Revista Barbante - Edição especial - Ano III - Nº 04 - 14 de março de 2014

 

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literatura, poesia, cultura, educação

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revista EDIÇÃO ESPECIAL - ANO III - Nº 04 - 14 DE MARÇO DE 2014 ISSN 2238-1414 Especial dia da poesia Por cores, dores e amores

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Rosângela Trajano

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Editorial Nesta edição especial uma homenagem ao dia da poesia! Poetas foram convidados para nos mandarem as suas colaborações e cá estamos com essas belas poesias que vocês poderão ler e apreciar. São poesias da vida, para crianças, de recortes sentimentais, de ausências e de sonhos. No dia da poesia, desejo a todos vocês muitos momentos de versos rimados e metrificados na esquina da esperança; que as estrofes recebam a luz do sol e o poema da vida seja composto de alegrias infindas. Rosângela Trajano Editora

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Rosângela Trajano

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Rosa Ramos Regis poetisa e cordelista.

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DEIXA QUE EU AME MÃE! Quase sem dor, sem mais nenhum sofrer, (*) Na noite fria senti a solidão, O pulsar fraco do meu coração Que já não luta. Para de doer. Os meus pensares, loucos a correr, Já não conseguem ter conexão, Perdendo-se em meio à multidão De devaneios, anulando o ser. Não seria melhor que a dor viesse E ao meu coração, sangrar fizesse, Do que vê-lo sem dor, mas fraquejando? À Virgem oro, suplicando em prece, Mesmo não sendo um crente que merece, Deixa que eu ame Mãe, mesmo chorando! Natal/RN – 03.01.2014 00:10 (Zero hora e 10 minutos) (*)( Verso de Fernando Cunha Lima – invertido) Rosa Regis

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LEMBRANDO UM CERTO OLHAR Inspirado nos sonetos: ESSE SEU OLHAR, de Odir Milanez e IMPOSSÍVEL OLHAR, de Fernando Cunha Lima Os “olhares” de Odir e de Fernando Fizeram-me lembrar de um certo olhar Lá do passado, já não sei bem quando, Que fez meus olhos, tristonhos, chorar. E, de repente, vi-me a sonetar, Aquele olhar do passado relembrando, Sentindo que meus olhos, a brilhar, De saudades, estava. Não chorando. E percebi-me pensando com carinho No aconchego de um antigo ninho Do qual voou o meu antigo amor Que decidiu seguir outro caminho Que não o meu, deixando-me sozinho. Doeu, bem sei. Mas já não sinto dor. Natal/RN – 16.06.2012 – 22h50min Rosa Regis

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O SOL E A CHUVA Num céu de azul anil se faz presente Um sol que aquece a terra e resplandece No campo, na cidade... Mais parece Um ser superior a qualquer ente. E a chuva que começa de repente, Faz que me encolha embaixo dos lençóis, Num sono aconchegante. Girassóis Povoam os meus sonhos, minha mente. Então, o sol se vê submetido Ao comando da chuva, agora dona Do espaço que estava ao seu comando. Na roça, o agricultor está plantando O feijão, a mandioca e a mamona. A chuva é o bem por Deus Pai prometido. Natal/RN – 30 de abril de 2011 21:10h Rosa Regis

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EM TRANSE (À título de comentário ao Soneto: TUA ARINTA, de Fernando Cunha Lima, postado no POESIA PURA) Levaste-me a esquecer a minha idade A transcender no tempo e a buscar O Amor que estava a hibernar. Levaste-me à minha mocidade. E a paixão, que havia esfriado, Como um fogo de monturo, ressurgiu Esquentando o coração que, então, sentiu Que o amor não havia terminado. Um arrepio de prazer atinge a alma Deste ser, que reage, acordando Da letargia que o havia dominado E os lábios, numa prece pura e calma, Agradece por isso a ti, Fernando, Este estado de transe inesperado. Rosa Regis Natal/RN - Brasil

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SE NÃO SABES QUEM EU SOU... (Inspirada na poesia de Moreira de Acopiara: SONETO DE DESABAFO) No caminho que invento e boto cor, Eu te peço: -Dá-me a mão, e vem comigo! Se não sabes quem sou eu, eu já te digo: -Sou um pássaro pequenino, um beija flor; Um operariozinho polinizador Que o jardim d’um coração, enfraquecido Pelo frio do rancor, deixa aquecido Com o pólen sagrado do amor. Sou aquele que busca, no passado, A chama de um amor quase apagado Que, dentre as cinzas, busca ressurgir. Sou o canto da rolinha assustada Pedindo ao cano perverso da espingarda, Por favor!! Para que ele a deixe ir. Rosa Regis Natal/RN - 20/05/2007 16:00h (Domingo)

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QUE É A MORTE SENÃO UMA PASSAGEM? Seguindo Rubênio, Fernando, Odir e Herculano, tento clarear um pouco a imagem negra do NADA Que é a morte senão uma passagem? Da quase vida para a VIDA EM SI, Onde o que sobra da vida daqui É a Pura Essência! Do SER Maior, imagem. Por que não dizer, da morte, uma viagem? E viver a vida tal qual o ben-te-vi, Sem pensar nela. E assim, de per-si, Cada um terá mais leve sua bagagem. A VIDA EM SI, é tão somente a ESSÊNCIA, O SER Maior, o TAO, a OMNIPOTÊNCIA, Pra onde, um dia, o Ser retornará. A morte em si, é algo inexistente Cuja imagem foi posta em nossa mente Como se viva. Mas, morta já está. Rosa Regis Natal/RN - 18 de janeiro de 2009

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PARA SEMPRE Flávio Passos Abri os olhos e no meu jardim vi A flor mais bela perante a mim És meu amor, sagrado e amante Que me desejas além do seu alcance Teus belos braços são cisnes mansos Teus olhos claros apertam meu peito E o amor adolescente eu vejo surgir Aquele amor nem fale* De repente, não mais que de repente Tu te aproximas de mim E meu coração derrete ao sentir que estás aqui Amo-te como amigo e como amante E hei de ultrapassar a eternidade Para, enfim, te amar com grande liberdade.

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AMPULHETA João Paulo Santos Silva Um grão Dois grãos Muitos grãos: Areia Muita areia: Terra se movendo, caindo Sendo contada Pelo reflexo Do vidro Que delimita o tempo (infinito).

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