Osconfradesdapoesia58

 

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Boletim Poético

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Amora - Seixal - Setúbal - Portugal | Ano VI | Boletim Bimestral Nº 58 | Setembro / Outubro 2013 www.osconfradesdapoesia.com - Email: osconfradesdapoesia@gmail.com «JANELA ABERTA AO MUNDO LUSÓFONO» SUMÁRIO Confrades: 4,6,8,14 A Voz do Poeta: 2 Olhos da Poesia: 3 Retalhos Poéticos: 5 Tribuna do Poeta: 7 Cantinho Poético: 8 Bocage: 10 Tempo de Poesia: 11 Trovador: 12 Poemar: 13 Faísca de versos: 15 Contos / Poemas: 16,17,19 Pódio dos Talentos: 18 Ponto Final: 20 «Vindimas em Portugal» EDITORIAL O BOLETIM Bimestral Online (PDF) "Os Confrades da Poesia" foi fundado com a incumbência de instituir um Núcleo de Poetas, facultando aos (Confrades / Lusófonos) o ensejo dum convívio fraternal e poético. Pretendemos ser uma "Janela Aberta ao Mundo Lusófono"; explanando e dando a conhecer esta ARTE SUBLIME, que praticamos e gostamos de invocar aos quatro cantos do Mundo, apelando à Fraternidade e Paz Universal. Subsistimos pelos nossos próprios meios e sem fins lucrativos. Com isto pretendemos enaltecer a Poesia Lusófona e difundir as obras dos nossos estimados Confrades que gentilmente aderiram ao projecto "ONLINE" deste Boletim. “Promovemos Paz” A Direcção «Este é o seu espaço cultural dedicado à poesia»  Pódio dos Talentos pág. 18 Outono - 21/09/2013 Rosélia Martins Deixamos ao critério dos autores a adesão ou não , ao “Novo Acordo ortográfico” FICHA TÉCNICA Boletim Mensal Online Propriedade: Pinhal Dias - Amora / Portugal | Paginação: Pinhal Dias - São Tomé A Direcção: Pinhal Dias - Presidente / Fundador; Conceição Tomé - Vice-Presidente / Fundador Redacção: São Tomé - Pinhal Dias Colaboradores: Adelina Velho Palma | Aires Plácido | Albertino Galvão | Alfredo Louro | Ana Santos | Anna Müller | António Barroso | António Silva | Arlete Piedade | Carlos Bondoso | Carmo Vasconcelos | Clarisse Sanches | Edgar Faustino | Edyth Meneses | Edson G. Ferreira | Efigênia Coutinho | Euclides Cavaco | Eugénio de Sá | Fernando Afonso | Fernando Reis Costa | Filipe Papança | Filomena Camacho | Glória Marreiros | Henrique Lacerda | Hermilo Grave | Humberto Neto | Humberto Soares Santa | Isidoro Cavaco | João Coelho dos Santos | João Furtado | João da Palma | Joel Lira | Jorge Vicente | José Jacinto | José Verdasca | Lauro Portugal | Lili Laranjo | Luís Filipe | Luiz Caminha | Maria Brás | Maria José Fraqueza | Maria Mamede | Maria Petronilho | Maria Vitória Afonso | Miraldino Carvalho | Natália Vale | Pedro Valdoy | Rosa Branco | Rosa Silva | Rosélia Martins | Silvino Potêncio | Susana Custódio | Tito Olívio | Vó Fia | Zezinha Fraqueza | … (actualizado no site)

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2 | Os Confrades da Poesia Boletim Nr 58 | Setembro/Outubro 2013 «A Voz do Poeta» Mágoas ao mar Filantropia Novo Rumo Deixai-me estar aqui, em meu sossego, No tranquilo cantinho do meu lar, Nesta cidade linda, do Mondego, Onde as minhas mágoas vão desaguar. Nos versos pobres, a que me entrego, Sem barcos no Mondego a navegar, Eu fico quase mudo, surdo e cego, Sem saber aonde as mágoas vão parar! Sinto-me um ser assaz desiludido Por mágoas que não quero recordar E nas águas do rio as vou deixar… Para que o mar as leve, sem voltar E tudo fique em mim, enfim, esquecido, Sem que mágoas jamais possa lembrar! Quem neste mundo dedica Sua vida em prol de alguém Seus direitos abdica Por amor fazendo o bem. O verdadeiro altruísmo É o dar sem exigir Gesto de puro humanismo Sem lograr nada atingir. Se a nobre filantropia Tivesse em nós mais primor O nosso mundo seria De certo muito melhor. Que os corações motivados Por esta filosofia Sejam sempre iluminados À luz da filantropia !... Andei perdido na vida, Naveguei o mar errado Numa deriva sem fim, Até que tu, minha querida, Num arrojo inesperado, Tomaste conta de mim! E, por fim, em água calma, Tu és a estrela Polar Que me deu o rumo certo... Agora, alma com alma, Com nossos rumos a par, Temos a terra mais perto. Achaste-me naufragado, E tão faminto de amor Chorando desilusões, Mas o velame rasgado, O casco ferido de dor, São meras recordações... És hoje o porto seguro Onde me acoito e abrigo, Tão longe da tempestade. És o presente, o futuro, O amor, o ombro amigo, Neste mar que é mais verdade! Carlos Fragata - Sesimbra Sonho Louco Fernando Reis Costa - Coimbra O Olhar de Jesus Euclides Cavaco - Canadá Que olhar é esse único, sereno, profundo!… Difícil de descrever!? Olhar que trespassa! E a alma toca! Olhar bálsamo, perfume, licor!... Olhar revelador do celeste! Portentoso, onírico de sublime poder! Olhar cura, redenção, consolo, vida! Força do mais elevado amor! Olhar Olhar Olhar Olhar ponte…fluências jorrantes de mananciais do celeste…divino!... revelador de extrema tristeza. Olhar “avante” pra prosseguir… transcendente, enigmático, sublime, angélico, cristalino!… envolvente! Diáfano! Ósculo! Gozo perene do excelso porvir! Filomena Gomes Camacho - Londres Botão de rosa Lágrimas de sangue És a luz no infinito E o sonho em que acredito Poder contigo encontrar; Faço poemas na rua Com os retalhos de Lua Que vejo no teu olhar. Grito mais alto que o vento Porque trago em pensamento Esse amor que tanto quero, Neste silêncio que é meu, Onde apenas vivo eu E a toda a hora te espero. Dizer que te amo é pouco Ao viver meu sonho louco Numa ilusão permanente; Até nas ondas do mar Eu oiço pronunciar Teu nome constantemente. Tenho na alma esculpida Essa tua imagem qu’rida, Que já não posso apagar Deste meu destino estreito, Que vegeta no meu peito Sem asas para voar. Isidoro Cavaco - Loulé Aos meus pés cai uma flor Trazida pelo vento, Dizendo talvez que o amor É sútil ou violento. Eu não a deixo ao relento; É uma rosa... e quase fala ! Mas firo seus sentimentos Se ela se despetala. Pego-a delicadamente, Mas me firo em seu espinho Eu nem sei se ela sente Esta forma de carinho. Com minhas mãos perfumadas, Seguro esta rosa-botão Que mesmo depois de arrancada, Se abre no meu coração. Luiz Poeta – RJ/BR Maior pesar não há, nem sofrimento Que se compare à perda de um infante Que de nós é pedaço unificante. - Pra tanta dor não há um lenimento! Esse arrancar de vida é tão injusto Que a raiva se mistura ao padecer E deita, de uma vez, tudo a perder Aos que a fé sustentou a muito custo Ver esvair-se, precoce, tanto amor Ceifado pela foice capital É quase perecer nesse estertor É perder, da razão, o essencial Deixar que alma vogue nesse horror Vazia de sentido corporal Eugénio de Sá - Sintra

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Os Confrades da Poesia | Boletim Nr. 58 | Setembro / Outubro 2013 | 3 «Olhos da Poesia» O meu país Que país é este…? Um jardim sempre em flor, À beira mar plantado, Onde se canta o amor Na voz dolente do fado. Que país é este…? Este país onde eu moro, Que lamento e que choro, Mas por ele tenho paixão. Que país é este…? Onde o sol tão radiante, Dá vida e cor permanente Aos campos, de inverno ou verão. Que país é este…? Onde o mar nem sempre amigo, Se enfrenta com feroz luta, Por todo aquele que labuta Pelo sustento e abrigo. Que país é este…? Com tão antiga história, Gravada na nossa memória Com feitos de grande valor. Que país é este…? De conquistas e glórias, Por audazes descobridores, De mares nunca navegados E terras de grandes senhores. Porque sina, porque lei…? Quisera saber, mas não sei, Porque um povo valente e nobre Tem que ser infeliz e pobre? São Tomé - Amora O poeta e a poesia A musa lhe fugiu. Poeta chora. Por todo o lado, busca a poesia Que ele adoptou, p’ra sempre, certo dia, Aquilo que mais ama e mais adora. Brilha, no rosto, a lágrima que aflora Envolvida em profunda nostalgia Que esta mágoa ele, há muito, não sentia, Antes da musa, ingrata, se ir embora. Mas há clarins, ao longe, anunciando Que a musa e poesia estão voltando Do lugar onde nunca as encontrou. Feliz, como criança acarinhada, Pegou na pena, e folha abandonada E um novo poema ele, então, criou. Tiago Barroso - Lisboa O Renascer de um sonho O meu sonho era imenso, desmedido, uma ave de papel, uma aguarela, um papagaio que ao sol, desvanecido, ia morrendo nas cores da sua tela. Porém, a verde guita, ora amarela, sumida a pouco e pouco, o fio torcido, inda o prendia em fiapos pela ourela, como um fruto pendente, amolecido. Mas em prece silente ao coração, a sombra do sonhado resistia, tal qual um moribundo em oração. Foi quando um santo mestre que o ouvia repôs-lhe os tons do amor co'a própria mão e o sonho renasceu para a alegria! Carmo Vasconcelos – Lisboa / Portugal Cortesia Fadista Para ti fadista Eu canto neste poema Os teus dotes sublimes Por dotares a cada tema Nessa voz com que te exprimes Ao fado forma suprema. Para ti fadista Nobre talento de alma inteira Para quem a música e as palavras São brinquedos Fizeste da guitarra companheira Em eternas noites de folguedos. Para ti fadista Nesta leve cortesia Que te presto hoje aqui Recordo os fados solenes Como pétalas perenes Que são pedaços de ti. Para ti fadista O meu sincero obrigado Por deleitares tanta gente Com teu carisma de artista E tua voz sapiente Que tanto honra o nosso fado. Para ti fadista Nesta homenagem merecida Como poeta altruísta Rendo o meu preito total Por teres dado voz e vida À canção de Portugal !... Algarve de Luz e Cor Algarve, belo e florido, Paraíso prometido Onde a f’licidade impera, É onde sinto alegria E onde vivo noite e dia Em sonhos de Primavera. Tem flores de amendoeiras, Que por serem as primeiras Dão ao Inverno alegria, Branquinhas cor da pureza Enchem campos de beleza, São nossa neve algarvia. Meu oásis divinal, Com mar serra e barrocal, Algarve, és belo e dif’rente; Pétalas e rosmaninhos, São tapetes dos caminhos Onde passa a tua gente. Juntinho às alfarrobeiras Tens as rosas albardeiras, Sempre lindas e cheirosas E vemos por todo o lado, Com seu tom amarelado, As acácias e mimosas. Teus campos são um jardim Onde cheira a alecrim A esteva e a tomilho, Meu Algarve, matizado, És o meu sonho dourado, Cheio de cor, luz e brilho. Euclides Cavaco Isidoro Cavaco - Loulé

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4 | Os Confrades da Poesia Boletim Nr 58 | Setembro/Outubro 2013 «Confrades» Meu sentir A face se encurta e se alegra num sorrir O coração acelera no seu bombear e meu sentir Olhos vêem e se alegram vendo crianças brincar Sinto inocência e pureza da idade se abraçando Puro pensamento da meninice me lembrando Sinto pés pesados; a idade; lágrimas estagnarem Conto os anos de vida; quatro vezes pés e mãos Muitos dos meus amigos os considerava irmãos Já não os posso ouvir; partiram para o além O destino me deixou enrodilhado com letras Mas os jovens sem sentir as consideram tretas Verdade; eu sinto que em breve vou também Meu sentir esta lembrando miséria do passado Estou me vendo descalço; correndo esfomeado Encontrar magia; abrir portas; correndo o mundo Números e letras ensaiados na areia do terreiro Esperando na escola levantar mão; ser primeiro Sonhando vencer na vida; não ser um vagabundo http://www.osconfradesdapoesia.com/Lusofonos.htm Vale do Tua Cantando escreverei por toda a parte, Para que os “vendilhões” do templo aqui esculpido, Nunca apaguem da memória esta Obra d’Arte, Nem um passado de um tesouro aqui escondido! Oh Rio Tua que já me levas nas tuas águas... As lágrimas dessa Moira encantada em Mirandela, Deixa-me ir contigo, e te darei as minhas mágoas, Mas deixa-me as tuas veredas aqui tão belas! No teu leito de saudade afundado eu fico triste, E lentamente eu já te vejo ao longe e tão distante... Já sinto tanta dor da lembrança porque partiste! Junto comigo quando era então apenas um Infante, - Fui em busca da fortuna e da bem-aventurança, Me perdi mundo afora, desde o tempo de criança! Silvino Potêncio - BR Sou Eu aldeia (Para Ana Paula Kalantã) Foram mil passos que dei. Passos perdidos na floresta. Foram mil vozes que escutei! A gritar o teu nome Em vão... Foste embora E não voltas mais *** Sou eu floresta Sou eu árvore Sou eu aldeia Sou eu índio Sou eu grão de areia *** Estou derrotado: Massacrado! Desterrado! Desiludido! *** Sou eu cego e perdido, Em mim mesmo. Pois não sei quem sou *** Sou eu a escutar mil vozes... Que sussurram o seu nome. Em vão... Pois partiste, não estás mais aqui Estás perdida em mim Em algum lugar Que eu não sei bem onde *** Sou eu plateia Sou eu artista Sou eu tablado Sou eu palco Sou eu massificado Sou eu nas ruas Sou eu perdido na floresta Samuel da Costa - Itajaí / Brasil Meu sentir quer ver e palpar a felicidade global Sentir a verdade e igualdade não conhecer o mal Sentir respeito pela mulher; ver dançar de alegria Tacão batendo; sentido felicidade da honestidade Eduque filhos adore marido; mais pura sinceridade Abrace a magica pena; escreva a mais bela poesia Armando Sousa -Toronto Ontário Canada Esperando a chuva Às portas da madrugada Ansiosa, espero a chuva Para acabar com os fogos Das matas de Portugal. Meu sono anda cansado De tanto implorar aos céus Que apague os fogaréus Mesmo com um vendaval. Deixo a janela entreaberta Qual sentinela de alerta Para anunciar a chegada. Mas a chuva faz-se tardia Não oiço a sua toada A noite já se fez dia E eu continuo acordada. O vento por zombaria Talvez até despeitado Bate com força a janela E acorda o verão estonteado. O verão já desinstalado Ruma a outro hemisfério Para criar novas paixões. O seu bafo forte e ardente Deixou só cinza escaldante E tristes recordações. São Tomé - Amora A Ode à Amizade A verdadeira amizade entra no meu coração como uma estrela dourada Sinto-me feliz com vocês Aqui está o milagre da saudável amizade O meu carinho está em todos Hoje sou outro com esta magnífica obra De um Beethoven que a mãe esteve para abortar As minhas lágrimas são de ouro de alegria Obrigado a todos. Pedro Valdoy - Lisboa

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Os Confrades da Poesia | Boletim Nr. 58 | Setembro / Outubro 2013 | 5 «Retalhos Poéticos» Heróis… Da Terra Em Chamas Olho p’rós verdes montes, agora todos queimados, Que mãos assassinas, o fogo, foram por lá atear, E pelo meio vejo rostos já chamuscados, Pelo alastrar das chamas… que os quer queimar. E oiço lá nas aldeias as gentes gritando, Pois vendo as casas já quase destruídas, Correm doidamente pelos bombeiros chamando, Que de cansados, por lá arriscam as vidas… E perto de mim, oiço uma mãe chorando, Com o rosto crispado pela dor de quem sofreu, Quem sabe se até dentro de si lembrando, O filho querido, que dentro do fogo… morreu. Depois… vem as noticias tristes da televisão, Daquela jovem bombeira que o fogo enredou, Fazendo sofrer o seu corpo, e na família o coração, Naquele fatídico dia, em que dentro do fogo ficou. E oiço as botas batendo forte nas pedras do chão, Marcando o compasso do bater do coração Dos que, uma simples homenagem foram prestar… E logo paro nesta minha forma de pensamento, Pois dentro do heroísmo sinto apenas o lamento, De um coração, que neste dia tem como pensamento, O de despedir-se dos irmãos bombeiros, que vão a enterrar. Resultante Sou a resultante Em mutação constante Da soma vectorial dos discos que ouvi Dos livros que li. Das aventuras E desventuras Em tristezas E alegrias Vividas. Dos cheiros Dos calores Das cores Das aragens Das paisagens Dos lugares Por onde andei. Dos caminhos Que palmilhei Dos amores Que amei. Sou o que meu pai semeou E geneticamente herdei Mais tudo o que a vida me ensinou E a cada instante assimilei. Carmindo de Carvalho - Suíça J. Carlos – Olhão da Restauração Brutalidade Entre teclas, no teclado Deslizei os dedos no PSP. Preparei uma imagem: Coloquei uma árvore, Fiz ali um buraquinho, no tronco. Me enfiei lá dentro. Perdi o rumo, o ritmo A inspiração findou! Cadê? Onde estou? Sou seiva bruta? Parece virei flor, virei semente? Nem sei mais! Anna Paes Brasília - DF - Br Milagre da vida O nascimento de uma criança É considerado um milagre da vida Quando ela é motivo de esperança Numa relação de Amor bem conseguida. Mas, nem todas são amadas e desejadas E vão crescendo sem carinho e sem Amor Vítimas de violência são gravemente maltratadas Sem justificação para tanto ódio e tanta dor. Uma criança que paga a fatura para sobreviver Aprende cedo demais a suportar o seu sofrer Numa luta constante de revolta enfurecida. As lágrimas teimam em deslizar pela face magoada Dos maus tratos recebidos e sem ter culpa de nada Numa resignação reprimida mas não vencida. Ana Santos - Vilar de Andorinho O tempo A vida passa ligeira E logo se esgueira e vai... Vai embora a cada hora, a cada hora ela vai. É rapidamente criada a noção do tempo ausente, quando olhamos para nós e nos vemos...tão diferentes! Então, sabemos que os anos passaram por nós sem dúvida, pois em nosso rosto está, uma data em cada ruga. Por muito que se disfarce não é possível esconder o que faz de nós o tempo que não pára de correr... Só que o tempo...intemporal, não cansa nem envelhece, mas em nós, ficam as marcas do tempo que prevalece.... Felismina mealha (Agualva-Cacém)

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6 | Os Confrades da Poesia Boletim Nr 58 | Setembro/Outubro 2013 «Confrades» http://www.osconfradesdapoesia.com/Lusofonos.htm Avé Maria O anjo lhe anunciou. “Faça-se em mim!” O seu sim, tudo mudou. Das entranhas o Infinito concebeu. Ó Deus menino, Jesus nasceu. O verbo, a razão, tornado relação, passou a viver, no nosso coração. Em Cannaã confiou, O mestre da Vida, água, em vinho transformou. Rainha do Céu, a Graça o seu véu. Luís Filipe Papança - Lisboa Natureza em fogo O Dia de Hoje O dia de hoje À memória me trouxe Os momentos lindos Que juntos vivemos. Aqueles que sempre houve E que não permitirão Que jamais os olvidemos. Hoje não posso esconder A tristeza, pela tua partida, Mas nunca irás, certamente, ter Quem te queira tanto na vida. Amanhã, já terei esquecido A angústia que hoje me arrasa... Será, porém, Um dia mais enriquecido Pelos sonhos que a noite, Aos meus braços te trouxe Cada vez mais querido. Natália Vale - Porto A Chuva Exigimos Responsabilidade. Veloz… Está em alta corrupção Stop! … Basta! … Já são roubos a mais A locomotiva, sem solução Na carruagem d’embarque…jamais Viver Carnaval o ano inteiro E desmascarando a classe política Povo vai marchar, com passo certeiro Levar a São Bento a sua crítica Exigimos responsabilidade E respeito p’lo avanço da idade Islândia…a vitória se apura Vermes e sanguessugas da ralé, Haja alguém que nos mostre como é …seguir o exemplo de Singapura Pinhal Dias - Amora Futuro incerto do verde que enfeita a serra... certeza à vista no inferno que o devora... e o monstro louco que incendeia e mata a terra escapa impune porque alguém paga por fora Fogo subindo pelas copas dos pinheiros e avermelhando as encostas a montante mata carvalhos eucaliptos e sobreiros e corre agreste para as casas a jusante Da luz do sol sòmente restam pontos negros a noite desce bem sinistra e a destempo fogem as aves para lá dos grandes cedros e ouvem-se os gritos das sirenes contra o tempo Chega o cansaço alimentado por desgostos e fumo e cinza nos seus tons enegrecidos morrem sorrisos entre lábios ressequidos acentuando ‘inda mais a dor nos rostos Na arena negra arriscando suas vidas lutam bombeiros contra a besta assustadora com tal coragem que seriam merecidas mais honra e glória que palestra aduladora Neste planeta que azul já foi outrora existem f’ridas que jamais se curarão e se cuidado não houver com ele agora os nossos netos morto e seco o herdarão A natureza é bonita e generosa dá-nos seu colo e tudo o mais que precisamos é a mãe fiel, dedicada e extremosa que nós os filhos, tão ingratos, desprezamos Ó bicho homem tem cuidado não te iludas que a natureza é soberana e poderosa e se essa sanha destrutiva tu não mudas ela será, ai podes crer, bem impiedosa! Abgalvão – Fernão Ferro Acordei ontem ao chilrear do pardal Hoje a chuva preguiçosa do céu a cair Abençoando a terra seca faz-nos sorrir E a esperança aumenta ao pisar-se o lamaçal A tépida temperatura substitui o calor infernal O Sol antes rei de céu, deixa-se cobrir pela nuvem Os camponeses alegres não se cansam de abraçarem É a certeza que eles serão alimentados pela terra natal Na loucura do momento, me embalo na beleza E vejo com agrado este enorme contentamento Este sonho antigo e atual... Imagino um novo canto, Mas me quedo neste cantinho, escutando a natureza! João Furtado – Praia / Cabo Verde Esperando a vez que se segue Na vida...a antiguidade Valoriza a qualidade Ao mercê da raridade Há sempre um que diz Consegui fiquei feliz Divagando em ilusões Aproveita as ocasiões Estimula-se nas funções Fica alegria de quem consegue Esperando a vez que se segue Zé Albano – Celorico da Beira

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Os Confrades da Poesia | Boletim Nr. 58 | Setembro / Outubro 2013 | 7 Confrade desta Edição « Rosa Silva » Tanta coisa que se diz, Entre tantas que se fazem Quem honra a sua raiz Em vida algumas jazem. Que não morra o que escrevo Em tábuas sem pergaminho Por todo o meu enlevo, Já tive tanto carinho. Foi gente de cá e de lá Entre lágrimas e sorrisos, Que abraço desde já Entre rimas e improvisos. E se a palavra AMOR Anda numa roda-viva Louvado seja Bom Senhor Que me deu fonte ativa. Quando não souberes de mim, Quando me fizer calada, Quando morrer meu jardim Sem eu puder fazer nada… Leva um beijo de alfenim Para a última morada. Lembra-te que muito amei, Pequei e fui ultrajada; Em tudo o que fiz e dei Fui por rima temperada; Se fizeres alguma lei Seja ante o fim da estrada. Rosa Silva (“Azoriana”) Ao amigo José Fonseca de Sousa, na ilha Terceira E numa mesa insular Onde reinava arte e doçura Estivemos com o paladar Num solene ato de cultura. Com melodias de espantar Em vozes acolchoadas Ouvimos o que vai ficar No eco das nossas moradas. José Sousa, Luís Bretão, Rosa, Luísa e Guiomar, Frederico à refeição Que todos iremos recordar. Numa ilha beijada p'lo mar, Estamos no vale da serra; É assim que quero brindar A quem nos brinda na terra. José Fonseca entusiasta Tem paixão p'las nove ilhas; Do louvor não se afasta, Delas fala maravilhas. Todos lhe agradecemos, O encanto e felicidade; No "Ti Choa" convivemos Idolatrando a amizade. Rosa Silva ("Azoriana") O Emigrante Na mala do emigrante Vão as rimas da saudade São elas que, na verdade, Mantém o elo constante. As rimas deste torrão São a alma da Terceira Nas estrelas da Bandeira Brilham além da Região. Açores ninho sagrado Por nove ilhas repartido Estará mais no sentido Do nosso povo emigrado. O Açor no estandarte Voa ao balanço do vento Branco e azul por assento Estrelas em alta parte. Emigrante, emigrante, Melhoraste a tua vida Só tua alma é sofrida Por estares tão distante. Rosa Silva ("Azoriana") Rosa Silva - Azoriana Foi versando por este ano A Efigênia que é soberana Amiga do verso açoriano. Não me despeço de você, Nem de ninguém que aqui está Digo apenas a quem me lê Enquanto viva verso por cá. Os versos são como flores Na jarra do pensamento; De Portugal, lindos Açores Voam nas pétalas do momento. Aos queridos amigos meus Desejo a melhor sorte Fiquem na graça da Deus E que Ele nos conforte. Fico à disposição No meu blogue que ainda existe; Daqui se faz gravação Porque o elo assim persiste. Com a dezena me fico Nesta quadra derradeira: Grande abraço vos dedico, Com amizade verdadeira! Rosa Silva ("Azoriana") As Flores de Maria Mote Com as flores que Te damos Um sorriso em Ti floresce Há alegria nos ramos E Teu Céu à terra desce. Glosa: Com as flores que Te damos Erguemos uma oração Nas pétalas a desfolhamos Perfumando a devoção. O perfume irradia Um sorriso em Ti floresce No jardim da Avé-Maria O Menino também cresce. Ao Teu colo O louvamos Em botão é Deus Menino Há alegria nos ramos Nas flores de Amor Divino. Ó Maria, Mãe querida, Teu Amor nunca decresce: És a Flor da nossa vida E Teu Céu à terra desce. Rosa Silva ("Azoriana") “Um Abraço de Poesia” Somos ventre de verdura Entre mares e marés Somos mantos de cultura Da cabeça até aos pés. Somos doce amanhecer Na palavra que irradia Dum verso que vai crescer Como sempre cresce o dia. Somos coro estonteante “Um Abraço de Poesia” Numa onda tão gigante Somos dom de simpatia. Somos a ilha inteira Bordada de bem-querer Somos da brava Terceira Sempre, sempre até morrer! Rosa Silva (“Azoriana”)

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8 | Os Confrades da Poesia Boletim Nr 58 | Setembro/Outubro 2013 «Confrades» Coloquiais http://www.osconfradesdapoesia.com/Lusofonos.htm Obrigada, Amigo No meio da noite Quando a solidão se torce e contorce A voz de um amigo soa Sussurrando num tom de harmonia A canção do vento perdido lá longe Nos ermos da foz do estio É como se o mundo inteiro Desabasse de estrondo E as estrelas do céu viessem Quase pé ante pé segredar ao ouvido O que o mar lá no fundo encerra de mistério É então que ergo os olhos Fixos no infinito e te digo: Obrigada, Amigo. Rosa Branco – Cruz de Pau Aurora Boreal Ao romper da manhã começa o dia… Quando o Sol acorda a madrugada Eu sou a eterna Musa enamorada… Do quadro de beleza além da Ria! Na linha do horizonte quem diria! O Sol linda estrela em alvorada Vestiu de colorido a maresia… Como é linda minha terra iluminada! O Sol - Estrela luminosa da manhã Na imensa trajetória do planeta Faz da bela moldura um talismã Em fachos de luz banha a Fuseta! Dessa maré que vem beijar a areia… Bebedeiras de azul no mar afora… Que avisto da minha branca açoteia Quero beber a luz de cada Aurora! Maria José Fraqueza - Fuseta Por Terras do Bouro De trinta de Agosto a três de Setembro Do ano da paz de dois mil e treze, Vou com meus amigos, assim o lembro Percorrer o Gerês como nos prese! Bentiago mais a Dulce Saldanha, Luis Filipe, Solange e Papança, Lá vamos pelos Vales e Montanha, Cheios de vida amizade e pujança! Vai ser belo este passeio no Gerês E visitar mais locais desta vez Para renovar nossa mocidade! Santa Eufémia nos dá proteção Porque a ela doamos devoção E respiramos este ar com vaidade! De vez em quando gosto de me embebedar de azul e é claro que este Azul, é quase sempre seguido de violeta, laranja e muitas outras cores, todas as que tem o arco-íris, porque sem darmos por isso, o nascer e o pôr do sol possuem-nas em abundância; e as bebedeiras de Azul são difíceis de passar, porque geram ressacas de roxo e índigo que duram até manhãzinha, a desafiar as psicadélicas cores dum caleidoscópio que se preze. É, de vez em quando gosto de me embebedar de Azul... nessas ocasiões, nascem rios nos meus olhos e os meus braços crescem, crescem e atravessam mares, como aves de arribação, ansiosas de horizonte! Maria Mamede - Porto As Vindimas Setembro às portas do Outono Prenúncio do fim de verão… Uma explosão de novas cores Cobre os campos, em profusão. Nas vinhas, o verde-amarelado Dá lugar ao ouro-acobreado, Sinal que os belos cachos Ficarem doces e dourados, Atingiram a plena maturação. As vindimas vão começar… Grupos de vindimadeiras, Lestas, alegres e galhofeiras, Colhem os cachos, a cantar. Os cestos de formato tradicional Levam as uvas até ao lagar, Onde o mosto é a metamorfose Que faz surgir o néctar Divinal. São Tomé - Amora Amor e vício Bento Tiago Laneiro - Amadora Platon...Ânsias O mar... é sempre o mar que nos atrai... O sussuro das ondas nos embala, Ruge, mas na areia logo cala E deita-se com ela, sem um ai... A areia, sorrindo, nem se rala Com o seu corpo frio, que se esvai... O mar, impaciente, logo sai, Regressando depois, p'ra cortejá-la. Um amor de milénios, sempre igual E sempre com a força do início, Em eterna parada nupcial... Ela, lança seus grãos no precipício E ele lhos devolve, jovial... Já não é só amor, é quase um vício! Carlos Fragata - Sesimbra Eu queria te beijar sem interesses Sensuais...queria apenas cortejar-te Com o olhar... embevecer-me sem tocar-te Com meus lábios... sem que tu me enlouquecesses... Eu queria, de verdade, pertencer-te E te amar sem entretanto possuir-te, Diluir-me em teu amor, sem diluir-te No meu corpo... e te querer... mas sem querer-te. Todavia, se tento fantasiar-me De utópicas e vãs ingenuidades E platónicas vontades de sonhar, Tua boca reacende, ao beijar-me, Minhas mais ardentes passionalidades E o meu jeito mais concreto de te amar. Luiz Poeta - RJ/BR

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Os Confrades da Poesia | Boletim Nr. 58 | Setembro / Outubro 2013 | 9 “Cantinho Poético” A guiga e o pintaínho Era um pintaínho de cor amarela. Com a mãe e os manos ele passeava. - É uma abelhinha, corramos pra ela! Era linda menina que ali estava. Olhou para a Guiga, a menina que viu, Olhou-a de mais perto e disse-lhe assim: - Menina bonita canto para ti! Piu...Piu... Queres ir passear? Vem comigo ao jardim! Veio então a mãe, fez qui, qui, ri, qui, qui... Eu irei contigo! – queria ela dizer. A Guiga mimou-o e disse: - Fico aqui! Hoje faço anos, tenho que ir embora! Os meus convidados tenho que ir receber Ouves? Cantam parabéns, no jardim, lá fora! Cremilde Vieira da Cruz - Lisboa Três segundos… Ó céus! A tua voz hipnótica Suave e sedutora… Vai colorindo a minha vida de mil sonhos e cores E vai fazendo a nossa história. Arranca-me dos meus silêncios irrequietos E leva-me para a sede dos teus braços… Permitindo que os meus pensamentos voem. Numa busca de procurar-te Fecho os meus olhos e deixo ir… Os poemas guardados dentro de mim… Todos estes sentimentos atrevidos E descontrolados Espalham-se em apenas três segundos Pela minha alma… Esta… necessidade estranha E desconhecida faz-me sentir Carente, acelerada e ao mesmo tempo frágil. Recreando Mote Esse cristo pequenino Posto em tão bonito altar, Que ironia do destino Só me convida a pecar. (Manuel Trindade) Glosas Pela graça pelo jeito Uma prenda do divino, Tão bonito, tão bem feito, Esse cristo pequenino. É de singular beleza, Prendeu-me logo o olhar; Um feitiço com certeza Posto em tão bonito altar. O teu peito é uma tela Bordada de oiro fino, Esse cristo é aguarela Que ironia do destino. Pus os olhos no teu peito Pecado no meu olhar… Esse cristo tão perfeito Só me convida a pecar. Amanhecer Em três segundos O teu olhar intenso e ardente Denuncia os teus pensamentos maliciosos. Ó céus! Quando o teu olhar cruza o meu A terra oscila Ligeiramente no seu eixo… A minha alma troça do meu corpo... E vai compondo mais poemas. Curvo os meus lábios Por três segundos … E num meio sorriso… Degusto as notas musicais Dos teus pensamentos. Ó céus! Como eu gostava De mordiscar os teus lábios Sentir a minha língua a tocar na tua Numa dança demorada e lasciva Num redopio avido e sem fim…! Telma Estêvão - Silves Depois de uma noite escura chega sempre o amanhecer a infelicidade encontra cura na alma límpida a florescer! Transparece doce esperança nas cores do céu ao alvorecer a madrugada traz a confiança que em breve o sol irá nascer! Chispam raios de luz colorida um espectáculo cada manhã Deus nos dá, sem pedir nada... a amizade cura toda a ferida amigo irmão, amiga tua irmã juntos esperando a alvorada... Arlete Piedade - Santarém Aires Plácido - Amadora

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10 | Os Confrades da Poesia Boletim Nr 58 | Setembro/Outubro 2013 «Bocage - O Nosso Patrono» Poema Sobre a Natalidade Há menos nascimentos Ultimamente em Portugal Culpa da crise e dos tempos Até nisso têm medo afinal. Continuam a diminuir Comparado com o passado Muitos casais a desistir Do que tinham planeado. Consta no rasteio neonatal Como teste do pé conhecido É um rasteio nacional Desde há anos desenvolvido. Uma amostra de sangue Do pé da criança recolhido Será o primeiro exame Feito ao nosso renascido. A diminuição da natalidade Nota-se de ano para ano Esta a grande verdade Não fazer filhos, um engano. Sete mil foram a diferença Uma diminuição acentuada Casais perderam a esperança Nesta política abandalhada. Mas esta grande diminuição Nada se deve á mortalidade Ocupamos a terceira posição Esta uma grande realidade. Deodato António Paias – Lagoa Iluminação Nostalgia Ter nostalgia... É sentir Na alma profundamente A saudade de quem parte Para sempre, ou está ausente. Ter nostalgia... É viver Os instantes que passaram Cujas memórias não morrem E que connosco ficaram. Ter nostalgia... É sonhar De poder voltar atrás E reviver do passado O prazer que foi fugaz. Ter nostalgia... É lembrar A mocidade perdida E os momentos mais belos Que existiram na vida. Ter nostalgia... É cantar Um fado por melodia Que ao cantá-lo acorda em nós Uma eterna nostalgia! … Poema ao Tejo Hei-de voltar p'ra me deleitar, expectante, na limpidez do Tejo, refl ectindo as luzes multicolores de neons, estrelas, arrebol… Hei-de voltar p'ra viver o encanto etéreo, sedutor... E, apaixonadamente, exaurir esta saudade imensurável... Hei-de voltar p'ra sentir o sol, de Verão, a mordiscar a pele… Sentir o cheiro da maresia… O odor tonifi cante da bica... E, numa simbiose musical, escutar: - O riso da criançada… - O assobio de quem passa… - O latido da cachorrada… Euclides Cavaco - Canadá Filomena Camacho - Londres Setembro Setembro chegou e o frio espantou O ar ficou mais leve e suave Prometendo muito sol até onde nevou A primavera vem ai nas asas de uma ave. Mês alegre feliz exuberante Crianças jovens e idosos Andam suavemente quase dançantes Até as plantas se alegram com brotos viçosos. Chegou Setembro e veio lindo Céu azul de brigadeiro Nuvens leves e brancas como ninhos Trazendo alegria para o mundo inteiro. Bem-vindo seja mês encantado O perfume do amor está no ar O desgosto do mês de agosto foi derrotado Felizes alegres vamos todos cantar. Quando tiveres a Certeza -de que DEUS está em toda a parte (inclusive em ti) -que é Sua Toda a Beleza da ARTE E toda a Grandeza Aí… Não precisarás de ler mais nada (tudo será Os teus Livros…) Apenas COOPERAR E caminha na Estrada (com teus Despertos 49 sentidos ! ) Maria Aparecida Felicori {Vó Fia} Nepomuceno Minas Gerais Brasil Zoio - Lisboa

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Os Confrades da Poesia | Boletim Nr. 58 | Setembro / Outubro 2013 | 11 «Tempo de Poesia» Foi um quase chegar Era c'o um “se” que sempre me afastavas Sempre um “talvez” travou a nossa vida Eu, mal chegava, já estava de partida Tu, hesitante em dizer que me amavas. Tangemos ao de leve a felicidade Nunca a soubemos ver como possível Pois sem um forte crer não será crível Que d'incertezas nasça uma verdade. E assim, ao rés do amor fomos andando; - Era estar preso ao cais mas sem amarras - Tu, parecendo anuir, sempre adiavas Eu, sempre mil entraves vislumbrando. Pra ti, foi só um bem…que suportavas Pra mim, quiçá prazer…que fui levando - Foi um quase chegar, nunca alcançando - Pra nós foi um voar privados d'asas! Eugénio de Sá – Sintra Emoções de um poeta Escrevo versos sem rimas procuradas; Palavras que são a voz do coração; E quantas vezes com lágrimas choradas Em momentos de extrema solidão! Como poeta, tenho a sensação, Que a vida é como um jogo: ou tudo ou nada: Às vezes... É de alegria a emoção; Outras... De nostalgia indesejada!... Na poesia mora a dor e o encanto: Dois extremos da emoção vivenciada Num misto d’alegria, amor e pranto... E os meus versos, assim, de parca rima, Dessa emoção, eles são a minha sina... São como eu sou: – só isso e mais nada! Fernando Reis Costa - Coimbra Vila Nova de Foz Côa Com tuas rochas, vinhas e amendoais Com tudo que tens fecundo, encantas, Com tuas louras searas de trigais, Tens uma beleza que a todos encantas! Teus raros vinhos, azeites são capitais, Mostras raridades nas encostas, santas! Tuas riquezas, no mundo não há iguais, de todos os visitantes palmas levantas! Não percas teus encantos co'o moderno, Tudo que tens é único, secular e eterno, Não queiras reviver esses ritos antigos! Segue o destino, mesmo sem tua lagoa, Serás sempre Vila Nova de Foz Coa, O rupestre te sagra com tantos amigos! Jorge Vicente - Suíça “Às Cegas” Mote: Prometeste andar depressa, Medita no que disseste! Não cumpriste uma promessa, Das promessas que fizeste! Glosas: Prometeste andar depressa, De nada foste capaz… O teu governo tropeça Em cada passo que dás! Prometes o que nos negas Medita no que disseste! Só sabes cortar às cegas… Não fazes nada que preste! Mas nós, já não vamos nessa… Depois vens com tais retóricas Não cumpriste uma promessa Com passadas folclóricas! Estás agarrado ao poder Numa teimosia agreste Não cumpriste uma sequer, Das promessas que fizeste! João da Palma – Portimão numa ausência de palavras o tempo tece enredos que vão forçando lentamente as amarras nos prendem depois não há força que nos segure. Carlos Fernando Bondoso - Alcochete Ideias Nuas Vou ver se visto minhas ideias Pois hoje as encontrei muito nuas E não as posso levar a praças ou ruas. Muitas vitórias não são conquistadas Por se desistir da luta. De meus erros fiz uma corrente De elos entrelaçados, Gémeo de mim, anda outro eu Em tantas despedidas e recomeços. Fiz uma pausa, esperei um pouco E o ansiado verso não apareceu. Porquê? Quem o calou? Porque emudeceu? Quem é o culpado? Serei eu? Julguei-me perdido, mas reencontrei-me Ao abraçar a sombra fugidia. Nascia a noite, morria o dia… João Coelho Santos - Lisboa

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12 | Os Confrades da Poesia Boletim Nr 58 | Setembro/Outubro 2013 «Trovador» Trovas Soltas (de Tiago Barroso) Tarde, ou nunca, se endireita aquilo que nasce torto, por isso, não há receita para um país quase morto. Oh! Deuses! Que nos deram nobre gente que entra no parlamento sem "caroço", donde sai com reforma permanente, enquanto há muito pobre sem almoço e sem dinheiro p'ra os filhos sustentar; aquele tem champanhe e caviar, este outro, chupa a casca dum tremoço. Touça Touça… terra velhinha, Feita de pedra granito. Tua riqueza é a vinha, Teu povo é infinito! Foste a aldeia modelo, Do interior do concelho. Hoje és um pesadelo, Existe só um grupelho. Com a indústria da telha, Tua riqueza de antenho, Tinhas as tuas ovelhas, Teu povo era ferrenho! Tens as boas cerejeiras, Teus castanheiros na Serra. Hoje, com boas pedreiras, Consegues ter a tua guerra! Tua igreja em granito, Duma beleza sem igual, Feita p'lo povo perito, Faz-nos lembar o ancestral. Touça, terra abençoada, Teu povo não vai desistir. Ficas à beira da estrada, Poderás melhor prosseguir! Quem És Tu, Bom Trovador? Quem és tu que tão bem cantas e que as donzelas espantas com este cantar de amor ? Vens da medieva idade ou, para falar verdade, é mais velho o teu fulgor? Saís-te de um Amadis ou da trova de um Dinis que foi referência maior? Neste Portugal amante talvez sejas um Infante Quem és tu, bom trovador? Eugénio de Sá - Sintra A Democracia mais feroz, É gerida por corruptos. Enquanto nos calam a voz, Eles fazem como os putos ! Á noite Sonho contigo, Tenho-te no pensamento. Vou fazer como o mendigo, Sim, pedir-te em casamento. O Amor puro por ti sinto, Existe dentro do meu ser. É puro e muito distinto, Já não te posso esquecer. As Coisas lindas da vida, Não devem ser apagadas. Ficam até à despedida E não podem ser trocadas. A Vida é uma aparência, E as pessoas mal julgadas. Mostremos resistência Sem deixar as pegadas. Os Prazeres da vida, Temos de os pagar um dia. É na primeira ermida Em vez de ser na abadia! Jorge Vicente - Suíça Nada fazia sentido Não me digas, não me digas que este amor foram cantigas dessas levadas pelo vento porque se isto assim fôr era falso o nosso amor vivíamos só de fingimento Mesmo sem criar raízes julgava que éramos felizes e afinal estava enganado porque se tu não me amavas podes dizer porque estavas há tanto tempo a meu lado Como a nossa vida corria que se desmoronasse um dia amor eu não estava á espera se por mim não tinhas paixão estavas por obrigação porque não foste sincera Eu sempre de ti gostei tudo o que tinha te dei e nada em troca recebi tudo em ti,era fingido assim nada fazia sentido só agora é que percebi. Chico Bento Dällikon - Zurique - Suiça O Poeta e a Paz O poeta escreve e sente Nas horas boas e más Aquilo que tem na mente Com poesia é capaz O poeta nunca mente Sempre pensa na verdade Escreve para toda a gente Com a sua liberdade Os poetas têm emoções Que as sabem conservar Escrevem fados e canções Para quem as sabe cantar Poetas bem conhecidos São lembrados com saudade Os seus poemas são lidos Em qualquer localidade O poeta quando escreve Não escreve versos à toa Como escrevia Camões Ou o Fernando Pessoa Não sou poeta distinto Em poesia sou capaz Escrevo aquilo que sinto O bem, a amizade e a paz Miraldino Carvalho - Almada Jorge vicente - Suíça Paz ao acordar. Tempo do seu recordar E de nada s’envergonha Nessa paz ao acordar Tem a vida mais risonha Lahnip - Amora Vida Noite escura, vida fria Onde amizade é pouca Sem amor e alegria Morre de ódio gente louca Silvais - Alentejo

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Os Confrades da Poesia | Boletim Nr. 58 | Setembro / Outubro 2013 | 13 «Poemar» Saudades da Guiné (Dueto - Vitória e Amadeu) Ai as cartas da Guiné Tiravam-me a solidão Anulavam um mundo mau Fortaleciam a paixão Em resposta um testamento Imbuído de ternura Fazia-te feliz num momento Era a vida sã e pura. Queria ir à Guiné Ver o sítio onde escrevias E de teu amor dar fé Reforçando as energias. Valeu a pena a distância Redobrando o nosso amor Ainda conservo a fragrância Desse tempo sedutor. Amadeu / Maria Vitória Confissão Saudades do Alentejo Madrugadas ao relento Coisas boas que revejo Que perpassam como o vento. Em Agosto era o luar Testemunho de um tal cante Que ouvia a horas mortas Após dia de levante. Esse levante ,a meus nervos Deu sobressaltos constantes E meus sentimentos servos Da paixão por um dos cantantes. Hoje o cante alentejano Serve de tema à minha prosa Sobrou Vida desse plano Que meu poema já glosa. Já vai longa a caminhada Sempre volto a palmilhar-te Meu Alentejo, cansada Te agradeço a minha arte. Muitos anos quero ainda Cantar-te ó terra amada Depois repousar infinda Dentro de ti, Pó e Nada. Uma antiga Primavera Como é encantadora a Primavera Com o aroma de plantas e flores! Comparar-me a ela quem me dera Seria um grande jardim de amores. Com os teus raios primaveris És o encanto de mil palmares Todo o mundo se sente feliz Pois edificas milhões de lares. No ar, há aromas de rosas e flores. Tudo parece jardins de maravilhas, Sois então verdadeiros amores, Agrupados em numerosas ilhas Amadeu Afonso - Cruz Pau/Amora Ao Poente Agora desandou o Sol Poente Criando a nostalgia que emergiu E eu altiva, olho-o de frente Qual náufrago, afastado do navio. Divino astro – rei, estrela cadente Companheiro de estertor fugidio Acompanha meu sentir, bem dolente Resta agora o silêncio vago e frio. O sol intenso que doura a minha vida De repente esvai fremente e brusco Restando minha alma dolorida. Apreciando então o “lusco-fusco” Eu, mulher delicada e mui sofrida E isso pode ser a paz que busco. Maria Vitória Afonso - Cruz Pau/Amora Sol Maravilhoso O riso da minha neta É um sol pequeno, Mas, quando, porém, sua luz irradia, Minha alma fica repleta D’ um frémito ameno, D’ uma sensação de encanto, Quase de euforia! Desse sol pequenino, Que eu adoro tanto, Tão puro e cristalino, Divino, angelical, P’ra mim, o maior pendor E fazer-me esquecer Tanto mal, Tantos sofrimentos, E levar-me a crer, Por breves momentos Que o mundo é melhor! Hermilo Grave - Paivas/Amora Para a Marianita Entrelace Mesmo a maior caminhada Começa por um só passo Nunca a matriz da pegada Antecipe o teu cansaço. A uma cadeira agarrada Antevejo o primeiro passo Com sapatinhos calçada Virá com o ano que faço Se acreditas na jornada Caminha sem embaraço Crê, sempre, que à chegada Te espera o terno abraço. Eu acredito, gente amada Vou criando o meu espaço Sentir-me -ei transportada Pela ternura com que o faço. Desistir…Não…Por ninguém. Recebi o teu recado Vou segui-lo aqui e além… Por aquilo que vivi Caminho determinada Bebé, segura de si. Versos Ímpares Eduardo Versos Pares Maria Vitória Nunca Julgues Que Quem Canta Mote Nunca julgues que quem canta É feliz, porque é ilusão: Nem sempre diz a garganta O que sente o coração. (António Aleixo) Glosa Nunca julgues que quem canta, Felicidade lhe assiste; Por vezes até encanta, Mas tem dentro a alma triste. E se disfarça o cantor É feliz, porque é ilusão: Nas suas faltas de amor, Sofre de recordação. Pode ser em hora santa E mesmo que seja calma, Nem sempre diz a garganta O que vai dentro da alma. Mágoas são como o sol-posto, Ninguém as vê de antemão… Por vezes não vem ao rosto O que sente o coração. Clarisse Barata Sanches - Góis MVA - Cruz de Pau/Amora

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14 | Os Confrades da Poesia Boletim Nr 58 | Setembro/Outubro 2013 «Confrades» Matemática do Amor O difícil é por em prática o Mandamento do Amor, que tem parte Matemática, pois é parcela e fator. Que deve ser adicionada a toda a nossa ação, pois a soma multiplicada pela Vida, é Salvação. O Amor não é teorema mas deve ter demonstração, pois para qualquer dilema Ele é a única solução. Deve ser Série Convergente para o Próximo, teu Irmão e crescer infinitamente tendo por Limite, o Perdão! E também tem derivada que a si próprio é igual como a e , a estudada Função Exponencial. O Amor não é uma reta, pois tem o Princípio no Fim, é o Alfa, depois o Beta e o Ómega, para mim. É Variável Dependente da nossa Função pessoal, é o Objeto(x), Independente do pecado original. É um polígono regular Com um nº infinito de lados, se o homem a Área calcular reduz o Perímetro aos pecados. E se se determinar a Raiz, dará um valor igual ao determinante da Matriz do Bem, vencedor final. Sem Lógica mas com intuição, na Estatística tem a Média maior, a Probabilidade de ser do coração é igual a 1, portanto a melhor. E devia estar em Progressão Aritmética ou Geométrica E embora tenha constante a Razão, varia com esta vida frenética. É número cuja parte inteira Tem uma casa, a da Humanidade, com a sua Dízima escuteira da Patrulha da Amizade. Mas não é um número primo, não é só divisível por 1 nem por si, O Mundo vê de baixo e do cimo, é mais importante que o π. O seu Volume deve crescer de modo exponencial e o Homem o devia viver de forma Integral http://www.osconfradesdapoesia.com/Lusofonos.htm Com o Bem, todos saberemos O seu Gráfico representar, E na Universidade do Céu entraremos para não mais calcular. p.s.:” Antes de… Matemática…… Gramática!” José jacinto - Casal do Marco Tua Linda Mão Se almejar paz e basta saúde, pra mim, Não é pedir demais nem ser egoísta, Então que venha de lá, palhaço ou trapezista, Para que no fim, possa ser feliz, assim. Nunca fui de pedir muito, sofri Que nem um desalmado, sem casa ou abrigo; E, eras tu, afinal, quem estava comigo, Quando me julgava só, e só não estava…eu bem vi. Não anseio senão caminhos, nunca vistos; Ter plena força, para alevantar novos poemas; E mi alma, não mais triste, nas vogais, dos fonemas, Sempre resistir, aos desvarios, dos malquistos… Já adormeceu, meu persistente coração, Na procura momentânea, de tua linda mão. Jorge Humberto - Stª Iria Azoia Restos do Nada Sou vagabundo errante Que nunca encontrou um abrigo; Vivo na rua da vida, Na rua por onde sigo. Sou um jovem disfarçado. Um triste, que em vão chora A inconstância da sorte; Sou um velho derrotado Que jaz na fria laje E sente o sopro da morte. Sou clarão do relâmpago Que mal chega a iluminar; Sou cego que vive à procura De mão certa, que o ajude, As trevas a desvendar. Sou Amor que agora vive, Desilusão que logo virá; Sou hoje intrusa lembrança Que morrerá amanhã. Sou um simples devaneio E dele o rastro ficou. Serei um dia, mais tarde, Restos...do nada que passou. Folha Alva Eis-me folha alva Pura e casta Ansiosa... já não me basta As tuas palavras Escritas com tanto sentido. Eis-me tua.... Pura e nua Ansiosa pela carícia Da tua pena Em minha pele... Que delícia!! Eis-me nua Pura e tua... Escarlate pelo desejo Do teu tema Que por tal pelejo. Eis-me folha alva Casta e pura Comovida pela forma Suave e dura Do teu poema... Eis-me folha alva Ávida da forma que me lavras com dedicação extrema... Já não sou pura... Bebi de tua salva O pecado de teu esquema. Perdi-me nas palavras No sentido E na forma Deste teu poema... Edgar Faustino - Correr D’Água João Coelho dos Santos

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Os Confrades da Poesia | Boletim Nr. 58 | Setembro / Outubro 2013 | 15 «Faísca de Versos» Tudo vai bem… Mal! (sátira política) Este país está morrendo pouco a pouco, Por ter lá na poltrona um homem fraco, Qual boneco de pau, dito cavaco, Que (se não está) parece cego e mouco. E o povo, cansado de gritar, já rouco, Diz não ao governo tão velhaco Pior que farinha podre num só saco Onde o bom grão encontra o saco roto. Compadrios no poder, mais confusão, Mentiras, troca-tintas… vale tudo! Quem roubou no BPN, não é ladrão… Pois de lá, da tal poltrona de veludo, Tudo vai bem: não se vê corrupção; E a palhaçada é vista por um canudo! Fernando Reis Costa - Coimbra “Nem Sei O Que Diga” Mote: Eu já não sei o que diga, Desta pôdre sociedade Quanto mais a gente briga… Mais a mentira, é verdade! Glosas: Eu já não sei o que diga, Deste país assaltado… Passou da honra à intriga E de ladrão, a honrado! Contra a desonra protesto, Desta pôdre sociedade E se houver alguém honesto, É alvo da falsidade! É sempre a mesma cantiga, Na luta contra a canalha… Quanto mais a gente briga… Menos se ganha a batalha! Entra em sena o aldrabão… Com toda a habilidade! Quanto mais mente à nação, Mais a mentira, é verdade! João da Palma – Portimão Ah! Portugal, Portugal! O peito sinto repleto de sentimentos soezes, porquanto sou filho e neto de pai e avós portugueses! Me espanta ver Portugal transformado num covil de mandantes sem moral, tais e quais os do Brasil! Que diriam Vasco da Gama, Serpa Pinto, Afonso Henriques, desse imenso mar de lama, de conchavos e trambiques? Caterva de mafarricos, que em raivas mil me consome: canalhas ficando ricos e a plebe morrendo à fome! Que adiantou Sancho II varrer o domínio mouro, se hoje reina um vagabundo que esbulha o pátrio tesouro? Ah, povo de alma indomada, de um férreo brio eviterno, manda toda essa cambada às profundezas do inferno! Humberto Rodrigues Neto SP/BR Putados… Vampiros, diluídos democráticos Com promessas d’actos eleitorais Pesados na balança dos socráticos Ó falida Pátria… Por quem chorais? Com arte de sugar a este povo Os formados embrulhos, sem carácter Andam embrenhados de fato novo Essas réstias de múmias de cadáver E na sociedade mal apostados Assim fracassaram os de “Putados” Esses putos forjados na ganância Tantos sonhos perdidos, quem diria Impostos, roubos na ordem do dia É vida perdida, sem ambulância … /// ... Ilhas Selvagens Já perdemos o Império…. Agora querem as selvagens Se não mudam de critério Vamos perder vassalagens. Os vizinhos espanhóis Expuseram nas N. Unidas Proposta para anzóis Falam de rochas perdidas. Querem Ilhas consideradas Como simples rochedos Coisinhas bem estudadas Para arranjarem enredos. Se a tese prevalecesse Recuaria a n/fronteira Talvez Portugal perdesse A soberania dessa maneira. Extremo sul de Portugal Portugal deixa de ser O que eles querem afinal Nunca poderá acontecer. Além do pesqueiro potencial E do subsolo riquíssimo Ficaria mais pobre Portugal Perdia património valiosíssimo. Muitos metais valiosos Magnes, nígnel, ouro e prata Outros bens maravilhosos Existentes na área emblemática. Cunhacimento. Se alguma coisa sabes!? Denuncia o que sabes e não deixes passar em vão, faz valer a tua razão, para o mundo acreditar! Ficaste indignado por veres praticar o fraterno abraço, em troca do falso abraço… Tantas palmadinhas nas costas, que te aufere no sentir, por imensas promessas no ar que ficaram esquecidas… Outros cresceram no teu lugar e à tua sombra, num patamar de ascensão …esses afilhados, políticos, filhos dos políticos gerados no contrafeito, da continuidade, que abafam o crescimento aos que querem trabalhar …outros vivem a mamar! São: - Os parasitados do … Cunhacimento. Pinhal Dias - Amora Deodato António Paias – Lagoa

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