Sinpol Abril 2014

 

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Sinpol Jornal Edição Abril 2014

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Informativo Oficial do Sindicato dos Policiais Civis - Ano XX - Abril de 2.014 - nº 209 No mês em que se comemora o Dia do Patrono da Polícia Civil, Tiradentes, os policiais civis têm muito pouco ou quase nada para comemorar. Em reportagem especial, o Jornal do Sinpol mostra os problemas enfrentados, como a falta de efetivo, prédios inapropriados para receber uma unidade policial (foto ao lado), baixos salários, desrespeito para com a categoria, entre outros problemas. Confira na página 7 SEM MOTIVOS PARA COMEMORAR JURÍDICO OBTÉM NOVAS VITÓRIAS Departamento Jurídico do Sinpol contabilizou em março dois mandados de segurança para aposentadoria garantindo paridade e integralidade e absolveu policial civil em Sindicância Administrativa, atuando em todas as frentes na busca por melhorias para os associados. Saiba na página 13. Foto: Arquivo CUIDANDO DE UMA CIDADE Com uma equipe composta por apenas dois delegados, quatro investigadores e dois escrivães, policiais civis do 5º DP realizam um bom trabalho numa área que atende a uma população maior que a da cidade de Sertãozinho ou equivalente a duas cidades do porte de Jaboticabal. Leia na página 2.  Policiais civis do 5º DP de Franca realizam operação na fronteira com Minas Gerais;  Sinpol participa de simpósio de Consegs;  Delegados aposentados enviam carta para governador com duras críticas;  Dr. Luiz Carlos Pires escreve sobre a influência da leitura;  Sinpol realiza almoço do Dia das Mães;  Delegado Samuel Zanferdini faz palestras antidrogas;  Informe-se sobre a ação dos policiais civis da região;  Sertãozinho ganha nova sede para a Delegacia Seccional;  Dr. Marcus Lacerda é o novo Seccional de Ribeirão Preto. E MAIS: Em reunião com o titular da DGP, o Sinpol e demais sindicatos que participam das negociações com o governo entregaram a pauta de reivindicações. Além de itens como o cumprimento da data base, a reestruturação foi o principal assunto apresentado. Veja na página 3 Abril/2014 Foto: Divulgação SINDICALISTAS ENTREGAM REIVINDICAÇÕES Impresso Especial 9912250402 - DR/SPI Sinpol CORREIOS SINPOL - Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto Rua Goiás, 1.697 - Campos Elíseos - Ribeirão Preto - SP CEP: 14085-460 - Fone: (16) 3612-9008 Fone Jornal: (16) 3610-2886 - jornaldosinpol@uol.com.br

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Considerado “Faixa de Gaza” nos meios policiais por atender uma área grande e com incidência de criminalidade, os policiais civis do 5º DP (Distrito Policial) surpreendem pela produtividade e pela qualidade dos serviços prestados à comunidade por uma equipe numericamente reduzida. Comandado pelo dr. Sérgio Salvador Siqueira, o DP conta com uma estrutura modesta pelo porte da área atendida. Localizado na zona norte de Ribeirão Preto, o 5º DP é responsável por uma área onde residem cerca de 145 mil pessoas. Esse número é maior do que o da população da vizinha Sertãozinho, que conta com aproximadamente 117 mil habitantes. É quase duas vezes a população de Jaboticabal, que tem 75 mil habitantes. O 5º DP, localizado na Rua Javari, é responsável pelo Complexo Ipiranga e pelos bairros Quintino II, Vila Mariana, Geraldo Corrêa de Carvalho, Maria Casagrande, Valentina Figueiredo, Adelino Palma, Avelino Simione e parte da Via Norte. A equipe é formada por dois delegados, dois escrivães e quatro investigadores. Os principais delitos praticados na região são tráfico de drogas, furto e roubo de veículos e residências. E estes tipos de crime são o alvo constante das ações desencadeadas pelos policiais civis. Ferros-velhos Buscando coibir a onda de furtos e roubos de cabos telefônicos e fios elétricos, o delegado passou a observar a movimentação nos desmanches e articulou uma operação que foi deflagrada no dia 28 de março. Contando somente com a equipe e com a ajuda de um perito técnico em telefonia, o delegado comandou a ação que visitou os sete ferros-velhos localizados na região do DP. “Observamos um gran- 5º DP DE RIBEIRÃO REALIZA OPERAÇÃO de número de boletins de ocorrência sobre furtos de fios de energia e cabos telefônicos. Estávamos com mais de 50 registros só neste ano em nosso DP. Então decidimos atacar os sucateiros, que são os receptadores”, explicou o delegado. Todos os sete ferros-velhos foram fechados após a operação. Os policiais civis encontraram diversas irregularidades, além de apreenderem fios e cabos telefônicos furtados. Em cinco dos sete estabelecimentos que comercializavam sucatas, a equipe do 5º DP constatou a existência de gatos (ligações clandestinas de energia elétrica). Além disso, seis ferrosvelhos estavam funcionando sem alvará da Prefeitura e o que tinha alvará estava com o documento vencido. “Determinamos o fechamento dos locais e vamos instaurar inquérito policial para averiguar cada caso”, explicou o dr. Siqueira. Xerife da zona norte Há vários anos à frente do 5º DP, o delegado é conhecido por comerciantes e moradores da região como o Xerife da Zona Norte. “Quando montei meu comércio aqui no [Jardim] Jandaia, sofri com vários assaltos. Por ser uma padaria, abria cedo e, por três vezes, fui assaltado antes do dia clarear. Também fechava cedo por medo. Fui até a delegacia e dei queixa. O delegado prendeu os meninos que vinham prejudicando meu negócio. Aqui todos costumam chamar o delegado de ‘Xerife da zona norte’” conta um comerciante que pediu para não ser identificado. De acordo com o dr. Siqueira, a redução da criminalidade na região é fruto do planejamento. A zona norte, área do DP, é formada por moradores, em sua maioria, de baixa renda, com algumas favelas e incidência em tráfico de drogas, roubo e furto de veículos e residências. “Usamos todo o nosso efetivo direcionando investigações aos casos de roubos e furtos e no combate ao tráfico. Com esse planejamento, tem sido possível coibir a ação dos marginais, pois a maioria dos crimes está ligada ao tráfico. Também combatemos o porte de armas de fogo”, ensina o delegado. Outro diferencial, segundo o responsável pelo 5º DP, é que o delegado está sempre presente nas ações. Dr. Siqueira acredita que isso motive os policiais civis, além de dar mais segurança à equipe. “Aqui o delegado suja o pé na poeira, trabalhando junto com os investigadores”, destaca. De acordo com o dr. Sérgio, a equipe que ele comanda é muito boa e dedicada. “Não deixam cair a peteca”, explica. Ele adianta que todos lá trabalham motivados e destaca o papel do chefe dos investigadores Cremasco. “Ele está sempre motivando a todos. Acredito que sem dedicação, não haveria a produtividade com a qualidade que obtemos aqui”, analisa o delegado. Segundo o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, o que os policiais civis fazem no 5º DP é um milagre. “O efetivo é mínimo para uma região tão grande. Eles se desdobram e mostram amor pelo que fazem. É praticamente um milagre fazer o trabalho policial com um número tão diminuto de policiais civis. Aliás, isso ocorre em toda a cidade e na região. São uns abnegados”, elogia Eumauri. Parte da equipe do 5º DP, que atende a uma população superior ao número de moradores de Sertãozinho ou duas vezes a cidade de Jaboticabal 02 Abril/2014

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SINDICALISMO Após diversas tentativas, finalmente o Sinpol, a Feipol e demais sindicatos foram recebidos na DGP pelo dr. Blazeck A campanha dos policiais civis para 2014 já havia começado desde o primeiro dia útil deste ano. Todavia, por diversos motivos, dentes os quais questões de saúde, o titular da DGP (Delegacia Geral de Polícia), dr. Luiz Maurício Souza Blazeck, só recebeu os representantes dos policiais civis no dia 25 de março, em São Paulo. O vice-presidente do Sinpol, Célio Antonio Santiago, participou do encontro. “Na reunião realizada com o dr. Blazeck, ele nos pediu para que as entidades de classe lhe entregassem, através da Feipol Sudeste (Federação Interestadual dos Trabalhadores Policiais Civis da Região Sudeste), suas reivindicações, as quais, depois de recebidas, serão analisadas por uma comissão composta por três delegados, escolhidos pelo próprio DGP. Esta comissão vai entregar as reivindicações ao próprio governador e disseram que isso será feito no dia 14 de abril”, explica Célio. Após reunião entre os sindicalistas, no dia 28 de março, data estipulada pelo dr. Blazeck, a pauta foi entregue. A Feipol entregou duas pautas, a primária e a secundária. Na primária, são sete itens considerados de máxima importância e urgência: - Reestruturação das carreiras policiais civis, conforme estudo há muito em andamento, com opção de o carcereiro optar por outra carreira; - Cumprimento da data-base da categoria; - Recepção e regulamentação da LCF (Lei Complementar Federal) 51/85 para as aposentadorias, com paridade e integralidade; - Urgente reposição do efetivo, com aproveitamento de aprovados em concursos com validade vigente; - Correção da interpretação da lei que trata da aposentadoria e que exige a permanência na classe por no mínimo cinco anos; - Pagamento do GAT para todas as carreiras quando responderem cumulativamente por outras unidades policiais além das quais estão lotados - atualmente só os delegados recebem a gratificação; - Readequação do N.U. (Nível Universitário) para investigadores e escrivães tomando por base as demais carreiras com NU da SSP (Secretaria da Segurança Pública), respeitando limites de diferenças salariais entre carreiras. Já da pauta secundária constam 12 reivindicações que visam melhorar a imagem da Instituição e o cotidiano de quem nela trabalha e a quem a ele recorre. São as seguintes reivindicações apresentadas ao DGP: - Readequar valor dos cargos de chefia e encarregados no percentual de 20% do salário base mais RETP, incorporável após 10 anos de chefia; - Destinar 20% das vagas em concursos da Polícia Civil para integrantes da Instituição; - Propor por Lei, através de comissão de juristas, alterações na Lei Orgânica da Polícia Civil; - Propor, através de Lei, a criação do cargo de escrevente policial com o objetivo de desemperrar o funcionamento da Polícia Civil por conta da excessiva burocracia; - Propor, através de Lei, a criação do cargo de atendente policial, possibilitando oferecer o melhor atendimento possível à população durante os atendimentos em unidades policiais; - Normatizar e restabelecer hierarquia para todas as carreiras da Polícia Civil, cargos de chefia e encarregados, fazendo justiça com policiais civis de classe superiores e respeitando o requisito da antiguidade; - Transformar em subsídio o salário dos policiais civis, conforme estabelecido na Constituição Federal; - Terceirizar setores da Polícia Civil que não exijam conhecimentos específicos de Polícia Judiciária, como compras de materiais, locação e manutenção de viaturas entre outras atividades; - Propor, através de Lei, a contratação de policiais civis temporários, em caráter emergencial, por tempo determinado, até que se realizem concursos que preencham os cargos vagos existentes; - Transferir para a SAP (Secretaria de Assuntos Penitenciários) todos os presos que estão em unidades da Polícia Civil, em todo o Estado; - Contar com ações preventivas da Corregedoria através de palestras, orientações e cursos na Acadepol ou nas Seccionais para melhor preparar o policial civil e evitar o desgaste e a exposição do profissional e da Instituição, que ganharia maior credibilidade junto à população; - Propor através de estudos aprofundados em todas as unidades policiais do Estado, uma comissão de alto nível para fazer levantamento do número de ocorrências criminais em cada região do Estado e analisar a capacidade do efetivo existente, se tem ou não condições de suprir a demanda de serviço existente. “Em nossa pauta secundária, nosso objetivo foi apresentar propostas dignas para resgatar a Polícia Civil. Se o governo estiver bem intencionado mesmo - o que espero que esteja -, ele vai atender não somente à pauta primária, como também a secundária. Não exigimos nada que não se possa cumprir. Queremos uma Polícia Civil melhor para todos”, acrescentou o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata. Foto: Divulgação COMEÇA A CAMPANHA 2014 O vice-presidente do Sinpol, Célio Antonio Santiago ( na foto, à esquerda), participou da reunião com o DGP Abril/2014 03

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EDITORIAL Recentemente circulou nas redes sociais uma foto do governador Geraldo Alckmin com um suposto integrante e líder de uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios paulistas. Longe de querer afirmar se a foto é legítima ou não. O fato é que Alckmin parece mesmo estar jogando contra a Polícia Civil. Nem mesmo o ano eleitoral faz com que ele realmente sente para negociar com a categoria. Ou que, ao menos, delegue poderes para sua equipe. Desde que o ano começou, temos tentado agendar uma reunião com o delegado geral de Polícia, dr. Luiz Maurício Souza Blazeck. Inicialmente ele estava de férias. Depois teve problemas de saúde. Só no final do mês de março é que Sinpol e demais entidades representativas conseguiram a primeira conversa do ano. E foi apenas para ouvir que deveríamos enviar a pauta de reivindicações para análise. Com todo respeito ao dr. Blazeck, que em 2013 deu mostras de ser um grande classista e estar empenhado no interesse da categoria, as reivindicações o senhor governador e sua equipe já sabem de fio a pavio. Não respeitam data base. Não contratam efetivo. Querem impingir a 1062/2008, quanto temos direito à 51/85, como em todo o País, que nos garante paridade e integralidade. Pior de tudo: negam-nos negociar a reestruturação. Isso tem sido TEMPOS SOMBRIOS PARA A INSTITUIÇÃO vergonhoso. Um desrespeito para com a Polícia Civil. Há anos temos tentado conversar a esse respeito. A Reestruturação já foi tratada em nossa edição número 1 do Jornal do Sinpol, em agosto de 1995. Portanto, há quase 20 anos já era notícia. A foto do suposto encontro entre o governador e um possível integrante do crime organizado pode não ser autêntica. Mas que confunde, confunde. Afinal, ele demonstra estar despreocupado em estruturar a Polícia Civil para que ela possa, de verdade, cumprir seu papel de Polícia Judiciária. Cria planos mirabolantes como reengenharia. Mas esquece-se da reestruturação. Nossas carreiras têm problemas estruturais. Algumas estão deixando de existir, como no caso do carcereiro e é necessário que encaminhe esses profissionais dignos a outra carreira e que ganhem condizentemente. Devemos tratar com seriedade da questão do N.U. (Nível Universitário) para as carreiras de investigador e escrivão e da questão da Carreira Jurídica para delegados. Devemos estabelecer formas de se atingir às classes e corrigir distorções. Como no caso da aplicação do N.U. recentemente nas carreiras de investigador e escrivão, que foi irrisório e desrespeitoso. O senhor Geraldo Alckmin tem pretensões de se candidatar à reeleição. É bom que saiba que essa situação que atinge aos policiais civis é EXPEDIENTE O Jornal do Sinpol é uma publicação oficial, de circulação mensal, do Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto. Rua Goiás, 1697 - Campos Elíseos CEP: 14085-460 - Ribeirão Preto - SP e-mail: sinpolrp@sinpolrp.com.br Diretoria: Presidente: Eumauri Lúcio da Mata Vice-Presidência: Célio Antonio Santiago, Darci Gonzales, João Gonçalo Palaretti, Dorlei Morales, Luís Henrique Maringolli de Lima e José Gonçalves Neto; Suplentes: Adilson Massei, Sérgio Ribeiro dos Santos, Luiz Henrique Batista, Carlos Henrique Carneiro Scarparo, Targino Donizete Osório, Adhemar Pereira da Costa e Cláudio Expedito Martins; Secretários: Fátima Aparecida Silva e Doracy Alves da Silva; Suplentes: José Álvaro Ament Júnior e Luís Henrique Zanoello. Diretores Financeiros: Júlio Cesar Machado e Carlos Henrique Pischiotini; Suplentes: José Angelo Marques e Josiane Kátia P. do Nascimento. Patrimônio: Arnaldo Vaz Ferreira; Suplente: Olavo Elias dos Santos. Conselho Fiscal: Prisclia Yoshi S. Hashimoto, Clévis Samuel Lors de Faria e Diva Rodrigues dos Santos; Suplentes: Robert Schmengler Guilhaume, Marisa Lelis Takata e Jefferson Pessoti; Delegados Sindicais: Antonio Carlos Schivo e Josiane K. P. de Souza; Suplentes: Décio Kury Marques e Hélio Augusto da Silva. O JORNAL DO SINPOL É UMA PUBLICAÇÃO EXCLUSIVA DO LABORATÓRIO DE NOTÍCIAS R. Paschoal Bardaro, 633-A - Jd. Irajá Ribeirão Preto - SP Fone/fax: (16) 3610-2886 DIRETOR DE JORNALISMO: Adalberto Luque - MTb 19.218 EDITOR CHEFE: Júlio Castro O Jornal do Sinpol não se responsabiliza por especificações ou informações que não estejam previstas no contrato de publicidade AS COBRANÇAS SERÃO FEITAS EXCLUSIVAMENTE POR: Sub Ten Res PM Oswaldo Bonfim Martha J. Araújo Luque DEPARTAMENTO COMERCIAL: CONTATOS EXCLUSIVOS DEVIDAMENTE AUTORIZADOS: Fernando Mendonça Vanderlei Garcia da Costa Antonio Pereira Alvin Marcos Antonio Fernandes Israel Leal de Souza EDITORAÇÃO ELETRÔNICA: Laboratório de Notícias Fone: (16) 3610-2886 e-mail: jornaldosinpol@uol.com.br Os artigos assinados não refletem, necessariamente, o conceito do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores. de conhecimento de toda a população, que clama por Segurança Pública, assim como clama por água, educação, saúde, entre outros itens. De qualquer forma, atendemos ao pedido do dr. Blazeck e encaminhamos a pauta. Pedimos, encarecidamente, que ele e o alto escalão do governo tratem os trabalhadores da Polícia Civil com o devido respeito. Que estudem de verdade, sem falácia e anunciem propostas que possamos debater e viabilizar suas realizações. Que a Reestruturação saia do papel depois de décadas de espera. Em tempo: a Seccional de Ribeirão Preto está sob novo comando. O dr. Marcus Lacerda assumiu o cargo. A Polícia Civil, que já atravessava momentos difíceis, principalmente em Ribeirão Preto, terá esses momentos agravados com o novo Seccional. Prevemos tempos de diálogo difícil. Quem sabe ele nos surpreenda e realmente tente resolver a situação dos veículos apreendidos e que lotam páteos e as ruas no entorno das delegacias. Mas ainda é cedo para qualquer análise definitiva. Esperamos, para o bem da Instituição, que a falta de diálogo não se confirme. Afinal, esperança é a última que morre, de acordo com o dito popular. EUMAURI LÚCIO DA MATA Presidente do Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto) Novos Associados Associaram-se ao Sinpol em março os seguintes policiais civis: - Manoel Salvestiano de Sant’Ana, investigador; - Fernando Bedo, auxiliar de necrópsia; - José do Prado Ricarte, delegado; - Orleida Vicente Lopes Spolaor, auxiliar de papiloscopia; - José Armando Fantini, carcereiro; - Sérgio Luís Anello, escrivão; - Luiz Carlos Barbosa Lima, agente de telecomunicações; - Wellington Francisco Caliman, delegado. A diretoria do Sinpol dá boas vindas aos novos associados e está à disposição de todos os policiais civis que quiserem integrar o quadro associativo do sindicato. Notas Cantina sob nova direção A Cantina da Chácara do Sinpol está sob nova direção. Desde o dia 21 de março estão no comando do estabelecimento Paulo e Cristina. Aos domingos estão sendo servidos pratos feitos. Maiores informações e reservas nos telefones (16) 993986912, com Paulo ou (016) 99398-8820 com Cristina. Recadastramento Para atualização de dados e de situação profissional, principalmente dos recémaposentados, o Sinpol está promovendo um recadastramento de todos os associados. Participe do recadastramento e garanta o recebimento de toda correspondência que enviamos, procurando a Secretaria do Sinpol, ou enviando e-mail para secretaria@sinpolrp.com.br. Atenção policial civil A diretoria do Sinpol alerta a todos os policiais civis associados que, se receberem intimação para comparecer à Corregedoria ou a qualquer outro órgão, para depoimento, busquem antes orientação no Departamento Jurídico do sindicato. É direito constitucional que em todo e qualquer depoimento, o depoente esteja assistido por um advogado. Pensionistas O Sinpol solicita às pensionistas que verifiquem seus holerites, pois há informações de que a SPPrev não tem efetuado corretamente os pagamentos no que diz respeito aos 7% de reajuste. Algumas pensionistas não têm direito ao aumento, porém a SPPrev tem cometido erros. Qualquer dúvida, entrar em contato com a Central de Atendimento do Sinpol, pelo telefone (16) 3612-9008, falar com Fátima, para esclarecer a situação. Para quem pretende se aposentar A diretoria do Sinpol alerta os associados que pretendem se aposentar pela Lei Complementar 1062/2008, que perdas podem ocorrer e solicita aos interessados que entrem em contato com seus diretores para saber quais serão suas perdas imediatas. Maiores informações na sede social do sindicato, à Rua Goiás, 1697 ou através da Central de Atendimento Sinpol, pelos fones (16) 3625-3890, 3612-9008 e 39792627. Atenção O Sinpol comunica aos associados que está entrando com as ações referentes à incorporação do ALE (Adicional de Local de Exercício) e do GAP (Gratificação de Atividade Policial), Sexta Parte, Quinquenal (recálculo) e URV (Unidade Real de Valor). Quem tiver interesse, favor entrar em contato com a Central de Atendimento Sinpol, pelos fones (16) 3625-3890, 3612-9008 e 3979-2627 para obter maiores informações. O Sinpol deixa claro que não haverá problema algum de entrar com esta ação, pois a que foi ingressada em relação ao ALE foi um Mandado de Segurança. Falecimento A diretoria do Sinpol comunica, com pesar, o seguinte falecimento: + Akira Fujiyama, delegado de Polícia, ocorrido em 02 de abril de 2014. O Sinpol manifesta seus sentimentos aos familiares. Aposentou Associado do Sinpol que ingressou no quadro de aposentados em março: - José Benjamin de Souza, agente policial de Classe Especial. A diretoria do Sinpol felicita o policial civil por sua brilhante carreira, desejando-lhe poder usufruir seus merecido descanso com muita saúde e alegria. DIA DAS MÃES NA CHÁCARA DO SINPOL A diretoria do Sinpol está preparando um domingo especial para celebrar o Dia das Mães. O evento será realizado na Chácara do Sinpol, no dia 18 de maio, a partir das 11h00. A Cantina do clube, que está sob nova direção, servirá uma deliciosa feijoada a R$ 15,00 por pessoa. O evento será animado com a banda Carlos Henrique e Daniel e haverá sorteio de brindes para as mães presentes. Convites podem ser retirados na Sede Social do Sinpol, à Rua Goiás, 1697, com Rosana ou Anissa. Maiores informações na Central de Atendimento ao Associado, pelos fones (16) 3612-9008 / 3625-3890 / 3979-2627, ou ainda com o Paulo da Cantina pelo celular (16) 99398-6912. 04 Abril/2014

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FRANCA Policiais civis do 3º DP de Franca e da mineira Ibiraci realizaram Operação Fronteira Segura e retiraram líderes do tráfico de circulação Os policiais do 3º DP (Distrito Policial) de Franca, Ademar, Diego, Kauzio, Gabriel e Joel, coordenados pelo Delegado de Polícia dr. Leopoldo Gomes Novais, iniciaram um trabalho em conjunto com a Polícia Civil de Ibiraci-MG, coordenada pelo Delegado dr. Estevan Ferreira Pauliquevis, no sentido de coibir a migração do crime organizado entre a fronteira São Paulo/Minas Gerais, principalmente na região limite entre as duas cidades envolvidas na ação. Após a explosão de caixas eletrônicos ocorrida na mineira Ibiraci, informações foram compartilhadas entre as duas Unidades Policiais concluindo que, possivelmente, antes da execução do crime a quadrilha manteve contatos em Franca, rumando para a cidade mineira. A partir daí, foram levantados dados evidenciando que procurados da Justiça de Minas Gerais provenientes de Ibiraci, estavam escondidos na Zona Leste de Franca, sendo presos em dias sequenciais, seja em flagrante delito ou mesmo pelo cumprimento dos respectivos mandados. Entre casos de extrema relevância, citase a prisão dos criminosos no ano de 2014, J.C.Q.S. de 29 anos e A.M.R. de 31 - o primeiro por roubo e o segundo por tráfico , por PMs e policiais civis do 3º DP. Descobriu-se que os dois mantinham vínculos estreitos com Ibiraci. Durante as investigações, policiais civis do DP de Franca esclareceram os roubos de um veículo e equipamentos eletrônicos cometidos por R., ameaçando as vítimas com um revólver. Em seguida, os policiais mapearam a região de fronteira, incluindo estradas vicinais e descobriram que estas vias estavam sendo usadas para o transporte de drogas entre São Paulo e Minas, iniciando, a partir daí, trabalho de campo para identificação dos criminosos. Em investigações, verificou-se que, possivelmente, dois detentos - um preso em Ibiraci e o outro em Franca, mas com vínculo em Minas -, continuavam comandando o tráfico no município mineiro, contando com ajuda de parentes que recebiam as ordens durante visitas às unidades prisionais, sempre objetivando pulverizar drogas para viciados e para turistas que frequentam Ibiraci em ranchos ou lanchas. Diante das constatações, os policiais muniram-se de medias cautelares sigilosas para realizar diligências, concluindo que em quatro pontos de Ibiraci-MG existiriam entorpecentes escondidos. O principal esconderijo seria uma borracharia. O dr. Leopoldo solicitou ao Poder Judiciário de Ibiraci, mandados de buscas domiciliares após levantamentos feitos pela equipe do titular de Ibiraci, dr. Estevam. Com mandados expedidos, a Operação foi deflagrada no dia 20 de março. Além dos policiais civis do 3º DP de Franca e da Delegacia de Ibiraci, participaram também equipes da do Canil de Passos (MG) e da Polícia Militar de Ibiraci, divididos em quatro equipes para ações simultâneas. As diligências chegaram ao ponto principal, onde foram detidos os suspeitos M.J.S.S., 50 anos; L.E., 53 anos e V.A.R.S., 46 anos, em atitude que caracterizada, segundo os policiais civis, o tráfico de drogas. Na operação, também foram apreendidas uma balança de precisão camuflada no interior de um veículo desmanchado. As busca ficaram dificultadas, em decorrência de o local ser sujo e com amontoados de carros, peças automotivas e mato. Cadela Treinada Após três horas de diligência, a cadela farejadora Laika entrou em ação com agentes do canil de Passos. Em questão de minutos, a cadela localizou próximo ao local onde estava a balança de precisão, um grande saco plástico contendo em seu interior diversas porções de cocaína já embaladas e subdividas da forma pela qual são encontradas para a venda “no peso”. Na sequência, ainda localizou em um matagal outro saco plástico contendo em seu interior várias porções de maconha embaladas e dividas para a venda. Além das drogas, os policiais civis encontraram material apropriado para a manufatura de entorpecentes, objetos para picagem, pesagem e embalagem, além de dinheiro proveniente do tráfico de drogas. Com o término das diligências, todos foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil de Ibiraci para a formalização dos atos de Polícia Judiciária e consequentes prisões em flagrante delito. Os três presos são apontados como os líderes do tráfico em Ibiraci e foram retirados de circulação, representando um grande golpe para o crime organizado nas fronteiras dos estados de São Paulo e Minas Gerais. Segundo o titular do 3º DP de Franca, dr. Leopoldo, o trabalho continua. “As investigações prosseguem para coibir crimes patrimoniais e tráfico de drogas e novas ações conjuntas já foram programadas entre os policiais civis do 3º DP de Franca e de Ibiraci”, concluiu o dr. Leopoldo. Por: 3º DP de Franca, com adaptações Ação contou com policiais civis de Franca, Ibiraci e com o canil da Polícia Civil de Passos, numa operação conjunta entre Polícia Civil de São Paulo e Minas Gerais OPERAÇÃO CONJUNTA PRENDE TRAFICANTES Abril/2014 05

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SEGURANÇA Evento realizado na Câmara Municipal de Ribeirão Preto reuniu representantes de Consegs de toda a região e abordou a questão do efetivo A Comissão Permanente de Segurança da Câmara Municipal de Ribeirão Preto promoveu, no dia 27 de março, um seminário para capacitação dos membros dos Consegs (Conselhos de Segurança Comunitária de Ribeirão Preto). Denominado “Seminário de Capacitação para membros do Conseg e lideranças comunitárias da região do CPI/Deinter-3 [Comando de Policiamento do Interior/PM e Departamento de Polícia Judiciária do Interior/PC] - Ribeirão Preto”, o evento foi realizado em conjunto com a Coordenadoria Estadual dos Conselhos Comunitários de Segurança. Conduziram o evento o vereador Maurício Gasparini e o coordenador estadual dos Consegs, Evaldo Roberto Coratto. Realizado no Salão Nobre da Câmara Municipal de Ribeirão Preto, o evento reuniu dezenas de lideranças de toda a região do Deinter-3, que atende 93 cidades da região. Entre os objetivos, estava discutir formas de reativar um Conseg, incrementar a atuação dos Consegs em suas respectivas cidades e, unidas, em toda a região, além de identificar grupos, ONGs (Organizações Não Governamentais) e lideranças para atuarem voluntariamente na estrutura de Consegs e, consequentemente, no combate ao crime e na organização da segurança pública. O vice-presidente do Sinpol, Célio Antonio Santiago, foi um dos convidados ao evento. Ele esteve presente representando o Sinpol e observou que a Polícia Civil foi a única força policial que não enviou nenhum representante. “Acho válido esse tipo de ação, principalmente com o objetivo de ajudar aos policiais civis e militares no combate ao crime e em suas reivindicações. A principal reivindicação dos participantes do encontro foi em relação ao efetivo. Houve unanimidade entre os presentes de que falta material humano, tanto na Polícia Militar, quanto e principalmente na Polícia Civil”, destacou Célio. Entre os participantes, estava o deputado federal pelo PSDB (partido do governador Geraldo Alckmin) Welson Gasparini. O deputado salientou a importância do Seminário e se comprometeu a levar, ao lado de seu filho Maurício - que preside a Comissão Permanente de Segurança Pública da Câmara Municipal de Ribeirão Preto - as propostas discutidas ao governador e se empenhar em trazer o secretário da Segurança Pública, dr. Fernando Grella Vieira para participar de futuras reuniões. Atuação Os Consegs são grupos de pessoas do mesmo bairro ou cidade que se reúnem para analisar, planejar e acompanhar a solução de seus problemas comunitários de segurança, além de desenvolverem campanhas educativas e estreitar laços de entendimento e cooperação entre as várias lideranças locais. Além das lideranças, integram o Conseg o delegado de Polícia e o comandante da PM do bairro, região ou município. “Foi uma oportunidade para aprimorar conhecimentos sobre segurança pública, mostrar o papel social dos Consegs e discutir novas formas de auxiliar as autoridades no combate à violência e criminalidade”, concluiu o vereador Maurício Gasparini. SEMINÁRIO PEDE MAIS POLICIAIS O deputado estadual Welson Gasparini, o vice-presidente do Sinpol, Célio e o vereador Maurício Gasparini, em simpósio Senhor governador Cumprindo Resolução adotada em reunião dos Delegados de Polícia aposentados, encaminhamos a Vossa Excelência, em anexo, carta que retrata a revolta sentida pelo fato de termos sido discriminados na recente concessão de benefício contida no PLC 43, restrita aos colegas da ativa. Somos Delegados de Polícia aposentados e pedimos licença para dizer-lhe que perdemos o resquício de respeito que ainda lhe tínhamos. Não sabemos se isso o incomoda e muito menos se isso fará com que Vossa Excelência perca um minuto de seu sono. Mas nós, Delegados de Polícia aposentados, bem assim as viúvas dos colegas falecidos, mais que inconformados, estamos insones, frustrados e revoltados com a frieza, a insensatez e com o pouco caso que fez de seu juramento de posse e do compromisso público que assumiu, com suas próprias palavras, que agora soam vazias, gratuitas e inconsequentes. Ao assumir o cargo de Governador, Vossa Excelência prometeu solenemente cumprir e fazer cumprir a Constituição Federal e a do Estado e observar as leis. Mais que isso, ficou registrado em seu discurso de posse, ipsis litteris , que “ Nenhum paulista será deixado para trás ”. Disse mais: “ Assumo o governo perante o Poder Legislativo, expressando CARTA o desejo de ser cobrado pelos meus atos”. E concluiu: “Exercerei o meu mandato no absoluto respeito à Constituição, às instituições e ao direito das pessoas ”. Vossa excelência enviou à Assembleia Legislativa - e esta acaba de aprovar - o Projeto de Lei Complementar nº 43, que concedeu aos colegas em atividade, de maneira abrangente e linear, justa modificação em sua remuneração. Palavra de honra: estamos felizes por eles! Excluiu, todavia, dessa concessão os aposentados e as pensionistas, permanecendo insensível às propostas de emendas que visavam reparas não só a violação constitucional, mas a grave injustiça praticada. Nós, pois, como “paulistas deixados para trás”, violados em nosso direito constitucional assegurado pelo art. 7º da Emenda Constitucional nº41 (que repete o original § 4º do art. 40 da Magna Carta), “estamos cobrando Vossa Excelência” pela quebra da palavra de honra que solene e publicamente empenhou. Nossa cidadania, que não é de segunda classe, dános o direito de cobrar-lhe: Por que sombrio motivo Vossa Excelência discriminou os aposentados e as pensionistas? Maldade, indiferença, inconsequência ou pura discriminação? DOS APOSENTADOS AO GOVERNO Será porque nossa capacidade de mobilização e de reação é menos que a dos ativos? Anda, acaso, inspirando-se em Maquiavel, buscando cavar uma divisão da classe, entre ativos e inativos? Foi isso o que seus tecnocratas sugeriram? Foi para fazer economia a custo dos idosos? Pouco lhe importam as maiores necessidades e as maiores limitações que o avançar da idade nos impõem? Nas justas concessões feitas a outras categorias, os aposentados não foram excluídos. Algo pessoal contra os Delegados aposentados e pensionistas para tornar-se nosso algoz, Excelência? Se, como político, não o constrange comportamento desse jaez, o médio que está em Vossa Excelência não o repreende? Que exemplos de ética política imagina estar dando aos paulistas? Como fica, doravante, sua credibilidade de homem público? O Supremo Tribunal Federal consolidando férrea jurisprudência, acaba de, em sede de recurso extraordinário nº 631.389, ao qual foi reconhecida repercussão geral, reafirmar o que nem precisaria ser reafirmado, porque está claro no texto da Constituição que Vossa Excelência jurou cumprir, mas violou: toda e qualquer modificação na remuneração dos ativos, dada em caráter geral e linear, deve (é imposição) ser estendida na mesma proporção e na mesma data aos aposentados e pensionistas. Mais: Vossa Excelência violou nossa dignidade enquanto pessoas humanas; discriminou-nos pela idade e fulminou o princípio da impessoalidade (art. 1º, III, art. 3º, IV e art. 37, caput, todos da Constituição federal). Sabe muito bem Vossa Excelência que a busca do direito sonegado na via judicial levará longos e penosos anos para tornar-se efetivo e eficaz. Esse foi o jogo do Governo? Que lástima, Excelência! Que decepção! Governador! Ainda é tempo. Reverencie a Constituição. Repare a afronta feita. Estenda o benefício aos Delegados de Polícia aposentados (inclusive os que se aposentaram pela L.C. 1062), bem como às pensionistas dos falecidos. Estimaríamos voltar a respeitá-lo, mas hoje sequer protocolarmente conseguimos saudá-lo. Nós, “paulistas deixados para trás”, em nosso nome pessoal e em nome de centenas de outros aposentados e pensionistas, nesta data ausentes em nossa reunião, ou por questões de saúde, ou pela difícil e custosa locomoção, ou ainda por total descrença, antevendo um tempo sombrio, decidimos elaborar e enviar a Vossa Excelência esta mensagem, que todos subscrevemos. Assinam a carta 139 delegados e pensionistas, encabeçados pelo dr. Abrahão José Kfouri Filho COOPERATIVA DE CRÉDITO RURAL DOS FORNECEDORES DE CANA DA REGIÃO DE CATANDUVA - “COFOCRED” Rua Amazonas, 361 Catanduva - SP Fone: (17) 3531-6600 06 Rua Martinico Prado, 305 - Ribeirão Preto - SP AUTO POSTO VILA TIBÉRIO E SHOPPING DA BEBIDA Fones: (16) 3904-9036 - 3904-9037 Abril/2014

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ESPECIAL Em 21 de abril, dia do Patrono da Polícia Civil, motivos não faltam para lamentar o destino da Instituição, que celebra 173 anos de existência A Polícia Civil do Estado de São Paulo nasceu junto à Secretaria dos Negócios da Justiça, em 1841, tendo como seu primeiro chefe o conselheiro Rodrigo Antonio Monteiro de Barros. O cargo de delegado de Polícia foi criado no ano seguinte, através da Lei 261, regulamentada pelo Decreto 120 de janeiro de 1843. A primeira reestruturação da Polícia Civil ocorreu por sugestão de José Cardoso de Almeida, acatada pelo presidente do Estado, Jorge Tibiriçá Piratininga, criando a Polícia Civil de Carreira, no ano de 1905. Neste mesmo ano, coube a Washington Luís, então secretário de Justiça, a incumbência de tomar as primeiras providências para organizá-la, através da Lei 979. Com tal lei, criaram seis classes de delegados, alguns distritos policiais, além de outros cargos e peculiaridades. Com o passar dos anos, a Polícia Civil de Carreira foi se impondo e o delegado passou a exercer um papel civilizador dos mais importantes. Em 1912, a lei 1.342 reorganizou vários departamentos na então Secretaria de Justiça e Segurança Pública, criando o Gabinete de Investigações e Capturas com seções distintas, como investigação, capturas e identificação. No ano de 1916, foram criadas as sete primeiras delegacias regionais: Ribeirão Preto, Araraquara, Campinas, Santos, Guaratinguetá, Botucatu e Itapetininga. A Polícia Civil foi crescendo e se estruturando e, ainda na primeira metade do século passado, já era uma Instituição bastante respeitada e o sonho de carreira daqueles que se identificam com a atividade policial e combate ao crime. Um Decreto Federal, o DL (Decreto Lei) 9.208, de 29 de abril de 1946, instituiu Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, como o patrono das Polícias Civis e Militares do Brasil. Durante muitos anos, o Dia da Polícia Civil foi comemorado nesta data. No início deste século, a data passou a ser comemorada através de sessões solenes na ALESP (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo). Foi o que ocorreu, por exemplo, em 28 de abril de 2003, com a comemoração da 9ª Sessão Solene em Homenagem ao Dia da Polícia Civil. A sessão foi presidida pela delegada Rosmary Corrêa, atualmente subsecretária de Assuntos Parlamentares da Casa Civil do governo do Estado de São Paulo. O impasse em relação ao Dia da Polícia Civil chegou ao fim através da Lei 12.259 de 15 de fevereiro de 2006, de autoria da deputada Rosmary Corrêa, que instituiu o Dia da Polícia Civil do Estado de São Paulo. Promulgado pelo então governador Geraldo Alckmin, estabeleceu-se o dia 30 de setembro para a comemoração oficial. Para a grande maioria dos policiais civis, todavia, a Instituição é lembrada mesmo no dia 21 de abril, dia de Tiradentes. Carreira e salário Durante muitos anos, trilhar carreira na Polícia Civil foi o sonho de muita gente. Aqueles que conseguiram ingressar na Instituição ao superar seus rigorosos concursos públicos não se arrependem. Principalmente os que viveram os gloriosos anos da Polícia Civil. Com profissionais altamente capacitados e salários compatíveis com suas funções, os policiais civis paulistas eram considerados a elite das Polícias Civis do Brasil. Atuando no estado que mais se desenvolveu na Nação durante o século passado, os policiais civis se notabilizavam por sua astúcia, capacidade, dedicação e pelo glamour que envolvia todas as carreiras da Instituição. “Sou policial civil concursado e cursado”, orguFoto: Arquivo POLÍCIA CIVIL: COMEMORAR OU LAMENTAR? Baixo efetivo e prédios inadequados são apenas alguns dos problemas enfrentados pela Instituição lha-se em dizer o carcereiro aposentado Élio Ferreira da Silva. Ele foi carcereiro na cidade de Pedregulho, durante a década de 1960. “Naquela época o concurso era rigoroso e fui um dos melhores colocados. Acumulava os cargos de papiloscopista, perito, escrivão e carcereiro, pois tínhamos poucos policiais. Mas éramos muito respeitados. O salário era um diferencial. Deixei a carreira de escriturário da Secretaria da Fazenda em Pedregulho para entrar na Polícia Civil. Eram bons tempos”, lembra Élio. Durante muitos anos, os policiais civis foram proibidos de se manifestar em relação aos salários. Com o advento da CF (Constituição Federal) de 1988, foi possível à categoria se organizar através de sindicatos. Foi nesta época que a APOCIRP (Associação dos Policiais Civis de Ribeirão Preto e Região) deixou de existir, passando a ser o Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis). A partir de então, criouse a atividade sindical para lutar pelos interesses da classe. “Foi no momento certo. Antes os governadores, apesar de não nos darem direito a reivindicações, (Continua na página 8) Abril/2014 07

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praticavam políticas salariais mais dignas. A partir do governo [Orestes] Quércia a coisa começou a complicar. Do governo [Luiz Antonio] Fleury [Filho] em diante, regredimos, perdendo nosso poder aquisitivo, conquistado por anos de muita luta e trabalho dos policiais civis”, lembra o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata. E as relações passaram a ser tensas. Os governadores simplesmente davam as costas aos policiais civis. Em 1993, durante inauguração de duplicação da Rodovia Cândido Portinari, entre Ribeirão Preto e Jardinópolis, o governador Fleury - que vinha se negando a negociar com os policiais civis - foi alvo de protesto. Policiais civis de toda a região deram as costas ao governador durante seu discurso, como forma de protesto. “Foi um ato pioneiro do Sinpol de Ribeirão Preto, mas que desencadeou uma verdaFoto: Raphael Abbate O carcereiro Élio, de 96 anos: policial civil era respeitado e bem remunerado deira caça às bruxas. Por conta disso, 51 companheiros foram caçados, covardemente dedurados por alguns chefes que se beneficiaram com nossa luta, e punidos. Foram mandados para os mais diversos rincões do Estado. Cheguei a pensar que o Sinpol iria acabar, mas nada disso. Foi então que crescemos vertiginosamente. Graças a esse crescimento e ao apoio popular, Fleury se viu obrigado a retroceder e reconsiderou a punição aos 51 heróis daquele protesto”, lembra Eumauri. Um de seus derradeiros atos frente ao governo foi conceder o último reajuste considerado digno para a categoria. Em 1995, iniciava-se o primeiro governo do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), agremiação considerada nociva por muitos policiais civis. “Desde que o PSDB assumiu o governo com o [Mário] Covas, a Polícia Civil só tem definhado”, dispara Eumauri. Durante muitos anos, desde então, os policiais civis ficaram sem reajustes anuais. Eumauri estima que as perdas superem 100%. Ele conta que os salários dos policiais civis eram diferenciados. “Hoje vivemos em situação de miséria, o que obriga muita gente a recorrer aos danosos bicos, como segurança, expondo suas vidas fora do horário de trabalho e comprometendo o descanso necessário”, lamenta Eumauri. Efetivo Outro fator que tem sido preocupante na Polícia Civil é o efetivo. Faltam policiais civis em todas as 14 carreiras da Instituição. Sobretudo no interior. O presidente do Sinpol admite que na Capital o problema seja menor, até por conta do maior número de vagas abertas e de candidatos interessados em trabalhar na Grande São Paulo. “No interior a situação é caótica. Acredito que nosso efetivo esteja com uma defasagem superior a 40%. E essa situação tende a aumentar, porque muita gente já atingiu o tempo para se aposentar e só continua trabalhando por não aceitar perder o direito à paridade e integralidade, o que ocorre com quem aceita se aposentar pela Lei 1062/2008. Assim que o governador praticar justiça e acatar a Lei 51/85, como no restante do Brasil, haverá um esvaziamento jamais visto. A Polícia Civil está velha e o governo não renova seus quadros”, denuncia Eumauri. O governo tem realizado diversos concursos públicos. Inclusive anunciou a contratação de cerca de 4 mil policiais militares de todas as carreiras. O que falta, todavia, é divulgar com transparência para onde serão encaminhados os aprovados nos concursos. Além disso, o prazo para o policial civil começar a atuar após aprovado é de, no mínimo, um ano, pois há a necessidade de cursar e se preparar na Acadepol (Academia de Polícia Civil). O vice-presidente do Sinpol, investigador Célio Antonio Santiago, trabalhava no final da década de 1970 no 2º DP (Distrito Policial) de Ribeirão Preto. Na ocasião, a equipe contava com 13 investigadores que atuavam em uma área bem menor do que a coberta atualmente. Naqueles tempos, segundo Célio, o bairro Quintino II ainda estava sendo concluído e o número de ocorrências era bem menor do que o atual. “O grupo era dividido em quatro equipes e todas saiam em campo para realizar investigações. O resultado é que o índice de esclarecimento era altíssimo. Havia eficiência porque havia funcionários para realizar o trabalho de Polícia Judiciária”, revela. No início do ano passado, o diretor do Deinter3, dr. João Osinski Júnior, em entrevista coletiva, negou que houvesse falta de efetivo em Ribeirão Preto e região. “Não precisamos de mais policiais. A meta é qualificar a mão de obra já existente. Isso faz com que o serviço oferecido seja aprimorado”, disse na ocasião. A declaração foi contestada pelo Sinpol. Eumauri e demais diretores realizaram um levantamento e entregaram em mãos o resultado para o dr. Osinski. No levantamento feito no final de janeiro de 2013, a situação mais grave era a do 1º DP. Eram 900 boletins de ocorrência por mês que resultam em uma média de 550 inquéritos em andamento e uma média de dois flagrantes diários. O DP contava, em janeiro do ano passado, com apenas dois delegados, cinco investigadores e cinco escrivães. No final de março de 2014, o DP contava com o mesmo número de investigadores e escrivães, aumentando para três delegados. “Isso ainda é insuficiente. O policial civil está sobrecarregado. Ganha muito mal, não é respeitado pelo governo e trabalha demais, se expondo ao risco e ao erro. O número de casos solucionados é baixo por conta do grande número de boletins. Além disso, se o policial civil comete erro durante seu trabalho, na apuração de um delito, pode ter que responder sindicância, o que lhe rende mais dor de cabeça”, denuncia Eumauri. Há casos de DPs (Distritos Policiais), em cidades pequenas, onde apenas um único policial civil atua. Há rodízios de delegado e de escrivão para que o serviço possa fluir. E os concursos do governo são insuficientes para suprir as vagas. No caso do concurso anunciado pelo governo, se ele dividisse o número de vagas abertas para todas as carreiras pelo (Continua na página 9) Investigador aposentado, hoje advogado, Célio integrou equipe com 13 investigadores 08 Abril/2014

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número de cidades, daria cerca de sete policiais civis para cada cidade. Os maiores problemas estão com as carreiras de investigador, escrivão e delegado, onde a carência é ainda maior e o número de contratações inexpressivo, segundo o Sinpol. Sem estímulo O policial civil também tem trabalhado sem estímulo. Além dos reajustes considerados abaixo das necessidades da categoria, o governo também se esquiva em conversar a respeito das carreiras. Há muitos anos acena-se com a Reestruturação da Polícia Civil, com um plano de carreiras mais digno. Porém nada sai do papel, por mais que as entidades que representam os policiais civis reivindiquem. A falta de perspectivas gera desânimo nos profissionais. E acarreta problemas como o desvio de função. Várias carreiras acabam tendo seus profissionais desviados para exercer outras funções, embora não recebam nada a mais por isso. “Já faz algum tempo que atuo na investigação. Sou papiloscopista há muitos anos, mas faço a papiscopia mais por gosto do que por trabalho. Para falar a verdade, não sei se a carreira de papiloscopista vai sobreviver à reestruturação. Se sobreviver, nem sei se vai com- pensar continuar trabalhando nela. Acredito que, pela vontade das autoridades, deverá ser extinta por decreto ou por inércia”, lamenta um papiloscopista que preferiu não se identificar. “Há muitos anos atuo como delegado em uma cidade, mas acabo tendo que responder por outras cidades na região. Muitas vezes sou obrigado a me deslocar 50 a 100 quilômetros por dia para atender todas as cidades. A falta de delegado, investigador e, sobretudo, escrivão, é muito grande”, comenta um delegado que atua na região. Estrutura precária O presidente do Sinpol tem percorrido toda a região e observado os problemas vivenciados pelos policiais civis. Além da falta de efetivo, salários defasados e desvio de função, a estrutura da Polícia Civil é precária no interior. “Muitas cidades têm distritos que não deveriam sequer ser chamados de delegacia”, observa Eumauri. Uma dessas cidades, segundo ele, é o DP de Guatapará. Felizmente, para os policiais civis e para a população, os dias de martírio estão chegando ao fim. Um novo prédio está em vias de conclusão. Mas enquanto a mudança não acontece, os policiais civis e quem necessita ir à delegacia tem que conviver com uma situação calamitosa, segundo Eumauri. O prédio tem as paredes com rachaduras enormes. A delegacia está instalada em uma casa pequena e inapropriada para a atividade policial. Uma das pareces está escorada por madeiras, pois corre o risco de ruir. A casa também tem muitas goteiras e falta espaço para todos. Problema semelhante enfrentam os policiais civis de Santa Cruz da Esperança, segundo Eumauri. No local, atuam um investigador e um oficial administrativo. “O oficial administrativo fica na despensa, porque não tem lugar Santa Cruz da Esperança: DP funciona precariamente, para ele. Escrivão é por rodízio. Deleem local pequeno e não adequado para flagrantes gado também. A casa é minúscula. É um prédio alugado e o proprietário não tem inte- muito mais trabalho e gerar mais desconforto para resse em fazer reformas. O governo paga apenas o a população”, observa Eumauri. Algumas cidades da região, como São Carlos e aluguel e também não quer reformar o local. Já a prefeitura, ao que consta, não tem terreno para des- Pirassununga, uniram unidades e desativaram DPs. tinar à Polícia Civil. No local, não tem como fazer Em Ribeirão, com a revolta gerada pelo fechamento um flagrante com segurança, porque é muito pe- do 2º Plantão e a possível desativação do 7º DP, quena, não tem cela e o preso pode oferecer risco. pelo menos temporariamente, o projeto não foi Para piorar, a única viatura que tinham no local foi adiante. “Isso é um absurdo. A Polícia tem que trocada por outra sem o compartimento para trans- estar mais perto da população, não ao contrário”, portar preso. Se houver flagrante, vai todo mundo reclama Eumauri. Diante de um quadro desanimador, resta apejunto na viatura. Um absurdo”, critica Eumauri. Em outro caso, policiais civis da Delegacia de Mor- nas destacar como fator para comemorar o Dia do ro Agudo, por muitos meses ocuparam um único Patrono da Polícia Civil do Estado de São Paulo a cômodo após incêndio que destruiu a unidade, en- qualidade dos policiais civis em todas as carreiras. “Nossos policiais civis são abnegados, dedicados, quanto outro prédio era construído. O presidente do Sinpol explica que a situação vocacionados. E isso faz a diferença. Não fosse não se restringe somente às cidades menores. “Em assim, não haveria sequer registro de crimes, esclaSão Carlos, com exceção da DISE, dá pena. Os recimentos, prisões. Historicamente tivemos granprédios estão caindo aos pedaços e não são apro- des policiais civis que fizeram história e criaram priados para a atividade policial. Em Ribeirão Pre- gerações de grandes ‘tiras’. A qualidade dos policito é a mesma coisa. Basta ver o prédio do 1º DP, ais civis em toda a região é excelente. Só falta o governo fazer sua parte, reconhecer e trabalhar em que está caindo aos pedaços”, aponta. Reengenharia prol da melhoria da Polícia Civil, não de seu fechaPara piorar o quadro, há alguns anos o governo mento”, concluiu Eumauri. iniciou o projeto de Reengenharia. A ideia é unificar prédios e distritos. Para Eumauri, não passa de uma estratégia para juntar o nada com coisa nenhuma. Juntar miséria, como costuma dizer. O presidente do Sinpol explica que a ideia é dar a falsa impressão de se ter mais policiais civis num único lugar, mas o serviço é o mesmo, com o mesmo número ou ainda menor de policiais civis. “Foi o que aconteceu com o fechamento do 2º Plantão. Deem o nome que quiser, mas a Central de Flagrantes é um planPara Eumauri, apesar de efetivo muito reduzido, baixo tão com menos funcionários do salário e condições precárias, policial civil faz a diferença que tinha antes, além de ter COOPERBATATA COOPERATIVA DOS BATATICULTORES DA REGIÃO DE VARGEM GRANDE DO SUL - SP Nossa homenagem aos policiais civis de Vargem Grande do Sul, Casa Branca e região! Matriz: Estrada Mun. Faz. Campo Vitória, km 01 - Vargem Grande do Sul - SP Silo: Rod. SP 215 (Casa Branca-Vargem Grande do Sul), km 44,41 - Casa Branca - SP Fones/fax: (19) 3641-6563 - 3641-7343 - 3641-3666 Abril/2014 09

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PERFIL Depois de 45 anos na SSP, investigador que chefiou diversas unidades aposentou-se em 2013 e sente-se gratificado por ter atuado na Polícia Civil Aposentado desde 21 de julho de 2013, o investigador Wilson Lauro Leite de Melo orgulha-se de ter servido à SSP (Secretaria da Segurança Pública) por 45 anos. O ingresso se deu através da Força Pública, em 1968. Em 1970, a fusão da Força Pública com a Guarda Civil fez surgir a Polícia Militar e, por mais nove anos, Wilson continuou como PM. “Mas o sonho de todo PM era ser policial civil. Tem mais liberdade, condições de dialogar com a chefia, não é o sistema de militarismo - que não deveria existir na Polícia -, isso de ficar marchando e batendo continência não leva a nada”, acrescenta. E sua paixão pelo trabalho na Instituição é tamanha que ele postergou ao máximo sua aposentadoria. Só na classe especial trabalhou por 15 anos. Durante sua trajetória, foi investigador chefe de várias unidades. Ele começou sua carreira em Barretos, como PM. Depois continuou por 10 anos como investigador. Em 1985 veio para Ribeirão Preto e não quis mais sair da cidade. Atuou no 5º DP (Distrito Policial), 3º DP, 7º DP - sua última unidade - além de outros setores, como a DIG (Delegacia de Investigações Gerais), onde ficou por cerca de 12 anos. Wilson sempre gostou do trabalho de investigação. Ele revela que se sente gratificante em descobrir coisas que ninguém sabe. “Resolver um latrocínio, um homicídio, um furto que seja. É um desafio à sua inteligência e à inteligência dos marginais”, conta o investigador que jamais pensou em exercer qualquer outro cargo na Instituição, em seus 45 anos de serviços à SSP. Entre os casos que marcaram sua carreira, ele participou do famoso crime do tambor, onde o corpo de um homem foi encontrado em um latão e a equipe partiu do ponto zero e conseguiu esclarecer o caso. “Teve também o caso do taxista Tiri, na época do dr. Antonio Chaves Martins Fontes, em que pegamos os caras, os autores. A elucidação praticamente caiu no nosso colo e, diligenciando, pegamos os três envolvidos que entregaram a arma e confessaram o crime”, explica. Durante o período em que atuou como investigador, Wilson Lauro garante ter atuado ao lado de muitos grandes policiais civis. Entre tantos colegas, ele destaca o já falecido Malaspina. “Tem também o Signei, que ainda está na ativa e é o melhor investigador de Ribeirão Preto. Têm ainda o Homero - que não está mais na Polícia -, o Machado e o Zezão, ambos já falecidos. Tem uma plêiade de investigadores que meu maior prazer foi ter trabalhado com eles”, revela. A paixão do investigador pela Polícia Civil despertou o interesse familiar. Pai de cinco filhos, Wilson conta com orgulho que uma delas é escrivã de Polícia. Renata Leite de Melo é, atualmente, escrivã na DISE (Delegacia de Investigações Gerais). Sindicalismo Recentemente, Wilson foi convidado pelo presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata, para conhecer as obras da futura sede social da entidade. “Achei uma maravilha. Tanto o local, quanto o próprio prédio. Acho que vai favorecer muito os policiais civis, principalmente no tocante a festas de casamento e batizados. Vai evitar que as pessoas gastem para casar um filho, uma filha. Ali tem tudo e é um lugar maravilhoso”, elogia. O investigador aposentado ficou contente com o que viu e destacou que a obra vem caminhando a passos largos. Ele elogiou o crescimento do patrimônio do Sinpol e destacou a grandeza da Chácara, que recebe muitos associados, principalmente aos finais de semana, integrando a categoria. Também considera uma grande conquista a atual sede, na Rua Goiás, nos Campos Elíseos, bairro de Ribeirão Preto. Wilson também destacou a atuação dos sindicalistas do Sinpol. O Eumauri e todos os que lá estão vão em cima do que precisamos. São batalhadores, correm para nos defender, trabalham pelo sindicato. O Eumauri é uma pessoa emblemática, se dedica - eu diria - 48 horas por dia pelo sindicato. Contentar todos ninguém consegue. Sempre acompanhei o trabalho do Eumauri, inclusive somos quase vizinhos. É alguém muito trabalhador. Acho que o que ele fez, pela potencialidade da Chácara, pela nova sede, é bem feito. Está gastando dinheiro, mas está mostrando onde está gastando e acho isso interessante. Nunca se apurou nada contra ele e, se alguém procurou, não achou”, ponderou, avaliando que o sindicato deveria colocar no mural da sede social como vem sendo gasto o dinheiro para não haver contestação. E continuou: “Quanto à parte jurídica, quando precisem fui muito bem atendido. Dou nota nove ou dez”, concluiu. WILSON LAURO LEITE DE MELO Fotos: Raphael Abbate O investigador Wilson visitou as obras da futura sede social do Sinpol acompanhado do presidente do Sindicato, Eumauri e ficou satisfeito com o empreendimento 10 Abril/2014

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ARTIGO O LENHADOR los às famílias que dos mesmos necessitassem para utilizá-los em seus fogões, eis que à época jamais se cogitava da utilização de fogões que não os a lenha. E os dias a se passar lenta e penosamente para o nosso pobre lenhador que, certamente já bastante esgotado pela inclemência do trabalho diário, lamuriava-se, de si para si mesmo, do que considerava desditosa atividade: ‘não aguento mais esta vida de lenhador, me acho velho e já sem forças; oh morte, por que não me levas?’ E o tempo inexoravelmente passando e o velho lenhador a tornar mais veemente seu choramingar, entrecortado por soluços que não conseguia sopitar, e a clamar pela morte... que viesse o quanto antes aliviá-lo daquele trabalho tão penoso! E eis que um dia, achando-se, como sempre, o humilde lenhador a lamentar-se do que considerava tão humilhante e cansativo trabalho, a bradar aos céus a vinda da morte, aparece-lhe a, para muitos, indesejável senhora, em todo seu horror, aquela caveira a portar em suas mãos a indefectível foice e, dirigindo-se ao lenhador Por: Dr. Luiz Carlos Pires (*) E A MORTE Não sei bem por qual razão venho tendo reiteradas lembranças de episódios que vivenciei em minha infância e adolescência, nem tampouco qual o mecanismo, em minha mente, que faz com que aflorem como se no presente os estivesse a acontecer. Contemplo-os, vividamente, como acontecimentos recentes e não havidos há mais de meio século. Assim, meio que compulsivamente, vejome guindado a lhes oferecer pequena história que fazia parte – se bem me lembro – de um dos livros que, no antigo primário, nossas tão queridas professoras nos faziam lê-los certamente que com o intuito de melhor nos alfabetizar e nos levar, num segundo momento, ao gosto pela leitura. “Um homem, de idade já bem avançada, alquebrado pela faina diária como lenhador que era, a derribar em uma floresta árvores de médio tamanho, obtendo, assim, razoáveis quantidades de madeira que eram por si agrupadas em feixes os quais, finda esta parte da tarefa, vinha a que lhe parecia mais penosa: pôr os feixes às costas e, após, leválos à cidade mais próxima para tentar vendê- Foto: SSP/SP DR. ZANFERDINI diz-lhe com cavernosa voz: ‘chamaste-me, o sabe?! (*) Luiz Carlos Pires é membro da aqui estou... Vou levá-lo comigo’. E o lenhador, pálido de espanto à vista Academia de Letras, Ciências e Artes da da assombrosa aparição, trêmulo de medo AFPESP, da dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo; ex Delegado consegue, a muito custo, apenas balbuciar: ‘Sim, chamei-te, mas apenas para me Regional de Ribeirão Preto; ex Professor da Academia de Polícia “Doutor ajudares a carregar este feixe de lenha...’” Coriolano Nogueira Cobra” Fosse qual fosse o objetivo de nossos professores – alfabetizar-nos, despertar o interesse pela leitura – certamente que esta pequena historieta nos induz a reflexões de ordem moral, que poderíamos assim enunciar: 1. Não existe trabalho humilhante; todo trabalhador, assim, é digno, pois que exerce atividade laborativa que o torna homem de bem frente a seus semelhantes; e 2. O Senhor, nosso Deus, jamais nos imporá encargos superiores a nossas forças; antes de desfalecermos perante as vicissitudes da vida, enfrentêmo-las, com destemor, garra, dando graças ao Pai pela oportunidade que nos dá de testar nossas eventuais virtudes que nos levarão, indubitavelmente, a galgarmos mais um degrau na inefável Escada de Jacob que nos levará à tão sonhada perfeição, um dia, quem No início da noite de 10 de março, o delegado de polícia Samuel Antonio Zanferdini, titular do 6º DP (Distrito Policial) de Ribeirão Preto, cidade na qual é vereador, esteve na Escola Estadual “Professora Maria Conceição Rodrigues Magon”, no município vizinho de Sertãozinho-SP, ministrando palestra aos alunos acerca da prevenção sobre o uso indevido de drogas. O ministério faz parte do ciclo semanal de palestras que envolve uma parceria entre a Secretaria de Segurança Pública e a Secretaria da Educação, tendo como público alvo, prin- MINISTRA PALESTRA cipalmente, instituições de ensino, públicas e privadas, de Ribeirão Preto e região. O evento contou com a participação de 150 alunos do ensino fundamental e médio, oportunidade na qual os alunos puderam interagir esclarecendo dúvidas sobre os malefícios causados pelas drogas. O palestrante deu detalhes sobre os efeitos de algumas drogas ( como maconha, cocaína, ecstasy e crack) no organismo, abordou ainda aspectos legais sobre o combate ao tráfico ilícito de drogas e o tratamento dado pela Lei n. 11.343/06 (Lei Antidrogas) ao usu- ário e ao dependente. Encerrou a explanação alertando os jovens acerca da ação de traficantes na rede mundial de computadores (internet), inclusive pedindo máxima atenção no uso das redes sociais. Samuel Zanferdini é Pós-Graduado pela Universidade Federal de Santa Catarina e pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas do Ministério da Justiça, em prevenção ao uso indevido de drogas e formado pelo Denarc, como agente multiplicador no combate e prevenção às drogas. Por: SSP/SP com adaptações Abril/2014 11

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ANIVERSARIANTES A vida é um milhão de novos começos movidos pelo desafio sempre novo de viver e fazer todo sonho brilhar. Feliz Aniversário aos nascidos em maio! 1 Odair Fernandes Machado Ildon Pimenta de Pádua José Vitor Perissini Aloísio Mori de Carvalho Roseneide Bargas Ribeiro Júlio Cezar Pastori Sueli Regina Emiliano 3 Laércio Sostena Claudinei Iossi Marcelo Rodrigues da Silva Fernando Tadeu Viana 4 Eurico Ferreira de Souza Carlos Henrique Pischiotini Márcio Alves 5 Edilson Piovani Reinaldo Aparecido Schmidt Benivaldo Bastos de Santana Edgard Jorge Lauand Júnior 6 Roberto Carlos de Santi Antonio Hernandes Lopes Guilherme Valerini Damasio de Andrade Antonio Marcos Falvo 7 Antonio José Serrate de Campos Erick Walter Mouro Borba 8 Marco Antonio Sales Marcos Reginaldo de Souza Silva 9 José Carlos Florio Idalina Alves Ferreira Juliano Ferreira da Silva Conceição Aparecisa Sales Girotto Leandro César Ferreira Silva Hélio Foz Ribaldo Nilton Antonio Gomes 10 Antonio Carlos Kociani 11 Arnaldo Vaz Ferreira Fábio José Branquinho Pereira 12 Sami Haddad Maria de Lourdes Chiaretti Valtecílio Lino Nascimento Maria José Balbino Geraldo Cascaldi Júnior Daniel Alfredo dos Santos Marcelo G. Lopes da Cunha 13 Edson Luiz Franco Cláudio Vargas Paulo Henrique Vianna Carlos Alberto Cordeiro Robinson Aparecido Carneiro 14 Luiz Silva Wilson Paulo de Oliveira Carlos Eduardo A. de Barros 15 Roberto Bettini Paulo Roberto Barbosa Aparecido Aricrênio Ramos da Conceição José Antonio Passeto Queila Sara Pereira Martins 16 Antonio Paulo Bacan Júnior Ana Aparecida de Oliveira Ananias Ivone Pereira Crispin 17 Ricardo Marcelo de Paula Ferreira Mateus Azevedo Maria Inez da Silva Gerson Guido Mattioli José Jucélio Rodrigues Débora Aparecida Ciongolo Trentin Menuzzi Martins Filho Fernando Aparecido de Moraes 18 Roberto Fernandes Olésio Guimarães Marcelo Ferreira Francisco Dinessa Maira Alvares 19 Bernardo Silva Matheus Alexandre Saltarelli Ana Mary de Oliveira Antonio Granger Carlos Alberto Bertini 20 Mônica de Oliveira Carneiro Scarparo Roberto Nascimento 21 Diva Rodrigues dos Santos Paulo Sérgio F. da Costa Benedito Ferrante José Augusto Rodrigues Filho 22 Sebastião Otávio Ramos Antonio Sérgio Garcia Carlos Silva Vital 23 Nelson Orlando Érica Arrisse Esteves Dias Maria Alice Lopes da Cunha 24 Antonio Orival Salgado Antonio Cabral Sérgio Luiz Correa da Silva 25 Walter de Andrade Milton Sérgio Alves Pereira José Gonçalves Neto Waldir Aparecido Ambrósio Angelo Jovenir Ulian Roberto Custódio Ribeiro Sílvio Miguel Gomes 26 Antonio Carlos Schivo Antonio Aparecido Soares de Souza Renato Theodoro Wanir José da Silveira Junior Miqueias Cavalcante de Lima 27 Vanderlei Viola Elias Ferreira de Souza Jurema Francisco de Andrade Edmundo Ferreira Gomes 28 Rafael Camolesi Lílian Medeiros Luís Carlos Valentim 29 Mônica Cristina Marsico Lombardi Reginaldo Lonardi Elisabeth Aparecida Sutti Márcio Roberto Takatsui 30 Renato Tomasella Monteiro José Roberto Amâncio Reginaldo Boscolo Marcelo César Corcovia 31 Cássio Roberto Marilhano Fabri Francisco Paulo Oliveira Lima Leandro Cesar Giora TRABALHO, MEMÓRIA ARTE E FÉ Em 1985, durante um trabalho de perícia realizado na cidade de Batatais, o perito Sami Haddad e o fotógrafo técnico pericial Roberto Bettini aproveitaram o horário de almoço para realizar um pequeno tour de arte e fé e foram visitar a belíssima Igreja Matriz de Batatais, que reúne várias obras do renomado artista plástico de Brodowski, Cândido Portinari. O Sinpol lembra aos aniversariantes que é preciso fazer o recadastramento anual junto ao Banco do Brasil, em qualquer agência ou naquela onde receber seus vencimentos ou, em caso de portabilidade, no banco em que o beneficiário optou. Quem não se recadastrar corre o risco de ter os vencimentos suspensos. O Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto está mantendo um acervo de imagens relacionadas à Polícia Civil. Para tanto, a Diretoria está incentivando a participação de associados que tenham em seus arquivos fotografias que possam ilustrar diferentes aspectos da história da Instituição. “Temos certeza que muitos colegas guardam várias fotos com lembranças de reuniões, eventos e de situações cotidianas dentro da Instituição, com um valor inestimável pelas lembranças que representam”, ressalta o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata. Os interessados em colaborar com esse resgate da memória da Polícia Civil da região podem entrar em contato com a Secretaria do Sinpol, através dos telefones (16) 3612-9008, 3625-3890 e 3979-2627, ou do e-mail sinpolrp@sinpolrp.com.br. “As fotografias serão digitalizadas e prontamente devolvidas aos seus proprietários”, garante Eumauri. O material reunido pelo Sinpol será publicado no Jornal do Sinpol e no site da entidade (www.sinpolrp.com.br). DO FUNDO DO BAÚ 12 Abril/2014

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JURÍDICO Departamento jurídico do sindicato obtém mais dois mandados de segurança para aposentadoria, além de defesa absolver servidor em sindicância Os frutos do trabalho do Departamento Jurídico do Sinpol não surgir, sempre em favor dos associados. O sindicato foi um dos pioneiros na luta contra a LCE (Lei Complementar Estadual) 1062/2008, que não garante o direito à paridade e integralidade no salário do policial civil, que tem direito à aposentadoria especial. O governo de São Paulo é o único, em todo o País, a não praticar a LCF (Lei Complementar Federal) 51/1985, alegando que a mesma não teria sido recepcionada pela CF (Constituição Federal) de 1988. Em todos os demais estados brasileiros, incluindo o DF (Distrito Federal), e também sob o entendimento do STJ (Supremo Tribunal de Justiça), a LCF 51/85 foi sim recepcionada pela CF de 1988, portanto é constitucional e o instrumento correto para a concessão da aposentadoria especial para os policiais civis. O governo de São Paulo, todavia, insiste em utilizar a 1062/2008, negando ao policial civil que preenche os requisitos para se aposentar, o direito à paridade e integralidade. A alegação do governo no artigo primeiro de sua lei cita outras leis que acredita garantir a legalidade da 1062/2008: “Esta lei complementar dispõe sobre os requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria voluntária aos integrantes das carreiras policiais a que se referem a Lei Complementar nº 492, de 23 de dezembro de 1986 e a Lei Complementar nº 494, de 24 de dezembro de 1986, em consequência do exercício de atividades de risco, nos termos do inciso II do § 4º do artigo 40 da Constituição Federal, incluído pela Emenda Constitucional nº 47, de 5 de julho de 2005”. Porém o Sinpol contesta essa alegação e, através de seu departamento jurídico, com o advogado Ricardo Ibelli, tem ingressado com mandados de segurança e conquistado vitórias para seus associados. Segundo o presidente do Sinpol, a Lei 1062/2008 é prejudicial a quem pretende se aposentar. “Desde que iniciamos a luta contra essa lei que presta um desserviço para a categoria, orientamos os colegas a não aceitarem essa situação e ingressarem com mandados de segurança. Todos os meses temos obtido vitórias que garantem aos colegas policiais civis o direito à paridade e integralidade previstos na Lei 51/ 85. Pode até demorar algum tempo, mas vale a pena. A vitória em primeira instância pode até caber recurso por parte do governo, mas quando chega ao TJ [Tribunal de Justiça], a mais alta esfera estadual, nossa vitória é incontestável, porque se houver derrota e o recurso for para Brasília, no STJ, a vitória será absoluta e incontestável. O importante é não aceitar se aposentar pela Lei 1062/2008. Sabemos que a adoção da Lei 51/85 é questão de tempo no estado de São Paulo. Aliás, o próprio delegado geral falou sobre isso ano passado. Acreditamos que ainda neste ano possa haver a mudança. Mas enquanto isso não se efetiva, o Sinpol estará ingressando com mandados de segurança em favor de todos os associados que preencham os requisitos para a aposentadoria especial nos termos da Lei 51/85, garantindo a paridade e integralidade”, dispara Eumauri. Segundo o dr. Ricardo Ibelli, no mês de março duas importantes vitórias foram conquistadas pelo departamento jurídico. Uma delas favoreceu o escrivão de Ribeirão Preto, Wilson Aidar Júnior. A outra beneficiou o investigador da cidade de Aramina, Luís Carlos Colucci. Ambos os casos ocorreram na 4ª Vara da Fazenda Pública. A primeira decisão foi proferida em 13 de março de 2014 e a segunda no dia 26 do mesmo mês. Numa das ações, a justificativa do juiz foi bastante clara com relação a essa postura de conceder os mandados de segurança impetrados pelo Sinpol em favor de seus associados: “O advento da LC 1062/2008 não altera a situação, uma vez que há de nortear a aposentadoria dos policiais civis a integralidade dos proventos e a paridade, tal como preconizado no artigo 40, parágrafo 4º do inciso II da Constituição Federal e artigo 1º, inciso I da LC 51/85. Em face do exposto, concedo a segurança como pleiteado o pedido, para que seja assegurado ao impetrante o direito de receber seus proventos, calculados, na forma do quanto disposto na Lei 51/85”. Defesa Em outra área de atuação, o Departamento Jurídico obteve vitória ao defender um associado em uma Sindicância Administrativa Disciplinar instaurada pela 3ª Corregedoria Auxiliar Ribeirão Preto. Na ação, a perita criminal Maria Cristina Brunini Silva foi absolvida da Sindicância e, consequentemente, a Sindicância foi extinta. “O Sinpol está sempre ao lado de seus associados e não irá permitir injustiças por conta de chefia ou da própria Corregedoria contra os policiais civis. Não toleraremos sindicâncias com objetivos de intimidar ou perseguir os policiais civis e estamos sempre prontos para lutar contra essa arbitrariedade”, concluiu Eumauri. NOVAS VITÓRIAS DO SINPOL A parceria entre o dr. Ricardo Ibelli (esq. ) e Eumauri vem rendendo sucessivas vitórias aos associados do Sindicato CLÍNICA MÉDICA CARDIOLÓGICA e ONCOLÓGICA de SÃO JOAQUIM Dr. Adel Miguel CLÍNICA MÉDICA - CARDIOLOGIA Dr. Rodrigo Jorge Massi ONCOLOGIA - CIRURGIA GERAL R. Voluntário Geraldo, 1157 - São Joaquim da Barra - SP Telefax: (16) 3818-1122 Abril/2014 13

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R ADAR DISE São Carlos Policiais civis da DISE de São Carlos fizeram uma apreensão de cocaína na tarde de 12 de março. A droga foi encontrada em uma casa na rua Rubens Fernando Monte Ribeiro, no bairro Cidade Aracy II. Os investigadores foram até a residência após realizarem investigações detalhadas. Munidos de mandado de busca e apreensão, entraram no imóvel e conseguiram localizar 118 cápsulas de cocaína, duas porções soltas da mesma droga, além de um calibre 38 mm com três munições. Eles também apreenderam R$ 183 em dinheiro, possivelmente oriundo do tráfico de entorpecentes. No momento da apreensão não havia ninguém na casa, mas os moradores serão investigados e devem ser indiciados. Araraquara: padrasto... Policiais civis da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Araraquara prenderam em 10 de março E.R.N.F., de 34 anos, acusado pela morte de sua enteada, a jovem Vanessa Angelo Teixeira Oliveira, de 21 anos. Ela foi encontrada morta no dia 06 de março, nas proximidades de um canavial, na zona rural de Araraquara, com diversos ferimentos no rosto e na cabeça. Por meio de intensas investigações, a equipe encontrou o suspeito na casa de um parente, situada no Parque Residencial Iguatemi. Foto: Arquivo O titular da DISE de São Carlos, dr. ...confessou Ele confessou o crime e disse que estava com depressão por estar desempregado e com muitas dívidas a pagar. Na noite do delito, ele foi buscar a enteada no trabalho em um shopping da cidade e teria dito a ela que queria se suicidar. A jovem ainda tentou convencêlo a desistir da ideia. Em determinado momento, ainda no carro ele desferiu golpes de faca na jovem. E. afirmou que após cometer o crime ainda tentou se matar com cortes no pescoço e nos pulsos, mas sem sucesso. Embora haja indícios, ele negou que tenha violentado sexualmente da jovem. Conduzido à cadeia de Jaboticabal, o indiciado vai aguardar o laudo do Instituto Médico Legal. Segundo informações da Polícia Civil, ele foi autuado por homicídio doloso qualificado por motivo torpe e sem possibilidade de defesa. DISE Ribeirão Preto Policiais civis da DISE (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de Ribeirão Preto prenderam na manhã de 18 de março G.C.S., de 20 anos. A prisão aconteceu em uma residência localizada no Parque Ribeirão. A equipe localizou no imóvel 188 pedras de crack embaladas de forma individual e prontas para comercialização, frascos de lança-perfume, materiais de embalagem e certa quantia em dinheiro. O investigado confessou em riqueza de detalhes não só a propriedade das substâncias, como também os atos de traficância. Após os trabalhos de Polícia Judiciária, o preso foi encaminhado à Cadeia Pública de Santa Rosa do Viterbo. Disfarçando Policiais civis da DISE (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de Franca prenderam na tarde de 17 de março uma mulher por tráfico de drogas, no Jardim Edmundo Guanabara. Ela já tinha quatro condenações pelo mesmo tipo de delito e saiu da cadeia há pouco mais de um ano. A criminosa estava se passando por prostituta e foi surpreendida pela equipe. No momento da abordagem tentou engolir a droga, mas sem sucesso devido à quantidade. Na ocasião foram apreendidas quatorze porções de crack individualizadas e prontas para a venda. Fotos: Polícia Civil de Ribeirão Preto Itápolis I Policiais civis da Delegacia de DISE de Ribeirão Preto apreendeu drogas e efetuou prisão de jovem com 20 anos no Parque Ribeirão Itápolis, na tarde de 13 de março, prenderam, pelo crime de estelionato, e as demais em um barracão. Além disso, foC.V.C.S., de 34 anos. Com o indiciado foram ram encontrados os registros com validade encontrados um gibi de uma instituição, di- vencida. Após o pagamento da fiança no vaversos “santinhos”, um bloco com recibos, lor de R$ 1500,00, ele foi colocado em liberdadois celulares, além de um recibo no valor de. de R$ 30 e R$ 20 em dinheiro. C. aplicava os Fim de jogo golpes de casa em casa alegando ser do ProPoliciais civis da DIG (Delegacia de Injeto “Grito de Alegria” do município vizi- vestigações Gerais) de Ribeirão Preto aprenho de Ibitinga/SP e, quando as vítimas per- enderam, em 17 de março, 15 máquinas de mitiam a entrada do falsário e ausentavam- vídeo bingo, uma CPU e R$ 550,00 reais em se para buscar o dinheiro no intuito de cola- dinheiro, em uma residência de alto padrão borar com o projeto que dizia ele ser inte- localizada em bairro nobre da cidade, onde grante, o golpista também aproveitava para funcionava uma casa de bingo clandestino. subtrair objetos que por ali encontrava. O Na residência, foi identificado R.S.R., 35 indiciado foi preso em flagrante e recolhido anos, que trabalhava como gerente do local. à Cadeia Pública de São Carlos. Itápolis II O agricultor S.R.B., de 40 anos, foi preso no dia 12 de março em Itápolis por posse de arma de fogo. Com o suspeito foram encontradas duas carabinas Rossi e duas espingardas calibre 12, com diversos cartuchos íntegros. Por meio de investigações, policiais civis localizaram na residência do suspeito as armas de fogo, sendo que uma dela foi encontrada no sofá DIG de Ribeirão Preto desmantelou cassino clandestino Base Territorial: Américo Brasiliense, Araraquara, Boa Esperança do Sul, Borborema, Bueno de Andrada, Cambaritiba, Curupá, Gavião Peixoto, Itápolis, Itaju, Ibitinga, Luiz Antonio, Motuca, Nova América, Nova Europa, Rincão, Santa Lúcia, Tabatinga, Tapinas e Trabiju Na pessoa de seu presidente, Sr. José de Mattos Filho, demais diretores, associados e funcionários, parabenizam a Polícia Civil pelo trabalho realizado! SINDICATO DOS EMPREGADOS NO COMÉRCIO DE ARARAQUARA E REGIÃO R. Rui Barbosa, 920 - Araraquara - SP - www.secararaquara.com.br Fones/Fax: (16) 3397-4894 / 3397-4895 / 3397-4896 / 3397-4897 14 Abril/2014

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SERTÃOZINHO As novas instalações da Delegacia Seccional de Polícia Civil de Sertãozinho foram entregues para população durante ato político que contou com a presença do governador Geraldo Alckmin, no dia 26 de março. Além de Alckmin, participaram da inauguração o secretário da Segurança Pública, dr. Fernando Grella Vieira; o delegado geral, dr. Luiz Maurício Souza Blazeck; o diretor do Deinter-3, dr. João Osinski Júnior e o delegado Seccional de Sertãozinho, Cláudio José Ottoboni, além de diversos policiais civis e autoridades em geral. A nova unidade vai atender 422 mil habitantes de 10 cidades: Barrinha, Dumont, Guariba, Jaboticabal, Monte Alto, Pitangueiras, Pontal, Pradópolis, Taquaral e Sertãozinho. Localizada na avenida Eduardo Toniello, nº 200, no bairro Jardim Eugênio Mazer, a unidade, de 1.054 m² de área construída, conta com 22 ambientes, entre salas para cartórios, delegados, copa, almoxarifado, setor de administração, de identidade e de cartas precatórias, centro de inteligência policial, auditório com capacidade para 37 pessoas, além de amplo estacionamento. Os gastos do governo do Estado com a construção foram em torno de R$ 1 milhão e a prefeitura de Sertãozinho contribuiu com a doação do terreno e R$ 500 mil. “Prédio novo, com ótimas instalações para a Polícia Civil”, disse o governador, durante inauguração. “Não adianta muita coisa se não contratar mais ALCKMIN policiais civis. Sertãozinho, a exemplo de todo o Estado, sofre com a enorme defasagem no efetivo. Estrutura foi feita. Agora falta fazer a coisa funcionar com mais funcionários”, rebateu o presidente do Sinpol, Eumauri Lúcio da Mata. Durante a inauguração, o governador anunciou também a entrega de 48 novas viaturas para a área do Deinter-3. São 18 Blazer, 10 S-10 cabine dupla, 16 Pálio Weekend, duas Hilux e duas viaturas descaracterizadas. Das viaturas entregues, nove ficaram na Seccional de Sertãozinho: duas Blazer, uma S-10 cabine dupla, três Pálio Weekend e uma viatura descaracterizada. ENTREGA PRÉDIO DA SECCIONAL Foto: SSP/SP O delegado Seccional de Sertãozinho, dr. Cláudio José Ottoboni ( 2º a partir da esq.) ao lado do governador Alckmin, autoridades e funcionários, durante inauguração da nova sede da Seccional de Polícia Civil na cidade A Delegacia Seccional de Polícia Civil de Ribeirão Preto está sob novo comando. Desde o dia 02 de abril o novo delegado Seccional é o dr. Marcus Camargo de Lacerda. Ele assume o órgão no lugar do dr. Adolfo Domingos da Silva Júnior, que, por sua vez, vai assumir a chefia do gabinete do delegado geral de Polícia na sede da DGP, em São Paulo. Durante boa parte de 2013, o dr. Adolfo esteve afastado da Delegacia Secional, pois estava frequentando o Curso Superior de Polícia na Capital. Neste período, o delegado Seccional de Sertãozinho, dr. Cláudio José Ottoboni, acumu- Ex-corregedor dr. Marcus Lacerda assume o cargo no lugar do dr. Adolfo, que passa a ser chefe de gabinete na DGP lou a titularidade da Seccional de Ribeirão Preto. Ao assumir a Seccional, o dr. Lacerda passa a coordenar o trabalho da Polícia Civil em Ribeirão Preto e 13 cidades da região, todas subordinadas ao Deinter-3 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior). A indicação do novo Seccional partiu do próprio diretor do Deinter-3, dr. João Osinski Júnior. Carreira O novo Seccional está na Polícia Civil há 25 anos. Tem 50 anos de idade e já atuou em cidades como São Paulo, Araraquara e Matão. Também foi o titular da 3ª Corregedoria de Polícia Civil de RIBEIRÃO TROCA DELEGADO SECCIONAL Ribeirão Preto. Atuou ainda como delegado assistente e diretor técnico da DGP (Delegacia Geral de Polícia). Atualmente era delegado assistente do Deinter-3. Em entrevista ao jornal A Cidade, dr. Lacerda disse que o foco de seu trabalho será nos crimes violentos, como latrocínio e homicídios, além de furto, roubo de veículos e roubos em geral. “A ideia é manter o foco em ocorrências de prioridade. Vamos trabalhar com foco na agilidade da Polícia Judiciária e na investigação, mas sem esquecer em prezar pela excelência no atendimento à população”, disse à imprensa. Fone: (16) 3412-1212 Abril/2014 15 Av. Getúlio Vargas, 2655 São Carlos - SP fly@flyford.com.br

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