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eles continuam entre nós zibia gasparetto agosto/2008 200 págs
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este livro é o resultado da pesquisa que venho fazendo por meio do meu programa na rádio mundial às quintas-feiras às dez horas da manhã todos os casos relatados foram enviados pelos ouvintes que os vivenciaram e nos permitiram divulgar seus nomes e endereços É muito bom poder ter certeza de que a vida continua após a morte que os que partiram deste mundo estão vivendo em outras dimensões do universo com os mesmos sentimentos que tinham aqui interessando-se em nos ajudar proteger e provar que estão mais vivos do que nunca e que eles continuam entre nÓs zibia gasparetto
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sua história aprendi a ler aos quatro anos de idade e aos oito muitas vezes passava horas sentadas escrevendo histórias com a chegada da adolescência deixei esse comportamento de lado e só o retomei na forma de psicografia quando anos depois meu marido e eu uma vez por semana estudávamos os livros de allan kardec meu braço doía e a mão mexia contra minha vontade colocados papéis e lápis na minha frente comecei a escrever rapidamente nós freqüentávamos as sessões da federação espírita e eu participava como médium de incorporação psicografava e algumas vezes utilizava o dom da xenoglassia faculdade de falar ou escrever línguas estranhas nessa época recebia contos mensagens de orientação histórias e assim os romances começaram a fluir a sensibilidade se abre e vemos muitas coisas que não entendemos venho estudando há muitos anos e ainda não tenho todas as respostas mas sei que é melhor disciplinarmos o emocional enfrentar os medos e tomar posse de nós mesmos para que as energias dos outros não nos envolvam se conseguirmos isso e nos ligarmos aos espíritos evoluídos a mediunidade é uma fonte de conhecimento saúde e lucidez estudar a vida espiritual abre as portas do futuro derrotando a morte e nos mostrando que somos seres imortais zibia gasparetto
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sumário introdução tchau nona a Última canção carona inesperada aviso oportuno amigos para sempre na hora certa um presente especial para onde foi a bola o acidente o relógio de parede a cadela vidente o amiguinho invisível a dama da madrugada socorro o compromisso uma mulher de coragem um atendimento inesperado um santo remédio proteção espiritual a revelação visita providencial o anjo da guarda a surpresa onde está o boi a volta de letícia o incêndio do andraus aconteceu no carnaval um caso de obsessão encontro no além a carteira o pé de mamão roupas rasgadas por uma vida melhor
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fé materna considerações
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introdução acreditar na vida após a morte do corpo físico é uma questão de vivência antes que a vida escancare fatos que fazem pensar no assunto cutucando o comodismo de cada um raros são aqueles que buscam esse conhecimento por preconceito receio de iludir-se com coisas perigosas ou mesmo pretendendo fugir do confronto inevitável da morte a maioria só resolve encarar os fenômenos espirituais com seriedade depois de sofrer perdas de toda sorte a morte de um ente querido a falta de saúde do emprego do dinheiro ou da paz aparece para sacudir sua indiferença sem encontrar remédio nos meios convencionais deprimidos angustiados descrentes cansados e insones buscam recursos nos meios alternativos apelando para médiuns terapeutas e até para a medicina holística iniciando um processo de reintegração espiritual de recuperação dos valores verdadeiros da alma o que pode demandar várias encarnações em minha vivência com os amigos espirituais descobri que existem caminhos menos dolorosos e que é possível você conquistar o desenvolvimento da consciência sem tantos sofrimentos só que para isso terá de pagar o preço do esforço próprio da coragem de confrontar os valores falsos nos quais acreditou até agora a educação errada verdadeira lavagem cerebral a que todos somos submetidos desde que nascemos utilizadas também por aqueles que nos amam na intenção louvável de nos proteger contra o mal de nos ensinar e nos conduzir ao bem em vez da felicidade desejada tem nos levado ao desequilíbrio aos altos e baixos emocionais à limitação dos
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nossos potenciais tendo como conseqüência a depressão o estresse e a insegurança É que em vez de valorizarem nosso lado bom salientarem nossas qualidades puxarem para fora o que temos de melhor valorizam o mal policiam os erros reprimem atitudes que não se encaixam no modelo estabelecido de normalidade sem perceber que a vida é versátil e que mesmo tendo valores próprios e eternos criaram pessoas diferenciadas com aptidões diversas que não podem ser enquadradas a uma regra comum claro que há leis de proteção que disciplinam as relações sociais organiza e mantém a ordem que nosso bom senso manda acatar e seguir respeitar as leis de trânsito por exemplo favorece nossa segurança assim como tantas outras que estabelecem os direitos dos cidadãos não é a isso que me refiro a organização a disciplina e a ordem precisam ser respeitadas porque nos ajudam a viver melhor estou falando dos conceitos de comportamento do modelo de normalidade estabelecido do julgamento sumário e deprimente de todos aqueles que são diferentes da maioria esses modelos mudam de acordo com o momento antigamente eram mais rígidos porém ainda tanto na escola como dentro de casa os adultos a pretexto de educar forçam as crianças a entrar nos modelos convencionais há padrões para tudo para beleza física para formação profissional para a vida em família para o relacionamento afetivo etc são eles que colocados como fundamentais desde cedo estabelecem crenças obstruem a livre manifestação da vocação profissional impedem a pessoa de amar com naturalidade criam bloqueios e conflitos.
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para serem aceitos agradar e tornarem-se bemvistos todos entram no contexto da maioria com medo de serem discriminados e apontados como exceção acontece que não há duas pessoas iguais então o recurso é reprimir a expansão do próprio eu e tentar adaptar-se ao convencionado quando você faz isso trai sua natureza foge à programação que a vida fez a seu favor perde a identidade ignora a própria força torna-se inseguro não sendo honesto consigo mesmo não expressando o que sente se impedindo de ser aquilo que é não confia no próprio discernimento nem na própria capacidade como não confia em si passa a valorizar o que a maioria diz vivem consultando os outros baseia-se nas informações de terceiros para gerir a própria vida segue o que eles disseram quanto mais famosos e mais importantes forem mais você se orienta por eles a educação acadêmica favorece esse conceito e quanto mais culto mais intelectual mais você se ajusta a esse papel quanto mais ajustado nele mais incapaz de controlar as próprias emoções mais deprimido mais só mais descrente e amargurado fica a solidão o vazio no peito a angústia e o abandono que você sente revela o quanto está distanciado da sua verdadeira identidade o quanto você ignorou e reprimiu os valores verdadeiros do seu espírito É triste isso porquanto a vida deseja mostrar-lhe que você pode viver melhor progredir sem sofrimentos ir pelo bom senso pela inteligência contudo você resiste pressionado pelas crenças que aprendeu continuando a não querer enxergar as coisas como são com medo de perder o que nunca possuiu então atrai à dor o sofrimento a
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perda real porque só elas podem quebrar essa auto-hipnose e fazer com que você perceba a verdade quando todas as portas se fecharam quando tudo quanto você acreditava ruiu quando não confia em mais ninguém e sente que só pode contar consigo mesmo só a fé na espiritualidade pode renovar sua confiança na vida e fazer com que você reaja só a certeza de que a vida continua após a morte do corpo físico de que você é eterno de que tudo no universo é perfeito e que a vida responde de acordo com o que você lhe dá fará com que você saia da inversão de valores a que foi submetido e descubra as verdadeiras causas do que acontece no mundo modificando seu modo de ver e de fazer suas escolhas então você ficará mais lúcido mais perspicaz usará melhor sua força interior vai se tornar mais equilibrado e feliz a vida me colocou em sintonia com essa realidade e a cada dia reconheço o quanto essa certeza tem contribuído para que eu enfrente melhor os meus desafios mudou completamente minha visão de justiça de solidariedade tem permitido que eu conserve minha paz mesmo me sentindo impotente para modificar e resolver os dolorosos problemas que grassam no mundo eu sei que quando eu não posso deus pode se ele não resolve é porque não quer e se ele não quer é porque assim será melhor para todos os envolvidos deus não erra a fé na espiritualidade é pessoal e intransferível É conquista de cada um por haver sido tão beneficiada pela crença na espiritualidade é que continuo escrevendo inspirada pelos espíritos desencarnados ou relatando minhas
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próprias experiências essa é uma forma de agradecer à vida todo o bem que esse conhecimento me trouxe acredito que quando um fenômeno é verdadeiro repete-se em todos os tempos da humanidade os milagres dos profetas dos santos dos iniciados continuam ocorrendo em nossos dias com a mesma força e as mesmas características quem estiver interessado de verdade e prestar atenção descobrirá que os espíritos desencarnados continuam interferindo no mundo físico provocando acontecimentos que não podem ser explicados pela lógica materialista ao iniciar meu programa na rádio mundial uma vez por semana comecei a pesquisar esses fatos pedi aos ouvintes que tivessem um caso para contar que me escrevessem o resultado tem sido maravilhoso algumas pessoas que passaram uma experiência que só podia ser explicada pela intervenção de seres de outras dimensões tiveram coragem para me contar o que nunca haviam contado a ninguém com receio de serem ridicularizadas esses fatos estão narrados neste livro como aconteceram alguns contados por pessoas que não tinham nenhuma experiência com mediunidade nem com comunicação de espíritos são fenômenos naturais que obedecem às leis universais É preciso estudá-los devidamente deixando de lado as crendices do sobrenatural só assim poderemos compreender como a vida funciona de fato agir para obtermos melhores resultado e sermos mais felizes os fatos estão acontecendo eu tenho boa vontade de contar tudo trabalha a seu favor quanto ao aproveitamento fica por sua conta.
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um abraço zibia gasparetto
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tchau nona giovane mastrososa casado com rosa tinha quatro filhos e residia em luca na itália ele era marinheiro ela tomava conta da família cansado da miséria em que viviam tendo ouvido falar muito sobre o brasil giovane resolveu emigrar com a família vieram para o brasil rosa pensava em voltar para a itália quando a situação do país melhorasse mas isso nunca aconteceu foram para minas gerais compraram um pedaço de terra e construíram sua vida aos poucos começaram a amar este país desistiram de voltar os filhos foram crescendo casando e morando todos ao lado dos pais giovane desencarnou mas a nona rosa como era carinhosamente chamada por todos continuou comandando a família mudaram-se todos para são paulo nona rosa já com 86 anos lúcida usando um avental passava horas sentada ao lado do fogão pitando o cigarrinho de palha que ela mesma fazia tendo ao lado uma latinha forrada com um pedaço de jornal a qual religiosamente de hora em hora ela cuspia dentro morreu muito idosa depois de todos os seus filhos já haverem desencarnado só ficando seus netos e bisnetos seu neto bruno era um dos herdeiros e alugou a casa da família por vinte anos entrando em acordo com os demais um dia ele resolveu demolir a casa que já estava muito velha para construir uma nova começou a demolição e numa tarde rosana filha de bruno foi visitá-lo nas ruínas levando sua filhinha de dois anos que se chamava bruna.
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entraram nas ruínas e rosana procurou desviar dos entulhos e chegar até onde seu pai estava quando viu a pequena bruna acenar com a mão e dizer oi nona rosana pensou não ter ouvido bem e continuou procurando chegar até o pai conversaram algum tempo e quando ela chamou a filha para ir embora viu que a menina olhou para o lugar onde a nona costumava sentar-se ao lado do fogão e acenou alegre dizendo tchau nona rosana ficou arrepiada foi para casa e comentou com sua mãe e as duas resolveram perguntar para bruna para quem você acenou lá na casa do vovô para a nona rosa ela estava fumando e cuspindo em uma latinha agh as crianças têm muita facilidade de perceber a presença de seres do mundo astral nos primeiros sete anos de vida ainda estão muito ligadas ao mundo espiritual contudo conforme vão crescendo essa percepção vai desaparecendo É comum as narrativas infantis de seres que elas vêem de amiguinhos que ninguém mais vê e com os quais elas brincam com naturalidade os adultos dizem que tudo não passa de fantasia mas diante do caso de bruna quem se atreveria a dizer isso bruna nasceu depois de a nona ter desencarnado o fato de a menina reconhecer a nona rosa pode ter sido por causa de alguma foto que ela tinha visto são comuns as
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pessoas da família conservar fotos antigas nas paredes e mostrarem às crianças dizendo quem foi bruna pode ter reconhecido a nona assim esse ponto não foi esclarecido por quem relatou o caso mas se ninguém lhe mostrou nenhuma foto ela pode ter conhecido a nona rosa no astral antes de reencarnar bruna também poderia ter conhecido a nona em outra encarnação o mais importante é que uma criança de apenas dois anos nunca teria como inventar uma história dessas quanto à nona após a morte do corpo físico pode ter continuado a viver ali junto das pessoas da família no lugar a que se habituara por tantos anos fazendo o que fazia antes quando a pessoa morre é assistida por amigos espirituais que a convidam a deixar este mundo contudo quando ela se recusa eles deixam que as coisas sigam um curso natural nona rosa ficou apegada ao passado durante anos alheia à realidade mas a vida providenciou a mudança inspirando seu neto bruno a que demolisse a casa e construísse outra no lugar com a construção da nova casa nona rosa com certeza percebeu que o passado não mais existia que tudo estava diferente e que era hora de seguir outro rumo talvez então em algum lugar ela tenha finalmente reencontrado seu giovane o marinheiro bonito e audacioso que um dia não teve medo de mudar de partir do seu país com a família para um lugar desconhecido com
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outro povo outros costumes outro idioma para tentar melhorar caso enviado por fátima castilho rua dr luiz carlos 1.316 vila aricanduva são paulo
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