Boletim Informativo Maio

 

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Boletim Informativo do CRR

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Serviço Nacinal de Informação e Orientação sobre Drogas Boletim Informativo JUNHO/ JULHO DE 2013 Câmara aprova texto do relator para projeto antidrogas O Plenário aprovou nesta quarta-feira (22/05/2013) o Projeto de Lei 7663/10, do deputado Osmar Terra (PMDB-RS), que muda o Sistema Nacional de Políticas sobre Drogas (Sisnad) para definir condições de atendimento aos usuários, diretrizes e formas de financiamento das ações. A proposta prevê medidas como a internação involuntária de dependentes químicos e a ampliação de pena para traficantes. A internação involuntária dependerá do pedido de familiar ou responsável legal ou, na falta deste, de servidor público da área de saúde, de assistência social ou de órgãos públicos integrantes do Sisnad. Em qualquer caso de tratamento, voluntário ou não, deverá ser montado um Plano Individual de Atendimento (PIA), elaborado com a participação dos familiares ou responsáveis. As pessoas atendidas pelo Sisnad poderão participar de programas de educação profissional e tecnológica, educação de jovens e adultos e alfabetização. O assunto internação compulsória permanece dividido na câmara legislativa. Há quem recrimine por acreditar que não passa de uma medida higienista que fere os direitos humanos, assim como há quem defenda, por acreditar que a dependência da droga trata-se de uma doença crônica em que o seu portador não é capaz recorrer, voluntariamente, aos serviços. Fonte: EDUARDO PIOVESAN, CAROL SIQUEIRA, Câmara aprova texto do relator para projeto antidrogas; falta votar destaques. Drogas “legalizadas” a venda em Portugal Com um viés de experimentação de novas sensações surge no ano de 2008, em Portugal, a primeira loja de venda de drogas fora da Holanda, país este que é conhecido como tendo a política de drogas mais liberal da Europa. Com a descriminalização que aconteceu em 2001, Portugal diminuiu o consumo de drogas e diferente do que se imagina não se tornou ponto turístico para uso. Porém existem casas que oferecem substâncias que tem os mesmos efeitos das drogas ilegais e que aparentemente são aprovadas pelo governo. Essas casas oferecem uma gama de opções como tabacaria, produtos que dão energia, chás relaxantes e afrodisíacos e produtos com base em maconha como balas e bebidas. Muitos produtos são de origem natural e outros de origem laboratorial e está sendo questionada a segurança do uso dessas substâncias. Existe fiscalização com relação a venda indiscriminada a menores de 18 anos porém não aparenta existir um controle dos efeitos das substâncias e seu real poder de . intoxicação e de causar dependência. Laura Wood gerente de uma das lojas afirma orientar os usuários a cerca das consequências do uso dizendo que apesar de ser uma droga legal não quer dizer que não traga mudanças em suas vidas. Isso demonstra que as substâncias podem não ser totalmente seguras, mesmo seguindo o modo de uso indicado nas embalagens, e gera uma reflexão: o que o governo não proíbe é realmente seguro e capaz de não causar dano a saúde das pessoas? A maconha compromete a cognição? Um estudo de 2007, realizado em Porto Alegre, avaliou uma amostra de 60 adolescentes. Foram selecionados indivíduos com no mínimo nível fundamental incompleto de escolarização e com condições socioeconômicas parecidas, entre 14 e 17 anos. Foram aplicados os testes para avaliação das funções cognitivas como memória, linguagem, e outros aspectos da cognição. Estudos anteriores demonstraram que houve considerável redução no QI de usuários recentes de maconha. Porém outros estudos mostraram haver controvérsias quanto ao aspecto de resíduos neuropsicológicos e o desempenho cognitivo. O estudo atual demonstrou que em alguns testes os usuários de maconha tiveram um desempenho pior em relação ao grupo de não usuários. Foram detectados neste grupo déficits em tarefas psicomotoras, atenção e memória de curto prazo em sua amostra. Foi analisada também a relação entre desempenho escolar e o uso da substância psicoativa: o grupo de usuários apresentou maior nível de repetência escolar ou evasão. Nesse grupo, ainda, a prevalência de transtorno de conduta encontrada foi de 39%. Fonte: RIGONI, M. S.; et al. O Consumo De Maconha Na Adolescência E As Conseqüências Nas Funções Cognitivas. Maringá, PA. Ver. Psicologia em Estudo; v. 12, n. 2, p. 267275, maio/ago. 2007 Fonte: FILIPA FRAGOSO. Já existem sete lojas a vender drogas em Portugal. DN Portugal. Morte por uso de crack. Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostra que as maiorias das pessoas que usam crack não morrem devido a droga e sim por causa da violência. Essa pesquisa é inédita e, de acordo com o estudo, a principal causa de morte dos usuários é assassinato (56%) e, em segundo lugar, AIDS(26%). A overdose mata menos que 9% dos usuários. O grande número de assassinatos é devido ao envolvimento do usuário com o mercado ilegal. A maioria das mortes ocorre como consequência de brigas de rua, ou “acerto de contas” devido a dívidas com traficantes. Fonte: CAROLINA HERINGER. PAOLLA SERRA , Maioria dos usuários de crack não morre devido à droga, e sim por causa da violência Extra Online – Globo .

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Bolsa anticrack foca modo mais radical de tratamento O Cartão Recomeço ganhou instantaneamente o pejorativo apelido de "bolsa crack", mas está mais próximo de uma "bolsa internação". Essa Bolsa é um programa do governo estadual de São Paul, que financia internações em comunidades terapêuticas privadas no valor de R$ 1.350 mensais. Segundo Maurício Fiore, antropólogo do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) e do Neip (Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos), o abuso do crack, associado a profundas vulnerabilidades sociais, é um problema grave, mas está levando o poder público a uma sucessão de políticas sem debate mais sistemático com especialistas. A internação é um tratamento indicado para apenas uma parte dos dependentes de drogas e por pouco tempo. Por ser um isolamento artificial, produz a sensação de proteção, daí seu apelo em situações dramáticas, mas por outro lado, como outros tratamentos, mostra-se ineficaz na maioria das vezes. Segundo Maurício, é preocupante que as políticas coloquem a forma mais radical de tratamento como seu foco principal de abordagem, pois isso parece muito mais aplacar os anseios sociais de quem está do lado de fora do que se basear em evidências científicas. Ainda, salienta-se a preocupação no financiamento direto de entidades privadas em detrimento do sistema público de atenção à saúde mental que, não há dúvidas, precisa ser aperfeiçoado e ampliado. Fonte: MAURÍCIO FIORE, Bolsa Anticrack foca modo mais radical de tratamento, Folha de São Paulo. Os desafios da prática na área de dependência química Um estudo recém realizado por dois professores da Universidade de Brasília aponta que as dificuldades encontradas pelos profissionais que atuam ou atuarão com usuários de drogas inicia-se desde a formação acadêmica, quando a carga horária dedicada ao tema é pequena e restrita, e passam pelos valores morais, culturais, de senso comum, que muitas vezes não correspondem com a realidade. Eles indicam, com base no ultimo levantamento Nacional de Álcool e Drogas na População Brasileira, que o aumento entre 2006 e 2012 foi de 20% na proporção de bebedores frequentes na sociedade brasileira. Fato que se associa até mesmo com reconhecimento de um novo padrão de consumo de álcool entre os brasileiros, conhecido como binge. Através desses novos números, eles apresentam a necessidade de mais profissionais treinados para a abordar e tratar pessoas com problemas relacionados ao abuso de drogas. Como estratégias viáveis, o estudo propõe capacitação permanente das equipes, com destaca a Intervenção Breve e o Apoio Matricial, que são alternativas que vem apresentando bons resultados nessa área. Fonte: GALLASSI, A. D.; DOS SANTOS, V. dos. O Abuso de drogas: Desafios e alternativas para a prática do profissional de saúde no Brasil. Artigo aceito na Revista Brasília Médica, com publicação prevista para o número 50 (1) de 2014. Eventos 18 a 20 de junho - Trabalho, Stress e Saúde: promovendo a saúde total do trabalhador – da Teoria à Ação Local: Porto Alegre, RS. 27 a 29 de junho - XV Congresso Mineiro de Psiquiatria Local: Belo Horizonte, MG. 30 de junho a 02 de julho - 12° Congresso Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade Local: Belém, PA. 30 de junho a 02 de julho - Porto Saúde 2013 / Conferência Nacional dos Estudantes de Saúde. Local: Porto Seguro, BA. Supervisão: Andrea Donatti Galassi, Vagner dos Santos Colaboradores do mês: Artur Lopes; Barbara Padua; Flavia Souza; Karoline Lazzarotto ; Paloma Teixeira; Rudjery Parente Contato: alcooledrogas@unb.br Visite: http://alcooledrogas.unb.br/

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