Caderno Técnico ADVID nº 3

 

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cadernos técnicos advid 3 manutenÇÃo calibraÇÃo e regulaÇÃo do pulverizador vitÍcola

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série cadernos técnicos da advid caderno técnico no 3 manutenção regulação e calibração do pulverizador vitícola ficha tÉcnica edição advid associação para o desenvolvimento da viticultura duriense texto francisco fevereiro fotografias francisco fevereiro e jorge costa advid coordenação fernando alves ano 2007 tiragem 400 exemplares distribuição advid associação para o desenvolvimento da viticultura duriense isbn 978-989-95481-2-1 reprodução autorizada com referência da fonte agradecemos ao prof dr bianchi de aguiar utad a revisão do texto.

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manutenÇÃo calibraÇÃo e regulaÇÃo do pulverizador vitÍcola 3 cadernos técnicos advid Índice m introdução m verificação e manutenção do pulverizador .verificação estática .verificação dinâmica .identificação e correcção de anomalias de funcionamento .manutenção do pulverizador .dispositivos ecológicos m regulação e calibração do pulverizador .a escolha dos bicos .regulação do ventilador turbina e orientação dos bicos .medição da velocidade de deslocamento do tractor v .regulação da pressão .via qualitativa .via quantitativa .calibração do débito do pulverizador .determinação da concentração de emprego m ficha de calibração m bibliografia

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cadernos técnicos advid 4 introdução a aplicação de novas técnicas culturais o aparecimento de equipamentos cada vez mais sofisticados e o respeito de cada vez mais exigentes normas ambientais exigem um esforço de actualização constante por parte de técnicos e aplicadores a tarefa de informação e formação é um trabalho de grande envergadura que urge empreender acresce o aparecimento de legislação recente com a actualização das exigências de formação dos intervenientes na comercialização manuseamento e aplicação de produtos fitossanitários o manuseamento e a aplicação são da responsabilidade do agricultor pelo que é importante que este seja sensibilizado para a oportunidade e importância da sua actualização nesta matéria este caderno pretende contribuir para esse objectivo especialmente no que diz respeito à aplicação para que se cumpra o objectivo de uma aplicação mais racional é necessário que o equipamento esteja dotado dos componentes necessários em bom estado de funcionamento e seja tecnicamente bem utilizado para isso é fundamental que a verificação manutenção e a regulação calibração tenham sido efectuadas com a frequência e a competência devidas embora este processo tenha fundamentos e preocupações essencialmente ambientais não devemos menosprezar a redução de custos na aplicação e acréscimo de receitas que este procedimento pode proporcionar quando comparado com a aplicação desregrada e com equipamentos desajustados e em mau estado de funcionamento a conformidade do equipamento deverá vir a ser alvo de inspecções periódicas obrigatórias conforme já ocorre em alguns países da união europeia eu tais inspecções têm por fim averiguar a conformidade do pulverizador com as normas regulamentares quer na sua constituição quer no seu estado de conservação e funcionamento desta forma alem das referidas vantagens duma correcta manutenção do pulverizador tal procedimento deverá vir a ser obrigatório num futuro próximo constituindo mais um reforço na oportunidade deste caderno.

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manutenÇÃo calibraÇÃo e regulaÇÃo do pulverizador vitÍcola 5 cadernos técnicos advid verificação e manutenção do pulverizador a verificação do pulverizador deve ser sempre efectuada antes do início da campanha de pulverização para que este esteja operacional quando necessário com as instruções a seguir compiladas pretende-se que o viticultor seja capaz de efectuar por si uma verificação expedita a metodologia de actuação derivou essencialmente da informação prática recolhida pelo autor através da sua experiência pessoal e de inquéritos já realizados na rdd a equipamentos de associados da advid realçar-se-ão os pontos em que mais frequentemente se encontraram deficiências de funcionamento e por conseguinte motivos para uma possível reprovação dos pulverizadores observados constatar-se-á no entanto que as anomalias mais frequentes são também as de mais fácil reparação e portanto possíveis de ser executadas pelo viticultor quando devidamente formado para o efeito verificação estática com o pulverizador devidamente lavado observam-se os seguintes pontos estado geral verificam-se · chassis corrosão e solidez se for necessário efectuar soldaduras estas devem ser protegidas da corrosão por pintura adequada figura 1 · depósito o plástico deverá manter alguma flexibilidade e sem estaladuras ou fendas no caso da construção em fibra poderá ser reparado por pessoal habilitado se for de polietileno é normalmente substituído a tampa deve fechar bem ajustada ao depósito de forma a não permitir fugas de calda quando em trabalho o indicador de nível de enchimento deve estar legível · ventilador incluindo grelha e anel exterior corrosão e amolgadelas a turbina deve rodar livre sem roçar no anel exterior · bicos ­ aspecto geral orientação desgaste e entupimentos visíveis abrir e limpar interiormente todos eles incluindo o do agitador figura 2 com uma escova de material plástico não se devem utilizar arames · estado e tensão das correias se existirem · veio de transmissão cardan verificam-se estado da protecção comprimento e desgaste dos tubos folgas das cruzetas figura 1 ­ pormenor de corrosão no chassis figura 2 ­ bico do agitador desmontado para limpeza

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cadernos técnicos advid 6 bomba verificam-se · nível aspecto e possíveis manchas de perdas de óleo se o óleo tiver cor esbranquiçada deverá haver fuga de calda para o interior da bomba deverá recorrer a um reparador se se verificar alguma destas anomalias excepto na reposição do nível do óleo figura 3 a e b pressão adequada da câmara de compensação estanquecidade ao ar e ou saída de líquido pela válvula filtros tipo os orifícios das malhas devem ser tanto mais finos quanto a sua posição seja mais próxima do bico e o último filtro deverá sempre ter orifícios menores que o dos bicos de pulverização montados no pulverizador estado e limpeza das malhas figura 4 a e b figura 3 a ­ bomba com manchas de fuga de óleo visíveis figura 3 b ­ reservatório do óleo da bomba com mistura de água da calda figura 4 a e b ­ primeiro e último ponto de filtragem com orifícios de medida decrescente manÓmetro verificam-se o estado do corpo agulha glicerina e estado e adequação da escala de leitura para as pressões que vamos utilizar verificação dinâmica com o tractor parado com tomada de força tdf a 500 rpm e pressão dentro do intervalo normal de funcionamento com água verificam-se · estanquecidade geral · flexibilidade e estabilidade das ligações das condutas especialmente no tubo de aspiração da calda onde se estiver demasiado rígido pode haver entrada de ar sem haver fuga visível de calda · agitação da calda · fiabilidade do manómetro se possível e estabilidade da agulha figura 5 · equilíbrio da turbina através da observação de um copo cheio de água sem vazar durante o giro da mesma figura 6 · forma do jacto ­ a simetria das linhas de contorno dos jactos direitas e ou curvas conforme o tipo de bicos não devem ter descontinuidades o que a acontecer indica a presença de impurezas ou rugosidade significativa no interior dos bicos mesmo que tenham sido devidamente figura 5 ­ manómetro para alta pressão montada no regulador do pulverizador figura 6 ­ método expedito de avaliar o desequilíbrio da turbina

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manutenÇÃo calibraÇÃo e regulaÇÃo do pulverizador vitÍcola 7 limpos na etapa anterior pode haver incrustações mais internas que sejam movidas para o bico este pormenor ocorre com mais frequência após uma imobilização prolongada em que essas incrustações se desidratam e descolam dos pontos onde haviam aderido sendo facilmente deslocadas para os filtros e bicos se apesar de limpos se mantiver a irregularidade substitui-se a ponta do bico pastilha ou outros excepto corpo porta-bico · uniformidade de débito dos bicos a uniformidade do débito verifica-se através do procedimento indicado na figura 7 a e b cadernos técnicos advid figura 7 a ­ a medição do débito de cada bico durante 1 minuto um deles com ponta nova apuram-se os valores médios de um mínimo de duas leituras figura 7 b ­ comparação do débito medido por bico de acordo com o resultado dessa comparação aconselha-se o seguinte procedimento herbicidas e produtos de contacto bicos que tenham uma diferença superior a 10 do bico novo substituir a ponta do bico restantes tratamentos à vinha comparar cada bico com o seu oposto lateral procedendo da mesma forma poder-se-á prolongar a vida útil dos bicos desde que os de menor débito se possam emparelhar em níveis que atinjam densidades foliares menores a soma dos débitos de cada lateral deve também obedecer ao critério de comparação dos 10 de diferença máxima permitida o estado dos bicos e manómetro são as irregularidades mais comuns conforme a refere a dgpc moreira 2005 são também estas as causas mais frequentes da reprovação nas inspecções levadas a cabo nos países que já as praticam identificação e correcção de anomalias de funcionamento quer no decurso da verificação quer depois durante a utilização do pulverizador poderão ser detectadas falhas de funcionamento abaixo estão referenciadas algumas anomalias que poderão ocorrer e possíveis causas das mesmas · dÉbito reduzido ou nulo válvulas da bomba que não fecham bem filtro ou tubo de aspiração entupido entrada de ar na aspiração possível fenda ou rigidez excessiva nas ligações já referida atrás · oscilaÇÕes na agulha e saÍda de calda Às golfadas entrada de ar na aspiração pressão de ar incorrecta na câmara de compensação amortecedor ou membrana da mesma fendida neste caso se pressionarmos o interior da válvula por onde se mete o ar sairá calda · bomba debita mas a pressÃo nÃo sobe mau funcionamento do regulador de pressão muita calda no retorno má vedação das válvulas da bomba rotura no agitador · mÁ agitaÇÃo da calda conduta ou bicos do agitador hidráulico obstruídos ou estes demasiado largos pressão do sistema insuficiente · calda com muita espuma entrada de ar no circuito por má vedação ou pulverizador quase vazio.

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cadernos técnicos advid 8 manutenção do pulverizador sem prejuízo do disposto no manual de instruções do fabricante do pulverizador deve ser observada a seguinte manutenção mínima no inÍcio da campanha · efectuar as verificações descritas atrás estática e dinâmica durante a campanha · no início de cada dia deve-se verificar a pressão de ar na câmara amortecedora e o nível de óleo da bomba assim como lubrificar o veio de cardans · executar no final de cada dia de utilização todas as operações de limpeza prescritas na verificação estática sem prejuízo da lavagem interna de forma adequada na parcela no final da campanha · efectuar uma lavagem externa e interna e limpar os filtros e bicos de forma rigorosa para prevenir os entupimentos por incrustações na campanha seguinte e a corrosão química durante a imobilização · guardar o pulverizador em local abrigado e se as temperaturas de inverno o justificarem fazer um fundo de cuba de solução anticongelante q.b e pôr o pulverizador a funcionar até ela sair pelos bicos tendo o cuidado de regular a pressão no máximo e o regime da tdf no mínimo de forma a evitar o retorno da calda que alteraria a concentração da solução diminuindo-lhe o poder anticongelante no final deixar o regulador de pressão no estado de mínimo e afrouxar as correias se existirem dispositivos ecológicos fora da constituição corrente dos pulverizadores menos recentes poderão vir a ser introduzidos alguns dispositivos ecológicos embora não sejam actualmente obrigatórios devem ser tidos em conta na aquisição de novos equipamentos não só pelos fundamentos legais de um futuro talvez próximo mas também por constituírem preciosos auxiliares na utilização ecológica do pulverizador .a válvula anti-retorno se eficaz no dispositivo de enchimento e sistema anti-transbordo no reabastecimento contribuem ambos para impedir a poluição da fonte de água e área envolvente .colocação do tubo de aspiração da calda dentro da cuba o mais próximo possível do fundo de forma a minimizar o resto de calda .o reservatório de água limpa lava-circuitos facilita a limpeza na parcela permite ainda a limpeza do circuito de pulverização com especial significado para os bicos sem a cuba estar vazia particularmente útil na prevenção de entupimentos no tempo decorrido na mudança de parcelas ou pausas de outra natureza .os bicos de limpeza interna da cuba poderão ser também um incremento ecológico interessante no futuro do pulverizador deverão estar bem posicionados e ter débito suficiente 2 4 3 1 5 água limpa calda figuras 8 e 9 ­ sistema de limpeza do circuito hidrálico 1 entrada de calda 2 entrada de água limpa 3 válvula de três vias 4 filtro e tubo de aspiração 5 bomba conforme a posição da válvula teremos trajecto da calda em pulverização 1-3-4-5 trajecto de limpeza 2-3-4-5

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manutenÇÃo calibraÇÃo e regulaÇÃo do pulverizador vitÍcola 9 regulação e calibração do pulverizador a operação de calibração do pulverizador destina-se a conhecer por medição o seu débito a uma determinada pressão e através deste e de outros parâmetros largura e velocidade de trabalho o volume de calda por unidade de área correspondente às condições de regulação desses parâmetros.É essencial para que se aplique a dose de pesticida pretendida a regulação consiste no ajustamento do pulverizador ao débito e qualidade da pulverização pretendida calibra-se para a regulação ser mais exacta apresenta-se a metodologia que nos pareceu mais adequada à região demarcada do douro cadernos técnicos advid a escolha dos bicos escolhe-se o tipo de bico com base na qualidade de pulverização desejada condicionada por diversos factores humidade relativa do ar vento temperatura tipo de produto químico densidade foliar etc alia-se a experiência às indicações do fabricante de bicos constantes nos catálogos técnicos dos mesmos exemplo na figura 10 nesta etapa pode ser feita uma pré-selecção de mais de um tipo que posteriormente serão avaliados de forma a eleger o mais adequado a baixa pressão figura 10 ­ tabela para escolha do tipo de bico a usar em função da qualidade de pulverização desejada adaptada de albuz 2006 regulação do ventilador turbina e orientação dos bicos sempre que o tratamento exija a utilização da turbina jacto transportado deve-se também nesta altura fazer a regulação do ventilador já que a sua intervenção interfere com os outros parâmetros se recorrêssemos a instrumentos de medida para termos conhecimento das grandezas da velocidade e volume de ar soprado pelo ventilador num determinado ponto a uma certa rotação da turbina estaríamos a fazer a sua calibração.

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cadernos técnicos advid 10 a regulação proposta é o mais simples que se pode fazer sem o recurso a um anemómetro embora de uma utilidade significativa parâmetros a regular de acordo com as figuras seguintes procede-se à regulação da altura do pulverizador orientação dos deflectores figura 11 e velocidade de rotação da turbina figura 12 procura-se também o número e orientação dos bicos mais adequada ao estado da vegetação dependendo do estado de desenvolvimento da vinha podem ser fechados alguns bicos em determinados níveis em que não exista ainda vegetação material necessário fita métrica fio flexível a b c figura 11 ­ regulação do ventilador e orientação dos deflectores e bicos figura 12 ­ velocidade adequada a excessiva b insuficiente c adaptada de savi 1996 o prolongamento dos fios superior e inferior devem condicionar a orientação do deflector e altura do pulverizador respectivamente no geral a orientação dos bicos deve respeitar a direcção preponderante dos fios a velocidade ideal do ar manifesta-se por uma pulverização suficiente e homogénea nas duas faces das folhas interiores sem haver quantidade significativa nos bardos contíguos a assim como minimizando as perdas por deriva b ou calda caída no solo c figura 12 no princípio do ciclo vegetativo poder-se-á concluir ser melhor o não uso de ventilador medição da velocidade de deslocamento do tractor v na própria parcela a pulverizar ou outra semelhante marcam-se o início e fim de 50 m com a aceleração do motor definida na regulação do ventilador selecciona-se uma velocidade adequada à parcela a tratar figura 13 com o pulverizador a meio de água inicia-se a marcha um pouco antes do início e mede-se o tempo gasto a percorrer os 50m pelo menos duas vezes o tempo médio será assim apurado para as etapas seguintes a velocidade de trabalho v será dada pela seguinte operação v 180 tempo médio segundos v km/h linha de partida linha de cronometragem distância percorrida apróx 50 m linha de chegada figura 13 ­ determinação da velocidade real adaptado de caliset® marca registada syngenta ag suíça

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manutenÇÃo calibraÇÃo e regulaÇÃo do pulverizador vitÍcola 11 regulação da pressão temos duas vias de chegar ao conhecimento da pressão a que vamos trabalhar com o pulverizador dentro do intervalo de valores aconselhado pelo fabricante dos bicos a primeira é encontrada por associação à qualidade da pulverização pretendida segundo as premissas maior pressão produz maior débito e gotas de menor tamanho o seu valor aparece por consequência natural do balanço destes dois parâmetros chamamos-lhe por isso a via qualitativa a segunda é uma função que varia não em consequência da qualidade da pulverização pretendida mas da quantidade de calda que predefinimos aplicar por unidade de superfície pelo que a designamos por via quantitativa a primeira será mais aconselhável nos tratamentos em que o sucesso não seja limitado pelo volume de calda aplicado a segunda nas situações contrárias excesso de calda lavagem escorrimento cadernos técnicos advid via qualitativa neste caso a pressão a utilizar é encontrada através da apreciação da qualidade da pulverização a diferentes pressões testadas para os bicos escolhidos pela utilização dum corante inerte na água ou da colocação de pequenas tiras de papel hidrosensível dispostas estrategicamente na vegetação nos locais da planta que pretendemos tratar com maior rigor pode-se fazer a afinação qualitativa da pressão no entanto deve-se sempre ponderar nesta estratégia o tamanho das gotas e cobertura de superfície boa distribuição da calda e efeito de penetração na folhagem pondera-se também o risco de perda de calda por factores próprios e ambientais com o procedimento acima descrito no fundo dá-se continuidade aos critérios utilizados na escolha de bicos ver a escolha dos bicos pág 7 a regulação do ventilador pode também ser feita em simultâneo nesta fase neste caso o débito do pulverizador é consequência da escolha qualitativa da pulverização cobertura normal pulverização correcta cobertura deficiente pulverização incorrecta figura 14 ­ exemplos de qualidade de pulverização em papel hidrosensível via quantitativa escolha da pressão com base no volume de calda/ha desejado v e com recurso a tabelas de pressão/débito dos bicos escolhidos neste caso teremos que jogar com as nossas variáveis para atingir o volume por hectare pré-definido sempre que não se utilize o mesmo número de bicos que com a vinha plenamente desenvolvida deveremos modular o volume por hectare em proporção ao número de bicos utilizado mantendo a concentração da calda constante haverá por consequência um ajustamento da dose à expressão vegetativa da vinha considerando que por norma de razões de topografia e pedregosidade na rdd a velocidade de pulverização possível é normalmente inferior à máxima tecnicamente aconselhável v determina-se da forma descrita em medição da velocidade de deslocamento do tractor pág 8 não será a velocidade que se quer mas a que se pode ter conhecemos também a largura entre bardos largura de trabalho nos tratamentos face a face e o no de bicos do pulverizador que vamos utilizar o débito requerido por bico d pode ser calculado directamente pela fórmula seguinte d v km/h x largura de trabalho m x v l/ha 600 x no de bicos do pulverizador l/min a largura de trabalho é a faixa de vinha tratada por cada passagem corresponde à largura entre bardos vezes o número de bardos tratados em cada passagem.

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cadernos técnicos advid 12 a pressão de regulação que nos permita obter o débito requerido valor aproximado será obtida directamente por consulta da tabela do fabricante para o tipo de bico escolhido conforme o exemplo da tabela seguinte quadro 1 ­ tabela de pressão débito para bicos l/mn albuz atr sempre que exista mais que uma solução possível deverá ser eleita aquela que mais respeite os critérios enunciados em a escolha dos bicos pág 7 calibração do débito do pulverizador o procedimento seguinte destina-se a medir com água o equivalente à calda que o pulverizador deverá aplicar quando efectuar a pulverização nas condições de regulação definidas na via qualitativa esse conhecimento é necessário para calcular a quantidade de pesticida a aplicar por volume de calda concentração na via quantitativa pretendemos com esta etapa efectuar a confirmação afinação do débito prescrito e calculado no ponto anterior neste caso temos já um valor previsto na tabela para o débito no entanto este refere-se à pressão na saída de bicos novos mas a pressão no manómetro é superior à da saída e os bicos poderão já estar eventualmente muito usados além da fiabilidade do manómetro não estar assegurada a perda de pressão desde o manómetro até à saída do bico variável conforme o pulverizador e tipo de bicos assim como o possível desgaste dos mesmos deverão influenciar o débito desviando-o normalmente para menos do previsto anteriormente pretendemos com este procedimento corrigir este desvio.

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manutenÇÃo calibraÇÃo e regulaÇÃo do pulverizador vitÍcola 13 medição do débito do pulverizador d por reabastecimento executar no mínimo três repetições substituindo aquelas que divergirem mais de 5 da média cadernos técnicos advid a b c figura 15 ­ débito do pulverizador por reabastecimento a enchimento inicial b durante 1 minuto pulverizar com os bicos seleccionados à pressão escolhida c reabastecimento com medição l/min adaptado de caliset® marca registada syngenta ag suíça d líquido reabastecido no depósito litros d l/min este valor d dividido pelo no de bicos utilizados dar-nos-á o débito real do bico do se o valor de do diferir de d mais de 5 dever-se-á ajustar a pressão para mais ou para menos até encontrar um valor adequado o corpen 2006 na ficha tam ii-4 propõe uma fórmula de cálculo de aproximação à pressão necessária p para atingir d p p teste x d2 do2 determinação da concentração de emprego segundo a afnor association française de normalisation corpen 2006 a dose máxima de pesticida indicada pode vir referida à matéria activa por unidade de superfície ha ou por volume de calda hl mas neste caso associado a um v prescrito normalmente 1000l/ha sempre que o aplicado vo não coincida com o v prescrito por motivo diferente do menor desenvolvimento foliar da vinha modulação da dose já referida atrás será necessária esta etapa pois deverse-á alterar a concentração de emprego para manter a dose será sempre necessária na via qualitativa pois é pouco provável que o vo em causa seja igual ao prescrito para a concentração de emprego no rótulo para isso deveremos determinar o vo resultante das condições de pulverização definidas determinação do volume de calda/ha vo vo d x 600 largura entre bardos metros x v km/h obs executar primeiro as duas multiplicações e dividir os resultados das mesmas vo l/ha por último só nos falta quantificar o produto agroquímico a aplicar por pulverizador qp para a nossa concentração de emprego trata-se de pulverizar ao débito mais conveniente mantendo a dose de produto recomendada por hectare para isso é suficiente dividir a dose recomendada por hectare q pelo vo encontrado e multiplicar o resultado obtido pelos litros de água gastos em cada reenchimento vp capacidade útil do pulverizador qp q vo x vp simbologia utilizada e unidades expressas v velocidade km/h vo volume de calda aplicado por hectare l/h v-volume de calda prescrito por hectare l/h vp capacidade útil do pulverizador litros d débito do pulverizador l/m do débito medido em cada bico l/m d débito requerido em cada bico l/m q quantidade de agroquímico aconselhado por hectare diversa qp quantidade de agroquímico a usar por pulverizador diversa

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cadernos técnicos advid 14 ficha de calibração bibliografia albuz ceramic nozzle http www.ndfc.saint-gobain.com consultado em 28/12/2006 anÓnimo 2003 les bonnes pratiques de pulverisation de produits phytosanitaires http www ipm-vigne.enitab.fr/produits/applicationbase.htm consultado em 5/01/2006 corpen 2006 téchniques d application et de manipulation des produits phytosanitaires http www.ecologie.gouv.fr/article php3?id_article=6683 consultado em 6/01/2007 fevereiro j f 1990 pulverização e pulverizadores estudo comparativo de dois casos concretos rel final de estágio utad vila real 20 pp moreira j f 2006 inspecção de pulverizadores na união europeia situação em portugal dgpc oeiras 72 pp savi d 1996 attrezature per la difesa delle piante guide alla scelta e al correto impiego edizioni l informatore agrário viret o siegfried,w 2005 réglage du pulverisateur la méthode caliset revue suisse de viticulture arboriculture horticulture vol 37 1 18-19.

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a advid é uma associação sem fins lucrativos constituída em 1982 por empresas ligadas à produção e comércio de vinhos da região demarcada do douro posteriormente em 1997 a alteração de estatutos permitiu a adesão de empresas vitícolas com diferentes graus de organização desde sociedades a viticultores individuais com a categoria de associado efectivo ou aderente tem por objecto o estudo experimentação demonstração e divulgação de técnicas de vitivinicultura adequadas às características específicas da região demarcada do douro tendo em vista a competitividade e qualidade dos vinhos reconhecida desde 2009 como entidade gestora do cluster dos vinhos da região demarcada do douro tem como missão dinamizar e consolidar o sector de produção de vinho na região do douro através de uma estratégia tecnológica sustentável aplicada a todos os seus intervenientes são associados com a categoria de efectivo as seguintes empresas adriano ramos pinto c.ª geral da agricultura das vinhas do alto douro churchill graham lda niepoort vinhos s.a quinta do noval vinhos s.a sociedade quinta do portal s.a rozès s.a sogevinus fine wines s.a sogrape vinhos s.a w j graham ca s.a

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