Figuras&Negócios #147

 

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Figuras&Negócios #147

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J CARTA DO EDITOR Unidos da América onde tem uma comunidade de mais de trezentos mil emigrantes, saídos do país mesmo antes deste de ter conquistado a sua independência. José Maria Neves tem o futuro traçado. Apenas como militante, tentará dar o seu contributo para que o partido consolide as suas posições no panorama político. Afirma que abandona os cargos com o sentimento do dever cumprido. Foi com este dirigente que a revista manteve uma conversa amena no seu gabinete no passado mês de Março, altura em que o nosso enviado especial encontrou um país em franco desenvolvimento, com projectos auspiciosos estrategicamente postos à mesa com "tudo e todos", sustentados no respeito mútuo, sempre na tentativa de tirar rapidamente da pobreza um dos países do mundo até então com poucos recursos naturais capazes de ombrear com os estados africanos mais ricos da região. Os esforços do governo caboverdeano têm colhido bons frutos de uma governação boa e muito referenciada pela União Europeia. Hoje, a pobreza está a ser fortemente combatida no quadro do cumprimento dos Objectivos do Milênio. Optimista, considera que o nível de endividamento é um ``processo consciente do governo para aproveitar as oportunidades que existem para infraestruturar o país e constituir factores de competitividade. Por outro lado, nesta edição damos espaço de destaque ao que vai pelo mundo em termos de preocupação legítima sobre a Educação Ambiental que se requer e se exige a todo o momento. O mês de março dedicámo-lo igualmente a matérias de reportagem sobre a trigésima sexta realização daquela que é considerada a maior manifestação cultural de Angola – o Carnaval, para além das habituaus rubricas sobre o Economia, Desporto, Sociedade e o nosso mundo político e cultural.Boa leitura neste mês de Março-Mulher! osé Maria Neves, Primeiro-Ministro de Cabo Verde, um país com quem Angola mantém excelentes relações há dezenas de décadas, continua a fazer-nos surpresas agradáveis.Como governante, vai avisando que abandonará o cargo daqui a dois anos, depois de ter cumprido três mandatos, com alguns problemas , é verdade, mas não menos verdade é o facto de, o também presidente do maior partido do arquipélago encravado no Oceano Atlântico (o Partido Africano para Independência de Cabo Verde- PAICV) tem privilegiado uma cooperação exemplar quer a nível da CPLP, Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, com a CEDEAO, Comunidade Económica de Desenvolvimento dos Estados da África Ocidental, com os PALOP, Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, e com a União Europeia, sem esquecer a relação mimada q.b. que mantém com os Estados 4 Figuras&Negócios - Nº 147 - MARÇO 2014

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7. EDITORIAL PAZ SEM CINISMOS! 16. LEITORES POLÍCIAS TUGAS PÕEM ORELHAS DO GOVERNO A ARDER 19. PONTO DE ORDEM DISCRIMINAÇÃO E RACISMO 28. FIGURA DO MÊS UM JOVEM LUTADOR E PERSISTENTE 31. MUNDO REAL UMA AMEAÇA A PAZ MUNDIAL 32. FIGURAS DE CÁ 36. DESTAQUE ... E FEZ-SE A MAIOR FESTA POPULAR DOS ANGOLANOS 50. ECONOMIA & NEGÓCIOS BANCA ANGOLANA À PROCURA DE UM ROSTO 64. REPORTAGEM OS ORFÃOS DE PAIS VIVOS 68. CONJUNTURA EDUCAÇÃO AMBIENTAL 76. MUNDO RÚSSIA ANEXA A CRIMEIRA E NÃO AVANÇA MAIS 89. FIGURAS DE JOGO O AVISO DO PRESIDENTE 10 PÁGINA ABERTA VOU DEIXAR O PODER EM 2016 COM O SENTIMENTO DO DEVER CUMPRIDO PAÍS 20 CENSO GERAL DA POPULAÇÃO PRONTO A ARRANCAR WALDEMAR BASTOS PREPARA DIGRESSÃO 92. CULTURA CAPA: BRUNO SENNA CASAMENTO DA JANET E CARLOS Figuras&Negócios - Nº 147 - MARÇO 2014 96. VIDA SOCIAL 6

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72 ÁFRICA A PAZ AINDA TARDA A CHEGAR 86 "FALTA DE JOGO LIMPO" NA CONTRATAÇÃO DE ESTRANGEIROS DESPORTO 100. FIGURAS DE LÁ 104. RECADO SOCIAL DESCULPE! AONDE FICA A AVENIDA "NELSON MANDELA"! Figuras&Negócios - Nº 147 - MARÇO 2014 Publicação mensal de economia, negócios e sociedade Ano 14 - n. º 147, Março – 2014 N. º de registo 13/B/97 Director Geral: Victor Aleixo Redacção: Carlos Miranda, Júlia Mbumba, Mário Beirolas, Sebastião Félix, Suzana Mendes e Venceslau Mateus Fotografia: Nsimba George e Adão Tenda Colaboradores: Juliana Evangelista, Crisa Santos, Rita Simões, João Barbosa, Manuel Muanza e Shift Digital (Portugal), Wallace Nunes (Brasil) Design e Paginação: Humberto Zage e Sebastião Miguel Publicidade: Paulo Medina (chefe) Portugal: Assinatura e Publicidade Ana Vasconcelos Telefone: (351) 914271552 Secretariado e Assinaturas: Katila Garcia Revisão: Baptista Neto Distribuição: Urbanos Press S.A. Rua 1º de Maio, Centro Empresarial da Granja Junqueira 2625 - 717 Vialonga Londres: Diogo Júnior E16-1LD - tel: 00447944096312 Tlm: 07752619551 Email: todiogojr@hotmail.com Brasil: Wallace Nunes Móvel: (55 11) 9522-1373 e-mail: nunewallace@gmail.com Produção Gráfica: Cor Acabada, Lda Tiragem: 10.000 exemplares Direcção e Redacção: Edifício Mutamba-Luanda 2º andar - Porta S. Tel: 222 397 185/ 222 335 866 Fax: 222 393 020 Caixa Postal - 6375 E-mails: figurasnegocios@hotmail.com artimagem@snet.co.ao Site: www. figurasenegocios.com 7

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PAZ SEM CINISMOS! A EDITORIAL Cimeira Presidencial do Comité da Conferência da Região dos Grandes Lagos, que se realizou em Luanda no dia 24 de Março, para analizar a situação prevalecente no leste da República Democrática do Congo, veio demonstrar o quanto é importante para a Paz cuidar da segurança nos países e criar um clima de cooperação saudável para o desenvolvimento entre eles. Os Grandes Lagos constituem, hoje, na África uma zona fulcral pelo valor das riquezas que os países dentro dela possuem, onde a água é a sua matriz principal e, por isso, também a região onde se concentram a maior parte das tensões e problemas crónicos que se arrastam de há longas décadas a esta parte. Curiosamente, no acirrar das contradições entre os países que integram os Grandes Lagos está não só as relações cinicas que se cultivam entre os líderes mas também a ingerência, de potencias ocidentais na mira de melhor dividirem os países. A República Democrática do Congo é um exemplo evidente do quanto a ingerência externa não permite que políticas de reconciliação entre os congoleses se tornem eficazes e cada vez mais grupos rebeldes são organizados e armados para atentar contra um poder legitimamente constituido. Na verdade, o recrudescimento recente de acções condenáveis, na parte leste do Congo, alimentadas por grupos armados denominados ADF e FDRL, só vinga porque existe apoio externo, o que coloca o Rwanda e o Uganda em papel muito complicado para justificarem a sua inocência. Está, aliás, mais do que provado que as relações entre os governantes da RDC com os dos dois países nunca foram cristalinas pelo que não se torna nem dificil nem complicado acreditar que a instabilidade na RDC tem o beneplácito dos dois países vizinhos, mesmo que formalmente os presidentes Paul Kagame, do Ruanda e Youeri Museveni do Uganda, diplomaticamente neguem esse facto. Desenha-se no leste do Congo um cenário de crise perigosa para o continente africano com a generalização da instabilidade, pelo que Angola não pode ficar indiferente até pela dimensão geográfica existente en- tre os nossos dois países. Na verdade, com a continuidade da guerra étnico tribal e religiosa na República Centro Africana, esse facto pode permitir que se produza um fluxo de islamistas radicais para a República Democrática do Congo e, conhecendo-se as fragilidades das nossas fronteiras, coloquem Angola numa posição complicada que possa mesmo ameaçar a soberania e integridade territorial do País. Ademais, num passado recente assistiu-se a isso, quando um anterior recrudescimento das acções armadas no leste da RDC levou a uma "invasão silenciosa" das províncias fronteiriças angolanas de milhares de expatriados africanos do norte de África que se concentraram precisamente em locais da exploração diamantifera. Isso obrigou as autoridades angolanas a uma diplomacia envolvente e dinâmica capaz de repor a legalidade sem que a acção passasse a ser considerada como um gesto inamistoso e anti-africano de Angola. É essa diplomacia que Angola continua a não descurar, agora até com responsabilidades acrescidas quando o País, na pessoa do seu Presidente, Eduardo dos Santos, responde pela presidência da Conferência dos Grandes Lagos, um mandato de dois anos que teve o seu início em Janeiro último. A Cimeira recente de Luanda advogou que tem de ser permanente a acção conciliadora desde que haja uma cooperação saudável e honesta entre os líderes dos países que integram os Grandes Lagos. Infelizmente, ainda não é esse o caso, o que levou os responsáveis máximos de Angola, Rwanda, RDC, República do Congo, Africa do Sul e Tanzânia a colocarem em evidência a vontade de, caso a linguagem diplomatica não resulte, a componente militar entrar em acção para fazer valer o respeito da integridade territórial de um País independente e membro da comunidade das nações. Caricato alguns dos instigadores da instabilidade na RDC estão dentro da própria Comissão dos Grandes Lagos, mas é o tal jogo de cinismo nas relações entre os países que Angola quer ajudar a acabar cultivando uma diplomacia pela cooperação vertical na mira de um desenvolvimento real e benéfico para os povos da região dos Grandes Lagos. Figuras&Negócios - Nº 147 - MARÇO 2014 9

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PÁGINA ABERTA VOU DEIXAR O PODER COM O SENTIMENTO D José Maria Neves, Primeiro-Ministro de Cabo Verde 12 Figuras&Negócios - Nº 147 - MARÇO 2014

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José Maria Neves é o actual Primeiro Ministro de Cabo Verde, chefia o governo desde 2001 e o seu terceiro e último mandato termina em 2016. Com 53 anos (completa 54 em 28 do corrente), José Maria Neves já prometeu abandonar em Dezembro a liderança do PAICV, actual partido dirigente, vai se assumir como um militante normal ao serviço do seu País mas avisa que não se reformará da política. Cordato, de bom porte e dono de um discurso fluido, José Maria Neves acredita que o seu Partido, o PAICV pode continuar a ser a força dirigente do arquipelago, mas avisa que isso so será possível se continuar a existir a coesão dos militantes, bom desempenho na governação e um espírito de sacrifício para a melhoria do País que os cidadãos cabo-verdianos reconheçam. A entrevista decorreu no seu gabinete de trabalho,na Praia, o Palácio do Governo, um edifício construido pela cooperação chinesa Por: Victor Aleixo, Enviado Especial Fotos: Agência Green Studio F “ PÁGINA ABERTA que é um dos maiores bancos aqui do País, há o investimento da Unitel que temos agora a Unitel T+, a Taag já faz duas ligações por semana entre Luanda e Praia, está-se a perspectivar a vinda de novos voos entre Luanda e Mindelo e, também, há visitas frequentes de empresários com intenções de ampliar os seus investimentos aquí em Cabo Verde. Temos agora é de continuar a elevar o patamar destas relações e devo dizer, também, que há uma presença muito forte de quadros cabo-verdianos em Angola. F&N - Falou mais de investimentos angolanos em Cabo Verde. Concretamente, que tipo de investimentos cabo-verdianos existem em Angola, atendendo que em tempos falou-se da ida de agricultores cabo-verdianos para se instalarem em províncias de Angola? JMN - Há possibilidades no domínio da agricultura e no das pescas. Não temos conseguido encontrar as vias para a operacionalização destas propostas, mas eu acho que doravante devemos trabalhar para operacionalizar as propostas que existem tanto no domínio das pescas como no domínio da agricultura. F&N - O que se perspectiva para os próximos tempos? JMN - Há a possibilidade de elevarmos a nossa cooperação no domínio das energias renováveis, das tecnologias informacionais, no domínio do turismo, particularmente da imobiliária turística mas também da area da hotelaria, no domínio industrial e também na possiblidade de empresários angolanos participarem na gestão do nosso Centro Internacional de Negócios, que tem uma dimensão industrial, comercial e de serviços que terá o epicentro na Ilha iguras&Negócios - Senhor Primeiro Ministro, como caracteriza as relações entre Angola e Cabo Verde? José Maria Neves (JMN) - Eu diria que entre Cabo Verde e Angola há uma relação histórica e afectiva muito forte. Muitos cabo-verdianos que vieram de Angola há muito tempo, existem muitas relações de parentesco entre cabo-verdianos e angolanos, e, no fundo, os cabo-verdianos amam Angola. E Eu não alinho neste discurso catastrofista da oposição, sou muito mais optimista, mais positivo e estamos a trabalhar, por um lado, para mitigar os efeitos da crise e, por outro lado, para garantir que o País continue a crescer, a construir os factores de competitividade, a gerar riquezas e a construir o progresso e o bem estar dos caboverdeanos” esta afectividade constitui uma ponte importante para o relacionamento entre os nossos dois países. F&N - E tem sido aproveitado essa afectividade? JMN - Podemos dizer que sim. Nesse momento as relações entre Cabo Verde e Angola são excelentes, há investimentos angolanos já importantes em Cabo Verde, veja-se a participação na Enacol, há a Sonangol Cabo Verde, há também o BAI EM 2016 DO DEVER CUMPRIDO Figuras&Negócios - Nº 147 - MARÇO 2014 13

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PÁGINA ABERTA de S.Vicente. Há também a possibilidade de empresas angolanas se instalarem em Cabo Verde para desenvolverem os seus negócios a nível da CEDEAO, nos mais diferentes domínios, desde as pescas, industria, no domínio dos transportes marítimos e aéreos e, também, como eu já disse, nas energias renováveis e nas tecnologias de informação e comunicação. F&N - Em polos diferentes, é possível falar-se numa cooperação não só bilateral mas multilareal, sobretudo a nível dos Palops? JMN - Eu acho que sim. Acho que nós doravante deveremos trabalhar para reforçar as relações económico- empresariais entre os países africanos de expressão portuguesa. É fundamental que trabalhemos para aproveitarmos as possiblidades e oportunidades de negócios que existem entre os nossos países. Refiro-me a Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné Bissau e S.Tomé, e as perspectivas são muito boas. F&N - Quais são os grandes desafios de Cabo Verde agora? JMN - Cabo Verde vai cumprir os objectivos do desenvolvimentos do milénio no horizonte 2015 e agora já estamos a pensar na agenda pós 2015.Cabo Verde tem uma proposta ambiciosa de ser um país desenvolvido no horizonte de 2030 e os nossos grandes desafios, neste momento, têm a ver com a aceleração do ritmo de crescimento da nossa economia, construção de factores de competitividade e uma inserção competitiva de Cabo Verde na economia global. F&N - Li num jornal aqui em Cabo Verde que o País tem neste momento três graves problemas: alta taxa de desemprego, baixo crescimento económico e desemprego elevado aumento da pobreza, da insegurança e falta de segurança no futuro. Isto é verdade? JMN - Nós temos que entender a oposição. Devo dizer que há um forte impacto da crise internacional em Cabo Verde, a taxa de desemprego é efectivamente elevada e devo dizer, também, que houve uma redução do ritmo de crescimento da nossa economia, mas nos últimos anos a pobreza está a recuar. Nós tínhamos uma taxa de pobreza de cerca de 37% da população em 2000 e neste momento é de cerca de 25% Já cumprimos, em relação à pobreza, os objectivos de desenvolvimento do milénio mas ainda temos taxas significativas de pobreza. O nível de endividamento é um processo consciente do governo para aproveitar as oportunidades que existem para infra-estruturar o País e constituir factores de competitividade; é, também, uma política contracíclica para fazer face aos impactos JMN - Veja, isto nós fizemos desde 2003, quando fizemos um grande fórum nacional para a construção de consensos sobre a transformação de Cabo Verde. Na altura dissemos claramente que o modelo está esgotado, um modelo de desenvolvimento estribado na ajuda pública ao desenvolvimento e na reciclagem das remessas dos emigrantes e que teríamos de dar o salto, transformar o País num centro internacional de prestação de serviços, transformando as nossas vantagens comparativas em fontes de vantagens competitivas para podermos gerar riquezas e transformar o País num País moderno, mais justo, mais inclusivo e mais competitivo. É isto que nós estamos a fazer, sendo certo que este período de transição não será concerteza muito fácil e leva algum tempo, sobretudo para um País desprovido de recursos naturais tradicionais, como é o caso de Cabo Verde. F&N - Senti no pouco tempo que estou aquí que a discussão política do momento é em torno de quem o substituirá, atendendo que se comenta que o senhor não continuará no governo por muito mais tempo. Justifica-se isso? JMN - Acho que é uma fase inicial da disputa interna no seio do partido que está no poder mas com da crise internacional, mas é uma dívida de longo prazo, uma dívida concessional, que está dentro do perímetro da sustentatibilidade. E não tivessemos desenvolvido esta política, hoje a situação de Cabo Verde estaria muito pior. Portanto, eu não alinho neste discurso catastrofista da oposição, sou muito mais optimista, mais positivo e estamos a trabalhar, por um lado, para mitigar os efeitos da crise e, por outro lado, para garantir que o País continue a crescer, a construir os factores de competitividade, a gerar riquezas e a construir o progresso e o bem estar dos cabo-verdeanos. F&N - Fala-se também numa falência de sistema. Ouvi dizer que o actual já cumpriu o seu papel e que agora seria preciso revitalizar o pensamento em termos de mudanças. Concorda? “ O nosso grande desafio para os próximos anos é conseguir canalizar todos esses talentos, toda essa disponibilidade para o mercado de trabalho, e só com o crescimento da economia, com mais investimentos privados podemos chegar lá e é este o trabalho que nós estamos a fazer neste momento, reconhecendo alguma frustração, algum descontentamento desses jovens” 14 Figuras&Negócios - Nº 147 - MARÇO 2014

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PÁGINA ABERTA Contactos: Etnia - Comunicação, Edifício Mutamba - Luanda 2º andar - Porta S. Tel: 222 397 185 / Fax: 222 393 020 / E-mail: gurasnegocios@hotmail.com Figuras&Negócios - Nº 147 - MARÇO 2014 15

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