O Campo

 

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Revista de informação agrícola, mantida pela Coopermota, com circulação bimensal.

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Edição 1 • janeiro e fevereiro • 2014 Coopershow: Experimento no rio Paranapanema avalia ração para peixes difusão de tecnologia e pesquisa Parcelas de demonstração avaliam viabilidade de plantio de 31 cultivares na região

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Mais saúde e energia para seu animal. RAÇÃO ANIMAL COOPERMOTA PEIXES SUINOS BOVINOS EM BREVE EQUINOS OVINOS RAÇÃO PET 18 3341 9424 Avenida Giufredo Boretti, 120 Cândido Mota / SP

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Editorial Informação e difusão de conhecimento Em uma sociedade globalizada e midiatizada, a informação tem importância e relevância contudentes, devido ao potencial de sua inserção em questões de formação de opinião e estratégias de ações de uma forma geral, seja nos negócios e na vida profissional ou nos aspectos mais simples da vida cotidiana. O saber é essencial. Pensando nisso e valorizando o aspecto de ampliação de fontes de informação para contribuir para uma sociedade ativa no ponto de vista político e social, e ainda disponibilizar subsídios para a existência de olhares reflexivos sobre os fatos da vida e, em especial, da agricultura, a Coopermota lança a revista “O Campo”. A proposta é difundir informações relevantes aos leitores do Vale Paranapanema, estendendo sua distribuição tanto entre os seus cooperados, como também entre leitores de diferentes grupos, sejam estes residentes ou circulantes, das proximidades de onde a cooperativa possui suas unidades. Até 2012, o jornal “Informativo Coopermota” cumpria a função de ser o elo entre o cooperado e a diretoria da Coopermota, porém, a partir deste ano, repaginamos nossa proposta comunicativa, migrando nossa atuação para a revista “O Campo”, seguindo a tendência da cooperativa de crescimento e expansão. Além disso, mantivemos nosso contato com a comunidade em geral a partir do boletim de rádio veiculado em emissoras de Cândido Mota, Palmital e agora também em Iepê e aperfeiçoamos nossa comunicação via site. A revista “O Campo” terá colunas fixas temáticas e informativas, sobre diferentes assuntos, envolvendo abordagens sobre os mercados de grãos e de insumos, notícias do campo, rações para animais, cultura, transportes e pesquisa em agricultura. Contudo, nesta primeira edição, direcionamos as reportagens deste veículo para a Coopershow, evento de difusão de tecnologia realizado há oito anos pela cooperativa e que reúne instituições de pesquisa, empresas do setor de grãos e agroquímicos, representantes de maquinários e implementos agrícolas, bem como milhares de produtores. Esperamos que tenha uma boa leitura! Expediente EDITORA Vanessa Zandonade ARTE E DIAGRAMAÇÃO Lappis Comunicação IMPRESSÃO Triunfal Gráfica e Editora TIRAGEM 1500 exemplares ANÚNCIOS E PATROCÍNIOS Departamento de Comunicação Coopermota - 18 3341.9436 REPRESENTANTE COMERCIAL Agromídia - São Paulo Guerreiro Agromarket - Florianópolis REVISTA O CAMPO Av. da Saudade, 85 Cândido Mota - SP PRESIDENTE Edson Valmir Fadel VICE-PRESIDENTE Antônio de Oliveira Rocha DIRETOR SECRETÁRIO Silvio Aparecido Zanon Belloto janeiro e fevereiro 2014 O CAMPO 3

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Olhar Cooperativo Especial Coopershow Sumário Fim da safra verão e início de segunda safra do Vale Paranapanema O período de colheita se aproxima e as perspectivas de produtividade e rentabilidade dos produtores do Vale Paranapanema para a cultura do milho de segunda safra são positivas. Durante a safra verão tivemos situações de estiagens localizadas em alguns municípios mas, de uma maneira geral, o quadro de produtividade apresenta estimativas positivas. Em alguns casos poderemos ter até recordes de produção, com previsões de aproximadamente 150 sacas por alqueire. Da mesma forma, as perspectivas são boas para o plantio do milho de segunda safra, o qual deve ser cultivado em períodos mais favoráveis, tanto no que se refere ao clima, como nos desdobramentos desta cultura, subsequente a uma safra que, na média, apresentou dados positivos. O plantio está prestes a ser iniciado, em fevereiro. O monitoramento dos produtores, no entanto, deverá ser mantido nesta safra, a exemplo do que verificamos no verão. Algumas propriedades deverão ter o plantio de milho no momento em que ainda deverá haver algumas culturas de soja em final de ciclo no seu entorno. Dessa forma, a migração de pragas pode ocorrer mais facilmente, exigindo a atenção dos produtores. A Helicoverpa e outras lagartas trazem maiores danos ao milho em sua fase inicial. Sendo assim, as orientações do nosso corpo técnico são para que sejam cultivadas sementes tratadas, com monitoramento anterior e posterior ao plantio, realizando pulverizações em caso de necessidade. Visamos, com isso, garantir que o milho fique em uma situação de controle, no que se refere a pragas e doenças. Desejamos a todos uma boa safra! 05 08 09 10 13 14 15 18 20 22 Vitrine de Tecnologia Agrícola do Vale Paranapanema Manejo constante e controle adequado contra a buva Rotação de culturas contra pragas resistentes em soja e milho Parceria para Pesquisas em Agricultura no Campo de Difusão Demonstrações em Campo trazem resultados de variedades e aplicações de agroquímicos Negócios em máquinas e implementos para pequenos e grandes produtores Viabilidade de ração para peixes comprovada em experimento Cultivares de soja analisados quanto à realidade regional Edson Valmir Fadel Presidente da Coopermota Notícias do Campo Aconteceu em Janeiro Formação e cultura à comunidade 4 O CAMPO janeiro e fevereiro 2014

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Vitrine de Tecnologia Agrícola do Vale Paranapanema O evento reúne os parceiros da Coopermota e um único recinto para que o produtor possa visualizar as opções de tecnologia de uma forma ampla R otação de cultura, condições climáticas e adversidades, pragas, doenças e produtividade são os temas das análises e resultados transmitidos em evento agrícola de tecnologia realizado no Vale Paranapanema. Ao final da Avenida Saudade, em Cândido Mota, localizam-se os trabalhos avaliados e testados nas condições climáticas e características do solo regionais. Suas especificidades são demonstradas a produtores e técnicos em evento anual da Coopermota, realizado há oito anos no Campo de Difusão de tecnologia da cooperativa. Trata-se da Coopershow, batizada pelos seus organizadores e idealizadores como a vitrine de tecnologia agrícola voltada ao produtor. O objetivo é apresentar tecnologias já testadas no que se refere à sua aplicação no meio regional. O evento oferece uma série de ações em pesquisa, tecnologia, intercâmbio entre produtores e técnicos de vários municípios, além de informações agrícolas e novidades de mercado, atraindo um público aproximado de três mil participantes. A organizadora do evento, Sabrina Fleury, avalia que a Coopershow possibilita ao produtor ter acesso, de uma forma mais ampla, a todas as opções disponíveis no mercado para o melhor desenvolvimento de sua atividade agrícola. “O agricultor não precisa testar nada em sua propriedade, pois essa análise é feita no Campo de Difusão da Coopermota. Ele vai utilizar aquilo que já foi testado e deu certo”, enfatiza. Ela destaca que as informações e pesquisas são direcionadas tanto ao pequeno, quanto ao grande produtor, considerando as particularidades de cada realidade. A maioria dos agricultores situados na região do Médio Paranapanema são pequenos e mini produtores e, aproximadamente, 70% dos cooperados da Coopermota, se enquandram nesta categoria. Sendo assim, as atividades da vitrine tecnológica se voltam tanto ao cultivo dos grãos e a utilização de tecnologia de ponta para uma maior produtividade e rentabilidade no agro- janeiro e fevereiro 2014 O CAMPO 5

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Especial Coopershow Saída dos agricultores aos campos de visitação negócio, como também dá subsídios para a criação de animais em pequena escala e para trabalhos viáveis à atividade destes cooperados, fomentando a diversificação de culturas. Fleury explica que o pequeno produtor tem a opção de investir em outras áreas da atividade agrícola como a olericultura, a horticultura, a piscicultura e outras, o que é difundido na Coopershow. “Mesmo entre aqueles que podem fazer altos investimentos em sua cultura, a orientação é que estes também tenham outras formas de explorar a terra, tendo em vista que a monocultura não é o sistema de produção mais indicado”, diz. A estrutura da Coopershow é formada por espaços destinados à demonstração de opções de manejos e avaliações de produtos no Campo de Difusão, como também por áreas de exposição de máquinas e implementos agrícolas comercializadas com planos específicos ao produtor participante do evento. Na edição de 2014, são cerca de 60 empresas das áreas de insumo, maquinários e implementos agrícolas. A organizadora do evento destaca que a reunião de todos os parceiros em um único local permite que o produtor visualize todas as suas opções e ainda ganhe tempo e subsídios para a sua escolha, tanto entre os produtos agrícolas e as opções de manejo apresentadas como entre os maquinários e implementos. Além das ações de demonstração de campo e de exposição de maquinários, a vitrine tecnológica oferece um ciclo de palestras com pesquisadores do setor. Em 2012, em parceria com o IAC/Apta, a Coopershow ofereceu um curso que pôde ser aproveitado tanto pelos pequenos produtores, como também pelos agricultores de maior porte, destinado ao corte de cordeiros e a inserção deste produto no mercado. Neste ano, as orientações estão voltadas à olericultura, plasticultura e pequenos espaços que valorizam a mão de obra familiar e os pequenos investimentos. } PARCEIROS NA PRÁTICA Além das empresas do setor agrícola e comercial, os produtores da região são os principais parceiros da Coopershow, com participação assídua. Eugênio Espanhol, é produtor do município de Cândido Mota e conta que esteve presente em todas as edições. “A gente sempre aprende muito com as informações que vemos na Coopershow, seja sobre manejo, pragas ou cultivares”, diz. Espanhol tem 77 anos e desde os oito trabalha no campo. Ele avalia as mudanças do setor, destacando que o uso da tecnologia se tornou indispensável para a rentabilidade da produção. “Antes a produtividade era muito menor, a gente colhia entre 50 e Visita a campo de demonstração de cana 6 O CAMPO janeiro e fevereiro 2014

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Orientações sobre cultura da banana Animais tratados com volumoso da parte aérea da mandioca 60 sacas. Hoje esta produção não dá pra pagar os custos que temos”, lembra. Ele pondera que a tecnologia chegou para trazer maior rentabilidade e também aumentou a necessidade de investimentos. Sendo assim, defende a busca constante de informações para a manutenção do agricultor no campo, considerando a Coopershow como um importante meio para isto. Da mesma forma, José Montechiesi, de Palmital, destaca que a Coopermota e, especificamente, a Coopershow são suas principais fontes de informação. “É importante participar do evento para conhecermos as novidades, tanto em inovação de tecnologias como em produtos lançados no mercado, ter orientações sobre espaçamentos, plantio, consórcio de forrageiras, rotação de cultura, cultivares híbridas e outros. Na medida do possível coloco em prática as orientações repassadas”, afirma. A atenção dos agricultores na Coopershow está voltada a todas as novidades expostas, seja entre os produtos testados no campo, como entre os maquinários. Loide Gonçalves de Oliveira, produtora de Cândido Mota, conta que durante a edição da Coopershow de 2012, adquiriu uma colheitadeira com plano diferenciado, o que lhe ajudou consideravelmente. Ela planta cana e soja e conta que possui uma área de sua propriedade com nematóide, assunto que lhe despertou interesse nas palestras e demonstrações de campo da Coopershow. “Conheci uma variedade de soja que ajuda a controlar a doença. Essa informação me foi muito útil, mas ainda não a utilizei porque a área é pequena e por enquanto não nos tem causado muitos problemas. Ainda não optamos por ela, mas caso aumente já sabemos o que usar”, comenta. A produtora destaca que a partir das informações obtidas na Coopershow e junto a outros agricultores participantes do evento, pode ter informações sobre a eficácia de produtos aplicados, em relação aos resultados esperados. } ENVOLVIMENTO TÉCNICO Assim como os produtores, profissionais ligados à extensão rural e instituições de pesquisa agrícola também formalizam parcerias com a Coopershow para a difusão de conhecimento aos agricultores. O assistente de planejamento do escritório regional da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), Luiz Antônio Pavão, enfatiza que a realização da Coopershow é uma oportunidade importante para a região, tendo em vista que são trazidas diversas informações sobre tecnologia agrícola de uma forma acessível à região. “A Coopershow traz a tecnologia na porta do agricultor, sem que este precise ir buscar tais informações em outras regiões”, afirma. Ele comenta que recentemente esteve em um evento semelhante à Coopershow, porém nos EUA. Em sua avaliação, a vitrine de tecnologia realizada em Cândido Mota está em um patamar de equilíbrio com o que conheceu no exterior. Pavão afirma que os dados transmitidos nestas iniciativas de demonstração ao produtor são muito importantes, pois trazem aspectos do desenvolvimento da agricultura, desde o início de preparação para o plantio até a comercialização. “É necessário atualizar-se constantemente, tendo em vista que o conhecimento é fundamental para que sejam atingidos bons resultados. Estamos na era do conhecimento e precisamos estar inseridos neste sistema”, defende. Para a oferta de resultados de pesquisa em experimentos, além das parcerias com as empresas do setor para a análise dos produtos disponíveis no mercado, a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) ocupa o papel de desenvolvimento de pesquisas do setor no estado de São Paulo. Por meio da parceria formalizada com a instituição, a Coopershow contou com a participação da Apta em todas as suas edições, tendo ainda a contribuição do órgão na formação da área onde está situado o Campo de Difusão. O diretor da Apta/Assis, Ricardo Kanthack enfatiza que a parceria com a Coopermota já ocorre há muitos anos e rendeu ótimos resultados de pesquisa e desenvolvimento rural. janeiro e fevereiro 2014 O CAMPO 7

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Especial Coopershow Manejo constante e controle adequado contra a buva O controle químico deve ser alternativo e acompanhado de outras formas de manejo E la já é conhecida pelo produtor e ainda causa transtornos no que se refere ao seu controle. A buva adquiriu características resistentes ao uso de glifosato, o que dificulta a sua eliminação das plantações. As plantas de buva resistentes ao defensivo conseguem impedir o transporte do herbicida para as suas raízes, concentrando o produto no ponto em que ele foi aplicado. O manejo desta praga deve ser realizado continuamente, com a eliminação das plantas que crescem nas margens de estradas, entre outras medidas. O pesquisador da Embrapa, atuante na área de manejo de plantas daninhas na cultura da soja, Dionisio Luiz Pisa Gazziero, explica que as minúsculas sementes da buva disseminam-se pelo vento com muita facilidade e, dessa forma, salienta que os maiores problemas de manejo são observados quando o seu controle é realizado somente na dessecação de pré-semeadura da cultura. Entre as culturas que contribuiem para a eliminação da buva, normalmente utilizadas como cobertura de solo, estão a aveia, o nabo forrageiro, a Brachíaría ruzízíensis, entre outras. Contudo, o ideal manejo de controle desta praga Buva, em propriedade de Campos Novos Paulista também contempla a adoção de um sistema de rotação de mecanismos de ação e na eliminação dos exemplares que sobreviveram às aplicações de herbicidas. É importante que haja sempre a rotação de culturas e os equipamentos sejam limpos com frequência para que eles não sirvam como transporte da buva entre uma localidade e outra. Gazziero lembra que quando a planta possui menor porte ela é controlada com maior facilidade e, portanto, o produtor deve usar todas as estratégias para tentar reduzir tanto o número de buvas das plantações como também o tamanho dos exemplares da praga. O manejo de plantas daninhas de uma forma geral tem o objetivo de controlar as invasoras com sustentabilidade e vantagens econômicas ao produtor. “Por ser rápido e prático, o controle químico é o mais utilizado, mas os herbicidas devem ser vistos como alternativas e parte integrante de um programa de manejo. Nos anos 1980, plantas resistentes como o leiteiro, capim-marmelada e picão-preto, se tornaram resistentes devido ao uso intenso de herbicidas do mesmo grupo de ação, provocando, de forma rápida, a disseminação destas espécies. Com um manejo inadequado, o banco de sementes das plantas daninhas foi aumentando, agravando o problema”, revela Gazziero. O pesquisador alerta para a necessidade de não deixar que este tipo de problema se repita. “Embora a resistência ao glifosato já ocorra de forma preocupante no Brasil, ainda é tempo de se evitar danos maiores. A velha e boa enxada continua a ser uma alternativa principalmente para eliminar plantas adultas, fonte da produção de sementes resistentes”, complementa Gazziero. } PALESTRA DA EMBRAPA NA 8ª COOPERSHOW 30/01/2014 Manejo de plantas daninhas resistentes a herbicida com ênfase a buva e capim amargoso Pesquisador Dionisio Luiz Pisa Gazziero 8 O CAMPO janeiro e fevereiro 2014

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Rotação de culturas contra pragas resistentes em soja e milho Entre as pragas adaptadas às duas culturas estão lagartas, corós e percevejos A adoção sucessiva do cultivo de soja e milho de segunda safra no país tem dado condições para que pragas adaptadas a estas duas culturas se estabeleçam nas lavouras e dificultem o seu controle. As pragas sobrevivem tanto na soja quanto no milho e se mantêm na chamada ponte verde, entre uma safra e outra. Diante disso, a orientação da Embrapa é para que seja adotado um sistema rotativo de culturas, que envolva outras produções agrícolas, para que a adaptação destas pragas seja menos efetiva. O manejo integrado de pragas é a estratégia indicada para manter as populações abaixo do nível de dano econômico. A lagarta Helicoverpa armigera está entre estas pragas que já se adaptaram à soja e ao milho, cujo hábito polífago é um de seus aspectos mais conhecidos e decisivos no seu estabelecimento na agricultura brasileira. O pesquisador da Embrapa, atuante na área de Transferência de Tecnologia, Osmar Conte, destaca que esta praga foi uma das mais “alardeadas” nos últimos dois anos, mas felizmente, nesta safra, os prejuízos têm sido menores que na safra anterior. Ele enfatiza que os inimigos naturais têm tido um importante papel na contenção de sua população. Conte cita outras lagartas presentes em ambas as culturas, como a lagarta do cartucho (Spodoptera frugiperda) que, a exemplo da armigera, também ataca preferencialmente as vagens e as espigas, e a elasmo (Elasmopalpus lignosellus), que consome as plântulas das culturas. Há também a lagarta do cartucho, que prefere fazer a postura em gramíneas, como o milho, mas sobrevive muito bem na soja. Lagarga em plantação do Vale Paranapanema Corós de várias espécies também são pragas das raízes em ambas as culturas. As larvas da praga patriota (Diabrotica speciosa) atacam as raízes da cultura do milho, principalmente nos estados do Sul e em algumas áreas das regiões Sudeste e Centro-Oeste. Os adultos dessa espécie fazem desfolhas na cultura da soja. O percevejo castanho (Scaptocoris castanea), por sua vez, nas fases jovem e adulta, se alimenta da seiva sugada nas raízes, podendo comprometer plantas de milho e de soja. O principal percevejo da parte aérea, compartilhado pelas duas culturas é o barriga verde (Dichelops melacanthus), que pode ser encontrado abundantemente sobre os grãos de soja colhidos. Ele suga as plântulas do milho, podendo causar a retenção das folhas do cartucho, ou danificar o meristema apical, ocasionando a murcha e o secamento das folhas centrais, bem como o perfilhamento da planta, que assim se torna improdutiva. } PALESTRA DA EMBRAPA NA 8ª COOPERSHOW 31/01/2014 Manejo de pragas problemas na cultura da soja e com potencial para problemas para a cultura do milho safrinha Pesquisador Osmar Conte janeiro e fevereiro 2014 O CAMPO 9

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Especial Coopershow Parceria para Pesquisas em Agricultura no Campo de Difusão A partir 2006, a parceria com a IAC/Apta e demais entidades de pesquisa foram direcionadas para o desenvolvimento da Coopershow A ções em pesquisas, análise e difusão de tecnologias fazem parte das atividades no Campo de Difusão, área que sedia os experimentos da Coopershow. Contudo, uma série de estudos tiveram início com alguns anos de antecedência, ligados a institutos estaduais e nacionais de difusão de conhecimento agrícola. Quando a região ainda estava voltada exclusivamente para o café, a Coopermota e as cooperativas de Pedrinhas Paulista e Riograndense iniciaram a parceria com o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) em busca de análises e experimentos para o Vale Paranapanema. Esta iniciativa viabilizou, posteriormente, o apoio necessário para que a Estação Experimental do Instituto Agronômico fosse instalada em área situada próxima a Assis, com atendimento a todo o Vale. A parceria permitia a geração de tecnologia voltada diretamente à região e proporcionava a transferência destes conhecimentos ao produtor, que também teria ampliada a disponibilidade de assistência técnica especializada. Em 1970, o trigo era a segunda cultura adotada para o Vale Paranapanema, tendo a mediação do governo federal para a sua comercialização. Desde 1967, a Comissão de Compra do Trigo Nacional (CTRIN) era o órgão federal que detinha a exclusividade para a compra da produção de trigo do país, sendo vinculada ao Banco do Brasil, como parte das políticas de sustentação desta cultura. Neste período, o trigo sofria a taxação de 0,4% sobre o montante comercializado, o qual era repassado ao Instituto Agronômico, responsável pelas pesquisas do setor no estado de São Paulo. Em 1986, o instituto, que já era parceiro da Coopermota, instalou uma de suas estações regionais de experimento no Vale Paranapanema. A iniciativa foi requerida por meio de um esforço político viabilizado por intermédio da união das prefeituras de Palmital, Cândido Mota, Platina, Paraguaçu Paulista, Maracaí, Cruzália e Florínea, aliadas a entidades privadas como a Associação dos Engenheiros Agrônomos da Média Sorocabana (AEMS) e as cooperativas Coopermota, Pedrinhas Paulista e Riograndense. Conforme dados da Agência Paulista de Tecnologia do Agronegócio (Apta), a qual mantém o Instituto Agronômico, o Instituto de Pesca, o Instituto de Economia Agrícola e outros institutos de pesquisa, as análises realizadas no Vale Paranapanema buscavam a manutenção de experimentos com plantas perenes, o aprofundamento das técnicas de conservação de solo e a manutenção de coleções com diferentes materiais genéticos, bem como a produção de sementes geneticamente adaptadas e as básicas. A cultura do trigo, no entanto, declinava em todo o país desde a privatização da CTRIN. Sem a intermediação do governo federal na compra da produção nacional, os moinhos passaram a preferir os grãos que possuíam padrões de mais alta qualidade. Sem o apoio do governo e com dificuldades Limpeza da área onde hoje é o Campo de Difusão 10 O CAMPO janeiro e fevereiro 2014

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Área do Campo de Difusão antes cultivada com eucalipto e café para a venda do produto, algumas iniciativas de experimentação da cultura do milho começou a ser testada na região por produtores de Pedrinhas Paulista, desde 1991. Tal fato gerou a necessidade de pesquisas para atender a demanda de informações relacionadas à nova cultura, as quais foram realizadas pelo IAC/Apta e viabilizadas por meio da união das cooperativas da região, entre elas a Coopermota, tendo a mediação do Centro de Desenvolvimento do Vale Paranapanema, o CDVale. A parceria gerava recursos para que a IAC/Apta desenvolvesse as pesquisas sobre o milho safrinha, o qual acabou sendo adotado na região. Os ensaios foram instalados em diversas áreas com apoio direto da Coopermota. O instituto fazia uma espécie de média científica para os experimentos analisados. Diferentes cultivares eram semeados lado a lado para serem avaliados, permitindo estabelecer um ranking que considerava a qualidade e a produtividade do grão, bem como suas particularidades em relação ao plantio na região. Aliada a adoção do milho safrinha, o sistema de plantio direto e a rotação de culturas também eram estudados e incentivados no Vale Paranapanema. viabilizou o subsídio para a construção de tanques-rede em áreas da região, ficando com o Instituto de Pesca, a responsabilidade pela realização das pesquisas. Da mesma forma, a fruticultura também foi incentivada pela Coopermota e a Apta/IAC. Nesta iniciativa, a banana foi incluída entre as culturas a serem pesquisadas, a partir de 2007, com ações de elaboração do diagnóstico sobre a realidade desta cultura no que se refere ao seu desenvolvimento e comercialização. O ensaio de pesquisa foi realizado em parceria com o Laboratório de Micropropagação do Biomavale e a Coopermota. } COOPERSHOW A partir de 1992, a Coopermota voltou a sua atenção para a pesquisa, destinando uma de suas áreas, antes utilizada para o depósito de resíduos e o plantio de eucalipto e café, para a implantação de um projeto de pesquisa e difusão de tecnologia em parceria com a APTA/IAC. Para viabilizar a iniciativa, a cooperativa se responsabilizava pelo apoio político e a gestão dos recursos obtidos junto à Fundação Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro), enquanto a Apta/IAC desenvolvia pesquisas, principalmente no que se refere ao manejo de solo, apoiando a adoção dos sistemas de Plantio Direto e a rotação de culturas, por exemplo. Em 1993, foi realizado o primeiro experimento na área onde atualmente está instalado o Campo de Difu- } OUTRAS CULTURAS Com o passar dos anos, a parceria da Coopermota e a Apta/IAC também se voltou à piscicultura, sendo esta uma cultura alternativa sugerida aos pequenos produtores da região. Em 1990, um convênio estabelecido com a Codasp janeiro e fevereiro 2014 O CAMPO 11

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Especial Coopershow são da Coopermota, utilizando-se de recursos da Fehidro, por meio da parceria entre a Coopermota e a Apta/IAC, regional de Assis. O projeto formalizado e aprovado pelo Comitê de Bacias Hidrográficas do Médio Paranapanema, o qual captava os recursos da Fehidro, era destinado à pesquisa em soja e trigo naquela área. Conforme previa o projeto, coube à Apta toda a preparação do solo e da área em que seria formado o Campo de Difusão, utilizando-se, inclusive, de equipamentos próprios e funcionários da agência para a operacionalidade da iniciativa. O campo era desuniforme e sua utilização para pesquisa demandava um processo de adaptação daquela área, o que se estendia desde a destoca de pés de café e eucalípto à preparação do solo propriamente dita. A partir de 2004, após 12 anos em que foram realizados diversos experimentos em manejo de solo com gestão da Apta/IAC, a Coopermota passou a definir recursos específicos de seu orçamento para destinar ao Campo de Difusão, assumindo a gestão compartilhada daquela área, até a realização da primeira edição da Coopershow. A vitrine de tecnologia teve a sua primeira edição em 2007, mantendo realizações anuais ininterruptas nos anos seguintes, sempre em janeiro ou fevereiro de cada ano. Ela foi desenvolvida por meio da união estabelecida entre a cooperativa, a Apta/IAC e a Fundação Meridional, representante da Embrapa/Londrina, então responsáveis pelas pesquisas e informações científicas que seriam difundidas no local. As primeiras atividades do Campo eram voltadas exclusivamente à análise de grãos por meio dos institutos de pesquisa, sem a participação de empresas comerciais. Neste período não havia ação comercial naquele espaço, sendo este utilizado para difundir tecnologia, desde que o desenvolvimento das cultivares e as aplicações dos produtos utilizados tivessem tido o acompanhamento e análise do corpo técnico da cooperativa. Foi no Campo de Difusão que ocorreu a identificação dos primeiros focos da ferrugem asiática na soja em plantações da região, situação que causou muita apreensão entre os produtores. A partir de tal constatação, foram iniciadas as iniciativas de combate à doença por meio da aplicação de fungicidas e preventivos, permitindo a estabilidade da cultura e o controle da doença. Com o passar dos anos, além das atividades das entidades de pesquisa, as empresas comerciais também passaram a expor seus experimentos no Campo de Difusão da Coopershow. A vitrine tecnológica teve a sua expansão ampliada a cada edição. Inicialmente a Coopershow tinha um enfoque muito específico no campo, com algumas exposições de veículos e, atualmente, ganhou maiores proporções, com ampliação da estrutura e maior número de participantes e expositores. EXPERIMENTOS DA IAC/APTA EM EXPOSIÇÃO NA 8ª COOPERSHOW Sistema de multiplicação de cana de açúcar com uso de mudas pré-brotadas Ricardo Kanthack e José Roberto Thomazinho Júnior Trata-se de uma tecnologia que pode contribuir para a produção rápida de mudas, desenvolvida por meio do Programa Cana do Instituto Agronômico – IAC. O sistema contribui para uniformizar as linhas de plantio e a redução de falhas. Principais características agronômicas de cultivares de mandioca para a indústria e para o consumo in natura Sérgio Doná e Ricardo Kanthack O Médio Vale Paranapanema está inserido em uma das regiões de maior produtividade mundial, tendo uma boa interação entre o genótipo dos cultivares e o ambiente regional, bem como um potencial expressivo de produção e condições fitossanitária. Impacto do consórcio de milho safrinha e Bracheária ruziziensis no sistema produtivo Aildson Duarte O estudo contesta a afirmação de que a adoção do sistema que promove a integração entre a lavoura e a pecuária, propicia a contaminação do solo por nematóides, o que estaria causando um retrocesso no uso desta tecnologia. A pesquisa destaca que a Pratilencus brachiurus é comumente encontrado no Mato Grosso e não ocorre no Vale Paranapanema, exceto em raras situações, com abrangências ínfimas. Dessa forma, defende que não se pode condenar esta tecnologia que traz impactos benéficos de uma maneira geral, em função de uma praga praticamente ausente na região. Resultados de pesquisas em tecnologias de psicultura para o Vale Paranapanema Luiz Ayroza e Daercy Ayroza A utilização da ração de peixes produzida pela Coopermota é avaliada em estudo desenvolvido em parceria com a psicultura Fernandes, de Palmital. Na Coopershow, a pesquisa conta com a parceria da pisicultura Casa Branca, a qual oferece as estruturas de exposição. 12 O CAMPO janeiro e fevereiro 2014

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Demonstrações em Campo trazem resultados de variedades e aplicações de agroquímicos Visitação a demonstrativo de soja São 14,5 hectares destinados à difusão de tecnologia, em áreas utilizadas por parceiros comerciais e instituições de pesquisas C erca de 30 empresas e instituições, apresentam durante a 8ª Coopershow, os resultados de manejos, novos cultivares, dosagens de fertilizantes e denfesivos. As demonstrações técnicas envolvem os tratos culturais empregados nas culturas do milho, soja, cana de açúcar e mandioca, entre outros, apresentados em diferentes circuitos de visitação preparados ao produtor e visitantes de uma forma geral, durante os dois dias de evento. O local é utilizado pelas empresas para que seus produtos sejam avaliados em solo e clima regionais, comprovando sua viabilidade para a produção no Vale Paranapanema. Além de apresentar os resultados obtidos com produtos e cultivares já conhecidos no mercado, a Coopershow também é utilizada para o lançamento oficial de novas opções de cultivo ao produtor, fato registrado na edição de 2012. Na ocasião, uma das empresas participantes do evento realizou a divulgação de uma nova variedade de soja transgênica, resistente às lagartas comumentes encontradas na cultura, como a falsa medideira e a broca das axilas, tendo ainda um bom potencial de produtividade. A variedade é atualmente utilizada em larga escala no país. Neste ano, as lagartas Helicoverpa armigera e Heliothis atacaram as lavouras da região e trouxeram preocupações aos produtores. Diante disso, a atenção ao manejo adotado na preparação do solo ou no desenvolvimento das lavouras também está inclusa nas recomendações ao produtor. Neste sentido, as demonstrações de campo da Coopershow dão ênfase ao uso correto de defensivos para o controle de pragas e estimulantes para o desenvolvimento foliar e produtivo das culturas, entre outras medidas. As orientações apresentadas consideram, portanto, o período de aplicação dos produtos e o momento ideal para a sua utilização, seja na emergência dos cultivares, na floração, na maturação, ou em qualquer outra fase de desenvolvimento das plantas em demonstração. Embora a estiagem registrada no Vale Paranapanema tenha despertado um estado de alerta entre técnicos e produtores, as empresas que apresentam seus trabalhos na Coopershow avaliam que a soja instalada nos stands da vitrine de demonstração tiveram um comportamento positivo quanto à resistência a períodos adversos. Estimam que a soja cultivada no Campo de Difusão, as quais servem como amostras em relação às lavouras da região, não aparentam danos significativos causados por esta interferência climática. Algumas das empresas participantes das atividades do Campo de Difusão oferecem, inclusive, simulações de semeadura realizadas em alguns dos plots demonstrativos do evento. Empresas Participantes - Du Pont - Bayer - Syngenta - Agroceres - Biogene - Milenia - Dekalb - FMC - Fertipar - Riber - Pernergetic - Timac Agro - Spraytec - Pionner - Du Point - Coodetec - Cheminova - Nufarm - Helm - Daymsa - Sementes Presidente - Arysta – projeto Aplique bem/IAC Instituições - IAC Milho - Embrapa - Iapar janeiro e fevereiro 2014 O CAMPO 13

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Especial Coopershow Local de exposição das máquinas até 2010 Negócios em máquinas e implementos para pequenos e grandes produtores São maquinários de grande porte e micro tratores, destinados ao trabalho em ambientes de menor abrangência E les podem ter grandes extensões ou ocupar pequenos espaços, serem extensos ou micros, destinado a grandes ou pequenas atividades rurais, mas todos compõem a rede de exposição da Coopershow. Uma série de maquinários e implementos rurais são negociados anualmente durante a realização da vitrine de tecnologia agrícola, com opções de negociações que se estendem aos pequenos e grandes agricultores e pecuaristas, como também à indústria canavieira. Participam do evento empresas de maquinários e implementos agrícolas do setor de tratores, automóveis, caminhões, equipamentos destinados à horticultura, pulverizadores de cana e de soja, colheitadeiras e maquinários para diferentes culturas adaptados à sua particularidade. Entre os maquinários usados no agronegócio, o destaque fica para as colheitadeiras e grandes implementos. Elas trazem computadores de bordo e uma série de diferenciais e tecnologias. Ainda neste setor, destaca-se o pulverizador que pode ser utilizado tanto na cultura da soja, como de trigo, milho ou cana. Esta versatilidade é proporcionada pela existência de um grande vão livre em uma barra de 27 metros de extensão, onde estão instalados os bicos de aspersão. Conforme dados do gerente comercial da revendedora responsável pelo equipamento, José Antônio Cazari, o pulverizador tem tido boa procura entre os produtores e já foi adquirido por agricultores de Palmital, Cândido Mota, Campos Novos Paulista e Maracaí. Os tratores variam de potência e características de desenvolvimento no campo e são diversificados no segmento. Entre as facilidades apresentadas na área de exposição está o trator que oferece a possibilidade de troca de marchas sem interromper o fluxo de potência das rodas, bem como máquinas específicas para a agricultura de precisão. Outro atrativo da exposição é o micro trator, utilizado para o cultivo de hortaliças, bem como uma série de produtos para a viabilidade da cultura. O proprietário da empresa responsável por este setor na Coopershow, Fábio Seródio, comenta que o objetivo é incentivar as culturas alternativas, fortalecendo a atuação deste segmento no mercado, o qual vem recebendo incentivos do governo para a sua expansão. Na área dos segmentos de automóveis e caminhões, as marcas trazem as novidades de lançamentos no mercado, com ênfase nos modelos apropriados ao produtor rural. 14 O CAMPO janeiro e fevereiro 2014

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Viabilidade de ração para peixes comprovada em experimento A ração Coopermota Peixes foi lançada no mercado há um ano e tem a sua primeira avaliação realizada por instituição de pesquisa oficial A eficiência e o desempenho da ração para peixe fabricada pela Coopermota foi avaliada em experimento desenvolvido por meio de parceria firmada entre a cooperativa, a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta/Médio Paranapanema) e a Piscicultura Fernandes, de Palmital. As análises dos resultados obtidos atestam a viabilidade da utilização da ração para a criação intensiva de Tilápias em tanques-rede, os quais apresentaram equivalência de rendimento e crescimento dos peixes. Os dados foram divulgados pelos pesquisadores Luiz Ayroza e Daercy Rezende Ayroza, membros da Apta, e Ademir Fernandes, proprietário da Piscicultura Fernandes, em stand de demonstração da 8ª Coopershow. Os testes foram realizados em dois experimentos de criação deste peixe em tanques-rede, utilizando-se da ra- ção da Coopermota e de ração já reconhecida no mercado. Os tanques foram instalados no reservatório Canoas II, município de Palmital, no rio Paranapanema, sendo utilizados 12 tanques-rede de 1,0 m³, com a densidade de estocagem de 150 peixes/m³. Para a análise das rações, o estudo foi dividido em duas fases do desenvolvimento da cultura, sendo a primeira no período de crescimento dos peixes, entre 06 de junho e 06 de setembro, e o segundo na fase de terminação, entre 06 de setembro e 05 de dezembro. Também foi avaliado o rendimento do filé e a porcentagem da gordura visceral dos peixes no final da fase de crescimento. No que se refere aos resultados de desempenho produtivo da “Coopermota Peixe” na fase de crescimento, os exemplares estudados atingiram entre 260 e 450 g, com janeiro e fevereiro 2014 O CAMPO 15

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