Jornal-A-Fonte-Sintonia Mulher-08/03/2014

 

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Sábado, 08 de março de 2014

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02 Sábado, 08 de março de 2014 O Dia Internacional da Mulher é celebrado em 8 de março para lembrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres. Uma exaltação à igualdade, um basta definitivo aos preconceitos de inferioridade que as conceituavam como sexo frágil. Essa era já acabou. Hoje o mundo mudou e a mulher está cada vez mais ampliando seus espaços em todas as atividades profissionais. Se não está muito distante o passado em que as mulheres estavam limitadas a desempenhar o papel de mãe, dona de casa, aos atributos domésticos, sem poder sonhar numa evolução fora do lar, hoje o cenário é diferente. Elas estão em posição de igualdade ao sexo oposto, disputando palmo a palmo o mercado de trabalho e até nas atividades recreativas e esportivas. Foi-se o tempo de homens para um lado e as mulheres para outro. Os caminhos são os mesmos. As oportunidades também. O que faz a diferença é a qualificação, a busca pela inovação, uma especialização e persistência em atingir as metas desejadas. Caso contrário, corre o risco de não conquistar a tão sonhada independência. Estas devem ser as características da nova mulher. Para comemorar e ao mesmo tempo reverenciar o dia 08 de março, segue encartado nesta edição um suplemento especial comemorativo ao Dia Internacional da Mulher. Um destaque especial para a Associação de Cavalarianas “As Chinocas”, um grupo feminino que traz como objetivos cultivar as tradições gaúchas, divulgar o papel da mulher no meio tradicionalistas e promover atividades sociais, entre outros. “As Chinocas”, que estão em atividade desde 24 de outubro de 2002, promovem cavalgadas pelo interior do município e também já ultrapassaram essa fronteira, chegando até a Quarta Colônia, em Vale Veneto. O nome do grupo é uma homenagem a Chinoca Barnasque, uma pioneira no município na conquista de espaço da mulher na vida pública. Também “As Chinocas” buscam a integração de gerações congregando adultos, jovens e crianças na valorização das origens e das tradições gaúchas. Para suas componentes há uma certeza de que outras percorrerão os caminhos que hora elas traçam, dando continuidade ao ciclo da vida. Para engrandecer essa homenagem ao Dia Internacional da Mulher, o Suplemento apresenta depoimentos de jornalistas, cientista social e escritora sepeenses. Também artigos sobre saúde e beleza que compõem o complexo universo feminino. “Mulher, um ser único” por Zizi Machado Jornalista Dizer que mulher é o sexo frágil, pra mim, é balela. Acredito que a mulher é um ser único, que já nasce com múltiplas habilidades e condições para executá-las concomitantemente na vida adulta. argumento era sempre o mesmo: para fazer faculdade à noite. Dunão podia ser contratada porque rante os quatro anos de estudos foi ainda não tinha idade suficiente. assim e, apesar do cansaço que às Mas isso não foi motivo para es- vezes me dominava, não me queimorecer, então segui tentando até xava e seguia em frente. Como começar a aparecer alguns traba- sigo até hoje, trabalhando com o lhos temporários. Meu pai nunca radiojornalismo, que é minha paise opôs ao meu desejo de traba- xão! Mas o que mais me chamou a lhar, mas sempre deixou muito claro que minha prioridade deveria ser o atenção durante essa experiência estudo. Mesmo assim, decidi que na faculdade foi que conheci muiqueria trabalhar. Perdi a conta de tas jovens com histórias muito sequantas vezes ouvi críticas de ou- melhantes a minha, então percebi tras pessoas, que diziam que eu não que o índice de meninas que traprecisava trabalhar porque meu pai balhavam e estudavam era bem tinha condições de superior ao de meme manter apenas “...Perdi a conta ninos na mesma situação. Sem contar estudando. Mas eu de quantas vezes que algumas colenunca fui acomoouvi críticas de gas já administradada e acredito que trabalhar não tira outras pessoas...” vam a própria casa, pedaço de nintinham marido e figuém. Então nessa caminhada, tra- lhos, ou seja, tinham ainda mais balhando ali e acolá aprendi muito, atribuições e, melhor: conseguiam pois lidar com situações diversas, dar conta de tudo. É por essas e inclusive com o preconceito com outras que reafirmo o que disse no relação a esse espaço que a mu- início desse breve relato: mulher lher vem tomando no mercado de já nasce com múltiplas habilidades, trabalho, foram essenciais para o e chamá-las de sexo frágil é balela, meu desenvolvimento pessoal e sim! E não importa se ela trabalha profissional. Quando realizei o so- em casa ou fora, ou se cuida dos nho de entrar para a faculdade de dois. A verdade é que a mulher jornalismo, não hesitei em dar um pode ser esposa, mãe, filha, avó, jeitinho de trabalhar, já que o curso chefe, empregada ou estudante, era noturno. Comecei então, mais mas ela sempre vai dar conta de um desafio: trabalhar em São Sepé tudo com categoria e ainda assim o dia todo e me deslocar para San- estar sempre linda! Feliz Dia Inta Maria todos os dias à tardinha ternacional da Mulher R eporto-me ao final dos anos 1990. Eu era ainda adolescente, mas com uma vontade enorme de independência. Porém sabia que isso demoraria a acontecer, pois mal tinha começado o ensino médio, então ainda tinha uma longa caminhada até a faculdade, que era um dos meus objetivos futuros.Mas essa independência que almejava à época era, de certa forma, relativa, pois o que eu queria era ao menos trabalhar para ter meu dinheirinho e ter autonomia para comprar meu batom, meu esmalte, aquela roupa ou aquele sapato que eu tinha visto na vitrine, enfim, satisfazer os caprichos atinentes àquela idade. Meu pai nunca deixou faltar nada a nossa família, mas criou a mim e meus irmãos ensinando o quanto custa cada centavo e o quanto é importante sabermos usufruir do dinheiro com responsabilidade, sem gastar tudo em futilidades. Mas para uma jovem que ainda não tinha trabalhado os conselhos e até mesmo os exemplos ainda não eram suficientes para entender essa “responsabilidade financeira”. Diante disso, arregacei as mangas e fui à luta, em busca do primeiro emprego. Batia de “porta em porta” no comércio local, em busca de uma primeira oportunidade e, ainda que sempre bem recebida, o

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Sábado, 08 de março de 2014 03 De aço e de flores por Dionéia Morato Cientista Social - Funcionária Pública Municipal A Mulher por Maria Alice Schuch Escritora - Doutoranda em Educacion pela Universidad Internacional SEK (Chile) e Mestre em Ciencias del Educacion pela Universidade Del Mar (Chile). N tiva, intuição prática, inteligência emocional, desejo irrenunciável de alcançar sonhos. Um poder único. Somos de aço e de flores. Carregamos paixões, dores, desenganos, preocupações, medos. Nossos músculos estão na alma e no coração e, às vezes exigir-nos em demasia tem um preço. Isso é normal e é necessáós mulheres somos, em rio recuperar energias. Não tepequenas partes, peda- mos tantos braços quanto à ços de Deus. Cada uma tem deusa Khali. Logo após a inseu destino, mas em comum quietação, sobrevém a calma carregamos em nós as cores e retomamos o caminho perda fragilidade e da força. Falo dido. O que nos faz seguir adidas mulheres que como eu, sa- ante nasce dos receios que bem que sem amor a vida não deixamos para trás; e não nos vale a pena. Mulheres que esqueçamos de que o instancombinam várias vidas para- te mais escuro da noite é, juslelas e que conseguem orques- tamente, o momento anterior trar tantas coisas ao mesmo ao novo amanhecer. Adoro ser mulher e há muitempo, surpreendendo aos que, por cansaço ou acomodação, to tempo escolhi viver a alese recusam a levantar da ca- gria, cercada de música que deira, para ver quem está cha- ergue o ânimo; dos livros que aquecem o interior; do canto, mando lá fora. Sou dessas, meio insanas, do amor e da partilha. A aleque têm vontade de viver até gria é uma beleza emocional que posso vesa última gota e, tir quando quimesmo que “...Adoro ser ser e aonde eu sempre temulher...” for. Eu sei que nham nos chaeu mesma sou mado de sexo frágil, possuímos uma força o recurso mais poderoso de misteriosa, uma energia instin- que disponho! A mulher, pelos anos de infe- êxito ainda relativo porrioridade social e econômi- que tantas vezes manica a que se submeteu, tem festam-se como: frusmedo. Tendo medo se coloca em tração, raiva, agressão. Não vejo que exista segundo plano, mas como é pessoa e ninguém nasce para ser culpa, existe uma realisegundo, a mulher consciente ou dade que precisa ser inconscientemente se frustra, enfrentada e a maneira é conscientizar e depois sofre e ataca. A culpa de uma mulher não partir para uma ação ter se realizado é geralmente nova e vencedora. Digo atribuída por ela a um homem. que não existe culpa Primeiro ao pai, que era muito porque se nossa mãe rígido e depois ao marido, terri- não nos educou de maneira a sermos vencevelmente ciumento. Não temos necessidade dis- dores, também ela foi to, somos livres agora e o mun- educada desta forma. É uma sequência de do está aberto em um imenso processo de globalização. Ho- frustrações que age em nós, mens e mulheres precisam en- mesmo que dela não tenhamos frentar esta realidade e a mu- consciência. Também ao tempo lher ainda não encontrou o seu de nossa mãe, não existia uma ciência capaz de compreender lugar. Existe uma dicotomia entre e explicar a origem de tudo isto, pretensão verbalizada e ação e ensinar a maneira de rompermos esta cadeia neconcreta. Digra. zemos querer Nós temos o pri“...A mulher o poder, a intevilégio de conhecer ligência, a tem uma missão a Ontopsicologia ação, mas tesuperior...” que é uma ciência, mos uma atituum método capaz de autenticar de que nos torna inferiores. Não é consciente, mas é as- e desenvolver o homem criatisim. Queremos o primado da vo. Sabe ler o princípio elemenação e nos apresentamos como tar que constitui a natureza husexo, como frágeis. Aristóteles, mana e dá o critério do que é Hipócrates, São Tomás de positivo ou negativo para esta. Diante desta nova situação, Aquino, Santo Agostino e tantos outros já haviam detectado tudo é conscientizado e a escoeste problema, consideravam a lha é nossa, é sim ou não. Uma mulher como um ser inferior jus- vez detectado o erro, com humildade devemos reconhecê-lo. tamente por este motivo. Inclusive os movimentos fe- Começamos então a andar pasministas tiveram até hoje um so a passo na nova estrada, ago- ra vencedora. No início, independentemente da idade, é preciso andar devagar, somos uma criança que aprende a caminhar. É um caminho novo, não temos ainda segurança. Precisamos estar atentas para não voltar atrás, pois toda a cadeia de frustrações e nossos velhos hábitos tendem a nos fazer retornar à antiga estrada. A mulher tem uma missão superior, tem a capacidade de gerar a vida, não só em sentido biológico, mas em sentido total. Se ela quer ser vencedora, precisa se dar conta da maravilha que é e evidenciar isto sendo uma presença de graça, positividade, luz e ação concreta no mundo aqui e agora. Não basta verbalizar. Se a mulher quer ser líder, quer existir como pessoa, deve agir e para isto existem regras precisas.

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04 Sábado, 08 de março de 2014 As Chinocas Uma Associação de Cavalarianas de São Sepé FOTOS DIVULGAÇÃO Grupo de cavalarianas “As Chinocas” cultua o papel da mulher no meio tradicionalista WAGNER DILÉLIO jornalafonte@jornalafonte.com.br E m 08 de setembro de 2002, a Prefeitura Municipal de São Sepé organizou a 1ª Cavalgada Feminina. Com mais de cem participantes, o grupo de cavalarianas saiu às 7h do centro da cidade e rumou até à Fazenda Fogo de Chão, chegando próximo ao meio-dia. Essa cavalgada inédita reverenciou a figura da primeira mulher a conquistar um espaço na vida pública sepeense: Dona Chinoca Barnasque. Para confraternizar o êxito dessa iniciativa, ocorreu um jantar de confraternização no Restaurante do Parque de Exposições, quando surgiu a ideia da constituição de uma associação de cavalarianas de São Sepé. Foi na data de 24 de outubro de 2002 que o grupo se reuniu na casa da Marília Barnasque Brum para oficialmente instituir a Associação de Cavalarianas “As Chinocas”. Na oportunidade, a anfitriã foi escolhida a primeira presidente. A mulher cavalariana Para expressar o ideal e o sentimento que motivou a formação da Associação de Cavalarianas “As Chinocas”, depoimentos das fundadoras e ex-presidentes Cristiane Bortolotto, Ediana Scherer e da atual presidente, Patrícia Sbicigo Brum. “O nosso grupo tem como objetivo cultivar as tradições gaúchas, divulgar o papel da mulher no meio tradicionalista, promover atividades sociais”, explicam. Res- saltam que nas cavalgadas carregam como bandeira a defesa da paz, da solidariedade e da justiça. Como não há limite de idade para integrar a Associação, elas destacam à integração das gerações que vivenciam, unindo juventude com maturidade. Exemplo disso é o da cavalariana Natalia Bortolotto, que fez sua estreia nas “Chinocas” com apenas quatro anos de idade e, hoje, aos 15 anos participa ativamente das cavalgadas. “Tudo trilhando no caminho da igualdade, bondade e hospitalidade”, salienta a presidente Patrícia Brum. Acrescenta ainda que um dos maiores valores desta ideia está na integração de gerações, onde os avós passam para suas netas alguns ensinamentos como o respeito, a sabedoria dos mais velhos, a valorização das origens, da história e o amor pelas tradições gaúchas. Para participar de uma cavalgada ou de um evento, as cavalarianas devem trajar botas, bombacha, lenço e chapéu. Alegria e aplausos Atualmente as Chinocas têm cerca de 40 componentes. “Os cavalos são das próprias integrantes ou emprestados por parentes ou amigos”, explica Ediana Scherer. Visita ao “Fogo de Chão”

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Sábado, 08 de março de 2014 Ela informa que não há uma sede específica e que os encontros acontecem nas residências das cavalarianas. As cavalgadas seguem um roteiro previamente estabelecidos. Durante o percurso, no ritmo das batidas das patas dos cavalos, as cavalarianas cantam, conversam, provocam muitas risadas, gerando um ambiente de muita alegria, descontração e aplausos por onde passam. Na frente, vai um carro de som conduzido pelo Turco (Roger Copês), anunciando a passagem do grupo de cavalarianas, propagando a seguinte mensagem: “Por entre curvas, estradas e corredores partem cavalarianas com crenças e costumes diferentes, mas unidas por um só ideal, a integração e valorização. Porque são cavalarianas da esperança, esperança que nasce com o sol e se banha com o sereno sobre a lua. Que as bandeiras tremulem nos mastros, porque mulheres de coragem as erguerão. Para nunca deixar morrer a nossa tradição. Na mesma estrada que partirão, retornarão e ninguém vai deixar de ouvir o bater de cascos. Mulheres que encaram o sol de frente, com bondade e valentia, porque são Associação de Cavalarianas ´As Chinocas”. Apoio Logístico Praça das Mercês é ponto de partida 05 trajeto de 24 quilômetros. A segunda, que transcorreu nos dias 28 e 29 de julho intitulada “Cavalgada da Integração”, teve como destino o CTG Coronel Chananeco, no Cerrito do Ouro. Já a terceira, realizada no dia 07 de setembro do mesmo ano, contou com o apoio da Prefeitura Municipal e dos Centros de Tradições Gaúchas de São Sepé, denominada “Cavalgada Farroupilha Mariza Silveira”, prestou uma homenagem a uma tradicionalista sepeense, que muito lutou para expandir a cultura gaúcha. Nessa oportunidade, as cavalarianas seguiram até a propriedade de Antônio Silveira, no Cerrito do Ouro. No retorno à cidade, as cavalarianas participaram da solenidade de encerramento da Semana da Pátria. Comemoração Para comemorar os 12 anos da Associação, em 02 de setembro de 2012, As Chinocas retornaram à Fazenda Fogo de Chão. “Havia naquela jornada 80 participantes”, lembra a presidente Patrícia Brum. Na oportunidade foi realizado um almoço de confraternização na Vila Block e prestada uma homenagem à primeira presidente Marília Brum. “Uma grande incentivadora da Associação”, reconhece Cristiane Bortolotto. Homenagem a Marília Barnasque Brum Na retaguarda, segue uma equipe de apoio logístico, com caminhão e carros transportando os mantimentos e as acomodações das cavalarianas. Essa equipe é composta por pais, maridos, filhos e namorados, que levam solidariedade e companheirismo às bravas mulheres. Quando chegam ao seu destino, são recepcionadas com a hospitalidade característica do povo gaúcho: boa música, chimarrão, churrasco e muitos “causos” para contar. O grupo também participa de palestras técnicas e culturais nas propriedades rurais, recebendo informações sobre o trato e o manejo de um cavalo. As cavalgadas A presidente Patrícia Brum ressalta que as cavalgadas depois de agendadas são efetivadas independente das condições climáticas. “Com chuva ou muito sol, nada impede a sua realização. Tudo depois de programado é cumprido à risca”, garante Cristiane Bortolotto. A primeira cavalgada organizada pela Associação ocorreu em 04 de maio de 2003, intitulada “Primeiro passeio unidas pela paz, trabalho e amizade”. As cavalarianas saíram da Praça das Mercês e foram até a propriedade de Jesus Magalhães, em São Rafael, percorrendo um “Até hoje já foram promovidas mais de 20 cavalgadas. As primeiras recebiam denominações, mas atualmente são chamadas de Cavalgadas da Amizade”, assinala a presidente Patrícia Brum. As Chinocas também acompanham as recepções da Chama Crioula durante as comemorações da Semana Farroupilha, promovem feijoadas e participam de eventos da comunidade, como no lançamento do projeto de âmbito estadual “Tribo nas Trilhas da Cidadania” e no “Dia do Vizinho”. A presidente Patrícia Brum anuncia que o próximo evento das cavalarianas ainda não tem data definida, mas deverá acontecer no próximo inverno. Sem preconceito A enfermeira Patrícia Brum e as funcionárias públicas Ediana Scherer e Cristiane Bortolotto contam com muito orgulho e satisfação o reconhecimento geral recebido pela Associação de Cavalarianas “As Chinocas”. Afirmam que nunca tiveram qualquer tipo de preconceito na capacidade de superar longos percursos na montaria. Para elas, está superado o conceito de que a mulher é o sexo frágil. “O mundo mudou e estamos conquistando todos os espaços com muita competência. Convivemos em posição de igualdade em qualquer atividade profissional, desde cargos públicos, na iniciativa privada e até nas Forças Armadas”, dizem as três mulheres sepeenses que ajudam a construir e divulgar a história e as atividades da Associação. Visita à Quarta Colônia A cavalgada mais longa teve como destino o distrito cultural e turístico de Vale Vêneto, município de São João do Polêsine, situado no centro da Quarta Colônia, a 40 quilômetros de Santa Maria. Foi uma integração com o grupo “As Anitas” de Restinga Sêca e teve duração de dois dias.

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06 Sábado, 08 de março de 2014 Cuidados com as sobrancelhas Para não perder o estilo B onitas e funcionais, as bolsas são acessórios imprescindíveis para completar todos os looks femininos. Na próxima estação, as versões em couro preto, branco e em cores de outono serão protagonistas. Aquelas mulheres que não abrem mão de carregar seus artigos de higiene, beleza e o material de trabalho em qualquer ocasião estão com sorte: a moda das bolsas em tamanhos generosos vai favorecer este transporte. Em relação aos modelos, os olhares se voltam para formas retangulares e as de tipo saco. Quem gosta de ousar pode dar um toque de cor ao estilo invernal com opções vermelhas ou rubis, tons que chegam com força nesta temporada. Outra aposta é a tendência Crossover (mistura), que valoriza a diversidade e o cruzamento de referências múltiplas. Esse estilo agrega muitas informações de um modo harmonioso como franjas, estampas étnicas e pelos, que aparecem também nos calçados. Da mesma forma, o uso de metalizados, tons terrosos e envernizados chega com tudo. DIVULGAÇÃO s sobrancelhas são as molduras dos olhos. Destacam o olhar e dão mais expressividade ao rosto e realçam suas feições. Se a sua sobrancelha estiver sem formato e muito volumosa, procure um especialista - designer de sobrancelhas, que irá acertá-las e moldá-las de acordo com o formato do seu rosto, de forma a valorizar seus traços e seu olhar. Evite se aventurar com a pinça ou tesoura, você pode extrair ou cortar pelos indevidamente e os resultados podem ser desastrosos. Falhas nas sobrancelhas, pelos que caem com frequência podem ser resultado de estresse, alguma dermatite ou problema de pele. Procure seu dermatologista. • Formatos que devem ser evitados Para valorizar sua expressão, evite sobrancelhas muito juntas pois deixam com o ar de malvada. Evite sobrancelhas muito redondas ou muito finas. Além de serem consideradas ultrapassadas, envelhecem bastante. No geral, a ponta final de sua sobran- A celha deve coincidir com o ângulo externo do olho, caso contrário, você vai parecer ter mais idade do que tem. • Produtos próprios para sobrancelhas Existem produtos próprios para a região das sobrancelhas, evite usar o lápis grafite, pois não é apropriado para aplicação na pele, apesar de deixar a cor bem natural. Lápis de olhos deixam a desejar, costumam ser mais cremosos, pois foram feitos para escorregar na pele, deixam a sobrancelha pesada, além do risco de borrar. Existem lápis próprios para as sobrancelhas que deixam o olhar mais natural, têm cores mais leves e toque mais seco. O mesmo efeito pode ser conseguido com sombra marrom opaca. Abuse desse recurso que é excelente para correção de falhas, deixam as sobrancelhas mais homogêneas e o olhar mais bonito. Para um efeito mais duradouro, podese recorrer à henna. Se a sua sobrancelha tem pelos rebeldes, pode-se fazer uso de máscara de cílios incolor para que eles fiquem mais disciplinados. Importante: Quando for maquiar, é essencial estar com o designer das sobrancelhas em dia para evitar que comprometa o efeito e acabamento do seu make up.

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Sábado, 08 de março de 2014 07 Unhas decoradas: arte em pequenos detalhes Mulher moderna combina J com cabelos bem cuidados O FOTOS DIVULGAÇÃO salão de beleza é um forte aliado às mulheres modernas e que precisam estar com uma boa aparência. Os cabelos, de acordo com a cabeleireira Marcelene Motta, são a moldura do rosto. Para a profissional, a mulher de hoje, que participa de todos os segmentos da sociedade, precisa estar com os cabelos escovados, coloridos e com um bom corte. A cada dia, as indústrias de cosméticos investem em linhas, aliadas com a alta tecnologia, que tornam o processo nos salões de beleza mais rápido e eficiente. “A mulher atual quer chegar ao salão e fazer todos os proce- dimentos de maneira rápida e nós oferecemos isso”, destaca Marce. A dica mais importante é que cada cliente precisa ter o cabelo analisado por profissionais experientes, pois há uma gama imensa de produtos no mercado e cada cabelo tem a sua característica específica. Para Marcelene, os cabeleireiros funcionam como a solução em termos técnicos e na área da autoestima e moda, pois cada mulher tem um estilo e este deve ser levado em conta na hora de se arrumar o cabelo. Um cabelo bem arrumado é um dos fatores que leva à autoconfiança, resulta em melhores relações e até a completa plenitude. Ter um cabelo saudável e bonito pode evitar a insegurança, tão comum entre as mulheres e deixá-las dispostas para vencer a jornada diária. á faz algum tempo que as unhas deixaram de ser coadjuvantes para protagonizarem um show de estilo. Basta uma passada em uma nail designer- – profissional que vai além dos serviços de manicure tradicionais, oferecendo à cliente uma série de recursos para o embelezamento das mãos – para atrair olhares e elogios. Sempre por dentro do que há de mais moderno neste sentido, a especialista em unhas decoradas Daiane Casarin conta que hoje a maior procura é pelos trabalhos em carga dupla e one stroke, métodos de matização das cores que tornam os pequenos desenhos mais suaves, definidos e parecidos com as imagens reais. Com a utilização destas técnicas, imagens como flores e borboletas, que são bastante requisitadas por mulheres de todas as idades, ganham ares de complexas obras de arte, geralmente executadas nas versões fiDIVULGAÇÃO lha única (decoração em uma única unha) ou unhas gêmeas (em duas unhas de cada mão). As inspirações em elementos da natureza também aparecem na reprodução de estampas animais, como onça e zebra. Quem ainda não se sente à vontade em ousar nos desenhos não fica atrás no quesito moda, pois os clássicos tons de vermelho e a delicada francesinha continuam em alta. As cores cintilantes, metalizadas e cromadas, que chegaram a ficar desprestigiadas, agora retornam às unhas femininas com uma super aceitação. Conforme Daiane, todas estas alternativas podem ser associadas aos brilhos e aplicadas em unhas postiças a serem utilizadas em ocasiões especiais com efeito natural. Atualmente, os esmaltes glitter e disco ball (com pontos coloridos em formato circular) aparecem entre os preferidos das mulheres.

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