corrente? À perspectiva de uma tragédia fiscal? A uma “parada súbita” do movimento de capitais? E afinal, a flutuação cambial é um ajuste ou um pecado na política de câmbio flutuante? Se mudar a ponderação dos fatores ou a época que escolhe para a desvalorização cambial, o resultado será diferente. Os Estados Unidos, com uma dívida pública de 106% do PIB e sob a ameaça de um defaultque conseguiu adiar pela diferença de um único voto no Congresso - estariam numa posição mais vulnerávelque o Brasil, cuja relação Dívida Pública/PIB é menor que 60%. Alguns emergentes são relacionados por causa de seus déficits em conta corrente, omitindo-se que nos desenvolvidos: a Grã Bretanha tem déficit de 3.8% do PIB; o Canadá, de 3,4%; os Estados Unidos de 2,7%, enquanto o déficit do Brasil é de 2,4%. As inconsistências do documento permitem uma conclusão quase inacreditável, em se tratando da responsabilidade do maior banco cen- tral do mundo: não foi feito um trabalho sério na construção dos tais índices de vulnerabilidade. Não há nada de “ciência” neste intrigante capítulo do Monetary Report enviado ao Congresso americano no dia da primeira apresentação de Janet Yellen como presidente do Federal Reserve. Só que, da mesma forma que as expectativas geradas pelas agências de “rating” , ele terá consequências. E elas são, geralmente, desagradáveis. Foi correta por isso a atitude do presidente do nosso Banco Central, Alexandre Tombini, de reclamar a Yellen da irresponsabilidade do FED de dar palpites sobre o Brasil... ■ Antonio Delfim Netto é professor emérito da FEA-USP, exministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento. contatodelfimnetto@terra.com.br EUSTÁQUIO PALHARES O grande passivo escondido C erta vez em conversa com um amigo, bem sucedido empresário do setor imobiliário, divagamos sobre as atividades que são potencialmente predatórias, na perspectiva do coletivo, sem desmerecer a contribuição social que proporcionam com a geração de renda através da distribuição de salários, lucros (logo reinvestimentos) e tributos. E nem tanto quanto as plantas industriais de baixo perfil de agregação de valor ao produto final, as clássicas commodities, isentas de imposto,extremamente agressivas ao meio ambiente, com potencial de geração de ocupação que sequer neutraliza os inchaços urbanos que provocam ao tempo de suas implantações. Vide Terra Vermelha, São Pedro, Feu Rosa, os mais emblemáticos. Tais inchaços, sabemos, produzem demandas que nunca são supridas pelo setor público, até porque a este cabe atender as demandas do conjunto, não de setores específicos, mesmo mais carentes, da sociedade. Também não se pode ignorar a realidade do imperativo da sustentabilidade que acentuou o rigor da legislação ambiental. Só que esta parece se ater ainda aos modelos clássicos de desequilíbrio ambiental. Na conversa com o amigo, pontuei-lhe que sua atividade para além de atender uma demanda de produtos e serviçosintensificadas pela urbanização, embutia indisfarçável caráter degradante da estrutura urbana. Em termos habituais, o empreendedor imobiliário identifica o terreno onde vai erguer sua edificação, constrói-a, vende-a e sai à cata de novo terreno para repetir o processo. O passivo urbano fica para trás, por conta da gestão municipal que deveria – e nunca o faz – ter parâmetros do que se adiciona à demanda de tais serviços: a questão da mobilidade urbana com o ingresso de novos veículos, a questão do lixo, a demanda dos serviços locais que intensifica o fluxo da região, enfim, uma série de fatores comprometedores do equilíbrio urbano mantido até então. Esse passivo é absorvido pelos que receberam o novo empreendimento porque o empreendedor estará, a esta altura, voltado para nova iniciativa, novo território virgem onde cravará seu projeto e do qual posteriormente se desvencilhará. Cumpre função social? Claro, formalmente gera empregos ao tempo da construção, agrega valorde mercado com a oferta de novas unidades, enfim, cumpre um rito econômico regular, inadvertido para uma nova realidade e para a saturação do espaço que veio adicionar o estoque de moradias. Um terreno de 600 metros quadra- dos que abrigaria em condições satisfatórias umas dez famílias passa aconter um edifício de 10 andares com 40 famílias, um acréscimo populacional, apenas nesta unidade, de cerca de 200 pessoas. A exiguidadeda oferta de espaços normalmente inspira a criação de novos espaços, anteriormente rejeitados socialmente e próximos de áreas de exclusão além de, perversamente, instituir novas referências de habitação. Assim é que da habitação média de 100 metros quadrados para uma família de três pessoas de 15 anos atrás tem-se a oferta de apartamentos de quatro quartos com área total de 80 metros quadrados. Sim,ninguém é obrigado a adquirir esses imóveis e se o faz está consciente das limitações ou do confinamento a que irá se adaptar. Ensaia-se já a progressiva redução das áreas já se contemplando padrões habitacionais de 18 metros quadrados. O laisser faire do mercado é sagrado, a pessoa compra porque quer. Quer estar ao lado dos que experimentam o privilégio de viver em áreas mais nobres, mesmo que submetido a um confinamento aviltante mas aí realmente cabe acatar a soberania do mercado. Estudos nessa área já indicam a impossibilidade de uma família de três pessoas conterem-se em dimensões restritas sem que ocorra um nível de tensões rotineiras potencializadoras de neuroses, pela simples supressão da individualidade e da privacidade. Esse quadro integra a paisagem “normótica” das cidades. Se o normal é viver neuroticamente, vivamos neuroticamente pois, desde que a normalidade é uma questão de estatística, no caso mais de 50% da população. Agrava esse cenário a espontaneidade da aglomeração urbana sem um regramento verdadeiro que os PDMs não atendem. Os destinos turísticos são validados e viabilizados a partir de um estudo de capacidade de carga: quantas pessoas um local pode acolher satisfatoriamente provendo os serviços básicos necessários. Porque as cidades e os bairros não podem ser assim? Simplesmente porque até aqui ninguém pensou nisso ainda? Qual a capacidadede lotação de uma estrutura urbana, a partir da qual seria interditada a sua ampliação? Para o próprio mercado imobiliário isso seria um fator decisivo de agregação de valor posto que a oferta seria limitada e tudo que é escasso é mais valorizado,mas quem ganharia mais seriam as pessoas que por mera questão cronológica já vivessem ali.■ Eustáquio Palhares é jornalista eustaquio@iacomunicacao.com.br É publicado por Nova Editora - Empresa Jornalística do Espírito Santo Ltda ME - Insc. Municipal: 1159747 - CNPJ: 09.164.960/0001-61 Endereço: Praça San Martin, 84, salas 111 e 112, Edifício Alphaville Trade Center - Praia do Canto, Vitória - Espírito Santo - CEP: 29055-170 Diretor e jornalista responsável Marcelo Luiz Rossoni Faria rossoni@jornalempresarios.com.br Repórter fotográfico Antônio Moreira Colaboradores Antonio Delfim Netto, Eustáquio Palhares e Jane Mary de Abreu Site: www.jornalempresarios.com.br E-mail: jornal@jornalempresarios.com.br Impressão: Gráfica JEP - 3198-1900 Diagramação Liliane Bragatto redacao@jornalempresarios.com.b Contato comercial comercial@jornalempresarios.com.br Telefone (27) 3224-5198 As opiniões em artigos assinados não refletem necessariamente o posicionamento do jornal.

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14 ANOS VITÓRIA/ES MARÇO DE 2014 3 Terreno de marinha é bitributado Sobre os terrenos próximos ao mar são cobrados impostos em duplicidade: IPTU e a taxa de marinha V itória tem mais de 40 mil imóveis situados em áreas consideradas terrenos de marinha. Os proprietários desses terrenos precisam desembolsar todo ano de 0,6% a 5% do valor do imóvel para a Secretaria de Patrimônio da União (SPU). Além disso, proprietários de terrenos e imóveis localizados em áreas de marinha também precisam pagar o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), cobrado anualmente pela Prefeitura de Vitória. Para o advogado tributarista Ricardo Dalla, a cobrança das duas taxas ao proprietário do imóvel é considerada ilegal, pois se enquadra com bitributação. São considerados terrenos de marinha aqueles que são situados a 33 metros da costa marítima, em relação à média anual das marés altas e baixas (preamar-média) do ano de 1831 e não a que se vê hoje, após o crescimento das cidades. Nesse cálculo se incluem o contorno de ilhas e das margens de rios e lagoas. A cobrança também já foi con- siderada ilegal em 2005, quando foi feita a emenda constitucional nº 46, que considerava que ilhas oceânicas que são capitais de estado não são consideradas terrenos de marinha e, portanto, não haveria fundamento para a cobrança de taxas de foro, laudêmio e ocupação, o que inclui cidades como Vitória, Florianópolis (SC) e São Luiz (MA). Mas o SPU continua cobrando as taxas, justificando que as áreas seriam aterros, portanto, passíveis de cobrança, de acordo com o advogado tributarista Ricardo Dalla. Para Dalla, há aspecto de bitributação para o contribuinte por apenas uma área. O problema é que na Justiça, tem se entendido que a taxa de terreno de marinha não é imposto, por isso não se justificaria como bitributação. “Já pagamos o IPTU sobre a mesma base de cálculo do metro quadrado. Nos já pagamos o IPTU anualmente ao município e essa cobrança em duplicidade, usando a mesma base de cálculo, no meu modo de ver tem aspecto de bitributação. Mas a ju- FOTO: ANTÔNIO MOREIRA O municipio de Vitória possui muitas áreas consideradas como terreno de marinha risprudência dos tribunais tem entendido que isso não é relação de direito tributário. IPTU é direito tributário, terreno de marinha é uma relação patrimonial de direito civil que a união tem dos seus particulares habitantes. Isso faz com que o ódio social se alastre porque a cidade inteira está gravada por terreno de marinha.” Dalla afirmou que ele e seus clientes, enquanto a discussão na Justiça não acaba, têm depositado os valores cobrados pela União em conta judicial. Há dois tipos de terrenos de marinha, os de regime de ocupação ou de aforamento. No primeiro caso, a União é proprietária da área e ainda pode reivindicar o direito de uso quando quiser. Já o aforamento, o morador do terre- no passar a ter um domínio útil sobre o terreno de marinha, ou seja, a área fica dividida entre a União e o morador. São cobradas pela União várias taxas de quem habita terreno de marinha. O laudêmio de 5% do valor do imóvel é cobrado quando ele é vendido. Só com essa taxa quitada é possível obter a Certidão Autorizativa de Transferência de Imóvel. Há também a taxa de foro anual, paga em sete prestações. No caso de moradores que são ocupantes de terreno de marinha, o percentual do cálculo é de 2% ou 5%. Para o foreiro, o percentual é de 0,6%. A cobrança é feita pela Secretaria de Patrimônio da União (SPU). O secretário da Fazenda de Vitória, Alberto Borges, foi procurado para falar sobre o que a prefeitura pretende fazer para eliminar a cobrança de terreno de marinha, assunto que faz parte das promessas de campanha do prefeito Luciano Rezende, mas até o fechamento da edição, este não retornou as ligações da reportagem. ■

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4 MARÇO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS JANE MARY DE ABREU Naturalmente feliz... ania estranha essa que o ser humano tem de rotular a vida. A mente não se conforma com a simples existência de um fenômeno, ela tem compulsão por dar nome, classificar, comparar e julgar. Esse é que é o perigo – quanto julgamos alguma coisa, imediatamente a reduzimos a um conceito, a um mero ponto de vista, que não tem nada a ver com a verdade. Qual a dificuldade em apenas aceitar a vida como ela nos chega? Por que insistimos em tentar explicar o que nasceu para ser mistério? Viver naturalmente é tão mais simples... tão mais prazeroso... Não há a menor necessidade nem das explicações e nem das justificativas. A atitude mais inteligente vai ser sempre, na minha opinião, a contemplação... Parto do seguinte princípio: se a coisa existe é porque o Universo entendeu que ela é necessária, de outra forma ele não teria consentido com a sua existência. Sabe aquela história de que não cai uma folha sequer de uma árvore sem que Deus queira? Eu acredito nela cem por cento, por isso aceito tudo que a vida me manda, sem rotular se é bom ou ruim. É a experiência que eu preciso viver e ponto final. M O ponto de partida para esta compreensão foi mudar a pergunta. Ao invés de: por que isso está acontecendo comigo, eu me pergunto: o que tenho que aprender com isso? Esta simples atitude fez uma enorme diferença na minha vida. Deixei para sempre o papel da vítima e hoje me responsabilizo por absolutamente tudo que me acontece. Se é alegria, foi eu que construí, parabéns pra mim! Se é tristeza, foi eu que construí também, é aprendizado! De qualquer forma eu saio ganhando. O movimento da vida é sempre de proteção, as coisas acontecem para nos fazer evoluir, senão ficaríamos eternamente vivendo as mesmas histórias, preferindo passar pelos caminhos conhecidos, que aparentemente não oferecem nenhum risco. Pode até ser, mas eles também nos impedem de conhecer o novo, de experimentar novas emoções e viver plenamente. Isso só os caminhos desconhecidos podem nos proporcionar. Somos hóspedes neste planeta, não somos donos de nada, nossa passagem por aqui é muito breve... então por que perder tempo rotulando as coisas e as pessoas? Quando aceitamos tudo que nos acontece com gratidão, nos abrimos para novos aprendizados e a vida vai se tornando cada vez mais encantadora e surpreendente. Tudo se desdobra naturalmente... a ansiedade é que nos impede de perceber isso. Quando aquietamos a mente e paramos com a tentativa inútil de controlar o movimento natural das coisas, a vida se apresenta de uma forma deslumbrante e bela... cada coisa no seu lugar... cada um de nós cumprindo o seu papel na obra divina... sem esforço... automaticamente... sem pressa... Assim é! O sofrimento só surge quando não aceitamos o que está diante de nós e insistimos em dar nomes às experiências que estamos vivendo: Isso é péssimo, isso é maravilhoso, isso é degradante, isso é nobre... Quanta bobiça, diria a minha avó... Tudo não passa de esforço inútil de tentar entender o que existe apenas para ser vivido. O mundo é uma velha sala de aula, onde as lições se sucedem na velocidade da nossa necessidade de evoluir. Cada um está numa determinada lição e deve se esforçar para fazê-la bem, a fim de passar para a seguinte... Para ser feliz naturalmente, basta seguir as leis divinas! Vou citar um exemplo bem prático: Quando Deus apaga a luz, quando o sol se põe no horizonte, o Universo está nos convidando ao recolhimento, é hora de dormir. Quando Deus acende a luz, e o sol reaparece, o chamado é para despertar. É durante o sono noturno que recebemos uma enorme quantidade de energia cósmica que vai nos possibilitar ter uma vida ativa no dia seguinte. Se a pessoa passa a noite na balada, intoxicando-se com drogas lícitas e ilícitas, pensamentos e sentimentos negativos, vai comprometer a rotação dos chacras - os pontos de entrada e saída de energia do nosso corpo - e em pouco tempo estará totalmente sem vitalidade, parecendo um zumbi. A loucura do mundo é que as pessoas querem fazer sempre as mesmas coisas e obter resultados diferentes. Atreva-se a fazer diferente, tenha coragem de trafegar na contramão e assim você obterá resultados diferentes e uma vida cheia de novas emoções. Vão chamar você de louco? Certamente que sim, a sociedade se incomoda com tudo que contraria o molde social estabelecido. Mas você não é nenhum boi para seguir a boiada con- formado, de cabeça baixa, resignado com a vida medíocre que as convenções sociais programaram para você. Você é filho do dono do mundo, esqueceu? Pois trate de lembrar e honrar a sua origem divina. Ninguém vai fazer isso para você, esse é um caminho solitário que só você pode fazer. Por isso meditar é tão importante. O silêncio nos traz clareza, discernimento, compaixão, nos aproxima do Divino que mora em nós, na parte mais silenciosa do nosso coração. O negócio, meu amigo, minha amiga, é abandonar o medo, respirar muito, dormir com a noite e acordar com o dia, preencher-se de amor, segurar na mão de Deus e prosseguir na luz... Quando a gente entra em sintonia fina com as leis divinas, perde a necessidade de rotular as coisas e toma posse da verdadeira vida, que é deslumbrante e bela! ■ Jane Mary de Abreu é jornalista, consultora de marketing político e empresarial e palestrante motivacional, com foco no endomarketing, descompressão de ambientes e espiritualidade no trabalho. janemaryconsultoria@gmail.com

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14 ANOS VITÓRIA/ES MARÇO DE 2014 5 Vem aí a Feira da Construção A Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo, Sinduscon e o Sebrae se uniram para realização da Expo Construções presidente da Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (Findes), Marcos Guerra, lançou oficialmente na noite do dia 13 de março, no auditório da entidade, a Expo Construções, a primeira Feira da Construção no Estado. Uma iniciativa da Câmara Setorial das Indústrias de Material de Construção, presidida pelo empresário Houberdam Pessotti. Guerra anunciou que a feira será realizada de 5 a 7 de novembro, no Pavilhão de Carapina, no município da Serra, e será em parceria com o Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Estado do Espírito Santo (Sinduscon-ES) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Estado do Espírito Santo (Sebrae-ES). Guerra destacou a importância da união entre os treze sindicatos envolvidos na Expo Construções. “Essa iniciativa promove o fortalecimento e a integração sindical da nossa indústria. A feira já nasce grande. Nosso objetivo é dar à Expo Construções visibilidade a nível nacional, garantindo o sucesso em seus negócios durante os três dias de realização. Parabenizo o presidente da Câmara Setorial das Indústrias de Material de Construção, Houberdam Pessotti, que idealizou este evento, que tem como meta facilitar o relacionamen- O to entre os diversos segmentos que envolvem a indústria da construção civil. A cadeia deste setor reúne 8.671 empresas, que geram 101.560 empregos em nosso Estado. Parabéns a todos” , comemorou Guerra. O evento contou também com a presença do vice-governador, Givaldo Vieira (PT), do secretário de Estado de Desenvolvimento Nery de Rossi, dos 31 presidentes de sindicatos patronais filiados a Findes, de empresários do setor e de convidados. O vice-governador destacou a iniciativa do Sistema Findes, que, por meio da integração dos sindicatos, vai beneficiar um conjunto de interesses legítimos de grandes e pequenos empresários, que contam com a assistência do Sebrae. "A área da construção é ponta de lança da economia do Espírito Santo, porque gera milhares de empregos nos setores público e privado. Vivemos um momento novo, com a edificação de portos, estaleiros e expansão imobiliária em vários municípios, o que potencializa a importância do evento. Aproveito a oportunidade para colocar o Governo do Estado à disposição para apoiar a realização da feira, e, assim, ajudar no desenvolvimento sustentável capixaba", declarou. A Expo Construções cria oportu- FOTOS: ANTÔNIO MOREIRA Marcos Guerra preside a Findes nidade de gerar negócios e disseminar novos produtos, tecnologias e tendências. O mercado da construção civil no Espírito Santo conta com dez mil engenheiros, arquitetos e especificadores e 12 mil estabelecimentos formais da construção. A Qualicon, que é um evento que já acontece todos os anos no Estado, durante o qual são debatidos temas como qualidade, inovação e tecnologia na construção civil, será integrada à Expo Construções. O evento reúne grandes players do mercado, com foco em palestras, debates e trocas de experiências entre os profissionais do setor. ■ José Eugênio é diretor do Sebrae Aristóteles Passos dirige o Sinduscon SAIBA MAIS Feira Expo Construções ■ DATA: 5 a 7 de novembro ■ LOCAL: Carapina Centro de Eventos (Serra-ES) ■ TREZE SINDICATOS PATRONAIS FILIADOS AO SISTEMA FINDES QUE PARTICIPARÃO DO EVENTO: Sindividros-ES, Sinduscon, Sindirochas, Sindiquímicos, Simprocim, SindiplastES, Sindipedreiras, Sindicer, Sindifer,Sindicopes, Sindmadeira, Sindimol e Sindimóveis. ■ OBJETIVO: promoção do contato e facilitação do relacionamento entre construtoras e comerciantes de material de construção. ■ PÚBLICO-ALVO: Cincorporadoras; fornecedores da indústria; lojistas, atacadistas e engenheiros; empreiteiros;arquitetos; designers de interiores; decoradores e paisagistas; profissionais da construção em geral; estudantes e consumidores.

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6 MARÇO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS FOTOS: ANTÔNIO MOREIRA Instituto será criado para regular obras Para dar fim à polêmica criada em torno do PDM, a Prefeitura de Vila Velha quer criar o Instituto de Planejamento e Desenho Urbano Prefeitura de Vila Velha está pronta para encaminhar para a Câmara de Vereadores do município uma minuta de projeto de Lei para a criação do Instituto de Planejamento e Desenho Urbano de Vila Velha (IPDUVV). A informação é da secretária de Desenvolvimento Urbano de Vila Velha, Ana Márcia Erler. Segundo ela, o Instituto vai ser encarregado de elaborar o novo Plano Diretor Municipal do município para planejar o crescimento nos próximos 10 anos, além de coordenar a participação da sociedade civil e da comunidade na elaboração das novas normas de construção em Vila Velha. Depois da aprovação, para o Instituto começar a funcionar serão contratados arquitetos e urbanistas por concurso e por cargos comissionados, além de uma equipe multidisciplinar para formar o quadro de funcionários do novo órgão. O objetivo é que o Instituto também promova estudos e pesquisas sobre o desenvolvimento do município, além de manter a guarda de documentos e projetos sobre a cidade. O Ministério Público vai participar da discussão do novo PDM de Vila Velha, visando apontar se as novas propostas estão de acordo com a lei. A promotora de Justiça Nicia Regina Sampaio afirmou que para alcançar um plano de validade, o Ministério Público vai instaurar um processo civil, inicialmente de acompanhamento, para saber, do ponto de vista legal, se as questões formais estão sendo observadas, se as audiências públicas realizadas seguem um roteiro, se a comunidade foi avisada antecipa- A Ana Márcia Erler informou que o instituto vai também efetuar pesquisas damente e se recebeu os documentos para que possa ter uma participação qualificada. Uma das questões a observadar é a preservação das zonas de especial interesse ambiental. “Não é possível pegar uma zona de interesse ambiental e transformar em uma zona industrial. Essas zonas têm esse caráter específico por causa da sua vocação natural. Não podem sofrer alteração que retroceda em termos de impacto ambiental. A questão hídrica também tem que ser observada. Em função da falta de fiscalização, as margens da bacia do Jucu foram tomadas e quase não temos mata ciliar” , afirmoua promotora. O Fórum Popular em Defesa de Vila Velha (FPDVV) também pretende participar das discussões do novo pla- A promotora Nicia Regina diz que o MT vai participar de todas as discussões no diretor, visando levantar discussões sobre os cuidados com as novas ocupações do solo do município. A coordenadora do FPDVV, Irene Léia Bossois, afirmou que os modelos de ocupação do solo são excessivos para certas regiões. “Não se considera a capacidade de certa região em absorver o volume construído e planejado. Hoje se aumenta certa quantidade de moradores em uma região até estrangular e depois que se esgotam as possibilidades,se reproduz o mesmo modelo para outras regiões. Precisamos repensar o modelo de ocupação da cidade” , ressaltou. A coordenadora afirmou há expectativa de que o novo PDM mantenha características do anterior, elaborado nos marcos de uma cidade sustentável e baseado na agenda 21. ■ Prédios altos projetam sombra na Praia da Costa

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14 ANOS VITÓRIA/ES MARÇO DE 2014 7 FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Maior oferta de imóveis fora da capital Segundo o Sinduscon, o mercado imobiliário tem novo direcionamento e Vila Velha volta a atrair a atenção dos empresários do setor Em Laranjeiras, na Serra, há grande demanda por imóveis novos om a supervalorização dos poucos terrenos disponíveis para construção de imóveis em Vitória, empresários do setor da construção civil buscam redirecionar novos empreendimentos para as regiões com potencial para recebê-los. O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Espírito Santo (Sinduscon/ES), Aristóteles Passos Costa Neto, afirmou que os municípios da região metropolitana ainda são os mais procurados, principalmente Vila Velha, que sempre apresenta maior atratividade, principalmente Itaparica e as regiões que C margeiam a Rodovia do Sol. O município de Serra teve seu momento e passa agora por uma fase de acomodação necessária, diante da grande oferta de imóveis dos últimos anos, mas certamente continuará recebendo a atenção do mercado, principalmente a região de Laranjeiras. “Cariacica tem-se mostrado um município que está atraindo investimentos imobiliários, inclusive de grande porte e Viana começará a despertar o interesse dos empreendedores, principalmente por conta da quantidade de áreas livres para expansão” , afirmou. Sobre os modelos de empreendimentos sendo projetados para as novas regiões de expansão, Aristóteles Passos Costa Neto ressaltou que quando se fala em margem da Rodovia do Sol, os condomínios horizontais têm mais atratividade. Já em Cariacica, a tendência é a verticalização, com os clubes residenciais. Sobre as perspectivas para os próximos anos, Costa Neto frisou que a indústria imobiliária passa por um momento de ajuste. “Nos últimos anos crescemos muito, acima da média nacional. Não acredito que isso continue. Estamos em processo de desace- leração para adequação do nosso mercado. Assim, acredito que cresceremos nos próximos anos em ritmo menor, adequado à demanda existente. Certamente serão exploradas as regiões de expansão urbana, localizadas em Vila Velha e Cariacica. Devemos observar que o ajuste de nosso mercado passa pela nova configuração de empresas. As grandes empresas nacionais já não estão mais investindo em nosso Estado. Dessa forma voltamos a ser um mercado de empresas regionais” , finalizou. O empresário da construção civil João Luiz Menezes Tovar também apontou para Itapoã e Itapa- rica como regiões para o crescimento em Vila Velha, e na região de Carapina e Laranjeiras para o aumento no número de empreendimentos em Serra. Para ele, Vila Velha continua sendo alvo da procura por moradia por ter uma das melhores praias do Estado, a Praia da Costa. Mas ressaltou que o sucesso desse crescimento passa por uma melhora na mobilidade urbana, para facilitar acessos entre Vitória - Serra e Vitória - Vila Velha, pois os atuais, como a Terceira Ponte no caso de Vila Velha, e rodovia Norte-Sul no caso de Serra, já estão saturados e não atendem à demanda. ■

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8 14 AN “A TelexFree é uma empresa orga Em entrevista exclusiva concedida ao Jornal Empresários®, Carlos Costa, diretor da empresa, revela como a TelexFr uito se tem falado da TelexFree, uma empresa multinacional americana que atua no mercado de VoIP (Voz sobre IP) desde 2002 na área de telecomunicação nos Estados Unidos. A empresa é alvo de acusações, apontada como uma espécie de pirâmide financeira, atividade proibida no Brasil e se vê às voltas com vários processos judiciais. Carlos Roberto Costa, diretor da TelexFree no Brasil, se defende de todas as acusações e afirma que sairá vitorioso nos processos, que, segundo ele, se relacionam com disputas de mercado. Nesta entrevista exclusiva ao Jornal Empresários ele fala da empresa, de seus propósitos e o que ela representa para o futuro de milhares de pessoas que participam, via TelexFree, desses dois importantes mercados: publicidade e comunicação. “São tantos os processos como nunca se viu na Justiça brasileira, mas estamos enfrentando um a um, através de advogados competentes, cada um em sua especialidade, todos eles aptos a ajudar a Justiça a elucidar e concluir todos, para mostrar aos concorrentes, principalmente aqueles que ainda não se adaptaram ao mundo virtual, onde atuamos com muito sucesso, que prezamos muito a ética e a decência” . Veja a entrevista. Jornal Empresários - A TelexFree é alvo de pesadas acusações desde algum tempo. Qual a versão do senhor, como diretor da empresa, de fatos que constantemente são abordados nos noticiários? Carlos Costa: Quero dizer que esta é a primeira vez que sou entrevistado pela mídia impressa aqui do Espírito Santo, aliás de forma digna, por um jornal que foca a visão empresarial e tenho certeza que muitos leitores passarão a refletir melhor após conhecer como funcionam os negócios da TelexFree no Brasil e no mundo . Como a TelexFree surgiu, qual seu ramo de atividades e como ela opera no mercado? Carlos Costa: A TelexFree é uma empresa que atua nas áreas de publicidade e tecnologia. Foi fundada em 2002 e tem como principal serviço e produto um plano de tecnologia VoIP, que permite realizar chamadas ilimitadas para celulares e telefones fixos. Foi justamente este produto que motivou a empresa a criar um plano de divulgação ousado, através do qual abre espaço para que nossos divulgadores TelexFree façam o papel de anunciar seus serviços e produtos em sites de classificados na internet. É o mundo virtual se sobrepondo na publicidade, no campo M que mais avança no planeta inteiro nos últimos 20 anos: o mundo da informática. E posso afirmar que o retorno desse negócio é excelente para ambas as partes, empresa e divulgador. A TelexFree é uma empresa organizada como todas deveriam ser. Nossa ferramenta é a tecnologia e usufruímos dos seus avanços cada vez mais modernos. Encontramos um modelo de trabalho que funciona de forma participativa, com muito trabalho, de segunda a segunda. A comercialização de produtos e serviços, no mundo digital, é uma realidade que avança em todos os setores e está mudando o perfil dos consumidores e dos empresários. Esse avanço incomoda a quem não se reciclou e gera uma concorrência mais acirrada? Carlos Costa: A tecnologia avança a cada segundo, trata-se da modernidade do processo de vendas de produtos e serviços. Veja bem, há pouco mais de 10 anos, o consumidor, ao comprar uma viagem aérea, recebia uma passagem que mais parecia um talão de cheques, de tanto papel que vinha grampeado no documento. Hoje, esse mesmo consumidor recebe o cartão de embarque no visor do celular, e só. É a isso que todos precisam se ajustar. No mundo todo estamos vivendo a fase do divisor de águas desse processo. Tem os que se adaptam, os que tentam se adaptar e ainda aqueles, na minha opinião os piores, que se recusam a se adaptar às facilidades oferecidas pela internet. Hoje compramos pela internet os mesmos produtos (e muitas vezes mais barato) que vemos anunciados na TV, nos outdoors, nos jornais, sejam eles eletro-eletrônicos, óculos, sapatos, roupas, carros etc... tudo! Pode ter certeza que isso incomoda demais aqueles empresários que ainda não se adaptaram ao mundo virtual. Quais as maiores resistências enfrentadas atualmente pela TelexFree? Carlos Costa: Assim como qualquer grande empresa, temos concorrentes, clientes, relações com os governos, atuamos em rede com mais de 40 países e com previsão de dobrarmos para 80 até o final deste ano, ou seja, quase meio planeta Terra será nosso cliente em breve. A expansão dos nossos negócios tem um efeito multiplicador permanente. A empresa cresce todo dia no mundo inteiro a cada segundo, isso é fato. Sei que teremos de enfrentar muitos preconceitos, e às vezes, certa dose de interesse em nos tirar do mercado utilizando-se das piores ferramentas possíveis. Fazem a justiça brasileira exercer um papel nunca antes visto na história do Brasil, con-

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NOS VITÓRIA/ES MARÇO DE 2014 9 nizada como todas deveriam ser” ee atua no mercado virtual e enfrenta as ações judiciais motivadas por disputa de mercado tra qualquer empresa que seja. Qual empresa sobreviveria com todas as suas contas bloqueadas já há mais de nove meses? Temos funcionários, sede, fornecedores, empreendimentos imobiliários, impostos a recolher, e muitos impostos já devidamente recolhidos aos cofres públicos. Se isso é uma pirâmide, então sou um faraó (risos). Toda empresa é uma pirâmide, na visão que os organogramas definem tão bem, na estrutura de cada uma delas. Todas tem uma base formada por operários, vendedores, caixas, carregadores, enfim, pessoal operacional mesmo. Depois vêm as chefias de setores, supervisões, gerências, superintendências, diretores, presidentes, sócios, investidores e conselho de acionistas. Quando o vendedor lá embaixo efetua uma venda, esse valor é redistribuído entre fornecedores, salários, encargos, impostos e participação nos resultados, não é mesmo? E com relação aos processos em andamento na Justiça, o que o senhor tem a dizer? Carlos Costa: São tantos os processos, mas estamos enfrentando um a um através de advogados competentes, cada um em sua matéria de especialidade, todos eles aptos em ajudar a Justiça elucidar e concluir os processos. É uma pena que exista toda essa lentidão devido à avalanche de processos que se derramam todos os dias nos fóruns e tribunais do país, mas creio que vamos conseguir superar todos esses obstáculos. É importante frisar que faço questão de comparecer a todas as audiências para as quais sou convocado. Eu poderia simplesmente fechar a empresa no Brasil e partir para o mercado exterior, onde atuamos em mais de 40 países, não? Convites não me faltam, mas é uma questão de honra e caráter permanecermos aqui no Brasil. Os meus divulgadores sabem que não sou empresário de pular fora do barco. Vamos enfrentar as adversidades com muita coragem, profissionalismo e com a certeza que a justiça brasileira uma hora chegará ao veredito final e reconhecerá a integridade do nosso negócio, que beneficia milhões de famílias em toda a nação. Na verdade, espero que os incomodados que se mudem ou se tornem nossos sócios. De que forma o senhor direciona esse enfrentamento, que inclui empresas tradicionais de grande porte? É uma luta de Davi contra Golias? Carlos Costa: Exatamente, é isso mesmo. E porque Davi venceu? Por um único motivo: tinha Deus ao seu lado e eu sinto que também tenho. Não é nenhum clichê da minha parte e nem um subterfúgio para os meus dias na Terra. Jamais usaria o nome de Deus para me beneficiar em detrimento aos demais. Pode pegar todos os meus vídeos de apresentação e verá que sempre invoco o nome de Deus para todos os meus, seja minha família, meus amigos, funcionários, divulgadores. É Ele que me dá essa força e é n’Ele que acredito que esse Mar Vermelho se vai abrir novamente. Como o senhor encara as denúncias e de que forma pretende demonstrar que elas são infundadas? Carlos Costa: É importante frisar que temos o Demonstrativo Consolidado de Crédito Tributário emitido pela Receita Federal, cujo teor prova que em nove meses de investigação não foi identificada nenhuma irregularidade dentro da nossa contabilidade que diz respeito à ilicitude, seja sonegação, fraude ou conluio. Pagamos uma multa de mais de R$ 71 milhões porque o nosso formato de microempresa deveria ter sido desenquadrado há mais tempo, somente por isso e já pagamos essa multa! Eu gostaria de Divulgadores antes de evento promovido pela TelexFree ressaltar o seguinte: a empresa vem lutando na justiça desde dezembro do ano passado com a proposta de devolver o dinheiro das pessoas que entraram por último como divulgadores, que são justamente aqueles que a promotora e os especialistas que falaram na TV disseram que teriam prejuízo e geraram todo essa polemica no Brasil, algo injusto. E sobre os projetos para 2014, o que o senhor ressaltaria entre as grandes iniciativas? Carlos Costa: Bem, começamos o ano fechando um patrocínio com o Botafogo. A marca TelexFree está estampada na camisa do clube e em todas as suas modalidades esportivas. O time está disputando a Libertadores, a maior competição de futebol das Américas e com certeza estamos ganhando uma melhor projeção nos países latinoamericanos, fortalecendo a nossa marca sobremaneira. Nos dias 1º e 2 de março realizamos um grande evento em Madri, na Espanha, e no dia 9 de março lançamos em Boston o TelexApp, um novo produto aplicativo, que irá abranger o mundo inteiro. O TelexApp é um aplicativo de comunicação instantânea para Para usá-lo, os usuários precisam pagar um valor de R$ 2,32 e ter uma conta no serviço. O app tem bastante a oferecer: chamadas de voz, bate-papo por texto, envio de conteúdo multimídia e conversas em grupo. Mais um concorrente para e os muitos outros programas do ramo, a ferramenta se tornou um sucesso instantâneo quando foi lançado no Google Play. Ele funciona tanto em redes WiFi como em conexões de dados móveis e é bastante fácil de usar. Lançaremos em breve nos Estados Unidos um produto chamado TelexMobile. Ainda este ano passaremos a adotar um novo plano de compensação para os divulgadores e encerraremos o ano promovendo a II Convenção Internacional da TelexFree, talvez em Salvador, Bahia, onde já estamos finalizando o projeto de organização e realização, com a previsão de mais de oito mil participantes de várias partes do mundo. Com todos esses enfrentamentos, o senhor se mostra bastante otimista. O que o faz demonstrar essa força? CarlosCosta: Vou deixar um pensamento de um dos maiores ídolos brasileiros de todos os tempos, Ayrton Senna, que traduz toda a motivação com a qual buscamos contagiar os nossos parceiros: “Seja você quem for, seja qual for a posição social que tenha na vida, a mais alta ou a mais baixa, tenha sempre como meta muita força, muita determinação e sempre faça tudo com muito amor e muita fé em Deus que um dia você chega lá. De alguma maneira você chega lá” . SERVIÇO TelexFree em Vitória ■ SITE: www.telexfree.com ■ E-MAIL: contato@telexfree.com Uma empresa sem fronteiras O fundador da TelexFree é o economista James Merrill, homem de muita visão, que viu um grande mercado ao conhecer alguns brasileiros e saber quanto eles gastavam com ligações telefônicas para o Brasil. Conhecedor de uma nova tecnologia, na época (VoiP) decidiu fundar no ano de 2002 a Telexfree Inc. para atender esse mercado. Os créditos VoiP eram vendidos em cartões recarregáveis, um enorme sucesso. Esse projeto posteriormente foi direcionado a diversas comunidades de outros países e assim a TelexFree foi crescendo a cada ano que passava. Nos dias de hoje a empresa já conta com milhares de usuários do seu sistema de voz sobre IP (Tecnologia VoiP) dentro dos Estados Unidos e em vários outros países, continuando seus investimentos para aumentar ainda mais suas fronteiras. Seguindo sempre o seu instinto desbravador, James Merrill, diante de seu mais novo desafio, lançar no Brasil o seu tão sonhado projeto que une simplesmente dois enormes mercados: publicidade e comunicação. Em 2012 a empresa expandiuse para outras localidades com sua tecnologia inovadora de serviços Voip. Hoje alcança, além dos Estados Unidos e Canadá, mais de 40 países, com presença maciça em todos os continentes, com o menor preço possível. A TelexFree, segundo seus diretores, é a solução em economia para ligações locais e internacionais. O usuário só precisa ter acesso a Internet banda larga, e utilizar o computador, telefone com ATA, Telefone IP (VoiP), telefone celular ou as centrais de acesso para fazer e receber as ligações. ■ Carlos Costa fala para divulgadores durante conveção promovida pela TelexFree

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10 MARÇO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS Editora aposta no livro digital Cinco livros já estão em produção e serão lançados este ano Vitória publica atos na internet A Prefeitura criou o Diário Oficial do Município de Vitória, que vai exibir os atos oficiais publicados pelo Poder Executivo. A implantação, manutenção e diagramação do website do diário oficial será de responsabilidade da Gerência de Documentação Oficial da Secretaria de Governo. O website do Diário Oficial utilizará um sistema de gerenciador de conteúdo capaz de exibir de forma simples e fácil os atos publicados. Isso vai assegurar a autencidade, integridade e validade jurídica dos atos oficiais por meio de assinatura digital (certificado digital integrante da Infraestrutura de Chaves Públicas BrasileiraICP Brasil), em arquivo padrão PDF. Foram criadas três assinaturas digitais provenientes de Autorizadas Certificadores da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira–ICP Brasil. Essas certificações digitais deverão ser geradas em nome do Município de Vitória, sob o CNPJ/MF 27.142.058/0001-28. O decreto de criação (nº 15.925) regulamenta a Lei nº 8.604, de 23 de dezembro de 2013. Prazos -As publicações deverão ser encaminhadas através de solicitações autorizadas pelo secretário da pasta e por e-mail para o serviço de publicação, para autorização de inclusão da matéria pela Secretaria de Governo. O prazo de entrega das solicitações para publicações deverá ser de 48 horas anteriores à sua efetivação, exceto em casos emergenciais e em atendimento à legislação. O fechamento da edição do Diário Oficial será sempre às 16h30 do dia anterior à sua publicação.O Diário Oficial do Município poderá ser consultado, como também ser impresso, atendendo ao público interno e externo. ■ A Trevisan Editora faz aposta no crescimento do País, que investe na produção digital. Desde 2012, todos os livros são lançados neste formato e oferecidos pela Livraria Cultura, Amazon, Apple e Google. Fundada em 2005 pela Trevisan Escola de Negócios, a Trevisan Editora ganhou força no mercado editorial, ampliando o número de lançamentos e se destacando na produção de livros para o segmento de negócios. Em 2013, foram lançados 10 títulos, quatro a mais que no ano anterior. Para 2014, está previsto o lançamento de 14 obras, das quais cinco já estão em produção e devem chegar às livrarias ainda no primeiro semestre. “Em 2014 continuamos com o plano de expandir a editora, de publicar mais livros e aumentar a visibilidade da marca no mercado, além de aumentar a venda corporativa de livros personalizados e sob encomenda” , explica a gestora da Trevisan Editora, Juliana Quintino de Oliveira. O faturamento da empresa cresceu 10% em 2013, especialmente devido à venda de livros personalizados e de lotes para empresas. Um dos segmentos com alta demanda foi o bancário, informa Juliana. Os livros personalizados são aqueles produzidos com logo e mensagem da empresa, para que ela distribua aos seus clientes e colaboradores. Normalmente, as companhias escolhem os títulos do portfolio da editora. Há ainda os livros patrocinados, quando a companhia encomenda a produção de uma obra e a financia, , explica Juliana. “São modalidades comuns em uma editora voltada ao segmento de negócios” , aponta. A Trevisan Editora tem como propósito mesclar o conhecimento prático da empresa com o embasamento teórico dos melhores professores, consultores e analistas de política, economia e administração. Suas obras são voltadas ao segmento de negócios, com destaque para o conhecimento e as soluções para o mundo corporativo.

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14 ANOS VITÓRIA/ES MARÇO DE 2014 11 Audi A3 acelera o seu coração Audi Center Vitória promoveu evento que marcou a estreia do novo superesportivo alemão no Espírito Santo Audi Center Vitória promoveu o lançamento oficial do A3 Sedan no Espírito Santo. A concessionária recebeu convidados para apresentar o modelo. O evento promovido pelo grupo GB5 em parceria com a concessionária reuniu clientes, imprensa e formadores de opinião. O ponto alto da festa foi a apresentação do lançamento da Audi em vídeo mapping. A técnica que demonstrou, em várias dimensões, todos os detalhes de objetos: um verdadeiro tour pelo novo superesportivo do showroom da Audi Center Vitória. Com a sofisticação de um modelo superesportivo e a imponência já reconhecida das máquinas alemãs, o novo A3 Sedan chegou ao Estado para surpreender a quem preza por conforto e potência. O veículo abre o calendário de lançamentos da marca para os capixabas neste ano. CArACTErísTiCAs - Jovialidade e sofisticação são características que definem o novo sedan top de linha. Leve e compacto, pesa A FOTO: ANTÔNIO MOREIRA O novo modelo A3 impressiona pelas linhas modernas e tecnologia de ponta 1.250Kg e é ideal para o uso nas ruas das grandes cidades. No quesito velocidade, surpreende. Com motor 1.8 TFSI de 180 cv de potência e 250 Nm de torque, com o consumo combinado de 17,8 km/l. O câmbio S tronic de sete marchas e dupla embreagem está presente. Para cumprir a meta de baixas emissões de CO2 na atmosfera, segue a média de 129 g/km. No interior, o primeiro sedan compacto esportivo da marca prima pela qualidade do acabamento. A praticidade impressiona. No espaço de compartimento de bagagem o motorista tem à disposição espaço de 425 litros. E o melhor: pode ser ampliado, rebatendo os encostos dos bancos traseiros, chegando aos incríveis 880 litros. Tecnologia -O Audi A3 Sedan tem sistemas de auxílio ao motorista. Entre eles o Audi Drive Select com cinco modos diferentes de condução, é uma tecnologia inovadora do modelo onde você configura a melhor maneira para dirigir a máquina. O carro dispõe, também, do sistema start-stop, além de ar-condicionado automático de duas zonas, teto solar panorâmico e elétrico “Open SKY” . As rodas são de liga leve de 17 polegadas. Outro auxílio é o Sistema de navegação com mapas em 3D, composto pelo MMI Touch (um pad no qual o usuário pode escrever, por meio do toque, letras e números, tornando a inserção de dados mais rápida e prática), comando de voz em português, DVD player e uma memória interna de 10 GB para armazenamento de músicas, mas esse é um opcional para o carro. ■

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12 MARÇO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS MAIORES Estrada perigosa Quem projetou a estrada que contorna Guarapari se divertiu fazendo curvas e lombadas. No verão, principalmente, quando o movimento é intenso, todo cuidado é pouco, pois são raros os pontos em que é possível fazer uma ultrapassagem. Mau pagador Em Vitória, o contribuinte devedor de impostos e taxas tem uma chance única de parcelar débitos. A negociação é possível através do Programa de Incentivo à Regularização Fiscal com a Fazenda Pública de Vitória, o Refis Vitória. FOTO: ANTÔNIO MOREIRA CRA Uma das metas estabelecidas pelo Conselho Regional de Administração do Espírito Santo (CRAES) para 2014 é a intensificação da fiscalização presencial dos Atestados de Capacidade Técnica – RCAs - registrados junto ao Conselho, documento que tem o objetivo de comprovar a experiência e qualificação técnica das empresas prestadoras de serviços, garantindo maior tranquilidade aos contratantes. Em 2013, 585 atestados de empresas e profissionais foram registrados pelo Conselho. Desleixo A rodovia do Sol é explorada pela Rodosol com a cobrança de pedágio, no valor de R$ 14,40 para ir e vir de Vitória a Guarapari. Entretanto, não apresenta padrão de rodovia particular, ou melhor, privatizada. Sem a devida maquiagem, com mato por todos os lados e sem proteção dividindo as pistas, parece propriedade da viúva. Ave Cesan A Cesan informa que numa pesquisa de satisfação, 84,4% dos clientes aprovam os serviços prestados. Esse é um índice próximo da excelência para o setor de serviços públicos. A pesquisa foi efetuada pelo Instituto Olhar, especializado em informações estratégicas. Às moscas O centro de informações turísticas, localizado às margens da rodovia Jones dos Santos Neves, em Guarapari ficou fechado no verão. É bem possível que só funcione no inverno, quando ninguém vai lá. Mais tarde Mesmo anunciando a contratação de pessoal, e inauguração em julho, há o atraso nas obras do Shopping Vila Velha, que poderá adiar o início das atividades, para desespero dos empresários que vão montar suas lojas naquele privilegiado espaço. O shopping pertence aos grupos Littig, do empresário Natalino Littig, e Incospal, do empresário Fernando Camargo, parceiros da BRMalls Participações S.A., que é uma holding e a maior empresa integrada de shopping centers do Brasil. Dura realidade O radialista Anilson Ferreira postou no Facebook o seguinte texto: “A Venezuela é governada por um morto. Cuba, pelo irmão do morto. A Argentina, pela mulher do morto. A Coreia do Norte, pelo filho do morto. O Brasil, pela sucessora de um que se finge de morto. E o Maranhão pela filha de um que não morre...” Velozes e furiosos Tudo igual O processo de migração das 1800 rádios que ainda operam em ondas médias (AM), no Brasil, para o sistema de frequência modulada (FM), uma antiga reivindicação do setor de radio difusão, já possui uma data para concluir a sua primeira fase, de 24 a 27 de agosto, quando será realizado o Congresso da SET, integrado ao SET EXPO, em São Paulo. Trafegar na Avenida Fernando Ferrari tornou-se uma atividade perigosa, principalmente para motoristas que respeitam o limite de velocidade indicada para o local. É que os motoristas de táxis, que detêm o monopólio do transporte de passageiros, dirigem feito loucos, em alta velocidade e buzinando para abrir caminho, pois tem de chegar a tempo do próximo voo. Rastreador de malas Inflação Após ser lançado nos EUA em julho do ano passado, o rastreador de bagagens Trakdot Luggage chega ao Brasil com exclusividade pela Trakdot Brasil (www.trakdotbrasil.com.br). As vendas já começaram pelo site oficial. O dispositivo de 7,5 cm x 6 cm, quando colocado na mala, envia a localização do objeto de qualquer lugar do mundo em tempo real, via e-mail e SMS cadastrados. Enfim uma boa notícia. Os clientes da padaria Tutti Pane, na Praia do Canto, foram surpreendidos com reajuste acima de 30% dos produtos: um pão com presunto e um café duplo custam hoje R$10,20. Vitorianews O portal de notícias www.vitorianews.com.br surpreendeu seus leitores com novo visual e amplo noticiário local, nacional e internacional em tempo real. Toda reformulação foi feita em tempo recorde pela empresa Arco Informática, que atendeu ao projeto elaborado pelo jornalista e empresário Marcelo Rossoni.

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14 MARÇO DE 2014 VITÓRIA/ES DESTAQUES 14 ANOS Casagrande diz ter R$ 1 bi para saneamento Para garantir o abastecimento da população e das empresas é necessário reflorestar as matas ciliares e proteger as nascentes dos rios reconhecimento do Fundágua como ferramenta do Sistema de Gerenciamento dos Recursos Hídricos, integrando-o à política Estadual de Recursos Hídricos, como ferramenta de suporte à consolidação dos Comitês de Bacias Hidrográficas e ao financiamento da implantação dos instrumentos de Gestão; ele passa a ter duas subcontas: a do Programa Reflorestar, que utiliza o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA); e a de Gestão dos Recursos Hídricos; ■ A retirada de uma distorção existente na legislação atual, que submete a implantação da Cobrança pelo Uso da Água à obrigatoriedade de uma lei especifica; ■ A incorporação dos conceitos de ferramentas gerenciais mais modernas de administração da relação entre o Estado e órgãos privados na busca pelo interesse comum, por meio dos contratos de gestão para formação de Agências de Água. ■O C om o objetivo de marcar a passagem do Dia Mundial dia Mundial Água, comemorado no dia 22 de março, foi realizado evento no Palácio Anchieta no dia 18, ocasião em que o governador Renato Casagrande assinou atos oficiais que possibilitarão o repasse de recursos para a gestão das águas no Estado do Espírito Santo e para o desenvolvimento de novas pesquisas na área ambiental. Na ocasião, houve assinatura do Acordo de Cooperação Técnica com a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), e do Decreto de Adesão ao Pacto Nacional de Gestão das Águas (Pro gestão) e a assinatura simbólica da nova Política Estadual de Recursos Hídricos (Lei nº 10.179). “Temos R$ 1 bilhão em investimentos em execução na área do saneamento, criamos a Agência de Recursos Hídricos, um Fundo específico, uma diretriz estadual, o Programa de Adaptação às Mudanças Climáticas, um programa de reflorestamento e proteção aos mananciais. Também estamos ampliando as parcerias com a cooperação da UFES e em breve implantaremos a Sala de Situações, para prever eventos climáticos como cheias e secas, com a Agência Nacional de Águas. São diversas ações para proteger esse bem escasso e que já começa a faltar em determinadas regiões do país” , destacou o governador Renato Casagrande. PriOriDADE - “Aqui no Espírito Santo, cuidar da água é prioridade. Tanto que o governador Renato Casagrande criou a Agência Estadual de Recursos Hídricos, com foco exclusivo na gestão das águas. A água é condicionante do desenvolvimento social, da economia e de saúde. Por isso, cuidar da água deve ser prioridade de todos” , afirmou a secretária de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Diane Rangel. A comemoração foi encerrada com a palestra “Gestão das Águas e Resiliência nas Cidades – O Caso do Rio Guadiana” , do professor José Manoel Balsa Breton, chefe de obras hidráulicas da Nip do Brasil e engenheiro civil formado pela Escola de Engenheiros de Caminhos, Canais e Portos de Madri. Nova Política Estadual de Recursos Hídricos A nova Política Estadual de Recursos Hídricos (Lei nº 10.179) foi publicada na edição do dia 18 no Diário Oficial. Sua reformulação é fruto de um longo debate sobre modernização na legislação de Recursos Hídricos no Estado. “Houve um amplo debate entre o Governo do Estado e os entes do Sistema Estadual para a reformulação da Política de Recursos Hídricos. A sociedade civil organizada e o setor privado também participaram desta discussão e, depois desse processo, o projeto de Lei foi encaminhado à Assembleia Legislativa”, explicou o diretor-presidente da AGERH, Fábio Ahnert. Cooperação Técnica com a UFES O Acordo de Cooperação Técnica entre a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama) e a UFES visa o incremento na produção de dados técnicos, inclusive para a Agência Estadual de Recursos Hídricos (AGERH) e o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema). A parceria prevê a elaboração de pesquisas, avaliações de risco de projetos, avaliações estratégicas e o desenvolvimento de estudos, pesquisas e documentos técnico-científicos com temas na área de meio ambiente, assim como capacitações. Participaram da assinatura, além da secretária Diane Rangel e o governador Renato Casagrande, o diretor-presidente da AGERH, Fábio Ahnert, o diretor-presidente do Iema, Tarcísio Föeger, e o reitor da UFES, Reinaldo Centoducatte. GEsTãO DAs áGuAs - O Decreto de adesão ao Pacto Nacional de Gestão das Águas (Pro gestão) da Agência Nacional das Águas (ANA) fornece incentivo financeiro, por meio de pagamentos por resultados, e visa fortalecer a gestão dos recursos hídricos nos estados. Para ingresso no Pacto, será necessária a elaboração de um Mapa de Gestão do Espírito Santo, que orientará as ações estratégicas a serem desenvolvidas com apoio do Governo Federal. O valor total destinado ao Estado é de R$ 3,75 milhões. Haverá desembolso inicial de R$ 750 mil, após aprovação das metas a serem cumpridas. Haverá ainda mais quatro parcelas de no máximo R$ 750 mil, que serão repassadas conforme o cumprimento destes objetivos. As metas serão definidas em até 12 meses, contados após publicação no Diário Oficial do Espírito Santo. Elas deverão contemplar ações para os próximos cinco anos. “Pretendemos dar início à discussão das metas durante uma oficina, que está prevista para ser realizada em abril. Já vínhamos trabalhando com a Seama e o Iema a questão dos recursos hídricos no Espírito Santo e, agora, temos a Agência Estadual de Recursos Hídricos para fortalecer este diálogo” , comentou a diretora da ANA, Gisela Damm Forattini. Por meio do programa, serão implementadas iniciativas para o fortalecimento dos entes do Sistema Estadual de Recursos Hídricos (SIERH), entre eles o Conselho Estadual de Recursos Hídricos e os Comitês de Bacia Hidrográficas, além de instrumentos de gestão como Outorga para Águas Subterrâneas, Cobrança pelo Uso da Água e Planos de Recursos Hídricos em bacias hidrográficas que ainda não concluíram ou não implantaram estes mecanismos. ■

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14 ANOS VITÓRIA/ES MARÇO DE 2014 15 Gráficas se preparam para a eleição Depois de enfrentar um ano difícil, o setor aposta nas campanhas políticas para se recuperar m ano eleitoral, há uma circulação maior de papéis e outros materiais gráficos a partir do segundo semestre por conta das intensas campanhas. Por conta disso, o setor gráfico espera um crescimento de até 5%, depois de um ano difícil para a indústria gráfica no Estado. Tulio Samorini, vice-presidente do Sindicato das Indústrias Gráficas do Espírito Santo (Siges), afirma que a demanda normalmente começa a crescer a partir do dia 15 de julho e em média são dois meses e meio de campanha para disputa de vagas na Assembleia Legislativa, Câmara Federal, Senado Federal e Governo do Estado. Com isso, os empresários pretendem apagar a má impressão que 2013 deixou para as indústrias do setor no país. Após uma queda de 5,4% no terceiro trimestre frente ao registrado no intervalo imediatamente anterior, a Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) reiterou a expectativa de queda mais suave na produção da indústria: de 1,7%. Samorini afirmou que esses dois E meses representam uma diferença significativa para o faturamento das indústrias gráficas, que vão ajudar a equilibrar as contas, já que o ano passado foi difícil para as indústrias em geral. “O parque gráfico do Espírito Santo está preparado para atender a demanda e para produzir impressos de qualidade” , ressaltou. Entre os materiais mais produzidos para campanhas políticas, Samorini afirma que os destaques ficam por conta de malas diretas, santinhos, cartazes, plásticos para adesivar carros, grande quantidade de adesivos, folders e até pequenos jornais. Os curtos prazos para entrega dos materiais são outras características do período eleitoral. Samorini destacou que os trabalhos necessitam de imediatismo, por isso, a indústria trabalha com prazo de geralmente dois dias para entregar os impressos. Para atender essa demanda, turnos são estendidos e até mais funcionários são contratados nas gráficas. Já o diretor-presidente do Sindicato das Indústrias Gráficas do Es- FOTO: ANTÔNIO MOREIRA Rômulo e Túlio Samorini dirigem a Grafitusa, uma das mais antigas e bem equipadas gráficas do Estado pírito Santo (Siges), João Baptista Depizzol Neto, afirmou que o Estado tem tecnologia bem avançada para atender o mercado anual. De acordo com ele, as oportunidades de trabalho que costumam surgir no período de campanhas políticas geralmente são geralmente para área de acabamento e fechamento dos impressos. Em relação ao Brasil, ao traçar a previsão para 2014 o presidente da Abigraf, Fabio Arruda Mortara, afirmou que a nova legislação eleitoral, ao invés de ajudar, pode prejudicar a indústria gráfica em 2014. “Há retrocessos muito grandes. Contudo, diante da realização de dois grandes eventos, Copa e eleições, o setor tem esperanças de chegar ao fim de 2014 com resultado melhor do que a previsão oficial calculada neste momento” , revelou. ■

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