Jornal 34

 

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Sindicato dos Administradores no Estado do Rio de Janeiro Ano 8 - Nº 34 JORNAL do ADMINISTRADOR Fevereiro e Março de 2014 ADM TV passeia entre coberturas de greves e entrevistas exclusivas (Página 8) Sindicato, (Página 4) (Página 5) Delegado Sindical: elo direto entre os Trabalhadores e Sindicato administradores.org.br Relator da CPI das universidades fala sobre os problemas no ensino twitter.com/sinaerj facebook.com/adm.sinaerj administradores.tv.br administradores-rj.blogspot.com

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Fevereiro e Março de 2014 Jornal do Administrador Presidente: Adm. Dirce Beltrão Vice-Presidente: Adm.Edson Machado Diretor Financeiro: Adm. Reginaldo Souza de Oliveira Diretor Administrativo: Adm. Júlio Souza Reis Diretor de Relações Trabalhistas e Intersindicais: Adm. Jair de Carvalho Peixoto Jr. Diretor de Políticas Setoriais de Administração: Adm. Héldon Barbosa Diretor de Comunicação: Adm. Reinaldo Antônio da Silva Diretor de Relações Corporativas de Emprego e Renda: Adm. Dejalmar Francisco de Pinho Diretores Adjuntos: Adm. Aloísio Carneiro Adm. Antônio Marcos de Oliveira Adm. Carlos E. Del Negro Sansone Adm. Carlos José Martins Manhães Adm. Dácio Antonio M. de Souza Adm. Luís Antônio D. Correia Adm. Luiz Cláudio Brítes Lobato Adm. Orlando D´Almeida Marques Conselheiros Fiscais Efetivos Adm. Cléres Maciel Azeredo Adm. Márcia da Silva Tavares Adm. Reimont L. O. Santa Bárbara Conselheiros Fiscais Suplentes Adm. Lucas Guimarães Adm. Paulo Cezar Duque de Pinho Adm. Pedro Pessoa SEDE DO SINAERJ Av. 13 de Maio, 13/8° andar, Centro, Rio de Janeiro, RJ CEP: 20003-900. Tels.: (21) 2262-3090 e 2532-2387 Subsede Sul Fluminense: Rua Quarenta, 8/1.302, Vila Santa Cecília, Volta Redonda, RJ, CEP: 27260-200. Subsede Norte Fluminense: Rua Oliveira Botelho, 244/302, Centro, Campos, RJ, CEP: 28010-320 Subsede Região Serrana: Rua Lúcio Meira,330/304, Centro, Teresópolis, RJ, CEP: 25953-007 Site: www.administradores.org.br E-mail: sinaerj@administradores.org.br Blog: www.administradores-rj.blogspot.com Twitter: www.twitter.com/sinaerj Facebook: www.facebook.com/sinaerj JORNAL DO ADMINISTRADOR Conselho Editorial: Diretoria do Sindicato Assessoria de Comunicação Convictiva Comunicação Rua Alcindo Guanabara, 24, sala 1109, Centro, RJ. Tel.: (21) 3549-3633 Tiragem: 10 mil exemplares Sindicato, uma questão de coerência O ser humano tem como característica natural formar grupos com o intuito de atingir objetivos com maior facilidade e agilidade. O trabalho não foge a essa regra, sendo também um insubstituível alvo desde os primórdios. Ao longo de toda a evolução laborativa diversos cenários marcaram história, tendo a submissão dos trabalhadores e os desmandos dos empregadores apresentado picos alarmantes. Sem muito aprofundamento é possível dizer que foi em decorrência da exploração patronal e da precarização do trabalho que surgiram os primeiros movimentos de luta em favor dos direitos dos trabalhadores, sendo esses os embriões das primeiras organizações que hoje conhecemos como Sindicato. Com o surgimento desse modelo, não demorou muito para que as entidades sindicais passassem a ser reconhecidas como as legítimas representantes dos trabalhadores. Nos dias de hoje, mesmo que alguns tentem fazer crer ao contrário, é inegável que a luta em defesa das políticas coletivas, a força e empenho em prol da ampliação de direitos trabalhistas, bem como a infatigável busca por salários dignos, são características encravadas no movimento sindical. No dia a dia é possível perceber que determinadas pessoas pecam não só ao avaliar uma ação, mas, principalmente, ao não reconhecer o tamanho de sua importância e a capacidade e entendimento social de seus autores. O Sindicato dos Administradores no Estado do Rio de Janeiro (Sinaerj) já foi alvo desse tipo de equívoco. No entanto, com a sua firme atuação nas campanhas salariais, nas assembleias e na sua busca incansável por melhores Acordos Coletivos de Trabalho (ACT) para os Administradores, esse erro de avaliação em nada afetou a imagem e fortalecimento da entidade. Atualmente, o reconhecimento e atuação do Sindicato são inegáveis em todos os sentidos. Os Administradores sabem que têm hoje no Sinaerj não só uma entidade de luta, mas também um parceiro que busca conquistas e compartilha a informação com total transparência. E foi através de muita luta que o Sinaerj, no ano de 2010, conquistou e compartilhou o histórico piso salarial para a categoria que representa. Sabe-se que o piso salarial não é o ideal, no entanto ninguém mais desconhece a sua importância. Em particular nesse caso, os erros de avaliação do passado hoje não mais existem, pois os Administradores sabem e reconhecem a importância da existência do piso que anualmente é reajustado, recebendo inclusive correção acima da inflação. O fato de a cada ano o piso salarial dos Administradores se distanciar do achatado salário mínimo criado em 2010, é a demonstração inequívoca de que a incansável luta do Sindicato pela criação do piso salarial foi super acertada, sendo a conquista um marco na história da categoria. A base do Sinaerj são as atividades de luta, mas a sua atuação é muito mais ampla. O Sindicato oferece diversos tipos vantagens ao seu quadro associativo, entre elas: assessoria jurídica nas áreas de direito Trabalhista, direito do Consumidor e de Família; convênios com estabelecimentos comerciais, além de seminários, palestras e um serviço de comunicação, através do seu site, blog, redes sociais, Web TV, jornal e informativos, que levam a informação de forma clara, transparente e objetiva. Não há dúvida de que o maior patrimônio de um Sindicato são os sindicalizados. Por assim ser, sindicalizarse é mais do que participar de uma entidade de classe, é exercer a cidadania, é valorizar o trabalho e, principalmente, a profissão. É lutar pela manutenção de direitos, além de buscar novas conquistas. Mais do que nunca, é preciso união para fazer valer os seus direitos. Assim sendo, vale esclarecer que tanto os Administradores, quanto os estudantes da área de Administração podem se filiar ao Sinaerj, bastando apenas acessar o site do Sindicato, através do endereço www.administradores.org.br, clicar na aba “Sindicalizese”, preencher a ficha com as informações solicitadas e enviar os documentos necessários. Para os estudantes, não há nenhum custo na hora da sindicalização. E para os profissionais recém-formados, no primeiro ano de filiação, o Sindicato oferece a isenção da anuidade social. Somos uma tribuna de expressão social, cuja luta caminha nos trilhos que levam a conquista de melhores condições de trabalho e salários aos Administradores do Estado do Rio de Janeiro. Venha fazer parte do Sinaerj, filie-se. O ano de 2014 se inicia e com ele vem a consolidação e a certeza de que os Administradores, aqui no Estado do Rio de Janeiro, contam com um Sindicato sólido e de vanguarda, cuja atuação carrega em seu bojo ações que visam cada vez mais o desenvolvimento, crescimento e fortalecimento dos Administradores. Isso é uma questão de coerência. Sinaerj apoia abaixo-assinado que busca democratização das mídias no Brasil Tendo em vista que a democratização da comunicação no país é necessária e urgente, o Sindicato dos Administradores no Estado do Rio de Janeiro, Sinaerj, engrossa a luta pela democratização das mídias, iniciada pelo Projeto de Lei de Iniciativa Popular do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC). O objetivo da proposta é regulamentar as comunicações no país. A proposta busca atingir 1,3 milhão de assinaturas para ser levada à votação na Câmara. Desta forma, o Sinaerj junto à Central Única dos Trabalhadores (CUT) convida todos os Administradores para se juntar a essa luta e participar do abaixo-assinado, que pode ser encontrado em nosso site: www.administradores.org.br. 2 Siga o Sindicato no Twitter: www.twitter.com/sinaerj

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Jornal do Administrador Fevereiro e Março de 2014 Contribuição Sindical: Boleto está disponível na internet Vida louca, vida breve Trabalho bom, trabalho são Quando a pressão ultrapassa o cansaço e vira uma doença Uma vez por ano, normalmente nos meses de janeiro e fevereiro, profissionais que possuam carteira assinada ou profissionais liberais, devem cumprir o que prevê a Lei e acertar a Contribuição Sindical com a entidade representativa de sua categoria profissional. Prevista na Constituição Federal e na Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), todos os trabalhadores autônomos, empregados e empresários estão obrigados por lei a fazer o pagamento da Contribuição Sindical, sem que para isso precise se associar a sua entidade. Por assim ser, o Sinaerj informa aos profissionais de Nível Superior, portadores do Diploma de Graduação em Administração, independente de cargo ou função que exerça, ou se presta serviços autônomos, que está disponível até o dia 28 de fevereiro, no site do Sinaerj, a Guia de Recolhimento da Contribuição Sindical 2014 (GRCS). A Guia pode ser paga pela internet, casas lotéricas ou em caixas eletrônicos. Em caso de dúvidas ou esclarecimentos, entre em contato com o Sinaerj através do e-mail: sinaerj@administradores.org.br ou pelo telefone: (21) 2262 3090. A loucura do trabalho e o grande número de atribuições nos cansam física e emocionalmente. Mas existem pessoas tão viciadas no trabalho que nos Estados Unidos tem até um termo utilizado para isso: workaholic. Hoje sabe-se que quando o excesso de trabalho ultrapassa algumas barreiras, os profissionais podem desenvolver sérias patologias que, além de afetar o lado profissional acabam deslocandose para o campo pessoal. A pressão do dia a dia - tolerada pela grande maioria dos profissionais e seu sofrimento no emprego - é em que se baseia a psicopatologia do trabalho. Ou seja, quando o profissional começa a sofrer, por qualquer motivo, em seu ambiente laboral, significa que ele pode desenvolver diversos tipos de doenças, influenciando negativamente sua produtividade e a da empresa. O medo do fracasso, o medo de não corresponder ao que se espera, o medo da humilhação, o medo do desemprego. Sim, o medo! Este sentimento desencadeia nas pessoas o péssimo hábito da insegurança e, com isso, o sofrimento psicológico aliado às atribuições diárias só aumentam as probabilidades do desenvolvimento de algumas patologias. As doenças podem fazer com que o profissional perca interesse pelo trabalho, lazer, família, amigos e, no pior dos casos, levá-lo à morte. As doenças causadas pela pressão no trabalho são realmente sérias e devem ser tratadas com prioridade e atenção. Pessoas que vivenciam grandes tensões estão sempre em estado de estresse, sendo esta a porta de entrada para todas as demais psicopatologias. Por isso, o importante é não deixar se levar pela loucura do dia a dia e afobação do trabalho, pois a pressão psicológica no ambiente organizacional, não fica apenas no escritório, mas também na indústria, na construção civil, nos órgãos públicos, e em qualquer outro lugar aonde metas devam ser cumpridas. Desta forma, busque equilibrar as atividades do trabalho com as pessoais, pontue prioridades e, por último, mas não menos importante, tenha tempo para relaxar. Ler um livro, escutar uma boa música, fazer atividades de seu gosto que lhe proporcione felicidade é a melhor maneira de substituir a vida louca por uma mais calma e, consequentemente, mais longa e feliz. Saiba como gerar a Guia de Recolhimento da Contribuição Sindical 2014 1- Acesse o site www.administradores.org.br e clique na aba Contribuição Sindical 2- Clique no link “Para acesso ao boleto clique aqui” e preencha com as informações necessárias. OBSERVAÇÃO: Na mesma página também estão disponíveis: - Instruções para a Impressão do Boleto. - Carta sobre a Contribuição Sindical dos Profissionais Liberais, Administradores e Diplomados em Curso Superior de Tecnologia em áreas da Administração. - Edital de aprovação da Contribuição Sindical de 2014. Centrais sindicais cobram pauta de reivindicações dos trabalhadores As centrais sindicais marcaram um ato unificado para 9 de abril, em São Paulo, com o intuito de cobrar uma audiência com a Presidenta Dilma Rousseff, para tratar sobre os assuntos da pauta de reivindicações dos trabalhadores, entregue no ano passado à presidência. Desde que foi entregue não houve qualquer avanço ou discussão sobre a pauta. Entre as principais reivindicações apresentadas estão a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário, o fim do fator previdenciário, a regulamentação da negociação com os servidores públicos, arquivamento do Projeto de Lei 4330, mais conhecido como PL da terceirização, entre outras. Caixa disponibiliza consultas ao FGTS dos últimos 25 anos A Caixa Econômica Federal (CEF) lançou uma ferramenta para gerar e visualizar extratos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) dos últimos 25 anos, através da internet. Antes, o trabalhador só podia consultar os seis últimos registros. O novo serviço já está disponível nos sites: www.caixa.gov.br e www.fgts.gov.br. Para ter acesso às informações, é preciso cadastrar uma senha, informar o número do PIS (Programa de Integração Social) e aceitar o termo de cadastramento do site. Além do “extrato completo”, o trabalhador encontrará os serviços como atualização de endereço, extrato por e-mail e transações no celular. De acordo com a Caixa, a conjectura é a de que a nova ferramenta atinja 2 milhões de acessos até o final de 2013. Ainda segundo o banco, nos últimos 12 meses, mais de 25 milhões de trabalhadores acessaram os serviços eletrônicos do FGTS. Visite o nosso Blog: www.administradores-rj.blogspot.com 3

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Fevereiro e Março de 2014 Jornal do Administrador Delegado Sindical: elo direto entre trabalhadores e Sindicato Os representantes sindicais de base, mais conhecidos por Delegados Sindicais, são aqueles que atuam como representantes da sua categoria em seus locais de trabalho. São eles que ampliam a voz dos sindicatos, acompanhando e avaliando as condições de trabalho, detectando problemas e buscando soluções. Destarte, o Delegado Sindical é de fundamental importância, pois representa a conexão entre os trabalhadores e a direção sindical, percebendo e encaminhando as demandas, além de agir para coibir qualquer tentativa de desrespeito à legislação vigente, tanto prevista na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), quanto às conjecturadas nas Convenções Coletivas de Trabalho. Uma importante característica do Delegado Sindical é que ele busca sempre conhecer melhor o seu local de trabalho e de seus colegas, observando e identificando as necessidades. É também seu dever organizar, mobilizar e defender os direitos da classe e estimular a participação dos trabalhadores nas atividades convocadas pelo Sindicato. Sua atuação é garantida pela CTL, artigo 543. Por assim ser, o Sindicato dos Administradores no Estado do Rio de Janeiro, Sinaerj, não poderia deixar de considerar o Delegado Sindical como membro de essencial importância e destaque na atividade da entidade. Desta forma, oficializa o convite a você Administrador – trabalhador de empresa pública ou privada – para conhecer o Sindicato, participar de um bate-papo com um dos nossos Diretores e, se for o seu desejo, tornar-se Delegado Sindical do Sinaerj em sua empresa. Venha ser um elo dessa corrente que busca incessantemente a melhoria contínua das condições de trabalho, a valorização profissional dos Administradores, salário digno, respeito ao trabalhador, etc. Caso você tenha dificuldades em ir conhecer a Sede do Sindicato (Av. Treze de Maio, 13, 8º andar, Centro, Rio de Janeiro), faça contato por e-mail (sinaerj@administradores.org. br) ou telefone (21 – 2262-3090), que nós iremos até você. Qualificação dos Administradores demonstra nível dos novos Delegados Sindicais Ter um quadro de Administradores qualificados e capacitados para representar o Sindicato dentro das organizações, tem sido de extrema relevância e dimensão na intensificação das lutas do Sinaerj em prol dos trabalhadores que representa. Veja quem são os sete novos Delegados que estão representando o Sinaerj: ALDILENE ALVES DE SOUSA Delegada de Administração em saúde Graduada em Administração hospitalar com expertise em gestão de segurança e saúde do trabalhador e, pós-graduada em docência para ensino Superior, Aldilene Alves, atua como Psicoterapeuta cognitiva comportamental pelo Instituto de Neurolinguística Aplicada e trabalha atualmente como Diretora da empresa AS Treinamento. Recebeu no ano de 2012, uma Moção Honrosa da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, ALERJ, por sua atuação com Administradora. EDUARDO DE OLIVEIRA ORMOND Delegado na Baixada Fluminense Bacharel em Administração de Empresas pela UFRRJ, com MBA em Gestão Empresarial pela FGV e mestrando em Educação na UAB, Eduardo de Oliveira Ormond, atualmente é sócio diretor da Assertiva Consultores, professor do curso de Engenharia de Produção e coordenador de estágios na Universidade Geraldo Di Biase. O Administrador tem ainda experiência em empresas de diversos segmentos da economia, atuando diretamente com planejamento estratégico e coaching gerencial. LUIZ SALLES Delegado na Empresa de Pesquisas Enérgicas - EPE Formado em Administração de Empresas pela Faculdade Moraes Junior/Mackenzie Rio, pós-graduado em Administração e Recursos Humanos, e tendo formação gerencial pela PUC-RIO e MBA em Gestão de Negócios pelo IBMEC, Luiz Salles atualmente trabalha como Analista de Gestão Corporativa, na Superintendência de Recursos Logísticos da Empresa de Pesquisas Energéticas - EPE. LUIZ FERNANDO PEYNEAU DE SOUZA Delegado na Eletrobras Furnas Bacharel em Administração de Empresas pela Faculdade Cândido Mendes, Luiz Fernando atuou como Membro do Comitê do PLAMES – Plano de Assistência Médica Suplementar, operado pela Real Grandeza Fundação de Previdência e Assistência Social, em regime de autogestão, nos anos de 2005 a 2008. Atualmente trabalha como Administrador na Furnas Centrais Elétricas. MARCELO CRUZ SEPÚLVEDA Delegado na Companhia de Pesquisa e Recursos Minerais – CPRM Formado em Administração de Empresas pela faculdade Bennett e pósgraduando em Estratégia Empresarial, Marcelo Cruz Sepúlveda, trabalhou como Administrador no Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), de 2005 a 2006 e na Infraero entre 2006 e 2009. Atualmente atua como Administrador na Companhia de Pesquisa e Recursos Minerais – CPRM. MARIA NATALINA CINEGAGLIA Delegada no município de Niterói Bacharel em Administração de Empresas e Licenciatura em Letras, Maria Natalina Cinegaglia atua como professora adjunta na Universidade Estácio de Sá e trabalha há cinco anos com Ensino a Distância. Tem experiência em Administração de Recursos Humanos, Treinamento e Desenvolvimento e Mídias Sociais. Atualmente é consultora e escritora de Comunicação Empresarial. PAULO ROCHA Delegado no município de Resende Formado em Administração de Empresas e pós-graduado em Gestão Pública Municipal, Paulo Rocha atua como Tutor Presencial no Centro de Educação a Distância no Estado do Rio de Janeiro (CEDERJ), no polo Resende, como Tutor Administrativo na UNIRIO, polo Resende, além de trabalhar na prefeitura de Resende. 4 Visite o nosso Site: www.administradores.org.br

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Jornal do Administrador Fevereiro e Março de 2014 Relator da CPI das universidades privadas fala sobre os problemas do ensino superior P reocupado com a delicada e turbulenta questão do ensino superior no país, em particular, no estado fluminense, o Sindicato dos Administradores no Estado do Rio de Janeiro, Sinaerj, realizou entrevista exclusiva com o professor, Deputado Estadual e relator da CPI das universidades privadas, Robson Leite (PT), para saber sobre a crise do ensino superior privado no Brasil, seu papel e atuação nesse projeto em defesa da educação de qualidade, a importância da aprovação do Instituto Nacional de Supervisão e Avaliação da Educação Superior - INSAES, descredenciamento das faculdades Gama Filho e UniverCidade, entre outros pontos atuais e de extrema importância. Segundo o Deputado, a financeirização por grupos educacionais estrangeiros é um dos principais pilares para a precarização do ensino superior no Brasil. “A crise da Gama Filho e do Centro Universitário da Cidade é apenas a ponta do iceberg”, conta. Nesta entrevista, Robson Leite faz ainda uma crítica severa à falta de fiscalização e acompanhamento do crescimento do número de vagas no ensino superior realizada pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC). Robson Leite perior privado é a excessiva financeirização, por grunós não teríamos a vitória que tivemos na aprovação pos educacionais estrangeiros que estão comprando as do relatório da CPI. universidades no Brasil e transformando a educação DESCREDENCIAMENTOS em um negócio. Há muito dinheiro público nessa área Robson Leite: Eu discordo desse descredene isso aumentou a atratividade. Por exemplo, o ProUni ciamento da Gama Filho e do Centro Universitário da não é uma caridade da faculdade, mas é o governo Cidade. O MEC poderia ter agido de outra forma e quem banca e o FIES, que oferece a possibilidade do ter feito uma intervenção. Infelizmente o MEC fez uma escolha política equivocada. Espero que haja discernialuno pagar o curso em até 18 meses depois de formado, tem todo o dinheiro indo direto para a faculdade, mento do Ministério e ele reconsidere a decisão. Não FRAUDE NA FISCALIZAÇÃO DO MEC isso acabou se tornando um grande atrativo ao lucro. sou Ministro, mas estou fiscalizando se esse procesRobson Leite: Nos últimos anos, através da Eu ouso dizer que se o INSAES não for aprovado o so de transferência assistida vai funcionar de forma mais rápido possível, nós corremos o sério risco de criação do ProUni e do FIES, houve um crescimento correta, pois é preciso garantir que todos os alunos transformar a educação supesignificativo no número de vagas do estejam matriculados em uma universidade, sem preensino superior, o que é muito porior privada em commodities. juízos acadêmicos, econômicos ou financeiros; bem “O SINDICATO é UM INSTRUMENTO sitivo, entretanto, todo esse avanço A crise da Gama Filho e da como assegurar o emprego de todos os professores IMPORTANTíSSIMO PARA A expôs a incapacidade e fragilidade UniverCidade é apenas a pone profissionais e, que esse processo seja transparente LUTA SOCIAL E SE NÃO FOSSE ta de um iceberg de problemas e republicano. do Ministério da Educação, que não O MOVIMENTO SINDICAL NÃO acompanhou esse crescimento e não no ensino superior. TERíAMOS A APROVAÇÃO DA CPI” realizou uma fiscalização apropriada FEDERALIZAÇÃO e eficiente. A forma como essa fisCPI DAS UNIVERSIDADES Robson Leite: É complicado, pois não exiscalização é realizada no ensino superior privado é um Robson Leite: A CPI surgiu no calor das dete uma portaria ou decreto do Ministério da Educação missões de profissionais da Gama Filho e da UniverCiconvite à fraude. Além disso, hoje, o IGC (Índice Geral sobre a federalização de universidades privadas. Para dade, já sob o comando da Galileo, que causaram um de Cursos) que tem por objetivo avaliar a excelência que isso ocorra, é preciso mais do que vontade políacadêmica, não leva em consideração fatores importantremendo escândalo, pois foram quase 600 demissões, tica, mas um forte desejo do MEC para realizar essa tes como irregularidades e fraudes, questões que são onde os professores não receberam as suas indenizamudança. prejudiciais à educação de qualidade. ções trabalhistas. Lutamos durante meses para realizar esse documento e as investigações e, apesar dos TRANSFERêNCIA ASSISTIDA PROjETO DE LEI - INSAES problemas e imposições no momento da aprovação da Robson Leite: O MEC tem o prazo até marRobson Leite: Tenho pressionado o Ministévotação, pois exigiam a retirada ço para realizar a transferência rio da Educação para a aprovação do Projeto de Lei de alguns nomes de indiciados, assistida de todos os alunos de “NÃO INTERESSA AO MAL o resultado final foi muito conambas as universidades. Nós 4372/2013, que cria o Instituto Nacional de Supervisão EMPRESáRIO O ESTADO e Avaliação da Educação Superior - INSAES, que vinclusivo e positivo. No relatório provocamos o Ministério PúbliFISCALIZAR, QUANTO MENOS culado ao MEC, daria ao Ministério o poder de intervir co a fim de que ele realize uma final da CPI fizemos 79 propostas FISCALIZAÇÃO MELHOR” nos grupos financeiros que controlam as faculdade e concretas para mudar o ensino ação civil pública revogando os universidades privadas. Atualmente, o Governo Federal superior no país. Nós não restrindescredenciamentos e determisó pode atuar quando há crise acadêmica, mas não gimos esse documento apenas a quem cometeu crimes nando a intervenção judicial, entretanto, isso depende financeira. O INSAES será como uma Receita Federal, ou a indiciados, mas a uma busca por uma educação das duas partes. Estou muito preocupado com essa só que ao invés de auditores para fiscalizar a renda, de qualidade. A conclusão é que hoje, o setor do endeterminação do Ministério da Educação, e essa desserão profissionais concursados inspecionando a edusino superior privado do Brasil está passando por um confiança me obriga a acompanhar a lei e o edital de cação. Hoje, isso não acontece. O Instituto terá o poder caos e precisa de medidas urgentes. transferência assistida e a cobrar do MEC uma resposta que garanta o emprego de todos os professores. de fazer um cruzamento de informações sobre as universidades, além de ter condições de fazer uma interAPOIO DO MOVIMENTO SINDICAL Independente da decisão final e se a escolha do Minisvenção nas mantenedoras, que é o grande problema no Robson Leite: O Sindicato é um instrumento tério da Educação for mesmo a transferência assistida, momento. Parte dos donos de universidades é contra o importantíssimo para a luta social e se não fosse o meu trabalho será agir de forma para que tudo funcione projeto, porque não interessa ao mal empresário o estamovimento sindical, o movimento estudantil, o apoio do de maneira transparente e que alunos e professores do fiscalizar, quanto menos fiscalização melhor. Sindicato dos professores e também nessa reta final sejam assistidos sem maiores danos. do Sindicato dos Administradores no Estado do Rio Assista a entrevista completa que o Deputado FINANCEIRIZAÇÃO NO SETOR DA EDUCAÇÃO de Janeiro, que fez um debate sobre o assunto, pelo Estadual Robson Leite, concedeu ao Programa Sem ReRobson Leite: Outro problema no ensino suinteresse de proteção aos seus futuros trabalhadores, ticências, no site da ADM TV: www.administradores.tv.br MANIFESTAÇõES DOS PROFISSIONAIS Robson Leite: As manifestações de junho de 2013 deram uma grande contribuição para o andamento da nossa CPI, pois tenho plena convicção de que se fosse em outro momento nós não conseguiríamos aprovar e dar curso ao documento. A população na rua e essa luta por mais direitos, foi fundamental para a provação desse relatório. Acesse nosso canal de vídeos: www.administradores.tv.br 5

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Fevereiro e Março de 2014 Jornal do Administrador Caso Gama Filho e UniverCidade: Entenda porque as duas instituições foram descredenciadas pelo MEC No dia 14 de janeiro, o Ministério da Educação (MEC) informou o descredenciamento da Universidade Gama Filho e do Centro Universitário da Cidade (UniverCidade), ambas administradas pelo Grupo Galileo Educacional. A decisão foi tomada porque as instituições apresentavam um quadro de baixa qualidade acadêmica, grave comprometimento da situação econômica-financeira da mantenedora e ausência de um planejamento para solução das questões. A série de problemas administrativos e financeiros que envolveu as duas instituições teve início em meados de 2011, quando o Galileo assumiu a administração de ambas as faculdades, tendo conhecimento do colapso financeiro pelo qual elas passavam. Ao final de 2012, o MEC, motivado pelos mais diversos tipos de denúncias, resolveu instaurar um processo de supervisão e uma comissão de acompanhamento para avaliar a Gama Filho e a UniverCidade. No entanto, a crise nas instituições se agravou após a deflagração da greve dos professores e alunos devido à falta de pagamento dos salários dos funcionários das instituições. Além disso, o grupo impôs um aumento abusivo na mensalidade, onde os reajustes variavam entre 18% e 40%, bem acima dos 5,9% determinados pela taxa de inflação da época. Ao que tudo indica, o descredenciamento foi o epílogo de uma má administração e superfaturamento da mantenedora Galileo. Porém, independente de quem seja a culpa, fica a pergunta que não quer calar: como fica a situação dos alunos e professores? Os 12 mil estudantes matriculados nas duas instituições, sendo 8,9 mil na Universidade Gama Filho e 3,1 mil na UniverCidade, deverão ser transferidos para outras instituições particulares no que é conhecido como “transferência assistida”. A possibilidade de “federalização” das instituições, sugerida e apoiada pelos reitores das universidades federais do Rio (UFRJ, UFF e Unirio), foi inicialmente indeferida pelo MEC, pois o ministério considera o procedimento “inconstitu- cional”. No caso dos mais de 1,6 mil professores e 1 mil funcionários das faculdades, a solução de realocação ainda não foi definida. O Sindicato dos Administradores no Estado do Rio de Janeiro, Sinaerj, se solidariza com os estudantes e professores das faculdades Gama Filho e UniverCidade e espera que o Ministério da Educação tome a melhor decisão e ação, em prol de um ensino superior de qualidade para os futuros profissionais de Administração e docentes da área. Mas vale deixar a pergunta: a quantas anda a saúde financeira e a qualidade de ensino das inúmeras faculdades particulares espalhadas pelo Estado do Rio de Janeiro? Um dos temas que deve avançar na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), no Senado, neste ano de 2014, será a redução da jornada semanal de trabalho. Continuamente presente nas pautas do movimento sindical e incansavelmente abordada pelo Sindicato dos Administradores no Estado do Rio de Janeiro, Sinaerj, a questão ganhou o apoio do relatório do Senador Walter Pinheiro (PT/BA), que se mostrou favorável ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 254/2005, do Senador Paulo Paim (PT/ RS), e desenvolveu um substitutivo à proposta que pretende criar o Pacto Empresarial do Pleno Emprego (PEPE). O projeto tem como base a experiência bem sucedida de uma empresa do estado do Paraná, que reduziu a jornada de trabalho dos empregados e conseguiu aumentar a produtividade da organização. No PLS, de Paim, está prevista a redução das 44 horas atuais de trabalho, para 36, em regime de seis horas diárias, sem redução de salários, entretanto com o compromisso de que o nível de produtividade dos empregados se mantenha idêntico ao da jornada normal. A adesão à proposta pela empresa seria voluntária por um período de cinco anos, de Sindicato dos Administradores defende e apoia redução da jornada de trabalho forma a avaliar a experiência e os resultados sobre a produtividade da organização. Esse prazo também vale para os contratos com carga horária reduzida. Ao final dos cinco anos de atuação, a organização poderá decidir se continua com a nova jornada ou retorna a antiga. Como uma alternativa ao texto, o Senador Walter Pinheiro, relator do projeto, apresentou uma proposta que vai ao encontro das reivindicações da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e, consequentemente do Sinaerj, pois estabelece 40 horas semanais, sem redução salarial. O texto substitutivo de Pinheiro propõe ainda diversos mecanismos de compensação como: a redução de 50% do valor das alíquotas das contribuições ao Sistema “S” (como os Serviços Sociais da Indústria e do Comércio - Sesi e Sesc) e a redução das contribuições para o salário educação e, para financiar o seguro de acidente do trabalho. Segundo estimativas do Senador Pinheiro, em seu relatório, se aprovada, a medida poderá gerar cerca de 2 milhões de novos postos de trabalho no Brasil. De acordo com Organização Internacional do Trabalho (OIT), a limitação da jornada de trabalho recomendada é de 40 horas semanais. Segundo dados da entidade, nos últimos 20 anos, diversos países adotaram a redução em suas jornadas de trabalho. A França, uma das primeiras a reduzir a carga horária laboral para 40 horas, hoje tem sua jornada estabelecida em 35 horas. A Espanha é outro país que reduziu a jornada de 39,7 para 35,9 horas e, a Alemanha, considerada um dos países da União Europeia com maior carga laboral, diminuiu de 41,6 para 40,8 horas. No Brasil, a empresa paranaense B.S. Colway Pneus Ltda, foi a pioneira na experiência de redução de carga de trabalho e, em 2000 reduziu a jornada dos trabalhadores para 36 horas semanais. De acordo com o presidente da organização na época, Francisco Simeão, os resultados foram muito favoráveis. O aumento da produtividade chegou a 37%, superando a expectativa inicial de 12%. A redução para 40 horas semanais de trabalho é uma bandeira que a CUT defende e que tem o total apoio do Sindicato dos Administradores no Estado do Rio de Janeiro (Sinaerj). A Diretoria do Sindicato acredita que a aprovação da medida pode gerar mais renda e emprego para a população, bem como, possibilitará a melhora da qualidade de vida do cidadão, sobretudo, da classe Administradora. 6 Curta no Facebook: www.facebook.com/adm.sinaerj

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Jornal do Administrador Fevereiro e Março de 2014 Trabalhador perde 48% do FGTS Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou nota técnica onde analisa a forma de correção do saldo das contas vinculadas ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A nota é chamada de “O FGTS e a TR (Taxa Referencial)” e estima em 48,3% o total das perdas no valor real do Fundo de Garantia depositado na conta dos trabalhadores devido às alterações de cálculo da Taxa Referencial do Fundo desde 1999. As formas de correções dos depósitos vinculados ao FGTS sofreram várias mudanças ao longo dos anos. Essas revisões foram danosas, pois representam perdas significativas para os trabalhadores. O prejuízo na hora do saque é configurado pela diferença entre o reajuste do fundo e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Isso Sinaerj busca reparação das perdas na Justiça O acontece quando o INPC supera a Taxa Referencial, pois a diferença cumulativa entre as taxas cresceu tanto que, mesmo considerando o acréscimo dos juros capitalizados, a correção acumulada das contas vinculadas torna-se inferior à inflação acumulada em igual período. O acerto do saldo dessas contas vinculadas ao FGTS, que vem apresentando rendimento abaixo da inflação, passou a ser motivo de preocupação do movimento sindical, que busca a recuperação das perdas. Por assim ser, as centrais vão cobrar do governo a instituição de uma Medida Provisória para mudar imediatamente as regras de correção do FGTS e interromper a sangria na conta do trabalhador. Inicialmente, todos os trabalhadores que tiveram ou tenham algum saldo em seu FGTS entre 1999 até os dias de hoje, aposentados ou não, têm o direito de reaver as perdas do benefício. Diante disso, o Sinaerj busca para os Administradores sindicalizados a reparação no Judiciário de mais uma herança injusta legada pelo governo FHC. Por assim ser, o Sindicato orienta que seus associados reúnam Cédula de Identidade (RG), comprovante de residência, CTPS em que conste o número de PIS/PASEP, extrato analítico da conta do FGTS (CEF) e Procuração, e entrem em contato com o Sinaerj através dos telefones: (21) 2262-3090/ 2532-2387 ou pelo e-mail: sinaerj@ administradores.org.br. Adm. Pedro Paulo Leite comenta sobre os desafios no campo da gestão do Sistema Único de Saúde – SUS specialista em Gestão Hospitalar e de Projetos em Saúde pela Escola Nacional de Saúde Pública/Fiocruz, o também professor do Programa Proforma – RIO, de formação profissional em saúde (Ministério da Saúde/PCRJ), Pedro Paulo Leite, conversou com a nossa equipe sobre as atuais dificuldades enfrentadas pelo setor público de saúde no Brasil, além do resultado da presente gestão dentro do SUS. Segundo o Administrador, que atuou ainda nas secretarias de Saúde e Administração da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, a atual crise na saúde vem ocorrendo devido ao financiamento do setor pela falha na organização gerencial no sistema. Além disso, Pedro Paulo, exprime sua opinião favorável ao SUS, por ser uma conquista do povo brasileiro, mas que precisa aumentar a qualidade de atendimento e a efetividade geral do sistema. jornal do Administrador: Quais as dificuldades no gerenciamento do setor público de saúde no Brasil? Pedro Paulo Leite: Podemos afirmar que existem dois aspectos associados ao que foi denominada como crise na saúde, o financiamento do setor e a gestão do sistema. Apesar da existência de mecanismos de transferência regular e automática dos governos federal e estadual para os municípios brasileiros, os problemas de atendimento permanecem. Há a prevalência de um quadro de pressão de uma demanda crescente por serviços de saúde na esfera do SUS. E estas dificuldades, são consequências não apenas dos constrangimentos financeiros, mas também, em grande medida, representam fragilidades associadas à condução gerencial das organizações de saúde. Qual a sua opinião sobre os resultados da gestão do SUS? Eu defendo o SUS como uma conquista do povo brasileiro ao acesso universal dos serviços de saúde no Brasil. Estudos mostram que o país gasta mais com saúde do que outros de renda média: 8,2% do PIB, sendo que 45% desse valor provêm de fontes públicas. O SUS que aparece na imprensa é o das filas, do mau atendimento, mas existe o SUS que dá certo, que funciona, e que precisa se consolidar aumentando a qualidade do atendimento e a satisfação dos usuários, ao mesmo tempo em que aumenta a efetividade geral do sistema. A gestão de recursos e valores financeiros no SUS tem que peso em seu desempenho? De maneira geral, podemos afirmar que o desempenho dos hospitais no Brasil não é dos melhores, principalmente quanto ao que se refere ao atendimento da população mais pobre, que não pode pagar por um plano de saúde. Um estudo não muito recente, mas ainda revelador realizado pelo Banco Mundial, mostra que apenas 5% dos hospitais brasileiros públicos e até mesmo os privados, possuem um sistema de custos implantados, isto é, poucos sabem quanto custa manter um paciente internado, demonstrando assim baixa capacidade gerencial. Por outro lado, há também um erro quando privilegiamos o hospital em detrimento do atendimento preventivo em unidades básicas de saúde, dentro da ESF (Estratégia de Saúde da Família). Principalmente porque nem sempre o hospital deve ser a primeira opção de atendimento. Quais os principais desafios no gerenciamento do SUS? Hoje, são muitos os arranjos institucionais nos setores público e privado que compõem o sistema de saúde. Mas é certo que os modelos de gestão altamente centralizados, utilizados em hospitais públicos, não conseguem dar conta das demandas que a complexidade destas organizações exige, particularmente, ao compararmos àqueles modelos onde há maior autonomia de gestão e forte profissionalização de seus recursos humanos. Estão faltando profissionais de Administração na saúde? Por quê? Com certeza não, temos profissionais qualificados para atuar nos mais diversos níveis do sistema de saúde. O que falta é a percepção de que vale a pena contratar um profissional com formação específica na área da saúde. É preciso conhecer as particularidades destas organizações e a sua complexidade para assumir com competência as diversas responsabilidades características do cargo de Administrador na esfera da saúde. E Visite o nosso Site: www.administradores.org.br 7

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Fevereiro e Março de 2014 Jornal do Administrador “Que comec em os t r ab alhos” 2014 chegou, mas e agora? Início de ano sempre oferece um sentimento dúbio entre os profissionais, pois ao mesmo tempo em que surgem os anseios de esperança e novas oportunidades, também crescem as preocupações com o futuro e com as metas para os doze meses que estão por vir. Entretanto, apesar de todas as dúvidas e inseguranças, a virada para um novo ano oferece ao profissional ótimas oportunidades de avaliação do que foi realizado de positivo no passado e, o que ainda precisa ser alinhado. Mudar o ciclo pode possibilitar novas perspectivas e conquistas, mas para isso, é preciso foco e determinação. Para que haja reais e necessárias mudanças, sobretudo, na vida profissional, é preciso que o indivíduo não apenas espere que as coisas ocorram por si só, mas trace um plano de ação e trabalhe focado nas prioridades, para somente assim, conseguir alcançar objetivos e o tão desejado sucesso na carreira. Muitas vezes, a vida profissional encontra-se em situação de desordem e repleta de dúvidas, no entanto, isso pode ser positivo e representar uma oportunidade para dar aquela turbinada na profissão. Por exemplo, a entropia - palavra que vem da física termodinâmica e que tem como definição geral, medir o grau de desordem no sistema - pode muitas vezes ser associada à bagunça, pois ela gera a desordem ordenada, contudo, é no momento de caos que surgem as grandes ideias e oportunidade para a reversão do problema. Muitos especialistas afirmam que as empresas que não tem determinada entropia em seu ciclo de vida, normalmente costumam cair em falência, pois, um novo concorrente no mercado pode abalar inicialmente, mas é o que impulsiona a organização a abrir novos ares e mercados. Assim, se o ano iniciou cheio de dúvidas, incertezas ou caótico, transforme esse fluxo de energia de modo a equilibrá-lo e, entenda que, mudanças e novos ciclos podem ser benéficos para a vida profissional. Outro fator que também tem fundamental importância nessa fase é a tão conhecida estratégia. Essa palavra que vem do grego antigo stratègós, de stratos que significa exército, e ago, liderança e, que tem diversas variações, como strategicós, stratégema, stratégion, entre outras, é o que faz a ponte entre o idealizar e o realizar. É através dela que definimos as metas, e esse é o ponto de partida para garantir a ação. Desta forma, “que comecem os trabalhos”. O ano de 2014 começou, então aproveite a energia do momento e arrume a bagunça deixada em 2013, trace metas e estratégias de forma a turbinar ou modificar completamente a vida profissional ou o andamento da organização. Use o ânimo e a disposição que a chegada de um ano novo proporciona, para conquistar o tão desejado sucesso profissional. Adm. Reinaldo Antonio da Silva Diretor de Comunicação do Sinaerj P r o g r a m a ç ã o d a A D M T V p a s s e i a e n t r e cob e r t u r a d e gr eves e en t r evis t as com r enom a dos Adminis t r a dor es Mais uma vez o Sindicato dos Administradores no Estado do Rio de Janeiro (Sinaerj) saiu na frente para trazer maior informação e conhecimento aos seus associados. Com a implementação da ADM TV – a TV dos Administradores, o Sinaerj, levando em consideração que os vídeos são a nova tendência de comunicação, já alcançou grande abrangência com esta nova ferramenta que vem servindo como acólito nas diversas ações do sindicato. Desde a sua estreia em abril de 2013 até o final do mesmo ano foram contabilizadas 10.516 visualizações dos vídeos entre programas e matérias que vão desde a cobertura de greves a entrevistas com renomados Administradores. O Sinaerj buscando sempre atender os anseios e interesses da categoria pensa, juntamente com sua assessoria de comunicação, em assuntos inerentes à profissão e também temas atuais de utilidade pública. Dentre as inúmeras coberturas, a ADM TV esteve presente na greve dos trabalhadores das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Resende, bem como também cobriu a greve da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Nelas, trabalhadores e sindicalistas tiveram suas entrevistas gravadas para a posteridade. Outro assunto que não poderia ficar de fora da programação da TV dos Administradores tem relação com as manifestações populares que eclodiram em junho de 2013 no Brasil inteiro. O Sinaerj acompanhou os protestos cariocas e fez questão de trazer uma análise da conjuntura em entrevista do Cientista Político, Giuseppe Cocco, que acompanhou de perto o grito das ruas. A TV do Sinaerj também trouxe grandes nomes da Administração como o vereador e Administrador Reimont Otoni, que explicou como administra seu tempo e deu dicas aos espectadores que tem problemas com as prioridades do dia a dia. Entre outros Administradores convidados podemos citar também Luiz Salles, que falou sobre os desafios da Administração pública e Hélio Meirim, que tratou do tema da logística, um dos pilares da Administração. A ADM TV tem constituído uma excelente opção de informação para toda a classe Administradora, além de tudo, esse meio interativo de comunicação permite aos espectadores assistirem o conteúdo que desejam no momento e local de maior comodidade. A programação completa da ADM TV pode ser acessada através do site: www.administradores.tv.br. 8 Sinaerj - Av. 13 de Maio, 13 - 8º andar, Centro, Rio de Janeiro / RJ - CEP 20003-900

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