Revista Alimenta Ed.: 02

 

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Revista Alimenta 02

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edição 2 abril/maio de 2014 A revista de negócios, tecnologia e mercado do setor de alimentos e de bebidas alimentação Empresas de food service na mira dos investidores Bebidas Microcervejarias buscam parcerias para ampliar atuação leite e derivados Produtores trabalham para suprir a demanda interna Edição 2 abril/maio de 2014 vinicultura • bebidas • leite e derivados • agronegócio agronegócio O grande desafio: alimentar 200 milhões de pessoas melhor para o paladar Vinho brasileiro ganha destaque no mercado interno e externo, conquistando o consumidor com a sua qualidade e com ajuda de grandes investimentos, por parte das vinícolas, em tecnologia e em mão de obra especializada programação completa da envase brasil e da brasil alimenta 2014 alimenta

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edição 2 abril/maio de 2014 A revista tem o objetivo de retratar a evolução da cadeia produtiva alimentar no Brasil. Nos artigos, entrevistas e reportagens desta edição, o leitor encontrará análises e informações sobre oportunidades de negócios e inovações nas áreas de tecnologia, logística e produção em quatro áreas fundamentais da economia nacional: o agronegócio, a produção de leite e derivados, o fornecimento de bebidas e a elaboração de vinhos. a revista de negócios, tecnologia e mercado do setor de alimentos e de bebidas alimentação Empresas de food service na mira dos investidores bebidas Microcervejarias buscam parcerias para ampliar atuação leite e derivados Produtores trabalham para suprir a demanda interna edição 2 abril/maio de 2014 s u m á r i o vinicultura • bebidas • leite e derivados • agronegócio agronegócio O grande desafio: alimentar 200 milhões de pessoas a l i m e n t a ç ã o 22 Alimentação fome de merCado eles têm 22 Empresas de alimentação fora do lar brasileiro estão na mira de investidores, uma vez que o setor cresce anualmente três a quatro vezes mais que o PIB do País Empresas de food service, setor que cresce bem acima do PIB do País anualmente, estão na mira de investidores melhor para o paladar Vinho brasileiro ganha destaque no mercado interno e externo, conquistando o consumidor com a sua qualidade e com ajuda de grandes investimentos, por parte das vinícolas, em tecnologia e em mão de obra especializada programação completa da envase brasil e da brasil alimenta 2014 alimenta Alimentacapa.indd 1 25.03.14 16:59:12 Para atingir mais clientes, ávidos por novos tipos de cervejas, microcervejarias buscam parcerias para ampliar sua área de atuação Bebidas 28 b e b i d a s a 4 Editorial união faz a força 6 Fique por dentro Notícias do setor agroindustrial de alimentos e bebidas empenhadas em vencer o desafio de atingir números cada vez maiores de clientes ávidos por novos sabores de cerveja, as microcervejarias brasileiras e estrangeiras buscam parcerias para ampliar sua área de atuação 28 a g r o n e g Ó c i o 34 Agronegócio 8 Entrevista 14 Capa T udo em família Como o produtor familiar, responsável por fornecer comida a todos os brasileiros, encara o desafio de alimentar 200 milhões de pessoas De que maneira os milhares de produtores agrícolas familiares espalhados pelo País encaram o desafio de alimentar 200 milhões de pessoas Luiz Barretto, presidente do Sebrae Investimentos das vinícolas em tecnologia e em mão de obra especializada fazem com que o vinho brasileiro dê um salto de qualidade e conquiste o mercado interno 34 Além de cruzar as fronteiras para a exportação, produtores rurais trabalham para suprir a demanda do mercado interno Leite e derivados 42 l e i t e e d e r i v a d o s B 42 59 Expositores alde cheio Produção de leite quer vencer o desafio de conseguir cruzar fronteiras rumo à exportação, enquanto, no campo, produtores trabalham para melhorar a qualidade e manter o equilíbrio da cadeia a fim de suprir a demanda interna Todas as empresas que participam da Brasil Alimenta e da Envase Brasil E v E n t o 50 Evento A Semana Internacional Brasil Alimenta, que será realizada em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, debaterá e apresentará soluções em tecnologia para as cadeias produtivas da uva e do vinho, bebidas em geral, agricultura e laticínios A envase Brasil e a Brasil Alimenta, realizadas em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, apresentarão neste ano diversas novidades em produtos, tecnologias, serviços e equipamentos para toda a cadeia produtiva de alimentos e de bebidas, como o vinho, da agricultura familiar e de laticínios e derivados E 50 spaço dE grandEs oportunidadEs ons nEgócios do campo até a mEsa Brasil Alimenta 2014 e Envase Brasil trazem novidades em produtos, tecnologia e serviços para a cadeia produtiva de alimentos e de bebidas 66 Artigo Sílvia Barbosa, diretora da Simpli Inteligência em Gestão, fala dos desafios que a indústria enfrenta para garantir a segurança de alimentos 3

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e d i t o r i a l Experiência e conhecimento P arece que foi ontem. Quando fechamos a primeira edição da ALIMENTA, tivemos o sentimento de dever cumprido em um projeto que pretendia reunir abordagens diferenciadas sobre as cadeias de produção, de distribuição e de abastecimento dos setores de alimentos e de bebidas. Na ocasião, a repercussão da revista foi extremamente positiva, com muitas opiniões favoráveis sobre a nova publicação. O que nos permitiu abrir espaço para um alento maior. Rapidamente, o tempo passou e, agora, chegamos a mais uma edição desse projeto da EBC – Editora Brasileira do Comércio, que edita as revistas DISTRIBUIÇÃO E ABASTECIMENTO, além do Portal Newtrade. E assim, juntando a experiência e o conhecimento que adquirimos de duas publicações e um site especializado no trade, podemos esclarecer que a revista ALIMENTA pretende ser um instrumento para o desenvolvimento e a educação, contribuindo para um melhor desempenho dos setores de alimentos e de bebidas. A proposta consiste em levar essa experiência a todos esses importantes setores da economia, acompanhando seu destino comercial desde as informações sobre a propriedade agrícola empreendedora, passando pelos laticínios e seus derivados, bem como pela vinicultura, até o destino final dos alimentos e bebidas. Portanto, a ideia é oferecer ao leitor matérias que abordem toda uma gama de temas que almejam, entre outros, inovação, equipamentos, serviços, pro- ricardo bakker dutos, relacionamentos, geração de oportunidades e tecnologia. E é com esse propósito que, neste segundo número, destacamos em nossa matéria de capa a melhoria da qualidade do vinho nacional, que, cada vez mais, atrai o consumidor brasileiro. Para isso, trazemos informações esclarecedoras sobre como está o mercado, o que mudou de uns anos para cá, o que as vinícolas fizeram e quais os investimentos que elas realizaram para que a bebida atingisse o nível em que se encontra atualmente. Além disso, mostramos que, para haver um crescente interesse do brasileiro por vinhos, é preciso que também haja profissionalização de mercados, e que as pessoas recebam capacitação desde a produção até a comercialização. Nessa toada, trazemos uma entrevista com Luiz Barretto, presidente do Sebrae – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, que destaca a importância da capacitação para o desenvolvimento das empresas que atuam com alimentos e bebidas, a fim de melhorar e intensificar sua competitividade. Um setor cujo desenvolvimento se processa de vento em popa, principalmente na atividade de alimentação fora do lar, que cresce acima do Produto Interno Bruto, e que faz com que os fundos de investimento passem a olhar atentamente para as cadeias de restaurantes e de lanchonetes que atuam no Brasil. Boa leitura e até a nossa próxima edição! Cristiano Eloi, editor Editora Brasileira do Comércio Rua Apeninos, 1.126 CEP: 04104-021 | São Paulo - SP Fones: (11) 5572-1221 (11) 5908-8390 Fax: (11) 5572-1221 ramal 235 ebc@ebceditora.com.br www.ebceditora.com.br Editor Cristiano Eloi cristiano@ebceditora.com.br Redação redacao.db@ebceditora.com.br Repórter Rúbia Evangelinellis rubia@ebceditora.com.br Revisão Newton Roberval Eichemberg Produção Gráfica Ronaldo Secundo ronaldo@ebceditora.com.br Jornalista Responsável Cristiano Eloi – MTb 38.052 Portal newtrade Repórter Andréia Martins andreiamartins@ebceditora.com.br Webdesign Anderson Souza souza@ebceditora.com.br Mídias Digitais Gabriel Baldin gabriel@ebceditora.com.br Marketing Jorge Brolio jorge.brolio@ebceditora.com.br Eventos Pedro Pires pedro@ebceditora.com.br Gerência de Contas Especiais Jorge Rodrigues jorge@ebceditora.com.br José Paulo Basílio jose.paulo@ebceditora.com.br Marcos Monaco monaco@ebceditora.com.br Representantes SP Interior: Tânia Nassif tania.nassif@ebceditora.com.br Brasília/DF: Paulo Tamanaha (61) 3034-3704 (61) 3034-3038 skype - paulo.tamanaha1 www.centrodeideiasenegocios.com.br RJ/ES/PR/SC, Norte e Nordeste: comercial@ebceditora.com.br Relacionamento Leitores/assinaturas/circulação Fernando Mendes relacionamento@ebceditora.com.br Fale conosco: (11) 5572-1221 redacao.db@ebceditora.com.br Gerência Administrativa/ Financeira Simone Vargas simone@ebceditora.com.br Filiada ao Diretor-Presidente Vicente Puerta vicente@ebceditora.com.br Criação e Produção Criação Fábio Geríbola fabio@ebceditora.com.br Manoel Mendonça mano.mendonca@ebceditora.com.br Diretora-Editorial Claudia Rivoiro claudiarivoiro@ebceditora.com.br 4 Circulação: nacional - Tiragem: 10.000 exemplares - Distribuição dirigida e assinaturas - Impressão: Eskenazi Indústria Gráfica A revista é destinada a empresários, sócios, diretores, gestores, gerentes, compradores e profissionais das empresas dos setores de bebidas e alimentos

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a l i m e n t a fique por dentro Fabricação brasileira Consumo Leite de búfala Copo compostável A catarinense Minaplast começou a distribuir o primeiro copo descartável compostável de fabricação brasileira. O produto, chamado de Green by Minaplast, usa como matériaprima o ácido polilático (PLA), fabricado a partir de plantas como o milho, que, em usina, se decompõe totalmente em um período de 90 a 120 dias. Só no primeiro semestre deste ano serão produzidos 10 milhões de copos com capacidade para 200 ml e 300 ml.    Com o aumento de interesse por produtos derivados de leite de búfala em capitais das Regiões Sul e Sudeste, o Iapar – Instituto Agronômico do Paraná anunciou que está conduzindo um projeto para ensinar os produtores, pois ainda há muita falta de informação sobre o assunto. De acordo com especialistas, o leite de búfala tem uma grande vantagem sobre o de vaca: seu maior rendimento queijeiro, graças ao elevado teor proteico. Hong Kong Vinexpo 83 O maior salão internacional de vinho e destilados terá sua edição asiática em Hong Kong, no período de 27 a 29 de maio. Criado em 1981 pela Câmara de Comércio e Indústria de Bordeaux, a exposição se estabeleceu, ao longo dos anos, como o principal evento para players internacionais do setor de vinho e destilados. 6 anos de fundação da Cooperativa Vinícola Aurora foram comemorados em fevereiro, quando ela previu para este ano que obteria um faturamento de 320 milhões de reais, sendo que o montante faturado em 2013 foi de 300 milhões de reais 

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China Nova associação Salton quer aumentar exportação Presente no mercado asiático há três anos, a Vinícola Salton entra em 2014 planejando aumentar as exportações para a China em 40% a mais do que no ano passado. O volume anual, de 60 mil garrafas, é composto por produtos de maior valor agregado, como as linhas Volpi, Talento e Desejo. A empresa apresentou em 2013, uma receita de 296 milhões de reais, um incremento de 5% sobre o ano anterior. Para este ano, a meta é alcançar um faturamento de 330 milhões de reais. Foi inaugurada oficialmente, no fim de fevereiro, a Agedam – Associação Gaúcha de Envasadores de Água Mineral  em Porto Alegre/RS. “Vamos dar apoio aos envasadores e constituir os interesses desse setor, tornando-nos um órgão representativo frente ao cenário político”, ressaltou Manoel Dirceu Neto, diretor da Água Mineral Itati e presidente da nova entidade. No ano passado, foram envasados no Brasil cerca de 11,6 bilhões de litros de água mineral, o que corresponde a 55 litros de consumo por pessoa. Há 30 anos, o consumo anual era de apenas 100 milhões de litros. “Percebemos que o brasileiro começou a dar uma importância muito maior à água mineral, mas ainda é pouco. Consumimos muito menos em comparação com países como a Alemanha, os EUA e o México”, observou. Envasadores de água mineral 96% foi a proporção em que aumentaram as exportações da Miolo Wine Group no mercado internacional em 2013, totalizando 5,1 milhões de reais, maior valor obtido desde o início dos trabalhos de prospecção internacional. Hoje, a marca pode ser encontrada em mais de 30 países, com destaque para os mercados da Inglaterra, dos Estados Unidos, da Alemanha, da Holanda, da China e do Japão

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Inovação é a chave da competitividade Por Rúbia Evangelinellis L 8 Luiz Barretto, presidente do Sebrae – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas nacional, acredita que o atual contexto econômico favorece os pequenos empreendedores do setor de alimentos e bebidas. O ex-ministro do Turismo e dirigente da entidade desde 2011 destaca, porém, a necessidade de esse setor intensificar a competitividade a fim de não perder espaço para a concorrência. “O aumento do nível de renda, o crescimento real do salário mínimo e, principalmente, o surgimento da nova classe média, incorporando mais de 100 milhões de brasileiros ao mercado interno, criaram melhores condições para promover empreendimentos. No entanto, com a concorrência acirrada, é preciso buscar a profissionalização da gestão por meio da redução de custos, da diferenciação de produtos e do atendimento ao público”, explica.

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fotos Viviane Zanella A indústria de alimentos e bebidas e os elos de sua cadeia de valor, desde a fábrica até, por exemplo, o pequeno distribuidor e o dono de bar, têm demonstrado uma evolução muito vigorosa. Segundo a Abia – Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação, em 2012, o setor cresceu cerca de 13% e faturou mais de 400 bilhões de reais, contra 380 bilhões de reais apurados em 2011. Os pequenos negócios estão inseridos nessa cadeia e participam dessa expansão. É um bom momento para que invistam na qualificação e, desse modo, possam se manter no mercado. O brasileiro tornou-se mais empreendedor nas cadeias produtivas de alimentos e bebidas? Em geral, a competitividade das micro e pequenas empresas tem aumentado ao longo dos últimos anos, como pode ser constatado pelo aumento das taxas de sobrevivência dessas pequenas companhias em seus primeiros dois anos de existência. Há uma década, apenas metade das empresas sobrevivia a esse período, considerado o mais crítico. Mas os dados atuais mostram que, em média, de cada 100 empresas, 70 ultrapassam 24 meses de atividades. A inovação é a chave para o aumento da competitividade. Só em 2013, o Sebrae atendeu mais de 145 mil pequenas empresas com soluções em inovação, inclusive com consultores que procuram ativamente essas empresas para lhes oferecer soluções. São os nossos Agentes Locais de Inovação, que chamamos de ALIs. Os micro e pequenos produtores do setor estão mais competitivos? São os que se empenham em obter uma gestão eficiente, em adotar inovações e tecnologias modernas, ações coletivas por meio de associações, cooperativas e outras organizações, e em focalizar – e se direcionar para – mercados que gerem lucros adequados ao tipo de atividade pretendida. No esforço da empresa para ganhar competitividade, quais são os desafios prioritários com que ela se defronta? Só em 2013, o Sebrae atendeu mais de 145 mil pequenas empresas com soluções em inovação"

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Os empresários do setor da indústria de alimentos e bebidas já estão procurando cada vez mais a gestão profissionalizada, principalmente por conta da grande demanda por produtos saudáveis e de qualidade. Por isso, tem-se investido em um grau cada vez maior em pesquisa, desenvolvimento e inovação de produtos e de processos. Porém, ainda é cedo para se afirmar que a gestão profissionalizada já é uma realidade para todo o setor. No entanto, países em desenvolvimento, como o Brasil, a Índia e a China, já estão vivendo, nos últimos anos, um período de intenso crescimento econômico e de renda. Esse processo, associado à urbanização, intensifica e altera o perfil de consumo da população, com um incremento de preferência por produtos alimentícios mais elaborados e proteicos, em especial na indústria. Daí a necessidade de gestão profissionalizada. Quem não se adequar terá dificuldades para sobreviver. Pode-se dizer que a gestão profissionalizada já é uma realidade no setor? Uma linha de apoio muito utilizada pelas pequenas empresas de agronegócio no Brasil é o Sebraetec. Nessa iniciativa, o Sebrae subsidia em até 80% as consultorias em serviços de tecnologia e inovação empenhadas na melhoria de processos e produtos e/ ou na introdução de inovações. Também trabalhamos com o PAS (Programa Alimento Seguro) Leite, do governo federal, que procura melhorar a qualidade e a segurança do leite produzido no País. O programa leva soluções de boas práticas a todos os atores da cadeia produtiva do leite, desde sua origem na propriedade rural, passando pelo seu transporte, até o seu processamento nos laticínios. O que o Sebrae oferece aos programas de qualificação e treinamento para pequenas empresas de agronegócios, para a produção de leite e derivados, fornecimento de bebidas e elaboração de vinhos? O Sebrae não atua com financiamentos e empréstimos. Em vez disso, desenvolvemos parcerias e cooperação técnica com instituições de microcrédito e bancárias para democratizar e viabilizar o acesso dos pequenos negócios a financiamentos. Temos o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas, que oferece garantia de até 80% para as operações.  Como a política de investimentos e de financiamentos está operando? Temos constatado a ocorrência de um crescimento muito significativo em alguns segmentos específicos, como cafeterias e varejo especializado em vinhos e espumantes, além de cervejas artesanais. Essa evolução ocorre não apenas nos grandes centros urbanos, mas também em cidades médias. Existem áreas com mais chances de realizar negócios nesses quatros campos de atuação? 10 O Sebrae não atua com financiamentos e empréstimos. Em vez disso, desenvolvemos parcerias e cooperação técnica com instituições de microcrédito e bancárias" O índice de sobrevivência das micro e pequenas empresas brasileiras é de 76% nos dois primeiros anos, que são os mais críticos. É um índice muito alto, inclusive quando o comparamos com os de outros países. Sempre haverá um percentual de mortalidade, pois empreender envolve risco. Qualquer taxa de sobrevivência acima de 70% pode ser considerada muito positiva. Há dez anos, esse índice era de 50%. Em que nível está o índice de sobrevivência das pequenas empresas do setor? Temos convênios com a Abip – Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria e com O trabalho desenvolvido pelo Sebrae no setor tem como foco a economia local?

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a Abiepan – Associação Brasileira das Indústrias de Equipamento, Ingredientes e Acessórios para Alimentos para desenvolver as indústrias do setor de alimentos e bebidas no âmbito desses segmentos. No agronegócio, vários projetos também são realizados em parceria com instituições representativas, como associações e cooperativas, e também com empresas públicas e privadas. Temos ações para desenvolver a fruticultura com base no plano de trabalho regional. As orientações são realizadas conforme a demanda dos produtores organizados, das associações ou das cooperativas de produção.  Na vitivinicultura, por exemplo, há uma parceria com o Ibravin – Instituto Brasileiro do Vinho, instituição que promove a elevação da competitividade do setor, atuando junto aos produtores rurais e às vinícolas de vários portes econômicos, e também promovendo, desse modo, uma integração das ações do Sebrae com os seus parceiros. Há  no Rio Grande do Sul algum trabalho focado no desenvolvimento da produção de frutas de frio, agricultura familiar e atividades do setor de viticultura? 12 Um dos avanços pode ser reconhecido nas certificações. Cada vez mais, as empresas estão preocupadas em atuar com diferenciais de competitividade que agreguem valor e caracterizem seus produtos para nichos especiais, que, na maioria das vezes, são atingidos graças ao reconhecimento das certificações. Na lógica de se trabalhar na cadeia produtiva, esforçamo-nos por entender a demanda das grandes empresas-âncoras de cada setor trabalhado e por capacitar os pequenos negócios para que ofereçam produtos e serviços que respondam melhor às necessidades dos clientes. Dessa forma, ganham os donos de microempresas e empresas de pequeno porte em qualidade, produtividade e faturamento. Nos setores em que o Sebrae atua com projetos nacionais de encadeamento produtivo, como o de panificação, é nítido o avanço dos pequenos negócios em seu esforço para conquistar novos mercados, aumentar seu faturamento e melhorar a oferta de emprego. Os resultados são medidos no fim de todos os ciclos de cada projeto. Para os que não se enquadram nessas categorias, o Sebrae oferece capacitações como o Na Medida (para microempresas) e o Sebrae Mais (para as pequenas empresas), que se empenham em atender os empresários com consultoria e aprimoramento em áreas da gestão.  Como é possível detectar os avanços das pequenas empresas das cadeias produtivas de alimentos e bebidas? Temos ações para desenvolver a fruticultura com base no plano de trabalho regional. As orientações são realizadas conforme a demanda" De que maneira o Sebrae colabora no sentido de estimular e promover a agricultura familiar? A agricultura familiar é tratada de maneira especial e, por isso, há um acordo de cooperação com o MDA – Ministério do Desenvolvimento Agrário no qual nos comprometemos a trabalhar em parceria, e a nos esforçar pela busca de agregação de valor e de melhorias nas condições de vida desse público. Temos alguns projetos, entre os quais se destaca Talentos do Brasil Rural, que insere produtos e serviços da agricultura familiar em hotéis, bares e restaurantes das 12 cidades-sede da Copa do Mundo, e a solução educacional No Campo, que trata dos temas de gestão, comercialização, empreendedorismo, associativismo e liderança. Os produtos orgânicos tornaram-se uma realidade de mercado que não volta atrás. O Sebrae patrocina e apoia eventos ligados ao orgânico e, por meio de parcerias diversas, tem implantado várias unidades do Sistema de Produção Agroecológica Integrada e Sustentável. Só em 2013, implantou mais de mil unidades em nove Estados. Como o senhor avalia a agricultura orgânica? 

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c a p a A qualidade do vinho brasileiro em destaque As vinícolas do País apostam nos investimentos em tecnologia, na especialização da mão de obra e em uma boa divulgação para que os vinhos brasileiros conquistem seu merecido lugar nas prateleiras do Brasil e dos outros países por Giane Laurentino 14

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FOTOLIA Solo brasileiro é excelente para o cultivo das videiras, o que colabora para a melhoria da qualidade das uvas

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