Revista Jornal Empresários Fevereiro 2014

 

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Revista Jornal Empresários Fevereiro 2014

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Grupo Lider inaugura a mais moderna revenda da GM Vitória Com investimento de R$ 25 milhões, foi construída a sede da CVC Vitória seguindo os padrões internacionais da montadora. Páginas 8 e 9. Criativa tem projeto social Um dos objetivos é dar visibilidade ao trabalho da Associação dos Amigos do Autistas. Página 4. Senac treina mão de obra O comércio é o setor que mais emprega e busca mais eficiência com treinamento. Página 14. ® do Espírito Santo ANO XV - Nº 170 www.jornalempresarios.com.br FEVEREIRO DE 2014 ANTONIO MOREIRA Espigões projetam sombra na praia Vila Velha vai ter nov o PDM O projeto do novo PDM vai definir regras para a construção civil e já entrou em discussão com representantes da sociedade. Página 10. Exportação de calçados cresce 8% Os produtos fabricados no Espírito Santo foram exportados para o Equador, Colômbia, Arábia Saudita, Angola e Bolívia. Página 13.

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2 FEVEREIRO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS ❫ EDITORIAL❫❫ Mais qualificação fortalecimento da economia no Brasil e sua razoável estabilidade na última década vieram a consolidar um cenário privilegiado para um país em desenvolvimento: a franca oferta crescente de empregos. Os indicadores do Ministério do Trabalho e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística desenham uma curva crescente de vagas a partir da implementação de políticas de desenvolvimento industrial e produtivo do início do século XXI. Enquanto os investimentos nacionais e internacionais da iniciativa privada no Brasil se multiplicam a passos largos, a curva de produtividade ascende a passos de tartaruga, 0,9% ao ano, enquanto na Coréia do Sul cresce 4,7%, na China 5,2% e na Argentina 3%. O indicador próximo de zero expõe a principal fraqueza da produtividade do país: a qualificação profissional. A baixa disponibilidade de mão de obra especializada é acompanhada de perto pela Confederação Nacional das Indústrias, que busca identificar onde estão os principais gargalos – e tem constatado cenário sofrível, em que cargos gerenciais são tão difíceis de preencher quanto vagas operacionais. Não há como sustentar um crescimento da indústria nacional sem que haja profissionais para desenvolvê-la, em todos os níveis. No Espírito Santo não é diferente. Somente em 2014 serão instaladas ou concluídas plantas industriais que somam investimentos da ordem de R$ 24,88 bilhões, tendo como principal desafio o preenchimento de vagas com qualidade. Atento a esse cenário, o Sistema Findes desenvolveu importante plano de investimentos para os próximos quatro anos, da ordem de R$ 150 milhões, cujo foco principal é a formação de mão de obra qualificada por meio da aplicação e modernização tecnológica do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Serviço Social da Indústria (Sesi) e Instituto Euvaldo Lodi (IEL), instituições do Sistema voltadas para a formação e qualificação do mercado industrial. Iniciativa importante para assegurar o desenvolvimento do Espírito Santo e para a atração de novos investidores. ■ DELFIM NETTO O Pequenas diferenças E m 2013 o Brasil não cumpriu a previsão originalmente anunciada de um superávit primário nas contas públicas de 2.3% do PIB, terminando o ano com um superávit menor, equivalente a 1.9% do Produto. A notícia dessa diferença agitou o mercado financeiro na última sexta-feira de janeiro, já um tanto ressabiado (confuso) com as notícias sobre da queda do índice da atividade industrial americana e as habituais dúvidas sobre a desaceleração chinesa. Uma diferença na segunda casa decimal entre a meta prevista e o resultado pode produzir mais efeito psicológico, indicando uma situação desconfortável, mas nenhuma situação de catástrofe. O que é natural é reconhecer que existe um estado de desconfiança que precisa ser revertido. O resultado foi obtido por dois fatos que não devem se repetir em 2014, o bônus do Pré-Sal e a arrecadação extraordinária do Refis, que atraiu muita gente, especialmente dos setores de serviços financeiros. O governo tem medidas à cada ano de que pode se valer, mas ele precisa aproveitar desde logo para dizer com todas as letras que o superávit primário vai ser de 2% do PIB e se conduzir de forma que convença a sociedade quando chegar o mês de março que o superávit vai ser mesmo de 2%. Tem que evitar repetir o grande drama de 2013 quando começou a dizer que ia ser 3.2%, depois mudar para 2.3% e no final fazer 1.9% ajudado por aqueles fenômenos que não se repetem. Política fiscal adequada significa melhorar o uso dos recursos públicos. A alternativa é aumentar os impostos, o que seria a grande catástro- fe. Precisamos somente de uma política fiscal que nos permita fazer os investimentos públicos e pagar o serviço da dívida. É fundamental combinar o câmbio, combinar o superávit primário; se fizermos a política fiscal corretamente, o Banco Central poderá operar taxas de juros mais baixas e teremos o câmbio numa posição muito mais certa. O governo não pode deixar de entender que tudo está centrado na política fiscal que, ao contrário do que insistem, não é nenhuma tragédia. O que está faltando, realmente, é transmitir à sociedade a confiança de que a promessa feita será cumprida. À margem da excitação que “analistas” de mercado procuram transmitir a propósito da situação fiscal brasileira, passou curiosamente “meio batida” a informação de um alerta do Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Jack Lew, ao Congresso sobre o risco de novo calote nas contas públicas , se não for autorizada até o final de fevereiro a elevação do teto da gigantesca dívida fiscal americana. Já aconteceu uma vez. Provavelmente não deve ser mais “notícia relevante” para os mercados por se tratar de algo “dejà vu” durante a administração Obama... Nem mesmo a mídia mais “plugada” cogitou de incluir o país no rol das economias “Vulneráveis” do planeta, talvez por não se tratar de um “emergente” como a Tur, quia ou o México... ■ Antonio Delfim Netto é professor emérito da FEA-USP, exministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento. contatodelfimnetto@terra.com.br EUSTÁQUIO PALHARES Nossa maior necessidade ual é a agenda urgente ou prioritária nacional ou estadual? Que pontos deveria elencar? Nossas mazelas podem ser hierarquizadas por uma escalada de violência inédita que humilha os números do Iraque, Afganistão, Síria, entre outros e se banalizou de tal forma que está se tornando comuns restrições como as de circular livremente pela cidade à noite, sacar algum dinheiro em um caixa eletrônico, andar com algum dinheiro para em caso de assalto não enfurecer o assaltante por não ter o que lhe entregar, enfim, viver sob tensão constante. Isso no caso da criminalidade clássica, porque a tensão social potencializa agressões que tornam qualquer desavença no trânsito um risco em potencial, assim como qualquer desentendimento na vida cotidiana uma possibilidade de desfecho trágico. Uma postura que explicita a patologia que acomete a sociedade que a assimila como se fosse inerente ao próprio convívio urbano. Todo político é unânime a respeito da prioridade que a educação deveria merecer nos orçamentos públicos. Fosse isso levado minimamente a sério, há décadas nosso déficit educacional que nos constrange nas aferições internacionais seriam menos constrangedoras. O Jornal A Gazeta publicou uma instigante matéria a respeito da diferença das remunerações do trabalhador privado e do servidor público. Para a mesma função, disparidades de até 300% em favor Q dos servidores públicos que se beneficiam também de aposentadorias e pensões polpudas, inacessíveis ao trabalhador que, por melhor remunerado e pagando o teto da contribuição, não se habilita a receber mais de dois mil dólares quando se aposenta. E o que dizer das sinecuras jogadas à cara da sociedade de modo afrontoso, como a recente decisão do Judiciário local em conceder auxíliorefeição para seus integrantes, não bastassem integrar uma castra que, assim definida, faz jus (?) a uma série de privilégios, como os seus colegas do Ministério Público, sem falar nas bonificações concedidas pelos ditos poderes públicos sem qualquer levantamento de produtividade de desempenho que as legitimasse. . Há tempos a democracia experimenta uma crise de representatividade porque os representantes, historicamente, cuidam estritamente de seus interesses, lixando-se para os representados. Jogando o jogo corporativo que sempre prevalece, como um instinto de preservação, acima das convicções ideológicas e partidárias que circunstancialmente os divide. Daí porque é uma miragem cogitar de uma reforma política que permitisse à Democracia retomar o curso original de estuário dos anseios da população. O Brasil clama por reformas que diminuam a carga tributária que oprime os agentes econômicos e a população ou que ao menos melhorasse a relação entre o produto da arrecadação e a qualidade do gasto no financiamento dos serviços pelos quais se extorque a população. Clama pela isonomia entre o trabalhador privado e o servidor público, confiscando-se a esse o status de casta privilegiada. O Brasil necessita reformular sua legislação trabalhista de modo a incentivar a geração do emprego assegurando ao agente econômico, o empresário que se lança à incerteza do mercado, o direito de não se ver engessado por leis socializantes que não condizem com as leis que regem a economia. Autêntico agente de geração de riqueza, mobilizando trabalho e capital, o empresário deve ser visto pela contribuição social efetiva que proporciona, em vez de ser penalizado com a permanente suspeita de estar tramando contra o interesse público em favor do próprio bolso. As elites nacionais estão mesmo à altura do nosso povo. Aquele povo que se sente no direito de saquear a mercadoria do caminhão tombado nas rodovias fatais, não duplicadas e intransitáveis por conta do desvio dos recursos que deveriam mantê-las. A preservação da cultura do “salve-se quem puder” espelha a conduta arrivista e egoísta das ditas elites a quem, sabe-se à saturação, não interessa a consciência popular que possa esterilizar as manobras repetidas dos dirigentes. O país precisa de lideranças que fixem no inconsciente coletivo da na- ção o senso de que o que é público é de todos, não patrimônio dos mandatários de plantão; e que os recursos despendidos em nome da sociedade nos projetos públicos devem ser garantidos pela continuidade que rompa com a pérfida orientação do gestor do momento que entende estar favorecendo ao antecessor a reconhecer algum mérito em obra de sua autoria. Assim, ecoando as recentes declarações do cientista político Luiz Felipe D`Avila, cabe ressaltar que o item mais indispensável da agenda brasileira é o Estadista. Em todos os níveis. Precisamos de estadistas distritais, municipais, estaduais, federais. Aquelas pessoas que investidos de uma clara noção do interesse coletivo e na perspectiva de um futuro que extrapole a próxima eleição e as composições espúrias que delas resulta, ouse romper com essa cumplicidade que perpetua nossas mazelas. Estadistas que, no âmbito municipal, se disponham a tratar a questão da mobilidade urbana mesmo incomodando interesses de cartéis e cartórios, pactuem entre cidades da mesma região ações coordenadas de enfrentamento da violência, enfrentem paradigmas, enfim, que se obsoletizaram, mas cujas carcaças seguem tolhendo nossa emancipação e nossa plena cidadania. Estadistas urgente! ■ Eustáquio Palhares é jornalista eustaquio@iacomunicacao.com.br É publicado por Nova Editora - Empresa Jornalística do Espírito Santo Ltda ME - Insc. Municipal: 1159747 - CNPJ: 09.164.960/0001-61 Endereço: Praça San Martin, 84, salas 111 e 112, Edifício Alphaville Trade Center - Praia do Canto, Vitória - Espírito Santo - CEP: 29055-170 Diretor e jornalista responsável Marcelo Luiz Rossoni Faria rossoni@jornalempresarios.com.br Repórter fotográfico Antônio Moreira Colaboradores Antonio Delfim Netto, Eustáquio Palhares, Jane Mary de Abreu e José Dirceu. E-mail: jornal@jornalempresarios.com.br Diagramação Márcio Carreiro redacao@jornalempresarios.com.br Contato comercial comercial@jornalempresarios.com.br Telefone (27) 3224-5198 Site: www.jornalempresarios.com.br Impressão Gráfica JEP - 3198-1900 As opiniões em artigos assinados não refletem necessariamente o posicionamento do jornal.

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4 FEVEREIRO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS Criativa tem projeto social “Uma janela para o meu mundo” - caderno solidário da agência e dá visibilidade ao trabalho da Amaes com o autismo Criativa distribuiu para clientes e parceiros um caderno solidário, onde o seu projeto social, o Contar Histórias, apresenta o mundo do autista e divulga o trabalho da Associação dos Amigos dos Autistas do Espírito Santo (AMAES). Com o título “Uma Janela para o Meu Mundo” o cader, no de anotações que convida as pessoas a escrever suas próprias histórias, contém textos, poemas, informações importantes sobre a doença e tem o prefácio escrito por Kyle Rangel, uma criança que conta, aos 11 anos, a experiência de ser um autista. Segundo a presidente da agência Criativa, Flávia Rodriguez, o caderno, que foi produzido com o apoio da Grafitusa, tem em sua capa a mesma ilustração que o cartunista Zappa criou para o muro da Amaes, em outubro de 2013, numa ação solidária apoiada pelas Tintas Coral e Politintas. A ação contou com a realização da Criativa Experiência e levou mais de A cem voluntários para pintar o muro e a fachada da associação. O caderno tem duas capas quase iguais, que foram coloridas através de um aplicativo criado pela Criativa Digital. Em sua capa fixa, a ilustração tem as cores escolhidas por Pablo Araújo, uma das crianças autistas atendidas pela Amaes. Já a sobrecapa é fru- O caderno tem ilustração de Zappa e foi impresso em parceria com a Grafitusa to da interação do próprio dono do caderno, que pôde escolher suas próprias cores ou adotar aquelas escolhidas pelo Zappa na pintura original. Além da Amaes, já foram tema de outras edições do caderno de fim de ano da Criativa a Sociedade Beneficente de Assistência ao Hospital Universitário (Sobem-HU) e o projeto do Ponto Solidário, Comercialização do Artesanato Capixaba nas Práticas do Comércio Justo e Solidário. O objetivo da edição dos cadernos é que o projeto social da Criativa, o Contar Histórias, que leva voluntários para contar histórias no Asilo de Vitória e no Hucam, apresente o trabalho de outra instituição de apoio à sociedade. Para Flávia Rodriguez, presidente da Criativa, a ação é um gesto de carinho para aqueles que fazem parte do dia a dia da agência e também uma forma de dar visibilidade àqueles que tentam fazer do mundo um lugar melhor. ■ Flávia diz que a ação é um gesto de carinho

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6 FEVEREIRO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS JANE MARY DE ABREU Limpemos os nossos bigodes... onta uma popular lenda do Oriente que um jovem chegou à beira de um oásis junto a um povoado e, aproximando-se de um velho, perguntou-lhe: “Que tipo de pessoa vive neste lugar?” O velho respondeu com outra pergunta:“Que tipo de pessoa vivia no lugar de onde você vem ?”O jovem prontamente respondeu:“Oh, um grupo de egoístas e malvados, estou satisfeito de haver saído de lá... “A mesma coisa você haverá de encontrar por aqui –replicou o velho. No mesmo dia, um outro jovem chegou ao oásis para beber água e vendo o ancião perguntoulhe:“Que tipo de pessoa vive por aqui?” O velho respondeu com a mesma pergunta: “Que tipo de pessoa vive no lugar de onde você vem?” O rapaz respondeu: “Um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas, hospitaleiras. Fiquei muito triste por ter de deixá-las.” O ancião respondeu: “O mesmo você encontrará por aqui.” Um homem que havia escutado as duas conversas perguntou ao velho: “Como é possível dar respostas tão diferentes à mesma pergunta? Ao que o velho respondeu: “Cada um carrega no seu coração o ambiente em que vive. Aquele C que nada encontrou de bom nos lugares por onde passou, não poderá encontrar outra coisa por aqui. Aquele que encontrou amigos ali, também os encontrará aqui, porque, na verdade, a nossa atitude mental é a única coisa na nossa vida sobre a qual podemos manter controle. Interpretamos o mundo com os recursos que temos disponíveis dentro de nós. Uma pessoa infeliz vai sempre enxergar uma realidade sombria, cheia de problemas e dificuldades - esse é o universo onde ela está vivendo e que será reproduzido em todas as circunstâncias até que ela encontre beleza dentro de si mesma. Como num passe de mágica, o mundo então lhe parecerá tremendamente belo. Tudo começa e termina dentro de nós. O que existe no mundo é criação divina, então, é perfeito do jeito que é... O problema é sempre de interpretação por parte dos humanos. Pessoas que vivem apontando o dedo na direção dos outros e que estão sempre achando que as coisas poderiam ser melhores do que são, certamente estão enfrentando grandes conflitos internos. E como o ser humano não gosta de se responsabilizar por suas próprias ações, a maioria escolhe logo um culpado – ou é o tempo, ou é o vizinho, o ex-namorado, a ex-mulher, o governo e até Deus. A transferência de responsabilidade é o que mais se vê no mundo de hoje. Essa conduta demonstra uma tremenda imaturidade espiritual. Nada do que nos acontece tem causa externa. Cada um de nós, através de nossos pensamentos, sentimentos e ações, produzimos a realidade em que vivemos. Consciente ou inconscientemente nós atraímos as experiências que precisamos viver para evoluir. Não existe a menor possibilidade de acaso no plano da evolução humana. Tudo acontece com o propósito de nos reconduzir ao estado natural de perfeição. A integridade é a nossa natureza, assim como a bondade, a compaixão, a lealdade e todas as demais virtudes. Quem está fazendo o caminho contrário, está temporariamente esquecido da sua natureza divina, está momentaneamente sob domínio do ego, essa força misteriosa dentro de nós que está sempre insatisfeita com o que tem. O ego é movido pelo desejo desenfreado – você compra algo com o qual vinha so- nhando e imediatamente surge outro desejo na mente. MAIS é o mantra do ego, que está sempre almejando o que não tem, por isso ele gera estados permanentes de infelicidade. A pessoa nunca se sente completa e realizada, ela está sempre atrás de algo que não possui... A vida então se transforma num campeonato, onde ela precisa chegar em primeiro lugar... e sozinha! Quem tem um martelo na mão, só vai enxergar pregos na sua frente pela vida afora. Essa é a rotina de uma pessoa infeliz. Ela está sempre com a ilusão de poder consertar alguma coisa – objetos, situações e pessoas. A mente do ego não tem limite, ela vive pensando que pode fazer melhor, que é mais inteligente... vive da presunção de assessorar Deus. O egóico pensa que se fosse ele o criador da vida, o mundo seria infinitamente mais interessante. Definitivamente o ego não se enxerga, é completamente sem noção... O melhor que a gente tem a fazer para se manter sempre em paz com a vida, é observar mais se investigar permanentemente... Ao menor sinal de desconforto com o mundo exterior, é preciso criar o hábito de mergulhar para dentro de si e verificar o que está acontecendo, sem medo do que vier como resposta. O que há em mim que está fazendo com que eu veja o mundo desse jeito? O que pode ser mudado em mim para que eu reencontre a beleza da vida? Essas são as perguntas essenciais que podem efetivamente nos levar a um processo de autoconhecimento e maturidade espiritual. Se a gente não criar o hábito de se responsabilizar por tudo que nos acontece, correremos o risco de fazer o mesmo que o homem que vivia reclamando do fedor do mundo e só no final da sua existência, quando já estava prestes a partir, descobriu que o seu bigode é que estava sujo. Antes que se perca a vida com queixas e reclamações, limpemos os nossos bigodes... é a atitude mais sensata, porque o mundo é lindo e viver é a experiência mais extraordinária que existe. ■ Jane Mary de Abreu é jornalista, consultora de marketing político e empresarial e palestrante motivacional, com foco no endomarketing, descompressão de ambientes e espiritualidade no trabalho. janemaryconsultoria@gmail.com

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8 14 ANO FOTOS ANTONIO MOREIRA A inauguração das instalações da CVC Vitória foi prestigiada com as presenças de 450 convidados dos setores empresarial político e social CVC também em Vitória Grupo Lider inaugura a mais moderna concessionária Chevrolet do Estrado, construída de acordo com padrão internacional da montadora Grupo Lider, fundado pelo empresário José Braz, inaugurou, no dia 12 de fevereiro, a CVC Vitória. Considerada a mais moderna e sustentável concessionária Chevrolet do Espírito Santo, a revenda fica no bairro Horto, atrás do D&D da Avenida Vitória. A nova autorizada da General Motors foi planejada dentro do padrão internacional da montadora, com projeto arrojado, e showroom de 1.200 metros quadrados com predominância de vidros em toda a fachada, o que propicia maior incidência de luz natural e maxima visibilidade dos carros em exposição. Com uma estrutura de 14 mil metros quadrados de área construída, distribuídos em cinco andares, a CVC Vitória tem capacidade para atender 1.500 veículos por mês na oficina e estocar mais de 400 carros. O valor do investimento foi de R$ 25 milhões. “A abertura da concessionária ocorre em um momento importante, reforçando o legado de inovação da Chevrolet e o seu compromisso com o consumidor” afir, mou José Braz Neto, diretor do Grupo Lider. O empresário acrescentou que “a marca investiu na renovação do seu portfólio de veículos, nos dois últimos anos, e se tornou a mais completa do mercado nacional. Como maior revendedora Chevrolet no Estado, a CVC está sendo pioneira em oferecer ao cliente uma autorizada deste porte, coroando esta nova fase.” INAUGURAÇÃO - A solenida- O Diretores do Grupo Lider na inauguração da nova sede da CVC Vitória de de inauguração da CVC Vitória foi prestigiada por 450 convidados do mundo empresarial, social e político, entre eles o então governador em exercício do Espírito Santo, Givaldo Vieira, que destacou a importância do conglomerado. Segundo Givaldo Veira, o Grupo Lider acreditou no Espírito Santo quando o Estado ainda não estava tão organizado e fez o seu crescimento apostando no desenvolvimento capixaba. “A inauguração da CVC Vitória representa um momento grandioso que combina com o momento pelo qual passa o Espírito Santo, organizado e com a capacidade de investimentos ampliada. Nosso desejo é o que conglomerado continue crescendo junto com o Estado, pois ele aqui chegou e deu muito certo.” O fundador do Grupo Lider, José Braz; o presidente do Conselho de Administração do Grupo Lider, Braulio Braz; o vice-presidente, Danilo Tambasco; e os sucessores José Braz Neto, Juliana e Eloy Braz e Eric e Thiago Tambasco Braz participaram do evento. Gerentes e diretores de outras revendas do Grupo Lider, além de executivos da General Motors, também marcaram presença na solenidade. Em seu discurso, José Braz Neto homenageou o avô. “Gostaria de registrar o imenso respeito ao fundador do Grupo Lider, senhor José Braz, de quem tenho sorte e orgulho de ser neto. Ele, na sua busca incessante por qualidade e excelência em atendimento, tem nos ensinado muito e deixado a marca do Grupo associada à força e ao sucesso onde opera.” José Braz Neto e Juliana Braz são diretores do Grupo Lider no Espírito Santo Durante o evento, os convidados puderam conhecer um pouco do amplo portfólio da marca Chevrolet, que inclui modelos para todos os estilos. A linha incorpora os modelos Celta, Classic, Agile, Onix, Prisma, Cobalt, Cruze, Cruze Sport6 (hatch), Sonic (sedã e hatch) e Spin. Os utilitários Tracker, Captiva, Trailblazer e as picapes Montana e S10 (cabine simples e dupla) integram a lista, ao lado do Camaro. O ícone da esportividade, que está com design renovado, foi a estrela do salão mais disputada para fotos. SOLIDEZ - A CVC traz na sua essência a solidez do Grupo Lider, um conglomerado com 66 concessionárias de veículos automotores localizadas em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. Desse total, 17 estão situadas em municípios capixabas. “Nos estados onde atuamos, somos responsáveis por 9,5% de toda a frota de veículos de passeio e comerciais leves vendida” reve, la José Braz Neto. O empresário acrescenta que, em 2013, o grupo contabilizou 83 mil carros comercializados, consolidando a sua posição na dianteira do mercado automotivo do País. O conglomerado trabalha com as marcas Chevrolet, Volkswagen, Fiat, Ford, Toyota, Hyundai, Audi, Mercedes-Benz caminhões e Honda motocicleta. Da General Motors, são 16 revendas ao todo. Com uma trajetória de 56 anos, o Grupo Lider, sediado em Muriaé (MG), atua também nos ramos de consórcio, seguros e transporte e emprega quase cinco mil profissionais.

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OS VITÓRIA/ES FEVEREIRO DE 2014 9 DIRETORES DO GRUPO LIDER Equipe experiente garante resultados Por trás do sucesso da CVC está uma experiente equipe focada na satisfação total dos clientes durante as vendas e nos serviços de pós-venda. Como resultado, a empresa vem garantindo a liderança no mercado Chevrolet no Estado – 60% das vendas no setor. Na CVC Vitória, o time de colaboradores é comandado pelo gerente-geral Paulo Daltin, que acumula 19 anos de atuação no mercado automotivo nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Formado em Administração e Marketing, o executivo tem MBA em Gestão de Concessionárias e está no Grupo Lider há cerca de cinco anos, dos quais três e meio na revenda Chevrolet da capital. No Estado, além de operar a CVC Vitória, Paulo Daltin exerce função estratégica no marketing regional da General Motors, que tem entre as atribuições a definição das ações de vendas. INÍCIO - A história da CVC começou com a abertura da primeira revenda de veículos na Serra, em 1985. A arrancada rumo à expansão teve início em 2003, quando foi inaugurada a autorizada da capital, hoje CVC Vitória. Acompanhando a interiorização do desenvolvimento do Estado, em 2007, houve o início das operações da CVC Colatina e, em 2008, da CVC Guarapari. Neste mesmo ano, a concessionária Vecal também se tornou filial e passou a se chamar CVC Cachoeiro. À frente da CVC Serra, Colatina e Guarapari está o executivo José Braz Braulio Braz Paulo Daltin e Francisco de Assis Soares exercem funções estratégicas no Grupo Lider no Espírito Santo Francisco de Assis Soares, com 36 anos de dedicação ao Grupo Lider. Ao longo da sua trajetória de trabalho, Assis vem contribuindo para a que a empresa receba inúmeras condecorações. A mais importante, a de ‘Concessionária A’ foi conquistada por , 15 vezes, colocando a empresa entre as mais premiadas da General Motors do Brasil. Em Cachoeiro de Itapemirim, por sua vez, quem comanda a CVC é o gerente-geral Wander Tavares, profissional com mais 40 anos de atuação no conglomerado. Ele também será responsável pela revenda que a marca irá inaugurar em março em Guaçui. LIDERANÇA - Os três executivos, Paulo, Assis e Wander, são o braço direito do empresário José Braz Neto na gestão da CVC, cuja liderança também é demonstrada pela performance obtida nos serviços de pós-venda. Por ano, são aproximadamente 30 milhões de peças e acessórios comercializados e mais de 40 mil clientes atendidos nas oficinas. A concessionária está entre as 50 maiores empresas do Estado. No setor do comércio, a revenda se classifica na 14ª colocação, segundo informações do Anuário IEL 200 Maiores Empresas no Espírito Santo, edição 2013. Danilo Tambasco Padrão internacional de qualidade GM A CVC Vitória chega ao mercado trazendo um novo patamar em qualidade e modernidade, no que diz respeito à estrutura da concessionária, tanto na parte de venda, quanto de pós-venda. De acordo com o diretor divisional de vendas da General Motors (GM), José Carlos Macedo, a loja é uma das mais belas do Brasil e, em termos de instalações, oferece o que há de melhor dentro da marca no mundo inteiro, visando ao conforto e à satisfação do cliente. Durante a inauguração da CVC Vitória, o diretor da GM parabenizou o Grupo Lider pelo investimento e agradeceu ao conglomerado por acreditar na marca Chevrolet. “Temos certeza de que vão colher bons frutos deste investimento.” Serviços exclusivos de pósvenda, como agendamento de horário para atendimento na oficina, orçamento feito na hora e possibilidade de acompanhar todo o trabalho diretamente com o mecânico, são alguns dos diferenciais Chevrolet que o cliente vai encontrar na CVC Vitória. OFICINA – A concessionária oferece uma moderna oficina com equipamentos de última geração, entre eles elevadores pantográficos, sem colunas ou braços, apenas com plataformas que apoiam o veículo pelo chassi. Além de mais seguros, propiciam um ambiente visualmente mais limpo e agradável. Caso não queira acompanhar os detalhes do trabalho a ser executado, o consumidor pode esperar pela sua conclusão em uma área especialmente reservada para ele. Sala de estar, cafeteria, espaço kids e butique de acessórios são alguns dos atrativos. Na CVC Vitória, estão disponíveis para os clientes manutenção mecânica, serviços rápidos de funilaria e pintura, instalação de película solar e de acessórios, proteção de pintura, revisão e troca de óleo, entre outros. O consumidor tem a opção de já sair com o veículo emplacado e segurado. Outra comodidade é o estacionamento, com 45 vagas. A sustentabilidade foi um norte na construção da agência, que dispõe de sistema de armazenamento da água da chuva, com capacidade para 260 mil litros, aproveitandoa para os serviços do lava-jato e da funilaria. A água usada na concessionária é tratada antes de chegar à rede de esgoto. Também há coleta seletiva de lixo e aproveitamento de luz natural por meio de vidros. ■ José Braz Neto Juliana Braz

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10 FEVEREIRO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS FOTOS ANTONIO MOREIRA Vila Velha vai ter novas regras para a construção civil A preocupação da atual administração é impedir o crescimento desordenado, principalmente na orla onde a sombra dos prédios se projeta sobre a praia ila Velha vai ter novas regras para construção e desenvolvimento da cidade até o final de 2015. Após o município ter aprovado no início de 2013 o Plano Diretor Municipal (PDM), que estava suspenso na Justiça por ter artigos irregulares, deixando a construção civil estagnada na região, a prefeitura agora prepara um novo PDM para a Vila Velha, que vai indicar para onde a cidade vai crescer em 10 anos. O plano começou a ser discutido no dia 28 de novembro. Um dos problemas mais consolidados no município é o sombreamento da orla da Praia da Costa, de Itapoã e de Itaparica. Às 14 horas, horário que no verão a praia fica cheia nos finais de semana e feriados, a sombra proveniente dos prédios da orla chega a ocupar toda a faixa de areia, irritando turistas e quem frequenta a praia. Esse é um dos pontos que será discutido na elaboração do novo PDM de Vila Velha, mas pouco se pode fazer, pois quase toda orla já está ocupada por espigões e o dano já está consolidado. Segundo a secretária de Desenvolvimento Urbano, Ana Márcia Erler, existem métodos para calcular o não sombreamento da praia. “Para definir a altura das edificações, é feito um cálculo no inverno, às 16 horas, momento da pior situação de sombra que se pode ter. A partir daí, apontamos qual é a altura da edificação que impede o sol de bater na praia e assim é feito um cálculo matemático dos raios solares para determinar a altura ideal. Mas como já temos uma orla consolidada, esse estudo vai servir para evitar situações de sombreamento em outras regiões, como Itaparica” afirmou. , O novo PDM vai ser discutido durante seis a oito meses entre a prefeitura e as partes interessadas, como a sociedade civil, associações de moradores e empresários. E deve ficar pronto até o final de 2015. Ana Marcia afirmou que de forma geral as pessoas querem mais mobilidade e nesse plano diretor haverá uma proposta para melhorar a acessibilidade e mobilidade para pedestres e ciclistas. A secretária Ana Erler quer preservar o que ainda não foi destruído V Instituto do Desenvolvimento Urbano vai ser criado Para o acompanhamento da evolução da cidade e de suas demandas urbanísticas ser permanente, a Prefeitura de Vila Velha vai estabelecer o Instituto de Planejamento e Desenho Urbano de Vila Velha (IPDUVV), a ser composto por uma equipe multidisciplinar. O instituto, a ser implantado no início de 2014, também vai produzir pesquisas. O IPDUVV terá como finalidade elaborar a proposta do Plano Diretor Municipal, promover estudos e pesquisas para planejamento integrado do desenvolvimento, elaborar projetos de urbanização, habitação, infraestrutura, equipamentos comunitários, polos industriais, entre outros. Também terá como objetivo manter a guarda de documentos e projetos da cidade, desenvolver um observatório da cidade, estabelecer convênios com prefeituras, entidades acadêmicas e institutos de Pesquisa Aplicada, visando à permuta de experiências e apoio mútuos. A secretária de Desenvolvimento Urbano de Vila Velha, Ana Marcia Erler, afirmou que a criação do instituto é importante para que nas mudanças de administrações não se percam os projetos e o que foi pensado para a cidade, para que não se comece do zero a cada novo mandato. ■ A falta de um Plano de Desenvolvimento Municipal que estabeleça regras para a construção civil permitiu que prédios gigantescos fossem erguidos na Praia da Costa sem observar as questões ambientais “As regiões 1, 2 e 3 de Vila Velha já estão muito consolidadas. As pessoas querem continuar morando em Vila Velha, por isso a cidade tem que crescer com sustentabilidade. O novo PDM vai apontar para onde Vila Velha vai crescer verticalmente e vamos estabelecer regras para isso. Também vamos discutir onde vão ficar os novos loteamentos e condomínios e ainda onde queremos atividades industriais” , explicou a secretária. Na elaboração do PDM serão feitos estudos de vocação das áreas para instalação de empresas e indústrias, o que segundo ela é fundamental para o desenvolvimento da cidade. Os desafios na área da drenagem também serão discutidos, assim como a ocupação o solo. Durante o processo de discussão do PDM, a prefeitura quer trabalhar em conjunto com a comunidade. “Vamos elaborar diagnósticos técnicos e em seguida levar para discutir em reunião por bairro, região e segmento. Assim, concluímos os diagnósticos técnico e comunitário” frisou. , O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Espírito Santo (Sinduscon), Aristóteles Passos Costa Neto afirmou que uma das discussões importantes a serem feitas com o novo PDM é definir as áreas de expansão urbana. “Esperamos que com o novo PDM seja feita uma reflexão séria e responsável do que queremos para a cidade, abordamos aspectos socioambientais e desenvolvimento urbano. Um PDM propõe disciplinar o uso e a ocupação do espaço urbano. Assim acreditamos que podemos corrigir erros do passado e aperfeiçoar modelos para o futuro.” Aristóteles afirmou que com a participação da sociedade, o novo plano diretor pode desenvolver modelos de assentamento e crescimento dos bairros. “Sabemos que as áreas de expansão em Vila Velha estão na direção sul e oeste do município, tanto nos setores residenciais quanto industriais. Teremos que pactuar isso com a sociedade” disse. , Aristóteles quer reflexão séria

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14 ANOS VITÓRIA/ES ANTONIO MOREIRA FEVEREIRO DE 2014 SERVIÇO 11 O foco é o emprego A Federação das Indústrias anuncia investimento de R$ 150 milhões em ampliação dos serviços de educação, qualificação e formação profissional presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Marcos Guerra, anunciou um Plano de Investimentos da ordem de R$ 150 milhões a serem aplicados até 2017. Os recursos serão destinados a ações diversas, com destaque para modernização tecnológica, reforma, ampliação e criação de novas unidades para o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Serviço Social da Indústria (Sesi) e Instituto Euvaldo Lodi (IEL). A medida, segundo o presidente Marcos Guerra, tem como objetivo atender à demanda gerada pelos novos projetos industriais que estão em fase de instalação no Obras previstas no Plano de Investimentos ■ COLATINA E REGIÃO: Nova Unidade Se- O Estado, interiorizar e ampliar as ações do Sistema Findes e, consequentemente, aumentar o valor agregado da indústria capixaba. “O Espírito Santo realiza ao longo do ano a instalação e/ou conclusão de importantes plantas industriais que giram em torno de R$ 24,88 bilhões. E um dos principais desafios é a qualificação da mão de obra. Vamos investir pesado na modernização dos laboratórios do Senai, na expansão da rede de prestação de serviços de educação básica, profissional e corporativa, em saúde, segurança e qualidade de vida do trabalhador, com reformas, ampliações e construções de novas unidades do Sesi, do Senai e do IEL em di- O presidente da Findes, Marcos Guerra, anunciou investimento ferentes regiões do Estado” des, tacou Guerra. Marcos Guerra detalhou ainda que, além da construção do novo Instituto Senai de Tecnologia (na Av. Beira-Mar, em Vitória), estão previstos investimentos da ordem de R$ 20 milhões nos 60 laboratórios do Senai instalados em todo o Espírito Santo e atuantes nas áreas técnicas de alimentos, automobilística, elétrica residencial e industrial, ensaios destrutivos (construção civil), hidráulica, informática, marcenaria, mecânica, pintura automotiva, plásticos, solda, meio ambiente, metalografia, metrologia, pneumática e vestuário. ■ nai Centromoda / Reforma e ampliação da Unidade do Senai / Reforma e ampliação da unidade do Sesi. ■ LINHARES E REGIÃO: Reforma e ampliação da unidade do Sesi ■ ARACRUZ E REGIÃO: Quadra poliesportiva coberta na Unidade Integrada SesiSenai-IEL. ■ ANCHIETA E REGIÃO: Nova Unidade Integrada Sesi-Senai-IEL. ■ CACHOEIRO E REGIÃO: Nova Unidade Integrada Sesi-Senai-IEL. ■ VILA VELHA: Sesi Cobilândia - Reforma e ampliação da unidade do Sesi-Senai / Araçás – Nova unidade Senai Centromoda. ■ SERRA: Senai Civit - Reforma e ampliação da unidade / Laranjeiras – Nova unidade de saúde para o trabalhador. ■ CARIACICA: Nova Unidade Integrada Sesi-Senai-IEL ■ VITÓRIA: Novo Instituto Senai de Tecnologia / Novo Espaço Cultural do Sesi, dotado de equipamentos multimídia, galerias de arte, biblioteca e restaurante. ■ NOVA VENÉCIA: Implantação do Núcleo Regional do Sistema Findes ■ AGÊNCIAS DE TREINAMENTO MUNICIPAL (ATMS) : Implantação de mais cinco ATMs: Castelo / Guaçuí / Itarana – Itaguaçu / Santa Tereza / Vila Pavão.

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12 FEVEREIRO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS Sincades reúne líderes em Encontro de Verão O governador Renato Casagrande, atacadistas e distribuidores, e lideranças de diversos segmentos da economia participaram do evento Sindicado do Comércio Atacadista e Distribuidor do Espírito Santo (Sincades) promoveu, no dia 25 de janeiro, na Fazenda Meaípe, em Guarapari, o 8º Encontro de Verão do Sincades, reunindo diversas lideranças empresariais e políticas do Estado. Participaram cerca de 150 pessoas deste evento que misturou descontração e muita conversa importante. Estiveram presentes o governador do estado, Renato Casagrande, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Espírito Santo (ES), Júlio da Silva Rocha Júnior, o presidente do Sistema Findes, Marcos Guerra, o presidente da Fecomércio-ES, José Lino Sepulcri, o presidente da ONG Espírito Santo em Ação, Luis Wagner Chieppe, o deputado estadual Gilson Lopes, o presidente da Assembleia Legislativa, Teodorico Ferraço, o chefe da Casa Civil, Tyago Hoffmann, entre outras autoridades. O anfitrião do evento, Idalberto Moro, presidente do Sincades, destacou a parceria da classe empresarial junto ao governo do Estado e sociedade em geral. “É um privilégio para o Espírito Santo ter uma classe empre- O FOTOS ANTONIO MOREIRA Casagrande entre Ubiraci Palestino e Idalberto Moro sarial unida e com interesses convergentes para o desenvolvimento do estado. Construímos uma relação forte com o Governo, que nos vê como um importante segmento da economia e tem criado as condições necessárias para que empresários atacadistas e distribuidores desenvolvam seus negócios aqui no Espírito Santo, gerando emprego e renda e incrementado a economia” ressaltou. , O presidente da ONG Espírito Santo em Ação, Luis Wagner Chieppe, reforçou a palavra do anfitrião. “Aqui todos jogam com o mesmo objetivo, que é o de construir e trabalhar para o coletivo” disse. , Já o governador Renato Casagrande, em seu discurso, destacou o ambiente descontraído da ocasião, onde as pessoas estavam abertas às trocas de ideias e com a presença de importantes lideranças capixabas. Casagrande aproveitou para ressaltar a parceria consistente do governo com os empresários capixabas. “A humildade tem que fazer parte do nosso dia a dia, para que possamos ver que só conseguimos um governo pleno se tivermos parceiros. E essas parcerias precisam ser valorizadas sempre” concluiu o governador. , Após a abertura oficial do Encontro de Verão, os convidados tiveram a oportunidade de degustar a paella feita pelo chef Enrique Vega, ao som da voz e violão de Heráclito, com MPB e bossa nova no repertório. O segmento e seu crescimento O comércio atacadista e distribuidor têm um papel fundamental para o Estado, pois gera empregos e renda, sendo uma das molas propulsoras da economia capixaba. Em 2007, o setor ganhou maior representatividade com a criação do Sincades. De lá pra cá, foi construída uma história de crescimento do setor com diversas ações, merecendo destaque na assinatura do Contrato de Competitividade (Compet-ES), em parceria com o Governo do Estado. Esse crescimento se reflete nos números. Atualmente, são atualmente mais de 800 empresas – sendo que a maioria delas, cerca de 80%, vende também para outros estados – e 40 mil empregos diretos e indiretos no segmento. Além disso, no ano de 2012, as empresas atacadistas e distribuidoras movimentaram R$17 bilhões, garantindo a posição de terceiro maior polo distribuidor do país. É a atuação do Sincades abrindo as portas para que as empresas do setor deixem sua marca de competência em todo o Brasil. Com mais de 20 anos de atuação no segmento atacadista e distribuidor, o empresário Idalberto Luiz Moro, que está à frente do Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Espírito Santo (Sincades), ressalta a importância do papel da instituição. “Somos o principal elo do setor. Um segmento só é forte quando tem uma instituição forte e participativa e o Sincades conta com o envolvimento e a credibilidade das empresas. Temos representatividade para defender os interesses do atacadista distribuidor junto ao poder público e discutir as políticas que impactarão diretamente nas empresas e na economia como um todo. Nós conhecemos o setor, suas necessidades e potencialidades. Com isso, podemos levar as demandas aos gestores públicos e debater com eles, maneiras de criar condições para o desenvolvimento do segmento” explicou. ■ , Idalberto Moro destacou a importância do setor atacadista e de distribuição para a economia do Estado

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14 ANOS VITÓRIA/ES FEVEREIRO DE 2014 13 Exportação de calçado cresce 8% em 2013 As indústrias do Espírito Santo comercializaram mais de 282 mil pares, gerando uma movimentação financeira de aproximadamente US$ 3,5 milhões indústria de calçados do Espírito Santo continua ampliando seu espaço no comércio exterior. Em 2013, a exportação cresceu 8% em número de pares, na comparação com 2012, chegando a mais de 282 mil pares comercializados. O resultado acompanha o crescimento médio nacional do período, que foi de 8,5% na quantidade de pares exportados. Essas informações constam em relatório elaborado pela Associação Brasileira da Indústria de Calçados (Abicalçados) com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Minis- Saiba quem importa calçados fabricados no Espírito Santo Uma das empresas que faz negócios no mercado externo é a Itapuã Calçados, como explica o gerente de exportação da marca, Saulo Altoé. A participação da fábrica em exposições e feiras como a Micam, em Milão, na Itália, e a MosShoes, em Moscou, na Rússia, contribui com a notoriedade necessária para fomentar as vendas, possibilitando negócios com países como Itália, Rússia, Equador, Espanha, Estados Unidos e Arábia Saudita. “As vendas tem aumentado anualmente, o que mostra uma boa aceitação dos nossos produtos nesses países. Em 2013, desenvolvemos coleções especiais atendendo as demandas e expectativas dos nossos clientes e como resultado, conseguimos superar as vendas em comparação ao ano de 2012 em cerca de 10%” afirma Altoé. , Entretanto, o gerente da Itapuã revela que 2013 não foi apenas de maravilhas para as exportações, visto que a variação do dólar provocou instabilidade e, consequentemente, dificultou o fechamento de alguns contratos. Em 2014, porém, a expectativa é de continuar crescendo. “Nosso compromisso com os clientes/consumidores não pode parar, que é oferecer estilo, moda e conforto” afirma Altoé. , As exportações também tem sido um ponto importante para a Itapuã. De acordo com Saulo Altoé, durante os últimos 17 anos, a empresa que também está presente no Rio de Janeiro e Minas Gerais, já vendeu cerca de 10 milhões de pares de calçados. “As exportações representam cerca de 10% do nosso faturamento” finaliza. , A tério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). O volume de dólares comercializado pelas empresas no Espírito Santo também cresceu neste período, mas em menor proporção. Se entre janeiro e dezembro de 2012 as exportações movimentaram US$ 3.389.962, em 2013 o montante passou para US$ 3.453.791, aumento de 1,9% e pouco mais que o crescimento de 0,2% na média brasileira. Os principais compradores dos nossos produtos foram Equador (22%), Colômbia (10,3%), Arábia Saudita (7,4%), Angola (7,3%) e Bolívia (6,3%). Outros países como Estados Unidos, Peru, México e Paraguai também aparecem na lista de principais consumidores de calçados. Na avaliação do presidente do Sindicalçados, Altamir Martins, esse aumento é explicado pelos investimentos que as indústrias locais têm realizado nas fábricas e em design. “Os calçados estão mais valorizados tanto no mercado interno quanto no externo” analisa. , De modo geral, o setor calçadista brasileiro registrou resultados positivos em 2013. Ao longo do ano passado, foram exportados 122,9 milhões de pares, gerando movimentação financeira de US$ 1,095 PRINCIPAIS DESTINOS PAÍS Equador Colômbia Arábia Saudita Angola Bolívia Nº PARES 56.802 29.688 17.760 30.151 14.289 MOV. FINANCEIRA US$ 764.627 US$ 355.777 US$ 255.249 US$ 251.656 US$ 219.291 bilhão. Entretanto, as importações cresceram 9,8% em volume e 12,5% em dólares, uma vez que os brasileiros compraram 39 milhões de pares pelos quais foram pagos US$ 572,37 milhões. Desde 2010, a balança comercial brasileira de calçados vem registrando queda. Naquele ano, o saldo ficou positivo em US$ 1,2 bilhão, mas caiu 56,4% e fechou 2013 em US$ 522,9 milhões, o pior da história brasileira. ■

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14 FEVEREIRO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS FOTOS ANTONIO MOREIRA Senac dá curso para melhorar atendimento É no comércio que se registra o maior número de contratações, principalmente no fim do ano, entretanto há necessidade de constante treinamento para qualificação da mão de obra hegar a uma loja e não ser cumprimentado ou sequer ter auxílio nas informações sobre o produto que busca. Esta é a realidade que muitos vivenciam ao fazer compras, tanto em shoppings como em lojas de rua. Também são comuns situações em que os vendedores estão conversando e demoram a perceber a chegada do cliente. Existem relatos também de que alguns até esquecem de retirar a etiqueta com preço na hora de embalar um produto para presente. Isso demonstra uma falta de preparo desses profissionais para lidar com o cliente e também com a venda do produto em si. Para os empresários, a venda é a etapa final da cadeia de trabalho que começa com a escolha do produto, negociações para conseguir o melhor preço para o cliente, montagem de uma loja e vitrine atraentes para o consumidor, publicidade e, por fim, o trabalho do vendedor na loja, que tem como função dar todas as informações necessárias ao cliente e oferecer soluções para que ele leve o item. Para o presidente da Federação de Comércio, Bens, Serviços e Turismo do Estado do Espírito Santo (Fecomércio), José Lino Sepulcri, a falta de preparo de vendedores acontece por conta das contratações temporárias para atender a demanda do final do ano. José Lino diz que o Senac oferece 200 cursos de capacitação C “Muitas pessoas são admitidas nos meses de novembro e dezembro, em que há o maior índice de vendas do comércio no ano. Mas normalmente esses funcionários não têm experiência alguma. Nesse período de dois meses, de 15 a 20% das pessoas que foram admitidas são aproveitadas, porque o empresário percebe potencial para vendedor” comentou. , Sepulcri frisou que os empresários constatam que muito contratados também não demonstram interesse em aprender, estudar e fazer cursos, por isso, há defasagem de mão de obra especializada. “Infelizmente a classe jovem não tem a cultura de aprender, eles querem ter o primeiro emprego e não querem fazer cursos para se especializar. Ou seja, as entidades proporcionam o início de carreira, mas muitos não têm interesse de aprender e se desenvolver naquela profissão, tanto é que se consegue aproveitar de cada 100 temporários contratados no máximo de 15 a 20 pessoas” , explicou. O presidente da Fecomércio comentou ainda que o comércio do Estado tem passado por uma carência de profissionais capacitados e também é comum a alta rotatividade nos empregos. “Lembrando que vender é um dom, se a pessoa não tiver aptidão não adianta querer forçar a barra.” Candidatos a empregos no comércio tem nos cursos ministrados pelo Senac uma oportunidade de capacitação Cursos para aperfeiçoar profissionais Quem demonstra ter um dom para vendas e faz um trabalho satisfatório no período como temporário tem grandes chances de ser aproveitado pela empresa, que quando vê potencial no funcionário, investe na sua formação e faz com que passe por um crivo de avaliação mais rigoroso. Para identificar a aptidão do funcionário, muitas vezes ocorre uma análise de gerentes e psicólogos, para que o trabalhador tenha mais sucesso nas vendas. “Na maioria das vezes, os funcionários não tem experiência com o produto que estão vendendo, então, o setor de Recursos Humanos das empresas promove cursos no Senac ou dentro da própria empresa, dando subsídios para que se tornem excelentes vendedores” afirmou José Lino Sepul, cri, presidente da Fecomércio. Ele afirmou que o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), por exemplo, oferece mais de 200 cursos com preços acessíveis para desenvolver as habilidades dos profissionais. São cursos de qualificação e técnicos nas áreas de Administração e Negócios, Beleza, Turismo e Hospitalidade, Comunicação, Conservação e Zeladoria, Design, Gastronomia, Informática, Meio Ambiente, Moda e Saúde. Existe ainda o Atendimento Coorporativo, em que o Senac prepara o melhor curso para atender às necessidades específicas da empresa. “O comércio é um segmento que pode proporcionar aos bons profissionais rendimentos fabulosos, então é importante se especializar para poder ganhar bem” , finalizou Sepulcri. ■

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