Jornal Imprensa Sindical - Edição nº 104

 

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ANO XII | 104a EDIÇÃO IMPRENSA SINDICAL DE 5 DE NOVEMBRO A 5 DE DEZEMBRO/2013 Dilma estuda o lançamento de nova fase do Minha Casa, Minha Vida nha Casa, Minha Vida, que o governo federal está estudando lançar uma nova fase do programa habitacional. – Vamos avaliar uma nova quantidade de habitações e vamos colocar a viabilidade dessas habitações bem clara –disse Dilma durante cerimônia de entrega de 1.740 unidades habitacionais no município de Vitória da Conquista (BA). Dilma também reiterou que melhores condições de habitação, saúde e educação são tão importantes quanto o crescimento do PIB. – É óbvio que precisamos que economia cresça e o PIB cresça, mas temos experiência passada que PIB crescia e renda se concentrava na mão de poucos –afirmou. A presidenta Dilma Rousseff afirmou dia 15 de outubro, em cerimônia de entrega de residências construídas com recursos do Mi- SECOVI - SP CUT - SP SINDUSCON - SP PL da precarização Página 8 Vagner Freitas, presidente da CUT-SP Novo momento para São Paulo Página 3 Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP Sergio Watanabe, presidente do Sinduscon-SP As responsabilidades trabalhistas no Programa Minha Casa, Minha Vida Página 9 SINTRACON - SP SÃO PAULO Geraldo Alckmin, governador de São Paulo Lançado oficialmente o livro que conta a história de nossa categoria Página 6 Antonio de Sousa Ramalho, presidente do Sintracon-SP LU ALCKMIN RAMALHO JÚNIOR Alckmin firma Plano de Mobilidade Urbana com o Governo Federal Página 6 SUPLICY A opinião do Grupo do PTB Sindical SP sobre a votação do aumento do IPTU Paulistano Página 14 BRASIL Dez anos do Bolsa Família é lembrado por Dilma Página 11 Votuporanga e Orlândia sediam o 18º e 19º Polo Regional da Escola de A prefeita de Orlândia, Flávia Mendes e sua mãe, Anis Mendes e presidente do Fundo Municipal, Lu Alckmin, Beleza Página 9 inauguram o 19 Polo de Beleza do interior GUARULHOS - SP Eduardo Matarazzo Suplicy (PT-SP), senador da República Página 8 Os 25 anos da Constituição Visite nosso site www.jornalimprensasindical.com.br MARANHÃO HADDAD RIO GRANDE DO SUL Prefeitura de Guarulhos entrega 140 apartamentos no Pimentas Página 4 Fernando Haddad, prefeito de São Paulo Prefeito de Guarulhos, Sebastião Almeida, entrega chave à moradara do novo condomínio no Pimentas Prefeitura reorganiza 45 linhas de ônibus na Zona Leste Página 14 GRÁFICOS - SP FETQUIM - SP Mateando com o Governador: parques eólicos receberão investimentos superiores a R$ 1 bilhão Página 10 Governadora Roseana recebe do DNOCS confirmação de que Maranhão terá superintendência do órgão Página 16 Foto: Antonio Martins Campanha Salarial setor químico 2013 O índice de reajuste salarial ficou em 7,5%. Em comparação ao ano passado, o ganho é maior, pois a inflação foi de 5,99% e, com isso, apesar do reajuste ter sido de 7,8%, o aumento real foi de 1,71%. Página 5 PARÁ AEROVIÁRIOS - SP Governadora Roseana destacou importância da iniciativa para a memória do Maranhão Tarso Genro, governador do Rio Grande do Sul BAHIA ITUIUTABA-MG Governador entrega Cheques Moradia e garante obras para Bujaru Página 10 AEROVIÁRIOS DE SÃO PAULO COMEÇOU A CAMPANHA SALARIAL Página 11 Exportações baianas crescem 18,7% em setembro e atingem US$ 1,02 bilhão Página 15 Nilson do Carmo Pereira, diretor executivo do Sindicato dos Gráficas Ditadura silenciosa Página 4 Secretaria de Aviação Civil faz vistoria no Aeroporto Tito Teixeira Página 16 Luiz Pedro, prefeito de Ituiutaba Anuncie no Governador do Estado do Pará, Simão Jatene IMPRENSA SINDICAL Reginaldo Alves de Souza, Mandú, presidente do SAESP Jaques Wagner, governador da Bahia (11) 3666-1159 99900-0010 95762-9704

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Opinião 1964: um exemplo apropriado O historiador e cientista político Aluysio Castelo de Carvalho no seu importante A Rede da Democracia –O Globo, O Jornal e Jornal do Brasil na queda do governo Goulart (1961-64)(NitPress e Editora da UFF, 2010), ao estudar a Rede da Democracia –cadeia de emissoras de rádio criada em outubro de 1963, comandada pelas rádios Tupi, Globo e Jornal do Brasil e retransmitida por centenas de emissoras em todo o país, fazendo a articulação discursiva para derrubada do governo de João Goulart –mostra como os veículos estudados abandonaram a concepção institucional de representatividade da opinião pública– aquela que se materializa por meio dos partidos, de eleições regulares e de representantes políticos –e recorreram a outra concepção, a publicista, que “ressalta a existência da imprensa como condição para a publicização das diversas opiniões individuais que constituem o público” (ver, a este propósito, neste Observatório, “A imprensa carioca no golpe de Estado“ e “Falta a imprensa carioca no ‘Dossiê-1964’“). A adoção da concepção publicista faz com que não só a crítica aos partidos políticos e ao Congresso se justifique, como também sustenta a posição de que os jornais são os únicos e legítimos representantes da opinião pública. A partir da análise de pronunciamentos feitos na Rede da Democracia e de editoriais dos jornais, Carvalho afirma: “Ocorreu por parte [de O Globo, O Jornal e Jornal do Brasil) uma exaltação da própria imprensa como modelo de instituição representativa da opinião pública (...). Os jornais cariocas construíram uma imagem positiva da imprensa, em detrimento da divul- IMPRENSA SINDICAL | DE 5 DE NOVEMBRO A 5 DE DEZEMBRO/2013 | PÁGINA 2 Editorial O Brasil debateu com a cúpula da ONU o impacto que os casos de espionagem podem ter para os direitos humanos e buscar formas de garantir que violações não voltem a ocorrer. dia 29 de outubro, a embaixadora brasileira na ONU, Regina Dunlop, se reuniu com a número 1 das Nações Unidas para Direitos Humanos, Navi Pillay, para discutir a situação e avaliar eventuais caminhos que o tema poderia ganhar na esfera internacional. Os americanos não escutaram apenas conversas do governo brasileiro ou mexicano, mas também grampearam telefones de 35 líderes mundiais, o celular da chanceler alemã, Angela Merkel, e ainda milhões de ligações na França ou Espanha. A União Europeia (UE) continua sem uma posição fechada sobre o assunto. Mas os casos abriram as portas para consultas diplomáticas entre o Brasil e a UE, que já estão ocorrendo em Genebra e em diversas capitais. O Brasil não pode permitir que tais arbitrariedade continuem a ocorrer e que os Estados Unidos fiquem impune pelo crime já cometido. A firmeza do governo brasileiro é fundamental para a manutenção da dignidade do país, bem como de seus direitos à privacidade e à liberdade. Para Navi Pillay, as regras dos acordos da ONU deixam claro que “ninguém deve ser alvo de uma interferência arbitrária sobre sua vida privada, sobre sua correspondência e que todos tem o direito da proteção da lei contra tais interferências e ataques”. Se fosse o contrário. Se qualquer outro país tivesse espionado os Estados Unidos, sem dúvida nenhuma, teríamos agora uma guerra declarada pelos EUA contra este país, com direito à intimação das demais nações do mundo a aderirem o embargo econômico, com todo o seu apelo dramático de marketing ao combate ao terrorismo. Por esta razão, nem o Brasil, nem os países da UE, e outros que foram investigados, devem deixar que este episódio termine sem uma punição aos norte-americanos. Agradecemos a todos os anunciantes pela contribuição e aos que colaboraram com matérias para o enriquecimento do conteúdo do jornal IMPRENSA SINDICAL. ‘Opinião pública’ ou ‘opinião da grande mídia’? gada sobre o Congresso. (...) Os jornais se consideravam o espaço público ideal para a argumentação, em contraposição à retórica dita populista e comunista que teria se expandido no governo Goulart e estaria comprometida com a desestruturação das instituições, sobretudo do Congresso. Os jornais se colocaram na posição de porta-vozes autorizados e representativos de todos os setores sociais comprometidos com uma opinião que preservasse os tradicionais valores da sociedade brasileira ancorados na defesa da liberdade [liberal] e da propriedade privada” (p. 156). Grande mídia e Justiça Teria sido a “concepção publicista”, analisada por Carvalho, um fenômeno reduzido à articulação do golpe de 1964 pelos principais jornais cariocas ou essa tem sido uma postura permanente da grande mídia brasileira? No caso da Ação Penal nº 470, parece que juízes do Supremo Tribunal Federal, também consideram que a opinião da grande mídia teria que ser levada em conta, não apenas por ser a mediadora ou “refletora” da opinião pública, mas por ser a própria opinião pública. Estão mais atuais do que nunca comentários feitos há muitos anos pelo desembargador aposentado, escritor e político brasileiro José Paulo Bisol sobre o artigo 11º da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Dizia ele: “O jornalismo brasileiro tem, entre outras paixões, a de participar de investigações, a de investigar ele próprio e, principalmente, a de julgar. (…) Concretamente, a mídia assume um papel de poder policial e judiciário paralelos, mas, enquanto os poderes legítimos estão enclausurados em princípios, diretrizes e normas legitimadas procedimentalmente em mandatos de coerção cada vez mais cuidadosamente controlados (…), a mídia não apenas se arvora ela própria em titular desse controle, mas assume, a seu critério, os próprios mandatos de coerção, e os exerce na mais absoluta permissividade, definindo, depois do fato, a regra moral a ele referida –precisamente ela que adota explicitamente o relativismo ético– e aplicando punições não previstas constitucionalmente e irrecorríveis, destruindo reputações, estabilidades, carreiras e vidas inteiras sem conceder aos acusados um espaço de defesa equivalente ao da acusação, quando concede algum, proclamando, em cima dessa tragédia, o triunfo da liberdade de imprensa. (…) A mídia é, hoje, a mais recorrente violação do artigo 11 da Declaração Universal dos Direitos Humanos”. por Venício A. de Lima - de Brasília Aqueles que ainda acreditam que “a grande mídia é diversa e democrática” ou que “a opinião pública é formada livremente” no nosso país, certamente terão nos editoriais e no “enquadramento” único da cobertura política que tem sido oferecida sobre a aceitação ou não dos “embargos infringentes” da Ação Penal nº 470 pelo Supremo Tribunal Federal, uma oportunidade concreta de reavaliarem realisticamente suas crenças. Ademais da posição explícita da grande mídia, que atribui a si mesma a expressão da opinião pública nacional [como se esta fosse independente da cobertura que ela oferece], chama a atenção o fato de o “argumento da opinião pública” estar sendo utilizado no próprio julgamento pelos preclaros juízes membros da Corte Suprema que equacionam, sem mais, a opinião editorial e a cobertura política da grande mídia como se constituíssem “a opinião pública”. Existe literatura de excelente qualidade produzida por pesquisadores brasileiros sobre a questão da opinião pública. Recomendo o recentemente publicado A Corrupção da Opinião Pública, de Juarez Guimarães e Ana Paola Amorim (Boitempo, 2013; ver prefácio aqui). De qualquer maneira, tendo em vista a recorrente atualidade do tema, retomo argumento do qual tenho me valido ao longo dos anos em livros e artigos, inclusive neste Observatório, qual seja: em momentos-chave da história política brasileira a grande mídia tem atribuído a si mesma o papel de expressão da opinião pública. Os resultados, salvo exceções poucas, têm sido no sentido inverso da democracia. Cobrir o rosto é o de menos por Gilberto Maringoni - de São Paulo Expediente ESTE JORNAL É FILIADO À ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE JORNAIS (ANJ) Jornal IMPRENSA SINDICAL www.jornalimprensasindical.com.br Matriz: Largo Santa Cecilia, 62 - CEP 01225-010 - São Paulo - SP. Fone: (11) 3666-1159 Diretor Responsável Carlos Alberto Palheta Jornalista Responsável: Mara Oliveira - MTB 12437-0/SP Publicidade e Propaganda Carlos Alberto Palheta (11) 99900-0010 Diretoras Executivas Raimunda Duarte Passos e Jéssika Carla Passos Palheta Fones (11) 3666-1159 | (11) 95762-9704 400 MIL EXEMPLARES. 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Assim como é imperativa a condenação da violência policial, deve-se igualmente negar qualquer aprovação a táticas individualistas, desagregadoras e isolacionistas de grupelhos que se valem de manifestações para desatar sua bílis colérica sobre orelhões, lixeiras e vitrines de lojas. Qual o programa dito radical dos Black Blocs? Nenhum, pois os Black Blocs não são radicais. Fazem ações epidérmicas, levianas e superficiais. Radical quer dizer ir à raiz das questões. Qual a radicalidade de se juntar meia dúzia de garotos hidrófobos e depredar a fachada de um banco? Em que isso penaliza o sistema financeiro? Baixar em um ponto as taxas de juros é algo muito mais eficiente e danoso à especulação do que as travessuras de meninos e meninas pretensamente rebeldes que cobrem os rostos para parecerem malvados ou misteriosos. Aliás, qual a finalidade de máscaras e rostos ocultos, além do desejo infantil de um dia ser Batman, Zorro ou National Kid e sair por aí saltando sobre prédios e vivendo aventuras espetaculares? De se ter uma identidade secreta, na qual de dia enfrenta-se uma vidinha besta e à noite, na calada, devolve-se anonimamente à sociedade o mal que se esconde nos corações humanos, como dizia o Sombra em voz gutural? O pior é que as peripécias dos blocos de blaques isolam os protestos da população que a eles poderia aderir e reduz o ímpeto das mobilizações à ideia de ba- derna pura e simples. Que acaba sendo complementar à violência policial. Ambas se justificam e se explicam. Trotsky tem um texto admirável chamado “Por que os marxistas se opõem ao terrorismo individual”, escrito em 1911. Ali, o revolucionário russo opõe a consequente manifestação coletiva a ações estrepitosas de poucos indivíduos tomados de fúria aleatória. O seguinte trecho tem a precisão de um compasso: “Para nós o terror individual é inadmissível precisamente porque apequena o papel das massas em sua própria consciência, as faz aceitar sua impotência e volta seus olhos e esperanças para o grande vingador e libertador que algum dia virá cumprir sua missão”. E mais adiante, completa: “Nos opomos aos atentados terroristas porque a vingança individual não nos satisfaz”. Os Black Blocs têm uma ação deletéria. Acabam justificando a violência policial para um grande número de potenciais participantes de mobilizações de protesto. Exacerbam o reacionarismo existente na sociedade e transformam movimentos sociais em sinônimo de vandalismo. Animam pit bulls existentes nos aparelhos de segurança, como o boçal que atende pelo nome de capitão Bruno, da tropa de choque de Brasília. Os Black Blocs não organizam nada, não querem nada. E podem fazer com que manifestações maciças virem nada. Gilberto Maringoni, jornalista e cartunista, é professor de relações internacionais da Universidade Federal do ABC. Doutor em história pela Universidade de São Paulo, é autor de “A Venezuela que se inventa –poder, petróleo e intriga nos tempos de Chávez” (Editora Fundação Perseu Abramo)

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IMPRENSA SINDICAL | DE 5 DE NOVEMBRO A 5 DE DEZEMBRO/2013 | PÁGINA 3 Secovi-SP Novo momento para São Paulo Numa cidade complexa como a nossa, é fundamental o equacionamento dos problemas relacionados à mobilidade. Seguramente, uma rede de transporte de massa eficiente é a correta solução para esta equação, embora atingir este objetivo em curto prazo não seja simples. Para se ter uma ideia da dificuldade, em Paris, a rede de metrô tem 10 mil habitantes por km de linha, e em São Paulo esse numero sobe para 153 mil habitantes por km. Obviamente, além da busca por um sistema de mobilidade eficiente, o planejamento deve considerar uma premissa básica: a demanda por novas moradias e locais para o exercício das atividades de comércio e serviços. Em São Paulo são lançadas anualmente 30 mil unidades residenciais. Impedir a produção imobiliária no município não pode ser cogitado, pois isso levaria a um aumento brutal dos preços dos imóveis na Capital, e parte desta demanda passaria a morar na Região Metropolitana e nas cidades próximas. Certamente, São Paulo, que recebe diariamente um milhão de viagens oriundas de municípios vizinhos, veria o agravamento da falta de mobilidade. Existem duas formas, não excludentes, de diminuir os deslocamentos. Adensar a cidade ao longo de eixos de transporte de massa e induzir a implantação de polos de desenvolvimento autossustentáveis. Contudo, cabe esclarecer o conceito de adensamento. Primeiro, deve-se entender que, embora interligadas, há duas formas básicas de adensamento: por volume de construções ou aglutinação de pessoas. Do ponto de vista construtivo, é possível adensar sem verticalizar, simplesmente mudando a forma de ocupação dos edifícios no terreno. Já adensar sob o ponto de vista populacional depende do número de unidades na mesma área construída. Para deixar mais claro o conceito, vamos comparar novamente São Paulo com Paris. Aqui na Capital, a densidade populacional média é de 7,4 mil habitantes por Km2; Paris tem quase três vezes mais esta densidade, com 21 mil habitantes por Km2. E lá, tudo funciona, mesmo com alto adensamento populacional e construtivo, mas sem verticalização, e com uma rede de transporte de massa eficiente. É possível estruturar modelos de adensamento sem efeitos danosos à cidade, tirando partido da economia de escala, otimização do uso do solo e da infraestrutura urbana, conseguindo um menor custo “per capta” para os investimentos públicos. O preço do terreno por m2 de área construída é outra questão importante, por estar relacionada diretamente com o preço final dos imóveis. Se considerarmos o coeficiente de aproveitamento de um terreno como sendo o índice que mede a área construída potencial em função da área de terreno efetiva, vamos verificar que, partindo de um coeficiente de aproveitamento igual a 1,0, o preço do terreno por metro quadrado de área construída reduz-se em 75% quando se chega ao coeficiente 4,0. Essa redução chega a 83% quando se atinge o coeficiente 6,0, e a redução é de 90%, quando se chega ao valor 10,0. A partir deste índice, a redução para efeito do preço do terreno passa a não ser considerável. Vagas de garagens é outro ponto crucial. O que fazer com os carros? A diminuição do uso do transporte individual vai acontecer na medida em que Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP se ampliarem os invesse restringir à infraestrututimentos em infraestrutura. Existem, em prin- ra de transportes, devendo cípio, três formas diretas de também ser alocados para gerar recursos para esse fim: sistemas sociais, como escoajustar o orçamento muni- las, parques, creches, hospicipal, desenvolver parcerias tais e centros culturais. Com o novo Plano Direpúblico-privadas específicas e contar com recursos com- tor, estamos diante da oporplementares do Estado e da tunidade de orientar a cidade para um novo e eficiente União. Outro sistema interessan- modelo de ocupação, livre de te usado em vários países é o questões ideológicas retróTIF (Tax Increment Finan- gradas, centrado em ações cing). O modelo consiste na que promovam bem-estar e emissão de títulos municipais qualidade de vida para todos. lastreados na futura arreca- Não podemos perder esta dação de impostos, ampliada chance! pelo valor imobiliário gerado Claudio Bernardes, 58, com o adensamento potené presidente do Secovi-SP (Sindicato cial proposto. Neste caso, os da Habitação de São Paulo) e reitor da Universidade Secovi investimentos não deveriam

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IMPRENSA SINDICAL | DE 5 DE NOVEMBRO A 5 DE DEZEMBRO/2013 | PÁGINA 4 Geral Guarulhos - SP Prefeitura de Guarulhos entrega 140 apartamentos no Pimentas Uma cerimônia realizada no dia 19 de outubro, marcou a entrega de 140 unidades habitacionais na avenida José Miguel Ackel, na região dos Pimentas. As famílias que receberam os apartamentos saíram das avenidas Guinle, Projecta e Cumbica, e da rua Outo Verde de Goiás, na Cidade Industrial Satélite de Cumbica. O Conjunto Habitacional de Interesse Social Pimentas III foi financiado com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, num total de R$ 7 milhões. As unidades têm 44 metros quadrados e são compostas por sala, cozinha, banheiro, dois quartos e área de serviço. “Não tenho dúvida de que o ato mais gratificante pra quem governa é entregar uma moradia”, disse o prefeito Almeida. Ele lembrou que as famílias estão se mudando para uma região que tem escolas, bancos, universidade terminal de ônibus, CEUs e o Hospital Pimentas-Bonsucesso. “Essa é a região que mais cresce em Guarulhos”, completou. O prefeito lembrou da luta de todos por uma moradia digna, uma vez que muitas famílias foram removidas do meio das ruas da Cidade Industrial Satélite de Cumbica. “A pessoa que foi morar numa favela ou na margem de um córrego porque foi a única opção que encontrou”, comentou Almeida. O secretário municipal de Habitação, Orlando Fantazzini, lembrou que as famílias precisam se organizar para viver em harmonia. “É diferente de morar em uma casa. Queremos que esse condomínio seja um exemplo para os outros que estão sendo construídos pela Prefeitura”, afirmou o secretário. Dona Severina Maria da Conceição, de 87 anos, foi a primeira moradora a receber a chave das mãos do prefeito Almeida. Ela vai viver no local com um filho e está ansiosa por ter conseguido realizar o sonho da casa própria, depois de ter passado dez anos na avenida Cumbica. “Minha vida vai melhorar muito, porque não vou mais precisar conviver com as enchentes”, afirmou dona Severina. Também estiveram presentes à cerimônia o diretor-presidente da Proguaru, José Luiz Guimarães, o gerente-regional da Caixa Econômica, Silvio Renato Gomes Diz, o secretário de Esportes, Vagner Freitas, além do deputado estadual Alencar Santana e a deputada federal Janete Pietá, e dos vereadores Laércio Pereira, Marisa de Sá e Auriel Brito. Investimentos O Projeto de Urbanização de Favelas, coordenado pela Secretaria Municipal de Habitação, já entregou 1.212 unidades, incluindo os 320 dos 500 apartamentos do Programa Federal Minha Casa, Minha Vida do Conjunto Residencial Esplanada, que levou moradia para pessoas do Jardim Lenise, Cidade Jardim Cumbica I, Cocho Velho, Vila Rio e das ruas Xisto e Ursa Maior. Com estas unidades que serão entregues no sábado, a atual gestão chega ao total de 1.352 moradias para família de baixa renda. Nos últimos quatro anos, os investimentos no setor superam a marca de R$ 800 milhões e contam com verba do governo federal e da prefeitura. Outras 7.405 unidades em construção Programa Integrado de Urbanização de Favelas CHIS Santo Agostinho (2ª Família comemora a nova moradia etapa) – 40 apartamentos; CHIS Cidade Jardim Cumbica II (1ª etapa) – 22 casas assobradadas CHIS Bela Vista (1ª etapa) – 75 apartamentos Programa Federal Minha Casa, Minha Vida Conjunto Água Chata – 200 Foto: Fábio Nunes Teixeira/PMG Guarulhos unidades Pimentas I e Pimentas II – 1.000 unidades Lavras – 1. 460 unidades Bananal – 740 unidades Vila Carmela/Bonsucesso – 1.500 Pimentas (Dunas, Brisas e Alta Vista) – 960 unidades Tijuco Preto – 1.408 unidades GRÁFICOS - SP Ditadura silenciosa Constitucionalmente, no Brasil vivemos por conta de um Estado Democrático de Direitos fundamentados na soberania, na cidadania, na dignidade da pessoa humana onde entra os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa culminando com a pluralidade política. Entendo que, com base nestes princípios constitucionais do nosso País, acho que não deveria ser permitido que pessoas mal intencionadas consigam, através dos órgãos de comunicações de massa iludir o cidadão, principalmente os menos favorecidos, através de manobras políticas. O incrível é que as manobras praticadas pelos governos anteriores (militar ou civil) sempre foram implicitamente criticadas por pessoas que se identificavam como parte representativa da população. Pessoas que quando ouvia o governo falar a palavra “privatização” lhes soava como sinônimo de “parar o Brasil” ou, “vamos quebrar tudo”. As pessoas não deveriam deixar o poder subir à cabeça, pois acabam abraçando o vírus do poder, da ganância e até achar que é um deus com poderes sobre tudo e sobre todos na terra. Está aí para todos verem, novos governos, manobras antigas. Começo a sentir no ar o mesmo clima de insegurança que eu sentia na época da ditadura, período em que vi pessoas serem perseguidas nas ruas, nas fábricas, retiradas de suas casas e presas, pessoas que dormiam e acordavam debaixo de cassetetes e quando não, corpos de cidadãos eram encontrados boiando nos rios. Parece até que algumas pessoas sentem saudades daqueles tempos que foram um dos períodos mais negros na vida dos brasileiros que lutavam por liberdade, que buscavam um verdadeiro Estado Democrático de Direitos. Das diversas formas de ditadura que presenciei nestes meus 61 anos de idade e com 48 anos como profissional gráfico, acho que a mais nociva para a sociedade é a ditadura silenciosa, quero dizer, aquela que se pratica na calada da noite, por baixo dos panos, por detrás das cortinas que miram e agridem os direitos fundamentais do cidadão nas suas mais diversas formas de sobrevida. Ela age como uma injeção enganosa, contendo em sua fórmula um elemento chamado discurso, que tem a finalidade de realizar uma lavagem cerebral no cidadão e quando aplicada, vai direto ao subconsciente do cidadão principalmente daquele que não possui nenhum conhecimento político. Este tipo de injeção só é usado por pessoas mal intencionadas, acompanhada por certo grau de psicologia e consegue ir fundo na mente do cidadão através do elemento “discurso”. Procuram transmitir-lhe um caminhão de promessas e essas promessas ao final acabam, na maioria das vezes, sendo pagas pelo próprio cidadão, cidade de São Paulo se comprometeu em baixar o preço das passagens dos ônibus e por conta disso uma grande parte de nós, cidadãos paulistanos se empolgaram, votou e elegeu o cidadão para prefeito. Só que na hora de tratar da “redução” do preço das passagens, notei que isto não aconteceu, ou seja, simplesmente manteve o valor que já se praticava antes. Os preços simplesmente não foram reajustados conforme estava planejado. Ninguém baixou o preço da passagem, elas simplesmente não foram reajustadas. Ou será que só eu estou errado neste raciocínio? Os discursos e bla, bla, blas são muitos, como por exemplo, o da Bolsa Família. Não seria mais inteligente o governo dar a mão para que o cidadão se levante e ande com suas próprias pernas, ao invés de lhe dar uma muleta para se arraste pelo resto da vida? O que aconteceu com este cidadão? Parece-me que por questão de sobrevivência, está vendo sua dignidade ser cerceada por um prato de comida. Por outro lado, em se tratando de eleições, quando se apresenta um candidato com postura séria no cenário político, do ponto de vista popular, uma das armas usadas por candidatos incompetentes ou mal intencionados que quer se dar bem é de procurar nos seus discursos denegrir a imagem de seu oponente, e isso só acontece por ocasião das eleições. Porque somente nestas ocasiões e não na ocasião que foi comprovada que aquele candidato é um ser nocivo ao pleito eleitoral? Tá aí um dos jogos de interesses, que estamos acostumados a assistir, mas são matérias que entendo ser de suma conveniência do ser incompetente alienado. Na área comercial o discurso do governo é para baratear custos enquanto o discurso para a indústria de transformação, direcionados aos produtos chineses que estão tomando conta do nosso País, vem falando em competitividade, mas não aborda o grande número de trabalhadores que estão ficando sem emprego por conta de uma política da boa vizinhança que a alguns anos vem praticando com a China (vocês me mandam seus produtos manufaturados e eu lhes mando o aço). Competitividade? Tudo bem, mas nós estamos falando só da competitividade, estamos somando a este discurso a lealdade para competir. Por exemplo, dos produtos que vem lá de fora a grande maioria da população não sabe da origem do seu setor gráfico ou fabril, não sabe que os produtos são procedentes da mão de obra escrava, que os trabalhadores e trabalhadoras transformam suas casas em verdadeiras linhas de produção. Que não possuem direito trabalhistas, como a aposentadoria, não tem direito a saúde, não tem Fundo de Garantia por tempo de Serviços, mas que garantia? Se não possuem registros. Sabemos que no discurso sobre competitividade, o governo não fala de isenção de tributos por produtos importados. Se os produtos chineses fossem fabricados aqui no Brasil, estes sofreriam uma carga tributária entre 11% a 32% no custo final. Aqui no Brasil temos sindicatos que ainda desenvolvem suas atribuições pela luta de classe, em defesa de seus representados e por isso temos condições de vida bem melhor que as dos trabalhadores chineses. Não podemos baixar a nossa guarda, senão logo poderá surgir um chinês para concorrer ao cargo de presidente aqui no Brasil. É mole ou quer mais? Tenho notado que diversas obras acabadas ou até supostamente acabadas durante o mandato de um determinado governo, temos que esperar para vê-las inauguradas somente às vésperas das eleições, quando o governo vem com toda sua turma e mete discurso no povão. Entendo que esta é uma forma inadequada, usar algo que foi construído com o nosso dinheiro para se promover. Mas é do meu dinheiro que também está ali e eu não concordo com isso! E daí, vai reclamar pra quem? Quero dizer que, constitucionalísticamante falando, estamos ferrados. Vamos acabar de vez com tudo isto nas próximas eleições, eu acredito em nós. Nilson do Carmo Pereira (61 anos) - Diretor Executivo do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas de São Paulo como estamos tomando pelas costas um super-reajuste no IPTU para o ano de 2014, para subsidiarmos o reajuste das tarifas de transportes. As empresas de ônibus não vão reduzir o seu faturamento e nada sofrerão a título de prejuízo pelo não reajustamento das tarifas, nós cidadãos estamos na eminência de pagarmos por isso. Não é verdade senhor prefeito? Vamos pagar com o nosso suor a promessa de campanha eleitoral do indivíduo. Estamos vendo e sentindo na pele o resultado de um bom discurso, infelizmente temos visto através de reportagens que existem pessoas que na sua inocência, mesmo depois de muitas campanhas de alertas vinculadas pela imprensa falada e escrita que ainda caem no conto do bilhete premiado, não é verdade? O exemplo claro disso tudo ficou evidenciado em uma das promessas apresentadas durante os programas eleitorais, onde um dos candidatos à prefeitura da

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IMPRENSA SINDICAL | DE 5 DE NOVEMBRO A 5 DE DEZEMBRO/2013 | PÁGINA 5 Inflação deve ficar em 5,81% este ano, segundo Banco Central A inflação este ano deve ficar em 5,81%, de acordo projeção de instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC). A previsão anterior para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) era 5,82%. Para 2014, a estimativa para a inflação subiu, pela terceira vez seguida, ao passar de 5,90% para 5,96%. As projeções para o IPCA estão acima do centro da meta de inflação, 4,5%, mas abaixo do limite superior de 6,5%. Cabe ao BC fazer com que a inflação convirja para a meta. Um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, por consequência, a inflação, é a taxa básica de juros, a Selic. Essa taxa está atualmente em 9% ao ano. Para as instituições financeiras, ao final de 2013, a Selic estará em 9,75% ao ano, a mesma estimativa feita há duas semanas. Essa também é a expectativa para o final do próximo ano. A pesquisa do BC também traz a mediana das expectativas para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que continua em 4,25%, este ano, mas foi ajustada de 5,27% para 5,36%, em 2014. A projeção para o Índice Geral de Preços – Disponibiano quanto para o próximo. Com a inflação alta, que chegou a afetar a confiança de consumidores e empresários, o Banco Central passou em abril a apertar a política monetária, tendo já elevado a taxa básica de juros a 9,0% ao ano. Na pesquisa Focus, a mediana das projeções dos anaTaxa Selic Sobre a taxa básica de listas consultados mostra juros, as expectativas foram que a expectativa para a Selic mantidas em 9,75 por cen- é de nova alta de 0,5 ponto to tanto para o final deste percentual na reunião de oulidade Interna (IGP-DI) foi alterada de 5% para 5,58%, este ano, e de 5,80% para 5,91% em 2014. Para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), as projeções foram ajustadas de 5% para 5,20%, este ano, e de 5,79% para 5,75% em 2014. tubro do Comitê de Política Monetária (Copom), inalterado ante a última pesquisa. A última reunião deste ano ocorre este mês de novembro. Já as instituições que mais acertam as projeções no médio prazo, o Top-5 de médio prazo, apontam, pela mediana, expectativa de um maior aperto monetário. A projeção para este ano e para 2014 é que a Selic fique em 10 por cento, inalterado ante a pesquisa anterior. Economia Crédito no Brasil cresce 563,8% nos últimos dez anos A concessão crédito no Brasil atingiu, em junho, R$ 2,5 trilhões, volume que representa uma expansão de 563,8% sobre a quantia relativa ao mesmo mês de 2003, quando havia alcançado R$ 381,3 bilhões. Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), que é o total da riqueza produzida no país, a taxa subiu de 24,7% para 55,2%. Os dados são do estudo feito pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). O levantamento indica uma elevação maior entre as pessoas físicas. Esses tomadores ampliaram as suas demandas por crédito em 766,7%, nos últimos dez anos, passando de R$ 82,5 bilhões para R$ 715,2 bilhões, enquanto que o crédito tomado pelas empresas saltou de R$ 132,2 bilhões para R$ 730,3 bilhões, uma alta de 452,4%. A taxa de juros caiu, na média, 30 pontos percentuais. Era 56,7% em junho de 2003 e atingiu 26,5%, em junho último. Nas linhas restritas às empresas, o índice baixou de 38,6% para 19,3%, um recuo de 19,3 pontos percentuais. Para esses tomadores, o prazo médio para parcelar a dívida atingiu 30,1 meses, ante 5,7 meses oferecidos anteriormente. Para as pessoas físicas, a taxa de juros reduziu de 81,4% para 34,9% ao ano, uma diminuição de 46,5 pontos percentuais. O prazo de pagamento, que era 9,8 meses, aumentou para 47,9 meses, correspondente a uma ampliação de 388,8%. O diretor executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira, observou que as operações de crédito envolveram um ambiente de redução das taxas de juros e dos spreads bancários (diferença entre os juros que o banco cobra ao emprestar e a taxa que ele paga ao captar dinheiro), além de aumento dos prazos médios de financiamento e de queda de 5,2 pontos percentuais na inadimplência. Na avaliação dele, existem condições favoráveis na economia para que se conceda cada vez mais crédito. “Tivemos algumas turbulências, com as instituições financeiras do setor privado mais seletivas, mas essas restrições foram compensadas pelos bancos públicos e ainda temos como avançar mais”, disse o executivo. Segundo ele, em países com tamanho da economia semelhante ao do Brasil, o volume de crédito atinge 100% do PIB. ICEI está mais confiante na economia, segundo CNI A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou que o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) aumentou 1,7 ponto em setembro e alcançou 54,2 pontos. É o segundo mês seguido de alta do índice e, segundo a CNI, indica um “sinal importante para a recuperação da indústria”. Em agosto, o valor ficou em 52,5 pontos. Na comparação com setembro de 2012, o ICEI registra recuo de 3 pontos (57,4). Para calcular o índice, a CNI utiliza indicadores que variam de zero a cem pontos, sendo que resultados acima de 50 pontos indicam empresários confiantes. A CNI informou ainda que o aumento da confiança dos empresários foi mais intenso na indústria extrativa, em que o ICEI cresceu 4,2 pontos e ficou em 57,7 pontos em setembro. Na indústria de transformação o índice aumentou 1,7 ponto e na construção 0,6 ponto. Apesar do pessimismo em relação às condições atuais da economia e das empresas, cujo indicador ficou em 46,2 pontos, os industriais estão mais otimistas com o futuro, acredita a confederação de empresários. O índice de expectativas em relação às condições da empresa e da economia para os próximos seis meses subiu de 56,9 pontos em agosto para 58,2 pontos em setembro. A pesquisa foi feita entre 2 e 12 de setembro com 2.499 empresas. Dessas, 912 são pequenas, 967 são médias e 620 são de grande porte. FETQUIM - SP Campanha Salarial setor químico 2013 Por Assessoria Diante de um plenário lotado de representantes dos trabalhadores, o CEAG 10 apresentou dia 31 de outubro, a proposta para as clausulas econômicas da campanha salarial dos químicos 2013. O índice de reajuste salarial ficou em 7,5%. Isso representaria um aumento real próximo de 2% caso se confirme a estimativa do Banco Central de 5,52% de inflação para o período da data base. Em comparação ao ano passado, o ganho é maior, pois a inflação foi de 5,99% e, com isso, apesar do reajuste ter sido de 7,8%, o aumento real foi de 1,71%. Os dirigentes dos trabalhadores, no entanto, avaliam que a proposta poderia ter sido melhor. Por isso, a decisão dos sindicatos presentes e da Federação dos Trabalhadores do Ramo Químico da CUT no Estado de São Paulo –FETQUIM– foi a de manter o estado de mobilização até a realização das assembleias da categoria que ocorrerão de 8 a 10 de novembro, e quando os trabalhadores irão se posicionar sobre a aceitação ou não da proposta. Clima de mobilização dominou a campanha Desde a entrega da pauta em caráter antecipado no dia 28 de agosto, a Fetquim e os sindicatos filiados impulsionaram mobilizações em dezenas de Pauta permanente fábricas, com greves, paralisações e atrasos O coordenador da Fede turno. tquim Raimundo Suzart A disposição de luta se refletiu na negociação que contou com a participação de muitos trabalhadores e trabalhadoras que lotaram o plenário do Sindicato dos Químicos de São Paulo no dia 31 de agosto durante a última rodada de negociações. Este clima de mobilização irá se manter, segundo os dirigentes, na tentativa de obter melhores resultados. fez questão de enfatizar que independente do período da campanha salarial, a categoria e a federação possuem uma pauta permanente de reivindicação que será cobrada do setor patronal nas fábricas, fóruns de discussão ou grupos de trabalho. Nos itens desta pauta estão a redução da jornada de trabalho, a licença maternidade de 180 dias, a nanotecnologia e a cesta básica. 7,5%; Piso para empresas com até 50 trabalhadores: 7,5% - R$ 1.135,67; Piso para empresas com mais de 50 trabalhadores: 8% - R$ 1.159,49; PLR para empresas com até 50 trabalhadores: 8% - R$ 850,00; PLR para empresas com mais de 50 trabalhadores: 12,05% 930,00; O teto para a aplicação do índice é de R$ Conheça a proposta 7.375,25. Acima disso, na íntegra haverá um valor fixo de Reajuste Salarial: R$ 553,14.

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IMPRENSA SINDICAL | DE 5 DE NOVEMBRO A 5 DE DEZEMBRO/2013 | PÁGINA 6 Sintracon-SP Lançado oficialmente o livro que conta a história de nossa categoria Uma contribuição cultuberto Gomes dos Santos, ral inestimável para pesquiJosé Carlos Arouca, Laérsadores, estudiosos, acadêmicio Fernandes (Fernando), cos, historiadores e sociedade Sinfrônio de Sousa Nunes, em geral foi lançada em livro Wilson Florentino e Wanna noite de 21 de outubro, na derley M. Alexandrino. Livraria Nobel do Shopping O destaque da noite de Metrô Tatuapé. Trata-se da autógrafos na Livraria Noobra “A Construção de uma bel foi para a homenagem Categoria”, que conta com riespecial feita ao compaqueza de detalhes a trajetória nheiro Humberto Gomes de lutas e conquistas do Sindos Santos, o Betinho, a dicato dos Trabalhadores da quem o livro é dedicado. Construção Civil de São Paulo Da direita para a esquerda: Regina Ramalho (filha), Cesar Contijo, Eunice Cabral (presi“Aguerrido defensor dente Sind. das Costureiras-SP), Antonio de Sousa Ramalho (presidente do Sintracon-SP), das causas sociais, o Beti(Sintracon-SP), um dos maioClaudio Blanc (escritor) e Fernanda (esposa do Betinho, falecido), Ramalho Júnior res da América Latina. nho foi grande incentivador um livro que retrata a história não Uma categoria só é realmente da proposta de se contar a história do de pessoas isoladamente, mas de forte quando preserva a sua memótrabalhador da Construção Civil para uma categoria profissional, daqueria, respeita o seu passado e o utiliza as futuras gerações. Infelizmente, ele les que lutaram para que todos os como lição para o presente e o futunão pode ver o resultado, tendo faletrabalhadores da construção civil ro. Foi pensando assim que o líder do cido meses antes desse lançamento”, pudessem ter condições de trabalho Sindicato, Antonio de Sousa Ramaenfatizou Ramalho que, na ocasião, mais dignas, uma vida melhor. De lho, que também é deputado estaduentregou uma placa à viúva do ilustre forma sólida e contextualizada, este al pelo PSDB paulista decidiu, junto colaborador, Fernanda Campos. livro não se limita a contar apenas a sua Diretoria, encomendar o livro, a trajetória do Sindicato dos Trabaassinado pelo escritor Claudio Blanc. Sobre o autor lhadores nas Indústrias da Constru“Nosso objetivo, com o livro, é o Claudio Blanc é escritor, tradução Civil de São Paulo (Sintraconde detalhar o desenvolvimento dos tor e editor, autor de cerca de 600 -SP), mas principalmente retrata o trabalhadores do setor no Brasil desde artigos sobre História, Ciência, Lipapel das organizações profissionais o início da colonização até os dias de teratura e Filosofia, publicados em na história, os cenários políticos e hoje. Assim, a publicação oferece um revistas como Discovery Magazine, sociais que marcaram cada grande rico painel sobre a formação da cateFilosofia Ciência & Vida, Revista do momento dessa categoria e a consgoria, os modos como ela tem se orExplorador e Grandes Líderes da trução do Brasil de hoje pelas mãos ganizado e as organizações que a tem História. É autor, entre outros, dos desses trabalhadores”. representado”, pondera Ramalho. livros Aquecimento Global e Crise Para ilustrar seu trabalho, o au“A Construção de uma CategoAmbiental, Uma Breve História do tor entrevistou diversos diretores e ria” é prefaciado por Alberto GoldSexo, O Lado Negro da CIA e O Hocolaboradores históricos do nosso man, engenheiro civil, governador mem de Darwin. Entre seus livros Sindicato, entre eles: Antonio de de São Paulo, deputado e ministro infanto-juvenis estão: Histórias Sousa Ramalho, Claudio Aureliano dos Transportes, entre outros tanSopradas no Tempo e De lenda em Moreira, Darci Pinto Gonçalves, Eber tos cargos de expressão. Ele escreve: Lenda se Cruza Fronteiras, indicaDuarte, Francisco A. Coelho, Hum“É tão importante termos agora do como Altamente Recomendável pela Fundação Nacional do Livro Infanto-Juvenil. Claudio Blanc também assina, até o momento, a tradução de 40 obras nos mesmos campos de conhecimento sobre os quais escreve, entre elas, os best-sellers Fumaça e Espelhos, de Neil Gaiman, e O Relatório da CIA – Como será o mundo em 2020? Personalidades presentes: . Haruo Ishikawa – Vice-presidente do SindusCon-SP; . Tadeu Moraes – Secretário do Emprego e Relações do Trabalho; . Eunice Cabral – Presidente do Sindicato das Costureiras de São Paulo; . Miguel Torres – Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo; . Emilio Alves Ferreira Junior – Presidente da Feticom-SP; . Marcos Ribeiro – Presidente do Sindicato dos Técnicos de Segurança; . Valter Nei Ribeiro - Conselheiro da CESP; . Alaor Aparecido Bernal Dias – Prefeito de Santo Anastácio; . Zé Lopes – Liderança política; . Elias Natalino Pereira – Prefeito de Tarabai; . Claudio Castro – Procurador do município de Assis; . Mauro Servilha – Procurador do município de Assis; . Cesar Gontijo Secretário-Geral do PSDB em São Paulo; Trabalhadores associados Marcia dos Reis, ajudante na Gafisa, sócia do sindicato há seis meses, entrou no canteiro de obras através do projeto Mulheres que Constroem. Desde então prestigia todas as atividades do Sindicato; Antonio Germano da Silva, pedreiro na MW Engenharia, sócio do sindicato há três anos, se sente muito honrado em participar de um Sindicato tão atuante. Do pouco tempo que se sindicalizou já sentiu muita diferença dentro dos canteiros com a atuação sempre presente do sindicato. Ele avaliou positivamente a administração do Ramalho da Construção, e parabenizou o presidente e sua Diretoria pela iniciativa de publicar, em um livro, toda a trajetória desse segmento profissional tão importante para a sociedade brasileira, que é o da Construção Civil. Como comprar O livro pode ser adquirido na sede do Sindicato (Rua Conde de Sarzedas, 286, região central da capital paulista), ou na Livraria Nobel. O preço: R$ 34,90. São Paulo-SP Alckmin firma Plano de Mobilidade Urbana com o Governo Federal Recursos no valor de R$ 5,4 bilhões viabilizarão a expansão das linhas metroviárias a construção da nova Linha 13-Jade da CPTM, que vai até o Aeroporto Internacional de Cumbica, e da estação de União de Vila Nova, na Linha 12-Safira, também da CPTM. “O Brasil transportou no ano passado pelo sistema metroferroviário 2,688 bilhões de passageiros, dos quais 2,032 bilhões só em São Paulo, pela CPTM e pelo Metrô. Nós representamos 77% do transporte metroferroviário do país”, enumerou Alckmin. “O metrô é o grande eixo de integração de modais em qualquer sistema de transporte do mundo inteiro”, afirmou Dilma. As obras modernizarão ainda 18 das 90 estações da CPTM, na Linha 7-Rubi (Botujuru, Caieiras, Baltazar Fidélis, Campo Limpo Paulista, Pirituba, Perus e Várzea Paulista), na Linha 10-Turquesa (Guapituba, Ribeirão Pires, Ipiranga, Utinga, Prefeito Saladino e Rio Grande da Serra), na Linha 11-Coral (Antonio Gianetti Neto, Estudantes e Mogi das Cruzes) e na Linha 12-Safira (Itaquaquecetuba e Engenheiro Manoel Feio). Melhorar o transporte na Região Metropolitana de São Paulo é o objetivo do Plano de Mobilidade Urbana firmado dia 25 de outubro, pelo governador Geraldo Alckmin com a presidenta Dilma Rousseff. Serão investidos mais de R$ 5,4 bilhões na construção de trilhos e estações metroferroviárias. “Mais uma boa parceria em benefício da população”, destacou Alckmin. Dos R$ 5,4 bilhões, montante, R$ 4,06 bilhões serão de financiamentos, e R$ 1,34 bilhão repassados pela União a título de fundo perdido. Os recursos serão utilizados na expansão da Linha 2-Verde do Metrô, entre Vila Prudente e a Dutra (Guarulhos), e da Linha 9-Esmeralda da CPTM, entre Grajaú e Varginha. Os investimentos também contemplam

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IMPRENSA SINDICAL | DE 5 DE NOVEMBRO A 5 DE DEZEMBRO/2013 | PÁGINA 7 Trabalho Pronatec Brasil Maior oferece 118 mil vagas até 2014 O governo federal, na busca por atender à demanda por profissionais qualificados em setores estratégicos da economia, lançou uma nova modalidade do Programa de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), o Pronatec Brasil Maior. Com o programa, serão ofertados cursos técnicos gratuitos direcionados especificamente às áreas definidas pelos setores industriais como mais carentes de trabalhadores qualificados. Até 2014, estarão disponíveis 118 mil, que podem ser acessadas pelosite do Pronatrec. Um mapa feito com a ajuda das empresas ajudou a definir as áreas carentes de mão de obra nos municípios e quais cursos são mais adequados para a região. O programa vai permitir tanto a formação de trabalhadores quanto a requalificação. O setor têxtil terá a maior oferta de vagas (47.337), seguido da construção civil (29.615), de energias renováveis (18.583), do complexo eletrônico (13.273), de calçados (3.788) e de celulose e papel (3.563). “Estamos vendo o maior esforço educacional que esse país já deu para qualificar mão de obra de ensino médio e superior”, disse o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. Entre os Estados com mais vagas disponíveis para o Pronatec Brasil Maior estão São Paulo (38.025), Santa Catarina (12.286), Minas Gerais (10.952) e Rio de Janeiro (10.566). Os com menor oferta são Alagoas (58), Rio Grande do Norte (40) e Maranhão (20). “O objetivo é ampliar cada vez mais a oferta de educação profissional. O Brasil conseguiu avançar muito na educação superior e precisamos fazer o mesmo com a educação profissional”, disse o secretário executivo do Ministério da Educação, Henrique Paim, no lançamento do programa. O Pronatec Brasil Maior é uma parceria entre o Ministério da Educação, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e o Sistema S. Brasil é exemplo na OIT A Organização Mundial do Trabalho, empenhada em acabar com o trabalho infantil no mundo, divulgou, em Genebra, seu relatório dos últimos quatro anos e o Brasil surgiu como exemplo, pois diminuiu de meio milhão o número de crianças no trabalho. Esse redução confirma, de maneira visível, os bons resultados obtidos pelo Brasil no combate à pobreza e na criação de incentivos para as crianças irem à escola. Restam ainda 1,6 milhão de brasileiros infanto-juvenis em atividades laborais. Nos dias 8 e 9 de outubro, o Brasil recebeu delegados de 193 países, na conferência mundial sobre o combate ao trabalho infantil, em Brasília. A OIT já constatou que não será possível, como era seu objetivo, acabar com o trabalho infantil no mundo até 2016. Mas é verdade que os dados mundiais mostram uma sensível queda no trabalho infantil, caindo de 246 milhões de crianças no trabalho, em 2000, para 168 milhões neste ano. Ou seja, 78 milhões de crianças já não são mais obrigadas a trabalhar. A maior diminuição ocorreu na Ásia e a menor na América Latina, onde ainda existem 12,5 milhões de crianças no trabalho. Ao contrário do ocorrido no Brasil, a redução do trabalho infantil é mais lenta nos outros países latinoamericanos. Na África, onde ocorria sempre um aumento no número de crianças no trabalho, registrou-se pela primeira vez uma diminuição, decorrente provavelmente do atual crescimento econômico registrado na região africana, em muitos países como os lusófonos Angola e Moçambique. Porém, o número de crianças no trabalho, ainda é elevado 68 milhões, ou seja, em cada grupo de cinco crianças uma trabalha. O relatório da OIT não especifica as modalidades de trabalho a que se destinam as crianças, nem estabelece um total separado por país. Mas sabe-se, por denúncias da Unicef e de entidades de proteção à infância, que muitas delas são tiradas das famílias sob promessas de um melhor futuro. É o caso, por exemplo, das crianças tiradas dos pais da Guiné Bissau por pregadores corânicos e levadas para o Senegal, calculadas em 100 mil pela Unicef, a pretexto de ali receberem formação religiosa muçulmana, mas na verdade obrigadas à mendicância em Dakar. Há ainda as crianças sequestradas da República Democrática do Congo para trabalharem em minas e explorações agrícolas em Angola, assim como as crianças que trabalham nas plantações de cacao de multinacionais na Costa do Marfim. O brasileiro Pedro Américo Furtado de Oliveira, funcionário da OIT no combate ao trabalho infantil, afirma que muitos países africanos passaram a colaborar no combate ao trabalho infantil, acatando as denúncias divulgadas pela mídia. E acentuou que o trabalho infantil ocorre principalmente nas regiões onde ainda existe o trabalho informal, “onde há trabalho organizado e sindicatos, não há trabalho infantil”. Rui Martins, correspondente em Genebra Brasil reduz trabalho infantil, mas OIT quer reforçar combate crianças trabalhadoras ainda é muito grande. Segundo Rider, se não houver intensificação de esforços pelos países, não será possível cumprir a meta de erradicar o trabalho infantil até 2016. No Brasil, os dados mais recentes sobre a situação do trabalho infantil também registraram queda de 14,3% entre 2011 e 2012. E, entre 1996 ano em que foi criado o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) e 2012, o número de crianças entre 5 e 15 anos em situação de trabalho infantil caiu 54%. O Peti hoje é incorporado aos programas de distribuição de renda Bolsa Família e Brasil sem Miséria. A construção do que a presidente Dilma Rousseff chama de “robusta rede de proteção social” é reflexo da identificação da pobreza como um dos fatores determinantes para a entrada precoce no mercado de trabalho. Apesar de os números registrarem números menores de crianças e adolescentes em condição de trabalho, as políticas são consideradas isoladas e insuficientes para resolver o problema de forma sustentável no país. Lançado em maio deste ano, o relatório Brasil Livre do Trabalho Infantil aponta o período de 1990 a meados dos anos 2000 como sendo o de maior avanço na prevenção e eliminação do trabalho infantil no país. Porém, a organização Repórter Brasil, autora do estudo, defende que desde 2005 houve uma desaceleração na redução do número de crianças e adolescentes em situação de trabalho irregular. O texto aponta que há uma “falta de articulação entre as diversas políticas de prevenção e eliminação ao trabalho infantil existentes no país”. Para funcionar, sugere o documento, “a erradicação exige mais diálogo entre as esferas municipais, estaduais e federal”. Para Irene Rizzini, Professora do departamento de Serviço Social da PUC-Rio e diretora do Centro Internacional de Estudos e Pesquisas sobre a Infância (CIESPI), romper com o ciclo da pobreza é importante. “Para a população menos privilegiada social e economicamente, muito frequentemente o que resta é essa trajetória que leva ao subemprego ou que leva ao trabalho informal ou às formas mais perigosas de trabalho”, avalia. Apesar disso, ela entende que a transferência de renda não resolve todas as questões inerentes ao trabalho infantil. “Os programas têm que estar mais integrados com outras frentes de suporte [...] seja no âmbito da família, seja na creche ou na escola.” Mudança de mentalidade Célia Chaves Gurgel do Amaral, professora da Universidade Federal do Ceará e pesquisadora da temática de exploração da criança no trabalho, avalia que “as políticas são sempre compensatórias” e não vão erradicar a exploração das crianças no trabalho. Ela também defende a integração de políticas de trabalho e emprego, com educação integral e acesso à cultura, por exemplo, para que as ações “emergenciais” de distribuição e renda sejam substituídas por fórmulas mais duradouras. Mas uma lacuna importante, na sua visão, é que “a população ainda não tem introjetada a indignação contra a criança explorada no trabalho.” Essa indignação já foi conquistada, segundo Célia Amaral, para casos de exploração sexual de crianças, por exemplo. O relatório Brasil Livre do Trabalho Infantil também identifica argumentos frequentemente utilizados para justificar o trabalho infantil como entraves ao avanço. Manter as crianças longe do crime ou fazer com que os jovens aprendam o sentido do trabalho digno estão entre esses argumentos, segundo o relatório. Compromisso global À margem da Conferência, agências da Organização das Nações Unidas firmaram um compromisso contra o trabalho infantil na América Latina e Caribe, região em que existem mais de 12,5 milhões de crianças e adolescentes nessa situação. O documento, chamado de Prioridades do Sistema das Nações Unidas para enfrentar o trabalho infantil na América Latina e Caribe, foi lançado dia 8 de outubro e elenca as ações prioritárias para eliminação daquelas que são consideradas as piores formas de trabalho infantil, como a escravidão, a servidão, o trabalho forçado e a exploração sexual. Os principais focos dessas prioridades teriam de ser “meninos (sic) que sofrem de um maior risco de cair nas piores formas de trabalho infantil, como são os que moram no ambiente rural ou os que pertencem a minorias, como os indígenas, os migrantes, ou os que vivem com deficiência”, diz o texto. Organização Internacional do Trabalho diz que, com 168 milhões de crianças e adolescentes que trabalham no mundo, meta de erradicar problema não será alcançada em 2016. Brasil reduziu 54% do trabalho entre 1996 e 2012. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) iniciou a 3ª Conferência Global sobre o Trabalho Infantil com uma “péssima notícia”: existem 168 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos em situação de trabalho infantil no mundo. O número representa uma queda de um terço em relação a 2010 porém, segundo disse o chefe da OIT, Guy Rider, na abertura do evento em Brasília dia 8 de outubro, o total global de Anuncie no jornal IMPRENSA SINDICAL (11) 3666-1159 | 99900-0010 | 95762-9704 Carlos Alberto Palheta

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IMPRENSA SINDICAL | DE 5 DE NOVEMBRO A 5 DE DEZEMBRO/2013 | PÁGINA 8 Suplicy Os 25 anos da Constituição e foi instalado no pátio da Universidade de Direito da Universidade de São Paulo, tradicionais arcadas do Largo de São Francisco e só depois se tornou um movimento nacional, afirma que é graças a essa participação popular que nossa Constituição é tão humanista. Um dos exemplos dessa participação, citado pelo professor Dalmo, é a Lei Maria da Penha, que surgiu da vontade popular, assim como a Lei da Ficha Limpa. Relembrando outras evoluções trazidas pelo Texto Constitucional, vale citar o voto facultativo para os jovens a partir dos 16 anos, para os analfabetos e para os maiores de 70 anos; o pagamento de horas extras; as férias remuneradas; a igualdade entre trabalhadores rurais e urbanos, que, recentemente, acabou sendo consagrada pelo Congresso; a proibição de discriminação em desfavor de portadores de necessidades especiais; a jornada de trabalho de 44 horas semanais; a licença-maternidade e o direito de greve. Passados 25 anos da promulgação da Constituição Cidadã, alcunha que recebeu do Dr. Ulysses Guimarães, é possível concluir que o seu estabelecimento, carreando democracia atrelada ao respeito aos direitos humanos, foi de fundamental importância para a consolidação dos valores maiores da dignidade da pessoa humana, do pluralismo político, do respeito à vertente social do trabalho e à livre iniciativa, o que se pode resumir num único tópico: valorização da cidadania brasileira. O art. 3º do texto constitucional é lapidar ao caracterizar que são objetivos da República Federativa do Brasil: a construção de uma sociedade livre, justa e solidária; a garantia do desenvolvimento nacional; a erradicação da pobreza e da marginalização, bem como a redução das desigualdades sociais e regionais; e a promoção do bem de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade ou quaisquer outras formas de discriminação. O desafio que temos pela frente e que a população espera de nós parlamentares é que façamos as mudanças constitucionais de fundo, tornando a atuação dos detentores diretos do poder – Presidente da República, Governadores, Prefeitos, Senadores, Deputados Federais, Deputados Estaduais, Vereadores, Juízes, Desembargadores, Ministros dos Tribunais Superiores, partidos políticos – cada vez mais transparente aos olhos do cidadão comum. Como Senador, tenho defendido, ao longo desses meus anos de Parlamentar, a transparência em tempo real das doações recebidas por candidatos e partidos, cuja informação, não tenho dúvida, deve chegar ao conhecimento do eleitor antes do pleito eleitoral, e não como previsto pela atual legislação, meses após a eleição. Por isso, apresentei o Projeto de Lei do Senado nº 280, de 2012, exatamente para instituir a prestação de contas em tempo real pelos candidatos, partidos e coligações, durante as campanhas eleitorais. A matéria encontra-se na Comissão de Constituição e Justiça, aguardando designação de relator. E aguardo que o Senador Vital do Rêgo, Presidente da CCJ, possa logo designar o relator. Nessa linha, também assinei a Proposta de Emenda à Constituição nº 280, de 2012, que prevê a realização de eleições diretas internas, no âmbito dos todos os partidos políticos, para a escolha de candidatos aos cargos eletivos. Essa proposta de mudança constitucional é de fundamental importância para assegurar a escolha democrática interna dos que serão os representantes do povo, afastando a “política do caciquismo”, que tanto mal faz ainda à nossa sociedade. A PEC nº 280, de 2012, encontra-se na CCJ, também aguardando designação de relator. Como último exemplo, vale mencionar a PEC nº 73 de 2005, que institui o referendo revocatório dos mandatos do Presidente da República, do Vice-Presidente, de Senadores e de Deputados Federais. O chamado recall precisa ser instituído para possibilitar que o povo avalie o trabalho dos seus representantes ainda durante o exercício do mandato, e não somente a cada eleição. Sobre a mudança constitucional que vai permitir o fim do voto secreto nas Casas Legislativas, desejo externar minha firme intenção de defender a promulgação da PEC nº 43, de 2013, já aprovada na Câmara dos Deputados. Essa PEC, querido Senador Paulo Paim, tem por finalidade abolir a votação secreta de todas as proposições, indicações ou decisões tomadas pelos Parlamentares. Penso que tudo tem que ser feito às claras aqui, no Congresso Nacional, pois o eleitorado tem o direito de saber como vota o seu representante em toda e qualquer situação. Não fosse assim, não viveríamos numa democracia representativa, tão bem-estabelecida pela Constituição Federal de 1988. Por fim, é bom saudar os 25 anos da Constituição Federal. Ela não é – e não pode ser – apenas uma folha de papel, um livro, mas é, sim, o pilar central de nossa legislação, que tanta evolução social e econômica tem permitido ao nosso País. É muito bom poder comemorar os 25 anos da nossa Constituição Cidadã. Salve a Constituição de 1988! Eduardo Matarazzo Suplicy (PT-SP), senador da República A Assembleia Nacional Constituinte foi composta por 559 Parlamentares, sob a Presidência do Deputado Ulysses Guimarães, do Estado de São Paulo. Na primeira sessão ordinária, além da eleição do Deputado Ulysses Guimarães, que obteve 425 votos, contra 69 votos dados ao Deputado Lysâneas Maciel, do Rio de Janeiro, e 28 votos em branco, ficou decidido que os Senadores de 1982 também integrariam o conjunto de constituintes. Os constituintes foram divididos em oito comissões temáticas e em uma comissão de sistematização, sendo que cada uma possuía três subcomissões temáticas. As comissões eram compostas dentro da proporcionalidade partidária, tendo sido escolhido para Relator-Geral, o Senador Bernardo Cabral, do Amazonas. É digna de nota a decisão de não adotar um anteprojeto, um texto-base, para o trabalho. O texto seria, como foi, construído a partir dos trabalhos confeccionados pelas 24 subcomissões. Um fato muito importante foi a garantia da participação popular na redação do novo texto constitucional, por intermédio das audiências públicas e da apresentação de emendas ao projeto-base, sistematizado pelo Relator, o Senador Bernardo Cabral. As emendas populares eram aceitas desde que contassem com mais de 30 mil assinaturas e com o apoio de três entidades da sociedade civil. O professor Dalmo Dallari, incentivador e integrante do movimento de participação popular, que nasceu em São Paulo CUT - SP PL da precarização Para aumentar os lucros, as empresas não hesitam em precarizar as condições de trabalho, mantendo apenas um núcleo de trabalhadores mais qualificados, terceirizando os que ocupam funções menos qualificadas, nas quais prevalecem os baixos salários e mais riscos de acidentes e mortes. Isso afeta a organização sindical, as relações de cooperação e de solidariedade e a própria identidade de classe. Os terceirizados não têm organização nem força para fazer reivindicações. Para defender a aprovação do Projeto de Lei 4330, de autoria do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), que libera a terceirização para todas as atividades, os empresários empunham a bandeira da “modernidade”. Para eles, modernizar é terceirizar uma mão de obra que vai trabalhar integrada ao processo produtivo, junto aos maquinários e a tecnologias que continuam sendo propriedades da empresa principal, com salários e condições de trabalho mais precárias do que os contratados. A otimização dos lucros via terceirização, fortemente baseada na precarização, é um fenômeno internacional. Mas as experiências na Europa e Estados Unidos, em especial, têm demonstrado que nos países onde a terceirização preserva a igualdade de direitos, a prática de contratar prestadores de serviços é limitada. Os países nórdicos, que apresentam elevadas as taxas de crescimento, emprego é estável e padrão de vida social e econômico melhor, têm os menores percentuais de contratação por meio da prestação de serviços –inferior a 5%. Já na Alemanha, mais de um Para Vagner Freitas, para aumentar os lucros, as empresas não hesitam em precarizar as condições de trabalho... Todos perdem quando a terceirização é vista apenas como um fator de redução de custos, como é o caso do PL 4330. É por isso que a CUT lidera a luta contra a aprovação desse projeto. milhão de trabalhadores são terceirizados, têm salários inferiores a cinco euros/hora –no auge da crise, foram os primeiros a ser demitidos. Todos perdem quando a terceirização é vista apenas como um fator de redução de custos, como é o caso do PL 4330. É por isso que a CUT lidera a luta contra a aprovação desse projeto que também é repudiado por acadêmicos do mundo do trabalho e entidades como, Associação Nacional de Juízes da Justiça do Trabalho (Anamatra), Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT) e 19 dos 27 ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST). A riqueza de um país deve ser medida pelos avanços sociais e por uma distribuição de renda mais equilibrada. Quando todos os trabalhadores se beneficiam dos ganhos de produtividade, a renda cresce, a demanda se expande e os investimentos se realizam. A determinação dos níveis de emprego em uma sociedade capitalista está associada às expectativas de investimento e desenvolvimento econômico. A terceirização está na contramão de tudo isso, uma vez que visa apenas a lógica de reduzir custos e terceirizar riscos. Na ânsia por aumentar o lucro, o capitalismo ignora o conceito de trabalho digno. Aquele que resume as aspirações do ser humano no domínio profissional e abrange elementos como, oportunidades para realizar um trabalho produtivo com uma remuneração equitativa, segurança no local de trabalho e proteção social para as famílias, organização e participação nas decisões que afetam as suas vidas, segundo a OIT. Vagner Freitas, presidente Nacional da CUT

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IMPRENSA SINDICAL | DE 5 DE NOVEMBRO A 5 DE DEZEMBRO/2013 | PÁGINA 9 Sindical SINDUSCON - SP As responsabilidades trabalhistas no Programa Minha Casa, Minha Vida SERGIO WATANABE Recentemente, o Ministério Público do Trabalho da Bahia argumentou em ação civil pública que o Banco do Brasil seria um dos responsáveis pela situação de trabalhadores em condição precária, empregados para a construção de 540 unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV), no município de Feira de Santana. Os procuradores do Trabalho argumentaram que o banco, na qualidade de contratante da obra, seria responsável pela situação dos trabalhadores, junto com a construtora contratada para executar o contrato, e junto com a empresa que esta construtora, por sua vez, subcontratou e que empregou os trabalhadores em situação supostamente precária. Em sua defesa, o Banco do Brasil alegou não ser contratante e sim agente executor do PMCMV. Argumentou que os terrenos e as unidades habitacionais não serão incorporados ao patrimônio do banco e sim ao do FAR (Fundo de Arrendamento Residencial), de onde saem os recursos para o financiamento da construção dos empreendimentos do Minha Casa, Minha Vida. De fato, o FAR recebe recursos da União para viabilizar o programa habitacional, enquanto a Caixa, na qualidade de agente gestor do fundo, deve nomear instituições financeiras oficiais federais para operacionalizar o Minha Casa. O Banco do Brasil, junto com a própria Caixa, fazem a operacionalização. Ambas as instituições financeiras costumam verificar se a construtora contratada não tem problemas com o Ministério do Trabalho e entendem que cabe a este órgão, e não a elas, a fiscalização posterior das condições de trabalho dos empregados na execução das obras. Entretanto, os procuradores alegam que, numa operação como a do PMCMV, os diversos contratos para viabilizá-la se interligam e se conectam. Portanto, haveria uma contratação em rede, o que permitiria interpretá-los de forma coligada. Assim, o banco não seria um mero repassador de recursos e ficaria sujeito às responsabilidades trabalhistas dos executores das obras. A questão ainda será apreciada pelo Judiciário. Mas, com todo o respeito ao Ministério Público, entendemos que as responsabilidades trabalhistas na fase de execução da obra não cabem às instituições financeiras. A Caixa e o Banco do Brasil não são meros repassadores de recursos. Cumprem suas obrigações, ao analisarem previamente a situação financeira, fiscal e trabalhista das construtoras que operam no Minha Casa, bem como verifi- cam se os projetos estão tecnicamente corretos em relação às diretrizes do programa. Daí para a frente, a responsabilidade trabalhista não cabe mais a estas instituições. A propósito, cumpre lembrar que as construtoras têm papel diferenciado no mundo do trabalho, seja pela especialização própria da atividade, seja pelo desenvolvimento tecnológico. Em cada etapa da obra, empresas especializadas executam o serviço para o qual, segundo sua especialidade e tecnologia própria, foram contratadas. Isso não apenas confere qualidade à obra, como evita que, a cada parte da obra que se encerra, a construtora demita o pessoal que nela trabalhou. Já os trabalhadores das empresas especializadas, ao terminarem o serviço numa obra, iniciam outro serviço em outra obra. Com isso, a rotatividade de mão de obra na construção caiu consideravelmente nos últimos anos e ao produ- to foram agregadas mais qualidade e segurança. Hoje a subcontratação de atividades especializadas na construção civil é autorizada pelo art. 455 da CLT desde 1943 e já se encontrava prevista no Código Civil de 1916. E essa autorização é reconhecida pelos Tribunais Regionais do Trabalho e pelo Tribunal Superior do Trabalho, instância máxima do Judiciário em matéria trabalhista. Isto não exclui a construtora da responsabilidade solidária em relação às obrigações trabalhistas de suas subcontratadas. Mas sempre lembrando que “os serviços de construção civil têm regulamentação própria, que autoriza a subcontratação por meio de empreitada e subempreitada, o que, a princípio, afasta a ideia de ilicitude da terceirização dos serviços”, segundo entendimento do Tribu- nal Superior do Trabalho. Assim, entendemos que a subcontratação na construção civil é legítima. O que leva à precarização no setor não é a subcontratação e sim práticas de informalidade, que a nosso ver devem ser condenadas por empregadores e trabalhadores. SERGIO WATANABE é presidente do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo), vice-presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) e diretor da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) Lu Alckmin - Ação Social Votuporanga e Orlândia sediam o 18º e 19º Polo Regional da Escola de Beleza Projeto do FUSSESP que capacitará em quatro áreas da beleza é levado para a região de São José do Rio Preto e Franca região central do município. Além do Polo de Beleza, o município conta também com a Escola de Moda, projeto que está capacitando atualmente 10 pessoas na arte do corte e costura. Sobre o Polo Regional da Escola de Beleza A primeira turma do Polo de Beleza de Orlândia está formando 40 alunas e a formatura será dia 9 de dezembro deste ano Dia 24 de outubro, a primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo (FUSSESP), Lu Alckmin, esteve em Votuporanga e Orlândia para a inauguração de dois novos Polos Regionais da Escola de Beleza do interior, a 18ª e 19ª unidade, respectivamente. Em Votuporanga, o projeto foi instalado no Centro de Educação e Cidadania “Leila Valquiria Souza”, no bairro Sonho Meu, e está capacitando moradoras da cidade e do município de Pontes Gestal. Entre os projetos em parceria com o FUSSESP já presentes em Votuporanga, estão a Padaria Artesanal e o Geração de Renda. O projeto é uma iniciativa do FUSSESP em parceria com os Fundos Municipais e entidades assistenciais da capital e visa oferecer qualificação profissional para pessoas desempregadas, em cursos de Assistente de Cabeleireiro, Depilação e Design de Sobrancelhas, Manicure e Pedicure e Maquiador. Até o final do ano, serão inaugurados 28 Polos Regionais da Escola de Beleza no interior e 28 na capital. Já estão em funcionamento 17 Polos de Beleza no interior, nas cidades de Juquiá, Registro, São Manuel, São Pedro, Santa Fé do Sul, Colina, Tupã, Tarumã, Angatuba, Pirajuí, Aparecida, Mogi das Cruzes, Mirandópolis, Dracena, Cabreúva, Taubaté e Ilhabela. Na capital, já foram inauguraO 19º Polo de Beleza, inaugura- dos dez Polos de Beleza, nas zonas do em Orlândia, está localizado na oeste e sul.

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IMPRENSA SINDICAL | DE 5 DE NOVEMBRO A 5 DE DEZEMBRO/2013 | PÁGINA 10 Brasil Rio Grande do Sul Mateando com o Governador: parques eólicos receberão investimentos superiores a R$ 1 bilhão produzido pela Secretaria de Comunicação Social do Governo no Estado (Secom), Tarso Genro aborda o futuro da energia limpa no Rio Grande do Sul e a geração de pelo menos mais cinco mil empregos na região. “Empresas de todo mundo estão nos procuenergia limpa é um dos fa- rando devido ao regime de por Daiane Roldão tores determinantes para ventos para instalar estes a expansão, assim como a parques de produção de Mais de R$ 1 bilhão de questão ambiental. Os in- energia, que nós estamos reais serão investidos na vestimentos em parques estimulando e faz parte Metade Sul do Estado para eólicos é o tema do Mate- da nossa política de dea construção de 10 novos ando com o Governador senvolvimento aqui no parques eólicos. O regi- de 29 de outubro. No pro- Estado”, afirmou Tarso. me de ventos favorável à grama de rádio semanal, Conforme o governador, Tarso Genro, governador do Rio Grande do Sul Foto: Pedro Revillion/Palácio Piratini o parque eólico de Osório é considerado o maior da América Latina, e atualmente produz uma capacidade de abastecer 650 mil pessoas, praticamente a metade da população de Porto Alegre. “A sua estrutura de produção também cumpre uma série de medidas compensatórias como monitorar lagos e lagoas da região, investir na estação de tratamento de esgoto, o que faz disso uma relação público-privada de alto nível”, disse. Sustentabilidade na produção de energia Conforme o governador, R$ 1 bilhão será investido para a construção de 10 novos parques eólicos na Região Sul do Estado, sendo que 64% do recurso via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o restante do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). “Em Santa Vitória do Palmar teremos um novo polo de produção de energia, e outras cidade estão realizando levantamento do regime de ventos e sua sustentabilidade durante o ano, para que evidentemente possa ter capacidade de resposta para o investimento que será feito e atingir a finalidade de abastecer a região”, destacou. “O Rio Grande encaminha-se para ser um Estado referência na produção de energia eólica”, diz Tarso, ao referir-se ao desenvolvimento da metade Sul que hoje exige novas fontes de produção de energia, que não só ajudam no abastecimento de outras regiões como também o crescimento de empregos locais. Pará Governador entrega Cheques Moradia e garante obras para Bujaru por Dani Filgueiras “Agora posso sonhar outros sonhos para mim e para minha família, porque o sonho da minha casa já está sendo realizado hoje”, disse o auxiliar administrativo Ilami Barbosa, um dos 63 moradores do município de Bujaru, contemplados com os Cheques Moradia que foram entregues pelo governador Simão Jatene dia 26 de outubro, na sede do município, durante solenidade no cais de arrimo da cidade, onde também foram entregues 210 títulos definitivos de propriedade, para cinco comunidades rurais de bujaruenses. Morando com a esposa, três filhas e uma enteada, em um quarto de madeira, Ilami Barbosa vislumbra a mudança que o Cheque Moradia vai proporcionar na vida de sua família. “Agora vamos ter uma casa com mais con- forto e condições reais de moradia. Só tenho que agradecer ao governo do Estado pelo que ele está fazendo por pessoas como eu, que não tem condições de construir sozinho uma casa boa para morar”, disse. Foi para “dar condições dignas de moradia aquele homem simples, aquela mulher que muitas vezes é pai e mãe, aquela família que tem uma pessoa com deficiência, que o Cheque Moradia foi criado”, afirmou Simão Jatene. “O cheque Moradia é um programa que tem muitos significados, mas ele é um programa que particularmente me emociona, por permitir que a pessoa possa, com suas próprias mãos, redesenhar o seu dia a dia, seu futuro, rearranjando a casa, fazendo com que ela seja um lugar melhor. É exatamente esse o condão do Cheque Moradia. É uma ajuda para as pessoas que mais precisam”, afirmou. Para Maria de Fátima Monteiro, o Cheque Moradia significa mais independência para seu filho Andrei, que nasceu com deficiência nos membros inferiores e usa uma cadeira de rodas para se locomover, além de mais segurança para a sua mãe Neuza, que está com idade avançada e tem dificuldades de locomoção. A doméstica conta que sempre quis ter uma casa adaptada, mas nunca teve recursos para fazer a reforma necessária. “A minha casa é de alvenaria, mas não tem nem piso. Esse Cheque Moradia é muito importante para a nossa família, vai mudar muita coisa principalmente na vida do meu filho, que vai finalmente ter autonomia dentro da própria casa. Esse é um dia muito feliz para a gente”, disse Maria de Fátima Monteiro. Maria de Loudes Souza, agente comunitário de saúde, finalmente vai realizar o sonho de ter uma casa de alvenaria. “A minha casa é de madeira e está bastante deteriorada. É meu sonho ter a minha casa de alvenaria, mas nunca tive condições de fazer a casa. Agora, com o Cheque Moradia, a minha casa vai ficar linda”. O prefeito de Bujaru, Lúcio Bessa, parabenizou o governo do Estado pelo Cheque Moradia. “Esse programa é muito importante, não apenas para os moradores de Bujaru, mas para todos os paraenses. Programas como esse demonstram a preocupação do governador pelas pessoas que mais precisam”, disse. O gestor municipal apresentou algumas demandas do município, como asfalto, equipamentos hospitalares, escola e construção de uma ponte sobre o Rio Guajará. O governador Simão Jatene disse que considera importante todos os pleitos apresentados e lembrou que o governo está investindo cerca de R$ 50 milhões na construção da ponte sobre o Rio Capim, que beneficia toda a região. “São coisas que podemos fazer juntos, em beneficio da população. Os equipamentos para o posto de saúde do município, por exemplo, são algo que precisa ser feito logo, não importa de quem é a res- ponsabilidade. A prefeitura construiu o posto, mas não tem como equipar, então vamos equipar”, concluiu o governador. Jatene garantiu a construção da escola de ensino médio que será erguida em terreno doado pela prefeitura. Ainda em parceria com o município, Simão Jatene aprovou o asfaltamento de trechos urbanos por meio do programa Asfalto na Cidade e afirmou que vai pedir um estudo para ver a viabilidade da construção da ponte, antes de responder à solicitação da prefeitura. Exposição remonta as transformações da arte brasileira em 60 anos A Fundação Bienal de São Paulo inaugurou, dia 21 de setembro, a exposição30 × Bienal – Transformações na Arte Brasileira da 1ª à 30ª Edição, que traz a trajetória artística do país nos últimos 60 anos, de 1951 até 2012, destacando a participação brasileira da primeira a última bienal. – Procurei encontrar correspondência entre a importância da bienal e a importância na história daarte brasileira. É um pouco buscar o paralelo entre essas duas histórias que são complementares –disse o curador da mostra, Paulo Venancio Filho, que acredita que a Bienal é um dos elementos que estruturou a arte brasileira a partir da segunda metade do século XX. A mostra, que tem obras de todas as edições da bienal, traz uma seleção de 250 obras de 111 artistas. De acordo com o curador, a intenção é propor uma orientação não-cronológica, mas flexível, “que possa ultrapassar tempo e espaço, sem, entretanto, deixar de observar a continuidade histórica de seis décadas”. – Selecionar (as obras) foi uma tarefa difícil, complicada, porque participaram das 30 edições cerca de 1.700 artistas. Tive de fazer uma redução muito drástica, cheguei a esse número de 111, que acho que é um número representativo desse período –disse. A exposição traz um panorama das influências presentes na bienal, que abrange desde a abstração geométrica ao concretismo, a arte pop, a geração conceitual e o reflexo dessas escolas na produção dos artistas de hoje. – A bienal ainda é o grande evento artístico do Brasil. Fundamental para as artes plásticas e para a [cena] cultura brasileira. Hoje as artes plásticas têm um papel maior, mas há 60 anos ninguém sabia o que era, a bienal deu uma dimensão pública para as artes plásticas –disse Venancio. A exposição ocorre até 8 de dezembro no prédio da Fundação Bienal de São Paulo, no Parque Ibirapuera, Portão 3. Terças, quintas, sábados, domingos e feriados funciona das 9 horas às 19 horas (entrada até 18h). Às quartas e sextas, das 9 horas às 22 horas (entrada até 21h). A entrada é gratuita.

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IMPRENSA SINDICAL | DE 5 DE NOVEMBRO A 5 DE DEZEMBRO/2013 | PÁGINA 11 Sindical AEROVIÁRIOS - SP AEROVIÁRIOS DE SÃO PAULO COMEÇOU A CAMPANHA SALARIAL Aconteceu dia 17 de outubro, a primeira reunião da campanha salarial, na sede do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias-SNEA, no Rio Janeiro; contando com a participação do SAESP e dos sindicatos dos aeroviários do Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais, Bahia, Brasília, Ceará, Pará, Goiás, Campinas, Rio Grande do Norte, Espírito Santo e Região Amazônica; todos sob a coordenação da Federação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aéreos, filiada à Força Sindical. Foi definido calendário de reuniões para a campanha, contemplando as seguintes datas: uma reunião em outubro, no dia 30; três reuniões em novembro, nos dias 6, 12 e 27; e uma reunião no dia 4 de dezembro, data sinalizada pelo sindicato patronal como a última para fechar as negociações. Esta campanha será realizada num momento muito especial, às portas da COPA DO MUNDO, evento que já está trazendo polpudos lucros para as empresas; considerando os noticiários dos jornais, que informam que as passagens aéreas durante o evento, custarão dez vezes que os preços atuais. Segundo a “Folha de São Paulo”, o turista que quiser sair do Rio e ir a São Paulo para assistir ao jogo de abertura da Copa, em 12 de junho de 2014, pagará R$ 2.393,00 (ida e volta na TAM). Por outras empresas, o preço é igualmente alto na ponte aérea durante a Copa. Na Avianca, o bilhete de ida e volta custa R$ 1.893,00 e na Gol, R$ 1.673,00. Diz a mesma matéria que o “fator Copa” no preço das passagens se dá em outras fases do torneio. Por exemplo, ir de São Paulo a Belo Horizonte para ver uma partida das oitavas-de-final, em 28 de junho, custa R$ 2.719,00 na TAM, a partir de Congonhas, significando 1.128% mais salgado do que o preço para maio, antes da Copa: R$ 241,00. PASSAGEM AÉREA SOBE 16,09% Os preços de alimentos, vestuário, serviços, itens de habitação tem subido e os salários não conseguem acompanhar o impacto da inflação nos preços ao consumidor. A grande novidade no processo inflacionário ficou por conta do aumento do preço das passagens aéreas, que subiu 16,09% no mês de setembro. Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE, disse à Folha de São Paulo, que mesmo em período de baixa temporada, a demanda por passagens aéreas ficou aquecida por conta de dois eventos que movimentaram muitos turistas: o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, em Belém, e o festival de música Rock in Rio. O cenário econômico brasileiro está bastante complicado e para analistas, os próximos meses serão de taxas mais elevadas de inflação, já que os alimentos tendem a acelerar e não mais poderá se contar com ajuda da retirada dos aumentos dos ônibus –item de grande peso no IPCA. De quebra, está em vista um aumento de, ao menos, 5% da gasolina em outubro. Para 2013, analistas estimam um índice muito próximo do teto da meta (6,5%). A maioria das previsões varia de 6,2% a 6,5%. O resumo da ópera é que os trabalhadores vêm perdendo o poder aquisitivo e as categorias profissionais que estão em campanha salarial, buscam de todas as formas recuperar o terreno perdido. É por estas e outras que reivindicamos o reajuste salarial correspondente a 100% do INPC e mais 5% a título de produtividade. Também pleiteamos o pagamento de PPR, o ABONO COPA, o pagamento dos adicionais de insalubridade/periculosidade e a redução da jornada para 40 horas semanais. O presidente do SAESP, Mandú, pondera que “com as vendas e os preços em alta, não haverá motivo para as empresas virem com choradeira pra cima dos trabalhadores; ao contrário, elas terão a grande oportunidade de reconhecerem o elevado profissionalismo e a produtividade de todos os seus funcionários, para o quais o FATOR COPA também terá de prevalecer”. Mandú arremata lembrando: “A COPA DO MUNDO COMEÇARÁ PELOS AEROPORTOS” Brasil Dez anos do Bolsa Família é lembrado por Dilma Programa permitiu que 36 milhões de brasileiros saíssem da miséria, destacou a presidenta As comemorações de uma década do Programa Bolsa Família ganharam espaço nas redes sociais do dia 27 de outubro. A presidenta Dilma Rousseff, por meio de sua conta no Twitter (@dilmabr), fez menção aos 10 anos do programa. Em seu perfil, Dilma destacou que o programa do governo federal “permitiu que 36 milhões de brasileiras e de brasileiros saíssem da miséria”. Para a presidenta, “não basta o PIB crescer, não basta a economia crescer, tem de crescer para todo mundo”, tuitou. Dilma também lembrou o aniversário do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Hoje é o aniversário do grande brasileiro e amigo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O aniversário de Lula coincide com o aniversário do maior programa de inclusão social da história, o Bolsa Família”, disse. O Programa Bolsa Família (PBF) foi responsável por 28% da queda da extrema pobreza na última década, segundo dados do estudo Efeitos macroeconômicos, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). De acordo com os dados apresentados, entre 2002 e 2012, a proporção de brasileiros vivendo com menos de R$ 70 (a preços de 2011, corrigidos pela inflação ao longo da série) caiu de 8,8% para 3,6%. Sem a renda do PBF, a taxa de extrema pobreza em 2012 seria 4,9%, ou seja, 36% maior que a observada com o programa. Comparado a outras transferências públicas, o PBF é o que reduz a desigualdade e a pobreza ao menor custo. Cada real adicional gasto no Bolsa Família impacta a desigualdade 369% e 86% mais que na previdência social em geral e no Benefício de Prestação Continuada (BPC), respectivamente. Assim, o programa tem o mérito de gerar grandes efeitos custando apenas 0,5% do PIB. Bolsa Família O Programa Bolsa Família (PBF) é um programa de transferência direta de renda que beneficia famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza em todo o País. O Bolsa Família integra o Plano Brasil Sem Miséria (BSM) e está baseado na garantia de renda, inclusão produtiva e no acesso aos serviços públicos. O Bolsa Família possui três eixos principais focados na transferência de renda, condicionalidades e ações e programas complementares. A transferência de renda promove o alívio imediato da pobreza. As condicionalidades reforçam o acesso a direitos sociais básicos nas áreas de educação, saúde e assistência social. Já as ações e programas complementares objetivam o desenvolvimento das famílias, de modo que os beneficiários consigam superar a situação de vulnerabilidade. O Programa atende mais de 13 milhões de famílias em todo território nacional de acordo com o perfil e tipos de benefícios: o básico, o variável, o variável vinculado ao adolescente (BVJ), o variável gestante (BVG) e o variável nutriz (BVN) e o Benefício para Superação da Extrema Pobreza (BSP). Os valores dos benefícios pagos pelo PBF variam de acordo com as características de cada família, considerando a renda mensal da família por pessoa, o número de crianças e adolescentes de até 17 anos, de gestantes, nutrizes e de componentes da família.

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Equador Mundo passo atrás” em seu apoio à nação cubana na sua luta contra o bloqueio. Na véspera, o presidente dos EUA, Barack Obama, prorrogou por mais um ano as sanções econômicas contra Cuba, iniciadas em 1961, sob a alegação que respon- IMPRENSA SINDICAL | DE 5 DE NOVEMBRO A 5 DE DEZEMBRO/2013 | PÁGINA 12 Rafael Correa faz duras críticas aos EUA por ampliar embargo a Cuba O presidente do Equador, Rafael Correa, afirmou que considera “os duros embargos dos Estados Unidos contra Cuba o maior atentado aos direitos humanos” dos tempos modernos. Segundo Correa, seu país não dará “nem um de aos interesses nacionais de seu país. – Digam o que digam as máquinas de mentira que são os meios de comunicação da direita, aos países hegemônicos, não há maior atentado aos direitos humanos, maior agressão ao direito internacional, do que o bloqueio criminoso a Cuba, que já dura meio século –afirmou Correa. Correa também anunciou um giro por Cuba, “exemplo de dignidade” e Nicarágua “ilha de paz em meio a tanto caos regional”. Na visita a Cuba, o mandatário equatoriano conhecerá os avanços do país no setor da saúde, principalmente em relação “ao tratamento das deficiências físicas em toda sua integridade”. Na Nicarágua, segundo o gabinete presidencial, o presidente estudará as experiências nicaraguenses no âmbito da segurança pública, “já que em meio a tanta insegurança, o país detêm os melhores índices de segurança”, pontuou. Espionagem EUA abrigariam espiões da CIA no Brasil com apoio da PF A agência central de inteligência norte-americana (CIA, na sigla em inglês) age com desenvoltura no Brasil, amparada por um convênio firmado entre o governo dos EUA e a Polícia Federal brasileira (PF), em 2010, logo após a posse da presidenta Dilma Rousseff. Assim, a ação do segmento acusado de espionar as principais empresas brasileiras, entre elas a Petrobras e a própria presidenta do país, segue disfarçada nos “assuntos diplomáticos” dos dois países. Este é o fato que revela a matéria do diário conservador paulistano Folha de S. Paulo, em matéria assinada pelo jornalista Marco Antônio Martins. Segundo o renomado repórter, “pelo menos uma vez por semana, dois agentes da CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos, chegam a um dos prédios da Polícia Federal em Brasília, no setor policial sul da capital. Em menos de cinco minutos, eles passam pela portaria e se dirigem a uma reunião em um dos edifícios onde ficam os cerca de 40 agentes brasileiros da Divisão Antiterrorismo (DAT). A desenvoltura dos (norte-)americanos não é por acaso: ali, os computadores, parte dos equipamentos e até o prédio, dos anos 90, onde estão reunidos e trabalham os policiais que investigam terrorismo no Brasil, foram financiados pelos EUA”. “Nas duas últimas semanas, a Folha entrevistou policiais federais, militares da inteligência do Exército e funcionários do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República. Todos admitem que os acordos de cooperação entre a Embaixada dos EUA e a PF são uma formalidade. E que, na prática, os americanos têm atuação bastante livre em território brasileiro. Procurada, a Embaixada dos EUA no Brasil não se pronunciou. Segundo a Folha apurou, a atuação da inteligência (norte-)americana no Brasil não se limita à espionagem eletrônica, revelada em documentos do ex-analista da NSA (Agência de Segurança Nacional) Edward Snowden”, acrescenta. Segundo Martins, “os (norte-)americanos estão espalhados pelo país atrás de informações sobre residentes no Brasil, brasileiros ou não. Eles dão a linha em investigações e apontam quem deve ser o alvo dos policiais federais, dizem essas fontes. Na prática, os (norte-)americanos acabam se envolvendo em operações das mais diversas. Em 2004, por exemplo, a Operação Vampiro, que desmantelou uma quadrilha que atuava em fraudes contra o Ministério da Saúde na compra de medicamentos, teve participação da CIA. Em 2005, os (norte-)americanos estiveram diretamente envolvidos no rastreamento do lutador de jiu-jítsu Gouram Abdel Hakim, suspeito de pertencer a uma célula da rede terrorista Al Qaeda”. Mas a parceria entre a Embaixada dos EUA e a Polícia Federal, formalizada por meio da assinatura de um memorando em 2010, mas ativa na prática desde muito antes disso, não escapa da polêmica. Um dos críticos é o ex-secretário nacional Antidrogas Walter Maierovitch. – Opinei pela não oficialização do convênio, em relação às drogas, porque era um acobertamento para a espionagem desenfreada, sem limites –lembra Maierovitch. À época, a justificativa para o convênio era que o auxílio entre americanos e brasileiros serviria para o combate às drogas. Depois do 11 de Setembro, no entanto, o foco passou a ser o terrorismo. “Os norte-americanos mantêm escritórios próprios no Rio, com a justificativa da realização da Copa do Mundo e da Olimpíada de 2016, e em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, para vigiar a atuação das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) na fronteira”. – O que mais tem é (norte-)americano travestido de diplomata fazendo investigação no Brasil –afirma o policial federal Alexandre Ferreira, diretor da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef). A CIA, no entanto, já agia no passado, com a mesma desenvoltura de agora, protegida pela facção mais à direita no Exército Brasileiro, responsável pelo golpe de Estado em 1964, que durou mais de duas décadas. Uma das práticas da agência (norte-)americana é a cooptação de olheiros no país-alvo da espionagem, a exemplo de Manoel dos Santos Guerra Júnior, hoje com 81 anos. O Cenimar o trata como informante da repressão brasileira e da CIA. Venezuela Governo venezuelano constrói mais de 800 escolas em dois anos Desde 2011, o governo venezuelano construiu 802 escolas com o objetivo de fortalecer o sistema educativo do país, informou a ministra da Educação, Maryann Hanson, em um programa na rede Venezolana de Televisión. A ministra precisou que a matrícula estudantil teve um aumento de 98% desde 2008, ou seja, mais de 7 milhões de estudantes foram incorporados ao sistema educacional na Venezuela. Segundo ela, o ministério da Educação, através do programa “Uma Gota de Amor para Minha Escola” vem promovendo a consciência da infraestrutura escolar nas crianças, docentes e corpo diretivo das escolas públicas do país. O programa já investiu 32 milhões de dólares em educação. “O programa foi feito com o povo, pelo Poder Popular. É assim que as comunidades se aproximam e participam da reparação e limpeza das instalações educativas”, contou Maryann que destacou ainda que as reformas mais profundas são desenvolvidas pelo governo “porque o que está em jogo é a segurança das crianças”. A ministra denunciou ainda que no estado de Miranda, onde governa o opositor e ex-candidato presidencial, Henrique Capriles, 70% das escolas permanecem fechadas. Ela disse que vê com desconfiança “que escolas do ensino privado atualmente só realizam atividades administrativas” e afirmou que o ministério está tomando providências. China Comunistas chineses mantêm economia controlada e impulsionam reformas O Banco Central da República Comunista daChina informou, em comunicado divulgado dia 29 de setembro, que manterá sua política estável, com pequenos ajustes para lidar com as incertezas econômicas, enquanto segue adiante com reformas para o yuan e as taxas de juros. A performance econômica da China e a inflação permanecem estáveis, mas haverá “dificuldades e desafios” à frente, afirmou o Banco Popular da China, em nota, após um encontro de seu comitê de política monetária. Enquanto mantém a política monetária prudente, “o Banco Central pretende fazer ajustes preventivos pontuais para ajudar a estabilizar o crescimento econômico”, disse. O BC também prometeu avançar com reformas da taxa de juros orientadas para o mercado e melhorar o regime da divisa chinesa, enquanto mantém a taxa da moeda basicamente estável. Pequim aumentou seus esforços para sair de uma forte desaceleração econômica ao acelerar o investimento em ferrovias e construções de moradias populares, além de ter introduzido medidas para incentivar companhias de menor porte. Dados econômicos recentes mostraram o impacto de algumas dessas políticas, com a produção fabril chegando a uma máxima em 17 meses em agosto e as vendas do varejo crescendo em seu maior ritmo neste ano. Aproximação A política econômica estável e a aproximação com os países emergentes têm transformado o yuan em uma moeda capaz de fazer frente ao dólar, nas transações comerciais. Pela primeira vez, o yuan entrou para o ranking das dez moedas mais negociadas do mundo. De acordo com relatório do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), a moeda chinesa passou do volume diário de US$ 34 bilhões e negociações, em 2010, para US$ 120 bilhões este ano. Com o avanço, o yuan passou da 17ª posição para a nona, no intervalo de apenas três anos. A subida de posição do yuan está “em linha com o aumento dos esforços de internacionalização da moeda chinesa”, apontou o BIS no relatório, cujos dados de referência são do mês de abril. A intenção do governo chinês é que a moeda se torne reserva nos Bancos Centrais de diversos países e vire referência como moeda de comercialização. O yuan desbancou a posição do dólar neozelandês, que passou da nona para a décima posição, e tirou a coroa sueca do Top 10. Na primeira posição aparece o dólar norte-americano, seguido pelo euro, iene e libra esterlina. A moeda brasileira aparece na 19ª posição. Entre as moedas de países emergentes, o peso mexicano aparece em oitavo lugar e o rublo, da Rússia, na 12ª colocação.

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IMPRENSA SINDICAL | DE 5 DE NOVEMBRO A 5 DE DEZEMBRO/2013 | PÁGINA 13 “Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.” Ciência Clarice Lispector Pesquisa aponta ligação entre casamento feliz e boa saúde Seis vezes durante esse período, os participantes responderam a perguntas que procuravam medir a felicidade deles no casamento e a existência de problemas conjugais. Os entrevistados também foram convidados a classificar sua saúde como excelente, boa, regular ou ruim. A conclusão foi que havia uma relação direta entre a felicidade dos casais e uma boa saúde, independentemente da idade dos cônjuges, embora os cientistas não tenham chegado a uma conclusão sobre qual desses fatores, os casais que planejavam a saúde ou felicidade, cau- programas juntos, como sou o outro. jantares e cinemas, tinham em média, além de Na saúde relacionamentos mais forou na tristeza tes, uma saúde melhor. Mas Hollist ressal– O casamento se tou que ainda não é claro mantém estável se esta- como, exatamente, uma mos mal de saúde? O que coisa influencia a outra. descobrimos foi que existe – Não há como saber uma relação entre a saúde se bons casamentos levam e a felicidade nos dois gru- a uma boa saúde ou se pos. Se eles estão bem de casamentos ruins fazem saúde, há mais felicidade – você ficar doente –disse o disse CodyHollist, da Uni- cientista. versidade de Nebraska, Circunstâncias coautor da pesquisa. estressantes Os pesquisadores, por Os pesquisadores tamexemplo, concluíram que bém encontraram sinais de que curar doenças existentes parecia amenizar os problemas conjugais. Uma descoberta que surpreendeu os pesquisadores, liderados por Richard Miller, da Universidade Brigham Young, em Utah, foi que aqueles que sobreviveram ao que, no início do estudo, pareciam ser casamentos problemáticos, mostraram uma melhoria na saúde ao longo do tempo. – Circunstâncias estressantes podem despertar algo em algumas pessoas, que as fazem procurar por caminhos mais saudáveis, e adaptativos de comportamento ao longo do tempo –disse Hollist. Essa não foi a primeira vez que pesquisadores encontraram uma relação entre romance e saúde. Em janeiro deste ano, um estudo publicado pela Universidade de Medicina de Viena constatou que beijos e abraços podem melhorar a saúde. O estudo foi divulgado na publicação científica Journal of Marriageand Family. Uma pesquisa feita com centenas de pessoas casadas durante 20 anos nos Estados Unidos revelou que existe uma ligação entre uma boa saúde e um casamento feliz. O levantamento, feito por cientistas de universidades americanas, analisou informações fornecidas por 1.681 pessoas que permaneceram casadas com o mesmo parceiro entre 1980 e 2000. Os participantes foram divididos em dois grupos, um de casais que tinham entre 18 e 39 anos, e outro de casais entre 40 e 55 anos. Lazer Culinária Batata com requeijão e bacon Horóscopo 21/03 a 19/04 Quando tudo está perdido, sempre existe uma luz. Amanhão não será nada disso. Seja como for, viver é nosso dever. Contemplar a vida é nossa alegria. A resposta está em seu coração. Escute-o e aquiete-se. Não tente se iludir acreditando no que você quer. Veja as coisas como elas realmente são e vire a página. Não é fácil desapegar-se, especialmente de pessoas. Vá com calma e com carinho consigo. Paciência... INGREDIENTES • 500 g de batata • 1 kg de bacon • 2 copos de requejão • Sal a gosto • Cheiro verde a gosto MODO DE PREPARO Corte o bacon em pedaços médios e frite-os. Unte um refratário com margarina ou manteiga, espalhe o requeijão sobre a batata e por último polvilhe com os pedaços de bacon. Leve ao forno até o requeijão derreter. Retire do forno e acrescente o cheiro verde. Agora, meu amigo, sirva-se. Tempo de preparo 30min 20/04 a 20/05 21/05 a 21/06 22/06 a 22/07 23/07 a 22/08 Cozinhe as batatas, corte-as em ro- Rendimento 8 porções delas, tempere a gosto e reserve. 23/08 a 22/09 O passado bate à sua porta. Não abra. Escute, mas não abra. Não dê atenção aos sinais que as pessoas emitem. Elas podem dizer uma coisa e quererem outra oposta. Foi bom mas passou. Abra-se para o que será tão bom quanto ou melhor ainda. Esqueça quem não te ama. Enquanto a pessoa vive feliz você lamenta. Alí, bem alí à sua frente está acontecendo um espetáculo. O espetáculo da vida. Preste atenção. Aceite o convite. Fonte: http://www.tudogostoso.com.br/receita/15984-batata-com-requeijao-e-bacon.html Humor Vícios 23/09 a 22/10 23/10 a 21/11 22/11 a 21/12 22/12 a 19/01 20/01 a 18/02 Algo tem morrer para que outra coisa aconteça. Há muita esperança no novo. A felicidade está em você. Seja feliz consigo que será com os que estão por perto. Fonte: http://www.umsabadoqualquer.com/1197-vicios/ “Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho.” Clarice Lispector 19/02 a 20/03

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Geral PTB-SP Nós do PTB Sindical, grupo que representa os interesses políticos da classe trabalhadora do Estado de São Paulo no PTB-SP, composto por várias entidades sindicais de diversos setores, temos a insatisfação de dizer que três dos nossos quatro vereadores na Câmara Municipal de São Paulo votaram a favor do aumento do IPTU (vereadores Conte Lopes, Paulo Frange e Marquito). Estes vereadores que tomaram seu posicionamento a favor do aumento não representaram os interesses dos trabalhadores e do PTB Sindical, nosso Departamento foi constituído para fortalecer a classe trabalhadora nos seus interesses, sabemos que muitos dos nossos trabalhadores ainda nem poderão realizar o sonho da casa própria e infelizmente este sonho vai ficar ainda mais distante. Muitos dos nossos trabalhadores ainda moram de aluguel, este aumento vai ser inserido nos contratos de alugueis, porque o pagamento do IPTU está nos contratos. Este aumento vai enfraquecer ainda mais o poder de renda destas famílias. Aproveito para parabenizar o vereador Adilson Amadeu pelo seu voto contra ao aumento. Sei que a uma pressão muito forte sobre os nossos parlamentares que votaram a favor do aumento, esta mesma pressão feita pela bancada governista do PT. Quero aqui relembrar a todos os vereadores independentemente dos Partidos que os representam que os votos que são descidos por eles, não o pertencem; pertencem sim aos eleitores que votaram neles. A decisão de votar favorável ou contra a qualquer lei, proposta ou projeto não é e nem deve ser do parlamentar. Ele é apenas um instrumento do eleitor e do povo, e cabe a ele representar a opinião da maioria dos cidadãos de São Paulo, que não quer mais pagar Impostos, taxas e outras formas de arrecadação abusivas pela máquina pública que administra a nossa cidade. Se o prefeito precisa arrecadar mais ele tem que enxugar a máquina diminuindo os cargos nomeados, que são muitos, e ocupados na maioria por membros militantes do PT. Qual Será a ação do Departamento do PTB Sindical do Estado de São Paulo em resposta à esta primeira votação? Vou conversar individualmente com cada um dos nossos vereadores para expor em nome do PTB Sindical o nosso posicionamento contrário ao aumento. IMPRENSA SINDICAL | DE 5 DE NOVEMBRO A 5 DE DEZEMBRO/2013 | PÁGINA 14 São Paulo-SP Prefeitura reorganiza 45 linhas de ônibus na Zona Leste foi decretada a caducidade do contrato por falhas no serviço prestado, com paralisação do atendimento de usuários. Parte da frota utilizada nas linhas será substituída por veículos maiores e mais confortáveis, propiciando mais oferta de lugares. Durante as últimas semanas, foram distribuídos mais de 250 mil folhetos nas linhas que seriam reorganizadas, além de informativos do ‘Jornal do Ônibus’ afixado nos coletivos e também, banners instalados nos terminais que receberão os novos itinerários. Reorganização As medidas fazem parte de um projeto de reorganização do transporte coletivo de ônibus na cidade para que o sistema se torne mais eficiente. A ideia é de que o sistema seja reorganizado com linhas mais curtas, feitas por permissionários (microônibus) e com intervalos mais curtos para fazer o transporte dos bairros periféricos, integrando em terminais com linhas que trafegam em grandes eixos estruturais, com veículos maiores de grande capacidade, rodando em corredores exclusivos. Desde o início do ano, a prefeitura já implantou 224,6 km de faixas exclusivas, superando o número previsto (220 km) para dezembro. O Programa de Metas 2013-2016 prevê ainda A opinião do Grupo do PTB Sindical SP sobre a votação do aumento do IPTU Paulistano Fernando Haddad, prefeito de São Paulo Tenho a absoluta certeza que vou conseguir reverter os votos dos nossos vereadores, pois a questão do aumento do IPTU afeta principalmente os mais fracos que são trabalhadores, aposentados e pensionistas, que possui um rendimento que mal dá para comprar remédios e se alimentar. Contarei com certeza com a sensibilidade de cada um dos nossos vereadores, que tenho com muito orgulho no nosso partido: o vereador Conte Lopes, que já provou a defesa e compromisso com a classe de policiais militares e suas famílias, do vereador Marquito, que está em sua primeira legislatura, vindo de uma família humilde e também do vereador Paulo Frange que não pode e nem vai ficar fora. Ramalho Júnior, presidente do PTB Sindical SP SPTrans realizará a partir de 26 de outubro 16 alterações de itinerários, 14 seccionamentos, dez substituições, quatro alterações de numeração ou nome, além da criação de uma nova linha nas regiões de Cidade Tiradentes, São Mateus e Carrão. A Prefeitura inicia a reorganização de 45 linhas de ônibus da chamada Área 4, nas regiões de Cidade Tiradentes, São Mateus e Carrão, na Zona Leste. A SPTrans promoverá 16 alterações de itinerário, 14 seccionamentos (divisão de uma linha em mais), dez substituições, quatro trocas de nome ou número e a criação de uma nova linha. Os itinerários de trólebus não serão alterados. Segundo a SPTrans, cerca de 200 mil pessoas utilizam as linhas que serão reorganizadas e cerca de 30% dos usuários terão alguma mudança em seu trajeto. As linhas eram operadas pelo Consórcio Leste 4 até o início de outubro, quando a construção de 150 km de corredores até 2016. Integração O projeto prevê reorganizar as 1,3 mil linhas atuais em cerca de 900 novos itinerários, sendo 380 estruturais e 520 locais, o que não significa menos opções de deslocamento. No caso da alteração nas 45 linhas da Zona Leste, o usuário ganha 90 opções diferentes com os mesmos trajetos passando pelos terminais São Mateus, Carrão, Cidade Tiradentes e na Estação de Transferência de Itaquera, onde pode tomar outras linhas, sem pagar nova tarifa. Antes da criação do Bilhete Único, apenas 15% dos usuários optavam por se deslocar em dois ou mais linhas e, atualmente, 50% das viagens são integradas. Os ônibus da cidade transportam 7 milhões de passageiros por dia e são responsáveis por 71% de toda a demanda de transporte coletivo da capital. “O usuário está acostumado a usar a mesma linha por muito tempo e a expectativa de fazer uma integração o deixa inseguro, porque ele tem a imagem de que na troca de um ônibus para outro, vai demorar. A reorganização serve justamente para evitar isso, aumentando a frequência de ônibus nos pontos e evitando as filas de coletivos”, explicou Ana Odila.

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IMPRENSA SINDICAL | DE 5 DE NOVEMBRO A 5 DE DEZEMBRO/2013 | PÁGINA 15 Política Reforma política Sociedade civil brasileira propõe reforma política abrangente Descontentes com as propostas de reforma política até aqui apresentadas pelo Congresso Nacional –com medidas consideradas superficiais– algumas das maiores entidades sociais do país pretendem aumentar a pressão em favor do projeto de iniciativa popular que prevê mudanças profundas no sistema, como o fim do financiamento privado de campanhas eleitorais e do voto uninominal para o parlamento, pontos considerados fundamentais para o combate à corrupção no país. Integrantes desse movimento, batizado de “Coalizão Democrática pela Reforma Política e Eleições Limpas”, reúnem-se dia 23 de outubro, em Brasília, para debater as estratégias de mobilização. Fazem parte do grupo a OAB, a CNBB, a UNE, a CUT, o MST e a Contag, entre outras entidades de trabalhadores e movimentos populares. Eles irão discutir os rumos da campanha pela coleta de assinaturas para a apresentação do projeto de lei de iniciativa popular, de forma a promover mudanças “que realmente façam a diferença”, conforme destacaram seus coordenadores. A mobilização –a mesma que trabalhou pela aprovação da Lei da Ficha Limpa– conseguiu 300 mil assinaturas de apoio popular ao projeto. Para o encaminhamento da matéria ao Congresso e sua consequente formalização, são necessárias 1,5 milhão de assinaturas. A proposta para reforma política defendida pelas entidades prevê o fim do financiamento empresarial das campanhas eleitorais. A sugestão é de que passe a ser permitida a contribuição individual no valor máximo de R$ 700 por eleitor e sem ultrapassar o limite de 40% dos recursos públicos recebidos pelos partidos nas eleições. Um dos principais motivos da reunião do dia 18 é o fato de a minirreforma eleitoral aprovada nesta semana no Congresso ter sido considerada mínima em seu conteúdo pelas entidades sociais, que também criticam o trabalho do grupo técnico da reforma política em atuação na Câmara. Para o fundador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), o juiz Marlon Reis, a reforma política precisa ser incluída logo na pauta prioritária do país. Reis tem destacado a falta de transparência no sistema eleitoral e a necessidade de se discutir melhor o financiamento de campanhas. – Nosso sistema eleitoral está comprometido pela falta de transparência. Peca por não dar ao eleitor uma ideia clara sobre a forma como ele vota. Ninguém entende nosso sistema caótico, que não permite ao eleitor ter uma clara noção das consequências do seu voto. Isso faz o voto outorgado a um candidato beneficiar outro, muitas vezes indesejado –afirma. Reis lembra como exemplo o que ocorreu em 2010, quando o palhaço Tiririca, hoje deputado federal pelo PR de São Paulo, foi convidado pelo partido para se candidatar como puxador de votos. A coalizão sugere, dentre os vários pontos abordados, a extinção do sistema de voto dado ao candidato individualmente, como hoje é adotado para as eleições de vereador, deputado estadual e federal e, em seu lugar, o sistema eleitoral do voto dado em listas pré-ordenadas, democraticamente formadas pelos partidos e submetidas a dois turnos de votação. de campanhas. – Ninguém sabe quem doa e quanto doa. Os candidatos não são obrigados a revelar durante a campanha de onde está vindo o dinheiro que a sustenta e isso é muito sério. Viola a Constituição e os compromissos internacionais do Brasil em matéria de direitos humanos. Além disso, não há limites para as doações e muitas empresas participam do processo como forma de participar de licitações fraudulentas no futuro –colocou. O movimento por “Eleições Limpas” conta com o apoio direto da CNBB, cujo presidente, dom Raimundo Damasceno, afirmou durante solenidade que a democracia precisa ser participativa. – É preciso regulamentar mecanismos de participação popular, como o referendo, e fazer com que as camadas da sociedade, todas elas, tenham representatividade política – enfatizou o cardeal na ocasião, também defensor da tese de que os partidos tenham programas sistemáticos de governo. Financiamento Já a OAB tem articulado mode campanha bilizações nos Estados por meio Segundo o juiz, essa falta de das suas seccionais. O presidentransparência também afeta o te da comissão criada dentro atual modelo de financiamento da Ordem para esse trabalho, o ex-presidente nacional Cesar Britto, destacou que considera o projeto Eleições Limpas “fundamental”. – Consiste numa iniciativa de defesa do aprimoramento da democracia e da participação da sociedade. Fazer essa reforma é deixar de estimular o caixa dois, é adotar um novo modelo político e novas regras de financiamentos de campanhas –frisou. Na UNE, que encaminhou representantes para a reunião de 23 de outubro, os dirigentes destacam pesquisa feita em junho passado dentro do estudo Agenda Juventude Brasil 2013. O levantamento, que tem o propósito de traçar um diagnóstico sobre como pensa a juventude brasileira, mostrou que, de uma lista de problemas que mais incomodam os jovens brasileiros com idade entre 15 e 29 anos, 67% responderam que era a corrupção, sendo este item citado em primeiro lugar por 36% destas pessoas. – Defendemos o financiamento público de campanha porque, de fato, empresa não vota. O titular do voto é o cidadão. É fundamental debater o sistema de financiamento – essaltou o diretor da entidade Thiago José Aguiar da Silva. Bahia Exportações baianas crescem 18,7% em setembro e atingem US$ 1,02 bilhão As exportações baianas voltaram a crescer em setembro, quando alcançaram US$ 1,02 bilhão, 18,7% superiores a igual mês do ano passado e 36,9% acima do registrado em agosto último. Um dos fatores determinantes para o desempenho foi o salto na exportação de óleo combustível em 113%, após registrar queda em todos os meses do ano. Também colaborou a expansão nas vendas de produtos metalúrgicos (181%) decorrente dos investimentos realizados na produção de cobre e do expressivo aumento nas exportações do setor automotivo (1.110%). Esse crescimento resultou do aumento da demanda da Argentina, da desvalorização do real e dos estímulos à produção local do programa Inovar-Auto, que beneficia montadoras instaladas no país. De janeiro a setembro, as exportações baianas acumulam US$ 7,8 bilhões, inferior 3,7% a igual período de 2012. Do lado oposto, as importações já atingem US$ 6,2 bilhões, 9,3% acima do registrado no Jaques Wagner mesmo período do ano anterior. Em setembro as importações tiveram um aumento de 44%. As compras externas continuam em trajetória crescente, devido ao crescimento da atividade industrial interna e ao aumento das compras de bens de capital. Destacaram-se no mês passado as compras de combustíveis, catodos de cobre, insumos para indústria química, borracha e bens de capital. CCJ do Senado aprova voto aberto nas votações do Legislativo A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, dia 23 de outubro, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 43 de 2010 que estabelece voto aberto para todas as deliberações e instâncias do Legislativo nos âmbitos federal, estaduais e municipais. A comissão rejeitou dois destaques para manter o voto secreto em casos de análise de veto e apreciação de indicação de autoridades. A proposta segue para análise do plenário. Depois de vários adiamentos, o relatório do senador Sérgio Souza (PMDB-PR) foi aprovado por unanimidade após quase três horas de debate. Autor de um dos destaques para restringir o voto aberto, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), sustentou que o mecanismo em todas as deliberações pode acarretar em perseguições. A mesma tese é defendida pelo líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM). Ele acrescentou que os deputados deixaram de votar propostas semelhantes e, pressionados pela opinião pública, acabaram por invadir prerrogativas do Senado. “No afã de dar uma resposta à opinião pública sobre a trágica votação do episódio do deputado [Natan] Donadon, a Câmara dos Deputados aprovou o voto aberto, sem levar em consideração o que o Senado tem como prerrogativa, como a votação de autoridades”, frisou o peemedebista. – Nos casos do voto em mérito de projetos de lei, em todas as matérias de conteúdo e mérito em relação à atividade parlamentar, defendo o voto aberto. Mas no caso (de análise) de veto (presidencial) e de (escolha de) autoridade, acho importante, para o regime de peso e contrapeso, o voto secreto –acrescentou Braga. No entanto, a maioria dos membros da CCJ concordou com a tese de que a sociedade está cobrando transparência das ações do Congresso. – Temos que aproveitar a oportunidade, a sociedade está vigilante – disse Sérgio Souza. Para o líder do PT, Wellington Dias (PI), “o Brasil amadureceu o suficiente para que a gente pudesse hoje dar esse passo a mais que é a votação aberta para todos os casos”. O senador Roberto Requião (PMDB-PR) acrescentou que os parlamentares devem representar a vontade do cidadão. – As ruas estão a exigir transparência do Congresso Nacional. Voto aberto em tudo. Mandatário não pode esconder o seu voto do mandante. Neste momento, há sim um clima para estabelecermos a transparência –ressaltou. Já aprovada pela Câmara dos Deputados, a PEC precisa ser votada em dois turnos pelo plenário do Senado. to substancial nas vendas externas de derivados de petróleo como ocorrido em setembro”. O setor é o maior segmento responsável pelo desempenho negativo nas exportações estaduais no ano com queda de 27%. Já em relação às imBens de capital De acordo com o coor- portações, o maior incredenador de Comércio Ex- mento é de bens de capital terior da SEI, Arthur Cruz, com crescimento de 44%, “para que as exportações o que sinaliza mais investibaianas possam superar o mentos e modernização na desempenho de 2012, é ne- economia. “Com esse perfil cessário que a desvaloriza- de importações, a indúsção da moeda se mantenha tria, principalmente a exaté o fim do ano nos níveis portadora, mostra que está atuais, que se confirmem os querendo produzir mais, indícios de recuperação eco- reduzir custos e ficar mais nômica dos principais mer- competitiva via aumento cados mundiais, com uma do investimento, da prodesaceleração controlada na dutividade e das exportaChina, além de um aumen- ções”, enfatiza Cruz.

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