Revista Jornal Empresários Janeiro 2014

 

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Lei Seca muda a fórmula da cerveja Para recuperar o volume de venda, os fabricantes investem na fabricação da cerveja sem álcool. Página 14. ® do Espírito Santo ANO XV - Nº 169 www.jornalempresarios.com.br JANEIRO DE 2014 O Banco do Nordeste do B ra sil j á in ves ti u R $ 1 ,6 b il hã o no ES O presidente do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Ary Joel de Abreu Lanzarin, diz que já foram realizadas Páginas 22.865 operações, impulsionando a economia do Estado do Espírito Santo. . Páginas88ee9. 9.

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2 JANEIRO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS ❫ EDITORIAL❫❫ Baderna organizada do comportamento humano se agrupar. Seja em família, entre amigos, em grandes grupos ou eventos. Identificados por um objetivo em comum, as pessoas convergem para centros compartilhados, em busca de amizade, amor, lazer, entretenimento. Os shoppings centers são historicamente locais de socialização da juventude. Por atributos de conforto, localização e segurança, foram há décadas elevados do posto de centros comerciais a pontos de encontro de adolescentes para se divertir entre amigos. O fenômeno dos “rolezinhos” nada mais é que os bons e velhos encontros da juventude de classe média baixa, sempre ocorrentes neste tipo de estabelecimento. O que muda é o volume de adesão. Com o advento das redes sociais e os eventos públicos e abertos criados no Facebook, o que antes era um agendamento de encontro entre amigos adotou proporções gigantescas, com milhares de pessoas aceitando o convite para a socialização coletiva, e levando milhares de jovens simultaneamente a um mesmo ponto de encontro. Dentre milhares de qualquer grupo social, haverá sempre dezenas (ou, em alguns casos, centenas) de pessoas com falhas de caráter ou problemas de conduta. E assim como nos movimentos de manifestação social que tomaram as ruas em 2013 por todo o país, e depois virou baderna com depredação do patrimônio público e privado, estes encontros sociais também passaram a ser, pelo enorme volume de pessoas mobilizado pelas redes sociais, palco de vandalismo, coerção e risco de segurança e prejuízo para a coletividade presente nos grandes centros comerciais privados – desde lojistas a consumidores e até mesmo jovens de classe média baixa, que, em busca de diversão, se direcionam para esses locais. No final do dia, roubos, furtos e episódios de arrastões, o que se vê pelo Brasil é prejuízo imensurável ao comércio, que abre o ano de 2014 com perspectivas cada vez mais negativas e sob o impacto de um ano anterior de resultados insatisfatórios. Bons tempos em que os encontros em praças de alimentação ou em praças de chafariz eram algo ordenado e despretensioso, entre pequenos grupos sociais. ■ DELFIM NETTO É Sem bússola, em mar revolto A partir do momento em que vieram à luz do dia as patifarias nos mercados financeiros com a quebra do banco Lehman Brothers nos Estados Unidos em 2008, foi se tornando evidente que as políticas monetárias praticadas pelos bancos centrais nas economias ditas desenvolvidas, apenas “evitavam o pior” – enquanto o ajuste fiscal que as acompanhou destruía as finanças dos demais países cuja administração se corrompera aceitando participar irresponsavelmente do jogo dos derivativos financeiros. Operações que pareciam estimular o desenvolvimento, mas que na verdade escondiam, atrás de modelos matemáticos sofisticados, enormes apostas cujos riscos nem os governos nem seus bancos centrais entendiam. Sessenta e quatro meses convivendo com a maior crise do capitalismo depois da Grande Depressão da década de 1930 e com a tragédia de 60 milhões de trabalhadores desempregados, ainda não se tem segurança do que fazer para sair do atual problema. Ben Bernanke, um competente teórico – que deixa agora em janeiro o comando do Federal Reserve dos EUA após oito anos – desabafou numa entrevista no segundo semestre de 2013 dizendo que “estamos navegando sem bússola, em noite escura e mar revolto” . A respeitada economista Janet Yellen, primeira mulher a presidir o FED, assume num momento em que as indefinições dos bancos centrais na maioria dos países apenas transmitem as incertezas que assombram os formuladores de política econômica em todo o mundo. Nos Estados Unidos é pelo menos visível que a economia está se recuperando. Na perspectiva de organismos como o FMI e Banco Mundial é uma recuperação crescente. E a Sra. Yellen prevê um crescimento de 3% da economia americana em 2014. Minha expectativa é que vamos entrar o ano de 2014 nos Estados Unidos bem melhor do que em 2013. Os efeitos do afrouxamento monetário (o “Quantitative Easing”) perderam eficiência na margem, mas tornou-se claro que reti- rá-los, (o “tapering”), não é tarefa trivial. O Banco Central americano está enrascado no problema de como realizá-lo sem produzir um terremoto nos mercados financeiros mundiais. Sua confusa política de comunicação (que a Sra. Yellen quer melhorar) - de anunciar um comportamento (o “forward guidance”), não limitado a condicionalidades físicas, mas apenas ao calendário da execução – pode acrescentar problemas para a política cambial brasileira. ■ Antonio Delfim Netto é professor emérito da FEA-USP, exministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento. contatodelfimnetto@terra.com.br ANTONINHO MARMO TREVISAN (COLUNISTA CONVIDADO) Economia de pernas mancas não precisa de muletas, mas de audição! crescente falta de sinergia entre a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda não contribui para a reafirmação da confiança dos investidores. Se, de um lado, soa desconfortável para o Brasil a declaração de Guido Mantega de que “nossa economia cresce de pernas mancas” também é , verdade ser necessário que o governo preste mais atenção nas sinalizações do mercado e próprios especialistas dos organismos federais ligados à área econômica. Não será com as muletas de soluções paliativas que se corrigirão as deficiências. A principal ferramenta que o governo tem para enfrentar os desafios é o ouvido. Portanto, não é prudente seguir ignorando o recente e grave alerta do corpo técnico do Tesouro Nacional quanto à condução da economia e da política fiscal. Claramente, esses profissionais de carreira referiramse às manobras contábeis para fechar o balanço do governo, fa- A tor que suscita desconfianças. Em consequência, crescem as dificuldades para a rolagem dos títulos públicos. Por isso, o Tesouro paga juros cada vez maiores pelos papéis que coloca no mercado financeiro, onerando o serviço da dívida. Credibilidade é o fator essencial para o reaquecimento dos financiamentos ao consumo, a elevação a patamares mais expressivos dos investimentos produtivos internacionais e a continuidade do enfrentamento exitoso da duradoura crise mundial. Não basta, como tem agido o Palácio do Planalto, o discurso relativo à preocupação fiscal, aos investimentos públicos em infraestrutura e às previsões otimistas, que nem sempre se concretizam. Aliás, não é positivo para a imagem do Brasil o inusitado fato de que aqui até o passado é imprevisível, como ocorreu com a recente revisão do crescimento do PIB de 2012, que passou de 0,9% para 1%. Mais grave, ain- da, é o erro na conta da revisão, que levou a presidente da República e declarar em uma entrevista à imprensa internacional que a expansão havia sido de 1,5%. Fica uma imagem de desentrosamento e baixa confiança nas estatísticas oficiais. São necessárias ações práticas e consistentes, estas sim perceptíveis no ambiente interno e no exterior e capazes de produzir reação positiva nos capitais sem pátria da economia globalizada. Recriar um ambiente favorável aos negócios não depende, é verdade, apenas do Poder Executivo. É crucial que se concretize, por exemplo, o pacto antigasto firmado pela presidente Dilma Rousseff, e por iniciativa dela, com a base aliada do governo no Congresso Nacional. O êxito quanto ao propósito do acordo, de evitar a aprovação de projetos que aumentem as despesas, depende basicamente de uma atitude positiva e consciente dos parlamentares e dos partidos. O Brasil está num momento muito delicado. Ainda são sólidos alguns fundamentos econômicos, como o aumento da renda e dos salários, o baixo desemprego, a ampliação significativa do mercado consumidor e o bom desempenho do agronegócio e do comércio. Porém, há claros sintomas de enfraquecimento macroeconômico, como a perda de competitividade da indústria e a pífia performance da balança comercial. Ainda há tempo, condições e credibilidade remanescente para uma forte retomada do crescimento do PIB. Porém, é necessário ouvir, dialogar e adotar medidas em sintonia com as reais necessidades nacionais. Sem essa atitude, corremos o risco de continuar capengando. ■ Antoninho Marmo Trevisan é o presidente da Trevisan Escola de Negócios, membro do Conselho Superior do MBC (Movimento Brasil Competitivo) e do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República). É publicado por Nova Editora - Empresa Jornalística do Espírito Santo Ltda ME - Insc. Municipal: 1159747 - CNPJ: 09.164.960/0001-61 Endereço: Praça San Martin, 84, salas 111 e 112, Edifício Alphaville Trade Center - Praia do Canto, Vitória - Espírito Santo - CEP: 29055-170 Diretor e jornalista responsável Marcelo Luiz Rossoni Faria rossoni@jornalempresarios.com.br Repórter fotográfico Antônio Moreira Colaboradores Antonio Delfim Netto, Eustáquio Palhares, Jane Mary de Abreu e José Dirceu. E-mail: jornal@jornalempresarios.com.br Diagramação Márcio Carreiro redacao@jornalempresarios.com.br Contato comercial comercial@jornalempresarios.com.br Telefone (27) 3224-5198 Site: www.jornalempresarios.com.br Impressão Gráfica JEP - 3198-1900 As opiniões em artigos assinados não refletem necessariamente o posicionamento do jornal.

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4 JANEIRO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS JANE MARY DE ABREU O açúcar de Gandhi ahatma Gandhi, a grande alma da Índia, costumava receber pessoas em sua casa para aconselhamentos. Na Índia é assim, os mais velhos, e principalmente os sábios, sentem-se na obrigação de repassar aos mais jovens tudo que a vida já lhes ensinou. O conhecimento jamais fica estagnado, vai passando livremente de pessoa para pessoa. Ter um idoso em casa equivale a uma pequena fortuna. Certo dia, uma mãe levou seu filho para que Gandhi o aconselhasse a deixar de comer açúcar. O menino estava engordando muito e a mãe temia pela saúde do filho. Diante do Mahatma, a mulher pediu-lhe encarecidamente que ele livrasse seu filho do vício que estava comprometendo a saúde dele. Gandhi olhou atentamente para o menino e lhe disse: volte para casa e retorne dentro de 1 mês. Confiante nas orientações do iluminado, a mãe cumpriu fielmente o que ele havia pedido ao seu filho. Vencido o prazo, os dois retornaram para uma nova consulta. Para a surpresa da mãe, novamente Gandhi recomendou que M o menino voltasse para casa e só retornasse dentro de 1 mês. Vencido este prazo, mais uma vez o mestre fez o mesmo pedido. A mãe, que não se atreveu a perguntar o por que daquele procedimento, cumpriu religiosamente tudo o que foi pedido. Ela queria muito que o filho se livrasse do açúcar. Ao final de 3 meses, mãe e filho se colocaram novamente diante de Gandhi, que então olhou fixamente o menino e disse: “Meu filho, pare de comer açúcar. Embora a sensação que ele produz seja de prazer, ficar sem ele produz um prazer ainda maior. Vá em paz meu filho...” Surpresa com a orientação, a mãe não se conteve: Mestre, se era tão simples assim, por que o senhor não fez esta recomendação logo na primeira consulta? Por que nos fez esperar tanto tempo? Foram 3 meses de espera!!!! Gandhi respondeu com sua habitual serenidade: porque naquela época eu ainda comia açúcar... Esta é a ética de um ser iluminado. Ele é essencialmente comprometido com o que pensa, com o que sente e com o que fala e faz. Sem a total concordân- cia entre estas quatro atitudes – pensar, sentir, falar e agir - é impossível se falar em honestidade e felicidade. A consciência da unidade impõe a responsabilidade de um ser humano só ensinar aquilo que já sabe e pratica. E também de só fazer a outro ser humano aquilo que deseja para si mesmo. Não se pode ensinar a uma pessoa o que ainda não foi aprendido corretamente e aplicado em si mesmo. Faça o que eu mando e não o que eu faço... Você certamente já ouviu esse despropósito em algum momento da sua vida... Gerações e mais gerações cresceram ouvindo este disparate, que é com certeza a causa de muitos desajustes familiares. O filho ouve do pai ou da mãe que mentir é muito feito, mas frequentemente vê os pais mentindo, por exemplo, diante de um telefonema indesejado – “fale que eu não estou, não quero falar com essa pessoa, invente alguma coisa.” Parece coisa pequena, sem grande significado, mas não é bem assim. Isso dá um nó na cabeça da criança... Ela tem confiança absoluta nos pais, sentese completamente amparada pelos valores humanos que aprende na teoria, mas quando vê esses valores confrontados com a prática, os pilares da confiança estabelecida lá atrás começam a desmoronar. Ela se desorienta, perde a referência e vai sendo forçada a agir politicamente, a ter jogo de cintura, a fazer de conta... Isso é o pior que pode acontecer a um ser humano, porque significa a perda da sua naturalidade, o respeito por si mesmo e o total desprezo pela verdade e pela boa fé dos outros . O caráter é uma construção que começa na família, se desenvolve na escola e se manifesta na vida social. Depois que o mal está enraizado, não adianta buscar soluções mágicas nos terapeutas. Reconstruir dá sempre mais trabalho do que construir... A criança aprende o que vê, isso é fato! Se ela vive em um ambiente de crítica, aprenderá a julgar e condenar as pessoas... Se vive com maus tratos, aprenderá a agredir a si mesma e aos outros... Se vive na mentira, mentirá para o mundo inteiro. A verdade será algo tão desconhecido que ela não se envergonhará de não praticá-la, achará normal escamoteá-la durante toda a sua existência. Aos seus olhos, o mundo sempre lhe parecerá torto, ela jamais. Quem está efetivamente preocupado com o futuro de um filho, deve primeiramente pensar em dar a esse filho uma educação espiritual, baseada no autoconhecimento, focada no coração e na prática dos 5 valores que formam o caráter de uma criança – Verdade, Amor, Ação correta, Não-violência e Paz. Naturalmente esse reproduzirá essas virtudes na vida em sociedade. É a qualidade de um coração íntegro que forma o caráter que se faz necessário principalmente em época de valores invertidos como a que vivemos hoje. É aquilo que Nelson Mandela sintetizou tão bem quando disse: “Você não é amado porque você é bom, você é bom porque é amado.” ■ Jane Mary de Abreu é jornalista, consultora de marketing político e empresarial e palestrante motivacional, com foco no endomarketing, descompressão de ambientes e espiritualidade no trabalho. janemaryconsultoria@gmail.com EUSTÁQUIO PALHARES Surfando a tsunami s que tiveram a oportunidade de presenciar as últimas transições de gerações não contêm a estupefação com as transformações que a revolução tecnológica está provocando no mundo. Valores, referências, hábitos, comportamentos e critérios dissolvem-se, volatizam-se, dando lugar a novas situações e contextos. Há algo de prazeroso em cogitar o estertor de práticas e instituições que sempre detiveram uma forma de poder com que de certo modo chantageavam a sociedade ou o Estado. Este, habitualmente tripulado por governantes ciosos – e receosos - do mal que lhes adviriam se dispusessem a contrariar humores e demandas dos ilegítimos poderes. Mais do que cortejar o elogio venal, preferem reprimir a crítica, consistente ou não. Isso sempre custou verbas expressivas de um dinheiro que “não é de ninguém, pois é público” . Um capítulo especial parece reservado ao mundo das comunicações e da grande mídia. O desmoronamento do paradigma do O monopólio da informação pode resultar na falência de muitos negócios que insistirem no modelo de financiamento que ainda se pratica: a comunicação – ou a informação – bancada pela publicidade. Os novos formatos rompem com essa dependência. O conteúdo deverá ser pago porque não é pouco o custo de produzilo. Mas para ser comprado, pago, deve ter sua relevância e qualidade reconhecidas. Alguns defendem a “credibilidade” como o atributo diferenciador da qualidade da informação. Os expedientes clássicos que escalam o setor público como financiador compulsório perdem sua eficácia. Todo mundo estará gerando conteúdo, também. A plataforma de papel já se afigura obsoleta, ainda que persista pela inércia do hábito de quem tem mais de 40 anos. Mas já é inteiramente inadequado que a pessoa recorra a um meio informativo para saber noticias de...ontem, quase antigamente. Rebobinando, o mundo não soube da morte de Michel Jackson ou de Osama Bin Laden pe- lo jornal. Recentemente, quando na madrugada de um sábado o lutador Anderson Silva quebrou a perna na luta pela disputa do título de sua categoria, em Las Vegas, ainda na manhã daquele dia o fato já era velho e percorrera o mundo todo pelas redes sociais. Mesmo a exigência do, aprofundamento, da verticalização da informação, não promete mais ser cumprida pelos jornais tradicionais cuja lógica de produção industrial, com seus “deadlines” e prazos de distribuição não lhes permite também tanto ou maior detalhamento, o que seria sua característica de diferenciação. Essa amplitude somente se dá por desdobramento de sucessivas edições, o que antigamente, no jargão jornalístico, se intitulava “suítes” Assim, o . velho e tradicional jornal, qualquer que seja o seu formato, cumprirá a função estrita de atender ao hábito de quem o cultiva, não necessariamente de prover a informação na instantaneidade que o mundo globalizado exige ou estabelece. O jornal vi- ve o tempo da sua sobrevida. Diferentemente são as publicações que não são imediatamente datadas, mas caracterizadas pela especialização dos temas de que se ocupa, como as revistas. Aos interessados em temas específicos ou abordagens mais analíticas serão destinadas as publicações de maior periodicidade porque não tratarão de informação imediatamente consumível, das “hot news” Não por acaso a Yahoon apresentou em feira em Las Vegas aplicativo para celular que oferece a sinopse das principais notícias duas vezes ao dia, emendando-as com os links que estendem as abordagens. A cena política também terá que digerir esse novo status já que a conectividade restaura a plena possibilidade da democracia participativa, mais alentada ainda pela comprovada falência da democracia representativa. Com todo mundo conectado, qual a razão de um representante formal, portando um cheque em branco passado pelo eleitorado? Como operar isso é um de- safio operacional. Mas que não restringe a importância transcendental da mudança de um conceito para outro. Outra mudança inexorável ocorrerá na atividade bancária e sua moeda escritural. A moeda é um valor fiduciário, não vale pela mídia ou suporte físico que a contém mas pelo valor nominal que expressa e como tal é aceito. É, por natureza, escritural. Assim, sem a necessidade do lastro físico, o que importa é a segurança dos registros em dois movimentos elementares: o que e a quem debitar e creditar. Isso vai colocar a função dos bancos em cheque tanto quanto a locação de vídeos pela tv a cabo extinguiu as locadoras de vídeo ou o e-mail que proclamou o arcaísmo das correspondências escritas. O que, para quem acha que não há diferença entre roubar um banco e fundar um banco, não será motivo de qualquer desolação. ■ Eustáquio Palhares é jornalista eustaquio@iacomunicacao.com.br

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6 JANEIRO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS MAIORES Estradas Reparem que a maioria das pontes está antes ou logo após uma curva. Por quê? Álcool Ministério Público do Estado de São Paulo lançou a campanha "Cerveja Também é Álcool" com o objetivo de incluir a cerveja na legislação que restringe a publicidade de bebidas alcoólicas. O MP propõe ampla mobilização da sociedade em um assunto que atinge os interesses da criança e do adolescente expostos diariamente à propaganda de cerveja. Bibi A diferença de preço entre o carro nacional e o importado não pode ser creditada exclusivamente aos impostos cobrados pelo Governo. Observe na foto o preço exibido por uma revenda italiana para o veículo japonês. Custa quase um terço do comercializado no Brasil com outro nome. Sonegação O Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) ofereceu denúncia contra Edivaldo Comerio e outras 23 pessoas, entre elas parentes, contadores e “laranjas” remunerados, pelos crimes previstos nos artigos 288 (associação criminosa) e 299 (falsidade ideológica) do Código Penal, e no art. 1º, V da Lei 8137/90 (crimes contra a ordem tributária), todos praticados na gestão das empresas que funcionavam sob as denominações “Distribuidora São Paulo” e “Torra Tudo” gerando prejuízo ao Fisco, fornece, dores e consumidores em geral. O montante da sonegação não foi divulgado. Estradas II Algumas estradas do Espírito Santo possuem placas de advertência evidenciando que os projetos não foram bem elaborados, além de pessimamente executados. As placas de sinalização, quando não estão encobertas pelo mato denunciam os erros. Alguns exemplos: curva perigosa; trecho com alto índice de acidentes ou lombada na curva. Hick A família Jereissati tem projeto para investir no mercado de cerveja. Os planos passam pela construção de uma fábrica no Ceará e a produção de marcas Premium, inicialmente com distribuição restrita ao Nordeste. O ramo dos Jereissati, leia-se a banda comandada por Tasso, tem interesses diretos e indiretos em vários estados. No Espírito Santo, por exemplo, apita em um moderno grupo de faculdades. Chuvas Mesmo correndo risco, o governador Renato Casagrande visitou todas as comunidades afetadas pelos alagamentos. Foi solidário, liberou os recursos disponíveis e depois correu atrás do prejuízo. Conseguiu R$ 152 milhões do Governo Federal. Do total, R$ 72 milhões serão destinados à construção de 1.500 casas populares e R$ 80 milhões a obras de reconstrução de infraestrutura urbana, viária e pontes. O prazo para conclusão das obras é um ano. Antes já havia conseguido do Ministério da Integração Nacional a liberação de R$ 5 milhões para ações de defesa civil no Espírito Santo. O Baiano voltou Sucessão Mais uma pesquisa de opinião realizada e não amplamente divulgada. Pelos resultados apontados, já há quem assegure que o exgovernador Paulo Hartung vai caminhar lado a lado com o governador Renato Casagrande na próxima eleição. O comportamento do governador no período das chuvas que devastaram a maioria dos municípios do Espírito Santo, visitando áreas alagadas, disponibilizando equipamentos e equipes de socorro o deixaram ainda mais forte. Muito vivo Uma pesquisa efetuada no portal de notícias www.vitoria news.com.br revelou que o ex-governador José Ignácio Ferreira não está politicamente morto. 952 leitores responderam à pesquisa. Nilton Baiano (PP) tomou posse dia 6 na Assembleia Legislativa. O Tribunal Regional Federal da 2ª Região decidiu suspender os efeitos da sentença que afastou o parlamentar em 2012, até que o processo seja julgado em definitivo. Experiência O ex-prefeito de Santa Teresa, Gilson Amaro, empresta seus conhecimentos ao colega Rodney Miranda. Gilson pega pesado no serviço, fazendo inveja aos mais jovens, que não conseguem acompanhá-lo. Idoso O prefeito Luciano Rezende foi orientado por assessores sobre a necessidade de aumentar o número de vagas de estacionamento de veículos de idosos. Já há estudo em andamento na Secretaria Municipal de Transportes. Maranhão Desculpas esfarrapadas dos Sarneys sobre a crise carcerária no Maranhão. A filha, Roseana, diz que o estado ficou mais rico e por isso aumentou a população e, consequentemente, o número de crimes e de condenações. Já José, o pai, e senador pelo Amapá, diz que o que existe é uma campanha contra o Maranhão. Exclusivo para gays O primeiro hotel gay da América Latina, 269 Chilli Pepper Single Hotel, ganhou destaque e visualização premiada no Guia Internacional da Louis Vuitton. Lançados desde 1998, os guias turísticos da poderosa marca contam com dicas de hotéis, restaurantes, roteiros de compras de moda, itinerários para fazer a pé, spas, atrações culturais, sugestões de bares e baladas, entre outros. Além de São Paulo, a edição da grife francesa conta com roteiros na Cidade do Cabo, Cidade do México, Hong Kong, Londres, Los Angeles, Miami, Moscou, Nova York, Paris, Pequim, Seul, Sydney, Tóquio e Veneza. Alagamento Não crucifiquem o prefeito Rodney Miranda pelo alagamento em Vila Velha no mês de dezembro. O problema é crônico e somente será resolvido com solução holandesa. Mais presos Aeropó Agora sim, o helicóptero dos Parrella vai servir para algo útil. A Justiça Federal determinou que a aeronave, apreendida no dia 24 de novembro, transportando 445 quilos de pasta base de cocaína, seja utilizada na segurança pública. A decisão é do juiz federal Marcus Vinícius Figueiredo de Oliveira. No ano passado, 36 mil homens e mulheres engrossaram a população carcerária brasileira, que atingiu, em dezembro de 2013, o total de 584 mil detentos, segundo o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça. O aumento foi de 6,56% desde dezembro de 2012, quando o número de presos era de 548 mil. Alagamento II Em 2014, na mesma época, vai chover e alagar tudo novamente. Anotem.

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14 ANOS VITÓRIA/ES JANEIRO DE 2014 7 Crédito para as microempresas As informações do Cadastro Positivo possibilitam o aprimoramento das ferramentas de análise de crédito para impulsionar os pequenos negócios m dos principais obstáculos ao avanço do crédito é justamente a falta de informações confiáveis sobre as atividades financeiras do micro e pequeno empreendedor, aliada aos baixos valores financiados e ao elevado custo operacional dos credores. A implantação do crédito em escala mais ampla e a juros mais baixos, destinado às micro e pequenas empresas (MPEs) - que representam mais de 98% dos estabelecimentos formais do país e precisam dos recursos para desenvolver seus negócios – requer uma compreensão abrangente por parte de quem financia. E este conhecimento passa, invariavelmente, pelo Cadastro Positivo. Em vigor desde o início de 2013 no Brasil, o cadastro positivo é regido pela lei 12.414, de 9 de junho de 2011. Trata-se de um banco de dados com o histórico de crédito de pessoas físicas e jurídicas. As informações permitem o aprimoramento das ferramentas utilizadas na concessão e gerenciamento do crédito. “O hábito do cum- U primento de obrigações em dia pesa positivamente na decisão de crédito, ao contrário do sistema anterior, quando apenas os registros negativos eram considerados” , diz o diretor de Cadastro Positivo da Serasa Experian, Laércio de Oliveira Pinto. O cadastro positivo valoriza e motiva a boa reputação no crédito, tirando o foco da generalização das perdas. O compartilhamento das informações nesse novo cenário é determinante para um eficiente dimensionamento do risco. A metodologia anterior, baseada apenas nas informações negativas, é insuficiente, ultrapassada e não está em consonância com a sofisticação financeira do mercado brasileiro. Na verdade, o sistema até agora em vigor no país cria uma seleção adversa: empresas com baixa probabilidade de inadimplência não tomam crédito porque não aceitam pagar taxas de juros incompatíveis com o seu risco. Ao mesmo tempo, não há mecanismos para quantificar o nível de comprometimento das empresas com financiamentos em todo o mercado, uma brecha permanente que leva ao superendividamento. Sem lastro para saldar empréstimos concedidos inadvertidamente, muitos micro e pequenos empreendimentos se afundam em dívidas e fecham as portas. Já para as concedentes, a falta de informações precisas exige precauções: quanto menos se conhece a reputação de crédito da MPE, maior o risco e, consequentemente, maior a taxa, calculada sobre a média das perdas. “O cadastro positivo contribui para reduzir a assimetria de informações e estimular um sistema de precificação mais justo, em que a taxa de juros leva em conta o perfil de risco de cada tomador” , explica Laércio. Isso faz com que o mercado de crédito seja ampliado com novos entrantes menos arriscados, motivados por condições mais atrativas voltadas aos bons pagadores, minimizando os efeitos da seleção adversa. Tendo em vista que o risco é um dos principais componentes na precificação dos produtos dos credores, os bons pagadores tendem a ter melhores condições ao realizar negócios: mais crédito e melhores prazos de pagamento e taxas. Isso porque a identificação de compromissos, histórico e hábitos de pagamento aumenta a precisão na avaliação do risco, permitindo que a operação de crédito desejada seja avaliada de forma muito mais assertiva. Os dados positivos, quando não compartilhados, desqualificam uma boa avaliação e deixam as MPEs sem o aval de sua própria reputação, o que as impede de obter recursos mais baratos. É uma espécie de limitador à sua existência e crescimento. Juro menor para quem oferecer menor risco O novo sistema permite que o empreendedor, por sua vez, gerencie os efeitos colaterais de seu endividamento – elevação do spread, dos juros e a restrição do crédito – trabalhando para não cair nessas armadilhas. A principal vantagem é poder pleitear condições comerciais mais adequadas ao perfil de cada MPE. Dessa forma, os tomadores que oferecem menor risco contarão com taxas de juros mais baixas e os de alto risco estarão ajustados ao sistema, assumindo encargos proporcionais. Assim o volume de empréstimos cresce a um custo médio bem menor. “O Cadastro Positivo promove a expansão do crédito para os consumidores e micro e pequenas empresas de forma sustentável, com significativos ganhos em termos de custos e agilidade, para as concedentes e tomadores de crédito” diz o di, retor de Cadastro Positivo da Serasa Experian. ■

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8 14 ANO Banco do Nordeste já investiu R$ 1,6 bi no Espírito Santo O Banco do Nordeste possui cinco agências no Estado e responde pela maioria dos financiamentos que desenvolveram a região Norte s resultados são animadores. Desde que chegou ao Espírito Santo, há 15 anos, o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) já realizou 22.865 operações, que representam investimentos de mais de R$ 1,6 bilhão na economia do Estado. Foram beneficiadas com operações de financiamento empresas, pessoas físicas, agricultores familiares, gerando emprego e renda nos municípios em que atua. O Banco do Nordeste atua nos 28 municípios inseridos na área da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE). As ações do estabelecimento começaram por intermédio da Agência Teixeira de Freitas, na Bahia. Em seguida, foi aberto um posto de atendimento em Linhares e, em 2004, com a inauguração de duas agên- O cias, em Colatina e Linhares, o BNB passou a ter uma atuação plena em toda a região Norte do Estado. “É importante dizer que confiamos no potencial da economia do Espírito Santo, como Estado dotado de dinâmica inovadora, razão pela qual, há um ano, ampliamos nossa presença no Estado, implantando mais duas agências, em São Mateus e Nova Venécia” , afirma o presidente do banco, Ary Joel de Abreu Lanzarin. O próximo passo será a abertura da Agência de Vitória, o que permitirá ao Banco atuar na capital do Estado e em sua região metropolitana mais fortemente. “Como agentes do Governo Federal, nossa intenção é estar mais próximos dos muitos parceiros que crêem num Espírito Santo forte: Governo do Estado, Federação das Indústrias, SEBRAE, CDL, Instituto Capixaba de Pesquisa Assistência Técnica e Extensão Rural, Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Espírito Santo, entre outros” relata. , Tendo como principal funding o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), criado pela Constituição de 1988 para desenvolver econômica e socialmente o Nordeste, norte do Espírito Santo e de Minas Gerais, e reduzir as desigualdades regionais, o Banco do Nordeste é um banco múltiplo, que financia diversos setores da economia, desde a indústria, comércio e serviços, a programas de microcrédito urbano (CrediAmigo) e rural (AgroAmigo). Todos os portes de empreendedores são contemplados. “Temos certeza que trabalhan- Ary Joel de Abreu Lanzarin é o presidente do Banco do Nordeste do juntos e incentivando o empreendedorismo no Estado, podemos fazer muito mais ainda pelo Espírito Santo” diz o presiden, te do banco, Ary Joel de Abreu Lanzarin. Metas para este ano podem atingir R$ 400 milhões “Nossas metas para 2014 são desafiadoras e as equipes das agências estão empenhadas em cumpri-las. Temos R$ 320 milhões do FNE para investir aqui, mas se a demanda for maior poderemos chegar aos R$ 400 milhões, que é o nosso desejo” A . afirmativa é do atual superintendente do Banco do Nordeste do Brasil para o norte do Espírito Santo e Minas Geral, Wesley Maciel, ampliando as perspectivas de investimentos do estabelecimento para a área do Estado que faz parte da zona de atuação da SUDENE. O superintendente já foi gerente da agência de Colatina e conhece a realidade da região Norte do Estado. No último ano, sua gestão à frente da Superintendência fez crescer as aplicações em mais de 257%, somente com recursos do FNE. “Fechamos 2013 com o pé direito e aplicamos mais de R$ 289 milhões no Espírito Santo” , comemora o executivo. representarem o banco, onde não existe agência. A Gerência de Desenvolvimento Territorial, junto com os agentes de desenvolvimento, desenvolve projetos que visam identificar e trabalhar a estruturação das atividades com potencial de crescimento sócioeconômico, contribuir para execução das políticas públicas federais, tais como o Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf), Programa Nacional da Alimentação Escolar (PNAE), Programa de Aquisição de Alimento (PAA), Programa Nacional de Documentação da Trabalhadora Rural (PNDTR), Territórios da Cidadania, entre outros. Além disso, a gerência também tem como função, difundir e programar ações que resultem em inovações tecnológicas no âmbito das atividades econômicas de destaque. E ainda articular entidades parceiras para prospecção de negócios e solução de entraves, prospectar negócios prioritariamente das carteiras de micro e pequenas empresa, micro e pequeno produtor rural e Pronaf, contribuindo também para a administração de crédito e qualidade do ativo do Banco. “O Banco do Nordeste não atua nem deve atuar sozinho, as parcerias são fundamentais. No Espírito Santo, estamos de mãos dadas com o SEBRAE, Incaper, Findes, Sindicatos de Trabalhadores Rurais, Delegacia do MDA, CDL, Sindicato de Produtores Rurais, Federação da Agricultura do Espírito Santo, Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Espírito Santo, Secretaria Estadual da Agricultura, Secretaria Estadual de Desenvolvimento, Secretaria Estadual de Turismo, entre outras instituições e órgãos estaduais e municipais” destaca , o gerente de Desenvolvimento Territorial, Marcus Louriçal. CrediAmigo cresce 54% no Espírito Santo O CrediAmigo é o maior programa de microcrédito produtivo orientado da América Latina. Desde o início de sua atuação no estado, já atendeu a mais de nove mil clientes e investiu mais de R$ 15 milhões na economia do Estado, privilegiando principalmente a informal. Com a metodologia de aval solidário, em 2013 a carteira ativa do programa cresceu 54% e o número de clientes ativos aumentou em 40%, o que demonstra que o setor continua crescendo e a demanda ainda é grande. “O CrediAmigo é a menina dos olhos do Banco do Nordeste. Temos um carinho todo especial pelo programa, porque ele fornece crédito, capacita os clientes e, em determinado momento, tira-os da informalidade” afir, ma o superintendente Wesley Maciel. Wesley Maciel é superintendente de MG/ES Mesmo com quatro agências e com a inauguração da unidade de Vitória, o Banco do Nordeste consegue atingir os 28 municípios de atuação do Estado, através da Gerência de Desenvolvimento Territorial, que coordena os trabalhos dos agentes de desenvolvimento, profissionais capacitados para

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OS VITÓRIA/ES JANEIRO DE 2014 9 Mais uma agência do BNB O fato de Vitória possuir o quarto melhor índice de desenvolvimento humano, e ter o maior índice de produto interno bruto per capita, foi decisivo para abertura da agência A quinta agência do Banco do Nordeste no Espírito Santo será em Vitória. Localizada na Avenida João Batista Parra, 673, 8º andar – Enseada do Suá, a unidade irá atender toda região metropolitana da capital e terá foco no segmento corporate e visando também as demandas por crédito comercial. Sua meta de aplicação de FNE em 2014 é de R$ 107 milhões. Além de ser a capital do Estado, pesou na escolha do local da nova agência o fato da cidade possuir o quarto melhor índice de desenvolvimento humano, e ter o maior índice de produto interno bruto per capita. Vitória dispõe ainda de dois grandes portos – o Porto de Vitória e o Porto de Tubarão -, os quais integram o maior complexo portuário do Brasil e são considerados os melhores em qualidade do país, além de indústrias renomadas. “A economia de Vitória, além das atividades portuárias, é também voltada ao comércio ativo, à indústria e à prestação de serviços e ao turismo de negócios, o que denota um conjunto de potencialidades e, consequentemente, oportunidades de negócios na praça que serão alvo desta nova Unidade” enfatiza Alan Andrade, , gerente da agência. COLATINA - A agência do Banco do Nordeste em Colatina fechou o ano com cerca de R$ 60 milhões investidos nos nove municípios de sua área de atuação. Constantino Martins Pinto, um mineiro que já atuou em diversos estados e funções no banco, está à frente da agência desde fevereiro de 2013. A agência Colatina foi inaugurada em 2004 e atua fortemente com negócios relacionados nas atividades de cafeicultura, pecuária, confecções, comércio Agência do Banco do Nordeste na Enseada do Suá, em Vitória, foi inaugurada no dia 29 e serviços. A cidade abriga o maior pólo de confecções do estado e é um grande pólo educacional. A agência é uma das mais importantes do Banco, sempre apresentando resultados positivos, com atendimento voltado para todos os segmentos, desde o microcrédito até grandes negócios. Endereço: Rua Moacyr Ávidos, 53 Centro. NOVA VENÉCIA - A agência de Nova Venécia foi inaugurada em dezembro de 2012 e seu gestor, Murilo Barbosa, é mineiro e tem oito anos como funcionário do BNB. A jurisdição da Unidade é de oito municípios e a agência fechou 2013 com aplicações de R$ 8,5 milhões. A atuação da agência segue a linha traçada, privilegiando empresas e pessoas físicas, com foco na economia informal, como parte do programa de ampliação das diversas cadeias produtivas da região. “Para 2014, nossa meta é investir cerca de R$ 50 milhões com recursos do FNE, divididos entre os setores da indústria, micro e pequenas empresas e área rural” res, salta Murilo. Endereço: Praça Jones dos Santos Neves, 68 - Centro LINHARES - Regina Santana assumiu a gerência de Linhares em novembro do ano passado, mas já havia trabalhado na agência por oito anos. Em 2014 a unidade possui mais de R$60 milhões de recursos do FNE para aplicar em sua área de atuação. “Estar à frente de um Banco que contribui para o desenvolvimento é uma honra, porque os recursos que são disponibilizados chegam às mãos dos produtores rurais, dos empresários, do empreendedor individual e geram emprego, renda e melhoria na qualidade de vida das pessoas” , diz ela. Endereço: Avenida João Felipe Calmon, 748 - Centro. SÃO MATEUS - A gerente de São Mateus, Reginalva Marinho, é baiana, tem 30 anos de BNB e completou um ano de gestão em dezembro. A Unidade de São Mateus faz parte do Projeto Novas Agências e integra a meta de expansão e melhoria da atuação da empresa no país. Para 2014, a meta de investimentos é de R$ 86 milhões no município. “Apesar das dificuldades, é um desafio motivador e gratificante para toda nossa equipe. A busca por bons resultados é contagiante. Após um ano de existência, estamos preparados para apoiar os desafios enfrentados por São Mateus em virtude da grande onda de crescimento atual, o que resulta na vinda de grandes projetos, atraindo milhares de pequenas e médias empresas. Todos esses segmentos vão requerer avultados financiamentos” explica a gerente. , Endereço: Avenida Jones dos Santos Neves, 609 - Centro. ■ GERENTES DO BANCO DO NORDESTE NO ESPÍRITO SANTO Vitória: Alan Andrade Colatina: Constantino Martins Pinto Nova Venécia: Murilo Barbosa Linhares: Regina Santana São Mateus: Reginalva Marinho

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10 JANEIRO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS Novavitoria agora é CVC Vitória e ganha nova sede A revenda Chevrolet comemora 10 anos de atuação em Vitória, com nova estrutura planejada dentro do padrão internacional da General Motors Novavitoria vai virar CVC Vitória e, para marcar essa mudança, o Grupo Lider está construindo a mais moderna e sustentável concessionária Chevrolet do Espírito Santo. Com uma estrutura de 14 mil metros quadrados, a revenda está em fase final de obras no bairro Horto, atrás do D&D da Avenida Vitória. A nova autorizada da General Motors foi planejada dentro do padrão internacional da montadora, com design inovador. “Com cinco andares, a CVC Vitória irá dispor de um espaço que permitirá atender 1.500 veículos por mês na oficina. A concessionária terá capacidade de estocar mais de 400 carros” afirma José , Braz Neto, diretor do Grupo Lider, do qual a CVC faz parte. De acordo com o empresário, o investimento estimado na revenda é da ordem de R$ 25 milhões. Segundo o gerente-geral da concessionária, Paulo Henrique Daltin, três showrooms estão entre os diferenciais da nova estrutura. Um será para a linha premium, outro para veículos novos e o terceiro para seminovos. Também haverá estacionamento com 45 vagas para clientes. Projetada para ser ecologicamente correta e sustentável, a CVC Vitória terá um sistema de armazenamento da água da chuva, aproveitando-a para os serviços do lava-jato e da funilaria. O executivo explica ainda que a água usada na concessionária será tratada antes de chegar à rede de esgoto e que haverá coleta seletiva de lixo e aproveitamento de luz natural por meio da instalação de vidros. Outro destaque da revenda é a área destinada aos funcionários, explica José Braz Ne- A José Braz Neto é um dos diretores do Grupo Lider to. “Reservamos um espaço com TV e jogos, entre outros atrativos, para que os colaboradores possam fazer um pequeno descanso antes de iniciarem as atividades.” A Novavitoria gera aproximadamente 110 empregos diretos em suas duas unidades em Vitória (loja e oficina). Na nova estrutura (CVC Vitória), haverá integração de todos os departamentos. Os postos de trabalho poderão chegar a 200 no total. TRADIÇÃO NO MERCADO - Primeira concessionária de veículos a se instalar na Serra, a CVC iniciou as suas atividades há 28 anos. Com filiais em Vitória, Colatina, Guarapari e Cachoeiro de Itapemirim, a empresa é responsável por cerca de 60% das vendas da Chevrolet no Estado. “O Espírito Santo responde por 30% do faturamento do Grupo Lider. Acreditamos no potencial deste estado, que está entre os oito com PIB per capita acima da média do País. Por isso, também estamos nos preparando para abrir uma revenda Chevrolet em Guaçuí em fevereiro próximo, indo ao encontro do ciclo de desenvolvimento econômico do interior do Esta- , do” afirma José Braz Neto. A força da CVC é demonstrada pelos resultados alcançados durante a sua trajetória no mercado. As lojas da rede acumulam mais de 150 mil veículos comercializados entre 1985 e 2013, o que corresponde a cerca de 10% da atual frota de veículos do Estado. No pós-venda, por ano, são aproximadamente 30 milhões de peças e acessórios vendidos e mais de 40 mil clientes atendidos nas oficinas. Como fruto do constante investimento para oferecer atendimento diferenciado aos seus clientes, a CVC, ao longo de sua história, vem recebendo uma série de condecorações. A mais importante, a de “Concessionária A” , foi conquistada por 14 vezes, colocando a empresa entre as mais premiadas da General Motors do Brasil. LINHA MAIS MODERNA Entre os fatores que vêm impulsionando o desempenho da CVC está o amplo portfólio de veículos oferecido aos clientes (Celta, Classic, Onix, Prisma, Agile, Cobalt, Sonic hatchback, Sonic sedã, Cruze sedã, Cruze Sport6, Malibu, Camaro, Spin, Captiva, Trailblazer, Tracker, Montana, S10 cabine simples e S10 cabine dupla). Por meio de um programa de investimento da ordem de R$ 5,7 bilhões no Brasil, entre 2008 e 2013 a General Motors ampliou e modernizou as suas fábricas e renovou a maior parte da linha de veículos Chevrolet, tornando-a uma das mais completas do mercado nacional. A empresa acaba de ser eleita a “Montadora de Automóveis e Comerciais Leves” de 2013, por um júri especial da revista AutoData. O prêmio foi conquistado pelo segundo ano consecutivo. ■ O projeto da sede da CVC Vitória atende aos padrões internacionais da General Motors

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14 ANOS VITÓRIA/ES JANEIRO DE 2014 11 INFORME PUBLICITÁRIO Quarenta anos de desenvolvimento A Elkem é o que se pode chamar realmente de uma empresa multinacional. Nascida na Noruega há mais de 100 anos, pertence desde 2011 a um grupo chinês, e possui unidades em países da Europa, Ásia, África e Américas. No Brasil, escolheu as terras capixabas para, em 1973 criar a Elkem Carboindustrial. E em novembro de 2013 completou, com muito orgulho, 40 anos de desenvolvimento. Desenvolvimento industrial A Carboindustrial é hoje o maior fornecedor de pasta eletródica do Brasil e da América Latina, além de ser a única unidade da Elkem integrada verticalmente à produção do aglomerante que gera a pasta e contribui para sua qualidade. É também a única unidade que produz eletrodos pré-cozidos. O domínio das tecnologias envolvidas na produção de pasta, piche e eletrodo, com o conhecimento compartilhado por profissionais do mundo todo, e suportado por um modelo de gestão que prioriza a qualidade e a eficiência, deram a Elkem Carboindustrial o reconhecimento da alta qualidade de seus produtos e permitem a sustentabilidade do negócio ao longo destes 40 anos e certamente nos próximos desenvolvimento de um modelo de gestão focado na qualidade, com os sistemas ISO, na década de 90 e o EBS (Elkem Business System – modelo baseado no sistema Toyota de Produção), nos anos 2000, se adequaram de maneira tão poderosa para construir esta empresa que é hoje tão respeitada no mundo. Tecnologia e gestão muitas vezes são tratadas quase como antagonistas dentro dos processos das empresas. Na Elkem elas são parte de um objetivo único, que é tornar o negócio robusto o suficiente para que ele possa contribuir para o desenvolvimento de todas as partes interessadas. Vamos conhecer as ações da Elkem relacionadas a duas destas partes interessadas: a comunidade e os funcionários. Engenheiro Izaias Entringer – Diretor Executivo 40. A tecnologia Elkem é muito conhecida no mercado de ferro ligas e na produção de alumínio, mercados onde ela atua, mas o mais curioso é constatar como o Desenvolvimento social O Projeto Colorir teve início em agosto/2003 na EMEF Serra Dourada – Serra (atual EMEF SÔNIA REGINA). Após várias reformas físicas no imóvel escolar em parceria com a Prefeitura Municipal da Serra, a Empresa Elkem percebeu que o vandalismo e a violência desencadeado na escola era falta de um trabalho mais específico (elaborado) envolvendo toda a comunidade escolar e do entorno. “Vamos parar de investir em paredes e vamos investir em pessoas!” – era a meta da Empresa Elkem. Assim contrataram uma equipe multidisciplinar para construírem juntamente com os professores da escola parceira um projeto para o enfrentamento a violência e a depredação escolar. Através de pesquisas e diagnósticos criaram as bases para o desenvolvimento do programa. COLORIR nome dado pela consultora ambiental da empresa Sra. Erthelviane B.Nunes (in memória) é um acróstico: Cooperar, Organizar, Limpar, Orientar, Reciclar, Influenciar e Realizar. A proposta do Projeto Colorir inspira-se na Educação de Valores do educador japonês Tsunessaburo Makiguti (1871-1944) autor da Teoria de Valores Humanos encontrada em seu livro “Educação para uma vida criativa” - Editora Record, nele ele revela a necessidade do aluno sentir-se feliz na escola e defende que a educação não é uma simples transmissão de conhecimentos, mas deve ter o propósito de desenvolver o potencial e talento do aluno, propondo ainda, envolver a escola, lar e a sociedade no compromisso pela felicidade do indivíduo. lares de forma técnica e simples. Com a ajuda de uma placa termômetro, auditores e impressos coloridos. Diariamente é contado como anda a violência dentro do ambiente escolar. Dos 200 dias letivos, tivemos duas escolas que chegaram a 185 dias sem violência: EMEF Valéria Maria Miranda em Vila Nova de Colares e 195 dias em EMEF Antônio Vieira de Rezende em Central Carapina em Serra. Os pedidos para implantação do projeto chegavam através de pedidos verbais e por email na empresa. Não sendo possível atender a demanda, a empresa Elkem decidiu colocar a tecnologia do Projeto Colorir a disposição de outras empresas que quisessem colaborar. Desde 2009 o Projeto Colorir foi certificado como OSCIP COLORIR Criando Valores – É uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, certificada pelo Ministério da Justiça de Brasília. (Fonte: DOU, de 02/03/2010); Organização Social de Utilidade Pública da Serra – LEI nº 3893, de 18 de junho de 2012; Participa do Conselho da Criança e do Adolescente de Serra desde 2012; Integra a Rede de Apoio à Criança e Adolescente de Serra desde 2011; Certificada como Tecnologia Social pela Fundação Banco do Brasil em parceria com a UNESCO; É uma das entidades pioneiras do movimento 3º setor conectado (grupo do 3º setor do ES), promove ações contra a violência e a depredação de caráter preventivo e educativo em escolas e comunidades desde o ano de 2003. Para conhecer mais um pouco dos trabalhos realizados pela OSCIP COLORIR acesse: www.projetocolorir.org. Desenvolvimento de pessoas Foi muito fácil perceber que o desenvolvimento industrial da Elkem e da comunidade onde ela está inserida é resultado do envolvimento e criatividade das pessoas que trabalham com a empresa. Sendo assim, o melhor investimento que a empresa poderia fazer seria facilitar e acelerar o desenvolvimento de seus colaboradores. O envolvimento precisa ser estimulado criando-se um ambiente de trabalho agradável, que motive o trabalho em equipe e que oriente as ações para resultados concretos. Foram e estão sendo feitos investimentos para minimizar os riscos a segurança do trabalhador, pois seria impensável esperar envolvimento de quem tem que se expor a riscos para realizar suas atividades. Ao longo destes 40 anos foram também construídos restaurante, vestiário, ambientes de lazer (grêmio, campinho) e de prestação de serviços. Mas o envolvimento mais poderoso das pessoas se dá pelo cérebro, e não pelos braços e pernas. Por isso a Elkem tem como política investir tempo e dinheiro em treinamento. São contínuos treinamentos internos e externos e que abrangem todo o grupo de colaboradores. Como parte de processo de desenvolvimento de pessoas foi criado o “People Exchange Program” . Este programa permite que colaboradores da Elkem possam trabalhar temporariamente em outras unidades do grupo, em outros países. O convívio com diferentes profissionais e idiomas proporciona não apenas o desenvolvimento técnico, mas acima de tudo oferece aos participantes a oportunidade de se desenvolverem pessoal e culturalmente. Fernanda N. da Silva Carrafa - Coordenadora de Recursos Humanos As ações foram inúmeras, fomos pioneiros no Município de Serra em atividades extra curriculares no contra turno da escola, depois foi sendo replicado por outros projetos. O carro chefe do projeto é sem dúvida o “Era uma vez...” um subprojeto que através de personagens e uma coleção de livros infanto-juvenis, “A turma do Colorido” motivam as , crianças a compreenderem as competências necessárias para serem bons cidadãos. Vale a pena ressaltar que os colaboradores da Elkem sempre tiveram presentes nas ações de forma pontual ou com ações mais incisivas como palestras, campanhas e reformas nas escolas. Outro subprojeto significativo é o “Disciplina Colorida” que através da metodologia de resolução de conflitos e Justiça Restaurativa, capacita coordenadores, professores e alunos a resolverem os conflitos esco-

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12 JANEIRO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS

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14 ANOS VITÓRIA/ES JANEIRO DE 2014 13 Meio bilhão por água abaixo 375 pontes e 750 km de estradas destruídos, 24 pessoas mortas e 60 mil sem casa. Este é o balanço deixado pelas chuvas que arrasaram 54 municípios pós a maior enchente da história do Espírito Santo, ocorrida em dezembro do ano passado, o governo do Estado estima que sejam necessários R$ 540 milhões para reconstrução das áreas atingidas pelas chuvas. Dos 78 municípios, 54 foram devastados pelos temporais e enchentes, que também provocaram a morte de 24 pessoas e deixaram mais de 60 mil moradores fora de casa. Na contabilidade dos prejuízos, mais de 750 quilômetros de estradas vão precisar de recuperação, 375 pontes serão reconstruídas e muitas escolas precisarão de reformas. O Plano de Reconstrução do Espírito Santo vai contar com recursos próprios e também com financiamentos, linhas de crédito, criação de novas leis, entre outros. Para reconstrução das estradas estaduais, está estimado um gasto de R$ 150 milhões; já para A A maioria dos municípios teve a infraestrutura destruída pelas enchentes. Pontes e estradas foram levadas pela enxurrada recuperar a área urbana das cidades afetadas, serão investidos R$ 120 milhões, além de R$ 34 milhões destinados à limpeza de canais e dragagem. AGRONEGÓCIO - As enchentes também destruíram lavouras e pastagens. Para a recuperação dos prejuízos na agricultura, já existem linhas de crédito no Banestes e Bandes. Para a agricultura familiar, os juros serão de 2 a 3,5% ao ano; para médios produtores, os juros vão ser de 5% ao ano e para grandes produtores, 5,5% ao ano. Para construção de barragens e equipamentos de irrigação, os juros serão de 3,5% ao ano. O governo federal anunciou no último dia 9 de janeiro que vai liberar R$ 152 milhões para as obras de reconstrução do Espírito Santo. A ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior afirmou que desse total, R$ 72 milhões serão destinados para a construção de 1.500 casas populares e R$ 80 milhões para obras de reconstrução de infraestrutura viária e pontes. O prazo para a constru- ção das obras é de um ano. O anúncio foi feito após a reunião com o governador Renato Casagrande. Segundo o governador, existem 22 mil pessoas desalojadas e desabrigadas no estado. Por isso, disse ele, o início da construção de casas pré-moldadas, em fevereiro, é prioridade do governo estadual. Serão recuperadas ainda 10 escolas afetadas pelas chuvas, além da Superintendência da Sedu de Barra de São Francisco. Já existe contrato para a aquisição de carteiras escolares e está em andamento a compra emergencial de equipamentos de informática, orçados em R$ 15 milhões. As cidades mais afetadas pelas chuvas foram Nova Venécia, Baixo Guandu, Rio Bananal, Linhares, Vila Velha, Serra, Colatina, Itaguaçu, Itarana, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa, Barra de São Francisco, Águia Branca, Pancas, e Viana. Ajuda em dinheiro para famílias e facilidade de empréstimo para comerciantes Além da reconstrução de estradas, lavouras e moradias, o Estado também vai oferecer uma ajuda em dinheiro para famílias carentes que perderam bens materiais por conta das enchentes. Famílias afetadas pela chuva com renda familiar de até três salários mínimos precisam de laudo da Defesa Civil atestando que foram prejudicadas com as enchentes para receber o benefício e precisam estar inscritos no CadÚnico do Governo Federal. O crédito de R$ 2.500 será para aquisição de móveis, eletrodomésticos ou material de construção. As famílias receberão um cartão, que terá a modalidade débito e não será necessário ter conta no Banestes. Para atender quem foi atingido pelas enchentes foram reservados R$ 15 milhões. As lojas deverão fazer um credenciamento simples no município para fazerem vendas pelo cartão e para as compras de móveis serão aceitos apenas negócios fechados com produtos fabricados no Estado. As secretarias municipais de Assistência Social identificarão as pessoas que se enquadram nesta modalidade e informarão à Secretaria Estadual de Assistência Social, que repassará as informações ao Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes). O Banestes, por sua vez, será o responsável pela operação e emissão dos cartões com crédito de R$ 2.500. Para as famílias que não se enquadrarem nos requisitos do CadÚnico, o Banestes vai disponibilizar uma linha de crédito especial, de ate R$ 5 mil, para o financiamento de eletrodomésticos e móveis, comprovada renda entre três e seis salários mínimos. Haverá cobrança de taxa reduzida de 5% ao ano e prazo de 48 meses para pagamento. O Tesouro Estadual fará o aporte de recursos no Banestes para a equalização das taxas ao teto comercial. EMPRESÁRIOS – Dentro do plano de recuperação, também está disponibilizado um financiamento para empresas localizadas nos municípios atingidos pelas chuvas. Será uma linha de crédito especial, com encargos da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), mais 1% ao ano. Os empresários poderão solicitar financiamento de R$ 10 mil a R$ 1 milhão e terão o prazo de 120 meses para pagar. ■

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14 JANEIRO DE 2014 VITÓRIA/ES 14 ANOS Com a nova Lei, houve redução acentuada no consumo da bebida e os fabricantes de cerveja tiveram de adaptar a uma nova realidade, produzido uma bebida livre de resíduos de álcool Lei Seca muda a fórmula da cerveja Grandes fabricantes já iniciaram campanha publicitária na TV para estimular o consumo no verão, época de maior procura pela bebida gelada D esde 2008, quando surgiu a Lei Seca, o comportamento de quem saía aos finais de semana para curtir baladas com amigos mudou. Com medo de serem flagradas nas blitzen da Lei Seca, muitas pessoas passaram a adotar o sistema de motorista da rodada ou frequentar bares e restaurantes mais perto de casa. Outra opção foi apelar para as cervejas sem álcool, que tem o sabor bem parecido com a versão original, com álcool. De lá pra cá, muitas marcas de cervejas passaram a produzir versões 0% de álcool de suas bebidas para atender a essa demanda. O que é uma boa escolha para quem quer curtir uma balada com amigos e não abre mão do sabor da cerveja. Hoje a tolerância é considerada zero. Quem é flagrado com índice superior a 0,05 miligramas de álcool por litro de ar no bafômetro paga multa de R$ 1.915,30, tem a habilitação recolhida e o direito de dirigir suspenso por um ano, além da retenção do veículo até a apreensão por um condutor habilitado. As regras ficaram ainda mais rígidas há um ano, pois mesmo se o motorista se recusar a fazer o teste, o policial de trânsito pode aplicar uma autuação administrativa, caso perceba e prove que o condutor apresentava sinais de sonolência, olhos vermelhos, odor de álcool, agressividade, fala alterada, entre outros. O presidente do Sindicato dos Restaurantes, Bares e Similares do Espírito Santo (Sindibares), Wilson Vettorazzo Calil, avaliou que desde a instauração da Lei Seca e do aumento na fiscalização, houve queda de 20 a 25% no movimento dos estabelecimentos e não houve crescimento desde então, influenciado também pela redução da situação financeira da população, segundo Calil. “Os bares têm oferecido mais opções de cerveja sem álcool, mas quem gosta de beber cerveja ainda não aderiu totalmente a essas opções. Mui- Cerveja sem álcool é uma boa opção para quem gosta de beber e dirigir tos preferem nem beber cerveja se estão dirigindo” comentou. , Calil acrescentou que o que aconteceu de expressivo no setor de bares e restaurantes depois da Lei Seca foi a tendência de regionalização dos estabelecimentos. “Eles passaram a ficar descentralizados, com crescimentos em torno de residências, porque as pessoas começaram a sair para locais mais perto de casa, como aconteceu o número de estabelecimentos em Jardim Camburi e Mata da Praia, por exemplo,” destacou. Opções de cerveja sem álcool no mercado Hoje, no mercado brasileiro há várias opções de cerveja sem álcool, em versões nacionais e importadas. A Brahma 0,0% é um dos lançamentos mais recentes, que passou a chamar mais atenção para essa versão da bebida favorita do brasileiro. O processo de fabricação da cerveja sem álcool é o mesmo da cerveja comum, a diferença está no processo de fermentação, etapa onde ocorre a conversão dos açúcares em álcool e CO2. Esse último passo é modificado para que a cerveja não contenha álcool ou fique com teor alcoólico baixíssimo. Por isso, é normal existir cervejas sem álcool, mas que apresentem 0,5% de teor alcoólico, percentual limite regulamentado pelo governo para que uma bebida seja considerada não álcoolica. Na busca pela cerveja que mais agrada o paladar, encontramos as alemãs Erdinger Sport, de trigo, Paulaner Hefe Weibbie e Warsteiner Premium Fresh. Entre as nacionais, há opções mais artesanais, como a OPA Beer, e as sem álcool, da Crystal, Itaipava, Nova Schin, Bavária, Brahma e Colônia, além da Kronenbier e Liber. Quem aprovou a cerveja sem álcool foi o técnico mecânico Anderson Pinto, 42 anos, que provou pela primeira vez a bebida no início do ano. Ele costuma sempre ir à praia com a família e como é ele que dirige, nunca bebia. “Minha mulher gosta de tomar cerveja na praia e nunca posso acompanhar. Como sempre dirijo, acabo tomando cerveja só quando estou em casa mesmo. Mas vi que em um bar em Manguinhos havia uma opção de cerveja sem álcool e resolvi provar. Achei muito saborosa e suave. Não achei diferença nenhuma da normal” contou. , Anderson também é ciclista e atua como conselheiro na Federação de Ciclismo do Espírito Santo e acrescentou que a cerveja sem álcool também é interessante porque o atleta acaba não abrindo mão de socializar com os amigos na noite anterior aos treinos, já que o álcool atrapalha o rendimento. “Com mais opções de cerveja sem álcool no mercado vou até preferir esse tipo de bebida, dispensando refrigerante ou suco” comentou. ■ , Wilson Calil preside o Sindibares

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14 ANOS VITÓRIA/ES JANEIRO DE 2014 15 O ano de 2013 não foi bom para as indústrias do Espírito Santo, que perderam R$ 170 milhões por causa das chuvas, de acordo com estudo elaborado por técnicos do IDEIS Resultado negativo em 2013 A projeção do presidente da Findes, industrial Marcos Guerra, é que em 2014 o resultado seja positivo, chegando aos 2,4% presidente da Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (Findes), Marcos Guerra, apresentou um balanço do desempenho industrial em 2013. De acordo com levantamento do Instituto de Desenvolvimento Educacional e Industrial do Espírito Santo (Ideies), a indústria do Espírito Santo tende a fechar o ano com um desempenho negativo em torno de (-)7%. Porém, para 2014, a expectativa é de reaquecimento com um desempenho positivo em torno de 2,5%. De acordo com os dados do Ideies, as fortes chuvas que castigaram o Estado em dezembro último causaram um prejuízo estimado em R$ 170 milhões para a indústria local. O levantamento detalha ainda que em 2014 os feriados terão impacto direto e negativo na produção industrial, com custos previstos em torno de R$ 976 milhões para o setor no Espírito Santo. O presidente Marcos Guerra explica que nos últimos dois anos a indústria vem passando por desafios relacionados à manutenção da crise internacional, acarretando redução na demanda por commodities. Apesar do desempenho negativo, no período não foram registrados índices anormais de demissões ou redução no emprego. “Mesmo com a queda da produção as empresas optaram pela manutenção dos O seus quadros, o que demonstra otimismo e a expectativa de recuperação em curto e médio prazos. Além disso, avançamos na qualificação e formação profissional. Somente em 2013 tivemos 121 mil matrículas realizadas no Senai, por exemplo. É importante lembrar que estamos interiorizando as ações do Sistema Findes e que, este ano, vamos ampliar nossas ações em diversas frentes de trabalho, entre elas, a instalação de Agências de Treinamento Municipais (ATMs)” , destacou. Marcos Guerra explica ainda que a Findes tem atuado junto aos poderes públicos e grupos de investidores para diversificar a indústria capixaba, diminuindo sua dependência das commodities. O levantamento do Ideies mostra que na carteira de projetos efetivamente confirmados até 2018 para o Espírito Santo estão previstos investimentos da ordem de R$ 59 bilhões. “Estamos focados em atrair indústrias com perfil mais tecnológico, fabricantes de produtos com maior valor agregado” A vinda de indús. trias que fazem uso mais intensivo de tecnologia – como a Weg, em Linhares, a Marcopolo, em São Mateus, e o Estaleiro Jurong, em Aracruz – além de agregar mais valor aos produtos, atrai novas empresas e, com isso, gera novas oportunidades para as empresas capixabas. ■

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